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INSTITUTO DO CONHECIMENTO DA BAHIA
DAIANE RIBEIRO DE OLIVEIRA SILVA
Introdução à enfermagem
MEDEIROS NETO- BA 
2024
DAIANE RIBEIRO DE OLIVEIRA SILVA
Introdução à enfermagem
Trabalho do primeiro semestre curso técnico em enfermagem , do instituto do conhecimento da bahia.
 Orientadora Geane de Jesus Afonso Silva.
MEDEIROS NETO- BA 
2024
Sumário
 
 INTRODUÇÃO...................................................................................................4
EXAME FÍSICO............................................................................................4
LAVAGEM DAS MÃOS...............................................................................6
SINAIS VITAIS..............................................................................................9
 REFERÊNCIA.....................................................................................................14
INTRODUÇÃO 
A enfermagem é uma arte onde se pode aplicar técnica para prestar um cuidado com qualidade e de forma adequada (PORT0, VIANA, 2010). É uma profissão única, que aborda os indivíduos e familiares em suas inúmeras reações sobre seus problemas de saúde (POTTER, PERRY, 2005). 
Para que o cuidar seja coerente com as demandas sociais com relação à qualidade é imprescindível que a educação profissional proporcione uma formação baseada em conhecimento científico, habilidades técnicas e raciocínio crítico-reflexivo que satisfaça tais exigências.
 O exercício da enfermagem pode ser realizado pelo Enfermeiro, técnico de Enfermagem e auxiliar de enfermagem. Neste sentido, nos chama atenção a categoria do técnico de enfermagem, regulamentada pela Lei nº 7, 498, de 25 de junho de 1986, que regulariza o exercício da enfermagem e descreve no Art.5º, a titulação necessária para o técnico de enfermagem.
 O titular de diploma ou certificado de técnico de Enfermagem Expedido de acordo com a legislação e registrado no órgão competente II – O titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola Curso estrangeiro registrado em virtude de acordo do intercâmbio cultural ou realidade no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem, (Brasil, 1986).
 A formação do técnico de Enfermagem exige do aluno a capacidade de raciocínio, habilidade técnica, pensamento crítico, autonomia intelectual, para prestar uma assistência de qualidade. Para isso os cursos devem se basear na (LDB) Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional do Decreto nº 2, 208, de 17 abril 1997 e a Portaria Ministerial nº 646 de maio de 1997(BRASIL, 2003).
 Dentre as habilidades requeridas ao técnico de enfermagem, destacam-se os cuidados de enfermagem na aferição dos sinais vitais. Os sinais vitais são indicadores de saúde, e através da verificação da Pressão arterial, pulso, temperatura, respiração, refletem para a enfermagem o estado do paciente. A enfermagem possui uma ferramenta de grande valor para prestação eficaz de cuidado ao paciente.
1. EXAME FÍSICO
O exame físico consiste no levantamento das condições gerais do paciente, tanto físicas quanto psicológicas, no sentido de buscar informações significativas para a Enfermagem que possam auxiliar na assistência a ser prestada ao paciente. 
O exame físico pode ser realizado de duas formas: o exame físico geral no sentido céfalo-caudal e o exame físico por sistemas corporais. Junto à anamnese, é parte fundamental da SAE para efetivar o Histórico de Enfermagem do paciente (LOPES, MICHEL, OHL, 2002). 
A realização do exame do corpo inicia com Hipócrates (460-356 A.C.) que sintetizou o método clínico dando a anamnese e ao exame físico uma estrutura que difere um pouco da atual. 
Santório entre 1561 e 1636, propôs o uso do termômetro clínico, para medir a temperatura corporal, e neste contexto Ludwig em 1852, construiu a curva térmica. Em 1761, Auenbrugger publicou o trabalho Inventum Novum, que sintetiza a percussão do tórax. Ainda neste ano foi publicado o livro De Sedibus et Causis Morborum per Anatomen Indagatis, considerado a primeira sistematização dos conhecimentos anatomopatológicos. Laennec em 1819, publica a obra De la Auscultation Médiate, descrevendo o estetoscópio e algumas manifestações estetoacústicas das doenças cardíacas e pulmonares (PORTO, 2004). 
Em 1839, Skoda correlaciona os dados do exame físico do tórax com os achados nas necropsias na obra Abhandlungüber Perkussion und Auskultation. Helmhottz e Ruete por volta de 1851-1852 introduziram o oftalmoscópio. Samuel Von Basch, em 1880, Riva-Rocci em 1896 e Korotkoff em 1905 possibilitaram a construção do esfigmomanômetro, que determina a pressão arterial com precisão. Freud, no final do século XIX, desvenda o mundo do inconsciente e possibilita a compreensão dos aspectos psicodinâmicos entre médico e paciente (PORTO, 2004).
 Os estudiosos citados reconheceram a importância em conhecer e dominar a propedêutica para a realização do exame físico, já que os dados provenientes do mesmo dependiam de uma boa técnica e conhecimento dos órgãos e sistemas do corpo humano. Dessa forma, um exame físico bem realizado possibilita prevenir e diagnosticar precocemente problemas estruturais e algumas doenças (BARROS, LOPES, MICHEL, 2002; JARVIS, 2002).
O exame físico representa um instrumento de grande valia para a assistência, uma vez que permite ao enfermeiro validar os achados da anamnese, identificar problemas, definir diagnóstico de enfermagem, planejar e implementar ações de enfermagem e acompanhar a evolução do paciente.
 Como etapa relevante, procura-se por anormalidades, sinais objetivos e verificáveis que possam conter informações sobre os problemas de saúde significativos para a identificação dos diagnósticos de enfermagem, subsídios essenciais para o planejamento da assistência.
A realização do exame físico de enfermagem é uma fase essencial da assistência sistematizada que deve ser executada de forma criteriosa pelos profissionais enfermeiros, visando uma atuação profissional científica. A identificação correta dos problemas apresentados pelos pacientes, através de uma avaliação clínica cuidadosa, torna-se fundamental para o desenvolvimento das ações do enfermeiro. 
Assim, o Exame Físico é realizado de uma forma sistematizada, preferencialmente no sentido céfalo-plantar ou céfalo-caudal, com uma revisão minuciosa de todos os segmentos e regiões corporais.
 Para a realização do Exame Físico o examinador necessita de conhecimentos científicos em anatomia, fisiologia, fisiopatologia, diagnóstico por imagem, análises laboratoriais, patologia clínica e semiologia, sem os quais ele não conseguirá detectar plenamente os problemas identificados e que necessitam de sua intervenção.
 Ao fazer um acompanhamento sistematizado de enfermagem devese valorizar não apenas o que está sendo dito pelo cliente, mas também as suas linguagens não verbais Ao implementarmos o método científico e sistematizado de cuidar dos nossos clientes onde todas as suas etapas possam ser contempladas, será possível prevenir, promover, proteger, recuperar e manter a saúde dos nossos clientes.
2. LAVAGEM DAS MÃOS
2.1 Antes do contato com o paciente.
Por quê? Para a proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismo nas mãos do profissional. Assim, evita-se infecções.
2. 2 ANTES DE REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO ASSÉPTICO
Por quê? Para proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos das mãos do profissional e no próprio paciente.
3. 3 APÓS RISCO DE EXPOSIÇÃO A FLUIDOS CORPORAIS
Por quê? Para proteção do profissional e do ambiente de assistência imediatamente próximo ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos.
2.4 APÓS O CONTATO COM O PACIENTE
Por quê? Para proteção do profissional e do ambiente de assistência à saúde, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente.
2. 5 APÓS O CONTATO COM AS ÁREAS PRÓXIMAS AO PACIENTE
Por quê? Para a proteção do profissional e do ambiente de assistência à saúde, incluindo superfícies e objetosimediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente e outros profissionais ou pacientes.
3. SINAIS VITAIS 
Os Sinais Vitais (SSVV) são indicadores que determinam o estado usual da saúde do cliente. As medidas indicam a eficiência das funções circulatória, respiratória, neural e endócrina do corpo. 
Os Sinais Vitais são um modo eficiente e rápido de monitorar a condição do cliente ou de identificar problemas e avaliar a resposta do cliente a uma intervenção. A verificação dos sinais vitais, pulso, pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória deverão ser feitas em todo o paciente admitido na Unidade, e pelo menos a cada 3 horas em paciente semicríticos que estão em cuidado na estabilização.
Diretrizes Normativas: Verificação de Temperatura Corpórea A temperatura corpórea é a diferença entre a quantidade de calor produzido por processo do corpo e a quantidade de calor perdido para o ambiente.
1. VERIFICAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL 
A pressão arterial é a força exercida sobre a parede de uma artéria pelo sangue pulsante sob a pressão do coração. O pico máximo da pressão no momento em que a ejeção ocorre é a pressão sistólica. Quando os ventrículos relaxam, o sangue que permanece nas artérias exerce uma pressão mínima ou pressão diastólica, ela é a pressão mínima exercida contra as paredes arteriais. A pressão arterial reflete as interrelações do débito cardíaco, resistência vascular periférica, volume do sangue, viscosidade do sangue e elasticidade da artéria. A unidade padrão para medir a pressão arterial é dada em milímetros de mercúrio (mmHg).
2. VERIFICAÇÃO DE FREQUÊNCIA CARDÍACA
 O conceito pulso é o nome que se dá à dilatação pequena e sensível das artérias, produzida pela corrente circulatória. 
Toda vez que o sangue é lançado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial. A avaliação do pulso determina o estado geral da saúde cardiovascular e a resposta do organismo a outros desequilíbrios. Quando se está avaliando a frequência cardíaca do paciente é necessário não apenas observar a quantidade dos batimentos, mas sim, o ritmo e a força desses batimentos.
 
3. VERIFICAÇÃO DE FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 
A respiração é o mecanismo que o corpo usa para troca dos gases entre a atmosfera e o sangue e entre o sangue e as células. 
Este movimento envolve ventilação (a movimentação de gases para dentro e fora dos pulmões), difusão (a movimentação do oxigênio e do dióxido de carbono entre os alvéolos e as hemácias) e perfusão (a distribuição das hemácias para os capilares sanguíneos e a partir dele). 
A avaliação da ventilação é dada pela frequência, profundidade e ritmo da respiração. Já a difusão e a perfusão são determinadas pela saturação de oxigênio.
5. DISPOSIÇÕES GERAIS
 Valores de Referências de Temperatura Corpórea Valores Normais de temperatura:
· Axilar: 35.5 a 37º C Sinais de Febre:
· Leve ou Febrícula: até 37.4ºC
· Febre : 38 a 39ºC 
· Pirexia 39 a 40º C Sinais de Hipotermia : > 34º C Temperatura Axilar em pediatria
· Normal: 35,8 a 37,0ºC
· Febrícula: 37,1 a 37,5 ºC 
· Hipertermia: Acima de 37,8ºC
REFERÊNCIAS
BRASIL.https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/quando-e-por-que-nos-profissionais-da-saude-devemos-higienizar-as-maos/. Acesso em: 10/10/2024.
LOPES, Rita Simone; MICHEL, Jeanne Liliane Marlene; OHL, Rosali Isabel Barduchi; Exame Físico Geral; In: Barros, Alba Lucia Bottura Leite de & Cols; Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de Enfermagem no adulto; Porto Alegre; Editora Artimed, 272 p., 2002.
PORTO, Celmo Celeno, Exame Clínico bases para a prática médica, Rio de Janeiro; Editora Guanabara Koogan, 5ª Edição, 444 p.2004.
FONTE: Urgência e emergência/Marcio Neres dos Santos – 1ª Ed- Porto Alegre: Moriá, 2012
Público
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-
 
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2024
 
 
DAIANE RIBEIRO DE OLIVEIRA SILVA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO À ENFERMAGEM
 
 
 
 
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2024 
 
DAIANE RIBEIRO DE OLIVEIRA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO À ENFERMAGEM

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