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1 UTFPR - PATO BRANCO GRADUAÇÃO - ENGENHARIA MECÂNICA ALANA TECCHIO GALON VITOR EBRAIN CENTRÓIDE OU CENTRO DE MASSA GEOMÉTRICO PATO BRANCO 2024 2 ALANA TECCHIO GALON VICTOR EBRAIM CENTRÓIDE OU CENTRO DE MASSA GEOMÉTRICO TRABALHO APRESENTADO COM O OBJETIVO DE APRENDIZAGEM E APROVAÇÃO NA MATÉRIA DE ESTÁTICA DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA Paulo Rogerio Novak PATO BRANCO 2024 3 4 SUMÁRIO RESUMO…………………………………………………………………………. 5 1 INTRODUÇÃO …………………………..…………………………………… 6 2 CORPOS SIMPLES ……………………………………………………………. 7 2.1 Cálculo dos centróides ………………………………………………..... 8 2.2 Simetria dos elementos …………………………………………………. 9 2.3 Procedimentos para a escolha do elemento de integração …………… 10 3 CORPOS COMPOSTOS ………………………………………………………. 10 3.1 Teorema de Pappus …………………………………………………… 12 4 CONCLUSÃO………………………………………………………………….. 13 5 REFERÊNCIAS ………………………………………………………………… 14 5 RESUMO O centro de gravidade é um ponto central onde se concentra o peso de um sistema de pontos materiais, podendo ser calculado geometricamente para substituir o peso total do sistema para que seja igual ao peso total a todos os demais pontos materiais. Com o objetivo de determinar o centróide de uma área delimitada por uma função, é necessário avaliar o uso de integral para o cálculo de sua área, a ordem do elemento de integração, a continuidade de sua função, a escolha das coordenadas e encontrar a coordenada do centróide como em figuras envolvendo áreas compostas, é preciso também apresentar a equação e as variáveis necessárias para determinar o centróide. Por resultado então pode-se calcular onde estaria seu centro de gravidade que nos possibilita inúmeras conclusões sobre a estrutura, tendo como um exemplo permitir determinar seu movimento para as forças que agem sobre ela ou em uma ideia mais abrangente calcular como seu equilíbrio seria afetado por forças adversas nos ajudando a entender esse sistema. 6 INTRODUÇÃO O centro de gravidade é o ponto central onde se pode presumir que se localiza o peso resultante de um sistema de diversos outros pontos materiais, como estamos no planeta Terra e estamos sob ação de uma força gravitacional temos que cada ponto possui um peso específico. Como exemplificado abaixo: (1.01) Fonte: Meriam (2009) Os pesos desses pontos materiais são compreendidos como um sistema de forças paralelas que podem ser substituídos por um único ponto geometricamente calculado para que o peso resultante seja igual ao peso total a todos os demais pontos materiais. Para encontrar as coordenadas ( x, y, z ) para o ponto devemos utilizar o seguinte princípio: Wr = ∑ dW O somatório dos momentos dos pesos em relação aos eixos, é então igual ao momento do peso resultante das forças gravitacionais no eixo desejado. 7 Deste modo para determinar as coordenadas no eixo x do ponto, somamos os momentos em relação ao eixo y: xWr = x1W1 + x2W2 + … + xnWn De mesmo modo para para y: yWr = y1W1 + y2W2 + … + ynWn Já no ponto z os pesos não possuem nenhum momento, então obtemos suas coordenadas a partir de pontos fixos em relação ao eixos x, tais quais sofrem de uma rotação de 90° em torno de seu próprio eixo. Realizando este somatório: zWr = z1W1 + z2W2 + … + znWn 2 CORPOS SIMPLES Integração no cálculo de centro de massa - Um corpo rígido é formado por um número infinito de partículas, que possuem um peso infinitesimal que para ser calculado necessita utilizar da operação de integração no cálculo em função de seu volume, onde considerando suas localizações nos eixos ( x, y e z), com um peso dW será então associado a dV, onde existirá um γ que representará o peso específico do corpo. Portanto dW = γdV. (2.01) Fonte: Merriam (2009) 8 2.1 CÁLCULO DOS CENTRÓIDES Um centróide pode ser calculado de três formas diferentes: 1. Linhas - Para uma barra esguia ou um fio de determinado comprimento L onde o corpo se aproxima de um segmento de linha, já que sua área de seção transversal e sua massa específica são constantes ao longo da barra, portanto as coordenadas do centro de massa serão as mesmas do centróide C do segmento de linha, sendo escritas de forma: (2.11) Fonte: Meriam (2009) 2. Áreas - Quando um corpo possui uma determinada massa específica e uma espessura pequena porém constante e uniforme, podemos determinar uma área de sua superfície. Novamente estes dados são tratados como constantes podendo determinar a localização do centro de massa como equivalente a do centróide C da superfície. Suas equações podem ser determinadas de forma: (2.12) Fonte: Meriam (2009) 3. Volume - Para um corpo qualquer de massa específica e volume V, possui uma massa determinada a partir de dm = p dV. A massa especifica s e cancela se for 9 equivalente(constante) em todo o corpo portanto as coordenadas do centro de massa continuam sendo as mesmas do centróide, sendo sua fórmula descrita como: (2.13) Fonte: Meriam (2009) 2.2 SIMETRIA DOS ELEMENTOS Os centróides de algumas formas podem ser simétricos em determinados planos, podendo assim ser expressos de forma total ou parcial por meio desta condição. Desta forma teremos o centróide sobre tal eixo. (2.21) Fonte: Meriam (2009) 10 2.3 PROCEDIMENTOS PARA A ESCOLHA DO ELEMENTO DE INTEGRAÇÃO 1. Ordem do elemento - É recomendada a escolha sempre para que a integração se torne mais simples possível, ou seja, um elemento de primeira ordem terá apenas uma integração necessária para se calcular a área. 2. Continuidade - Pode-se escolher preferencialmente um elemento que percorra a maior parte da figura, cuja função integrada seja contínua. 3. Eliminar termos de ordem superior - Estes termos são facilmente descartados por termos de ordem inferior ( definição de integral). 4. Escolha dos melhores sistemas de coordenadas - Como uma ideia direta sempre se torna mais viável a escolha das coordenadas mais simples para o desenvolvimento de uma integral. Como exemplo o uso de coordenadas polares para integrar uma região circular. 5. Coordenadas do centróide - É essencial que seja usada as coordenadas do centróide do elemento para que o braço de alavanca para quando se calcula o momento para este elemento. 3 CORPOS COMPOSTOS Há situações em que é mais simples repartir uma figura, onde seus centros de massa são mais facilmente localizáveis. Usamos para estes casos o princípio de momentos onde tratamos cada parte dividida como um elemento finito no espaço. Tal princípio se dá por: (m1 + m2 + m3 +...+ mn)X = m1x1 + m2x2 + m3x3 +... + mnxn 11 onde (x1, x2, x3, …, xn) são as coordenadas de seus respectivos centros de massa e X a coordenada do respectivo centro de massa do elemento. De forma para qualquer corpo com N partes: (3.01) Fonte: Meriam (2009) Isto também é válido para o cálculo das linhas, áreas e volume onde “m” das funções acima são substituídos respectivamente por L, A e V… Em figuras reais é capaz de existirem espaços vazios, furos ou deformidades que também são avaliadas na hora do cálculo onde por vez é calculada como área de massa negativa. Para aproximarmos a área do possível para ser calculado seguimos os seguintes métodos de aproximação. A área a ser calculada deve ser dividida em faixas e as faixas devem ser multiplicadas por as respectivas coordenadas (x, y) do seu centróide para obter seus momentos em relação a ele, o somatório desses momentos nos revelará o ponto do centróide: (3.02) Fonte: Meriam (2009) No caso de um volume podemos utilizar da mesma ideia, porém, reduzindo a ideia de volume 12 para apenas a de uma área. Imaginando essa faixa como uma área que vale AΔx, que é igual ao valor referente a ΔV, sendo esta área a representação do volume do corpo e a coordenada x do centróide da área sob a curva: x̅= ((∑(A-Δx))/(∑ A Δx)) 3.1 TEOREMA DE PAPPUS Existe um método que simplifica o cálculo para áreas de revoluções de curvas em relação a um eixo que não interrompe o plano em que está a curva, onde seu segmento de linha com tamanho L que integradogera a área da figura: A = 2π x dL ou A = 2π y dL tal que a area é igual a A = 2πL(x̅) ou A = 2πL(ȳ)∫ ∫ No caso de um volume gerado teremos algo muito similar onde o volume será: V= 2π y dA ou V= 2π x dA onde o volume é determinado por V= 2πA(x̅) ou V =∫ ∫ 2πA(ȳ). Caso haja uma linha que possua grau menor a 2π podemos substituir na equação 2π pelo grau proposto. 13 4 CONCLUSÃO O centro de gravidade é um ponto geométrico central onde pode ser calculado para substituir o peso total do sistema para que seja igual ao peso total a todos os demais pontos materiais, dado a análise feita vemos que pode ser calculado a partir de integrações referentes a sua forma ( linear, área ou volumétrica ) o que nos permite com maior facilidade calcular esse ponto. 14 5 REFERÊNCIAS MERIAM, J.L e KRAIGE, L.G. ... Mecânica para Engenharia: Estática. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. 173-201 p. v. 1. HIBBELER, R.C.. Mecânica para Engenharia: Estática. 10. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005. 371-407 p. v. 1. ABNT NBR 6023, Informação e documentação - Referências - Elaboração.