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O Que significa o termo Renascimento?
Nascer de novo. Renovar-se, rejuvenescer. Tornar a aparecer, ressurgir, germinar de novo. Emendar-se, corrigir-se. Tornar ao estado de graça. Dicionário Aurélio. Fonte: https://dicionariodoaurelio.comrenascimento 
O renascimento como conhecimento histórico(EF07HI04) Identificar as principais características dos Humanismos e dos Renascimentos e analisar seus significados.
Relacionado ao conhecimento histórico, o Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na Europa, na passagem da Idade Média para a Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, o Renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o Renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval.Para saber mais
HUMANISMO. Designação das doutrinas que afirmam estar o homem, e a condição humana, acima de todas as coisas; Movimento intelectual propagado na Europa, no período da Renascença, baseado na civilização greco-romana, que reconhecia o valor do saber crítico, do conhecimento humano e de suas implicações.
Características do Renascimento
A razão, de acordo com o pensamento da Renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus (neoplatonismo). Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às ações humanas, ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da Antiguidade Clássica ou Classicismo.
Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e questões que se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao longo da história ocidental. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm
Sobre o Conceito de Renascimento: “[...]
Foi Giorgio Vasari em sua obra “Vida dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos (1550) quem primeiro e empregou o termo "Renascimento" (rinascitá) para designar a retomada do estilo clássico na pintura - pelo pintor Giotto (séc. XIV), influenciando um novo estilo, que rompe com a arte gótica, característica do final do período medieval. [...] O conceito de Renascimento designando um período histórico, intermediário entre o medieval e o moderno, e abrangendo os séc. XV a XVI origina-se, entretanto, da obra do historiador da arte Jacob Burkhardt, A civilização do Renascimento na Itália (1860). [...] O Renascimento, fiel a sua valorização dos clássicos, foi buscar o lema do humanismo no filósofo grego da sofística, Protágoras, [...] "o homem é a medida de todas as coisas." [...] Assim[...] o humanismo renascentista retoma a herança greco-romana como base da nova identidade cultural. [...]” (MARCONDES, Danilo. As origens do pensamento moderno e a ideia de modernidade. Ed. Zahar, São Paulo: 2016, 23 páginas)
O que foi o Renascimento Cultural?
O Renascimento, renascença ou renascentismo originou-se na Itália entre os séculos XIV e XVII com seu ápice no século XVI. O Renascimento foi um período histórico e um movimento cultural, intelectual e artístico que buscava nascer de novo resgatando as artes clássicas: grega e romana.
O renascimento aconteceu devido ao florescimento de cidades como Veneza, Gênova, Florença, Roma e outras. A burguesia ficava cada dia mais poderosa. Principalmente os empresários de lã, seda e peles, se tornaram os principais protagonistas na política e na economia e foram responsáveis pela formação de um novo mercado de arte e cultura juntamente com alguns príncipes e papas. Ele foi impulsionado pela mudança de pensamento, que tirava Deus do centro da vida e do universo, e colocava o homem. Fonte: https://beduka.com/blog/materias/historia/o-que-foi-o-renascimento/
Algumas obras renascentistas
O Nascimento de Vênus, de Sandro Boticelli - 1484–1486
Esta obra descreve o mito clássico de Vênus, a deusa romana do amor, saindo do mar. Nesta pintura, ela surge nascida de uma concha como uma mulher já madura chegando à praia. Estudiosos de arte deram muitas interpretações à pintura, e uma das mais proeminentes é que Botticelli representou a ideia neoplatônica do amor divino na forma nua de Vênus. Até hoje, esta é uma das obras mais preciosas do Renascimento.
A Criação de Adão, de Michelangelo Buonarroti - 1512
O trabalho feito por Michelangelo no teto da Capela Sistina é outro marco do Renascimento, e A Criação de Adão é o afresco mais famoso, cuja popularidade só fica em segundo lugar após a Mona Lisa. Ao lado d’A Última Ceia, é uma das pinturas mais replicadas da história. A famosa imagem em que Adão toca a mão de Deus virou um ícone na humanidade, e foi imitada e até parodiada muitas vezes.
O Beijo de Judas, de Giotto di Bondone - 1306
Muitos críticos de arte consideram Giotto como o primeiro grande gênio da pintura, e alguns até alegam que ninguém conseguiu superá-lo. Esta também é uma das obras-primas da arte ocidental mais famosas do Renascimento, mostrando o momento da traição de Judas, quando ele mostra Jesus aos soldados e o cumprimenta com um beijo. Giotto capta magistralmente o drama e a tensão da prisão de Cristo, bem como o contraste das expressões de Judas e Jesus ao se olharem cara a cara.
Madona Sistina, de Rafael - 1512
Esta obra mostra a Madonna segurando Jesus ainda bebê, flanqueada por Santa Bárbara e São Sisto. Além disso, há dois querubins abaixo dela, que são talvez os querubins mais famosos retratados em qualquer obra de arte. A Madona Sistina é considerada uma das melhores pinturas já criadas em toda a história da arte, e é especialmente popular na Alemanha, onde foi saudada como "suprema entre todas as pinturas do mundo".
A Última Ceia, de Leonardo da Vinci - 1498
Nesta famosa pintura, da Vinci retrata magistralmente a perplexidade e a confusão que ocorre entre os discípulos de Jesus, quando ele anuncia a todos que, um dia, um deles iria traí-lo. O conhecimento detalhado de Da Vinci sobre luz, anatomia, botânica e geologia, além de seu interesse em como os seres humanos registram emoção em expressões e gestos, e sua sutil graduação nos tons, tornam esta pintura uma das obras mais reverenciadas de todos os tempos. Fonte: https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=9384
Dialogando com o conhecimento
 1. Qual o motivo de ter sido usado o nome de “Renascimento” para o novo estilo ou movimento artístico que surgia no século XIV?
R: Espera-se uma resposta relacionada a “retomada”, nos séculos XIV a XVII, de elementos filosóficos, artísticos, humanistas e racionais valorizados na Antiguidade Clássica: Grécia e Roma antigas.
2. Mais tarde a expressão Renascimento, que representava um movimento artístico teve sua dimensão expandida para um movimento de mudança de ideias, de pensamento (Humanismo) associado a ascensão burguesa, que passou a ser usada para representar todo um período histórico. Quais as característica dos humanismos?
R: Espera-se uma resposta relacionada a designação das doutrinas que afirmam estar o homem, e a condição humana, acima de todas as coisas; Movimento intelectual propagado na Europa, no período da Renascença, baseado na civilização greco-romana, que reconhecia o valor do saber crítico, do conhecimento humano e de suas implicações.
3. Qual o significado da frase humanista "o homem é a medida de todas as coisas."
R: Espera-se umareflexão sobre a centralidade do ser humano, contrariando o teocentrismo medieval.
4. O que caracteriza os humanismos nas artes renascentistas apresentadas acima?
R: Espera-se uma resposta relacionada à mudança de pensamento, que tirava Deus do centro (teocentrismo) e colocava o homem (antropocentrismo).
5. Comente a frase: “Ao contrário do que possa parecer, o Renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval”.
R: Espera-se uma reflexão sobre a dinâmica de transição do pensamento medieval ao pensamento renascentista, sobre as continuidades e rupturas.
6. Neste período acreditava-se que a partir dos estudos da anatomia humana, poderia se compreender todo o funcionamento do mundo, pois o corpo representava em si toda a perfeição da natureza. Sabendo disto, procure o significado no dicionário de antropocentrismo e teocentrismo e identifique qual era a mudança de visão de mundo que surgia em relação ao pensamento medieval ao qual os renascentistas viriam a mudar. 
R: Espera-se uma reflexão sobre a valorização da razão e do antropocentrismo em detrimento do teocentrismo no pensamento renascentista.
REFORMA PROTESTANTE. Foi um movimento reformista iniciado quando Martinho Lutero escreveu um documento conhecido como 95 teses. Essa reforma foi motivada pela insatisfação de Lutero com as práticas e alguns princípios teológicos praticados pela Igreja, sendo um de muitos movimentos do tipo que aconteciam na Europa desde a Idade Média.(EF07HI05) Identificar e relacionar as vinculações entre as Reformas Religiosas e os processos culturais e sociais do período moderno na Europa e na América.
A ação de Lutero não teve como propósito a ruptura com a Igreja, mas tal rompimento aconteceu de todo modo como reação dessa instituição contra o monge alemão. A reforma protestante deu início a outros reformismos religiosos na Europa e também foi impulsionada por motivos políticos e econômicos.
A reforma protestante ocorreu em um contexto de grandes transformações sociais, políticas, culturais e econômicas na Europa. A formatação da Europa nos moldes medievais estava em declínio e novas realidades estavam surgindo. Era uma Europa que via o comércio desenvolver-se e novos interesses políticos surgindo.
Tratou-se de um período de mudanças culturais, pois a cultura renascentista defendia a ideia do homem no centro de todas as coisas como forma de quebrar a grande influência religiosa. As artes encontravam novas formas de expressão e o conhecimento científico avançava. A invenção da imprensa, no século XV, foi um fator crucial, pois garantiu maior produção de livros e ampliou a circulação de ideias.
No campo religioso, a contestação da Igreja Católica era uma prática que vinha acontecendo desde meados da Idade Média. Esses movimentos religiosos questionavam a falta de moralidade, o abuso do poder, a avareza, a corrupção e todo tipo de desvio comuns na Igreja Católica na Europa. Alguns historiadores entendem, por exemplo, que os valdenses, surgidos na França, no século XII, já eram um movimento reformista.
Outros destaques são John Wycliff e Jan Hus, dois nomes que questionaram as práticas da Igreja nos séculos XIV e XV, respectivamente. As críticas realizadas por ambos iam em caminho semelhante às de Lutero: questionavam o acúmulo de poder e os desmandos de Roma, criticavam os desvios dos ensinamentos contidos na Bíblia, a venda de indulgências etc. Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/reforma-protestante.htm
Debate para o esclarecimento do valor das indulgências
Dr. Martin Luther, 1517
Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. Fonte: https://www.luteranos.com.br/lutero/95_teses.html
As penitências
 1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência. 2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental, isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes. [...] 5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones[...]. Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6ZEkwF5zyjBWX2qdgdAYx2N4pRqcckgaTreZJJtDNg9wYU78heusjvJfnEj6/his07-05und01-ficha-01-as-penitencias.pdfPenitência: são atos como: jejuns, orações, esmolas, vigílias, peregrinações que os fiéis — ou a alguns tipos de religião — oferecem a Deus como provas de que estão arrependidos dos seus pecados; praticados dentre os diversos ramos do cristianismo — de diferentes formas — com a finalidade de expiação dos pecados; tendo o significado de um sacrifício pessoal do fiel, pagando um pecado cometido, ou agradecendo uma graça recebida. Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/Penit%C3%AAncia. Acesso em: 11/11/2018.
As indulgências 
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. [...]. 24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena. [...]. 27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando do purgatório para o céu. [...]. 32. Serão condenados em eternidade (ao inferno), juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência. [...] Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZJ8ZKunKGDKeaSQkPUr3N7rV922CuqtcY5HYCJCMwNRuuj7pEezjnxcvNUKb/his07-05und01-ficha-02-as-indulgencias.pdf
As críticas ao abuso papal 
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto, como é seu dever, a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro. [...] 56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo [...] 62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus[...]. 86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos (aristocratas romanos), não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres [...]? Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sPUJ9mXSfnfgNeZAGzZDUpg7U8PJnXjm7e7Krpe7tpa2WXvVB6S8AfmY4pcb/his07-05und01-ficha-03-as-criticas-ao-abuso-papal.pdf
Dialogando com o conhecimento
1. Quais eram as irregularidades atribuídas à igreja católica pelos movimentos religiosos reacionários de final da Idade Média?
R: Espera-se a transcrição ou argumento sobre: a falta de moralidade, o abuso do poder, a avareza, a corrupção e todo tipo de desvio comuns na Igreja Católica na Europa.
2. Na sua opinião, quais as pretensões da igreja medieval em pregar a ideia de que “fora da igreja católica não há salvação”? 
R: Espera-se uma reflexão sobre a imposição de preceitos religiosos pela igreja católica e o fortalecimento do poder político e religioso sobre devotos.
3. O que aconteceria com os fiéis e também com seus mestres que acreditassem estar salvos através da compra da indulgência, segundo Lutero?
R: Espera-se a transcrição ou argumento relacionado a tese defendida por Lutero: Serão condenados em eternidade (ao inferno), juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
4. O que é necessário para o fiel alcançar a salvação?
R: Reflexões subjetivas sobre ações de instituições e pessoas que “intermediam” a salvação...
5. A compra de indulgência ajuda ou atrapalhao objetivo do fiel de conseguir a salvação?
R: Reflexões sobre dinâmica econômica nas instituições religiosas (as ações dos fiéis) ...
6. O que você acha sobre doar um objeto para garantir a salvação? E sobre pagar para receber perdão ou salvação?
R: Reflexão sobre dinâmica econômica nas instituições religiosas (sobre as doações ou dízimos)
7. Observando as teses de Lutero contra as ações da igreja católica medieval apresentadas acima, quais você considera mais rigorosas?
R: Espera-se a simples transcrição de um trecho do texto de Lutero que apresente maior rigor. 
8. As reações de Lutero às irregularidades da igreja católica foram as primeiras? Comente.
R: Espera-se uma resposta negativa e um comentário ou transcrição do trecho do texto: era uma prática que vinha acontecendo desde meados da Idade Média. Esses movimentos religiosos questionavam a falta de moralidade, o abuso do poder, a avareza, a corrupção e todo tipo de desvio comuns na Igreja Católica na Europa. 
Sobre a reação da igreja contra os efeitos da Reforma Protestante, a Contrarreforma Católica 
Regimento dos Soldados de Cristo autorizado pelo Papa Paulo III 
Bula papal Regimini militantis Ecclesiae que concedeu aos Jesuítas membros da Companhia de Jesus a condição de ordem em 27 de setembro de 1540. “Quem quiser servir como soldado de Deus sob a bandeira da cruz em nossa Sociedade, que desejamos designar pelo nome de Jesus, e servir somente ao Senhor e seu vigário na terra, deve ter em mente que[...]ele é um membro de uma comunidade fundada [...] para lutar especialmente pelo progresso das almas na vida e doutrina cristãs e para a propagação da fé pelo ministério da palavra, pela espiritualidade, exercícios e obras de caridade, e especificamente pela educação de crianças e pessoas iletradas no cristianismo.[...] se ele nos enviar entre os turcos ou para outros infiéis, até mesmo para a terra que eles chamam de Índia, ou para quaisquer hereges ou cismáticos, ou para qualquer um dos fiéis.[...] devem estar prontos a cumprir essa obrigação que é tão grande, estando vestidos para batalha dia e noite.[...].” Aprovação de estatuto da Sociedade de Jesus” Inácio de Loyola recebe a bula papal do Papa Paulo III. (in Commons). Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PMgEVHJFFgYD45m3WFX7WVEDQRVHFmUt7g37vmFEyG85qbx59KyqZtae8u87/his-07-05-und-05-ficha-contextualizacao-1-regimini-militantis-ecclesiae-regimento-dos-soldados-de-cristo.pdf
A CONTRA-REFORMA DO CONCÍLIO DE TRENTO: Da reafirmação do culto aos santos pela Igreja Católica 
Em resposta às inúmeras críticas protestantes contra a Igreja Católica e, temendo a perda de mais fiéis, ocorreu um Concílio na cidade de Trento na Itália que orientou a todos os sacerdotes católicos espalhados pelo mundo várias normas, como sobre o tratamento que a Igreja daria sobre o seu culto aos santos que foi reafirmado no trecho do Decreto produzido a 3 e 4 de dezembro de 1563: “Ensinando-lhes que os santos que reinam juntamente com Cristo, rogam a Deus pelas pessoas, e que é útil e bom invocá-los humildemente, e recorrer às suas orações[...] que as imagens devem existir, principalmente nos templos, principalmente as imagens de Cristo, da Virgem Mãe de Deus, e de todos os outros santos, [...] porque a honra que se dá às imagens, se refere aos originais representados nelas, [...] adoremos unicamente a Cristo por meio das imagens que beijamos, cuja semelhança é espelhada nessas imagens.[..] por meio de [...] pinturas e outras cópias, o povo é instruído e sua fé é confirmada e recapitulada continuamente. [...] porque se expõe aos olhos dos fiéis os salutares exemplos dos santos milagres que Deus lhes concedeu, com a finalidade que dêem graças a Deus por eles, e regulem sua vida e costumes aos exemplos dos mesmos santos, assim como para que se animem a adorar e amar a Deus, e praticar a piedade”. Concílio de Trento Sessão XXV, A invocação e veneração às relíquias dos santos e das sagradas imagens celebrada por Pio IV, em 1563. Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mhGeHqVyqYmnAFGXCFDZ9gRHAtQZfkzSwm2CjuVaetHY4EQy9Jqd4zcvwZfC/his-07-05-und-04-ficha-1-contextualizacao-a-contra-reforma-do-concilio-de-trento-reafirmacao-do-culto-aos-santos.pdf
Dialogando com o texto
1. Segundo a Igreja católica, por que é bom aos fiéis invocar aos santos?
R: Espera-se um comentário ou transcrição sobre o trecho do texto: “Ensinando-lhes que os santos que reinam juntamente com Cristo, rogam a Deus pelas pessoas, e que é útil e bom invocá-los humildemente, e recorrer às suas orações
As ações da Contra Reforma católica na América Portuguesa 
ANALISE OS FRAGMENTOS A SEGUIR 
FRAGMENTO A 
Diálogos (Sobre os indígenas terem alma e de poderem ser catequizados) 
Gonçalo Alves: - Pois a pessoas muito avisadas ouvi [..] dizer, [...] nem têm para si, que estes são homens como nós. 
Nogueira: - Bem, se eles não são homens, não serão próximos; porque só os homens, são próximos; [...] e todo pode conhecer a Deus, e salvar sua alma,[...] 
Gonçalo Alves: - Estes têm almas como nós. 
Nogueira: - Isso está claro, pois a alma tem três potências, entendimento, memória e vontade, que todos têm. (NÓBREGA, Manuel. Cartas do Brasil (1549-1560). Rio de Janeiro: Officina Industrial Graphica, 1931, p. 233 a 238). 
FRAGMENTO B 
Carta de Manuel da Nóbrega ao padre Miguel Torres a 8 de maio de 1558 
Primeiramente o gentio se deve sujeitar e fazê-lo viver como criaturas que são racionais, fazendo-lhe guardar a lei natural, [...] E são tão cruéis e bestiais,[...] e nenhum benefício os inclina nem abstém de seus maus costumes,[...], que se ensoberbecem e fazem piores com afagos e bom tratamento. Este gentio é de qualidade que não se quer por bem, senão por temor e sujeição, [...] e por isso se S.A. os quer ver todos convertidos mande-os s ujeitar e deve fazer [...] repartir-lhes o serviço dos Índios àqueles que os ajudarem a conquistar e senhorear, como se faz em outras partes de terras novas, e não sei como se sofre a geração portuguesa, [...] sujeitando-se ao mais vil e triste gentio do mundo. [...] Depois desta Baía senhoreada, será fácil cousa sujeitar as outras Capitanias porque somente os estrondos que lá fez a guerra passada os fez muito medrosos e aos cristãos deu grande ânimo [...] Desta maneira cessará a boca infernal de comer a tantos cristãos quantos se perdem em barcos e navios por toda a costa; os quais todos são comidos dos Índios [...] (in LEITE, S. Monumenta Brasiliae. Vol. II -1553-1558. Roma: Monumenta Historica Societatis Iesu, 1957). Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qPddGtA5Eecw7xgxxdNz2zEWmdymmCkW49JRzHhuXSygqeKCdsYyRDqZzG2b/his-07-05-und-05-atividade-i-problematizacao-dialogos-e-carta-de-manuel-de-nobrega.pdf
Dialogando com o conhecimento
1. No fragmento A, segundo Nogueira, há permissão para que os indígenas sejam catequizados? Comente. 
R: Espera-se uma resposta positiva e um comentário relacionado à necessidade de “salvar suas almas com a catequização”.
2. No fragmento B, por quê segundo Manuel da Nóbrega os indígenas precisariam ser submetidos?
R: Espera-se uma reflexão sobre o olhar etnocêntrico dos catequizadores sobre os índios. Tratados de “cruéis e bestiais” e, portanto precisando ser submetidos à igreja tida como o caminho ideal.
Regimento das Missões do Estado do Maranhão, e Pará (21 de dezembro de 1686) 
O Regimento é uma lei real das atribuições dos missionários e do respeito que governantes e colonos deveriam ter com a redução. 
Redução, no sentido de restringir, dominar
“[§1]Os Padres[...]terão o governo, não só espiritual,[...],mas o político, e temporal das aldeias de sua administração [...] [§4] Nas aldeias não poderão assistir, nem morar outras [...] pessoas, mais que os índios com as suas famílias, pelo dano que fazem nelas, [...] [§5] Nenhuma pessoa de qualquer qualidade que seja poderá ir às aldeias tirar índios para seu serviço;[...]sem licença das pessoas que a podem dar na forma das minhas leis, nem os poderão deixar ficar nas suas casas depois de passar o tempoem que lhe foram concedidos;[...] [§8] Os Padres Missionários porão o maior cuidado, em que se povoem de índios as aldeias, [...] que possam ser bastantes, tanto para a segurança do Estado, e defesas das Cidades, como para o trato, e serviço dos moradores, e entradas dos sertões.[...] devem acudir tão prontamente [...] o bem espiritual dos índios que administração nas aldeias, que são das ditas residências; e porque não é possível, que de outro modo satisfaça sua obrigação, e zelo com que tratam do serviço de Deus nosso Senhor, e meu. [...] [§21] são necessárias aos moradores [...] índias, necessitarão para lhe criarem seus filhos, Índias farinheiras, e de leite. [§23] Os índios das aldeias que de novo se descerem do sertão, não serão obrigados a servir, por tempo (maior)de dois anos, porque é o necessário para se doutrinarem na fé, primeiro motivo de sua redução, e para que façam as suas roças, e se acomodem à terra, antes que os tomem arrependidos, à diferença dela, e jugo do serviço[...]. [§24] Para as entradas, que os Missionários hão de fazer nos sertões, lhe darão os Governadores todo o auxílio, ajuda, e favor que eles houverem [...], tanto para a sua segurança, como para com maior facilidade fazerem as Missões. Fonte: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xfmPbNUeyZsQQY97WNpFXSuXNjKAQSUCHKg6uT8wAQdU5eekUBKj8s7VZfHs/his-07-05-und-05-atividade-ii-problematizacao-regimento-das-missoes-do-estado-do-maranhao-e-para.pdf
Dialogando com o conhecimento
1. Quais características de organização e das regras existentes para o funcionamento da Redução?
R: Espera-se uma reflexão sobre o controle da igreja católica sobre os índios durante o processo de catequização, os aldeamentos e regras rigorosas...
2. Qual a sua opinião sobre o funcionamento da redução?
R: Espera-se uma reflexão sobre a seriedade dos catequizadores com relação a recomposição de fiéis católicos após as perdas com a Reforma Protestante.
 
3- Quais eram as funções exercidas pelos indígenas neste período?
R: Espera-se uma reflexão sobre a imposição da sedentarização aos índios. O trabalho ne lavoura, por exemplo, contrariando modos de vida tradicionais...
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