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36 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 ORGANIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES A Lei 9.394/96 dispõe, nos arts. 14 e 15, a responsabilidade dos sistemas de ensino pela normatização dos princípios da gestão democrática do ensino público e dos progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão fi nanceira das instituições de ensino. A elaboração do projeto pedagógico por cada instituição de ensino público é que concretiza a realização dos dispositivos legais previstos nos arts. 14 e 15. Art. 14 - Os sistemas de ensino defi nirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I- participação dos profi ssionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II- participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão fi nanceira, observadas as normas gerais de direito fi nanceiro público. Organização das Instituições Escolares 5 10 15 20 37 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 O projeto pedagógico da escola é o documento que retrata a identidade da unidade escolar, os fi ns e os objetivos que a comunidade escolar apontou como os principais aspectos a serem trabalhados para o atendimento à clientela escolar, no acesso à escola, na permanência com sucesso escolar, garantindo, assim, a qualidade de ensino necessária àquela população escolar presente na escola. Detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola. Revela os propósitos e as expectativas da comunidade escolar, assim como as exigências sociais e legais do sistema de ensino. É um instrumento que revela um conjunto de princípios e práticas que refl ete a cultura organizacional, seus valores, crenças, signifi cados, modos de pensar e agir e que orienta a prática visando à intervenção e à transformação da realidade. É uma carta de intenções, elaborada em conjunto, que é assumida por todos os integrantes da escola. Apresenta de onde a escola está partindo, princípios – ponto de partida, revelados pelos dados de promoção, retenção e evasão escolares, as disciplinas que mais apresentam problemas de rendimento escolar, assim como as difi culdades mais comuns entre os diferentes alunos, das diferentes séries, ciclos ou termos, dados das avaliações institucionais e outros, e aonde quer chegar (pontos de chegada comuns), isto é, quais os conhecimentos necessários para o desenvolvimento pleno do educando, sua qualifi cação para o trabalho e para o exercício da cidadania. Ao sintetizar os interesses, os desejos e as propostas da comunidade escolar, responde a perguntas como “Que tipo de escola que queremos?”; “Que objetivos e metas são necessárias e respondem às expectativas da comunidade escolar?”; “Que necessidades precisamos atender para a formação dos alunos para a autonomia, cidadania e participação e como colocar o projeto em permanente avaliação?”. Toda instituição de ensino elabora o planejamento escolar que consiste em formular objetivos, elaborar planos de ação, 5 10 15 20 25 30 38 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 meios para sua execução e critérios de avaliação da qualidade do trabalho que realiza. A ação de planejar é conjunta, é uma prática de elaboração e discussão pública que envolve o conhecimento e a análise da realidade escolar em suas condições concretas, de busca de alternativas para a solução de problemas e de tomada de decisões. É um processo contínuo de permanente refl exão e ação. Nesse sentido, o plano é um roteiro para a prática, que a antecipa e prevê os passos a seguir; porém, não pode ser rígido, pois a realidade vai se delineando no decorrer do trabalho. “O planejamento se concretiza em planos e projetos, tanto da escola e do currículo quanto do ensino” (Libâneo, 2001, p.123). O planejamento atende às seguintes funções: I- diagnóstico e análise da realidade da escola; II- defi nição de objetivos e metas de acordo com a política e as diretrizes do sistema escolar; III- determinação de atividades e tarefas a serem desenvolvidas, tendo em vista as prioridades elencadas. “O projeto pedagógico-curricular é a concretização do processo de planejamento” (Libâneo, 2001, p.125). Podemos sintetizar os pontos a serem considerados na tomada de decisão na elaboração do projeto pedagógico-curricular (Libâneo, 2001, p.129-30): I –princípios; II- objetivos; III - sistemas e práticas de gestão negociadas; IV- unidade teórico-metodológica no trabalho pedagógico-didático; 5 10 15 20 25 39 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 V - sistema de acompanhamento e avaliação do projeto e das atividades da escola. No art. 12, a Lei 9.394/96 determina as competências dos estabelecimentos de ensino: Art. 12 – Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I- elaborar e executar sua proposta pedagógica; II- administrar seu pessoal e seus recursos materiais e fi nanceiros; III-assegurar o cumprimento dos dias letivos e hora-aula estabelecida; IV- velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V- prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI- articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola VII-informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica; VIII-notifi car ao Conselho Tutelar do Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentarem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido por lei. (Obs.: o inciso VIII foi acrescido pela Lei nº 10.287/01). 5 10 15 20 25 40 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Os arts. 19 e 20 da Lei 9.394/96 determinam as classifi cações das escolas e as categorias das instituições privadas de ensino. Art. 19 - As instituições de ensino dos diferentes níveis classifi cam-se nas seguintes categorias administrativas: I- públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder Público; II--privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. Art. 20 - As instituiçõesprivadas de ensino se enquadrarão nas seguintes categorias: I- particulares em sentido estrito, assim entendidas as que são instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não apresentem as características dos incisos abaixo; II--comunitárias, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou jurídicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive cooperativa de pais, professores e alunos, que incluam na sua entidade mantenedora representantes das comunidades (obs.: a palavra pais foi incluída pela Lei 11.183/05); III--confessionais, assim entendidas as que são instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação confessional e ideologia específi cas e ao disposto no inciso anterior; IV- fi lantrópicas, na forma da lei. 5 10 15 20 25 30 41 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Os sistemas de ensino estaduais e municipais são os responsáveis pela elaboração das leis que regem seus respectivos sistemas de ensino; assim, devem orientar as instituições de ensino na elaboração dos documentos que tornam a escola, seja ela pública ou privada, autorizada para funcionar e homologar o regimento interno que regula os direitos e deveres dos participantes da comunidade escolar, o sistema de avaliação, de classifi cação e reclassifi cação de alunos, de matrícula, dos colegiados (Conselho de escola e Conselhos de classe, série, ciclo, termo, nível/estágio) e instituições (Associação de Pais e Mestres – APM – e Grêmio Estudantil). Além desses documentos, expedir dispositivos legais que especifi quem o que deve conter o plano de gestão plurianual das escolas públicas, as normas sobre progressão continuada, avaliação e recuperação dos alunos. Informar os procedimentos sobre prestações de contas, elaboração do patrimônio escolar, zeladoria e cantina escolar. Anualmente, devem determinar quais os parâmetros para a elaboração do calendário escolar, a organização das matrículas dos alunos para o início do ano letivo, o quadro escolar, que resume a organização do número de classes por série e turnos de atendimento de cada escola naquele ano, elaboração das matrizes curriculares para o Ensino Fundamental e Médio e Educação Profi ssional de nível médio, Educação de Jovens e Adultos, orientações para a inscrição de professores para a atribuição de aulas no início e durante o ano letivo, determinar as regras de atribuição de aulas, defi nir quais são as propostas curriculares das áreas e disciplinas que formam as matrizes curriculares. Podemos concluir que as escolas públicas dependem de informações claras e precisas dos seus sistemas de ensino para estruturação das escolas e que possibilitem o funcionamento das mesmas durante o ano letivo. Conforme já foi exposto no texto, esses dispositivos legais não podem estar discordando dos princípios constitucionais, do 5 10 15 20 25 30 35 42 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - e da Lei 9.394/96 e suas alterações. NÍVEIS DE ENSINO No título V, intitulado “Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino”, encontram-se os artigos 21 ao 60, os quais serão discutidos por nível e modalidade de ensino conforme a tabela abaixo. A educação escolar está composta da educação básica, formada pelos seguintes níveis de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio e Educação Superior. Estrutura e funcionamento da educação básica Estrutura do sistema educacional Ed uc aç ão b ás ic a 0 a 3 anos Creches Educação Infantil Educação Especial 4 a 5 anos Pré-escola 6 anos 1º ano Ensino Fundamental Educação de Jovens e Adultos Educação Profi ssional Tecnológica 7 anos 2º ano 8 anos 3º ano 9 anos 4º ano 10 anos 5º ano 11 anos 6º ano 12 anos 7º ano 13 anos 8º ano 14 anos 9º ano 15 anos 1º ano Ensino Médio 16 anos 2º ano 17 anos 3º ano 18 anos 4º ano, etc. Processos seletivos – vestibulares Ed uc aç ão s up er io r (Cursos sequenciais) Cursos de graduação Cursos de pós-graduação: • aperfeiçoamento/especialização/etc.; • mestrado e doutorado. (Cursos de extensão) Fonte: Revista APASE, nº 6, ano VI, abr. 2007, p.15. 5 10 43 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 3 EDUCAÇÃO INFANTIL É a educação de crianças de zero a cinco anos, integrada ao sistema de ensino, respeitadas as características próprias dessa faixa etária (art. 247 da Constituição Estadual). A União incumbir-se-á de estabelecer, em colaboração com os estados, o Distrito Federal e os municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil (inciso IV do art. 9 da Lei 9.394/96). Os municípios incumbir-se-ão de oferecer a Educação Infantil (inciso V do art. 11 da Lei 9.394/96). Finalidade: desenvolvimento integral da criança até 5 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (art. 29 da Lei 9.394/96). Primeira etapa da educação básica será oferecida em 1) creches ou entidades equivalentes, para crianças de zero a três anos de idade; 2) pré-escolas, para crianças de quatro a cinco anos de idade (art. 30 da Lei 9.394/96). Avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento dessa educação, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental (art. 31 da Lei 9.394/96). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil 5 10 15 20 25 44 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Resolução CNE/CEB nº 1/99 e Parecer CNE/CEB nº 22/98 4 ENSINO FUNDAMENTAL O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de, entre outros, Ensino Fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que não tiveram acesso na idade própria. (inciso I do art. 208 da Constituição Federal e inciso I do art. 4º da Lei 9.394/96). -regular, será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem (parágrafo 2º do art. 210 da Constituição Federal e parágrafo 3º do art. 32 da Lei 9.394/96); -com nove anos de duração, é obrigatório para todas as crianças, a partir dos seis anos, visando propiciar formação básica e comum indispensável a todos (caput do art. 249 da Constituição Estadual). Público e gratuito, será também garantido aos jovens e adultos que, na idade própria, a ele não tiveram acesso, com organização adequada às características dos alunos (parágrafo 3º do art. 249 da Constituição Estadual). Direito público subjetivo: qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associaçãocomunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, poderá exigi-lo (caput do art. 5º da Lei 9.394/96). O acesso ao ensino obrigatório é assegurado prioritariamente em todas as esferas administrativas, contemplando-se, em seguida, os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e legais (parágrafo 2º do art. 5º da Lei 9.394/96). 5 10 15 20 25 30 45 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Legitimidade das partes, sumariedade do rito e gratuidade da ação judicial, quando proposta para efetivação do ensino obrigatório (parágrafo 3º do art. 5º da Lei 9.394/96). Atendimento ao educando, no Ensino Fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde (inciso VIII do art. 4º da Lei 9.394/96). Imputação por crime de responsabilidade à autoridade, cuja negligência para garantir o cumprimento da obrigatoriedade do ensino for comprovada (parágrafo 4º do art. 5º da Lei 9.394/96). Criação, pelo Poder Público, de formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, independente da escolarização anterior, para garantir o cumprimento da obrigatoriedade do ensino (parágrafo 5º do art. 5º da Lei 9.394/96). Com duração mínima de nove anos, é obrigatório e gratuito na escola pública, iniciando-se aos seis anos de idade (caput do art. 32 da Lei 9.394/96). Objetivo: formação básica do cidadão, mediante: 1) desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 2) compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; 3) o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; 5 10 15 20 25 46 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 4) o fortalecimento de vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social (incisos I, II, II e IV do art. 32 da Lei 9.394/96). Poderá ser desdobrado em ciclos (parágrafo 1º do art. 32 da Lei 9.394/96). Poderá ser adotado, no Ensino Fundamental, o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino, nos estabelecimentos que utilizam progressão regular por série (parágrafo 2º do art. 32 da Lei 9.394/96). Será ministrado em língua portuguesa, assegurada à comunidade indígena a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem (parágrafo 3º do art. 32 da Lei 9.394/96). Será presencial, sendo o Ensino a Distância utilizado como complementação ou em situações emergenciais (parágrafo 4º do art. 32 da Lei 9.394/96). Ensino religioso de matrícula facultativa é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo (caput do art. 33 da Lei 9.394/96). Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a defi nição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores (parágrafo 2º do art. 33 da Lei 9.394/96). Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a defi nição 5 10 15 20 25 30 47 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 dos conteúdos do ensino religioso. (caput do art. 34 da Lei 9.394/96). A jornada escolar do Ensino Fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola (parágrafo 2º do art. 34 da Lei 9.394/96). Será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino (parágrafo 2º do art. 34 da Lei 9.394/96). A antecipação da obrigatoriedade de matrícula no Ensino Fundamental aos seis anos de idade implica a ampliação da duração do Ensino Fundamental para nove anos (art. 1º da Resolução CNE/CEB nº 3/05). Nomenclatura adotada na organização do Ensino Fundamental de nove anos e da Educação Infantil (art. 2º da Resolução CNE/CEB nº 3/05). 5 ENSINO MÉDIO O dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de, entre outros, a progressiva universalização do Ensino Médio gratuito (inciso II do art. 208 da Constituição Federal). Etapa fi nal da educação básica e terá a duração mínima de três anos (caput do art. 35 da Lei 9.394/96). O Estado garantirá progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade (inciso II do art. 4º da Lei 9.394/96). Finalidades: 1) a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; 5 10 15 20 25 48 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 2) a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com fl exibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; 3) o aprimoramento do educando como pessoas humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; 4) a compreensão dos fundamentos científi co-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina (incisos I a IV do art. 35 da Lei 9.394/96). Objetivos instrucionais do Ensino Médio (parágrafo 1º do art. 36 da Lei 9.394/96). Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos (parágrafo 3º do art. 36 da Lei 9.394/96). Sem prejuízo do atendimento à formação geral do educando, o Ensino Médio poderá prepará-lo para o exercício de profi ssões técnicas (art. 36 – A – incluído pela Lei 11.741, de 2008). A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profi ssional, poderão ser desenvolvidas nos estabelecimentos de Ensino Médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profi ssional (parágrafo único do art. 36-A). A educação profi ssional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I- articulada com o Ensino Médio; II- subsequente (art. 36-B, incisos I e II). 5 10 15 20 25 49 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Diretrizes curriculares nacionaispara o Ensino Médio constituem um conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos a serem observados na organização pedagógica e curricular de cada unidade escolar integrante dos diversos sistemas de ensino, em atendimento ao que manda a lei, tendo em vista vincular a educação ao mundo do trabalho e à prática social, consolidando a preparação para o exercício da cidadania e propiciando preparação básica para o trabalho (art. 1º da Resolução CNE/CEB 3/98). Valores que devem orientar a organização curricular das escolas de Ensino Médio (arts. 2º e 3º da Resolução CNE/CEB 3/98). Competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos num conjunto, previstas pelas fi nalidades do Ensino Médio estabelecidas em lei, que devem integrar as propostas pedagógicas das escolas e os currículos constantes dessas propostas (art. 4º da Resolução CNE/CEB 3/98). Requisitos a serem observados pelas escolas de ensino médio, na organização de seus currículos, de modo a poder cumprir as fi nalidades desse ensino previstas em lei (art. 5º da Resolução CNE/CEB 3/98). Princípios pedagógicos estruturadores dos currículos do Ensino Médio: identidade, diversidade e autonomia, interdisciplinaridade e contextualização (art. 6º da Resolução CNE/CEB 3/98). Áreas do conhecimento que devem integrar a base nacional comum dos currículos do Ensino Médio: I – linguagens, códigos e suas tecnologias; 5 10 15 20 25 50 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 II – ciências da natureza, matemática e suas tecnologias; III – ciências humanas e suas tecnologias (caput do art. 10 da Resolução CNE/CEB 3/98). Base nacional comum dos currículos do Ensino Médio deverá contemplar as três áreas do conhecimento, com tratamento metodológico que evidencie a interdisciplinaridade e a contextualização (parágrafo 1º do art. 10 da Resolução CNE/CEB 3/98). As propostas pedagógicas de escolas que adotarem organização curricular fl exível, não-estruturada por disciplinas, deverão assegurar tratamento interdisciplinar e contextualizado, visando ao domínio de conhecimentos de Filosofi a e Sociologia necessários ao exercício da cidadania (parágrafo 2º do art. 10 da Resolução CNE/CEB 3/98). No caso de as escolas adotarem, no todo ou em parte, organização curricular estruturada por disciplinas, deverão ser incluídas Filosofi a (parágrafo 3º do art. 10 da Resolução CNE/CEB 3/98). Os componentes da história e da cultura afro-brasileira e educação ambiental serão, em todos os casos, tratados de forma transversal, permeando, pertinentemente, os demais componentes do currículo (parágrafo 4º do art. 10 da Resolução CNE/CEB 3/98). Exigências a serem observadas no desenvolvimento da base nacional comum e parte diversifi cada dos currículos do Ensino Médio: I- as defi nições doutrinárias sobre os fundamentos axiológicos e os princípios pedagógicos que integram as DCNEM aplicar-se-ão a ambas; 5 10 15 20 25 51 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 II- a parte diversifi cada deverá ser organicamente integrada com a base nacional comum, por contextualização e por complementação, diversifi cação, enriquecimento, desdobramento, entre outras formas de interação; III- a base nacional comum deverá compreender, pelo menos, 75% do tempo mínimo de 2.400 horas, estabelecidas por lei como carga horária para o Ensino Médio; IV- além da carga mínima de 2400 horas, as escolas terão, em suas propostas pedagógicas, liberdade de organização curricular independente de distinção entre base nacional comum e parte diversifi cada; V- as línguas estrangeiras modernas, tanto a obrigatória como as optativas, serão inclusas no cômputo da carga horária da parte diversifi cada. No Ensino Médio: I- não haverá dissociação ente formação geral e a preparação básica para o trabalho, nem esta última se confundirá com a formação profi ssional; II- a preparação básica para o trabalho deverá estar presente tanto na base nacional comum quanto na parte diversifi cada; III- atendida a formação geral, incluindo a preparação básica para o trabalho, poder-se-ão preparar para o exercício de profi ssões técnicas, por articulação com a educação profi ssional, mantida a independência entre os cursos (art. 12 da Resolução CNE/CEB 3/98). 5 10 15 20 25 52 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 MODALIDADES DE EDUCAÇÃO 6 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS O Estado garantirá oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola (inciso VII do art. 4º da Lei 9.394/96). Destina-se àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio, na idade própria (caput do art. 37 da Lei 9.394/96). Educação especial O dever do Estado para com a educação será efetivado mediante a garantia de, entre outros, atendimento educacional especializado aos portadores de defi ciência, preferencialmente na rede regular de ensino (inciso III do art. 208 da CF). É a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais (caput do art. 58 da Lei nº 9.394/96). Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial (parágrafo 1º do art. 58 da Lei 9.394/96). O atendimento educacional a educandos portadores de necessidades especiais será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específi cas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular (parágrafo 2º do art. 58 da Lei 9.394/96). 5 10 15 20 25 53 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a cinco anos, durante a Educação Infantil (parágrafo 3º do art. 58 da Lei 9.394/96). 7 EDUCAÇÃO INDÍGENA Os objetivos da educação escolar indígena são a oferta de ensino bilíngue e intercultural aos povos indígenas: 1- proporcionar aos índios e suas comunidades e povos a recuperação de suas memórias históricas; a reafi rmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; 2- garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, aos conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias (incisos I e II do art. 78 da Lei nº 9.394/96). A União apoiará técnica e fi nanceiramente os sistemas de ensino, no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa (caput do art. 79 daLei nº 9.394/96). Os programas da educação intercultural aos povos indígenas serão planejados com a audiência das comunidades indígenas e serão incluídos nos Planos Nacionais de Educação (parágrafos 1º e 2º do art. 79 da Lei 9.394/96). Objetivos dos programas da educação intercultural aos povos indígenas: 1- fortalecimento das práticas socioculturais e da língua materna de cada comunidade indígena; 5 10 15 20 25 54 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 2- manutenção de programas de formação de pessoal especializado, destinados à educação escolar nas comunidades indígenas; 3- desenvolvimento de currículos e programas específi cos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades; 4- elaboração e publicação sistemática de material didático específi co e diferenciado (incisos I a IV do art. 79 da Lei nº 9.394/96). 8 EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA A educação profi ssional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia (caput do art. 39 da Lei nº 9.394/96). Poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos (parágrafo único do art. 39 da Lei nº 9.394/96). Será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho (art. 40 da Lei nº 9.394/96). 9 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização dos meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos (caput do art. 1º do Decreto nº 5.622/05). 5 10 15 20 25 55 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para: I- avaliação dos estudantes; II- estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente; III- defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente; IV- atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso (parágrafo 1º do art. 1º do Decreto nº 5.622/05). Poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais: I- educação básica, nos termos do art. 30 deste decreto; II- Educação De Jovens e Adultos, nos termos do art. 37 da Lei 9.394/96; III- Educação Especial, respeitadas as especifi cidades legais existentes; IV- Educação Profi ssional, abrangendo os seguintes cursos e programas: a- técnico de nível médio; b - tecnológicos, de nível superior; c - educação superior; d - de especialização; e- mestrado; f- doutorado (art. 2º do Decreto 5.622/05). Outras informações podem ser encontradas no Decreto 5.622/05. 5 10 15 20 25 56 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Diretrizes curriculares nacionais O Ministério da Educação, na função de normatização das leis, é responsável pela defi nição das diretrizes educacionais curriculares que devem orientar os sistemas de ensino na elaboração de resoluções, pareceres, comunicados e instruções que regulamentarão seu funcionamento, no sentido de orientar a organização das propostas pedagógicas das instituições de ensino integrantes dos sistemas de ensino da educação básica e da educação superior. Têm a função de orientar os diferentes níveis e modalidades de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a Educação de Jovens e Adultos, a Educação Especial, a Educação Profi ssional e a Educação Indígena constituem documentos que explicitam as doutrinas, princípios, fundamentos e procedimentos da educação básica. O curso de Pedagogia está regulamentado pelos Pareceres CNE/CP nº 3 e 5 de 2006 e pela Resolução CNE/CP nº 1/2006 de 15 de maio de 2006. É composto de quinze artigos que defi nem as Diretrizes Curriculares para o curso de graduação em Pedagogia na elaboração dos princípios, condições de ensino e aprendizagem, procedimentos a serem observados em seu planejamento e avaliação. Explicita as áreas de atuação da formação inicial do pedagogo: exercício da docência na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos do Ensino Médio, na modalidade Normal e em cursos de Educação Profi ssional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas em que estão previstos conhecimentos pedagógicos. Defi ne o que se compreende por docência: como ação educativa e processo pedagógico metódico e intencional, 5 10 15 20 25 30 57 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 construindo relações sociais, étnico-raciais e produtivas na articulação dos conhecimentos científi cos, valores éticos e estéticos inerentes a processos de aprendizagem, socialização e de construção de conhecimento, considerando a articulação entre as diferentes visões de mundo. Considera como atividade docente a participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, nas atividades de planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da educação e projetos e experiências educativas não- escolares e na produção e difusão do conhecimento científi co- tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares. Nos artigos da Resolução, encontramos as orientações relativas a princípios de atuação, estrutura do curso, matriz curricular e orientações na elaboração do projeto pedagógico das instituições com curso de Pedagogia. Conclusivamente, restou claro que do empenho das autoridades constituídas e da intensa participação da iniciativa privada, na área do ensino, ocorrerá o almejado aprimoramento da educação nacional em todos seus níveis e modalidades, com refl exos na cidadania, no aprendizado e, até, em especial, no desenvolvimento do país. Legislação e normas básicas Site: portal.mec.gov.br – utilizar para consultar a legislação (a legislação está sempre atualizada). Federal: BRASIL. CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, da República Federativa do Brasil. D.O.U. Brasília, 5 de outubro de 1998. BRASIL. Lei 9.394/96 de 20/12/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DF, 1996, com suas alterações. 5 10 15 20 25 30 58 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 //3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 BRASIL/ CNE. Plano Nacional de Educação - Lei 10.172 de 09/01/2001. BRASIL. Emenda Constitucional 53/ 2006. BRASIL. Medida Provisória 339/ 2006 (FUNDEB). Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia (15 de maio de 2006) Parâmetros Curriculares Nacionais. Pedagogia Resolução CNE/CP 01/2006 Pareceres CNE/CP nº 3 e 5 de 2006 Ensino Fundamental Resolução CNE/CEB nº 2/98 Parecer CNE/CEB nº 04/98 de 29/01/98. Ensino Médio Resolução CNE/CEB nº 3/98 Parecer CNE/CEB no. 15/98 de 01/06/98. Educação Infantil Resolução CNE/CEB 1/99 Formação de docentes em Educação Infantil Resolução CNE/CEB nº 2/99 5 10 15 20 59 ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Parecer CNE/CEB nº 1/99 Funcionamento de escolas indígenas Resolução CNE/CEB nº 3/99 Parecer CNE/CEB nº 14/99 Educação de Jovens e Adultos Resolução CNE/CEB nº 1/00 Parecer CNE/CEB nº11/00 Educação Especial na educação básica Resolução CNE/CEB nº 2/01 Parecer CNE/CEB nº17/01 Educação Profi ssional Tecnológica Lei 9.394/96 Educação para as relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana Resolução CNE/CP nº 1/04. Parecer CNE/CP nº 3/04. 5 10 15 60 Organização das Instituições Escolares Di ag ra m aç ão : L éo 1 9/ 12 /0 8 -| |- 1 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 0 9/ 01 /0 9 -| |- 2 º R ev isã o: A na - C or re çã o: L éo 1 0/ 01 /0 9 // 3 ª r ev isã o: A na / co rr eç ão : M ár ci o - 10 /0 1/ 09 Bibliografi a básica ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Dicionário jurídico brasileiro. São Paulo: Jurídica Brasileira, 2005. LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2007. MENEZES, João Gualberto de Carvalho; MARTELLI, Anita Favaro. Estrutura e funcionamento da educação básica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.