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[NOME DA EMPRESA] [Endereço da empresa] 1 Passo a passo para começar a lucrar com financiamento imobiliário: 1- Financiamento Imobiliário ............................................ 03 2- Principais linhas de crédito ............................................ 06 3- 1º passo para o seu financiamento ................................ 09 4- 2º e 3º passo para o seu financiamento ......................... 17 5- 4º Passo para o seu financiamento ................................ 18 6- Contrato assinado, qual o próximo passo? ..................... 19 7- Prazo de Construção ...................................................... 22 8- Engenharias ................................................................... 23 9- Como preencher Planilha PCI ......................................... 25 10- Como preencher Planilha PCL ....................................... 34 11- Averbação do Imóvel ................................................... 43 12- Dica para conseguir clientes ......................................... 46 13- Dúvidas frequentes ...................................................... 48 14- Bônus ........................................................................... 51 2 O mercado das obras financiadas é lucrativo? Com certeza, muitos Engenheiros e Arquitetos vem perdendo dinheiro no mercado de obras financiadas, por não saberem o passo a passo de como executar esse processo ou até mesmo como capturar clientes em potencial para esse mercado. Esse mercado é um dos mais promissores na construção civil e um dos que mais geram oportunidades, além de ser pouco explorado por engenheiros e arquitetos. No ano de 2022 a Caixa Econômica Federal financiou em média 3.000 imóveis por dia, gerando uma receita anual de aproximadamente 130 bilhões de reais em imóveis financiados. Veja quantas oportunidades e quanto dinheiro você está perdendo, por não saber trabalhar com financiamentos imobiliários. 3 Você sabe o que é um financiamento imobiliário? É um empréstimo a longo prazo concedido pelas instituições financeiras para a compra de um imóvel, que fica como garantia até o comprador quitar a dívida. O prazo de pagamento varia entre os bancos, que pode chegar a 420 meses (35 anos), dependendo da linha de crédito e idade do comprador. Após o registro do contrato de financiamento no cartório, o valor é liberado e o banco paga o valor contratado ao proprietário do imóvel. Por sua vez, o comprador paga para o banco as prestações, até quitar a dívida. Caso haja inadimplência, a Instituição Financeira pode retomar o imóvel, levando-o a leilão. Com o pagamento do valor contratado ao vendedor o imóvel já fica vinculado ao titular do financiamento. Em outras palavras, ele é reconhecido legalmente como o dono do imóvel, podendo usufruir do bem, mas na matrícula do imóvel constará que o imóvel está alienado à Instituição Financeira, e a alienação só será retirada no término do financiamento ou com a quitação antecipada. Caso coloque o imóvel à venda com parcelas a quitar e encontre um comprador, a instituição financeira descontará o montante devido e repassará ao proprietário o restante do valor da venda. Veja uma situação possível: o dono de um apartamento o vende por 160 mil reais, mas ainda deve 30 mil reais do imóvel à instituição que 4 realizou o financiamento. Sendo assim, será repassado a ele o valor de 130 mil reais, após o desconto para quitação do que devia. O financiamento é muito usado por aqueles que não têm o dinheiro para pagar o imóvel à vista — ou até têm, mas optam por esse tipo de pagamento por questões estratégicas de investimento. Por exemplo, financiam o imóvel e o alugam por um preço acima da prestação. Com o valor recebido como aluguel, pagam as parcelas e ficam com o restante como lucro. Independente do motivo que leva as pessoas a aderirem ao financiamento imobiliário, um dos objetivos é o de conquistar a casa própria e, assim, aumentar seu patrimônio. 5 O que é e qual a diferença entre SFH e SFI? Sistema Financeiro de Habitação (SFH) O SFH é a modalidade mais usada no Brasil, nela é possível utilizar o FGTS para facilitar a liberação de crédito nos bancos. Mas algumas regras devem ser seguidas, por exemplo: • No SFH até 80% do valor do imóvel pode ser financiado, mas para usar o FGTS é preciso dispor de 10% do seu valor; • A parcela do financiamento pode comprometer até 30% da renda mensal familiar; • Nessa modalidade o imóvel serve como a garantia do financiamento. Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) O Sistema Financeiro Imobiliário não é muito comum no país e acaba sendo mais utilizado pelas pessoas que não se enquadram nos critérios estabelecidos pelo SFH. Isso acontece porque o SFI é livre de regras e permite que as instituições financeiras definam por conta própria todas as condições, incluindo o valor da taxa de juros aplicada. Nele não é possível utilizar o FGTS como forma de pagamento e os juros acompanham as subidas e descidas da taxa Selic. https://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/fgts/Paginas/default.aspx 6 Conheça as principais linhas de crédito da Caixa Econômica Federal SBPE: Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. SBPE é uma linha de financiamento destinada a pessoas que desejam comprar imóveis. Sejam eles casas, terrenos, apartamentos em ambiente urbano. Para utilização do crédito para fins de construção, esta linha permite solicitar um adiantamento de 20% sobre o valor financiado para recebimento após a assinatura do contrato na Caixa e devolução da matrícula (em casos de compra de terreno). Porém existe uma regra: só pode solicitar o adiantamento se o cliente não utilizar o saldo de FGTS junto ao financiamento. Além disso, pode ser solicitado 5% de adiantamento para pagar os custos da documentação (ITBI/Cartório). Lembrando que a solicitação dos adiantamentos deve ser feita junto ao correspondente CAIXA AQUI no processo da solicitação do crédito imobiliário. Importante frisar que essa linha de crédito não restringe o seu uso apenas à imóveis residenciais, é possível solicitá-la também ao financiar empreendimentos com fins comerciais. 7 Linha FGTS Pró- Cotista É o programa especial de crédito habitacional ao cotista de FGTS. A modalidade destina-se à concessão de operações de crédito exclusivamente a trabalhadores titulares de conta vinculada do FGTS, dentro das condições do Sistema Financeiro de habitação (SFH). • O comprador deve ter conta ativa no FGTS, com no mínimo 36 contribuições (consecutivas ou não) e possuir contrato ativo de trabalho; • Caso não esteja empregado com recolhimento do FGTS, é necessário ter saldo no fundo de garantia superior ou igual a 10% do valor do imóvel; • Não pode ter outro imóvel no local de trabalho ou de residência e nem financiamento ativo no SFH em âmbito nacional. Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) O MCMV é um programa criado pelo Governo Federal em 2009 para ajudar famílias a alcançarem o sonho da casa própria, facilitando o financiamento dos imóveis. Esse trabalho é feito em parceria com governos municipais, estaduais e empresas como a gente. O programa só permite a participação de pessoas com renda de até R$ 8.000,00. Ele divide as rendas participantes em 03 diferentes faixas, para que cada uma tenha sua própria taxa de juros e valores diferentes de subsídios: • Faixa 01: Famílias com renda de até R$ 2.640,00 - Valor máximo do imóvel entre R$190.000,00 à R$264.000,00 (De 8 acordo com a localização do imóvel), com subsídio de até R$55.000,00. • Faixa 02: Famílias com renda de até R$ 2.640,01 a R$4.400,00 - Valor máximo do imóvel entre R$190.000,00 à R$264.000,00 (De acordo com alocalização do imóvel), com subsídio de até R$55.000,00. • Faixa 03: Famílias com renda de até R$ 4.400,01 a R$8.000,00 – Valor máximo do imóvel até R$350.000,00 (Válido para todas as regiões do país). O que é a Taxa Referencial – TR A TR foi criada, na década de 1990, para ser uma taxa de juros de referência. A intenção era que ela servisse de parâmetro para os juros praticados no Brasil naquela época, marcada pelo descontrole inflacionário que precedeu o Plano Real (e depois, a estabilização econômica). Era um papel semelhante ao que a taxa Selic exerce atualmente. Atualmente, ela serve como um indicador para a atualização monetária de algumas aplicações financeiras e operações de crédito. Significa que ela é utilizada para corrigir os valores ao longo do tempo – assim como, em alguns casos, se toma como parâmetro um índice de inflação, por exemplo. https://www.infomoney.com.br/guias/taxa-de-juros/ https://www.infomoney.com.br/guias/taxa-selic/ https://www.infomoney.com.br/guias/ipca/ 9 SIMULADOR HABITACIONAL CAIXA 1º Passo para o seu financiamento Acesse o site: https://www.caixa.gov.br/voce/habitacao e clique em “Faça uma simulação”. Você será direcionado para o simulador onde poderá fazer a simulação do seu financiamento, sabendo mais detalhes sobre os prazos, taxa de juros e valor da parcela. https://www.caixa.gov.br/voce/habitacao 10 a) Pessoa Física ou Jurídica Aqui você deverá informar se o financiamento é para uma empresa (pessoa jurídica) ou para pessoas físicas. b) Tipo de financiamento Você deverá escolher se o financiamento é para um imóvel é comercial, residencial ou rural. 11 c) Categoria do financiamento Na categoria você deverá informar se é um imóvel novo ou usado, se é um terreno, construção, empréstimo garantido por imóvel, imóveis CAIXA ou reforma/ampliação. d) Valor do Imóvel Você deverá informar o valor do imóvel e não o valor do financiamento. * Atenção: a CAIXA financia apenas 80% do valor do imóvel. e) Cidade e estado onde está o imóvel que será financiado Informe a localização do imóvel, com estado e cidade. f) Assinale apenas se os compradores possuem imóvel (Casa, Sobrado, Apto, Terreno) na cidade ou na microrregião onde será financiado o imóvel. g) Assinale apenas se o imóvel é financiado em outra Instituição Financeira para posterior migração do saldo devedor. 12 h) Dados pessoais Informe o número do seu CPF, depois, informe o número do seu celular. A renda bruta familiar mensal deverá ser a soma de salários e rendas de todos os compradores envolvidos no financiamento. A data de nascimento deverá ser preenchida com os dados do participante de maior idade. i) Assinale as opções se autoriza a CAIXA enviar notificações. 13 j) Opção por FGTS Se você tem mais de três anos de FGTS, mesmo que não seja em períodos consecutivos, poderá marcar esta opção. Isto permitirá usar o saldo disponível do FGTS para abater o valor das prestações. k) Mais de um comprador ou dependente? Informar se possui mais de um comprador na proposta e/ou possui dependente. Escolha o tipo de financiamento que deseja para o imóvel: 14 E você terá o resultado da simulação, como mostrado na tela seguinte: Em alguns casos ele mostrará três opções de parcelas para o financiamento do imóvel. Considere a última, já que ela é mais baixa, porém, para usar esta última tabela você deverá colocar as 15 prestações em débito automático e adquirir um pacote de produtos da Caixa, como cartão de crédito, cheque especial etc. Toque no botão ALTERAR para mudar algumas opções, como o valor da entrada e o tipo de parcela, se deseja que sejam decrescentes ou fixas; 16 Principais diferenças nas modalidades de amortização: Tabela PRICE Na Tabela Price, o valor da prestação é mais baixo no começo do contrato se comparado ao da SAC. O saldo devedor vai caindo lentamente, porque a prestação é constante do começo ao término do contrato. Como o saldo cai mais lentamente, os juros a serem pagos também demoram mais para diminuir. Tabela SAC Já no sistema SAC, o valor da prestação é mais elevado no início, com a capacidade de amortizar uma parcela maior do saldo devedor a cada mês. Dessa forma, fica mais visível a queda da dívida Como os juros são aplicados sobre um saldo devedor cada vez mais baixo, está aí a razão pela qual o total da dívida a ser paga é menor pelo SAC. Ao longo do contrato, as prestações vão diminuindo. O efeito de amortização da dívida, no entanto, é constante. 17 2º Passo para o seu financiamento Nesta etapa, é hora de encontrar um correspondente CAIXA AQUI, levar os documentos listados abaixo e solicitar a análise de crédito. a) Documentação básica para solicitação de Crédito Imobiliário Comprador(es) – PF (Pessoa Física) Documento oficial de identificação, comprovante de renda atualizado, emitido no máximo há 2 meses. USO DO FGTS Última declaração do Imposto de Renda e recibo de entrega à Receita Federal, Carteira de Trabalho ou Extrato de FGTS. IMÓVEL Certidão Atualizada de Inteiro teor da Matrícula. 3º Passo para o seu financiamento (Análise de Engenharia) Depois de analisar os documentos e aprovar seu crédito, a CAIXA vai solicitar uma visita de engenharia no imóvel, para avaliar o valor de venda e as condições de uso. 18 4º Passo para o seu financiamento (Assinatura do Contrato) Após a avaliação da engenharia, ocorre a assinatura do contrato na agência, mediante pagamento das tarifas de avaliação do imóvel, seguros e encargos de acordo com a modalidade e programa de contratação nos valores máximos abaixo: Financiamento ou Empréstimo garantido por imóvel com Recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo – SBPE: • R$ 954,13 – Aquisição de Imóvel Residencial ou Crédito Real Fácil CAIXA, garantia imóvel residencial; • R$ 1.816,62 – Construção em Terreno Próprio ou Reforma e/ou Ampliação; • R$ 2.039,86 – Aquisição de Terreno e Construção; • R$ 3.100,00 – Aquisição de Imóvel Comercial ou Crédito Real Fácil CAIXA garantia imóvel comercial. Financiamento com Recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS: • 1,5% (um e meio porcento) sobre o valor do financiamento – Aquisição, Construção, Reforma/Melhoria ou Ampliação/Conclusão de imóvel residencial urbano nos programas Casa Verde e Amarela ou Pró-Cotista. • e Construção ou Reforma/Melhoria a cobrança ocorre na liberação das parcelas. 19 Utilização da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – CV FGTS, sem financiamento associado: • R$ 1.600,00 – para aquisição ou construção de imóvel residencial urbano: ▪ isento de pagamento de IPTU e valor da compra e venda máximo de R$ 264.000,00; ▪ valor venal aferido para fins de cálculo do IPTU ou o valor da compra e venda do imóvel, o que for maior, até o valor máximo de R$ 264.000,00. • R$ 3.200,00 – para imóveis com valor superior a R$ 264.000,00 ou nos casos em que não houver comprovação do valor venal do imóvel atribuído pela municipalidade. CONTRATO ASSINADO, e agora o que fazer? Contrato de Aquisição de Terreno + Construção: Nesta modalidade, antes da assinatura do contrato é solicitado uma visita do engenheiro para avaliação do terreno. Lembrando que será liberado apenas 80% do valor avaliado, ou seja, o cliente precisa ter a diferença com recursos próprios. Depois da avaliação será emitido o contrato e coletado as assinaturas, após a assinatura é necessário registrar este contrato no Cartório Registro de Imóveis e posterior liberação do valor da compra do terreno.Para isso, será necessário cumprir as seguintes etapas: 20 1. Prefeitura (Setor de Tributação): Levar uma via do contrato para solicitar o recolhimento do ITBI (Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos) que equivale de 2% a 3% do valor do imóvel e deverá ser pago para apresentação no cartório de registro. Lembrando que esta porcentagem tem variação de região para região. 2. Cartório Registro de Imóveis: Para o registro do contrato é necessário ter em mãos as 03 vias do contrato, guia do ITBI devidamente paga, documentos pessoais dos compradores (RG, CPF, certidão de nascimento, casamento ou divórcio). Se o terreno for a primeira aquisição dos compradores (ou seja, não utilizaram financiamentos SFH/SFI anteriores para compra de imóveis) tem direito a um desconto na hora do registro, para isso será necessário apresentar a Certidão Negativa de Propriedade (emitida nos demais cartório de registro da sua cidade, caso tiver mais que um). Ao protocolar será cobrado uma taxa de aproximadamente R$730,00 (valor pode variar conforme sua região). 3. Após estar com o contrato devidamente registrado é hora de entregar 01 via para a Caixa Econômica para a liberação dos recursos: Valor do terreno (será depositado diretamente na conta do vendedor), adiantamento dos 5% ou 20% (se solicitado) que será depositado diretamente na conta do comprador. 21 Contrato de Construção: Nesta modalidade de financiamento, após assinatura do contrato na CAIXA é necessário levar as 03 vias diretamente no Cartório de Registro de imóveis juntos com os documentos pessoais (RG, CPF, certidão de nascimento, casamento ou divórcio) e protocolar a construção. Será cobrado uma taxa de aproximadamente R$730,00 (valor pode sofrer alterações conforme sua região, assim como o cartório poderá solicitar outros documentos). O que o cliente paga enquanto a obra está sendo construída? Durante a fase de obra, cabe ao cliente o pagamento de juros de obra, atualização monetária, prêmios de seguro e taxa de administração, quando houver. Além da parcela, também será cobrado o valor de R$400,00 para cada visita do Engenheiro na obra. O pagamento da amortização do financiamento se inicia após formalização da conclusão da obra e averbação na matrícula. 22 Prazo de Construção Para os contratos firmados no âmbito do SBPE, os prazos de construção podem variar de acordo com a opção pela antecipação de recursos ou não: • De 02 até 24 meses, contados a partir da data de assinatura do contrato, podendo excepcionalmente ser prorrogado até o prazo limite de 30 meses; • Caso o cliente opte pela antecipação de financiamento, o prazo é de 03 até 24 meses, contados a partir da data de assinatura do contrato, podendo excepcionalmente ser prorrogado até o prazo limite de 30 meses. Para os contratos firmados no âmbito do FGTS, os prazos de construção permitidos são: • de 02 até 24 meses, contados da data da assinatura do contrato, podendo excepcionalmente ser prorrogado até o prazo limite de 36 meses, mediante reformulação do cronograma de obra e justificativa do atraso; 23 Como funciona as engenharias da CAIXA Com as novas atualizações a Caixa Econômica Federal migrou da antiga planilha PFUI para a nova planilha PCI e com isso tivemos também algumas mudanças nas visitas dos engenheiros credenciados caixa em nossas obras. Hoje os engenheiros fazem apenas duas visitas na obra durante todo o processo de financiamento, sendo a primeira visita quando a obra atinge 30% e a segunda, quando a obra atinge 85% da sua evolução. As demais liberações de crédito acontecem por meio do envio da planilha PLS, que tem como responsável pelo seu preenchimento e envio o engenheiro responsável pela execução da obra. Lembramos também que a última parcela de 5% do valor da obra, fica retida até a entrega da matrícula atualizada junto da averbação da obra. Análise da engenharia – Documentos Nessa etapa, os projetos deverão ser enviados para a instituição financeira com os documentos do imóvel e com a planilha PCI. Documentos necessários para engenharia do imóvel e liberação de financiamento: • Matrícula atualizada do imóvel. • Projetos Arquitetônicos da Obra. 24 • CNO (Cadastro Nacional de Obra) pode ser feito pelo e-Social ou na contabilidade do seu cliente. • Alvará da Obra: licença para construção • ART ou RRT: ART de projetos e execução são obrigatórias, mas dependendo do projeto pode ser cobrado também. • ART de movimentação de terra ART de contenção de terra • ART de muro de contenção • ART de impermeabilização • Documentos dos responsáveis técnicos pela obra: Engenheiro e Arquiteto • Planilha PCI (fornecida pela Caixa): Preenchida conforme as informações da obra. 25 Como preencher a PCI – Proposta de Construção Individual Na PCI, o Proponente e o Responsável Técnico pela execução da obra apresentam para a CAIXA as informações do projeto, o orçamento previsto e o planejamento para execução da obra. A Proposta de Construção Individual (PCI) ou a Proposta de Reforma e Melhoria (PRM) deve ser apresentada preenchida e assinada, em formato PDF. Todos os campos em azul nos formulários precisam ser preenchidos pelo Responsável Técnico. Identificação Na parte inicial dos formulários, são preenchidos os dados de identificação do Proponente, do Responsável Técnico pelo Projeto, do Responsável Técnico pela Execução da Obra e dados de identificação do Imóvel. Documentação para Análise 26 Na sequência do preenchimento do formulário, devem ser indicados os documentos disponibilizados pelo Proponente para a análise de engenharia. Informações sobre o Projeto Nesta parte do formulário, são preenchidas informações sobre o Projeto como Áreas, Sistema Construtivo, Valor Proposto para o Terreno, Custo e Referências Adotadas. Área Coberta Padrão: Área construída da edificação principal, descontadas as áreas de padrão diferente, projeções de beirais e garagens. Área Acessória Coberta: Áreas de garagem + Áreas cobertas contidas no terreno, desvinculadas da edificação principal. Área Construída Total: Área Coberta Padrão + Área Acessória Coberta. Deverá ser igual a área total de construção conforme Projeto de Arquitetura. Área Permeável: Área do terreno não impermeabilizada e sem construção. 27 Área do Terreno: Informar a área do terreno conforme indicado na Certidão de Matrícula. Valor do Terreno: Informar o valor de compra e venda do terreno para Aquisição de Terreno e Construção. (obs.: em todos os outros tipos de propostas esta informação é dispensada). No campo Sistema Construtivo escolher na lista o sistema adotado no projeto. Quando for escolhida a opção “Outros”, informar no campo “Sistema Construtivo Outros (Especificar)”, qual o tipo de sistema construtivo pretendido e se ele é Inovador ou Convencional. Sistemas construtivos convencionais são aqueles executados por processos tradicionais no país e que utilizam componentes que possuem norma brasileira elaborada pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, identificados no formulário com o termo “Conv”. 28 Memorial Descritivo: No item Memorial Descritivo, selecionar a solução construtiva especificada no Projeto para cada serviço e para cada cômodo/ambiente da unidade. Nos campos que descrevem a unidade, informar quantidade e características de cada cômodos ou ambiente do imóvel (exemplo: sala, cozinha, dois dormitórios, área de serviço, banheiro social e varanda). Na especificação dos serviços, quando escolhida a opção “Outros”, deverá ser detalhada a solução adotada no quadro à direita“Outros (Especificar)”. Quando houver especificações diferentes para um mesmo serviço (exemplo: pisos laminados e cerâmicas) ou de características do imóvel não descritas nos campos do formulário, também é possível esclarecer a especificação no mesmo campo “Outros (Especificar)”. Orçamento de Obra O orçamento proposto deve ser suficiente para a conclusão da obra e para a plena funcionalidade do imóvel ao seu final. 29 O orçamento não deve fazer distinção entre os recursos financiados e os recursos do Proponente, pois as liberações atenderão a proporcionalidade de recursos contratada. Todos os serviços necessários para um imóvel funcional e previstos no projeto devem ser incluídos no orçamento, não esquecendo eventuais serviços que garantam as condições de acesso ao imóvel, escadas, patamares, rampas, guarda-corpos, corrimãos e muros de contenção, entre outras. Na PCI – Proposta de Construção Individual, ao lado da planilha de custos, são sugeridos percentuais de incidência para cada macro item como referência em obras habitacionais. Caso o orçamento tenha incidências diferentes das faixas sugeridas, ainda poderá ser acatado pela CAIXA desde que seja apresentada justificativa técnica. As justificativas para incidências diferentes das faixas sugeridas são informadas no quadro “Justificativa para itens fora das incidências no orçamento acima”. 30 Pode ser aceita a adoção de taxa de Bonificação e Despesas Indiretas (BDI) de até 18,00% para obras executadas por construtoras e de até 6% para obras executadas por profissional autônomo. Tal percentual deverá ser definido pelo Responsável Técnico pela execução da obra, considerando as particularidades do projeto. Quando os custos com esquadrias já incluírem os vidros, o valor e as incidências do macro item “Vidros e Plásticos” poderão ser iguais a zero. O valor e as incidências do macro item “Coberturas e telhas” poderão ser iguais a zero quando se tratar de laje impermeabilizada sem cobertura de telhas. O valor e as incidências do item “Forro” poderão ser iguais a zero quando a solução adotada tiver apenas laje, ou seja, laje sem aplicação de forro. Os serviços considerados no Item “Outros serviços” (linha 20), devem ser descritos no quadro “Serviços Adicionais”. Os custos com serviços adicionais, normalmente são aqueles não contemplados 31 nos custos de referência, à exemplo de fundações especiais, aterros, contenções, piscinas, equipamentos especiais etc. Após concluir o preenchimento do orçamento, os valores dos campos relacionados ao item “Resumo de custos” são preenchidos automaticamente. Poligonal Do Terreno: Essa imagem não dispensa a comprovação da localização do imóvel por meio de documento público que tenha essa finalidade. Cronograma de Obra: O cronograma da obra deve representar cuidadosamente a proposta de evolução da obra, observando o prazo limite de até 24 meses e um percentual mínimo de 5% na última etapa. 32 O cronograma da Proposta, tanto seu prazo quanto sua distribuição, deve ser realista. É importante considerar a possibilidade de eventualidades e imprevistos durante a execução da obra que podem postergar sua conclusão (exemplos: atrasos na entrega de materiais, condições adversas no clima etc.). Se a obra já foi iniciada, informar o percentual de obra já executado na primeira linha do cronograma (Etapa PréExc.). Esses serviços pré- executados devem ser descritos no campo “Descrição das obras já executadas” localizado abaixo da imagem da poligonal do terreno. 33 Assinaturas Nos campos destinados às assinaturas, inserir o local e data da apresentação da proposta com as assinaturas do Proponente e do Responsável Técnico pela obra. A assinatura poderá ser: Digital – com Certificação Digital tipo ICP-Brasil, ou realizada na Plataforma gov.br com nível mínimo de “assinatura avançada”; Manual – imprimir em papel, assinar e digitalizar/escanear. 34 Como preencher a PLS – Planilha de Levantamento de Serviços As solicitações de liberação de recursos referentes as parcelas de etapa de obra devem ser feitas por meio da apresentação da PLS – Planilha de Levantamento de Serviços (aba disponível no mesmo arquivo da PCI), em formato PDF. Na PLS, o Proponente e seu Responsável Técnico informam para a CAIXA quais serviços foram executados na etapa, para fins de demonstração da aplicação dos recursos e cumprimento do cronograma e especificações contratadas. Todos os serviços informados como executados na PLS devem ser devidamente evidenciados no relatório fotográfico que a compõe. Todos os campos em azul no formulário devem ser preenchidos pelo Responsável Técnico pela execução da obra e, ao término do preenchimento, o documento deve ser obrigatoriamente assinado pelo Proponente e pelo Responsável Técnico pela Execução da Obra. 35 Os campos de identificação são preenchidos automaticamente a partir dos dados incluídos na proposta. No campo “Contrato/Início” deve ser informada a data de assinatura do contrato. No campo “Término Previsto” deve ser incluído o prazo previsto para conclusão da obra informado na proposta. No campo “Data da vistoria”, deve ser informada a data de realização da vistoria realizada pelo Responsável Técnico pela Execução da Obra para medir e registrar na PLS a sua evolução. Na informação do percentual de evolução, devem ser considerados somente serviços concluídos e materiais aplicados instalados. As perguntas que seguem abaixo do campo “Data da vistoria” devem ser respondidas de forma que reflitam fielmente a real situação da obra. 36 O formulário indicará no campo “Etapa prevista no cronograma físico-financeiro:” a etapa prevista para o período conforme cronograma aprovado e no campo “Situação da obra” qual a classificação da obra em relação a sua evolução (Atrasada, Normal, Adiantada). Cada campo da coluna “Execução do Item (%)” deve ser preenchido informando uma das opções disponíveis no campo, conforme evolução da execução do serviço. No campo “Observações” podem ser incluídas informações que o Cliente ou RT da obra considere relevante para complementar ou explicar alguma condição da obra ou projeto que não possa ter sido completamente esclarecida ou evidenciada nos campos da PLS ou pelo relatório fotográfico. O campo “Mensurado acumulado no mês anterior (%)” deve ser preenchido com o percentual acumulado de evolução informado na PLS da etapa anterior e caso seja a primeira etapa deve ser inserido o percentual 0%. Os campos “Etapa concluída”, “Mensurado Acumulado Atual (%)” e “Variação do Período (%) são calculados automaticamente pela planilha a partir das informações inseridas nos demais campos. 37 Na primeira linha da coluna “Executado mês” deve ser inserido o percentual de obras executadas quando a proposta foi contratada, 0% ou o percentual informado na proposta. As informações nas demais linhas devem ser inseridas nas etapas correspondentes. Os campos da coluna “Previsto acumulado” são preenchidos automaticamente a partir dos dados da proposta. Os campos das colunas “Acumulado” e “Mês executado” são calculados automaticamente. Relatório Fotográfico O Relatório fotográfico da PLS deverá conter no mínimo 12 (doze) fotografias que bem evidenciem os serviços realizados na etapa e ao menos uma delas deve contemplar o logradouro e o terreno. As fotografias devem ser coloridas, georreferenciadas e não devem aparecer pessoas, ainda que de forma parcial, como forma de resguardar o direito de uso de imagens. Devem ser apresentadas obrigatoriamente: • Uma foto da fachada frontal; • Uma de cada fachada lateral (quando possível); 38• Uma foto dos fundos; • Uma de cada cômodo, a partir da porta, mostrando piso e paredes, conforme esquema gráfico a seguir. • Ao menos uma das fotos deve permitir identificar a afixação do adesivo/placa de obra modelo CAIXA. Para a fase de serviços preliminares e fundações, necessita-se apenas de uma ou duas fotos, desde que se visualize a execução completa da fundação e movimentação de terra (nivelamento etc.). 39 Para acrescentar as fotos ao Relatório Fotográfico deve-se clicar na seta azul apontada para baixo e escolher o devido arquivo. Para eliminar a foto inserida, basta clicar no “X” dentro do campo. Declarações e assinaturas Nos campos destinados às assinaturas, inserir o local e data da apresentação da PLS com as assinaturas do Proponente e do Responsável Técnico pela execução da obra. A assinatura poderá ser: Digital – com Certificação Digital tipo ICP-Brasil, ou realizada na Plataforma gov.br com nível mínimo de “assinatura avançada”; Manual – imprimir em papel, assinar e digitalizar/escanear. 40 PARÂMETROS PARA MENSURAÇÃO DOS MACROS ITENS 41 Como fazer a reprogramação de obra O pedido de reprogramação de cronograma deve ser apresentado à Caixa utilizando o formulário “Proposta de Reprogramação de Cronograma” (aba disponível no mesmo arquivo da PCI) sempre que se identificar necessidade de alteração de prazo de execução da obra ou de percentual de evolução previsto para as etapas. Alterações de prazo podem ser acatadas desde que respeitado o limite máximo previsto para a operação. O Relatório fotográfico da proposta de reprogramação de cronograma deverá conter no mínimo 06 (seis) fotografias, que bem evidenciem a compatibilidade entre o pleito apresentado e o estágio atual da obra. As fotografias devem ser coloridas, georreferenciadas e não devem aparecer pessoas, ainda que de forma parcial, como forma de resguardar o direito de uso de imagens. Itens financiáveis em todas as operações • Todos os serviços necessários para a construção do imóvel que se pretende financiar, desde o preparo do terreno e fundações até os acabamentos (revestimentos, louças, metais, bancadas etc.); • Sistema de coleta/armazenamento e uso de águas pluviais; • Sistema de reuso de águas servidas/cinzas; • Sistema de aquecimento solar; 42 • Sistema de geração de energia renovável (placas fotovoltaicas, micro gerador eólico etc.); • Dispositivos economizadores de energia (sensores de presença, fotoelétricos etc.). Para operações financiadas com recursos SBPE, também é possível financiar os seguintes itens: • Piscina; • Quiosque/churrasqueira; • Coberturas vegetadas (telhados verdes); • Ofurô; • Pergolado; • Parquinho; • Paisagismo; • Instalações para ar-condicionado (não inclui os aparelhos, apenas as instalações necessárias para seu funcionamento); • Elevador; • Sistemas residenciais automatizados (portas, janelas, iluminação etc.); • Fechaduras inteligentes (digital, senha etc.); • Sistemas de monitoramento e segurança (câmeras, alarme, cercas eletrificadas, portão automatizado etc.). 43 Averbação do registro de imóvel O QUE É AVERBAÇÃO DA CONSTRUÇÃO? É a formalização na matrícula registrada no Cartório de Registro de Imóveis das alterações realizadas no imóvel, como construção, ampliação e demolição. A averbação possibilita registrar o histórico de alterações efetuadas ao longo da existência do imóvel em matrícula, tornando públicas e legais todas as informações. QUAIS OS BENEFÍCIOS DA AVERBAÇÃO? A averbação em matrícula viabiliza e traz segurança para qualquer transação, seja de compra, venda ou legalização e promove: - Valorização do imóvel; - Acesso à informação; - Proteção de direitos; - Histórico das alterações já realizadas no bem; - Protege o direito do locador e locatário. COMO FAZER E QUAIS OS DOCUMENTOS? Você deve ir ao Cartório de Registro de Imóveis onde o seu imóvel está registrado e levar a certidão negativa de débitos (CND) com a Receita Federal e o INSS, Habite-se (ou documento equivalente emitido pela Prefeitura quando a obra é finalizada) e pagar a taxa do cartório de aproximadamente R$580,00 (valor pode variar de região 44 para região). Outros documentos poderão ser solicitados pelo cartório de registro de imóveis, a depender do tipo de averbação realizada. QUANDO SOLICITAR? Antes de construir o imóvel, você deve solicitar o Alvará de construção. Após a finalização de sua moradia é necessário emitir a Averbação da Construção. Assim que tiver o Habite-se e a CND em mãos, solicite a averbação na matrícula, documento este que permitirá liberar a última parcela de obra junto à CAIXA. O QUE ACONTECE SE NÃO EFETUO A AVERBAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DO IMÓVEL NA MATRÍCULA? A Averbação é uma ação obrigatória e necessária. Se uma alteração não for averbada em cartório, não terá validade jurídica, impactando no processo de compra e venda da propriedade. Caso o documento não seja entregue à CAIXA poderá ocorrer sanções previstas em contrato. 45 Condições mínimas para aceitação do Imóvel como Garantia Para que o imóvel seja aceito como garantia do financiamento é necessário que atenda as condições mínimas detalhadas a seguir: Condições do Terreno • Estar localizado em área urbana; • Estar regularizado junto ao Cartório; • Estar livre e desembaraçado de quaisquer ônus; • Possuir Certidão Individualizada e Atualizada de Inteiro Teor da Matrícula; • Se modalidade Construção em Terreno Próprio ou Reforma/Ampliação deve estar em nome de todos os proponentes que participarão do financiamento, independentemente da pactuação de renda; • Se modalidade Aquisição de Terreno e Construção, ser de propriedade de terceiros. Infraestrutura Básica: • Solução de abastecimento de água potável; • Solução de esgotamento sanitário; • Solução de escoamento e destinação de águas pluviais; 46 • Fornecimento de energia elétrica; • Iluminação pública; • Possuir via de acesso ao terreno. Como iniciar nos mercados das obras financiadas e conseguir os primeiros clientes O primeiro passo para quem quer iniciar nesse mercado é conseguir parcerias. Mas por que devo ter parcerias? Porque será através destas parcerias que você alavancará suas vendas e conseguira mais clientes além de fechar mais vendas de projetos e obras financiadas. Quem pode ser meu parceiro? Corretores e Imobiliárias: Geralmente são os primeiros a ter contato com clientes em potencial, pois uma das primeiras etapas de alguém que deseja construir é procurar terrenos para a sua obra. Correspondentes Bancários: Os correspondentes bancários, são responsáveis por atender os clientes mais quentes, cliente que já estão decididos em construir. 47 Arquitetos: muitos arquitetos fazem projetos, mas não estão com interesse ou não sabem como funciona o processo de financiamento e na maioria das vezes não executam a obra também. Hoje em minha empresa fazemos processos de financiamento bancário para vários arquitetos. Dica: tente fechar parcerias remuneradas, pague uma comissão para cada indicação que você venha a fechar negócio, isso alavancará suas vendas, além de fortalecer os laços entre você e o correspondente bancário. 48 Dúvidas frequentes sobre financiamento imobiliário • Quem pode financiar? Pessoas físicas, maiores de 18 anos, com cadastro sem restrições e capacidade econômico-financeira. • Como comprovar renda? No caso de trabalhador CLT, é possível comprovar apresentando os seguintes documentos: Carteira de Trabalho, Holerite e Declaração de Imposto de Renda. • Sou autônomo, possofinanciar um imóvel? Sim, trabalhadores Autônomos também podem fazer um financiamento imobiliário, desde que consigam comprovar sua renda. Na ausência do holerite, essa comprovação pode ser feita através da declaração do imposto de renda e DASN-SIMEI (trabalhador com atividades através do MEI). • Quem pode compor renda para um financiamento? Pode compor a renda com até três pessoas, que podem ser seus familiares e até mesmo amigos. Como por exemplo: cônjuges e namorados, enteado, madrasta e padrasto, pais, sogros e filhos, tios e primos, irmãos e amigos. 49 • Quais imóveis podem ser financiados pela CAIXA? Residenciais Urbanos: sobrados, casas, apartamentos e terrenos. Comerciais: salas comerciais, barracões. Imóveis Rurais não são financiáveis pelas linhas de crédito mais usuais. • Qual o percentual de financiamento da caixa econômica? A Caixa Econômica financia até 80% do imóvel para contratos do tipo SAC e PRICE. • Qual o prazo máximo de financiamento? O prazo máximo de financiamento para contratos SAC é de 420 meses e na PRICE de 360 meses. Sendo que será analisado a idade do proponente mais velho, a idade limite somado com o total das parcelas, não podendo ultrapassar os 80 anos e 06 meses. • Quando é possível utilizar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no financiamento? Para a utilização do recurso na aquisição do imóvel é necessário ter no mínimo de três anos consecutivos ou não, de carteira assinada. Não ser titular de financiamento imobiliário ativo, âmbito do SHF, em qualquer parte do território nacional e não ser proprietário de imóvel pronto ou em construção, localizado no mesmo município de residência. 50 • Como posso usar o FGTS no meu contrato habitacional? O saldo do FGTS pode ser utilizado na hora da contratação, como entrada do financiamento, constituindo parte do pagamento. Na Amortização ou liquidação do saldo devedor da sua dívida e utilizar para diminuir em até 80% o valor das prestações. • Preciso de CNPJ para trabalhar com obras financiadas? A Caixa não exige que você tenha CNPJ, apenas que tenha registo em alguns dos conselhos CREA ou CAU. 51 BÔNUS: Pergunta para você fazer ao seu cliente: • O que ele pretende construir? casa ou sobrado? • Qual é o valor que ele pretende gastar? • Qual é o valor de recurso que ele tem em mãos fora o valor do financiamento? • Ele tem FGTS? se sim qual o valor? • O proponente é funcionário Público? Sim ou não • O terreno será financiado? Sim ou não • O financiamento será em nome de uma pessoa ou mais? • Qual o valor ideal de parcela mensal para o cliente, que não comprometa a sua renda? • Seu cliente possui algum financiamento no nome? se sim, precisa ser analisado, pois dependendo da parcela pode condicionar o crédito no momento do financiamento, ou seja, liberar menos recurso que o previsto. • Com essas perguntas e respostas será possível para você, fazer um raio x do seu cliente, a partir daqui você poderá receitar o melhor remédio, o melhor caminho para ele.