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Pergunta 1 Leia o excerto a seguir: “A ocupação militar, com ou sem confronto, seguida de instalação permanente de uma unidade policial foi considerada como condição imprescindível para a integração destes territórios à cidade formal, por meio da expansão da cidadania aos seus cidadãos.” Fonte: FLEURY, S. Militarização do social como estratégia de integração: o caso da UPP do Santa Marta. Sociologias, a. 14, n. 3, 2012, p. 196. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as políticas públicas de governo em defesa civil: discurso público e contradições, analise as afirmativas a seguir: I. O modelo das UPP foi baseado em uma experiência bem-sucedida no Haiti. II. O projeto das UPPs é resultado de demandas da classe média e alta e dos megaeventos no Brasil. III. O projeto inicial previa a integração entre as comunidades e os bairros do Rio de Janeiro. IV. A UPP é um projeto de segurança do Estado do Rio de Janeiro. Está correto apenas o que se afirma em: I, II e III. II, III e IV. II e IV. I, II e IV. II e III. Resposta correta Pergunta 2 Leia o trecho a seguir: “Se a decisão que democraticamente tomar a sociedade brasileira apontar para a necessidade de que seu direito de defesa tenha que ser cumprido mediante a revitalização da IDB, é dever de cada cidadão – militares, políticos, empresários, acadêmicos – cooperar no sentido de satisfazer essa necessidade. E caberá a cada um dos que integramos a elite de nosso país a responsabilidade de fazer com que essa revitalização da IDB se dê da forma o mais aderente possível aos interesses de nossa sociedade.” Fonte: DAGNINO, R. P.; FILHO, L. A. N. Campos. Análise sobre a viabilidade de revitalização da indústria de defesa brasileira. BBR – Brazilian Business Review, [s.l.], v. 4, n. 3, p. 193, 2007. Considerando o conteúdo sobre a revitalização da indústria de defesa no Brasil e a sociedade brasileira, pode-se afirmar que a autonomia no projeto de defesa brasileira pode ser simbolizada: através da retomada da parceria com Israel. através das relações diplomáticas bilaterais com os Estados Unidos. pelas relações políticas e comerciais com o Iraque. pela formação do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS). Resposta correta pela aderência brasileira à Doutrina Bush após o 11 de setembro. Pergunta 3 Leia o excerto a seguir: “Se inicialmente tratava-se de algo intuitivo, os opositores da missão encontraram logo razões para sua desconfiança, principalmente após um acontecimento, alguns meses após o início da operação, na favela Cité Soleil, na periferia de Porto Príncipe. Capacetes azuis sob liderança brasileira teriam cometido atos brutais contra gangues criminosas, mas também contra partidários do presidente deposto e até mesmo contra pessoas que não estavam envolvidas.” Fonte: WALTE, J. D. As lições da missão do Haiti para a ONU. Deutsche Welle, 2017. Disponível em: . Acesso em: 17 abr. 2021. Considerando essas informações e conteúdo estudado sobre as políticas públicas de governo em defesa civil: discurso público e contradições, além da projeção internacional da Defesa do Brasil, a MINUSTAH: foi considerada como um exemplo bem-sucedido das ações de defesa nacional. serviu como um treinamento militar para a instalação das UPPs. Resposta correta serviu como parâmetro para as ações de segurança em Medellín, na Colômbia. reafirmou a autonomia dos militares no Brasil. foi uma ação coerente dos governos Lula e Dilma Rousseff. Pergunta 4 Os megaeventos esportivos na cidade do Rio de Janeiro e em outras cidades brasileira, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, exigiram um grande investimento na modernização de infraestrutura urbana e, do mesmo modo, na segurança desses locais. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre ciência, tecnologia e inovação na defesa do Brasil, além da instalação de UPPs em algumas comunidades do Rio de Janeiro, os megaeventos no Brasil impulsionaram: um acordo com as organizações criminosas que comandam algumas comunidades. um treinamento policial e militar mais intensivo para o controle da violência nas comunidades. o envio de contingentes militares dos EUA, diante da Doutrina Bush. a construção de mais presídios. a construção dos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC). Resposta correta Pergunta 5 Leia o excerto a seguir: “As discussões para a criação de um órgão que integrasse as três forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) datam da Constituição de 1946 que evocou a necessidade de implantar um Ministério único, mas que resultou na instituição do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), na época, Estado-Maior Geral. Posteriormente, o presidente Castelo Branco defendeu a criação de um Ministério das Forças Armadas, assinando o Decreto-Lei 200 (25 fev. 1967) que previa estudos para elaborar um projeto de lei que promovesse a criação de tal ministério.” Fonte: WINAND, É.; SAINT-PIERRE, H. L. A fragilidade da condução política da defesa do Brasil. História, São Paulo, v. 29, n. 2, dez. 2010. p. 4. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as políticas públicas de governo em defesa civil: discurso público e contradições, analise as afirmativas a seguir: I. O Ministério da Defesa foi fundado tardiamente em comparação às democracias ocidentais. II. Houve uma resistência militar em vistas da criação do Ministério da Defesa. III. Em 1999 apenas o Japão, México e Brasil não possuíam um Ministério da Defesa. IV. A criação do Ministério da Defesa reafirmou o poder civil em relação ao Exército brasileiro. Está correto apenas o que se afirma em: I e IV. I, II e III. Resposta correta II e III. I, III e IV. II, III e IV. Pergunta 6 A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) teve início no governo do presidente Lula, com duração até o final do governo de Michel Temer (2003-2018). A intervenção das Forças Armadas brasileiras no Haiti projetou a defesa do Brasil no cenário internacional. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as políticas públicas de governo em defesa civil: discurso público e contradições, aliada à participação brasileira na MINUSTAH, a defesa nacional durante o governo Lula: delimitou os programas de defesa aos programas de segurança pública. foi considerado ideológico ao recusar-se a seguir com as diretrizes dos EUA em integrar a defesa à segurança. protegeu os moradores das comunidades do Rio de Janeiro das violações de direitos humanos. teve um caráter nacionalista, com poucas ações diplomáticas e de cooperação internacional. integrou o Ministério da Defesa e a diplomacia. Resposta correta Pergunta 7 Leia o excerto a seguir: “Quando se analisam os personagens envolvidos no processo de formulação de políticas públicas, fala-se em atores políticos: personagens, individuais ou coletivos, envolvidos em conflitos acerca da alocação por bens e serviços públicos. Ao contrário do que o termo poderia induzir, atores políticos não são apenas os políticos profissionais.” Fonte: ALMEIDA, C. W. Política de defesa no Brasil: considerações do ponto de vista das políticas públicas. Opinião Pública, Campinas, v. 16, n. 1, 2010. p. 232. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os atores da política nacional de defesa civil e o ressentimento dos militares, pode-se afirmar que o programa de defesa civil do Brasil conta com uma multiplicidade de atores, sendo que um dos mais destacados: são os grupos de pressão da sociedade civil, por influenciar as políticas de defesa. são os grandes empresários e seus lobbies dentro do parlamento. são as organizações não governamentais (ONGs) em defesa do meio ambiente. são as organizações de direitos humanos que atuam nas zonas dasUPPs do Rio de Janeiro. é o presidente da República, pois ele direciona os projetos de defesa do Brasil. Resposta correta Pergunta 8 Leia o excerto a seguir: “Duas são as particularidades que caracterizam a fragilidade da condução política da Defesa no Brasil. Uma delas consiste na edificação tardia de um Ministério Civil para administração da pasta, a outra na manutenção de prerrogativas constitucionais para os militares e a persistência de ilhas de autonomia militar no cenário político nacional. Parece-nos que a morosidade, a estrutura militarizada, a ausência de civis entre seus quadros funcionais, os episódios de insubordinação e quebra da hierarquia, a opacidade nos assuntos estratégicos e da Defesa são consequência das prerrogativas e autonomia dos militares e, simultaneamente, as alimenta.” Fonte: WINAND, É.; SAINT-PIERRE, H. L. A fragilidade da condução política da defesa no Brasil. História: Dossiê História e Militarismo, Assis, v. 29, 2010. p. 3. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os atores da política nacional de defesa civil e o ressentimento dos militares, embora as relações entre civis e militares seja, de modo geral, de incertezas e desconfianças devido aos confrontos diretos durante o período de ditadura militar no Brasil, pode-se afirmar que após a instauração da democracia tais rivalidades voltaram à tona durante o período: do governo Bolsonaro do governo Fernando Henrique Cardoso. do governo Michel Temer. da Assembleia Constituinte. de transição entre o governo Lula e o governo Dilma Rousseff. Resposta correta Pergunta 9 Projetos de desenvolvimento e de revitalização da indústria de defesa do Brasil, dentro de um contexto latino-americano, poderão afetar determinados interesses hegemônicos de países considerados potências ocidentais. Considerando o conteúdo estudado sobre a revitalização da indústria de defesa do Brasil e a sociedade brasileira, pode-se afirmar que a implantação de uma indústria de defesa no Brasil: é uma decisão política. Resposta correta é uma decisão dos empresários de materiais bélicos. é uma decisão econômica. é uma decisão diplomática que envolve o Ministério das Relações Exteriores. é uma decisão militar. Pergunta 10 Leia o excerto a seguir: “No que se refere à participação castrense como força de contenção social, cabe lembrar que ela foi crescentemente reivindicada pelas Forças Armadas. Essa assertiva encontra no âmbito constitucional sua coluna mestra, pois, ao longo de toda a história, a pressão das Forças Armadas foi vitoriosa em incluir nas Constituições brasileiras sua função de guardiãs da lei e da ordem […]” Fonte: MATHIAS, S. K.; ZAGUE, J. A.; SANTOS, L. F. S. A política militar brasileira no governo Dilma Rousseff: o discurso e a ação. Opinião Pública, v. 25, n. 1, 2019, p. 141. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as políticas públicas de governo em defesa civil: discurso público e contradições, as ações integradas entre o exército e os agentes de segurança pública, assim como as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ocorreram em larga escala: durante o regime militar. desde a transição democrática, em 1988, até o momento presente. durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Resposta correta durante o governo de Michel Temer.