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Lín
gu
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Po
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CREA-SP
Assistente Administrativo
Língua Portuguesa
Compreensão e Interpretação de textos de gêneros variados. ................................... 1
Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. Modos de organização discursiva: descri-
ção, narração, exposição, argumentação e injunção. .................................................. 2
Domínio da ortografia oficial. ........................................................................................ 6
Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, 
substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textu-
al. .................................................................................................................................. 7
Emprego de tempos e modos verbais. Emprego das classes de palavras. ................. 9
Domínio da estrutura morfossintática do período......................................................... 15
Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subor-
dinação entre orações e entre termos da oração. ........................................................ 19
Emprego dos sinais de pontuação. .............................................................................. 26
Concordância verbal e nominal. ................................................................................... 30
Regência verbal e nominal. .......................................................................................... 32
Emprego do sinal indicativo de crase. .......................................................................... 35
Colocação dos pronomes átonos. ................................................................................ 36
Reescrita de frases e parágrafos do texto.................................................................... 38
Significação das palavras. ............................................................................................ 40
Substituição de palavras ou de trechos de texto. ......................................................... 41
Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. ................................ 41
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. ............................ 41
Exercícios ..................................................................................................................... 42
Gabarito ........................................................................................................................ 62
1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO
1
Compreensão e Interpretação de textos de gêneros variados. 
 
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que de fato está escrito, seja das frases ou das 
ideias presentes. Interpretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao conectar as ideias 
do texto com a realidade. Interpretação trabalha com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendi-
mento da sua ideia principal. Compreender relações semânticas é uma competência imprescindível no merca-
do de trabalho e nos estudos.
Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-se criar vários problemas, afetando não só o 
desenvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal.
Busca de sentidos
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo os tópicos frasais presentes em cada pará-
grafo. Isso auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma relação hierárquica do pensamento defendi-
do, retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explicitadas pelo autor. Textos argumentativos não 
costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Deve-se 
ater às ideias do autor, o que não quer dizer que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é funda-
mental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. 
Importância da interpretação
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o 
raciocínio e a interpretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimora a 
escrita.
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fatores. Muitas vezes, apressados, descuida-
mo-nos dos detalhes presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente. Interpretar 
exige paciência e, por isso, sempre releia o texto, pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreen-
dentes que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, pode-se tam-
bém retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do 
conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de 
maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação 
hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam 
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às 
ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que 
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Ler com atenção é um exercício que deve 
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.
Diferença entre compreensão e interpretação
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do texto e verificar o que realmente está escrito 
nele. Já a interpretação imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O leitor tira conclusões 
subjetivas do texto.
Gêneros Discursivos
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de personagens fictícios, podendo ser de comparação 
com a realidade ou totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma novela é a extensão do tex-
to, ou seja, o romance é mais longo. No romance nós temos uma história central e várias histórias secundárias.
 
1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO
2
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente imaginário. Com linguagem linear e curta, 
envolve poucas personagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única ação, dada em um só 
espaço, eixo temático e conflito. Suas ações encaminham-se diretamente para um desfecho.
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferenciado por sua extensão. Ela fica entre o conto e 
o romance, e tem a história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O tempo na novela é ba-
seada no calendário. O tempo e local são definidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um 
ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais curto.
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que nós mesmos já vivemos e normalmente é 
utilizado a ironia para mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não é relevante e quando 
é citado, geralmente são pequenos intervalos como horas ou mesmo minutos.
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular, refle-
tindo o momento, a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de imagens. 
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a opinião do editor através de argumentos e fatos 
sobre um assunto que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é convencer o leitor a concordar 
com ele.
Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um entrevistador e um entrevistado para a ob-
tençãoincompleta sintaticamente: 
“Quem sabe um dia...” 
2 – Para indicar hesitação ou dúvida: 
“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar ainda.” 
3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o objetivo de prolongar o raciocínio: 
“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - 
José de Alencar).
4 – Suprimem palavras em uma transcrição: 
“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros - Raimundo Fagner).
Ponto de Interrogação 
1 – Para perguntas diretas: 
“Quando você pode comparecer?” 
2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para destacar o enunciado: 
“Não brinca, é sério?!” 
Ponto de Exclamação 
1 – Após interjeição: 
“Nossa Que legal!” 
2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva 
“Infelizmente!” 
3 – Após vocativo 
“Ana, boa tarde!” 
4 – Para fechar de frases imperativas: 
“Entre já!” 
Parênteses 
a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases intercaladas de valor explicativo, podendo 
substituir o travessão ou a vírgula: 
“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre) 
quem seria promovido.” 
Travessão 
1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto: 
“O rapaz perguntou ao padre: 
— Amar demais é pecado?” 
2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos: 
“— Vou partir em breve. 
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— Vá com Deus!” 
3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários: 
“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”
4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas: 
“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.” 
Aspas 
1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, como termos populares, gírias, neologismos, 
estrangeirismos, arcaísmos, palavrões, e neologismos. 
“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.” 
“A reunião será feita ‘online’.” 
2 – Para indicar uma citação direta: 
“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de Assis)
Concordância verbal e nominal. 
Visão Geral: sumariamente, as concordâncias verbal e nominal estudam a sintonia entre os componentes 
de uma oração. 
– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao sujeito, sendo que o primeiro deve, 
obrigatoriamente, concordar em número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a, 2a, ou 3a pessoa) 
com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é flexionado para concordar com o sujeito.
– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero (flexão em masculino e feminino) e número 
entre os vários nomes da oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos e o adjetivo. Em 
outras palavras, refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal 
concordância ocorre em gênero e pessoa
Casos específicos de concordância verbal 
Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três situações em que o verbo no infinitivo é 
flexionado: 
I – Quando houver um sujeito definido; 
II – Sempre que se quiser determinar o sujeito; 
III – Sempre que os sujeitos da primeira e segunda oração forem distintos.
 Observe os exemplos: 
“Eu pedir para eles fazerem a solicitação.” 
“Isto é para nós solicitarmos.” 
Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não há flexão verbal quando o sujeito não for definido, 
ou sempre que o sujeito da segunda oração for igual ao da primeira oração, ou mesmo em locuções verbais, 
com verbos preposicionados e com verbos imperativos. 
Exemplos: 
“Os membros conseguiram fazer a solicitação.” 
“Foram proibidos de realizar o atendimento.” 
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Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos, verbo ficará sempre em concordância com 
a 3a pessoa do singular, tendo em vista que não existe um sujeito.
Observe os casos a seguir:
– Verbos que indicam fenômenos da natureza, como anoitecer, nevar, amanhecer.
Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.» 
– O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas professoras vigiando as crianças.” 
– O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz duas horas que estamos esperando.” 
Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeito, 
há concordância verbal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer no singular ou no plural: 
– “Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”
– “Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos do que ocorreria.” 
Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo, ou faz concordância com o termo precedente 
ao pronome, ou permanece na 3a pessoa do singular: 
– “Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.» 
Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo concorda com o termo que antecede o pronome: 
– “Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.» 
– “Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»
Concordância verbal com a partícula de indeterminação do sujeito se: nesse caso, o verbo cria 
concordância com a 3a pessoa do singular sempre que a oração for constituída por verbos intransitivos ou por 
verbos transitivos indiretos: 
– «Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.” 
Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo concorda com o objeto direto, que desempenha 
a função de sujeito paciente, podendo aparecer no singular ou no plural: 
– Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.” 
Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria, a maior parte: preferencialmente, o verbo 
fará concordância com a 3° pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode ser empregada: 
– “A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos entraram.” 
– “Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das pessoas entenderam.”
Concordância nominal muitos substantivos: o adjetivo deve concordar em gênero e número com o 
substantivo mais próximo, mas também concordar com a forma no masculino plural: 
– “Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”
– “Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.” 
Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo concorda em gênero e número com os 
pronomes pessoais:
– “Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”
– “Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”
Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois ou mais adjetivos no singular, o substantivo 
permanece no singular, se houver um artigo entre os adjetivos. Se o artigo não aparecer, o substantivo deve 
estar no plural: 
– “A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o xadrez.”
– “As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e xadrez.” 
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Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas expressões, o adjetivo flexiona em gênero 
e número, sempre que houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista esse artigo, o adjetivo 
deve permanecer invariável, no masculino singular: 
– “É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É proibido circulação de pessoas não identificadas.”
– “É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de crianças acompanhadas.” 
Concordância nominal com menos: a palavra menos permanece é invariável independente da sua 
atuação, seja ela advérbio ou adjetivo: 
– “Menos pessoas / menos pessoas”.
– “Menos problema /menos problemas.” 
Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe, barato, meio e caro: esses termos instauram 
concordância em gênero e número com o substantivo quando exercem função de adjetivo: 
– “Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.” 
– “A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”. 
– “Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.” 
Regência verbal e nominal. 
Visão geral: na Gramática, regência é o nome dadoà relação de subordinação entre dois termos. Quando, 
em um enunciado ou oração, existe influência de um tempo sobre o outro, identificamos o que se denomina 
termo determinante, essa relação entre esses termos denominamos regência.
— Regência Nominal
É a relação entre um nome o seu complemento por meio de uma preposição. Esse nome pode ser um 
substantivo, um adjetivo ou um advérbio e será o termo determinante. 
O complemento preenche o significado do nome, cujo sentido estaria impreciso ou ambíguo se não fosse 
pelo complemento. 
Observe os exemplos:
“A nova entrada é acessível a cadeirantes.” “Eu tenho o sonho de viajar para o nordeste.”
“Ele é perito em investigações como esta.”
Na primeira frase, adjetivo “acessível” exige a preposição a, do contrário, seu sentido ficaria incompleto. O 
mesmo ocorre com os substantivos “sonho“ e “perito”, nas segunda e terceira frases, em que os nomes exigem 
as preposições de e em para completude de seus sentidos. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que 
regem. Veja nas tabelas abaixo quais são os nomes que regem uma preposição para que seu sentido seja 
completo. 
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REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO A
acessível a cego a fiel a nocivo a
agradável a cheiro a grato a oposto a
alheio a comum a horror a perpendicular a
análogo a contrário a idêntico a posterior a
anterior a desatento a inacessível a prestes a
apto a equivalente 
a indiferente a surdo a
atento a estranho a inerente a visível a
avesso a favorável a necessário a
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO POR
admiração por devoção por responsável por
ansioso por respeito por
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO DE
amante 
de cobiçoso de digno de inimigo de natural de sedento 
de
amigo 
de 
contemporâneo 
de dotado de livre de obrigação 
de
seguro 
de
ávido de desejoso de fácil de longe de orgulhoso 
de
sonho 
de
capaz 
de diferente de impossível 
de louco de passível 
de
cheio de difícil de incapaz 
de maior de possível 
de
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO EM
doutor em hábil em interesse em negligente em primeiro em
exato em incessante 
em lento em parco em versado em
firme em indeciso em morador em perito em
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO PARA
apto para essencial para mau para
bastante para impróprio para pronto para
bom para inútil para próprio para
REGÊNCIA COM A PREPOSIÇÃO COM
amoroso com compatível com descontente com intolerante com
aparentado com cruel com furioso com liberal com
caritativo com cuidadoso com impaciente com solícito com
— Regência Verbal 
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os 
termos regidos. Um verbo possui a mesma regência do nome do qual deriva. 
Observe as duas frases:
 I – “Eles irão ao evento.” O verbo ir requer a preposição a (quem vai, vai a algum lugar), e isso o classifica 
como verbo transitivo direto; “ao evento” são os termos regidos pelo verbo, isto é, constituem seu complemento. 
1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO
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II – “Ela mora em região pantanosa.” O verbo morar exige a preposição em (quem mora mora em algum 
lugar), portanto, é verbo transitivo indireto. 
VERBO No sentido de / pela 
transitividade
REGE
PREPOSIÇÃO?
EXEMPLO
Assistir
ajudar, dar assistência NÃO “Por favor, assista o time.”
ver SIM “Você assistiu ao jogo?”
pertencer SIM “Assiste aos cidadãos o direito de protestar.”
Custar
valor, preço NÃO “Esse imóvel custa caro.”
desafio, dano, peso 
moral SIM “Dizer a verdade custou a ela.”
Proceder
fundamento / verbo 
instransitivo NÃO “Isso não procede.”
origem SIM “Essa conclusão procede de muito 
vivência.”
Visar
finalidade, objetivo SIM “Visando à garantia dos direitos.”
avistar, enxergar NÃO “O vigia logo visou o suspeito.”
Querer
desejo NÃO “Queremos sair cedo.”
estima SIM “Quero muito aos meus sogros.”
Aspirar
pretensão SIM “Aspiro a ascensão política.”
absorção ou 
respiração NÃO “Evite aspirar fumaça.”
Implicar
consequência / verbo 
transitivo direto NÃO “A sua solicitação implicará alteração do 
meu trajeto.”
insistência, birra SIM “Ele implicou com o cachorro.”
Chamar
convocação NÃO “Chame todos!”
apelido
Rege complemento, 
com e sem 
preposição
“Chamo a Talita de Tatá.”
“Chamo Talita de Tatá.”
“Chamo a Talita Tatá.”
“Chamo Talita Tatá.”
Pagar
o que se paga NÃO “Paguei o aluguel.”
a quem se paga SIM “Pague ao credor.”
Chegar
quem chega, chega 
a algum lugar / verbo 
transitivo indireto
SIM “Quando chegar ao local, espere.”
Obedecer
quem obedece a algo 
/ alguém / transitivo 
indireto
SIM “Obedeçam às regras.”
Esquecer verbo transitivo direito NÃO “Esqueci as alianças.”
Informar verbo transitivo direito 
e indireto, portanto...
... exige um 
complemento 
sem e outro com 
preposição
“Informe o ocorrido ao gerente.”
Ir
quem vai vai a algum 
lugar / verbo transitivo 
indireto
SIM “Vamos ao teatro.”
Morar
Quem mora em algum 
lugar (verbo transitivo 
indireto)
SIM
“Eles moram no interior.”
(Preposição “em” + artigo “o”).
Namorar verbo transitivio direito NÃO “Júlio quer namorar Maria.”
Preferir verbo bi transitivo 
(direto e indireto) SIM “Prefira assados a frituras.”
1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIRO
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Simpatizar
quem simpatiza 
simpatiza com 
algo/ alguém/ verbo 
transitivo indireto
SIM “Simpatizei-me com todos.”
Emprego do sinal indicativo de crase. 
Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou “contração”, e ocorre entre duas vogais, 
uma final e outra inicial, em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a (preposição) + a (artigo 
feminino) = aa à; a (preposição) + aquela (pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) + aquilo 
(pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante 
de palavras femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos aquilo e aquele, que recebem a 
crase por terem “a” como sua vogal inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno de união 
representado pelo acento grave. 
A crase pode ser a contração da preposição a com: 
– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não assistiu às aulas.” 
– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.” 
– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: “Retorne àquele mesmo local.” 
– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às quais devemos o maior respeito e 
consideração”. 
Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de duas vogais a (preposição + artigo ou 
preposição + pronome) na construção sintática. 
Técnicas para o emprego da crase 
1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe semelhante. Se a combinação ao aparecer, 
ocorrerá crase diante da palavra feminina. 
Exemplos: 
“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.” 
“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”
“Comprei o carro / a moto.” 
“Irei ao evento / à festa.” 
2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir, chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. 
Se aparecer a preposição da, ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não deve ser 
empregado.
Exemplos: 
“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.” 
“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.” 
“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”
3 – Troque o termo regente da preposição a por um que estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas 
preposições não se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas pela(s), na(s) ou da(s), a 
crase não ocorrerá. 
Exemplos:
“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta de estudar / Insiste em estudar.” 
“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.” 
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“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você / Gosto de você / Penso emvocê.”
4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que expressam uma única ideia, a crase somente 
deve ser empregada se a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como núcleo uma palavra 
feminina, ocorrerá crase. 
Exemplos: 
“Tudo às avessas.” 
“Barcos à deriva.” 
5 – Outros casos envolvendo locuções e crase: 
Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão “moda de”, ficando somente o à explícito. 
Exemplos: 
“Arroz à (moda) grega.”
“Bife à (moda) parmegiana.” 
Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso de horas especificadas e definidas: Exemplos: 
“À uma hora.” 
“Às cinco e quinze”. 
Colocação dos pronomes átonos. 
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da frase. A tendência do português falado no 
Brasil é o uso do pronome antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma culta prescreve o 
emprego do pronome no meio – mesóclise – ou após o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se inicia um período com pronome oblíquo átono. 
Assim, se na linguagem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita, formal, usa-se “Encon-
trei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem as poucas regras de mesóclise e ênclise. 
Assim, sempre que estas não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que prejudique a eufonia 
da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pacientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise: Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito anteposto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não sejam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando, tudo dá.
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus intentos são para nos prejudicarem.
Ênclise
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Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela preposição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com outras preposições é facultativo o emprego de 
ênclise ou próclise: Apressei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de qualquer outro fator de atração, ocorrerá a pró-
clise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal não vier precedida de um fator de próclise, 
o pronome átono deverá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
Exemplos:
Devo-lhe dizer a verdade.
Devo dizer-lhe a verdade.
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes do auxiliar ou depois do principal.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade.
Não devo dizer-lhe a verdade.
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise, o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade. 
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois do infinitivo.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade.
Tenho de dizer-lhe a verdade. 
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:
Devo-lhe dizer tudo.
Estava-lhe dizendo tudo.
Havia-lhe dito tudo.
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Reescrita de frases e parágrafos do texto. 
A reescrita é tão importante quanto a escrita, visto que, dificilmente, sobretudo para os escritores mais cui-
dadosos, chegamos ao resultado que julgamos ideal na primeira tentativa. Aquele que observa um resultado 
ruim na primeira versão que escreveu terá, na reescrita, a possibilidade de alcançar um resultado satisfatório. 
A reescrita é um processo mais trabalhoso do que a revisão, pois, nesta, atemo-nos apenas aos pequenos de-
talhes, cuja ausência não implicaria em uma dificuldade do leitor para compreender o texto. 
Quando reescrevemos, refazemos nosso texto, é um processo bem mais complexo, que parte do pres-
suposto de que o autor tenha observado aquilo que está ruim para que, posteriormente, possa melhorar seu 
texto até chegar a uma versão final, livre dos erros iniciais. Além de aprimorar a leitura, a reescrita auxilia a 
desenvolver e melhorar a escrita, ajudando o aluno-escritor a esclarecer melhor seus objetivos e razões para 
a produção de textos. 
Nessa perspectiva, esse autor considera que reescrever seja um processo de descoberta da escrita pelo 
próprio autor, que passa a enfocá-la como forma de trabalho, auxiliando o desenvolvimento do processo de 
escrever do aluno.
Operações linguísticas de reescrita:
A literatura sobre reescrita aponta para uma tipologia de operações linguísticas encontradas neste momento 
específico da construção do texto escrito.
- Adição, ou acréscimo: pode tratar-se do acréscimo de um elemento gráfico, acento, sinal de pontuação, 
grafema (...) mas também do acréscimo de uma palavra, de um sintagma, de uma ou de várias frases.
- Supressão: supressão sem substituição do segmento suprimido. Ela pode ser aplicada sobre unidades 
diversas, acento, grafemas, sílabas, palavras sintagmáticas, uma ou diversas frases.
- Substituição: supressão, seguida de substituição por um termo novo. Ela se aplica sobre um grafema, uma 
palavra, um sintagma, ou sobre conjuntos generalizados.
- Deslocamento: permutação de elementos, que acaba por modificar sua ordem no processo de encadea-
mento.
Graus de Formalismo
São muitos os tipos de registros quanto ao formalismo, tais como: o registro formal, que é uma linguagem 
mais cuidada; o coloquial, que não tem um planejamento prévio, caracterizando-se por construções gramaticais 
mais livres, repetições frequentes, frases curtas e conectores simples; o informal, que se caracteriza pelo uso 
de ortografia simplificada e construções simples ( geralmente usado entre membros de uma mesma família ou 
entre amigos). 
As variações de registro ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação de comuni-
cação; com o modo de expressão, isto é, se trata de um registro formal ou escrito; com a sintonia entre inter-
locutores, que envolve aspectos como graus de cortesia, deferência, tecnicidade (domínio de um vocabulário 
específico de algum campo científico, por exemplo).
Expressões que demandam atenção
– acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se
– aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, aceito
– acendido, aceso (formas similares) – idem
– à custa de – e não às custas de
– à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que, conforme
– na medida em que – tendo em vista que, uma vez que
– a meu ver – e não ao meu ver
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– a ponto de – e não ao ponto de
– a posteriori, a priori – não tem valor temporal
– em termos de – modismo; evitar
– enquanto que – o que é redundância
– entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a
– implicar em – a regência é direta (sem em)
– ir de encontro a – chocar-se com 
– ir ao encontrode – concordar com
– se não, senão – quando se pode substituir por caso não, separado; quando não se pode, junto
– todo mundo – todos
– todo o mundo – o mundo inteiro
– não pagamento = hífen somente quando o segundo termo for substantivo
– este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo presente; a futuro próximo; ao anunciar e a 
que se está tratando)
– esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte (tempo futuro, desejo de distância; tempo 
passado próximo do presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase).
Expressões não recomendadas
– a partir de (a não ser com valor temporal). 
Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se de...
– através de (para exprimir “meio” ou instrumento). 
Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de, segundo...
– devido a. 
Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa de.
– dito. 
Opção: citado, mencionado.
– enquanto. 
Opção: ao passo que.
– inclusive (a não ser quando significa incluindo-se). 
Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também. 
– no sentido de, com vistas a. 
Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.
– pois (no início da oração). 
Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.
– principalmente. 
Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em particular.
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Significação das palavras. 
Visão Geral: o significado das palavras é objeto de estudo da semântica, a área da gramática que se dedica 
ao sentido das palavras e também às relações de sentido estabelecidas entre elas.
Denotação e conotação 
Denotação corresponde ao sentido literal e objetivo das palavras, enquanto a conotação diz respeito ao 
sentido figurado das palavras. Exemplos: 
“O gato é um animal doméstico.”
“Meu vizinho é um gato.” 
No primeiro exemplo, a palavra gato foi usada no seu verdadeiro sentido, indicando uma espécie real de 
animal. Na segunda frase, a palavra gato faz referência ao aspecto físico do vizinho, uma forma de dizer que 
ele é tão bonito quanto o bichano. 
Hiperonímia e hiponímia
Dizem respeito à hierarquia de significado. Um hiperônimo, palavra superior com um sentido mais abrangente, 
engloba um hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.
Exemplos: 
– Hiperônimo: mamífero: – hipônimos: cavalo, baleia.
– Hiperônimo: jogo – hipônimos: xadrez, baralho.
Polissemia e monossemia 
A polissemia diz respeito ao potencial de uma palavra apresentar uma multiplicidade de significados, de 
acordo com o contexto em que ocorre. A monossemia indica que determinadas palavras apresentam apenas 
um significado. Exemplos: 
– “Língua”, é uma palavra polissêmica, pois pode por um idioma ou um órgão do corpo, dependendo do 
contexto em que é inserida. 
– A palavra “decalitro” significa medida de dez litros, e não tem outro significado, por isso é uma palavra 
monossêmica. 
Sinonímia e antonímia 
A sinonímia diz respeito à capacidade das palavras serem semelhantes em significado. Já antonímia se refere 
aos significados opostos. Desse modo, por meio dessas duas relações, as palavras expressam proximidade e 
contrariedade.
Exemplos de palavras sinônimas: morrer = falecer; rápido = veloz. 
Exemplos de palavras antônimas: morrer x nascer; pontual x atrasado.
Homonímia e paronímia 
A homonímia diz respeito à propriedade das palavras apresentarem: semelhanças sonoras e gráficas, 
mas distinção de sentido (palavras homônimas), semelhanças homófonas, mas distinção gráfica e de sentido 
(palavras homófonas) semelhanças gráficas, mas distinção sonora e de sentido (palavras homógrafas). A 
paronímia se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam 
significados diferentes. Veja os exemplos:
– Palavras homônimas: caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar); morro (monte) e morro (verbo 
morrer). 
– Palavras homófonas: apressar (tornar mais rápido) e apreçar (definir o preço); arrochar (apertar com força) 
e arroxar (tornar roxo).
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– Palavras homógrafas: apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar); boto (golfinho) e boto (verbo botar); choro 
(pranto) e choro (verbo chorar) . 
– Palavras parônimas: apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico), comprimento (tamanho) e 
cumprimento (saudação).
Substituição de palavras ou de trechos de texto. 
Para a realização de exercícios de substituição de palavras e expressões de um texto, é necessário algum 
conhecimento gramatical prévio.
Substituir uma palavra pode parecer simples, porém é uma ação que possui certa complexidade. Não basta 
apenas substituir a palavra em si, é preciso atenção para manter o sentido original da frase; em suma, quando 
substituímos uma palavra de uma frase, nenhum erro gramatical ou semântico pode ocorrer.
Justamente por isso o conhecimento gramatical prévio é de extrema importância, afinal o ato de substituir 
palavras ou expressões requer inúmeras habilidades.
Imagine só que uma determinada questão solicite que você substitua tal palavra por um sinônimo? Como 
você vai responder se não souber o que é um sinônimo? Ou pode ser que a questão apresente uma alternativa 
onde é preciso substituir uma figura de linguagem, ou até mesmo alternativas onde a regência ou concordância 
precisa ser mantida.
Por exemplo: “O menino ficou muito triste porque sua bola furou”.
A palavra triste poderia ser substituída por chateado, e ainda assim a frase manteria seu significado origi-
nal.
Essa mesma frase poderia ser reescrita dessa forma: “A bola furou, por isso o menino ficou triste”. Veja 
como a frase foi alterada, porém ainda diz a mesma coisa.
Já a conjunção porque pode ser substituída por pois, já que ambas são conjunções explicativas.
Como você pode ver, não se trata de algo tão simples assim, entretanto, não é nenhum bicho de sete cabe-
ças. Basta ter bastante atenção, ler a questão com atenção, verificar o que é solicitado. Também cabe aqui a 
interpretação de textos, pois muitas vezes haverá um texto que deverá ser lido e a expressão a ser substituída 
será retirada desse mesmo texto, sendo assim, antes de substituir será preciso compreender o texto.
Algumas habilidades que você deve possuir para substituir palavras ou expressões de textos são: significa-
ção das palavras (semântica), ortografia, classes de palavras (morfologia), figuras de linguagem e de sintaxe, 
regência e concordância (nominal e verbal) e interpretação de texto.
Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 
Prezado Candidato, o tema acima supracitado, já foi abordado em tópicos anteriores.
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade.
Prezado Candidato, o tema acima supracitado, já foi abordado em tópicos anteriores.
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Exercícios
1. (PREFEITURA DE ARACRUZ - ES – CONTADOR - IBADE - 2019)
LEMBRANÇA E ESQUECIMENTO
“Como é antigo o passado recente!” Gostaria que a frase fosse minha, mas ela é de Nelson Rodrigues numa 
crônica de “A Menina sem Estrela”. Também fico perplexa com esse fenômeno rápido e turbulento que é o tem-
po da vida. Não são poucas as vezes em que me volto para algum acontecimento acreditando que ele ainda é 
atual e descubro que ele faz parte do passado para outros. Um exemplo é quando, em sala de aula, refiro-me 
a eventos que se passaram nos anos 70 e meus alunos me olham como se eu falasse da Idade Média... E eu 
nem contei para eles que andei de bonde!
 A distância entre nós não é apenas uma questão de gerações. Eles nasceram em um mundo já transformado 
pela tecnologia e pela informática. Uma transformação que começou nos anos 50 e que não nos trouxe somente 
mais eletrodomésticos e aparelhos digitais. Ela instalou uma transformação radical do nosso modo de vida.
Mudou o mundo e mudou o jeito de viver. Mudou o jeito de namorar, de vestir, de procurar emprego, de 
andar na ruae de se locomover pela cidade. Mudou o corpo. Mudou o jeito de escrever, de estudar, de morar e 
de se divertir. Mudou o valor da vida, do dinheiro e das pessoas...
Outros tempos. E, quando um jeito de viver muda, ele não tem volta. Não se pode ter a experiência dele 
nunca mais. Por isso, meus alunos e eu só podemos compartilhar o tempo atual. Não podemos compartilhar 
um tempo que, para eles, é passado, mas, para mim, ainda é presente. Os fatos de 30 anos atrás não são 
passado na minha vida. Para mim, meu passado não passou e minha história não envelhece. Minha memória 
pode alcançar os acontecimentos que vivi a qualquer momento, e posso revivê-los como se ocorressem agora. 
Mas, se eu os narrar, quem me ouve não pode, como eu, vivenciá-los. Por isso, para meus alunos, são contos 
o que para mim é vida.
Mas é assim que corre o rio da vida dos homens, transformando em palavras o que hoje é ação. Se não 
forem narrados, os acontecimentos e os nossos feitos passam sem deixar rastros. Faladas ou escritas, são as 
palavras que salvam o já vivido e o conservam entre nós. Salvam os feitos e os acontecimentos da sua total 
desintegração no esquecimento.
A memória do já vivido e a sua narração numa história é o que possibilita a construção da História e das 
nossas histórias pessoais. Só os feitos e os acontecimentos narrados em histórias são capazes de salvaguar-
dar nossa existência e nossa identidade.
Só conservados pela lembrança é que os feitos e os acontecimentos podem entrar no tempo e fazer parte 
de um passado. Recente ou antigo.
(CRITELLI, Dulce. In cronicasbrasil.blogspot.com/search/ label/Dulce%20 Critelli) 
O título “Lembrança e esquecimento” constitui uma antítese que está relacionada a uma oposição de ideias 
presentes no texto, correspondente:
(A) as gerações mais velhas e os mais jovens.
(B) os feitos e acontecimentos passados e a vida presente.
(C) a geração dos professores e a geração dos alunos.
(D) as mudanças do passado e a permanência do presente.
(E) o passado narrado e o passado sem narração.
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2. (CORE-MT – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – INSTITUTO EXCELÊNCIA – 2019)
Morte
Sou, em princípio, contra a pena de morte, mas admito algumas exceções. Por exemplo: pessoas que con-
tam anedotas como se fossem experiências reais vividas por elas e só no fim você descobre que é anedota. 
Estas deviam ser fuziladas.
Todos os outros crimes puníveis com a pena capital, na minha opinião, têm a ver, de alguma maneira, com 
telefone.
Cadeira elétrica para as telefonistas que perguntam: “Da onde?”
Forca para pessoas que estendem o polegar e o dedinho ao lado da cabeça quando querem imitar um telefone. 
Curiosamente, uma mímica desenvolvida há pouco. Ninguém, misericordiosamente, tinha pensado nela antes, embora 
o telefone, o polegar e o mindinho existam há anos.
Garrote vil para os donos de telefone celular em geral e garrote seguido de desmembramento para os donos 
de telefone celular que gostam de falar no meio de multidões e fazem questão de que todos saibam que se 
atrasou para a reunião porque o furúnculo infeccionou. Claro, a condenação só viria depois de um julgamento, 
mas com o Aristides Junqueira na defesa.
(L. F. Veríssimo, “Morte”, Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 22/12/1994. Caderno Opinião, p. 11)
O texto lido é uma crônica. Assinale a alternativa em que a definição contraria a justificativa inicial:
(A) Porque se ocupa em relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar ou acontecimento.
(B) Porque é um tipo de texto narrativo curto, geralmente, produzido para meios de comunicação, por exem-
plo, jornais, revistas, etc.
(C) Porque se encarrega de expor um tema ou assunto por meio de argumentações.
(D) Porque é um tipo de texto que apresenta uma linguagem simples.
(E) Nenhuma das alternativas.
3. (PREFEITURA DE ARACRUZ - ES - PROFESSOR DE CIÊNCIA - IBADE - 2019)
CUIDEM DOS GAROTOS
1. O problema de Bruno está resolvido. Rapidamente, mas não poderia se diferente: raras vezes um com-
portamento criminoso é identificado e provado em pouco tempo com tanta abundância de provas, tanta escas-
sez de atenuantes. O ex-goleiro e ex-ídolo do Flamengo mostrou ser tudo que um atleta popular não pode ser.
2. Seus ex-patrões, e não falo só do flamengo, bem que poderiam fazer um exame de consciência e pergun-
tar a si mesmos se, antes de matar a companheira com repugnantes requintes de violência, Bruno já não teria 
dado sinais ou mesmo provas de que alguma coisa estava errada com ele.
3. Talvez não, mas o que está mesmo em questão é a possível necessidade de uma política preventiva a 
respeito dos jogadores. 
4. Profissionais do futebol não são funcionários comuns de uma empresa. Ao assinarem contrato com o 
clube, passam a ser parte de sua história e de sua imagem, o que significa tanto compromisso como honra – e 
implica responsabilidades especiais, dentro das quatro linhas e fora delas.
5. A condição de ídolo popular tem tantas responsabilidades quanto prazeres. Sei que estou apenas citando 
lugares-comuns, o que pode ser cansativo para o leitor, mas peço um pouco de paciência: eles só ficam 
comuns por serem verdadeiros e resistirem ao tempo.
6. O Flamengo agiu com rapidez e eficiência, tanto quanto a polícia, no caso do Bruno, mas o torcedor tem o 
direito de perguntar: o que o clube e os outros estão dispostos a fazer, não para reagir a episódios semelhantes, 
mas simplesmente para evitá-los?
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7. É comum, e absolutamente desejável, que rapazes, muitos ainda adolescentes, mostrem nos gramados 
um grau de excelência no exercício da profissão prematuro e incomum em outras profissões. As leis da 
concorrência mandam que sejam regiamente pagos por isso, mas o sucesso antes da maturidade tem riscos 
óbvios. Talvez deva partir dos clubes, tanto por razões éticas como em defesa de sua própria imagem, a 
iniciativa de preparar suas jovens estrelas para a administração correta do sucesso. Dá trabalho com certeza, 
mas, em prazo não muito longo, trata-se da defesa de seus interesses e de seu patrimônio, sem falar no aspec-
to ético de uma política nesse sentido.
8. O caso de Bruno é, obviamente, uma aberração. Não conheço outro craque assassino, mas não faltam 
exemplos de bons jogadores que jogaram fora suas carreiras e não foram cidadãos exemplares – ou pelo 
menos cidadãos comuns – por absoluta incompetência na administração do êxito. Principalmente porque o 
sucesso no esporte costuma chegar muito antes do que acontece com outras profissões. 
9. Bruno não foi formado no Flamengo. A ele chegou pronto, para o melhor e para o pior. O que fez de sua 
vida não é culpa do clube, mas serve como advertência para todos os clubes,
10. Cartolas, cuidem de seu patrimônio, cuidem de seus garotos.
Luiz Garcia – Cronista do Jornal O Globo Falecido em abril de 2018 
A crônica é um tipo de texto:
(A) narrativo longo.
(B) narrativo curto.
(C) descritivo curto.
(D) descritivo longo.
(E) expositivo.
4. (Prefeitura de Piracicaba - SP - Professor - Educação Infantil - VUNESP - 2020)
Escola inclusiva
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros concordam que há melhora nas escolas quando se 
incluem alunos com deficiência.
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e as-
sumiu o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal perspectiva generosa. 
Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes no tecido social.
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até para o mais básico, como o ensino 
de ciências; o que dizer então de alunos com gama tão variada de dificuldades.
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o enfrentado por cadeirantes, a problemas de 
aprendizado criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais.
Bastaram algunsanos de convívio em sala, entretanto, para minorar preconceitos. A maioria dos entrevis-
tados (59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam aprender só na companhia de colegas na 
mesma condição.
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar com pessoal capacitado, em cada estabeleci-
mento, para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2 milhão de alunos 
assim categorizados. Embora tenha triplicado o número de professores com alguma formação em educação 
especial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe que possa haver um 
especialista em cada sala de aula.
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma estrutura para o atendimento inclusivo, as 
salas de recursos. Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno e sua família para 
definir atividades e de auxiliar os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.
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Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete ao Estado disseminar essas iniciativas 
exitosas por seus estabelecimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas es-
peciais os estudantes com deficiência – que não se confunde com incapacidade, como felizmente já vamos 
aprendendo.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 16.10.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, com a mudança da posição do pronome em relação ao verbo, conforme 
indicado nos parênteses, a redação permanece em conformidade com a norma-padrão de colocação dos pro-
nomes.
(A) ... há melhora nas escolas quando se incluem alunos com deficiência. (incluem-se)
(B) ... em educação especial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. (se contam)
(C) Não se concebe que possa haver um especialista em cada sala de aula. (concebe-se)
(D) Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno... (encarrega-se)
(E) ... que não se confunde com incapacidade, como felizmente já vamos aprendendo. (confunde-se)
5. (Prefeitura de Caranaíba - MG - Agente Comunitário de Saúde - FCM - 2019)
Dieta salvadora
A ciência descobre um micróbio adepto de um
alimento abundante: o lixo plástico no mar.
O ser humano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o câncer e produzir um “Dom Quixote”. Só não 
consegue dar um destino razoável ao lixo que produz. E não se contenta em brindar os mares, rios e lagoas 
com seus próprios dejetos. Intoxica-os também com garrafas plásticas, pneus, computadores, sofás e até car-
caças de automóveis. Tudo que perde o uso é atirado num curso d’água, subterrâneo ou a céu aberto, que se 
encaminha inevitavelmente para o mar. O resultado está nas ilhas de lixo que se formam, da Guanabara ao 
Pacífico.
De repente, uma boa notícia. Cientistas da Grécia, Suíça, Itália, China e dos Emirados Árabes descobriram 
em duas ilhas gregas um micróbio marinho que se alimenta do carbono contido no plástico jogado ao mar. 
Parece que, depois de algum tempo ao sol e atacado pelo sal, o plástico, seja mole, como o das sacolas, ou 
duro, como o das embalagens, fica quebradiço – no ponto para que os micróbios, de guardanapo ao pescoço, 
o decomponham e façam a festa. Os cientistas estão agora criando réplicas desses micróbios, para que eles 
ajudem os micróbios nativos a devorar o lixo. Haja estômago.
Em “A Guerra das Salamandras”, romance de 1936 do tcheco Karel Čapek (pronuncia-se tchá-pek), um 
explorador descobre na costa de Sumatra uma raça de lagartos gigantes, hábeis em colher pérolas e construir 
diques submarinos. Em troca das pérolas que as salamandras lhe entregam, ele lhes fornece facas para se de-
fenderem dos tubarões. O resto, você adivinhou: as salamandras se reproduzem, tornam-se milhões, ocupam 
os litorais, aprendem a falar e inundam os continentes. São agora bilhões e tomam o mundo.
Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem se tornar as salamandras de Čapek. É que, no 
livro, as salamandras aprendem a gerir o mundo melhor do que nós. Com os micróbios no comando, nossos 
mares, pelo menos, estarão a salvo.
Ruy Castro, jornalista, biógrafo e escritor brasileiro. Folha de S. Paulo. Caderno Opinião, p. A2, 20 mai. 
2019.
Os pronomes pessoais oblíquos átonos, em relação ao verbo, possuem três posições: próclise (antes do 
verbo), mesóclise (no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo).
Avalie as afirmações sobre o emprego dos pronomes oblíquos nos trechos a seguir.
I – A próclise se justifica pela presença da palavra negativa: “E não se contenta em brindar os mares, rios e 
lagoas com seus próprios dejetos.”
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II – A ênclise ocorre por se tratar de oração iniciada por verbo: “Intoxica-os também com garrafas plásticas, 
pneus, computadores, sofás e até carcaças de automóveis.”
III – A próclise é sempre empregada quando há locução verbal: “Não quero dizer que os micróbios comedo-
res de lixo podem se tornar as salamandras de Čapek.”
IV – O sujeito expresso exige o emprego da ênclise: “O ser humano revelou-se capaz de dividir o átomo, 
derrotar o câncer e produzir um ‘Dom Quixote’”.
Está correto apenas o que se afirma em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) III e IV.
6. (Prefeitura de Birigui - SP - Educador de Creche - VUNESP - 2019)
Certo discurso ambientalista tradicional recorrentemente busca indícios de que o problema ambiental seja 
universal (e de fato é), atemporal (nem tanto) e generalizado (o que é desejável). Alguma ingenuidade concei-
tual poderia marcar o ambientalismo apologético; haveria dilemas ambientais em todos os lugares, tempos, 
culturas. É a bambificação(*) da natureza. Necessária, no entanto, como condição de sobrevivência. Há quem 
tenha encontrado normas ambientais na Bíblia, no Direito grego, e até no Direito romano. São Francisco de 
Assis, nessa linha, prosaica, seria o santo padroeiro das causas ambientais; falava com plantas e animais.
A proteção do meio ambiente seria, nesse contexto, instintiva, predeterminando objeto e objetivo. Por outro 
lado, e este é o meu argumento, quando muito, e agora utilizo uma categoria freudiana, a pretensão de prote-
ção ambiental seria pulsional, dado que resiste a uma pressão contínua, variável na intensidade. Assim, numa 
dimensão qualitativa, e não quantitativa, é que se deveria enfrentar a questão, que também é cultural. E que 
culturalmente pode ser abordada.
O problema, no entanto, é substancialmente econômico. O dilema ambiental só se revela como tal quando 
o meio ambiente passa a ser limite para o avanço da atividade econômica. É nesse sentido que a chamada 
internalização da externalidade negativa exige justificativa para uma atuação contra-fática.
Uma nuvem de problematização supostamente filosófica também rondaria a discussão. Antropocêntricos 
acreditam que a proteção ambiental seria narcisística, centrada e referenciada no próprio homem. Os geocên-
tricos piamente entendem que a natureza deva ser protegida por próprios e intrínsecos fundamentos e caracte-
rísticas. Posições se radicalizam.
A linha de argumento do ambientalista ingênuo lembra-nos o “salto do tigre” enunciado pelo filósofo da cultu-
ra Walter Benjamin, em uma de suas teses sobre a filosofia da história. Qual um tigre mergulhamos no passado, 
e apenas apreendemos o que interessa para nossa argumentação. É o que se faz, a todo tempo.
(Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2011. Acesso em: 10.08.2019. 
Adaptado)
(*) Referência ao personagem Bambi, filhote de cervo conhecido como “Príncipe da Floresta”, em sua saga 
pela sobrevivência na natureza. 
Assinale a alternativa que reescreve os trechos destacados empregando pronomes, de acordo com a nor-
ma-padrão de regência e colocação. 
Uma nuvem de problematização supostamente filosófica também rondaria a discussão. / Alguma ingenui-
dade conceitual poderia marcar o ambientalismo apologético.(A) ... lhe rondaria ... o poderia marcar
(B) ... rondá-la-ia ... poderia marcar ele
(C) ... rondaria-a ... podê-lo-ia marcar
(D) ... rondaria-lhe ... poderia o marcar
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(E) ... a rondaria ... poderia marcá-lo
7. (IABAS – FARMACÊUTICO - IBADE - 2019)
Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável
A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de como a vida moderna se tornou imprevisível. 
É uma característica do que, no complexo campo de problemas, chamamos de um mundo “VUCA” (Volatility, 
uncertainty, complexity and ambiguity em inglês) - um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.
Escorpiões, como as baratas que eles comem, são um a espécie incrivelmente adaptável. O número de pes-
soas picadas em todo o Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado, de acordo com o Mi-
nistério da Saúde. A espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. 
Ele se reproduz por meio do milagre da partenogênese, significando que um escorpião feminino simplesmente 
gera cópias de si mesma duas vezes por ano - nenhuma participação masculina é necessária.
A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “problema perverso”. Este termo, usado pela pri-
meira vez em 1973, refere-se a enormes problemas sociais ou culturais como pobreza e guerra - sem solução 
simples ou definitiva, e que surgem na interseção de outros problemas. Nesse caso, a infestação do escorpião 
urbano no Brasil é o resultado de uma gestão inadequada do lixo, saneamento inapropriado, urbanização rápi-
da e mudanças climáticas.
No VUCA, quanto mais recursos você der para os problemas, melhor. Isso pode significar tudo, desde cam-
panhas de conscientização pública que educam brasileiros sobre escorpiões até forças-tarefa exterminadoras 
que trabalham para controlar sua população em áreas urbanas. Os cientistas devem estar envolvidos. O siste-
ma nacional de saúde pública do Brasil precisará se adaptar a essa nova ameaça.
Apesar da obstinada cobertura da imprensa, as autoridades federais de saúde mal falaram publicamente 
sobre o problema do escorpião urbano no Brasil. E, além de alguns esforços mornos em nível nacional e es-
tadual para treinar profissionais de saúde sobre o risco de escorpião, as autoridades parecem não ter nenhum 
plano para combater a infestação no nível epidêmico para o qual ela está se dirigindo.
Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes violentos, 
tráfico brutal e outros problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar diariamente. 
* Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas Sociais Complexos, na Universidade de São 
Paulo (USP).
Texto adaptado de Revista Galileu
(https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/MeioAmbiente/noticia/2019/02/infestacao-de-escorpioes-no-brasil-
pode-ser-imparavel-diz-pesquisador.html)
Observe a oração destacada:
“A infestação do escorpião urbano no Brasil é um clássico “problema perverso.”
Sobre seus termos, é correto afirmar que:
(A) escorpião é núcleo do sujeito.
(B) urbano é predicativo do objeto.
(C) perverso é núcleo do sujeito.
(D) clássico é núcleo do predicativo do objeto.
(E) problema é núcleo do predicativo do sujeito.
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8. (SEAP-GO - AGENTE DE SEGURANÇA PRISIONAL - IADES - 2019)
COYLE, A. Administração penitenciária: uma abordagem de direitos humanos. Manual para servidores 
penitenciários. Brasília: Ministério da Justiça, 2002, p. 21.
Com base nas relações morfossintáticas estabelecidas pelo autor no primeiro período, assinale a alternativa 
correta.
(A) Na linha 1, a conjunção “Quando” relaciona orações coordenadas entre si.
(B) Os termos “em prisões” (linha 1) e “seu aspecto físico” (linha 2) funcionam como complementos verbais 
e classificam-se, respectivamente, como objeto indireto e objeto direto.
(C) As formas verbais “pensam” (linha 1) e “tendem a considerar” (linhas 1 e 2) referem-se ao mesmo sujeito 
sintático: “as pessoas” (linha 1).
(D) Na linha 1, a exclusão do pronome “elas” alteraria a estrutura do período, pois o predicado da segunda 
oração passaria a se referir a um sujeito indeterminado.
(E) Na linha 2, o adjetivo “físico” completa o sentido do substantivo “aspecto”, por isso desempenha a função 
de complemento nominal.
9. (IF-RO - ENGENHEIRO CIVIL - IBADE - 2019)
“Viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. A 
Lua destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua coma de prata, a cujo refulgir os meneios da mestiça 
melhor se acentuavam, cheios de uma graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de para-
íso, com muito de serpente e muito de mulher.
Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora 
para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a 
punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se se 
fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. De-
pois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, 
descendo, subindo, sem nunca parar com os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamen-
te, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia 
toda, fibra por fibra, tirilando.”
O cortiço, Aluísio de Azevedo.
Em “como se se fosse afundando, num prazer grosso que nem azeite”, é correto afirmar que:
(A) o termo “que” é um pronome relativo e funciona como sujeito.
(B) em “como SE SE fosse afundando”, têm-se, respectivamente, uma conjunção subordinativa de natureza 
condicional e uma partícula integrante do verbo.
(C) a expressão “que nem” é uma locução conjuntiva coordenativa aditiva.
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(D) em “como se se fosse afundando”, o primeiro “se” é partícula apassivadora, enquanto o segundo “se” é 
um pronome clítico.
(E) o termo “num” é uma combinação, entre a preposição “em” e o artigo definido “um”, que apresenta cará-
ter informal na língua portuguesa.
10. (CESGRANRIO – BNDES – ADVOGADO – 2004) No título do artigo “A tal da demanda social”, a classe 
de palavra de “tal” é:
(A) pronome;
(B) adjetivo;
(C) advérbio;
(D) substantivo;
(E) preposição.
11. Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfológica do pronome “alguém” (l. 44).
(A) Pronome demonstrativo.
(B) Pronome relativo.
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(C) Pronome possessivo.
(D) Pronome pessoal.
(E) Pronome indefinido.
12. Em relação à classe e ao emprego de palavras no texto, na oração “A abordagem social constitui-se em 
um processo de trabalho planejado de aproximação” (linhas 1 e 2), os vocábulos sublinhados classificam-se, 
respectivamente, em
(A) preposição, pronome, artigo, adjetivo e substantivo.
(B) pronome, preposição, artigo, substantivo e adjetivo.
(C) conjunção, preposição, numeral, substantivo e pronome.
(D) pronome, conjunção, artigo, adjetivo e adjetivo.
(E) conjunção, conjunção, numeral, substantivo e advérbio.
13. CRQ 9a REGIÃO-PR — AUXILIAR ADMINISTRATIVO — FUNDATEC — 2018
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.
Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo
Por Felipe Germano Bruno Garatton
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(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro– Adaptação)
Em relação às letras e aos fonemas de palavras do texto, analise as afirmações que seguem e assinale C, 
se corretas, ou I, se incorretas.
( ) O vocábulo‘expor’ é grafado com X, porém, esse fonema tem som de S. A palavra ‘e_trair’ segue a 
mesma grafia. 
( ) A palavra ‘consistia’ tem o mesmo número de letras e fonemas. 
( ) As palavras ‘pequenos’ e ‘sequência’ possuem dígrafos consonantais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(A) C – C – C. 
(B) C – C – I.
(C) I – C – C. 
(D) I – I – I.
(E) C – I – I.
14. PREFEITURA DE SONORA-MS – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO – MS CONCURSOS – 2019
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa correta em relação aos itens:
1 – Homônimos: são palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas da mesma 
forma, como cem e sem. 
2 – Parônimos: grafia(escrita) parecida, fonética(som) parecido, significado diferente: comprimento e 
cumprimento. 
3 – Ortoepia: é o emprego correto da acentuação tônica das palavras, ela está ligada à oralidade: côndor 
(errado), condor (correto). 
4 – Prosódia: é o estudo da correta pronúncia das palavras, ocupa-se não só da correta pronúncia dos 
fonemas, mas também do ritmo e entoação delas. 
(A) Apenas 1 e 2 estão corretos.
(B) Apenas 1, 2 e 3 estão corretos.
(C) Apenas 2, 3 e 4 estão corretos.
(D) 1, 2, 3 e 4 estão corretos.
15. CODEBA – GUARDA PORTUÁRIO – FGV – 2018
O Manual de Redação da Presidência da República lista uma série de vocábulos que devem ser escritos 
com “e” e não com “i”.
Assinale a opção que apresenta um erro ortográfico
(A) granjear / falsear. 
(B) frear / delapidar.
(C) antecipar / despender.
(D) hastear / prevenir.
(E) rarear / sanear.
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16. CONSÓRCIO DE TRAIRÍ-RN – ADMINISTRADOR – FUNCERN – 2018
Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que preencham, 
RESPECTIVAMENTE, as lacunas da seguinte frase:
“Quando se trata de eleição ___ duas coisas devem ser observadas ____ uma é o projeto político proposto 
pelo candidato ___ a outra é o posicionamento dele ante as demandas populares.”
(A) dois pontos – vírgula – ponto e vírgula. 
(B) ponto e vírgula – vírgula – vírgula.
(C) vírgula – dois pontos – ponto e vírgula. 
(D) vírgula – vírgula – ponto e vírgula.
17. PREFEITURA DE ARAPIRACA-AL – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – PREF. DE ARAPIRACA – 2018
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa correta em relação aos itens:
Assinale a alternativa que explicita a sequência de sinais de pontuação correspondente à confissão do amor 
do eu-lírico por Helena, com base no poema anônimo abaixo:
Se consultar a razão digo que amo Beatriz Não Helena cuja bondade ser humano não teria Não aspiro à 
mão de Laura que não tem pouca beldade (Texto adaptado).
(A) vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, ponto final, vírgula, ponto final.
(B) vírgula, ponto final, vírgula, ponto final, vírgula, exclamação.
(C) vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação.
(D) ponto e vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, interrogação, exclamação, vírgula, ponto final.
(E) ponto e vírgula, interrogação, exclamação, ponto final, interrogação, exclamação, ponto final.
18. SEE-AC – PROFESSOR DE LINGUAGENS – FUNCAB – 2018
O texto adiante é uma adaptação da matéria “Índia Yawanawá vence preconceito e faz revolução feminina 
na floresta”, originalmente publicada por Mariana Sanches, em O GLOBO, em outubro de 2014. Leia-o, 
atentamente, e responda às questões propostas a seguir. 
“Índia Yawanawá vence preconceito e faz revolução feminina na floresta”
A voz é mansa. O tom é baixo. A fala é pausada. Rucharlo Yawanawá, de 35 anos, conversa como se a 
tranquilidade a habitasse. Nunca encara o interlocutor nos olhos, não gesticula, não grita ou gargalha. Seus 
modos contrastam com a revolução que liderou em sua própria vida e na tribo Yawanawá. Emuma aldeia nomeio 
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da densa FlorestaAmazônica e distante sete horas de barco do município acriano mais próximo, Rucharlo se 
tornou a primeira mulher pajé - líder espiritual - de seu povo e, talvez, do país. É um raríssimo caso de liderança 
espiritual indígena feminina no Brasil.
O xamã ou pajé é, ao lado do cacique, a maior autoridade de um grupo indígena. No caso dos Yawanawá, 
são eles os guardiões dos conhecimentos da tribo, desde a medicina até as artes. Acredita-se que tenham 
dons sobrenaturais - de adivinhação, de cura e até mesmo de matar inimigos telepaticamente. Fazem também 
a interlocução entre os vivos e os ancestrais. Segundo a sabedoria indígena, são os espíritos que ensinam ao 
pajé os segredos mágicos. [...] Tais comunicações acontecem em rituais em que os líderes espirituais tomam 
ayahuasca (chamada por eles de uni) e inalamrapé (umamistura de tabaco empó e da casca moída de uma 
árvore amazônica chamada por eles de tsunu).
O efeito alucinógeno e estimulante das substâncias permitiria aos xamãs entrar no mundo dos mortos e 
nos sonhos das pessoas doentes. As doenças, segundo os Yawanawá, sempre têm explicação espiritual. E é 
o xamã quem descobre a causa do problema nessas incursões oníricas [...].
O processo para se tornar líder espiritual é, assim como o uso da ayahuasca, milenar. Até 2005, era 
tambémexclusivamentemasculino [...].
No período da reclusão, Rucharlo começou a desenhar as revelações que recebia. Sem conhecer as letras, 
ela se fazia entender e registrava seu aprendizado por rabiscos. De tão bonitos, seus quadros já foram expostos 
em museus no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Com o tempo também descobriu que tinha o dom de “sentir 
o cheiro das doenças”, como descreve - habilidade fundamental para qualquer curandeiro.Mas, no processo, 
também chegoumuito perto damorte. [...].
- Eu tinha que provar que era capaz. Sabia que era minha missão colocar as mulheres em um novo patamar, 
eu tinha que resistir - afirmaRucharlo [...].
Na crença indígena, pajés são seres evoluídos, a meio caminho entre os vivos e os mortos. Por isso falam 
vagarosamente e não encaram um olhar. Se o mundo de Rucharlo mudou depois de sua experiência, ela 
tambémmudou a tribo e omundo das de mais mulheres da aldeia.
“Em uma aldeia no meio da densa Floresta Amazônica e distante sete horas de barco do município 
acriano mais próximo,Rucharlo se tornou a primeira mulher pajé – líder espiritual – de seu povo ....’’
Nesse trecho, a jornalista utilizou dois tipos de sinais de pontuação: a vírgula e o travessão. Assinale a 
alternativa na qual seu uso está respectiva e corretamente justificado.
(A) Separa o adjunto adverbial de lugar antecipado; destaca uma expressão. 
(B) Separa o predicado; indica a mudança de interlocutor.
(C) Separa o adjunto adverbial de modo antecipado; indica uma pausa.
(D) Separa uma oração intercalada; introduz o fim do período.
(E) Separa a oração principal; isola o complemento verbal.
19. SEE-AC – PROFESSOR EJA I – CESPE/CEBRASPE – 2018
O texto adiante é uma adaptação da matéria ,“Educação de Jovens e Adultos resgata oportunidades para 
acrianos” publicada originalmente, em 03 de julho de 2014, por Astorige Carneiro, no portal eletrônico da Agência 
de notícias do Governo do Acre. 
Leia-o, atentamente, e responda às questões propostas a seguir.
Para alguns, existem mais obstáculos na vida do que para outros. Esse fato também inclui a área da 
educação. Muitas são as histórias de pessoas que, por diversas razões, abandonam a sala de aula e perdem 
os anos escolares - ou, pior ainda, não chegama concluir o processo de alfabetização. 
Com essas pessoas em mente, e com o objetivo de garantir a plena efetivação do direito constitucional à 
educação, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), trabalha há 15 anos 
com o sistema da Educação de Jovens e Adultos (EJA) 
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O público-alvo da modalidade são os jovens - com idade a partir de 15 anos e ingresso na Alfabetizaçãoe 
Ensino Fundamental - e adultos, com idade a partir de 18 anos, para conclusão do Ensino Médio. O sistema realiza 
atendimento em escolas públicas das redes estadual e municipal, unidades prisionais, centros socioeducativos 
e em espaços alternativos que beneficiem as comunidades. 
A responsável pela coordenação de EJA da SEE, destaca que, de 1999 (ano de início) a 2013, mais de 400 
mil matrículas foram efetuadas, exemplificando o desejo que as pessoas têm de buscar o crescimento pessoal 
e acadêmico. 
O titular da Secretaria de Estado de Educação e Esporte do Acre afirma que é preciso colaborar e incentivar 
para que ninguém desista dos seus estudos. “A formação acadêmica colabora não apenas para o aumento das 
chances profissionais, mas resgata a autoestima das pessoas” 
“A responsável pela coordenação de EJA da SEE, destaca que, de 1999 (ano de início) a 2013, mais de 
400mil matrículas foram efetuadas [...].” 
Relativamente ao uso dos sinais de pontuação, é correto afirmar que nesse trecho:
(A) A primeira vírgula é indevida.
(B) Falta um ponto e vírgula.
(C) A segunda vírgula é indevida.
(D) Falta travessão.
(E) A terceira vírgula é indevida.
20. CÂMARA DE PILÕEZINHOS-PB – AGENTE ADMINISTRATIVO – CPCON – 2019
O Manual de Redação da Presidência da República recomenda o emprego do padrão culto da linguagem. 
Assinale a alternativa cuja concordância verbal está INADEQUADA conforme as orientações da norma culta.
(A) No programa do concurso havia mais de dez assuntos para estudar.
(B) Precisam-se de professores qualificados para melhorar a educação no Brasil.
(C) Fazia mais de três anos que ele havia deixado de estudar.
(D) Nos comentários das provas, choveram críticas para o professor.
(E) Vendem-se apostilas com questões de concurso comentadas.
21. CÂMARA DE CERRO CORÁ-RN – AGENTE ADMINISTRATIVO – CPCON – 2020
A linguagem usada nos documentos oficiais deve estar de acordo com a norma culta da língua. Nesse 
sentido, marque a alternativa em que a concordância verbal esteja DE ACORDO com a norma culta vigente na 
língua portuguesa.
(A) Haviam muitas perguntas e poucas respostas para a causa do acidente.
(B) Precisam-se de funcionários qualificados, por isso é importante contratar os aprovados no concurso.
(C) Já fazem anos que haviam neste local árvores e flores. Hoje, só há ervas daninhas.
(D) Existe na atualidade diferentes tipos de inseticidas prejudiciais à saúde do homem.
(E) Durante as apresentações teatrais choveram aplausos para a garotinha que cantava para seus colegas.
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22. CÂMARA DE MANGARATIBA-RJ – REDATOR LEGISLATIVO – ACCESS – 2020
Na Redação Oficial, os pronomes possessivos apresentam certas peculiaridades quanto às concordâncias 
verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram a segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala), 
levam a concordância para a terceira pessoa. (Fonte: Manual de Redação da Presidência da República. 
(3ª Edição, revista, atualizada e ampliada, 2018) 
Com base nessa informação, selecione a opção que apresenta a concordância correta.
(A) Vossa Senhoria designará o substituto.
(B) Vossa Senhoria designará seu substituto.
(C) Vossa Senhoria designará teu substituto.
(D) Vossa Senhoria designará vosso substituto.
(E) Vossa Senhoria designar-lhe-á vL.
23. CÂMARA DE MANGARATIBA-RJ – REDATOR LEGISLATIVO – ACCESS – 2020
Julgue o item, considerando a correção gramatical dos trechos apresentados e a adequação da linguagem 
à correspondência oficial.
Informamos que, tomando as providências necessárias, não haverão problemas na instalação dos 
dispositivos digitais para acesso aos bens e serviços a serem disponibilizados ao público pela Empresa.
( ) CERTO
( ) ERRADO
24. PREFEITURA DE BARRETOS-SP – AGENTE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – VUNESP – 2018 
Assinale a alternativa em que tanto a concordância quanto a regência estão de acordo com a norma-padrão 
da língua.
(A) Consciente que tudo que escrevia, inclusive as mensagens nas redes sociais, eram lidos pelo pai, 
passou a censurar-se.
(B) Divulgados nos principais jornais do país, o escândalo atingiu em cheio a vida das pessoas que ele mais 
se dedicava.
(C) Foi feito, naquele caso, diversas tentativas de acordo para resolver o conflito que as partes estavam 
envolvidas.
(D) Escrever e falar com clareza sobre quaisquer temas é uma das exigências impostas àqueles profissionais 
atuantes nas mídias.
(E) Estando ciente que os atestados foram anexados ao e-mail, os funcionários deram prosseguimento do 
inquérito.
25. MPE-GO – SECRETÁRIO AUXILIAR – MPE-GO – 2018
Elas estavam ____ cansadas quando chegaram ____ dormitório. Assinale a alternativa que completa esse 
enunciado de acordo com a norma culta.
(A) meias – ao
(B) meia – no
(C) meio – ao
(D) meia – no
(E) meio - no
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26. IPERON-RO – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – UERR – 2018
Facebook está construindo sua própria cidade na Califórnia 
O Facebook está construindo uma espécie de minicidade para seus funcionários. A ampliação do seu 
campus em Menlo Park, Califórnia, será repleta de regalias para os moradores - já que os funcionários vão 
morar praticamente dentro do trabalho. 
O Wall Street Journal relatou que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando para construir uma 
comunidade de US$ 120 milhões, com 394 unidades habitacionais a uma curta distância de seus escritórios. 
Com 192 mil metros quadrados, o chamado Anton Menlo vai incluir tudo, desde um bar de esportes até uma 
creche para cachorros. 
O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram 
para tornar seus escritórios mais divertidos e descolados. Porém, uma porta-voz da empresa disse que a ideia 
de criar a propriedade não é para reter os funcionários - que estão cada dia mais disputados entre as empresas 
de tecnologia. 
“Certamente estamos animados para ter opções de moradia mais perto do campus, mas acreditamos que 
as pessoas trabalham no Facebook porque o que elas fazem é gratificante, e elas acreditam em nossa missão”, 
disse a porta-voz. Em outras palavras, eles dizem que não querem apenas bajular os funcionários com todas 
as regalias possíveis para que eles não saltem para a concorrência. 
Apesar de soar como inovadora, a ideia evoca memórias das “cidades empresas”, que eram comuns 
na virada do século 20, onde os operários norte-americanos viviam em com unidades pertencentes ao seu 
empregador e recebiam moradia, cuidados de saúde, polícia, igreja e praticamente todos os serviços oferecidos 
em uma cidade. Porém, elas acabaram extintas por colocar os trabalhadores completamente nas mãos dos 
empregadores, que muitas vezes se aproveitavam para explorá-los. 
É claro que ninguém espera que o Facebook faça isso. O que acontece é que os preços dos imóveis estão 
subindo rapidamente no Vale do Silício - calcula-se um aumento de 24% desde o quarto trimestre de 2012, e 
alguns funcionários da empresa acabam enfrentando problemas com isso. Além disso, a cidade do Facebook 
terá capacidade para abrigar apenas 10% dos funcionários da companhia. 
(Disponível em: http//www.canaltech.com.br - por Redação - 03/10/2013. Acesso em 22/08/2017) 
Uma das opções a seguir está correta quanto à concordância verbal, assim como o binômio: “calcula-se um 
aumento”/calculam-se aumentos. 
(A) Necessita-se de funcionário. / Necessitam-se de funcionários.
(B) Vive-se bem nesta cidade. / Vivem-se bem nestas cidades.
(C) Obedece-se à lei trabalhista. / Obedecem-se às leis trabalhistas.
(D) Precisa-se de funcionário. / Precisam-se de funcionários.
(E) Conserta-se computador. / Consertam-se computadores.
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27. IF-ES – ENFERMEIRO – IF-ES – 2019
No excerto a seguir, o verbo “lembrar” aparece com o sentido de “trazer à lembrança” e “recordar-se”, acepção 
inclusive tratada por Cunha& Cintra (2017): “[...] lembramos muito mais de nomes do que de rostos.” (linha 5). 
De acordo com a norma-padrão, o excerto apresenta um desvio de:
(A) Concordância nominal.
(B) Concordância verbal.
(C) Ortografia oficial.
(D) Regência nominal.
(E) Regência verbal.
Leia o texto abaixo para responder a questão.
A lama que ainda suja o Brasil
Fabíola Perez(fabiola.perez@istoe.com.br)
A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um dos principais gargalos da conjuntura po-
lítica e econômica brasileira: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de um desastre de 
repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de 
recuperação efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tampouco a mineradora Samarco, controla-
da pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplicação da multa 
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de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a 
calha profunda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro, coordenadora da rede de águas da 
Fundação SOS Mata Atlântica, sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos se tornou 
uma bomba relógio na região.” 
 Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos de rompimento nas barragens de Ger-
mano e de Santarém. Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16 barragens 
de mineração em todo o País apresentam condições de insegurança. “O governo perdeu sua capacidade 
de aparelhar órgãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta 
 Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que 
prevê licença única em um tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo marco regulatório 
da mineração, por sua vez, também concede prioridade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos 
conflitos judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz Maurício Guetta, advogado do 
Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podem ocorrer.
FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL
28. Observe as assertivas relacionadas ao texto lido:
I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um fato.
II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao gênero textual editorial. 
III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já que se trata de uma reportagem. 
IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já se trata de um editorial. 
Analise as assertivas e responda:
(A) Somente a I é correta.
(B) Somente a II é incorreta.
(C) Somente a III é correta
(D) A III e IV são corretas. 
29. PREFEITURA DE LAGUNA-SC – MÉDICO – UNESC – 2019
É bastante comum encontrarmos placas de trânsito, de propaganda ou anúncios de loja com erros 
ortográficos ou desvios da norma padrão. Por descuido ou falta de conhecimento, as pessoas escrevem o que 
querem divulgar ou anunciar e não pedem revisão de seus escritos.
Veja esta placa. Identifique a alternativa que faz uma afirmativa correta.
(A) A expressão “Bem Vindo” está grafada corretamente pois após o acordo ortográfico esta expressão não 
tem mais hífen.
(B) A letra “a” funciona como preposição e artigo, por isso deveria receber acento grave.
(C) Na placa não encontramos nenhum desvio com relação à norma padrão.
(D) Em “Cidade das Flores” a preposição “das” também deveria estar escrita com letra maiúscula.
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30. PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC – DENTISTA DA FAMÍLIA – IESES – 2019
Leia o diálogo a seguir: - Luiz, (1) _________ os enfermeiros chegaram tão molhados? - (2) ________
vieram (3)_____pé. - Perderam o ônibus? - Sim, e estavam (4) _______, sem guarda-chuvas.Veja esta placa. 
Identifique a alternativa que faz uma afirmativa correta.
Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços vazios, de acordo com as regras de ortografia 
e uso de crase vigentes:
(A) (1) por que – (2) porquê – (3) à – (4) desprevinidos.
(B) (1) por que – (2) porque – (3) a – (4) desprevenidos.
(C) (1) por quê – (2) porque – (3) à – (4) disprevenidos.
(D) (1) porque – (2) por que – (3) a – (4) desprivenidos.
31. PM-MT – SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR – PM-MT – 2021
(Armandinho. http://tirasbeck.blogspot.com.br Acesso em 30/01/2021)
Na tira, há três palavras homófonas heterográficas: cestas, sestas e sextas. Sobre a significação das 
palavras (sinônimas, antônimas, homônimas, polissêmicas, conotativas e denotativas), assinale a afirmativa 
correta. 
(A) Na frase Os antagonistas de um partido político nem sempre se posicionam como adversários, depende 
de seus interesses políticos, há exemplo de antonímia.
(B) Na frase A descrição da obra, feita pelo crítico, revelou toda discrição que ele usou para não ferir susce-
tibilidades, há exemplo de homonímia perfeita.
(C) Na frase As luzes a serem encontradas no paraíso contrastam com as trevas do inferno, há exemplo de 
sinonímia.
(D) Na frase Todos sabem que aquele político passou a nadar em ouro após assumir alto posto, há exemplo 
de conotação.
(E) Na frase No final do filme, o facínora conseguiu sair da cela, colocou uma sela em um cavalo e fugiu em 
disparada., há exemplo de homonímia homográfica.
32. PREFEITURA DE SONORA-MS – ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO – MS CONCURSOS – 2019
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa correta em relação aos itens:
1 – Homônimos: são palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas da mesma 
forma, como cem e sem. 
2 – Parônimos: grafia(escrita) parecida, fonética(som) parecido, significado diferente: comprimento e 
cumprimento. 
3 – Ortoepia: é o emprego correto da acentuação tônica das palavras, ela está ligada à oralidade: côndor 
(errado), condor (correto). 
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4 – Prosódia: é o estudo da correta pronúncia das palavras, ocupa-se não só da correta pronúncia dos 
fonemas, mas também do ritmo e entoação delas. 
(A) Apenas 1 e 2 estão corretos.
(B) Apenas 1, 2 e 3 estão corretos.
(C) Apenas 2, 3 e 4 estão corretos.
(D) 1, 2, 3 e 4 estão corretos.
33. PREFEITURA DE CHUPINGUAIA-RO – ASSISTENTE SOCIAL – MS CONCURSOS – 2020
Correlacione as colunas, sobre a significação das palavras e assinale a alternativa correta.
COLUNA I
A – Sinônimos. 
B – Antônimos. 
C – Homônimos. 
D – Parônimos. 
E – Polissemia. 
F – Conotação. 
G – Denotação.
COLUNA II. 
(1) Comprei um anel de ouro. 
(2) Descrição e discrição. 
(3) Contraveneno e antídoto. 
(4) Pena (pluma) e pena (dó). 
(5) Aço (substantivo) e asso (verbo). 
(6) Meu vizinho nadava em ouro. 
(7) Bendizer e maldizer.
(A) A (7) - B (3) - C (5) - D (1) - E (2) - F (4) - G (6).
(B) A (3) - B (7) - C (2) - D (5) - E (4) - F (6) - G (1).
(C) A (3) - B (7) - C (5) - D (2) - E (4) - F (6) - G (1).
(D) A (3) - B (7) - C (5) - D (2) - E (4) - F (1) - G (6).
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34. AL-RO – ANALISTA LEGISLATIVO – FGV – 2018
Na organização de um texto, há elementos anafóricos e catafóricos; o enunciado abaixo em que o termo 
sublinhado tem função catafórica é:
(A) A situação atual é de crise, mas é preciso enfrentá-la com coragem.
(B) Cheguei à conclusão de que isto é o mais importante: não perder o emprego.
(C) Trabalhar sempre: esse é o segredo do sucesso.
(D) Novos assaltos ocorreram, pois a polícia não consegue controlar essas ocorrências.
(E) Encontrei amigos durante a viagem, mas eles não ficaram junto conosco.
35. CFBIO – TÉCNICO EM T.I. – QUADRIX – 2018
Considerando os mecanismos de coesão do texto acima, julgue o item que se segue. 
O pronome “destes” (l.4), refere-se apenas a “candidatos”de informações. Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas de destaque sobre 
algum assunto de interesse. 
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materializa em uma concretude da realidade. A cantiga 
de roda permite as crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando os professores a iden-
tificar o nível de alfabetização delas.
Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo de informar, aconselhar, ou seja, recomendam 
dando uma certa liberdade para quem recebe a informação.
Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. Modos de organização discursiva: des-
crição, narração, exposição, argumentação e injunção. 
Tipos e genêros textuais
Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abrangentes que objetivam a distinção e definição 
da estrutura, bem como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e explicação. Eles apre-
sentam estrutura definida e tratam da forma como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos 
clássicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou dissertativo-expositivo) dissertativo e 
narrativo. Vejamos alguns exemplos e as principais características de cada um deles. 
Tipo textual descritivo
A descrição é uma modalidade de composição textual cujo objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) 
de um lugar, uma pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto, um movimento etc.
Características principais:
• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adjetivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjeti-
va), por sua função caracterizadora.
• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enumeração.
• A noção temporal é normalmente estática.
• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a definição.
• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo.
• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anúncio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial.
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Exemplo:
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero
(Vinícius de Moraes)
Tipo textual injuntivo
A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe, instrui o interlocutor. Chamado também de 
texto instrucional, o tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos, nas leis 
jurídicas.
Características principais:
• Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com verbos de comando, com tom imperativo; há tam-
bém o uso do futuro do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas).
• Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas re-
flexivas etc.
Exemplo:
Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleitoral) – Não podem alistar-se eleitores: os que 
não saibam exprimir-se na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou definitivamente dos direi-
tos políticos. Os militares são alistáveis, desde que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes 
ou suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino superior para formação de oficiais.
Tipo textual expositivo
A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos, por 
meio de exposição, discussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação pode ser expositiva ou 
argumentativa. 
A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um assunto de maneira atemporal, com o objetivo 
de explicá-lo de maneira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate.
Características principais:
• Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão.
• O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, informar.
• Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente.
• Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa de ponto de vista.
• Apresenta linguagem clara e imparcial.
Exemplo:
O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no questionamento, na reflexão, na polemização, 
no debate, na expressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um determinado tema. 
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Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a dissertação expositiva (ou informativa) e a argumen-
tativa (ou opinativa).
Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um assunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcial-
mente.
Tipo textual dissertativo-argumentativo
Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concursos — apresenta posicionamentos pessoais e 
exposição de ideias apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade, clareza, respeito pelo 
registro formal da língua e coerência, seu intuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor 
(leitor ou ouvinte).
Características principais:
• Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento e conclusão): ideia principal do texto (tese); 
argumentos (estratégias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho de autoridade, citações, 
confronto, comparação, fato, exemplo, enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com sugestão/
solução).
• Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumentações informais) e na 3ª pessoa do presente do 
indicativo (normalmente nas argumentações formais) para imprimir uma atemporalidade e um caráter de ver-
dade ao que está sendo dito.
• Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modalizações discursivas (indicando noções de pos-
sibilidade, certeza ou probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados.
• Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o desenvolvimento coerente da ideia principal, 
evitando-se rodeios.
Exemplo:
A maioria dos problemas existentes em um país em desenvolvimento, como o nosso, podem ser resolvidos 
com uma eficiente administração política (tese), porque a força governamental certamente se sobrepõe a pode-
res paralelos, os quais – por negligência de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metrópoles. 
Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os traficantes, o que comprovou uma verdade simples: 
se for do desejo dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da população, isso é plenamente pos-
sível (estratégia argumentativa: fato-exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar de 
mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o caos se estabelece; o povo tem e sempre terá 
de colaborar com uma cobrança efetiva (conclusão).
Tipo textual narrativo
O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num de-
terminado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um enredo, personagens, tempo, 
espaço e narrador (ou foco narrativo).
Características principais:
• O tempo verbal predominante é o passado.
• Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da história – onipresente) ou de 3ª pessoa (não par-
ticipa da história – onisciente).
• Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em prosa, não em verso.
Exemplo:
Solidão
João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era o que o tornava assim. Conheceu Maria, 
também solteira, só e feliz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se. Dura poucas se-
manas. Não havia mesmo como dar certo: ao se unirem, um tirou do outro a essência da felicidade. 
Nelson S. Oliveira
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684 
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Gêneros textuais
Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes de expressão comunicativa. As(l.3) e “partidos” (l.3), por serem ambos substan-
tivos masculinos flexionados no plural.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Gabarito
1 E
2 C
3 B
4 D
5 A
6 E
7 E
8 B
9 B
10 A
11 E
12 B
13 E
14 A
15 B
16 C
17 A
18 A
19 A
20 B
21 E
22 B
23 ERRADO
24 D
25 C
26 E
27 E
28 C
29 B
30 B
31 A
32 A
33 C
34 B
35 CERTO
1810786 E-book gerado especialmente para ELAINE CRISTINA SILVA RIBEIROmuitas for-
mas de elaboração de um texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu produtor. Logo, os gê-
neros apresentam maior diversidade e exercem funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, 
são passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preservando características preponderantes. 
Vejamos, agora, uma tabela que apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos textuais que 
neles predominam. 
Tipo Textual Pre-
dominante
Gêneros Textuais
Descritivo
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Anúncios de classificados
Injuntivo
Receita culinária
Bula de remédio
Manual de instruções
Regulamento
Textos prescritivos
Expositivo
Seminários
Palestras
Conferências
Entrevistas
Trabalhos acadêmicos
Enciclopédia
Verbetes de dicionários
Dissertativo-argu-
mentativo
Editorial Jornalístico
Carta de opinião
Resenha
Artigo
Ensaio
Monografia, dissertação de mestrado e tese 
de doutorado
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Narrativo
Romance
Novela
Crônica
Contos de Fada
Fábula
Lendas
Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da forma como o texto se apresenta. Os gêneros 
textuais são fluidos, infinitos e mudam de acordo com a demanda social. 
Domínio da ortografia oficial. 
— Definições
Com origem no idioma grego, no qual orto significa “direito”, “exato”, e grafia quer dizer “ação de escrever”, 
ortografia é o nome dado ao sistema de regras definido pela gramática normativa que indica a escrita correta 
das palavras. Já a Ortografia Oficial se refere às práticas ortográficas que são consideradas oficialmente como 
adequadas no Brasil. Os principais tópicos abordados pela ortografia são: o emprego de acentos gráficos que 
sinalizam vogais tônicas, abertas ou fechadas; os processos fonológicos (crase/acento grave); os sinais de 
pontuação elucidativos de funções sintáticas da língua e decorrentes dessas funções, entre outros. 
Os acentos: esses sinais modificam o som da letra sobre a qual recaem, para que palavras com grafia 
similar possam ter leituras diferentes, e, por conseguinte, tenham significados distintos. Resumidamente, os 
acentos são agudo (deixa o som da vogal mais aberto), circunflexo (deixa o som fechado), til (que faz com que 
o som fique nasalado) e acento grave (para indicar crase). 
O alfabeto: é a base de qualquer língua. Nele, estão estabelecidos os sinais gráficos e os sons representados 
por cada um dos sinais; os sinais, por sua vez, são as vogais e as consoantes. 
As letras K, Y e W: antes consideradas estrangeiras, essas letras foram integradas oficialmente ao alfabeto 
do idioma português brasileiro em 2009, com a instauração do Novo Acordo Ortográfico. As possibilidades da 
vogal Y e das consoantes K e W são, basicamente, para nomes próprios e abreviaturas, como abaixo: 
– Para grafar símbolos internacionais e abreviações, como Km (quilômetro), W (watt) e Kg (quilograma). 
– Para transcrever nomes próprios estrangeiros ou seus derivados na língua portuguesa, como Britney, 
Washington, Nova York. 
Relação som X grafia: confira abaixo os casos mais complexos do emprego da ortografia correta das 
palavras e suas principais regras: 
«ch” ou “x”?: deve-se empregar o X nos seguintes casos: 
– Em palavras de origem africana ou indígena. Exemplo: oxum, abacaxi. 
– Após ditongos. Exemplo: abaixar, faixa. 
– Após a sílaba inicial “en”. Exemplo: enxada, enxergar. 
– Após a sílaba inicial “me”. Exemplo: mexilhão, mexer, mexerica. 
s” ou “x”?: utiliza-se o S nos seguintes casos:
– Nos sufixos “ese”, “isa”, “ose”. Exemplo: síntese, avisa, verminose. 
– Nos sufixos “ense”, “osa” e “oso”, quando formarem adjetivos. Exemplo: amazonense, formosa, jocoso. 
– Nos sufixos “ês” e “esa”, quando designarem origem, título ou nacionalidade. Exemplo: marquês/marquesa, 
holandês/holandesa, burguês/burguesa. 
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– Nas palavras derivadas de outras cujo radical já apresenta “s”. Exemplo: casa – casinha – casarão; análise 
– analisar. 
Porque, Por que, Porquê ou Por quê? 
– Porque (junto e sem acento): é conjunção explicativa, ou seja, indica motivo/razão, podendo substituir o 
termo pois. Portanto, toda vez que essa substituição for possível, não haverá dúvidas de que o emprego do 
porque estará correto. Exemplo: Não choveu, porque/pois nada está molhado. 
– Por que (separado e sem acento): esse formato é empregado para introduzir uma pergunta ou no lugar 
de “o motivo pelo qual”, para estabelecer uma relação com o termo anterior da oração. Exemplos: Por que ela 
está chorando? / Ele explicou por que do cancelamento do show. 
– Porquê (junto e com acento): trata-se de um substantivo e, por isso, pode estar acompanhado por artigo, 
adjetivo, pronome ou numeral. Exemplo: Não ficou claro o porquê do cancelamento do show. 
– Por quê (separado e com acento): deve ser empregado ao fim de frases interrogativas. Exemplo: Ela foi 
embora novamente. Por quê? 
Parônimos e homônimos 
– Parônimos: são palavras que se assemelham na grafia e na pronúncia, mas se divergem no significado. 
Exemplos: absolver (perdoar) e absorver (aspirar); aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar). 
– Homônimos: são palavras com significados diferentes, mas que divergem na pronúncia. Exemplos: 
“gosto” (substantivo) e “gosto” (verbo gostar) / “este” (ponto cardeal) e “este” (pronome demonstrativo). 
Domínio dos mecanismos de coesão textual. Emprego de elementos de referenciação, 
substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação tex-
tual. 
— Definições e diferenciação
Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que um texto coeso pode ser incoerente, e vice-
versa. O que existe em comum entre os dois é o fato de constituírem mecanismos fundamentais para uma 
produção textual satisfatória. Resumidamente, a coesão textual se volta para as questões gramaticais, isto é, 
na articulação interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na articulação externa da mensagem. 
— Coesão Textual
Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado das palavras que proporcionam a ligação entre 
frases, períodos e parágrafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se realiza por meio de 
palavras denominadas conectivos. 
As técnicas de coesão
A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos principais, a anáfora e a catáfora. Por estarem 
relacionados à mensagem expressa no texto, esses recursos classificam-se como endofóricas. Enquanto a 
anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual. 
As regras de coesão 
Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as regras relacionadas abaixo sejam seguidas.
Referência 
– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos. 
Exemplo: 
«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de departamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal 
anafórica (retoma termo já mencionado). 
– Comparativa: emprego de comparações com base em semelhanças. 
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8
Exemplo: 
“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência comparativa endofórica. 
– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes demonstrativos. 
Exemplo: 
“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.” Temos uma referência demonstrativa catafórica. 
– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja nome, verbo ou frase, por outro, para que 
ele não seja repetido. 
Analise o exemplo: 
“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.” 
Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é evidente principalmente no fato de que a 
substituição adiciona ao texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o pronome pessoal 
retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentarquaisquer informações ao texto. 
– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual – nominal, verbal ou frasal – por meio da figura 
denominando eclipse. 
Exemplo: 
“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que proporciona o entendimento da segunda oração, 
pois o leitor fica ciente de que o locutor está procurando por Ana. 
– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as orações. 
Exemplo: 
“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente aconteceu.” Conjunção concessiva. 
– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem parte de um mesmo campo lexical ou que 
carregam sentido aproximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos, entre outros. 
Exemplo: 
“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está dando conta da demanda populacional.” 
— Coerência Textual 
A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto que se origina da sua argumentação – 
consequência decorrente dos saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto redundante e 
contraditório, ou cujas ideias introduzidas não apresentam conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência 
prejudica a fluência da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer que a falta de coerência não consiste 
apenas na ignorância por parte dos interlocutores com relação a um determinado assunto, mas da emissão de 
ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais. 
Observe os exemplos: 
“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo até o momento.” Aqui, temos um processo verbal 
acabado e um inacabado. 
“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos não consomem produtos de origem animal. 
Princípios Básicos da Coerência 
– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.
– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.
– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes. 
Fatores de Coerência 
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– As inferências: se partimos do pressuposto que os interlocutores partilham do mesmo conhecimento, as 
inferências podem simplificar as informações. 
Exemplo: 
“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que voltagem da lavadora é 220w”. 
Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de que existe um local adequado para ligar 
determinado aparelho. 
– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem de saberes adquirida ao longo da vida 
e que é arquivada na nossa memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts (roteiros, tal 
como normas de etiqueta), planos (planejar algo com um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos 
de funcionamento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã, sair para o trabalho/escola), frames 
(rótulos), etc. 
Exemplo: 
“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!” 
O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são 
elementos, os chamados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e nada têm a ver com o Natal. 
Emprego de tempos e modos verbais. Emprego das classes de palavras.
CLASSES DE PALAVRAS
Substantivo 
São as palavras que atribuem nomes aos seres reais ou imaginários (pessoas, animais, objetos), lugares, 
qualidades, ações e sentimentos, ou seja, que tem existência concreta ou abstrata. 
Classificação dos substantivos
SUBSTANTIVO SIMPLES: apresentam um só radical 
em sua estrutura. 
Olhos/água/
muro/quintal/caderno/macaco/sabão
SUBSTANTIVOS COMPOSTOS: são formados por 
mais de um radical em sua estrutura.
Macacos-prego/
porta-voz/
pé-de-moleque
SUBSTANTIVOS PRIMITIVOS: são os que dão 
origem a outras palavras, ou seja, ela é a primeira.
Casa/
mundo/
população
/formiga
SUBSTANTIVOS DERIVADOS: são formados por 
outros radicais da língua.
Caseiro/mundano/populacional/formigueiro
SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS: designa determinado 
ser entre outros da mesma espécie. São sempre iniciados 
por letra maiúscula.
Rodrigo
/Brasil
/Belo Horizonte/Estátua da Liberdade
SUBSTANTIVOS COMUNS: referem-se qualquer ser 
de uma mesma espécie.
biscoitos/ruídos/estrelas/cachorro/prima
SUBSTANTIVOS CONCRETOS: nomeiam seres com 
existência própria. Esses seres podem ser animadoso ou 
inanimados, reais ou imaginários.
Leão/corrente
/estrelas/fadas
/lobisomem
/saci-pererê
SUBSTANTIVOS ABSTRATOS: nomeiam ações, 
estados, qualidades e sentimentos que não tem existência 
própria, ou seja, só existem em função de um ser.
Mistério/
bondade/
confiança/
lembrança/
amor/
alegria
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SUBSTANTIVOS COLETIVOS: referem-se a um 
conjunto de seres da mesma espécie, mesmo quando 
empregado no singular e constituem um substantivo 
comum.
Elenco (de atores)/
acervo (de obras artísticas)/buquê (de flores)
NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS QUE NÃO ESTÃO AQUI!
Flexão dos Substantivos
• Gênero: Os gêneros em português podem ser dois: masculino e feminino. E no caso dos substantivos 
podem ser biformes ou uniformes
– Biformes: as palavras tem duas formas, ou seja, apresenta uma forma para o masculino e uma para o 
feminino: tigre/tigresa, o presidente/a presidenta, o maestro/a maestrina
– Uniformes: as palavras tem uma só forma, ou seja, uma única forma para o masculino e o feminino. Os 
uniformes dividem-se em epicenos, sobrecomuns e comuns de dois gêneros.
a) Epicenos: designam alguns animais e plantas e são invariáveis: onça macho/onça fêmea, pulga macho/
pulga fêmea, palmeira macho/palmeira fêmea.
b) Sobrecomuns: referem-se a seres humanos; é pelo contexto que aparecem que se determina o gênero: 
a criança (o criança), a testemunha (o testemunha), o individuo (a individua).
c) Comuns de dois gêneros: a palavra tem a mesma forma tanto para o masculino quanto para o feminino: 
o/a turista, o/a agente, o/a estudante, o/a colega.
• Número: Podem flexionar em singular (1) e plural (mais de 1).
– Singular: anzol, tórax, próton, casa.
– Plural: anzóis, os tórax, prótons, casas.
• Grau: Podem apresentar-se no grau aumentativo e no grau diminutivo.
– Grau aumentativo sintético: casarão, bocarra.
– Grau aumentativo analítico: casa grande, boca enorme.
– Grau diminutivo sintético: casinha, boquinha
– Grau diminutivo analítico: casa pequena, boca minúscula. 
Adjetivo 
É a palavra variável que especifica e caracteriza o substantivo: imprensa livre, favela ocupada. Locução 
adjetiva é expressão composta por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição com o 
mesmo valor e a mesma função que um adjetivo: golpe de mestre (golpe magistral), jornal da tarde (jornal 
vespertino).
Flexão do Adjetivos
• Gênero:
– Uniformes: apresentam uma só para o masculino e o feminino: homem feliz, mulher feliz.
– Biformes: apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: juiz sábio/ juíza sábia, bairro 
japonês/ indústria japonesa, aluno chorão/ aluna chorona. 
• Número:
– Os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de número que os substantivos: sábio/ sábios, 
namorador/ namoradores, japonês/ japoneses.
– Os adjetivos compostos têm algumas peculiaridades: luvas branco-gelo, garrafas amarelo-claras, cintos 
da cor de chumbo.
• Grau:
– Grau Comparativo de Superioridade: Meu time é mais vitorioso (do) que o seu.
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– Grau Comparativo de Inferioridade: Meu time é menos vitorioso (do) que o seu.
– Grau Comparativo de Igualdade: Meu time é tão vitorioso quanto o seu.
– Grau Superlativo Absoluto Sintético: Meu time é famosíssimo.
– Grau Superlativo Absoluto Analítico: Meu time é muito famoso.
– Grau Superlativo Relativo de Superioridade: Meu time é o mais famoso de todos.
– Grau Superlativo Relativo de Inferioridade; Meu time é menos famoso de todos.
Artigo 
É uma palavra variável em gênero e número que antecede o substantivo, determinando de modo particular 
ou genérico.
• Classificaçãoe Flexão do Artigos
– Artigos Definidos: o, a, os, as.
O menino carregava o brinquedo em suas costas.
As meninas brincavam com as bonecas.
– Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas.
Um menino carregava um brinquedo.
Umas meninas brincavam com umas bonecas.
Numeral 
É a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar (posição) que elas ocupam 
numa série.
• Classificação dos Numerais
– Cardinais: indicam número ou quantidade: 
Trezentos e vinte moradores.
– Ordinais: indicam ordem ou posição numa sequência: 
Quinto ano. Primeiro lugar.
– Multiplicativos: indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é multiplicada: 
O quíntuplo do preço.
– Fracionários: indicam a parte de um todo: 
Dois terços dos alunos foram embora.
Pronome 
É a palavra que substitui os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso.
• Pronomes pessoais vão designar diretamente as pessoas em uma conversa. Eles indicam as três pessoas 
do discurso. 
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Pessoas do Discurso
Pronomes Retos
Função Subjetiva
Pronomes Oblíquos
Função Objetiva
1º pessoa do singular Eu Me, mim, comigo
2º pessoa do singular Tu Te, ti, contigo
3º pessoa do singular Ele, ela, Se, si, consigo, lhe, o, a
1º pessoa do plural Nós Nos, conosco
2º pessoa do plural Vós Vos, convosco
3º pessoa do plural Eles, elas Se, si, consigo, lhes, os, as
• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de 
comunicação. 
Pronomes de Tratamento Emprego
Você Utilizado em situações informais.
Senhor (es) e Senhora (s) Tratamento para pessoas mais velhas.
Vossa Excelência Usados para pessoas com alta autoridade 
Vossa Magnificência Usados para os reitores das Universidades.
Vossa Senhoria Empregado nas correspondências e textos 
escritos.
Vossa Majestade Utilizado para Reis e Rainhas
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques.
Vossa Santidade Utilizado para o Papa
Vossa Eminência Usado para Cardeais.
Vossa Reverendíssima Utilizado para sacerdotes e religiosos em 
geral.
• Pronomes Possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa.
Pessoa do Discur-
so
Pronome Possessivo
1º pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas
2º pessoa do singular teu, tua, teus, tuas
3º pessoa do singular seu, sua, seus, suas
1º pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nos-
sas
2º pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas
3º pessoa do plural Seu, sua, seus, suas
• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pes-
soa seja no discurso, no tempo ou no espaço.
Pronomes Demonstrativos Singular Plural
Feminino esta, essa, 
aquela
estas, essas, aque-
las
Masculino este, esse, 
aquele
estes, esses, aque-
les
• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, inde-
terminado. Os pronomes indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam 
em gênero e número).
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Classifica-
ção Pronomes Indefinidos
Variáveis
algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito, muita, muitos, mui-
tas, pouco, pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, certo, certa, 
certos, certas, vário, vária, vários, várias, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, 
qualquer, quaisquer, qual, quais, um, uma, uns, umas.
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada.
• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis utilizadas para formular perguntas diretas e 
indiretas.
Classificação Pronomes Interrogativos
Variáveis qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas.
Invariáveis quem, que.
• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anteriormente na oração, evitando sua repeti-
ção. Eles também podem ser variáveis e invariáveis. 
Classifica-
ção Pronomes Relativos
Variáveis o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, 
quantas.
Invariáveis quem, que, onde.
Verbos 
São as palavras que exprimem ação, estado, fenômenos meteorológicos, sempre em relação ao um deter-
minado tempo. 
• Flexão verbal
Os verbos podem ser flexionados de algumas formas. 
– Modo: É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na frase para indicar uma atitude da pessoa que 
o usou. O modo é dividido em três: indicativo (certeza, fato), subjuntivo (incerteza, subjetividade) e imperativo 
(ordem, pedido). 
– Tempo: O tempo indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Existem três tempos no 
modo indicativo: presente, passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) e futuro (do presente e do 
pretérito). No subjuntivo, são três: presente, pretérito imperfeito e futuro.
– Número: Este é fácil: singular e plural. 
– Pessoa: Fácil também: 1ª pessoa (eu amei, nós amamos); 2º pessoa (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa 
(ele amou, eles amaram).
• Formas nominais do verbo
Os verbos têm três formas nominais, ou seja, formas que exercem a função de nomes (normalmente, subs-
tantivos). São elas infinitivo (terminado em -R), gerúndio (terminado em –NDO) e particípio (terminado em –DA/
DO). 
• Voz verbal 
É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação com o sujeito. Ela pode ser ativa, passiva ou 
reflexiva. 
– Voz ativa: Segundo a gramática tradicional, ocorre voz ativa quando o verbo (ou locução verbal) indica 
uma ação praticada pelo sujeito. Veja:
João pulou da cama atrasado
– Voz passiva: O sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação. A voz passiva pode ser ana-
lítica ou sintética. A voz passiva analítica é formada por:
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Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no 
particípio + preposição por/pelo/de + agente da passiva.
A casa foi aspirada pelos rapazes
A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do pronome se) é 
formada por:
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador «se» + sujeito pa-
ciente.
Aluga-se apartamento.
Advérbio 
É a palavra invariável que modifica o verbo, adjetivo, outro advérbio ou a oração inteira, expressando uma 
determinada circunstância. As circunstâncias dos advérbios podem ser:
– Tempo: ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, amanhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, 
ontem, anteontem, brevemente, atualmente, à noite, no meio da noite, antes do meio-dia, à tarde, de manhã, 
às vezes, de repente, hoje em dia, de vez em quando, em nenhum momento, etc.
– Lugar: Aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, 
detrás, de cima, em cima, à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc.
– Modo: assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapidamente, lentamente, apressadamente, fe-
lizmente, às pressas, às ocultas, frente a frente, com calma, em silêncio, etc.
– Afirmação: sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, efetivamente, realmente, sem dúvida, com 
certeza, por certo, etc. 
– Negação: não, absolutamente, tampouco, nem, de modo algum, de jeito nenhum, de forma alguma, etc.
– Intensidade: muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, assaz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, ape-
nas, quanto, de pouco, de todo, etc.
– Dúvida: talvez, acaso, possivelmente, eventualmente, porventura, etc.
Preposição 
É a palavra que liga dois termos, de modo que o segundo complete o sentido do primeiro. As preposições 
são as seguintes: 
Conjunção 
É palavra que liga dois elementos da mesma natureza ou uma oração a outra. As conjunções podem ser 
coordenativas (que ligam orações sintaticamente independentes) ou subordinativas (que ligam orações com 
uma relação hierárquica,na qual um elemento é determinante e o outro é determinado). 
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• Conjunções Coordenativas
Tipos Conjunções Coordenativas
Aditivas e, mas ainda, mas também, nem...
Adversati-
vas contudo, entretanto, mas, não obstante, no entanto, porém, todavia...
Alternat i -
vas já…, já…, ou, ou…, ou…, ora…, ora…, quer…, quer…
Conclusi-
vas
assim, então, logo, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso, 
portanto...
Expl icat i-
vas pois (antes do verbo), porquanto, porque, que...
• Conjunções Subordinativas
Tipos Conjunções Subordinativas
Causais Porque, pois, porquanto, como, etc.
Concessivas Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, etc.
Condicionais Se, caso, quando, conquanto que, salvo se, sem que, etc.
Conformativas Conforme, como (no sentido de conforme), segundo, consoan-
te, etc.
Finais Para que, a fim de que, porque (no sentido de que), que, etc.
Proporcionais À medida que, ao passo que, à proporção que, etc.
Temporais Quando, antes que, depois que, até que, logo que, etc.
Comparativas Que, do que (usado depois de mais, menos, maior, menor, 
melhor, etc.
Consecutivas Que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, De maneira 
que, etc.
Integrantes Que, se.
Interjeição 
É a palavra invariável que exprime ações, sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, 
traduzindo as reações das pessoas.
• Principais Interjeições
Oh! Caramba! Viva! Oba! Alô! Psiu! Droga! Tomara! Hum!
Dez classes de palavras foram estudadas agora. O estudo delas é muito importante, pois se você tem bem 
construído o que é e a função de cada classe de palavras, não terá dificuldades para entender o estudo da 
Sintaxe. 
Domínio da estrutura morfossintática do período. 
1Não há como separar o conhecimento sintático do morfológico, afinal esse conhecimento contribui para 
uma maior segurança na determinação das funções sintáticas dos termos da oração: “a base ou a natureza 
morfológica de um sintagma (constituinte imediato das orações) determina ou autoriza sua função sintática”.
Nada na língua funciona de maneira isolada. E é por isso que reconhecer a natureza morfológica das 
palavras é importante para a compreensão de quais funções sintáticas elas poderão assumir em uma frase.
Vamos utilizar esse pensamento para analisar a existência de adjetivos no seguinte enunciado:
A lua brilhava intensamente naquela noite fria de inverno.
1 https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/analise-morfossintatica---adjetivo-natureza-morfologica-e-sintatica.htm.
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Para descobrir a quantidade de adjetivos que esse enunciado contém, é possível proceder morfossintaticamente 
dessa forma:
1° – Na Língua Portuguesa, os adjetivos são variáveis em gênero e/ou número;
2° – Os adjetivos permitem-se articular (ou modificar) por outras palavras que sejam advérbios;
3° – Somente adjetivos aceitam o sufixo -mente, dando origem a um advérbio nominal.
Seguindo o critério mórfico, nesse enunciado, apenas a palavra fria aceitaria o sufixo -mente, originando 
um advérbio nominal. No enunciado, já temos o advérbio nominal intensamente, que, primitivamente, é um 
adjetivo de intensidade. Esse fato reforça o terceiro item da explicação.
Com o mesmo raciocínio, somente as palavras fria e intensamente permitem-se articular (ou modificar) por 
outras que sejam advérbios intensificadores, como tão, muito e bem, dependendo do contexto.
É possível que surja uma dúvida: se o advérbio, assim como o adjetivo, permite-se articular por tão, muito 
e bem, como é possível estabelecer um critério rigoroso para encontrar o adjetivo sem confundi-lo com o 
advérbio?
Basta utilizar o primeiro item da explicação, ou seja, os adjetivos são variáveis em gênero e número. Veja 
o exemplo:
A lua brilhava intensamentes naquelas noites frias de inverno.
Em Língua Portuguesa, jamais alguém falaria intensamentes, afinal o advérbio é invariável. Frias soa bem 
aos ouvidos, pois se trata de uma construção normal. Dessa forma, nota-se que frias varia em gênero e/ou 
número, sendo esta a característica que a diferencia de um advérbio.
Seguindo os critérios estabelecidos anteriormente, apenas a palavra fria daquele primeiro enunciado é um 
adjetivo.
A partir dessas explicações, fica claro que sempre que for falado sobre o estudo das Articulações 
Morfossintáticas, é preciso conhecer e estudar as Classes de Palavras e a Análise Sintática.
A morfologia estuda a classe e a forma, já a sintaxe, a relação e a função.
2Exemplo: 
“O dia está nublado”. 
Análise morfológica
O – artigo.
Dia – substantivo.
Está – verbo (estar).
Nublado – adjetivo.
Análise Sintática
O dia – Sujeito Simples.
Está nublado – predicado nominal, porque o verbo proposto denota estado, se tratando de um verbo de 
ligação.
2 https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/analise-sintatica-analise-morfologica.htm.
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Nublado – predicado do sujeito, afinal revela uma característica sobre o mesmo.
“João e José gostam de jogar todos os dias”.
Análise morfológica
João – substantivo próprio.
José – substantivo próprio.
Gostam – verbo (gostar).
De – preposição.
Jogar – verbo no infinitivo (forma original).
Todos – pronome indefinido.
Os – artigo definido.
Dias – substantivo simples.
Análise Sintática
João e José – sujeito composto (dois núcleos).
Gostam de jogar todos os dias – predicado verbal.
De jogar – objeto indireto (complementa o sentido do verbo).
Todos os dias – adjunto adverbial de tempo.
CLASSE 
GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA CLASSIFICAÇÃO SINTATICAMENTE
Substantivo
Denomina os seres em 
geral;
É uma palavra nuclear;
O substantivo (ou a 
palavra com valor de 
substantivo) sempre vai 
funcionar como núcleo 
dos termos.
– Comum e Próprio;
– Concreto e Abstrato;
– Primitivo e derivado;
– Simples e composto;
– Coletivo.
– Núcleo do sujeito;
– Núcleo do objeto direto;
– Núcleo do objeto indireto;
– Núcleo do complemento 
nominal;
– Núcleo do predicativo do 
sujeito;
– Núcleo do agente da 
passiva;
– Núcleo do adjunto adverbial.
Artigo Indica o gênero e o 
número do substantivo.
– Definidos;
– Indefinidos.
– Adjunto adnominal
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Adjetivo
Acompanha o substantivo, 
indicando qualidades ou 
características.
– Locução adjetiva;
– Substantivação do 
adjetivo;
– Flexões do adjetivo.
– Adjunto adnominal;
– Nome predicativo.
Numeral
Palavra que indica número 
de ordem, múltiplo, 
quantidade ou fração.
– Cardinais;
– Ordinais;
– Multiplicativos;
– Fracionários.
– Nome predicativo;
– Adjunto adnominal.
Pronome Palavra que acompanha 
ou substitui o substantivo.
– Pessoal;
– Tratamento;
– Possessivo;
– Demonstrativo;
– Indefinido;
– Interrogativo;
– Relativo.
– Pronome substantivo 
(substitui o nome): núcleo dos 
termos;
– Pronome adjetivo 
(acompanha o nome): adjunto 
adnominal;
– Objeto indireto;
– Adjunto adnominal;
– Complemento nominal.
Verbo
Indica processo (estado, 
ação, mudança, 
aparência, fenômeno da 
natureza.
O verbo é o núcleo do 
predicado.
Empregos de tempos e 
modos verbais.
– Verbo intransitivo: núcleo do 
predicado verbal;
– Verbo transitivo direto: 
núcleo do predicado verbal;
– Verbo de ligação: predicado 
como núcleo do predicado.
Advérbio
Modifica o verbo, 
o adjetivo ou outro 
advérbio, já que exprime 
circunstâncias (de lugar, 
modo, tempo).
– Modo;
– Tempo;
– Afirmação;
– Lugar;
– Negação;
– Intensidade;
– Dúvida;
– Interrogação.
– Adjunto adverbial;
– Locução adverbial (modo, 
lugar, tempo, etc.).
Preposição
Função de ligar palavras 
ou orações, subordinando-
as.
Essenciais e acidentais.
– Não tem função sintática, 
funciona somente como 
conectivo.
Conjunções Liga palavras e orações. Coordenativas e 
subordinativas.
Não possui função sintática, 
funcionasomente como 
conetivo.
Interjeição
Palavra que expressa 
surpresa, emoções, 
aplauso.
As interjeições são 
classificadas segundo as 
emoções ou sentimentos.
Não apresenta função 
sintática, exprime emoções.
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Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. Relações de subordi-
nação entre orações e entre termos da oração. 
Frase
É todo enunciado capaz de transmitir a outrem tudo aquilo que pensamos, queremos ou sentimos.
Exemplos
Caía uma chuva.
Dia lindo.
Oração
É a frase que apresenta estrutura sintática (normalmente, sujeito e predicado, ou só o predicado).
Exemplos
Ninguém segura este menino. (Ninguém: sujeito; segura este menino: predicado)
Havia muitos suspeitos. (Oração sem sujeito; havia muitos suspeitos: predicado)
Termos da oração
1. Termos 
essenciais
sujeito
predicado 
2. Termos 
integrantes
complemento 
verbal
complemento 
nominal
agente da 
passiva
 
objeto 
direto
objeto 
indireto
 
 
3. Termos 
acessórios
Adjunto 
adnominal
adjunto 
adverbial
aposto
 
4. Vocativo 
Diz-se que sujeito e predicado são termos “essenciais”, mas note que o termo que realmente é o núcleo da 
oração é o verbo:
Chove. (Não há referência a sujeito.)
Cansei. (O sujeito e eu, implícito na forma verbal.)
Os termos “acessórios” são assim chamados por serem supostamente dispensáveis, o que nem sempre é 
verdade.
Sujeito e predicado
Sujeito é o termo da oração com o qual, normalmente, o verbo concorda.
Exemplos
A notícia corria rápida como pólvora. (Corria está no singular concordando com a notícia.)
As notícias corriam rápidas como pólvora. (Corriam, no plural, concordando com as notícias.)
O núcleo do sujeito é a palavra principal do sujeito, que encerra a essência de sua significação. Em torno 
dela, como que gravitam as demais.
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Exemplo: Os teus lírios brancos embelezam os campos. (Lírios é o núcleo do sujeito.)
Podem exercer a função de núcleo do sujeito o substantivo e palavras de natureza substantiva. Veja:
O medo salvou-lhe a vida. (substantivo)
Os medrosos fugiram. (Adjetivo exercendo papel de substantivo: adjetivo substantivado.)
A definição mais adequada para sujeito é: sujeito é o termo da oração com o qual o verbo normalmente 
concorda.
Sujeito simples: tem um só núcleo.
Exemplo: As flores morreram.
Sujeito composto: tem mais de um núcleo.
Exemplo: O rapaz e a moça foram encostados ao muro.
Sujeito elíptico (ou oculto): não expresso e que pode ser determinado pela desinência verbal ou pelo 
contexto.
Exemplo: Viajarei amanhã. (sujeito oculto: eu)
Sujeito indeterminado: é aquele que existe, mas não podemos ou não queremos identificá-lo com preci-
são.
Ocorre:
- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem referência a nenhum substantivo anteriormente expres-
so.
Exemplo: Batem à porta.
- com verbos intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de ligação (VL) acompanhados da partícula SE, 
chamada de índice de indeterminação do sujeito (IIS).
Exemplos:
Vive-se bem. (VI)
Precisa-se de pedreiros. (VTI)
Falava-se baixo. (VI)
Era-se feliz naquela época. (VL)
Orações sem sujeito
São orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexistente.
Ocorrem nos seguintes casos:
- com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos.
Exemplo: Chovia. Ventava durante a noite.
- haver no sentido de existir ou quando se refere a tempo decorrido.
Exemplo: Há duas semanas não o vejo. (= Faz duas semanas)
- fazer referindo-se a fenômenos meteorológicos ou a tempo decorrido.
Exemplo: Fazia 40° à sombra.
- ser nas indicações de horas, datas e distâncias.
Exempl: São duas horas.
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Predicado nominal
O núcleo, em torno do qual as demais palavras do predicado gravitam e que contém o que de mais impor-
tante se comunica a respeito do sujeito, e um nome (isto é, um substantivo ou adjetivo, ou palavra de natureza 
substantiva). O verbo e de ligação (liga o núcleo ao sujeito) e indica estado (ser, estar, continuar, ficar, perma-
necer; também andar, com o sentido de estar; virar, com o sentido de transformar-se em; e viver, com o sentido 
de estar sempre).
Exemplo: 
Os príncipes viraram sapos muito feios. (verbo de ligação mais núcleo substantivo: sapos)
Verbos de ligação
São aqueles que, sem possuírem significação precisa, ligam um sujeito a um predicativo. São verbos de 
ligação: ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, tornar-se etc.
Exemplo: A rua estava calma.
Predicativo do sujeito
É o termo da oração que, no predicado, expressa qualificação ou classificação do sujeito.
Exemplo: Você será engenheiro.
- O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação, pode também ocorrer com verbos intransiti-
vos ou com verbos transitivos.
Predicado verbal
Ocorre quando o núcleo é um verbo. Logo, não apresenta predicativo. E formado por verbos transitivos ou 
intransitivos.
Exemplo: A população da vila assistia ao embarque. (Núcleo do sujeito: população; núcleo do predica-
do: assistia, verbo transitivo indireto)
Verbos intransitivos
São verbos que não exigem complemento algum; como a ação verbal não passa, não transita para nenhum 
complemento, recebem o nome de verbos intransitivos. Podem formar predicado sozinhos ou com adjuntos 
adverbiais.
Exemplo: Os visitantes retornaram ontem à noite.
Verbos transitivos
São verbos que, ao declarar alguma coisa a respeito do sujeito, exigem um complemento para a perfeita 
compreensão do que se quer dizer. Tais verbos se denominam transitivos e a pessoa ou coisa para onde se 
dirige a atividade transitiva do verbo se denomina objeto. Dividem-se em: diretos, indiretos e diretos e indiretos.
Verbos transitivos diretos: Exigem um objeto direto.
Exemplo: Espero-o no aeroporto.
Verbos transitivos indiretos: Exigem um objeto indireto.
Exemplo: Gosto de flores.
Verbos transitivos diretos e indiretos: Exigem um objeto direto e um objeto indireto.
Exemplo: Os ministros informaram a nova política econômica aos trabalhadores. (VTDI)
Complementos verbais
Os complementos verbais são representados pelo objeto direto (OD) e pelo objeto indireto (OI).
Objeto indireto
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É o complemento verbal que se liga ao verbo pela preposição por ele exigida. Nesse caso o verbo pode ser 
transitivo indireto ou transitivo direto e indireto. Normalmente, as preposições que ligam o objeto indireto ao 
verbo são a, de, em, com, por, contra, para etc.
Exemplo: Acredito em você.
Objeto direto
Complemento verbal que se liga ao verbo sem preposição obrigatória. Nesse caso o verbo pode ser transi-
tivo direto ou transitivo direto e indireto.
Exemplo: Comunicaram o fato aos leitores.
Objeto direto preposicionado
É aquele que, contrariando sua própria definição e característica, aparece regido de preposição (geralmente 
preposição a).
O pai dizia aos filhos que adorava a ambos.
Objeto pleonástico
É a repetição do objeto (direto ou indireto) por meio de um pronome. Essa repetição assume valor enfático 
(reforço) da noção contida no objeto direto ou no objeto indireto.
Exemplos
Ao colega, já lhe perdoei. (objeto indireto pleonástico)
Ao filme, assistimos a ele emocionados. (objeto indireto pleonástico)
Predicado verbo-nominal
Esse predicado tem dois núcleos (um verbo e um nome), é formado por predicativo com verbo transiti-
vo ou intransitivo.
Exemplos: 
A multidão assistia ao jogo emocionada. (predicativo do sujeito com verbo transitivo indireto)
A riqueza tornou-o orgulhoso. (predicativo do objeto com verbo transitivo direto)
Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito, além de vir com verbos de ligação, pode também ocorrer com verbos intransitivos 
ou transitivos. Nesse caso, o predicado é verbo-nominal.
Exemplo: A criança brincava alegre no parque.
Predicativo do objetoExprime qualidade, estado ou classificação que se referem ao objeto (direto ou indireto).
Exemplo de predicativo do objeto direto:
O juiz declarou o réu culpado.
Exemplo de predicativo do objeto indireto:
Gosto de você alegre.
Adjunto adnominal
É o termo acessório que vem junto ao nome (substantivo), restringindo-o, qualificando-o, determinando-o 
(adjunto: “que vem junto a”; adnominal: “junto ao nome”). Observe:
Os meus três grandes amigos [amigos: nome substantivo] vieram me fazer uma visita [visita: nome subs-
tantivo] agradável ontem à noite.
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São adjuntos adnominais os (artigo definido), meus (pronome possessivo adjetivo), três (numeral), gran-
des (adjetivo), que estão gravitando em torno do núcleo do sujeito, o substantivo amigos; o mesmo acontece 
com uma (artigo indefinido) e agradável (adjetivo), que determinam e qualificam o núcleo do objeto direto, o 
substantivo visita.
O adjunto adnominal prende-se diretamente ao substantivo, ao passo que o predicativo se refere ao subs-
tantivo por meio de um verbo. 
Complemento nominal
É o termo que completa o sentido de substantivos, adjetivos e advérbios porque estes não têm sentido 
completo.
- Objeto – recebe a atividade transitiva de um verbo.
- Complemento nominal – recebe a atividade transitiva de um nome.
O complemento nominal é sempre ligado ao nome por preposição, tal como o objeto indireto.
Exemplo: Tenho necessidade de dinheiro.
Adjunto adverbial
É o termo da oração que modifica o verbo ou um adjetivo ou o próprio advérbio, expressando uma circuns-
tância: lugar, tempo, fim, meio, modo, companhia, exclusão, inclusão, negação, afirmação, duvida, concessão, 
condição etc.
Período
Enunciado formado de uma ou mais orações, finalizado por: ponto final ( . ), reticencias (...), ponto de excla-
mação (!) ou ponto de interrogação (?). De acordo com o número de orações, classifica-se em:
Apresenta apenas uma oração que é chamada absoluta.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada absoluta; o período é composto quando traz mais 
de uma oração. Exemplo: Comeu toda a refeição. (Período simples, oração absoluta.); Quero que você leia. 
(Período composto.)
Uma maneira fácil de saber quantas orações há num período é contar os verbos ou locuções verbais. Num 
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. 
Há três tipos de período composto: por coordenação, por subordinação e por coordenação e subordinação 
ao mesmo tempo (também chamada de misto).
Período Composto por Coordenação 
As três orações que formam esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência 
sintática: são independentes. Há entre elas uma relação de sentido, mas uma não depende da outra sintatica-
mente.
As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC), e o período forma-
do só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação.
As orações coordenadas podem ser assindéticas e sindéticas.
As orações são coordenadas assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os jogadores correram, / chutaram, / driblaram.
 OCA OCA OCA
- As orações são coordenadas sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa. 
Exemplo:
A mulher saiu do prédio / e entrou no táxi.
 OCA OCS
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As orações coordenadas sindéticas se classificam de acordo com o sentido expresso pelas conjunções 
coordenativas que as introduzem. Pode ser:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... mas também, não só... mas ainda.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com referência 
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa ideia de oposição à oração anterior, ou seja, 
por uma conjunção coordenativa adversativa.
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, por isso, pois, logo.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na 
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou, ou... ou, ora... ora, seja... seja, quer... quer.
A 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com 
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa alternativa.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, porque, pois, porquanto.
A 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação 
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa explicativa.
Período Composto por Subordinação
Nesse período, a segunda oração exerce uma função sintática em relação à primeira, sendo subordinada a 
ela. Quando um período é formado de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordi-
nada) depende sintaticamente da outra (principal), ele é classificado como período composto por subordinação. 
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem.
Orações Subordinadas Adverbiais
Exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). São classificadas de acordo com a conjun-
ção subordinativa que as introduz:
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= 
porque), pois que, visto que.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. 
Conjunções: se, contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da oração principal, sem, no entanto, impedir sua re-
alização. Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais que, mesmo que.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. Conjunções: conforme, como (=con-
forme), segundo.
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. Conjun-
ções: quando, assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. Conjunções: para 
que, a fim de que, porque (=para que), que.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi enunciado na oração principal. Conjunções: porque, 
que, como (= porque), pois que, visto que.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com referência à oração principal. Conjunções: como, as-
sim como, tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com menos ou mais).
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- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na princi-
pal. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos.
Orações Subordinadas Substantivas
São aquelas que, num período, exercem funções sintáticas próprias de substantivos, geralmente são intro-
duzidas pelas conjunções integrantes que e se. 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do 
verbo da oração principal. Observe: O filho quer a sua ajuda. (objeto direto)
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do 
verbo da oração principal. Observe: Preciso de sua ajuda. (objeto indireto)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da ora-
ção principal. Observe: É importante sua ajuda. (sujeito)
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento 
nominalde um termo da oração principal. Observe: Estamos certos de sua inocência. (complemento nominal)
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito 
da oração principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O principal é sua felicidade. (predicativo)
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da 
oração principal. Observe: Ela tinha um objetivo: a felicidade de todos. (aposto)
Orações Subordinadas Adjetivas
Exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. 
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que, qual, cujo, quem, 
etc.) e são classificadas em:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da pa-
lavra a que se referem. 
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à 
palavra a que se referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou especificá-lo. 
Orações Reduzidas
São caracterizadas por possuírem o verbo nas formas de gerúndio, particípio ou infinitivo. Ao contrário das 
demais orações subordinadas, as orações reduzidas não são ligadas através dos conectivos. Há três tipos de 
orações reduzidas:
- Orações reduzidas de infinitivo:
Infinitivo: terminações –ar, -er, -ir.
Reduzida: Meu desejo era ganhar na loteria.
Desenvolvida: Meu desejo era que eu ganhasse na loteria. (Oração Subordinada Substantiva Predicativa)
- Orações Reduzidas de Particípio:
Particípio: terminações –ado, -ido.
Reduzida: A mulher sequestrada foi resgatada.
Desenvolvida: A mulher que sequestraram foi resgatada. (Oração Subordinada Adjetiva Restritiva)
- Orações Reduzidas de Gerúndio:
Gerúndio: terminação –ndo.
Reduzida: Respeitando as regras, não terão problemas.
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Desenvolvida: Desde que respeitem as regras, não terão problemas. (Oração Subordinada Adverbial Con-
dicional)
Emprego dos sinais de pontuação. 
— Visão Geral
O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais gráficos que, em um período sintático, têm a 
função primordial de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas e, ocasionalmente, manifestar 
as propriedades da fala (prosódias) em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os gestos e 
as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a compreensão da frase. 
O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades: 
– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos tipos textuais;
– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;
– Demarcar das unidades de um texto; 
– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.
— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um enunciado
Vírgula 
De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado para indicar que os termos por ela isolados, 
embora compartilhem da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas, se, ao contrário, 
houver relação sintática entre os termos, estes não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao 
mesmo tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em outras, ela é vetada. Confira os casos 
em que a vírgula deve ser empregada: 
• No interior da sentença
1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:
ENUMERAÇÃO
Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e 
chocolate.
Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.
 
REPETIÇÃO
Os arranjos estão lindos, lindos!
Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.
2 – Isolar o vocativo 
“Crianças, venham almoçar!” 
“Quando será a prova, professora?” 
3 – Separar apostos 
“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.” 
4 – Isolar expressões explicativas: 
“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi responsabilizado.” 
5 – Separar conjunções intercaladas 
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“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.” 
6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado: 
“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos funcionários do setor.” 
“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.” 
7 – Separar o complemento pleonástico antecipado: 
“Estas alegações, não as considero legítimas.” 
8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas por conjunções) 
“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.” 
9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas: 
“São Paulo, 16 de outubro de 2022”. 
10 – Marcar a omissão de um termo: 
“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo “fazer”). 
• Entre as sentenças
1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas 
“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.” 
2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das orações iniciadas 
pela conjunção “e”: 
“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos ajudasse.” 
3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a principal: 
“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.” 
4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas ou reduzidas, especialmente as que 
antecedem a oração principal: 
Reduzida Por ser sempre assim, ninguém 
dá atenção!
Desenvolvida Porque é sempre assim, já 
ninguém dá atenção!
5 – Separar as sentenças intercaladas: 
“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu leito, até que você se recupere por 
completo.”
• Antes da conjunção “e”
1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire valores que não expressam adição, como 
consequência ou diversidade, por exemplo. 
“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.” 
2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre que a conjunção “e” é reiterada com com 
a finalidade de destacar alguma ideia, por exemplo:
“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de 
cancioneiro contínuo; e o esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)
3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas apresentam sujeitos distintos, por exemplo: 
“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”
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O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito e predicado, verbo e objeto, nome de 
adjunto adnominal, nome e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração substantiva e oração 
subordinada (desde que a substantivo não seja apositiva nem se apresente inversamente). 
Ponto
1 – Para indicar final de frase declarativa: 
“O almoço está pronto e será servido.”
2 – Abrevia palavras: 
– “p.” (página) 
– “V. Sra.” (Vossa Senhoria) 
– “Dr.” (Doutor) 
3 – Para separar períodos: 
“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”
Ponto e Vírgula 
1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha 
utilizado a vírgula: 
“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG; nossa amiga, de praticar esportes.”
2 – Para separar os itens de uma sequência de itens: 
“Os planetas que compõem o Sistema Solar são: 
Mercúrio; 
Vênus; 
Terra; 
Marte; 
Júpiter; 
Saturno; 
Urano;
Netuno.” 
Dois Pontos
1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam 
e/ou resumem ideias anteriores. 
“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.” 
“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela grande ofensa.” 
2 – Para introduzirem citação direta: 
“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente muito conhecido: “Nada se cria, nada se 
perde, tudo se transforma’.” 
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3 – Para iniciar fala de personagens: 
“Ele gritava repetidamente: 
– Sou inocente!” 
Reticências 
1 – Para indicar interrupção de uma frase

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