Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

36
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
ORGANIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES
A Lei 9.394/96 dispõe, nos arts. 14 e 15, a responsabilidade 
dos sistemas de ensino pela normatização dos princípios da 
gestão democrática do ensino público e dos progressivos graus 
de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão fi nanceira 
das instituições de ensino.
A elaboração do projeto pedagógico por cada instituição de 
ensino público é que concretiza a realização dos dispositivos 
legais previstos nos arts. 14 e 15.
Art. 14 - Os sistemas de ensino defi nirão as normas 
da gestão democrática do ensino público na educação 
básica, de acordo com as suas peculiaridades e 
conforme os seguintes princípios:
I- participação dos profi ssionais da educação na 
elaboração do projeto pedagógico da escola;
II- participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes.
Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às 
unidades escolares públicas de educação básica 
que os integram graus de autonomia pedagógica e 
administrativa e de gestão fi nanceira, observadas as 
normas gerais de direito fi nanceiro público.
Organização das Instituições 
Escolares
5
10
15
20
37
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
O projeto pedagógico da escola é o documento que retrata 
a identidade da unidade escolar, os fi ns e os objetivos que a 
comunidade escolar apontou como os principais aspectos a 
serem trabalhados para o atendimento à clientela escolar, no 
acesso à escola, na permanência com sucesso escolar, garantindo, 
assim, a qualidade de ensino necessária àquela população 
escolar presente na escola. Detalha objetivos, diretrizes e ações 
do processo educativo a ser desenvolvido na escola. Revela os 
propósitos e as expectativas da comunidade escolar, assim como 
as exigências sociais e legais do sistema de ensino.
É um instrumento que revela um conjunto de princípios 
e práticas que refl ete a cultura organizacional, seus valores, 
crenças, signifi cados, modos de pensar e agir e que orienta a 
prática visando à intervenção e à transformação da realidade.
É uma carta de intenções, elaborada em conjunto, que é 
assumida por todos os integrantes da escola. Apresenta de onde 
a escola está partindo, princípios – ponto de partida, revelados 
pelos dados de promoção, retenção e evasão escolares, as 
disciplinas que mais apresentam problemas de rendimento 
escolar, assim como as difi culdades mais comuns entre os 
diferentes alunos, das diferentes séries, ciclos ou termos, dados 
das avaliações institucionais e outros, e aonde quer chegar 
(pontos de chegada comuns), isto é, quais os conhecimentos 
necessários para o desenvolvimento pleno do educando, sua 
qualifi cação para o trabalho e para o exercício da cidadania.
Ao sintetizar os interesses, os desejos e as propostas da 
comunidade escolar, responde a perguntas como “Que tipo de 
escola que queremos?”; “Que objetivos e metas são necessárias 
e respondem às expectativas da comunidade escolar?”; “Que 
necessidades precisamos atender para a formação dos alunos 
para a autonomia, cidadania e participação e como colocar o 
projeto em permanente avaliação?”.
Toda instituição de ensino elabora o planejamento escolar 
que consiste em formular objetivos, elaborar planos de ação, 
5
10
15
20
25
30
38
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
meios para sua execução e critérios de avaliação da qualidade do 
trabalho que realiza. A ação de planejar é conjunta, é uma prática 
de elaboração e discussão pública que envolve o conhecimento 
e a análise da realidade escolar em suas condições concretas, de 
busca de alternativas para a solução de problemas e de tomada 
de decisões. É um processo contínuo de permanente refl exão e 
ação. Nesse sentido, o plano é um roteiro para a prática, que a 
antecipa e prevê os passos a seguir; porém, não pode ser rígido, 
pois a realidade vai se delineando no decorrer do trabalho.
“O planejamento se concretiza em planos e projetos, 
tanto da escola e do currículo quanto do ensino” (Libâneo, 
2001, p.123).
O planejamento atende às seguintes funções:
I- diagnóstico e análise da realidade da escola;
II- defi nição de objetivos e metas de acordo com a política e 
as diretrizes do sistema escolar;
III- determinação de atividades e tarefas a serem 
desenvolvidas, tendo em vista as prioridades elencadas.
“O projeto pedagógico-curricular é a concretização do 
processo de planejamento” (Libâneo, 2001, p.125).
Podemos sintetizar os pontos a serem considerados na tomada 
de decisão na elaboração do projeto pedagógico-curricular 
(Libâneo, 2001, p.129-30):
I –princípios;
II- objetivos;
III - sistemas e práticas de gestão negociadas;
IV- unidade teórico-metodológica no trabalho 
pedagógico-didático;
5
10
15
20
25
39
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
V - sistema de acompanhamento e avaliação do projeto e 
das atividades da escola.
No art. 12, a Lei 9.394/96 determina as competências dos 
estabelecimentos de ensino:
Art. 12 – Os estabelecimentos de ensino, respeitadas 
as normas comuns e as do seu sistema de ensino, 
terão a incumbência de:
I- elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II- administrar seu pessoal e seus recursos materiais 
e fi nanceiros;
III-assegurar o cumprimento dos dias letivos e 
hora-aula estabelecida;
IV- velar pelo cumprimento do plano de trabalho de 
cada docente;
V- prover meios para a recuperação dos alunos de 
menor rendimento;
VI- articular-se com as famílias e a comunidade, 
criando processos de integração da sociedade com a 
escola
VII-informar os pais e responsáveis sobre a frequência 
e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução 
de sua proposta pedagógica;
VIII-notifi car ao Conselho Tutelar do Município, 
ao juiz competente da Comarca e ao respectivo 
representante do Ministério Público a relação dos 
alunos que apresentarem quantidade de faltas acima 
de cinquenta por cento do percentual permitido por 
lei.
(Obs.: o inciso VIII foi acrescido pela Lei nº 10.287/01).
5
10
15
20
25
40
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Os arts. 19 e 20 da Lei 9.394/96 determinam as classifi cações 
das escolas e as categorias das instituições privadas de ensino.
Art. 19 - As instituições de ensino dos diferentes 
níveis classifi cam-se nas seguintes categorias 
administrativas:
I- públicas, assim entendidas as criadas ou 
incorporadas, mantidas e administradas pelo Poder 
Público;
II--privadas, assim entendidas as mantidas e 
administradas por pessoas físicas ou jurídicas de 
direito privado.
Art. 20 - As instituiçõesprivadas de ensino se 
enquadrarão nas seguintes categorias:
I- particulares em sentido estrito, assim entendidas 
as que são instituídas e mantidas por uma ou mais 
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado que não 
apresentem as características dos incisos abaixo;
II--comunitárias, assim entendidas as que são 
instituídas por grupos de pessoas físicas ou jurídicas 
ou por uma ou mais pessoas jurídicas, inclusive 
cooperativa de pais, professores e alunos, que incluam 
na sua entidade mantenedora representantes das 
comunidades (obs.: a palavra pais foi incluída pela Lei 
11.183/05);
III--confessionais, assim entendidas as que são 
instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma 
ou mais pessoas jurídicas que atendem a orientação 
confessional e ideologia específi cas e ao disposto no 
inciso anterior;
IV- fi lantrópicas, na forma da lei.
5
10
15
20
25
30
41
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Os sistemas de ensino estaduais e municipais são os 
responsáveis pela elaboração das leis que regem seus respectivos 
sistemas de ensino; assim, devem orientar as instituições de 
ensino na elaboração dos documentos que tornam a escola, seja 
ela pública ou privada, autorizada para funcionar e homologar 
o regimento interno que regula os direitos e deveres dos 
participantes da comunidade escolar, o sistema de avaliação, 
de classifi cação e reclassifi cação de alunos, de matrícula, dos 
colegiados (Conselho de escola e Conselhos de classe, série, 
ciclo, termo, nível/estágio) e instituições (Associação de Pais e 
Mestres – APM – e Grêmio Estudantil).
Além desses documentos, expedir dispositivos legais que 
especifi quem o que deve conter o plano de gestão plurianual 
das escolas públicas, as normas sobre progressão continuada, 
avaliação e recuperação dos alunos. Informar os procedimentos 
sobre prestações de contas, elaboração do patrimônio escolar, 
zeladoria e cantina escolar.
Anualmente, devem determinar quais os parâmetros para a 
elaboração do calendário escolar, a organização das matrículas 
dos alunos para o início do ano letivo, o quadro escolar, que 
resume a organização do número de classes por série e turnos 
de atendimento de cada escola naquele ano, elaboração das 
matrizes curriculares para o Ensino Fundamental e Médio e 
Educação Profi ssional de nível médio, Educação de Jovens 
e Adultos, orientações para a inscrição de professores para a 
atribuição de aulas no início e durante o ano letivo, determinar 
as regras de atribuição de aulas, defi nir quais são as propostas 
curriculares das áreas e disciplinas que formam as matrizes 
curriculares.
Podemos concluir que as escolas públicas dependem de 
informações claras e precisas dos seus sistemas de ensino para 
estruturação das escolas e que possibilitem o funcionamento 
das mesmas durante o ano letivo.
Conforme já foi exposto no texto, esses dispositivos legais 
não podem estar discordando dos princípios constitucionais, do 
5
10
15
20
25
30
35
42
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - e da Lei 9.394/96 
e suas alterações.
NÍVEIS DE ENSINO
No título V, intitulado “Dos Níveis e das Modalidades de 
Educação e Ensino”, encontram-se os artigos 21 ao 60, os quais 
serão discutidos por nível e modalidade de ensino conforme a 
tabela abaixo. A educação escolar está composta da educação 
básica, formada pelos seguintes níveis de ensino: Educação 
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio e Educação 
Superior.
Estrutura e funcionamento da educação básica
Estrutura do sistema educacional
 
Ed
uc
aç
ão
 b
ás
ic
a
0 a 3 anos Creches
Educação
Infantil
Educação Especial
 
 4 a 5 anos Pré-escola 
 
 6 anos 1º ano
Ensino
Fundamental
Educação de Jovens e Adultos
Educação Profi ssional Tecnológica
 
 7 anos 2º ano 
 8 anos 3º ano 
 9 anos 4º ano 
 10 anos 5º ano 
 11 anos 6º ano 
 12 anos 7º ano 
 13 anos 8º ano 
 14 anos 9º ano 
 15 anos 1º ano
Ensino Médio 
 
 16 anos 2º ano 
 17 anos 3º ano 
 18 anos 4º ano, etc. 
 Processos seletivos – vestibulares 
 
Ed
uc
aç
ão
 s
up
er
io
r (Cursos sequenciais) 
 Cursos de graduação 
 
Cursos de pós-graduação:
• aperfeiçoamento/especialização/etc.;
• mestrado e doutorado.
 
 (Cursos de extensão) 
 
Fonte: Revista APASE, nº 6, ano VI, abr. 2007, p.15.
5
10
43
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
3 EDUCAÇÃO INFANTIL
É a educação de crianças de zero a cinco anos, integrada ao 
sistema de ensino, respeitadas as características próprias dessa 
faixa etária (art. 247 da Constituição Estadual).
A União incumbir-se-á de estabelecer, em colaboração com 
os estados, o Distrito Federal e os municípios, competências e 
diretrizes para a Educação Infantil (inciso IV do art. 9 da Lei 
9.394/96).
Os municípios incumbir-se-ão de oferecer a Educação 
Infantil (inciso V do art. 11 da Lei 9.394/96).
Finalidade: desenvolvimento integral da criança até 5 anos 
de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, 
complementando a ação da família e da comunidade (art. 29 
da Lei 9.394/96).
Primeira etapa da educação básica será oferecida em
1) creches ou entidades equivalentes, para crianças de zero 
a três anos de idade;
2) pré-escolas, para crianças de quatro a cinco anos de idade 
(art. 30 da Lei 9.394/96).
Avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento dessa educação, sem o objetivo de promoção, 
mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental (art. 31 da Lei 
9.394/96).
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação 
Infantil
Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação 
Infantil
5
10
15
20
25
44
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Resolução CNE/CEB nº 1/99 e Parecer CNE/CEB nº 
22/98
4 ENSINO FUNDAMENTAL
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante 
a garantia de, entre outros, Ensino Fundamental obrigatório e 
gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos 
os que não tiveram acesso na idade própria. (inciso I do art. 
208 da Constituição Federal e inciso I do art. 4º da Lei 
9.394/96).
-regular, será ministrado em língua portuguesa, assegurada 
às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas 
maternas e processos próprios de aprendizagem (parágrafo 2º 
do art. 210 da Constituição Federal e parágrafo 3º do art. 
32 da Lei 9.394/96);
-com nove anos de duração, é obrigatório para todas as 
crianças, a partir dos seis anos, visando propiciar formação 
básica e comum indispensável a todos (caput do art. 249 da 
Constituição Estadual).
Público e gratuito, será também garantido aos jovens e 
adultos que, na idade própria, a ele não tiveram acesso, com 
organização adequada às características dos alunos (parágrafo 
3º do art. 249 da Constituição Estadual).
Direito público subjetivo: qualquer cidadão, grupo de 
cidadãos, associaçãocomunitária, organização sindical, entidade 
de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério 
Público, poderá exigi-lo (caput do art. 5º da Lei 9.394/96).
O acesso ao ensino obrigatório é assegurado prioritariamente 
em todas as esferas administrativas, contemplando-se, em 
seguida, os demais níveis e modalidades de ensino, conforme as 
prioridades constitucionais e legais (parágrafo 2º do art. 5º da 
Lei 9.394/96).
5
10
15
20
25
30
45
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Legitimidade das partes, sumariedade do rito e gratuidade 
da ação judicial, quando proposta para efetivação do ensino 
obrigatório (parágrafo 3º do art. 5º da Lei 9.394/96).
Atendimento ao educando, no Ensino Fundamental 
público, por meio de programas suplementares de material 
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde 
(inciso VIII do art. 4º da Lei 9.394/96).
Imputação por crime de responsabilidade à autoridade, cuja 
negligência para garantir o cumprimento da obrigatoriedade 
do ensino for comprovada (parágrafo 4º do art. 5º da Lei 
9.394/96).
Criação, pelo Poder Público, de formas alternativas de 
acesso aos diferentes níveis de ensino, independente da 
escolarização anterior, para garantir o cumprimento da 
obrigatoriedade do ensino (parágrafo 5º do art. 5º da Lei 
9.394/96).
Com duração mínima de nove anos, é obrigatório e gratuito 
na escola pública, iniciando-se aos seis anos de idade (caput do 
art. 32 da Lei 9.394/96).
Objetivo: formação básica do cidadão, mediante:
1) desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como 
meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do 
cálculo;
2) compreensão do ambiente natural e social, do sistema 
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se 
fundamenta a sociedade;
3) o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo 
em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a 
formação de atitudes e valores;
5
10
15
20
25
46
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
4) o fortalecimento de vínculos de família, dos laços de 
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se 
assenta a vida social (incisos I, II, II e IV do art. 32 da 
Lei 9.394/96).
Poderá ser desdobrado em ciclos (parágrafo 1º do art. 32 
da Lei 9.394/96).
Poderá ser adotado, no Ensino Fundamental, o regime de 
progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo 
ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo 
sistema de ensino, nos estabelecimentos que utilizam progressão 
regular por série (parágrafo 2º do art. 32 da Lei 9.394/96).
Será ministrado em língua portuguesa, assegurada à 
comunidade indígena a utilização de suas línguas maternas e 
processos próprios de aprendizagem (parágrafo 3º do art. 32 
da Lei 9.394/96).
Será presencial, sendo o Ensino a Distância utilizado como 
complementação ou em situações emergenciais (parágrafo 4º 
do art. 32 da Lei 9.394/96).
Ensino religioso de matrícula facultativa é parte integrante 
da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos 
horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental, 
assegurando o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, 
vedadas quaisquer formas de proselitismo (caput do art. 33 da 
Lei 9.394/96).
Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos 
para a defi nição dos conteúdos do ensino religioso e 
estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos 
professores (parágrafo 2º do art. 33 da Lei 9.394/96).
Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída 
pelas diferentes denominações religiosas, para a defi nição 
5
10
15
20
25
30
47
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
dos conteúdos do ensino religioso. (caput do art. 34 da Lei 
9.394/96).
A jornada escolar do Ensino Fundamental incluirá pelo 
menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo 
progressivamente ampliado o período de permanência na 
escola (parágrafo 2º do art. 34 da Lei 9.394/96).
Será ministrado progressivamente em tempo integral, a 
critério dos sistemas de ensino (parágrafo 2º do art. 34 da Lei 
9.394/96).
A antecipação da obrigatoriedade de matrícula no Ensino 
Fundamental aos seis anos de idade implica a ampliação da 
duração do Ensino Fundamental para nove anos (art. 1º da 
Resolução CNE/CEB nº 3/05).
Nomenclatura adotada na organização do Ensino 
Fundamental de nove anos e da Educação Infantil (art. 2º da 
Resolução CNE/CEB nº 3/05).
5 ENSINO MÉDIO
O dever do Estado para com a educação será efetivado 
mediante a garantia de, entre outros, a progressiva universalização 
do Ensino Médio gratuito (inciso II do art. 208 da Constituição 
Federal).
Etapa fi nal da educação básica e terá a duração mínima de 
três anos (caput do art. 35 da Lei 9.394/96).
O Estado garantirá progressiva extensão da obrigatoriedade 
e gratuidade (inciso II do art. 4º da Lei 9.394/96).
Finalidades:
1) a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos 
adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o 
prosseguimento de estudos;
5
10
15
20
25
48
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
2) a preparação básica para o trabalho e a cidadania do 
educando, para continuar aprendendo, de modo a ser 
capaz de se adaptar com fl exibilidade a novas condições 
de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
3) o aprimoramento do educando como pessoas humana, 
incluindo a formação ética e o desenvolvimento da 
autonomia intelectual e do pensamento crítico;
4) a compreensão dos fundamentos científi co-tecnológicos 
dos processos produtivos, relacionando a teoria com a 
prática, no ensino de cada disciplina (incisos I a IV do 
art. 35 da Lei 9.394/96).
Objetivos instrucionais do Ensino Médio (parágrafo 1º do 
art. 36 da Lei 9.394/96).
Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e 
habilitarão ao prosseguimento de estudos (parágrafo 3º do 
art. 36 da Lei 9.394/96).
Sem prejuízo do atendimento à formação geral do educando, 
o Ensino Médio poderá prepará-lo para o exercício de profi ssões 
técnicas (art. 36 – A – incluído pela Lei 11.741, de 2008).
A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, 
a habilitação profi ssional, poderão ser desenvolvidas nos 
estabelecimentos de Ensino Médio ou em cooperação com 
instituições especializadas em educação profi ssional (parágrafo 
único do art. 36-A).
A educação profi ssional técnica de nível médio será 
desenvolvida nas seguintes formas:
I- articulada com o Ensino Médio;
II- subsequente (art. 36-B, incisos I e II).
5
10
15
20
25
49
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Diretrizes curriculares nacionaispara o Ensino Médio 
constituem um conjunto de definições doutrinárias 
sobre princípios, fundamentos e procedimentos a serem 
observados na organização pedagógica e curricular de 
cada unidade escolar integrante dos diversos sistemas de 
ensino, em atendimento ao que manda a lei, tendo em vista 
vincular a educação ao mundo do trabalho e à prática social, 
consolidando a preparação para o exercício da cidadania e 
propiciando preparação básica para o trabalho (art. 1º da 
Resolução CNE/CEB 3/98).
Valores que devem orientar a organização curricular das 
escolas de Ensino Médio (arts. 2º e 3º da Resolução CNE/CEB 
3/98).
Competências básicas, conteúdos e formas de tratamento 
dos conteúdos num conjunto, previstas pelas fi nalidades do 
Ensino Médio estabelecidas em lei, que devem integrar as 
propostas pedagógicas das escolas e os currículos constantes 
dessas propostas (art. 4º da Resolução CNE/CEB 3/98).
Requisitos a serem observados pelas escolas de ensino médio, 
na organização de seus currículos, de modo a poder cumprir as 
fi nalidades desse ensino previstas em lei (art. 5º da Resolução 
CNE/CEB 3/98).
Princípios pedagógicos estruturadores dos currículos 
do Ensino Médio: identidade, diversidade e autonomia, 
interdisciplinaridade e contextualização (art. 6º da Resolução 
CNE/CEB 3/98).
Áreas do conhecimento que devem integrar a base nacional 
comum dos currículos do Ensino Médio:
I – linguagens, códigos e suas tecnologias;
5
10
15
20
25
50
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
II – ciências da natureza, matemática e suas tecnologias;
III – ciências humanas e suas tecnologias (caput do art. 10 
da Resolução CNE/CEB 3/98).
Base nacional comum dos currículos do Ensino Médio 
deverá contemplar as três áreas do conhecimento, com 
tratamento metodológico que evidencie a interdisciplinaridade 
e a contextualização (parágrafo 1º do art. 10 da Resolução 
CNE/CEB 3/98).
As propostas pedagógicas de escolas que adotarem 
organização curricular fl exível, não-estruturada por disciplinas, 
deverão assegurar tratamento interdisciplinar e contextualizado, 
visando ao domínio de conhecimentos de Filosofi a e Sociologia 
necessários ao exercício da cidadania (parágrafo 2º do art. 10 
da Resolução CNE/CEB 3/98).
No caso de as escolas adotarem, no todo ou em parte, 
organização curricular estruturada por disciplinas, deverão ser 
incluídas Filosofi a (parágrafo 3º do art. 10 da Resolução 
CNE/CEB 3/98).
Os componentes da história e da cultura afro-brasileira 
e educação ambiental serão, em todos os casos, tratados de 
forma transversal, permeando, pertinentemente, os demais 
componentes do currículo (parágrafo 4º do art. 10 da 
Resolução CNE/CEB 3/98).
Exigências a serem observadas no desenvolvimento da base 
nacional comum e parte diversifi cada dos currículos do Ensino 
Médio:
I- as defi nições doutrinárias sobre os fundamentos 
axiológicos e os princípios pedagógicos que integram as 
DCNEM aplicar-se-ão a ambas;
5
10
15
20
25
51
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
II- a parte diversifi cada deverá ser organicamente integrada 
com a base nacional comum, por contextualização e 
por complementação, diversifi cação, enriquecimento, 
desdobramento, entre outras formas de interação;
III- a base nacional comum deverá compreender, pelo menos, 
75% do tempo mínimo de 2.400 horas, estabelecidas por 
lei como carga horária para o Ensino Médio;
IV- além da carga mínima de 2400 horas, as escolas terão, 
em suas propostas pedagógicas, liberdade de organização 
curricular independente de distinção entre base nacional 
comum e parte diversifi cada;
V- as línguas estrangeiras modernas, tanto a obrigatória 
como as optativas, serão inclusas no cômputo da carga 
horária da parte diversifi cada.
No Ensino Médio:
I- não haverá dissociação ente formação geral e a preparação 
básica para o trabalho, nem esta última se confundirá com 
a formação profi ssional;
II- a preparação básica para o trabalho deverá estar 
presente tanto na base nacional comum quanto na parte 
diversifi cada;
III- atendida a formação geral, incluindo a preparação básica 
para o trabalho, poder-se-ão preparar para o exercício 
de profi ssões técnicas, por articulação com a educação 
profi ssional, mantida a independência entre os cursos (art. 
12 da Resolução CNE/CEB 3/98).
5
10
15
20
25
52
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
MODALIDADES DE EDUCAÇÃO
6 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
O Estado garantirá oferta de educação escolar regular para 
jovens e adultos, com características e modalidades adequadas 
às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que 
forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na 
escola (inciso VII do art. 4º da Lei 9.394/96).
Destina-se àqueles que não tiveram acesso ou continuidade 
de estudos no Ensino Fundamental e Médio, na idade própria 
(caput do art. 37 da Lei 9.394/96).
Educação especial
O dever do Estado para com a educação será efetivado 
mediante a garantia de, entre outros, atendimento educacional 
especializado aos portadores de defi ciência, preferencialmente 
na rede regular de ensino (inciso III do art. 208 da CF).
É a modalidade de educação escolar, oferecida 
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos 
portadores de necessidades especiais (caput do art. 58 da Lei 
nº 9.394/96).
Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, 
na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela 
de educação especial (parágrafo 1º do art. 58 da Lei 
9.394/96).
O atendimento educacional a educandos portadores 
de necessidades especiais será feito em classes, escolas ou 
serviços especializados, sempre que, em função das condições 
específi cas dos alunos, não for possível a sua integração nas 
classes comuns de ensino regular (parágrafo 2º do art. 58 da 
Lei 9.394/96).
5
10
15
20
25
53
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
A oferta de educação especial, dever constitucional 
do Estado, tem início na faixa etária de zero a cinco anos, 
durante a Educação Infantil (parágrafo 3º do art. 58 da Lei 
9.394/96).
7 EDUCAÇÃO INDÍGENA
Os objetivos da educação escolar indígena são a oferta de 
ensino bilíngue e intercultural aos povos indígenas:
1- proporcionar aos índios e suas comunidades e povos a 
recuperação de suas memórias históricas; a reafi rmação 
de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas 
e ciências;
2- garantir aos índios, suas comunidades e povos, o 
acesso às informações, aos conhecimentos técnicos e 
científicos da sociedade nacional e demais sociedades 
indígenas e não-índias (incisos I e II do art. 78 da Lei 
nº 9.394/96).
A União apoiará técnica e fi nanceiramente os sistemas de 
ensino, no provimento da educação intercultural às comunidades 
indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e 
pesquisa (caput do art. 79 daLei nº 9.394/96).
Os programas da educação intercultural aos povos indígenas 
serão planejados com a audiência das comunidades indígenas e 
serão incluídos nos Planos Nacionais de Educação (parágrafos 
1º e 2º do art. 79 da Lei 9.394/96).
Objetivos dos programas da educação intercultural aos 
povos indígenas:
1- fortalecimento das práticas socioculturais e da língua 
materna de cada comunidade indígena;
5
10
15
20
25
54
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
2- manutenção de programas de formação de pessoal 
especializado, destinados à educação escolar nas 
comunidades indígenas;
3- desenvolvimento de currículos e programas específi cos, 
neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às 
respectivas comunidades;
4- elaboração e publicação sistemática de material didático 
específi co e diferenciado (incisos I a IV do art. 79 da Lei 
nº 9.394/96).
8 EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA
A educação profi ssional e tecnológica, no cumprimento 
dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes 
níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, 
da ciência e da tecnologia (caput do art. 39 da Lei nº 
9.394/96).
Poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando 
a construção de diferentes itinerários formativos (parágrafo 
único do art. 39 da Lei nº 9.394/96).
Será desenvolvida em articulação com o ensino regular 
ou por diferentes estratégias de educação continuada, em 
instituições especializadas ou no ambiente de trabalho (art. 40 
da Lei nº 9.394/96).
9 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Caracteriza-se como modalidade educacional na qual a 
mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e 
aprendizagem ocorre com a utilização dos meios e tecnologias 
de informação e comunicação, com estudantes e professores 
desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos 
diversos (caput do art. 1º do Decreto nº 5.622/05).
5
10
15
20
25
55
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação 
peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade 
de momentos presenciais para:
I- avaliação dos estudantes;
II- estágios obrigatórios, quando previstos na legislação 
pertinente;
III- defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando 
previstos na legislação pertinente;
IV- atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando 
for o caso (parágrafo 1º do art. 1º do Decreto nº 
5.622/05).
Poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades 
educacionais:
I- educação básica, nos termos do art. 30 deste decreto;
II- Educação De Jovens e Adultos, nos termos do art. 37 da 
Lei 9.394/96;
III- Educação Especial, respeitadas as especifi cidades legais 
existentes;
IV- Educação Profi ssional, abrangendo os seguintes cursos e 
programas:
a- técnico de nível médio;
b - tecnológicos, de nível superior;
c - educação superior;
d - de especialização;
e- mestrado;
f- doutorado (art. 2º do Decreto 5.622/05).
Outras informações podem ser encontradas no Decreto 
5.622/05.
5
10
15
20
25
56
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Diretrizes curriculares nacionais
O Ministério da Educação, na função de normatização 
das leis, é responsável pela defi nição das diretrizes educacionais 
curriculares que devem orientar os sistemas de ensino na 
elaboração de resoluções, pareceres, comunicados e instruções 
que regulamentarão seu funcionamento, no sentido de orientar 
a organização das propostas pedagógicas das instituições de 
ensino integrantes dos sistemas de ensino da educação básica 
e da educação superior. Têm a função de orientar os diferentes 
níveis e modalidades de ensino na organização, articulação, 
desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, 
o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a Educação de Jovens 
e Adultos, a Educação Especial, a Educação Profi ssional e a 
Educação Indígena constituem documentos que explicitam 
as doutrinas, princípios, fundamentos e procedimentos da 
educação básica.
O curso de Pedagogia está regulamentado pelos Pareceres 
CNE/CP nº 3 e 5 de 2006 e pela Resolução CNE/CP nº 1/2006 
de 15 de maio de 2006. É composto de quinze artigos que 
defi nem as Diretrizes Curriculares para o curso de graduação 
em Pedagogia na elaboração dos princípios, condições de ensino 
e aprendizagem, procedimentos a serem observados em seu 
planejamento e avaliação.
Explicita as áreas de atuação da formação inicial do 
pedagogo: exercício da docência na Educação Infantil e nas séries 
iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos do Ensino Médio, na 
modalidade Normal e em cursos de Educação Profi ssional na 
área de serviços e apoio escolar e em outras áreas em que estão 
previstos conhecimentos pedagógicos.
Defi ne o que se compreende por docência: como ação 
educativa e processo pedagógico metódico e intencional, 
5
10
15
20
25
30
57
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
construindo relações sociais, étnico-raciais e produtivas na 
articulação dos conhecimentos científi cos, valores éticos e 
estéticos inerentes a processos de aprendizagem, socialização 
e de construção de conhecimento, considerando a articulação 
entre as diferentes visões de mundo. Considera como atividade 
docente a participação na organização e gestão de sistemas e 
instituições de ensino, nas atividades de planejamento, execução, 
coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias 
do setor da educação e projetos e experiências educativas não-
escolares e na produção e difusão do conhecimento científi co-
tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e 
não-escolares.
Nos artigos da Resolução, encontramos as orientações 
relativas a princípios de atuação, estrutura do curso, matriz 
curricular e orientações na elaboração do projeto pedagógico 
das instituições com curso de Pedagogia.
Conclusivamente, restou claro que do empenho das 
autoridades constituídas e da intensa participação da iniciativa 
privada, na área do ensino, ocorrerá o almejado aprimoramento 
da educação nacional em todos seus níveis e modalidades, com 
refl exos na cidadania, no aprendizado e, até, em especial, no 
desenvolvimento do país.
Legislação e normas básicas
Site: portal.mec.gov.br – utilizar para consultar a legislação 
(a legislação está sempre atualizada).
Federal:
BRASIL. CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, da República 
Federativa do Brasil. D.O.U. Brasília, 5 de outubro de 1998.
BRASIL. Lei 9.394/96 de 20/12/96. Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Brasília, DF, 1996, com suas alterações.
5
10
15
20
25
30
58
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
BRASIL/ CNE. Plano Nacional de Educação - Lei 10.172 de 
09/01/2001.
BRASIL. Emenda Constitucional 53/ 2006.
BRASIL. Medida Provisória 339/ 2006 (FUNDEB).
Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de 
Pedagogia (15 de maio de 2006)
Parâmetros Curriculares Nacionais.
Pedagogia
Resolução CNE/CP 01/2006
Pareceres CNE/CP nº 3 e 5 de 2006
Ensino Fundamental
Resolução CNE/CEB nº 2/98
Parecer CNE/CEB nº 04/98 de 29/01/98.
Ensino Médio
Resolução CNE/CEB nº 3/98
Parecer CNE/CEB no. 15/98 de 01/06/98.
Educação Infantil
Resolução CNE/CEB 1/99
Formação de docentes em Educação Infantil
Resolução CNE/CEB nº 2/99
5
10
15
20
59
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Parecer CNE/CEB nº 1/99
Funcionamento de escolas indígenas
Resolução CNE/CEB nº 3/99
Parecer CNE/CEB nº 14/99
Educação de Jovens e Adultos
Resolução CNE/CEB nº 1/00
Parecer CNE/CEB nº11/00
Educação Especial na educação básica
Resolução CNE/CEB nº 2/01
Parecer CNE/CEB nº17/01
Educação Profi ssional Tecnológica
Lei 9.394/96
Educação para as relações étnico-raciais e para o ensino 
da história e cultura afro-brasileira e africana
Resolução CNE/CP nº 1/04.
Parecer CNE/CP nº 3/04.
5
10
15
60
Organização das Instituições Escolares
Di
ag
ra
m
aç
ão
: L
éo
 1
9/
12
/0
8 
-|
|-
 1
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 0
9/
01
/0
9 
-|
|-
 2
º R
ev
isã
o:
 A
na
 -
 C
or
re
çã
o:
 L
éo
 1
0/
01
/0
9 
 //
 3
ª r
ev
isã
o:
 A
na
 / 
co
rr
eç
ão
: M
ár
ci
o 
- 
10
/0
1/
09
Bibliografi a básica
ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Dicionário jurídico brasileiro. São 
Paulo: Jurídica Brasileira, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza 
Seabra. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. 
São Paulo: Cortez, 2007.
MENEZES, João Gualberto de Carvalho; MARTELLI, Anita Favaro. 
Estrutura e funcionamento da educação básica. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2004.

Mais conteúdos dessa disciplina