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02 - Tipos de rocha e seus processos

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Tipos de rocha e seus processos 
formadores
Apresentação
A Terra forma um sistema dinâmico e vivo que vem sofrendo, ao longo dos seus 4.5 Ga, uma série 
de transformações internas e superficiais. Essas modificações resultaram em um processo de 
diferenciação da Terra em camadas concêntricas, que se relacionam gerando o chamado sistema 
terrestre.
A dinâmica do planeta é responsável pela formação de diferentes tipos de rochas afloradas em 
superfície, como parte da camada sólida e rígida conhecida como litosfera. Essa camada divide a 
parte externa da parte interna da Terra e é caracterizada por apresentar uma espessura muito 
menor em relação às outras camadas do planeta.
É na litosfera que se vê modeladas as paisagens, que se encontram os depósitos minerais e 
petrolíferos e que estão acomodados os reservatórios de água utilizados para consumo humano, 
agricultura e dessedentação animal.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer a classificação geral das rochas, suas principais 
características e processos formadores. Além disso, você aprenderá como a dinâmica da Terra 
interfere na formação dessas rochas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer agentes geológicos endógenos e exógenos.•
Diferenciar rochas ígneas, sedimentares e metamórficas.•
Identificar os principais processos formadores de rocha.•
Desafio
Os processos erosivos pluviais ocorrem naturalmente na superfície terrestre ao longo do tempo 
geológico e são responsáveis pela esculturação do relevo e por uma série de desastres naturais.
A partir das imagens coletadas nos últimos eventos e da seção esquemática confeccionada a partir 
das informações coletadas na área, indique os principais fatores que, além da ação das chuvas, 
podem ter contribuído para ocorrência desses processos erosivos na área e, ao final, recomende 
algumas medidas que podem evitar ou conter esses processos erosivos.
Infográfico
A litosfera é formada e modificada pela interação entre as camadas internas e externas da Terra. 
Essa camada é composta por diferentes tipos de rochas, devido à ação de fenômenos como 
intemperismo, magmatismo e tectonismo.
No Infográfico a seguir, você vai conhecer os diferentes tipos de rochas e como eles são formados, 
além de ver como eles interagem entre si por meio do ciclo das rochas. 
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/46a039fd-6677-4771-a478-684719abbbbc/8cf32823-f368-46bb-98c9-de80ddd2fa72.png
Conteúdo do livro
As rochas são agregados naturais sólidos, formados a partir da associação de minerais, que 
constituem a camada que divide a parte externa da parte interna da Terra, a litosfera. Os processos 
formadores de rocha resultam da interação entre os ciclos externos (exógenos) e internos 
(endógenos) em virtude do comportamento interativo e dinâmico da Terra.
Devido às diferentes condições ambientais de formação das rochas, elas podem ser classificadas 
em três grandes grupos: rochas sedimentares, ígneas e metamórficas, que, apesar de apresentarem 
modo e ambiente de formação distintos, se relacionam entre si, como pode ser evidenciado no ciclo 
das rochas.
No capítulo Tipos de rocha e seus processos formadores, do livro Petrologia, base teórica desta 
Unidade de Aprendizagem, você conhecerá os três tipos principais de rochas e entenderá como os 
processos internos e externos contribuem nas suas formações.
Boa leitura.
PETROLOGIA
Nelize Lima dos Santos
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Reconhecer agentes geológicos endógenos e exógenos.
 > Diferenciar rochas ígneas, sedimentares e metamórficas.
 > Identificar os principais processos formadores de rocha.
Introdução
As primeiras rochas terrestres surgiram após a formação e o resfriamento do 
planeta por meio de interações físicas e químicas entre as diferentes camadas 
que constituem sua estrutura interna e externa. Assim, as rochas são diferencia-
das a partir dos seus processos e ambientes de formação em três tipos: ígneas, 
sedimentares e metamórficas.
Neste capítulo, você conhecerá os agentes geológicos internos (endógenos) e 
externos (exógenos) que estabelecem a dinâmica terrestre. Também compreenderá 
como esses agentes relacionam-se com a formação dos diferentes tipos de rochas.
Agentes geológicos
A dinâmica da Terra permite a interação entre as suas diferentes camadas, 
tanto internas quanto externas, resultando nas configurações geológicas 
observadas na superfície. De modo geral, os fluxos de calor interno condi-
cionam a dinâmica interna da Terra que, por sua vez, resulta na tectônica de 
placas e na geração de rochas no interior terrestre, enquanto as condições 
Tipos de rocha e 
seus processos 
formadores
climáticas das camadas externas determinam o estado de degradação e 
formação das rochas em superfície.
As modificações que a Terra vem sofrendo ao longo do tempo geológico 
resultam da interação entre os três sistemas terrestres: sistema do clima, que 
interfere no clima global e envolve as camadas externas do planeta; sistema 
da tectônica de placas, que diz respeito à movimentação das placas rígidas 
litosféricas devido à convecção do manto no interior terrestre; e sistema do 
geodínamo, originado pela atuação do campo magnético do planeta (Figura 
1) (PRESS et al., 2006).
Figura 1. Sistema Terra e suas interações.
Fonte: Grotzinger e Jordan (2013, p. 14).
Tipos de rocha e seus processos formadores2
Processos endógenos
A interação entre as esferas terrestres que confere um caráter dinâmico à 
Terra pode ser chamada de geodinâmica (TOLEDO, 2014a). Se esse fenômeno 
ocorre no interior da Terra, chamamos de endógeno, podendo ser percebido 
na superfície do planeta em razão da movimentação da litosfera, porção 
sólida e rígida que separa as camadas internas das camadas externas do 
planeta (TOLEDO, 2014a). Para compreender como a litosfera é capaz de 
deslocar-se a ponto de modificar sua forma em superfície, é preciso conhecer 
as características das camadas interiores e entender como as forças internas 
do planeta atuam.
A capacidade que o manto — camada interna do planeta — tem de fluir 
resulta da transferência de calor do núcleo, por meio do transporte do mate-
rial do manto aquecido para regiões mais superficiais do interior da Terra. O 
material que ascende está mais leve em contraste com o material que estava 
nas regiões mais superficiais — mais frio, portanto, mais pesado. Dessa ma-
neira, o material mais frio movimenta-se de modo lateral e, posteriormente, 
afunda, reincorporando-se às zonas mais profundas e formando um ciclo de 
convecção (TOLEDO, 2014a).
Esse fenômeno, em superfície, pode ser observado a partir da tectônica 
de placas, processo endógeno responsável pela quebra da litosfera, capaz 
de deslocar a litosfera por grandes distâncias, sob diferentes velocidades 
(TEIXEIRA et al., 2000). Essas placas podem formar limites: convergentes, 
quando duas placas se encontram (Figura 2a); divergentes, quando duas 
placas se afastam (Figura 2b); ou transcorrentes, quando as placas deslizam 
uma com relação à outra (Figura 2c). Nessas regiões de limites de placas, é 
muito comum a ocorrência de vulcanismos e terremotos. Devido à intensa 
atividade tectônica nesses ambientes, podemos afirmar que a geodinâmica 
interna tem importância fundamental na formação do relevo.
Tipos de rocha e seus processos formadores 3
Figura 2. Exemplos de limites de placas tectônicas: (a) Cordilheira do Himalaia, limite de 
placas convergentes; (b) Dorsal Mesoatlântica, na Islândia, limite de placas divergentes; (c) 
falha de San Andreas, limite de placas transcorrentes.
Fonte: Adaptada de (a) Matias Llaury/Shutterstock.com; (b) CHEN WS/Shutterstock.com; (c) Breck 
P. Kent/Shutterstock.com.
(a) (b)
(c)
As atividades vulcânicas são resultado da movimentação do magma, 
material fundido em partes mais profundas do interior terrestreque se 
desloca em direção a regiões de menor pressão (TEIXEIRA et al., 2000). Nesse 
processo endógeno, o magma que ascende chega à superfície e entra em 
erupção como lava que, ao extravasar, deposita-se juntamente com outros 
materiais eruptivos, formando uma elevação em forma de montanha (PRESS 
et al., 2006). Contudo, parte do magma em ascensão não alcança a super-
fície, consolidando-se nas fraturas existentes na litosfera em um processo 
chamado de plutonismo. Em sua ascensão pela litosfera, o magma adquire 
componentes químicos, na medida em que provoca a fusão de rochas vizi-
nhas, e perde outros componentes, pela deposição de cristais em câmaras 
magmáticas e pelo escape de seus constituintes gasosos para a atmosfera 
ou para o oceano, quando há erupção (PRESS et al., 2006).
Tipos de rocha e seus processos formadores4
Processos exógenos
A geodinâmica externa compreende os processos de esculturação da paisa-
gem, pois modelam o relevo, inclusive os formados pelos agentes da geodi-
nâmica interna, através dos fatores exógenos originados a partir da interação 
entre as esferas externas da Terra — a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera —, 
diretamente relacionadas ao sistema clima, mas também sob grande influência 
das atividades humanas (Figura 3) (PRESS et al., 2006). A biosfera é a camada 
onde as necessidades dos seres vivos podem ser supridas e interage tanto 
com a atmosfera e hidrosfera quanto com a litosfera.
A hidrosfera é uma camada descontínua que abriga toda a água do planeta 
em seus diversos estados. A água apresenta um movimento constante cha-
mado de ciclo hidrológico, que corresponde à troca de água entre a hidrosfera, 
atmosfera, água do solo e das plantas. A maior parte da água no planeta 
está presente nos oceanos — estima-se que 97,5% (KELLER, 2011). O restante 
divide-se entre rios e lagos, água subterrânea, geleiras e neve permanente, 
bem como em outros estados, como a água atmosférica.
O movimento da água no ciclo hidrológico é alimentado pela força da 
gravidade e pela energia do Sol, que provocam a evaporação das águas 
(KELLER, 2011). Ao chegar na troposfera, subcamada da atmosfera mais pró-
xima da superfície terrestre onde ocorrem os fenômenos meteorológicos, 
a água forma as nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, 
na forma de chuva, granizo, orvalho e neve (KELLER, 2011). Nos continentes, 
a água precipitada pode seguir diferentes caminhos, podendo infiltrar e 
percolar o solo ou as rochas ou escoar sobre a superfície, nos casos em que 
a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo.
Tipos de rocha e seus processos formadores 5
Figura 3. Interação entre os fatores exógenos e a litosfera formada por agentes endógenos.
Fonte: Adaptada de VectorMine/Shutterstock.com.
Atmosfera (ar)
Hidrosfera (água) Litosfera (crosta)
Biosfera
As interações entre os agentes de geodinâmica interna e externa, portanto, 
são responsáveis pela reciclagem dos materiais rochosos, seja por fenômenos 
originados pela tectônica de placas, seja pela ação de fenômenos modeladores 
que alteram o relevo terrestre após a sua exposição na superfície. 
As modificações no relevo da superfície terrestre ocorrem devido às di-
ferenças nas condições de temperatura e pressão que os materiais rochosos 
passam a ser submetidos. No interior terrestre, a temperatura e pressão 
encontram-se em valores muito mais altos do que na superfície, além disso, 
esse ambiente possui baixa disponibilidade de água (DAMASCENO, 2017). 
Dessa maneira, ao aflorar na superfície, as rochas entram em desequilíbrio, 
Tipos de rocha e seus processos formadores6
tornando-se mais suscetíveis aos processos geológicos exógenos que ocorrem 
a partir da combinação das ações do intemperismo e da erosão, que moldam 
e transformam a superfície da terra com o passar dos anos (Figura 4).
Figura 4. Processos exógenos de intemperismo e erosão.
Fonte: Adaptada de VectorMine/Shutterstock.com.
Intemperismo
(desgaste do
material)
CONGELAMENTO
LAGO
OCEANO
Erosão
(movimentação
do sedimento)
Deposição
(queda de
sedimentos
em um novo
lugar)
• Água
• Gelo
• Vento
• Animais e 
 plantas
• Água
• Gelo
• Vento
• Gravidade
• Dunas de
 areia
• Deltas de rios
• Bancos de
 areia
A princípio, ocorre o intemperismo, representado por um conjunto de 
modificações físicas e químicas que transformam as rochas na superfície da 
Terra através de fatores como clima, relevo, rocha-mãe, tempo e biosfera (DA-
MASCENO, 2017). O intemperismo também pode acontecer por ação biológica, 
quando as transformações nas rochas ocorrem por conta do crescimento de 
seres vivos em suas adjacências, das raízes de plantas (intemperismo físico-
-biológico), da ação de organismos, como ouriços e mexilhões (intemperismo 
físico-biológico), e da retirada de nutrientes essenciais e liberação de ácidos 
que atacam as rochas, por fungos e líquens (intemperismo químico-biológico) 
(TOLEDO, 2014b). 
O intemperismo pode ser classificado em dois tipos principais: físico e 
químico. O intemperismo físico resulta da desagregação das rochas a par-
tir de sua fragmentação por processos mecânicos que não modificam sua 
composição química (TOLEDO, 2014b). Esse tipo de intemperismo modifica as 
Tipos de rocha e seus processos formadores 7
propriedades físicas das rochas por meio da separação em blocos, resultando 
em um aumento da superfície de exposição da rocha.
A fragmentação de um bloco de rocha resulta no aumento da superfí-
cie de exposição, que corresponde à área de um lado do bloco vezes 
o número de lados expostos aos agentes intempéricos (TEIXEIRA et al., 2000).
Bloco único de
aproximadamente
2 m de lado
Oito blocos de
1 m de lado, cada
Fonte: adaptada de Teixeira et al. (2000).
Um bloco de rocha de 2m de lado possui área de 4m3 e superfície de expo-
sição (área vezes 6 lados) de 24m2. Se esse bloco for dividido em oito blocos de 
1m de lado cada, a área passa a ser de 1m2, sendo a superfície de cada bloco 
equivalente à (1m2 × 6 = 6m2), multiplicado por 8 blocos, possui superfície de 
exposição de 48m2.
O intemperismo físico pode ocorrer por meio da ação do gelo, pelo pro-
cesso de crioclastia, quando a água líquida ocupa as fissuras e congela, 
exercendo pressão nas paredes das rochas em um processo parecido com 
o do crescimento de sais, quando a água que penetra as fraturas e os po-
ros das rochas contém sais dissolvidos que podem precipitar-se e crescer, 
exercendo uma força expansiva nas rochas. Neste caso, é comum serem 
observadas feições como alvéolos e tafoni (SILVA et al., 2013). Além disso, as 
dilatações e contrações sucessivas dos minerais resultam em variações de 
temperatura ao longo dos dias e noites e das diferentes estações do ano, 
provocando a fragmentação dos minerais e consequente desagregação das 
rochas (TEIXEIRA et al., 2000).
O intemperismo físico também pode ocorrer por meio do alívio de pressão, 
quando os corpos rochosos ascendem a níveis crustais mais superficiais e 
expandem-se, causando a abertura de fraturas paralelas à superfície ao longo 
da qual a pressão foi aliviada (TEIXEIRA et al., 2000), formando uma feição 
conhecida como casca de cebola. Outra forma de ocorrência do intemperismo 
Tipos de rocha e seus processos formadores8
físico é através da abrasão mecânica, muito comum em ambientes de rios, 
quando seixos e blocos de rochas entram em atrito com o leito do rio em 
substrato rochoso, desagregando partículas menores das rochas e formando 
feições conhecidas como marmitas.
O artigo “Intemperismo decorrente da acumulação de sal e a formação 
de alvéolos e tafoni nos afloramentos das praias de Niterói (Rio 
de Janeiro, Brasil)”, de Silva et al., aborda as morfologias desenvolvidas em 
decorrência do intemperismo da acumulação de sais na superfície das rochas 
em ambiente costeiro.
O intemperismo químico modifica as características químicas das rochas 
(composição química e estrutura cristalina) até alcançarem mais estabilidade 
no ambiente superficial (DAMASCENO,2017). Esse fenômeno é resultado da 
interação das rochas com a água em superfície, que vai reagir com os minerais 
das rochas alterando-os ou dissolvendo-os por reações químicas. Por essa 
razão, é mais comum em climas tropicais úmidos (TOLEDO, 2014b). As principais 
reações do intemperismo químico em ambientes de pH básico (entre 5 e 9) são 
hidratação, dissolução, hidrólise e oxidação. Já em ambientes ácidos (inferior a 
5), a reação predominante é a acidólise (TEIXEIRA et al., 2000). Em geral, essas 
reações seguem uma equação genérica sujeita às leis do equilíbrio químico 
e às oscilações das condições ambientais (TEIXEIRA et al., 2000).
Mineral 1 + solução de alteração = Mineral 2 + solução de lixiviação
Na hidratação, as moléculas de água entram na estrutura do mineral 
devido à atração entre os dipolos das moléculas de água e as cargas elétricas 
na superfície do mineral. Na dissolução, as moléculas de água envolvem 
os minerais das rochas solubilizando-os por completo. Na hidrólise, ocorre 
uma quebra da ligação química dos minerais com a adição da água, devido 
às diferentes forças de ligação existentes entre os elementos químicos. Na 
oxidação, ocorre a liberação de íons, que se juntam com as moléculas de 
oxigênio para a formação de outros minerais. Na acidólise, ácidos inorgâni-
cos são responsáveis por diminuir o pH das águas, que complexa o ferro e o 
alumínio colocando-os em solução (TOLEDO, 2014b).
O intemperismo químico pode formar uma série de minerais secundários, 
por exemplo: argilominerais, óxidos de ferro (limonita, hematita e goethita) e 
hidróxidos (gibsita). O resultado do intemperismo, que é uma rocha alterada, 
Tipos de rocha e seus processos formadores 9
pode se transformar em solo ou sedimentos, cobrindo a superfície intemperi-
zada (PORTO, 2015; DAMASCENO, 2017). Esses produtos estão sujeitos a outros 
processos exógenos, como erosão e sedimentação, que acabam levando à 
denudação continental e ao aplainamento do relevo (TEIXEIRA et al., 2000).
Neste artigo, consta uma revisão sobre os argilominerais que podem 
ser utilizados em aplicações tecnológicas: “Revisão sobre argilomi-
nerais e suas modificações estruturais com ênfase em aplicações tecnológicas 
e adsorção: uma pesquisa inovadora em universidades”, de Mello et al.
A erosão configura um conjunto de processos que promove a retirada e 
o transporte do material produzido pelo intemperismo. É classificada pelo 
agente atuante, que pode ser o vento, a água ou a geleira (MAGALHÃES, 2001). 
Apesar de a erosão ocorrer sob condições naturais, ela pode ser potencializada 
em razão das atividades humanas. Ao longo da história geológica do planeta, 
a erosão constituiu-se como o principal processo de modelamento de sua 
superfície, com as grandes bacias sedimentares, as formas das montanhas, 
dos planaltos e das planícies associadas a alguma forma de processo erosivo 
(INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2009; ROSS, 2016).
A erosão por geleiras, ou erosão glacial, é resultado da movimentação do 
gelo e da neve, que provoca desgaste da base e das margens do vale sobre as 
quais esses agentes se deslocam. Blocos e seixos de rocha são congelados nas 
camadas da geleira durante o processo de transporte do gelo que, uma vez 
incorporados ao corpo da geleira, raspam a paisagem por abrasão à medida 
que se movem (CHRISTOPHERSON, 2012).
A erosão pelos ventos, ou erosão eólica, dá-se com a retirada dos se-
dimentos mais finos. Geralmente, ocorre em regiões secas como desertos, 
contudo, mesmo em regiões úmidas, como as costeiras, o vento pode atuar 
varrendo as superfícies desnudadas, transportando sedimentos e cons-
truindo feições próprias. A erosão eólica pode manifestar-se pelo desgaste 
promovido pelo vento, através de feições formadas devido à forte escul-
turação das rochas, mas também pela acumulação de grande quantidade 
de sedimentos, processo notório pela formação das dunas (RAMALHO; 
LOURENÇO; MEDEIROS, 2013).
A erosão costeira é provocada pelas alterações morfológicas no ambiente 
em que acontecem como resultado de interações entre o ambiente praial 
e ondas, ventos, correntes marítimas, variações do nível do mar e proces-
sos antrópicos (NICOLODI, 2008). Os trechos onde ocorre a erosão costeira 
Tipos de rocha e seus processos formadores10
caracterizam-se por evidências de recuo continuado da linha de costa, como 
vegetação com raízes expostas, falésias e propriedades ameaçadas.
A erosão fluvial é resultado do trabalho contínuo das águas correntes 
da superfície do planeta, como córregos, riachos e rios, fortemente con-
trolada pela geologia (litologia e estrutura) e pelo clima. A erosão fluvial 
aprofunda os vales em relação aos terrenos adjacentes e pode ocorrer tanto 
em profundidade quanto lateralmente, aumentando a largura do rio. Esse 
fenômeno gera deslizamentos de terra ao provocar o desgaste nos planaltos 
e remover porções do solo nas margens dos rios (RODRIGUES et al., 2014).
A erosão pluvial, ou seja, causada pela ação da água da chuva, degrada 
o solo e pode trazer prejuízos tanto ambientais quanto socioeconômicos. O 
Brasil, por ser um país tropical com volume de chuvas concentrado durante 
alguns meses, sofre intensamente com problemas de erosões desse tipo. 
Fatores como a erosividade do agente e a erodibilidade do solo, que corres-
pondem, respectivamente, ao potencial de erosão da água e à suscetibilidade 
à erosão do solo, contribuem para intensificar a erosão (BACELLAR, 2006).
Quando a água das chuvas atinge a superfície do terreno, ela pode infiltrar-
-se ou escoar superficialmente (GUERRA; CUNHA, 1998). A água que escoa na 
superfície carrega partículas do solo com ela, processo também governado 
pela ação da gravidade, gerando erosão. O escoamento superficial está 
inversamente relacionado à infiltração: em áreas onde a infiltração é pouco 
efetiva, o escoamento superficial tende a ser mais intenso (GUERRA; CUNHA, 
1998). Isso ocorre até que a área atinja um equilíbrio dinâmico, ou seja, uma 
estabilização.
Podemos dizer que o primeiro estágio da erosão pluvial ocorre por meio 
da ação da gota de água da chuva no solo, conhecida como erosão em splash, 
que remove as partículas finas por salpicamento. O segundo estágio resulta 
do escoamento superficial, propriamente dito. Dependendo da forma em que 
se dá o escoamento superficial ao longo da vertente, é possível desenvolver 
dois tipos de erosão: a laminar, causada por escoamento difuso das águas 
da chuva, e a linear, causada por concentração das linhas de fluxo das águas 
de escoamento superficial (IENSEN, 2006).
A erosão laminar é conhecida como erosão superficial, pois caracteriza-
-se pelo arraste das partículas da superfície do solo em camadas uniformes 
(conhecido como lavagem do solo) sem formar sulcos (ROCHA, 2007). Por 
essa razão, é difícil de ser diagnosticada (BERTONI; LOMBARDI NETO, 1990). 
A erosão laminar é originada quando a energia do escoamento superficial é 
maior do que as forças de coesão que mantêm as partículas do solo juntas. 
Tipos de rocha e seus processos formadores 11
Apesar de ocorrer de forma difusa, pode ocasionar perdas significativas de 
solos durante um único evento pluviométrico.
A erosão linear ocorre em razão do escoamento superficial concentrado. 
Pode ser classificada como sulcos, ravinas e voçorocas (IENSEN, 2006). Na 
erosão em sulcos, as águas concentram-se em determinados pontos, formando 
pequenos canais ou drenos que vão se aprofundando. Na medida em que os 
sedimentos são removidos, formam-se as ravinas. A erosão em voçorocas 
é definida como um deslocamento de grandes massas de solo de modo a 
formar sulcos imensos em extensão e profundidade.
Movimentos de massa — deslizamentos de terra
Os movimentos de massa são originados pelo deslocamento do fluxo 
de água, que carrega sedimentos, solo ou blocos de rocha na medida em que flui. 
Podem ser classificados em diversos tipos: deslizamentos/escorregamentos, 
queda de blocos ou escoamento, a depender da velocidadedo fluxo e da forma 
de ruptura.
Os deslizamentos de terra são os movimentos de massa mais frequentes e 
de consequências catastróficas. A instabilidade provocada por esse fenômeno 
pode ser resultado de um aumento das tensões ou da redução da resistência do 
terreno. As principais causas dos deslizamentos de terra são: ocupação desor-
denada (causa sobrepeso nas áreas de encostas e reduz as áreas de infiltração, 
acentuando o escoamento superficial), retirada da vegetação (expõe o solo à 
ação das chuvas) e presença de espécies de árvores que tendem a acumular 
água em suas raízes. Nessas áreas urbanizadas, também é comum a presença 
de resíduos sólidos que também agem como sobrecarga.
As medidas de prevenção e controle dos processos erosivos são fundamentais 
para o gerenciamento dessas áreas de risco, com base, principalmente, na 
reorientação da expansão urbana, na realização de obras corretivas que evitem 
a concentração do fluxo da água, como obras de drenagem de águas pluviais 
e servidas, e na implantação de geossintéticos para posterior revegetação, ou 
biomantas e geomantas.
Tipos de rochas
As rochas são agregados de minerais que ocorrem naturalmente e variam 
umas com relação às outras pela cor, pelo tamanho dos cristais e pelos 
tipos de minerais que as compõem, em razão das suas diferentes origens 
geológicas (PRESS et al., 2006). 
Tipos de rocha e seus processos formadores12
Rochas ígneas
As rochas ígneas são formadas a partir da cristalização (resfriamento) do 
magma gerado em condições de temperatura que alcançam 700°C ou mais 
(PRESS et al., 2006), também chamadas de rochas magmáticas. A cristaliza-
ção do magma pode ocorrer lentamente, dando tempo aos cristas para se 
formarem e crescerem, ou rapidamente, quando os cristais não têm tempo 
suficiente para crescer. Essa diferenciação dá origem a dois tipos de rochas 
magmáticas: rochas plutônicas ou intrusivas e rochas vulcânicas ou extrusivas.
As rochas plutônicas ou intrusivas são formadas pelo resfriamento lento 
do magma. Essas rochas cristalizam-se lentamente quando o magma intrude 
em uma massa de rocha não fundida e resfria de forma gradual, permitindo o 
crescimento dos cristais que darão origem às rochas de granulação grossa, por 
exemplo, o granito (PRESS et al., 2006). As rochas vulcânicas ou extrusivas são 
originadas pelo resfriamento rápido do magma. Essas rochas são formadas 
pela solidificação do magma que resfria-se rapidamente ao chegar à superfície 
por meio de erupções vulcânicas, dando origem às rochas de texturas vítreas 
ou de granulação fina, bem como por apresentar textura esponjosa, como as 
pedras-pomes (PRESS et al., 2006). Um exemplo é o basalto.
Rochas sedimentares
As rochas sedimentares são geradas em ambientes superficiais da Terra a 
partir da deposição dos sedimentos originados pelo processo de intemperismo 
e erosão em rochas pré-existentes. Os sedimentos que são transportados pela 
erosão depositam-se quando o agente erosivo não tem mais energia suficiente 
para o transporte. Ao se depositar, os sedimentos podem ser litificados a partir 
de dois processos: por compactação, quando ocorre deposição contínua, 
e os sedimentos das camadas inferiores são compactados pelo peso dos 
sedimentos superiores; ou por cimentação, quando minerais precipitam-se 
ao redor dos sedimentos que foram depositados (PRESS et al., 2006).
As rochas sedimentares podem ser formadas por: sedimentos clásticos, 
que são partículas depositadas fisicamente pela ação dos agentes erosivos 
(vento, gelo ou água); sedimentos químicos, que são substâncias químicas 
novas que se formam por precipitação quando alguns dos componentes das 
rochas dissolvem-se durante o intemperismo (PRESS et al., 2006); e sedi-
mentos bioquímicos que, além de fatores químicos, envolvem componentes 
biológicos (Quadro 1).
Tipos de rocha e seus processos formadores 13
Apesar de apresentarem condições de formação diferentes, as rochas 
relacionam-se entre si devido à interação entre os sistemas de tectônica de 
placas e do clima. Conhecer os diferentes tipos de rochas e suas principais 
características, assim como compreender os seus processos de formação nos 
permite conhecer o funcionamento do planeta, suas reservas naturais, além 
de auxiliar o gerenciamento de possíveis desastres naturais.
Rochas metamórficas
As rochas metamórficas são geradas quando rochas preexistentes são sub-
metidas a condições de temperatura e pressão elevadas, a ponto de modificar 
sua composição química e mineralógica e sua textura. As temperaturas do 
metamorfismo estão abaixo do ponto de fusão total das rochas (aproxima-
damente, 700°C), mas são altas o bastante (acima de 250°C) para as rochas 
modificarem-se por recristalização e por reações químicas (PRESS et al., 2006).
As rochas que dão origem às rochas metamórficas são chamadas de pro-
tólitos que, algumas vezes, podem preservar características como composição 
química, estruturas primárias ou núcleos remanescentes de minerais envoltos 
por auréolas de minerais recém formados, mesmo após o metamorfismo 
(TEIXEIRA et al., 2000). Para sistematizar os tipos de metamorfismo, já que 
podem ocorrer em diferentes cenários, são utilizados os parâmetros físicos 
envolvidos no evento, o mecanismo responsável pela conjunção desses 
parâmetros, a localização e extensão na crosta terrestre e os tipos de rochas 
metamórficas que são formadas (Figura 5) (TEIXEIRA et al., 2000).
Tipos de rocha e seus processos formadores14
Figura 5. Tipos de metamorfismo.
Fonte: Adaptada de VectorMine/Shutterstock.com.
Metamorfismo
regional
Metamorfismo
dinâmico
Metamorfismo
hidrotermal
Metamorfismo
de contato
(amplas áreas, associado
a ambientes de
subducção, aumento
das forças
compressionais)
(atrito entre duas
paredes de falhas)
Crosta
continental
Dorsal
mesoceânica
MANTO
Assoalho
oceânico
(interação com os fluidos
de alta temperatura)
(ao redor de rochas
ígneas intrusivas)
Processos formadores de rochas
O modelo esquemático do ciclo das rochas auxilia a visualização da influência 
dos processos endógenos e exógenos na formação das rochas (Figura 6). Em 
ambientes endógenos, são formadas as rochas sob maiores condições de 
temperatura, rochas plutônicas e metamórficas, esta gerada por incremento da 
pressão. Em ambientes exógenos, são formadas as rochas sedimentares, onde 
os agentes do clima exercem fundamental influência. As rochas vulcânicas, 
apesar de se cristalizarem em ambientes de superfície, são consideradas 
rochas formadas em ambientes endógenos, pois o magma que as constitui 
precisa de altas temperaturas para ser gerado.
Tipos de rocha e seus processos formadores 15
Figura 6. Ciclo das rochas.
Fonte: Adaptada de VectorMine/Shutterstock.com.
Intemperismo
e erosão
Lenta elevação
à superfície Transporte e deposição
Rocha ígnea
ROCHA SEDIMENTAR
ROCHA METAMÓRFICA
Sedimentação
Compactação
e cimentação
Aumento de
temperatura e pressãoFusão
Cristalização
do magma
Lava
Magma
A partir do ciclo das rochas, também é possível observar como os diferentes 
tipos de rochas interagem entre si, além de identificar o início do processo 
em qualquer ponto do ciclo. Para fins didáticos, a análise do ciclo começa 
pelas rochas ígneas, que iniciam sua cristalização no interior da Terra e são 
soerguidas em ambientes distensivos da crosta, como em dorsais mesoceâ-
nicas. Podem extravasar através de vulcões, comuns em ambientes de colisão 
de placas tectônicas, ou podem soerguer, porém terminar o processo de 
cristalização ainda em subsuperfície, formando plútons (rochas plutônicas). 
Essas rochas, em ambientes superficiais, sujeitos à ação do intemperismo e 
erosão, são desgastadas, formando sedimentos de diversos tamanhos, que são 
transportados até depositarem-se em um ambiente de bacia sedimentar, onde 
serão consolidados por cimentação ou compactação. As rochas sedimentares 
Tipos de rocha e seus processos formadores16
e ígneas podem retornar ao interior da Terra em ambientes de subducção 
formadospela colisão de duas placas tectônicas, onde serão submetidas a 
temperaturas e pressão elevadas, o que resultará em seu metamorfismo. A 
continuidade do processo levará à fusão das rochas, recomeçando o ciclo. 
Referências
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retivas. Ouro Preto: UFOP, 2006. 
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Alegre: Bookman, 2012.
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IENSEN, R. E. Relação entre erosão e declividade e as consequências erosivas na área 
do morro cerrito em Santa Maria — RS. 2006. Monografia (Especialização em Geoci-
ências) — Centro de Ciências Naturais e Exatas, Universidade Federal de Santa Maria, 
Santa Maria, 2006.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Coordenação de Recursos Naturais 
e Estudos Ambientais. Manual técnico de geomorfologia. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 
2009. (Manuais Técnicos em Geociências, 5).
GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Para entender a terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. 
GUERRA, A. J. T.; CUNHA. S. B. (org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e con-
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KELLER, E. A. Environmental geology. 9th ed. Upper Saddle River: Pearson, 2011.
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de Controle de Erosão Goiânia (GO), 2001. p. 1-7.
NICOLODI, J. L. (coord.). Documento síntese do I Simpósio Nacional sobre Erosão Costeira. 
Brasília, BR: Ministério do Meio Ambiente, 2008. 
PORTO, V. B. Fundamentos de geociência. 2. ed. Fortaleza: EdUECE, 2015.
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RAMALHO, M. F. J. L.; LOURENÇO, C. C. C.; MEDEIROS, L. F. C. Efeitos da dinâmica eólica 
no ambiente de dunas em Natal/RN. Sociedade e Território, v. 25, n. 1, p. 30–44, 2013.
ROCHA, E. A. V. Avaliação do processo evolutivo e da dinâmica erosiva: um estudo de 
caso no município de Ipameri-GO. 2007. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Instituto 
de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2007. 
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bacia hidrográfica do Ribeirão das Pedras, Quirinópolis (GO). Geociências, v. 33, n. 2, 
p. 339–359, 2014.
ROSS, J. L. S. O relevo brasileiro no contexto da América do Sul. Revista Brasileira de 
Geografia, v. 61, n. 1, p. 21–58, 2016
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SILVA, M. A. M. et al. Intemperismo decorrente da acumulação de sal e a formação de 
alvéolos e tafoni nos afloramentos das praias de Niterói (Rio de Janeiro, Brasil). Revista 
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lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/335. Acesso em: 21 out. 2020.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a terra. São Paulo: Oficina de Texto, 2000.
TOLEDO, M. C. M. Estrutura interna da Terra. In: TOLEDO, M. C. M.; TEIXEIRA, W.; BOUROTTE, 
C. L. M. Geologia. São Paulo: USP/UNivesp/EDUSP, 2014a. v 1, cap. 3. (Licenciatura em 
ciências. Módulo 2: Ambiente da Terra).
TOLEDO, M. C. M. Intemperismo e pedogênese. In: TOLEDO, M. C. M.; TEIXEIRA, W.; BOU-
ROTTE, C. L. M. Geologia. São Paulo: USP/UNivesp/EDUSP, 2014b. v 1, cap. 7. (Licenciatura 
em ciências. Módulo 2: Ambiente da Terra).
Leitura recomendada
MELLO, I. S. et al. Revisão sobre argilominerais e suas modificações estruturais com 
ênfase em aplicações tecnológicas e adsorção: uma pesquisa inovadora em univer-
sidades. Revista de Ciências Agro-Ambientais, v. 9, n. 1, p. 141–152, 2011. Disponível em: 
http://www.unemat.br/revistas/rcaa/docs/vol9/artigo13_v9_n1_2011.pdf. Acesso em: 
21 out. 2020.
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Tipos de rocha e seus processos formadores18
Dica do professor
As rochas carbonáticas são rochas sedimentares que exibem importantes reservatórios de petróleo, 
em razão da sua porosidade e permeabilidade. Apesar de apresentarem baixa variação 
mineralógica, a diversidade dos grãos que as constitui dá a esse tipo de rocha um caráter complexo 
e heterogêneo, sendo difícil a sua classificação.
Nesta Dica do Professor, você verá como as rochas carbonáticas podem ser classificadas a partir da 
identificação de seus principais constituintes e das suas características composicionais e texturais. 
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Exercícios
1) As interações que ocorrem entre as camadas internas da Terra dizem respeito à geodinâmica 
endógena, que, por sua vez, pode ser percebida na superfície devido à tectônica de placas. 
Com relação a essa afirmativa, pode-se dizer:
I. O tectonismo é resultado da movimentação do magma em correntes de convecção, que 
ocorrem devido às diferenças de temperatura no interior terrestre.
II. Os agentes endógenos são eficientes no processo de modificação do relevo, pois ocorrem 
alterando as características químicas e físicas das rochas em superfície.
III. O vulcanismo é um processo endógeno, pois gera rochas magmáticas a partir da 
solidificação do magma em subsuperfície.
Está correto o que se afirma em:
A) I.
B) II.
C) I e II.
D) II e III.
E) Todas as assertivas.
2) Ao longo do tempo geológico, após aflorarem em superfície, as rochas passam por uma série 
de transformações devido à interação com os agentes climáticos, que orientam os fatores 
exógenos, responsáveis pelo intemperismo, erosão e deposição. 
Com relação a essa afirmativa, assinale a opção correta:
A) As raízes das plantas alteram as características das rochas por meio do intemperismo 
biológico, pois liberam ácidos que atacam as rochas.
B) As reações que estabelecem o intemperismo físico têm ligação direta com o teor de acidez ou 
basicidade (pH) dos ambientes.
C) A composição química e a estrutura cristalina dos minerais podem ser modificadas nos 
ambientes superficiais.
Carlos Henrique
Realce
Carlos Henrique
Realce
D) Os agentes exógenos são fundamentais para a formação das rochas metamórficas, pois 
modificam as características das rochas.
E) O intemperismo químico que ocorre devido ao crescimento de cristas nas fissuras das rochas 
forma estruturas como alvéolos e tafoni.
3) Os processos erosivos são responsáveis pela formação de belas paisagens, mas também de 
grandes desastres naturais, pois têm tendência de nivelar, topograficamente, a superfície 
terrestre. 
Sobre esse tema, é correto afirmar:
A) O vento é o agente responsável pelas erosões laminar e linear.
B) As dunas são formadas pelo trabalho contínuo das águas em regiões costeiras.
C) A erosão em splash é formada pelo atrito do gelo na superfície de erosão.
D) As marmitas são estruturas comuns em ambientes de erosão eólica.
E) As ravinas são formadas pelo escoamento superficial das águas das chuvas.
4) As rochas são classificadas de acordo com as suas características químicas, físicas e 
mineralógicas associadas ao seu ambiente de formação. Sobre os tipos de rochas, podemos 
afirmar:
I. As rochas sedimentares formam-se pela consolidação de sedimentos oriundos de rochas 
preexistentes que foram erodidas e depositadas em uma bacia sedimentar.
II. As rochas ígneas são formadas pela cristalização do magma gerado a partir de rochas 
preexistentes em ambientes sob condições de temperatura e pressão elevadas.
III. As rochas metamórficas são geradas em grandesprofundidades, a partir da fusão total 
das rochas, podendo ser dos tipos intrusiva e extrusiva. 
Assinale a alternativa que contém a(s) assertiva(s) correta(s):
A) I.
B) II.
C) I e II.
Carlos Henrique
Realce
Carlos Henrique
Realce
D) II e III.
E) I, II e III.
5) Por meio do ciclo das rochas, é possível observar a natureza dinâmica e interativa do sistema 
da Terra. 
Sobre os processos formadores das rochas e suas interações, assinale a alternativa correta:
A) O metamorfismo, responsável pela formação das rochas metamórficas, atua em rochas 
magmáticas e sedimentares, desde que esteja sob baixa pressão.
B) O processo de sedimentação, formador das rochas sedimentares, é exógeno e, portanto, 
dependente das interações internas do planeta.
C) A geração das rochas ígneas, em ambientes endógenos, permite a preservação da matéria 
orgânica, sendo comum encontrarmos fósseis nessas rochas.
D) As rochas vulcânicas são oriundas de processos exógenos, pois o magma se cristaliza em 
ambientes superficiais devido aos fatores climáticos.
E) As rochas plutônicas têm mais tempo para cristalização dos minerais, fator que permite que 
os minerais cresçam mais com relação às rochas vulcânicas.
Carlos Henrique
Realce
Na prática
As atividades vulcânicas resultam da ascensão do magma no interior terrestre até a crosta e podem 
ocorrer tanto em ambientes continentais quanto oceânicos. Ao entrar em contato com a atmosfera 
da Terra, esse magma resfria e se solidifica, formando um conjunto de rochas com características 
particulares.
Veja, neste Na Prática, como reconhecer um ambiente formado por atividades vulcânicas por meio 
da identificação de feições geológicas e geomorfológicas típicas desses ambientes.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Formação e estruturação do relevo em terrenos cristalinos: o 
semiárido piauiense
Neste artigo, você verá como o comportamento dos processos exógenos sobre rochas cristalinas 
age modelando e estruturando o relevo.
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Granitoides e séries magmáticas: o estudo contextualizado dos 
granitoides
As rochas graníticas são rochas ígneas formadas por magmas que podem ter sido produto da 
diferenciação magmática juntamente com a fusão da crosta. Veja, neste artigo, como essas rochas 
podem ser enquadradas em séries magmáticas diferenciadas a partir desse processo de evolução 
do sistema manto-crosta.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Diferenciação magmática (legendado)
Os minerais formadores das rochas cristalizam-se sob condições de temperatura e pressão 
diferentes, processo que resulta em diferentes tipos de rochas magmáticas. Da mesma forma, os 
minerais das rochas fundem-se de maneira distinta. Neste vídeo, você verá o processo conhecido 
como fusão parcial do magma (ative a legenda em português).
http://lsie.unb.br/ugb/sinageo/8/5/2.pdf
https://www.seer.ufrgs.br/PesquisasemGeociencias/article/view/78194/44824
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Sistemas pedogeomorfológicos na interpretação da evolução de 
paisagens quaternárias em climas tropicais úmidos
Os sistemas pedogeomorfológicos, que envolvem as relações entre solo e relevo, são resultado da 
ação de agentes do intemperismo. Neste artigo, você verá como é possível investigar esses 
sistemas a partir da interpretação evolutiva das paisagens.
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https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-22012019000100216&script=sci_arttext

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