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Objetivos: 1.Explicar o sistema elétrico cardíaco e sua origem ( potenciais de ação cardíaco - rápido e lento) 2. Descrever o caminho do impulso elétrico cardíaco 3.Entender como o sinal elétrico se transforma em mecânico no coração(acoplamento,excitação, contração, o nível celular 4.Conhecer a arritmia cardíaca 1. Explicar o Sistema Elétrico Cardíaco e Sua Origem (Potenciais de Ação Cardíacos – Rápido e Lento) O coração possui um sistema especializado de condução elétrica que inicia e propaga os impulsos responsáveis pela contração rítmica do miocárdio. A atividade elétrica cardíaca é originada por células com automacidade — a capacidade de gerar potenciais de ação espontaneamente. A. Estruturas do Sistema de Condução Cardíaco ● Nó sinoatrial (SA): localizado na parede do átrio direito, próximo à veia cava superior. É o marca-passo natural do coração, pois possui a frequência de despolarização mais alta. ● Vias internodais: transmitem o impulso do nó SA ao nó AV, e também aos átrios, promovendo a contração atrial. ● Nó atrioventricular (AV): situado na junção entre átrios e ventrículos, retarda o impulso elétrico por cerca de 0,09 a 0,12 s, permitindo o esvaziamento completo dos átrios antes da contração ventricular. ● Feixe de His: conecta o nó AV ao septo interventricular. ● Ramos direito e esquerdo: percorrem o septo interventricular. ● Fibras de Purkinje: fibras largas e rápidas que transmitem o impulso a todas as regiões dos ventrículos. Tipos de Potencial de Ação Potencial de Ação Lento (células do nó SA e AV) Essas células têm características únicas que lhes permitem despolarizar de forma espontânea. ● Fase 4 (despolarização espontânea): Corrente de entrada de Na⁺ (funny current - If), seguida por entrada de Ca²+ (tipo T). Isso causa a lenta elevação do potencial até atingir o limiar. ● Fase 0 (despolarização): Entrada de Ca²+ (canais tipo L) causa despolarização mais lenta em comparação às células contráteis. ● Fase 3 (repolarização): Saída de K⁺. Essas células não possuem fases 1 ou 2 bem definidas, e o potencial de repouso é instável, o que permite a atividade marcapasso. Potencial de Ação Rápido (células contráteis dos átrios, ventrículos e fibras de Purkinje) Estas células não despolarizam espontaneamente, mas respondem ao estímulo gerado pelo nó SA. ● Fase 0 (despolarização rápida): Abertura rápida de canais de Na⁺, com entrada massiva desses íons. ● Fase 1 (repolarização inicial): Fechamento dos canais de Na⁺ e saída inicial de K⁺. ● Fase 2 (platô): Entrada de Ca²+ por canais tipo L, equilibrada com a saída de K⁺. Essa fase é crucial para a contração muscular prolongada. ● Fase 3 (repolarização final): Fechamento dos canais de Ca²+ e aumento da saída de K⁺. ● Fase 4 (potencial de repouso): Mantido pela bomba Na⁺/K⁺ ATPase e canais de K⁺. O platô permite uma contração prolongada e evita contrações tetânicas, fundamentais para a função de bomba do coração. 2. Caminho do Impulso Elétrico Cardíaco O impulso elétrico segue uma sequência ordenada e sincronizada para que o coração funcione como uma bomba eficiente. Sequência do Impulso: 1. Nó sinoatrial (SA): ○ Gera o potencial de ação a uma frequência de 70-80 bpm. ○ O impulso se propaga rapidamente pelos átrios por meio das fibras musculares atriais e das vias internodais. 2. Átrios: ○ O impulso chega primeiro ao átrio direito, depois ao esquerdo. ○ Essa propagação leva à contração atrial (sístole atrial), que ajuda a preencher os ventrículos. 3. Nó atrioventricular (AV): ○ Retarda o impulso por cerca de 0,09 a 0,12 s. ○ Esse retardo é essencial para garantir que os átrios se contraiam antes dos ventrículos. 4. Feixe de His: ○ Conduz o impulso do nó AV para os ventrículos através do esqueleto fibroso do coração, que separa eletricamente átrios de ventrículos. 5. Ramos direito e esquerdo do feixe de His: ○ Conduzem o impulso pelo septo interventricular. 6. Fibras de Purkinje: ○ Distribuem rapidamente o impulso pelas paredes ventriculares. ○ Isso garante uma contração quase simultânea dos ventrículos, de baixo para cima, expulsando o sangue eficientemente. Essa sequência gera o ritmo cardíaco normal (ritmo sinusal), fundamental para uma hemodinâmica eficaz. 3. Transformação do Sinal Elétrico em Sinal Mecânico (Acoplamento Excitação-Contração) O processo de acoplamento excitação-contração é o elo entre a atividade elétrica (potencial de ação) e a atividade mecânica (contração muscular) do miocárdio. Etapas do Acoplamento: 1. Despolarização da membrana celular: ○ O potencial de ação atinge a célula muscular cardíaca. ○ Isso ativa os canais de cálcio tipo L da membrana sarcoplasmática. 2. Entrada de Ca²+ extracelular: ○ O cálcio que entra não é suficiente sozinho para causar a contração. ○ Ele atua como gatilho para liberar mais Ca²+ do retículo sarcoplasmático (RS) por meio dos receptores de rianodina (RyR). 3. Aumento do Ca²+ intracelular: ○ O cálcio se liga à troponina C, levando à liberação dos locais de ligação da actina com a miosina. ○ Isso permite o encurtamento dos sarcômeros — ou seja, a contração muscular. 4. Relaxamento (diástole): ○ O cálcio é removido do citosol: ■ Pela bomba SERCA (retorno ao RS). ■ Pela troca Na⁺/Ca²+ (NCX) na membrana plasmática. ○ A remoção do Ca²+ permite o relaxamento das fibras musculares. Esse mecanismo garante a sincronização entre o sinal elétrico e a contração, essencial para o bombeamento efetivo do sangue. 4. Arritmias Cardíacas Arritmia é definida como qualquer distúrbio na formação ou condução dos impulsos elétricos do coração, podendo causar alterações na frequência, ritmo ou origem do impulso. Causas comuns: ● Automatismo anormal: células fora do nó SA assumem o papel de marcapasso (ex. foco ectópico). ● Distúrbios de condução: bloqueios em qualquer parte do sistema (ex. bloqueio AV). ● Reentrada: o impulso elétrico reentra e estimula repetidamente uma mesma área. ● Drogas ou eletrólitos: hipocalemia, hipercalemia, isquemia, digoxina, etc. Tipos de Arritmias: 1. Bradicardias ( 100 bpm): ● Supraventriculares: origem acima dos ventrículos (ex. fibrilação atrial, taquicardia paroxística supraventricular). ● Ventriculares: origem nos ventrículos (ex. taquicardia ventricular, fibrilação ventricular). 3. Fibrilação Atrial: ● Atividade elétrica desorganizada nos átrios. ● Os átrios deixam de contrair efetivamente. ● Pode levar a estase sanguínea e formação de trombos. 4. Fibrilação Ventricular: ● Atividade elétrica caótica nos ventrículos. ● Impede a ejeção de sangue — situação fatal sem intervenção imediata (ex. desfibrilação). 1. Explicar o Sistema Elétrico Cardíaco e Sua Origem (Potenciais de Ação Cardíacos – Rápido e Lento) A. Estruturas do Sistema de Condução Cardíaco Tipos de Potencial de Ação Potencial de Ação Lento (células do nó SA e AV) Potencial de Ação Rápido (células contráteis dos átrios, ventrículos e fibras de Purkinje) 2. Caminho do Impulso Elétrico Cardíaco Sequência do Impulso: 3. Transformação do Sinal Elétrico em Sinal Mecânico (Acoplamento Excitação-Contração) Etapas do Acoplamento: 4. Arritmias Cardíacas Causas comuns: Tipos de Arritmias: 1. Bradicardias ( 100 bpm): 3. Fibrilação Atrial: 4. Fibrilação Ventricular: