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EMBRIOLOGIA E HISTOLOGIA EMBRIOLOGIA CONCEITOS Primeira aula 21/08/2024 Embriologia é um campo detalhado da biologia que examina o desenvolvimento dos organismos desde a concepção até o nascimento. No início da vida, todos nós começamos como um único óvulo fertilizado, que se divide repetidamente para formar um embrião. Este embrião passa por diversas fases de desenvolvimento, eventualmente se transformando em um organismo plenamente formado, seja ele um humano, um animal ou outro ser vivo. Compreender esses processos é essencial, pois a terminologia embriológica pode parecer complexa e estar sujeita a mudanças conforme o desenvolvimento avança. Histologia, por outro lado, é o estudo dos tecidos. Para ilustrar, imagine que estamos fazendo crochê: começamos com um ponto de linha, que pode ser comparado a uma célula. À medida que adicionamos mais pontos, formamos um pedaço de tecido. Da mesma forma, várias células se agrupam para formar tecidos no corpo. Esses tecidos, por sua vez, se organizam em órgãos e sistemas, como o sistema circulatório e o muscular. Compreender a histologia é crucial, pois nos permite entender como os tecidos se organizam e funcionam. Embora nosso foco seja frequentemente na anatomia e fisiologia, que abordam órgãos e sistemas, o conhecimento da estrutura tecidual é fundamental para uma compreensão completa da função e do funcionamento dos sistemas biológicos. Portanto, enquanto exploramos esses conceitos, lembrem-se de que tanto a embriologia quanto a histologia são indispensáveis para Renatha Correia (Resumo) a compreensão abrangente da biologia humana e dos sistemas biológicos. Para entender a fisiologia de maneira eficaz, é necessário ter um entendimento claro da histologia. Isso inclui o conhecimento sobre os diferentes tipos de tecidos, como o tecido hormonal, arterial e conjuntivo, além de funções específicas, como a produção hormonal pela tireoide. As células da tireoide são responsáveis pela produção de hormônios, e compreender essa função requer um conhecimento detalhado da histologia. A histologia é a base para várias disciplinas na medicina veterinária, incluindo anatomia, clínica, cirurgia e anestesia. Portanto, ter uma base sólida em histologia é fundamental para o sucesso em todas essas áreas. À medida que você avança em seus estudos, essa compreensão se tornará cada vez mais importante. É importante reconhecer que os órgãos não funcionam isoladamente. Um problema em um órgão pode afetar outros órgãos que trabalham em conjunto com ele. Por exemplo, uma doença no coração pode impactar diretamente o rim, o fígado e os pulmões, pois esses órgãos estão interligados no funcionamento geral do corpo. O rim regula a pressão arterial, enquanto o coração é responsável pelo bombeamento do sangue, o que também influencia a pressão arterial. Portanto, os sistemas urinário e cardiovascular, por exemplo, estão inter-relacionados. Compreender o desenvolvimento e a interação desses sistemas é fundamental para a medicina veterinária. Adicionalmente, é crucial entender conceitos como patologia e histopatologia. Patologia refere-se ao estudo das doenças, histopatologia é o estudo das alterações patológicas Estudo das doenças dos tecidos Ambos são essenciais para diagnosticar e compreender condições clínicas. A área de patologia é essencialmente investigativa. Incluí-la aqui, no contexto da biologia, é fundamental porque está diretamente interligada com a histologia. A histologia é a base para a realização de biópsias. A partir da análise de tecidos coletados, como, por exemplo, de um tumor em uma cadela, é possível determinar se a lesão é benigna ou maligna. Esse processo é crucial para o diagnóstico e tratamento adequado. Renatha Correia (Resumo) Outra área relevante é a citologia. A citologia, que estuda as células em seus aspectos individuais, é amplamente utilizada na rotina veterinária. Embora a citologia não forneça a mesma visão detalhada dos tecidos que a histologia, é mais acessível e econômica. Isso é particularmente importante, pois nem sempre é viável realizar biópsias para cada caso. A necrópsia também desempenha um papel vital na patologia veterinária. Ela é uma ferramenta diagnóstica importante, especialmente para entender a causa de mortes em massa ou inexplicáveis em animais. Por exemplo, em um rebanho bovino, a necrópsia pode ajudar a identificar a causa de múltiplos casos de mortalidade, fornecendo informações cruciais para a prevenção e controle de doenças. A patologia é, portanto, uma área fundamental da medicina veterinária, envolvendo investigação e diagnóstico de doenças. Ela está interligada com áreas como perícia e medicina legal, e é crucial para a compreensão das condições de saúde dos animais. O estudo da patologia exige um sólido conhecimento prévio de anatomia e fisiologia. Compreender o que é normal em termos de estrutura e função é essencial para identificar e interpretar alterações patológicas. Por isso, um bom domínio de anatomia e fisiologia é necessário para uma prática eficaz da patologia. Além disso, é importante entender o desenvolvimento embrionário e a fisiopatologia da reprodução, pois esses conhecimentos são essenciais para avaliar a viabilidade dos embriões e espermatozoides e compreender as condições reprodutivas dos animais. A célula é composta por várias partes principais: 1. Membrana Plasmática: Esta é a camada externa que envolve a célula, controlando a entrada e saída de substâncias. 2. Núcleo: Localizado no centro da célula, o núcleo contém o material genético Renatha Correia (Resumo) (DNA) e é responsável pela regulação das atividades celulares e pela divisão celular. Para ajudar na identificação das estruturas celulares, é útil saber como diferentes componentes são visualizados sob o microscópio: ● Citoplasma: Na histologia, o citoplasma frequentemente é corado de rosa. ● Núcleo: O núcleo é geralmente corado de roxo. Essas colorações facilitam a visualização das estruturas celulares durante a análise de amostras. No entanto, é importante notar que, na prática, as células não têm a forma simples e redonda que frequentemente vemos em diagramas escolares. As células podem apresentar uma ampla variedade de formas e tamanhos, dependendo de sua função e localização. Por exemplo, algumas células podem ser achatadas, enquanto outras podem ter formas mais irregulares. Gametogênese Refere-se ao processo de formação dos gametas (óvulos e espermatozoides). Este processo é essencial para a reprodução e envolve a divisão celular especializada para gerar células sexuais haploides. Origem dos gametas (células sexuais) o Espermartogênese e ovogênese o termo "gametogênese" refere-se à formação dos gametas, que são as células sexuais responsáveis pela reprodução. A palavra "gênese" vem do grego e significa "origem" ou "formação". Assim, "gametogênese" significa a origem ou formação dos gametas. No reino animal, existem dois tipos principais de gametas: ● Gameta Masculino: No macho, o gameta é o espermatozoide. ● Gameta Feminino: Na fêmea, o gameta é o óvulo. Portanto, a espermatogênese é o processo de formação dos espermatozoides, enquanto a ovogênese refere-se à formação dos óvulos. A fertilização, ou fecundação, é o processo em que um espermatozoide se une a um óvulo, resultando na formação de uma célula chamada zigoto. O zigoto é a primeira célula do novo organismo e marca o início do desenvolvimento embrionário. Renatha Correia (Resumo) O embrião é o estágio inicial do desenvolvimento após a fecundação. Ele representa o produto das primeiras divisões e modificações do zigoto. À medida que o embrião se desenvolve, passa por várias fases de diferenciação. A diferenciação é um processocrucial onde as células se tornam diferentes umas das outras e se especializam em funções específicas. No início, o zigoto é uma célula única e simples, mas à medida que se divide e se desenvolve, começa a formar tecidos e órgãos com diferentes funções. Por exemplo, um embrião que começa como uma célula esférica se transforma gradualmente em um organismo com braços, pernas e outras estruturas complexas. Este processo de diferenciação é fundamental para o desenvolvimento de um organismo completo e funcional. É importante compreender esses conceitos para apreciar a complexidade da biologia e como as células e tecidos evoluem ao longo do desenvolvimento. Tipos de Gametogênese: ● Espermatogênese: Formação dos espermatozoides, que são os gametas masculinos. Este processo ocorre nos testículos e resulta em quatro espermatozoides maduros a partir de uma célula germinativa. ● Ovogênese: Formação dos óvulos, que são os gametas femininos. Este processo ocorre nos ovários e resulta na produção de um óvulo maduro e três corpúsculos polares não funcionais. Importância: A gametogênese é essencial para a reprodução sexual, permitindo a combinação de material genético de dois indivíduos para criar descendentes geneticamente diversos. Fecundação A fecundação é o processo em que um espermatozoide e um óvulo se unem para formar um zigoto. Renatha Correia (Resumo) ● Penetração: O espermatozoide penetra a membrana do óvulo. ● Fusão: Os núcleos do espermatozoide e do óvulo se fundem, combinando os conjuntos de cromossomos. ● Formação do Zigoto: A célula resultante, chamada de zigoto, contém um conjunto completo de cromossomos e inicia o desenvolvimento embrionário. Importância: A fecundação é o ponto de partida para o desenvolvimento de um novo organismo, combinando o material genético dos pais e criando uma célula com potencial para se desenvolver em um organismo completo. Embrião O embrião é o estágio inicial do desenvolvimento de um organismo multicelular após a fertilização do óvulo pelo espermatozoide. Este período vai desde a primeira divisão celular até o momento em que o organismo pode ser identificado como uma entidade distinta, geralmente até o fim do primeiro trimestre de gestação em mamíferos. O embrião passa por várias fases de desenvolvimento, começando com a formação de uma célula única (zigoto) e passando por estágios como mórula e blástula, até a formação de órgãos e estruturas básicas. No caso dos cachorro, o embrião se desenvolve dentro do útero da fêmea e passa por estágios, com a formação de uma estrutura chamada blastocisto que se implanta na parede uterina. Desenvolvimento Alterações sofridas desde o início da vida até a maturidade. O desenvolvimento é o processo contínuo e coordenado de crescimento e mudança de um organismo desde a fertilização até a maturidade. Inclui a formação de estruturas e sistemas corporais e a diferenciação celular. Ontogenia A ontogenia refere-se ao desenvolvimento individual de um organismo desde o estágio embrionário até a maturidade e envelhecimento. É o estudo das Renatha Correia (Resumo) mudanças e processos que ocorrem em um organismo ao longo de sua vida. No cavalo, a ontogenia inclui o desenvolvimento do feto no útero, a fase de potro (filhote), a maturidade e a senescência. Nascimento Embrionário O nascimento embrionário é o processo pelo qual o embrião é expelido do útero materno e entra no ambiente externo. Em mamíferos, isso é comumente conhecido como parto. Sistema Reprodutor Animal Na veterinaria sistema reprodutor de diferentes espécies, que apresenta variações significativas entre animais e seres humanos. Enquanto o sistema reprodutor humano segue um padrão relativamente uniforme, na veterinária estudamos as especificidades de cada espécie, como coelhos, cachorros, gatos e cavalos. Vamos explorar as particularidades do sistema reprodutor masculino e feminino em diferentes animais. Sistema Reprodutor Masculino Testículos Os testículos são órgãos responsáveis pela produção de espermatozoides e hormônios sexuais, como a testosterona. Eles se localizam fora da cavidade abdominal, em uma estrutura chamada escroto. Inicialmente, os testículos se desenvolvem na cavidade abdominal e descem para o escroto durante o desenvolvimento fetal. A descida é crucial para manter a temperatura adequada para a produção de espermatozoides, que é mais baixa que a temperatura interna do corpo. Função dos Testículos A principal função dos testículos é a produção de espermatozoides e de hormônios como a testosterona, que são essenciais para a reprodução e para a manifestação dos caracteres sexuais secundários. A castração, procedimento que remove os testículos, elimina a produção desses hormônios e, consequentemente, pode reduzir comportamentos associados ao ciclo reprodutivo. Estrutura e Maturação dos Espermatozoides Renatha Correia (Resumo) Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos, localizados dentro dos testículos. Após a produção, os espermatozoides amadurecem no epidídimo, uma estrutura situada acima dos testículos. Eles são transportados através do duto deferente até a uretra, onde são ejaculados. A análise da qualidade do sêmen é realizada para avaliar a viabilidade dos espermatozoides e a eficiência reprodutiva. Espermatogênese é o processo de formação dos espermatozoides, as células sexuais masculinas, que ocorre nos testículos. Este processo é fundamental para a reprodução sexual e envolve uma série de etapas complexas que garantem a produção de espermatozoides maduros e funcionais. A espermatogênese ocorre nos túbulos seminíferos, que são estruturas em forma de tubo localizadas nos testículos. Esses túbulos são revestidos por células germinativas e células de Sertoli, que fornecem suporte e nutrição para as células germinativas em desenvolvimento. Problemas Reprodutivos A presença de um testículo não descendente, condição conhecida como criptorquidismo, pode ocorrer. Este problema pode ser unilateral (um testículo não desceu) ou bilateral (nenhum testículo desceu). O criptorquidismo pode levar a complicações, como a formação de tumores. A castração é recomendada para animais afetados para prevenir problemas de saúde e evitar a transmissão do problema genético para a próxima geração. CRIPTORQUIDISMO Tempo de Ejaculação em Diferentes Espécies Renatha Correia (Resumo) O tempo de ejaculação pode variar significativamente entre espécies. Por exemplo: ● Suíno: Em média, a ejaculação dura cerca de 20 minutos. ● Cão: O processo de ejaculação pode durar cerca de 30 minutos, pois o cão ejacula em um processo chamado "prensagem", onde ele fica unido à fêmea até a conclusão da ejaculação. Anatomia do Pênis ● Em algumas espécies, como os gatos, o pênis possui espículas ou espinhos que ajudam na estimulação durante o acasalamento. Essas estruturas são exclusivas de certos animais e desempenham um papel importante na reprodução. Sistema Reprodutor Feminino Orgãos que produzem os gametas e órgãos que são responsáveis pelo transporte e armazenamento dos ovócitos Estrutura e Função O sistema reprodutor feminino é composto por vários órgãos principais: 1. Ovários Os ovários são glândulas reprodutivas femininas localizadas na cavidade abdominal, geralmente próximos à região dorsal e lateral do útero. Em muitas espécies, eles estão localizados na pelve. ● Produção de Oócitos: Os ovários produzem oócitos (óvulos) durante o ciclo estral ou reprodutivo. Cada oócito é liberado durante a ovulação e tem o potencial de ser fertilizado. ● Produção Hormonal: Os ovários secretam hormônios importantes, como estrogênio e progesterona, que regulam o ciclo estral e a manutenção da gravidez. O estrogênioé responsável pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias e pela preparação do trato reprodutivo para a ovulação, enquanto a progesterona é crucial para a manutenção do útero em caso de gestação. Renatha Correia (Resumo) 2. Tubas Uterinas (ou Trompas de Falópio) As tubas uterinas são tubos finos e sinuosos que se estendem dos ovários ao útero. Elas estão localizadas lateralmente ao útero e se abrem para a cavidade abdominal onde capturam os óvulos liberados pelos ovários. ● Captura e Transporte do Óvulo: Após a ovulação, as tubas uterinas capturam o óvulo e o transportam em direção ao útero. ● Fertilização: É o local onde a fertilização geralmente ocorre, quando os espermatozoides encontrados no trato reprodutivo feminino encontram o óvulo. 3. Útero O útero é um órgão muscular e em forma de Y localizado na pelve. Em diferentes espécies, pode variar em estrutura (por exemplo, útero bicorne em alguns mamíferos e útero simples em outros).: ● Implantação do Embrião: Após a fertilização, o embrião se desloca para o útero, onde se implanta na mucosa uterina (endométrio) e inicia a formação da placenta. ● Gestação: O útero fornece um ambiente protegido e nutritivo para o desenvolvimento fetal ao longo da gestação, regulando a nutrição e o suprimento de oxigênio ao feto. 4. Vagina: A vagina é um tubo muscular que se estende do colo do útero até a vulva. Ela é parte do canal de parto e é responsável pela passagem do esperma durante a copulação e do feto durante o parto. ● Canal de Parto: Durante o parto, a vagina é o canal pelo qual o feto é expelido do corpo materno. ● Recepção do Pênis: Durante a cópula, a vagina serve como o local de recepção do pênis, permitindo a deposição do esperma. 5. Vulva A vulva é a parte externa do sistema reprodutivo feminino, situada na região perineal. Inclui os lábios maiores e menores, além do clitóris. ● Proteção dos Órgãos Internos: A vulva protege os órgãos reprodutivos internos e é o ponto de entrada para o canal vaginal. ● Atração Sexual e Estímulo: O clitóris é um órgão Renatha Correia (Resumo) altamente sensível e desempenha um papel na resposta sexual. Hormônios: Estrógeno (folículo) e progesterona (corpo luteo) TUBA UTERINA Guiar o óvulo do ovário até o útero Proporcionar local para a fecundação ÚTERO É o abrigo onde o óvulo fertilizado se implanta e vive enquanto cresce e se desenvolve CICLO ESTRAL: O ciclo estral é um conjunto de alterações fisiológicas e hormonais que ocorrem no sistema reprodutivo feminino e preparam o corpo para a reprodução. O ciclo estral é uma característica de mamíferos não humanos e pode variar amplamente entre as espécies. Fases do Ciclo Estral 1. Proestro Duração: Varia com a espécie (em cães, geralmente dura de 7 a 10 dias). Alterações Hormonais: Aumenta a produção de estrogênio pelos ovários. Características Clínicas: Inchaço e hiperemia da vulva, secreção sanguinolenta. O animal pode apresentar mudanças comportamentais, como aumento de afeto e busca de atenção. Em algumas espécies, o proestro é visível pela presença de secreções vulvares. ○ Exemplo: Em cães, durante o proestro, a vulva aumenta de tamanho e há secreção sanguinolenta. O animal ainda não está receptivo à cópula, mas os machos podem demonstrar interesse. 2. Estro Duração: Também varia com a espécie (em cães, de 7 a 10 dias). Renatha Correia (Resumo) Alterações Hormonais: Pico de estrogênio seguido pela ovulação. Características Clínicas: A vulva pode permanecer inchada, mas a secreção se torna mais clara e menos sanguinolenta. A fêmea está receptiva ao macho e apresenta comportamento de acasalamento. ○ Exemplo: Em gatas, o estro é caracterizado por vocalizações altas e comportamento de rotação, conhecido como lordose, onde a gata arqueia as costas e levanta a cauda para permitir a cópula. 3. Metestro (ou Diestrus) Duração: Varia com a espécie (em cães, cerca de 60 dias). Alterações Hormonais: A progesterona aumenta, preparando o útero para uma possível gestação. Características Clínicas: Se a ovulação resultou na fertilização, o corpo lúteo produz progesterona para manter a gestação. Se não houver gravidez, a progesterona diminui gradualmente. ○ Exemplo: Em éguas, o metestro é um período de preparação uterina para uma possível gestação. Durante essa fase, o útero se torna menos receptivo ao acasalamento, e a fêmea não demonstra interesse por machos. 4. Anestro Duração: Varia com a espécie e a condição geral da fêmea (pode durar de alguns meses a um ano em algumas espécies). Alterações Hormonais: Baixos níveis de hormônios sexuais. Características Clínicas: Período de inatividade reprodutiva onde não há sinais de estro. O sistema reprodutivo está "em repouso". ○ Exemplo: Em vacas, o anestro pode ocorrer durante a lactação ou em condições de estresse nutricional. A fêmea não apresenta sinais de ciclo estral e não está receptiva para acasalamento. Conceitos Importantes ● Ciclo Poliestral e Monoestral: Poliestral: Animais que têm vários ciclos estrais por ano. Exemplos incluem cães e gatas. Monoestral: Animais que têm um ciclo estral por ano. Exemplos incluem as éguas e as cervas. Fases do Ciclo Estral: Renatha Correia (Resumo) Ciclo Estral em Cães e Gatos: Inclui proestro, estro, metestro e anestro, semelhante às fases descritas anteriormente. Ciclo Estral em Bovinos: Tem uma duração média de 21 dias, com as fases sendo proestro, estro, metestro e anestro. Controle Hormonais: Estrogênio e Progesterona: São os principais hormônios que regulam o ciclo estral. O estrogênio é responsável pela preparação para a ovulação e comportamento de estro, enquanto a progesterona sustenta a gravidez e a preparação uterina. Exemplos Práticos e Clínicos Gatos: A ovulação nas gatas é induzida pela cópula. Portanto, o estro é caracterizado por comportamento intenso e vocalizações, e a ovulação ocorre apenas após a cópula. Cães: O ciclo estral é menos regular que em outras espécies e pode variar entre cães individuais. O diagnóstico de fases do ciclo pode ser feito através de exames clínicos e hormônios, como a progesterona. Éguas: O ciclo é sensível à fotoperiodicidade (duração do dia). Muitas éguas entram em anestro durante o inverno e começam o ciclo estral na primavera. A indução de estro pode ser feita com manipulação hormonal. Bovinos: O ciclo estral é frequentemente monitorado em programas de manejo reprodutivo para sincronizar a ovulação e melhorar a eficiência reprodutiva. O uso de hormônios como prostaglandinas e estrogênios pode ser utilizado para controlar o ciclo estral e promover a inseminação artificial. Considerações Clínicas Diagnóstico e Monitoramento: Exames clínicos, ultrassonografia e testes hormonais são utilizados para monitorar e diagnosticar o ciclo estral. A progesterona e os níveis de estrogênio são frequentemente avaliados para determinar a fase do ciclo e a ovulação. Tratamento de Distúrbios: Distúrbios como cistos ovarianos, anestro e cios irregulares podem exigir intervenção veterinária, que pode incluir tratamento hormonal, alterações na dieta e manejo adequado. Controle de Reprodução: A castração (ovariohisterectomia) é uma prática comum para evitar a reprodução e tratar condições como piometra e cistos ovarianos. O manejo do ciclo estral é Renatha Correia (Resumo) essencial para programas de reprodução assistida e inseminação artificial. Cópula: A cópula é o ato sexual através do qual ocorre a união dos órgãos genitais masculino e feminino, resultando na transferência de espermatozoides para o trato reprodutivo da fêmea. Este processo é essencial para a fertilização do óvulo e a subsequente gestação. Em muitas espécies, a cópula é precedidapor comportamentos de cortejo e preparação. Esses comportamentos podem incluir vocalizações, demonstrações de domínio ou submissão, e contato físico. Exemplo em Cães: O macho pode montar a fêmea, lamparina o corpo dela e realizar movimentos de empurrar. Durante o estro, a fêmea está receptiva e permite a cópula. A cópula geralmente começa com o macho montando a fêmea e, em seguida, a penetração do pênis na vagina da fêmea. Em algumas espécies, a cópula envolve um processo de "acoplamento" ou "presa", onde o macho e a fêmea permanecem ligados após a ejaculação. Esse fenômeno é observado em cães, onde o macho e a fêmea permanecem acoplados por vários minutos a uma hora após a ejaculação. Após a ejaculação, o pênis é retirado, e o macho pode continuar a se comportar de maneira territorial ou de proteção. Em algumas espécies, o comportamento pós-cópula pode incluir limpeza dos órgãos genitais e comportamentos de proteção ou ligação. Exemplos de Duração de Cópula: ● Cães: O ato de cópula pode durar de 5 a 30 minutos, com o período de acoplamento variando. ● Gatos: O ato de cópula é mais breve, durando geralmente menos de 5 minutos. Gatas frequentemente necessitam de múltiplas cópulas para induzir a ovulação. ● Éguas: A cópula dura cerca de 15 a 20 minutos, e a fêmea pode ter uma postura estática durante o processo. ● Bovinos: A cópula pode durar de 1 a 2 minutos e é frequentemente mais curta que em cães e éguas. Duração de Gestação A gestação é o período durante o qual o embrião ou feto se desenvolve dentro do útero da Renatha Correia (Resumo) fêmea, desde a concepção até o parto. Renatha Correia (Resumo) Embrião Desenvolvimento Nascimento Embrionário Sistema Reprodutor Animal Sistema Reprodutor Masculino Testículos Função dos Testículos Estrutura e Maturação dos Espermatozoides Espermatogênese é o processo de formação dos espermatozoides, as células sexuais masculinas, que ocorre nos testículos. Este processo é fundamental para a reprodução sexual e envolve uma série de etapas complexas que garantem a produção de espermatozoides maduros e funcionais. Problemas Reprodutivos Tempo de Ejaculação em Diferentes Espécies Anatomia do Pênis Sistema Reprodutor Feminino Estrutura e Função Fases do Ciclo Estral Conceitos Importantes Exemplos Práticos e Clínicos Considerações Clínicas Diagnóstico e Monitoramento: Exames clínicos, ultrassonografia e testes hormonais são utilizados para monitorar e diagnosticar o ciclo estral. A progesterona e os níveis de estrogênio são frequentemente avaliados para determinar a fase do ciclo e a ovulação. Duração de Gestação