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1 UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR VII Banco do Brasil S/A Erik Gomes da Silva - RA: 2423645 Mauá / SP 2025 2 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho é parte integrante do currículo pedagógico da Universidade Paulista – UNIP, do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira. O Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM tem como característica estrutural o desenvolvimento de um trabalho no formato de projeto, onde o cursando busca a inserção nas práticas de gestão fundamentadas nos ensinamentos teóricos absorvidos nas disciplinas em cada bimestre eletivo, por meio de pesquisa das características e práticas de uma organização real. Neste PIM V, temos como objetivo apresentar um diagnóstico organizacional da empresa Banco do Brasil S/A, e como ela correlacionar com as disciplinas de Controladoria; Administração Estratégica e Tecnologia da Informação Aplicada à Área Financeira. 3 2. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA Banco do Brasil (BB) é uma instituição financeira brasileira, sendo também o banco tradicional mais antigo do país, fundado em 1808. É um dos cinco bancos estatais do governo brasileiro, que conta com participação em 50% das ações. É a instituição financeira mais antiga do Brasil e um dos maiores bancos da América Latina. Sua fundação data de 1808 pelo então príncipe regente Dom João VI na ocasião da transferência da corte portuguesa para o Brasil. A primeira sede do BB foi instalada no Rio de Janeiro, capital do país à época e tinha como objetivo emitir moedas, financiar a indústria e comércio e conceder crédito ao governo. Ao longo dos séculos, o Banco do Brasil desempenhou um papel crucial na modernização do sistema financeiro brasileiro, adaptando-se às mudanças econômicas e tecnológicas. O Banco do Brasil é uma sociedade de economia mista, constituída por capital público e privado, sendo a parte do capital público maior que a do privado. Tem presença significativa em todos os estados brasileiros, entre rede própria e com parceiros, além de desenvolver atividades no Japão e em outros importantes centros financeiros mundiais. Em 31 de dezembro de 2023, contava com 45,1 milhões de contas correntes e uma das maiores redes de varejo do Brasil, com 54 mil pontos de atendimento, incluindo 3.992 agências próprias. Possui uma plataforma de canais que oferece a conveniência da presença física e digital, oferecendo atendimento especializado para pessoas, empresas, governos e para toda a cadeia do agronegócio. Banco do Brasil para Pessoa Física Destaca-se como um relevante banco no segmento pessoa físico, tendo no crédito consignado sua fortaleza. BB no Setor Público 4 É o Banco do cliente Setor Público, apoiando prefeituras, Estados e o Executivo Federal em serviços bancários e na operacionalização de programas. BB para Empresas Já para empresas, destaque para a atuação em cadeia de valor, seja com grandes empresas, seja com micro e pequenas, que tem atuação importante na geração do emprego e renda. Investimentos do Banco do Brasil Estrutura e distribuiu operações de renda variável, renda fixa, fusões e aquisições por meio da UBS BB, joint venture constituída em parceria com o UBS. BB no apoio ao Esporte O Banco do Brasil tem um papel significativo no fomento ao esporte, patrocinando há mais de 30 anos modalidades esportivas como vôlei de quadra e praia, skate, surfe, corrida. Além disso, investe em projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de integração social. BB Seguridade Vale destacar a participação relevante do Banco no setor de Seguros, Previdência e Capitalização, pela BB Seguridade, com um vasto portifólio de produtos ofertados e negociados pelo Banco. Transparência Desde 2006, o Banco do Brasil é listado e permanece como o único banco no Novo Mercado da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão (“B3”), segmento que reúne as empresas com as melhores e mais avançadas práticas de governança corporativa. Isso reforça seu comprometimento com a transparência, a prestação de contas, a equidade e a responsabilidade corporativa. O Banco mais sustentável do mundo O Banco do Brasil entende, ainda, que tem um papel de indutor das melhores práticas sustentáveis ao apoiar seus clientes e a sociedade na transição para modelos de negócios mais verdes e inclusivos. 5 O BB é o Banco mais sustentável do mundo, reconhecido pela sexta vez no Ranking Global 100 da organização de pesquisa Corporate Knights. Valores E por fim, os valores que guiam e constituem os princípios dessa grande organização são: Proximidade, Inovação, Integridade, Eficiência, Compromisso com a Sociedade e Diversidade. Últimos resultados financeiros O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 9,5 bilhões no segundo trimestre de 2024, um crescimento de 8,2% na comparação com o mesmo período de 2023. Nos primeiros seis meses de 2024, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 18,8 bilhões, o que representa um RSPL (retorno sobre patrimônio líquido) de 21,7% e uma variação positiva de 8,5% em relação ao lucro líquido ajustado do primeiro semestre de 2023. Isso reflete o sucesso da execução de uma estratégia direcionada à proximidade com o cliente e materializada, cada vez mais, na experiência fígital e inovação, na concessão sustentável do crédito, na diversificação das receitas e na eficiência. O Índice de Capital Principal do BB encerrou o mês de junho em 11,60%. 6 3. CONTROLADORIA A área de Controladoria atua para assegurar que as informações geradas sejam adequadas ao processo decisório, controlando e planejando as atividades da empresa. Além disso, ela disponibiliza ferramentas que otimizam a eficiência da gestão empresarial. Em instituições financeiras, a Controladoria apresenta particularidades devido à complexidade de suas operações (CREPALDI, 1998). No meio acadêmico, essa área ainda está em desenvolvimento, com conceitos que necessitam de maior padronização. Inicialmente, baseou-se nos princípios da contabilidade, mas expandiu-se para funções mais abrangentes, como suporte informacional, controle interno, planejamento tributário, criação de orçamentos e definição de medidas operacionais. Atualmente, a controladoria também participa da formulação das estratégias da organização, atuando como gestora da informação e garantindo que as decisões estejam alinhadas ao planejamento estratégico. Nesse contexto, Roehl-Anderson e Bragg (1996) argumentam que o controller, além de ser o principal responsável pela contabilidade, é um executivo que frequentemente orienta a empresa em relação à direção, controle e proteção de seus negócios. Eles também defendem que o controller não é o comandante do navio – essa função cabe ao CEO – mas sim o navegador, responsável por monitorar os "instrumentos de navegação". Ele deve manter o comandante informado sobre a distância percorrida, a velocidade, as dificuldades encontradas, as mudanças de curso, os perigos à frente e onde os painéis de navegação indicam que o CEO deve chegar ao próximo porto em segurança. Seguindo essa linha de pensamento, Siegel e Kulesza (1996) afirmam que a controladoria se especializou em auxiliar na tomada de decisões. Sua função é extrair informações relevantes, transformando-as para facilitar e auxiliar as demais áreas na tomada de decisões. Cada empresa pode adaptar a área de Controladoria e sua estrutura de acordo com suas necessidades. No entanto, é fundamental compreender a importância de uma área bem estruturada. São a partir dessa estrutura 7 organizacional que o gestor saberá quais são suas funções, a quem ele deve responder e qual sua autoridade. O Controller é o responsável por toda a área deControladoria. É o gestor que, dependendo da estrutura, se reporta diretamente à alta administração ou ao setor financeiro. É ele quem conduz os planejamentos necessários, ou seja, sua função é gerenciar o Orçamento Empresarial. Entre suas responsabilidades, estão: Reunir e consolidar dados provenientes de outras áreas; Elaborar o planejamento orçamentário; Exercer o controle administrativo da empresa; Produzir relatórios de desempenho para auxiliar nas decisões administrativas e contábeis; Acompanhar a relação entre o planejado e o realizado; Elaborar simulações de cenários. O Controller é responsável por todo o controle orçamentário, planejamento, estrutura de dados e informações para a tomada de decisões. A área, assim como o Controller, trabalha continuamente em conjunto com a diretoria e outras áreas, seja auxiliando com informações relevantes nas decisões estratégicas ou coletando dados para a elaboração do Planejamento Orçamentário. De modo geral, a controladoria e as finanças abrangem toda a parte administrativa e financeira da empresa. A controladoria organiza as operações financeiras e contábeis, além de controlar e monitorar as atividades. A maneira como as empresas incorporam os gastos de produção nos preços dos produtos é conhecida como método de custeio. No mercado, os métodos de custeio mais comuns são: Variável; Por Absorção; ABC (custeio baseado em atividades); PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair); Standard. 8 3.1 Controladoria – Banco do Brasil Brito (2003, p. 47) explica que, em instituições financeiras, a Controladoria se ocupa de tarefas como: estabelecer e manter sistemas de informação contábil e gerencial, elaborar relatórios para clientes externos, criar normas internas que garantam a precisão dos dados e manter os controles internos sempre atualizados. Na visão de Santos (2005), a Controladoria deve se apoiar em ferramentas que garantam a qualidade da informação produzida. Entre elas, destacam-se: o Modelo de Gestão, que reflete a essência da organização (missão, valores e diretrizes); o Processo de Gestão, baseado no planejamento, execução e controle; o Orçamento, que quantifica os objetivos estratégicos da empresa; e a Informação, essencial para decisões precisas, atualizadas e acessíveis. Conforme a UNIBB (2006), o Banco do Brasil estruturou sua Controladoria com um Modelo de Gestão Econômica alicerçado na integração dos níveis de planejamento (estratégico, tático e operacional), no acompanhamento constante das atividades, na definição clara das responsabilidades dos gestores e no uso de ferramentas para avaliar o desempenho financeiro, visando orientar a gestão para o lucro. Após o Plano Real, as instituições financeiras precisaram se adaptar ao mercado, buscando alternativas para lidar com as incertezas. Os bancos, em particular, precisaram encontrar soluções para manter a competitividade. O Banco do Brasil, em meio a uma crise, adotou uma nova postura com a Diretoria de Controladoria, focada no desempenho econômico e orçamentário. Essa mudança no modelo de gestão resultou em uma estrutura organizacional voltada para o mercado em unidades estratégicas de negócios, acelerando a profissionalização dos funcionários (UNIBB, 2012). Assim, o Banco adotou o Modelo de Gestão Econômica, transformando a Controladoria, que passou por diversas mudanças para produzir informações confiáveis para a tomada de decisões. Esse modelo se baseia em instrumentos de avaliação do resultado econômico, planejamento operacional, estratégico e tático, 9 acompanhamento e controle das atividades, gestão focada no lucro e atribuição de responsabilidades a cada gestor (UNIBB, 2012). A UNIBB (2012) ressalta que o Banco do Brasil utiliza a Controlabilidade para medir os resultados financeiros, permitindo que os gestores compreendam os fatores que influenciam seu desempenho. Essa medição ocorre nos pilares negociais (Atacado, Governo e Varejo), nas diretorias, que consolidam os resultados de acordo com seus clientes, e nas subsidiárias, controladas e coligadas, cujos resultados são integrados à visão gerencial do Banco. As responsabilidades da controladoria no Banco do Brasil incluem: Maximizar o resultado econômico por meio da análise de custos, resultados e desempenho; Alinhar o orçamento com os objetivos maiores da organização; Criar padrões para a avaliação financeira; Entregar dados de gestão no tempo certo para acompanhar o desempenho; Certificar que os dados sejam consistentes entre o Banco, suas filiais e empresas ligadas; Oferecer informações precisas para entidades externas; Preparar o orçamento do governo conforme exigido; Manter as atividades em total conformidade com a lei; Cuidar para que os controles internos sejam sempre confiáveis; Colocar em prática as sugestões de auditoria nos prazos corretos. A área de controladoria do Banco do Brasil tem como missão simular os resultados e aprimorar as sugestões orçamentárias, desde o começo, passando pela análise, até a aprovação final, além de analisar os indicadores de desempenho e sugerir mudanças para alcançar os objetivos da empresa. (UNIBB, 2012). A função da Diretoria de Controladoria é criar e implementar os métodos para calcular os resultados financeiros que vêm do orçamento; por isso, a Controladoria do Banco do Brasil busca sempre melhorar a comunicação interna, para que os gestores recebam informações confiáveis e atualizadas diariamente sobre suas áreas, com o objetivo de atingir as metas do orçamento da melhor forma possível 10 (cada gasto e cada transação precisam estar disponíveis online para que o gestor tome decisões com base em dados seguros). (UNIBB, 2012). Como a Controladoria do Banco do Brasil é quem cuida diretamente do sistema de informações da empresa, ela é essencial para o processo de decisão dentro da instituição. 11 4. ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA. A gestão estratégica se configura como uma área da administração focada na criação, execução e análise de planos que auxiliam as empresas a atingir suas metas em um horizonte extenso. Ao contrário da gestão operacional, que se ocupa das atividades cotidianas, a gestão estratégica concentra-se na perspectiva futura e nas escolhas que afetam o destino da empresa. A gestão estratégica é crucial para assegurar que as empresas consigam se adaptar às transformações do cenário externo e preservar sua capacidade de competir ao longo dos anos. Em termos simples, podemos entender a gestão estratégica como um procedimento extenso que abrange todas as camadas de atuação de uma empresa, visando, sobretudo, a concretização de suas metas e estratégias, especialmente em longo prazo. Para as organizações, a Gestão Estratégica geralmente viabiliza, entre outras coisas, uma gestão guiada por resultados; a priorização de um atendimento de qualidade; mais maleabilidade e rapidez na tomada de decisões nos diversos níveis da empresa e uma empresa apta a encarar os novos desafios. A administração estratégica tem suas raízes em práticas militares antigas, que buscavam vantagem competitiva em batalhas e guerras, porém o uso do planejamento estratégico nas empresas é um fenômeno recente, no entanto, a administração estratégica surgiu com a evolução da teoria da administração geral na década de 1950, antes disso a concorrência não era uma preocupação entre as empresas, em esta década a necessidade de planejamento e estratégia tornou-se uma necessidade para se permanecer no mercado devido à mudança brusca na cultura de consumo, instabilidade econômica consequentemente aumentando a concorrência. Surgiram então os primeiros estudos sobre a administração estrategica, em 1954 “A pratica da administração” por Peter Drucker, discutia a definiçãode objetivos e implementação de planos de ação para alcançá-los, em 1957 Igor Assof publicou o livro “Estratégia Empresarial” introduzindo o conceito de planejamento estratégico, e a matriz SWOT, que é utilizada nos dias atuais para a avaliação das organizações no mercado, pois a ferramenta analisa a empresa interna e externa de maneira 12 breve e eficaz. Em 1980 o “Competitive Strategy” trouxe novamente um avanço e intensificação na administração estratégica, pois o livro de Porter publicado em 1960 defendia a importância da vantagem competitiva, trazendo conceitos de diferenciação, custos, sendo estes, fatores chaves para construção de estratégias eficazes. A estratégia empresarial deve ser entendida como um processo contínuo e dinâmico, que envolve adaptação e mudança constante, afirmou Henry Mintzberg em1987, importante pensador da área. A estratégia é importante em qualquer contexto, pois permitem que haja clareza nos planos de ação adotados pelas organizações, com fins de alcançar objetivos desejados, sem uma estratégia as ações podem ser tomada de maneira aleatória e desorganizada, sem direção e foco, dificultando os resultados desejados. Tipos de estratégias: Estratégia de Crescimento: Desde Ansoff A teoria de desenvolveu, deixando em evidência que havia diversas formas de crescer estrategicamente, como, de maneira interna, horizontal, vertical por meio de fusões e alianças, a estratégia de crescimento é escolhida quando a organização possui recursos suficientes para expandir, operações com benefícios maiores aos custos da mesma. Estratégia de estabilidade ou Manutenção: é escolhida quando os custos de crescimento são maiores que os benefícios, são produtos líderes que não atraem novos entrantes, tidos então como recursos garantidos. Estratégia de retratação: também conhecida como estratégia de desinvestimento, adotada quando a organização possui desempenho inesperado com custos de produção maiores aos benefícios desejados, na prática esta estratégia reduz operações e, maiormente tem por finalidade sair total ou parcialmente do mercado. 13 4.1 Administração Banco do Brasil A Missão, Visão e Valores do Banco do Brasil são: Missão Ser próximo e relevante na vida das pessoas em todos os momentos. Visão Adaptar-se a diferentes desafios, entendendo a fundo o que as pessoas precisam. Trazer respostas e soluções que fazem a diferença na vida de todos, seja na proteção de biomas, na transformação de negócios e na promoção da diversidade e inclusão. Valores Proximidade: Ser presente, proativo e empático para encantar as pessoas. Eficiência: Otimizar recursos disponíveis para criar valor para os públicos de relacionamento. Inovação: Inovar para simplificar soluções e facilitar a vida das pessoas. Compromisso com a sociedade: Levar em conta o interesse coletivo na tomada de decisões. Integridade: Atuar com base em respeito, confiança, ética e transparência. Diversidade: Promover a diversidade, a equidade e a inclusão para construir relações e resultados sustentáveis. 14 Fonte: https://www.bb.com.br/site/sobre-nos/ Fonte: https://ri.bb.com.br/o-banco-do-brasil/quem-somos/ 15 O Banco do Brasil visa direcionar as ações empresariais, a divulgação, os investimentos e as atividades de marketing em esportes e cultura, assegurando a harmonia, entre o que se diz e o que se faz, sempre com o intuito de concretizar nossa perspectiva de futuro. O Banco do Brasil emprega uma forma de gestão que visa unir diversas áreas de atuação e aproveitar as chances oferecidas pela evolução digital e pela inovação. A gestão estratégica almeja aumentar a gama de produtos e serviços, ampliando as fontes de renda e se moldando às mudanças do mercado financeiro mundial e nacional. Crescimento Digital e Inovação: Aplicar recursos em tecnologia para aperfeiçoar a experiência do cliente (a exemplo do BB App), elevando a proteção das operações bancárias e diminuindo os gastos operacionais. Como exemplos, a utilização de inteligência artificial, chatbots e outras soluções digitais. Gerenciamento de Riscos: Identificar e amenizar os perigos financeiros, operacionais e de regulamentação. O Banco do Brasil emprega fortes práticas de gestão corporativa para atenuar riscos e garantir o cumprimento das normas. Sustentabilidade e Dever Social: O banco põe em prática políticas que tentam harmonizar lucratividade com responsabilidade ambiental, social e de gestão (ESG), como o estímulo ao crédito sustentável e a adoção de práticas sustentáveis em suas atividades. Internacionalização: A atuação do Banco do Brasil nos mercados de outros países também é uma estratégia para aumentar sua presença no mundo, especialmente na América Latina e em outras nações importantes. Propósito: O Banco do Brasil tem como meta ser uma instituição financeira de destaque no incentivo ao progresso econômico e social, focando na sustentabilidade, inovação e na satisfação das necessidades dos seus clientes. Objetivo: Prover serviços financeiros que atendam às necessidades de empresas, governos e cidadãos, auxiliando no crescimento do Brasil e na criação de valor para os seus investidores. 16 As metas e estratégias do Banco do Brasil focam em sustentabilidade (ASG), inclusão financeira e digital, diversidade, inovação e eficiência, com compromissos como originar R$ 100 bilhões em recursos sustentáveis até 2030, atingir 30% de mulheres e pessoas sub-representadas em liderança até 2025, e investir em tecnologias para simplificar soluções para os clientes. Estrutura e Governança O Banco do Brasil adota uma estrutura de governança corporativa que assegura transparência, responsabilidade e eficiência em suas atividades, incluindo: Conselho de Administração que supervisiona e define a estratégia de longo prazo. Diretores Executivos responsáveis pela implementação das estratégias. Comitês de auditoria, risco e conformidade, que ajudam a garantir que todas as decisões estejam alinhadas com as melhores práticas de governança. Modelo Coligado. As decisões são tomadas de forma colegiada em todos os níveis da organização, com instâncias deliberativas nos comitês internos, garantindo transparência e segurança. Indicadores de Desempenho: Para cada objetivo estratégico, são definidos indicadores para monitorar a desempenho e o progresso. Fonte: https://ri.bb.com.br/o-banco-do-brasil/estrutura-organizacional/ 17 Instrumentos e Estratégias Kaplan e Norton iniciaram em 1990, um estudo intitulado Measuring Performance in the Organization of the Future com a finalidade de desenvolver um novo modelo de medição de desempenho nas organizações. As discussões levaram ao que foi chamado de Balanced Scorecard (BSC). O nome refletia o equilíbrio entre objetivos de curto e longo prazos, entre medidas financeiras e não-financeiras, organizados em torno de quatro perspectivas distintas financeira, dos clientes, dos processos internos, e de aprendizado e crescimento. O BSC é uma das ferramentas mais procuradas pelas organizações voltadas para o futuro. Como o BSC é aplicado no Banco do Brasil Perspectivas do BSC: O Banco do Brasil adapta as quatro perspectivas clássicas do BSC (financeira, cliente, processos internos, aprendizado e crescimento) para incluir a de sociedade e comportamento organizacional. Mapa Estratégico: O banco utiliza um mapa estratégico que ilustra as relações de causa e efeito entre os objetivos de cada perspectiva, demonstrando como os investimentos em aprendizado e inovação podem melhorar os processos, agregar valor ao cliente e gerar resultados financeiros. Indicadores e Metas: Cada perspectiva possui indicadores, objetivos e metas específicos, que são avaliados para monitorar o desempenho e orientar as iniciativas do banco. GovernançaCorporativa: A aplicação do BSC está integrada às práticas de Governança Corporativa, com o banco avaliando constantemente seu desempenho para aprimorar suas ações e garantir resultados. Benefícios do uso do BSC pelo Banco do Brasil: Alinhamento estratégico: O BSC ajuda a comunicar a estratégia do banco e a alinhar as atividades diárias com os objetivos de longo prazo. Gestão de desempenho: Ele oferece um sistema abrangente para medir o desempenho em diversas áreas, não apenas financeira. 18 Foco em sustentabilidade: Ao incluir a perspectiva de sociedade e comportamento, o banco pode integrar sua atuação social e ambiental à sua estratégia de negócio. Melhora na tomada de decisão: O BSC fornece uma base sólida para a tomada de decisões estratégicas, priorizando projetos e iniciativas que contribuam para o sucesso do banco. 19 5. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À ÁREA FINANCEIRA No cenário financeiro atual, a Tecnologia da Informação (TI) emprega sistemas e programas para simplificar e centralizar atividades, como registros contábeis, conciliações bancárias e controle de fluxo de caixa, utilizando a Inteligência Artificial (IA) para prever tendências e otimizar despesas. As principais aplicações incluem aumento da eficiência, análise de dados mais precisa, segurança aprimorada das informações e conformidade com as normas, além de possibilitar a avaliação de riscos, como o Open Banking. Com a evolução tecnológica, o mundo se transformou: atualmente, a tendência predominante em todos os segmentos de mercado é automatizar os processos. Consequentemente, na área de gestão financeira, essa tendência já é uma realidade e, por isso, tem-se observado a necessidade de implementar programas para auxiliar na gestão financeira em diversos setores, tais como: otimizando a velocidade e segurança dos processos, permitindo que sejam realizados de qualquer lugar do mundo, elevando a lucratividade e muitos outros benefícios. No que se refere especificamente ao setor financeiro, a TI pode desempenhar um papel multifacetado. Por exemplo, a forma mais conhecida é oferecendo suporte à equipe da empresa em caso de problemas com o software utilizado, corrigindo e resolvendo pendências relacionadas à tecnologia, além de outras atividades relacionadas ao suporte técnico. Adicionalmente, a TI também pode agir de forma proativa, antecipando problemas e propondo melhorias. Por exemplo, recomendando o uso de softwares e hardwares para impulsionar a produtividade, ministrando cursos e palestras para capacitar os profissionais da empresa no uso das novas tecnologias, entre outras iniciativas. Entre as principais inovações tecnológicas implementadas no setor financeiro, destacam-se: Bancos Digitais e Fintechs: serviços totalmente online e meios de pagamento eletrônicos. 20 Big Data e Analytics: utilização de dados para antecipar comportamentos de clientes e avaliar riscos de crédito. Blockchain e Criptomoedas: maior transparência e segurança nas transações. Automação e IA: chatbots, consultores virtuais e sistemas de proteção contra fraudes. RegTech: conformidade automatizada e monitoramento inteligente das operações. Computação em Nuvem: redução de custos com infraestrutura. Pagamentos instantâneos (PIX): agilidade e praticidade nas transferências. Cibersegurança: proteção contra ataques cibernéticos e fraudes. Sistemas da Informação Um sistema de informação de gestão é formado por outros subsistemas e procedimentos que recolhem informações de diversas fontes dentro da empresa, tais dados podem ser usados para controlar finanças, estoque, compras, captação e contatos de clientes, por exemplo. A informação resulta processamento e organização de dados interpretados e possivelmente formatados, filtrados, analisados e resumidos, de tal forma que represente uma modificação no conhecimento do sistema que a recebe. Já um sistema é um conjunto de elementos interdependentes, ou um todo organizado, ou partes que interagem formando um todo unitário e complexo. (OLIVEIRA, 2000, p. 13). Tem vários tipos de Sistemas da Informação, cada empresa tem analisar o que mais atende as suas necessidades sistêmicas , Sistemas de Informação Operacional (SIO), Sistemas de gestão Empresarial (SGE), SAP (Systeme, Anwendungen und Produkte in der Datenverarbeitung), Sistemas de Processamento de Transações (SPT), Sistema d e Informação Gerencial (SIG), Sistema de Apoio à Decisão (SAD), Sistema de Gestão empresarial integrada, Sistemas de Informação Executiva (SIE) e Sistemas de Gestão de Cadeia de Suprimentos (SCM). 21 Os gerentes usam esse sistema para criar relatórios que lhes fornecem uma visão abrangente de todas as informações que eles necessitam para tomar decisões, que vão desde atividades corriqueiras até as estratégias mais importantes. O principal objetivo de um sistema de informação em uma empresa é tornara tomado de decisões dos gestores mais eficiente e produtiva. Ao reunir informações de uma variedade de fontes em um único banco de dados e apresentá-las em um formato lógico. O software pode fornecer tudo o que é necessário para a tomada de decisões, além de realizar uma análise aprofundada de questões operacionais. Os funcionários podem editar e compartilhar documentos e repassar informações relevantes para toda a empresa. 5.1 Aplicada no Banco do Brasil O Banco do Brasil, um dos maiores e mais tradicionais bancos do país, demonstra de forma notável como as tecnologias da informação podem ser aplicadas estrategicamente no setor financeiro. A transformação digital no Banco do Brasil abrange a adoção de diversas soluções tecnológicas para aprimorar a experiência do cliente, otimizar a gestão interna e assegurar a segurança das operações financeiras. No Banco do Brasil (BB), a área de Tecnologia da Informação (TI) aproveita a inteligência artificial (IA), o Open Finance e a realidade aumentada para otimizar os serviços. A segurança cibernética é prioridade na proteção de dados, enquanto a BB Tecnologia e Serviços (BBTS) foca no desenvolvimento de soluções e na eficiência operacional. O BB também conta com o cargo de Agente de Tecnologia, responsável pela inovação e manutenção de sistemas, atuando em plataformas digitais, no metaverso e com a Alexa. Bancos Digitais e Suporte Virtual O Banco do Brasil tem investido consideravelmente no suporte digital e em plataformas online, disponibilizando um leque de serviços financeiros acessíveis digitalmente. 22 BB App: O aplicativo do Banco do Brasil é essencial para que os clientes realizem praticamente todas as operações bancárias de forma rápida e intuitiva. Ele permite consultas de saldos, transferências, pagamentos, investimentos e acesso ao cartão de crédito, tudo pelo celular. Suporte via Chatbot (BB Digibot): O Banco do Brasil usa chatbots para atender seus clientes em canais como site, aplicativo e redes sociais. Com IA, o BB Digibot soluciona dúvidas comuns e efetua transações simples, como consultas e agendamentos. Open Banking O Banco do Brasil é um dos principais nomes no Open Banking no Brasil, que visa compartilhar dados financeiros com outras instituições, com autorização do cliente. Inteligência Artificial e Análise de Dados O uso de Big Data e Inteligência Artificial (IA) no Banco do Brasil visa a personalização dos serviços e aprimorar a experiência do cliente. Blockchain e Segurança A blockchain tem se destacado no setor bancário por assegurar a segurança das transações financeiras de forma descentralizada. Automação de Processos (RPA) O Banco do Brasil tem utilizado Robotic Process Automation (RPA), ou automação de processos robóticos, para elevar a eficiência de suas operações internas. Pagamentos Instantâneos e PIX O Banco do Brasilfoi um dos pioneiros na adoção do sistema de pagamentos instantâneos (PIX) no Brasil, uma inovação que transformou a forma de realizar transações no país. Banco no Metaverso 23 O Banco do Brasil tem explorado novos horizontes digitais, incluindo o metaverso. Atendimento no Metaverso: A ideia é oferecer um canal inédito de interação com os clientes, permitindo um atendimento imersivo. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de inovação digital e de busca por novas formas de engajamento com o público jovem e digital. Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil - DITEC A DITEC (Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação) é um dos principais setores dentro do Banco do Brasil, encarregada de gerenciar, desenvolver e implementar as tecnologias de informação e comunicação (TIC) que amparam as operações do banco, seus sistemas e plataformas. Ela exerce um papel fundamental na transformação digital do banco, garantindo a modernização de processos e a integração de novas tecnologias. A meta primordial da área de TI é assegurar a mais alta qualidade na criação, unificação, implementação e conservação dos sistemas que dão base às soluções de tecnologia da informação para os usuários internos da BB Tecnologia e Serviços. As linhas mestras que guiam as estratégias de TI são: Disponibilizar soluções de TI de ponta para os projetos e mercadorias da BB Tecnologia e Serviços. Colaborar para o aumento do valor da BB Tecnologia e Serviços através de serviços de TI que tornem o uso de recursos mais eficiente, administrem perigos e persigam vantagens. Refinar o padrão de gestão administrativa de TI dentro da BB Tecnologia e Serviços. 24 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A controladoria no banco do Brasil assume um grau ainda maior de complexidade, devido à necessidade de controle rigoroso das operações e à constante adaptação às mudanças do mercado. O modelo de Gestão Econômica adotado pelo Banco do Brasil demonstra como a Controladoria pode se transformar em um instrumento essencial para o alcance de resultados sustentáveis, apoiando- se em princípios de planejamento, controle, mensuração de desempenho e confiabilidade das informações. Podemos concluir de que a Controladoria não se limita apenas a uma função contábil ou operacional, mas representa uma área estratégica de gestão, no contexto atual, em que a informação é um ativo valioso, a atuação do Controller e da Controladoria torna-se indispensável para o sucesso organizacional. A gestão estratégica é aplicada de forma integrada e moderna, envolvendo diversas áreas e utilizando ferramentas consolidadas, como o Balanced Scorecard (BSC). Essa metodologia possibilita o acompanhamento dos resultados por meio de indicadores financeiros e não financeiros, garantindo alinhamento entre os objetivos estratégicos, a execução das atividades e os resultados alcançados. A adoção do BSC, somada às práticas de governança corporativa e ao modelo de gestão colegiada, reforça o compromisso da instituição com a transparência, a eficiência e a sustentabilidade. A aplicação da tecnologia da informação na área financeira está transformando profundamente o setor. As empresas financeiras estão aproveitando as novas tecnologias para melhorar a eficiência, reduzir custos e oferecer serviços inovadores. No entanto, a rápida evolução tecnológica exige que as organizações mantenham uma vigilância constante em relação a riscos, regulamentos e a necessidade de inclusão digital. O Banco do Brasil é um excelente exemplo de como uma instituição financeira tradicional pode se adaptar às novas demandas tecnológicas. A transformação digital tem sido uma prioridade, e a aplicação de tecnologias como IA, big data, blockchain e sistemas de pagamento instantâneo tem permitido que o banco melhorasse a experiência do cliente, otimize operações e avance para o futuro da banca digital. 25 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Site oficial do Banco do Brasil: Disponível em: . Acessado em 06 de outubro de 2025. Relações com Investidores BB: Disponível em: . Acessado em 06 de outubro de 2025. Relatórios de Sustentabilidade e Inovação disponíveis no portal RI. BBTS – BB Tecnologia e Serviços: publicações institucionais. História do Banco do Brasil. Disponível em: . Acessado em 06 de outubro de 2025. BB tem lucro líquido ajustado de R$ 18,8 bilhões no primeiro semestre de 2024. Disponivel em: . Acessado em 06 de outubro de 2025. CONTROLADORIA NO BANCO DO BRASIL: Uma breve caracterização. Betsa; Humberto José, Vasques; Letícia Veiga. Disponível em: >http://repositorio.unis.edu.br/bitstream/prefix/477/1/CONTROLADORIA%20NO%20 BANCO%20DO%20BRASIL%20Uma%20breve%20caracteriza%C3%A7%C3%A3o. pdf>. Acessado em 06 de outubro de 2025. Controladoria: o que é, tipos e qual a função? Disponível em: . Acessado em 06 de outubro de 2025. UM ESTUDO SOBRE AS FUNÇÕES DA CONTROLADORIA. LUNKES; ROGÉRIO JOÃO, GASPARETTO; VALDIRENE, SCHNORRENBERGER; DARCI. Disponível em:. Acessado em 06 de outubro de 2025. Estratégias de negócios. Disponível em: http://marcusmarques.com.br/estrategias- denegocio/sistema-de-informacao-como-ele- pode-ajudar-empresa/. Acessado em 06 de outubro de 2025.