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Tema: Variação da pressão arterial 
Hipótese: 
● O movimento abrupto não permite que o sangue oxigenado chegue ao cérebro em 
tempo ideal, o que causa tonturas. 
● A aferição da PA no punho e no braço pode sofrer variações. 
● O corpo possui diversos receptores que auxiliam na regulação dos sinais vitais. 
Conclusão:
O corpo reage a diferentes estímulos que consequentemente influenciam nos sinais vitais. 
Objetivos:
1. IDENTIFICAR os principais vasos sanguíneos dos membros superiores. 
2. COMPREENDER o fluxo sanguíneo dos membros superiores (MMSS).
3. DIFERENCIAR as diferentes formas de aferir a P.A. 
4. ENTENDER os mecanismos que regulam a P.A. 
5. CITAR os 5 sinais vitais do corpo.
1- Principais vasos sanguíneos dos membros superiores
Artérias
● Artéria subclávia: É o tronco principal, que nasce do tronco braquiocefálico (lado direito) 
ou do arco da aorta (lado esquerdo) e dá continuidade ao vascularização do membro→ 
Origina a irrigação do membro superior, continuando como artéria axilar.
● Artéria axilar: Continuação da subclávia, responsável pela vascularização da região do 
ombro→ Corre pela axila e continua como:
 -Artéria braquial: Desce pelo braço, sendo uma continuação da axilar, até a fossa 
cubital. → Principal vaso do braço; bifurca-se em:
 •Artéria radial → Vai pela face lateral do antebraço até a mão (usada para pulso radial).
 •Artéria ulnar (cubital) → Vai pela face medial do antebraço até a mão.
● Arcos palmares (superficial e profundo) → Formados por anastomoses entre radial e 
ulnar; irrigam os dedos.
Veias
● Sistema superficial:
Veias Cefálica e Basílica: 
Veias superficiais que começam na rede venosa do dorso da mão e correm pelas faces 
ântero-lateral (cefálica) e medial (basílica) do braço
•Veia cefálica → Face lateral do braço, drena para a veia axilar.
•Veia basílica → Face medial, une-se à braquial para formar a axilar.
•Veia mediana do antebraço → Conecta cefálica e basílica na fossa cubital (importante em 
punção venosa).
● Sistema profundo:
•Veias radiais e ulnar → Acompanham artérias correspondentes.
•Veia braquial: Veias profundas que acompanham a artéria braquial, e juntamente com a veia 
basílica, formam a veia axilar. → Formada pela união das radiais e ulnar. 
•Veia axilar: Formada pela união da veia basílica e veias braquiais (sistema profundo), onde 
a veia cefálica também desemboca, no nível da axila → Continua como subclávia.
Resumo: A circulação do membro superior parte da subclávia, transformando-se em axilar, 
depois braquial, que bifurca em radial e ulnar, formando os arcos palmares. O retorno 
venoso se dá por um sistema profundo (paralelo às artérias) e um sistema superficial 
(cefálica, basílica e veia mediana do antebraço). Os principais vasos sanguíneos dos 
membros superiores incluem as artérias subclávia, axilar, braquial, radial e ulnar, que levam 
o sangue do coração para os membros, e as veias cefálica, basílica e axilar, que drenam o 
sangue de volta para o coração.
2- Fluxo sanguíneo dos membros superiores
O fluxo sanguíneo nos membros superiores inicia-se com a artéria subclávia (que se origina 
do tronco braquiocefálico ou arco da aorta), continuando como artéria axilar na axila e depois 
como artéria braquial no braço. No antebraço, a braquial divide-se nas artérias radial e ulnar, 
que formam os arcos palmares na mão. O sangue, após nutrir os tecidos, retorna ao coração 
através das veias, como a cefálica e basílica, que drenam para os linfonodos axilares. 
Irrigação arterial (fluxo de ida)
Artérias (Fluxo de sangue do coração para os membros)
1. Artéria Subclávia: A principal artéria que surge do tronco braquiocefálico (lado direito) 
ou do arco da aorta (lado esquerdo). 
2. Artéria Axilar: A continuação da artéria subclávia, que entra na região da axila e fornece 
suprimento sanguíneo para o ombro e a parede torácica. 
3. Artéria Braquial: A continuação da artéria axilar no braço, sendo o principal fornecedor 
de sangue para o braço, cotovelo, antebraço e mão. 
4. Artérias Radial e Ulnar: No antebraço, a artéria braquial divide-se nessas duas artérias. 
A artéria radial supre o lado lateral e a ulnar o lado medial. 
5. Arcos Palmares: As artérias radial e ulnar ramificam-se e unem-se para formar os arcos 
palmares (superficial e profundo) na mão, que irrigam os dedos. 
 -O sangue oxigenado sai do ventrículo esquerdo → aorta ascendente → arco aórtico.
•Tronco braquiocefálico → dá origem à subclávia direita.
•Aorta diretamente origina a subclávia esquerda.
-O fluxo segue:
Artéria subclávia → artéria axilar → artéria braquial → bifurcação em radial e ulnar → arcos 
palmares → artérias digitais.
Observação:
• A radial é mais lateral (polgar).
• A ulnar é mais medial (mínimo).
• Anastomoses nos arcos palmares garantem suprimento colateral aos dedos.
Drenagem venosa (fluxo de retorno)
Veias (Drenagem do sangue de volta para o coração)
1. Veias Cefálica e Basílica:As veias superficiais da mão e do antebraço drenam o sangue 
para a veia cefálica (no lado radial) e para a veia basílica (no lado medial). 
2. Linfonodos Axilares e Cubitais:Os vasos linfáticos e as veias drenam para os 
linfonodos da região cubital e, posteriormente, para os linfonodos axilares.
3. Drenagem para o Coração:Os vasos veias, através do seu trajeto, levam o sangue 
desoxigenado de volta ao coração, seguindo o sentido oposto às artérias. 
O sangue desoxigenado retorna ao coração por dois sistemas:
a) Sistema profundo (paralelo às artérias):
● Veias radial e ulnar → veia braquial → veia axilar → veia subclávia → veia cava superior → 
átrio direito.
b) Sistema superficial (importante em punção venosa):
● Veia cefálica (lateral) → drena para axilar.
● Veia basílica (medial) → une-se à braquial → axilar.
● Veia mediana do antebraço → conecta cefálica e basílica na fossa cubital.
Aspectos funcionais
● Anastomoses (arcos palmares e colaterais do cotovelo) permitem circulação alternativa 
caso haja obstrução.
● O retorno venoso é auxiliado pela contração muscular (bomba muscular) e presença de 
válvulas venosas que evitam refluxo.
● O fluxo sanguíneo garante nutrição, oxigenação e termorregulação do membro superior.
● Fluxo e Válvulas: As veias possuem válvulas que impedem o refluxo do sangue, e a 
ação dos músculos esqueléticos auxilia o retorno venoso, funcionando como uma 
"bomba muscular".
● Regulação do Fluxo: Vasos sanguíneos, como as artérias, têm paredes musculares que 
podem contrair (vasoconstrição) ou relaxar (vasodilatação), controlando a quantidade de 
sangue que chega às diferentes partes do corpo.
Resumo: O fluxo arterial nos MMSS segue da subclávia → axilar → braquial → radial/ulnar → 
arcos palmares → digitais.
O fluxo venoso retorna pelos sistemas profundo e superficial, convergindo para a subclávia → 
veia cava superior → coração.
3- Diferenças nos métodos de aferição da PA
A pressão arterial (PA) pode ser medida de duas formas:
1: Método direto (invasivo) → cateter intra-arterial, padrão-ouro em UTI e 
cirurgias.
•Como funciona: Introdução de um cateter intra-arterial conectado a transdutores de 
pressão.
•Vantagens: Alta precisão e monitoramento contínuo em tempo real.
•Limitações: Invasivo, risco de complicações (infecção, trombose).
•Usado em: Unidades de terapia intensiva (UTI), cirurgias de grande porte.
2: Métodos indiretos →Estes métodos são os mais utilizados na prática clínica e 
em domicílio
 - Auscultatório: estetoscópio + esfigmomanômetro manual.
 - Oscilométrico: aparelhos digitais ou semi-automáticos. 
1. Auscultatório (Riva-Rocci/Korotkoff)
É a forma manual de aferição, feita com o uso de um estetoscópio e um esfigmomanômetro 
(manual ou digital). O profissional insufla o manguito até a artéria ser ocluída e, em seguida, 
libera lentamente o ar enquanto escuta os sons de Korotkoff com o estetoscópio. O primeiro 
som audível indica a pressão sistólica e o último, a pressão diastólica. 
•Como funciona: Esfigmomanômetro + estetoscópio; detecção dos sons de Korotkoff.
•Vantagens:Boa precisão, método clínico clássico.
•Limitações: Depende da habilidade do examinador; sujeito a erros (ex.: arritmias).
•Usado em: Consultórios, triagem clínica, hospitais.
2. Oscilométrico (digital ou semi-automático)
Utiliza um aparelho digital ou semi-automático de braço. O aparelho infla e desinfla o 
manguito sozinho, detectando as oscilações da artéria. Algoritmos são usados para calcular 
as pressões sistólica e diastólica a partir do ponto de oscilação máxima
•Como funciona: Detecta oscilações na parede arterial durante a desinsuflação da 
braçadeira.
•Vantagens: Fácil uso, não requer treinamento especializado, leitura rápida.
•Limitações: Menor precisão em pacientes críticos, arritmias ou movimentos.
•Usado em: Domicílios, triagem rápida, monitorização ambulatorial.
Importante
● Preparação:
Para qualquer um dos métodos indiretos, o paciente deve estar em repouso de 3 a 5 
minutos em ambiente calmo, sentado e com os pés apoiados no chão
● Aparelho:
É crucial que o aparelho esteja calibrado e que o manguito seja do tamanho adequado 
para o braço do paciente. 
● Técnica:
A pressão deve ser aferida sobre o braço nu, e o manguito deve ser posicionado 
corretamente
● Medições Múltiplas:
É aconselhável fazer pelo menos duas medições em cada consulta, com um intervalo de 
pelo menos um minuto entre elas, e considerar a média
Resumo prático:
● Direto = invasivo, preciso, UTI.
● Auscultatório = manual, clássico, exige treinamento.
● Oscilométrico = digital, fácil, menos preciso em críticos.
4- Mecanismos de Regulação da 
Pressão Arterial
A pressão arterial (PA) é regulada por:
• Mecanismos rápidos → sistema nervoso simpático e reflexos de barorreceptores/
quimiorreceptores, que ajustam frequência cardíaca e tônus vascular.
• Mecanismos de longo prazo → sistema renina–angiotensina–aldosterona e hormônios, 
que controlam volume sanguíneo e mantêm a PA estável. 
1. Regulação Nervosa (curto prazo)
Barorreflexo: É um reflexo neural rápido que responde a mudanças na P.A.
• Barorreceptores: detectam variações na pressão e enviam sinais ao centro 
cardiovascular no bulbo. Células sensíveis à pressão localizadas no arco aórtico e seios 
carotídeos.
● Funcionamento: Quando a P.A. aumenta, os barorreceptores são esticados e enviam 
sinais para o cérebro, que estimula o sistema nervoso parassimpático e inibe o 
simpático, diminuindo a frequência cardíaca e dilatando os vasos sanguíneos.
● Quimiorreceptores (carótida, aorta): respondem a O₂, CO₂ e pH, modulando o tônus 
vascular.
● Resposta a Hipotensão: Quando a P.A. cai, o reflexo é ativado na direção oposta, 
aumentando a frequência cardíaca e a vasoconstrição para elevar a pressão.
● Sistema nervoso autônomo:
○ Simpático → ↑ frequência cardíaca, ↑ contratilidade, vasoconstrição.
○ Parassimpático → ↓ frequência cardíaca.
2. Regulação Hormonal (médio prazo)
• Sistema Renina–Angiotensina–Aldosterona (SRAA):
• Renina → angiotensina II (vasoconstritora potente) → aldosterona (retenção de Na⁺ e 
água).
• ADH (vasopressina): aumenta reabsorção de água e vasoconstrição.
• Adrenalina/noradrenalina (medula adrenal): aumentam débito cardíaco e 
vasoconstrição.
• Peptídeo Natriurético Atrial (ANP): promove vasodilatação e excreção de Na⁺, 
reduzindo PA.
3. Regulação Renal (longo prazo)
Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA):
É um sistema hormonal complexo que regula o volume sanguíneo e a constrição dos vasos.
.
● Renina: Liberada pelos rins em resposta a uma queda na P.A. 
● Angiotensina II: A renina inicia uma cascata que leva à formação da angiotensina II, um 
potente vasoconstritor que também estimula a liberação de aldosterona. 
● Aldosterona: O hormônio que atua nos rins, aumentando a reabsorção de sódio e água, 
o que eleva o volume sanguíneo e, consequentemente, a P.A. 
• O rim controla o volume sanguíneo através da excreção ou retenção de água e 
eletrólitos.
• Se PA ↑ → maior filtração glomerular → maior excreção de sódio/água → PA ↓.
• Se PA ↓ → ativação do SRAA → retenção de sódio/água → PA ↑.
Sistema nervoso simpático:
Embora envolvido em ajustes de curto prazo, o sistema simpático também desempenha um 
papel na regulação de longo prazo, controlando o tônus vascular. 
 
Outros Regulares Importantes
Quimiorreceptores: Detectam mudanças nos níveis de oxigénio, dióxido de carbono e pH no 
sangue. 
Hormônio Antidiurético (ADH): Aumenta a reabsorção de água nos rins, afetando o volume 
sanguíneo. 
Peptídeo Natriurético Atrial (ANP): Diminui a reabsorção de sódio e água nos rins e inibe o 
SRAA, reduzindo o volume sanguíneo e a P.A. 
Resumo:
• Curto prazo: reflexos nervosos (barorreceptores, quimiorreceptores, SN autônomo).
• Médio prazo: hormônios (SRAA, ADH, adrenalina, ANP).
• Longo prazo: rim regula o volume sanguíneo.
5- Os 5 sinais vitais
Os 5 sinais vitais do corpo são a pressão arterial, a temperatura corporal, a frequência 
cardíaca (pulso), a frequência respiratória e a saturação de oxigénio, embora a saturação de 
oxigénio nem sempre seja incluída nos sinais vitais "clássicos". A variação da pressão arterial
é a medição da pressão nos vasos sanguíneos quando o coração bate e quando relaxa, e 
deve ser sempre analisada em contexto com os outros sinais vitais. 
Os cinco sinais vitais clássicos do corpo humano são:
1. Temperatura corporal: Mede a temperatura interna do corpo. 
2. Pressão arterial: Duas medições, a sistólica (quando o coração contrai) e a diastólica 
(quando o coração relaxa), que refletem a força do sangue nas artérias. 
3. Frequência cardíaca (pulso): O número de batimentos do coração por minuto. 
4. Frequência respiratória: O número de respirações que uma pessoa faz por minuto. 
5. Saturação de oxigénio: Embora não seja um sinal vital "clássico" para todos, mede a 
quantidade de oxigénio no sangue. 
A dor é considerada o 5º sinal vital, mas em protocolos clínicos modernos, a saturação de 
oxigênio também é frequentemente incluída.
Variação da Pressão Arterial
● Pressão sistólica: 
O número superior da medição, que representa a pressão nas artérias quando o coração 
bate e bombeia o sangue para o corpo. 
● Pressão diastólica: 
O número inferior, que mede a pressão nas artérias entre as batidas do coração. 
● Fatores que influenciam a PA: 
A pressão arterial normal e os seus valores variam dependendo de fatores como a idade, 
o peso, o nível de exercício e a saúde geral da pessoa

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