Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

IMUNIDADE ADQUIRIDA / ADAPTATIVA 
 
 
conjunto de processos através dos quais o organismo RECONHECE os agentes invasores, REAGE 
preparando os agentes específicos que vão ATUAR DE FORMA DIRIGIDA de modo a neutralizá-los ou 
destruí-los 
 
resposta ao organismo invasor melhora a cada novo contato 
 
características: 
- heterogeneidade 
- especificidade 
- memória - diminui e tem que estimular novamente (ex: vacina) 
 
 
mecanismo é desencadeado alguns dias após o início da invasão dos agentes patogénicos 
 
formação dos linfócitos B e T: 
 
os linfócitos originam-se na medula óssea vermelha a partir do linfoblastos migrando para o timo (linfócito T) 
ou permanecendo na medula óssea (linfócito B) 
 
A maturação destas células corresponde a aquisição de receptores específicos de antígenos -> tornam-se 
células imunocompetentes 
 
antígeno - molécula capaz de desencadear uma resposta específica por parte do organismo (produção de 
anticorpos) 
podem ser: 
- moléculas pertencentes a vírus, bactérias, protozoários 
- moléculas que se encontram no pólen ou nas células de tecidos transplantados 
 
possuímos enorme variedade de linfócitos B e T com diferentes receptores, podendo reconhecer número 
quase infinito de antígenos, heterogeneidade e especificidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Epitopos: determinante antigênico - pequenas moléculas ou porções de ag que desencadeia RI 
 
Imunidade adquirida 
 
requer diferenciação de linfócitos em resposta a microrganismos antes que ela possa oferecer uma defesa 
eficaz 
 
pode ser induzida em um indivíduo pela infecção ou pela vacinação (imunidade ativa) ou conferida a um 
indivíduo pela transferência de AC (imunidade passiva) 
 
imunização ativa 
 
 
 
 
 
- provoca imunidade protetora e memória imunológica 
- exposição subsequente provoca resposta imune aumentada capaz de eliminar o patógeno ou prevenir 
a doença 
- infecção natural ou adquirida artificialmente por meio de vacinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
imunização passiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- proteção transitória 
- AC pré formados são transferidos para um receptor 
● naturalmente: ac materno contra difteria, tétano, estreptococos, rubéola, sarampo e poliovírus 
protegem o feto em desenvolvimento e, após o nascimento, ac no colostro e leite 
 
Imunidade humoral: 
 
mediada por anticorpos produzidos pelos linfócitos B (plasmócitos) 
principal função: impedir que patógenos presentes na circulação tenham acesso e colonizam as células e os 
tecidos do hospedeiro 
 
Imunidade celular: 
 
defesa contra os microrganismos intracelulares, é mediada pelos linfócitos T 
 
 
 
 
 
Propriedades da resposta adquirida 
 
expansão clonal: 
 
aumenta rapidamente o número de células específicas para determinado AG, garantindo o acompanhamento 
da proliferação dos microrganismos 
 
 
 
 
 
 
 
CD4+ ativa LB que se ligou a ag 
 
atividade - imunidade humoral 
 
1- selecção clonal 
2- proliferação clonal dos linfócitos ativados 
3- diferenciação dos linfócitos B 
 
Memória imunológica 
 
otimiza a habilidade do SI para combater infecções persistentes e recorrentes, porque cada encontro com o 
mesmo ag ativa as células de memória existentes e gera mais células de memória 
 
 *prova 
 
 
a célula T citotóxica reconhece o complexo do peptídeo viral com o MHC de classe I e mata a célula infectada 
 
Homeostase: 
 
todas as respostas imunológicas diminuem à medida que a infecção é eliminada, permitindo que o sistema 
retorne a um estado de repouso e esteja preparado para responder a uma próxima infecção 
 
Tolerância imunológica: 
 
capacidade do SI de coexistir com moléculas, células e tecidos próprios do hospedeiro (autoantígenos) 
 
 
 
 
 
 
Fases da resposta adquirida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
janela imunológica: definida como período entre a infecção e o ínicio da formação de anticorpos específicos 
contra o agente causador 
 
 
 
*exames negativos de uma pessoa já contaminada, mas em período de janela imunológica, são conhecidos 
por falsos negativos 
 
Células do sistema imunológico adaptativo: 
 
linfócito B: mediadores da imunidade humoral 
linfócito T: mediadores da imunidade mediada por célula 
células NK: células da imunidade inata 
 
*reconhecimento específico de antígenos 
 
células apresentadoras de antígenos: 
- células dendríticas: iniciação da resposta de células T 
- macrófagos: fase efetora da imunidade mediada por célula 
 
- células dendríticas foliculares: exposição dos antígenos aos linfócitos B na resposta imunológica 
humoral 
 
 
células efetoras: 
- linfócitos T: células T auxiliares e linfócitos T citotóxicos 
- macrófagos e monócitos: células do sistema fagocitico monoclear 
- granulócitos: neutrófilos, eosinófilos 
 
Células do sistema imunológico adaptativo 
 
linfócitos: 
 
todos os linfócitos se originam de células-tronco da medula óssea -> linhagem linfóide, as demais células 
brancas são originadas da linhagem mielóide 
 
 
 
linfócitos maduros: 
 
as diversas classes de linfócitos reconhecem tipos distintos de antígenos, diferenciando-se em células 
efetoras, cuja função é eliminar e os antígenos 
 
- cluster of differentiation (CD): proteína de superfície responsável pela diferenciação dos linfócitos 
 
 
 
durante o processo de maturação os linfócitos têm também capacidade de adquirir a capacidade de distinguir 
o que é próprio do que é estranho ao organismo 
 
- cada indivíduo é bioquimicamente único 
 
- a individualidade é definida pela presença na superfície das células de macromoléculas únicas - os 
marcadores celulares 
- os marcadores do próprio são designados antígenos principais de histocompatibilidade 
 
*moléculas constituem o complexo principal de histocompatibilidade (MHC) 
 
 Classes de MHC 
 
- molécula do MHC de classe I apresentam peptídeos as células TCD8+ (linfocito T citotóxico) 
- molécula do MHC de classe II apresentam peptídeos as células TCD4+ (linfocito T auxiliar) 
 
 
Reconhecimento de antígenos 
 
resposta timo independente: 
- linfócitos B: reconhecem diretamente o ag -> produção de linfócitos específicos 
 
resposta timo dependente: 
- linfócitos T: necessitam das APCs (células dendríacas, macrofagos e linfócitos B) 
 
linfócito T (auxiliar) ativa o linfócito B a produzir ac e ainda ativa outros linfócitos B para aumentar a 
concentração de ac produzidos contra aquele ag 
 
 
 
 
 
 
os efetores da imunidade humoral são os linfócitos B 
 
a imunidade humoral é mediada por anticorpos que circulam no sangue e na linfa e que são produzidos após 
o reconhecimento do antígeno por linfócitos B 
 
o anticorpo é uma proteína específica produzida por plasmócitos em resposta a presença de antígeno, como 
o qual reage especificamente 
 
os anticorpos são uma forma solúvel dos receptores existentes na superfície dos linfócitos 
 
 
os anticorpos pertencem a um grupo de proteínas globulares designadas imunoglobulinas 
 
apresentam estrutura em forma de Y, constituída por quatro cadeias polipeptídicas, duas pesadas ou H e 
duas leves ou L 
 
as cadeias polipeptídicas possuem uma região constante, muito semelhante em todas as imunoglobulinas e 
uma região variável 
 
 
é na região variável que se estabelece a ligação com o antígeno, formando o complexo antígeno-anticorpo 
 
características da reação antígeno anticorpo 
 
- um mesmo antígeno pode ligar-se a vários anticorpos 
- como um antígeno pode possuir vários determinantes antígenos e anticorpos são específicos para 
esses determinantes 
- elevado grau de especificidade 
- resulta complementaridade estrutural entre o antígeno e a zona de ligação do anticorpo 
- criação nos sítios e ligação de forças eletrostáticas, ligações hidrogénio ou outras ligações químicas 
 
Classes de imunoglobulinas 
 
o termo imunoglobulina refere-se às características estruturais da molécula, o termo anticorpo refere-se a 
função imunológica destas moléculas- todos estes tipos de imunoglobulinas integram a superfície dos linfócitos B 
- as propriedades biológicas são conferidas pelas regiões constantes das cadeiras pesadas 
- imunoglobulinas diferentes podem reconhecer o mesmo antígeno, dado que função de 
reconhecimento é feita pela região variável 
- a quantidade relativa das várias imunoglobulinas no sangue e em outros fluídos é diferente 
 
 
ANTICORPOS MONOCLONAIS 
 
Conceito: 
 
resposta imunológica excessiva e inapropriada do organismo a uma substância inócua (alérgeno) 
 
Reações de hipersensibilidade 
 
- requer um contato prévio do indivíduo com o alérgeno (sensibilização) 
- resposta imunológica: humoral ou celular 
 
são aqueles produzidos a partir de um determinado antígeno ou epítopo específico, que ativa um único linf B 
(único clone) e assim, produzirá anticorpos para o esse epítopo (consegue identificar esse epítopo como parte 
do ag) 
é possível produzir anticorpos monoclonais, in vitro e em larga escala, para isso é selecionado um clone (linf 
B) e hibridizar, este como uma célula HELA (célula imortal) dessa forma teremos uma célula B de interesse se 
dividido infinitamente e está se diferenciar em plasmócitos e produzirá um único tipo de ac. 
 
 
 
 
Anormalidades decorrentes de alterações no S.I 
 
hipersensibilidade-> quando o organismo responde de forma exagerada a substância que normalmente não 
produzem resposta imunológica. ex: alergias 
 
doenças terminais-> quando o organismo reconhece como estranhos, moléculas e células do próprio 
indivíduo. ex: diabetes 
 
imunodeficiência-> quando algum componente do S.I deixa de funcionar adequadamente. ex: 
imunodeficiência decorrente da presença de hiv 
 
Reações de hipersensibilidade 
 
resposta imunológica excessiva e inapropriada do organismo a uma substância inócua. ex: pólen, poeira, 
látex, pelo de animal 
essa reação pode ocorrer por contato, ingestão, inalação ou injeção do alérgeno) 
 
 
Resposta imediata (segundos) 
 
- decorrente da atividade da histamina e prostaglandinas 
 
 
Resposta tardia (8-10 horas) 
 
- decorrente da liberação de leucotrienos, quimiocinas, citocinas e enzimas pelos mastócitos 
- ⬆produção de muco, remodelagem tecidual 
- responsável pela cronicidade de doenças respiratórias alérgicas (asma) 
 
 
 
Classificação 
 
 
Tipo de reação Mecanismo imunológico 
I - imediata (anafilática) IgE - basófilos e mastócitos 
II - citotóxica IgE - ag nas membranas das células 
III imunocomplexos IgG - ags solúveis 
IV - tardia Células T 
 
 
 
 
 
Hipersensibilidade tipo I 
 
● houve um primeiro contato com antígeno, que geralmente passa despercebido 
● esse antígeno estimula a produção de IgEs, que irão se ligar aos mastócitos 
● em um novo contato o antígeno haverá a a ligação do mesmo com IgEs na membrana do mastócito, 
ativando-o 
 
Ocorre em 2 etapas: 
 
A) sensibilização ao alérgeno - ocorre o primeiro contato com o alérgeno 
1- apresentação do alérgeno aos linfócitos T (virgens) na APCs 
2- ativação dos linfócitos T com produção de mediadores 
3- ativação de linfócitos B, que passam a produzir ac IgE 
4- ligação do IgE a superfície de basófilos e mastócitos 
 
B) reação alérgica 
1- segundo contato com o alérgeno 
2- ligação do alérgeno a molécula IgE presente na superfície de mastócitos e basófilos 
3- degranulação-liberação de mediadores químicos (histamina, prostaglandinas e leucotrienos ) responsáveis 
pelos sintomas alérgicos 
histamina - aumenta permeabilidade vascular e bioconstrução leucotrienos e prostaglandinas 
inflamação -> resposta de fase tardia 
 
essa reação pode ser limitada a um tecido ou órgão específico. ex: rinite, alergia alimentar 
essa reação também pode ser sistêmica decorrente da degradação sistêmica causando urticária, angioedema 
( edema profundo) diminuição da pressão arterial levando a anafilaxia (choque com sofrimento respiratório) 
edema de laringe que pode ser fatal 
 
● mediada pelos anticorpos IgE 
● ocorre minutos após a combinação antígeno-anticorpo ligado aos mastócitos ou basófilos em um 
indivíduo já sensibilizado ao antígeno 
● reação sistêmica: ocorre após administração parenteral ou oral ao alérgeno, surge estado de choque 
com sofrimento respiratório, edema de laringe que pode ser fatal dentro de 1 hora 
● reação local: 10% da população, ocorre após inalação ou ingestão de alérgenos: apresenta-se como 
edemas cutâneos, secreção nasal e conjuntival 
 
Hipersensibilidade tipo II 
 
decorrente do efeito citopático de acs, contra ags na superfície ou matriz celular 
 
lesão tecidual: anemia hemolítica por transfusão de sangue incompatível: ocorre aglutinação, hemólise e 
ativação do complemento, como a reação é no sangue, ocorre uma “inflamação sistêmica) 
 
3 mecanismo: 
 
1- reações dependentes de complemento - levam à lise das células ou opsonização. ex: reações 
transferensionais, eritroblastose fetal, anemia hemolítica 
2- citotoxicidade celular dependente de ac -> destruição de células-alvo revestidas por IgG sem que ocorra 
fagocitose 
3- disfunção celular mediada por ac -> ac contra receptores de superfície celular desregulam a função da 
célula sem causar lesão ou inflamação 
 
 
Hipersensibilidade tipo III 
 
contra ag solúveis, causada pelo depósito de complexo ag - ac em determinado tecido 
o ag pode ser endógeno ou exógeno, a doença pode ser localizada ou generalizada 
local. 
 reação de arthus: resposta inflamatória local intensa, geralmente após vacinação ou a introdução de um 
antígeno em um indivíduo já sensibilizado, é causada pela formação de complexos antígeno-anticorpo que se 
depositam nos tecidos, ativando o sistema complemento e desencadeando resposta inflamatória (dor, 
inchaço, vermelhidão, pode evoluir para necrose ou ulceração em casos graves) geralmente a reação é 
autolimitada e resolve-se sozinha em alguns dias, em casos mais graves pode ser necessário uso de 
corticoides 
 
vasculite: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hipersensibilidade tipo IV 
 
resposta imune mediada por células T efetoras específicas a Ag nocivos, a resposta induz lesões nos locais 
onde o ag penetra. ex: reação à tuberculina, dermatite de contato enteropatia ao glúten 
 
 
REAÇÃO ANTÍGENO 
hipersensibilidade tipo tardia (DTH) proteína 
veneno de inseto 
tuberculina (PPD) 
- injetado na pele 
hipersensibilidade de contato haptenos (dermatite de contato) 
- absorvido pela pele 
enteropatia sensível ao glúten (doença celíaca) gliadina 
- absorvido pelo intestino 
 
● mediadas por células T sensibilizadas: tardia e citotoxicidade direta 
● tardia: 
- reação à tuberculina 
- mediada por células T auxiliares CD4+ que secretam citocinas 
- acúmulo de células mononucleares no tecido subcutáneo, edema e hiperemia 
 
- inflamação granulomatosa: agregado de células epitelióides circundado por linfócitos 
● citotoxicidade mediada por células T: 
- mediadas por células citotóxicas CD8+ que destroem células infectadas por antígeno 
 
 
AUTOIMUNIDADE 
 
Conceito: 
 
é uma resposta imune específica contra um antígeno ou uma série de antígenos próprios 
 
doença autoimune: síndrome provocada por lesão tecidual ou alteração funcional desencadeadas por uma 
resposta autoimune 
 
* a principal função do sistema imune é distinguir antígenos estranhos (agentes infecciosos) de componentes 
próprios (self) presentes nos diferentes tecidos 
 
o sistema imune adquire auto-tolerância (não responde ao próprio): 
 
1) pela deleção clonal de linfócitos T auto-reativos 
2) pela deleção clonal de linfócitos B auto-reativos 
3) pela supressão funcional de linfócitos T e B auto reativos 
 
 
Tolerância - células B e células T 
 
● tolerância tímica 
● tolerância periférica 
 
durante a maturação ocorre o primeiro processo de eliminação de células imaturas potencialmente auto 
reativas e se completa com os diferentes processos de periféricos de indução de tolerância. 
 
 
 
tolerância tímica - educação tímica central 
 
● seleção positiva 
● seleção negativaao final teremos células T que não reagem com antígenos próprios reconhecidos no timo 
*não há garantia que essas células não possam reagir com antígenos próprios periféricos 
 
-> tolerância periférica 
 
 
Etiologia das doenças auto-imunes 
 
*etiologia exata não é conhecida 
 
❖ escape de clones celulares auto-reativos 
❖ reativação cruzada com antígenos 
- modificação de antígenos próprios 
- reatividade cruzada a antígenos exógenos 
❖ desregulação de citocinas e expressão inapropriada de MHC 
❖ função supressora ineficiente 
 
Mecanismos responsáveis por diminuição de tolerância 
 
- inibição ou superação dos processos de tolerância periférica 
- mimetismo molecular (ag estranhos muito semelhantes a ag próprios) 
 
Inibição ou superação dos processos de tolerância periférica 
 
- alteração da ignorância imunológica 
ex: lesão tissular pode provocar a liberação de ag previamente invisíveis ou pode destruir barreiras que 
limitam o acesso de LT a sítios de privilégio 
- apresentação inadequada de autoantígenos 
- aparição de novas formas de ag (ativ proteolítica inflamação) 
 
 
 
 
Quebra de tolerância devido a reatividade cruzada com antígenos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mimetismo molecular 
 
● reatividade cruzada entre ag de microrganismos estruturalmente similares aos antígenos próprios 
● quando um peptídeo próprio deixa de ser tolerado a reação inflamatória provoca a aparição de mais 
autoantígenos = dispersão de epítopos 
 
 
Fatores genéticos na autoimunidade 
 
● fenômenos auto imunológicos tendem a se agregar em determinadas famílias 
● a autoimunidade é geneticamente programada 
 
Fatores desencadeantes 
 
● fatores ambientais 
 
- infecções 
- hormônios (artrite reumatóide prolactina) 
- fármacos 
- radiação UV 
- estresse psicológico 
- dieta 
 
O espectro das doenças auto imunológicas 
 
● doenças órgão-específicas - autoanticorpos específicos para determinado órgão/tecido 
● doenças sistêmicas 
 
 
Doenças órgão-específicas 
 
dano celular direto por células T ou auto-anticorpos 
- tireoidite de hashimoto 
- anemias auto-imunes 
- síndrome de goodpasture 
- diabetes tipo I 
 
estímulo ou bloqueio de ac 
- doenças de graves 
- miastenia gravis 
 
Doenças sistêmicas 
 
auto-anticorpos e células T 
- esclerose múltipla 
- lúpus eritematoso 
- artrite reumatóide 
 
Doença celíaca 
 
- distúrbio no intestino delgado, com má absorção e intolerância ao glúten 
 
- os cereais que contêm glúten tem gliadina - uma fração protéica - que é responsável pelo dano na 
mucosa intestinal, as causas, entre outras em estudo, poderiam ser: predisposição genética, falta de 
enzima digestiva e formação de anticorpos 
- associação com HLA-B8, DR3, DR7 
- sensibiliza o hospedeiro geneticamente predisposto ao glúten através de mimetismo molecular 
- perda de peso, dor abdominal 
 
 
 
 
 
 
Doença intestinal inflamatória 
 
colite ulcerativa: limita-se ao cólon e só afeta a mucosa 
 
- doença de crohn: pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal 
 
afetam ambos os sexos, mais comuns em brancos, componentes genéticos 
 
estímulo dietético ou microbiano desencadeia a RI que torna-se persistente e intensificada, provocando a 
lesão 
 
presença de MHC II - auto-antígenos e de ac anticitoplasma de neutrófilo em 70% dos pacientes com colite 
 
Anemia perniciosa 
 
- deficiência de vitamina B12 em decorrência de má-absorção 
- reações autoimunes dirigidas contra as células parietais gástricas e seus produtos 
- a absorção da vitamina B12 requer o fator intrínseco (IF0 produzido no estômago, em 90% dos 
pacientes e deficiência da absorção ocorre por acs anti-if 
 
 
 
-ac bloqueador: liga-se ao fator intrínseco (if) impedindo a ligação da B12 
-pacientes podem desenvolver pólipos gástricos e neoplasia gástrica 
 
Doença de graves 
 
hipertireoidismo, oftalmopatia e dermopatia infiltrativa, os pacientes apresentam acs que reconhecem o 
hormônio estimulador da tireóide (TSH) mimetizando-o que leva a ativação contínua da tireóide, aumento de 
T3, T4 e redução do TSH 
 
 
 
 
Miastenia gravis 
 
- músculos mais suscetíveis: nervos cranianos e em 50% dos casos músculos oculares 
- podem surgir após evento estressante, como infecção e anestesia 
- os indivíduos afetados podem apresentar timoma (tumor do timo) 
 
 
 
Artrite reumatóide 
 
- inflamação crônica das articulações sinoviais com destruição progressiva de estruturas cartilaginosas 
e ósseas, podem ocorrer vasculite e nódulos subcutâneos em 25% dos casos 
- linfócitos B das membranas sinoviais produzem acs (IgM) contra a porção Fc da IgG produzidas contra 
infecções ou respostas inflamatórias 
 
Artrite reumatóide: possíveis causas 
 
- fatores hormonais (3:1 em mulheres entre 35 a 50 anos) 
- agentes infecciosos como mycoplasma, vírus da rubéola, CMV, herpes, parvovirus B19, EBV e 
mycobacterium tuberculosis 
- presença de MHC-II: HLA-DR4 e HLA DR1 
 
Artrite reumatóide: mecanismo imunológico 
 
- líquido sinovial fica cheio de neutrófilos, macrófafos, LTh-1 e células dendríacas 
- produção de metalloproteinases pelos macrófagos activados por IL-1 e TNA-a, clivando colágeno e 
proteoglicanos 
 
 
 
 
Lupus eritematoso sistemico 
 
● doença crônica e multissistêmica 
● desenvolve-se na dependência de: 
- fatores genéticos (HLA DR3, deficiência de C2 e C4) 
- fatores hormonais (razão mulher/homem = 10:1 entre 20 e 60 anos) 
- fatores ambientais (exposição a Uv-B e medicamentos como procainamida, hidralazina, 
clorpromazina, isoniazinas, practolol e metildopa) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- anticorpos auto-reativos contra constituintes nucleares: DNA ribonucleoproteínas, histonas e antígenos 
do nucléolos 
- imune-complexos se depositam nos glomérulos renais, articulações, pele e vasos sanguíneos 
 
● início agudo ou insidioso, apresentando estado febril, caracterizada por lesão da pele, das 
articulações, do rim e das membranas serosas 
● relação mulher: homem 9:1 
● 20-64 anos 
 
etiologia e patogenia: 
- ocorre uma falência dos mecanismos reguladores que mantém a autotolerância 
- presença de anticorpos contra componentes nucleares e citoplasmáticos da célula, especialmente 
anticorpos contra o DNA de dupla hélice (dsDNA) e o antígeno Smith (Sm) 
- presença de auto-anticorpos como os antifosfolipídicos 
- existem teorias a respeito do aparecimento do LES: fatores genéticos, fatores não genéticos (drogas, 
luz ultravioleta, hormônios sexuais) e fatores imunológicos 
 
 
 
 
- pericardite e comprometimento de outras cavidades serosas: exsudato fibrinoso, serosas espessas, 
opacas 
- pulmões: derrame pleural, pleurite 
- evolução clínica: pode haver achados clínicos de comprometimento renal, pode ter evolução benigna 
ou morte por insuficiência ou infecções intercorrentes 
 
Síndrome de sjogren 
 
● ressecamento dos olhos e boca pela destruição imunológica das glândulas lacrimais e salivares 
● pode ser primária ou associada a outra doença 
● etiologia e patogenia: 
- infiltração linfocítica e fibrose das glândulas 
- anticorpos mais importantes: SS-A (Ro) e o SS-B (La) 
● morfologia: infiltrado linfocítico periductal e perivascular 
● manifestações clínicas: 
- mulheres: 40-60 anos 
- ceratoconjuntivite e xerostomia 
- adenomegalia 
 
 
Esclerose sistêmica 
 
● fibrose excessiva em todo organismo 
● pode ser difusa ou localizada que só acomete a pele 
● etiologia e patogenia: 
- deposição excessiva de colágeno 
- hipótese imunológica: fibrose por ativação anormal do sistema imunológico 
- hipótese vascular: lesão microvascular 
● morfologia: 
- pele: atrofia esclerótica difusa da pele iniciando nas regiões distais das extremidades 
superiores até atingir face 
- tubo digestivo: colagenização excessiva da lâmina própria e da submucosa 
- sistema musculoesquelético: sinovite com hipertrofia e hiperplasia dos tecidos moles e 
posteriormente fibrose 
- rins: espessamento da íntima por deposição de colágeno 
- pulmões: fibrose intersticiale alveolar difusa 
- coração: pericardite e fibrose miocárdica 
● evolução clínica: 
- mulheres: 50-60 anos 
- alterações cutâneas 
- elevada incidência de calcinose, fenômeno dismotilidade esofagiana, esclerodactilia e 
telangiectasias 
- dor abdominal, obstrução intestinal, síndrome de má absorção, dificuldades respiratórias, 
arritmias, insuficiência cardíaca, proteinúria e até hipertensão maligna 
● tratamento: 
- alvos: inflamação, células T ativadas 
- anticorpos monoclonais 
- ciclosporina A 
- citocinas 
● indução de tolerância: via oral (experimental) 
 
 
 
AUTOIMUNIDADE 
 
 
é uma resposta imune específica contra um antígeno ou uma série de antígenos próprios 
 
doença auto imune é uma síndrome provocada por lesão tecidual ou alteração funcional desencadeadas por 
uma resposta autoimune 
 
a principal função do sistema imune é distinguir antígenos estranhos (agentes infecciosos) de componentes 
próprios (self) presentes nos diferentes tecidos 
 
 
o sistema imune adquire auto-tolerância (não responde a si próprio): 
 
1) pela deleção clonal de linfócitos T auto-reativos 
2) pela deleção clonal de linfócitos B auto-reativos 
3) pela supressão funcional de linfócitos T e B auto-reativos 
 
Tolerância - células B e T 
 
● tolerância tímica 
● tolerância periférica 
 
durante a maturação ocorre o primeiro processo de eliminação de células imaturas potencialmente auto 
reativas e se completa com os diferentes processos de periféricos de indução de tolerância 
 
 
Tolerância tímica - educação tímica central 
 
● seleção positiva 
● seleção negativa 
 
ao final teremos células T que não reagem com antígenos próprios reconhecidos no timo 
 
não há garantia que essas células não possam reagir com antígenos próprios periféricos 
 
- tolerância periférica 
 
 
 
Etiologia das doenças auto-imunes 
 
* etiologia exata não é conhecida 
 
● escape de clones celulares auto-reativos 
● reatividade cruzada com antígenos 
- modificação de antígenos próprios 
- reatividade cruzada a antígenos exógenos 
● desregulação de citocinas e expressão inapropriada de MHC 
● função supressora ineficiente 
 
Mecanismos responsáveis por diminuição de tolerância 
 
- inibição ou superação dos processos de tolerância periférica 
- mimetismo molecular (ag estranhos muito semelhantes a ag próprios) 
 
Inibição ou superação dos processos de tolerância periférica 
 
● alterações da ignorância imunológica (ex: lesão tissular pode provocar a liberação de ag previamente 
invisíveis ou pode destruir barreiras que limitam o acesso de LT a sítios de privilégio 
● apresentação inadequada de autoantígenos 
● aparição de novas formas de ag (atividade proteolítica inflamação) 
 
Quebra da tolerância devido a reatividade cruzada com antígenos 
 
 
 
 
 
Mimetismo molecular 
 
reatividade cruzada entre ag de microrganismo estruturalmente similares aos antígenos próprios 
 
 
quando um peptídeo próprio deixa de ser tolerado a reação inflamatória provoca a aparição de mais 
autoantígenos = dispersão de epítopos 
 
Fatores genéticos na autoimunidade 
 
- fenômenos auto imunológicos tendem a se agregar em determinadas famílias 
- a autoimunidade é geneticamente programada 
 
Quebra de tolerância devido a fatores genéticos 
 
Fatores desencadeantes 
 
fatores ambientais: 
 
- infeção 
- hormônios (artrite reumatoide - prolactina) 
- fármacos 
- radiação UV 
- estresse psicológico 
- dieta 
 
O espectro das doenças auto imunológicas 
 
● doenças órgão-específicas - autoanticorpos específicos para determinado órgão/tecido 
● doenças sistêmicas 
 
Doenças órgão-específicas 
 
dano celular direto por células T ou auto-anticorpos 
- tireoidite de hashimoto 
- anemias auto-imunes 
- síndrome de goodpasture 
- diabetes tipo I 
 
estímulo ou bloqueio de ac 
- doença de graves 
- miastenia gravis 
 
Doenças sistêmicas 
 
auto anticorpos e células T 
- esclerose múltipla 
- lúpus eritromatoso 
- artrite reumatóide 
 
 
 
 
 
 
 SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA 
 
AIDS 
 
doença causada pela infecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus ataca o sistema imunológico 
(responsável por defender o organismo de doenças) as células mais atingidas são os linfócitos T CD4+, vírus 
é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo, depois de se multiplicar, rompe os 
linfócitos em busca de outros para continuar a infecção 
 
 
 
Sintomas 
 
infecção aguda: incubação HIV (tempo da exposição até surgimento dos primeiros sinais da doença), 
período varia de 3 a 6 semanas, organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos 
anti-HIV, primeiros sintomas muito parecidos com os de uma gripe (febre, mal estar) 
 
assintomático: forte interação entre as células de defesa e as mutações do vírus, mas isso não enfraquece o 
organismo o suficiente para permitir novas doenças, período pode durar muitos anos 
 
sintomática inicial: frequente ataque faz as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência 
até serem destruídas, organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável às infecções comuns, é caracterizada 
pela alta redução do número dos linfócitos T CD4+, sintomas: febre, diarreia, suores noturnos e 
emagrecimento 
 
AIDS: baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas por se aproveitarem da fraqueza do 
organismo, atinge-se o estágio mais avançado da doença: AIDS, nessa fase pode sofrer hepatites virais, 
tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer 
 
HIV x número de LT CD4+ 
 
 
 
Diagnóstico 
 
janela imunológica: mesmo se estiver infectado o resultado pode dar negativo, deve ser repetido o teste após 
pelo menos 30 dias 
 
 
Tratamento 
 
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no 
organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. 
Por isso, o uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas 
que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. 
 
Pré-natal 
 
Durante a gestação e no parto, pode ocorrer a transmissão do HIV para o bebê. O HIV também pode ser 
transmitido durante a amamentação. Por isso as gestantes, e também suas parceiras sexuais, devem realizar 
os testes para HIV durante o pré natal e no parto. 
 
E se o teste for positivo para o HIV durante a gestação? 
 
As gestantes que forem diagnosticadas com HIV durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os 
medicamentos antirretrovirais durante toda a gestação e, se orientado pelo médico, também no parto. O 
tratamento previne a transmissão vertical do HIV para a criança. 
O recém-nascido deve receber o medicamento antirretroviral (xarope) e ser acompanhado no serviço de 
saúde. Recomenda-se também a não amamentação, evitando a transmissão do HIV para a 
criança por meio do leite materno 
 
PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV) 
 
A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções 
sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir 
essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como: 
✓ Violência sexual. 
✓ Relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da 
camisinha). 
✓ Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto 
com material biológico). 
 
A PEP é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da Prevenção Combinada, cujo principal objetivo 
é ampliar as formas de intervenção para atender às necessidades e possibilidades de cada pessoa e evitar 
novas infecções pelo HIV, hepatites virais e outras IST 
 
Como profilaxia para o risco de infecção pelo HIV, a PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais 
para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus. 
Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciadao mais rápido possível - preferencialmente nas 
primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a 
pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde 
 
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV consiste no uso preventivo de medicamentos 
antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus, para reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV. O 
objetivo da PrEP é prevenir a infecção pelo HIV e promover uma vida sexual mais saudável. 
 
Como funciona a PrEP? 
 
A PrEP é uma combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) em um único comprimido, que 
impede que o HIV se estabeleça e se espalhe pelo corpo. A PrEP não previne outras Infecções Sexualmente 
Transmissíveis (IST) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção. 
 
 
Para quem é indicada a PrEP? 
 
Os(as) médicos(as) prescrevem a PrEP para populações em situação de maior vulnerabilidade e que tenham 
práticas de maior risco para infecção pelo HIV, como: 
✓ Gays e homens que fazem sexo com homens; 
✓ Travestis e transexuais; 
✓ Trabalhadores(as) do sexo; 
✓ Casais sorodiferentes que, por repetidas vezes, têm relações sexuais (anais ou vaginais) sem usar 
camisinha ou que têm usado a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) repetidamente, ou que apresentem infecções 
sexualmente transmissíveis (IST). 
 
Elisa 
 
Ensaio imunoenzimático 
 
O enzyme-linked immunosorbent assay (ELISA) é um ensaio imunoenzimático comumente utilizado para 
quantificar anticorpos ou antígenos em amostras biológicas como soro, plasma ou tecidos e células. 
Nesse método, uma enzima é ligada a um anticorpo específico que reconhece um antígeno alvo. Caso ocorra 
esse reconhecimento, a enzima irá reagir com um substrato incolor para produzir um produto colorido. Se o 
antígeno estiver presente, o complexo anticorpo-enzima irá ligar-se a ele e a enzima catalisa a reação. Então, 
a presença de produto colorido indica a presença de antígeno. 
 
Um teste positivo é visível ao olho nu, sendo que a cor, geralmente, é amarelo ou azul. Mas o resultado não é 
liberado apenas no “olhômetro”. É necessário quantificar o resultado, e por isso existem os leitores de ELISA. 
Cada tipo de exame tem um protocolo de cálculo diferente. Geralmente, toda vez que se abre um novo kit, é 
necessário fazer uma curva de calibração com todos padrões que vêm juntos. O aparelho pode liberar o 
resultado já pronto ou, dependendo do exame, ele irá liberar apenas o valor da absorbância e o biomédico 
terá que fazer os cálculos manualmente

Mais conteúdos dessa disciplina