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Embriologia
para ensino superior
Divisão
didática de
Embriologia
Divide-se em
Gametogênese
Fecundação
Desenvolvimento embrionário
Embriologia vem do grego
Embryo - Embrião
Logia - Estudo
("Estudo do embrião")
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INTRODUÇÃO À EMBRIOLOGIA
Embrião
vem do grego "émbruon" e quer dizer
"qualquer ser em desenvolvimento"
Desenvolvimento
embrionário do Anfioxo
filo: Chordata
Desenvolvimento
embrionário humano
Embriologia Humana
Gametogênese
masculina
ESPERMATOGÊNESE
Gametogênese
feminina
OOGÊNESE/OVULOGÊNESE
O QUE OBJETIVA ESSE
PROCESSO ?
Objetiva produzir o gameta
masculino que é o espermatozóide.
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ONDE OCORRE?
Ocorre a nível das gônodas
masculinas (Testículos) nos túbulos
seminíferos e, no processo de
maturação, no epidídimo.
Gametogênese masculina
"MIGRAM" PARA AS GÔNODAS, TANTO
MASCULINA, QUANTO FEMININA, E
FORMAM, RESPECTIVAMENTE, AS
ESPERMATOGÔNIAS E AS
OOGÔNIAS/OVOGÔNIAS
células primitivas
da parede do saco
vitelínico
Espermatogênese
Diferentemente da
oogênese
Ocorre por toda a vida do indivíduo
Espermatogônias [2n]
(x) Espermatócitos primários [2n]
Mitoses - Estimuladas pelo FSH (Hormônio Folículo Estimulante ou folicolotrófico)
Meiose I (Reducional)
(2x=y) Espermatócitos secundários [n]
(2y) Espermátides [n]
Meiose II (Equacional)
São células unipotentes, ou seja, só se diferenciam em um único
tipo de célula.
Espermiogênese
Produzido parte anterior da hipófise [Adeno-hipófise]
Espermatozóides [n]
Todo o processo
dura cerca de 2 meses e fornece
um saldo de 200 milhões de
espermatozóides
Espermiogênese
Ocorre a nível do epidídimo
O QUE OBJETIVA ESSE
PROCESSO ?
Objetiva produzir o gameta feminino
que é o oócito final/óvulo.
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ONDE OCORRE?
Ocorre a nível das gônodas
femininas (Ovários).
Gametogênese Feminina
Oogônias/ovogônias [2n]
Oócito/ovócito primário [2n]
Mitoses sucessivas [Diferenciação celular]} Fase Pré-natal
Desenvolvimento do Oócito
Começa a Meiose I, porém estaciona na Prófase I na fase de Dipoteno
Puberdade feminina
[Varia muito, pode ocorrer entre
8 e 14 anos de idade]
Estimulado pelo hormônio LH(Luteinizante), o oócito primário
finaliza a Meiose I produzindo:
1 Oócito secundário [n] (Possui 95% do Citoplasma proveniente da Citocinese)
1º Corpo Polar [n] (Possui 5% do Citoplasma proveniente da Citocinese)
Esse Oócito secundário é que vai ser ovulado, estando em Meiose II, fica
estacionado em Metáfase II até que ocorra a fecundação, terminando o
processo Meiótico e iniciando o desenvolvimento embrionário
Vale lembrar:
Após o nascimento, não se
formam mais ovócitos primários
Ação do FSH
Folículo Primordial
Estimula a diferenciação de células
Desenvolvimento do Folículo
É uma fina camada de células achatadas provenientes do
epitélio ovariano
Folículo em crescimento
Fina camada de células cubóideas em processo de diferenciação celular. OBS.: a zona pelúcida é
formada nesse estágio
Continua sofrendo mitoses no decorrer do desenvolvimento
simultâneo com o oócito e forma:
Folículo Primário Maduro (Fase Pré Antral) [Já há várias camadas de células cubóideas]
Folículo Secundário (Fase Antral) [Ocorre o começo da formação do Antro
(Antro Folicular)]
Folículo Secundário Maduro (de Graaf) [Nessa fase o antro já está formado e ocorre a formação do Cúmulo
Oóforo, responsável por sustentar o Oócito]
Todos os direitos
reservados ao
criador/criadora
da ilustração
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Tecas, interna
e externa
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Ação hormonal durante o processo
O hormônio FSH[Foliculotrófico]
aciona a maturação do folículo
No processo de maturação, a teca
interna (que é vascularizada), produz
estrogênio
Essa produção de estrogênio induz
a Adeno-hipófise a produzir o hormônio
LH (Luteinizante)
O LH estimula o oócito primário a se diferenciar em
oócito secundário e estimula o folículo secundário
a se converter em folículo secundário maduro
Mais a frente, o que sobra do folículo após a ovulação
é chamado de corpo lúteo e será responsável por
produzir Progesterona
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Ovulação
++++ Estrogênio
++++ LH
LH +FSH - Estimulam
a produção de uma
vesícula
Forma-se uma
saliência na
superfície do ovário
chamada de Estigma
Esse Estigma passa
por processo de
intumescência
(Aumento do
tamanho do tecido)
Forma-se então uma vesícula,
por onde sairão o oócito
secundário e o material
amorfo que estava dentro do
antro
O oócito, por sua vez, é
capturado pelas fímbrias da
tuba uterina e é "varrido" para
dentro do infundíbulo
Por meio de movimentos
peristálticos, o oócito é levado
até a região da ampola da tuba
uterina, onde ocorrerá a
fecundação
Anovulação: condição na qual
a mulher na produz
gonadotrofinas e não
consegue ovular
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Fecundação
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Os pró-
núcleos vão
sofrer
cariogamia
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Cerca de 200 milhões ou mais de
espermatozoides competem pelo
ovócito, porém em todo o processo
somente um irá fertilizá-lo
O espermatozoide que consegue
passar pela corona radiata, encontra
a zona pelúcida, no qual a Glicoproteina
ZP3 se liga a ele ativando uma reação
enzimática das enzimas presentes no
acrossomo abrindo um túbulo de
passagem pela camada pelúcida
Quando a membrana do espermatozoide
se encontra com a membrana do oócito,
uma proteína chamada de Fertilizina é
liberada, promovendo a despolarização
da membrana do oócito
A despolarização da membrana
faz com que os grânulos corticais
liberem enzimas digestivas, fazendo
com que a ZP3 mude sua estrutura,
não conseguindo mais interagir com
outros espermatozoides
Em um dado momento, a carioteca
dos pronúcleos se degenera e os
cromossomos se alinham nos polos do
zigoto, sendo posteriormente juntados
e finalziando o processo
Vale lembrar que todas as membranas das
nossas células são de origem materna
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Primeira semana do
desenvolvimento
Cerca de 30Hrs após a fecundação
o zigoto começa a se dividir, dando
início ao processo de clivagem (mitoses
sucessivas)
As células resultantes das divisões são
chamadas de Blastômeros
Os blastômeros sofrem diversas divisões
até chegarem ao nível de 16 a 32 células,
o qual chamamos de mórula [por volta do 3º
dia após a fecundação]
A mórula, por volta do 4º dia sofre um
processo de compactação mediado por
glicoproteínas compactadoras
Entre o 5º e o 6º dia após a fecundação,
a mórula chega ao útero, local onde sofrerá
diferenciação e formará o Blastocisto
A formação do Blastocisto ocorre devido
a uma abertura de uma cavidade no meio
da mórula, o qual dividirá os blastômeros
em dois tipos: trofoblastos e embrioblastos
Após formado, o
blastocisto
adere na parede
do endométrio,
processo
chamado de
Nidação. Por
volta do 7º dia
ocorre a
diferenciação
do trofoblasto
em outros dois
tipos de células
Essa abertura passa
a ser chamada de
Cavidade
Blastocística
O citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto
Nesse estágio do desenvolvimento a Zona
Pelúcida já não é mais necessária, por isso
será degenerada
No fim da primeira semana o Blastocisto
já está totalmente aderido ao endométrio
graças a entrada no sinciciotrofoblasto no
interior do tecido
O sinciciotrofoblasto terá importante função
para a continuidade da gravidez, haja vista
que irá produzir o bHCG [Beta Gonadotrofina
Coriônica Humana]
O bHCG mantém o corpo lúteo funcionalproduzindo progesterona
Vale lembrar que o Hipoblasto surge
também por volta do 7º dia após a
fecundação. No processo de Nidação
é comum que haja um pequeno sangramento,
esse sangramento é chamado de sinal de
Hartman
Por volta do 10º dia, a implantação
do Blastocisto já está feita e o processo
de desenvolvimento do embrionário
continua
Todos os direitos reservados ao criador/criadora da ilustração
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Segunda semana do
desenvolvimento
O Sinciciotrofoblasto invade o
endométrio de modo que o
blastocisto fica totalmente dentro
do tecido
Essa entrada é intermediada por
enzimas que são produzidas no
sinciciotrofoblasto. Várias células
endometriais entram em apoptose
e são englobadas pelo sinciciotrofoblasto,
haja vista que formam uma importante
fonte de nutrientes
Após o fim da implantação uma
rede de fibrina é formada para
fechar o epitélio do endométrio
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direitos
reservados ao
criador/criado
ra da
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Por volta do 8º dia após a
fecundação o concepto passa por
um processo de diferenciação nas
células do Embrioblasto,
surgindo, então, o epiblasto que,
junto com o Hipoblasto forma o
Disco bilaminar
Concomitante a esse processo
surge uma pequena cavidade nas
células do embrioblasto que vai
passar a se chamar de cavidade
amniótica, sendo revestida por
células chamadas de
amnioblastos que juntos formam
o amniôn
Todos os
direitos
reservados ao
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Por volta do 9º/10º dia o
Blastocisto é completamente
implantado e o tecido
endometrial é fechado por meio
de uma rede de fibrinas
O que antes era a cavidade
blastocística passa a se chamar,
agora, de cavidade exocelômica
ou saco vitelínico primitivo
Nesse estágio formam-se diversas
lacunas do sinciciotrofoblasto,
essas lacunas darão origem, mais
tarde, aos sinusoides que serão
responsáveis por nutrir as células
em desenvolvimento
Todos os
direitos
reservados ao
criador/criado
ra da
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Por volta do 11º/12º dia o sinciciotrofoblasto
rompe capilares do tecido endometrial
fazendo com que esse sangue adentre na
rede lacunar formando os sinusoides. Esses
sinusoides serão responsáveis pela
circulação Uteroplacentária (mãe - embrião)
Entre o citotrofoblasto e a membrana da
cavidade exocelômica, surge o mesoderma
extraembrionário. Esse mesoderma vai ser
dividido em dois: Somático (citotrofoblasto +
âmnion) e o Esplâcnico (citotrofoblasto +
saco vitelínico)
Obs.: durante o processo de entrada do
blastocisto no endométrio várias células
ficam pálidas e aumentam de volume
(acumulam glicogênio e lipídios), dar-se a
essa reação o nome de reação decidual
Todos os
direitos
reservados ao
criador/criado
ra da
ilustração
Por volta do 13º dia as células da membrana
exocelômica (saco vitelínico primitivo)
começam a se diferenciar no que virá a ser o
saco vitelínico secundário
O córion é formado da associação do
sinciciotrofoblasto + citotrofoblasto +
mesoderma extraembrionário somático
Obs.: durante o processo de entrada do
blastocisto no endométrio várias células
ficam pálidas e aumentam de volume
(acumulam glicogênio e lipídios), dar-se a
essa reação o nome de reação decidual
Nessa fase já se percebe a formação das
vilosidades coriônicas primárias
Todos os
direitos
reservado
s ao
criador/cri
adora da
ilustração
Por volta do 14º dia a diferenciação que
ocorreu na membrana do saco vitelínico
primário termina, dando origem ao saco
vitelínico secundário e um resquício que será
degenerado
Forma-se o pedículo do embrião, estrutura
que sustenta o saco coriônico e que se
comunica diretamente com o embrião
O disco germinativo ainda é bilaminar, porém
surge uma protuberância de células no
hipoblasto, essa protuberância chama-se de
Placa Precordal
Com a formação da Placa Precordal já
podemos afirmar que aquela região será a
parte superior do embrião, onde surgirá a
cabeça, etc.
Todos os
direitos
reservados ao
criador/criado
ra da
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Sítios de implantação do Blastocisto
Todos os direitos reservados ao criador(a) da ilustração
Neoplasia Trofoblástica
Gestacional
Geralmente ocorre devido a ausência
do pró-núcleo feminino na fecundação.
Por conta disso, todo o material
genético é só de origem paterna,
fazendo com que o trofoblasto
aumente de tamanho
exorbitantemente (aparentemente os
cromossomos masculinos comandam
a produção de trofoblastos)
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Terceira semana do
desenvolvimento
A terceira semana, também chamada
de Gastrulação, é o início da
Morfogênese (formação dos tecidos
e órgãos do embrião)
Nesse estágio do desenvolvimento,
por vezes o concepto será chamado
de Gástrula, por isso o nome
Gastrulação
Esse processo vai consistir de alguns
eventos importantes: a diferenciação
dos folhetos embrionários; a
formação da linha primitiva;
formação do alantóide; formação da
notocorda; formação da placa e do
tubo neural; formação do sist.
cardiovasc. primitivo;
Diferenciação dos folhetos e formação da linha primitiva (15º/16º dia)
Ambos os processos são concomitantes, ou seja, acontecem quase ao mesmo
tempo, sendo que a linha primitiva aparece primeiro
Todos os direitos reservados ao criador(a) da ilustração
Percebe-se que a linha primitiva surge na parte medial do epiblasto em
direção à placa pré-coral (que dará origem a membrana orofaríngea);
A origem da linha é na parte caudal do embrião. Concomitante a isso surge
também o nó primitivo e, logo em seguida, forma-se o sulco primitivo e a
fosseta primitiva (por intermédio de invaginações);
Na parte inferior do sulco primitivo as células do epiblasto se diferenciam em
células mesenquimais que migram para a região entre o epiblasto e o
hipoblasto, afastando o hipoblasto e dando origem ao disco trilaminar;
A linha primitiva marca o início da Gastrulação, porém depois de um certo tempo ela tende a
degenerar. Caso ela não seja totalmente degenerada, acaba se formando um turmo benigno
chamado de Teratoma Sacrococcígeo que, no geral, é removido por intermédio de cirurgia.
A Notocorda é formada pela projeção
de células na fosseta primitiva. Essa
projeção acaba formando um canal,
chamado de canal neuroentérico (ou
notocordal). O começo de tudo é
chamado de "Processo Notocordal".
Rapidamente surge uma luz
(cavidade) nesse processo, dando
origem ao canal notocordal
Formação da Notocorda
As células adjacentes ao canal
notocordal (células mesodérmicas)
se fundem com o endoderma e se
degeneram
As células adjacentes ao canal
notocordal (células mesodérmicas)
se fundem com o endoderma e se
degeneram. A partir dai o endoderma
é diferenciado em uma camada de
células que vai se fechar para dentro
Forma-se então a Notocorda, um
canal cilíndrico que vai da fosseta
primitiva até a placa pré-cordal
Esse processo se estende do 17º dia
até o 21º dia, onde a notocorda já vai
estar formada e é possível distinguir a
placa neural
Esse processo se estende do 17º dia até o 21º dia,
onde a notocorda já vai estar formada e é possível
distinguir a placa neural
Formação do Alantóide
O alantóide nada mais é do que uma
protuberância de células do saco
vitelínico em direção ao pedículo do
embrião. Essa protuberância acaba
sendo vascularizada e vai formar,
futuramente, o cordão umbilical.
O alantóide não possui uma função
bem específica. Graças a essa
vascularização, é possível que cistos
sejam formados no alantóide. Tais
cistos são assintomáticos durante a
infância e parte da adolescência,
sendo prejudicial em casos de
infecção, quando precisam ser
removidos por meio decirurgia
Formação da Placa e do Tubo Neural
A placa neural surge concomitante ao
surgimento da notocorda. Ela surge
cefalicamente ao nó primitivo e se
estende em direção a região cefálica.
Forma uma região que mais parece a
palma de uma sandália. O conjunto
das células ectodérmicas daquela
região passam a formar o conjunto
chamado de neuroectoderma
A placa neural é fundamental, pois a
partir de dela é que surgirá o tubo
neural
No centro da placa neural surge um
sulco chamado de sulco neural. Com
a formação do sulco neural é possível
identificar nas laterais da placa
neural as chamadas pregas neurais
As pregas neurais se projetam uma
em direção da outra invaginando
para dentro do mesoderma intra-
embrionário
Após isso as células
neuroectodérmicas se desprendem e
o ectoderma fecha. Nesse estágio o
tubo neural já pode ser diferenciado
Além do tubo neural, algumas células
neuroectodérmicas darão origem as
cristas neurais, que se projetarão
lateralmente ao tubo neural
Essas cristas neurais formarão
futuramente os gânglios cranianos e
espinhais. Formarão também os
gânglios do NCX, formarão o
pigmento de coloração da pele,
formarão a bainha de neurilema,
formarão as células das supra-renais
(adrenais) e ajudarão a formar as
leptomeninges (meninges mais
internas - pia-máter e aracnóide)
Formação dos somitos
Na região do mesoderma
intraembrionário, é possível, a partir
da formação da notocorda e do tubo
neural, diferenciar 3 partes do
mesoderma: o mesoderma paraxial, o
mesoderma intermediário e
mesoderma lateral (que vai estar em
contado com o mesoderma extra-
embrionário)
A partir do mesoderma paraxial
surgirão estruturas que chamaremos
de Somitos
Esses somitos surgem
primordialmente na região cefálica e
se projetam ao longo do tubo neural
até a região caudal do embrião em
desenvolvimento
Os somitos mais próximos da região
cefálica são sempre mais velhos,
enquanto os mais próximos da região
caudal são mais jovens
Os somitos servem, entre outros
fatores, para estimar a idade
gestacional do concepto. Do 20º dia
ao 30º dia é possível identificar 38
pares de somitos
Vale lembrar, com relação ao
fechamento das pregas neurais, que
em cada extremidade é formada um
neuróporo, sendo que o neuróporo
da parte cefálica (o rostral), fecha
primeiro, enquanto o neuróporo
caudal só fecha depois
Formação do celoma intra-embrionário
Nos mesodermas laterais, em
determinado momento, começa a
surgir um um certo espaço celômico
Esse espaço celômico, associado ao
ectoderma sobrejacente forma a
somatopleura (camada parietal)
Já associado ao endoderma
adjacente ele forma a
esplanctopleura (camada vísceral) Já a esplanctopleura vai formar a
parede tubo digestório do embrião e
vai revestir as vísceras
Essa somatopleura vai formar a
parede do corpo do embrião
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Sistema Cardiovascular
Primitivo
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Da quarta a oitava semana
do desenvolvimento
É nessa fase que as principais
estruturas internas e externas do
embrião se desenvolvem
Organogênese
Essas estruturas, porém, possuem
atividade mínima, com a exceção do
sistema cardiovascular
É nessa fase que a exposição à
teratógenos (drogas e vírus, por
exemplo) se configura um grande
motivo para má formações
congênitas **
Dobramentos do embrião
Cefálico
Caudal
Lateral
O encéfalo anterior cresce em
direção cefálica
Prega Cefálica
Simultaneamente o septo transverso,
o coração primitivo, o celoma
pericárdio e a membrana
buco/orofaríngea se deslocam
ventralmente sobre o embrião
parte do endoderma do saco
vitelínico é encorporado no
dobramento dando origem ao
intestino anterior
Nesse estágio do dobramento a
membrana orofaríngea separa o
intestino anterior do estodomeu
O septo transverso se situa
caudalmente ao coração. Nesse
estágio há uma comunicação entre
celoma extra e intra-embrionário
Resulta do crescimento do tubo
neural
Prega Caudal
A eminência caudal se projeta sobre a
membrana cloacal
Parte do endoderma do saco
vitelínico é encorporado e forma o
intestino posterior
Logo esse intestino, em sua porção
terminal, sofre uma dilatação e forma
a cloaca (futuro ânus)
O pedículo do embrião é
praticamente englobado nessa fase
O dobramento lateral se dá em
função do crescimento rápido da
medula espinhal e dos somitos;
Dobramento lateral
Esse dobramento ocasiona a
formação de duas pregas laterais,
uma direita e uma esquerda
Os primórdios da parede
ventrolateral se deslocam
ventralmente dando ao embrião um
aspecto cilíndrico
Em virtude desse dobramento, grande
parte do mesoderma do saco vitelínico é
encorporado e forma o intestino médio (que
possui ampla conexão com o saco
vitelínico, porém logo perde, pois as
paredes cada vez mais se fecham
Depois de um certo tempo essa
conexão fica reduzida a um pedículo
chamado de "Pedículo vitelino" (que
vai se transformar no cordão
umbilical)
O embrião é reto e tem de 4 a 12
somitos em sua constituição
Principais eventos da Organogênese - 4º semana
O tubo neural é aberto nas
extremidades, formando o que se
conhece por neuróporo rostral
(superior) e neuróporo caudal
(inferior)
Com 24 dias os dois primeiros arcos
faríngeos são visíveis, são eles o 1º
(mandibular) - vai dar origem a
mandíbula - e o 2º(hioideo) - vai dar
origem ao maxilar.
O coração já bombeia sangue Aos 26 dias o neuróporo rostral se
fecha e são visíveis 3 arcos faríngeos
Os brotos dos membros superiores já
são visíveis entre o 26º e o 27º dia
Já se vê as fossetas óticas e os
placóides do cristalino no 28º dia
O 4º par de arcos faríngeos também é
visível no 28º dia
Perto do fim da 4º semana uma larga
cauda é característica típica
No fim da 4º semana o neuróporo
caudal é fechado
Basicamente a cabeça é quem mais
cresce devido ao rápido crescimento
do encéfalo
Principais eventos da Organogênese - 5º semana
A face logo encosta na proeminência
cardíaca
O 2º arco faríngeo cresce sobre o 3º
formando o seio cervical
Forma-se também as cristas
mesonéfricas (um rim provisório)
Os embriões possuem resposta
reflexa ao toque e se movimentam de
forma espotânea
Principais eventos da Organogênese - 6º semana
Os membros superiores já podem ser
diferenciados
Os primórdios dos dedos (raios
digitais) começam a se desenvolver
na placa das mãos
O desenvolvimento dos membros
inferiores ocorre de 4 a 5 dias após o
desenvolvimento dos membros
superiores
Formam-se saliências auriculares ao
redor dos dois primeiros arcos
faríngeos
Entre esses arcos se forma um sulco
que dará origem ao meato acústico
externo
As saliências auriculares se juntam e
formam o pavilhão auricular
O olho já é visível e se forma uma
herniação umbilical
Os membros sofrem modificações
consideráveis
Principais eventos da Organogênese - 7º semana
Os futuros dedos já podem ser
evidenciados
Formação do pedículo vitelino
No fim dessa semana a ossificação
dos membros superiores já se iniciou
Dedos das mãos já separados
Principais eventos da Organogênese - 8º semana
O couro cabeludo começa a se
desenvolver
Primeiros movimentos voluntários
dos membros
Ossificação começa nos membros
inferiores (começa pelo Fêmur)
A eminência caudal some no fim
dessa semana e a cabeça do embrião
ainda é muito grande
A região do pescoço e pálpebras são
evidentes e os pavilhões auriculares
começam a assumir sua forma normal
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Da nona semana ao
nascimento
Nesse período o concepto passa a ser chamado de feto (denominá-lo embrião também é correto)
Período Fetal
A maioria das mudanças são observadas a nível macroscópico e, por esse motivo, são analisados intervalos de 4 a 5
semanas
Durante o começo do período a cabeça constitui praticamente todo o feto
Um aumento considerável no peso também é observado
A cabeça constitui quase metade do CR do feto
Da nona à décima segunda semanado desenvolvimento
Há um rápido aumento do comprimento do corpo, sendo a face larga, os olhos separados e as pálpebras fundidas;
No fim das 12 semanas, os centros de ossificação que começaram lá na sétima semana são
visíveis por essa época
A genitália começa a se diferenciar a partir da nona semana
Com 9 semanas o fígado é o principal local de eritropoese. Já na 12º semana essa
atividade diminui (até cessar) no fígado e passa para o baço. Vale destacar que a urina
começa a se formar nesse período
Em comparação ao feto de 12 semanas, a cabeça possui um tamanho mais reduzido
Da décima terceira à décima sexta semana do desenvolvimento
Os movimentos dos membros se tornam coordenados na 14º semana, mas ainda são discretos, sendo a ossificação
ativa e os olhos já executam movimentos lentos
O padrão do couro cabeludo é determinado nesse período. Com 16 semanas os ovários se
diferenciam e já contém folículos primordiais com ovogônias
A genitália externa já pode ser reconhecida e os olhos ficam numa posição mais anterior
Nesse período ocorre um crescimento muito rápido
Nesse período o crescimento fica mais lento
Da décima sétima semana à vigésima semana do desenvolvimento
Os pontapés já podem ser percebidos pela mãe. Vale destacar que o feto é recoberto por um material gorduroso
chamado de verniz caseosa, produzido pelas glândulas sebáceas do feto, tendo função de proteger o feto
Com 20 semanas são visíveis as sobrancelhas e o cabelo. Geralmente com 20 semanas o feto está
recoberto por uma pelugem chamada de lanugo que fixa a verniz caseosa na pele
Nesse período surge a gordura parda (tecido adiposo unilocular)
Com 18 semanas o útero está formado e a canalização da vagina começou. Com 20
semanas os testículos e a vagina começam a descer para o seu local normal
Há um ganho substancial de peso durante esse período
Da vigésima primeira à vigésima quinta semana
A cor da pele é avermelhada em virtude da presença de sangue nos capilares
Com 21 semanas começam os movimentos rápidos dos olhos
Com 24 semanas as unhas são formadas
Com 24 semanas as células epiteliais secretoras (pneumócitos t.II) produzem o
surfactante, lipídio tensoativo que mantém aberto os alvéolos pulmonares em
desenvolvimento. O sistema respiratório nesse estágio ainda é imaturo
Os pulmões já são capazes de respirar o ar
Da vigésima sexta à vigésima nona semana do desenvolvimento
O SNC (Sistema Nervoso Central) já se desenvolveu a ponto de comandar os movimentos respiratórios de forma
rítimica e controlar a temperatura corporal
Com 28 semanas a atividade eritropoiética do baço diminui e passa para a médula óssea
As pálpebras já estão abertas, o cabelo e o lanugo estão bem desenvolvidos
As maiores perdas neonatais que ocorrem durante essa época do desenvolvimento
ocorrem graças ao baixo peso (2,5 Kg) ou ao peso muito baixo (1,5 Kg)
O reflexo pupilar é induzido com 30 semanas
Da trigésima semana à trigésima quarta semana
A pele é rosa e lisa e os membros superiores e inferiores parecem mais "gordos"
A quantidade de gordura amarela agora é maior que a gordura parda
Fetos que nascem com 32 semanas geralmente sobrevivem
Fetos que nascem com, por exemplo, 32 semanas, mas com peso acima de 2,5 Kg são
considerados prematuros apenas pela data
O SNC é bem maduro
Da trigésima quinta semana à trigésima oitava semana do desenvolvimento
A maioria dos fetos são gordos
Com 36 semanas as circunferências do abdômen e da cabeça são quase iguais (depois a do
abdômen tende a aumentar)
O crescimento se torna mais lento com a proximidade do nascimento
Fetos normais geralmente possuem 3,4 Kg e medem um CR de 360 mm. A gordura amarela
aumenta bastante e o feto passa a ganhar cerca de 14g/dia
Regra de Nagele
Provável data do parto
Data do UPMN (Último Período Menstrual Normal)1.
Retira-se 3 meses;
Soma-se 1 ano e 7 dias;
Há 12% de chances do parto ocorrer 1 semana depois da data prevista ou uma semana antes;