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GESTÃO EMPREENDEDORA UNEC 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA – NEAD/UNEC 
Prof. Arthur Ferreira da Silva Júnior: arthur.unec@gmail.com Página 1 
 
5.2 Análise de Mercado 
 
5.2.1 Estudo dos clientes 
 
Esta é uma das etapas mais importantes da 
elaboração do seu plano. Afinal, sem clientes não 
há negócios. Os clientes não compram apenas pro-
dutos, mas soluções para algo que precisam ou de-
sejam. Você pode identificar essas soluções se co-
nhecê-los melhor. Para isso, responda às perguntas 
e siga os passos a seguir: 
 
1º passo: identificando as características gerais dos clientes. 
❖ Se pessoas físicas. 
❖ Qual a faixa etária? 
❖ Na maioria são homens ou mulheres? 
❖ Têm família grande ou pequena? 
❖ Qual é o seu trabalho? 
❖ Quanto ganham? 
❖ Qual é a sua escolaridade? 
❖ Onde moram? 
❖ Se pessoas jurídicas (outras empresas). 
❖ Em que ramo atua? 
❖ Que tipo de produtos ou serviços oferece? 
❖ Quantos empregados possuem? 
❖ Há quanto tempo estão no mercado? 
❖ Possuem filial? Onde? 
❖ Qual a sua capacidade de pagamento? 
❖ Têm uma boa imagem no mercado? 
 
 
Aulas 47 e 48 
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2º passo: identificando os interesses e comportamentos dos clientes. 
❖ Que quantidade e com qual frequência compram 
esse tipo de produto ou serviço? 
❖ Onde costumam comprar? 
❖ Que preço paga atualmente por esse produto ou 
serviço similar? 
 
3º passo: identificando o que leva essas pessoas a comprar. 
❖ O preço? 
❖ A qualidade dos produtos e/ou serviços? 
❖ A marca? 
❖ O prazo de entrega? 
❖ O prazo de pagamento? 
❖ O atendimento da empresa? 
 
4º passo: identificando onde estão os seus clientes. 
❖ Qual o tamanho do mercado em que você irá atuar? 
❖ É apenas sua rua? 
❖ O seu bairro? 
❖ Sua cidade? 
❖ Todo o Estado? 
❖ O País todo ou outros países? 
❖ Seus clientes encontrarão sua empresa com facilidade? 
 
5.2.2 Estudo dos concorrentes 
 
Você pode aprender lições importantes ob-
servando a atuação da concorrência. Procure 
identificar quem são seus principais concorrentes. 
A partir daí, visite-os e examine suas boas práticas 
e deficiências. 
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Lembre-se de que concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo 
ramo de atividade que você e que buscam satisfazer as necessidades dos seus clien-
tes. O mesmo deve ser visto como uma situação favorável. Bons concorrentes servem 
como parâmetro de comparação e de parceria, além de ser uma fonte de estímulo à 
melhoria. 
 
5.2.3 Estudo dos fornecedores 
 
O mercado fornecedor compreende todas as 
pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-
primas e equipamentos utilizados para a fabricação 
ou venda de bens e serviços. Inicie o estudo dos 
fornecedores levantando quem serão seus fornece-
dores de equipamentos, ferramentas, móveis, uten-
sílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e 
serviços. 
Relações de fornecedores podem ser encon-
tradas em catálogos telefônicos e de feiras, sindicatos e no SEBRAE. Outra fonte rica 
de informações é a Internet. 
Mantenha um cadastro atualizado desses fornecedores. Pesquise, pessoal-
mente ou por telefone, questões como: preço, qualidade, condições de pagamento e 
o prazo médio de entrega. Essas informações serão úteis para determinar o investi-
mento inicial e as despesas do negócio. 
Preenchendo o quadro de estudo dos fornecedores, você terá uma melhor vi-
são de quem são e de como atuam seus fornecedores. 
❖ Analise pelo menos três empresas para cada artigo necessário; 
❖ Mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, é importante manter 
contato com todos, ou pelo menos com os principais, pois não é possível 
prever quando um fornecedor enfrentará dificuldades; 
❖ Ao adquirir matérias-primas, insumos ou mercadorias faça um estudo de 
verificação da capacidade técnica dos fornecedores. Todo fornecedor 
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deve ser capaz de suprir o material ou as mercadorias desejadas, na 
qualidade exigida, dentro do prazo estipulado e com o preço combinado; 
❖ A tomada e a comparação de preços facilitam a coleta de informações 
sobre aquilo que se deseja adquirir, aumentando as chances de se tomar 
decisões mais acertadas; verifique se é exigida quantidade mínima de 
compra e lembre-se de evitar intermediários, sempre que possível. 
 
5.3 Documentação necessária ao empreendedor1 
 
5.3.1 Obtenção de alvará de funcionamento definitivo 
 
No momento da formalização o Empreende-
dor Individual poderá emitir um alvará provisório 
para o funcionamento do negócio com validade de 
90 dias, após a formalização deverá ser solicitado 
na prefeitura o alvará definitivo, que terá o prazo de 
180 dias para emissão e entrega. 
Todos os estabelecimentos estarão sujeitos 
a algumas fiscalizações, portanto é importante ficar 
atento ao prazo de validade dos alvarás e sempre 
manter em locais visíveis. Geralmente alguns dos órgãos mais comuns que mantêm 
e fiscalizam constante são2: 
❖ Prefeitura que fiscaliza o alvará de funcionamento; 
❖ Corpo de bombeiros que realiza a auto vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB); 
❖ Vigilância Sanitária que é responsável pelo alvará sanitária, sendo necessário 
para empresas que trabalhem, por exemplo, com alimentos, medicamentos, 
produtos de limpeza, cosméticos e agrotóxicos. 
 
 
1 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
2 Idem. 
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Qualquer dúvida quanto à liberação do alvará deverá ser consultada mediante 
a prefeitura responsável pela região onde se tenha realizado a formalização, esta con-
sulta é gratuita e garantirá ao empreendedor mais segurança. 
 
5.3.2 Como obter a inscrição Municipal e Estadual3 
 
Toda e qualquer empresa formalizada deve possuir, assim como o Cadastro 
Nacional da Pessoa Jurídica o CNPJ, as inscrições municipal e/ou estadual. É através 
dessas inscrições que a prefeitura e a fazenda estadual controlam o funcionamento 
da empresa e os impostos que são gerados por ela. Sendo a inscrição municipal é 
emitida pela Prefeitura; a inscrição estadual é emitida pela Secretaria Estadual da Fa-
zenda. 
O Empreendedor Individual poderá ter um funci-
onário de carteira assinada, caso esse seja o seu de-
sejo. Durante a contratação é indicado que o empreen-
dedor procure um contador para que a rotina que en-
volve os recolhimentos e obrigações seja feita de 
acordo as exigências, como por exemplo, dependendo 
do ramo de atividade haverá convenção coletiva de tra-
balho e outros benefícios estipulados por lei. 
Caso o empreendedor contrate um funcionário é necessário que esta contrata-
ção seja formalizada, sendo assim deverá ser solicitada ao funcionário a apresentação 
de alguns documentos, que contribuirá na identificação e no cumprimento das obriga-
ções trabalhistas. Segue abaixo alguns considerados mais importantes. 
❖ Carteira de Trabalho e Previdência Social 
(CTPS); 
❖ Título de eleitor, para os maiores de 18 de 
anos; opcional para maiores de 16 anos e 
menores de 18 anos; 
 
3 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
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❖ Certificado de reservista ou de alistamento militar, para os empregados bra-
sileiros do sexo masculino com idade entre 18 e 45 anos; 
❖ Certidão de nascimento ou casamento; 
❖ Registro Geral - RG ou Registro de Identidade Civil - RIC; 
❖ Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); 
❖ Documento de Inscrição no PIS/PASEP (DIPIS), ou anotação correspon-
dente na CTPS. (Caso o empregado não seja inscrito no PIS é responsabi-
lidade da empresa inscrevê-lo); 
❖ Cópia da certidão de nascimento de filhos menores de 14 anos, para fins de 
recebimento de salário-família; 
❖ Cartão da Criança, que, a partir de 01/07/91, substitui a carteira de vacina-
ção. Deve ser apresentado Cartão original dos filhos entre 1 e 7 anos de 
idade e/ou comprovação semestral de frequência escolar dos filhos de 7 a 
14 anos; 
❖ Carteira Nacional de Habilitação - CNH para os empregados que exercerão 
o cargo de motorista ou qualquer outra função que envolva a condução de 
veículo de propriedade da empresa. Lembre-se que na carteira deve constar 
a observação “exerce a atividade remunerada”; 
❖ Cartas de referência, se achar necessário; 
❖ Uma foto 3 x 4. 
 
No caso de dispensa do funcionário deverá ser 
realizado por meio de um comunicado de dispensa, re-
alizado por meio de um documento chamado aviso 
prévio. Este documento é uma comunicação por es-
crito da extinção do contrato de trabalho que pode ser 
dada tanto pelo empregado como pelo empregador. O 
aviso prévio pode ser indenizado ou concedido. Se for 
indenizado (pagamento sem trabalho) obriga o empre-
gador a fazer o acerto rescisório com o trabalhador no prazo máximo de 10 dias. Se 
o aviso for cumprido (trabalhado) o acerto deve ser feito um dia após o término do 
contrato de trabalho. Quando cumprido, o trabalhador poderá optar pela redução de 
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duas horas por dia, durante o cumprimento do aviso prévio (30 dias), ou sete dias ao 
final do prazo (23 dias) para procurar novo emprego, ou se preferir não precisa cumpri-
lo, porém o mesmo deverá ressarcir a empresa. Nesse caso será necessário seguir 
alguns procedimentos4: 
❖ Solicitar o exame demissional, que é obrigatório no 
ato da dispensa do funcionário (ver a CLT art. 
168); 
❖ Preencher e assinar comunicação de dispensa ou 
pedido de demissão; 
❖ Registrar desvinculação de emprego na carteira 
de trabalho e livro de funcionário; 
❖ Preencher e assinar o termo de rescisão do contrato de trabalho, que pode ser 
comprado em papelaria; 
❖ Entregar ao empregado a guia para solicitação do seguro desemprego (com-
prado em papelaria somente no caso de dispensa sem justa causa); 
❖ Entregar chave de conectividade para possibilitar o empregado sacar o FGTS 
que é gerado pelo programa GRRF (somente no caso de dispensa sem justa 
causa). Lembrando que nesse caso a empresa paga uma multa de 40% sobre 
o FGTS. 
 
❖ Conectividade Social é um canal eletrônico de troca de informações entre a 
Caixa Econômica e as empresas que são obrigadas a recolher FGTS ou pres-
tar informações à Previdência Social. Para mais informações procure uma 
agência da Caixa Econômica Federal na sua cidade ou um contador; 
❖ Ao contratar, demitir ou transferir um empregado para outro estabelecimento, 
em determinado mês, toda empresa deverá comunicar ao Ministério do Tra-
balho - MTE até o dia 7 do mês seguinte, por meio do formulário Cadastro 
Geral de Empregados e Desempregados – Caged; 
 
4 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
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❖ Caso o funcionário tenha mais de um ano de serviço, a rescisão precisa ser 
feita no sindicato (se houver) ou perante a autoridade do Ministério do Traba-
lho, ou Fórum. 
 
Para manter um controle na ges-
tão é necessário que seja realizado al-
guns procedimentos básicos nas ativida-
des, tais como, o caixa diário que terá 
descrito tudo que se recebe e se paga. 
 
Para isso o empreendedor poderá fazer em pla-
nilha simples, esse controle ajudará na identifi-
cação de quanto capital o negócio se dispõe 
para possíveis investimentos e fundo de caixa. 
 
Durante a venda e prestação de serviços o empreendedor está sujeito a emitir 
nota fiscal. Durante a comercialização com a pessoa física o empreendedor será dis-
pensado da emissão de nota fiscal, entretanto a emissão da nota fiscal para pessoas 
físicas não é proibida, ficando a critério do empreendedor 
a sua emissão, caso seja solicitado. Na comercialização 
para pessoa jurídica será obrigatório a emissão de nota 
fiscal de qualquer porte5. 
Para o estado de Minas Gerais a emissão de notas 
fiscais para os contribuintes do ICMS (Comércio e/ou in-
dústria) poderá ser feita de três maneiras6: 
❖ Nota fiscal avulsa poderá ser emitida por meio eletrônico, poderá ser solici-
tada no portal da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF); 
❖ Nota fiscal avulsa poderá ser emitida por meio físico, deverá ser solicitada 
na Administração Fazendária do Governo do Estado (AF); 
 
5 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
6 Idem. 
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❖ Bloco de NF série D, poderá ser solicitado junto à gráfica autorizada pela 
Administração Fazendária (AF). Basta protocolar um pedido junto a Secre-
taria de Estado da Fazenda (SEF) para autorização, através do SIARE. 
 
Para os prestadores de serviços emitir a Série A1 será necessário ter autoriza-
ção para impressão. Cada município conta com um procedimento específico para 
emissão de tal nota, para saber detalhes sobre essa situação o empreendedor deverá 
buscar informações na Secretaria de Finanças da cidade onde o negócio foi formali-
zado. A emissão de nota fiscal será gratuita, porém para os que tiverem necessidade 
de emitir Bloco de NF série D, deverá ser pago um valor para a gráfica referente ao 
serviço prestado pela emissão de tais7. 
Esses controles diários são de suma relevância 
para que o empreendedor possa identificar qual é a 
sua maior demanda, o que se vende mais, qual o seu 
melhor produto. Tais procedimentos ajudaram a man-
ter um controle de melhor qualidade que possibilitará 
avaliar o que precisa ser melhorado e se o negócio 
está sendo rentável ou não, isso contribuirá na busca 
continua por aperfeiçoamento, expansão e permanên-
cia no mercado. 
 
5.3.3 Obrigações do empreendedor 
 
Além das atividades cotidianas o empreen-
dedor deverá ficar atento as obrigações mensais 
que deverá cumprir. O pagamento do DAS (Docu-
mento de Arrecadação Simplificada), é referente 
aos impostos de ICMS ou ISS e INSS, que são pa-
gos mensalmente, esta guia deverá ser paga até a 
 
7 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
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data escolhida de pagamento e deverá ser emitida através do Portal do Empreende-
dor, caso o pagamento seja feito com atrasado deverá ser emitida uma nova guia a 
ser paga no dia do pagamento8. 
 O preenchimento do Relatório Mensal de Recei-
tas Brutas é muito importante para o preenchimento da 
Declaração Anual de Faturamento, pois esse relatório 
é referente ao valortotal de vendas tanto para pessoa 
física ou jurídica mensal. Nesse relatório deverá conter 
o valor total de vendas de produtos ou da prestação de 
serviço realizados durante o mês, o ideal é que se faça 
a cada primeiro dia do mês. Além dessas informações 
é importante que o empreendedor mantenha arquivado junto aos relatórios mensais 
as notas fiscais dos produtos comprados e vendidos. Uma atividade que poderá ajudar 
a contribuir nessas informações é que o empreendedor faça o controle diário de caixa, 
assim tornará as informações mais claras e objetivas. 
Para o empreendedor que tiver um funcionário, este ainda deverá pagar: 
❖ A guia GPS (referente ao pagamento do INSS) no dia 10 de cada mês; 
❖ Elaborar o contracheque e pagamento do salário ate o 5° dia útil; 
❖ Preencher e pagar a GFIP (referente ao recolhimento do FGTS) até o dia 07 
de cada mês. Caso o dia 07 não seja dia útil, o pagamento deverá ser anteci-
pado, em caso de dúvida o empreendedor deverá procurar uma das agências 
da Caixa Econômica Federal para orientá-lo sobre como baixar o sistema. Os 
arquivos gerados devem, obrigatoriamente, ser transmitida pela internet por 
meio do canal eletrônico “conectividade social”. 
 
O dia a dia do Empreendedor Individual é necessário que o empreendedor re-
alize as seguintes atividades anuais9: 
❖ Pagar taxa de fiscalização de localização e funcionamento – TFLF, enviada 
pela prefeitura local; 
 
8 Idem. 
9 Para conhecer mais, consulte a “Cartilha do Empreendedor” em https://bibliotecas.se-
brae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRO-
NUS/bds/bds.nsf/F896176A3D895B71832575510075D2DB/$File/NT0003DCB6.pdf 
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❖ Pagar taxa de fiscalização sanitária – TFS (somente quando houver alvará sa-
nitário), enviada pela prefeitura local; 
❖ Pagar taxa de fiscalização de engenho de publicidade – TFEP (caso a sua em-
presa possua placa ou letreiro luminoso), enviada pela prefeitura local; 
❖ Pagar taxa de incêndio (em municípios que haja uma unidade do corpo de bom-
beiros). Em caso de registro da empresa no mesmo local da residência onde 
não haja separação entre a empresa e residência será necessário procurar a 
Secretaria de Estado da Fazenda - SEF-MG para solicitar a dispensa do paga-
mento desta taxa; 
❖ Fazer a declaração anual do Empreendedor Individual. 
 
Para manter um negócio bem sucedido é necessário após a formalização, man-
ter um controle adequado quanto à elaboração e acompanhamento de novos proce-
dimentos, tais como validade de licenças, pagamento de impostos, contratação de 
funcionário caso o empreendedor queira contratar, entre outros. 
Além desses controles existem algumas obri-
gações que necessitam de ser cumpridas para que 
o empreendedor esteja apto quanto à funcionali-
dade do negócio. A obrigação principal é o paga-
mento mensal do DAS - Documento de Arrecadação 
do Simples Nacional. Seguidos de outros, cuja im-
portância é necessária para manter o controle do 
cotidiano e a prestação de contas, que deverá ser emitida no mês janeiro, tais como: 
preenchimento do relatório mensal de receitas brutas; emissão de Nota Fiscal para 
pessoas jurídicas; entrega da DASN-SIMEI - Declaração Anual de Faturamento (mês 
de janeiro). O empreendedor caso tenha um funcionário registrado deverá entregar a 
RAIS - Relação Anual de Informações Sociais (mês de fevereiro) e entregar a SEFIP 
- Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social. 
 
 
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O dia a dia do empreendedor é muito corrido, 
mas existem alguns aspectos importantes que devem 
ser lembrados e praticados, tais como gestão finan-
ceira, marketing, vendas, relacionamento com o cli-
ente, entre outros. Essas rotinas administrativas são 
de suma relevância, pois são rotinas básicas que irão contribuir para que o empreen-
dedor possa analisar o seu crescimento e desenvolvimento no mercado. 
No Brasil o Micro Empreendedor Indivi-
dual ou Empreendedor Individual foi criado 
pelo Governo Federal para provar que o tra-
balho formal é muito mais rentável do que o 
trabalho informal. O Empreendedor Individual 
(EI) é uma inovação no sistema tributário para 
que milhões de brasileiros formalizem os seus negócios. 
O Empreendedor Individual (EI) foi criado para beneficiar empreendedores in-
formais que trabalham por conta própria, que, em geral, são profissionais autônomos 
que prestam serviços simples, não recolhem tributos, não têm cobertura previdenciá-
ria. São artesãos, cabeleireiro, doceira, eletricista, instalador, manicure, mecânicos, 
padeiro, pedreiro, pintor, salgadeira, entre outros, a lista completa com as atividades 
permitidas está disponível no Portal do Empreendedor. A Lei Complementar nº 128, 
de 19/12/200810, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como 
informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado com registro no Ca-
dastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). 
De acordo com informações disponíveis na Cartilha 
do Empreendedor Individual e informações no Portal do Em-
preendedor para ser um Empreendedor Individual é neces-
sário faturar no máximo até R$ 60.000,00 (sessenta mil re-
ais) por ano de receita bruta, não ter participação em outra 
empresa como sócio ou titular, podendo ter um empregado 
contratado que receba até um salário mínimo ou o piso da 
categoria. 
 
10 Cf. em https://www.lefisc.com.br/materias/2009/412009simples.htm 
https://www.lefisc.com.br/materias/2009/412009simples.htm
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1) Durante a análise de mercado devemos nos preocupar com três estudos distintos, 
estes são, exceto: 
a) Estudo dos clientes. 
b) Estudo dos fornecedores. 
c) Estudo da bolsa de valores. 
d) Estudo dos concorrentes. 
 
2) Concorrentes são: 
a) Pessoas que atuam no mesmo ramo que o seu. 
b) Inimigos mortais. 
c) Pessoas que devemos querer distância. 
d) Pessoas que não devemos observar. 
 
3) Ao escolher um fornecedor devemos nos preocupar com, exceto: 
a) Mesmo escolhendo um entre vários fornecedores, é importante manter contato 
com todos, ou pelo menos com os principais, pois não é possível prever quando 
um fornecedor enfrentará dificuldades. 
b) Analise uma empresa para cada artigo necessário. 
c) Ao adquirir matérias-primas, insumos ou mercadorias faça um estudo de verifi-
cação da capacidade técnica dos fornecedores. Todo fornecedor deve ser capaz 
de suprir o material ou as mercadorias desejadas, na qualidade exigida, dentro 
do prazo estipulado e com o preço combinado. 
d) A tomada e a comparação de preços facilitam a coleta de informações sobre 
aquilo que se deseja adquirir, aumentando as chances de se tomar decisões 
mais acertadas. 
 
 
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4) Além das atividades cotidianas o empreendedor deverá ficar atento as obrigações 
mensais que deverá cumprir. São exemplos de obrigações mensais, exceto: 
a) Pagamento de DAS. 
b) Pagamento de ICMS. 
c) Emissão de Nota fiscal. 
d) Pagamento de ISS e INSS. 
 
5) De acordo com a cartilha O dia a dia do Empreendedor Individual é necessário que 
o empreendedor realize as seguintes atividades anuais: 
a) Pagar taxa de fiscalização de localização e funcionamento – TFLF, enviada pela 
prefeitura local. 
b) Pagar taxa de fiscalização sanitária – TFS (somente quando houver alvará sani-
tário), enviada pela prefeitura local. 
c) Pagar taxa de fiscalização de engenho de publicidade – TFEP (caso a sua em-
presa possuaplaca ou letreiro luminoso), enviada pela prefeitura local. 
d) Todas as respostas estão corretas. 
 
6) Além dos controles existem algumas obrigações que necessitam de ser cumpridas 
para que o empreendedor esteja apto quanto à funcionalidade do negócio. A obri-
gação principal é o pagamento mensal do: 
a) DAS. 
b) INSS. 
c) FGTS. 
d) ISS.