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Introdução: O Oriente Médio é uma região que é marcada por complicados eventos históricos que moldaram não apenas a própria região, mas também tiveram repercussões globais. A criação do Estado de Israel desencadeou uma série de conflitos entre israelenses e árabes, resultando em guerras e tensões que influenciaram significativamente a geopolítica mundial. Este trabalho busca falar sobre esses eventos e explorar sua importância histórica, destacando sua relevância para a sociedade. (Mapa do Oriente Médio) Desenvolvimento: 1. Criação do Estado de Israel: A criação do Estado de Israel foi oficializada em 14 de maio de 1948 e foi resultado do contexto de perseguição em que os judeus viveram na Europa por causa dos nazistas. Após o fim da 2ª guerra, líderes da ONU fizeram a proposta de formar um Estado judaico na região da Palestina. A fundação desse Estado levou a inúmeros conflitos entre palestinos, israelenses e outros povos árabes. Atualmente, muitos consideram que os palestinos vivem em um regime de apartheid, pois não possuem um Estado nacional nem um território estabelecido e são tratados como cidadãos de segunda categoria. À medida em que a presença judaica foi aumentando na Palestina, os problemas também cresceram. Os palestinos começaram a se opor à presença judaica na Palestina, defendendo o direito deles de possuir aquela terra de maneira autônoma. Foi nesse cenário que a violência entre judeus e árabes ganhou força. (Bandeira do Estado de Israel) 2. Conflitos entre árabes e israelenses: Após a criação de Israel, líderes palestinos formaram um exército com efetivos militares da Liga Árabe, que era formada por Egito, Iraque, Jordânia, Líbano, Arábia Saudita, Síria e Iêmen. Essa liga, protagonizou muitos conflitos e tinha como objetivo a ajuda mútua entre os membros. Declararam guerra ao Estado de Israel no dia seguinte à sua fundação, e invadiram na tentativa de impedir a consolidação do novo Estado. Apesar da Liga Árabe estar em vantagem por ter um número maior de tropas quem venceu a guerra foi Israel. O conflito foi devastador e milhares de árabes e palestinos passaram a viver em campos de refugiados e outros dirigiram-se à Faixa de Gaza. Em 1964, foi formada a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), ela reuniu países árabes que defendiam a autodeterminação do povo palestino e o direito à devolução dos territórios ocupados pelos judeus a partir da formação do Estado de Israel. 3. Guerra dos Seis dias: Foi a terceira guerra travada entre o Estado de Israel e os países árabes vizinhos. Ocorreu entre 5 e 10 de junho de 1967. Tinha de um lado do conflito as forças armadas do Estado de Israel e, do outro, as do Egito, Síria, Jordânia, Iraque e receberam também o apoio de Kuwait, Líbia, Arábia Saudita, Argélia e Sudão. Essa foi a guerra mais rápida travada entre árabes e israelenses e foi também a guerra que possibilitou a Israel expandir seu território, conquistando a Península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza, Jerusalém oriental e as colinas de Golão e, posteriormente, desencadeou a Guerra do Yom Kippur, em 1973. A Guerra teve início pois surgiram rumores de que os israelenses planejavam um ataque surpresa ao Egito. As forças armadas egípcias se mobilizaram para proteger suas fronteiras. O exército israelense, ao perceber a movimentação, organizou um ataque contra os egípcios e seus aliados. 4. Guerra do Yom Kipur: Foi um conflito envolvendo israelenses e árabes na região próxima ao canal de Suez, na fronteira do Estado de Israel com Egito e teve consequências diretas na Crise do Petróleo, que assolou a economia mundial. Os israelenses queriam garantir os territórios conquistados logo após a Guerra dos Seis Dias, e os árabes decidiram atacar Israel. Os países árabes eram os principais produtores de petróleo do mundo e aumentaram o preço do barril como forma de retaliar o Ocidente por apoiar Israel na guerra. A guerra tem esse nome porque se iniciou no feriado em que os judeus comemoram o Yom Kippur, que significa o “dia do perdão”. A guerra se encerrou em 26 de outubro de 1973, com vitória de Israel. 5. Crise do petróleo: OPEP é a união de Países Exportadores de Petróleo, uma organização internacional criada com o objetivo de restringir a oferta no mercado internacional e pensar de forma conjunta a política de venda dos países-membros. Atualmente a OPEP conta com 14 países: Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Angola, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, e Indonésia. Em outubro de 1973, os países árabes exportadores proclamaram um embargo às nações aliadas de Israel na Guerra do Yom Kipur. Em cinco meses desse obstáculo, o preço do barril de petróleo subiu de 3 dólares para 12 no mundo inteiro. O momento era de crescente consumo nos países industrializados, o que garantiu que o embargo custasse muito a esses países. A segunda fase da crise do petróleo ocorreu como consequência da Revolução Iraniana. 6. Revolução Iraniana: Ao longo da década de 1960, o Irã se tornou um grande exportador de petróleo e conquistou uma relativa estabilidade econômica. O xá Mohammad Reza Pahlevi, governante iraniano, promoveu reformas que visavam modernizar o país. Apesar dessas políticas de modernização, uma parte da população conservadora não concordava com essas mudanças. Um dos representantes dessa população era o aiatolá Ruhollah Khomeini. Em 1975, uma grande crise econômica causou problemas para a população iraniana, muitos cidadãos sofriam com as desigualdades sociais. Nesse contexto todo, as críticas ao governo de Pahlevi aumentaram. Entre 1978 e 1979, ocorreram muitos protestos contra o xá e à medida que esses protestos se intensificavam, a repressão aumentava. Em 16 de janeiro de 1979, Reza Pahlevi deixou o poder e se exilou nos EUA, Khomeini assumiu o poder e instituiu uma República Islâmica no Irã. Esse evento levou a segunda crise do petróleo, já que a produção de petróleo ficou paralisada, com essa falta de petróleo o preço do barril subiu, passando de 12 para quase 40 dólares. (Bandeira do Irã) 7. Guerra Irã x Iraque: Resultou de disputas de fronteiras entre as duas nações e de questões políticas e religiosas. Esse conflito ficou marcado pelo grande grau de violência, sendo responsável por um milhão de mortes. Nenhum dos dois países conseguiu conquistar seus objetivos com essa guerra. Nas questões políticas, pode ser destacado o fato de que o Irã era de população e governo xiitas, enquanto o Iraque era de população xiita, mas de governo sunita. Isso criava uma grande tensão entre as duas nações, e isso se agravava pelo fato de que o Irã apoiava a revolta dos curdos, uma minoria étnica que habitava o sul do Iraque. Na questão territorial, a disputa entre as duas nações se dava pelo Shatt al-Arab, um canal em que desaguavam os rios Tigre e Eufrates. Saddam Hussein, líder do Iraque, contou com o apoio dos EUA, Kuwait e da Arábia Saudita. Para o Khomeini, o conflito representou uma oportunidade para combater um líder iraquiano considerado liberal e “ocidentalizado” demais. Esses conflitos se estenderam por oito anos. 8. Guerra do Golfo: Para tentar reerguer a economia do país, Saddam invadiu o Kuwait, país vizinho e seu antigo aliado na Guerra Irã e Iraque. O Kuwait foi rapidamente dominado pelas tropas iraquianas, que passaram a ter controle das reservas de petróleo da região. Os EUA e outros países formaram uma força militar de coalizão que contou com mais de 30 países para invadir o Kuwait e expulsar os iraquianos. Os conflitos se estenderam por pouco mais de seis meses e terminaram com a derrota iraquiana. Antes da retirada das tropas, os iraquianos destruíram centenas de poços de extração de petróleo, o que gerou grande prejuízo econômico e ambiental ao Kuwait e uma nova crise do petróleo. Análise Crítica: Os motivos do confronto entre Israel e Palestina sempre envolvem questões de território, de política e de religião. Já houve propostas de paz, porém osconflitos acabaram se intensificando e diversos países também se envolveram. Os países da região têm relações complexas e podemos questionar como as questões religiosas, étnicas, econômicas e territoriais podem ser resolvidas, podemos refletir também sobre o papel das potências externas nesses conflitos e destacar as consequências das intervenções estrangeiras. Conclusão: Este trabalho destaca alguns dos conflitos existentes no Oriente Médio, ressaltando a importância de compreender todas as histórias para tentar encontrar respostas para acontecimentos atuais. A busca pela paz na região exige uma abordagem multilateral, complexa e um comprometimento internacional. Os conflitos no Oriente Médio são alguns dos mais longos da história da humanidade. Os confrontos entre Judeus e Árabes existem desde os tempos mais remotos e só estudando todo o contexto dos dois para entender melhor a história. Referências Bibliográficas: · Apostila · https://brasilescola.uol.com.br/guerras/primeira-guerra-arabe-israelense.htm · https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-dos-seis-dias.htm · https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/guerra-ira-iraque.htm · https://brasilescola.uol.com.br/guerras/guerra-yom-kippur.htm · https://blog.stoodi.com.br/blog/historia/crise-do-petroleo-o-que-foi/ COLÉGIO GUSTAVO AMARAL HISTÓRIA YASMIN DE FREITAS NUNES 2º E.M. PROFESSOR: ALEXANDRE TRABALHO SOBRE: CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO SÃO PAULO 2023 image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpg image1.jpeg image2.png image3.jpeg image4.jpeg