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2024 
Prof. Guilherme Borges
 
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Conteúdo Programático 
 
INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 04 
1. 14 ERROS QUE GERAM MULTAS E AUTUAÇÕES................................................. 04 
 1.1 Descumprimento do prazo de entrega dos eventos
 1.2 Ocupação incorreta
 1.3 Configurações das Rubricas (Incidência, natureza, Informativas)
 1.4 Cruzamento de dados no eSocial 
 1.5 Ausência de Informações do SST
 1.6 Deixar de informar o MEI na folha de pagamento
 1.7 Não acompanhar os Eventos de Processo trabalhista
 1.8 Informar Dissídio Retroativo errado
 1.9 Não conhecer as informações do IRRF na Folha
 1.10 Não atualizar os dados Cadastrais
 1.11 Enviar Afastamento sem enviar o CAT
 1.12 Interromper S-2230 de férias para informar S-2230 de Atestado
 1.13 Não realizar cadastro na DET
 1.14 Informar Insalubridade ou Jornada 12x36 com Horas Extras
 
2. COMO DAR O PRIMEIRO PASSO NA CORREÇÃO DOS ERROS.............................. 11 
 2.1 Conscientização dos prazos
 2.2 Levantamento das Ocupações
 2.3 Revisar as informações cadastrais
 2.4 Consultar Tabela 03 e verificar incidências
 2.5 Conheça Documentação Técnica
 2.6 Conheça as informações de SST para DP
 2.7 Orientações Legais sobre Afastamentos
 2.8 Regularize os dados da DET
 2.9 Conferir as regras da legislação
3. TUDO SOBRE FGTS DIGITAL - PRODUÇÃO EM 2024............................................ 15 
 3.1 O que é FGTS Digital?
 3.2 Como Acessar o Portal
 3.3 FGTS Digital na Prática
12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 
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4. BANCO DE HORAS NEGATIVAS - NOVA DECISÃO DO TST.....................................32 
 4.1 Banco de Horas na CLT
 4.2 Banco de Horas Negativo
5. PAGAMENTOS SINDICAIS - NEGOCIAÇÃO COLETIVA.......................................... 34
 5.1 Enquadramento Sindical
 5.2 Retorno Imposto Sindical?
 5.3 Como fazer oposição ao desconto assistencial?
6. DECLARAÇÃO DE TRANSPARÊNCIA SALARIAL- NOVA OBRIGAÇÃO..................... 40
 6.1 Como fazer e onde ela se encaixa
 6.2 O que é o relatório de Transparência?
 6.3 Preenchimento da Declaração
7. COMO FICARÁ A NOVA DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO..................50
 7.1 O que é Desoneração da Folha de Pagamento
 7.2 O que a Lei Diz?
 7.3 Algumas atividades desoneradas
 7.4 Opção pela desoneração
 7.5 Como calcular a desoneração
 7.6 Novo parecer do STF (25/04) em andamento
8. DIRF - SAIBA O QUE MUDOU NA ENTREGA DA DIRF...........................................57
 8.1 O que é DIRF no Departamento Pessoal
 8.2 Quais são as principais mudanças previstas com o fim da DIRF?
9 . ATUALIZAÇÕES NA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA - VERSÃO ATUALIZADA
eSOCIAL.................................................................................................................61
 9.1 Atualização do eSocial
 9.2 Obrigatoriedade e prazo de envio
10 . DET E ELIT - NOVOS PROCEDIMENTOS DO DP...................................................66
 10.1 DET – Domicílio Eletrônico Trabalhista
 10.2 Prazos
 10.3 Responsabilidade do Empregador
 10.4 Livro de Inspeção do Trabalho Eletrônico - eLIT
12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 
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 INTRODUÇÃO 
 
 A área do Departamento Pessoal é repleta de novidades e atualizações constantes. A cada
mês e ano muitas mudanças ocorrem no nosso setor devido a diversos fatores, mas os principais
são as alterações na legislação trabalhista ou as simplificações para a era tecnológica que
estamos vivendo.
 
 A prova disso é a unificação dos dados que o eSocial trouxe desde seu início para os
empregadores domésticos e depois para todas as empresas, sejam privadas ou órgãos públicos,
cada um com suas particularidades. 
 Houve e ainda está acontecendo uma grande revolução! Fazendo com que os profissionais de
DP, RH, SST, Fiscal, Contabilidade ficassem menos operacionais e cada vez mais Especializados e
com foco na gestão dos dados, ao invés de ser apenas apertadores de botão.
 Dentro dessa grande revolução, a Nith tem feito seu papel de trazer o melhor
acompanhamento possível diante de tantas mudanças e novidades. A prova disso é que essa já é
a 12° Edição do Workshop Dominando o eSocial. Além disso, temos sempre lives semanais,
conteúdos em nossos canais quase diariamente com os principais assuntos em alta.
 E para que você fique por dentro de todas as mudanças principais do eSocial e da Legislação
Trabalhista essa edição será diferente. Durante 3 horas de imersão no Workshop, você vai ter
acesso a um conteúdo de altíssimo valor para sua carreira. Um mega resumo de tudo que você
precisa se atentar para não ter nenhum tipo de risco de notificações, multas, e que vão te ajudar
a ter as melhores oportunidades que o mercado tem disponível, e vamos te dar uma
oportunidade de você dar o próximo passo na sua carreira e ser ainda mais reconhecido por
seus conhecimentos.
 
12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
1.14 ERROS QUE GERAM MULTAS E AUTUAÇÕES 
 
 São inúmeros os erros que os profissionais do DP sem conhecimento acabam praticando, e isso
pode ocasionar em notificações por meio de fiscalizações ou multas por não cumprir com
obrigatoriedade Legal com o governo e também com os funcionários.
 
 Veja essa tabela com multas relacionadas aos eventos principais do eSocial:
 
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 Cabe a nós, como futuros especialistas, saber identificar e orientar a empresa sobre os riscos. 
 
 Olha essa fiscalização de um Auditor Fiscal do Trabalho com uma empresa irregular no
eSocial, vale ressaltar que agora essas fiscalizações já são em meio eletrônico pela DET.
 Dentre vários prazos que precisam ser cumpridos, vamos observar referente a Lei 14.438/2022
para os casos de Admissão fora do prazo, ou não subir os dados de alteração da CTPS, como
aditivo contratual, alterações salariais, alteração de cargo, etc.
1.1 Descumprimento do prazo de entrega dos eventos 
12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 
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 Muito comum que no momento da admissão seja selecionado um CBO que mais se aproxime
da função que será exercida pelo colaborador novo, ou em caso de mudança de função.
 Porém existem algumas ocupações que precisam ter registro em órgão da classe, veja essa
fiscalização recebida por uma empresa, que foi emitida por um CRC cobrando o registro na classe
daqueles colaboradores que estavam informados no CBO errado.
 1.2 Ocupação incorreta
 Os eventos S-2200 e S-2206 estão diretamente ligados a esse erro. A admissão precisa ser
enviada UM dia antes do ínicio do colaborador entrar na empresa, ou prazo prorrogado enviando
o evento de admissão preliminar. Caso não seja enviado, existe a possibilidade da multa com
base nessa lei citada.
 Descumprir prazo de envio do desligamento S-2299 também entra nessa situação.
12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 
 Talvez o assunto que mais recebemos nas dúvidas dos alunos, mentorias ao vivo é com
relação às rubricas.
 Erros são cometidos por falta de orientação e conhecimento das regras da legislação.
 1.3 Configurações das Rubricas (Incidência, natureza, Informativas)
 
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 Não identificar a natureza das rubricas corretamente, interfere nas informações de incidências
para uma possível fiscalização. O eSocial vai aceitar aquilo que você informar, ele não te dá um
aviso, ou barra quando você preenche uma natureza, incidência errada.
 Um exemplo é para os casos onde o empregado trabalha no horário do almoço e algumas
pessoas têm a prática de lançar como ‘horas extras’ sendo que se encaixa como uma rubrica
indenizatória, da natureza 1006 conforme o artigo 71 da CLT.
 Outra situação é insalubridade definidaque uma empresa de jornalismo fature 120 mil no mês, o percentual atual da
desoneração é de 1,5% sobre a receita bruta, a CPRB seria de R$ 1.800,00. 
 
 No entanto, se fosse uma empresa de tecnologia com o mesmo custo do exemplo anterior,
cujo percentual atual é de 4,5%, a CPRB seria de R$5.400,00.
7.5 Como calcular a folha com a desoneração
 8.0 DIRF - SAIBA O QUE MUDOU NA ENTREGA DA DIRF
8.1 O que é a DIRF no Departamento Pessoal
 
 A DIRF, ou Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte, é uma obrigação tributária
acessória, que advém da tributação do Imposto de Renda. Ela existe independentemente da
forma de tributação e é obrigação de todas as pessoas jurídicas.
 A DIRF é uma obrigação acessória de cumprimento obrigatório por quem retemo IR na fonte.
Ou seja, quem deve cumpri-la é quem paga renda (fonte pagadora) a contribuinte que não
possui imunidade ou isenção tributária. 
 Emitida pela fonte pagadora, que pode ser tanto pessoa física ou empresa, seu objetivo é
informar à Receita Federal os valores de imposto de renda e outras contribuições que
foramretidos com pagamentos a terceiros, a fim de evitar sonegação fiscal.
 
5 - Ministro do STF Cristiano Zanin entrou com uma ação direta colocando como ‘irregular’ a
desoneração (estava em votação, mas já estaria valendo) e naquele mesmo mês já teria que
haver a oneração das folhas (01/04/2024)
Inclusive o evento S-1280 não estava liberado por um tempo…
6 - Após conversa do Governo com Congresso sobre o tema o ministro retirou de pauta o tema
tendo em vista nova proposta de oneração gradual, sendo 5% ao ano, até voltar a 20% normal
Passa a valer em 2025 - 5%, 2026 - 10%, 2027 - 15%, 2028 - 20%.. aguardando regularização no
momento
 
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12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 
 Todos os anos a Receita Federal publica as regras com relação a obrigatoriedade de entrega da
DIRF. 
 A Instrução Normativa inclui nesta categoria: 
a) os estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil,
inclusive as imunes e as isentas; 
b) as pessoas jurídicas de direito público, inclusive o fundo especial a que se refere o art. 71 da
Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964;
c) as filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas comsede no exterior; 
d) as empresas individuais; 
e) as caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores; 
f) os titulares de serviços notariais e de registro; 
g) os condomínios edilícios; 
h) asinstituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos; e 
i) os órgãos gestores de mão de obra do trabalho portuário.” 
 De acordo com a Instrução Normativa RFB 1990/2020, todos àqueles que durante o
anocalendário de 2023 tenham pagado ou creditado rendimentos com retenção do imposto de
renda (IR) ou contribuições sociais (PIS, COFINS e CSLL), mesmo que em apenas um único mês do
ano, estavam obrigados a entregar a DIRF At
Quem está obrigado a entregar a DIRF?
 A Dirf informa quanto a fonte recolheu de IR (Imposto de Renda) sobre o pagamentodecada um
de seus colaboradores e outros contratados, inclusive empresas, durante o ano-calendário
anterior à emissão — em 2024, por exemplo, a declaração da Dirf irá conter as informações de
pagamentos efetuados em 2023. 
 Com a declaração, a Receita Federal (RF) consegue conferir contribuições retidas na fonte e
identificar pagamento para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS), que são contribuições sociais. 
 Além disso, sua entrega é necessária para informar à Receita Federal qual foi o recebimento
monetário das pessoas físicas ou jurídicas, mesmo os recebimentos isentos ounãotributáveis.
Desse modo, ela consegue verificar a capacidade econômica dos contribuintes. 
 A Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte informa entre outras informações
estabelecidas por ato normativo:
 - Os rendimentos pagos a pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País, inclusiveosisentos e
não tributáveis nas condições em que a legislação específica;
 -O valor do imposto sobre a renda e/ou contribuições retidos na fonte, dos rendimentos pagos
ou creditados para seus beneficiários;
 -O pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a residentes ou domiciliados no exterior,
ainda que não tenha havido a retenção do imposto, inclusive nos casos de isenção ou alíquota
zero;
 - Os pagamentos a planos de assistência à saúde – coletivo empresarial, no caso de beneficiário
pessoa física;
 - Os valores relativos a deduções.
 
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12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 Caso você encontre erros ou inconsistências na declaração enviada, é possível retificá-la (ou
seja, realizar o envio de uma versão ajustada). O prazo para isso é de até 5 anos. 
 Você pode fazer isso pelo sistema em que a DIRF original foi criada (no caso de retificar aDIRF
2024, seria no PGD DIRF 2024) ou pode também restaurar a cópia de segurança. 
 Uma vez que faça isso, precisará assinalar no campo “Retificadora” a opção “Sim” einformar o
número do recibo de entrega.
 
 Com o fim da DIRF, há três mudanças centrais às quais os profissionais de RH devem ficar
atentos.
A declaração passa a ser apresentada mensalmente, ao invés de anualmente; 
As informações serão prestadas por meio do eSocial, e não por umprogramaespecífico; 
A fiscalização das empresasserá realizada por meio do cruzamento de informaçõesprestadas
na EFD-Reinf e no eSocial. 
 Por meio da EFD-Reinf, são informados os rendimentos pagos e as retenções de Imposto de
Renda e contribuições sociais. A exceção são aquelas relacionadas ao trabalho, que são
informadas pelo eSocial.
Retificações e envios extemporâneos
8.2 Quais são as principais mudanças previstas com o fim da DIRF?
 Em razão do disposto no §2º do Art. 4º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembrode1995,incluído
pela Lei nº 14663, de 28 de agosto de 2023, o novo Desconto Simplificado Mensal
deveráserutilizado pela fonte pagadora em substituição às deduções de que trata o caput do
mesmoartigopara fins de determinação da base de cálculo mensal do Imposto sobre a Renda
Retidona Fonte(IRRF) a partir de 1º de maio de 2023, caso seja mais benéfico ao contribuinte." 
 O valor do Desconto Simplificado Mensal a ser utilizado deve ser correspondentea 25% (vinte e
cinco por cento) do valor máximo da faixa com alíquota zero da tabela progressivamensal
utilizada a partir do mês de maio do ano-calendário de 2023 e será informado a cada mês para o
qual a opção tenha sido avaliada como mais benéfica ao contribuinte para os códigos de receita
aplicáveis.
Desconto simplificado
 
 As informações do IRRF passaram a ser recolhidos pelo eSocial a partir de maio/2023, dessa
forma a base de dados não está completa referente ao ano calendário 2023. Havia a previsão da
substituição em 2025, onde as informações prestadas do ano calendário 2024,
todasascompetências do ano estão sendo recolhidas pelo eSocial, assim, não seria mais
necessário a entrega da DIRF.
eSocial EFD-Reinf
A Portaria Conjunta MTP/RFB Nº 33 DE
06/10/2022 aprovou a versão S-1.1 do leiaute e
o Manual de Orientação do Sistema Simplificado
de Escrituração Digital das Obrigações
Previdenciárias, Trabalhistas e Fiscais - eSocial
com os leiautes da versão S-1.1 do eSocial
incorporam parcialmente as evoluções previstas
na Minuta da Nota de Documentação Evolutiva
v. S-1.0 - NDE 01/2021 - IR sobre Rendimentos
do Trabalho.
 • As informações da folha de pagamento
continuam pelos eventos S-1200, S-1202, S-1207,
S2299 e S-2399; 
• O eSocial voltou a retornar o totalizador de
Imposto de Renda, o S-5012; 
• O evento S-1210 será usado para o envio de
informações complementares relacionadas ao
Imposto de Renda. Assim, as informações
necessárias para a DIRF serão transmitidas que o
envio do S1200 e S-1210 seja complexo.
O layout da série R-4000 seráatualizado e
passará a contemplar as retenções de Imposto
de Renda, PIS/ Pasep, Cofinse CSLL: 
• R-4010 – Pagamentos/créditos a beneficiário
pessoa física; 
• R-4020 – Pagamentos/créditos a beneficiário
pessoa jurídica;
 • R-4040 – Pagamentos/créditos a
beneficiários não identificados; 
• R-4080 – Retenção norecebimento;
 • R-4098 – Reabertura dos eventos periódicos
série R-4000; 
• R-4099 – Fechamentodos eventos periódicos
série R-4000; 
• R-9005 – Bases e Tributos – retenções na
fonte; • R-9015 – Consolidaçãodasretenções na
fonte.
 
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Confira as mudanças que vão ocorrer nos sistemas, no quadro da próxima página:
Penalidades
As empresas que descumprirem as obrigações acessórias previstas no eSocial/EFD-Reinf estão
sujeitas a multas previstas na DIRF.
 
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 9.0 ATUALIZAÇÕES NA RECLAMATÓRIA TRABALHISTA - VERSÃO
ATUALIZADA ESOCIAL
9.1 Atualização do eSocial
Versão
 A versão S-1.2 do eSocial passou a valer desde em 21 de janeiro de 2024. 
 Com isso os eventos S-1210 (com seu respectivo retorno S-5002), S-2500 (com o seu respectivo
retorno S-5503) e S-2501 (com seu respectivo retorno S-5501) devem ser enviados
exclusivamente na versão S-1.2 a partir do período de apuração 01/2024, emvirtude da
substituição da captação das informações da DIRF pelo eSocial e da implantação do FGTS Digital.
Reclamatória Trabalhista
 Ocorreu em 2023 a virada de layout para a inclusão do processo trabalhista noeSocial. Coma
versão S-1.2 do programa, mudou a forma como são tratadas as informações de reclamatórias
na Justiça do Trabalho. O layout trouxe novos eventos.
 
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 Quando o empregador recebe a notificação do processo trabalhista, este está em fase de
Petição Inicial, é importante o entendimento que o envio dos eventos de processo trabalhista do
eSocial, só são enviados após passadas todas as fases, até a execução do trânsito em julgado e
cobrança dos valores definidos pelo Juiz do Direito do Trabalho.
9.2 Obrigatoriedade e prazo de envio
Calendário do módulo de reclamatória trabalhista
• Outubro/2023 – eSocial – Informações referente as informações de ProcessoTrabalhista
• Outubro/2023 – DCTFWEB – Informações de Contribuições Previdenciárias eImposto de Renda
sobre Processo Trabalho.
• Sem previsão FGTS digital – ainda utilizado a SEFIP 650/660 para recolhimentodoFGTS oriundo
de reclamatória trabalhista.
 
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S-2500 – Processo Trabalhista
 O evento S-2500 é responsável por registrar todas as informações decorrentes do Processo
Trabalhista. Neste evento são prestados os dados cadastrais contratuais, com relação ao vínculo
trabalhista, as bases de cálculo para o recolhimento das contribuições previdenciárias, FGTS ou
Imposto de renda, assim como os valores das verbas de natureza remuneratória ou
indenizatóriado processo. É no evento S-2500 que o empregador deve declarar toda e qualquer
alteraçãonovínculo com o empregado. 
 
 Quem deve entregar: Todo declarante de processo trabalhista obrigado a reconhecer ou
alterar informações relativas a vínculo trabalhista, ou pagar valores e recolher encargos
sobreesses valores..
Observação: este evento tem processamento independente dos demais eventos doeSocial, não interferindo na
rotina mensal da folha de pagamento.
 
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 Caso o trabalhador ainda não esteja cadastrado no eSocial, o reconhecimento do vínculo
poderá ser efetuado direito pelo módulo da reclamatória sem a necessidade de envio através
dos eventos de Admissão (S-2200).
 
Prazo de envio: até o dia 15 (quinze) do mês subsequente à data: 
a) do trânsito em julgado da decisão líquida proferida no processo trabalhista; 
b) da homologação de acordo judicial; 
c) do trânsito em julgado da decisão homologatória dos cálculos de liquidaçãodasentença; 
d) da celebração do acordo celebrado perante CCP ou Ninter; 
e) da determinação judicial para cumprimento antecipado da decisão, ainda queparcial. 
 O envio desse evento, deve ser transmitido ainda que não haja ContribuiçãoPrevidenciária,
recolhimento de FGTS ou Imposto de Renda. Porém, uma vez que o empregador/declarante for
obrigado perante a justiçado do trabalho a reconhecer ou alterar o vínculo trabalhista, é
necessário o seu recolhimento. 
S-2501 – Informações de Contribuições Decorrentes de Processo Trabalhista
 O evento S-2501 é utilizado para informar os valores do imposto sobre a rendadapessoafísica e
das contribuições sociais previdenciárias, inclusive as destinadas a Terceiros, incidentes
sobre as bases de cálculo constantes das decisões condenatórias e homologatórias de acordo
proferidas nos processos trabalhistas perante a Justiça do Trabalho.
 Quem deve entregar: Todo declarante que, em função do decidido nos processostrabalhistas,
for obrigado a recolher as contribuições sociais previdenciárias e as destinadas a
Terceiros e/ou o imposto sobre a renda retido da pessoa física.
 Devem ser enviados exclusivamente na versão S-1.2 a partir do período de apuração 01/2024,
em virtude da substituição da captação das informações da DIRF pelo eSocial e da implantação
do FGTS Digital.
 
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 Prazo de envio: até o dia 15 (quinze) do mês subsequente ao do pagamento referido na
decisão/acordo proferida no processo trabalhista ou no acordo celebrado perante a CCP ou
Ninter. 
 Esse prazo pode ser antecipado para fins de cumprimento de obrigações decorrentes da
decisão judicial.
 Diferente do evento S-2500, O evento S-2501 é responsável por transmitir ao Governo Federal
as informações referentes a cada pagamento dos encargos como Contribuição
Previdenciária e Imposto de Renda do Processo, esse evento é totalmente dependente do
evento S-2500. 
 É necessário o envio de 1 evento S-2501 mensalmente para cada processodevidopagamento. O
evento S-2501 de informações dos Tributos decorrentes de Processo Trabalhista,é responsável
por alimentar o evento de retorno S-5501 Informações ConsolidadasdeTributos decorrentes de
Processo Trabalhista.
S-3500 – Exclusão de Eventos – Processo Trabalhista
 O evento S-3500 serve exclusivamente para tornar sem efeito um evento S-2500 ou S-2501
enviado indevidamente. A exclusão implica a perda dos efeitos jurídicos relativos ao
cumprimentoda obrigação de prestar informações ao eSocial, dentro dos prazos estabelecidos.
Quem deve entregar: o declarante quando necessitar tornar sem efeito um determinado
evento S2500 ou S-2501.
Prazo de envio: sempre que necessária a exclusão de algum evento S-2500ouS-2501enviado
indevidamente.
S-5501 – Informações de Tributos Decorrentes de Processo Trabalhista
 O S-5501 é o evento de retorno do eSocial para o evento de S-2501. O objetivo é mostrar ao
declarante, com base nas informações transmitidas, os tributos apurados, as contribuições
sociais previdenciárias, as contribuições devidas a outras entidades e fundos e o imposto sobre a
renda da pessoa física retido na fonte.
 
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 Prazo de envio: O retorno ocorre na medida em que o evento S-2501 – Informações de
Contribuições Decorrentes de Processo Trabalhista, ou o evento S-3500 – ExclusãodeEventos–
Processo Trabalhista (quando excluir o S-2501), forem processados coma devida integraçãoà
DCTFWeb.
 O retorno com sucesso do evento S-2501 importa o envio dos créditos tributários apurados
para o Portal da DCTFWeb no ambiente da RFB.
S-5503 – Informações do FGTS por Trabalhador em Processo Trabalhista
 Esse evento é um retorno do Ambiente Nacional do eSocial para o evento S-2500 Processo
Trabalhista. Nele consta a totalização da base de cálculo e o valor do depósito para o FGTS de
cada contrato de trabalhador (CPF) citado no evento S-2500. Este evento alimentará o sistema
FGTSDigital para geraçãode guias com as bases de cálculo informadas. 
 Prazo de Envio: Sempre que o evento S-2500 Processo Trabalhista é processo peloeSocial.
10. DET E ELIT- NOVOS PROCEDIMENTOS DO DP
10.1 DET- Domicílio Eletrônico Trabalhista
 O decreto 11.905, de 31/1/24, modifica o decreto 10.854, regulamentando o Programa de
Simplificação de Normas Trabalhistas. Introduz as plataformas DET e eLIT, permitindo
comunicações eletrônicas dispensando publicação no DOU e envio postal, regulamentadas pelo
MTE. DET é para sujeitos à inspeção do trabalho, com acesso por certificado digital, código ou
autenticação oficial. 
 De acordo com o Manual elaborado pela SIT, o objetivo do DET é “proporcionar maior
publicidade e eficiência à relação entre a Administração Pública e os administrados, por meio da
digitalização de serviços, a fim de elevar a segurança e a transparência das informações
transmitidas e reduzir a duração do processo e os custos operacionais”. 
 Com a implantação do DET, os empregadores deverão estabelecer procedimentos para
monitoramento e acesso à caixa postal eletrônica e adoção das providências necessárias, de
forma tempestiva e adequada. Isso será importante porque todas as comunicações oficiais do
MTE referentes a procedimentos administrativos, incluindo notificações de fiscalizações e
lavratura de autos de infração, serão realizadas de forma eletrônica, de modo que não haverá
mais notificações via imprensa oficial ou por meio postal. 
 O Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) é um sistema do Governo Federal, gerido pela
Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e
desenvolvido pelo Serpro, a fim de atender ao artigo 628-A da CLT, que instituiu a comunicação
eletrônica entre a Auditoria-Fiscal do Trabalho e o empregador.
 
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12º WORKSHOP DOMINANDO O eSOCIAL - Prof. Guilherme Borges
 Art. 628-A. Fica instituído o Domicílio Eletrônico Trabalhista, regulamentado pelo Ministério
do Trabalho e Previdência, destinado a: (Incluído pela Lei nº 14.261, de 2021);
 I - cientificar o empregador de quaisquer atos administrativos, açõesfiscais, intimaçõese avisos
em geral; e (Incluído pela Lei nº 14.261, de 2021);
 II - receber, por parte do empregador, documentação eletrônica exigida no curso das ações
fiscais ou apresentação de defesa e recurso no âmbito de processos administrativos. (Incluído
pela Lei nº 14.261, de 2021);
 § 1º As comunicações eletrônicas realizadas pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista dispensam a
sua publicação no Diário Oficial da União e o envio por via postal e são consideradas pessoais
para todos os efeitos legais. (Incluído pela Lei nº 14.261, de 2021);
 § 2º A ciência por meio do sistema de comunicação eletrônica, com utilização de certificação
digital ou de código de acesso, possuirá os requisitos de validade. (Incluído pela Lei nº 14.261, de
2021).
 O DET é aplicável a todos os sujeitos à Inspeção do Trabalho, independentemente de
possuírem ou não empregados. A comunicação através da caixa postal do DET entre empresa e
auditor é obrigatória, não há outro meio de comunicação.
 O DET utiliza serviços digitais para realizar a comunicação eletrônica entre Auditores-Fiscais
do Trabalho (AFTs) e empregadores, visando dar maior agilidade, publicidade e
eficiênciaàrelaçãoentre a Administração Pública e os administrados. Para tanto, possui acesso
on-line, de maneira a simplificar o uso sem perder o foco na Segurança da Informação, isto é: 
Pode ser utilizado a partir de qualquer sistema operacional. 
Não requer instalação pelo usuário. 
A conexão é pela Internet e exige autenticação via login único na conta gov.br
Principaisfinalidades do DET
 O Domicílio Eletrônico Trabalhista tem como principais finalidades: 
Ministrar orientações, informações e conselhos técnicos para o cumprimento da legislação
trabalhista, atendidos os critérios administrativos de oportunidade e conveniência.
 
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Possibilitar a consulta, pelos empregadores, de informações relativas às fiscalizações
registradas no âmbito do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, bem como dos trâmites
de processos administrativos trabalhistas em que figurem como parte interessada.
Registrar os atos de fiscalização e o lançamento de seusresultados.
Simplificar os procedimentos de pagamento de multas administrativas e obrigações
trabalhistas. 
Disponibilizar consulta à legislação trabalhista.
Disponibilizar ferramentas gratuitas e interativas para elaboração de autodiagnóstico
trabalhista e para avaliação de riscos em matéria de segurança e saúde no trabalho.
Viabilizar, sem ônus, a emissão de certidões, inclusive relacionadas
ainfraçõesadministrativas trabalhistas, a débitos de FGTS, e ao cumprimento de obrigações
relacionadas à legislação trabalhista.
Assinalar prazos para o atendimento de exigências realizadas em procedimentos
administrativos ou em medidas de fiscalização.
Permitir o envio, pelo empregador, de documentação eletrônica e emformatodigital exigida
em razão da instauração de procedimento administrativo ou de medida de fiscalização, bem
como, em integração com os sistemas de processo eletrônico, permitir a apresentação de
defesa e recursos no âmbito desses processos.
Dar ciência ao empregador de quaisquer atos administrativos, procedimentos fiscais,
intimações, notificações, decisões proferidas no contencioso administrativo e avisos
emgeral.
O que o DET vai fiscalizar?
 O Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) não é uma espécie de sistema que fiscaliza as
empresas sozinho. O DET é apenas o meio por onde a auditoria fiscal se comunicará
comaempresa, e vice-versa. As fiscalizações que ocorrerem no ambiente do Domicílio Eletrônico
Trabalhista (DET) serão especificamente de âmbito trabalhista. As fiscalizações tributárias
continuam sendo informadas pelo e-CAC, através da consulta de dívidas e pendências fiscais.
Além disso, o Livro de Inspeção do Trabalho Eletrônico (eLIT), que substituiu o livro impresso, passa a ser
acessado por meio do DET.
 
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Acesso
Por razões de segurança, para utilizar o DET, é necessário fazer a autenticaçãocomaconta gov.br.
 O DET é on-line e pode ser acessado em qualquer sistema operacional, sem necessidade de
instalação, usando apenas um navegador Web com acesso à Internet e autenticação via Login da
conta gov.br.
 Para usar o DET, é necessário apenas um computador com navegador Web e conexão à
Internet para acessar o endereço eletrônico do sistema (https://det.sit.trabalho.gov.br/).
Por razões de segurança, deve-se fazer a autenticação com o login único na contagov.br
Atenção O acesso ao DET, também, poderá ser realizado por advogados, contadores e terceiros, utilizandoo
Sistema de Procuração Eletrônica - SPE, através do endereço eletrônico. OBS: A procuração não é através do e-
CAC.
1) Clique em Entrar com gov.br. 
2) Selecione o perfil de acesso
a. Meu perfil – Empregador
b. Responsável legal do CNPJ perante a RFB
c. Procurador 
Área de trabalho do DET com atalhos para os serviços disponíveis do menuprincipal. 
Atenção: Ao acessar o sistema pela primeira vez, é necessário cadastrar a Palavrachave (ver
Palavra-chave) e, pelo menos, um e-mail de contato para prosseguir.
 
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Atualmente, o DET possui as funcionalidades descritas a seguir:
10.2 Cadastro no DET
Dados Cadastrais
Consulta aos Dados Cadastrais do Empregador e gerenciamento de suas informações
complementares (como, por exemplo, seus contatos).
Os dados cadastrais do empregador contêm as seguintes informações:
CNPJ: Número de inscrição na RFB. o Nome Empresarial: Razão social na RFB. o Endereço:
completo (Nome da rua, número, complemento, bairro, cidade e unidade de
federação) cadastrado na RFB.
CPF Responsável: do responsável pelo empregador junto à RFB. 
Adicionalmente, são apresentados junto aos dados cadastrais:Palavra-chave: Expressão cadastrada no DET, de modo a fazer parte da identificação das
mensagens enviadas ao empregador, possibilitando conferir origem e autoria.
Contatos: cadastrados no DET, sendo possível consultar, adicionar, editar eexcluirsuas
informações.
Data a contar de Empregadores Ações
09/02/2024
Todos os empregadores com
ou sem empregados, estão
sujeitos a Inspeção do
trabalho.
Atualizaçãodocadastro no DET
01/03/2024 Grupos 1 e 2 do eSocial
Obrigatórioaatualização do
cadastroe utilização do DET
01/05/2024
Grupos 3 e 4 do eSocial, com
exceção do MEI
Obrigatório a atualização do
cadastroeutilização do DET
01/08/2024
Empregadores domésticos e
MEI
Obrigatório a atualização do
cadastroe utilização do DET
 
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10.3 Prazos
 A plataforma do DET já está disponível para cadastro dos empregadores, mas a utilização
obrigatória do sistema, conforme Edital SIT 01/2024, seguirá o seguinte cronograma:
 
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10.4 Responsabilidades do empregador
 Caso o empregador deixe de realizar o cadastro e de utilizar a plataforma dentro dos prazos
estabelecidos, será considerada infração às disposições legais previstas no § 1º doart. 628 e no §
4º do art. 630, da CLT, acarretando a imposição multas administrativas. Além disso, as
empresasestarão expostas à prejuízos processuais e financeiros, em face de eventuais perdas de
prazos em fiscalizações e processos administrativos trabalhistas.
 É importante ressaltar que é obrigatório para as empresas e entidades dos referidos grupos
aderirem ao DET nas datas indicadas, do contrário, a ciência das comunicações eletrônicas será
presumida. 
 Segundo a Portaria MTP 671/2021, é da responsabilidade do empregador, entre outros,
consultar o DET para fins de ciência das comunicações realizadas em sua caixa postal eletrônica,
assim como verificar a regular transmissão e assegurar-se do efetivo recebimento das petições e
documentos pelo DET.
 Ainda, a Portaria 671/2021 dispõe que o empregador será considerado ciente da comunicação
feita no DET nas seguintes situações: 
No dia em que for realizada a consulta eletrônica;
 Automaticamente, no primeiro dia útil após o período de 15 dias corridos, contados da data
de publicação da comunicação no DET.
 Também é importante ressaltar que a própria Portaria 671/2021 estabeleceu que o DET não
afasta a possibilidade de o fiscal trabalhista utilizar outros meios legais de comunicação e
interação com a empresa ou entidade, inclusive para apresentação de documentos.
DET e a relação com o eSocial
 Problemas com os eventos do eSocial que tiverem relação com a legislação trabalhista,
poderão ser comunicadas por meio do DET.
10.5 Livro de Inspeção do Trabalho Eletrônico - eLIT
 Sabe aquele antigo livro de inspeção do trabalho, solicitado pelos fiscais? Ele também foi
substituído e agora é eletrônico. Chama-se Livro de Inspeção do Trabalho Eletrônico - eLIT.
O Art. 140-A traz essa informação: "...nos termos do disposto no § 1º do art. 628 do Decreto-Lei
nº5.452, de 1943 - CLT, será adotado na forma eletrônica como uma das funcionalidades do DET,
em substituição ao livro impresso, e passará a ser denominado Livro de Inspeção do Trabalho
Eletrônico - eLIT." (NR).
ACORDO INDIVIDUAL DE BANCO DE HORAS
Pelo presente instrumento, (Razão social da empresa), pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº
xxxxxxxxx, com sede (endereço completo da empresa), doravante denominada Empregadora
E,(empregado)_______________________________________________ portador
doCPF:_________________________ , com contrato individual de trabalho firmado
em,________________________________________doravante denominado (a) Empregado (a)
Considerando as disposições gerais sobre o Banco de Horas previstas no artigo59 eparágrafos, da CLT, acordam o
seguinte: 
CLÁUSULA PRIMEIRA - A jornada diária normal de trabalho do (a) empregado (a) acordante poderá ser prorrogada,
até o limite máximo de 10 (dez) horas diárias, com o objetivo de compensação de horas em outros dias, nos
termos do art. 59, § 2o, CLT. 
CLÁUSULA SEGUNDA - O excesso de horas em um dia será compensado pela correspondente diminuição em outro
dia ou por folga concedida de acordo com a quantidade de horas positivadas, de maneira que a compensação se
dê dentro do período máximo de 6 (seis) meses, observadas as disposições legais do art. 59, § 5o, CLT. 
CLÁUSULA TERCEIRA – Não ocorrendo a compensação das horas na forma estabelecida,estas serão remuneradas
como horas extras, com os acréscimos moratórios legais. 
CLÁUSULA QUARTA – Ocorrendo o trabalho aos domingos, será concedidaumafolga correspondente ou
remunerado em dobro, caso não seja concedida folga. 
CLÁUSULA QUINTA – A prestação de horas extras habituais não descaracterizaesteacordo individual escrito de
banco de horas, nos termos do art. 59-B, parágrafo único, CLT. 
CLÁUSULA SEXTA - O presente acordo tem validade pelo período de 6 (seis) meses,podendo ser prorrogado por
igual período desde que seja estipulado aditivo a este termoassinadopelas partes. 
CLÁUSULA SÉTIMA – Em caso de rescisão do contrato de trabalho, se o empregado (a) tiver saldo positivo no
banco de horas, estas devem ser pagas considerando o valor da remuneração na data da rescisão, conforme art.
59, § 3o, CLT. 
CLAÚSULA OITAVA – De acordo com a clausula XXX da convenção coletiva do trabalho em caso de saldo negativo
de horas, estas devem ser descontas da Rescisão de contratodetrabalhono caso de pedido de demissão ou
demissão por justa causa (utilizar essa cláusula apenas se a CCT previr o banco de horas negativo)
E, por estarem, assim, de comum acordo, as partes assinam o presente contrato em duas vias de igual teor.
Minas Gerais, MG, _________ de _______de______ .
___________________________________________________
Assinatura do Empregador
____________________________________________________
Assinatura do Empregado (a)
CPF: ____________________________________
 
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CONTEÚDO BÔNUS:
ANEXO I – MODELO DE ACORDO DE BANCO DE HORAS 
 
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ANEXO II – PLANILHA SINDICAL
A Planilha de Sindicatos do Brasil, contém o registro de todos o Sindicatos registrados, basta
clicar em: Sindicatos Brasil. A minha recomendação pessoal para facilitar a busca é que utilize o
mecanismo de filtro do excel, inicie filtrado por estado, em UF da Sede. Em seguida em categoria
verificar a que se encaixa com a atividade da sua empresa. Assim que localizado, anote o CNPJ e
vá ao site Mediador que consta as convenções eacordos coletivos registrados. Em mãos da
convenção coletiva deve observar se essa realmente atende a sua categoria e atividade da
empresa.
ANEXO III – MODELO DE OPOSIÇÃO AO DESCONTO DE CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL
Lembrando que é necessário verificar junto ao sindicato se há a disponibilização de modelo
próprio.
Carta de oposição ao desconto da Contribuição Assistencial
(nome da cidade), (dia) de(mês)de(ano).
Ao Sindicato: (nome) 
Assunto: Oposição a Contribuição Assistencial 
Eu (nome do trabalhador), portador(a) do RG n.º: e CPF n.º, regularmente registrado na empresa (nome da
empresa), CNPJ n.º, com sede à (endereço completo da empresa ondeprestaserviços),não sindicalizado(a)
manifesto oposição ao desconto em folha de pagamento a título de contribuição assistencial, confederativa ou
outras contribuições a favor dessa entidade.
Atenciosamente,
____________________________________________________
Nome do Trabalhador
http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/ConsultarInstColetivo
 
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ANEXO IV - MODELO DE AUTORIZAÇÃO DE DESCONTO DE CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Carta de autorização ao desconto das contribuições ao Sindicato
(nome da cidade), (dia) de(mês)de(ano).
Ao Sindicato: (nome) 
Assunto: : Autorizaçãodo desconto da contribuição sindical
Eu (nome do trabalhador), portador(a) do RG n.º: e CPF n.º, regularmente registrado na empresa (nome da
empresa), CNPJ n.º, com sede à (endereço completo da empresa onde presta serviços), não sindicalizado(a) (ou
sindicalizado, informar a condição) manifesto autorização ao descontoemfolha de pagamento a título de
contribuição assistencial, confederativa ou outras contribuições a favor dessa entidade. (informar qual ou quais
contribuições autoriza)
Atenciosamente,
____________________________________________________
Nome do Trabalhador
 
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CALENDÁRIODAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTA 2024
MAIO
 
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JULHO
JUNHO
 
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SETEMBRO
AGOSTO
 
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NOVEMBRO
OUTUBRO
 
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DEZEMBROpor convenção, não se encaixa com natureza de
insalubridade 1202 em si e sim como gratificação estabelecida por sindicato 1210;
 Além dessas situações, temos as rubricas informativas que várias empresas e profissionais do
DP tem o costume de não informar correndo risco de Multa conforme a IN 2110 no artigo 27
‘responsabilidade de elaboração da folha de pagamento com as verbas integrantes e não
integrantes’.
 Uma apólice de seguro por exemplo, onde a empresa paga para o colaborador porém não há
desconto em folha. Esse valor pago precisa ser informado, bem como vale alimentação, seguros,
assistência médicas.
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 Agora com a DET essa realidade estará cada vez mais em destaque aos olhos do governo,
empresa e profissionais da área. Cito alguns exemplos que podem ser feitos cruzamento de
dados pelo governo com informações erradas declaradas no eSocial:
Cotas de PCD e de Aprendiz
Pagamento de verbas na folha sem incidência (convenção)
Alimentação em dinheiro sem tributação
Recolhimentos de FGTS, CP, IRRF inferiores ao devido
Não discriminar de maneira correta as rubricas
 Todas são de fáceis auditorias com cruzamento de dados.
 1.4 Cruzamento de dados no eSocial
 
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 A pergunta de sempre: Quem é responsável? Responsabilidade tributária, trabalhistas,
previdenciária, segurança e saúde dos colaboradores é sempre da empresa!
 A empresa por sua vez contrata escritórios de contabilidade, advogados, clínicas ou
profissionais de segurança para poder declarar esses dados de maneira coerente com a
legislação.
 Os profissionais de DP, RH que querem se destacar precisam conhecer as responsabilidades
da empresa para poder trazer ORIENTAÇÕES.
 Ausência de dados relacionados ao CAT, ASO ou Riscos Ambientais podem trazer danos para
os empregados e também danos financeiros para empresa que não se atenta e não se regulariza,
são algumas das multas:
 ASO - R$ 402,53 a R$ 4.025,33;
 CAT - Até limite máximo do salário contribuição.
 Riscos ambientais compõe base para o PPP, que tem multas relacionadas R$ 1.812,17 e R$
181.284,63. (Art 58 lei nº 8.213/91).
 1.5 Ausência de Informações do SST 
 
 O MEI contratado em alguns tipos de serviço precisa transitar na folha e muita gente não faz
esse envio. Para esses casos, a empresa contratante precisa recolher os 20% no patronal e
cadastrá-lo como CPF na folha.
 1.6 Deixar de informar o MEI na folha de pagamento 
 
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 Esse eventos são complexos, com detalhes específicos e sem orientação pode acabar fazendo
errado a declaração; Tem prazo para atender a determinação judicial;
 Empregadores, pessoas físicas ou jurídicas, inclusive os empregadores domésticos, MEIs e
segurados especiais devem informar em caso de reclamatória nos conformes do MOS.
 1.7 Não acompanhar os Eventos de processo trabalhista
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 Existe um comportamento de alguns profissionais que apenas lançam a diferença salarial em
uma rubrica específica e não informam as diferenças dentro do evento S-1200 com as devidas
separações;
 O campo ‘InfoPerAnt’ fica sem informação, não referenciando os meses da diferença salarial,
portanto omitindo dados.
 1.8 Informar Dissídio Retroativo errado
 
 A composição dos dados é complexa, tem alguns casos que a configuração das rubricas estão
tão erradas que dão um aviso que o ‘somatório dos descontos não pode ser negativo, ou seja, os
vencimentos não podem ser superiores aos descontos.’
 Os eventos relacionados são, S-1200, S-1210, S-2299 e S-1299
Evento S-1210 foi acrescentado mais de 50 linhas em 2024 para incluir dados de IRRF e muitos
não estão se atentando nesses detalhes.
 1.9 Não conhecer as informações da IRRF na folha
 
 A atualização dos dados precisa ser feito da forma mais rápida possivel para que a empresa
não seja prejudicada bem como os funcionários.
 Um exemplo de atualização no cadastro da empresa é o CNAE, onde muitos não se atentam
que a incidência previdenciária é sobre o Preponderante e não o CNAE Principal, e isso pode
trazer uma aumento significativo no valor da contribuição previdenciária.
 Atualização dos dados para recebimento dos postais dos Auditores Fiscais do Trabalho, dentro
da DET.
 1.10 Não atualizar os dados cadastrais 
 
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 O afastamento do colaborador seja pela previdência ou não, se for relacionado ao trabalho,
precisa ser informado no eSocial também a CAT.
 Um erro comum é não fazer a verificação desses dados, e isso prejudica tanto a empresa
como o colaborador.
 Outro detalhe é que, mesmo não havendo o atestado de afastamento, se houver acidente
precisa da comunicação no S-2210 o que muitas empresas não informam e havendo reincidência
mais grave, por ausência de medidas protetivas, existe um risco de penalização.
 1.11 Enviar Afastamento sem enviar o CAT
 1.12 Interromper S-2230 de férias para informar S-2230 de Atestado
 
 Dúvida frequente entre alunos e seguidores é sobre o período de férias, onde o funcionário se
machuca ou fica doente nesse período e alguns tem a prática de interromper as férias e
comunicar o afastamento.
 
 Conforme o Artigo 628-A da CLT a DET tem o objetivo de dar ciência ao empregador com
relação as informações dos Auditores Fiscais do Trabalho, logo nenhuma empresa deve ficar sem
cadastro, tendo risco de multa por não responder alguma intimação ou notificação.
 1.13 Não realizar cadastro na DET
 
 Outro erro que observamos em consultorias e dúvidas, é com relação as Horas Extras e
Insalubridade ou Horas extras e Jornada 12x36, que estão relacionadas aos eventos periódicos do
eSocial, onde a dúvida é se pode ou não pode ter Horas Extras para essas situações, e nas duas
situações não deve haver. No item 2 veremos alguns passos para ajustar esse erro.
 Insalubridade: Conforme a Portaria 671/21 artigo 64 ao 71 a regra em si é que não deve
haver com exceção se houver autorização previta em CCT.
 Jornada 12x36: Não é recomendado ter pagamento de horas extras pois já é horário acima
de 8 horas, nesse caso havendo horas extras o intervalo de 36 horas é reduzido entre as jornadas,
e é possível que a Justiça anule a Jornada 12x36 dese colaborador, e peça para o empregador
pagar as horas extras acima da oitava. 
 1.14 Informar Insalubridade ou Jornada 12x36 com Horas Extras
 
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2. COMO DAR O PRIMEIRO PASSO NA CORREÇÃO DOS ERROS
 
 Para cada um dos erros citados anteriormente, tem alguns pequenos passos iniciais que você
pode fazer para corrigir ou se antecipar.
 
 Para o erro sobre descumprimento dos prazos, alguns passos podem te auxliar:
 • Faça um informe e envie para todos os envolvidos nos processos.
 Se no local onde você trabalha, tem separação de RH e DP, ambas áreas precisam estar em
sintonia, além dos outros departamentos também.
 • Faça um Checklist e use-o sempre que for executar a tarefa;
 Como são muitos detalhes e itens, usar um checklist vai te ajudar, em todos os processos, veja
esse exemplo de um checklist parcial de admissão da Formação de Especialista.
 2.1 Conscientização dos prazos
 
 Ou esse exemplo de checklist da Formação de Especialista.
 
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 • Se atente no prazo de fechamento e nas reaberturas da folha.
 
 No Portal do Ministério do Trabalho tem a relação dos CBOs que você pode conferir. Você vai
observar que para um mesmo número de CBO pode ter mais de uma nomenclatura, pois são
semelhantes.
 É necessário saber identificar quais são os CBOs que precisam de nível superior ou registro na
classe.
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/downloads.jsf;jsessionid=uAXv0STXk7PllefYX5YJ0riG8OTsoXiJ6JlLBNpm.CBO-SLV04:mte-cbo
 2.2 Levantamento das Ocupações
 
 Para resolver os problemas de dados cadastrais incorretos, alguns passos são necessários. O
inicial e principal é entender o fluxo dos eventos do eSocial;
 Ter uma rotina de verificação bimestral. Retificar os dados identificados como errados. Para isso
é preciso fazer o levantamento dos dados: Tabelas, funcionários, informações de Tributações,
etc;
 2.3 Revisar as informações cadastrais
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/downloads.jsf;jsessionid=uAXv0STXk7PllefYX5YJ0riG8OTsoXiJ6JlLBNpm.CBO-SLV04:mte-cbo
http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/downloads.jsf;jsessionid=uAXv0STXk7PllefYX5YJ0riG8OTsoXiJ6JlLBNpm.CBO-SLV04:mte-cbo
 
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 Dentro dos erros sobre as rubricas e cruzamento de dados, indicamos que seja feito o
levantamento desses itens dentro do sistema primeiro e depois dentro do portal do eSocial para
conferência.
 Abrir a tabela 03 e enquadrar as rubricas corretamente. E observar quais são as rubricas
informativas que não estão transitando na folha e ter o costume de levar esses dados para o
eSocial o mais rápido possível. Dentro desse item entra a conferência das incidências, FGTS, IRRF
e INSS.
 Link da Tabela 03
https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica/leiautes-esocial-v-s-1-2-nt-01-
2023/index.html/tabelas.html 
 Tabela de Incidências Simples para ter um norte
 https://lp.nith.com.br/tabela-incidencias 
 2.4 Consultar Tabela 03 e verificar incidências
 
 Aqui está o ‘pulo do gato’ para muitos profissionais que se sentem perdidos. Trabalhamos de
forma incisiva sobre a documentação técnica com nossos alunos da Formação de Especialista,
pois ali tem várias orientações que podem ser seguidas para resolver problemas do dia a dia e
evitar erros e multas como falamos sobre os eventos de Processo Trabalhista, MEI na folha de
pagamento ou Dissídio Retroativo.
 2.5 Conheça Documentação Técnica
https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica/leiautes-esocial-v-s-1-2-nt-01-2023/index.html/tabelas.html
https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica/leiautes-esocial-v-s-1-2-nt-01-2023/index.html/tabelas.html
https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica/leiautes-esocial-v-s-1-2-nt-01-2023/index.html/tabelas.html
https://lp.nith.com.br/tabela-incidencias
https://lp.nith.com.br/tabela-incidencias
 
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 Na documentação você encontra o Manual de Orientações do eSocial (MOS), as Notas
Orientativas, e também para quem não quer depender de sistema de folha temos os leiautes e
tabelas!
 https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica 
 
 O profissional do DP e RH, ou contabilidade, não precisa saber fazer um Laudo Técnico de
condições do trabalho. Porém ele pode saber quais são as principais informações do SST para
trazer orientação para os empregadores e assim ser ainda mais valorizado em seu trabalho.
 Já sobre os eventos do SST no eSocial é de extrema importância conhecer a fundo: S-2210
CAT, S-2220 ASO e o S-2240 Condições Ambientais do Trabalho
 Além desse conhecimento, sempre orientamos nossos alunos que querem se destacar a
conhecer sobre: LTCAT, DIR, PCMSO, PGR, e também sobre as NRs principais, como mostramos
no Fluxograma para SST, exclusivo para especialistas.
 2.6 Conheça as informações de SST para DP
 
 É de extrema importância conhecer as regras legais sobre os afastamentos. Por exemplo, no
erro citado no item 1, não é considerado para o caso de empregada gestante que tem o filho no
período de férias. Esse caso já muda, tem que ser interrompido o período de férias começar o
período de licença maternidade e após retornar o restante dos dias de Férias.
 Outra regra que foi alterada é com relação a exame de retorno ao trabalho, já não é mais
necessário para esse caso de afastamento por licença maternidade.
 Aqui são apenas alguns exemplos de particularidades dos afastamentos.
 2.7 Orientações Legais sobre Afastamentos
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 Mais abaixo você verá com detalhes sobre essa nova ferramenta, os prazos que inclusive em
Abril de 2024 foi alterado para Empregador Doméstico e MEI o prazo de início para Agosto, isso
significa que você tem até primeiro de agosto para cadastrar e não cadastrar depois desse prazo.
Já as demais empresas e grupos já entraram na obrigatoriedade.
 2.8 Regularize os dados da DET
https://www.gov.br/esocial/pt-br/documentacao-tecnica
 
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 A Legislação Trabalhista está em constante atualização e mudanças, por isso é necessário
acompanhar de forma diária/semanal as alterações e novidades.
 Quando perde o ‘time’ da atualização, em alguns casos pode haver prejuízos.
 2.9 Conferir as regras da Legislação
3. TUDO SOBRE FGTS DIGITAL - PRODUÇÃO EM 2024
 
 O FGTS Digital é a plataforma de arrecadação do FGTS, que atua de forma integrada ao
eSocial.
 
 O FGTS Digital é um conjunto de sistemas integrados que vai gerenciar os diversos processos
relacionados ao cumprimento da obrigação de recolhimento do FGTS. A proposta é promover
soluções processuais e tecnológicas que facilitem o cumprimento dessa obrigação e assegurem
que os valores devidos aos trabalhadores sejam efetivamente individualizados em suas contas
vinculadas.
 Os principais benefícios a serem alcançados com o FGTS Digital:
Eliminar burocracias e custos adicionais;
Diminuir os custos operacionais incorridos pelo FGTS;
Reduzir as despesas com tarifas pagas à rede arrecadadora do FGTS;
Digitalizar serviços (agilizar e automatizar procedimentos);
Melhorar os serviços voltados para trabalhador e empregador;
Promover a integração de ambientes e facilitar o acesso e gerenciamento de informações;
Garantir segurança, integridade e confiabilidade aos dados e informações armazenados e
processados;
Diminuir a postergação da arrecadação anual do FGTS;
Fornecer informações para direcionamento de ações e tomada de decisões estratégicas;
Melhorar gestão, controle e transparência dos processos;
Facilitar a comunicação entre Administrados e Administração;
Permitir que os atores relacionados ao recolhimento do FGTS possam ter acesso aos dados e
informações necessários para o exercício pleno de suas competências.
Alteração da maneira de recolher o FGTS
 Até a competência 02/2024, o empregador deve utilizar dois programas para emissão do FGTS
dos trabalhadores.
 3.1 Conscientização dos prazos
 
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 1º Passo é efetuar o fechamento da folha, efetuar os lançamentos corretamente.
 
 2º Passo é enviar essas informações para o programa SEFIP da Caixa, o programa deve ser
baixado no computador e atualizado sempre que sair nova versão, pagamentos em atrasos é
preciso fazer uma atualização de tabela, outro ponto burocrático, é que se houver retificação de
apenas um empregado, deverá ser enviado todos novamente. O envio pode ser através de
arquivo ou então digitado manualmente.
 3º Passo é gerar um arquivo, e transmitir no Conectividade Social (o programa é online), mas
precisa de uma extensão, que compromete muitas vezes a segurança do computador.
 
 4º Passo, após a transmissão é gerado novo arquivo, que deve ser importado lá programa do
Sefip, para que então possa efetuar a impressão da Guia para pagamento e relatórios.
 
 5º O FGTS rescisórios, deve baixar outro programa GRRF eletrônica, e fazer o mesmo passo
citado acima.
 
Quem está obrigado ao FGTS Digital?
 Desde a entrada em vigor do sistema em 01/03/2024, todos os empregadores obrigados a
recolher Fundo de Garantia deverão utilizar o FGTS Digital.
 
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 De acordo com o faseamento do FGTS para todos os empregadores sujeitos ao recolhimento
do FGTS passou a ser obrigatório a utilizaçãodo sistema do FGTS digital, esta obrigação envolve
todas as empresas dos grupos do eSocial.
 Em 2023 houve um período de teste que não está mais disponível, isso quer dizer que todas
as informações enviadas ao eSocial tem validade jurídica.
 Embora todos os empregadores sujeitos ao FGTS, ficarão sujeitos a utilização do FGTS Digital,
há uma exceção com relação aos empregadores MEI, Segurado Especial, e Empregador
domésticos, onde a guia do FGTS mensal já é recolhida com base nas informações do eSocial
através da Guia DAE – Documentos de Arrecadação do eSocial que ocorre dentro do eSocial.
Sendo as seguintes regras:
 
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MEI e Segurado Especial - SE
 
 O FGTS continuará sendo recolhido mensalmente na guia DAE. Apenas o FGTS Rescisório será
recolhido pelo FGTS Digital, em substituição à GRRF gerada pelo Conectividade Social.
Empregador Doméstico
 
 Continuará recolhendo o FGTS mensal e rescisório utilizando a guia DAE gerada pelo eSocial.
O empregador doméstico utilizará o FGTS Digital futuramente apenas para requerer
parcelamentos de débitos do FGTS. Enquanto essa funcionalidade não é implementada, caso
queira realizar um parcelamento, deve procurar os canais de atendimento da CAIXA.
 Nos casos desses citados, haverá apenas a mudança da data de vencimento que antes era dia 07
de cada mês e passa a ser dia 20.
 
Composição da Guia DAE
 
 
 
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 Assim como ocorre no eSocial, o FGTS Digital não requer download de programa para
utilização, basta um computador com acesso à internet e acesso as credenciais necessárias
Acesso em https://fgtsdigital.sistema.gov.br/portal/login
Manual e documentação técnica: 
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-
documentacao-tecnica
Perguntas frequentes: 
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/perguntas-
frequentes
3.2 Como acessar o FGTS Digital
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 O acesso ao FGTS digital deverá ser acessado com certificado digital do empregador ou
procurador (quando já existir procuração cadastrada no FGTS digital).
https://fgtsdigital.sistema.gov.br/portal/login
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-documentacao-tecnica
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-documentacao-tecnica
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-documentacao-tecnica
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-documentacao-tecnica
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/manual-e-documentacao-tecnica
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/perguntas-frequentes
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/perguntas-frequentes
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/servicos/empregador/fgtsdigital/perguntas-frequentes
 
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 O acesso sem certificado digital somente é possível no caso de empregador pessoa física com
conta no gov.br nível prata ou ouro. Empregador pessoa jurídica, o acesso é somente com o
certificado digital.
 
 No primeiro acesso é necessário preencher os dados do empregador como e-mail e telefone
e uma frase de segurança.
 
Perfis de acesso ao FGTS Digital:
 Sempre que acessar o FGTS digital deverá selecionar o seu perfil de acesso, classificado como a
seguir:
Meu perfil (Titular): opção para acessar os dados do titular do certificado digital ou do
usuário e senha de uma conta gov.br (nível prata ou ouro).
Responsável Legal do CNPJ perante a RFB: acesso com certificado digital pessoa física (e-
CPF) ou do usuário e senha de uma conta gov.br (nível prata ou ouro) do Representante legal
cadastrado na base da Receita Federal.
Procurador: opção para editar e consultar dados de empregador inscrito num CPF. É
necessária a prévia elaboração de mandato no Sistema de Procuração Eletrônica – SPE. É
indispensável a utilização de um certificado digital.
Como fazer a transmissão dos envios para o FGTS digital?
 Diferentemente do eSocial, onde informações podem ser cadastradas diretamente no portal,
o FGTS digital não pode ser preenchido na plataforma, e nem há carga inicial de eventos ou
informações, uma vez que ele é alimentado pelo eSocial. Dessa maneira, se percebido algum erro
ou inconsistência deverá ser corrigido as informações no eSocial.
 
 Com exceção do FGTS rescisório que poderá ser preenchido diretamente no portal, mas
veremos esse passo mais à frente.
 
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 Tela Inicial com as funcionalidades do FGTS Digital:
3.3 FGTS Digital na prática
 
 Para emitir a Guia basta acessar a gestão de guias. Nessa funcionalidade é possível efetuar a
emissão de guia rápida, onde serão sintetizados todos os lançamentos da empresa para a
competência, e a emissão de guias parametrizadas onde é possível personalizar as guias, ainda
temos a consulta de guias, onde é possível verificar as guias emitidas.
 
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 1º Passo é enviar os eventos S-1200 e S-1210 no eSocial ou ainda o evento S-2399 no caso de
rescisão de contrato de trabalho. Esses eventos alimentam o FGTS Digital e não é necessário que
a folha esteja fechada no eSocial.
 Como exemplo temos uma folha da comp. 03/2024 aberta no eSocial, porém que já recebeu
os eventos S-1200 e S-1210.
 
 No exemplo o trabalhador José, teve um recolhimento de FGTS no valor de 376,24.
 
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Emissão de Guia Rápida
 Agora vamos ao FGTS digital conferir as informações e efetuar a emissão da guia, conforme
imagem a seguir:
 
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 Neste caso, a empresa não tem filiais, apenas a Matriz, no entanto em caso de filiais,
conforme os eventos de folha de pagamento forem enviados, serão consolidados da Emissão de
Guia Rápidas.
 
 Lembra do José, aqui estão os valores do FGTS que foi informado na remuneração dele, como
verificamos no eSocial.
 
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 Vamos voltar a emissão da Guia.
 
 Na Emissão de Guia rápida, você poderá conferir os valores enviados para os trabalhadores, e
os total, em caso de estarem corretos, basta clicar na opção emitir guia.
 Logo em seguida você poderá imprimir a guia para pagamentos e imprimir o relatório
(semelhando ao relatório RE).
 
 As guias emitidas não podem ser canceladas, se constatado erros deverá reenviar os eventos
corrigidos no eSocial, e emitir uma nova guia corretamente.
 
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 Relatório RE
 
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Emissão de Guia Rápida
No módulo de Gestão de Guias => Emissão de Guia Parametrizada, o empregador terá diversas
opções para filtrar os valores de FGTS que estão em aberto:
Competência (mês) de Apuração
Data de vencimento original do débito
Código de Lotação Tributária
Estabelecimento da Remuneração
 Tomador de Serviços (CNPJ/CPF/CNO)
Local de Trabalho informado no evento de admissão do trabalhador
CPF do Trabalhador
Matrícula do Trabalhador
Categoria do Trabalhador
Tipo de Débito (Mensal, Rescisório, A vencer, vencido, sem guia emitida)
 
 Você poderá fazer o filtro desejado e clicar em Pesquisar.
 É possível selecionar apenas os valores que queira considerar na guia. Logo em seguida
deverá clicar em Adicionar Guia.
 
 Em seguida vão aparecer quantos débitos foram selecionas e deverá clicar em emitir guia,
logo emseguida poderá imprimir a guia para pagamento.
Emissão de Guia Rescisória
 Para os cálculos de FGTS rescisório cujo todo o contrato teve a duração na vigência do FGTS
digital, este será calculado automaticamente
 Para os contratos que tiveram competências antes do FGTS digital, será necessário compor os
valores para que seja calculado a multa do FGTS, que poderão ser feitas de duas formas:
 - Recomposição do histórico de remunerações: o empregado deverá informar os valores que
foram apurados através da Sefip, esses valores serão somados aos informados pelo FGTS digital,
e será base para o cálculo da multa
 - O empregador poderá alterar o valor, informando todo o valor para fins rescisórios, dessa
forma, esse deverá ser superior ao já apurado no FGTS digital
 O empregador deverá enviar o evento S-2299, somente a partir desse momento será possível
emitir a guia do FGTS rescisório, a partir do envio, a guia poderá ser visualizada na gestão de guia,
mas para os trabalhadores com períodos anteriores ao FGTS digital será necessário compor os
valores para o cálculo correto da guia.
 
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Emissão de Guia Rescisória
 
 Deverá clicar na opção Remunerações para fins rescisórios.
 
 Após deverá selecionar o trabalhador que irá efetuar a composição de valores.
 
 Você poderá clicar na opção editar para efetuar a composição de valores que não consta no
FGTS digital (períodos anteriores a 03/2024).
 
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 Quando clicar em alterar irá aparecer os valores que já consta no FGTS digital e logo abaixo a
opção de informar por período.
 
 Poderá informar tanto o valor total para fins rescisórios, como será possível efetuar
lançamentos das remunerações mês a mês.
 
 Lançamento dos valores totais para fins rescisórios:
 
 Para informar por período (recomendado):
 
Chave de movimentação e extrato para fins rescisórios
 Desde a vigência do FGTS digital o empregado fica dispensado da emissão da chave de
movimentação para saque do FGTS, uma vez que a movimentação será efetuada quando o
empregador enviar o evento S-2299.
 
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 Embora o FGTS esteja a pleno vapor, ainda não poderemos dispensar o uso da conectividade
social, visto que será através dele que ainda faremos a emissão do extrato para fins rescisórios.
 
 No entanto é possível verificar os saldos dos vínculos informados no FGTS digital.
 Para acessar o extrato, o empregador deverá acessar Consultas do empregador, Consultas de
vínculos.
 
Procurações
 As procurações eletrônicas deverão ser concedidas através do SPE – Sistema de Procuração
eletrônica. As procurações já concedidas por ensejo do eSocial e conectividade social não tem
validade do FGTS Digital, sendo necessário conceder a procuração para este fim.
 
 O empregador deverá selecionar as opções que deseja conceder ao seu procurador.
 
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4. BANCO DE HORAS NEGATIVAS- SAIBA TUDO SOBRE NOVA DECISÃO
DO TST
 
 Para entender melhor sobre o banco de horas negativas, é preciso compreender o conceito do
banco de horas.
 O banco de horas, antes da reforma trabalhista, poderia ser realizado desde que houvesse
permissão na convenção coletiva. Dessa forma, o banco de horas de um dia, poderia ser
compensado em outro, desde que limitado a ser utilizado em um ano.
 Após a reforma, o banco de horas poderá ser realizado mediante acordo individual escrito.
 O banco de horas é regulamentado pela CLT em seu artigo 59, parágrafo 2. Esse trecho fala
sobre a hora extra durante a jornada e a possibilidade do banco de horas.
 O artigo 59 da CLT, afirma que a duração de um dia de trabalho pode ser acrescida de 2 horas
extras, mediante acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.
 E em seu parágrafo 1, a lei prevê que essas horas excedentes deverão ser pagas com no
mínimo 50% de acréscimo da hora normal.
 Entretanto, mais adiante no parágrafo 2, está previsto que o empregador pode ser dispensado
do pagamento desse acréscimo se as horas excedentes forem compensadas por diminuição da
jornada em outro dia. Essa previsão torna possível o banco de horas.
 “§ 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva
de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em
outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas
semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.”
 De acordo com a redação do parágrafo 2, do artigo 59:
O empregador pode ser dispensado do pagamento de horas extras, se por acordo ou
convenção coletiva, a empresa adotar a compensação de horas;
 4.1 Banco de horas na CLT
 
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 O colaborador nunca pode realizar mais do que 10 horas de trabalho em um dia, isso quer
dizer que em uma jornada regular de 8 horas, só podem ser realizadas duas horas extras.
Um banco de horas só pode durar até um ano quando feito por acordo coletivo ou
convenção coletiva;
 No seguinte parágrafo, o artigo traz uma previsão sobre o fim do contrato de trabalho sem
que as horas sejam compensadas.
 § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação
integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2o e 5o deste artigo, o trabalhador terá
direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da
remuneração na data da rescisão. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência)
 O acordo para banco de horas, poderá ser formalizado individualmente com o trabalhador
desde que respeita a legislação.
 § 5º O banco de horas de que trata o § 2o deste artigo poderá ser pactuado por acordo
individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. (Incluído
pela Lei nº 13.467, de 2017) (Vigência)
 Assim, podemos entender que o banco de horas foi instituído em substituição ao
pagamento das horas extras, assim visando beneficiar tanto o empregador que fica isento do
banco das horas extras que muitas vezes onera demasiadamente a folha de pagamento, e ao
trabalhador, que pode ter as horas trabalhadas a mais convertidas em folgas remuneradas.
 
 Acabamos de ver que a legislação em nenhum momento faz referência ao banco de horas
negativo, deixando assim muitas dúvidas em sua permissão, se pode haver o banco de horas
negativos? Como efetuar a compensação das horas negativas?
 Como vimos o banco de horas deve ser instituído por acordo entre o empregador e o trabalhador
(aquele mencionado no art.59 da CLT).
 No entanto, de acordo com um novo entendimento do TST, o banco de horas negativos pode
ser instituído entre as partes se constar na convenção coletiva.
 Assim, enquanto o banco de horas (positivo), independe da negociação sindical bastando apenas
o acordo individual, o banco de horas negativo, pode ser pactuado se previsto em convenção
coletiva do trabalho.
 
 4.2 Banco de Horas negativo
 
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 O entendimento da jurisprudência do TST até o momento em questão era de que a dispensa
da prestação de serviços, mesmo que solicitada pelo empregado, atende aos interesses do setor
econômico. Portanto, a falta de compensação dessas horas ao longo de um ano e os possíveis
prejuízos resultantes deveriam ser assumidos pelo empregador, não pelo empregado.
 
 Na tese a ministra concluiu que a implementação do banco de horas nesses termos não
envolve direito irrenunciável e, portanto, é válida a convenção coletiva firmada entreo sindicato
e a empresa.
 Processo: RR-116-23.2015.5.09.0513
 Sendo assim, o desconto do banco de horas negativos passa a ser permitido na rescisão de
contrato de trabalho se previsto em convenção coletiva do trabalho e se o trabalhador for quem
pedir demissão ou se a demissão se der por justa causa de acordo com os motivos previstos no
art. 482 da CLT.
 Bônus - Modelo de acordo de banco de horas
5. PAGAMENTOS SINDICAIS- O QUE DEVE CONTER NA NEGOCIAÇÃO
COLETIVA
 
 Uma dúvida muito comum é como efetuar o enquadramento sindical corretamente. Sabemos
que o enquadramento sindical é obrigatório por lei, no entanto não existe uma regra básica de
como deve ser efetuado o enquadramento, ou como consultar se o enquadramento foi efetuado
corretamente.
 
 Artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal.
 “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social: XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
 O enquadramento sindical deve ser efetuado conforme a atividade principal da empresa.
 
 CLT, Art. 511º “A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades
idênticas, similares ou conexas, constitui o vínculo social básico que se denomina categoria
econômica”.
 O enquadramento sindical incorreto também pode ocasionar passivos trabalhistas, bem como
o pagamento de diferenças de remuneração e benefícios para os empregados nos últimos 5 anos.
 
 Emenda Constitucional 45/2004: “Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
 III – as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e
entre sindicatos e empregadores.”
 5.1 Enquadramento Sindical
https://consultaprocessual.tst.jus.br/consultaProcessual/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&conscsjt&numeroTst=116&digitoTst=23&anoTst=2015&orgaoTst=5&tribunalTst=09&varaTst=0513&submit=Consultar
 
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 Assim em caso de dúvidas ou enquadramento incorreto o empregado poderá consultar o
MTE. O MTE disponibiliza uma planilha que contém todos os Sindicatos registrados no Brasil,
assim de certa forma, facilita a busca pelo sindicado que atende a sua empresa.
 Bônus – Planilha sindical
 
 Desde setembro de 2023, é o assunto do momento, pois tem gerado muitas dúvidas nos
colegas do DP.
 
 Vamos começar entendendo o que são essas contribuições, conforme tabela abaixo:
5.2 O retorno do Imposto Sindical?
 
 Sabemos que a decisão da constitucionalidade do desconto da contribuição assistencial que se
deu em 11/09/2023, através do Tema 935 e aprovada do acordão publicado em 30/10/2023 tem
gerado muitas dúvidas.
 Vamos então começar entendo o termo constitucional, que é o ato que está em
conformidade, assim, quando o tema menciona:
https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5112803&numeroProcesso=1018459&classeProcesso=ARE&numeroTema=935
 
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 “É constitucional a instituição, por acordo ou convenção coletivos, de contribuições
assistenciais a serem impostas a todos os empregados da categoria, ainda que não
sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição.”
 
 Modelo de convenção coletiva com cláusula de contribuição assistencial:
 
Tema vinha sendo tramitado desde 2017
 
 Antes da reforma trabalhista o desconto era compulsório, ou seja, não havia possibilidade do
empregado se opor ao desconto. Com o advento da reforma trabalhista, o desconto passou a ser
opcional, e a empresa não poderia então efetuar o desconto, sem que houvesse a autorização
expressa do empregado.
 Já com a aprovação do tema, o desconto continua não sendo compulsório, ou seja, não é
obrigatório sendo que o empregado tem o direito a oposição.
 E é aqui que começam a surgir as dúvidas, pois o tema não foi claro quanto a datas,
percentuais, forma de oposição, prazo para oposição, assegurando a liberdade sindical, para
negociação em ACT ou CCT.
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 Neste sentido passou a ser relatado muitas divergências nos posicionamentos dos sindicatos,
deixando as empresas e empregados inseguros e muitas vezes sem saber o que fazer.
 Entendemos que os valores de cobrança deverão ser razoáveis, observando critérios de
proporcionalidade, caso sejam abusivos as negociações podem ser denunciadas ao ministério
público do trabalho para que o órgão adote as medidas judiciais cabíveis no sentido de tornar
justo o valor a ser cobrado dos empregados.
 Algumas ações em andamento nos TRTs do país já entenderam que o razoável seria metade
de um dia de trabalho.
 Em relação à oposição, como não há previsão legal também deverá ser observada a
razoabilidade, caso contrário o poder judiciário poderá ser acionado para regularizar o exercício
deste direito.
 
 Em relação ao início da validade da cobrança, entendemos que caso já exista previsão no
instrumento normativo sobre o valor da contribuição e a forma de oposição, as cobranças
poderão valer a partir da publicação do acórdão, ou seja, a partir de 30/10/2023. Como antes
dessa previsão o empregado deveria autorizar e a partir da decisão de opor, muitas CCT já
possuíam os valores a ser pago em favor da referida contribuição.
 Assim, a empresa precisa verificar junto ao sindicato que representa os empregados, quais
formas de oposição e valores a serem pagos em favor da contribuição.
 Mas atenção, lembrando que essa é a legislação vigente no momento, inclusive já corre no
senado um projeto de lei que proíbe o desconto sem a previa autorização.
 Mas sabemos que leva um tempo para o julgamento, e ainda assim não é certeza que será
aprovada.
 Então, considerando a previsão legal atual, os sindicatos já podem exigir a cobrança caso o
trabalhador não se oponha. Assim, se identificados abusos como já foram relatados, esses
deverão ser denunciados ao Ministério Público.
 Uma novidade quanto a oposição, é que há a discussão entre as Centrais Sindicais, para que
o empregado compareça às Assembleias para exercer o direito a oposição.
 Regra deverá constar em lei que está sendo debatida entre representantes de empregados e
de empregadores, enquanto isso, vale a forma de oposição imposta pelos Sindicato até o
momento.
 
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STF vai julgar novamente o Tema?
 O Supremo vai analisar de novo a ação que trata da cobrança de contribuição assistencial
após recurso da PGR (Procuradoria Geral da República) pedindo que os ministros esclareçam
pontos que ficaram pendentes no julgamento do Tema 935.
 O Ministério Público Federal quer que os ministros definam regras que possam impedir
cobranças retroativas da taxa, esclareçam qual o percentual razoável a ser pago, deixem claro
como deve ser o direito de oposição e proíbam empregadores de desestimular o pagamento ou
estimular a recusa à contribuição.
 
 Um dos pontos mais importantes e cruciais nesse sentido, é que a empresa não pode intervir
a decisão dos trabalhadores quanto a autorização e oposição as contribuições impostas pelo
Sindicato.
 Cabe a empresa, apenas cumprir a legislação no sentido de descontar nos moldes da
legislação, e repassar os valores aos respectivos sindicatos.
 Mas, sabemos que a maioria dos trabalhadores, procuram o Departamento pessoal, para
buscar mais informações nesse sentido, assim, devemos fornecer as informações devidas,
limitadas ao conhecimento e não de formação de opinião.
 Quanto a oposição, alguns sindicatos podem solicitar de formas diferentes, e alguns até
disponibilizam os modelos próprios para oposição.
 Bônus – Modelo de oposição ao desconto de contribuição assistencial Bônus – Modelo deautorização de desconto de contribuição sindical
5.3 Como fazer a oposição ao desconto da contribuição assistências?
 
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O que fazer em caso de irregularidade sindical?
 Como mencionamos, o Acordão 935 não estipulou regras, datas e porcentagens máximas
permitidas com relação ao desconto da contribuição, e forma de saber se o desconto está sendo
abusivo pode ser consultar convenções anteriores e estudar quais as médias de descontos que
constavam das cláusulas.
 A constituição federal defende os trabalhados quando defende que a associação ao
sindicato é um direito e não um dever do trabalhador:
 Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte
 O Ministério Público do Trabalho (MPT) é o ramo do Ministério Público da União (MPU) que
tem como atribuição fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista quando houver interesse
público, procurando regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores. Cabe
ao MPT promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para defesa de interesses
coletivos, quando desrespeitados direitos sociais constitucionalmente garantidos aos
trabalhadores. Também pode manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista, quando
entender existente interesse público que justifique. O MPT pode ser árbitro ou mediador em
dissídios coletivos e pode fiscalizar o direito de greve nas atividades essenciais.
 Assim, competente ao MPT receber denúncias relativas às condutas abusivas cometidas
pelo Sindicato, Federação ou Confederação. Cabendo ao empregado ou mesmo às empresas
(empregadoras) se reportarem ao órgão e formalizar sua denúncia.
 Modelo de jurisprudência:
 
 Se comprovado o abuso de práticas sindicais, a denúncia poderá ser efetuada no site do
Ministério Público do Trabalho.
https://mpt.mp.br/pgt/servicos/servico-denuncie
 
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6. DECLARAÇÃO DE TRANSPARÊNCIA SALARIAL- SAIBA TUDO ESTA NOVA
OBRIGAÇÃO, COMO FAZER E ONDE ELA SE ENCAIXA
 
 É um relatório cuja finalidade é permitir a comparação objetiva entre salários, remunerações
e a proporção de ocupação de cargos nas empresas, de forma a verificar possíveis diferenças
salariais entre homens e mulheres no mesmo cargo.
 O Relatório atende ao que determina o Decreto nº 11.795/2023, publicado em novembro do
ano passado (2023) para regulamentar a Lei nº 14.611, de 2023, que estabelece a
obrigatoriedade de igualdade salarial entre mulheres e homens.
 Art. 4º A igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens será
garantida por meio das seguintes medidas:
 I – Estabelecimento de mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios;
 II – Incremento da fiscalização contra a discriminação salarial e de critérios remuneratórios
entre mulheres e homens;
 III – Disponibilização de canais específicos para denúncias de discriminação salarial;
 IV – Promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de
trabalho que abranjam a capacitação de gestores, de lideranças e de empregados a respeito do
tema da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, com aferição de resultados;
e
 V – Fomento à capacitação e à formação de mulheres para o ingresso, a permanência e a
ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens.
 6.1 O que é o Relatório de Transparência Salarial?
 
 A Lei de Igualdade Salarial busca estabelecer critérios equitativos de remuneração, além de
intensificar a fiscalização para prevenir a discriminação de gênero.
 A Lei de igualdade salarial é um mecanismo que compõe o art. 461 da CLT, que já proibia a
diferença salarial, pautada em etnia, sexo e/ou idade, entre profissionais que ocupavam o
mesmo cargo.
 Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo
empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção
de sexo, etnia, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
 Por meio dessa lei foi implementada para pessoas jurídicas de direito privado com 100 ou
mais empregados a obrigatoriedade de elaboração semestral de relatórios de transparência
salarial e de critérios remuneratórios, os quais têm por finalidade a comparação objetiva entre
salários, remunerações e a proporção de ocupação de cargos por homens e mulheres. Os
relatórios serão enviados por meio de ferramenta informatizada que será disponibilizada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego, e a publicação dos relatórios deverá ocorrer nos meses de
março e setembro, conforme será detalhado em ato do próprio ministério.
 
 As informações serão utilizadas para a verificação da existência de diferenças salariais entre
homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo. Os relatórios semestrais de transparência
utilizarão os dados de salários e ocupações de homens e mulheres já informados pelas
empresas pelo eSocial, e as empresas estão sendo solicitadas a prestar algumas informações
adicionais sobre critérios de remuneração e ações que apoiem a contratação e a promoção de
mulheres nas empresas.
 Todas essas informações serão consolidadas em um relatório pelo Ministério do Trabalho e
Emprego e disponibilizados para disseminação, tal como determina a legislação em março de
2024.
Que empresas estão obrigadas ao preenchimento?
 Pessoas jurídicas de direito privado com 100 ou mais empregados (matriz ou filial) devem
cumprir a exigência. O preenchimento deverá ser efetuado considerando a quantidade de
empregados (100 ou mais) para cada CNPJ, separados por matriz e filiais.
 
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Informações que serão coletadas no eSocial por CNPJ:
Total dos empregados e das empregadas considerando sexo e raça/etnia;
Remuneração de contratação para a mesma função entre homens e mulheres, considerando
os Grandes Grupos da CBO;
 
 
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Razão entre homens e mulheres da remuneração média dos últimos 12 meses, considerando a
remuneração paga;
Proporção de homens e mulheres ocupados na mesma empresa.
 
 Qual o prazo para cumprimento?
 O preenchimento iniciou em 22/01 no primeiro semestre, sendo que, para essa primeira
obrigação, o prazo terminou em 08/03.
 As informações devem ser sempre prestadas a cada semestre: até o último dia de fevereiro
e de agosto, respectivamente.
 Também é obrigatório que os relatórios sejam disponibilizados nos meses de março e
setembro, em canais como sites e redes sociais da empresa, garantida a ampla divulgação para
seus empregados, colaboradores e público em geral.
Como deve ser preenchida a declaração?
 O empregador deve acessar o Portal Emprega Brasil para preenchimento das informações.
https://servicos.mte.gov.br/empregador/#/
 6.2 Preenchimento da declaração
https://servicos.mte.gov.br/empregador/
 
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 O acesso deverá ocorrer com o Certificado Digital do empregador:
 
 
 Depois informar o tipo de acesso (não é possível fazer com Procuração):
 
 No primeiro acesso será direcionado a preencher aos dados de cadastro do empregador:
 
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 Clique em declaração de igualdade salarial.
 
 Depois clique em Preencher declaração:
 
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 Deverá preencher os dados da declaração, são apenas 5 perguntas que constam os critérios
remuneratórios utilizados na empresa.
 Após preencher todas as perguntas da declaração, aparecerá a mensagem que a
declaração foi enviada com Sucesso!
 
 Você poderá salvar a declaração em PDF.
 Neste arquivoconstará todas as perguntas e resposta da declaração que foram enviadas.
 
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 Após preenchida aparecerá que a declaração já foi enviada.
 
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 O MTE disponibilizou o relatório que deve ser divulgado pelas empresas que são obrigadas
ao preenchimento da declaração (com 100 ou mais trabalhadores).
 
 Também é possível realizar consulta pública ao relatório através do site:
https://relatoriodetransparenciasalarial.trabalho.gov.br/.
https://relatoriodetransparenciasalarial.trabalho.gov.br/
 
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 O que acontece em caso de constatação de irregularidades?
 Se detectada alguma inconformidade, o empregador será notificado por meio do Domicílio
Eletrônico Trabalhista (DET) e terá 90 dias para promover sua regularização por meio do Plano
de Ação para Mitigação da Desigualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre Mulheres e
Homens. A Portaria MTE nº 3.714/2023 especifica as ações que devem constar nesse plano.
 Em caso de descumprimento, será imposta uma multa administrativa cujo valor
corresponderá a até 3% da folha de salários, limitado a 100 salários-mínimos.
 
Possibilidade de defesa
 Houve menção à possibilidade de apresentação de esclarecimentos sobre a detecção de
desigualdades salariais e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens, porém não foi
esclarecido em qual momento será oportunizado o envio de tais esclarecimentos, se antes ou
depois da notificação para a implementação do Plano de Ação;
 
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 Quaisquer desigualdades salariais e de critérios remuneratórios será considerada como em
violação da Lei de Igualdade Salarial, não havendo, no entendimento do Ministério do Trabalho e
Emprego, um percentual de tolerância.
 
 O aplicativo Carteira de Trabalho Digital foi definido como principal canal de denúnciasquando
houver disparidades salariais.
 
Canal de denúncias
 
 
Punições
 
 A Lei da Igualdade Salarial trouxe como novidade a punição mais rígida para as empresas com
discriminação de gênero nas remunerações. O descumprimento da legislação pode incidir em
multa equivalente a 10 vezes o valordo novo salário da colaboradora desfavorecida. Em caso de
reincidência, o valor é dobrado. Antes, a multa máxima era de R$ 4 mil. Quando uma
colaboradora é vítima de discriminação salarial, ela temo direitodereceberas diferenças salariais
devidas pelo empregador durante o período emque a remuneraçãofoi desigual. Para isso, pode
entrar com uma ação na Justiça do Trabalho.
 
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 Quaisquer desigualdades salariais e de critérios remuneratórios será considerada como em
violação da Lei de Igualdade Salarial, não havendo, no entendimento do Ministério do Trabalho e
Emprego, um percentual de tolerância.
 
 O aplicativo Carteira de Trabalho Digital foi definido como principal canal de denúnciasquando
houver disparidades salariais.
 
Canal de denúncias
 
 
Punições
 
 A Lei da Igualdade Salarial trouxe como novidade a punição mais rígida para as empresas com
discriminação de gênero nas remunerações. O descumprimento da legislação pode incidir em
multa equivalente a 10 vezes o valordo novo salário da colaboradora desfavorecida. Em caso de
reincidência, o valor é dobrado. Antes, a multa máxima era de R$ 4 mil. Quando uma
colaboradora é vítima de discriminação salarial, ela temo direitodereceberas diferenças salariais
devidas pelo empregador durante o período emque a remuneraçãofoi desigual. Para isso, pode
entrar com uma ação na Justiça do Trabalho.
 
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 7.0 COMO FICARÁ A NOVA DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO
 
7.1 O que é a desoneração da folha de Pagamento 
 
 A folha de pagamento é um dos documentos mais importantes da rotina de uma empresa.
Além de ser uma obrigatoriedade da lei, nela constam os cálculos que determinam o pagamento
dos trabalhadores pelos seus serviços. 
 Contudo, não é apenas o salário dos funcionários que a folha de pagamentorepresenta,sobre
ela também refletem uma série de tributos que a empresa tem que pagar, entre eles está a
previdência. 
 Assim como um empregado contratado sobre regime CLT contribui para a previdência, a
empresa também deve contribuir com uma parte. 
 A esse recolhimento dá-se o nome de contribuição previdenciária patronal, mais conhecida
como INSS patronal. 
 Pesquisas apontam que a folha de pagamento no setor de serviços varia entre 25% e 40%,
podendo chegar a 50% do faturamento mensal, serviços de TI podem chegar a 63%. 
 No segmento de comércio, esse percentual pode ficar entre 10% e 15% e na indústria
dependerá de quanto a empresa usa de tecnologia em seu processo produtivo. 
 Segundo especialistas em economia, não existe regra definida para qual percentual da folha
deve consumir do seu faturamento, porém, alerta que é preciso ter uma margem para fazer
investimentos, assim o argumento é que: “Esse custo tem que ficar entre 30% a 40%do negócio,
para não ultrapassar a capacidade que o empresário tem de fazer de investimentos com capital
próprio, de fazer comercialização”. 
 Os valores exatos utilizados para definir o custo de um empregado dependem do tipo de
regime tributário da empresa. 
 Os regimes tributários são uma junção de leis e normas que regulamentam a maneira como
uma empresa precisa contabilizar os tributos para a realização de suas atividades. Existem os
seguintes tipos de regimes de tributação: Simples Nacional, Lucro Real e Lucro Presumido.
 
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Empresa optante do Simples Nacional
 
 Esse regime tributário é voltado para micro e pequenas empresas, jáquesãodisponibilizadas
alíquotas menores. 
 Em regras gerais, a contribuição previdenciária patronal já está inclusa no pagamento do
Documento de Arrecadação do Simples (DAS), mas algumas atividades devemfazer este
recolhimentoà parte, das empresas enquadradas no anexo IV, como é o caso da construção civil
e da advocacia.
 
Para empresas não optantes do Simples Nacional
 Lucro Real ou Lucro Presumido:
 Nestes regimes, se enquadram as empresas que movimentam quantias maiores que as
empresas optantes pelo Simples Nacional. Somados os custos citados no regime Simples
Nacional, as empresas desta categoria possuem ainda o custo de uma alíquota denominada RAT,
ou Riscos Ambientais do Trabalho, bem como INSS Patronal.
7.2 O que diz a lei sobre a desoneração da folha de pagamento?
2011 Criação 2015 Alteração
2023 fim da
desoneração
2023 MP
2102
2024as medidas
previstasnaMP 1202 foram
derrubadas
Obrigatória aos
setores
contemplados
Opção devia ser
feita em janeiro
de cada ano
para empresas
de 17 setores
da economia, a
desoneração
A Reoneração
da folha foi
prevista para
01/01/2024,
medida foi
derrubada.
A
desoneração
foi alterada e
iniciaria uma
nova forma
de cálculo a
partir de
01/04/2024.
Adesoneraçãodafolha de
pagamento volta a valer até
31/12/2027 com algumas
alterações. Previsão que seja
criadaumalegislação,
projetodeLei está em
votação.
 
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 A Desoneração foi instituída em 2011 de forma provisória, através da Lei 12.546 sendo
obrigatória para alguns setores descritos na lei.
 O objetivo com a criação da lei foi impulsionar a geração de empregos, diminuir a
informalidade no trabalho e fortalecer a economia interna. A redução da carga tributáriadiminui
os encargos sociais pagos pelas empresas, possibilitando melhores condições de operação,
investimentoem inovação, contratação de novos funcionários, aumento no salário, entre outros. 
 Com o passar do tempo, mais precisamente em 2015, essa desoneraçãosofreuumaalteraçãocom a entrada da lei 13.161/15. A partir desta lei, as empresas passaram a poder optar pela
contribuição pela receita bruta ou pela contribuição previdenciária. Com isso, existem dois
métodos de recolhimento, são eles o CPRB e CPP, entendamelhor:
CPRB – Contribuição Previdenciária Sobre a Receita Bruta: Nessa opção, o valor do
recolhimento é baseado na receita bruta da empresa, e o pagamento é efetuado por meio
de uma DARF. 
CPP – Contribuição Patronal Previdenciária: Também conhecido como contribuiçãosobre a
folha de pagamento, nesse caso o recolhimento é feito através de 20% sobre o valor da folha
de pagamento. Contudo, não são todas as empresas que podem fazer a opção da CPRB.
Histórico da Desoneração da folha de pagamento
 
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 Existem 17 setores que possuem direito a essa desoneração. Cada setor desses listados tem
uma alíquota de contribuição no regime de CPRBquevariade 1 a 4,5%, vale ressaltar que dentro
do mesmo setor podem existir alíquotas diferentes, por isso, é importante sempre consultar as
alíquotas referentes ao seu setor. Na tabela a seguir, deixamos,são eles:
7.3 Algumas atividades desoneradas:
Serviços de TI – Tecnologia da Informação e de TIC – Tecnologia da Informação e
Comunicação: 
• Análise e desenvolvimento de sistemas 
• Programação 
• Processamento de dados e congêneres 
• Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos 
• Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação 
• Assessoria e consultoria em informática
 
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•Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de programas
de computação e bancos de dados 
• Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas 
• Atividades de concepção, desenvolvimento ou projeto de circuitos integrados 
• Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de
programas de computação e bancos de dados, bem como serviços de suporte técnico em
equipamentos de informática em geral 
• Execução continuada de procedimentos de preparação ou processamentodedadosdegestão
empresarial, pública ou privada, e gerenciamento de processos de clientes, com o uso
combinado de mão de obra e sistemas computacionais (BPO).
Transportes e Serviços:
 
•Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal, intermunicipal em
região metropolitana, intermunicipal, interestadual e internacional enquadradas nas classes
4921-3 e 4922-1 da CNAE 2.0 
• Transporte ferroviário de passageiros, enquadradas nas subclasses 4912-4/01e4912-4/02 da
CNAE 2.0 
• Transporte metroferroviário de passageiros, enquadradas na subclasse 4912-4/03 da CNAE 2.0
• Transporte rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0
• Construção Civil 
• Empresas do setor de construção civil, enquadradas nos grupos 412, 432, 433e439daCNAE 2.0
• Empresas de construção civil de obras de infraestrutura, enquadradas nos grupos 421, 422,
429 e 431 da CNAE 2.0
Teleatendimento:
 
•Call Center
Jornalismo
•Empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens dequetrataa Lei
10.610/2002, enquadradas nas classes 1811-3, 5811-5, 5812-3, 5813-1, 5822-1, 5823-9, 6010-1,
6021-7 e 6319-4 da CNAE 2.0. 
• Setor Industrial
• Empresas que fabriquem os produtos elencados no artigo 8º da Lei nº 12.546-2011, conforme
a classificação da Tipi – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados.
§ 7º A empresa comercial exportadora é obrigada ao recolhimento do
valor atribuído à empresa produtora vendedora se: I – revender, no
mercado interno, os produtos adquiridos para exportação; ou II – no
prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data da emissão da nota
fiscal de venda pela empresa produtora, não houver efetuado a
exportação dos produtos para o exterior
 
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 A opção pela desoneração da folha de pagamento será manifestada mediante o pagamento da
contribuição incidente sobre a receita bruta (CPRB) relativa a janeiro de cada ano, ou à primeira
competência subsequente para a qual haja receita bruta apurada, e será irretratável para todo o
ano calendário. 
 Assim, por exemplo, para as empresas que optaram pela CPRB em janeiro/2024, o vencimento
do Darf – Documento de Arrecadação de Receitas Federais foi em 20-2-2024.
Como optar pela desoneração:
Como é feito o recolhimento?
 A desoneração é realizada na prática a partir do imposto CPRB. O recolhimentoérealizadovia
DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), a guia de pagamento
quereúneostributos pagos pelas empresas para a União.
Os códigos da DARF são:
• 2985 – Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Art. 7º da 
• 2991 – Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Art. 8º da Lei 12.546/2011. 
§ 8º O recolhimento do valor referido no § 7º deverá ser efetuado até o
décimo dia subsequente: (Redação dada pela Lei nº 12.688, de 2012) I -
ao da revenda no mercado interno; ou (Incluído pela Lei nº 12.688, de
2012) II - ao do vencimento do prazo estabelecido para a efetivação da
exportação. (Incluído pela Lei nº 12.688, de 2012)
 Percentual:
1. Serviços de TI – Tecnologia da Informação e de TIC – Tecnologia da Informação e
Comunicação: 4,5%;
2. Teleatendimento: 3,00%;
3. Setor de Transportes e Serviços Relacionados: 2,00% com exceção da atividadedeTransporte
rodoviário de cargas, enquadradas na classe 4930-2 da CNAE 2.0 que é 1,50%;
4. Construção Civil: 4,50%
5. Jornalismo: 1,50%
6. Setor Industrial (Tipi – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados): 1,5% a 2,5% dependendo do NCM (NCM – Nomenclatura Comum do
Mercosul);
 
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 Vamos supor que a folha de pagamento de uma empresa custa 20 mil reais, ela pagaria de
contribuição previdenciária 20% deste valor, no caso 4.000 reais. 
 Vamos supor que uma empresa de jornalismo fature 120 mil no mês, o percentual atual da
desoneração é de 1,5% sobre a receita bruta, a CPRB seria de R$ 1.800,00. 
 
 No entanto, se fosse uma empresa de tecnologia com o mesmo custo do exemplo anterior,
cujo percentual atual é de 4,5%, a CPRB seria de R$5.400,00.
7.5 Como calcular a folha com a desoneração
A desoneração atinge todas as contribuiçõessobre a folha?
 
 Não. A substituição da base folha pela base faturamento se aplica apenas à contribuição
patronal paga pelas empresas, equivalente a 20% de suas folhas salariais. Todas as demais
contribuições incidentes sobre a folha de pagamento permanecerão inalteradas, inclusive o
FGTSe a contribuição dos próprios empregados para o Regime Geral da Previdência Social.
 Ou seja, se a empresa for abrangida pela desoneração, ela continuará recolhendo a
contribuição dos seus empregados e as outras contribuições sociais incidentes sobre a folha de
pagamento (como seguro de acidente de trabalho, salário-educação, FGTS e sistema S) apenas a
parcela patronal deixará de ser calculada como proporção dos salários e passará a ser
calculadacomo proporção da receita bruta..
Alterações na desoneração
O final de 2023 e primeiro semestre de 2024 foi de várias dúvidas de como ficaria a desoneração.
Vamos aos fatos 
1 - Governo trouxe uma medida no final de 2023 onde em 01/01/24 voltaria a onerar a folha
novamente 
2 - Essa mudança foi derrubada pelo congresso 
3 - Veio a MP 2102 de 2023 onde a desoneração teria uma nova forma de cálculo com base no
salário mínimo (início seria 01/04/2024)
4 - Foi derrubada a MP 2102 e a desoneração iria seguir até 2027 para todos os setores sem
alterações.
 
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 Vamos supor que a folha de pagamento de uma empresa custa 20 mil reais, ela pagaria de
contribuição previdenciária 20% deste valor, no caso 4.000 reais. 
 Vamos supor

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