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Máquinas de Fluxo - 139R Eng. Dr. Marcos Noboru Arima 9 de novembro de 2016 Sumário Introdução Bombas Tubulações Turbinas Hidráulicas Sumário Introdução Bombas Tubulações Turbinas Hidráulicas Conteúdo Programático - Bombas I Classificação, tipos e aplicações: I Bomba de pistão I Bomba de engrenagem I Bomba Centrífuga; I Equação fundamental das bombas centrífugas - Teoria de Euler: I Rotação específica I Seleção do tipo do rotor da bomba I Principais dimensões. I Principais componentes da bomba centrífuga I Caixa espiral I eixo I selo mecânico I Projeto mecânico de uma máquina de fluxo: bomba ou turbina (laboratório). Conteúdo Programático - Tubulações I Instalações de recalque: I alturas geométricas e manométricas; I Cálculo das perdas de carga e da potência desenvolvida; I Ensaios de cavitação (laboratório) I Verificação quanto à cavitação: I NPSH disponível e requerido I Coeficiente de Thoma I altura de sucção para evitar cavitação I Dimensionamento da tubulação: I seleção de bombas I curvas e associações em série e paralelo I curva da tubulação I rendimento total do sistema I análise da variação das diversas curvas características de uma bomba centrífuga Conteúdo Programático - Turbinas I Tipos e classificações das turbinas hidráulicas I Potência hidráulica energia e potência de um fluido I Condutos forçados: sobre pressão e golpe de aríete; I Principais tipos e utilização de turbinas I Francis I Kaplan I Pelton I Principais componentes embutidos no concreto para as turbinas hidráulicas; I Seleção da turbina a ser instalada pelos critérios da rotação específica. Bibliografia I HENN, E. A. L. Máquinas de Fluido, 2a ed., Ed. Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria - RS, 2006. I LIMA, E. P. C. Mecânica das Bombas. Editora Interciência, RJ, 2003. I SOUZA, Z. Dimensionamento de Máquinas de Fluxo: Turbinas, Bombas, Ventiladores. Editora Edgard Blücher Ltda. 4a ed., SP, 1991. I Notas de aula Classificação das Máquinas de Fluido Classificação - Forma de Conversão de Energia Deslocamento Positivo I A transferência de energia é feita por variações de volume que ocorrem devido ao movimento da fronteira na qual o fluido está confinado. I Estas podem ser rotativas como a bomba de engrenagens ou alternativas como o compressor de pistão. Fluxo I Dispositivos fluidomecânicos que direcionam o fluxo com lâminas ou pás fixadas num elemento rotativo. I Em contraste com as máquinas de deslocamento positivo não há volume confinado numa turbomáquina. I Funcionam cedendo ou recebendo energia de um fluido em constante movimento. Classificação - Sentido da Conversão de Energia Operatrizes A energia é fornecida ao fluido na forma de trabalho mecânico. Motrizes A energia é retirada do fluido para realização de trabalho mecânico. Sumário Introdução Bombas Tubulações Turbinas Hidráulicas Classificação Bomba de Pistão I Máquina operatriz de deslocamento positivo. I A variação do volume ocorre pelo deslocamento de um pistão no interior de um cilindro. Bomba de Engrenagem I Máquina operatriz de deslocamento positivo. I A variação de volume ocorre durante o contato entre os dentes das engrenagens. Bomba Centrífuga I Máquina operatriz de fluxo. I Opera com fluidos no estado líquido. Principais Componentes da Bomba Centrífuga I Impeller = Rotor I Volute = Voluta ou caixa espiral I Seal = selo mecânico I Bearings = Mancais de rolamento I Shaft = Eixo Fundamentos - Velocidade e Força I Velocidade: V = ∆L ∆t I Quantidade de Movimento: M = mV I Quantidade de Movimento Específica: M m = V I Taxa de Variação de Quantidade de Movimento: dM dt = dm dt V + m dV dt = F Se V = cte ⇒ dV dt = 0 ⇒ F = dm dt V = ṁV I Torque: T = F · r = (ṁV ) · r Fundamentos - Mecânica dos Fluidos I Vazão volumétrica: Q = VA I Vazão mássica: ṁ = ρVA = ρQ I Peso específico: γ = ρg I Pressão Total: P = p + ρ V 2 2︸︷︷︸ pdin +ρgz = p + pdin + ρgz I Altura manométrica total: H = p ρg + V 2 2g + z = p γ︸︷︷︸ hp + V 2 2g︸︷︷︸ hv + z︸︷︷︸ hz = hp + hv + hz I Energia específica: e = p ρ + V 2 2 + gz I Energia do escoamento: Ė = ṁe = ṁ ( p ρ + V 2 2 + gz ) I Equação de Bernoulli: P2 − P1 = ∆PB −∆PT −∆PL H2 − H1 = ∆HB −∆HT −∆HL e2 − e1 = ∆eB −∆eT −∆eL I Coeficiente de perda de carga: ζ , 2∆PL ρV 2 = 2g∆HL V 2 = 2∆eL V 2 Rotor Equação de Euler r2 r1 W U V b 2 2 2 2 r1 r2 U1 V1 W1b1 W U V b Vr Vq Velocidade Absoluta: V Velocidade da Pá: U Velocidade Relativa: W w b 2 V1 = Vθ1 + Vr1 V2 = Vθ2 + Vr2 V = U + W U = ωr Q = 2πr2b2Vr2 T = ṁ (r2Vθ2 − r1Vθ1) Nf = Tω = ṁ (U2Vθ2 − U1Vθ1) H = (U2Vθ2 − U1Vθ1) g Equação de Euler: Simplificação Vθ1 = 0 W U V b Vr Vq H = U2Vθ2 g cot(β2) = U2 − Vθ2 Vr2 Vθ2 = U2 − cot(β2)Vr2 H = U2 2 g − [ U2 cot(β2) 2πr2b2g ] Q Similaridade: Proporcionalidade Geométrica e β = cte D = 2r2 ; n = 2πω 60 ; ṁ = ρQ Vr ∝ V ∝ U = ωr ∝ ωD Vθ ∝ V ∝ U = ωr ∝ ωD b2 ∝ r2 ∝ D Q = 2πr2b2Vr2 ∝ 2πr2b2ωr2 Q ∝ nD3 H = U2Vθ2 g ∝ (ωr2)(ωr2) g H ∝ (nD)2 Nf = Hṁg = ρHQ Nf ∝ ρn3D5 W U V b p p p b Um Vm Wm Qm Qp = (nD3)m (nD3)p Hm Hp = (nD)2 m (nD)2 p Nf ,m Nf ,p = (ρn3D5)m (ρn3D5)p ρ=cte =⇒ Nf ,m Nf ,p = (n3D5)m (n3D5)p Curva Característica n = 1750 rpm n = 3500 rpm Diâmetro × Vazão e a Carga n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 147 [mm] n0 = 3500 [rpm] Q0 = 10 [m3/h] H0 = 39,8 [m] Condição 1 D1 = 111 [mm] n1 = 3500 [rpm] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 10 ( 3500 · 1113 3500 · 1473 ) = 4,3 [m3/h] H1 = H0 ( n1D1 n0D0 )2 = 39,8 ( 3500 · 111 3500 · 147 )2 = 22,7 [m] Rotação × Vazão e a Carga n = 1750 rpm n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 124 [mm] n0 = 1750 [rpm] Q0 = 4 [m3/h] H0 = 6,5 [m] Condição 1 D1 = 124 [mm] n1 = 3500 [rpm] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 4 ( 3500 · 1243 1750 · 1243 ) = 8 [m3/h] H1 = H0 ( n1D1 n0D0 )2 = 6,5 ( 3500 · 124 1750 · 124 )2 = 26 [m] Diâmetro e Rotação × Vazão e a Carga n = 1750 rpm n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 100 [mm] n0 = 1750 [rpm] Q0 = 3 [m3/h] H0 = 4 [m] Condição 1 D1 = 111 [mm] n1 = 3500 [rpm] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 3 ( 3500 · 1113 1750 · 1003 ) = 8,2 [m3/h] H1 = H0 ( n1D1 n0D0 )2 = 4 ( 3500 · 111 1750 · 100 )2 = 19,7 [m] Diâmetro × Vazão e a Potência n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 147 [mm] n0 = 3500 [rpm] ρ0 = 1 [kg/m3] Q0 = 10 [m3/h] N0 = 2,52 [hp] Condição 1 D1 = 111 [mm] n1 = 3500 [rpm] ρ1 = 1 [kg/m3] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 10 ( 3500 · 1113 3500 · 1473 ) = 4,3 [m3/h] N1 = N0 ( ρ1n3 1D5 ρ0n3 0D5 0 ) = 2,52 ( 1 · 35003 · 1115 1 · 35003 · 1475 ) = 0,62 [hp] Rotação × Vazão e a Potência n = 1750 rpm n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 147 [mm] n0 = 3500 [rpm] ρ0 = 1 [kg/dm3] Q0 = 14 [m3/h] N0 = 3 [hp] Condição 1 D1 = 147 [mm] n1 = 1750 [rpm] ρ1 = 1 [kg/dm3] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 14 ( 1750 · 1473 3500 · 1473 ) = 7 [m3/h] N1 = N0 ( ρ1n3 1D5 ρ0n3 0D5 0 ) = 3 ( 1 · 17503 · 1475 1 · 35003 · 1475 ) = 0,38 [hp] Rotação e Diâmetro × Vazão e a Potência n = 1750 rpm n = 3500 rpm Condição de Referência D0 = 147 [mm] n0 = 3500 [rpm] ρ0 = 1 [kg/dm3] Q0 = 14 [m3/h] N0 = 3 [hp] Condição 1 D1 = 141 [mm] n1 = 1750 [rpm] ρ1 = 1 [kg/dm3] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 14 ( 1750 · 1413 3500 · 1473 ) = 6,2 [m3/h] N1 = N0 ( ρ1n3 1D5 ρ0n3 0D5 0 ) = 3 ( 1 · 17503 · 1415 1 · 35003 · 1475 ) = 0,3 [hp] n, D, ρ × Q, ṁ, H e N Condição de Referência D0 = 124 [mm] Q0 = 4,5 [m3/h] n0 = 1750 [rpm] ρ0 = 1 [kg/dm3] H0 = 6,4 [m] N0 = 0,2 [hp] ṁ0 = ρ ·Q = 103 · 4,5 = 4.500 [kg/h] Condição 1 D1 = 141 [mm] n1 = 3500 [rpm] ρ1 = 0,6 [kg/dm3] Q1 = Q0 ( n1D3 1 n0D3 0 ) = 4,5 ( 3500 · 1413 1750 · 1243 ) = 13,2 [m3/h] H1 = H0 ( n1D1 n0D0 )2 = 6,4 ( 3500 · 141 1750 · 124 )2 = 33,1 [m] N1 = N0 ( ρ1n3 1D5 ρ0n3 0D5 0 ) = 0,2 ( 0,6 · 35003 · 1415 1 · 17503 · 1245 ) = 1,8 [hp] ṁ = ρ1 ·Q1 = 600 · 13,2= 7.920 [kg/h] Rotação Específica Referida à Vazão nQ , nQ1/2 H3/4 Qm Qp( Hm Hp )3/2 = nmD3 m npD3 p( n2 mD2 m n2 pD2 p )3/2 ⇒ n2 mQm H3/2 m = n2 pQp H3/2 p ⇒ nmQ1/2 m H3/4 m = npQ1/2 p H3/4 p Referida à Potência nN = nN1/2 f H5/4 Nf ,m Nf ,p( Hm Hp )5/2 = n3 mD5 m n3 pD5 p( n2 mD2 m n2 pD2 p )5/2 ⇒ n2 mNf ,m H5/2 m = n2 pNf ,p H5/2 p ⇒ nmN1/2 f ,m H5/4 m = npN1/2 f ,p H5/4 p Seleção do Tipo de Rotor: Rotação Específica Seleção do Modelo de Bomba: H ×Q Sumário Introdução Bombas Tubulações Turbinas Hidráulicas Conduto Forçado H x H x H H h h h loss z p v 0 1 2 3 4 0 1 2 3 4 5 0 1 2 3 4 50 1 2 3 4 Recalque - Bomba Não Afogada Simples (1/4) 0 D S 1 ζ0S , 2g∆HL,0S V 2 S ζD1 , 2g∆HL,D1 V 2 D Dados I Fluido: água (adotar densidade ρ = 1000kg/m3). I Cota da superfície livre do reservatório inferior: hz0 = 5 m I Cota da superfície livre do reservatório superior: hz1 = 20 m I Cota da sucção da bomba: hzS = 10 m I Cota da descarga da bomba: hzD = 10 m I Vazão de água: Q = 9,9 m3/h I Diâmetro da tubulação: D = 50 mm I Aceleração da gravidade: g = 10 m/s2 I Pressão atmosférica: patm = 100 kPa I Coeficiente de perda de carga entre o reservatório inferior e a sucção da bomba: ζ0S = 20. I Coeficiente de perda de carga entre a descarga da bomba e o reservatório superior: ζD1 = 30. Perguntas I Perdas de Carga: ∆HL,0S, ∆HL,D1, ∆HL,01 I Alturas piezométricas: hp0, hpS, hpD, hp1 I Alturas de velocidade: hv0, hvS, hvD, hv1 I Cargas totais: H0, HS, HD, H1 I Carga da bomba: ∆HB I Potência fornecida ao escoamento pela bomba: Nf I Pressão estática absoluta e relativa na sucção da bomba: pS I Equação da perda de carga total em função da vazão. Recalque - Bomba Não Afogada Simples (2/4) Solução 0 D S 1 I Peso específico da água: γ = ρ · g = 1000 · 10 = 1e4 [N/m3] I Altura piezométrica da atmosfera: hatm = patm γ = 100e3 1e4 = 10 [m] I Área de passagem nas seções S e D: A = π · D2 4 = π · 0.052 4 = 1,96e − 3 [m2] I Velocidade da água nas seções S e D: VS = VD = Q A = 9,9 1,96e − 3 = 1,4 [m/s] I Alturas piezométricas nas seções 0 e 1: hp0 = hp1 = hatm = 10 [m] I Altura de velocidade nas seções 0 e 1: hv0 = hv1 = 0 [m] I Perda de carga entre as seções 0 e S: ∆HL,0S = ζ0S V 2 S 2g = 20 · 1,42 2 · 10 = 1,96 [m] I Perda de carga entre as seções D e 1: ∆HL,D1 = ζD1 V 2 D 2g = 30 · 1,42 2 · 10 = 2,94 [m] I Perda de carga entre as seções 0 e 1: ∆HL,01 = ∆HL,0S + ∆HL,D1 = 4,90 [m] I Carga na seção 0: H0 = hp0 + hv0 + hz0 = 10 + 0 + 5 = 15 [m] I Carga a seção 1: H1 = hp1 + hv1 + hz1 = 10 + 0 + 20 = 30 [m] I Cargas de velocidade nas seções S e D: hvS = hvD = V 2 S 2g = V 2 D 2g = 1,42 2 · 10 = 0,098 [m] Recalque - Bomba Não Afogada Simples (3/4) Solução 0 D S 1 I Altura piezométrica na seção S: HS − H0 = hpS + hvS + hzS − H0 = −∆HL,0S hpS = H0 − hvS − hzS −∆HL,0S = 15− 0,098− 10− 1,96 hpS = 2,94 [m] I Altura piezométrica na seção D: H1 − HD = H1 − hpD − hvD − hzD = −∆HL,D1 hpD = H1 − hvD − hzD + ∆HL,D1 = 30− 0,098− 10 + 2,94 hpD = 22,84 [m] I Carga na seção S: HS = hpS + hvS + hzS = 2,94 + 0,098 + 10 = 13,04 [m] I Carga na seção D: HD = hpD + hvD + hzD = 22,84 + 0,098 + 10 = 32,94 [m] I Carga na bomba: H1 − H0 = ∆HB −∆HL,01 ∆HB = H1 − H0 + ∆HL,01 = 30− 15− 4,90 = 19,90 I Potência fornecida ao escoamento: Nf = ṁ∆HB · g = ρQ∆HBg = 1000 · 9,9 3600 · 19,90 · 10 = 547 [W ] I Pressão estática absoluta na sucção: pS = hpS · γ = 2,94 · 1e4 = 29,4 [kPa abs.] I Pressão estática relativa na sucção: pS − patm = 29,4− 100 = −70,6 [kPa rel .] I Equação da perda de carga total em função da vazão: ∆HL,01 = ζ01 · V 2 D 2g = ζ01 · V 2 D 2g = ζ01 · Q2 2gA2 = ( ζ01 2gA2 ) ·Q2 = K ·Q2 Recalque - Bomba Não Afogada Simples (4/4) Análise dos Resultados 0 D S 1 Seção H [m ] 0 5 10 15 20 25 30 35 0 S D 1 h_z h_p h_v DeltaH_L I Coeficiente K K = ∆HL,01 Q2 = 4,9 9,92 = 0,05 [ h2 m5 ] I Perda de Carga do Sistema ∆HL,01 = K ·Q2 = 0,05 ·Q2 I Carga da Bomba ∆HB = H1 − H0 + ∆HL,01 ∆HB = H1 − H0 + K ·Q2 ∆HB = 30− 15 + 0,05 ·Q2 ∆HB = 15 + 0,05 ·Q2 I Pressão de vapor da água a 30oC: pvap = 4,246 [kPa] I pvap NPSHr: Pode ou não cavitar Coeficiente de Thoma σ , NPSHd ∆HB Verificação da Bomba 0 D S 1 K , ∆HL Q2 Dados ∆HB = 40 [m] Q = 10 [m3/h] g = 10 [m/s2] ρ = 1 [kg/dm3] patm = 100 [kPa] hz0 = 0 [m] hzS = 4 [m] hvS = 0,05 [m] hpS = 3,95 [m] hz1 = 30 [m] hvap = 3,0 [m] D = 147 [mm] n = 3500 [rpm] Perguntas ∆HL,01 =? K01 =? ∆HL,0S =? Nf =? Ne =? ηB =? NPSHr =? NPSHd σ =? n = 3500 [rpm] Verificação da Bomba H1 − H0 = ∆HB −∆HL,01 ⇒ ∆HL,01 = ∆HB + H0 − H1 ∆HL,01 = ∆HB + hp0 + hv0 + hz0 − (hp1 + hv1 + hz1) = ∆HB + hp0 − hz1 ∆HL,01 = 40 + 0− 30 = 10 [m] K01 = ∆HL,01 Q2 = 10 102 = 0,1 [h2/m5] HS − H0 = −∆HL,0S ⇒ ∆HL,0S = hp0 + hv0 + hz0 − (hpS + hvS + hzS) ∆HL,0S = patm ρg − (hpS + hvS + hzS) = 1e5 1e4 − 3,95− 0,05− 4 = 2 [m] Nf = ṁ∆HB · g = ρ ·QδHB · g = 103 · 10 3600 · 40 · 10 = 1,111e3 [W ] = 1,11 [kW ] Ne = 2,5 [hp] = 2,5 · 0,7457 = 1,86 [kw ] η = 100 · Nf Ne = 100 · 1,11 1,86 = 60% NPSHr = 2 [m] NPSHd = hpS − hvap + hvS = 3,95− 3,0 + 0,05 = 1 [m] σ = NPSHd ∆HB = 1 40 = 0,025 Módulo 3 / Exercício 8 modificado (1/2) A instalação de uma bomba centrífuga opera com uma altura manométrica de sucção de 3,00 [m] e com uma altura manométrica de recalque de 30,00 [m]. A tubulação de sucção possui um diâmetro constante de 120 [mm] e a tubulação de recalque possui um diâmetro constante de 100 [mm]. Os comprimentos totais (trecho reto + equivalente) desta tubulação são de 4,5 [m] para a sucção, e 42 [m] para a descarga; e o fator de atrito desta tubulação vale 0,020. Sabendo que a bomba desenvolve uma altura manométrica de 40 [mca], determine a vazão (m3/s). Solução g = 10 [m/s2] ρ = 1000 [kg/m3] γ = ρ · g [N/m3] patm = 100 [kPa] hatm = patm · 1e3 γ = 10 [m] ∆HB = 40 [m] hz0 = 0 [m] hzS = 3 [m] hz1 = hzS + 30 = 33 [m] LS = 4,5 [m] LS = 42 [m] DS = 0,1 [m] DD = 0,12 [m] AS = πD2 S 4 = 7,85e − 3 [m2] AD = πD2 D 4 = 1,13e − 2 [m2] f = 0,02 Módulo 3 / Exercício 8 modificado (2/2) ∆HL = f 2g ( LS DSA2 S + LD DDA2 D ) Q2 ∆HL = 3466Q2 H1 − H0 = ∆HB −∆HL (hp1 + hv1 + hz1)− (hp0 + hv0 + hz0) = ∆HB −∆HL ∆HL = ∆HB + hz0 − hz1 3466Q2 = 40 + 0− 33 Q = ( 7 3466 )1/2 Q = 0,045 [m3/s] Módulo 6 / Exercícios 2, 3 e 4 (modificados) Uma lavoura distante do manancial de captação d’água necessita de 315 [l/s] de água (densidade=1000 kg/m3) para atender toda a área irrigada. O ponto de captação encontra-se na cota de 90 m acima do nível do mar e a lavoura situa-se na cota de 80 m. A tubulação que conduz água possui diâmetro de 300 [mm] e coeficiente de atrito, f = 0,017. O sistema de bombeamento é constituído pela associação em série de duas bombas iguais, operando com 1360 [rpm], cujas curvas características estão apresentadas na Figura do próximo slide. Desprezando-se o comprimento equivalente dos acessórios, considerando iguais as velocidades de escoamento na admissão e na descarga das bombas, pressão na admissão da 1a bomba, Pa1 = 0, manômetros nivelados e calculando a perda de carga pela equação de Darcy-Weisbach,determine: a - a perda de carga na tubulação, em [J/kg]; b - a máxima pressão a qual está submetida a tubulação em kPa; c - o comprimento da tubulação (distância entre o manancial e a lavoura); Módulo 6 / Exercícios 2, 3 e 4 / Curva da Bomba Módulo 6 / Exercícios 2, 3 e 4 / Solução Q = 315e − 3 [m3/s] ρ = 1000 [kg/m3] g = 9,81 [m/s2] hz0 = 90 [m] hz4 = 80 [m] D = 300e − 3 [m] f = 0,017 [−] n = 1360 [rpm] p1 = 0 [kPa] A = πD2 4 = 7,069e − 2 [m2] V = Q A = 4,45 [m/s] ∆HB = 36 [m] η = 0,8 [−] ∆HL = 2∆HB + hz0 − hz4 = 82 [m] ∆eL = g∆HL = 804,42 [J/kg] pmax = p1 + ρg2∆HB = 706,32 [kPa] L = 2g∆HLD fV 2 = 1429,6 [m] Sumário Introdução Bombas Tubulações Turbinas Hidráulicas Potência de uma hidrelétrica Fatores Decisivos I Vazão Q I Altura H Seleção do Tipo de Turbina Fator Decisivo I Altura H Turbina Pelton Turbina Francis Turbina Kaplan Turbina Bulbo Turbina Turgo Turbina Francis Original Turbina Thomson Turbina Jonval Turbina Banki Turbina Fournryron Turbina Girard Classificação das Turbinas Hidráulicas Direção do escoamento Entrada Radial A direção do escoamento na entrada do rotor é radial. Exemplos: Francis original. Saída Radial A direção do escoamento na saída do rotor é radial. Exemplos: Fournryron Axial A direção do escoamento médio através do rotor é paralelo ao eixo deste. Exemplos: Jonval e Kaplan Mista O escoamento entra no rotor na direção radial e sai na direção axial. Exemplos: Francis atual. Tangencial O escoamento atinge o rotor na direção tangencial Exemplos: Pelton Classificação das Turbinas Hidráulicas Conversão de energia no rotor Impulso Reação Alteração da velocidade do escoamento no rotor Alteração da velocidade e da pressão do escoamento no rotor A energia do escoamento é convertida em energia cinética no bocal Apenas uma parte da energia do escoamento é convertida em energia cinética no bocal O grau de reação é 0 O grau de reação é maior que 0 e menor que 1. Exemplo: Pelton, Turgo, Girard, Banki e Jonval Exemplos: Kaplan, Francis, Fournryron e Thomson Classificação da Usinas Hidrelétricas Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) Potência Instalada menor que 1 MW Reservatório sem reservatório, apenas desvio do curso d’água Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Potência Instalada entre 1 MW e 30 MW Reservatório área inferior a 3 km2 Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Potência Instalada acima de 30 MW Reservatório área superior a 3 km2 Classificação da Usinas Hidrelétricas Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) Capacidade Pico abaixo de 5 kW Micro entre 5 kW e 100 kW Mini entre 100 kW e 1 MW Pequena entre 1 MW e 100 MW Média entre 100 MW e 500 MW Grande acima de 500 MW Altura do Reservatório I Muito baixa: 75 m. Uso Simples a barragem da hidroelétrica é usada apenas para a geração de energia elétrica. Múltiplo A barragem da hidroelétrica possui múltiplos usos, tais como, I controle de enchentes e secas, I irrigação, I fornecimento de água municipal ou industrial, I navegação, I pesca, turismo e lazer. Aplicações das Turbinas - Mapa H × Q Modulo-6 / Exercício-1 A Figura a seguir apresenta o campo de aplicação dos principais tipos de turbinas hidráulicas (máquinas de fluxo motoras), levando em consideração a altura de queda, a vazão e a potência. A Figura mostra de forma evidente a existência de regiões em que prepondera um determinado tipo de máquina, porém, é correto afirmar que: Resposta: alternativa (b) (a) a turbina Kaplan prepondera para pe- quenas vazões enquanto a turbina Pel- ton é usada em sistemas que apresentam grandes alturas de queda; (b) turbina Kaplan prepondera para grandes vazões enquanto a turbina Pelton é usada em sistemas que apresentam pequenas alturas de queda; (c) a turbina Pelton prepondera para gran- des vazões enquanto a turbina Francis é usada em sistemas com baixas vazões; (d) a turbina Pelton prepondera para gran- des vazões enquanto a turbina Francis é usada em sistemas com baixas vazões; (e) tanto a turbina Kaplan quanto a Pelton po- dem ser usadas em sistemas com altas cargas manométricas; Justificativa: O sistema online está errado. A turbina Pelton prepondera para baixas vazões e alturas de queda elevadas; e a turbina Kaplan prepondera para vazões elevadas e alturas de queda reduzidas. Energia do Escoamento I Pressão Total: P = p + ρ V 2 2︸︷︷︸ pdin +ρgz = p + pdin + ρgz I Altura manométrica total: H = p ρg + V 2 2g + z = p γ︸︷︷︸ hp + V 2 2g︸︷︷︸ hv + z︸︷︷︸ hz = hp + hv + hz I Energia específica: e = p ρ + V 2 2 + gz I Energia do escoamento: Ė = ṁe = ṁ ( p ρ + V 2 2 + gz ) I Equação de Bernoulli: P2 − P1 = ∆PB −∆PT −∆PL H2 − H1 = ∆HB −∆HT −∆HL e2 − e1 = ∆eB −∆eT −∆eL I Coeficiente de perda de carga: ζ , 2∆PL ρV 2 = 2g∆HL V 2 = 2∆eL V 2 Seleção de Tipo de Turbina Hidráulica Rotação específica: n′ Q , nQ1/2 ∆e3/4 T [Q] = m3 s [n] = Hz = rps [∆eT ] = J/kg Seleção de Tipo de Turbina Hidráulica Nsq = N Q1/2 H3/4 N é a rotação em [rpm] Q é a vazão em [m3/s] H é a altura de queda disponível em [m] Eficiência de um Turbina Kaplan ηT = Ne Nf Nf = ṁρg∆HT ∆HT = H1 − H2 Ne é a potência de eixo Nf é a potência fornecida pelo fluido ∆HT é a altura de queda disponível. Golpe de Aríete I Golpe de aríete é o nome dado às ondas alternadas de pressão e de depressão que caminham ao longo de uma tubulação e que são causadas pela variação repentina da velocidade do escoamento. I Como exemplos de operações capazes de causar o golpe de aríete tem-se: fechamento e abertura de válvulas, queda da energia em uma bomba, aumento ou redução da carga do gerador elétrico acoplado a uma turbina. I A intensidade do golpe de aríete depende da compressibilidade do fluido e da rigidez da tubulação que o conduz. I A maior parte das aplicações hidráulicas considera o fluido como incompressível. I No golpe de aríete a energia cinética do escoamento é convertida em energia de pressão que, por sua vez, é convertida em trabalho de deformação da tubulação e do fluido. I As ondas de pressão e depressão do golpe de aríete são amortecidas por atrito na tubulação, nos reservatórios e nas chaminés de equilíbrio. I As paredes de uma tubulação sujeita ao golpe de aríete devem ser dimensionadas considerando este fenômeno. Equação de Michaud Variação máxima da altura de pressão devido ao golpe de aríete, ∆hp,max ∆hp,max = 2LV0 gtf L = comprimento do conduto forçado V0 = velocidade do escoamento antes do início do fechamento da válvula g = aceleração da gravidade tf = tempo de fechamento da válvula I Quanto maior o comprimento do conduto forçado, maior a intensidade do golpe de aríete. I Quanto maior a velocidade do escoamento antes do início do fechamento da válvula, maior a intensidade do golpe de aríete. I Quanto maior o tempo de fechamento da válvula, menor a intensidade do golpe de aríete. Chaminé de Equilíbrio I As chaminés de equilíbrio são colunas de água com superfície livre que tem a função de amortecer as ondas de pressão e depressão do golpe de aríete, assim como, as variações de vazão acopladas a estas ondas. I As chaminés de equilíbrio são utilizadas na divisa entre o conduto forçado e a tubulação de baixa pressão de hidrelétricas.