Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
 
INSOLVÊNCIA EMPRESARIAL 
 
PROFESSOR DIOGO CALDAS (DIOGO.CALDAS@UVA.BR) 
 
- QUARTA E QUINTA AULAS: 
4. Administração de Falência (Continuação): 
 - Comitê de Credores: É um órgão facultativo criado para aumentar a participação dos 
credores no processo de tentativa de solução de crise do empresário. Em regra, será composto de 
3 pessoas (uma indicada pelos credores trabalhistas, uma indicada pelos credores com garantia 
real e uma indicada pelos credores quirografários). Cada membro terá dois suplentes. 
 Tem como objetivo fiscalizar as atividades e examinar as contas do administrador 
judicial, zelar pelo bom andamento do processo, comunicar ao juiz violação dos direitos dos 
credores, requerer ao juiz a convocação de assembleia-geral dos credores, etc... 
 Obs: Ao contrário do administrador judicial e seus auxiliares, os membros do comitê não 
são remunerados. 
4.1. Assembleia-Geral de Credores. 
 É a participação efetiva de todos os credores no processo falimentar. Tem como 
atribuições: constituir o comitê de credores, escolher seus membros e substituí-los, atuar em 
matéria que possa afetar o interesse dos credores. Cabe ressaltar, que sua decisão é soberana. 
 É instalada, em primeira convocação, com a presença de credores que representem mais 
da metado dos créditos de cada classe. Em segunda convocação se instala com qualquer número 
de credores. 
 
5. Efeitos da decretação de falência 
 Como já se destacou em aula anterior, a sentença que decreta a falência (de natureza 
constitutiva), constitui o devedor em estado falimentar e inicia o processo de execução concursal 
dos seus bens. Assim, decretada a falência se instaura um novo regime jurídico aplicável ao 
devedor, que repercutirá em toda a sua esfera jurídica e patrimonial. 
 A falência produz efeitos quanto à pessoa do falido, quanto aos seus bens, quanto aos 
seus contratos, quanto aos seus credores, etc... 
 a) Efeitos da falência em relação à pessoa e aos bens do devedor (Dissolução, Sócios 
da Falida e Patrimônio da Sociedade Falida): 
 O primeiro efeito da falência a ser indicado é a dissolução da sociedade. Afinal, com a 
decretação da quebra e a instauração do processo de execução concursal do devedor, haverá o 
encerramento da atividade empresarial e a consequente liquidação do patrimônio social para o 
posterior pagamento das dívidas. 
 A falência atinge também as pessoas dos sócios quando a responsabilidade for ilimitada, 
ou seja, a decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente responsáveis 
também acarreta a falência destes (Segundo Efeito). 
 Em contrapartida, se os sócios respondem limitadamente, em princípio, não se 
submetem aos efeitos da falência, uma vez quem faliu foi a sociedade, pessoa jurídica com 
patrimônio diferente da pessoa dos sócios (Terceiro Efeito). 
 O quarto efeito é a inabilitação empresarial (Art 102 da Lei 11.101/2005), ou seja, o 
falido fica inabilitado para exercer qualquer atividade empresarial a partir da decretação de 
falência e até a sentença que extingue suas obrigações (Empresário Individual ou Sócio de 
Responsabilidade Ilimitada). Obs: A inabilitação pode ser aumentada de acordo com situações 
que serão estudadas adiante. 
 O quinto efeito é a perda do direito de administração dos bens e de sua 
disponibilidade. Desde a decretação de falência o falido perde o direito de administrar seus bens 
ou dele dispor (Pode apenas fiscalizar a administração da falência). 
 O sexto e último efeito é a lista de deveres específicos do falido (Art. 104 da Lei 
11.101/2005), exemplos: o devedor não pode se ausentar do local da falência sem autorização do 
juiz, o devedor deve comparecer a todos os atos da falência, o devedor tem seus direitos 
suspensos no tocante ao sigilo à correspondência e ao livre exercício da profissão, o devedor 
deverá contribuir com a administração da falência, o devedor deve permitir a arrecadação de 
todos os seus bens (menos os absolutamente impenhoráveis – Artigo 649, CPC), etc...

Mais conteúdos dessa disciplina