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 Estudar a morfofisiologia do sistema 
límbico; 
 Compreender os mecanismos que motivam 
as reações e emoções do corpo; 
 Explicar o sistema autônomo; 
 Explicar os receptores do sistema 
autônomo (muscarínicos e nicotínicos); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Segundo a neurociência, o cérebro é dividido em 
três partes: Neocórtex, Límbico e Reptiliano. Uma 
explicação clara sobre os 3 cérebros da 
neurociência é apresentada por Marcelo Peruzzo 
em seu livro “As três mentes do Neuromarketing”. 
Nesse livro, os três cérebros são apresentados em 
uma conversa lúdica entre Einstein (Neocórtex), a 
Princesa (Límbico) e o Macaco (Reptiliano). 
-O que é Neocórtex na neurociência? 
 O Neocórtex é o cérebro pensante, responsável 
pela nossa linguagem e raciocínio lógico. A espécie 
Homo sapiens sapiens possui esse cérebro mais 
evoluído. Contudo ele consome muita energia e é 
lento, muito lento. 
 
 
 
 
 
 
 
 Pense em Einstein. Ele não era lento, longe 
disso. Contudo, quanto tempo levou para elaborar 
suas teorias que revolucionaram a física e a ciência 
como um todo? 
-O que é o sistema Límbico? Já o sistema 
Límbico é responsável pelas nossas emoções. 
Esse cérebro é mais rápido que o Neocórtex e 
consome menos energia. (ESPERIDÃO, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-O que é sistema Reptiliano? 
 O terceiro cérebro da neurociência, o Reptiliano, 
segundo Paul Maclean, é responsável pela 
sobrevivência da espécie [lutar ou fugir, matar ou 
morrer e se reproduzir]. Basicamente, age por 
instinto. Ele é conhecido com o cérebro velho, pois 
considera-se que ele seja mais velho que a espécie 
humana, que o temos como uma evolução das 
espécies. 
 Esse sistema é muito rápido em suas ações e 
consome quase nada de energia. Por isso, o 
Reptiliano pode acabar controlando os outros dois 
cérebros em vários momentos porque carrega junto 
atitudes, digamos, primitivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O sistema límbico é considerado o epicentro 
da expressão emocional e comportamental. O 
sistema límbico desempenha as seguintes funções: 
 Saciedade e fome 
 Memória 
 Resposta emocional 
 Reprodução sexual e instintos maternos 
 Excitação sexual 
 
 Ele consegue realizar essas atividades através 
de conexões estreitas com outros sistemas do 
cérebro. Tradicionalmente, ele é dividido em dois 
grupos: um componente cortical e um subcortical. 
O primeiro é constituído pelo neocórtex, pelo córtex 
orbitofrontal, hipocampo, córtex insular, e os giros 
(circunvoluções) do cíngulo, subcaloso e 
parahipocampal. 
 O segundo, por outro lado, inclui a amígdala, o 
bulbo olfatório, o núcleo septal, o hipotálamo e os 
núcleos anterior e dorsomedial do tálamo. A região 
cortical é chamada de lobo límbico. A região 
subcortical funciona em conjunto com o lobo 
límbico. (DRAKE, 2017) 
 
 O giro subcaloso é 
relativamente pequeno e encontra-se anteriormente 
à lâmina terminal (parede anterior do hipotálamo) e 
à comissura anterior. Além disso, ele é inferior 
ao rostro (primeira parte) do corpo caloso e 
posterosuperior ao córtex frontobasal 
(orbitofrontal) do cérebro. Esta área corresponde à 
partes das áreas de Brodmann 24 e 32 e à área de 
Brodmann 25. Acredita-se que esteja envolvido 
na depressão. Também corresponde a um dos 
centros de prazer do cérebro. 
 
O giro 
parahipocampal é melhor visualizado numa vista da 
superfície inferior do lobo temporal do cérebro. Ele 
localiza-se medialmente ao sulco rinal (uma 
continuação anterior do sulco colateral) e lateral 
ao giro occipitotemporal lateral, lateral ao unco (ou 
uncus), corpos geniculados e pulvinar do tálamo, e 
anterior ao giro occipitotemporal medial. A área 
corresponde a várias áreas de Brodmann, como 
o córtex entorrinal (áreas 27 e 28), e áreas 35, 36, 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/estruturas-subcorticais
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/hipocampo-anatomia-e-funcoes
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-amigdala
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-talamo
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/lobo-temporal
48, e 49. O giro parahipocampal providencia uma 
via de comunicação entre o hipocampo e todas as 
áreas corticais de associação através da qual os 
impulsos aferentes entram no hipocampo, está 
relacionado com a recuperação da memória.
 A superfície inferior do lobo frontal assenta no 
teto da órbita na fossa anterior do crânio. Como tal, 
esta região do encéfalo é conhecida como o córtex 
frontobasal ou orbitofrontal. O bulbo e os tratos 
olfatórios podem ser encontrados correndo ao longo 
do sulco olfatório, que separa o giro reto do córtex 
orbitofrontal do giro orbital medial. O córtex 
orbitofrontal atua na percepção do olfato, que 
também podem estar envolvidos na formação de 
memórias. Também está relacionado com a 
personalidade, emoções e comportamento social. 
 
 É uma estrutura em forma de “C” que está 
dividida em córtex pré-límbico e infra-límbico, córtex 
do cíngulo anterior e córtex retroesplênico. O córtex 
do cíngulo começa ventralmente à parte rostral do 
corpo caloso, curva-se rostralmente e depois segue o 
joelho do corpo caloso para progredir posteriormente 
fundindo-se com o pré-cúneo do lobo parietal. O giro 
do cíngulo está separado do corpo caloso pelo sulco 
calosal (inferiormente) e do giro frontal médio e lóbulo 
paracentral pelo sulco do cíngulo superiormente. 
O sulco do cíngulo é contínuo com o sulco marginal, 
que separa o lóbulo paracentral do pré-cúneo. Pensa-
se que o giro do cíngulo esteja fortemente associado 
com a percepção da dor neuropática e com a 
nocicepção. Também tem funções na evocação de 
memórias e na aprendizagem. (EFB, 2010, Ver 
Neurocienc) 
 A amígdala (corpo amigdaloide) possui forma de 
amêndoa e está localizada anterosuperiormente ao 
corno temporal (inferior) do ventrículo lateral, 
inferiormente ao núcleo lentiforme (putâmen e globo 
pálido interno e externo) e profundamente ao unco. O 
ápice da cauda do núcleo caudado funde-se e a 
amígdala surge no teto do corno temporal do 
ventrículo lateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A amígdala pode ser subdividida num 
componente maior ventrolateral e numa divisão 
menor dorsomedial. O grupo ventrolateral 
tem núcleos centrais e basolaterais que ligam 
os núcleos corticomediais da divisão dorsomedial 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/lobo-parietal
ao córtex entorrinal. Os núcleos corticomediais 
recebem informação sensorial do bulbo olfatório. 
Do aspecto posterior da amígdala, a estria 
terminal emerge e toma um trajeto côncavo. Ela 
estende-se posteriormente ao longo da superfície 
ventral dos núcleos da base e do tálamo. 
Posteriormente, a estria terminal viaja superiormente 
numa relação posterior ao tálamo. Finalmente, ele 
viaja anteriormente ao longo da superfície dorsal ou 
ventricular do tálamo, entre o tálamo e o núcleo 
caudado, e rostralmente às veias talamoestriadas. 
Essas fibras permitem a comunicação entre a 
amígdala e regiões do hipotálamo para regular as 
respostas do medo e da ansiedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A amígdala discrimina estímulos associados 
ao medo e alerta o organismo; disparador do 
medo e ansiedade. 
 
 A amígdala é responsável pela detecção, 
geração e manutenção das emoções relacionadas 
ao medo, bem como de respostas apropriadas a 
situações de ameaça e perigo. 
 Pacientes conscientes submetidos a estimulação 
elétrica do corpo amigdaloide durante o ato cirúrgico 
frequentemente relatam sentimentos não 
direcionados de medo, geralmente acompanhados de 
manifestações viscerais características da situação, 
como dilatação da pupila e aumento do ritmo 
cardíaco. Já foi visto também que macacos que 
normalmente têm medo de cobras, depois de 
sofrerem amigdalectomia, perdem este medo, 
aproximam-se delas até as comem. 
 A intrínseca relação da amígdala com o medo é 
demonstrada pela neuroimagemfuncional, em que a 
amígdala é ativada pela simples visão de pessoas 
com expressão facial de medo. 
- Amígdala e outras emoções 
 Por conter a maior concentração de receptores 
para hormônios sexuais do SNC, o estímulo elétrico a 
esta área geralmente está presente em situações de 
significado emocional de natureza sexual. 
 A amígdala também se correlaciona com a 
produção de memórias. A sua íntima relação 
topográfica e funcional com o hipocampo, vincula o 
processo de armazenamento de memórias com os 
seus respectivos coloridos emocionais, e as suas 
relações com o córtex cerebral permitem a atuação, 
em particular, do córtex pré-frontal sobre o complexo 
amigdalóide. (SANTIN) 
 Devido às suas múltiplas conexões neuronais, 
lesões ou estímulos nesta área em animais resultam 
em alterações significativas, como alterações na 
sensação de medo, comportamento sexual e 
agressivos. 
 Estudos de lesões no corpo amigdaloide de 
animais, demonstram que as lesões da amígdala 
resultam em uma domesticação, em quadro de 
hipersexualidade e considerável diminuição da 
excitabilidade emocional, geralmente manifestados 
pela agressividade. 
 O estímulo excessivo a esta área se associa a 
comportamentos de fuga ou defesa excessiva, muitas 
vezes manifestados e associados também à 
agressividade. Por este motivo, os focos epilépticos 
desta área associam-se a um aumento da 
agressividade social. 
 A ausência ou lesões bilaterais da amígdala 
geralmente se associam à falta de medo mediante 
perigo óbvio, perversão alimentar e olfatória e 
hiperssexualidade. Por exemplo, em macacos depois 
de sofrerem amigdalectomia, perdem o medo que 
naturalmente têm de cobras, conseguindo aproximar-
se ou até mesmo comê-las. 
 
 
 O úncus abriga a amígdala e localiza-se na 
superfície inferior do cérebro, posteromedialmente 
ao lobo temporal, lateral à superfície perfurada 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nucleos-da-base
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-talamo
posterior e aos corpos mamilares, anterior ao corpo 
geniculado lateral e anterolateral ao mesencéfalo. 
Macroscopicamente, o úncus parece ser uma 
extensão anteromedial do giro parahipocampal. 
 
 
 
 
 
 
 Há três componentes principais do úncus. 
Posteriormente existe o giro intralímbico; 
anteriormente temos o giro uncinado e entre eles 
está a cauda do giro denteado. O úncus também 
está relacionado com dois outros giros que se 
relacionam superficialmente com a amígdala 
conhecidos como o giro semilunar e o giro 
ambiens. O primeiro está localizado medialmente e 
é contínuo com a estria olfatória lateral; enquanto o 
segundo está localizado lateralmente e é contínuo 
com o giro olfatório lateral (fina camada de 
substância cinzenta que cobre a estria olfatória 
lateral). (DRAKE, 2017) 
 
-Algumas atividades relacionadas ao úncus: 
 Participação na codificação da memória do 
trabalho; 
 Consciência autonoética; 
 Processamento de informações olfativas; 
 Capacidade de orientação espacial; 
 Regulação humor e ansiedade; entre outras 
funções. 
 
 Lesões nesta área pode causar problemas 
quando trata de orientar e manter a memória 
anterógrada, ou seja, a capacidade de registrar 
novas informações declarativas em nossa memória. 
Também são observados perda parcial ou total da 
captura de cheiro e aroma. (ESPERIDÃO, 2018) 
 
 
 
 
 
 
 A formação hipocampal é um termo abrangente 
usado para nos referirmos a um grupo de 
estruturas. Essas estruturas são o hipocampo, o 
giro denteado, o complexo subicular e o córtex 
entorrinal. 
 O hipocampo é um feixe de substância cinzenta 
que se localiza no assoalho do corno temporal do 
ventrículo lateral e se parece a um chifre de carneiro. 
Por essa razão, ele também é chamado de corno de 
Ammon (em homenagem a um deus da mitologia 
egípcia, Ammon). Anteriormente, o corno de Ammon 
é mais largo do que a sua extensão posterior e é 
moldado em uma formato semelhante a uma pata. 
 
 
 
 
 
 Esta região do hipocampo é chamada de pé do 
hipocampo. À medida que o hipocampo progride 
posteriormente, a sua superfície ventricular forma 
uma convexidade antes de continuar 
superomedialmente para se fundir com o pilar do 
fórnice. 
 O hipocampo desempenha um papel crítico na 
formação, organização e armazenamento de novas 
memórias, além de conectar certas sensações e 
emoções à essas memórias. (BEAR, 2017) 
 O Hipocampo também desempenha um papel na 
consolidação de memórias durante o sono. Estudos 
sugerem que uma maior atividade do hipocampo 
durante o sono após algum tipo de treinamento ou 
experiência de aprendizado leva a uma melhor 
memória do assunto no dia seguinte. (BEAR, 2017) 
-Por que nos lembramos tão bem de eventos 
assustadores? 
 Situações temerosas estimulam o cérebro a ativar 
o sistema nervoso simpático e as glândulas 
suprarrenais, causando a liberação de 
neurotransmissores e hormônios do estresse e 
volumes de cortisol (cortisol é uma hormônio 
corticosteroide da família dos esteroides, produzido 
pela parte superior da glândula suprarrenal (no córtex 
suprarrenal, porção fasciculada ou média) 
diretamente envolvido na resposta ao estresse). 
 Essas substâncias ativam a resposta de “fuga ou 
luta” que inclui um aumento na frequência cardíaca 
para facilitar a entrega de sangue aos músculos em 
atividade após ativada a resposta de fugir ou ficar 
para lutar. (MACHADO, 2014) 
 
 Esses hormônios também estimulam a estrutura 
cerebral chamada amígdala. A natureza seletiva de 
nossa memória faz sentido; nossa própria 
sobrevivência pode depender as lições de episódios 
que ameaçam a vida. No entanto, nossa capacidade 
de lembrar seletivamente episódios traumáticos, 
também pode nos prejudicar. 7% da população geral 
sofre de Transtorno de Estresse Pós Traumático 
(TEPT). Episódios que produzem medo intenso 
podem levar ao TEPT com efeitos que podem durar 
um mês ou persistir por toda a vida, conforme Susan 
R Barry em seu texto Eyes on the Brain. 
 O giro denteado é uma estrutura de substância 
cinzenta serreada que se encontra medial ao 
hipocampo e lateral ao giro parahipocampal 
enquanto viaja ao longo do assoalho do corno 
temporal do ventrículo lateral. Ele se estende 
anteriormente para o úncus e continua 
superomedialmente com a fímbria do hipocampo e 
se torna o indúsio cinzento ou indusium 
griseum (uma fina estrutura de substância cinzenta 
que cobre a superfície dorsal do corpo caloso). 
 Numa secção coronal, o corno de Ammon (CA) 
é subdividido em três regiões, CA1 (adjacente ao 
subículo), CA3 (proximal ao giro denteado) 
e CA2 (entre CA1 e CA3). O complexo subicular é 
uma região do hipocampo (melhor observada numa 
seção coronal) que é composta, de superficial para 
profundo, pelo parassubículo, pelo pré-subículo e 
pelo subículo. Este complexo contém neurônios 
piramidais que se projetam para o córtex entorrinal 
e para outras partes da formação hipocampal. 
Histologicamente, o subículo, que é adjacente a 
CA1, contém os dendritos apicais das células 
piramidais subiculares e uma camada polimórfica 
profunda. O pré-subículo distingue-se do subículo, 
pela presença de uma camada densamente 
compactada de células piramidais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Finalmente, o córtex entorrinal (área 28 de 
Brodmann) é constituído pela extremidade anterior 
do giro parahipocampal e pelo úncus e é precedido 
pelo giro semilunar. Este córtex estende-se rostro-
caudalmente da amígdala anterior para partes da 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/dendritos
formação hipocampal. É um receptor direto da 
estimulação aferente do bulbo olfatório. 
 
 
 
-Localização e funções 
 
 O hipotálamo é uma região diencefálica no 
terceiro ventrículo situada caudalmente ao sulco 
hipotalâmico e ao tálamo. Ele está envolvido na 
excitação sexual, na resposta emocional, na 
regulação endócrina, no desenvolvimentosexual, 
na termorregulação, na regulação da saciedade e 
fome e também está envolvido na osmorregulação. 
Ele não só transmite informação ao sistema límbico, 
como também serve como a sua principal porta de 
saída. As fibras hipocampohipotalâmicas conectam 
o hipocampo aos corpos mamilares através 
do fórnice. (PORTELL, 2015) 
-Fibras e núcleos Esta via serve como o principal 
trato de saída do sistema límbico. Há também 
 fibras amigdalo-hipotalâmicas que cursam do 
complexo amigdaloide, caudalmente para o núcleo 
lentiforme através da estria terminal e entram no 
hipotálamo. O hipotálamo é constituído por vários 
núcleos. Os núcleos pré-óptico, dorsomedial, lateral 
e ventromedial são alguns exemplos de núcleos 
hipotalâmicos que estão intimamente relacionados 
com o sistema límbico. O núcleo pré-óptico regula 
a secreção do hormônio liberador de gonadotrofinas 
(GnRH), que é importante para o desenvolvimento 
sexual. O núcleo lateral modula os impulsos para 
comer (lesões neste núcleo têm sido associadas 
com anorexia nervosa), enquanto os núcleos 
dorsomedial e ventromedial estão envolvidos na 
regulação da saciedade, medo e atividade sexual. A 
destruição destas regiões em ratos de laboratório 
resulta em obesidade. (GUYTON, 2017) 
 
 
 
 
 O álveo é um fino véu de substância branca 
que cobre o hipocampo, profundamente à camada 
ependimária. As fibras nervosas viajam através do 
álveo desde o corno de Ammon, unem-se na 
superfície medial para formar a fímbria do 
hipocampo. A fímbria continua a sua viagem 
superomedialmente e se transforma na fímbria do 
fórnice, no local onde o hipocampo termina e o 
fórnice começa, ventralmente ao esplênio do corpo 
caloso. (ESPERIDIÃO, 2018) 
 É importante mencionar que neste ponto onde 
os pilares do fórnice ascendem posteriormente para 
o tálamo, eles se comunicam um com o outro 
através da comissura do fórnice. As fibras 
decussantes permitem a comunicação entre o 
hipocampo de cada lado. 
 
 
 O núcleo habenular é profundo à comissura 
habenular que se localiza no espaço suprapineal 
(acima da glândula e recesso pineais). Este núcleo 
comunica com o resto do sistema límbico através 
da estria medular do tálamo (ao longo da linha 
média do teto do terceiro ventrículo). 
 Além de conectar o núcleo habenular 
ao hipotálamo, também o conecta aos núcleos do 
septo (área septal). O septo comunica-se 
superiormente com o septo pelúcido (separa os 
ventrículos laterais esquerdo e direito). Ele também 
contém grupos dorsal, medial, caudal e ventral de 
núcleos inferiores ao septo pelúcido. 
 O núcleo septal lateral (recebedor da maioria 
dos estímulos aferentes) encontra-se no grupo 
ventral, enquanto o núcleo septal dorsal se 
encontra no grupo dorsal. O núcleo da banda 
diagonal de Broca e o núcleo septal medial residem 
no grupo medial e os núcleos septais 
triangular e fimbrial residem no grupo caudal. O 
septo também comunica com o sistema límbico 
através do fórnice pré-comissural (fibras anteriores 
do fórnice). 
 
 A função das habênulas até hoje é pouco 
conhecida, mas acredita-se que ela está envolvida 
com o controle do sono e vigília e seja um centro de 
integração entre vias olfatórias, viscerais e 
somáticas. (BEAR, 2017) 
 
 Os corpos mamilares são um par de estruturas 
redondas encontradas inferiormente ao assoalho do 
terceiro ventrículo. Elas são posteriores à glândula 
pituitária e ao tuber cinéreo (assoalho do 
hipotálamo) e anterior à substância perfurada 
posterior e à fossa interpeduncular. Os corpos 
mamilares comunicam com o sistema límbico 
através do fórnice pós-comissural (fibras 
posteriores do fórnice) e através do fascículo 
mamilotalâmico. 
-Como parte do hipotálamo, as principais funções 
dos corpos mamilares conhecidas são: 
 Principal centro de controle do sistema 
nervoso vegetativo e do sistema endócrino. 
 Controlam os comportamentos motivados 
como ingestão de alimentos e água, 
atividade sexual, etc. Sendo assim são 
importantes no controle da homeostase. 
 Coordenar as respostas físicas ligadas a 
mudanças emocionais. Os estudos de hoje 
em dia demonstram o enlace das conexões 
daquelas zonas envolvidas com a emoção e 
a memória, isto é, com o tálamo. (BEAR, 
2017) 
 Dessa forma, sua implicação nos processos de 
memória reflete na aparição de alterações cerebrais 
como a síndrome de Korsakoff, uma amnésia 
diencefálica que é produzida devido a uma afetação 
dos corpos mamilares do hipotálamo e do núcleo 
dorsomedial do tálamo, como consequência de um 
déficit de tiamina. 
 O aspecto que mais se conhece dos corpos 
mamilares são as vias com que se conectam. 
Sabemos que fazem parte de, ao menos, quatro 
circuitos cerebrais envolvidos em diferentes 
funções, como a memória. Especificamente, alguns 
estudos mostraram sua atuação na memória 
espacial. 
-O que acontece se os corpos mamilares forem 
lesionados? 
 Estudos clínicos realizados em humanos, por 
meio de técnicas de neuroimagem, mostram que a 
alteração morfológica circunscrita aos corpos 
mamilares, devido a diferentes processos 
patológicos, é suficiente para induzir alterações 
severas e persistentes na memória declarativa. 
Especificamente mostram que estas alterações se 
relacionam com a incapacidade dos indivíduos para 
formar novas recordações, de duração variável, a 
partir do momento da lesão. (FOWLWER, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Em 1937, James Papez propôs a ideia de que 
seria necessário a existência de interações 
recíprocas entre o córtex cerebral e o hipotálamo 
para que os comportamentos emocionais fossem 
percebidos conscientemente. Esta proposta foi a 
base inicial do que é atualmente denominado o 
circuito de Papez. Esse circuito envolve 
comunicações entre a área entorrinal, giro do 
cíngulo, núcleos mamilares, formação 
hipocampal e núcleos talâmicos anteriores. 
 Os tratos perfurante e alvear fornecem um 
caminho entre o córtex entorrinal e a formação 
hipocampal. Através do fórnice e da fímbria, a 
formação hipocampal pode depois transmitir a 
informação aos corpos mamilares. 
Subsequentemente, os corpos mamilares se 
comunicam com os núcleos talâmicos anteriores 
através do trato mamilotalâmico. A cápsula 
interna depois leva a informação do tálamo para o 
giro do cíngulo, que depois retorna os impulsos 
para a área entorrinal através do cíngulo. A 
informação aferente e eferente que viaja de e para 
o sistema límbico origina-se nas regiões cortical, 
reticular e diencefálica do cérebro. 
 
 Papez propôs que o circuito constituído pelo 
giro do cíngulo, giro parahipocampal, hipocampo, 
fórnix, corpo mamilar, núcleos anteriores do tálamo 
se constituísse no circuito básico das emoções. 
(BEAR, 2017) 
 Esta hipótese veio a ser ampliada por MacLean 
(1949), ao propor o conceito de cérebro visceral 
que defendia a ideia de que era constituído pelo 
rinencéfalo (estruturas e áreas olfatórias e 
paraolfatórias), giro do cíngulo, giro 
parahipocampal e hipocampo. (ESPERIDIÃO, 
2018) 
 
 Estas hipóteses foram corroboradas por 
Lockard (1977) afirmando que estas áreas 
anatômicas eram comuns a todos os mamíferos, e 
responsáveis pelas funções básicas de comer, 
beber e de se reproduzir. Inicialmente, MacLean, 
assim como Papez não reconheceu a contribuição 
prévia de Broca, contudo, em suas publicações 
subsequentes, adotou o termo proposto pelo autor 
francês e criou o conceito de Sistema Límbico. 
 Há um consenso entre os diversos autores de 
que o SL tenha como estruturas principais: os giros 
corticais, os núcleos de substância cinzenta e tratos 
de substância branca dispostos nas superfícies 
mediais de ambos os hemisférios e em torno do 
terceiro ventrículo. Estas estruturas, 
funcionalmente, se relacionam com os instintos, 
emoções e memória e, através do hipotálamo, com 
a manutenção da homeostase. Apesar deste 
consenso, há ainda divergências quanto à própria 
conceituação do SL e quanto à inclusão de certasestruturas na sua composição, como o lobo olfatório 
e o próprio hipotálamo. 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral
 
 
 
 
 
 
 
 Embora não se tenha uma definição precisa dos 
circuitos neuronais envolvidos no complexo 
”sistema das emoções”, podem ser descritas, de 
modo didático, algumas vias neuronais, sem perder 
de vista que elas estão, em última análise, 
integradas funcionalmente. 
As emoções mais 
”primitivas” e bem estudadas pelos 
neurofisiologistas, com a finalidade de estabelecer 
suas relações com o funcionamento cerebral, são a 
sensação de recompensa (prazer, satisfação) e de 
punição (desgosto, aversão), tendo sido 
caracterizado, para cada uma delas, um circuito 
encefálico específico. 
 O ”centro de recompensa” está relacionado, 
principalmente, ao feixe prosencefálico medial, nos 
núcleos lateral e ventromedial do hipotálamo, 
havendo conexões com o septo, a amígdala, 
algumas áreas do tálamo e os gânglios da base. 
 Já o ”centro de punição” é descrito com 
localização na área cinzenta central que rodeia o 
aqueduto cerebral de Sylvius, no mesencéfalo, 
estendendo-se às zonas periventriculares do 
hipotálamo e tálamo, estando relacionado à 
amígdala e ao hipocampo e, também, às porções 
mediais do hipotálamo e às porções laterais da área 
tegmental do mesencéfalo. Para alguns 
pesquisadores, a sensação de prazer pode ser 
distinguida pelas expressões faciais e atitudes do 
animal após sua exposição a um estímulo 
hedônico; tais expressões são mantidas mesmo em 
indivíduos anencefálicos, sugerindo que o ”centro 
de recompensa” deva se estender até o tronco 
cerebral. 
 Acredita-se que emissões aferentes do núcleo 
acumbens em direção ao hipotálamo lateral e 
ventral, globo pálido e estruturas conectadas nessa 
mesma região cerebral estejam envolvidas nos 
circuitos cerebrais hedônicos. (FOWLER, 2019) 
 
 Demonstrou-se, em animais de 
experimentação (ratos), que estímulos na área 
septal, controlados pelo animal, acarretavam uma 
situação de deflagração recorrente do estímulo, 
indicando uma possível correlação com o 
desencadeamento de prazer. Estudos posteriores 
realizados em símios demonstraram a participação 
do feixe prosencefálico medial nos estímulos 
apetitivos, sendo possível caracterizar, inclusive, 
uma certa expectativa de prazer. Esse feixe e as 
regiões por ele integradas (área tegmentar ventral, 
hipotálamo, núcleo acumbens, córtex cingulado 
anterior e córtex pré-frontal) compõem o circuito 
denominado sistema mesolímbico. 
 A 
indução de alegria, 
resposta à 
identificação de 
expressões faciais de 
felicidade, à 
visualização de 
imagens agradáveis 
e/ou à indução de 
recordações de 
felicidade, prazer 
sexual e estimulação competitiva bem-sucedida, 
provocou a ativação dos gânglios basais, incluindo 
o estriado ventral e o putâmen. Além disso, vale 
relembrar que os gânglios basais recebem uma rica 
inervação de neurônios dopaminérgicos do sistema 
mesolímbico, intimamente relacionados à geração 
do prazer, e do sistema dopaminérgico do núcleo 
estriado ventral. 
 A dopamina age de modo independente, 
utilizando receptores opióides e gabaérgicos no 
estriado ventral, na amígdala e no córtex órbito-
frontal, algo relacionado a estados afetivos (como 
prazer sensorial), enquanto outros neuropeptídeos 
estão envolvidos na geração da sensação de 
satisfação por meio de mecanismos homeostáticos. 
-Descrições neuroanatômicas de lesões das 
vias cérebro-pontocerebelares em indivíduos 
com riso e choro patológicos sugerem que o 
cerebelo seja uma estrutura envolvida na 
associação entre a execução do riso e do choro 
e o contexto cognitivo e situacional em questão; 
de fato, quando tal estrutura está lesionada, há 
transição incompleta das informações, provocando 
um comportamento inadequado ao seu contexto. 
As relações entre a amígdala e o 
hipotálamo estão intimamente ligadas às sensações 
de medo e raiva. A amígdala é responsável pela 
detecção, geração e manutenção das emoções 
relacionadas ao medo, 
bem como pelo 
reconhecimento de 
expressões faciais de 
medo e coordenação de 
respostas apropriadas à 
ameaça e ao perigo. A 
lesão da amígdala em 
humanos produz redução 
da emotividade e da 
capacidade de reconhecer 
o medo. Por outro lado, a 
estimulação da amígdala 
pode levar a um estado de 
vigilância ou atenção 
aumentada, ansiedade e 
medo. 
 Desde as descrições 
iniciais do SL, realizadas por Papez, acreditava-se 
que o hipotálamo exercia papel crucial entre as 
estruturas subcorticais envolvidas no 
processamento das emoções. Atualmente, se 
reconhece que projeções da amígdala para o córtex 
contribuem para o reconhecimento da vivência do 
medo e outros aspectos cognitivos do processo 
emocional. A amígdala é uma estrutura que exerce 
ligação essencial entre as áreas do córtex cerebral, 
recebendo informações de todos os sistemas 
sensoriais. Estas, por sua vez, projetam-se de 
forma específica aos núcleos amigdalianos, 
permitindo a integração da informação proveniente 
das diversas áreas cerebrais, através de conexões 
excitatórias e inibitórias a partir de vias corticais e 
subcorticais. 
 Os núcleos basolaterais são as principais portas 
de entrada da amígdala, recebendo informações 
sensoriais e auditivas; já a via amigdalofugal ventral 
e a estria terminal estabelecem conexão com o 
hipotálamo, permitindo o desencadeamento do 
medo. A estria terminal está relacionada à liberação 
dos hormônios de estresse das glândulas hipófise e 
suprarrenal durante o condicionamento. Para o 
aprendizado do condicionamento do medo, as vias 
que transmitem a informação do estímulo 
convergem no núcleo lateral da amígdala, de onde 
parte a informação para o núcleo central. Este, por 
sua vez, estabelece conexão com o hipotálamo e 
substância cinzenta periaquedutal no tronco 
cefálico, evocando, por fim, respostas motoras 
somáticas. 
 Uma das primeiras estruturas 
associadas à raiva foi o hipotálamo, em decorrência 
de estudos realizados na década de 1920, nos 
quais se descreveram manifestações de raiva em 
situações não 
condizentes, após a 
remoção total do 
telencéfalo. Entretanto, 
esse mesmo 
comportamento não 
era observado quando 
a lesão se estendia até 
a metade posterior do 
hipotálamo, levando à 
conclusão de que o 
hipotálamo posterior 
estaria envolvido com 
a expressão de raiva e agressividade, enquanto o 
telencéfalo mediaria efeitos inibitórios sobre esse 
comportamento. A raiva é manifestada basicamente 
por comportamentos agressivos, os quais 
dependem do envolvimento de diversas estruturas 
e sistemas orgânicos para serem expressos. 
 Além disso, esse comportamento também 
admite variações de acordo com o estímulo que o 
evoca. No século XX, Flynn (1960) identificou que 
esses comportamentos agressivos eram 
provocados pela estimulação de áreas específicas 
do hipotálamo localizadas no hipotálamo lateral e 
medial, respectivamente. A raiva, assim como o 
medo, é uma emoção relacionada às funções da 
amígdala, em decorrência de conexões com o 
hipotálamo e outras estruturas. 
 
 
 A conexão direta entre o hipotálamo e o SNA 
se dá, possivelmente, mediante projeções 
hipotalâmicas para regiões do tronco encefálico, 
destacando-se o núcleo do trato solitário. Além 
dessas vias eferentes, o Nervo Craniano (NC) vago, 
décimo par craniano (X), um dos principais 
elementos do SNA (porção parassimpática), 
representa ainda um importante componente 
aferente, ativando áreas cerebrais superiores. Suas 
projeções aferentes ascendem ao prosencéfalo 
através do núcleo parabraquial e locus ceruleus, 
conectando-se diretamente com todos os níveis do 
prosencéfalo (hipotálamo, amígdala e regiões 
talâmicas que controlam a ínsula e o córtex órbito-
frontal e pré-frontal). 
 O SNA está diretamente envolvido nas 
denominadas “situações de luta e/ou fuga” e 
imobilização. Tais ocorrências estão 
intrinsecamente relacionadasa um mecanismo de 
neurocepção, que se caracteriza pela capacidade 
de o indivíduo agir conforme sua percepção de 
segurança ou ameaça a respeito do meio onde ele 
se encontra. 
 Toda vez que a pessoa percebe o meio 
ambiente como “seguro”, ela dispõe de 
mecanismos inibitórios que atuam sobre as 
estruturas límbicas que controlam comportamentos 
de luta-fuga, como as regiões lateral e 
dorsomedial da substância cinzenta 
periaquedutal. Dessa forma, a amígdala não 
exerce seu papel normal, ou seja, a estimulação 
dessas vias na substância cinzenta periaquedutal. 
Concomitantemente, após o processamento de 
todas as informações, o córtex motor (onde se 
destacam as áreas frontais) comanda a ativação de 
vias corticobulbares na medula (núcleos primário 
dos pares cranianos V, VII, IX, X e XI), que ativam 
os componentes somatomotor (músculos da face e 
da cabeça) e visceromotor (coração, árvore 
brônquica) dos mecanismos fisiológicos para o 
contato social. 
 
 Ao contrário, toda vez que a pessoa percebe o 
meio ambiente como “ameaçador”, a amígdala 
estará livre para desencadear estímulos excitatórios 
sobre a região lateral e dorsolateral da substância 
cinzenta periaquedutal, que então estimula as vias 
do trato piramidal, produzindo respostas de luta 
e/ou fuga. Além disso, há casos em que a pessoa 
responde a tais situações como se estivesse 
paralisada; essa resposta decorre da estimulação 
da região ventrolateral ao aqueduto cerebral de 
Sylvius, que também estimula as vias neurais do 
trato corticoespinal lateral (piramidal). É 
interessante ressaltar que essas reações ocorrem 
paralelamente a uma resposta autonômica 
simpática. Em situações de luta-fuga, ocorre 
elevação da frequência cardíaca e da pressão 
arterial; de outro modo, nas situações de 
imobilização ocorre intensa bradicardia e queda da 
pressão arterial. 
 A tristeza e a depressão podem ser 
vistas como “polos” de 
um mesmo processo. A 
primeira é considerada 
“fisiológica”, e a 
segunda, “patológica”, 
estando, por conta 
disso, relacionadas em 
termos 
neurofisiológicos. É 
cada vez mais 
frequente a descrição 
da correlação entre 
disfunções emocionais 
e prejuízos das funções 
neurocognitivas. De 
fato, a depressão 
associa-se a déficits em áreas estratégicas do 
cérebro, incluindo regiões límbicas. Não obstante 
os fatores emocionais relacionados, há vários 
determinantes biológicos implicados no seu 
desenvolvimento; observando-se alterações 
ocorridas no sistema imunológico. 
 Estudos recentes demonstraram que a 
realização de atividades que evocam esse 
sentimento relaciona-se à ativação de áreas 
centrais, como os giros occipitais inferior e medial, 
giro fusiforme, giro lingual, giros temporais póstero-
medial e superior e amígdala dorsal, ressaltando-
se, também, a participação do córtex pré-frontal 
dorsomedial. Além disso, em indivíduos normais 
observou-se, por meio de exames de Tomografia 
por Emissão de Pósitrons (PET), que a indução da 
tristeza relaciona-se: 
 1) À ativação de regiões límbicas, porção 
subgenual do giro do cíngulo e ínsula 
anterior; 
2) Desativação cortical, córtex pré-frontal 
direito e parietal inferior; 
3) Diminuição do metabolismo da glicose no 
córtex pré-frontal. Em estudo anterior, do 
mesmo modo, identificou-se importante 
ativação do córtex cingulado subcaloso 
(especialmente na região cingulada anterior 
subgenual/ventral) após a indução de 
tristeza nos indivíduos estudados; já nos 
pacientes com depressão clínica notou-se 
hipometabolismo ou hipoperfusão no córtex 
cingulado subcaloso. 
 
 
 As informações que chegam ao cérebro 
percorrem um determinado trajeto ao longo do qual 
são processadas. Em seguida, direcionam-se para 
as estruturas límbicas e paralímbicas, pelo circuito 
de Papez, ou por outras vias, para adquirirem 
significado emocional, dirigindo-se, 
continuadamente, para regiões específicas do 
córtex cerebral, permitindo que sejam tomadas 
decisões e desencadeadas ações, processos 
relacionados à autonomia, função, geralmente 
dependente do córtex frontal ou pré-frontal. 
 As imagens certamente provocam, em sua 
maioria, ativação do córtex visual occipital (giro 
occipital e giro fusiforme), porém a amígdala 
também recebe quantidade substancial de 
estímulos provenientes das áreas temporais 
associadas à visão, participando na formação de 
memórias através dos circuitos hipocampais ou dos 
circuitos estriatais. 
 As impressões sensoriais (como visão, audição 
e outras informações somatossensoriais) 
convergem, através do COF, para o CPF 
Ventromedial, de onde a informação sintetizada é 
levada às regiões do CPF dorsomedial e CPF pré-
frontal ínfero-lateral para a tomada das decisões. 
Lesões no CPF Ventromedial causam prejuízo na 
capacidade de tomar decisões, geralmente 
caracterizado por inabilidade de adotar estratégias 
de comportamento adequadas às consequências 
de atitudes tomadas, levando à impulsividade. 
 O CPF Ventromedial e o COF mantém 
importante relação com a amígdala e ambos 
contribuem para a tomada de decisões, embora os 
mecanismos pelos quais isto ocorra sejam distintos. 
 Acredita-se que essas regiões corticais 
recebam aferências da amígdala, as quais 
representem o valor motivacional dos estímulos, 
integrando-os e promovendo uma avaliação do 
comportamento futuro que será adotado. Embora a 
amígdala não estabeleça conexão direta com o 
CPF lateral, ela se comunica com o córtex 
cingulado anterior e o córtex orbital, os quais estão 
envolvidos nos circuitos da memória, tornando 
possível a justificativa de alguns autores de que a 
amígdala participa na modulação da memória e na 
integração de informações emocionais e cognitivas, 
possivelmente atribuindo-lhes carga emocional, 
possibilitando a transformação de experiências 
subjetivas em experiências emocionais. 
 
 
 
 
 
 Outra estrutura importante na integração 
emoção/razão é a ínsula. Ela é ativada durante a 
indução de recordações de momentos vividos por 
um indivíduo, as quais provocam uma sensação 
específica, seja de felicidade, tristeza, prazer, raiva 
ou qualquer outra. Com base no que se discutiu, é 
possível considerar que a tomada de decisões 
torna-se diretamente dependente da associação 
emocional realizada pelo indivíduo ao vivenciar 
determinadas situações cotidianas e que vai 
depender de respostas motoras e autonômicas. 
Tais respostas autonômicas são diretamente 
influenciadas pelo hipotálamo e este, por sua vez, 
age mediante o processamento de todas as 
informações que chegam ao cérebro. 
 
 
 
 
 
 
 O sistema nervoso autônomo (SNA) é uma 
divisão funcional do sistema nervoso, e tem 
partes no sistema nervoso central (SNC) e 
no sistema nervoso periférico (SNP). Ele controla 
de forma inconsciente as glândulas e o músculo 
liso de todos os órgãos internos (vísceras). É por isso 
que ele também é chamado de sistema nervoso 
visceral. A outra divisão funcional do sistema nervoso 
central é o sistema nervoso somático, que medeia as 
respostas voluntárias do corpo. Juntamente com as 
glândulas endócrinas, o SNA afeta funções 
importantes do corpo sem um envolvimento claro 
do córtex cerebral. (TORTORA, 2017) 
 Morfologicamente, o SNA está dividido em duas 
partes: uma central e uma periférica. Funcionalmente, 
o SNA é dividido em sistemas nervosos 
simpático (SNS) e parassimpático (SNPS). O SNA 
inerva: 
 Músculo liso (paredes dos vasos sanguíneos 
e dos órgãos ocos) 
 Músculo cardíaco 
 Células glandulares 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-nervoso-central
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-nervoso-periferico
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculatura-lisa
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculatura-lisa
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cortex-cerebral
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-nervoso-simpatico
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-nervoso-parassimpaticohttps://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tecido-muscular-cardiaco
 A porção central do SNA é constituída por 
centros no tronco encefálico e na medula espinal, 
enquanto a porção periférica é constituída por fibras 
autonômicas e gânglios do SNP. Os centros do SNS 
encontram-se nos segmentos torácicos e lombares 
da medula espinal, daí essa divisão também ser 
chamada de divisão toracolombar. Ao contrário, os 
centros do SNPS encontram-se no tronco encefálico 
e nos segmentos sacrais da medula espinal, daí essa 
divisão também ser chamada de 
divisão craniossacral.(LEVY, 2016) 
 
 As fibras autonômicas pertencem ao sistema 
nervoso periférico e são ou aferentes ou eferentes. 
As fibras viscerais aferentes (sensoriais) transmitem 
impulsos dos órgãos internos para os centros do SNS 
e do SNPS. Os centros autonômicos transmitem 
impulsos eferentes através de fibras viscerais 
eferentes (motoras) para as vísceras, e regulam 
constantemente a sua função de acordo com a 
informação que transportam. Esses impulsos são 
transportados através de gânglios e fibras nervosas 
pré- e pós-ganglionares. 
 
 Os neurônios pré-ganglionares (primeira ordem) 
encontram-se na substância cinzenta do SNC. Os 
seus axônios (fibras pré-ganglionares) formam 
sinapses com os corpos dos neurônios pós-
ganglionares (segunda ordem) que se encontram nos 
gânglios autonômicos. Um gânglio é uma porção de 
tecido nervoso fora do SNC, constituída pelos corpos 
neuronais dos neurônios de segunda ordem, cujos 
axônios (fibras pós-ganglionares) fornecem inervação 
autonômica aos órgãos. (GUYTON, 2017) 
 
 
Os gânglios do SNS encontram-se perto dos centros 
do SNS, 
contrariamente aos 
gânglios do SNPS que 
se encontram longe 
dos centros do SNPS. 
 Assim, as fibras 
pré-ganglionares do 
SNS são curtas, 
enquanto as fibras 
pós-ganglionares do 
SNS são mais longas 
pois têm um trajeto 
mais longo a percorrer até chegarem aos seus 
tecidos alvo. No SNPS é ao contrário - as fibras 
pré-ganglionares são longas, enquanto as pós-
ganglionares são curtas, porque os gânglios 
estão muito perto dos órgãos alvo. 
*Simpático: Fibras pré-
ganglionares curtas e pós 
longas, pois o gânglio está 
mais perto da medula 
(toracolombar). 
*Parassimpático: fibras 
pré-ganglionares longas e pós curtas (craniossacral) 
 Um fato especial sobre ambas as divisões do 
SNA é que a condução dos impulsos dos centros 
para a periferia ocorre através de uma série de dois 
neurônios multipolares, em vez de ser um único 
neurônio como geralmente acontece no sistema 
nervoso central. Um neurônio de primeira ordem, ou 
pré-ganglionar, encontra-se nos centros do SNA, e os 
seus axônios formam sinapse com um neurônio de 
segunda ordem encontrado nos gânglios 
autonômicos. 
 É importante mencionar algumas informações 
sobre a fisiologia: 
 Todas as fibras pré-ganglionares do SNA 
liberam acetilcolina como neurotransmissor 
 
 As fibras pós-ganglionares do SNPS 
liberam acetilcolina, enquanto as fibras 
pós-ganglionares do SNS liberam 
norepinefrina (noradrenalina) (exceto as 
que inervam as glândulas sudoríparas, 
que liberam acetilcolina). IMPORTANTE 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/tronco-encefalico-2
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-da-medula-espinhal
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/ganglios-nervosos
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/histologia-do-neuronio
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/neurotransmissores
 Os corpos celulares do SNS encontram-se nas 
colunas intermediolaterais da substância cinzenta da 
medula espinal (T1-L2/L3). Em um corte transversal 
da medula espinal, as colunas intermediolaterais 
podem ser vistas como os cornos laterais da medula 
espinal. Os centros do SNS dão origem às fibras pré-
ganglionares que formam sinapses nos gânglios do 
SNS. O SNS tem dois grupos de gânglios 
autonômicos: paravertebrais e pré-vertebrais. 
 Os gânglios paravertebrais são 
encontrados dos lados direito e esquerdo do 
corpo, paralelos à coluna vertebral (daí o 
nome paravertebral) e estão ligados em 
cadeia para formar os troncos simpáticos 
direito e esquerdo ou a cadeia simpática. 
Cada tronco começa na base do crânio com 
o gânglio cervical superior. Os troncos unem-
se ao nível do cóccix e formam o gânglio 
ímpar. 
 Os gânglios pré-vertebrais (gânglios 
colaterais, gânglios pré-aórticos) encontram-
se anteriormente à coluna vertebral, 
formando vários plexos em torno dos 
principais ramos da aorta abdominal, como 
os gânglios celíacos, junto do tronco celíaco. 
 As fibras pré-ganglionares deixam a medula 
espinal através das raízes ventrais e ramos 
anteriores dos nervos espinais, formando os ramos 
comunicantes brancos, que depois formam sinapses 
ou com os gânglios paravertebrais ou com os 
gânglios pré-vertebrais. As fibras pós-ganglionares do 
tronco simpático formam os ramos comunicantes 
cinzentos, que depois entram nos ramos de todos os 
31 nervos espinais. 
 A inervação simpática da cabeça e do pescoço 
vem das fibras pós-ganglionares do gânglio cervical 
superior do tronco simpático, e forma múltiplos 
plexos periarteriais em torno dos ramos das artérias 
carótidas. A inervação simpática das vísceras 
torácicas vem dos nervos esplâncnicos 
cardiopulmonares, que contribuem para os plexos 
cardíaco, esofágico, e pulmonar. Eles são fibras 
pós-ganglionares do tronco simpático. 
 A informação pós-ganglionar do SNS para o 
abdome e a pelve vem dos nervos esplâncnicos 
abdominais e pélvicos, que incluem os nervos 
esplâncnicos torácicos maior, menor e mínimo (T7-
T11), e os nervos esplâncnicos lombares (T12-L3). 
Os nervos simpáticos abdominais e pélvicos são 
fibras pós-ganglionares dos gânglios pré-vertebrais. 
Eles formam os plexos periarteriais que circundam 
os ramos da aorta abdominal. (AIRES, 2019) 
 Os corpos celulares do SNPS estão no tronco 
encefálico e nos segmentos S2-S4 da medula 
espinal. Os gânglios do SNPS estão perto dos 
órgãos alvo do abdome e são adicionados aos 
ramos dos nervos cranianos. 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/coluna-vertebral-espinha
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cranio
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/coccix
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/aorta-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervos-espinais
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/torax
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/torax
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-12-nervos-cranianos
 Os centros do tronco cerebral fornecem o fluxo 
parassimpático craniano. Ramos pré-ganglionares 
do SNPS são adicionados aos nervos 
oculomotor (NC III), facial (NC VII), 
glossofaríngeo (NC IX) e vago (NC X). Eles formam 
sinapses com os gânglios do SNPS, que fornecem 
fibras pós-ganglionares para as estruturas da 
cabeça e do pescoço. Os gânglios do SNPS são: 
 Submandibular gânglio –facial nervo (CN 
VII) 
 Gânglio ciliar - adicionado ao nervo 
oculomotor (NC III) 
 Gânglio pterigopalatino - adicionado ao 
nervo facial (NC VII) 
 Gânglio ótico - adicionado ao nervo 
glossofaríngeo (NC IX) 
 Gânglio submandibular - adicionado, 
também, ao nervo facial (NC VII) 
 O fluxo parassimpático sacral origina-se nos 
segmentos S2-S4 da medula espinal. As fibras pré-
ganglionares saem da medula espinal através dos 
ramos anteriores dos nervos espinais, que formam 
os nervos esplâncnicos pélvicos. Eles formam 
sinapses com os gânglios do SNPS encontrados 
nas paredes dos seus órgãos alvo. Assim sendo, as 
fibras pós-ganglionares são muito curtas. O fluxo 
sacral inerva o cólon descendente, 
o cólon sigmoide, o reto, a bexiga e o pênis ou 
o clitóris. 
 O SNS é a parte do SNA que está mais ativa 
durante o stress, enquanto o SNPS domina 
durante o descanso. Assim, a frase que comumente 
descreve o estado do corpo durante o predomínio do 
SNS é “lutar ou fugir”, enquanto que para o SNPS 
é “descansar e digerir”. 
-O SNS estimulaa resposta de “luta ou fuga” ao: 
 Contrair o músculo liso 
 Contrair o músculo cardíaco ao estimular 
o sistema de condução do coração 
 Diminuir as secreções das glândulas, exceto 
das glândulas sudoríparas; 
 A contração do músculo liso dos vasos leva à 
vasoconstrição e, por isso, ao aumento da 
pressão sanguínea. A estimulação do 
sistema de condução cardíaco leva a um 
aumento da frequência cardíaca e, logo, a um 
aumento do débito cardíaco, o que também 
leva a um aumento da pressão sanguínea. A 
contração do músculo liso dos brônquios leva 
à broncodilatação, que, juntamente com a 
diminuição da secreção das glândulas 
brônquicas, vai proporcionar uma capacidade 
respiratória máxima e um maior aporte de 
oxigênio aos músculos durante a luta ou a 
fuga. 
 Além disso, a contração do músculo dilatador 
da pupila leva à midríase (dilatação da 
pupila). Isso aumenta a capacidade de 
detectar as informações visuais e aumenta 
também o estado de alerta. Os efeitos no 
metabolismo traduzem-se numa estimulação 
do consumo de energia. Todos esses efeitos 
aumentam o estado de alerta e mobilizam 
energia para preparar o corpo para uma luta 
ou fuga de uma situação perigosa (“lutar ou 
fugir”). IMPORTANTE 
 
 Por outro lado, o predomínio do SNPS promove 
as ações de “descansar e digerir”. O SNPS relaxa o 
músculo liso levando à vasodilatação. Ele desacelera 
a frequência cardíaca através dos seus efeitos no 
sistema de condução do coração, que juntamente 
com a vasodilatação vão diminuir a pressão 
sanguínea. A contração do músculo do esfíncter da 
pupila promove a miose (constrição da pupila), e a 
contração do músculo ciliar possibilita a acomodação 
do olho (mudança do poder óptico do olho de forma a 
tornar a imagem clara ou a focar um objeto a 
distâncias variadas). 
 O aumento da secreção glandular reflete-se 
principalmente em um aumento da função do trato 
gastrointestinal. A libertação de sucos digestivos e 
enzimas aumenta a digestão, e o fluxo sanguíneo 
aumentado nos intestinos aumenta a absorção de 
nutrientes. Além disso, o SNPS promove o 
anabolismo, ou seja, ele estimula a produção e 
armazenamento de energia. Como podemos ver, o 
SNPS redistribui o fluxo sanguíneo para os intestinos 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-oculomotor-iii
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-oculomotor-iii
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-facial
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-glossofaringeo-ix
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-vago
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/colon
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/reto
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/bexiga-e-uretra
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-penis
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/clitoris-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/sistema-de-conducao-do-coracao
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/antomia-dos-bronquios
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/pupila
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/olho
para recolher o máximo de nutrientes possível e 
armazená-los em depósitos de energia. O 
redirecionamento do fluxo sanguíneo e a diminuição 
da pressão sanguínea reduzem o estado de alerta do 
SNC, o que se traduz globalmente num estado de 
relaxamento (“descansar e digerir”). (MACHADO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olhos 
Mídriase 
(dilatação da 
pupila) 
Miose (constrição da 
pupila) 
 
Pele 
 
 
Arrepios, vaso 
constrição, suor 
 
 
Sem efeitos 
 
Glândulas 
lacrimais e 
salivares 
 
Diminui a 
secreção 
 
 
 
 
Aumenta a secreção 
 
Coração 
Aumenta a 
frequência 
cardíaca e a 
força de 
contração 
 
Diminui a frequência 
cardíaca e a força de 
contração 
Vasos 
sanguíneos 
 
Vasocontrição 
 
 
Sem efeitos 
 
Pulmões 
Broncodilatação 
(diminui a 
secreção das 
glândulas) 
Broncoconstrição, 
aumenta a secreção 
das glândulas 
Brônquicas) 
 
 
 
 
 
 
 Os receptores muscarínicos de acetilcolina 
fazem parte da superfamília de receptores 
acoplados à proteína G e ativam os canais iônicos 
por meio de uma cascata de reações químicas, 
mediadas por um segundo mensageiro. 
 
 
 
 
Sistema 
Digestivo 
Inibe o 
peristaltismo, 
contrai vasos 
sanguíneos, 
redireciona o 
sangue para os 
músculos 
esqueléticos e 
contrai os 
esfíncteres 
anais. 
 
 
 
Estimula o 
peristaltismo e 
a digestão, 
relaxa os 
esfíncteres 
 
 
Fígado e 
vesícula Biliar 
 
Estimula a 
metabolização 
do glicogênio 
em glicose – 
liberação de 
energia 
 
 
 
Estimula a 
produção e 
armazenamento 
de glicogênio – 
favorece o 
estoque de 
energia 
 
 
 
Sistema 
Urinário 
 
Diminui a 
produção de 
urina, contrai o 
esfíncter 
interno da 
bexiga 
Normaliza a 
produção de 
urina, contrai o 
músculo 
detrusor da 
bexiga, relaxa o 
esfíncter interno 
da bexiga 
 
Sistema 
Genital 
 
Ejaculação 
Ingurgitamento 
(ereção da 
genitália 
externa) 
 
Glândulas 
Suprarrenais 
Estimula a 
libertação de 
epinefrina 
(adrenalina) 
para o sangue 
 
 
Sem efeito 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prote%C3%ADna_G
 Encontramos os receptores muscarínicos em 
todas as células alvos do sistema nervoso 
parassimpático, assim como nas células alvos nos 
neurônios pós ganglionares simpáticos que são 
colinérgicos. Já os nicotínicos são encontrados nas 
sinapses entre os neurônios pré e pós 
ganglionares. 
 Dentro do grupo dos receptores muscarínicos, 
pelos menos dois grupos podem ser formados: M1 
e M2, sendo que alguns autores ainda citam um 
possível M3. Como já era de se esperar algumas 
drogas atuam quase que exclusivamente em 
apenas um dos dois receptores. A pirenzepina por 
exemplo, ativa quase que exclusivamente os 
receptores M1, não apresentando efeitos sobre M2. 
-Receptores nicotínicos 
 
Receptor nicotínico de acetilcolina 
 Os receptores nicotínicos são canais iônicos 
dependentes de ligantes que, igual aos outros 
membros do grupo dos canais iônicos, é composto 
por cinco subunidades protéicas dispostas 
simetricamente como as pautas em torno de um 
barril. Cada subunidade contém quatro regiões que 
abrangem a membrana e são constituídos por cerca 
de 20 aminoácidos. A região II que se situa próximo 
ao lúmen do poro, forma o revestimento do poro 
iônico. 
 A ligação da acetilcolina aos terminais amina 
de cada uma das subunidades alfa resulta numa 
rotação de 15° em todas as hélices da subnidade 
M2. A porção citoplamática do receptor nicotínico 
de acetilcolina tem sítios carregados negativamente 
para determinar o cátion específico do receptor em 
questão e efetivamente pode remover a cobertura 
de hidratação formada por íons em soluções 
aquosas. Na região intermediária do receptor, ou 
seja, na porção do lúmen do poro, os resíduos de 
valina e leucina (Val 255 e Leu 251) definem uma 
região hidrofóbica por onde o íon desidratado pode 
passar. 
 Os receptores nicotínicos se encontram 
principalmente nas bordas das pregas da junção 
neuromuscular e nos gânglios pós-sinápticos 
do sistema parassimpático e se ativa quando a 
acetilcolina é liberada nas sinapses. A difusão de 
Na+ e K,+ através do receptor causa despolarização 
causando a abertura dos canais de sódio regulados 
por voltagem, permitindo o início do potencial de 
ação e por último a contração muscular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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