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ÍNDICE
Apresentação 1	3
Apresentação 2	13
Apresentação 3	23
Apresentação 4	33
Apresentação 5	43
Apresentação 6	53
Apresentação 7	63
Apresentação 8	73
Apresentação 1
Tempo e História
Tempo da natureza
A marcação do tempo
Tempo cronológico
Tempo histórico e suas durações 
As fontes da História
3
4
Concepções de tempo
Tempo da natureza
Tempo histórico
Tempo cronológico 
Tempo da natureza
5
Não depende da vontade humana, isto é, não é cultural. 
Tem como base o período que a natureza leva para completar um determinado ciclo.
Pode ser percebido, por exemplo, pelo crescimento das árvores e pelo envelhecimento das pessoas.
A contagem do tempo
6
É possível que o ser humano se preocupasse em criar algum tipo de marcação do tempo mesmo quando vivia em cavernas. 
A marcação do tempo tornou-se mais sistemática há cerca de 10 mil anos, quando muitos grupos humanos dominavam a agricultura e se tornaram sedentários. 
A observação dos astros celestes... 
Esse conhecimento revelou-se essencial para garantir a sobrevivência das comunidades em diversos lugares do mundo. 
7
Sol
Para alguns povos, o dia era o período que ia de um nascer do Sol a outro. 
Lua
Estrelas
A cada 365 dias as estrelas ocupavam a mesma posição no céu.
Percebeu-se que a Lua iniciava um novo ciclo a cada 29 dias. 
Para outros, o dia começava quando o Sol encontrava-se no ponto mais alto do céu. 
Tempo cronológico
É medido, contado, portanto trata-se de um elemento cultural. 
Pode ser dividido em unidades de medida: segundo, minuto, hora, dia, mês, ano etc. 
Principais instrumentos de medição do tempo cronológico: relógio e o calendário. 
8
9
Calendário gregoriano
- Encomendado pelo papa Gregório XIII, passou a ser utilizado em 1582.
- É adotado no Brasil e em muitos países de outros continentes.
- O calendário começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro.
- Divide-se em 365 dias.
- O nascimento de Jesus Cristo é o marco inicial do tempo.
- Pelo calendário gregoriano, não existiu o ano 0. 
Tempo histórico 
Não tem duração precisa. 
Acompanha os ritmos das transformações de cada sociedade.
O esquema acima apresenta as três diferentes durações do tempo histórico propostas pelo historiador francês Fernand Braudel. 
10
Longa duração
Formado por processos históricos que demoram longos períodos de tempo para se transformar.
Média duração 
Marcado por transformações mais lentas, percebidas no decorrer da vida de uma pessoa.
Curta duração
Caracterizado por eventos breves, como uma disputa eleitoral. 
Idades históricas
Pré-história
Invenção da escrita
(por volta de 4000 a.C.)
Idade Média 
Queda de Roma (476)
Queda de Constantinopla (1453)
Idade Moderna
Idade Contemporânea
Revolução Francesa (1789)
11
Antiguidade
 
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Fontes históricas 
- Aquilo que a humanidade produz ao longo do tempo. 
- São usadas para a construção do conhecimento histórico. 
- Divididas em documentos escritos, visuais, mobiliário, vestuários, depoimentos orais, etc. 
- Sua análise ajuda o historiador em sua tarefa de interpretar um período estudado.
- O historiador faz as perguntas como: “quem fez?”, “para quem fez?”, “quando fez?”, “como fez?”, “onde fez?”, “para que serve?” etc. 
Apresentação 2
Origem e deslocamento
Em busca das origens
Sobre a origem do ser humano 
Os primeiros hominídeos 
Nomadismo 
Sedentarismo
O povoamento da América
Os primeiros habitantes do atual Brasil
13
A formação da Terra e dos seres vivos
As tentativas de explicar a origem do Universo e a vida na Terra fomentaram a produção de diversas teorias, entre as quais: 
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Teorias criacionistas
Um ou mais ser divino teria criado o ser humano e todo o Universo. 
Teoria da Grande Explosão, ou Big Bang
Universo é originado após grande explosão de uma matéria altamente concentrada. 
Teoria evolucionista
Ancestralidade comum entre os seres vivos.
Os seres vivos em constante processo de transformação.
Seleção natural. 
Principais hominídeos
- Eram bípedes e tinham longos braços.
- Viveram entre 4 milhões e 1 milhão de anos atrás. 
Australopithecus
Homo erectus
- Dominavam o fogo. 
- Viveram entre 1,8 milhão 
e 200 mil anos atrás. 
- Fabricavam ferramentas com pedra lascada.
- Viveram de 2,3 milhões a 1,6 milhão de anos atrás. 
Homo erectus
Homo sapiens neanderthalensis
Homo sapiens sapiens
- Foram os primeiros hominídeos a enterrar os seus mortos.
- Viveram entre 300 mil e 30 mil anos atrás. 
- Adaptação a diferentes ambientes. 
- Surgiram há, aproximadamente, 300 mil anos e há 100 mil anos começaram a migrar para outros continentes. 
15
15
A vida nômade
O desenvolvimento cultural dos nossos ancestrais africanos tornou possível sua emigração para outros continentes. 
16
Primeiros Homo sapiens
Caçadores e coletores que levavam vida nômade. 
Não dominavam a agricultura e habitavam em cavernas ou palhoças. 
Sempre se deslocando para onde houvesse fartura de recursos naturais. 
A Revolução Agrícola
17
O cultivo da terra teve início, de forma independente, em diversos lugares do mundo. 
Domínio da agricultura possibilitou um relativo controle sobre a produção alimentar. 
Ao mesmo tempo, em certas regiões, os humanos aprenderam a domesticar animais, como ovelhas, cabras, porcos e cavalos.
A agricultura, combinada com a pecuária, teve grande impacto sobre o modo de vida das primeiras populações.
As primeiras aldeias 
18
Aumento da população propiciada pela prática da agricultura e da pecuária. 
A população passou a se fixar nos vales férteis dos rios. 
O aumento da oferta de alimento possibilitou o surgimento de outras atividades, como o artesanato. 
O povoamento da América
América foi ocupada depois da África, Europa, Ásia e Oceania.
Porém, não há consenso entre os estudiosos em relação à época da chegada dos primeiros povoadores da América e quais teriam sido os caminhos por eles percorridos. 
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- Hipótese da Rota Transpacífica: grupos humanos teriam atravessado o oceano Pacífico e chegado à América do Sul, navegando de ilha em ilha. 
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Principais hipóteses sobre o povoamento da América
- Hipótese da Rota de Bering: uma ponte de gelo teria se formado no estreito de Bering, ligando a Ásia e a América. 
- Hipótese da Rota Costeira: grupos humanos teriam navegado da Ásia até a América próximo à costa. 
- Hipótese da Migração Atlântica: Grupos humanos teriam saído da Europa e chegado à América em embarcações feitas de couro. 
Os primeiros habitantes do Brasil 
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Povo de Lagoa Santa
Eram nômades e andavam em grupos de aproximadamente 25 pessoas.
Dormiam em cavernas ou em palhoças e sobreviviam da caça e da coleta de frutas.
Chegaram a conviver com mamíferos gigantes, como o tigre-dentes-de-sabre e a preguiça-gigante. 
Sambaquieiros
Viviam em sambaquis, elevações formadas por conchas, moluscos, restos de comida, ossos de animais etc. 
Construíam suas residências e enterravam seus mortos nos sambaquis. 
Praticavam a caça, a pesca e a coleta de alimentos. 
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Povo da Serra do Capivari
Organizavam-se em pequenos grupos próximos a fontes de água.
Sociedades amazonenses
Viviam da caça e da coleta de alimentos e produziam ferramentas de pedras. 
Faziam inscrições nos paredões rochosos da região. 
Povos que habitavam a região amazônica há cerca de 12 mil anos viviam da caça e da coleta de alimentos. 
Surgimento de sociedades mais complexas entre 3 mil e mil anos atrás. 
Foram os primeiros a cultivar a mandioca. 
Apresentação 3
Primeiras civilizações e impérios
Antiguidade 
As primeiras cidades
A sociedade suméria 
O Império egípcio (Alto Egito e Baixo Egito)
Sociedade e poder 
A pirâmide social egípcia 
A importância da religião
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O que é Antiguidade?
- Marco inicial: invenção da escrita (cercade 4 mil anos atrás); 
- Marco final: Queda do Império Romano (século V).
Alguns historiadores subdividem o estudo desse período de acordo com as civilizações que estudam. Veja o esquema ao lado.
24
Antiguidade Oriental
mesopotâmicos, chineses, indianos, entre outros
Antiguidade Clássica
gregos e romanos
As primeiras cidades
25
25
Expansão da agricultura: desenvolvimento do comércio e o aparecimento de novas profissões. 
Surgimento de comerciantes, de artesãos e de pessoas encarregadas do transporte de mercadorias.
Crescimento das aldeias e o surgimento das primeiras cidades há cerca de 4000 a.C. 
Mesopotâmia
Fonte: BLACK, Jeremy (Ed.). World History Atlas. Londres: Dorting Kindesley, 2005, p. 220. 
Mesopotâmia, palavra que significa “entre rios”.
Localizava-se no Oriente Médio, entre os rios Tigre e Eufrates.
As cheias dos rios inundavam suas margens, fertilizando o solo da Mesopotâmia. 
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Os sumérios
27
Foram os primeiros povos a se fixar na Mesopotâmia, por volta de 8500 a.C. 
Influenciaram outros povos até serem dominados pelos acadianos, em 2350 a.C.
Desapareceram por volta de 1900 a.C.
Algumas realizações sumérias
28
Obras hidráulicas
Diques, açudes e canais para irrigação
Agricultura
Invenção do arado de cobre
Cultura
Criação da escrita cuneiforme
O Alto e o Baixo Egito
Fonte: KINDER, Hermann; HILGEMANN, Werner. The Penguin
Atlas of World History. Londres: Penguin, 2003. p. 22.
Pequenas comunidades (nomos) instaladas ao longo do rio Nilo desde 8500 a.C. 
Por volta de 3500 a.C., os nomos foram unificados em dois reinos: o do Alto e o do Baixo Egito. 
Alto Egito abrangia a nascente do Nilo e seu curso médio. 
Baixo Egito abrangia o delta do rio.
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O Império Egito 
- Capital na cidade de Mênfis; 
- Construção de grandes pirâmides, aprimoramento de técnicas (agrícolas e de irrigação). 
- Capital na cidade de Tebas;
- Maior desenvolvimento da escrita hieroglífica. 
- Política de expansão territorial. 
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Antigo Império (2700 a.C. a 2181 a.C.) 
Novo Império (1570 a.C. a 1069 a.C.)
Médio Império (2040 a.C. a 1782 a.C.)
A sociedade egípcia
O Egito era uma sociedade estratificada.
No topo da hierarquia social, encontrava-se o faraó, o chefe de governo. 
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Faraó
Família do faraó
Altos funcionários, os sumos sacerdotes 
Serventes, camponeses e escravos
Soldados, escribas, sacerdotes e artesãos 
Etapas finais do processo de mumificação dos corpos.
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A religião egípcia
O faraó, que exercia um governo teocrático, era considerado um rei divino, detentor de grandes poderes. 
A sociedade egípcia era politeísta, isto é, cultuava vários deuses. Cada cidade adorava seu próprio deus. 
Os egípcios também acreditavam na vida após a morte, desenvolvendo técnicas de mumificação dos corpos. 
Apresentação 4
África Antiga
O Reino de Kush
A civilização Nok
O Reino de Axum
33
O Reino de Kush
34
Localizava-se ao sul do Egito, região conhecida como Núbia, onde hoje fica o Sudão. 
Essa região, também banhada pelo rio Nilo, era rica em jazidas de ouro, ferro e pedras preciosas.
Por volta do século IX a. C., formou-se na região da Núbia um Estado centralizado, o Reino de Kush. 
As principais cidades de Kush eram Napata e Méroe.
As relações entre Kush e Egito
Os cuxitas dominaram o Egito em entre 730 a.C. e 650 a.C.
35
1530 a.C a 1070 a.C. 
1070 a.C. a 591 a.C.
Período em que os cuxitas deixaram de ser dominados pelos egípcios e se organizaram em um Estado. 
591 a.C. a 330 a.C.
Período Meroítico em que a cidade de Meroé foi a capital do Reino de Cuxe. 
Período de domínio egípcio sobre a região da Núbia. 
Intercâmbio entre culturas...
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Entre os séculos XVI a.C. e XI a.C., os cuxitas foram fortemente influenciados pela cultura egípcia. 
Essa influência é observada nos templos e cidades com características arquitetônicas egípcias, além de terem cultuado a deuses semelhantes. 
37
A civilização meroítica 
A cidade de Méroe foi um importante centro comercial e logo se tornou também um dos principais centros produtores de objetos de ferro do continente africano.
Em Méroe desenvolveu-se a escrita meroíta, formada por 23 caracteres. A escrita corria da esquerda para a direita e as palavras eram separadas umas das outras por dois ou três pontos. 
Nessa cidade, governavam um rei (faraó) e uma rainha-mãe (candace), escolhidos para administrar o Reino de Kush. As candaces possuíam papel preponderante na sociedade cuxita. 
A civilização Nok
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Começou a se formar por volta do século IX a.C.
 Ocupou áreas que hoje correspondem aos países: Nigéria, Níger, Mali, entre outros. 
A região onde viviam os noks era rica em minério de ferro. 
Essa civilização desapareceu por volta do ano 200.
Acredita-se que os noks tenham sido os ancestrais da cultura iorubá. 
O Reino de Axum
Fonte: FASI, Mohammed El (Ed.).
História geral da África, III: África do século
VII ao XI. Brasília: Unesco, 2010. p. 655.
O mapa mostra a região Nordeste do continente africano, conhecida como Chifre da África, onde se desenvolveu o Reino de Axum. 
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O Chifre da África
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Os primeiros habitantes da região vieram da Península Arábica. 
Agricultura e pecuária: principais atividade no século VII a.C. 
No entanto, o comércio ganhava forças. 
O comércio era alimentado por caravanas que vinham de outros locais de dentro e de fora da África. 
Era utilizada a escrita nas transações comerciais.
Com o comércio, aldeias transformaram-se em cidades, como Adúlis e Axum. 
Adúlis
Axum 
41
41
Mercadorias seguiam para o Egito, a Grécia, a Índia e a China. 
Contava com importante porto no Mar Mediterrâneo.
Entre as mercadorias, estavam o marfim, o chifre de rinoceronte e os escravos. 
Controlou o comércio entre o interior da África e Adúlis e entre Adúlis e o Egito.
Por ali, mercadores passavam vendendo sal, ouro e plumas.
Axum, localizada no interior, era outro importante centro comercial.
O Reino de Axum
42
A cidade de Axum enriqueceu e expandiu seus territórios, dominando o Reino de Kush e áreas vizinhas. 
No século XII passou a cunhar moedas de ouro, prata e cobre. 
No século VII, o Reino de Axum foi invadido e conquistado pelos mulçumanos. 
População era politeísta até a primeira metade do século IV. Nessa época, o rei Anzana se converteu ao cristianismo. 
Apresentação 5
Ocidente Clássico: Grécia
As origens da Grécia (nascimento da pólis)
Duas potências gregas
A cidade-Estado 
Atenas 
Esparta 
Sociedade 
Cultura clássica 
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A origem dos gregos
Antes da formação da civilização grega, diversos povos haviam se instalado na Península Balcânica e nas ilhas do mar Egeu, região onde hoje se situa a Grécia. 
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Aqueus
Jônios
Dórios
Cretenses
Origem dos gregos
Eólios
Divisão histórica da Grécia Antiga
45
46
Cretenses e micênicos
Os aqueus fixaram-se na região da Península Balcânica por volta de 1600 a.C, fundando as cidades de Micenas, Pilos e Tirinto.
Por volta de 1450 a.C., os micênicos invadiram Creta e tomaram o palácio de Cnossos, dando origem à chamada civilização creto-micênica. 
Posteriormente, os dórios invadiram as cidades micênicas, causando sua destruição e a dispersão de grande parte da população. 
A cidade grega
Eram os habitantes de cada uma das cidades gregas que decidiam a forma de governo a ser adotada.
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Formas de governo 
Monarquia 
Tirania 
Democracia
Oligarquia
Fundada a partir do século IX a.C., era conhecida como pólis.
Cada pólis grega formava uma cidade-Estado, com economia, leis próprias e organização social diversa. 
Apesar dessas diferenças, os habitantes das cidades-Estado compartilhavam a língua e os costumes. 
A acrópole
Fonte: GRANDES temas: os gregos. História viva, São Paulo: Duetto, [s.d.].
Representação da acrópole de Atenas: localizadano centro da cidade, propriedade exclusiva da deusa Palas Atena.
Na parte mais elevada da área urbana grega, encontrava-se a acrópole, centro religioso da pólis. Era uma cidadela fortificada, onde eram erguidos os templos para a divindade protetora da cidade.
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Esparta
Grupos sociais de Esparta
Fundada no século IX a.C. pelos dórios, na região da Lacônia.
Os habitantes ficaram conhecidos pela forte tradição militar.
Dos 7 aos 60 anos, todos os homens espartanos eram considerados guerreiros.
49
Espartanos: cidadãos de Esparta, descendentes dos dórios.
Periecos: homens livres que não possuíam direitos políticos. Viviam na periferia de Esparta. 
Hilotas: povos aprisionados pelos dórios e obrigados a realizar trabalhos agrícolas para sustentar os espartanos. 
Atenas
Fundada na região da Ática, no século X a.C., pelos jônios.
Tornou-se um importante centro de comércio marítimo.
Grupos sociais de Atenas
50
Cidadãos: minoria na população ateniense. Eles desfrutavam de direitos civis, políticos, militares e religiosos.
Metecos: grupo formado por pessoas escravizadas que conseguiram a liberdade e pelos estrangeiros que viviam em Atenas. Não possuíam direitos políticos. 
Escravos: prisioneiros de guerras originários da Ásia Menor ou da Trácia. 
O nascimento da democracia
Lei do ostracismo: 
qualquer pessoa que representasse perigo à ordem democrática deveria ser expulsa da cidade, ficando exilada por dez anos.
51
Inicialmente, apenas os eupátridas, isto é, os grandes proprietários de terra, eram considerados cidadãos. 
Por volta de 510 a.C., o aristocrata Clístenes assumiu o governo de Atenas e criou a lei do ostracismo. 
Clístenes estabeleceu que todos os homens livres, nascidos em Atenas, poderiam participar igualmente da vida política da cidade. 
A cultura grega
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Religião
Os gregos eram politeístas. Seus deuses eram imortais, mas possuíam defeitos e qualidades.
Jogos Olímpicos
Principais modalidades dos jogos eram a corrida, o pugilato (luta com socos) e o arremesso de disco e de dardos. 
Filosofia
Marca o nascimento do pensamento racional, processo lento de transformação da consciência mítica. 
Literatura
Entre os gêneros literários preferidos dos gregos, estavam a poesia e o drama. 
Apresentação 6
Ocidente Clássico: Roma
Origens de Roma
De monarquia a república
O fim da república
O Império Romano
Sociedade 
Política 
Circulação de pessoas, produtos e culturas no Mediterrâneo 
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A origem da civilização romana
Os italiotas, povo agricultor, se dividiam em sete tribos:
Ano 1000 a.C.
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Italiotas
Oscos
Volscos
Samnitas
Équos
Úmbrios
Sabinos
Latinos
Etruscos
Italiotas
Gregos
Povos na Península Itálica
A cidade-Estado de Roma
55
55
Temendo uma invasão etrusca, os latinos construíram uma fortaleza na margem esquerda do Tibre. 
No entanto, os etruscos conseguiram invadir o Lácio e unificaram as várias aldeias latinas.
A história de Roma, ao longo dos 1 200 anos seguintes, pode ser dividida em: monarquia, república e império.
Essa unificação deu origem à cidade-Estado de Roma em 753 a.C..
Monarquia
Quando a cidade de Roma foi fundada, ela passou a ser governada por um rei. No entanto, a Monarquia em Roma não era hereditária. 
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Rei 
Exercia as funções de juiz, chefe civil, militar e religioso. 
Senado 
Comitia Curiata
Formada por famílias livres de Roma, aprovava ou rejeitava o rei escolhido. 
Também denominada Conselho dos Anciãos, os senadores eram os auxiliares do governo e escolhiam o rei. 
A formação social em Roma
A sociedade romana subdivida-se em quatro grupos principais:
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Patrícios: descendentes dos pater familias, membros fundadores de Roma. Eram únicos que participavam das decisões políticas.
Clientes: plebeus que viviam sob a proteção de um patrício. 
Escravos: em sua maioria, eram plebeus endividados. 
Plebeus: descendentes de estrangeiros e nem sempre eram pobres. Não tinham participação política durante a Monarquia. 
República
A Monarquia vigorou em Roma até 509 a.C.
Nessa época, grupos de patrícios se revoltaram contra o rei etrusco Tarquínio II (535-496 a.C.).
As principais instituições do período republicano: 
58
Consulado
Comandavam o exército em tempos de guerra, representavam a cidade em cerimônias religiosas e julgavam crimes. 
Senado 
Organizavam os cultos públicos, controlavam as finanças e a administração das províncias romanas.
Assembleia do povo
Participavam tanto patrícios quanto plebeus. Elegiam os cônsules e promulgavam leis.
- Fim da escravidão por dívidas. 
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Conquistas plebeias ao longo de suas lutas entre os séculos V a.C. e IV a.C. 
- Lei das Doze Tábuas, um documento contendo as leis que regulavam a convivência do povo romano.
- Fim da proibição do casamento com patrícios.
- Acesso às magistraturas e o ingresso de representantes no Senado.
O fim da República
Os dois triunviratos
Crise da República:
Guerra civil entre patrícios e plebeus (século II a. C.).
Revoltas de escravos.
60
Primeiro triunvirato com Júlio César, Crasso e Pompeu, que governaram sem a participação do Senado, em 60 a.C. 
Assassinato de Júlio César em 44 a.C. No ano seguinte foi formado um novo triunvirato com Marco Antônio, Caio Otávio e Pompeu. 
Divergências entre eles provocaram uma nova guerra civil finalizada em 27 a.C., com a vitória de Otávio, autoproclamado imperador.
Alto Império
Otávio centralizou o poder em suas mãos e recebeu o título de Augusto. 
Seu governo proporcionou um período de tranquilidade e prosperidade, denominado Pax Romana. Abaixo, algumas de suas ações. 
Em 117, o Império Romano atingiu sua máxima expansão, abrangendo territórios europeus, africanos e do Oriente Próximo. 
61
Assegurou a hegemonia romana. 
Procurou construir mais estradas e garantir a segurança. 
As condições favoráveis estimularam o comércio e o aumento de intercâmbio entre as várias regiões.
Patrocinou artistas e escritores. 
Implementou amplo programa de construção de obras públicas, como teatros, templos etc. 
Baixo Império 
Esse período representou a crise do Império Romano.
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Crise do escravismo
O fim das guerras de conquista, por volta do ano 100, ocasionou a queda no número de escravos, o que gerou a crise.
Ruralização da economia
O enfraquecimento do comércio e do artesanato estimulou o abandono de cidades. 
Fronteiras desprotegidas
Sem condições financeiras para proteger as fronteiras do Império, muitos governantes fizeram acordos com povos invasores. 
Apresentação 7
Povos germanos
Os contatos entre romanos e germanos
O fim do Império Romano do Ocidente
Os domínios germanos (povos germânicos)
Novas formas de organização da Europa
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Os germanos
Franco
Entre os povos genericamente chamados de “germanos”, havia os franco, visigodos, saxões, ostrogodo, burgúndios e outros. 
Participaram da onda de migrações ocorridas na Europa, nos primeiros séculos da Era Cristã. 
Possuíam uma língua de origem comum. 
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Visigodos
Lombardos
Ostrogodos
Burgúndio
Saxões
Sociedades germanas
Apesar de povos distintos, havia características comuns entre os povos germanos. 
65
Tinham por base a família e a tribo. 
Inexistência de Estado centralizado, como o dos romanos. 
A tribo era formada por 100 famílias germanas vivendo em uma região.
Decisões eram tomadas pelos germanos livres em uma Assembleia. 
Em casos de necessidade, podiam eleger um rei, que possuía funções militares. 
Romanos e germanos
Bárbaro era o termo dado pelos romanos aos povos que não compartilhavam de sua língua e costumes.
66
Primeiros contatos entre romanos e germanos ocorreram durante a República. 
Ao expandir seu território, os romanos obrigavam os povos subjugados a pagar-lhes tributo. 
Muitos germanos promoveram luta contra os romanos pela liberdade.Já os romanos construíam muralhas nas fronteiras.
Intercâmbio cultural 
As relações entre germanos e romanos nem sempre foram tensas. Em tempos de paz, houve trocas e acordos. 
67
Práticas comerciais entre romanos e germanos. 
Acordos permitiam aos germanos se estabelecerem em territórios romanos. 
As crises no Império
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Entre os séculos III e IV, o Império sofreu com alta de impostos, corrupção, disputas políticas, falta de alimentos etc.
Com o enfraquecimento do Império, grupos germanos dirigiram-se às terras romanas. 
Para enfrentar a situação, o imperador Teodósio dividiu o Império em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente em 395. 
A conquista de Roma
Fonte: HILGEMANN, Werner; KINDER, Hermann. Atlas Historique. Paris: Perrin, 1992, p. 114. 
A divisão do Império por Teodósio não foi suficiente para conter as invasões germânicas. 
No século V, a cidade de Roma foi finalmente conquistada pelos hérulos. 
69
Reorganização política na Europa
70
Com a queda do Império Romano do Ocidente, houve a instauração de pequenos reinos.
Apareceram organizações ligadas à justiça que não eram nem romanas e nem germanas.
Nos novos reinos, a terra estava dividida em pequenos lotes.
Busca de refúgio no campo, com o ataque às cidades. 
Surgiram comunidades autossuficientes. 
Reino Franco
71
Os francos encontravam-se na Gália (França atual) desde o século III. 
Em 481, as tribos francas foram unificadas por Clóvis em um único reino. 
Clóvis converte-se ao cristianismo, o que favoreceu a expansão do Reino Franco na Europa.
Após a morte de Clóvis, o Reino Franco passou por diversas crises. 
Com a volta de Carlos Magno, o Reino Franco voltou a se consolidar. 
As conquistas territoriais de Carlos Magno
Fonte: DUBY,
Georges. Grand
atlas historique.
Paris: Larousse,
2008. p. 43.
“Carolíngio” é o termo que designa a dinastia fundada por Carlos Magno. 
72
Apresentação 8
Reorganização social: feudalismo
A formação da Europa medieval
A sociedade feudal 
O poder da terra 
O senhorio 
Os camponeses
O poder da Igreja Católica
Economia feudal 
Transformações na Europa feudal 
Desenvolvimento de cidades e do comércio
Novidades tecnológicas e renascimento comercial 
73
O que é a Idade Média?
Alta Idade Média
Do século V ao X. 
Alta Idade Média
Do século XI ao XV. 
74
Marco inicial: a queda do Império Romano do Ocidente, em 476. 
Até décadas atrás, era denominada “Idade das Trevas”. 
Quando surgiram algumas das atuais nações europeias. 
Quando apareceram algumas línguas atualmente faladas. 
Marco final: a conquista de Constantinopla em 1453. 
A terra
75
Nos reinos germânicos, grande parte da população vivia no campo. 
Comércio era limitado, assim como a circulação de moedas. 
Sua propriedade recebia o nome de feudo.
 
A posse da terra tornou-se o principal símbolo de poder e riqueza. 
Os donos da terra eram nobres conhecidos como senhores feudais, que pertenciam à nobreza. 
A sociedade feudal 
A sociedade feudal era rigidamente hierarquizada.
Dividia-se em três grupos, justificados pelos teóricos da Igreja. 
Marcada pelo ausência de poder centralizado. 
Os reis eram mais um senhor feudal. 
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Nobreza: formada por reis, condes, marqueses, duques e barões. Dedicava-se à guerra e à defesa de seus territórios. 
Clero: formado por membros da Igreja (alto clero e baixo clero).
Camponeses: formados pelos servos, que trabalhavam nas terras do senhor, pelos vilões e pelos escravos. 
O senhorio 
Sociedade feudal era dominada por grandes proprietários de terras com poderes econômicos e políticos. Esses proprietários estabeleciam relações entre eles. 
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Suserano
Doava as terras ao vassalo e dividia com ele os espólios de guerra. 
Em troca, contava com a fidelidade e a prestação de obrigações por parte de seu vassalo.
Vassalo
Nobre que se vinculava a outro nobre mais poderoso.
Em troca, recebiam proteção e terras. 
O poder da Igreja Católica 
Ao longo da Idade Média, a Igreja passou a acumular poderes político, econômico e cultural. 
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Igreja e Política
Assessores e funcionários administrativos dos reis. 
Acúmulo de bens pela Igreja Católica
Domínio cultural 
Educação dos filhos da nobreza por religiosos. 
Muitas pessoas deixavam suas heranças à Igreja, favorecendo seu enriquecimento. 
Abadias e monges, centros de cultura letrada.
Presença de religiosos e capelas nos feudos. 
Os camponeses
Constituíam 80% da população.
Trabalhavam para os membros da nobreza e do clero. 
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Grupos que pertenciam à classe dos camponeses. 
Escravos: herança dos tempos romanos, seu número diminuiu ao longo da Idade Média.
Servos: estavam ligados à terra onde trabalhavam, mas essa terra não lhes pertencia.
Vilões: camponeses livres que entregaram suas terras a um senhor feudal em troca de proteção. 
A economia feudal 
O feudo era uma unidade produtora que tinha a agricultura como base da economia. 
No entanto, praticava-se o artesanato e o pequeno comércio. 
Quase tudo de que seus moradores necessitassem era produzido nos feudos.
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Manso senhorial
Terra em que os servos cultivavam produtos agrícolas para os senhores.
Manso servil
Servos podiam cultivar essa terra, mas parte do que era produzido era entregue ao senhor.
Nos feudos
Camponeses trocavam produtos entre si. 
Pecuária era importante nos feudos. 
Artesanato era praticado por profissionais como ferreiros e tecelões. 
Baixa Idade Média 
Após a onda de invasões estrangeiras, entre os séculos VIII e X, teve início um período de paz e de maior estabilidade. 
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Rotação trienal de culturas nas áreas agrícolas.
Substituição dos arados romanos pelas charruas. 
Introdução do cavalo para puxar o arado.
Melhoria no sistema de atrelagem do animais. 
Difusão dos moinhos movidos pela água ou pelo vento.
Crescimento populacional a partir dos anos 1000. 
Expansão das cidades e do comércio 
Expansão das cidades 
Revigoramento do comércio
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Crescimento da população dos burgos entre 1150 e 1340.
Aumento das corporações de ofício, cujos membros eram considerados livres.
Abandono dos feudos por servos que se dirigiam às cidades.
Aumento da produção agrícola e artesanal possibilitou um maior revigoramento do comércio.
Inicialmente, os burgueses ocupavam uma posição social intermediária. 
Posteriormente, tiveram condições de prosperar e enriquecer.
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