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MARAYSA DA CONCEIÇÃO
 
  
 
 
 
 
 
SÍNDROME DE BURNOUT NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: FATORES CONTRIBUINTES E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
 
 
  
 
CAXIAS, MA
2024  
 
 MARAYSA DA CONCEIÇÃO
 
  
 
 
 
 
 
SÍNDROME DE BURNOUT NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: FATORES CONTRIBUINTES E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
 
Projeto apresentado ao Curso de Bacharelado de Enfermagem da Instituição Instituto Anhanguera Educacional.
Orientadora: Jannyelle Priscila.
 
 
 
CAXIAS, MA
2024  
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	3
3 OBJETIVOS	5
3.1 Objetivo Geral:	5
3.2 Objetivos Específicos:	5
4 JUSTIFICATIVA	6
5 FUNDAMENTAÇÃO	7
5.1 Definições e Sintomas da Síndrome de Burnout	7
6 METODOLOGIA	11
6.1 Tipo de Estudo	11
6.2 Critérios de Inclusão	11
6.3 Processo de Coleta	11
6.4 Análise de Dados	11
7 CRONOGRAMA	12
Referências	12
1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, os possíveis efeitos do estresse ocupacional sobre o bem-estar físico e emocional dos profissionais têm sido amplamente investigados em pesquisas científicas, dado que se trata de um significativo problema de saúde (Perniciotti, et al., 2020).
A enfermagem é uma profissão fundamental no sistema de saúde, oferecendo cuidados essenciais aos pacientes. Contudo, os enfermeiros enfrentam diversos desafios que podem afetar seu bem-estar físico, emocional e mental. Um desses desafios é o burnout, um fenômeno complexo que se manifesta por meio da exaustão emocional, despersonalização e redução da realização profissional (Araújo, et al., 2024).
De fato, o maior índice de casos de burnout em profissionais da enfermagem está associado ao período do COVID-19, que se caracterizou pelas sobrecargas de trabalho que lidava diretamente com a população e com as demandas de trabalho em turnos exaustivos, visto que se tratava de uma Pandemia (Perniciotti, et al., 2020). 
O estresse atualmente, é uma experiência comum na vida das pessoas e isso incluo em seus ambientes de trabalho. No entanto, quando os limites são ultrapassados e o estresse se torna crônico, associado ao trabalho, ele é caracterizado como síndrome de Burnout (SB), manifestando-se através de desgaste emocional, despersonalização e a sensação de incompetência (Aquino; Ribeiro; Martins, 2021).
Diante desse contexto, a compreensão dos impactos do burnout na saúde mental dos profissionais de enfermagem é fundamental, não apenas para preservar o bem-estar desses trabalhadores, mas também para garantir a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
Este estudo visa, portanto, analisar as causas e consequências do burnout entre enfermeiros, destacando a importância de intervenções que promovam um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável. Ao abordar essa problemática, espera-se contribuir para o fortalecimento da saúde mental dos profissionais de enfermagem, reconhecendo seu papel crucial no sistema de saúde e a necessidade de cuidar daqueles que cuidam.
2 PROBLEMATIZAÇÃO
Apesar de existirem evidências sobre o impacto do burnout na saúde mental de profissionais de enfermagem, muitos ainda enfrentam condições de trabalho adversas que exacerbam essa situação. A falta de apoio, a carga de trabalho excessiva e a pressão emocional podem criar um ciclo vicioso que agrava o estado emocional dos enfermeiros. Como esses fatores interagem para influenciar a saúde mental, e quais estratégias podem ser implementadas para mitigá-los, permanecem questões em aberto que precisam ser abordadas.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral: 
· Analisar os impactos do burnout na saúde mental de profissionais de enfermagem, identificando fatores contribuintes e propondo estratégias de prevenção.
3.2 Objetivos Específicos:
· Identificar os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do burnout;
· Avaliar os efeitos do burnout na saúde mental, incluindo sintomas de estresse, ansiedade e depressão;
· Propor estratégias de prevenção e manejo para melhorar o bem-estar dos profissionais de enfermagem.
4 JUSTIFICATIVA
A relevância deste estudo reside na necessidade de compreender profundamente o fenômeno do burnout, que impacta não apenas a qualidade do cuidado prestado aos pacientes, mas também a saúde dos profissionais de enfermagem. A pesquisa se torna ainda mais pertinente no contexto atual, em que o estresse vem consumindo a população em geral, exacerbado por fatores como incertezas sociais, pressões econômicas e mudanças rápidas no cotidiano. Compreender os fatores que contribuem para o burnout e suas consequências é essencial para desenvolver políticas e programas que promovam um ambiente de trabalho saudável e sustentável (Martins, 2017).
Além disso, ao propor estratégias de prevenção, este estudo poderá servir como uma ferramenta valiosa para instituições de saúde na promoção do bem-estar de seus colaboradores. Diante da crescente incidência de transtornos mentais associados ao estresse generalizado, é fundamental que as organizações adotem abordagens proativas que não apenas mitiguem os efeitos do burnout, mas também promovam a resiliência emocional e a saúde mental. Ao investigar essas dinâmicas, o estudo contribui para a criação de ambientes mais saudáveis, tanto no contexto profissional quanto na sociedade como um todo, ajudando a enfrentar os desafios que afetam a saúde mental da população.
5 FUNDAMENTAÇÃO
5.1 Definições e Sintomas da Síndrome de Burnout
A síndrome de burnout (SB) é um estado de exaustão emocional, despersonalização e redução da realização pessoal, frequentemente associado ao estresse crônico no ambiente de trabalho. Segundo Aquino, Ribeiro e Martins (2021), burnout resulta de um desajuste entre as demandas do trabalho e os recursos disponíveis para enfrentá-las. 
A exaustão emocional é marcada pela sensação de estar sobrecarregado e esgotado, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Isso resulta na perda de energia necessária para lidar com as demandas do trabalho. Quanto mais se intensifica, esse tipo de exaustão, pode surgir a despersonalização ou cinismo, manifestando-se como uma atitude de distanciamento ou indiferença em relação ao trabalho, aos colegas e aos pacientes (Perniciotti, et al., 2020). 
Os primeiros estudos sobre a síndrome de burnout enfocavam exclusivamente profissões voltadas para a assistência às pessoas. No final dos anos 80, alguns pesquisadores passaram a argumentar que essa síndrome poderia afetar uma variedade de serviços e profissões, não se limitando apenas àquelas ligadas ao auxílio de indivíduos em dificuldades. Hoje, é reconhecido que a síndrome atinge um amplo espectro de profissionais, incluindo professores, policiais e bombeiros, além de impactar também atividades como a vida de estudantes universitários (Martins, 2017). 
De acordo com Martins (2017), a síndrome de burnout surge, em primeiro lugar, como resultado do estresse decorrente das diversas experiências no trabalho. O indivíduo percebe um descompasso entre suas expectativas e motivações, tanto pessoais quanto profissionais, e os recursos disponíveis para atendê-las. Para lidar com a dificuldade crescente em se adaptar às demandas diárias, a pessoa pode redobrar esforços na busca de melhorias, o que pode levar à sobrecarga e, consequentemente, ao desenvolvimento da síndrome de burnout. 
Os sintomas mais comuns incluem agressividade, sensação de isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, desatenção, problemas de memória, ansiedade, baixa autoestima, tristeza, pessimismo e absenteísmo. Esse fenômeno é mais comum em profissões que envolvem intensa interação humana, como a enfermagem, onde os profissionais enfrentam alta carga emocional e pressão constante (Araújo; Peres; Faria, 2021). Mediante esse contexto, a síndrome de burnout foi definida como "um estado de exaustão em que se é cínico sobre o valor da própria ocupação e se tem dúvidas da nossa capacidade de realização" (Maslach; Jackson; Leiter, 1997, p.205 apud Martins, 2017).
5.2 Consequências da Síndrome de Burnout
O mercado de trabalho contemporâneo está em constante evolução, exigindo queos trabalhadores se esforcem continuamente para desempenhar suas funções. Nesse contexto, os profissionais enfrentam a pressão do sistema econômico para aprimorar suas habilidades em busca de um ideal de excelência. Essa situação pode resultar em estresse físico e psicológico, contribuindo para o aumento de problemas de saúde mental entre a população (Branco, et al., 2020).
Segundo Perniciotti (et al., 2020) a falta de consenso na literatura sobre o que define a SB resulta em dificuldades na padronização dos critérios diagnósticos. Apesar das divergências em sua caracterização, é claro que essa síndrome desempenha um papel significativo no ambiente de trabalho, uma vez que o número de profissionais com sinais da SB está em ascensão, assim como os impactos negativos em seu desempenho e na vida pessoal (Lima, et al, 2018).
A SB representa um problema de saúde pública devido às suas consequências para a vida dos trabalhadores, incluindo ansiedade, insônia, baixa autoestima, alterações na pressão arterial, entre outros problemas, que podem resultar em dificuldades tanto no âmbito profissional quanto pessoal (Branco, et al, 2020). 
De acordo com Opas (2019) é importante ressaltar que, em maio de 2019, a Organização Mundial da Saúde incluiu a SB na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Essa inclusão reconhece a síndrome como uma condição exclusivamente relacionada ao ambiente de trabalho, associada ao estresse crônico que os profissionais enfrentam em seu dia a dia.
A Síndrome de Burnout (SB) pode ter consequências significativas na vida profissional dos indivíduos. Os trabalhadores afetados frequentemente apresentam diminuição da produtividade, dificuldade de concentração e um aumento nos erros e falhas em suas atividades. Esse desgaste emocional e físico pode levar à absenteísmo, resultando em faltas frequentes e, em casos mais graves, até mesmo em afastamentos médicos. Além disso, o clima organizacional pode ser afetado, já que o estresse e a desmotivação de um funcionário podem influenciar a moral da equipe, gerando um ciclo de descontentamento que compromete o desempenho coletivo (Branco, et al., 2020).
No âmbito pessoal, as consequências da Síndrome de Burnout podem ser igualmente devastadoras. Indivíduos que enfrentam essa síndrome costumam experimentar problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, além de distúrbios físicos, como fadiga crônica e distúrbios do sono. As relações interpessoais também podem ser prejudicadas, pois o estresse constante e a irritabilidade podem levar a conflitos familiares e sociais. A SB não apenas impacta a carreira profissional, mas também pode afetar profundamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional dos indivíduos, exigindo atenção e intervenções adequadas (Perniciotti, et al., 2020). 
5.3 Prevenção e Tratamento da Síndrome de Burnout
A prevenção da Síndrome de Burnout é fundamental e envolve estratégias tanto individuais quanto organizacionais. No nível pessoal, é importante que os trabalhadores desenvolvam habilidades de gestão do estresse, como a prática de atividades físicas regulares, técnicas de relaxamento, meditação e hobbies que promovam o bem-estar (Almeida, et al, 201).
Além disso, é essencial que os profissionais estabeleçam limites claros entre o trabalho e a vida pessoal, buscando um equilíbrio saudável. As organizações, por sua vez, devem promover um ambiente de trabalho que valorize a saúde mental, implementando políticas que incentivem pausas regulares, oferecendo apoio psicológico e criando uma cultura que priorize a comunicação aberta e o reconhecimento do esforço dos colaboradores (Martins, 2017).
O tratamento da Síndrome de Burnout, quando necessário, pode incluir abordagens terapêuticas e intervenções médicas. A psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar os indivíduos a reestruturar pensamentos negativos e desenvolver novas estratégias de enfrentamento. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para tratar sintomas como ansiedade e depressão (Araújo; Peres; Faria, 2021).
Além disso, programas de apoio nas empresas, como palestras sobre saúde mental e oficinas de autocuidado, podem ser úteis para facilitar a recuperação e reintegração dos profissionais afetados. O suporte social, seja de colegas ou familiares, também desempenha um papel crucial no processo de recuperação, ajudando a restaurar a autoestima e a motivação (Martins, 2017).
6 METODOLOGIA
6.1 Tipo de Estudo
A pesquisa será baseada numa revisão bibliográfica da literatura, enfocando artigos e bases de dados como, BVS, PUBMED e OMS recorte temporal de 2019 a 2024, livros e diretrizes clínicas sobre burnout em profissionais de enfermagem.
6.2 Critérios de Inclusão
Serão incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, disponíveis em bases de dados como PubMed, Scielo e Google Scholar, abordando fatores contribuintes, impactos na saúde mental e estratégias de prevenção.
6.3 Processo de Coleta
A busca será realizada com palavras-chave como "burnout", "enfermagem", "saúde mental" e "estratégias de prevenção". Os estudos selecionados serão analisados criticamente, considerando a qualidade metodológica e relevância.
6.4 Análise de Dados
Os dados extraídos serão organizados em categorias temáticas, permitindo uma síntese dos principais achados e a identificação de lacunas na literatura, além de facilitar a discussão sobre práticas de intervenção e prevenção.
7 CRONOGRAMA 
Quadro 1- Cronograma de execução das atividades do Projeto e do Trabalho de Conclusão de Curso.
	
	JUL
	AGO
	SET
	OUT
	NOV
	DEZ
	Escolha do tema
	X
	
	
	
	
	
	Definição dos objetivos, justificativa, problema da pesquisa e metodologia
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	Desenvolvimento do projeto
	X
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	X
	
	
	
	Revisão do trabalho
	
	
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	X
	X
	
	Apresentação do trabalho
	
	
	
	
	
	X
Fonte: O Autor (2024). 
 
Referências
ALMEIDA, L. A. et al. Fatores geradores da Síndrome de Burnout em profissionais da saúde Generating factors of Burnout Syndrome in health professionals. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, Brasil, v. 8, n. 3, p. 4623–4628, 2016. DOI: 10.9789/2175-5361.2016.v8i3.4623-4628. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/3469. Acesso em: 16 out. 2024.
AQUINO, L. S.; RIBEIRO, I.S.; MARTINS, W. SÍNDROME DE BURNOUT: REPERCUSSÕES NA SAÚDE DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 6, n. 16, p. 44–57, 2021. DOI: 10.5281/zenodo.4699080 . Disponível em: https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/312. Acesso em: 2 out. 2024.
ARAÚJO, A. C. M.; PERES, V.O.; FARIA, G. Síndrome de Burnout em profissionais da saúde: revisão de literatura. Revista Artigos. Com, v. 27, p. e7271, 29 abr. 2021.
ARAÚJO. et al. ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO DO BURNOUT NA ENFERMAGEM – UMA REVISÃO LITERÁRIA. Ciências da Saúde, Volume 28. JUN 2024. Disponível em: https://revistaft.com.br/estrategias-de-prevencao-do-burnout-na-enfermagem-uma-revisao-literaria/. Acesso em: 30 set. 2024.
BRANCO, F.M.F.C. et al. Síndrome de burnout entre trabalhadores de uma universidade na fronteira franco brasileira. Rev Fun Care Online, v.12, p. 393-399, 2020. DOI: http://dx.doi. org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v12.8319.
CAIXETA, N. C. et al. A síndrome de Burnout entre as profissões e suas consequências/Burnout syndrome between professions and their consequences. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 593–610, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n1-051. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/22804. Acesso em: 16 oct. 2024.
LIMA, F.R.B. et al. Identificação preliminar da síndrome de burnout em policiais militares. Revista Motricidade, v.14, n. 1, p.150-156, 2018.
MARTINS, C.R. Síndrome de Burnout nos Profissionais de Saúde: Causas, Consequências, Prevenção e Tratamento. Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Medicina. UNIVERSIDADEDA BEIRA INTERIOR. Ciências da Saúde. Covilhã, 2017.
ORGANIZAÇÃO PANAMERICANA DE SAÚDE/ ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. CID: burnout é um fenômeno ocupacional. 28 de mai. 2019. Acesso em: 15 out 2024. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5949:cid-burnout-e-um-fenomeno-ocupacional&Itemid=875.
PERNICIOTTI, p. et al. Síndrome de Burnout nos profissionais de saúde: atualização sobre definições, fatores de risco e estratégias de prevenção. Rev. SBPH vol. 23 no.1, Rio de Janeiro – Jan./Jun. – 2020. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v23n1/05.pdf. Acesso em: 30 set. 2024.
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