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BORRACHAS 
E SEUS 
ADITIVOS 
Componentes, Influências 
e Segredos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÉLYO CAETANO GRISON 
EMILTON JUAREZ BECKER 
ANDRÉ FRANCISCO SARTORI 
BORRACHAS 
E SEUS 
ADITIVOS 
Componentes, Influências 
e Segredos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porto Alegre 
2010 
 
 
© Copyright de 
Élyo Caetano Grison 
1ª edição: 2010 
 
 
Colaboradores: 
Emilton Juarez Becker 
André Francisco Sartori 
 
 
Capa: 
Sten Comunicação 
 
 
Editoração: 
editor@suliani.com.br 
F. (51) 3384.8579 
 
 
 
 
ISBN: 978-85-60776-53-5 
 
 
 
 
 
 
 
 
CYA 
Soluções Químicas 
cya.com.br 
Fone: +(55) (51) 3205.3535 
Fax: +(55) (51) 3205.3500 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R. Veríssimo Rosa, 311 
90610-280 – Porto Alegre, RS 
Fone/fax: (51) 3384.8579 
www.letraevida.com.br – suliani@letraevida.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Senhor te abençoe e te guarde; 
O Senhor faça resplandecer 
o seu rosto sobre ti, 
e tenha misericórdia de ti; 
O Senhor levante sobre ti o seu rosto, 
e te dê a paz. 
 
Números 6, v 24-26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
O conhecimento humano atual é fruto de um trabalho acumulado ao 
longo dos séculos, em que pessoas das mais diferentes nacionalidades têm 
contribuído para o aprimoramento deste acervo, o qual deve estar disponível 
a todos que buscam soluções para os problemas da humanidade. 
Lendo a história da ciência, verifica-se que milhares de pensadores 
contribuíram com o pouco ou o muito que puderam, o que permitiu que 
ocorressem os grandes avanços do conhecimento humano. 
Após essas leituras, estou convencido de que não basta apenas adquirir 
conhecimentos, é necessário disponibilizá-los para que todos possam ter acesso 
a fim de melhorar seu aprendizado e tornar seu trabalho mais profícuo. 
Neste sentido, após mais de 40 anos envolvido com a indústria da bor-
racha, verifico ter atingido um bom nível de conhecimento neste setor, que 
desejo partilhar com todos os interessados. 
Hoje, com a facilidade que a informática disponibiliza, as informações 
desejadas tornaram-se acessíveis a quem as desejar. Contudo, informação 
não é tudo, pois ela só adquire valor quando decodificada (entendida) e 
posta em prática – o que significa transformá-la em conhecimento – que é o 
que realmente tem valor. 
Como sozinho é muito difícil produzir algo de real valor, muito cedo 
aprendi que para ser melhor é necessário juntar-se aos melhores. 
Por isso, logo que o esboço deste trabalho ficou delineado, procurei 
parceiros entre os melhores em atividade no mercado. O resultado desta 
parceria está em suas mãos. 
O objetivo desta obra é facilitar o acesso a informações da área de e-
lastômeros, de um modo resumido e direto quanto aos tópicos abordados, 
selecionados pelas experiências profissionais vividas neste setor. Assim, 
este trabalho não pretende ter ou indicar as soluções para os problemas da 
industrialização da borracha e sim indicar produtos e suas respectivas 
características, aplicações, fornecedores além de preservar o histórico de 
fabricantes e de marcas comerciais atuais e antigas. Muitas informações 
certamente serão de grande utilidade, e por isso estamos oferecendo aquilo 
que nos parece ser bom. Porém é necessário que cada profissional busque 
conhecer a fundo cada necessidade específica através de outras obras es-
pecializadas complementares. 
 
Porto Alegre, abril de 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
I – Elastômeros ou Borrachas / 21 
1 – Elastômero Natural – NR / 22 
2 – Elastômero de Estireno-Butadieno – SBR / 23 
3 – Elastômero de Polibutadieno – BR / 24 
4 – Elastômero de Etileno-Propileno – EPDM / 25 
 Polinorborneno / 26 
5 – Etileno-Vinil-Acetato – EVA / 27 
6 – Elastômero Butílico – IIR / 28 
7 – Elastômero Bromobutílico – BIIR / 28 
8 – Elastômero Clorobutílico – CIIR / 29 
9 – Elastômero de Policloropreno – CR / 29 
10 – Polietileno Clorado – CPE / 30 
11 – Polietileno Clorossulfonado – CSM / 31 
12 – Elastômeros de Acrilonitrila-Butadieno – NBR / 31 
13 – Elastômero Poliacrílico – ACM/EAM / 33 
14 – Elastômeros de Silicone – MQ / 33 
15 – Fluoroelastômeros – FKM / 35 
16 – Regenerado – Borracha Regenerada / 35 
17 – Regenerado Butil / 36 
18 – Elastômero de Poliuretano – PUR / 36 
19 – Elastoplásticos ou Elastômeros Termoplásticos – TPE / 37 
20 – Elastômeros Epicloridrina – CO / ECO / GECO / 38 
 
II – Tipos de Aditivos / 41 
1 – Abrasivos / 42 
2 – Aceleradores de Vulcanização / 43 
3 – Adesivos Metal-Borracha / 45 
4 – Agentes Antirreversão / 46 
5 – Agentes de Coesão / 46 
6 – Agentes de Cura / 47 
7 – Agentes de Escoamento – Flow / 48 
8 – Agentes de Pegajosidade – Tackfiers / 48 
9 – Agentes Hidrofílicos (Liófobos) / 49 
10 – Agentes Hidrofóbicos (Liofílicos) / 49 
 
 
11 – Amolecedores ou Softners / 50 
12 – Antichama / 50 
13 – Antiestáticos / 53 
14 – Antimigrantes / 53 
15 – Antioxidantes / 54 
16 – Antiozonantes / 55 
 Classificação Química / 56 
17 – Aromatizantes / 56 
18 – Ativadores / 57 
19 – Auxiliares de Processo / 59 
20 – Branqueadores óticos / 59 
21 – Cargas / 60 
22 – Coagentes de Cura Peroxídica / 62 
 Dosagem / 62 
23 – Desmoldantes / 63 
24 – Doadores de Enxofre / 64 
25 – Endurecedores / 65 
26 – Estabilizadores Dimensionais / 66 
27 – Estabilizantes Térmicos / 66 
28 – Expansores / 67 
29 – Factis ou Fátices / 68 
30 – Fibras / 68 
31 – Homogeneizadores / 69 
32 – Dispersantes / 70 
33 – Inibidores / 70 
34 – Isolantes Elétricos / 71 
35 – Lubrificantes / 72 
36 – Microbiocidas / 72 
37 – Mistura-padrão / 73 
38 – Neutralizadores de Acidez / 74 
39 – Normas de Controle de Qualidade / 75 
40 – Peptizantes / 78 
41 – Peróxidos Orgânicos / 79 
42 – Pigmentos / 82 
43 – Plastificantes / 83 
44 – Retardadores / 84 
45 – Silanos / 85 
46 – Solventes / 94 
 
 
 
III – Produtos / 97 
1 – Ácido Benzoico / 98 
2 – Ácido Esteárico / 98 
3 – Adesivo Metal-Borracha / 99 
4 – Alumina: Al2O3 . 6H20 / 99 
5– Aminox / 99 
6 – Asfalto / 100 
7 – Baquelite / 100 
8 – Bentonita Sódica / 100 
9 – BHT / 101 
10 – Bisfenol A / 101 
11 – Breu / 101 
12 – Carbonato de Cálcio – CaCO3 / 102 
13 – Carbeto de Silício / 103 
14 – Caulim / 103 
15 – CBS – N-Ciclohexil-Benzotiazil-Sulfenamida / 103 
16 – Cera de Carnaúba / 104 
17 – Cera de Polietileno / 104 
18 – Cortiça / 105 
19 – Dessecantes / 105 
20 – Diatomita / 106 
21 – Dióxido de Silício – SiO2 / 106 
22 – Dióxido de Titânio – TiO2 / 108 
23 – Dolomita / 109 
24 – Di-Octil-Ftalato – DOP / 109 
25 – Difenil-Guanidina – DPG / 109 
26– Ebonite / 110 
27 – Elementos Restritos / 110 
28 – EMCA Sol – quantiQ / 115 
29 – Enxofre – S / 116 
 Enxofre Insolúvel / 117 
30 – Estearato de Potássio / 118 
31 – Estearato de Sódio / 118 
32 – Estearato de Zinco / 118 
33 – ETU – Etileno Tiureia / 118 
34 – Farinha de Madeira / 119 
35 – Grafite em Pó / 119 
36 – HMT – Hexametileno Tetramina – Urotropina / 120 
37 – Kezadol / 120 
38 – Litargírio – PbO / 121 
 
 
39 – Litopônio / 121 
40 – MBS – 2-Morfolinotiobenzotiazol / 121 
41 – MBT – Mercaptobenzotiazol / 122 
42 – MBTS – Dissulfeto de Benzotiazila / 123 
43 – Mica / 124 
44 – Mínio – Pb3O4 / 124 
45 – Negros de Fumo – Carbon Black / 124 
46 – Nonox OD / 130 
47 – Octamine / 130 
48 – Óleo Plastificante Aromático / 131 
49 – Óleo Plastificante Parafínico / 131 
50 – Óleo Plastificante Naftenico / 132 
51 – Óleo de Rícino / 133 
52 – Óleo de Silicone / 133 
53 – Óleo Essencial de Pinho / 133 
54 – Óxido de Cálcio – CaO / 133 
55 – Óxido de Ferro – FeO / 134 
56 – Óxido de Magnésio – MgO / 135 
57 – Óxido de Zinco – ZnO / 136 
58 – Parafina / 137 
59 – Parafina Clorada / 137 
60 – Polietileno Glicol – PEG / 137 
61 – Pentaeritritol / 138 
62 – Plastificantes / 138 
63 – Plastificantes Poliméricos / 139 
64 – Pó de Borracha / 139 
65 – Pó de Teflon / 140 
66 – Quartzita – Pó de Quartzo Micronizado / 140 
67 – Resina Fenólica Reativa (tipo Novolaca) / 141 
68 – Resina Fenólica Não Reativa / 141 
69 – Resina de Cumarona Indeno / 141 
70 – Resina Taquificante / 142 
71 – PVI – Inibidor de Vulcanização / 142 
72 – S-6H / 143 
73 – Sillitin / 143 
74 – Struktol A-60 / 143 
75 – Struktol SU-95 / 144 
76 – Struktol WB-212 / 144 
77 – Struktol WB-300 / 144 
78 – Struktol WB-700 / 144 
 
 
79 – Struktol WB-900 / 1144 
80 – TAC Coagente / 145 
81 – TAIC Coagente / 145 
82 – Talco / 145 
83 – TETD / 147 
84 – THOR MD / 147 
85 – TMTD / 148 
86 – TMTM / 149 
87 – TRIM Coagente / 149 
88 – TSH – Tolueno-Sulfonil-Hidrazida / 150 
89 – OBSH – Oxibis-Benzeno-Sulfonil-Hidrazida / 150 
90 – Unilene / 150 
91 – Urotropina – HMT / 151 
92 – Vaselina / 151 
93 – Vulcacel BN 94 – DNPT / 151 
94 – Vulcatard A / 152 
95 – Vulcanox 4020 – 6PPD / 152 
96 – ZBDC / 152 
97 – ZDEC / 153 
98 – ZMBT / 154 
99 – ZMDC / 155 
100 – ZBEC / 155 
 
IV – Informações Gerais / 159 
1 – Densidade / 160 
2 – Correlação de ensaios entre normas / 162 
3 – Características dos Fluidos para ensaios ASTM D-471 / 163 
4 – Fatores de conversão de unidades / 163 
5 – Condutividade Térmica / 164 
6 – Transporte de Produtos Químicos Perigosos / 164 
7 – Propriedades físico-químicas dos elastômeros / 165 
8 – Tabela Periódica dos Elementos / 168 
9 – Tabela de temperaturas de trabalho dos elastômeros / 169 
 
V – Siglas e Símbolos / 173 
 
VI – Marcas Comerciais / 183 
 
VII – Referências / 203 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 21 
 
I 
 
 
ELASTÔMEROS 
OU 
BORRACHAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesta primeira parte apresentamos os elastômeros mais comumente 
utilizados, tipos, características, para facilitar a escolha correta 
de acordo com a aplicação pretendida. 
 
22 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 01 Elastômero Natural – NR 
 
Nome usual: Borracha Natural 
A borracha natural é o único elastômero extraído de fonte perene, a 
seringueira: Hevea brasiliensis. 
Todas as demais são borrachas sintéticas, obtidas a partir, em sua 
maioria, de derivados do petróleo. Seguem no quadro abaixo os tipos 
mais comuns de borracha natural. Além destes, existem muitos outros 
tipos disponíveis no mercado. 
Para maiores informações consultar norma NBR 11.597 disponível 
no site da ABNT (www.abnt.org.br). 
 
Padrões Brasileiros 
GEB Granulado Escuro Brasileiro 
CEB Crepe Escuro Brasileiro 
GCB Granulado Claro Brasileiro 
CCB Crepe Claro Brasileiro 
Padrões Internacionais 
RSS-1 
 
SAR 
Ribbed Smoked Sheet (Retalhos de Folha Fumada) 
 
Standard African Rubber (Borracha Natural Padrão Africa) 
SIR Standard Indonesian Rubber (Borracha Natural Padrão Indonésia) 
SMR Standard Malaysian Rubber (Borracha Natural Padrão Malásia) 
SSR Standard Singapore Rubber (Borracha Natural Padrão Singapura) 
SVR 
 
Standard Vietnam Rubber (Borracha Natural Padrão Vietnam) 
 
TSR Technically Specified Rubber (Borracha Natural Tecnicamente Especificada) 
TTR Thailand Technically Specified Rubber 
Quadro 1 – Tipos de borracha natural mais comuns no mercado. 
 
A borracha natural é a mais elástica, chegando a atingir alongamento 
de 900% em relação ao comprimento inicial. 
A flexibilidade e resiliência são outras propriedades características. 
Juntando à borracha natural uma boa percentagem de polibutadieno se 
consegue os melhores valores de resiliência, que é a capacidade de de-
volver energia mecânica recebida. 
 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 23 
A NR não resiste aos derivados de petróleo (solventes, óleos, com-
bustíveis, lubrificantes) nem ao ozônio, à radiação solar (UV) e ao in-
temperismo (luz, variação de temperatura, gases, poeiras, umidade). 
A faixa de temperatura que o produto de borracha natural suporta vai 
de -20°C a +70°C. A vulcanização é feita a 145°C. A temperaturas aci-
ma desta, o material decompõe-se formando resíduo pegajoso. Para evi-
tar esse fenômeno, basta adicionar 20 partes de polibutadieno, podendo-
se assim trabalhar sem problemas com temperaturas até 150°C. 
Por sua alta insaturação (sítios reativos), requer alto teor de enxofre 
(2,5 phr) e baixa dosagem de acelerador (1 phr) para obter bom nível de 
vulcanização. 
A borracha natural é compatível com a maioria dos elastômeros ou 
borrachas. 
As melhores propriedades mecânicas da borracha ocorrem quando 
ela tem a menor aditivação de componentes. 
Quanto maior a quantidade de produtos a ela incorporados menor a sua 
resistência, resiliência, flexibilidade e elasticidade. Como ela se degrada 
facilmente sob o efeito da luz e do calor, esta é aditivada com agentes de 
proteção: antioxidantes e antiozonantes que garantem longa durabilidade. 
 
 
 02 Elastômero de Estireno-Butadieno – SBR 
 
Nome usual: SBR 
O Elastômero de SBR é sintético, mas é bastante parecido com a 
borracha natural, embora menos elástico, é mais homogêneo. 
A vulcanização é feita a temperaturas que vão desde 120°C a 170°C. 
A dosagem normal de enxofre é de 2,0 phr e de 1,5 a 2,0 phr de ace-
lerador. 
A melhoria das propriedades físico-mecânicas é obtida com a adição de 
cargas reforçadoras: negros de fumo das séries 200 e 300 e sílicas precipitadas. 
O SBR é compatível com a maioria dos elastômeros, ou seja: mistu-
ra bem com outros tipos de borracha. 
O SBR não resiste a derivados de petróleo, ozônio, radiação UV. 
A faixa de temperatura para uso normal vai de -5°C a +75°C. 
É a borracha mais consumida no mundo porque é utilizada na fabri-
cação da maior parte de pneus, além de grande quantidade de artefatos 
para as mais variadas aplicações. 
 
24 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A borracha SBR é obtida pelo processo de emulsão e por isso pode 
conter um teor de umidade de até 0,5%. 
Quando obtida pelo processo em solução é identificada como SSBR 
e não contém umidade. 
SBR 1502  SSBR 4525 
SBR 1712  SSBR 4525A 
Os SBR e SSBR comuns apresentam aproximadamente 23% de esti-
reno e 77% de butadieno. 
Produtos com alto teor de estireno apresentam combinação inversa: 
S-6H tem 83% de estireno e apenas 17% de butadieno. 
 
Marcas comerciais: Elastômero Estireno-Butadieno 
Produto Fabricante 
Krylene Bayer (atualLanxess) 
Polysar Bayer (atual Lanxess) 
Krynol Bayer (atual Lanxess) 
Buna SE Lanxess 
Cariflex SBR Shell 
Duradene Firestone 
Hycar B. F. Goodrich 
Nitrigum Nitriflex (grau alimentício) 
Nitrisum Nitriflex (grau alimentício) 
Petroflex SBR Petroflex (atual Lanxess) 
Buna SB Dow 
Europrene Enichem (atual Polimeri Europa) 
Arpol PASA 
Polimer ISP 
Quadro 2 – Marcas comerciais: Elastômero Estireno-Butadieno. 
 
 
 03 Elastômero de Polibutadieno – BR 
 
Nome usual: BR 
O polibutadieno é o elastômero mais resiliente, embora suas proprie- 
dades mecânicas sejam discretas. Adicionado à NR melhora a resiliência 
e viabiliza a vulcanização acima de 145°C sem que ocorra a decomposi-
ção da borracha natural. 
Não resiste a derivados de petróleo, ozônio e radiação UV (radiação 
solar). 
 
Elastômeros ou Borrachas 25 
É compatível com NR, SBR, SSBR, CR e NBR. Em alguns tipos de 
misturas que aderem fortemente aos cilindros do misturador aberto, é 
adicionado (10 a 20 partes) para soltar a banda. 
O BR melhora a resistência à abrasão, mas interfere na adesão dimi-
nuindo a coesão. 
Marcas comerciais: Elastômero Polibutadieno BR 
Produto Fabricante 
Ameripol B. F. Goodrich 
Budene Goodyear Chemical 
Buna CB Bayer (atual Lanxess) 
Butarez CTL Phillips Petroleum Co. 
Butofan Basf 
Cariflex BR Shell Química 
Cisdene BR Stauffer 
Coperflex BR Petroflex/Coperbo (atual Lanxess) 
Diene BR Firestone 
Duragene General Tire Rubber Co. 
Europrene Enichem (atual Polimeri Europa) 
Intene Enichem (atual Polimeri Europa) 
JSR-BR Japan Synthetic Rubber Co. 
PET CIS CBR Petrokimya 
Buna CIS Dow 
Quadro 3 – Marcas comerciais: Elastômero Polibutadieno. 
 
 
 04 Elastômero de Etileno-Propileno – EPDM 
 
Nome usual: EPDM 
O EPDM é um elastômero sintético não resistente a derivados de pe-
tróleo, mas resistente a ozônio, intemperismo, radiação UV e temperatu-
ras em condições de trabalho até 140°C. Faixa de temperatura de uso: 
-20°C a +140°C. 
O EPDM é compatível com CR, IIR, BIIR, CIIR, CPE. Para mistu-
rar EPDM com NR ou com SBR usam-se compatibilizantes: asfalto (em 
misturas pretas) ou resina Unilene A 80 (10 phr) em misturas de cor 
clara. Outros homogeneizantes também podem ser utilizados. 
O EPDM é o elastômero com maior capacidade de incorporar car-
gas. A cura pode ser peroxídica (2,5 phr de peróxido puro ou 6,0 phr de 
peróxido 40%) ou com doadores de enxofre. 
A vulcanização (cura com enxofre) é mais viável sempre que o teor de 
ENB (comonômero Etileno-Norborneno) é igual ou maior de 7,5% em peso 
 
26 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
e quando somente há EPDM no composto como elastômero. Quando mis-
turar EPDM com NR ou SBR, a vulcanização ocorre normalmente a 150°C 
com 1,5 phr de MBTS, 0,5 phr de TMTD e 2,0 phr de Enxofre. 
O EPDM requer temperaturas de cura acima de 150°C e normalmente 
é feita entre 160°C e 175°C. Este elastômero, por ter elevado teor de olefi-
nas (polietileno, polipropileno), não apresenta boas características de ade-
são. 
Com a inclusão de CR no composto (15 a 20 partes) este problema 
fica satisfatoriamente resolvido. 
A mistura mais importante feita com EPDM foi desenvolvida pela 
Uniroyal e levou o nome Royaltherm. O Royaltherm é uma mistura de 
EPDM com 40% de Elastômero de Silicone. A cura é feita com peróxi-
do, com ou sem coagente, a 165/175°C. O produto final é resistente ao 
ozônio, intemperismo, UV e temperatura um pouco acima de 150°C. 
Pelo seu elevado teor de poliolefinas (etileno + propileno), tem resis-
tência à ação de vasta gama de solventes usuais, como acetato de etila. 
 
Marcas comerciais: Elastômero EPDM 
Produto Fabricante 
Buna EP Bayer (atual Lanxess) 
Dutral Enichem (atual Polimeri Europa) 
Epcar B.F.Goodrich 
Epsyn Copolymer Rubber 
Esprene Sumitomo 
Keltan DSM 
Nordel Dow 
Royalene Uniroyal (atual Lion) 
Royaltherm Uniroyal (atual Lion) 
Royaltuf Uniroyal (atual Lion) 
Trilene (EPDM líquido) Uniroyal (atual Lion) 
Vistalon Enjay Chem (atual Exxon Mobil Chemical) 
Quadro 4 – Marcas comerciais: Elastômero EPDM. 
 
Polinorborneno 
É um elastômero de elevada massa molar e grande compatibilidade 
com plastificantes e facilmente misturado com outros elastômeros, so-
bretudo do tipo EPDM. 
Tem boas propriedades dinâmicas que possibilitam a obtenção de 
produtos de baixa dureza (15 Shore A). 
Pode ser utilizado na produção de componentes automotivos ou ou-
tras aplicações industriais. 
 
Elastômeros ou Borrachas 27 
Apresenta excelente resistência mecânica, boas propriedades a baixa 
temperatura, baixa deformação, boa resistência a temperaturas até 90°C, 
excelente resistência à água, moderada resistência ao óleo, boa resistên-
cia ao ozônio e excelente adesão ao metal. 
Como aplicação, podem-se citar usos nos segmentos automotivo, 
naval, elétrico, construção civil, calçados e outros. 
No mercado este produto é encontrado sob marca comercial Norso-
rex, sendo o fabricante a NIPPON-ZEON. 
 
 
 05 Etileno-Vinil-Acetato – EVA 
 
Nome usual: EVA 
O EVA pode ser industrializado como plástico (filmes) ou como 
elastômero. Como plástico é adequado para a produção de filmes trans-
parentes, resistentes e impermeáveis (líquidos e gases); à medida que 
aumenta o teor de acetato. Apresenta blocking muito intenso e para di-
minuí-lo mistura-se PEBD, conseguindo-se eliminar quase totalmente o pro- 
blema. Com 0,25 pcr de erucamida, elimina-se completamente o blocking. 
Como elastômero, o EVA é expandido com azodicarbonamida e 
curado com peróxido, sendo utilizado para fabricação de placas para 
calçados, forro para vestuário de inverno, roupas de mergulho, tapetes, 
pisos, pastas, flutuadores, pranchas. 
Nos compostos de NR, SBR e EPDM, uma partição de 20 phr de 
EVA desenvolve no produto uma compactação e brilho final de interesse 
pelo bom visual. 
 
Marcas comerciais: EVA 
Produto Fabricante 
Tritheva Petroquímica Triunfo 
Elvax Du Pont 
Evatane Elf Atofina (atual Arkema) 
Levamelt Bayer (atual Lanxess) 
Levapren Bayer (atual Lanxess) 
Petrothene Poliolefinas (atual Braskem) 
Ultrathene Poliolefinas (atual Braskem) 
Vynathene U.S.T Chemicals 
Copolímero de EVA Braskem 
Copolímero de EVA Quattor (atual Braskem) 
Quadro 5 – Marcas comerciais: EVA. 
 
28 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 06 Elastômero Butílico – IIR 
 
Nome usual: Borracha Butil 
O elastômero butílico começou a ser produzido em 1941 durante a II 
Grande Guerra. Por apresentar alta impermeabilidade ao ar, passou a 
substituir a borracha natural nas câmaras de ar dos pneus. 
Tem baixa resistência mecânica, mas resiste a altas temperaturas. É 
compatível com EPDM. Pode ser curado com peróxido ou vulcanizado 
com doadores de enxofre. Apresenta baixo grau de insaturação, por isso 
sua vulcanização é difícil e exige um sistema fortemente reativo, já que 
seu índice de insaturação vai de 0,7 a 2,2%. 
 
Marcas comerciais: IIR 
Produto Fabricante 
Bucar Cities Service Co. Columbian Div. 
Butyl Rubber Columbian Carbon Co. (1960) 
JSR Butyl JSR Corporation 
Exxon Butyl Exxon Mobil Chemical 
Polysar (atual Lanxess Butyl) Bayer (atual Lanxess) 
Quadro 6 – Marcas comerciais: IIR. 
 
 
 07 Elastômero Bromobutílico – BIIR 
 
Nome usual: Borracha Bromobutil 
A B. F. Goodrich foi a primeira empresa a comercializar a borracha sin-
tética bromobutil, mas ficou inviável no mercado pelos custos de produção. 
Em 1971, a Polysar lançou no mercado a Bromobutyl X2 produzida 
em processo contínuo. 
A BIIR tem baixa permeabilidade ao ar, alta resistência ao ozônio, 
intemperismo e radiação UV. Não apresenta boa resistência a derivados 
de petróleo. 
Ela pode ser curada com 3 phr de óxido de zinco e 7 phr de resina 
SP-1045 da Schenectady/CRIOS. Pode ser vulcanizadacom doadores de 
enxofre a 165°C e tem resistência mecânica intermediária. Pode, ainda, 
ser curada com peróxidos com ou sem coagentes. 
A BIIR é compatível com IIR, CIIR, EPDM, CR. 
 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 29 
Marcas comerciais: BIIR 
Produto Fabricante 
Polysar (atual Lanxess Bromobutyl) Bayer (atual Lanxess) 
Exxon Bromobutyl Exxon Mobil Chemical 
JSR Bromobutyl JSR Corporation 
Quadro 7 – Marcas comerciais: BIIR. 
 
 
 08 Elastômero Clorobutílico – CIIR 
 
Nome usual: Borracha Clorobutil 
A borracha clorobutil foi lançada no mercado em 1960 pela Exxon 
Chemical Company. Ela contém em torno de 1,8% de cloro. Possui as 
mesmas propriedades das outras borrachas butílicas (IIR, BIIR) e pode 
ser curada com peróxido ou vulcanizada com doadores de enxofre. 
Para absorver o cloro lábil, é recomendado incluir um phr de óxido 
de magnésio na fórmula da composição. 
 
Marcas comerciais: CIIR 
Produto Fabricante 
Polysar (atual Lanxess Chlorobutyl) Bayer (atual Lanxess) 
Exxon Chlorobutyl Exxon Mobil Chemical 
JSR Chlorobutyl JSR Corporation 
Quadro 8 – Marcas comerciais: CIIR. 
 
 
 09 Elastômero de Policloropreno – CR 
 
Nome usual: Policloropreno 
Há dois tipos básicos de policloroprenos: 
– tipos de uso geral: industrializados por extrusão, calandragem, in-
jeção, moldagem por compressão. São representados pelas letras G, W e 
T (Du Pont), contratipos, respectivamente 610, 210 e 215 (Lanxess); 
caracterizam-se pela baixa cristalização; 
– tipos adesivos: que são identificados pelas letras AD, AF, CG (Du 
Pont) e C 320, ALX 350 e ALX 253 (Lanxess); se caracterizam pela alta 
cristalização que simula elastômero curado. 
Os policloroprenos resistem bem ao ozônio, intemperismo, radiação 
UV. Resistem regularmente a derivados de petróleo. Podem ser utiliza-
dos em ampla faixa de temperatura: -30°C a + 100°C. 
 
30 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
São compatíveis com NR, BR, SBR, SSBR, NBR, EPDM, IIR, BI-
IR, CIIR. A cura é feita com 5 phr de óxido de zinco, 4 phr de óxido de 
magnésio e 0,25 phr de ETU. A adesão a metal é muito boa e o proces-
samento, relativamente fácil. 
Para obter boa moldagem, basta incorporar 10 a 20 partes de EPDM 
ou elastômero CIIR. 
Exposto ao intemperismo, o CR desenvolve coloração amarelada. 
 
Marcas comerciais: CR 
Produto Fabricante 
Baypren Bayer (atual Lanxess) 
Butaclor Distugil (atual Polimeri Europa) 
Denka Chloroprene Denka U.S. 
Neoprene Du Pont 
Quadro 9 – Marcas comerciais: CR. 
 
 
 10 Polietileno Clorado – CPE 
 
Nome usual: CPE 
O CPE começou a ser comercializado em 1971 pela Dow Chemical 
com o nome Tyrin. O teor de cloro do CPE varia entre 25% e 42%. Au-
mentando o teor de cloro, aumenta o poder de barreira a gases (imper-
meabilidade). 
O CPE é facilmente processado em cilindro pré-aquecido, ou quan-
do for previamente misturado com DOP. Ao formar massa gelatinosa 
homogênea, pode ser processado em misturador aberto. Para absorver o 
cloro lábil, convém incluir na fórmula de composição cerca de 10 phr de 
óxido de magnésio. 
O teor de peróxido 40% é de 8 phr, o que significa 3,2 phr de peró-
xido puro. A cura é feita a 150°C/165°C com ou sem coagente. 
 
Marcas comerciais: CPE 
Produto Fabricante 
Tyrin Dow 
Elaslen Showa Denko Elastomers 
Quadro 10 – Marcas comerciais: CPE. 
 
 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 31 
 11 Polietileno Clorossulfonado – CSM 
 
Nome usual: Hypalon 
Foi em 1952 que a E. I. Du Pont ofereceu ao mercado o Hypalon. Os 
teores de cloro variam entre 23% e 43%. 
O Hypalon apresenta boas propriedades mecânicas e resiste bem ao 
intemperismo, ozônio e UV. É impermeável a gases, tem excelente fle-
xibilidade e resistência à abrasão. Tem propriedades de autoextinção ao 
ser afastado da chama. 
Por causa dos grupos sulfônicos, os cloros na cadeia polimérica são 
menos lábeis do que ocorre em outros polímeros halogenados, por isso 
não desenvolve cor amarela ao ser exposto ao intemperismo. 
Contudo, o Hypalon apresenta um ponto fraco: é atacado por vapor 
de água (a quente). O Hypalon 4085 (36% Cl2) resiste bem a óleos plas-
tificantes aromáticos aquecidos a 100°C, a ácidos oxigenados (HNO3), a 
hidrocarbonetos aromáticos (BTX) e alcoóis. 
Pode ser curado de várias maneiras: aceleradores, Litargírio, Magné-
sio, Pentaeritritol. 
Utilizado na produção de adesivos, exposto ao intemperismo, não al-
tera a cor, desde que estabilizado e protegido contra absorção de água. 
 
 
 12 Elastômeros de Acrilonitrila-Butadieno – NBR 
 
Nome usual: Borracha Nitrílica 
Durante muito tempo foi conhecido pelo nome Buna N. A família de 
elastômeros NBR é muito grande e pode ser vista de várias maneiras. 
I – Diferentes teores de acrilonitrila (ACN): 
Baixo teor ACN<30% 
Médio teor 30% >ACN <40% 
Alto teor ACN>40% 
O teor de ACN responde pela resistência a derivados de petróleo e o 
teor de butadieno responde pela flexibilidade. 
II – NBR Carboxilada: 
XNBR é um NBR carboxilado que tem baixo teor de ACN e apre-
senta melhor resistência à abrasão do que os NBR normais. 
 
32 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
III – NBR Hidrogenada – HNBR: 
Nome usual: Therban 
O elastômero nitrílico hidrogenado (HNBR), além da resistência a 
derivados de petróleo, intemperismo, radiação UV, também apresenta 
resistência a temperaturas elevadas (150°C). 
IV – NBR + PVC 
Os elastômeros nitrílicos são muito compatíveis com PVC e no mer-
cado são comercializados vários tipos. 
 
Marcas comerciais: NBR 
Produtos Fabricantes 
Arnipol Pasa 
Chemigum Goodyear 
Krynac Bayer (atual Lanxess) 
Nipol Zeon 
Nitriflex N Nitriflex 
Nysyn Copolymer Rubber 
Paracryl Uniroyal (atual Lion) 
Perbunan Bayer (atual Lanxess) 
Thoran Petroflex (atual Lanxess) 
Europrene N Polimeri Europa 
JSR N JSR Corporation 
NBR LG Chem Ltd 
Nancar Nantex Industry Co. 
Quadro 11 – Marcas comerciais: NBR. 
 
 
Marcas comerciais: NBR/PVC 
Produtos Fabricantes 
Arnipol OZO Pasa 
Nitriflex N. 7400 N. 7800 Nitriflex 
Thoran N-OZO Petroflex (atual Lanxess) 
JSR N JSR Corporation 
Europrene N-OZO Polimeri Europa 
Nipol Zeon 
Quadro 12 – Marcas comerciais: NBR/PVC. 
 
 
Marcas comerciais: HNBR 
Produtos Fabricantes 
Therban Bayer (atual Lanxess) 
Zetpol Zeon 
Quadro 13 – Marcas comerciais: HNBR. 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 33 
 13 Elastômero Poliacrílico – ACM/EAM 
 
Nome usual: Borracha Poliacrílica 
A borracha poliacrílica tem alta resistência ao calor e a derivados de 
petróleo. Coube à B. F. Goodrich lançá-la no mercado em 1948 com a 
marca comercial Hycar. 
O grau de insaturação é baixo: de 1,0 a 5,0%. A faixa de temperatura 
de uso vai de -40°C a +204°C. 
Resiste bem a ozônio, solventes alifáticos, mas tem baixa resistência 
à tração (7 a 15 MPa, no máximo). 
Marcas comerciais: Borracha Poliacrílica 
Produtos Fabricantes 
Cyanacryl American Cyanamid 
Hicryl (não mais produzida) Petroflex 
Hycar B. F. Goodrich 
Hytemp Zeon 
Vamac Du Pont 
Quadro 14 – Marcas comerciais: Borracha Poliacrílica. 
 
 
 14 Elastômeros de Silicone – MQ 
 
Nome usual: Silicone 
Os elastômeros de silicone caracterizam-se pela resistência à ampla 
faixa de temperaturas, ou seja, de -20°C a +180°C, com eventuais picos 
de 250°C. Não resistem a derivados de petróleo, álcalis e ácidos concen-
trados, mas resistem bem ao intemperismo, ozônio, radiação UV e tem-
peraturas elevadas. 
Os silicones têm propriedades mecânicas intermediárias (10MPa) e 
são adequados para produtos em contato com alimentos. São curados 
com peróxidos do tipo: peróxido de dicumila; 2,5 – Dimetil – 2,5 Di 
(terc-butil-peróxido) hexano; peróxido de Di (2,4-dicloro-benzoila). A 
dosagem usual é em torno de 0,8 phr, mas com peróxidode Di (2,4-
dicloro-benzoila) a dosagem pode ser menor. 
A pós-cura é feita a 200°C durante aproximadamente uma hora para 
eliminar resíduos da reação de cura e torná-los inodoros, insípidos e não 
tóxicos, portanto, adequados para contato com alimentos. 
Como aditivos de SBR e EPDM, os silicones melhoram o escoamen-
to, o aspecto e o acabamento superficial. São fornecidos em diversas 
durezas, que variam de 20 a 80 Shore A. 
 
34 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
O desmoldante para silicone é um tensoativo (do tipo lava-louças). 
Aplicando emulsão de silicone ao molde, o composto tende a aderir, 
para tanto são utilizados semipermanentes adequados para este fim. 
Nas moléculas de borracha de silicone, a presença dos grupos metil 
e silanol são fundamentais, no entanto, a substituição de pequena quan-
tidade dos grupos metil por grupos fenil e/ou vinil e/ou flúor pode gerar 
famílias de silicones com diferentes variações de propriedades. 
Os Fluoro-silicones apresentam excelente resistência a hidrocarbo-
netos, combustíveis, óleos sintéticos e minerais, graxas e todos tipos de 
fluidos hidráulicos. A temperatura típica de operação atinge faixa de 
-60°C a 180°C, ou 250°C intermitentes. É largamente utilizado para 
selos estáticos em sistemas de combustível aeroespacial. Sua maior utili-
zação é limitada por causa da alta permeabilidade a gases, baixa resis-
tência à tensão de ruptura e pobre resistência ao rasgo e à abrasão. 
A ASTM estabeleceu a seguinte designação para os elastômeros de 
silicone: 
– MQ = Metil-Silicone; 
– VMQ = Vinil-Metil-Silicone; 
– PMQ = Fenil-Metil-Silicone; 
– PVMQ = Fenil-Vinil-Metil-Silicone; 
– FVMQ = Fluoro-Vinil-Metil-Silicone. 
 
Marcas comerciais: Silicone 
Produtos Fabricantes 
Silicone Guandong Charming Co, Ltd. 
Baysilone Bayer 
Elastosil Wacker 
Powesil Wacker 
Rhodorsil Rhodia (atual Bluestar Silicones) 
RTV GE (atual Momentive) 
HT-1 Aditivo para altas temperaturas Dow Corning 
Silastic Dow Corning 
Silcoset ICI 
Silicone SWS Siliconer Corp. 
Silicone Union Carbide 
Silmate GE (atual Momentive) 
Silopren Bayer 
Sylgard Dow Corning 
Tufel GE (Grau alimentício) 
Silicone KE Shin-Etsu Silicones 
Quadro 15 – Marcas comerciais: Silicone. 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 35 
 15 Fluoroelastômeros – FKM 
 
Os fluoroelastômeros são especiais por apresentarem excepcional 
desempenho frente a severas condições de uso. Resistem a derivados de 
petróleo, temperaturas elevadas (200°C), meio agressivo (ácido). Não 
curados, são solúveis em ésteres e cetonas. 
Os agentes de cura normalmente vêm incorporados ao elastômero. 
Temperatura de cura: 170/180°C e pós-cura: 200°C (de 1 a 72 horas) 
conforme o caso. A pós-cura é importante porque, além de eliminar re-
síduos da reação, alivia tensões internas do produto, aprimorando suas 
propriedades para melhor desempenho em sua utilização. 
Faixa de temperatura: -40°C a +200°C. A carga mais utilizada é o 
Negro de Fumo Thermax N-990. A Columbian também produz um Ne-
gro de Fumo CD 7061 para esta aplicação. 
 
Marcas comerciais: Fluoroelastômeros 
Produtos Fabricantes 
FKM 3F 
Levatherm Lanxess 
Aflas Asahi Glass Co. 
Dyneon 3M 
Fluorel 3M 
Gabroflon Solvay 
Tecnoflon Solvay 
Viton Du Pont 
Quadro 16 – Marcas comerciais: Fluoroelastômeros. 
 
 
 16 Regenerado – Borracha Regenerada 
 
Os pneus velhos até pouco tempo se constituíam em lixo muito incô-
modo. Hoje, com o desenvolvimento de unidades de reciclagem, eles se 
constituem numa fonte inesgotável de matéria prima de consumo garantido. 
O pneu reduzido a pó (pó de pneu) é utilizado como carga em com-
postos moldados por compressão. 
Graças aos novos sistemas de regeneração, o pó é tratado quimica-
mente, podendo recuperar parte do elastômero, o qual representa em 
torno de 45% em peso no pneu. O regenerado é um material de baixo 
custo que pode ser utilizado na produção de novos artefatos, desde que 
não tenham contato com alimentos. 
 
36 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
O regenerado, com o novo sistema de vulcanização, atinge normal-
mente 60 Shore A de dureza. 
A caracterização mais importante do Regenerado é o RHC – Rubber 
Hydrocarbon Content, ou seja, teor de hidrocarbonetos borracha, pois o 
óleo plastificante, embora seja hidrocarboneto, não pode ser considerado 
borracha. 
Um bom regenerado precisa ter um RHC de pelo menos 45%. Em 
alguns casos, o regenerado se constitui em excelente aditivo para pro-
mover a estabilidade dimensional do produto. 
 
 
 17 Regenerado Butil 
 
O Regenerado Butil é obtido através da reciclagem de câmaras de ar. 
Não é um material compatível com SBR, porém, em mistura com 
EPDM, além de ser altamente compatível, melhora as propriedades em 
relação à resistência ao calor. 
Por ser um material com quase nenhum sítio ativo, é utilizado como 
carga em composição de EPDM. Embora o aspecto visual indique que se 
trata de material bem refinado, não significa que propicie perfis extrusa-
dos lisos. 
Além de conferir boas propriedades de resistência ao calor, ozônio, 
radiação UV, ainda contribui para a estabilidade dimensional do produto 
acabado. 
 
 
 18 Elastômero de Poliuretano – PUR 
 
Nome usual: PU 
Há dois tipos de PU elastômero: poliéter e poliéster. As diferenças 
não são muito pronunciadas. 
O PU apresenta alta resistência à tração, à abrasão, aos derivados de 
petróleo, ozônio e intemperismo. 
O PU é atacado por álcalis concentrados a frio e álcalis diluídos a 
quente. A adesão a metal é excelente se o metal for fosfatizado com 
fosfato ferroso e pintado com adesivo Ty Ply da Lord ou um contratipo. 
A cura pode ser feita com peróxido de dicumila com ou sem coagen-
te a 170°C/180°C. Temperatura de uso menor de 100°C. 
 
Elastômeros ou Borrachas 37 
Marcas comerciais: PU 
Produtos Fabricantes 
Adiprene Uniroyal (atual Chemtura) 
Millathane TSE Industries, Inc. 
Urepan Bayer 
Vibrathane Uniroyal (atual Chemtura) 
Quadro 17 – Marcas comerciais: PU. 
 
 
 19 Elastoplásticos ou Elastômeros Termoplásticos – TPE 
 
Os elastoplásticos ou elastômeros termoplásticos são produtos in-
termediários entre os elastômeros convencionais e os plásticos. 
Os primeiros TR – Thermoplastic Rubber – surgiram timidamente há 
muitos anos e, através de trabalhos persistentes de muitas empresas, foram 
evoluindo e ganhando espaço, de tal modo que hoje ocupam um amplo 
campo em aplicações antes feitas com borrachas ou com plásticos. 
Pela sua versatilidade (muitos tipos) e pelo processamento mais 
simples, os elastômeros termoplásticos estão ampliando cada vez mais o 
seu campo de aplicação. 
O grande problema que esses materiais enfrentavam era o custo ele-
vado, contudo, considerando que os processos tradicionais oneram de-
masiadamente a planilha de custos, verificou-se que, embora o preço da 
matéria-prima seja maior, há uma compensação satisfatória no processo 
de transformação, que viabiliza técnica e economicamente a utilização 
desses materiais. 
Há no mercado uma ampla gama de produtos que vão desde: 
– Copoliésteres: como COPA (copolímero de poliéster); 
– Copolímeros em bloco de poliéteres: do tipo PEBA (poliéter poli-
amida), poliuretânicos do tipo TPU (poliuretano termoplástico) e polia-
mida; 
– Copolímeros em bloco de estireno: como SBS (estireno-butadieno-
estireno), SEBS (estireno-etileno-butadieno-estireno), SEPS (estireno-
etileno-propileno-estireno), SIS (estireno-isopreno-estireno), SEP (esti-
reno-etileno-propileno); 
– Poliolefínicos: não reticulados do tipo TPO (termoplástico poliole-
fínico) e reticulados do tipo TPV (termoplásticos vulcanizáveis), exem-
plo EPDM/PP; NBR/PP; NR/PP. 
– PVC plastificado e ligas (blendas) de PVC. 
 
38 Grison, Becker, Sartori  Borrachase seus aditivos 
 20 Elastômeros Epicloridrina – CO / ECO / GECO 
 
Os elastômeros identificados pela ASTM D2000 sob a sigla CO são 
homopolímeros da epicloridrina: 
 
 
 
 
 
Já os identificados pela sigla ECO são copolímeros da epicloridrina 
com o óxido de etileno: 
 
 
 
 
 
O terpolímero formado pela epicloridrina com óxido de etileno e um 
terceiro monômero a ASTM D2000 identifica-o como GECO: 
 
 
 
 
 
As propriedades físicas destes elastômeros se mantêm boas em am-
pla faixa de temperatura (-30°C a +135°C). 
Esses elastômeros são mais impermeáveis aos gases de que os elas-
tômeros butílicos. 
As demais características se mantêm intermediariamente às dos elas-
tômeros de acrilonitrila (NBR), policloropreno (CR) e poliacrílicas 
(ACM/AEM). 
Apresentam boa resistência ao intemperismo e mantêm a alta resi- 
liência e flexibilidade a baixas temperaturas, por isso são apropriados 
para aplicações onde os graus de exigências são vários simultaneamente. 
 
Marcas comerciais: Elastomeros Epicloridrina 
Produtos Fabricantes 
Hydrin Zeon 
Herclor Hercules 
Epichlomer Daiso Co. 
Quadro 18 – Marcas comerciais: Elastômeros de Epicloridrina 
 
 
Elastômeros ou Borrachas 39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Aditivos 41 
 
II 
 
 
TIPOS 
DE 
ADITIVOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os produtos que podem ser utilizados na elaboração de uma fórmula 
de composição de borracha são tantos que para assegurar a obtenção 
de melhores resultados foram reunidos em grupos de acordo 
com a função principal que desempenham no composto. 
O mesmo aditivo pode ter várias funções e para saber como tirar melhor 
proveito é necessário conhecê-los muito bem. Ganha mais quem é 
competente, isto é, quem consegue mais qualidade com menor custo. 
 
42 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 01 Abrasivos 
 
Abrasivo é todo material que pode provocar desgaste por atrito. Os 
abrasivos estão por toda a parte e são utilizados para lixar, esmerilhar, 
polir, rebaixar, asperar, remover controladamente porções indesejáveis 
num produto. 
Os abrasivos naturais mais comuns são: o diamante, o carbeto de si-
lício, a areia, pó de safira, quartzo, trípoli, pedra-pomes, os dióxidos de 
silício, o óxido de alumínio e muitos outros mais. 
Quanto mais duro (resistente) o abrasivo, maior a vida útil do poli-
dor. A tenacidade (friabilidade: quebra durante utilização) tem relação 
com a durabilidade do produto. 
As variáveis do abrasivo dizem respeito à dureza, tamanho, forma e 
textura superficial, bem como às características de fratura e concentra-
ção no aglomerante. 
Os tamanhos de partícula (granulometria) são especificados pela 
ANSI (American National Standard Institute – Instituto Nacional Ame-
ricano de Padrões) e pela FEPA (Fédération Europeenne dês Abrassifs – 
Federação Europeia de Produtos Abrasivos). 
A ANSI mede a granulometria pelo número de fios por polegada de 
peneira. Assim quando se tem ANSI # 100 significa que a peneira tem 
100 fios por polegada linear tanto na urdidura como na trama. 
A FEPA # 100 significa que a peneira tem 100 furos por polegada 
linear tanto na trama como na urdidura. 
Granulometrias maiores proporcionam maior vida útil e maior abra-
sividade. A granulometria mais fina admite tolerâncias menores e me-
lhor acabamento superficial. 
 
 
 
Tipos de Aditivos 43 
Tamanho médio das partículas Malha da peneira 
Mesh ou # mm μm nm Angstrons 
20 0,85 850 850.000 8.500.000 
40 0,40 400 400.000 4.000.000 
60 0,25 250 250.000 2.500.000 
80 0,20 200 200.000 2.000.000 
100 0,15 150 150.000 1.500.000 
140 0,10 100 100.000 1.000.000 
200 0,075 75 75.000 750.000 
250 0,060 60 60.000 600.000 
300 0,050 50 50.000 500.000 
350 0,040 40 40.000 400.000 
400 0,035 35 35.000 350.000 
500 0,025 25 25.000 250.000 
1000 0,015 15 15.000 150.000 
Tabela 1 – Abrasivos: malha da peneira x tamanho das partículas. 
 
 
 02 Aceleradores de Vulcanização 
 
Aceleradores são substâncias que se adicionam às composições de 
borracha para aumentar a velocidade de vulcanização ou diminuir o 
tempo necessário para atingir o índice satisfatório de cura. Este é o con-
ceito tradicional. 
Atualmente pode-se dizer que os aceleradores de vulcanização são 
substâncias adicionadas às composições de elastômeros para controlar a 
reação de modo a obter um índice satisfatório de cura, no tempo e tem-
peratura desejada, melhorando as propriedades físico-mecânicas. 
Os aceleradores são classificados de acordo com a sua composição 
química e/ou pela sua velocidade de ação na vulcanização. 
Abaixo segue relação dos aceleradores mais usuais com sua respec-
tiva velocidade de ação. 
 
1 – Mercaptos/Tiazóis (ação média/rápida) 
MBT 2-mercaptobenzotiazol 
MBTS 2,2’-ditiobis (benzotiazol) ou Dissulfeto de benzotiazila 
ZMBT 2-mercaptobenzotiazolato de Zinco 
2 – Sulfenamidas (rápida com ação retardada) 
CBS N-ciclohexil-2-benzotiazolsulfenamida 
TBBS N-tert-butil-di(2 bezotiazolsulfenamida) 
MBS 2-(4-Morfolinotio)benzotiazol 
DCBS N-diciclohexil-2-benzotiazolsulfenamida 
 
44 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
3 – Tiurans (ação rápida) 
TMTD Dissulfeto de tetrametiltiuram 
TMTM Monossulfeto de tetrametiltiuram 
TETD Dissulfeto de tetraetiltiuram 
DPTT Tetrassulfeto de dipentametiltiuram 
TBzTD Dissulfeto de tetrabenziltiuram 
4 – Ditiocarbamatos (ação super-rápida) 
ZBEC Dibenzilditiocarbamato de zinco 
ZDBC Dibutilditiocarbamato de zinco 
ZDEC Dietilditiocarbamato de zinco 
ZDMC Dimetilditiocarbamato de zinco 
TeDMC Dimetilditiocarbamato de telúrio 
5 – Guanidinas (ação lenta) 
DPG N,N’-difenilguanidina 
DOTG Diortotolilguanidina 
6 – Doadores de enxofre 
MBSS 2-benzotiazil-N-morfolildissulfeto 
DTDM 4,4’- ditiomorfolina 
7 – Tiureia 
ETU 2-mercaptoimidazolina (etileno tiureia) 
8 – Aldeído-aminas (ação lenta) 
HMT Hexametilenotetramina (urotropina) 
 
Abaixo segue relação das principais famílias de aceleradores. 
 
1 – Aldeído-aminas 
2 – Amidas 
3 – Aminas 
4 – Carbamatos 
5 – Compostos sinergéticos (misturas) 
6 – Dioximas 
7 – Dissulfetos 
8 – Ditiocarbamatos (doadores de enxofre) 
9 – Específicos (aceleradores especiais) 
10 – Guanidinas 
11 – Mercaptos 
12 – Monossulfetos 
13 – Morfolinas 
14 – Polissulfetos 
15 – Polivalentes 
16 – Salinos 
17 – Sulfenamidas 
18 – Tiazóis 
19 – Tiurans (doadores de enxofre) 
20 – Tiureias 
21 – Xantatos (doadores de enxofre) 
 
Tipos de Aditivos 45 
 03 Adesivos Metal-Borracha 
 
Camada única: Chemlok 250 
Chemlok 205 – Primer NR 
Camada dupla: 
Chemlok 220 – Adesivo 
Camada única: Chemlok 250 
Chemlok 205 – Primer SBR 
Camada dupla: 
Chemlok 220 – Adesivo 
Camada única: Chemlok 250 
Chemlok 205 – Primer BR 
Camada dupla: 
Chemlok 220 – Adesivo 
Camada única: Chemlok 250 
Chemlok 205 – Primer EPDM 
Camada dupla: 
Chemlok 238 – Adesivo 
Camada única: Chemlok 250 
Chemlok 205 – Primer CR 
Camada dupla: 
Chemlok 220 – Adesivo 
Camada única: Chemlok 205 ou 250 
Chemlok 205 – Primer NBR 
Camada dupla: 
Chemlok 220 – Adesivo 
IIR, BIIR, CIIR Camada única: Chemlok 250 
Silicone Camada única: Chemlok 608 
Fluoroelastômeros Camada única: Chemlok 607 
PU Camada única: Ty-Ply 
Quadro 19 – Borrachas x nº de camadas x adesivos. 
 
 
Marcas comerciais: Adesivos Metal-Borracha 
Produtos Fabricantes 
Cilbond Norton (Dalton Dynamics) 
Chemitac Reichold 
Chemlok LordChemosil Henkel 
Vulcabond TX ICI 
Quadro 20 – Marcas comerciais: Adesivos Metal-Borracha. 
 
 
 
46 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 04 Agentes Antirreversão 
 
A reversão é um fenômeno que ocorre na vulcanização da borracha 
natural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 01 
 
Durante a reação, o grau de vulcanização chega a um ponto (b) que 
seria satisfatório e para alguns polímeros cai a nível insuficiente (c), não 
atingindo boas propriedades. Isso é reversão. 
Produtos antirreversão impedem que tal fenômeno ocorra. 
Antigamente, quando não existia produto específico para solucionar 
esse problema, contornava-se adicionando 20 partes de regenerado de 
BR ou de SBR. Atualmente são oferecidos vários produtos eficazes para 
prevenir esse problema. 
 
 
 05 Agentes de Coesão 
 
Agentes de coesão têm como função reforçar a adesão entre duas 
superfícies unidas por adesivos. A adesão metal-borracha melhora quan-
do o composto contém resina fenólica novolaca (+ ou – 3 phr) do tipo 
Schenectady/CRIOS SP-1068 e o metal é adequadamente preparado: 
jato + pintura ou fosfatização com sulfato ferroso grão médio + pintura 
 
Tipos de Aditivos 47 
de adesivo camada única ou bicamada (conforme indicação do fornece-
dor do produto para cada tipo de elastômero). A pressão na moldagem é 
um fator fundamental na coesão metal-borracha. 
Produtos: 
Resinas fenólicas; sílicas e silicatos; isocianatos; NR em composi-
ções de SBR; CR em composições de NBR e EPDM. 
 
 
 06 Agentes de Cura 
 
Agentes de cura são produtos que, misturados à massa polimérica, 
estabelecem ligações entre sítios ativos da mesma em todas as direções, 
estabelecendo uniões entre as macromoléculas. É o chamado “cross-
linking” – ligação através da massa macromolecular erroneamente tra-
duzida como “ligação cruzada”. 
É sabido que se formam “interligações” unindo sítios ativos vizi-
nhos de macromoléculas entre si, diminuindo a sua plasticidade e au-
mentando a elasticidade. 
Os peróxidos estabelecem ligações peroxídicas entre as macromolé-
culas do elastômero, sendo também chamados de agentes de cura. 
O ZnO + MgO estabelecem ligações nos elastômeros halogenados 
que caracterizam a reação de cura. 
A urotropina (HMT – hexametilenotetramina) adicionada à resina 
fenólica estabelece ligações que resultam numa reticulação característica 
de material termofixo ao ser aquecida a 150°C/165°C. 
A resina fenólica também reticula o elastômero bromobutil. 
O enxofre consegue ligar uma macromolécula à outra e esse tipo de 
cura é chamado vulcanização, pois as interligações são feitas por dois ou 
mais átomos de enxofre. Da mesma forma alguns superaceleradores 
(TMTD, ZMDC, ZBDC) conseguem fazer interligações com enxofre 
entre as macromoléculas e esta é a vulcanização com doadores de enxo-
fre. 
O Vibracure M – (Uniroyal) – é o agente de cura para poliuretano e 
sua composição química é orto-cloro-anilina ou 4-4’-metileno-bis-
diamina. 
 
 
 
 
48 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 07 Agentes de Escoamento – Flow 
 
Os agentes de escoamento ou de fluxo são produtos que reduzem a 
viscosidade do composto, seja por lubrificação, seja por fusão sob aque-
cimento. Os produtos geralmente utilizados são ácidos graxos de alta 
massa molar, tais como: sabões de ácidos graxos superiores com metais 
alcalinos, ésteres de ácidos graxos e amidas de ácidos graxos. 
Também são consideradas agentes de fluxo, resinas de baixo ponto 
de amolecimento como: Unilene A-80, resina Protack, breu, breus modi-
ficados, resinas de cumarona-indeno, resinas terpênicas e politerpenos. 
 
Marcas comerciais: Flow 
Produtos Fabricantes 
Q-Flux Quisvi 
Struktol Struktol Company of America 
Adogen Sherex Chemical Co. 
Aflux Rhein Chemie 
Aktiplast Rhein Chemie 
Quadro 21 – Marcas comerciais: Flow. 
 
 
 08 Agentes de Pegajosidade – Tackfiers 
 
Agentes de tack ou de pegajosidade têm por finalidade facilitar a 
emenda entre segmentos ou adesão entre superfícies. 
São agentes de pegajosidade: 
– Breu e breus modificados; 
– Resinas de petróleo: unilene, asfalto; 
– Óleos plastificantes aromáticos; 
– Resinas sintéticas de baixo ponto de amolecimento; 
– Alcatrão de pinho (suspeito de provocar câncer); 
– Resina de cumarona-indeno. 
Os agentes de pegajosidade comprometem seriamente as proprieda-
des mecânicas, sobretudo a resistência à tração e abrasão. Alguns agen-
tes de pegajosidade interferem na taxa de vulcanização com tendência a 
retardar. Por isto são dosadas em baixa percentagem: 3 a 5 phr, a não ser 
que a pagajosidade seja o fator mais relevante e então se pode até ultra-
passar 20 phr. 
 
 
Tipos de Aditivos 49 
Marcas comerciais: Agente de Pegajosidade 
Produtos Fabricantes 
Q Resin T2 Quisvi 
Q Flux PB-E Quisvi 
Breu K e Breu X Diversos 
Breus modificados Hercules 
Koresin Basf 
Paragum N Parabor 
Plastikator FH Bayer 
Resina de Cumarona Neville 
Resina Hercurez Hercules 
Resina Protack IBR (atual Inoquímica) 
Resina SP 1068 Schenectady/CRIOS 
Resina Unilene Petroquímica União (atual Braskem) 
Struktol 40 MS Struktol 
Struktol 60 NS Struktol 
Quadro 22 – Marcas comerciais: Agente de Pegajosidade. 
 
 
 09 Agentes Hidrofílicos (Liófobos) 
 
Os agentes hidrofílicos ou liófobos são produtos que favorecem a 
molhabilidade e absorção de água no composto elastomérico. 
Os melhores agentes hidrofílicos são os elastômeros polares: NR, 
SBR e NBR. 
Os aditivos mais comuns são a sílica precipitada, o óxido de cálcio, sa-
bões de sódio e de potássio, detergentes, açúcar e cloreto de sódio (sal). 
Quando o produto puder ser expandido, nem que seja em grau mí-
nimo, o bicarbonato de sódio é o expansor ideal porque produz células 
abertas, favorecendo a absorção de água. 
O bicarbonato de sódio só se torna efetivo de 140°C a 160°C. 
 
 
 10 Agentes Hidrofóbicos (Liofílicos) 
 
Agentes hidrofóbicos ou liofílicos são produtos que adicionados ao 
composto elastomérico dificultam a absorção de água, sobretudo em 
produtos isolantes elétricos. 
Os melhores agentes hidrofóbicos são os elastômeros apolares 
(EPDM, butil e silicone). 
 
50 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Aditivos sólidos: 
– Dióxido de titânio; 
– Sílica pirogênica hidrofóbica; 
– Estearato de zinco; 
– Litargírio; 
– Parafina e cera de polietileno. 
Aditivos líquidos: 
– Óleos plastificantes parafínicos; 
– Vaselinas líquidas. 
 
 
 11 Amolecedores ou Softners 
 
Quando um composto apresenta dureza acima do desejado, pode-se 
baixá-la adicionando mais elastômero; só que neste caso é necessário 
corrigir a aceleração. 
O que se faz usualmente é adicionar uma quantidade necessária de 
composto mais mole ou adicionar mais óleo plastificante. 
Entre os plastificantes utilizados como softners, podemos citar: 
– Óleos plastificantes parafínicos para: NR, IIR, BIIR, CIIR e EPDM. 
– Óleos plastificantes naftênicos para: NR, SBR e EPDM. 
– Óleos plastificantes aromáticos para: NR, SBR, SSBR, BR, NBR e CR. 
– Asfalto oxidado para quase todos os elastômeros. 
– Plastificantes sintéticos ésteres do tipo: DBP, DOP, DOA, DOS 
para SBR, NBR, CPE e PU. 
– Parafina clorada para CR, NBR, NBR/PVC, HNBR, CIIR e BIIR. 
– Factis para NR, SBR, EPDM, NBR e CR. 
– Óleo de silicone para silicone e para EPDM + silicone. 
– Plastificantes poliméricos para NBR, SBR e PU. 
– Vaselina líquida e cera de polietileno para EPDM e IIR. 
 
 
 12 Antichama 
 
Antichama são produtos que evitam a propagação do fogo, extin-
guindo a chama quando o produto é retirado do contato com a fonte de 
ignição externa. 
 
Tipos de Aditivos 51 
O PVC, CR, CPE, Hypalon, Teflon, Clorax 50 são materiais autoex-tinguíveis graças à presença de halogênios (cloro, bromo ou flúor). Adi-
cionados em dosagem conveniente aos compostos funcionam como re-
tardantes de chama. 
O trióxido de antimônio (Sb2O3), combinado com alumina hidratada, 
é um antichama não halogenado. 
Outro antichama também não halogenado é o Polifosfato de Amônio 
(APP), sal inorgânico do ácido polifosfórico e amoníaco. O comprimen-
to da cadeia (n) do composto polimérico é variável e ramificado, poden-
do ser superior a 1000 unidades méricas. Cadeias curtas e lineares pos-
suem n < 100 e são mais sensíveis à água (hidrólise) e menos estáveis 
termicamente do que cadeias com n > 1000, que mostram uma solubili-
dade muito baixa em água (< 0,1g/100ml). 
APP é um composto estável e não volátil. Em contato com a água 
lentamente começa a ser hidrolisado em fosfato monoamônico (ortofos-
fato). Temperaturas mais elevadas e de uma exposição prolongada à 
água irá acelerar a hidrólise. APP de cadeia curta começa a decompor-se 
em temperaturas superiores a 150°C. O de cadeia longa começa a de-
compor-se em temperaturas superiores a 300°C. Ambos formam ácido 
polifosfórico e amoníaco como produto de decomposição. 
Existem duas famílias principais de polifosfato de amônio: 
– APP Fase Cristalina I (APP I) é caracterizada por uma cadeia li-
near de comprimento variável, apresentando uma menor temperatura de 
decomposição (aproximadamente 150°C) e uma maior hidrossolubilida-
de que APP fase cristalina II do polifosfato de amônio. Em APP I, “n” 
(número de unidades de fosfato) é geralmente inferior a 100. A estrutura 
geral da APP Fase Cristalina I é dada abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
– APP Fase Cristalina II (APP II): A estrutura APP II está ramifica-
da conforme mostrado na figura abaixo. O peso molecular é muito maior 
do que APP I com “n” valor superior a 1000. APP II tem uma maior 
 
52 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
estabilidade térmica (decomposição começa a aproximadamente 300°C) 
e menor hidrossolubilidade do que APP I. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando os materiais que contêm APP estão expostos a um incêndio 
acidental ou calor, o retardante de chama começa a decompor-se, geral-
mente em polímeros de ácido fosfórico e amônia. O ácido polifosfórico 
reage com outros grupos de hidroxila ou um agente sinérgico não está-
veis para um éster de fosfato. Uma próxima etapa da desidratação do 
fosfato seguinte reinicia o processo. Uma espuma de carbono é construí-
da sobre a superfície contra a fonte de calor (charring). A barreira de 
carbono funciona como uma camada de isolamento, evitando novas de-
composições do material. 
Concentração usual de APP varia de 15 a 35% em peso. 
Marcas comerciais: Antichama 
Produtos Fabricantes 
68-Pb-Ferro Pyro-Check 
Alumina trihidratada Alcoa 
Antiblaze 19 Mobil Chemical 
Clorax 50 Bann Química 
Disflamoll Bayer (atual Lanxess) 
Dyphos Anzon 
Ethyl-Saytex Saytec 
Firebrake-(Borato de Zinco) U.S.Borax 
FR Dead Sea Bromine 
Fyrol Stauffer 
Levagard Bayer (atual Lanxess) 
Pyrovatex CP Ciba-Geigy 
PO-64P Great Lakes 
THP Chloride Albright & Wilson 
TRIS Velsicol 
Valentioxy (Sb2O3) Oxy Química 
Quadro 23 – Marcas comerciais: Antichama. 
 
Tipos de Aditivos 53 
 13 Antiestáticos 
 
Nas composições de borracha condutiva, a eletricidade estática ge-
rada pelo atrito com o metal é instantaneamente dissipada em contato 
com o equipamento NR, SBR, NBR, CR. 
Nas composições de elastômeros isolantes elétricos (EPDM, silico-
nes), a eletricidade se acumula e pode dar “choque” se o operador não 
estiver trabalhando com luvas adequadas. 
Quando no composto se utiliza carga condutiva (Condutex CD 7061, 
grafite), mesmo nos elastômeros isolantes, a eletricidade estática é pron-
tamente dissipada. 
A eletricidade estática é indesejável não só por causa do “choque”, 
mas também por atrair poeiras, que em certos casos, podem causar pro-
blemas. A utilização de um tenso-ativo como estearato de sódio (sabão) 
ou de potássio, ou ainda, um detergente catiônico (sal de amônio quater-
nário), mesmo em baixa dosagem (1 a 3 phr), ajudam a resolver o pro-
blema. 
 
 
 14 Antimigrantes 
 
Antimigrantes são aditivos que bloqueiam a migração para a super-
fície de algum componente incompatível na mistura. 
Migração de líquidos é chamada exsudação; migração de sólidos é 
chamada de eflorescência, também conhecida como blooming. 
Homogeneizadores como o asfalto e a resina Unilene contribuem pa-
ra diminuir a migração. 
Produtos com elevada atividade superficial (sílica, bentonita, diato-
mita) adsorvem muitos produtos e bloqueiam a migração. 
A aditivação correta para cada tipo de elastômero continua sendo o 
“aditivo” mais barato e eficaz para resolver o problema. 
A migração quando indesejada causa problemas, sobretudo de ade-
são, além de comprometer a qualidade do produto (aspecto visual), alte-
ração de dureza (migração do plastificante) e a alteração de cor. 
 
 
 
 
 
54 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 15 Antioxidantes 
 
Antioxidantes são produtos que protegem os elastômeros contra a 
ação do oxigênio (O2). 
Quimicamente podem ser reunidos em seis grupos: 
1 – Amínicos – fortemente manchantes 
– Naftilaminas: PAN, PBN; 
– Difenilaminas: ODPA, SPDA; 
– Parafenilenodiaminas: IPPD, 6PPD, 77PD, DPPD, DTPD; 
– Condensado amina: cetona. 
2 – Fenólicos – não manchantes 
– Fenóis substituídos: BHT (sem nitrogênio); 
– Condensados aldeído – fenol: SPH e derivados; 
– Sulfitos fenólicos. 
3 – Fosfitos – não manchantes 
4 – Tioésteres 
5 – Quinoleinas – levemente manchantes 
– TMQ; 
– ETMQ. 
6 – Benzimidazóis – não manchantes 
– MBI; 
– ZMBI; 
– ZMTI; 
– ZMMBI. 
 
Considera-se manchante o produto que desenvolve cor sob ação da 
luz, calor ou tempo. Os antioxidantes que contêm nitrogênio em sua 
composição desenvolvem cor amarelada nos produtos de cor clara. 
Produto não manchante é aquele que não desenvolve cor, sobretudo 
em produtos claros. 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Aditivos 55 
Marcas comerciais: Antioxidantes 
Produtos Fabricantes 
Vulcanox Lanxess 
Agerite Vanderbilt 
Alkanox Degussa (atual Evonik) 
Anox Degussa (atual Evonik) 
Banox Bann Química 
Cyanox Cytec 
Cyasorb Cytec 
Epsinox Satibrás 
Flectol Flexsys 
Lowinox Degussa (atual Evonik) 
Naftonox Chemetal 
Naugard Uniroyal (atual Chemtura) 
Nonox ICI 
Permanax ODPA Flexsys 
Rhenofit Bayer (Rhein Chemie) 
Rhenogran Bayer (Rhein Chemie) 
Santoflex Monsanto (atual Flexsys) 
Vanox Vanderbilt 
Wingstay Eliokem 
Quadro 24 – Marcas comerciais: Antioxidantes. 
 
 
 16 Antiozonantes 
 
Os antiozonantes são produtos que protegem os elastômeros contra a 
ação do ozônio (O3). O ozônio existe em pequenas quantidades no ar e 
se forma onde há faíscas elétricas (arco-voltaico): raios, motores, velas 
dos motores de combustão interna, solda elétrica. 
O ozônio ataca as ligações duplas das macromoléculas, fragmentan-
do-as e comprometendo as propriedades mecânicas das mesmas. 
Todos os antiozonantes químicos são manchantes. A parafina, o 
elastômero de silicone são antiozonantes físicos pois bloqueiam a ação 
do ozônio por proteção física. 
Sinergismo: quando é dosado um antioxidante, estima-se que tenha 
uma ação protetora de pelo menos 5 (de uma escala entre 1 a 10), dei-
xando que a proteção total seja obtida com o antiozonante: 5+5=10. Na 
realidade, se dobrarmos a quantidade e adicionarmos só um produto, o 
efeito protetor pode chegar a 10. Como a maneira de interagir do antio-
xidante é diferente, suas ações não têm efeito somado (5+5), mas multi-
 
56 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
plicado (5 x 5 = 25). Esse efeito protetor é chamado de sinergismo dos 
agentes de proteção.Vale lembrar que a maioria dos antiozonantes químicos também 
atuam como antioxidantes. 
 
Classificação Química 
1 – Antiozonante dialquil R-R, onde R é um radical alcoila, metila, 
etila. 
2 – Diaril R’-R’, onde R’ é um radical aromático: fenila, benzoíla, 
naftila. 
3 – Antiozonantes alquilaril: R-R’ 
4 – Antiozonantes sinergéticos: os que aumentam seu poder de pro-
teção quando misturados com antioxidante. 
5 – Antiozonantes poliméricos: são polímeros que por sua natureza 
resistem à ação do ozônio: EPDM, CR, PVC, HNBR, Silicone. 
6 – Multifuncionais: são antiozonantes que além de outras funções 
são ativos contra o ozônio: Parafina clorada. 
7 – Antiozonantes de ação física: parafina, dióxido de titânio (ação 
barreira a permeabilidade de gases). 
 
Marcas comerciais: Antiozonantes 
Produtos Fabricantes 
Vulcanox Lanxess 
Vulkazon AFD Lanxess 
Antozite Vanderbilt 
Ceras Antiozônio Lanxess 
Flexzone Uniroyal (atual Chemtura) 
Nonox ICI 
Santoflex Monsanto (atual Flexsys) 
Quadro 25 – Marcas comerciais: Antiozonantes. 
 
 
 17 Aromatizantes 
 
Aromatizantes ou odorantes são produtos adicionados a compostos 
de borracha para produzir aroma desejado (tutti-frutti) ou mascarar chei-
ro desagradável, ou ainda, eliminar todo cheiro deixando o produto ino-
doro. 
 
 
 
Tipos de Aditivos 57 
Produtos aromatizantes (odores): 
– Acetato de pentila – pera; 
– Butanoato de etila – abacaxi; 
– Citral – limão; 
– Etanoato de benzila – jasmim; 
– Etanoato de octila – laranja; 
– Formiato de etila – pêssego; 
– Formiato de isobutila – framboesa; 
– Geraniol – gerânio; 
– Heptanoato de etila – vinho, conhaque; 
– Limoneno – limão; 
– Mentol – erva menta; 
– 3-metilbutanoato de 3-metil-butila – maçã; 
– Nonilato de etila – rosa. 
 
Marcas comerciais: Aromatizantes 
Produtos Fabricantes 
Cânfora-cheiro característico Diversos 
Rodo-cheiro floral Vanderbilt 
Rubberol F-para borracha sólida Bayer 
Quadro 26 – Marcas comerciais: Aromatizantes. 
 
Eliminadores de cheiro: pós-cura para eliminar voláteis de odor de-
sagradável. 
Alfapineno: óleo essencial de pinho. Pequenas dosagens tornam o 
produto “praticamente inodoro”. 
 
 
 18 Ativadores 
 
Ativadores de vulcanização são substâncias que potencializam a 
ação dos aceleradores, tornando o sistema de aceleração mais efetivo, 
melhorando a sinergia do sistema acelerador+agente de vulcanização. 
 
 
 
 
 
 
 
58 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 02 
 
O ácido esteárico (2 phr) com óxido de zinco (5 phr), ao serem 
aquecidos, reagem entre si formando reversivelmente o estearato de 
zinco. Os radicais livres que se formam criam condições para que outras 
reações ocorram como a formação de radicais mono, di e polissulfeto. 
Estas reações irão promover interligações, unindo sítios ativos das ma-
cromoléculas com um ou mais átomos de enxofre. No uso do estearato 
de zinco no lugar do ZnO e do ácido esteárico, a reação de vulcanização 
também ocorre. 
Essas ligações ocorrem em todos os sentidos e formam ao final um 
retículo que pode ser deformado sob ação de uma força, mas volta ao 
estado original uma vez cessada a ação da força (elasticidade). 
O óxido de zinco dispersa melhor se for adicionado após ou simulta-
neamente com o ácido esteárico. 
Os absorvedores de umidade (CaO) e os neutralizadores de ácidos 
(DEG, PEG, TEA) também apresentam ação ativadora no sistema de 
cura com doadores de enxofre ou com aceleradores e enxofre. Isto se 
deve ao fato de que estes sistemas funcionam melhor em pH alcalino 
(pH>7,0) do que em pH ácido (pH<7,0). 
 
Tipos de Aditivos 59 
 19 Auxiliares de Processo 
 
Auxiliares de processo são componentes que favorecem o processa-
mento dos elastômeros, reduzindo tempos, economizando energia e me-
lhorando a qualidade do composto de acordo com as operações a que 
será submetido durante a fabricação. 
Os auxiliares de processo desempenham simultaneamente outras fun-
ções, mas podem ser enumerados e detalhados sob os seguintes títulos: 
– adesivo metal-borracha; 
– agentes isolantes antiblocking – desmoldantes externos; 
– agentes de coesão; 
– agentes de escoamento – flow; 
– agentes de pegajosidade – tackfiers; 
– amolecedores – softners; 
– antimigrantes; 
– ativadores; 
– cargas que melhoram a usinagem; 
– cargas que melhoram a condutividade térmica; 
– desmoldantes internos; 
– dispersantes; 
– estabilizadores dimensionais; 
– estabilizadores térmicos; 
– homogeneizadores; 
– inibidores; 
– lubrificantes; 
– peptizantes; 
– plastificantes; 
– retardadores. 
 
Os títulos acima serão tratados mais detalhadamente no decorrer da 
apresentação. 
 
 
 20 Branqueadores óticos 
 
Branqueadores óticos são produtos que intensificam a tonalidade 
branca dos artefatos. Um composto produzido com materiais incolores, 
 
60 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
ao receber adição de carbonato de cálcio, óxido de zinco e dióxido de 
titânio, fica branco, dependendo da quantidade dos aditivos. 
O branqueador ótico promove a diminuição da absorção da radiação 
no comprimento de onda da luz azul pelo artefato, promovendo uma 
percepção de maximização da intensidade do branco pelo olho humano. 
Hoje os sabões em pó para lavar roupas já possuem o branqueador 
ótico incorporado. 
Se ao composto branco for adicionado 0,1 phr de pigmento azul, o 
branco vai parecer mais branco do que o original. Se ao pigmento azul for 
adicionado 0,1% de pigmento vermelho, o branco fica mais branco ainda. 
Existem no mercado vários fornecedores de branqueadores óticos 
que permitem não só obter a cor branca satisfatória, mas conseguem 
preservá-la mesmo quando exposta à radiação solar. 
A escolha correta dos componentes da mistura pode contribuir deci-
sivamente para obter melhores resultados. 
 
Marcas comerciais: Branqueadores óticos 
Produtos Fabricantes 
Inbragen VB Inbra 
Unitex OB Ciba 
Quadro 27 – Marcas comerciais: Branqueadores óticos. 
 
 
 21 Cargas 
 
As cargas podem ser agrupadas de acordo com as melhorias das 
propriedades que proporcionam nos artefatos. 
1 – Cargas de uso geral 
– Alumina; 
– Carbonato de cálcio; 
– Sulfato de cálcio; 
– Sílica precipitada (SiO2); 
– Talco; 
– Mica; 
– Óxido de zinco; 
– Sulfato de bário; 
– Caulins tratados; 
– Negros de fumo; 
 
Tipos de Aditivos 61 
– Diatomita; 
– Bentonita. 
2 – Cargas retardantes de chama 
– Alumina; 
– Trióxido de antimônio; 
– Trióxido de arsênio; 
– Carbonato de magnésio; 
– Teflon em pó. 
3 – Cargas resistentes a radiações nucleares 
– Litargírio (óxido de chumbo); 
– Carbeto de boro. 
4 – Cargas que melhoram a usinagem 
– Sílica; 
– Carbonato de cálcio; 
– Polímeros orgânicos rígidos; 
– Talco. 
5 – Cargas que melhoram a condutividade térmica 
– Alumínio em pó; 
– Alumina; 
– Sílica precipitada; 
– Óxido de zinco; 
– Silicatos; 
– Caulim. 
6 – Cargas que melhoram a absorção de calor 
– Metais em pó; 
– Óxidos metálicos; 
– Sílica precipitada (SiO2); 
– Silicatos. 
7 – Cargas que melhoram a resistência elétrica 
– Alumina; 
– Sílica (SiO2); 
– Talco; 
– Mica; 
– Caulim; 
– Dióxido de titânio. 
 
62 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
8 – Cargas que melhoram a condutividade elétrica 
– Metais em pó; 
– Grafite; 
– Negros de fumo da série N-200; 
– Alguns óxidos metálicos. 
9 – Cargas que melhoram a resistência à tração 
– Negros de fumo em geral; 
– Sílica precipitada; 
– Fibras; 
– Materiais poliméricos. 
10 – Cargas que aumentam a resistência à compressão 
– Negros de fumo das séries N-200 e N-300; 
– Sílica precipitada (SiO2); 
– Materiais poliméricos. 
11 – Cargasque melhoram a resistência ao impacto 
– Cargas reforçadoras em geral (negros de fumo, sílica); 
– Materiais poliméricos elásticos; 
– Plastificantes. 
12 – Cargas que melhoram a resistência ao desgaste por abrasão 
– Negros de fumo alta estrutura; 
– Sílica; 
– Carbeto de silício. 
 
 
 22 Coagentes de Cura Peroxídica 
 
Sob o título de coagentes são reunidas as substâncias que, além de 
ativarem os peróxidos, são indispensáveis para que um elevado grau de 
reticulação seja obtido. 
São comercializados na forma pura ou diluídos em um veículo iner-
te, sob diversas concentrações. 
 
Dosagem 
A dosagem do coagente varia de acordo com o composto e o peróxi-
do utilizado. Inicialmente dosava-se um maior teor de peróxido e menor 
teor de coagente. Na prática, verificou-se que o inverso propicia melho-
 
Tipos de Aditivos 63 
res resultados, ou seja, menor teor de peróxido (iniciador) e maior teor 
de coagente (terminador). 
A dosagem depende da aplicação do artefato final. O conhecimento 
dos aditivos permite rapidamente fazer os ajustes visando obter resulta-
dos compensadores. 
Principais tipos e usos: 
TAC em NBR, EPDM, PU, EVA, FKM; 
TAIC é mais utilizado em FKM; 
TRIM em NBR, EPDM, PU, EVA; 
HVA-2 é mais utilizado em CSM; 
EDMA mais utilizado em EPDM, EVA. 
 
Marcas comerciais: Coagente de Cura Peroxídica 
Produtos Fabricantes 
Retilink Retilox 
Coagente Degussa (atual Evonik) 
Rhenogran Rhein Chemie (atual Lanxess) 
Rhenofit Rhein Chemie (atual Lanxess) 
Kettlitz Kettlitz 
Saret Sartomer 
Ricon Sartomer 
Perkalink Akzo Nobel 
Quadro 28 – Marcas comerciais: Coagente de Cura Peroxídica. 
 
 
 23 Desmoldantes 
 
Desmoldantes têm a função de facilitar a extração dos artefatos produ-
zidos, do molde, e podem ser aplicados de diversas maneiras: 
– Desmoldantes aplicados aos moldes: fluidos de silicone, sabões e 
detergentes, semipermanentes; 
– Desmoldantes incorporados ao composto: parafina, cera de polieti-
leno, estearato de zinco, grafite, pó de teflon, sabões, ácidos graxos, 
amidas de ácidos graxos, estearamida, erucamida (antiblocking em fil-
mês poliolefinicos). O BR e o EPDM também funcionam como desmol-
dantes em compostos muito pegajosos de NR, SBR e CR. 
– Desmoldantes aplicados externamente aos produtos semielabora-
dos ou acabados: talco, caulim, estearato de zinco. 
 
 
 
64 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Marcas comerciais: Desmoldantes Internos 
Produtos Fabricantes 
Amidas de ácidos graxos Diversos 
Cera de polietileno Diversos 
Estearato de magnésio Diversos 
Estearato de potássio Diversos 
Estearato de sódio Diversos 
Grafite Diversos 
Pó de teflon Diversos 
Silicones Diversos 
Quadro 29 – Marcas comerciais: Desmoldantes Internos. 
 
Marcas comerciais: Desmoldantes Externos 
Produtos Fabricantes 
Perma-Mold Chem Trend 
Antitack Kettlitz 
Aquarex Du Pont 
Emulsões de silicone Diversos 
Levaform K Bayer 
Sabões de metais alcalinos Diversos 
Tensoativos (detergentes) Diversos 
Vulkastab ICI 
Quadro 30 – Marcas comerciais: Desmoldantes Externos. 
 
 
 24 Doadores de Enxofre 
 
Quando se quer evitar a migração de enxofre (blooming), utilizam-se 
doadores de enxofre, que além de serem mais eficazes, não afloram. Os 
doadores de enxofre são utilizados em dosagens de 1,5 a 2,5 phr, com 
pequena dosagem de acelerador primário (0,5 phr) sem enxofre. 
Doadores de enxofre também são importantes na formulação de arte-
fatos onde se deseja melhor desempenho na resistência térmica do arte-
fato, pois sua utilização em substituição ao enxofre reduz a ocorrência 
de ligações polissulfidicas. Estas ligações sob aquecimento se desfazem, 
promovendo ou a degradação da peça e redução das propriedades dinâ-
mico-mecânicas do artefato final e/ou aumento da dureza. 
Também pode ser utilizado para reduzir presença de enxofre em 
formulações para artefatos destinados ao contato com alimentos. 
Os principais doadores de enxofre são: 
TMTD – Dissulfeto de tetrametil tiuram; 
ZMDC – Zinco metil ditiocarbamato; 
 
Tipos de Aditivos 65 
ZBDC – Zinco butil ditiocarbamato; 
DPTT – Dipentametileno tiuram hexasulfeto; 
TETD – Dissulfeto de tetraetil tiuram; 
DTDM – 4,4’-Ditiobismorfolina. 
 
 
 25 Endurecedores 
 
Os elastômeros usuais aditivados apenas com o sistema de cura 
apresentam dureza em torno de 40 Shore A. 
Os NBR e CR apresentam dureza um pouco maior. 
O SBR 1712, que tem 37,5 partes de óleo plastificante aromático, dá 
uma dureza em torno de 25 Shore A. 
Para aumentar a dureza utilizam-se cargas reforçadoras. 
Negros de fumo reforçantes das séries N-200, N-300 aumentam a 
dureza aproximadamente em 1 Shore A a cada 2,0 phr. 
Negros de fumo semirreforçantes séries N-500, N-600 e N-700 au-
mentam a dureza aproximadamente em 1 Shore A a cada 2,5 phr. 
A sílica, a cada 2 phr, aumenta a dureza aproximadamente em 1 
Shore A. 
O carbonato de cálcio aumenta a dureza aproximadamente em 1 
Shore A a cada 10 phr. 
O caulim aumenta aproximadamente 1 Shore A a cada 5 a 8 phr, de-
pendendo da qualidade do mesmo. 
Quando se desejam durezas elevadas, pode-se utilizar uma resina de 
alto teor de estireno como resina S-6H. A S-6H aumenta aproximada-
mente 2 Shore A para 3 phr de resina. 
A resina fenólica reativa (com 10% de urotropina, HMT) aumenta 
consideravelmente a dureza, desde que a vulcanização seja feita a 155°C 
a 165°C. Em média se consegue um aumento na dureza de 1Shore A 
para 1 phr de resina. 
A fibra de vidro (fibra curta) pode ser usada como reforço endurece-
dor. 
Altas dosagens de enxofre (30 phr) e acelerador (8 phr TMTD) per-
mitem obter ebonite (90 Shore A). 
 
 
 
 
66 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 26 Estabilizadores Dimensionais 
 
Compostos com altos teores de carga mineral geralmente apresen-
tam estabilidade dimensional satisfatória. 
Os negros de fumo, em geral, deixam a desejar neste aspecto. Po-
rém, basta adicionar algum tipo de carga mineral (sílica, caulim, diato-
mita, bentonita) que a estabilidade dimensional apresenta melhorias sen-
síveis. 
O sistema de cura é importante porque somente com índice elevado 
de vulcanização o produto de borracha estabiliza dimensionalmente. 
A utilização de fibras (de vidro, de Kevlar, de carbono, de Rayon), 
além de dar estabilidade, aumenta a dureza sem comprometer demasia-
damente a flexibilidade. 
Resinas de elevado ponto de amolecimento (fenólicas, S-6H) tam-
bém contribuem para a estabilidade dimensional. 
Polímeros em forma de pó, além de outros benefícios, promovem es-
tabilidade dimensional (PTFE em pó). 
No projeto de um molde é importante conhecer o índice de retração 
(encolhimento) do composto a ser utilizado para ajustar as cavidades, a 
fim de que o produto fique enquadrado nas tolerâncias concedidas no 
projeto. 
 
 
 27 Estabilizantes Térmicos 
 
Estabilizantes térmicos são produtos que propiciam estabilidade e 
durabilidade a artefatos que são submetidas ao calor. 
A vulcanização com doadores de enxofre favorece a estabilidade 
térmica do produto final. 
 
Marcas comerciais: Estabilizantes Térmicos 
Produtos Fabricantes 
Agente HP-S Vanderbilt 
Antioxidante AP Bayer (atual Lanxess) 
Antioxidante DNP Bayer (atual Lanxess) 
Flectol H Monsanto (atual Flexsys) 
HT-1 – Estabilizante térmico para silicone GE 
Nonox B, Nonox BLN, DN, OPPD, OD ICI 
Octamine Uniroyal (atual Chemtura) 
PBN e PAN Bayer (atual Lanxess) 
 
Tipos de Aditivos 67 
Permanax 49 HV Rhone Poulenc 
Plastabil e Markstab sólidos e líquidos para PVC Inbra 
Santoflex e Santowhite Monsanto (atual Flexsys) 
Quadro 31 – Marcas comerciais: Estabilizantes Térmicos. 
 
 
 28 Expansores 
 
A função dos agentes de expansão é produzir vulcanizadosmicroce-
lulares. Há dois importantes grupos: 
 
– Agentes de expansão que produzem expandidos de células abertas. 
Os expandidos com células abertas absorvem grande quantidade de 
água. Entre os expansores para células abertas se destacam: 
NaHCO3 – Bicarbonato de Sódio; 
(NH4)2CO3 – Bicarbonato de amônio. 
Decompõem-se de 130°C a 160°C. 
 
– Agentes de expansão que produzem expandidos de células fecha-
das. São utilizados 3 tipos: 
 Dinitrosos DNPT (Espon, Expancel) geram gás a baixas tempera-
turas (145°C/150°C) e têm cheiro de “peixe podre”; são altamente pro-
dutores de nitrosaminas (cancerígeno). 
 Azodicarbonamidas puras se decompõem a 210°C e são inodoros. 
A sua temperatura de expansão pode ser reduzida por meio de kickers 
ou ativadores, que além do efeito sobre a temperatura de decomposição, 
em geral podem aumentar o volume de gás liberado. Com 10 phr de 
ZnO, a temperatura de decomposição diminui. As azodicarbonamidas 
são mais utilizadas em calçados (sandálias) do tipo EVA expandido e 
SBR expandido. 
 Hidrazidas (OBSH e TSH) são inodoras e se decompõem a 140°C 
e 150°C, respectivamente. O TSH é bastante utilizado em perfis expan-
dido de EPDM como guarnições automotivas. 
Os expandidos de células fechadas mergulhados em água molham 
externamente, mas absorvem um mínimo de água. 
 
 
 
 
 
68 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Volumes de gás (cm3) produzidos por alguns expansores 
Expansor 50°C 100°C 150°C Gás 
DNPT 0,9 2,6 5,0 Nitrogênio (N2) 
Azodicarbonamida 0,6 3,0 12,0 Nitrogênio (N2) 
OBSH 0,4 2,1 25,0 Nitrogênio (N2) 
Bicarbonato de Sódio 0,8 2,0 15,6 Dióx.Carbono (CO2) 
 
 
 29 Factis ou Fátices 
 
O Factis é um óleo vegetal vulcanizado e é oferecido em várias co-
res, de acordo com a matéria-prima utilizada e com diferentes teores de 
óleo: factis marrom, escuro, amarelo e branco. 
O Factis é um amolecedor especial que desenvolve um toque avelu-
dado, embora deteriore as propriedades mecânicas do composto. Em 
dosagens moderadas favorece a moldagem rica em detalhes. 
Em dosagens muito elevadas torna o composto frágil a ponto de es-
farelar quando submetido a atrito (borracha de apagar). A dosagem ex-
cessiva torna o composto muito pegajoso. 
O factis branco, normalmente, é muito ácido e demanda elevada do-
se de neutralizante. Existem atualmente factis brancos neutros. 
 
 
 30 Fibras 
 
Considera-se fibra a estrutura cujo comprimento dividido pelo pró-
prio diâmetro é maior de 100. A utilização de fibras nos compostos de 
borracha não é muito comum, pois os insertos geralmente são metálicos, 
plásticos (náilon) ou tecidos (algodão, poliéster, rayon). 
As fibras são dos mais variados tipos. 
 
Fibras naturais: 
 Vegetais: do fruto: algodão, coco; do talo: linho, cânhamo, juta, 
rami, malva; das folhas: caroá, sisal, tucum. 
 Animais: lãs e pelos: ovelha (feltro), coelho, angorá, moahir, cashemi-
ras, cabra, camelo; seda: cultivada (Bombix mori), silvestre (tussah). 
 Minerais: Amianto: Crisotila (silicato de magnésio), Crocidolite 
(silicato de ferro); lã de rocha: isolamento térmico. 
 
Tipos de Aditivos 69 
Fibras sintéticas: 
 De transformação: das celulósicas: viscose, Rayon, acetato de ce-
lulose, triacetato de celulose; proteicas: do leite, caseína (merinova); do 
Ácido algínico (algas): alginatos; Látex natural. 
 Por polimerização: Olefinas: polietileno, polipropileno (ráfia); Vi-
nílicas: acrílicas (PAC), modacrílicas (PAM); Vinílicas: policloreto de 
vinila (PVC), policloreto de vinilideno (PVDC), PVA, PVAL. 
 Fluoradas: PTFE – Politetrafluoroetileno; PCTFE – Policloro-
trifluoroetileno. 
 Por condensação: Poliéster (PET), Poliamida (Nylon) e policarba-
mida. 
 Por poliadição: Poliuretano (PUR) – Elastana. 
 Por composição: bicomponentes, tricomponentes (algodão, acrílico 
e lã). 
 Outras: fibras metálicas, fibras de vidro, fibras de carbono e muitas 
outras. 
 
Fornecedores de fibras: 
Rhodia – (fibras reforçantes); 
All Flock – (fibras para flocagem); 
Du Pont – (fibras de Kevlar). 
 
 
 31 Homogeneizadores 
 
Os agentes homogeneizadores são produtos que melhoram a homo-
geneidade de misturas de elastômeros e também ajudam a incorporação 
de outros compostos. 
Seu uso diminui a variação de viscosidade entre misturas. 
Devido ao poder umectante dos homogenizadores, estes promovem 
a dispersão das cargas mais rapidamente, evitando pontos de aglomera-
ção destas. 
A resina Unilene, o asfalto, o ácido esteárico, o estearato de zinco, 
adicionados a seu tempo de mistura funcionam como homogeneizado-
res. 
 
 
 
 
70 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Marcas comerciais: Homogeneizadores 
Produtos Fabricantes 
Q-Homogem C, R, H Quisvi 
Dispergator Kettlitz 
Struktol 40MS, 60NS Struktol 
Rhenosin Rhein Chemie 
Seriac Triac 
Homogetec Proquitec 
Asfalto oxidado Diversos 
Resina Unilene Petroquímica União (atual Braskem) 
Quadro 32 – Marcas comerciais: Homogeneizadores. 
 
 
 32 Dispersantes 
 
Dispersantes são produtos que facilitam a dispersão de aditivos no 
composto elastomérico, abreviando o tempo necessário para ter um ma-
terial homogêneo. 
O asfalto oxidado é um excelente dispersante, sobretudo para cargas 
adicionadas em altas dosagens como negro de fumo e caulim. A resina 
Unilene também contribui para a boa dispersão. 
O Struktol WB 222 ou Q-Flux 22 em pequena dosagem (2 a 3 phr), 
tem efeito muito bom em elastômeros polares sobretudo nos NBR, 
NBR/PVC, HNBR. 
O óleo de silicone, em pequena dosagem, também contribui para a 
boa dispersão e isso é facilmente demonstrado quando se compara um 
produto com e sem esse aditivo. 
 
 
 33 Inibidores 
 
É comum confundir a ação de um retardador com a de um inibidor. 
A ação bloqueadora de retardador se dá ao longo de toda a reação de 
vulcanização. Já a ação do inibidor localiza-se no início da reação e de-
saparece, permitindo que ela se desenvolva normalmente. 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Aditivos 71 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 03 
 
Marcas comerciais: Inibidores 
Produtos Fabricantes 
Retard Q Quisvi 
Rhenogran PVI Rhein Chemie 
Santogard PVI Monsanto (atual Flexsys) 
Quadro 33 – Marcas comerciais: Inibidores. 
 
O inibidor PVI também é encontrado comercialmente com a sigla CTP. 
Nome químico: N-(ciclohexil-tio-ftalimida) 
 
 
 
 
 
 Ver 71 – PVi 
 
Figura 04 
 
 
 34 Isolantes Elétricos 
 
Os isolantes elétricos são produtos que não conduzem a corrente elé-
trica e geralmente são hidrófobos. 
Líquidos: óleos parafínicos, vaselina líquida, óleo de silicone. 
C14H19NS 
 
M = 233 
 
72 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Sólidos: parafina, cera de polietileno, sílica pirogênica hidrofóbica, 
litargírio, caulim e dióxido de titânio. 
 
 
 35 Lubrificantes 
 
Lubrificantes são produtos que diminuem o atrito entre as macromo-
léculas, reduzindo assim, também, a viscosidade, facilitando a incorpo-
ração de cargas em compostos carregados. 
Líquidos: óleos, ésteres. 
Pastas: sabões, ceras, graxas e amidas graxas. 
Sólidos: grafite, teflon, sulfeto de molibdênio. 
 
Marcas comerciais: Lubrificantes 
Produtos Fabricantes 
Q-Flux 72 Quisvi 
Struktol WB16 Struktol 
Fluxtec Proquitec 
Aflux Rhein Chemie 
Quadro 34 – Marcas comerciais: Lubrificantes. 
 
 
 36 Microbiocidas 
 
Alguns produtos de borracha nas condições normais de uso ficam 
contaminados com fungos e bactérias e então para combater micro-
organismos inclui-se na composição agentes específicos como: algici-
das, bactericidas, fungicidas, de acordo com o caso. 
O óxido de zinco é um excelente algicida, fungicida e bactericida, por 
isso quando descartadosob a forma de resíduos de borracha, se constitui 
em poderoso poluente para a flora dos mananciais de água potável. 
O bisfenol A é um poderoso bactericida e sua utilização é rigorosa-
mente controlada tendo em vista sua toxidez. 
O produto mais indicado é o Triclosan numa dosagem de 0,2 phr, 
por não contaminar os produtos em contato. 
O TMTD é um produto utilizado no tratamento de sementes de ce-
reais antes do plantio onde funciona como microbiocida. 
Alguns aceleradores podem ser utilizados na indústria química como 
fungicidas, inseticidas e herbicidas. 
 
Tipos de Aditivos 73 
O próprio enxofre, que é um macronutriente secundário, também 
atua como germicida na forma elementar (enxofre ventilado). 
Compostos amoniacais combatem e inibem a proliferação de fungos, 
mofos e bolores. 
Quando o produto de borracha entra em contato com alimentos, é veda-
da a utilização desses aditivos para evitar a contaminação dos alimentos. 
Para manter a salubridade do produto, recomenda-se escolher adequa- 
damente o elastômero e os componentes da mistura e indicar ao usuário 
os produtos e procedimentos de limpeza e esterilização. 
 
 
 37 Mistura-padrão 
 
Os “masterbatches” têm hoje grande importância industrial por per-
mitirem que a indústria de transformação trabalhe mais limpa e em me-
lhores condições de salubridade e qualidade. 
Os masterbaches também são conhecidos como “pré-misturas” e 
“pré-dispersos”. Há disponibilidade de aceleradores e ativadores na for-
ma de grânulos, sendo 50 a 80% o princípio ativo e 50 a 20% de base 
elastomérica inerte ou binder elastomérico (mistura de elastômeros com 
dispersantes). 
Estes masterbaches apresentam grande vantagem em linearidade de 
processo, pois como já foram previamente misturados, o tempo de mis-
tura em cilindro ou bambury de aceleradores e ativadores nesta forma é 
reduzido. Além de evitar perdas por derramamentos, poeiras, resíduos 
em embalagem, também promove redução de volume de estoque (con-
centrado) e contaminação da área de produção por poeiras. O prazo de 
validade de produtos sob esta forma é bem maior que sob a forma pó, 
em virtude do agente ativo estar encapsulado no interior do grânulo. 
 
Outra forma de mistura-padrão conhecida e utilizada atualmente é o 
“camelback” (lombo de camelo) – borracha utilizada na recapagem de 
pneus. Uma fórmula aproximada seria: 
SBR 1712 ........................................................................... 137,5 
Ácido esteárico ....................................................................... 2,0 
Óxido de Zinco....................................................................... 5,0 
Antioxidante ........................................................................... 1,0 
Antiozonante .......................................................................... 1,0 
 
74 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Negro de fumo N-339........................................................... 65,0 
Resina Unilene A-80 .............................................................. 5,0 
Óleo plastif. aromático ........................................................... 5,0 
MBTS ..................................................................................... 1,5 
Enxofre ventilado ................................................................... 1,0 
Enxofre insolúvel ................................................................... 1,0 
Total.................................................................................... 225,0 
 
Outra tipo de pré-mistura utilizada é o padrão 11060 cuja composi-
ção é: 
SBR 1502 ........................................................................... 1.000 
N-339.................................................................................. 1.100 
Óleo plastificante aromático.................................................. 600 
Total.................................................................................... 2.700 
 
Para retentores em NBR é possível fazer uma pré-mistura da seguin-
te forma: 
Borracha nitrílica ................................................................ 2.000 
Negro de fumo N-339............................................................ 500 
Negro de fumo N-550............................................................ 500 
Total.................................................................................... 3.000 
 
 
 38 Neutralizadores de Acidez 
 
Os neutralizadores de acidez têm por finalidade obter um pH neutro 
(valor numérico 7,0) ou levemente alcalino (pH acima de 7,0) para que 
ocorra uma reação de vulcanização naturalmente. 
Alguns produtos têm características ácidas (pH abaixo de 7,0) que 
inibem o desenvolvimento normal da vulcanização. Por isso, sempre que 
se utiliza sílica, caulim, óleo re-refinado, factis branco, óxido vermelho 
de ferro, é necessário incluir na composição também algum neutraliza-
dor de acidez. 
Os principais neutralizadores são: 
DEG – Dietileno glicol. É liquido. Dosagem: 2% a 5% sobre o total 
de produtos ácidos. Além de neutralizar a acidez tem ação ativadora 
sobre o sistema de vulcanização. Se a mistura atingir 90°C, há intensa 
formação de vapores. 
 
Tipos de Aditivos 75 
PEG – Polietileno glicol. Dependendo de seu peso molecular, pode 
ser líquido ou sólido. Normalmente é utilizado o PEG 4000, produto 
sólido sob forma de grânulos. Tem vantagem sobre o DEG porque não 
emite vapores (perda de material); assim, pode ser adicionado a 40% da 
quantidade do DEG. 
TEA – Trietanolamina. É o neutralizador mais eficaz e não reage 
com outros componentes da mistura. É ativador enérgico do sistema de 
vulcanização com dosagens de até 5 phr. O inconveniente que é produto 
manchante. Em compostos transparente tende a amarelar. 
CaO – Óxido de Cálcio. Excelente neutralizador de acidez e absor-
vedor de umidade. Tem restrições técnicas na sua utilização pois elimina 
o brilho dos vulcanizados. O DEG, PEG e CaO são produtos não man-
chantes. 
Estudos realizados em sílica Zeosil 175 GR Plus demonstraram que a 
melhor relação dos neutralizadores de acidez seriam: 
PEG 4000 6 % sobre a quantidade de ZEOSIL 175 Gr Plus; 
DEG 8 % sobre a quantidade de ZEOSIL 175 Gr Plus; 
TEA 3 % sobre a quantidade de ZEOSIL 175 Gr Plus. 
 
 
 39 Normas de Controle de Qualidade 
 
Algumas organizações internacionais voltadas à normalização atra-
vés da qual se torna possível o controle de qualidade: 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas (www.abnt.org.br); 
ABTB – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha 
(www.abtb.com.br); 
AFNOR – Association Française de Normalisation (www.afnor.org), 
Associação Francesa de Normatização. 
AICHE – American Institute of Chemical Engineers (www.aiche.org), 
Associação Americana de Engenheiros Químicos; 
ANSI – American National Standard Institute (www.ansi.org), Instituto 
Nacional Americano de Padrões; 
ATA – Air Transport Association of America (www.airlines.org), Asso-
ciação Americana de Transporte Aéreo; 
API – American Petroleum Institute (www.api.org), Associação Ameri-
cana do Petróleo. 
 
76 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
ASM – American Society for Metals 
(www.asmintl-chennaichapter.org), Sociedade Americana para Metais; 
ASTM – American Society for Testing and Materials (www.astm.org), 
Associação Americana de Testes e Materiais; 
BSI – British Standard Institute (www.bsi-global.com), Instituto Britâ-
nico de Padrões; 
COPANT – Comisión Panamericana de Normas Tecnicas 
(www.copant.org); 
DIN – Deutches Institut fur Normung (www.din.de), Instituto Alemão 
para Normatização; 
EPA – Environmental Protection Agency (www.epa.gov), Agência de 
Proteção Ambiental; 
FDA – Food and Drugs Administration (www.fda.gov),Administração 
de Alimentos e Drogas; 
IRAM – Instituto Argentino de Normalización y Certificación 
(www.iram.org.ar), Instituto Argentino de Normalização e Certificação; 
ISO – International Organization for Standardization (www.iso.org), 
Organização Internacional para Padronização. 
JIS – Japanese Industrial Standard (www.jsa.or.jp), Associação Japone-
sa de Padrões. 
NFPA – National Fire Protection Association (www.nfpa.org), Associa-
ção Nacional de Proteção contra Incêndio; 
OSHA – Occupational Safety & Healt Administration (www.osha.com), 
Administração da Saúde e Segurança Ocupacional; 
SAE – Society of Automotive Engineers (www.sae.org), Sociedade de 
Engenheiros Automotivos; 
SATRA – Shoe and Allied Trades Research Association 
(www.satra.co.uk); Associação de Pesquisa para Comércio de Cal-
çados e Afins; 
UNI – Ente Nazionale Italiano di Unificazione (www.uni.com), Organi-
zação Italiana para Padronização. 
 
Para se fazer o controle de qualidade, é necessário que previamente 
sejam estabelecidos os requisitos mínimos exigidos do produto. Para 
isto, existe a norma ASTM D 2000, que atribui a cada tipo de elastôme-
ro códigos específicos, que podem ser previamente combinados e exigi-
dos posteriormente. 
 
 
Tipos de Aditivos 77 
Códigos ASTM D 2000 Elastômeros especificados 
AA ....................NR, SBR, SSBR, IIR, BR, Regenerado 
AK ....................Polissulfeto 
BA ....................EPDM, Butil 
BC.....................CR – Policloropreno 
BE.....................CR – Policloropreno 
BF .....................NBR 
BG ....................NBR, PU 
BK ....................NBR e Polissulfeto 
CA ....................EPDM 
CE.....................Hypalon 
CH ....................NBR, Epicloridrina 
DA ....................EPDM 
DF.....................Poliacrílica 
DH ....................Poliacrílica 
FC .....................Silicone 
FE .....................Silicone 
FK.....................Fluorsilicone 
GE.....................Silicones 
HK ....................Fluoroelastômeros 
 
As siglas da ASTM D 2000 para os silicones são FC, FE, GE e FK 
para os fluorsilicones. 
 
Para fins de facilitar a elaboração de um código de especificação pa-
ra elastômeros de silicone, vejamos o seguinte exemplo: 
 
ASTM D 2000 M 2 FC 508 A19 B37 EA14 Z 
 
M – Sufixo que indica a utilização de unidades SI (Sistema Interna-
cional de Unidades). 
2 – Grau de exigência mais severa já que os graus 3 e 4 são mais to-
lerantes. 
FC – Elastômero de silicone comum. 
5 – Dureza 50 +/-5 Shore A, ou seja, mínimo de 45 Shore A e má-
ximo de 55 Shore A. 
08 – Tensão de ruptura mínima de 8 MPa ou aproximadamente 80 
kgf/cm2. Alongamento na ruptura mínima de 500%. 
 
78 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A19 – Envelhecimento acelerado a 225°C durante 70 horas 
– variação da dureza: +10 Shore A no máximo; 
– variação da tensão de ruptura: -40% máximo; 
– variação do alongamento na ruptura: -40% no máximo. 
B37 – Deformação permanente à compressão a 175°C durante 22 
horas. 
– DPC máxima: 40%. 
EA14 – Resistência à água (100°C durante 70 horas) 
– variação da dureza: +/-5 Shore A; 
– variação de volume: +/-5%. 
Z – Requisito especial que pode ser cor, desempenho em condições 
determinadas de uso. 
 
 
 40 Peptizantes 
 
Alguns elastômeros apresentam alta viscosidade que é um compli-
cador no processamento. Isto pode ser evidenciado no misturador aberto, 
tratando uma amostra de GEB e uma de RSS-1. 
Nas mesmas condições, o GEB forma banda e banqueta mais rapi-
damente do que o RSS-1 (que é mais viscosa). 
A adição de um peptizante reduz o tempo de peptização (plastifica-
ção) sem comprometer seriamente as propriedades do elastômero. Isso 
significa reduzir o tempo de mistura, consumo de energia e aumento de 
produtividade. Contudo, a viscosidade maior propicia melhor dispersão 
dos aditivos. 
 
Marcas comerciais: Peptizantes 
Produtos Fabricantes 
Pept-Q Quisvi 
Aktiplast Rhein Chemie 
Endor Du Pont 
Peptizant Rhône-Poulenc 
Peptizantes A86 Struktol 
Pepton American Cyanamid 
Plastigum Parabor 
Poliplastol Bozzeto 
Renacit Bayer (atual Lanxess) 
Quadro 35 – Marcas comerciais: Peptizantes. 
 
 
Tipos de Aditivos 79 
Alguns aceleradores têm ação peptizante: 
 
TETD – peptizante para CR modificado com enxofre. 
MBT – peptizante para NR e SBR. 
Vulkacit P – peptizante para CR da Lanxess 
MBTS – peptizante para NR e SBR. 
 
 
 41 Peróxidos Orgânicos 
 
A – Hidroperóxidos: além do grupo peroxi, contém uma ou mais hi- 
 droxilas 
B – Di-alcoil-peróxido 
C – Perácidos ou peroxiácidos 
D – Peroxiacetais 
E – Peroxiésteres ou perésteres 
F – Peroxicarbonatos 
G – Cetoperóxidos 
H – Dialquil peróxido 
I – Acil-alcoil-sulfonil peróxido 
J – Halogen-peróxidos 
K – Biperóxidos 
L – Triperóxido 
M – Ozonida 
N – Endoperóxido 
O – Poliperóxido 
 
Os peróxidos comumente utilizados são: 
Peróxido de Dicumila: puro a 99% ou diluído a 40% em carga iner-
te, podendo ser carbonato, sílica, caulim tratado. Uso geral: NBR, SBR, 
EPDM, MQ, EVA, PU (com ou sem coagente TAIC, TAC ou TRIM); 
Bis-Peróxido (Bis-Di-Terc-Butil-Isopropil-Benzeno Peróxido): utili-
zado em EPDM e EVA com coagente TRIM; 
Di-Clorobenzoíla (Bis-2,4-di-clorobenzoila): utilizado para borracha 
de silicone (MQ) e utilizado nas demais borrachas quando reticulado em 
autoclave (pode ser exposto ao ar); 
Butil-Peróxido (1,1-Di-Ter-Butil-Peróxi-3,3,5-Trimetil-Ciclohexano): 
utilizado com EPDM, EVA e CM (polietileno clorado). 
 
80 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A escolha do peróxido mais adequado para a utilização depende da 
definição dos seguintes fatores: 
 Tipo de polímero; 
 Tempo de Scorch; 
 Tempo de meia-vida do peróxido; 
 Velocidade de cura; 
 Eficiência; 
 Sensibilidade às cargas; 
 Variáveis do processo; 
 Segurança no manuseio. 
A tabela abaixo indica sugestão para concentração usual dos peróxi-
dos nos respectivos materiais poliméricos. 
Orientações básicas de uso dos Peróxidos 
Tipo de Polímero 
(Quantidade de Peróxido em PHR) 
Pe
ró
xi
do
 
No
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e 
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ci
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NB
 
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a 
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0,8 
a 
1,8 
1,0 
a 
2,6 
1,6 
a 
2,5 
2,3 
a 
3,9 
5,8 
a 
9,7 
5,8 
a 
9,7 
5,8 
a 
9,0 
2,3 
a 
4,5 
1,0 
a 
1,9 
50 
8 a 180 
22 a 170 
bi
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2,5 
0,5 
a 
1,2 
0,6 
a 
1,7 
1,1 
a 
2,3 
1,5 
a 
2,5 
3,8 
a 
6,3 
3,8 
a 
6,3 
3,8 
a 
5,9 
1,5 
a 
3,0 
0,4 
a 
0,8 
40 
10 a 180 
10 a 170 
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 2,0 
a 
4,1 
0,9 
a 
1,9 
1,0 
a 
2,7 
1,7 
a 
3,7 
2,4 
a 
4,1 
6,1 
a 
10,1 
6,1 
a 
10,1 
6,1 
a 
9,5 
2,4 
a 
4,7 
1,0 
a 
2,0 
40 
4 a 180 
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1,1 
a 
2,3 
1,3 
a 
3,3 
2,1 
a 
4,6 
2,9 
a 
5,0 
7,5 
a 
12,5 
7,5 
a 
12,5 
7,5 
a 
11,7 
2,9 
a 
5,8 
- / - 40 
5 a 170 
16 a 140 
1,
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3,
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4,5 
1,0 
a 
2,1 
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a 
3,0 
1,9 
a 
4,1 
2,6 
a 
4,5 
6,8 
a 
11,3 
6,8 
a 
11,3 
6,8 
a 
10,6 
2,6 
a 
5,3 
- / - 40 
7 a 150 
 
Tipos de Aditivos 81 
22 a 100 
di
be
nz
oi
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- / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - 50 
7 a 110 
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- / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - - / - 20 
4 a 100 
 
O excesso de peróxido também deve ser evitado, pois poderá gerar 
perda de propriedades do artefato final. 
 
Propriedade Excesso Peróxido Excesso Enxofre 
Alongamento na Ruptura diminui diminui 
Tensão na Ruptura estável diminui 
Deformação Permanente melhora diminui 
Envelhecimento ao calor estável piora 
Dureza Shore aumenta aumenta 
Tendência a eflorescência reduzida aumenta 
Resistência ao Rasgo diminui diminui 
Termoplasticidade estável aumenta 
 
Marcas comerciais: Peróxidos Orgânicos 
Produtos Fabricantes 
Retilox Retilox 
Alperox Lucido 
Amberol Rohm & Haas 
BPIC Pittsburg Plate Glass Cy 
BZP U.S.Peroxygen Corp. 
Cadox Cadet Chemical Corp. 
Chaloxyd Societè Comaip 
DiCup Hercules 
Vulcup Hercules 
Lucidol Wallace Tiernan 
Luperco Wallace Tiernan 
Luperox Elf Atochem (atual Arkema) 
Lupersol Elf Atochem (atual Arkema) 
Paroxan Pergan 
Perkadox Akzo Nobel 
Trigonox Akzo Nobel 
Peroximon Montefluos 
Varox Vanderbilt 
Quadro 36 – Marcas comerciais: Peróxidos Orgânicos. 
 
 
 
82 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 42 Pigmentos 
 
Agentes de cor são substâncias químicas que, uma vez incorporadas, 
conferem cor a um substrato. 
Pigmentos são agentes de cor insolúveis no meio da aplicação. Pos-
suem alto índice de refração e suas propriedades dependem tanto da 
estrutura química, como também dos fatores físico-químicos, como cris-
talização, dispersão de partículas sólidas ou cristais. 
As cores fundamentais (ou primárias) das quais decorrem as demais 
são 3: azul, amarela e vermelha. 
Misturando em proporções constantes, obtêm-se as cores secundá-
rias: 
– Azul + amarelo = verde; 
– Azul + vermelho = violeta (lilás); 
– Amarelo + vermelho = laranja. 
As cores terciárias resultam da soma de cores primárias com as se-
cundárias e assim por diante: 
– Azul + branco = azul claro; 
– Azul + preto = azul escuro; 
– Amarelo + branco = creme; 
– Amarelo + preto = ocre; 
– Vermelho + branco = rosa; 
– Vermelho + preto = marrom; 
– Branco + preto = cinza. 
Os matizes (nuances) das cores claras dependem da proporção feita 
com as cores de partida. A maioria das cores na natureza não resultam 
de combinações binárias, mas de miscelânea de cores que somente ela, 
com seu inesgotável repertório de cores, consegue criar. 
 
Os pigmentos dividem-se em: 
– Orgânicos: apresentam bom poder tintorial; alto brilho; boa trans-
parência; variável solidez à luz e ao calor; 
– Inorgânicos: apresentam opacidade/cobertura; pouco brilho; boa 
solidez à luz; variável solidez ao calor. 
Entre os principais pigmentos inorgânicos se destacam os óxidos de 
ferro nos tons amarelo, vermelho, marrom e preto. 
Para coloração preta é utilizado o negro de fumo, podendo ser apli-
cado em tintas, plásticos, borrachas e outros. 
 
Tipos de Aditivos 83 
Para pigmentos brancos, destacam-se principalmente o dióxido de ti-
tânio rutilo (melhor poder de cobertura e alvura). Também são utilizados 
carbonato de cálcio, litopônio, bentonita, óxido de zinco e outros, porém 
com desempenho inferior ao dióxido de titânio. 
 
 
 43 Plastificantes 
 
Os plastificantes atuam sobre os elastômeros através de seu poder de 
solvente e de inchamento. Podem ser divididos em: plastificantes primá-
rios ou verdadeiros que atuam como solventes e plastificantes secundá-
rios, ou diluentes que atuam como diluentes do elastômero. Os plastifi-
cantes primários (solventes) são compatíveis em qualquer proporção. Os 
plastificantes secundários não dissolvem o polímero, apenas reduzem o 
coeficiente de atrito e facilmente exsudam. 
Os plastificantes podem ser considerados como aditivos de proces-
samento uma vez que alteram as propriedades físicas e de processamen-
to da mistura. 
Influência dos plastificantes sobre: 
a) Propriedades físicas: 
– Menor dureza, 
– Maior alongamento, 
– Maior flexibilidade, 
– Melhor comportamento à baixa temperatura, 
– Tendência ao inchamento, 
– Comportamento antiestático. 
b) Processamento: 
– Menor viscosidade, 
– Incorporação mais rápida da carga, 
– Dispersão mais difícil pela falta de atrito, 
– Menor demanda de energia e menos geração de calor durante o 
processamento, 
– Melhor fluxo, 
– Melhor desmoldagem, 
– Menor pegajosidade das misturas cruas. 
Tipos de plastificantes: 
 óleos minerais: parafínicos, naftênicos e aromáticos; 
 
84 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 ceras derivadas de petróleo: petrolados, parafinas, vaselinas; ceras 
de polietileno; 
 resinas: breu e seus derivados, resina Unilene, resina Protack, resi-
nas fenólicas, asfalto; 
 sintéticos: DBP, DOP, DOA, poliméricos; 
 
Aplicação dos plastificantes: 
– Óleos parafínicos: para NR, SBR, BR, EPDM e IIR; 
– Óleos naftênicos: para NR, SBR, BR, EPDM; 
– Óleos aromáticos: para NR, SBR, BR, NBR, CR, CSM; 
– Parafina clorada: para CR, CIIR, Hypalon; 
– Sintéticos: ésteres (DBP, DOP, DOA) para NBR e PVC; óleo de 
silicone para silicone. 
 
 
 44 Retardadores 
 
Retardadores são produtos que tornam o sistema de cura menos efe-
tivo ao longo de todo desenrolar da reação. 
O retardo pode ser produzido de diversas maneiras, como a adição 
de produtos com característica ácida. Também ocorre por diluição quan-
do um excesso de cargas e plastificantes afasta entre si os sítios ativos 
para a reação de cura. 
Outra forma de retardo é a reação entre componentes e agentes de 
cura, diminuindo o teor de reagente ativo, como: 
ZnO + SiO2  Zn(SiO3)2 silicato de zinco; 
CaO + Ac. Esteárico  estearato de cálcio. 
Bloqueio da ação dos aceleradores básicos (MBTS, CBS, DPG, 
TMTD) provocado por componentes de características ácidas. 
De modo geral os retardadores não são incluídos na fórmula de 
composição e só são utilizados quando o composto tende a apresentar 
pré-vulcanização. 
 
Marcas comerciais: Retardadores 
Produtos Fabricantes 
Ácido benzoico Diversos 
Ácido esteárico Diversos 
Anidrido ftálico Diversos 
Bantard J Bann Química 
 
Tipos de Aditivos 85 
Curetard A Monsanto (atual Flexsys) 
Óxido vermelho de ferro Diversos 
Rhenogran Lanxess 
Silica amorfa Diversos 
Vulkalent A Lanxess 
Quadro 37 – Marcas comerciais: Retardadores. 
 
 
 45 Silanos 
 
Silanos são compostos orgânicos à base de silício (organossilanos) 
que se caracterizam pela grande versatilidade, podendo reagir tanto com 
substâncias orgânicas como também com as inorgânicas. É nanotecno-
logia aplicada à borracha. 
São muito conhecidas as suas aplicações seja como agentes de união, 
agentes de interligações, modificadores de superfície, compatibilizado-
res de substâncias de naturezas diferentes e muitas outras, de acordo 
com a sua estrutura molecular e tipo de aplicação. 
Os silanos criteriosamente dosados melhoram a qualidade dos adesi-
vos, dos revestimentos, das cargas, reforçam sílicas, silicatos e fibras de 
vidro, melhoram tintas de impressão, polímeros, sejam eles elastômeros 
ou plastômeros, bem como produtos para indústria têxtil (fios e tecidos). 
Em elastômeros, os silanos atuam aumentando a tensão de ruptura, a 
resistência ao rasgo e à abrasão em aproximadamente 35%; com dosa-
gens de 3,0 a 5,0% sobre a quantidade de sílica. 
 
A classificação é feita de acordo com a sua estrutura química:A – Éster-silanos; 
B – Vinil-silanos; 
C – Metacriloxi-silanos; 
D – Epóxi-silanos; 
E – Mercapto-silanos; 
F – Amino-silanos; 
G – Ureído-silanos; 
H – Isocianato-silanos; 
I – Cloro-silanos. 
 
 
 
 
86 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Propriedades 
 
A – Éster-silanos 
A1 – Octil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH3-(CH2)7-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 276,5; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,876 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 41°C; 
Ponto de ebulição: 98°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter etílico, tetracloreto de carbono 
Hidroliza. 
A2 – Metil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 178,3; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,890 g/cm3; 
Índice de refração: 1,382 (25°C) ; 
Ponto de fulgor: 29°C; 
Ponto de ebulição: 143°C. 
A3 – Metil-trimetoxi-silano 
Estrutura: CH3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 136,3; 
Aspecto: Líquido claro âmbar; 
Densidade: 0,950 g/cm3; 
Índice de refração: 1,368 (25°C); 
Ponto de fulgor: 0°C; 
Ponto de ebulição: 101°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter, tetracloreto de carbono 
Hidroliza. 
A4 – Propil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH3-(CH2)2-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 206; 
Densidade: 0,890 g/cm3. 
 
 
 
Tipos de Aditivos 87 
A5 – Hexadecil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH3-(CH2)15-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 388; 
Densidade: 0,880 g/cm3. 
A6 – Fenil-propil-trimetoxi-silano 
Estrutura: Ph-(CH2)3-Si-(O-CH3)3. 
 
 
B – Vinil-silanos 
B1 – Vinil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH2=CH-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 190,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Viscosidade: 0,700; 
Densidade: 0,905 g/cm3; 
Índice de refração: 1,377; 
Ponto de fulgor: 44°C; 
Ponto de ebulição: 160°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter etílico, tetracloreto de carbono 
Hidroliza. 
B2 – Vinil-trimetoxi-silano 
Estrutura: CH2=CH-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 148,2; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,967 g/cm3; 
Índice de refração: 1,390; 
Ponto de fulgor: 28°C; 
Ponto de ebulição: 122°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter etílico, tetracloreto de carbono 
apropriado para: poliéster, poliolefinas, silicone. 
B3 – Vinil-tris-(2-metoxietoxi)-silano 
Estrutura: CH2=CH-Si-(O-CH2-CH2-O-CH3)3; 
Massa molar: 280,4; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 1,035 g/cm3; 
Índice de refração: 1,427; 
 
88 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Ponto de fulgor: 92°C; 
Ponto de ebulição: 285°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter etílico, tetracloreto de carbono. 
B4 – Vinil-metil-dimetoxi-silano 
Estrutura: CH2=CH-Si-(CH3)(O-CH3)2; 
Massa molar: 132,2; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 0,888 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 7,8°C; 
Ponto de ebulição: 106°C; 
Solubilidade: Acetona, toluol, éter etílico, tetracloreto de carbono 
apropriado para: poliéster, poliolefinas. 
 
 
C – Metacriloxi-silanos 
C1 – Gama-metacriloxi-propil-trimetoxi-silano ou 3-metacriloxi-
propil-trimetoxi-silano 
Estrutura: CH2=C(CH3)-COO-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 248,4; 
Aspecto: líquido; 
Densidade: 1,045 g/cm3; 
Índice de refração: 1,429 (25°C) ; 
Ponto de fulgor: 108°C; 
Ponto de ebulição: 255°C; 
Apropriado para: acrílico, elastômero butil, poliéster, poliéter, polio-
lefinas, silicone. 
 
 
D – Epóxi-silano 
D1 – Beta (3,4-epoxiciclohexil)etil-trimetoxi-silano 
Estrutura: 
 
 -(CH2)2-Si-(O-CH3)3 
 
 
Massa molar: 248,4; 
Aspecto: Líquido claro; 
O
 
Tipos de Aditivos 89 
Densidade: 1,065 g/cm3; 
Índice de refração: 1,448; 
Ponto de fulgor: 113°C; 
Ponto de ebulição: 310°C; 
Apropriado para: acrílico, epóxi, furano, melamina, fenólicos, poli-
amidas, poliolefinas, uréia-formol. 
D2 – Gama-glicidoxipropil-trimetoxi-silano ou 3-Glicidiloxi-
propil-trimetoxi-silano 
Estrutura: CH2-CH- CH2-O-(CH2)3-Si-(O-CH3)3 
 O 
Massa molar: 236,1; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 1,069 g/cm3; 
Índice de refração: 1,427; 
Ponto de fulgor: 110°C; 
Ponto de ebulição: 290°C; 
Apropriado para: acrílico, butil, epóxi, furano, melamina, NBR, fenólicos, 
poliamida, poliéster, poliolefinas, polissulfeto, PU, SBR, ureia-formol. 
 
 
E – Mercapto-silanos 
E1 – Gama-mercapto-propil-trimetoxi-silano ou Sulfopropil-
trimetoxi-silano 
Estrutura: HS-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 196,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,057 g/cm3; 
Índice de refração: 1,440; 
Ponto de fulgor: 88°C; 
Ponto de ebulição: 212°C; 
Apropriado para: Acrílico, butil, epóxi, policloropreno, NBR, fenó-
licos, polissulfeto, PU, SBR com enxofre. 
E2 – Bis[3-(trietoxi-silil-propil)]-tetrassulfano ou Tetrassulfeto-
di(propil-trietoxi-silano) 
Estrutura: 3(CH3-CH2-O)-Si-(CH2)3-S4-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 539; 
Aspecto: líquido claro; 
 
90 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Densidade: 1,100 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 104°C; 
Conhecido comercialmente como SI 69, tendo como contratipo o AH 69. 
Apropriado para: butil, NBR, polissufeto e SBR com enxofre. 
E3 – Bis[3(trietoxi-silil)-propil-dissulfato – ou Di(sulfopropil-
trietoxi-silano) 
Estrutura: 3(CH3-CH2-O)-Si-(CH2)3-S2-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 486; 
Densidade: 1,030 g/cm3. 
E4 – Trietoxi-propil-tiocianato 
Estrutura: NCS-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 263; 
Densidade: 1,030 g/cm3. 
 
 
F – Amino-silanos 
F1 – Aminopropil-trietoxi-silano 
Estrutura: H2N-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 221,3; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,946 g/cm3; 
Índice de refração: 1,420; 
Ponto de fulgor: 96°C; 
Ponto de ebulição: 220°C; 
Apropriado para: acrílico, butil, celulósicos, epóxi, furano, melami-
na, policloropreno, NBR, nitrocelulose, fenólicos, poliamidas, poliéster, 
poliolefinas, polissulfeto, PU, polivinil-butiral, SBR, ureia-formol, vinil. 
F2 – Gama-Aminopropilsilsesquioxano ou Aminoalquil-silicone 
(solução) 
Estrutura: (H2N-CH2-CH2-CH2-SiO1,5)n; 
Oligômero; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,076 g/cm3; 
Ponto de fulgor: maior de 66°C; 
Apropriado para: sistemas com retenção de água, acrílico, epóxi, fe-
nólicos e vinil. 
 
Tipos de Aditivos 91 
F3 – Gama-aminopropil-trimetoxi-silano 
Estrutura: H2N-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 179,3; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,014 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 82°C; 
Ponto de ebulição: 210°C; 
Apropriado para: acrílico, epóxi, furano, melamina, poliamida, PU, 
ureia-formol, vinil. 
F4 – N-beta-(aminoetil)gama-aminopropil-trimetoxi-silano 
Estrutura: H2N-(CH2)2-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 222,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,030 g/cm3; 
Índice de refração: 1,448; 
Ponto de fulgor: 138°C; 
Ponto de ebulição: 259°C; 
Apropriado para: acrílico, epóxi, poliamida, poliéter, vinil. 
F5 – Triaminofuncional – silano 
Estrutura: H2N-(CH2)2-NH-(CH2)2-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 265,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,030 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 125°C; 
Ponto de ebulição: maior de 250°C; 
Apropriado para: acrílico, epóxi e vinil. 
F6 – Bis-(gama-trimetoxi-silil-propil)-amina 
Estrutura: 3(CH3-O)-Si-(CH2)3-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 342,6; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 1,040 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 113°C; 
Ponto de ebulição: 152°C; 
Apropriado para: epóxi, furano, melamina, fenólicos, PU, ureia-
formol. 
 
 
92 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
F7 – N-fenil-gama-aminopropil-trimetoxi-silano 
Estrutura: Ph-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 255,4; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 1,070 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 146°C; 
Ponto de ebulição: 310°C; 
Apropriado para: melamina, furano, PU, ureia-formol. 
F8 – Poli-dimetil-siloxano-organomodificado 
Estrutura: 
CH3-Si-O-[(CH2)2-SiO]x[CH3-SiO(NR2)]y[CH3-SiO(NHR’-Si(OR)3)]z-Si(CH3)3; 
Aspecto: líquidoclaro; 
Densidade: 1,170 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 102°C; 
Ponto de ebulição: maior do que 250°C. 
F9 – N-beta-(aminoetil)-gama-aminopropilmetil-dimetoxi-silano 
Estrutura: H2N-(CH2)2-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 206,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,980 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 93°C; 
Ponto de ebulição: 85°C; 
Apropriado para: acrílico, epóxi, poliamida, poliéter, vinil. 
 
 
G – Ureido-silanos 
G1 – Gama-ureidopropil-trialcoxi-silano (50% metanol) 
Estrutura: H2N-CO-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)(O-CH2-CH3)2; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 0,920 g/cm3; 
Ponto de fulgor: 14°C; 
Índice de refração: 1,380; 
Apropriado para: celulósicos, fenólicos, polivinilbutiral, ureia-
formol. 
 
 
 
Tipos de Aditivos 93 
G2 – Gama-ureidopropil-trimetoxi-silano 
Estrutura: H2N-CO-NH-(CH2)3-Si-(O-CH3)3; 
Massa molar: 222,4; 
Aspecto: líquido claro; 
Densidade: 1,15 g/cm3; 
Índice de refração: 1,386; 
Ponto de fulgor: 99°C; 
Ponto de ebulição: 217°C. 
 
 
H – Isocianato-silano 
H1 – Gama-isocianato-propil-trietoxi-silano 
Estrutura: O=C=N-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 247,3; 
Aspecto: Líquido claro; 
Densidade: 0,999 g/cm3; 
Índice de refração: 1,420; 
Ponto de fulgor: 77°C; 
Ponto de ebulição: 238°C; 
Apropriado para: poliamida, PU, ureia-formol. 
H2 – Ciano-sulfo-gama-propil-trietoxi-silano 
Estrutura: CH3-CH2-O-Si-(CH2-CH2-CH2-SCN)(O-CH2-CH3)2; 
Massa molar: 263; 
Densidade: 1,030 g/cm3; 
Apropriado para: elastômeros vulcanizados (ligações monossulfeto). 
H3 – Cianato-propil-trietoxi-silano 
Estrutura: O=C=N-(CH2)3-Si-(O-CH3)3. 
 
 
I – Cloro-silanos 
I1 – Cloro-propil-trietoxi-silano 
Estrutura: Cl-(CH2)3-Si-(O-CH2-CH3)3; 
Massa molar: 230; 
Densidade: 1,01 g/cm3; 
Apropriado para: elastômeros clorados; 
Observação: ligações entre 2 átomos de silício. 
 
94 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 46 Solventes 
 
Na indústria da borracha são utilizados solventes em diversos está-
gios do processo produtivo. 
A preocupação com a toxidez é hoje um aspecto importantíssimo, 
tendo em vista os efeitos perigosos que a maioria deles apresenta. 
Produtos que podem provocar câncer: 
BTX – Benzeno, Tolueno, Xilol (mistura orto, meta e paraxileno); 
Tetracloreto de Carbono; 
Tricloroetileno; 
Percloroetileno; 
Clorofórmio; 
Nitrobenzeno – essência de mirbana, nitrobenzina. 
 
Os menos tóxicos são: 
MEK – Metil-etil-cetona; 
MIBK – Metil-isobutil-cetona; 
Nafta – Hexano, ciclohexano; 
THF – Tetrahidrofurano; 
Benzina; 
Isoctano (gasolina pura); 
Dimetil – Formamida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipos de Aditivos 95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Produtos 97 
 
 
III 
 
 
PRODUTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cada produto relacionado na fórmula de composição tem características 
próprias e em seu lugar só pode ser utilizado um contratipo que tenha 
as mesmas propriedades, embora tenha outros nomes ou procedências. 
 
98 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 01 Ácido Benzoico 
 
O ácido benzoico é uma substância orgânica cristalina, branca, cujo 
ponto de fusão é de 121°C. Pouco solúvel em água, é solúvel em álcool, 
éter, e solventes aromáticos. 
É utilizado como retardador do sistema de vulcanização em compos-
tos que começam a apresentar indícios de pré-vulcanização. 
Nos produtos onde a adesão entre camadas é desejada, pode-se usar o 
inibidor PVI ou ácido benzoico (retardador), para que o composto atinja 
baixa viscosidade antes de vulcanizar o que se traduzirá em maior coesão. 
 
 
 02 Ácido Esteárico 
 
Nome usual: Estearina 
O ácido esteárico pode ser extraído de gordura animal ou vegetal. 
As gorduras sólidas (sebo, banha) dão um rendimento maior já que a 
estearina é sólida. 
Funciona como ativador no sistema de aceleração com enxofre, 
quando combinado com o óxido de zinco. 
A reação é a seguinte: 
Ácido esteárico + ZnO  Estearato de zinco. 
Como a reação é reversível, pode-se usar o estearato de zinco no lu-
gar de estearina e óxido de zinco, embora a eficácia não seja a mesma e 
o custo seja maior. 
Dosagens maiores de 2 phr o tornam retardador de vulcanização e, 
acima de 5 phr, começa a funcionar simultaneamente como retardador, 
lubrificante e desmoldante interno. 
Dosagens excessivas podem determinar a migração “bloom” oleosa. 
Quando se tem óxido de magnésio na fórmula, o ácido esteárico é 
adicionado ao mesmo tempo para impedir a adesão às superfícies do 
misturador. 
O ácido esteárico contém como impurezas o ácido palmítico e olei-
co. Por isso, a estearina dupla ou tripla pressão indica maior pureza. 
Na cura peroxídica normalmente não é utilizada. Em alguns casos, 
como exemplo na produção de compostos de EVA, é utilizado como 
desmoldante interno. 
 
 
Produtos 99 
 
 03 Adesivo Metal-Borracha 
 
Os adesivos são utilizados para colagem de elastômeros a metais e 
outros substratos na fabricação de coxins, buchas, retentores, juntas, 
correias, mangueiras, entre outras. 
Podem ser aplicados por sistema de camada única ou dupla, por pin-
cel, rolo, imersão ou “spray”. 
 
Marcas comerciais: Adesivos Metal-Borracha 
Produtos Fabricantes 
Chemlok Lord Industrial 
Chemitac Dalton Dynamics 
Chemosil Henkel 
Cilbond Morton (Dayton Chemicals) 
Thixon Morton 
Ty-Ply-BN Marbor Corp./Lork (Adesivo para PU) 
Vulcabond TX ICI 
Quadro 38 – Marcas comerciais: Adesivos Metal-Borracha. 
 
 
 04 Alumina: Al2O3 . 6H20 
 
A alumina (óxido de alumínio) é um pó branco obtido por microni-
zação do mineral coríndon. 
O óxido de alumínio é utilizado nas lixas e nas borrachas de apagar 
como abrasivo. 
É utilizado na limpeza de peças para adesão metal-borracha no lugar 
do jato de areia. 
É também um retardante de chama e funciona muito melhor em mis-
tura com o trióxido de antimônio: Sb2O3. 
 
 
 05 Aminox 
 
Antioxidante manchante para proteção contra oxigênio e calor da 
Uniroyal (atualmente Chemtura). 
Produto de condensação entre difenilamina e acetona, tem densidade 
1,15 e ponto de fusão 85°C/95°C. 
É solúvel em acetona e dicloroetileno. 
Dosagem 0,5 a 1,5 phr. 
 
100 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 06 Asfalto 
 
O asfalto é um resíduo da destilação do petróleo. Sua composição 
química é de uma mistura de hidrocarbonetos com mais de 18 carbonos 
(asfaltenos – produtos cíclicos não aromáticos). 
É um material preto brilhante que ao ser dissolvido apresenta cor 
marrom escura. 
É utilizado como plastificante, amolecedor, compatibilizante de elas-
tômeros de diferentes polaridades (SBR + EPDM) e homogeneizador. 
Desenvolve brilho nos produtos moldados por compressão, favorece 
o escoamento melhorando as moldagens. 
Em produtos com altos teores de carga, funciona como aglomerante. 
 
 
 07 Baquelite 
 
Composto termofixo de dureza elevada, obtido pela cura da resina 
fenólica novolaca com 10 phr de HMT (Urotropina), a 155°C/170°C. 
Em compostos de borracha, a mistura de 40 phr de resina fenólica 
novolaca contendo urotropina, ao ser curada, adquire rigidez e resistên-
cia que a tornam adequada para a produção de grande número de artefa-
tos técnicos. 
 
 
 08 Bentonita Sódica 
 
A bentonita é um pó branco constituído por argila lamelar tratada 
com soda barrilha (Na2CO3) no beneficiamento que promove a esfolia-
ção e inserção do sódio entre as lamelas. 
A granulometria é determinada em peneira # 300 onde o retido émenor de 1%. 
Em sua estrutura possui aproximadamente 70% de montmorilonita 
sob forma de nanopartículas. 
É excelente carga para elastômeros halogenados, graças à reação do 
sódio com o halogênio, forma dois sítios reativos de cargas diferentes, 
um próximo do outro. 
Em mistura com materiais ácidos funciona como neutralizador. 
É utilizado como estabilizador dimensional. 
 
Produtos 101 
 
 09 BHT 
 
2,6-di-tert-butil-paracresol 
Antioxidante não manchante adequado para produtos em contato 
com alimentos. 
Dosagem 1,0 a 2,0 phr. 
 
Marcas comerciais: BHT 
Produtos Fabricantes 
Ionol CP Degussa – Evonik 
Vulkanox BHT Lanxess 
Naftonox BHT Chemetall 
Naugard BHT Uniroyal (atual Chemtura) 
Tinuvin 770 Ciba – Geigy 
Vanlube PCX Vanderbilt 
Coinox Coin Chemical 
Quadro 39 – Marcas comerciais: BHT. 
 
 
 10 Bisfenol A 
 
p, p’-isopropilideno-difenol 
O Bisfenol A é a matéria-prima para a obtenção de resinas de poliés-
ter insaturado do tipo bisfenólica e éster-vinílica. 
O Bisfenol A é utilizado em composições de borracha como agente 
de cura e como bactericida. 
É solúvel em álcool e insolúvel em água. 
Não deve ser utilizado em produtos que tenham contato com alimentos. 
Ponto de ebulição a 4mm Hg – 220°C. 
 
 
 11 Breu 
 
O Breu é uma resina vegetal extraída do Pinus Eliottis e tem como 
principal constituinte o ácido abiético, também conhecido como ácido 
sílvico ou ácido rosínico. 
O Breu é utilizado como agente de pegajosidade e eliminador de 
cheiros amoniacais. 
O Breu pode sofrer modificações e dar origem a novos produtos de 
grande interesse para a indústria da borracha. 
 
102 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
O Breu, por ser ácido, retarda o sistema de vulcanização. Para neu-
tralizar este efeito, pode-se utilizar o DEG, PEG ou TEA. 
Reage com o óxido de cálcio, produzindo o Abietato de Cálcio, sóli-
do neutro com menor pegajosidade do que o Breu. 
O Breu é solúvel em álcool, éter, clorofórmio, toluol. 
Insolúvel em água e óleos parafínicos. 
Tipos de breus: 
– Breu K (escuro); 
– Breu X (amarelo claro). 
No mercado existem alguns tipos de Breus Modificados que exer-
cem a função de plastificante a agente de pegajosidade (Tack). 
 
 
 12 Carbonato de Cálcio – CaCO3 
 
O carbonato de cálcio apresenta-se natural ou precipitado (ppt); é 
uma carga branca inerte, de fácil incorporação nos elastômeros e que 
aumenta a densidade do composto e compromete seriamente as proprie-
dades mecânicas, sobretudo a resistência à tração e à abrasão. 
É completamente solúvel em HCl 50%, produzindo intensa eferves-
cência. 
 
CaCO3 + 2HCl  CaCl2 + H20 + CO2 
 
A aparência usual é de produto mais branco do que o dióxido de ti-
tânio, mas tem um poder de cobertura muito menor. 
No mercado são oferecidos carbonatos de cálcio de faixas granulo-
métricas variadas. 
Quanto mais fino o CaCO3, melhor o acabamento superficial. 
O carbonato de cálcio moído (micronizado) tem densidade maior, is-
to significa menor percentagem de finos do que o obtido quimicamente. 
A diferença pode ser verificada num composto translúcido. 
O CaCO3 ppt torna o composto branco e opaco. 
O CaCO3 micronizado preserva razoavelmente a translucidez. 
O CaCO3 natural também é conhecido como calcita. 
 
 
 
 
Produtos 103 
 
 13 Carbeto de Silício 
 
Nome usual: Pó de Esmeril 
O carbeto de silício (carborundum ou pó de esmeril) é utilizado co-
mo abrasivo na fabricação de polidores de borracha para rebarbagem de 
peças e polimento de metais. 
Em alguns tipos de freios é utilizado para aumentar o coeficiente de atrito. 
 
 
 14 Caulim 
 
O caulim é uma argila formada por lamelas hexagonais irregulares, 
utilizado como carga diluente em composições de borracha. 
Pela presença de ácidos úmicos, o caulim apresenta características 
levemente ácidas. Por este motivo e, aliando o poder de diluição da mas-
sa polimérica, tem ação retardadora no sistema de vulcanização. 
Graças ao seu poder de absorção, inibe o afloramento de produtos 
incompatíveis com o polímero-base. 
Funciona como excelente estabilizador dimensional e retém calor, 
contribuindo para a vulcanização de artefatos de parede espessa. 
É isolante elétrico, sobretudo quando se inclui alentada dosagem de 
óleo parafínico, de parafina, ou de cera de polietileno. Aumenta a dure-
za, mas compromete as propriedades físico-mecânicas do produto. 
Usualmente encontrado nos grades caulim rosa e caulim branco, cor 
originada devido à concentração de óxido de ferro presente no mineral, 
porém, ambos apresentam mesmo desempenho. 
O caulim rosa apresenta custo menor em relação ao caulim branco. 
 
 
 15 CBS – N-Ciclohexil-Benzotiazil-Sulfenamida 
 
Acelerador manchante de vulcanização. 
Utilizado em NR, SBR, NBR, BR e IR. 
Pode ser usado sozinho ou em conjunto com guanidinas, tiazóis, tiú-
rans ou ditiocarbamatos, os quais atuam como ativadores. 
Das sulfenamidas, é o que apresenta menor tempo de segurança 
(menor scorch). 
Segurança no processo: CBS < TBBS < MBS < DCBS. 
 
104 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Não deve ser utilizado em compostos que entram em contato com 
gêneros alimentícios, pois conferem gosto amargo para os mesmos. 
Dosagem 1,0/1,5 phr. 
 
Marcas comerciais: CBS 
Produtos Fabricantes 
CBS Meyors 
Vulkacit CZ Lanxess 
Banac CBS Bann Química 
Conac S Du Pont 
Curax Vanderbilt 
Cydac American Cyanamid 
Delac S Naugatuck – Uniroyal (atual Chemtura) 
Durax Vanderbilt 
Eveite MS Montecatini 
Furbac Anchor Chemical Co. 
Rhodifax 16 Rhodia 
Rubenamid C General Química 
Santocure CBS Monsanto (atual Flexsys) 
Vulcafor HBS ICI 
Quadro 40 – Marcas comerciais: CBS. 
 
 
 16 Cera de Carnaúba 
 
A cera de carnaúba é uma cera extraída das folhas da carnaubeira. 
É utilizada na fabricação de velas, ceras e pastas polidoras, vernizes, 
impermeabilização de papel e auxiliar de processo em composições de 
fluoroelastômeros. 
Está disponível para comercialização nos grades T1, T3 e T4, mais 
clara (creme) à mais escura (marron), respectivamente. 
A dosagem normal é de 1,0 a 1,5 phr. 
 
 
 17 Cera de Polietileno 
 
Sólido untuoso de propriedades semelhantes à parafina. 
É utilizada como lubrificante, auxiliar de fluxo e desmoldante inter-
no, mas também como isolante elétrico e agente hidrófobo. 
Bloqueia a Radiação UV. 
 
Produtos 105 
 
Outra utilização é como veículo de dispersão para fabricação de 
masterbatch de concentrados de cor e aditivos. 
 
Marcas comerciais: Cera de Polietileno 
Produtos Fabricantes 
CPM 250 M Cerabras 
Q-Flux PE Quisvi 
Antilux 500 Rhein Chemie 
Retiflux Retilox 
Perlax Ipiranga (atual quantiQ) 
Proquiwax Proquitec 
Quadro 41 – Marcas comerciais: Cera de Polietileno. 
 
 
 18 Cortiça 
 
A cortiça é um produto vegetal encontrado na casca da Quercus súber. 
Tem baixa densidade: 0,15/0,20 g/cm3. 
É um material poroso de células fechadas por isso não absorve água. 
Embora não seja elástica, apresenta boa resiliência. 
Foi muito utilizado na fabricação de rolhas, coletes salva-vidas, 
palmilhas para calçados e gaxetas automotivas. 
Em alguns produtos de borracha, a cortiça é utilizada para diminuir a 
densidade do composto. 
 
 
 19 Dessecante 
 
Agente: Óxido de cálcio – CaO. 
Óxido de cálcio tratado superficialmente. 
Neutralizador de acidez e absorvedor de água contida em componen-
tes da mistura da borracha. 
Nos sistemas de vulcanização com aceleradores e enxofre, funciona 
também como ativador 
Marcas Comerciais: Kezadol (Kettlitz), Retisec (Retilox), Prosec 
(Proquitec). 
Dosagem: 5 a 10 phr. 
 
 
 
106 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 20 Diatomita 
 
A diatomita é extraída desedimentos de mares pré-históricos que 
desapareceram. Ela tem composição complexa, pois é constituída pelas 
carapaças (frústulas) de algas unicelulares. 
A diatomita, também conhecida por Kieselguhr como terra diatomá-
cea, terra de infusório e Trípoli, apresenta-se como pó branco, duro e 
leve; é usada como abrasivo, material filtrante, estabilizador de nitrogli-
cerina (dinamite) e tijolos refratários. 
Nas composições de elastômero, facilita a incorporação de óleos 
plastificantes e inibe a exsudação. 
Celite 577 – Celite Corp. 
 
 
 21 Dióxido de silício – SiO2 
 
Nome usual: Sílica 
As sílicas são compostos oxigenados do silício (SiO2), também co-
nhecidas como Dióxido de Silício ou Bióxido de Silício. 
A sílica precipitada é obtida a partir da areia e por sucessivos trata-
mentos físico-químicos, chega a se tornar um pó muito fino de cor bran-
ca e com estrutura cristalina amorfa, não oferecendo riscos ao ser humano. 
As sílicas amorfas são translúcidas e higroscópicas (absorvem água) e 
são utilizadas como cargas reforçadoras em composições de elastômeros. 
Quanto maior o tamanho de partícula, mais fácil a incorporação pelo 
composto, maior a higroscopicidade e menor o poder de cobertura. 
Quanto menor o tamanho de partícula, maior a tixotropia (gel  sol), a 
transparência e hidrofobicidade. 
A densidade desses produtos gira em torno de 2,0 g/cm3. Sua estru-
tura amorfa responde pela transparência. O índice de refração é próximo 
a 1,46 e o pH (4g em 100 ml de H2O) se situa entre 3,5 a 7,0. O grau de 
pureza chega a 99,8% de dióxido de silício (SiO2). 
A sílica amorfa tem características ácidas e normalmente são neutra-
lizadas com DEG, PEG ou TEA. 
A sílica precipitada (ppt) não é porosa, mas tem alta atividade super-
ficial e poder de cobertura desde 45m²/g a 225m²/g (nanopartículas). 
Não se recomenda a neutralização com CaO para evitar a transfor-
mação do SiO2 em silicato de cálcio, carga inerte. 
 
Produtos 107 
 
Para torná-lo hidrofóbico, basta adicionar-lhe 1 a 2% de DPG (Dife-
nil guanidina) ou 2 a 3% de silano (Si-69). 
A silanização, além de mudar a estrutura e as propriedades, torna a 
partícula silicosa mais compatível com o polímero (derivatização), au-
mentando seu poder de reforço no composto. 
A sílica derivatizada é hidrofóbica assim como a sílica pirogênica 
hidrófoba. Para distinguir a sílica amorfa da sílica pirogênica hidrófoba, 
num copo cheio de água, deixa-se cair uma pitada de sílica. Caso a sílica 
seja amorfa, absorve água e decanta; caso seja pirogênica hidrofóbica ou 
derivatizada, não molha, não decanta e, soprando, é levada pelo ar. 
As sílicas precipitadas amorfas não oferecem riscos à saúde humana, 
sendo aprovadas para contato com alimentos (BGA – Recomendação 
XXI e FDA – Capítulo 175/178 – Anvisa Resolução 123). Contudo a 
manipulação é feita com EPIs adequados. 
De fato, elas são quimicamente inertes, inodoras, insípidas e transpa-
rentes ou translúcidas. 
Como possuem estrutura química semelhante à do vidro, demoram a 
aquecer e a esfriar. Esta propriedade é explorada na vulcanização de 
produtos com paredes espessas (grossas). 
Também existe a sílica-gel que é utilizada como absorvedor de umi-
dade em laboratório e sachês para absorção de umidade visando a con-
servação dos produtos frente a esta. A sílica-gel apresenta-se no merca-
do com ou sem corante, a fim de facilitar a visualização do seu estado de 
saturação de umidade. Quando saturada (absorveu umidade) adquire 
coloração rósea. Aquecida a 110°C durante 1 hora, perde água, retor-
nando a cor azul. 
 
Marcas comerciais: Sílica 
Produtos Fabricantes 
Zeosil Rhodia 
Tixolex Rhodia 
Tixosil Rhodia 
Vulkasil Bayer (atual Lanxess) 
Aerosil Degussa (atual Evonik) 
Ultrasil Degussa (atual Evonik) 
Aktisil Struktol 
Cab-o-sil Cabot 
Hi-Sil PPG Industries Co. 
Silene PPG Industries Co. 
Rubersil Glasven 
Quadro 42 – Marcas comerciais: Sílica. 
 
108 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Produto Área pH 
Zeosil 185 155/195 m2/g 6,0/7,2 
Zeosil 175 155/195 m2/g 6,0/7,2 
Zeosil 125 105/145 m2/g 6,0/7,2 
Tixosil 333 155/195 m2/g 6,0/7,0 
Tixolex 28AB 70/130 m2/g 9,5/10,5 
Quadro 43 – Sílica: produto x área x pH. 
 
 
 22 Dióxido de Titânio – TiO2 
 
O Dióxido de Titânio é um pigmento branco de grande poder de co-
bertura que contribui para aumentar o efeito barreira contra penetração 
da radiação UV e aumenta a impermeabilidade dos filmes de PEBD e 
EVA. 
Funciona como estabilizador de pigmentos orgânicos, sobretudo os 
de cor azul que sem ele podem se tornar verdes, os pigmentos, durante a 
vulcanização do composto. 
Possui duas formas de arranjo cristalino: o Anatase e o Rutilo. A forma 
anatase possui menor custo e menor poder de cobertura, porém grande 
capacidade de absorção de luz UV. A forma rutilo é a mais comumente 
utilizada nos diversos nichos de mercado (tintas, pigmentos, borrachas, 
plásticos), apresentando melhor poder de cobertura e maior custo. 
O Dióxido de Titânio é um produto polifuncional: 
– Pigmento branco; 
– Aumenta a impermeabilidade; 
– Produto hidrófobo e isolante; 
– Ativador de pigmentos; 
– Estabilizador de pigmentos; 
– Compromete a resistência à abrasão; 
– Reflete a Radiação UV; 
– Possui efeito barreira a gases. 
 
Características do TiO2 Anatase Rutilo 
Densidade 4,2 3,9 
Calor específico 12,96 13,2 
Constante dielétrica 48,00 114,00 
Poder de cobertura m2/g 8,00 10,00 
Sistema cristalino Tetragonal Tetragonal 
Tamanho do cristal, Å 136,10 62,40 
Quadro 44 – Dióxido de Titânio: características TiO2. 
 
Produtos 109 
 
Marcas comerciais: Dióxido de Titânio 
Produtos Fabricantes 
Ti Pure Du Pont 
Tiona Tibrás (atual Millennium) 
Rhoditan ATI Rhodia 
Titanox X White Pigments 
Quadro 45 – Marcas comerciais: Dióxido de Titânio. 
 
 
 23 Dolomita 
 
A dolomita é um mineral constituído por carbonato duplo de cálcio e 
magnésio [CaMg(CO3)2]. Apresenta cristais hexagonais translúcidos ou 
transparentes. 
Dureza Mohs = 4 e densidade 2,9 g/cm3. 
Reage em contato com ácidos. É utilizada na fabricação de cimento 
e cal e sais magnesianos. 
Não apresenta características interessantes para utilização como adi-
tivo em borracha. 
 
 
 24 Di-Octil-Ftalato – DOP 
 
O DOP é um plastificante sintético, do tipo éster, líquido, incolor, 
especial para PVC, NBR. 
Não pode ser utilizado em produtos que tenham contato com alimen-
tos. Neste aspecto, pode ser substituído por outros plastificantes não 
ftálicos como o DOA – Di-Octil-Adipato ou plastificantes poliméricos 
que dificilmente podem ser extraídos do composto vulcanizado. 
Produtos que entram em contato com alimentos com mais de 5% de 
gordura toleram no máximo dosagem de 3% de DOP. 
 
 
 25 Difenil-Guanidina – DPG 
 
O DPG é um pó acinzentado, manchante, ponto de fusão 145°C e 
densidade 1,19. Solúvel em hidrocarbonetos, clorofórmio, álcool e éter. 
Pouco solúvel em água. 
 
110 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Acelerador secundário de vulcanização é também ativador de sulfena-
midas (CBS). Reage com o dióxido de silício à semelhança dos silanos. 
Dosagem: 0,25 a 0,50 phr. Não gera nitrosaminas. 
 
Marcas comerciais: DPG 
Produtos Fabricantes 
DPG Meyors 
Vulkacit D Lanxess 
Perkacit DPG Monsanto (atual Flexsys) 
Vanax DPG Vanderbilt 
Accelerateur Rapide D Saint Denis 
DPG American Cyanamid 
DPG Rhodia 
Eveite D Montecatini 
Rubator DPG General Química 
Vulcafor DPG ICI 
Quadro 46 – Marcas comerciais: DPG. 
 
 
 26 Ebonite 
 
A ebonite é uma borracha supervulcanizada com excesso de enxofre 
(25 a 30 phr) e de acelerador (8 phr de TMTD). 
Durante a reação de vulcanização ocorre a formação de grande vo-
lume de gases. 
Para absorvê-los e desativá-los,adicionam-se 20 phr de CaO o que 
impede a explosão do produto ao ser aliviada a pressão sobre o molde. 
A ebonite tem dureza em torno de 90 Shore A. Uma ebonite resilien-
te pode ser obtida com borracha natural e carbonato de cálcio precipita-
do como carga. 
 
 
 27 Elementos Restritos 
 
Alguns elementos químicos possuem seu uso restrito por serem tóxi-
cos e, por isso, precisam ser conhecidos para evitar a sua utilização, 
principalmente em composições para contato com alimentos. 
As diretivas da União Europeia podem ser encontradas no site 
www.europa.eu.int/eur-lex/en/search. 
 
 
Produtos 111 
 
1 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: ARSÊNIO E SEU COMPOSTO 
* Nome alternativo: Arsênio 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1989/677/EEC; 
* Método de teste: PrEN 14602:2002 (Total); 
* Limite aceitável: <10ppm. 
 
2 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: TINTURAS AZO 
* Nome alternativo: Azocolourants, AZO Dyes, Lista completa no Ane-
xo 1 da Europa Directive; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2002/61/EC; 
* Método de teste: DD CEN ISO TS17234:2003; 
* Limite aceitável: <30 ppm. 
 
3 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: CORANTES AZUIS (BLUE CO-
LORANTS) 
* Nome alternativo: Lista completa no Anexo 1 da Europa Directive; 
* Diretiva da União Europeia: Comission Directive 2003/3/EC; 
* Método de teste: CG-MS; 
* Limite aceitável: No máximo 0,1% compostos detectados (1000 ppm). 
 
4 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: CÁDMIO E SEUS COMPONENTES 
* Nome alternativo: Cádmio 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1991/338/EEC; 
* Método de teste: BS EN 1122 Total; 
* Limite aceitável: <10 ppm. 
 
5 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: CLORO ALCANOS 
* Nome alternativo: Chloroalkanes (C10 – C13), SCCP; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2002/45; 
* Método de teste: GC-MS; 
* Limite aceitável: <10 ppm. 
 
6 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: CROMO 6 
* Nome alternativo: Cromo Hexavalente; Cr6; Cr Vl; Crome; Cromates; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1994/62/EEC e 
2002/95/EU; 
* Método de teste: DIN 53314; 
* Limite aceitável: Não detectável (até 3 ppm). 
 
112 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
7 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: FORMALDEÍDO 
* Nome alternativo: Formol, Formaldeído; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2002/231 e 2002/371; 
* Método de teste: DD CEN ISO TS 17226:2003; 
* Limite aceitável: <100 ppm. 
 
8 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: COMPOSTO CHUMBO (LEAD 
COMPOUNDS) 
* Nome alternativo: Sais de ligação, Plumbo/compost Plumbic, PB.; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2002/95, 1994/62 e 
1989/677; 
* Método de teste: prEN 14602:2002 (Total); 
* Limite aceitável: <10 ppm. 
 
9 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: COMPOSTO DE MERCÚRIO 
* Nome alternativo: Quicksilver (Mercúrio) Hydrargyrum, Hg; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2002/95, 1994/62 e 
1989/67; 
* Método de teste: prEN 14602:2002 (Total); 
* Limite aceitável: Não detectável (até 0,02 ppm). 
 
10 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: NÍQUEL 
* Nome alternativo: Ni; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1994/27; 
* Método de teste: DIN 38406; 
* Limite aceitável: 4 ppm. 
 
11 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: NITROSAMINAS 
* Nome alternativo: N-Nitrosamina; Nitrosaminas e as substâncias a ela 
relacionadas ver Instrução Normativa da União Europeia; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1993/11; 
* Método de teste: BS em 12868:1999; 
* Limite aceitável: Não detectável (0,1 ppm). 
 
 
 
 
 
 
Produtos 113 
 
12 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: NONILFENOL E SEUS ETOXI-
LADOS 
* Nome alternativo: NP e NPE; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 2003/53; 
* Método de teste: GC-MS; 
* Limite aceitável: 100 ppm (soma de nonylphenols, octylphenols e seus 
etoxilados). 
 
13 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: ORGANO TIN COMPOUNDS 
* Nome alternativo: TBT, DBT, MBT; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1999/51; 
* Método de teste: DIN 38407 – 13; 
* Limite aceitável: TBT = 25 ppb Outros = 50 ppb. 
 
14 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: FENOL CLORADOS 
* Nome alternativo: Pentachlorophenol (PCP), Techlorophenol (TeCP) 
entre outros; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1995/51; 
* Método de teste: CEN TS 14494 2003; 
* Limite aceitável: <5 ppm para total de Fenol Clorado. 
 
15 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: PESTICIDAS 
* Nome alternativo: Insecticidas. Tipo 1-DDT, Dieldrin DTTB (Tlmepe-
rone). Tipo 2-DDT, LIndane, Aldrin, Methoxychlor, DDD, DDE, Hep-
tachlor, HEPTACHLOREPOXIDE, HCH, Malathion, Mirex, Parthion, 
Permethrin; 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1976/464; 
* Método de teste: EPA 8081 ou equivalente; 
* Limite aceitável: <1 ppm. 
 
16 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: FTALATOS 
* Nome alternativo: Di Ethyl Hexyl Phthalate (DEHP), Di ISO Nonyl 
Phthalate (DINP), Di Octyl Phthalate (DOP), Di ISO Decyl Phthalate 
(DIDP), Benzyl Butyl Phthalate (BBP), Di Butyl Phthalate (DBP); 
* Diretiva da União Europeia: Council Directive 1999/815; 
* Método de teste: GC-MS; 
* Limite aceitável: Total menor que 500 ppm. 
 
 
114 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
17 – SUBSTÂNCIA RESTRITA: PERFLUOR OCTANO SULFO-
NATOS (PFOS) 
* Método de teste: GC-MS; 
*Limite aceitável: <1000 ppm. 
 
Na European Chemicals Agency-ECHA (Agência Europeia de Quí-
micos), as seguintes substâncias são classificadas como substances of 
very high concern-SVHC (substâncias de grande preocupação), são defi-
nidas no artigo 57º do Regulamento (CE) nº 1907/2006 (o sistema RE-
ACH) e incluem substâncias que são: 
• cancerígenas, mutagênicas e tóxicas para a reprodução (CMR), que 
satisfaçam os critérios de classificação na categoria 1 ou 2, de acordo 
com a Diretiva 67/548/CEE; 
• persistentes, biocumulativas e tóxicas (PBT) ou muito persistentes 
e muito bioacumuláveis (mPmB), de acordo com os critérios estabeleci-
dos no Anexo XIII do regulamento REACH; e / ou 
• identificadas, numa base caso-a-caso, de provas científicas como 
causando prováveis efeitos graves para a saúde humana ou o ambiente 
de um nível de preocupação equivalente como aquelas acima (por 
exemplo, desreguladores endócrinos). 
Segue relação de substâncias (Atualizado em 01/09/2008): 
 
Substância CAS number Motivo 
Antraceno 120-12-7 PBT 
4,4’,Diaminodifenilmetano 101-77-9 CMR 
Dibutil-ftalato (DBP) 84-74-2 CMR 
Ciclododecano 294-62-2 PBT 
Dicloreto de cobalto 7646-79-9 CMR 
Pentóxido diarsênico (As2O5) 1303-28-2 CMR 
Trióxido diarsênico (As2O3) 1327-53-3 CMR 
Dicromato de sódio dihidratado 
(Na2Cr2O7.2H2O) 
7789-12-0 CMR 
5-tert-butil-2,4,6-trinitro-m-xileno 81-15-2 CMR 
Bis(2-etil-hexil-ftalato (DEHP ou DOP) 117-81-7 CMR 
Hexabromociclododecano (HBCDD) 25637-99-4 PBT 
Alcanos, C10-13, cloro 
(parafinas cloradas de cadeias curtas) 85535-84-8 PBT 
Oxido de Bis-tri-butil-estanho 56-35-9 Pbt 
Hidrogeno-Arsenato de Chumbo 7784-40-9 CMR 
Trietil Arsenato 15606-95-8 CMR 
Benzil-butil-ftalato 85-68-7 CMR 
Quadro 47: Substâncias de grande preocupação. 
 
Produtos 115 
 
Segundo a Resolução 105 da ANVISA, a qual regulamenta tecnica-
mente as disposições gerais para embalagens e equipamentos plásticos, 
inclusive revestimentos e acessórios, destinados a entrar em contato com 
alimentos, matérias-primas para alimentos, águas minerais e de mesa, 
assim como as embalagens e equipamentos de uso doméstico, elabora-
dos ou revestidos com material plástico não devem conter os elementos 
abaixo relacionados em quantidades superiores às seguintes porcenta-
gens (%m/m = percentual em massa por massa): 
 
Arsênio (solúvel em NaOH 1 N) 0,005 % m/m 
Bário (solúvel em HCl 0,1 N) 0,01 % m/m 
Cádmio (solúvel em HCl 0,1 N) 0,01 % m/m 
Zinco (solúvel em HCl 0,1 N) 0,20 % m/m 
Mercúrio (solúvel em HCl 0,1 N) 0,005 % m/m 
Chumbo (solúvel em HN03 1 N) 0,01 % m/m 
Selênio (solúvelem HCl 0,1 N) 0,01 % m/m 
Quadro 48: Limites conc. de metais conforme Resolução 105 – ANVISA. 
 
Também importante citar outros elementos que se classificam como 
tóxicos: 
– Antimônio (Sb); 
– Cobre (Cu); 
– Cromo VI (Cr); 
– Estanho (Sn); 
– Flúor (F2); 
– Prata (Ag). 
 
 
 28 EMCA Sol – quantiQ 
 
Óleo plastificante parafínico grau alimentar. Indicado para composi-
ções de NR, EPDM, IIR. Nos compostos de SBR, migra, se a dosagem 
ultrapassar os limites da compatibilidade. 
 
 
 
 
 
 
116 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 29 Enxofre – S 
 
O enxofre é um produto mineral encontrado em jazidas. 
Na destilação do petróleo um dos subprodutos é o enxofre que pode 
ter uma participação de 2% a 5% no petróleo. 
Após beneficiamento é um pó fino, amarelo que se constitui no prin-
cipal agente de vulcanização. 
Nas fórmulas de composição o teor de enxofre varia de elastômero 
para elastômero: 
NR – 2,5 phr; 
SBR – 2,0 phr; 
BR – 2,0 phr; 
EPDM – 1,8 phr; 
NBR – 1,8 phr. 
Não se usa enxofre normalmente em CR, CIIR, BIIR, CPE, Silicone, 
Fluoroelastômeros e PU. 
No CR pode-se usar enxofre para eliminar a cristalização precoce, 
mas neste caso o EPDM oferece melhores resultados. 
Os enxofres mais utilizados são do tipo ventilados. 
Quando ocorre a eflorescência em composto não curado, corrige-se 
o composto misturando meio a meio enxofre ventilado e enxofre insolú-
vel e a temperatura de vulcanização não pode ser superior a 155°C sob 
pena de alterar o sistema de cristalização e tornar o enxofre insolúvel 
capaz de migrar para a superfície. 
 
Marcas comerciais: Enxofre 
Produtos Fabricantes 
Enxofre Superventilado Intercuf 
Enxofre Duplamente Ventilado RCN 
Crystex Monsanto (atual Flexsys) 
Enxofre insolúvel Meyors 
Struktol SU Struktol 
Quadro 49 – Marcas comerciais: Enxofre. 
 
O enxofre elementar geralmente se arranja em estrutura octogonal. 
Ao ser aquecido, a estrutura se fragmenta em segmentos com número 
variável de átomos. Quanto mais alta a temperatura, menores os segmen-
tos. A NR vulcanizada a 145°C apresenta interligações com dois ou 
 
Produtos 117 
 
mais enxofres. Com o tempo e a utilização, aumenta o número de inter-
ligações, aumentando a dureza. 
 
Enxofre Insolúvel 
O enxofre insolúvel é uma forma alotrópica amorfa do enxofre ele-
mentar polimerizado e com massa molar variável entre 100.000 e 
300.000. É insolúvel em dissulfeto de carbono (CS2) e em borracha de 
um modo geral. 
A solubilidade depende do elastômero (NR, SBR ou NBR) e da 
temperatura (quanto mais alta mais solúvel o enxofre). 
Processado a quente, o elastômero forma solução supersaturada e, 
com o esfriamento, ocorre a precipitação. A migração se manifesta sob 
forma de pó esbranquiçado (afloramento). O enxofre insolúvel geral-
mente apresenta um grau de pureza de 80% e 20% de óleo mineral para-
fínico. 
Processado à baixa temperatura, o elastômero não dissolve o enxofre 
insolúvel, mas o incorpora como um aditivo comum. Contudo, com as 
temperaturas elevadas (155/170°C) o enxofre insolúvel transforma-se 
em solúvel e pode aflorar. Por isso para resolver o problema do aflora-
mento aconselha-se a: 
1. utilizar enxofre insolúvel mais enxofre solúvel na proporção de 1:1; 
2. reduzir ao máximo a temperatura de processamento; 
3. utilizar sistemas de cura com doadores de enxofre ou com baixo 
teor de enxofre; 
4. elaborar fórmulas ricas em aditivos adsorventes: sílica, caulim, si-
litin, diatomita, alumina, silicato de magnésio (talco); 
5. reduzir ao máximo o teor de aditivos incompatíveis: plastificantes, 
lubrificantes; 
6. estocar o enxofre insolúvel em local ventilado e abaixo de 40°C 
na ausência de aminas e amônia, que aceleram a transformação de enxo-
fre insolúvel em solúvel; 
7. no processamento, ficar abaixo de 95°C quando se usam acelera-
dores como TMTD, CBS, DPG e DOTG. Não ultrapassar 110°C quando 
se utilizam aceleradores como TBBS, MBTS, MBS e TMTM; 
8. proceder a vulcanização a temperaturas mais baixas, evitando 
temperaturas muito elevadas que favorecem a solubilidade do enxofre; 
9. garantir que o composto atinja alto índice de vulcanização o que 
desfavorece o afloramento. 
 
118 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 30 Estearato de Potássio 
 
O estearato de potássio é um sabão mole que pode ser utilizado co-
mo desmoldante interno em compostos que aderem às paredes das cavi-
dades dos moldes. Usado na cura de borracha poliacrílica. 
Fabricantes: Bärlocher e Chemson. 
 
 
 31 Estearato de Sódio 
 
O estearato de sódio é um sabão sólido que pode ser utilizado como 
desmoldante interno em composições de elastômeros que tendem aderir 
as cavidades do molde durante a reação de cura. Utilizado na cura de 
borracha poliacrílica e HNBR. 
Fabricantes: Bärlocher e Chemson. 
 
 
 32 Estearato de Zinco 
 
O estearato de zinco é utilizado como desmoldante quando se deseja 
evitar que lâminas ou perfis se soldem uns aos outros. 
O estearato de zinco pode ser usado na composição como desmol-
dante interno e como ativador de vulcanização em substituição ao ácido 
esteárico e óxido de zinco embora com menos eficiência. 
Fabricantes: Bärlocher e Chemson. 
 
 
 33 ETU – Etileno Tiureia 
 
2-mercapto-imidazolina. 
Acelerador de cura para CR e agente de cura para CIIR (2,5 phr). 
Produto manchante. 
Densidade: 1,42. 
 
 
 
 
 
 
Produtos 119 
 
Marcas comerciais: Etileno Tiureia 
Produtos Fabricantes 
ETU Meyors 
Na-22 Du Pont 
Aceler 22 Progomme 
Chemac 22 Chemicon 
Ethylene Thiourea Summit 
Noceler 22 Ouchi Shinko Chem. Ind. 
Pennac CRA Pennsalt 
Robac 22 Robinson Brothers 
Warecure C Ware Chemical Corp. 
Quadro 50 – Marcas comerciais: Etileno Tiureia. 
 
 
 34 Farinha de Madeira 
 
A farinha de madeira é um pó muito fino obtido por micronização de 
madeira. É utilizada como carga diluente e contribui para melhorar a 
estabilidade dimensional dos vulcanizados. 
Fabricante: Inbrasfama; 
80418 – fina; 
2044/55 – grossa; 
M-140/C – fina marrom. 
 
 
 35 Grafite em Pó 
 
O grafite em pó é preto-cinzento que suporta temperaturas muito 
elevadas. 
Por ser um produto não reforçante, compromete as propriedades me-
cânicas, mas se constitui em excelente desmoldante interno, além de sua 
ação lubrificante. 
Produtos com altos teores de resina fenólica aderem fortemente às 
paredes das cavidades dos moldes, mas, com a adição de 5 a 10 phr de 
grafite, a desmoldagem é perfeita. 
Mancais, estatores de bombas, tornam-se autolubrificantes quando o 
composto contém grafite. 
Embora inerte quimicamente, o grafite não pode ser utilizado em 
produtos que tenham contato com alimentos. Neste caso, pode-se utilizar 
teflon em pó com excelentes resultados. 
 
120 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 36 HMT – Hexametileno Tetramina – Urotropina 
 
Hexametileno-tetramina – HMT; 
Dosagem máxima: 10 phr; 
Utilizada como acelerador primário. 
Acelerador de baixa atividade e pouco utilizado. Tem ação retarda-
da, sendo usado como acelerador secundário em combinações com tia-
zóis (MBT, MBTS). Não é efetivo a baixas temperaturas. 
Funciona como ativador em composições carregadas com sílica. 
Possível substituto dos tiurans, para evitar a formação de nitrosami-
nas. 
Não produz afloramento, mancha. 
Sólido cristalino branco. Acelerador lento de vulcanização. Reti- 
culante de resinas fenólicas novolaca na dosagem de 9 a 10% calculados 
sobre a resina. 
A cura é feita a 160°C/170°C para obter rendimento máximo e eli-
minar resíduos mal cheirosos. 
Em composições translúcidas, desenvolve coloração amarelada tanto 
mais escura quanto maior a temperatura e tempo de vulcanização. 
Sob ação da luz solar,escurece rapidamente. 
 
Marcas comerciais: HMT 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit H30 Lanxess 
Aceler HMT Progomme 
Aceto HMT Aceto 
HMT Du Pont 
Vulcalon H e H30 Enro 
Quadro 51 – Marcas comerciais: HMT. 
 
 
 37 Kezadol 
 
Vide óxido de cálcio neste capítulo. 
 
 
 
 
 
 
Produtos 121 
 
 38 Litargírio – PbO 
 
O óxido de chumbo é um pó avermelhado com elevada densidade 
(9,53 g/cm³), insolúvel em água e altamente tóxico. 
Sua toxidez é cumulativa, pois o organismo não consegue eliminá-lo. 
A concentração de chumbo no sangue causa doença profissional 
chamada saturnismo. 
O Litargírio é excelente isolante elétrico e bloqueia o fendilhamento 
em série, por isso utilizado em composições para revestimento de cabos 
elétricos. 
Em alguns sistemas de cura foi utilizado, mas, em razão de sua ele-
vada toxidez, foi sendo substituído por alternativas mais seguras. 
O Litargírio em compostos clorados proporciona maior resistência à 
água, pois o cloreto de chumbo, formado na reação de vulcanização, é 
repelente à água. 
 
 
 39 Litopônio 
 
Pigmento branco constituído de sulfato de bário (70%) + sulfato de 
zinco (30%). 
Não substitui o dióxido de titânio, mas pode contribuir para bran-
quear o composto e baratear o custo da fórmula. 
Assim como ocorre com o carbonato de cálcio, o dióxido de titânio 
se torna mais efetivo com a presença desses pigmentos brancos. 
 
 
 40 MBS – 2-Morfolinotiobenzotiazol 
 
Nome químico: N-oxidietileno-2-benzotiazol-sulfenamida ou 2-
Morfolinotiobenzotiazol. 
Acelerador lento, manchante; pó de coloração bege e gerador de ni-
trosaminas. 
Uso: quando se requer maior segurança de processo. Exemplos típi-
cos são bandas espessas e extrusão, misturas altamente carregadas com 
negro de fumo tipo fornalha, misturas que devem ser estocadas por lon-
gos períodos tais como camelback. 
 
122 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
O MBS possui tempo de cura similar ao do TBBS, entretanto apre-
senta um tempo de scorch superior. Pode portanto substituir o TBBS na 
mesma dosagem quando se requer maior segurança de processo. É exce-
lente em correias reforçadas com cordão de aço e sua solubilidade é 
vantajosa para compostos de aplicações dinâmicas. 
 
Marcas comerciais: MBS 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit MOZ Lanxess 
Accelerator NOBS Meyors 
Banac MOR Bann Química 
Delac MOR Uniroyal (atual Chemtura) 
Morfax Vanderbilt 
Santocure MBS Monsanto (atual Flexsys) 
Vulcafor BSM ICI 
Quadro 52 – Marcas comerciais: MBS. 
 
 
 41 MBT – Mercaptobenzotiazol 
 
Acelerador primário de uso geral, não manchante e de ação mais rá-
pida que as sulfenamidas, porém mais lenta que os tiurans e ditiocarba-
matos. Não gera nitrosaminas. Não descora e tem leve ação antioxidante. 
É peptizante para NR. 
Largamente utilizado em NR, SBR e BR em dosagens de 0,8 a 1,5 
phr. É um ótimo acelerador secundário para IIR e EPDM, juntamente 
com os ditiocarbamatos. 
É ativado por tiurans (TMTD, TMTM), guanidinas (DPG, DOTG), 
ditiocarbamatos e aminas em peguenas quantidades (< 1,0 phr). 
 
Marcas comerciais: MBT 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit Merkapto Lanxess 
MBT Meyors 
Accelerateur R. G. Saint Denis 
Ancap Anchor Chemical Co. 
Banac MBT Bann Química 
Captax Vanderbilt 
Rotax Vanderbilt 
Eveite M Montecatini 
MBT American Cyanamid 
MBT Duperial 
 
Produtos 123 
 
MBT Imperial 
MBT Manufacture Landaise 
MBT Naugatuck (atual Chemtura) 
Naugex MBT Crompton (atual Chemtura) 
Thiotax Monsanto (atual Flexsys) 
Perkacit MBT Flexsys 
Rubator MBT General Química 
Vulcafor MBT ICI 
Quadro 53 – Marcas comerciais: MBT. 
 
 
 42 MBTS – Dissulfeto de Benzotiazila 
 
Acelerador primário de uso geral, não manchante, de ação semi-
rapida. É muito utilizado em produtos brancos ou com cores claras. 
Em SBR e BR requer um acelerador secundário para se obter curas 
mais rápidas. 
Atua como plastificante e retardante em compostos de CR tipo W. 
Pode ocorrer scorch em compostos com negro de fumo tipo forna-
lha. 
Cheiro característico e sabor muito amargo. 
Dosagem: 1,0 a 1,5 phr. Podendo ser utilizado acelerador secundário 
do tipo ditiocarbamatos (0,2 a 0,3 phr) ou DPG (0,4 a 0,6 phr). 
Pode ser utilizado em conjunto com MBT para balanceamento da 
curva de cura. 
Tem ação peptizante na NR. 
Tem igualmente ação regenerante quando se aplica trabalho mecâni-
co a quente em pó de borracha. 
Não gera nitrosamina. 
 
Marcas comerciais: MBTS 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit DM Lanxess 
MBTS Meyors 
Accelerateur Rapide G S Saint Denis 
Altax Vanderbilt 
Ancatax Anchor Chemical Co. 
Banac MBTS Bann Química 
Eveite DM Montecatini 
MBTS American Cyanamid 
MBTS Manufacture Landaise 
MBTS Naugatuck (atual Chemtura) 
 
124 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
MBTS Rhodia 
Naugex MBTS Uniroyal (atual Chemtura) 
Thiofide Monsanto (atual Flexsys) 
Perkacit MBTS Flexsys 
Rubator MBTS General Química 
Vulcafor MBTS ICI 
Quadro 54 – Marcas comerciais: MBTS. 
 
 
 43 Mica 
 
A mica é um produto mineral formado por lamelas silicosas brilhan-
tes. 
Mica é um nome genérico de grande família mineral de hidrossilica-
tos de alumínio, potássio, ferro e magnésio. 
Micas magnesianas: flogopita e biofita. 
A Mica micronizada (#300) funciona como carga diluente de alto 
peso específico que não oferece maior vantagem, por isso, raramente 
utilizada em composições de elastômero. 
 
 
 44 Mínio – Pb3O4 
 
Sinônimos: Zarcão, óxido de chumbo vermelho, tetraóxido de 
chumbo vermelho, tetraóxido de chumbo, laranja mineral, vermelho 
mineral, vermelho parís e vermelho saturno. 
Assim como o litargírio, está em desuso devido a sua grande toxi-
dez; vide substância restritas nesta obra. 
Em borracha foi utilizado como estabilizante térmico (receptor áci-
do) para borracha poliacrílica. 
 
 
 45 Negros de Fumo – Carbon Black 
 
Grupo I 
Tamanho de partícula: 11 a 19 nm; 
Poder de cobertura: 140/130 m2/g; 
Sigla anterior: SAF – Super Abrasion Furnace – N. F. de super-
resistência à abrasão. 
 
Produtos 125 
 
Códigos ASTM: 
N-110 – SAF; 
N-119 – SAF; 
N-121 – SAF-HS (High Structure – alta estrutura); 
N-155 – SAF; 
N-166 – SAF; 
N-195 – SCF (Super Conductive Furnace – N. F. fornalha super-
condutivo). 
 
Grupo II 
Tamanho de partícula: 20/25 nm; 
Poder de cobertura: 120/110 m2/g; 
Sigla anterior: ISAF – Intermediate Super Abrasion Furnace – N. F. 
intermediário de super resistência à Abrasão. 
Códigos ASTM: 
N-200 – ISAF-LS (Low Structure – baixa estrutura); 
N-212 – ISAF-SCF; 
N-219 – ISAF-LS; 
N-220 – ISAF-HM (High Modulus – alto módulo) – pH = 9,3; 
N-231 – ISAF-LM (Low Modulus – baixo módulo); 
N-234 – ISAF-LM; 
N-242 – ISAF-HS; 
N-270 – ISAF-HS; 
N-285 – ISAF-HS; 
N-293 – ISAF-CF (Conductive Furnace – N. F. fornalha condutivo); 
N-294 – ISAF – SCF – (Super Conductive Furnace); 
N-296 – ISAF – CF. 
 
Grupo III 
Tamanho de partícula: 26/30 nm; 
Poder de cobertura: 90/60 m2/g; 
Sigla anterior: Várias; 
Códigos ASTM: 
S-300 – EPC – (Easy Processing Channel – N. F. canal fácil. proces-
samento – pH 4,50); 
S-301 – MPC – (Medium Processing Channel – N. F. de médio pro-
cessamento); 
 
126 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
S-315 – HAF-LS (High Abrasion Furnace – Low Structure: N. F. 
fornalha de alta resistência à abrasão, baixa estrutura); 
N-326 – CRF – Channel Replacement Furnace – N. F. canal contra-
tipo do N. F. fornalha; 
N-327 – HAF-LS; 
N-330 – HAF – pH 9,00; 
N-347 – HAF – HS (High Structure – alta estrutura); 
N-339 – HAF-HS; 
N-358 – SPF – Super Processing Furnace – N. F. fornalha de su- 
perprocessamento; 
N-351 – HAF – HS; 
N-363 – SPF. 
 
Grupo IV 
Tamanhode partícula: 31/39 nm; 
Poder de cobertura: 70/50 m2/g; 
Sigla anterior: Várias; 
Códigos ASTM: 
N-440 – FF (Fine Furnace: N. F. fornalha fino); 
N-472 – XCF – ECF (Extra Conductive Furnace – N. F. fornalha ex-
tracondutivos). 
 
Grupo V 
Tamanho de partícula: 40/48 nm; 
Poder de cobertura: 40/30 m²/g; 
Sigla anterior: FEF – Fast Extrusion Furnace – N. F. fornalha de fá-
cil extrusão; 
Códigos ASTM: 
N-539 – FEF-LS; 
N-542 – FEF-LS; 
N-550 – FEF; 
N-568 – FEF-HS. 
 
Grupo VI 
Tamanho de partícula: 49/60 nm; 
Poder de cobertura: 60/50 m2/g; 
Sigla anterior: Várias; 
Códigos ASTM: 
 
Produtos 127 
 
N-601 – HMF – High Modulus Furnace – N. F. fornalha de alto mó-
dulo; 
N-650 – GPF – HS – (General Purpose Furnace – N. F. fornalha de 
uso geral); 
N-660 – GPF; 
N-683 – APF – All Purpose Furnace – N. F. fornalha de uso geral. 
 
Grupo VII 
Tamanho de partícula: 61/100 nm; 
Poder de cobertura: 30/25 m2/g; 
Sigla anterior: SRF – (Semi Reinforcing Furnace – N. F. fornalha 
semi-reforçante); 
Códigos ASTM: 
N-724 – APF; 
N-741 – APF; 
N-754 – SRF-LS; 
N-761 – SRF-LM; 
N-762 – SRF-LM; 
N-765 – SRF-HS; 
N-770 – SRF-HM – pH 9,30; 
N-774 – SRF HM-NS (Non Staining – N. F. fornalha não manchante); 
N-785 – MPF – (Médium Processing Furnace – N. F. fornalha de 
processamento médio); 
N-787 – SRF-HM. 
 
Grupo VIII 
Tamanho de partícula: 101/200 nm; 
Poder de cobertura: 20/15 m2/g; 
Sigla anterior: FT – (Fine Thermal – N. F. termal fino). 
 
Grupo IX 
Tamanho de partícula: 201/500 nm; 
Poder de cobertura: 10/05 m2/g; 
Códigos ASTM: 
N-900 – Thermax; 
N-907 – ; 
N-990 – MT – Medium Thermax – N. F. termal médio (pH = 8,5). 
 
 
128 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Grupo X 
N-1020 – Thermax. 
 
Observações: 
1 – O Grupo 0 (zero) é constituído de partículas cujo tamanho se si-
tua entre 1 e 10 nm. 
2 – Os fornecedores de negro de fumo possuem codificação especial, 
mas basta indicar o código ASTM que eles conhecem o seu produto 
correspondente. 
3 – Outras siglas eventualmente utilizadas: 
CC – Conductive Channel – N. F. canal condutivo; 
HPC – Hard Processing Channel – N. F. canal de difícil processa-
mento; 
HEF – High Elongation Furnace – N. F. de alto alongamento; 
ECF – Extra Conductive Furnace – N. F. fonralha extracondutivo; 
FT – Fine Thermal – N. F. termal fino; 
MPF – Multipurpose Furnace – N. F. fornalha multiuso. 
 
 
Propriedades e características dos NF para borracha 
Propriedade Tipos de Negro de Fumo 
Alta tensão de ruptura N-115, N-220, N-234, N-326, N-375 
Boa resistência ao rasgamento N-326 
Alto alongamento N-326, N-660, N-762 
Alto módulo N-234, N-339, N-347, N-375, N-683 
Baixo desenvolvimento de calor N-660, N-762 
Resistência dinâmica ao calor N-326 
Resistência dinâmica à rachadura N-683 
Boa resistência à fadiga N-683 
Resistência à abrasão N-115, N-220, N-234, N-339, N-375 
Melhor qualidade de extrusados 
e calandrados mais homogêneos N-234, N-347, N-550, N-683 
Dureza N-115, N-220, N-234, N-339, N-375 
 
 
 
 
 
Produtos 129 
 
Tabela comparativa dos principais Negros de Fumo 
Código 
ASTM Tipo de NF Símbolo 
Diâmetro da
partícula 
em (µm) 
Aplicações 
N 110 Fornalha Superabrasão SAF 0.019 Pneu de caminhão 
N 119 Fornalha Superabrasão SAF-LS 0.019 Pneu de caminhão 
N 166 Fornalha Superabrasão Alta Estrutura SAF-HS 0.019 Aplicações especiais 
N 219 
Fornalha Super 
Abrasão Intermediário 
Baixa Estrutura 
ISAF-LS 0.022 Aplicações especiais 
N 220 Fornalha Super Abrasão Intermediário ISAF 0.023 
Pneus fora 
de estrada 
N 326 Fornalha Alta Abrasão Baixa Estrutura HAF-LS 0.026 
Peças para 
motores, correias 
N 330 Fornalha Alta Abrasão HAF 0.029 
Laterais de pneus 
de bicicleta 
N 339 Fornalha Alta Estrutura HAF 0.026 
Correias e pneus de 
carro de passageiro 
N 347 Fornalha de Alta AbrasãoAlta Estrutura HAF-HS 0.026 
Correias e pneus de 
carro de passageiro 
N 358 Fornalha Superprocessável SPF 0.027 
Correias e pneus de 
carro de passageiro 
N 440 Fornalha Fina FF 0.033 Materiais Elétricos 
N 539 
Fornalha 
de Rápida Extrusão 
Baixa Estrutura 
FEF-LS 0.042 Carcaças de pneu de passeio 
N 550 Fornalha de Rápida Extrusão FEF 0.042 
Copos de freios, 
peças técnicas 
N 660 Uso geral GPF 0.060 Carcaças de pneus, anéis 
N 683 Fornalha diversos usos APF 0.059 Carcaças de pneu, revestimentos 
N 762 Fornalha SemirreforçanteBaixo Módulo SRF 0.070 
Peças técnicas, 
mangueiras 
hidráulicas 
N 770 Fornalha SemirreforçanteAlto Módulo SRF-HM 0.062 
Laterais de pneus 
e protetores 
N 880 Termal Fino FT 0.150 Extrusão e cabos de baixa voltagem 
N 990 Termal Médio MT 0.500 Extrusão e cabos de baixa voltagem 
Fonte: www.vulcanizar.com.br 
 
130 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Marcas comerciais: Negro de Fumo 
Produtos Fabricantes 
Statex Columbian 
Furnex Columbian 
Coperblack Columbian 
Raven Columbian 
Condutex Columbian 
Monark Cabot 
Spheron Cabot 
Vulcan Cabot 
Sterling Cabot 
Printex Evonik 
Corax Evonik 
Thermax Cancarb Limited 
United United 66 
Aro Huber 
Essex Huber 
Continex Witco Continental 
Phillblack Phillips 
Quadro 55 – Marcas comerciais: Negro de Fumo. 
 
 
 46 Nonox OD 
 
Antioxidante manchante à base de Difenilamina-Octilada. 
 
Marcas comerciais: Nonox OD 
Produtos Fabricantes 
Flectol ODP Monsanto (atual Flexsys) 
Nonox OD ICI 
Permanax ODPA Flexsys 
Quadro 56 – Marcas comerciais: Nonox OD. 
 
 
 47 Octamine 
 
Bis(dimetil-benzil-difenilamina). 
Antioxidante indicado para CR em produtos submetidos a calor. 
Em SBR e NBR indicado para resistência contra fadiga por dobra-
mento. 
 
 
 
 
Produtos 131 
 
Marcas comerciais: Octamine 
Produtos Fabricantes 
Octamine Uniroyal (atual Chemtura) 
Permanax 49 HV Rhodia 
Quadro 57 – Marcas comerciais: Octamine. 
 
 
 48 Óleo Plastificante Aromático 
 
O óleo plastificante aromático é indicado para composições escuras 
de NR, BR, SBR, SSBR, NBR, IR, CR. 
Os óleos plastificantes aromáticos são considerados manchantes, têm 
baixa polaridade e são menos voláteis (mais estáveis) em altas tempera-
turas. 
A viscosidade deles é mais elevada que a dos óleos parafínicos e 
naftênicos. 
A coloração dos óleos aromáticos é bastante escura. 
Eles também são mais facilmente extraídos em testes de imersão em 
solventes, principalmente solventes da mesma família (BTX). 
Por apresentarem componentes solúveis em água, não são indicados 
para produtos que tenham contato com alimentos: 
– Massa específica: 1,10; 
– Ponto de fulgor: 204°C; 
– Teor de enxofre: 6% máx.; 
– Índice de refração: 1,5700. 
 
Marcas comerciais: Óleo aromático 
Produtos Fabricantes 
Extrato Aromático Neutro Pesado NPA Petrobras 
Óleo Extensor Neutro Pesado NPA Petrobras 
Dutrex R Shell 
Flexbor Ipiranga (atual quantiQ) 
Sundex 8125 Sun 
Quadro 58 – Marcas comerciais: Óleo aromático. 
 
 
 49 Óleo Plastificante Parafínico 
 
Óleo plastificante parafínico indicado para NR, SBR, BR, CSM, 
EPDM, IIR, BIIR e CIIR. 
 
132 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Por suas características, os óleos plastificantes parafínicos podem ser 
considerados mais como auxiliares de processo do que como plastifican-
tes propriamente. 
Não afetam a coloração dos artefatos. 
 
Marcas comerciais: Óleo parafínico 
Produtos Fabricantes 
Flexpar Ipiranga (atual quantiQ) 
Alfa Oil Alfa Química 
Flexol Humble Oil 
Flexon 885 Exxon 
Shellflex 451 Shell 
EMCA Sol quantiQ 
Quadro 59 – Marcas comerciais: Óleo parafínico. 
 
 
 50 Óleo Plastificante Naftênico 
 
O óleo naftênico é utilizado tanto como plastificante, quanto como ex-
tensor.Possui boa compatibilidade com a grande maioria dos elastômeros co-
muns. Assim, é possível acrescentar teores mais elevados (comparado aos 
parafínicos) às composições de borracha. 
Apresenta uma coloração mais opaca (translúcida). A viscosidade é um 
pouco maior que a dos óleos parafínicos e também é considerado como não 
manchante em artefatos de borracha. 
Confere boa resistência à baixa temperatura. 
Compatível com NR, SBR e EPDM. 
 
Marcas comerciais: Óleo naftênico 
Produtos Fabricantes 
Nyflex Nynas 
Flexnap Ipiranga (atual quantiQ) 
Flexol Humble Oil 
Flexon Exxon 
Shellflex Shell 
Quadro 60 – Marcas comerciais: Óleo naftênico. 
 
 
 
 
 
 
Produtos 133 
 
 51 Óleo de Rícino 
 
Óleo vegetal extraído das sementes da mamona. É um excelente 
plastificante para borracha natural quando se deseja moldagem rica em 
detalhes. 
O factis inicialmente era feito a partir do óleo de rícino. 
 
 52 Óleo de Silicone 
 
O óleo de silicone é um líquido cristalino de alta viscosidade, utili-
zado como plastificante dos elastômeros de silicone e EPDM. 
Comunica aos produtos um aspecto brilhoso. Não muda de cor. 
 
Marcas comerciais: Óleo de Silicone 
Produtos Fabricantes 
Viscasil H60 GE 
Oleo DC DOW Corning 
AK Wacker 
Rhodiasil Rhodia 
Baysilone Bayer 
Quadro 61 – Marcas comerciais: Óleo de Silicone. 
 
 
 53 Óleo Essencial de Pinho 
 
O óleo essencial de pinho é extraído de plantas da família das coní-
feras (Pinus) e tem odor característico de terpenos. 
Em razão de sua alta insaturação, reage facilmente, de modo que 
substâncias mal cheirosas (aminas, mercaptanas, isonitrilas) são trans-
formadas em produtos de odor menos intenso. 
O forte odor de óleo essencial de pinho pode se tornar desagradável 
quando dosado em excesso, por isso a moderação também é essencial. 
 
 
 54 Óxido de Cálcio – CaO 
 
Nome usual: Cal Virgem. 
O óxido de cálcio é um pó branco, corrosivo, que reage energica-
mente com água para formar o hidróxido de cálcio (cal apagada): 
 
134 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
CaO + H-OH  Ca (OH)2 
O hidróxido de cálcio não perde água senão quando aquecido acima 
de 160°C. 
O óxido de cálcio é muito reativo e tanto absorve água (umidade do 
ar) como o gás carbônico presente na atmosfera por formar carbonato de 
cálcio. 
CaO +CO2  CaCO3 
A vida útil em embalagem fechada é de seis meses. Por isso, muitos 
fornecedores oferecem óxido de cálcio disperso em óleo, o que prolonga 
a vida útil do produto. 
Na fabricação de ebonite (8 phr de TMTD e 30 phr de enxofre) há 
formação de grande volume de gases sulfurosos que precisam ser absor-
vidos sob pena de causar explosão do artefato ao ser aliviada a pressão 
após a vulcanização. 
Adicionam-se ao composto de ebonite 20 phr de CaO que transfor-
mam esses gases em sulfatos de cálcio (sólidos), preservando a integri-
dade do artefato. 
O óxido de cálcio não deve ser utilizado em compostos com dosa-
gens de sílica como carga reforçadora, pois reage com ela formando 
silicato de cálcio, produto não reforçador. 
 
Marcas comerciais: óxido de cálcio 
Produtos Fabricantes 
Retisec – CaO tratado Retilox 
Kezadol – CaO tratado Kettlitz 
Prossec 90 – CaO tratado Proquitec 
Quadro 62 – Marcas comerciais: Óxido de Cálcio. 
 
 
 55 Óxido de Ferro – FeO 
 
O óxido de ferro é um pigmento fortemente ácido que retarda o sis-
tema de vulcanização convencional, por isso necessita de neutralização 
com TEA, PEG. 
Funções: 
– Pigmento; 
– Retardador de vulcanização; 
– Ponto de fusão: > 1.000°C; 
– pH = 2,5/3,5. 
 
Produtos 135 
 
Marcas comerciais: Óxido de Ferro 
Produtos Fabricantes 
Óxido de Ferro Astrall Quimica 
Bayferox Bayer 
Quadro 63 – Marcas comerciais: Óxido de Ferro. 
 
 
 56 Óxido de Magnésio – MgO 
 
O óxido de magnésio é fornecido sob forma de pó branco. Aquecido, 
adquire coloração amarela. 
Na cura dos elastômeros halogenados (CR), calcula-se 4 phr de 
MgO para 5 phr de ZnO. 
No elastômero CIIR o teor de cloro é de 1,8%, então a dosagem de 
MgO é 1,8 x 4% = 0,07  0,1 phr. 
No Hypalon, como o teor de cloro é variável, calcula-se a quantida-
de de magnésio da mesma forma mostrada para o CIIR. 
Nos demais elastômeros halogenados (CPE, BIIR, fluoroelastôme-
ros), o procedimento é o mesmo porque o Magnésio funciona como re-
ceptor de halogênio lábil. 
A vida útil do MgO é curta, pois reage com o CO2 e umidade do ar à 
temperatura ambiente, formando carbonato de magnésio (MgO + CO2 
 MgCO3) e hidróxido de magnésio (MgO + H2O Mg(OH)2), produ-
tos inativos na cura com óxidos metálicos. 
A vida útil com embalagem bem fechada é de seis meses. 
Para verificar se houve ou não degradação do óxido de magnésio, é 
só dissolver em HCl 50%. Havendo efervescência, é prova de que já 
ocorreu carbonatação. 
Hoje diversos fornecedores apresentam misturas-padrão de óxido de 
magnésio em óleo, com o objetivo de prolongar o tempo de vida útil. 
 
Marcas comerciais: Óxido de Magnésio 
Produtos Fabricantes 
Elastomag 170P Atochem 
Maglite D Hallstar 
Scorchgard D Rhein Chemie (dispersão) 
Struktol 890 (ZnO/MgO) Struktol 
Óxido de Magnésio FM 10 Buschle & Lepper 
Quadro 64 – Marcas comerciais: Óxido de Magnésio. 
 
 
136 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 57 Óxido de Zinco – ZnO 
 
O óxido de zinco é obtido por injeção de forte corrente de ar em ca-
dinho onde o zinco está líquido (fundido). O zinco reage com o oxigênio 
do ar e forma o óxido. 
O grau de pureza depende da matéria-prima utilizada: zinco puro ou 
sucata. 
O óxido de zinco pode atingir um grau de pureza de 99%. É um pó 
branco, adstringente, que funciona como ativador do sistema de vulcani-
zação combinado com o ácido esteárico. 
O óxido de zinco ativo apresenta alta área superficial, que se encon-
tra na faixa de 45 m2/g, sendo dosagem usual 1,5 – 2 phr; enquanto que 
os óxidos de zinco normais possuem uma área superficial de 5 a 9 m2/g e 
dosagem de 4 – 5 phr. Também existe o oxido de zinco transparente que 
contém percentagem elevada de carbonato de zinco, o que o torna mais 
eficiente e por isso, quando utilizado, pode-se reduzir a dosagem para 2 
– 3 phr. 
Zinkoxyd Aktiv – óxido de zinco ativo da Bayer (Lanxess). 
Além de ativador de vulcanização, o óxido de zinco é agente de cura 
parcial para elastômeros halogenados, CR, CPE, CIIR, BIIR, Hypalon. 
Como ativador de agentes de expansão, baixa o ponto de decompo-
sição das Azodicarbonamidas (8 phr). 
Com dosagens maiores (10-20 phr) o óxido de zinco melhora a con-
dutibilidade térmica, contribuindo para reduzir o tempo de cura de pro-
dutos com paredes espessas (grossas). 
Dissolve completamente em HCl 50%, sem formar borbulhas. Se 
houver efervescência, indica presença de carbonato. Aquecido o ZnO 
adquire coloração amarela. 
Peso específico: 5,5 g/cm3 
 
Marcas comerciais: Óxido de Zinco 
Produtos Fabricantes 
Zinkoxyd Aktiv Lanxess 
Óxido de Zinco BR 900 Brasóxidos 
Óxido de Zinco BO Votorantim Metais 
Oxrubber Auricchio 
Protox 168 New Jersey Zinc 
Struktol WB 700 – Dispersão de ZnO Struktol 
Quadro 65 – Marcas comerciais: Óxido de Zinco. 
 
 
Produtos 137 
 
 58 Parafina 
 
Hidrocarbonetos saturados (alcanos) de cadeia aberta, geralmente 
com mais de 18 carbonos na molécula. 
Lubrificante e desmoldante interno. 
Bloqueador de radiação UV. 
 
 
 59 Parafina Clorada 
 
A parafina clorada é um plastificante especial para CR, CIIR e even-
tualmente NBR. 
Geralmente, contém 50% em peso de cloro e por isso é um excelente 
antichama. 
É solúvel em clorofórmio, tricloroetileno; insolúvel em água. 
Densidade: 1,24/1,26. 
 
Marcas comerciais: Parafina Clorada 
Produtos Fabricantes 
Clorax 50 BannQuímica 
Quadro 66 – Marcas comerciais: Parafina Clorada. 
 
 
 60 Polietileno Glicol – PEG 
 
A utilização de polietileno glicol como auxiliar de vulcanização 
apresenta muitas vantagens, sendo as principais: 
Minimiza o efeito da microporosidade intrínseca da sílica, encapsula 
estas partículas e evita a adsorção dos aceleradores de vulcanização, 
permitindo utilizar menores quantidades do acelerador e evita prolongar 
excessivamente o tempo de processo. 
Facilita a incorporação e melhora a interação carga-polímero, possi-
bilitando a uniformidade das propriedades físicas em todo o lote de bor-
racha, evitando a migração da carga e conferindo melhorias às proprie-
dades, como a resistência ao rasgamento, tensão de ruptura e o módulo. 
Produz um efeito lubrificante sobre a massa de borracha, melhoran-
do as condições de processamento. 
Em temperatura ambiente e nas condições de processo de vulcaniza-
ção, evita o acúmulo no ambiente de trabalho e o risco de explosão. 
 
138 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
É fornecido em flocos e tem baixa volatilidade, o que facilita o ma-
nuseio e a incorporação do produto, ao contrário do Dietileno Glicol-
DEG (é liquido), sendo utilizado em menor quantidade. 
Tem elevado grau de pureza, baixa toxidez e compatibilidade dérmi-
ca, sendo apropriado na fabricação de artigos para a pele e produtos des-
tinados à indústria alimentícia. 
Deve-se utilizar sobre a quantidade da carga ácida: até 5 % para sílica 
e 1% sobre caulim ou óxido de ferro. 
Quando misturada em cilindro, deve observar a fusão completa do 
produto durante a mistura. 
 
Marcas comerciais: Polietileno Glicol 
Produtos Fabricantes 
Carbowax 3350 Union Carbide 
Utrarub 4000 F Oxiteno 
PEG 4000 Diversos 
Quadro 67 – Marcas comerciais: Polietileno Glicol. 
 
 
 61 Pentaeritritol 
 
Tetrametilolmetano; 
Pó cristalino branco, solúvel em água insolúvel em BTX; 
Ponto de ebulição: 276°C; 
Ponto de fusão: 262°C; 
Densidade: 1,40; 
Combustível não tóxico; 
Utilizado em composições de Hypalon (30 phr) com 40 phr de MgO, 
20 phr de TMTD. 
 
 
 62 Plastificantes 
 
Vide óleo Aromático, Naftênico, Parafínico e Silicone. 
 
 
 
 
 
 
Produtos 139 
 
 63 Plastificantes Poliméricos 
 
Plastificantes poliméricos são produtos orgânicos sintéticos com 
elevada massa molar. 
Por possuírem extensa cadeia carbônica, misturam-se com as ma-
cromoléculas poliméricas e sua extração torna-se difícil e geralmente 
incompleta, por isso são recomendados em produtos onde se quer evitar 
a ocorrência da exsudação e, em menor grau, a extração em contato com 
produtos que se deseja isentar de contaminações. 
Quando a extração de plastificantes usuais ocorre provocando au-
mento da dureza, recomenda-se a utilização parcial ou total de plastifi-
cantes poliméricos. 
 
Marcas comerciais: Plastificantes Poliméricos 
Produtos Fabricantes 
Paraplex C. P. Hall 
Viernol Scandiflex 
Quadro 68 – Marcas comerciais: Plastificantes Poliméricos. 
 
 
 64 Pó de Borracha 
 
O pó de borracha tem hoje muitas aplicações como: aditivo para as-
falto na pavimentação de rodovias, onde aumenta a durabilidade da pista 
de rolamento; como suporte para grama sintética em quadras esportivas; 
como carga em composição de borracha (#40); e como matéria-prima 
para produção de regenerado. 
O pó #40 é o mais comercializado, sendo obtido a partir de pneus 
velhos e se constitui num componente de grande valor porque propicia 
um aumento de volume desproporcional ao aumento de peso; assim, o 
composto torna-se menos denso. 
O que enche a cavidade do molde é o volume do material e não o 
peso. Pode-se obter maior número de artefatos do que o obtido com o 
mesmo peso de outro composto mais denso. 
Cada elastômero tem capacidade limitada de incorporar aditivos e, 
sobretudo, pó de borracha. 
 
140 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Dependendo do elastômero, da granulometria do pó e dos demais 
componentes da mistura, as dosagens podem chegar a 200% e até 300% 
e o composto ainda pode ser processado normalmente. 
A mistura feita em bambury a quente com peptizante (MBT ou 
MBTS) produz a regeneração superficial que facilita a sinterização dos 
grãos de borracha e passam a funcionar como se estivessem regenera-
dos. 
A utilização crescente que hoje se verifica desse produto viabiliza 
unidades recicladoras de pneus velhos e rebarbas industriais. A natureza 
agradece. 
 
 
 65 Pó de Teflon 
 
O Teflon em pó é utilizado como carga em composições de NBR pa-
ra aumentar a resistência ao calor e aos derivados de petróleo. 
A temperatura de cura é alta (165°C a 170°C), o que propicia um 
acabamento superficial de excelente qualidade e desmoldagem normal. 
A dosagem é baixa: 3 a 5 phr. 
Fornecedores: 
– Uniflon, 
– Whitford, 
– Aflon. 
 
 
 66 Quartzita – Pó de Quartzo Micronizado 
 
O pó de quartzo é utilizado como carga em silicone, pois não tem 
atividade superficial. É uma maneira de reduzir custos, mas só é válida 
para produtos que não sejam submetidos a fortes solicitações mecânicas. 
Para essas aplicações existem alternativas mais inteligentes que 
aprimoram as propriedades dos elastômeros de silicone, como por 
exemplo, fibra de vidro ou sílica pirogênica. 
O pó de quartzo é utilizado como abrasivo em composições de poli-
dores de borracha quando se deseja trabalhar produtos de vidro. 
O carbeto de silício (Carborundum ou pó de esmeril) não consegue 
desgastar o vidro, mas o pó de quartzo sim. 
 
 
Produtos 141 
 
 67 Resina Fenólica Reativa (tipo Novolaca) 
 
Resina fenólica reativa da Schenectady/CRIOS. 
É um pó amarelo com 10% de HMT, utilizado para aumentar a du-
reza de compostos de borracha, sobretudo quando se deseja atingir os 
valores máximos nesta propriedade. 
A dosagem varia de acordo com a rigidez pretendida e pode chegar a 
45 phr. 
A cura é feita a 160°C/170°C para atingir reticulação máxima e eli-
minação de resíduos de forte odor. 
Quando a cura é deficiente, o produto percutido tem som amorteci-
do. 
Quando a cura atingiu alto índice, o artefato ao ser percutido emite 
som de madeira enrigescida. 
 
Marcas comerciais: Resina fenólica reativa 
Produtos Fabricantes 
SP-6600 Schenectady/CRIOS 
THOR MD Alba atual Hexion 
Resafen (antiga Varcum HF-328) Resana (atual Reichold do Brasil) 
Quadro 69 – Marcas comerciais: Resina fenólica reativa. 
 
 
 68 Resina Fenólica Não Reativa 
 
A resina fenólica novolaca da Schenectady/CRIOS SP-1068 é utili-
zada em elastômeros polares para melhorar a adesão metal-borracha. 
Aumenta a coesão consideravelmente com apenas 3 phr. 
É igualmente aditivo importante em adesivos de policloropreno 
(CR) base solvente. 
Também é utilizada como agente taquificante em elastômeros. 
 
 
 69 Resina de Cumarona-Indeno 
 
A resina de cumarona-indeno é um plastificante adequado para elas-
tômeros polares, sobretudo os NBR. 
É comercializada sob forma sólida (escamas) e sob forma líquida de 
alta viscosidade. 
 
142 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Foi listada como suspeita de ter características carcinogênicas e reti-
rada do mercado. Atualmente é utilizada em alguns casos especiais, pois 
o lançamento no mercado das Resinas Unilene (de características não 
tóxicas) restringiu-lhe a demanda. 
Cumar MH – Neville. 
 
 
 70 Resina Taquificante 
 
A resina taquificante é obtida sinteticamente e se constitui num 
aglomerante compactador que desenvolve a pegajosidade. 
Como as demais resinas, ela também reduz a resistência à abrasão, 
mesmo em baixa dosagem. 
Contra-tipos: Protack, Unilene, Comarlub, SP-1068. 
 
 
 71 PVI – Inibidor de Vulcanização 
 
Inibidor de vulcanização lançadopela Monsanto (atual Flexsys). 
Sua função é a de impedir a pré-vulcanização durante a estocagem 
de produtos acelerados. 
Favorece a moldagem por compressão, pois o composto aquecido 
tem maior fluidez e molda antes do início da reação de vulcanização. 
O “scorch” é maior quando o inibidor está presente, mas a curva de 
vulcanização atinge o ótimo de cura sem atraso. 
Isso diferencia o inibidor do retardador, pois o retardador prolonga o 
tempo para chegar ao mesmo nível de cura. 
 
Marcas comerciais: Santogard PVI 
Produtos Fabricantes 
Retard Q Quisvi 
CTP-80 Foundry 
Rhenogran PVI Rhein-Chemie 
Santogard PVI Monsanto (atual Flexsys) 
Quadro 70 – Marcas comerciais: PVI. 
 
 
 
 
 
Produtos 143 
 
 72 S-6H 
 
A resina de alto teor de estireno é o inverso do SBR em sua compo-
sição: 
 
Produto Teor de estireno % Teor de butadieno % 
S-6H 75/77 23/25 
SBR 1502 23/25 75/77 
Quadro 71 – S-6H. 
 
A resina S-6H é um contratipo do Pliolite da Goodyear. 
A Petroflex comercializou durante anos a Resina EPE-55 que era 
formada por 50 partes de SBR 1502 e 50 partes de estireno. 
O S-6H é uma resina reforçante que aumenta a dureza, a resistência 
à tração e à abrasão. 
Fornece boa estabilidade dimensional aos produtos, mas aumenta a 
deformação permanente por compressão. 
Melhora o escoamento em produtos moldados por compressão. 
 
 
 73 Sillitin 
 
O sillitin é um pó branco de granulometria rica em finos, favorece a 
obtenção de extrusados lisos com brilho. É um silicato com beneficia-
mento especial. 
Funciona muito bem como estabilizante dimensional. 
 
Marcas comerciais: Sillitin 
Produtos Fabricante 
Sillitin Kettlitz 
Quadro 72 – Marcas comerciais: Sillitin. 
 
 
 74 Struktol A-60 
 
Sabão de zinco obtido com ácidos graxos insaturados. 
É um agente de escoamento (flow). 
Contratipo QUISVI: Qflux 60. 
 
 
144 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 75 Struktol SU-95 
 
Batch de enxofre; 
95% de enxofre solúvel; 
5% de dispersante orgânico; 
Contratipo Vulcapellet S-80 (Foundry). 
 
 
 76 Struktol WB-212 

Emulsão de ésteres de ácidos graxos de elevada massa molar. 
Auxiliar de processo. 
Contratipo QUISVI: Qflux 21. 
 
 
 77 Struktol WB-300 
 
Mistura de ésteres alifáticos e aromáticos de alta massa molar. 
Plastificante utilizado em compostos de NBR, NBR/PVC, ECO, 
ACM. 
 
 
 78 Struktol WB-700 
 
Dispersão de óxido de zinco; 
91% de óxido de zinco; 
9%de dispersante; 
Contratipo Vulcapellet ZnO 80 (Foundry). 
 
 
 79 Struktol WB-900 
 
Dispersão de óxido de magnésio; 
75% de óxido de magnésio; 
25% de dispersante; 
Propriedades e aplicações: vide óxido de magnésio. 
 
 
Produtos 145 
 
 80 TAC Coagente 
 
Cianeto de trialila; 
Coagente de cura peroxídica. 
 
Marcas comerciais: TAC 
Produtos Fabricantes 
Rhenofit TAC/S Rhein Chemie (Lanxess) 
Rhenogram TAC-50 Rhein Chemie (Lanxess) 
TAC/GR Kettlitz 
Quadro 73 – Marcas comerciais: TAC. 
 
 
 81 TAIC Coagente 
 
Tri-alil-isocianeto; 
Coagente de cura peroxídica; 
Indicado para fluorelastômeros. 
 
Marcas comerciais: TAIC 
Produtos Fabricantes 
Rhenogran TAIC-50 Rhein Chemie (Lanxess) 
Quadro 74 – Marcas comerciais: TAIC. 
 
 
 82 Talco 
 
O talco é um pó branco acinzentado com peso específico 2,77g/cm3 
e pH 8,9. 
Análise típica revela que contém aproximadamente: 
59% de dióxido de silício; 
31% de óxido de magnésio; 
1% de alumina; 
0,6% de Fe2O3 (óxido de ferro III); 
1,5% de óxido de cálcio; 
Teor de umidade: mais ou menos 6%. 
Isso permite escrever uma fórmula que expressa com bastante apro-
ximação a composição do talco. 
Mg3H2O(SiO3)4 + impurezas (FeO3 + CaO). 
 
146 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
O talco não é utilizado regularmente como carga em composições de 
borracha. É mais utilizado como um produto antiblocking para impedir 
que lâminas de composto não vulcanizado grudem entre si quando empi-
lhadas. 
Contudo, o talco é excelente para produtos extrusados, pois sua es-
trutura lamelar funciona como absorvedora de plastificantes, permitindo 
obter baixa viscosidade mesmo com altos teores de carga. 
Como é um mineral mole (Dureza Mohs 1,0 a 1,5), não desgasta os 
equipamentos e tem efeito lubrificante. 
Cilindros revestidos com borracha de baixa dureza apresentam me-
lhor acabamento quando o talco é utilizado como componente. 
As principais características do talco são a suavidade, lamelaridade, 
inércia química e hidrofobicidade. 
Elevados teores destes materiais reduzem a concentração de plastifi-
cante livre no composto, comunicando-lhe excelente impermeabilidade 
(baixa absorção de água) e resistência à migração de componentes na 
mistura. Dessa maneira se reduz ou até elimina o amarelamento e a eflo-
rescência que ocorre com a exposição à luz e o passar do tempo. 
O abaixamento da viscosidade pode chegar próximo a 35% em rela-
ção a outras cargas minerais. 
A silanização dos talcos apresenta melhoria significativa das pro-
priedades não apenas na compatibilidade com os polímeros, mas ainda 
maior hidrofobicidade e reforço nas características mecânicas. Isso ex-
plica por que o consumo de talco em composições de borracha vem au-
mentando significativamente. 
O reforço só ocorre se houver coesão entre a carga e o polímero 
quando comparado aos caulins e outros silicatos de mesma granulome-
tria. Mas para que tudo isso aconteça é necessário que a partícula de 
talco seja derivatizada. A derivatização de partículas lamelares é feita 
com silanos. A silanização “in situ” produz melhores resultados do que a 
que é feita previamente ao processo de mistura da carga com o polímero 
porque torna a partícula derivatizada já dispersa no polímero, permitindo 
desenvolver propriedades mais salientes de reforço. 
Diferentemente do que se fez até hoje, onde a carga não apenas era 
utilizada como agente de reforço, mas sobretudo, como diluente redutor 
de custos pelo aumento do volume, busca-se tirar maior proveito das 
características de cada material para obter melhorias até bem pouco 
tempo ignoradas. 
 
Produtos 147 
 
Enquanto os silicatos de alumínio como o caulim (Al2O3 . 2SiO2 . 
2H2O) e as argilas em geral são hidrófilas, os talcos (3MgO . 4SiO2 . 
H2O conhecidos como grafites minerais, talcos, esteatita) são hidrófo-
bos, resistentes a ácidos, álcalis e solventes orgânicos. 
 
 
 83 TETD 
 
Dissulfeto de tetraetil-tiuram. 
Superacelerador de vulcanização e doador de enxofre. 
Acelerador não manchante com aplicações similares ao TMTD. 
Apresenta menor tendência à pré-vulcanização que os outros tiurans. 
É utilizado em látex quando se quer melhor scorch. 
 
Marcas comerciais: TETD 
Produtos Fabricantes 
Aceto TETD Aceto 
Ancazide ET Anchor Chemical Co. 
Ethyl Thiran Pennsalt 
Ethyl Tuads Vanderbilt 
Perkacit TETD Flexsys 
Robac TET Robinson Brothers 
Super Acelerador 481 Rhodia 
Thiuram E Du Pont 
Vulcafor TET ICI 
Vulcalon TETD Enro 
Quadro 75 – Marcas comerciais: TETD. 
 
 
 84 THOR MD 
 
Vide resina fenólica reativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 85 TMTD 
 
Dissulfeto de tetrametil-tiuram. 
Superacelerador de vulcanização, não manchante e não descolorante, 
sendo indicado para artefatos de cores claras. 
Densidade: 1,39. Solúvel em acetona, tricloroetileno, benzeno e clo-
reto de metila. Insolúvel em água e hidrocarbonetos. 
Ativado por ácido esteárico e óxido de zinco. 
Acelerador secundário em combinação com sulfenamidas ou tiazóis. 
Doador de enxofre em sistemas de cura com pouco ou sem enxofre 
elementar. Ao se decompor, fornece 13% de enxofre nascente (molecu-
lar de alta reatividade). Melhor combinado comDTDM. 
Como ativador, fornece cura rápida e alto módulo, sendo principal-
mente usado com MBTS, MBT e sulfenamidas (dosagens de 0,2 e 0,6 
phr). 
Tem a tendência para aflorar em dosagem acima de 1 phr, limitando 
seu uso. 
Pode causar irritação na pele e nos olhos. 
 
Marcas comerciais: TMTD 
Produtos Fabricantes 
Accelerateur rapide TD Saint Denis 
Aceto TMTD Aceto 
Banac TMTD Bann Química 
Cyuram DS American Cyanamid 
Methyl Thiuram Pennsalt 
Methyl Tuads Vanderbilt 
Perkacit TMTD Flexsys 
Robac TMT Robinson Brothers 
TET Henley Henley 
Thiurad Monsanto (atual Flexsys) 
Thiuram M Du Pont 
TMTD Meyors 
TMTD 501 Rhodia 
Tuex Crompton (atual Chemtura) 
Vulcacure TMD Alco 
Vulcafor TMT ICI 
Vulcalon TMTD Enro 
Vulkacit Thiuram Lanxess 
Quadro 76 – Marcas comerciais: TMTD. 
 
 
 
Produtos 149 
 
 86 TMTM 
 
Monossulfeto de tetrametil-tiuram. 
Pó amarelo, densidade 1,37. Ponto de fusão: 103°C. Massa molar: 
208. Parcialmente solúvel em álcool. Insolúvel em água e hidrocarbone-
tos. 
Uso similar ao TMTD, porém mais seguro no scorch, por isso utili-
zado em camelback. Pode ser utilizado como acelerador primário em 
compostos brancos e coloridos. 
A dosagem é similar ao TMTD. Fornece uma cura rápida e permite 
um composto com boa estabilidade em estoque devido ao scorch mais 
seguro. Dosagens típicas em conjunto com sulfenamidas são: 0,2 a 0,3 
phr com CBS; 0,7 a 1,0 phr com TBBS. 
 
Marcas comerciais: TMTM 
Produtos Fabricantes 
Aceto TMTM Aceto 
Ancazide IS Anchor Chemical Co. 
Banac TMTM Bann Química 
Cyuram MS American Cyanamid 
Monex Uniroyal (atual Chemtura) 
Mono-Thiurad Monsanto (atual Flexsys) 
Pennac MS Pennsalt 
Perkacit TMTM Flexsys 
Robac TMS Robinson Brothers 
Thionex Du Pont 
TMTM 500 Rhodia 
TMTM Meyors 
TMTM Henley Henley 
Unads Vanderbilt 
Vulcafor MS ICI 
Vulcalon TMTM Enro 
Vulkacit-Thiuram MS Lanxess 
Quadro 77 – Marcas comerciais: TMTM. 
 
 
 87 TRIM Coagente 
 
Trimetilol-propano-trimetil-metacrilato – TMPTMA. 
Coagente de cura peroxídica. 
Reticulante para PU. 
 
150 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Marcas comerciais: TRIM 
Produtos Fabricantes 
Retilink T-70 Retilox 
Bisomer TMPTMA ISC 
Rhenofit TRIM/S Rhein-Chemie 
TMPTMA Bisomer 
TMPTMA Degussa-Hülls (Evonik-Degussa) 
SR350 Sartomer 
Quadro 78 – Marcas comerciais: TRIM. 
 
 
 88 TSH – Tolueno-Sulfonil-Hidrazida 
 
O TSH é um agente de expansão inodoro. 
Produz células fechadas. 
Decomposição inicia a 145°C. 
Ideal para produtos expandidos de borracha natural que são vulcani-
zados a temperaturas inferiores a 150°C. Também utilizado em compos-
tos de perfis expandidos em EPDM. 
 
 
 89 OBSH – Oxibis-Benzeno-Sulfonil-Hidrazida 
 
O OBSH é um agente de expansão inodoro. 
Produz células fechadas. 
Decomposição inicia a 160°C. 
Utilizado em produtos expandidos de borracha sintética como CR, 
NBR, SBR e plásticos. 
 
 
 90 Unilene 
 
Produto da Petroquímica União-PQU (atual Braskem). 
É um agente de pegajosidade, homogeneizante, compatibilizante e 
agente de escoamento. 
Compromete a resistência à abrasão. 
Seus grades baseiam-se na temperatura de fusão. Ex.: A-80, A-100, 
B-120. 
Dosagem: 2,5 a 10 phr. 
 
Produtos 151 
 
 91 Urotropina – HMT 
 
Vide HMT – Hexametileno tetramina. 
 
 
 92 Vaselina 
 
A vaselina é uma mistura de hidrocarbonetos parafínicos (alcanos) 
com mais de 18 carbonos na cadeia. 
Ela pode conter hidrocarbonetos líquidos e apresentar-se sob forma 
de líquido viscoso, mais comumente encontrada sob forma de pasta. 
É veículo para pomadas e lubrificantes. 
Muito compatível com EPDM e elastômero Butil, quando pode ter 
dosagens elevadas. 
É utilizada em composições onde se deseja diminuir a pegajosidade. 
Dosagens médias ou elevadas promovem sua migração (exsudação). 
Não é recomendada em produtos onde a adesão é propriedade im-
portante. 
Na extrusão facilita a obtenção de perfis lisos. 
Dosagem: 0,5 a 3,0 phr. 
 
 
 93 Vulcacel BN 94 – DNPT 
 
Dinitroso-pentametileno-tetramina. 
Agente de expansão utilizado em elastômeros expandidos. Confere 
odor característico de “peixe podre”. 
Espansor gerador de nitrosamina, por esse motivo está em desuso. 
Marcas comerciais: 
– Vulcacel BN-90-ICI; 
– Espon; 
– Geracel; 
– Micropor DN. 
 
 
 
 
 
 
152 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 94 Vulcatard A 
 
Retardador de vulcanização. 
N-nitroso-difenilamina. 
 
Marcas comerciais: Vulcatard A 
Produtos Fabricantes 
Curetard A Monsanto (atual Flexsys) 
Vulcatard A ICI 
Quadro 79 – Marcas comerciais: Vulcatard A. 
 
 
 95 Vulcanox 4020 – 6PPD 
 
N-1,3-isopropil-N’-fenil-p-fenileno-diamina. 
Antiozonante manchante originalmente da Naugatuck, depois Uni-
royal e por fim Chemtura. Corresponde ao Vulkanox 4020 Lanxess. 
Densidade = 1,07; 
Ponto de amolecimento: 45°C; 
Solúvel em acetona e BTX; 
Insolúvel em água, querosene; 
Massa molar 290; 
FDA 177.2600 LC = 5% máx. 
 
Marcas comerciais: Vulcanox 
Produtos Fabricantes 
Vulkanox 4020 Lanxess 
Santoflex 13 Flexsys 
Flexzone 7P Uniroyal (atual Chemtura) 
Quadro 80 – Marcas comerciais: Vulcanox. 
 
 
 96 ZBDC 
 
Dibutil-ditiocarbamato de zinco. 
Superacelerador de vulcanização. 
Gera nitrosamina. 
Uso similar ao ZMDC e do ZEDC, entretanto em composições de látex 
fornece uma cura mais rápida que ambos. Em borracha sólida é mais lento 
que o ZMDC e ZEDC e apresenta um tempo de scorch mais elevado. 
 
Produtos 153 
 
Utilizado em compostos de EPDM em percentuais superiores ao 
ZMDC e ZEDC por apresentar maior solubilidade, não migrando. 
Os ditiocarbamatos de zinco são mais usados em borracha sólida. 
São também uma ótima alternativa para os tiurans quando se deseja uma 
cura mais rápida, podendo substituí-los parcialmente, evitando os pro-
blemas de afloramento em curas do tipo eficiente e semieficiente. 
 
Marcas comerciais: ZBDC 
Produtos Fabricantes 
ZBDC Meyors 
Vulkacit LDS Lanxess 
Butazate Uniroyal (atual Chemtura) 
Butyl Zimate Vanderbilt 
Perkacit ZBDC Flexsys 
Super Acelerador 1105 Rhodia 
Vulcafor ZEP ICI 
Vulcalon ZBDC Enro 
Vulcatex ZBDC Enro 
Quadro 81 – Marcas comerciais: ZBDC. 
 
 
 97 ZDEC 
 
Dietil-ditiocarbamato de zinco. 
Densidade: 1,50. Massa molar 361. 
Superacelerador de vulcanização. 
Uso similar ao ZMDC, em látex fornece cura mais rápida, em borra-
chas sólidas é mais lento que o ZMDC, e apresenta um scorch mais ele-
vado. 
 
Marcas comerciais: ZDEC 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit LDA Lanxess 
ZDEC Meyors 
Aceto ZDED Aceto 
Ancazate ET Anchor Chemical Co. 
Cyzate E American Cyanamid 
DEDZn 1505 Rhodia 
Ethasan Monsanto (atual Flexsys) 
Ethazate Crompton (atual Chemtura) 
Ethyl Ziram Pennsalt 
Ethyl Zimate Vanderbilt 
 
154 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Perkacit ZDEC Flexsys 
Robac ZDC Robinson Brothers 
Vulcacure ZE Alco 
Vulcafor ZDC ICI 
Vulcalon ZEDC Enro 
Vulcatex ZEDC Enro 
Quadro 82 – Marcas comerciais: ZDEC. 
 
 
 98 ZMBT 
 
Mercaptobenzotiazolato de zinco. 
Pó branco, densidade 1,70. Massa molar: 397. 
Superacelerador de vulcanização, sendo a principal aplicação em lá-
tices de borracha natural e sintética, onde é utilizado como acelerador 
primário em combinação com ditiocarbamatos. 
Os filmes de látex vulcanizados com ZMBT apresentam alto módu-
lo; além disso obtém-se uma boa DPC nas espumas de látex, sem au-
mento do tempo de cura. 
Em borrachas sólidas comporta-se de modo similar ao MBT com 
pequena melhoria no scorch. 
 
Marcas comerciais: ZMBT 
Produtos Fabricantes 
Vulkacit ZM Lanxess 
ZMBT Meyors 
Accelerateur Rapide GZ-2 Saint Denis 
Bantex Monsanto (atual Flexsys) 
Eveite MZ MontecatiniMBTZn Manifacture Landaise 
MBTZn Rhodia 
O-X-A-F Uniroyal (atual Chemtura) 
Pennac 2T Alco 
Perkacit ZMBT Flexsys 
Robac MZI Robinson Brothers 
Rubator ZMBT General Química 
Vulcacure ZT Alco 
Vulcafor ZMBT ICI 
Zenite Du Pont 
Zetax MP Vanderbilt 
Zinc Ancap Anchor Chemical Co. 
ZMBT American Cyanamid 
Quadro 83 – Marcas comerciais: ZMBT. 
 
Produtos 155 
 
 99 ZMDC 
 
Zinco metil-ditiocarbamato. 
Superacelerador de vulcanização não manchante e mais ativo que os 
tiurans. 
Muito usado em artefatos de cores claras e brilhantes. 
Vulcaniza em baixa temperatura sendo empregado em artefatos de 
paredes espessas nas camadas mais internas. 
Processamento mais sujeito ao scorch que os tiurans e usado como 
acelerador secundário em conjunto com tiazóis. 
Utilizado em borrachas de baixa insaturação como EPDM, IIR e 
também látices naturais e sintéticos. 
Os ditiocarbamatos são usados como aceleradores secundários em 
doses abaixo de 0,5 phr em NR. Em borrachas de baixa insaturação esta 
dosagem pode aumentar quando se requer cura mais rápida, porém pode 
ocorrer redução de propriedades mecânicas. 
 
Marcas comerciais: ZMDC 
Produtos Fabricantes 
ZMDC Meyors 
Vulkacit LDA Lanxess 
Quadro 84 – Marcas comerciais: ZMDC. 
 
 
100 ZBEC 
 
Dibenzilditiocarbamato de Zinco. 
Acelerador de vulcanização. 
Pó branco a amarelado. 
Não gera nitrosaminas, opção ao ZEDC, TMTD, TMTM. 
Acelerador primário para borracha natural e sintética, como NR, IR, 
BR, SBR, NBR e EPDM . Pode ser usado como um acelerador primário 
ou secundário com tiazóis e sulfenamidas. 
 
Marcas comerciais: ZBEC 
Produtos Fabricantes 
ZBEC Meyors 
Vulkacit ZBEC Lanxess 
Quadro 85 – Marcas comerciais: ZBEC. 
 
 
156 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Produtos 157 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
158 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informações Gerais 159 
 
IV 
 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
160 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 01 Densidade 
 
Líquidos Densidade (a 20°C, g/cm3) 
Água destilada (4°C) 1,00 
DEG (Dietileno glicol) 1,12 
DOP (Di-octil-ftalato) 0,98 
Gasolina 0,68 
Glicerina anidra 1,26 
Óleo combustível 0,92 
Óleo diesel 0,86 
Óleo de linhaça 0,93 
Óleo lubrificante 0,91 
Óleo plastificante aromático 1,10 
Querosene 0,82 
Trietanolamina (TEA) 1,12 
Tricloroetileno 1,47 
 
Densidade e Ponto de Ebulição 
Líquidos Densidade (a 20°C, g/cm3) 
Pto Ebulição 
(°C) 
Acetona 0,79 56 
Álcool etílico 0,82 78 
Benzeno 0,88 80 
Dissulfeto de carbono 1,25 46 
Tetracloreto de Carbono 1,60 77 
Óleo de mamona 0,96 – 
Clorofórmio 1,49 61 
Éter etílico 0,71 34,5 
Acetato de etila 0,90 70 / 80 
Glicerina 1,26 290 
MEK (metil-etil-cetona) 0,81 79 / 81 
Cloreto de metileno 1,33 40 
Tolueno 0,87 111 
Tricloroetileno 1,47 88 
Xilol 0,86 140 
 
Densidade e Ponto de Fusão 
Sólidos Densidade (a 20°C, g/cm3) 
Pto Fusão 
(°C) 
ABS 1,05 112 
Aço carbono 7,80 1.500 
Aço inox 7,80 1.450 
Ácido esteárico 0,89 49 / 52 
Alcatrão de pinho 1,08 
Alumínio 2,70 658 
 
Informações Gerais 161 
Areia seca 1,50 1.480 
Asfalto oxidado 1,05 / 1,40 80 / 100 
Bicarbonato de sódio 2,20 
Borracha butil 0,91 
Borracha composta 0,91 / 1,60 
Borracha EPDM 0,85 / 0,86 
Borracha natural 0,94 
Borracha nitrílica 0,95 / 1,00 
Borracha NBR/PVC 1,00 / 1,10 
Borracha Polibutadieno 0,94 
Borracha Policloropreno 1,26 / 1,30 
Borracha poli-isopreno 0,92 
Borracha de silicone 1,80 
Breu 1,10 89 / 90 
Bronze 7,40 / 8,90 900 
Cal viva (CaO) 2,19 
Carbonato de cálcio ppt 2,60 / 2,65 
Carbonato de magnésio 2,24 
Caulim 2,55 / 2,70 
Cera de carnaúba 0,99 
Chumbo 11,34 330 
Concreto 1,85 / 2,45 
Cortiça 0,10 / 0,30 
Couro seco 0,85 
CZ (sulfenamida) 1,30 
DBP 1,04 
DPG 1,17 / 1,23 143 / 147 
DPPD 1,22 130 
Enxofre insolúvel 1,97 / 2,03 
Enxofre ventilado 2,07 110 
Epoxi (resina) 1,10 
Estearato de zinco 1,10 
Factis 1,05 / 1,06 
Fibras de algodão 1,05 
Gesso 2,30 
Grafite 2,40 
Latão (36Cu / 37Zn) 8,40 1.000 
Litargírio 9,30 
Litopônio 4,30 
Mármore 2,50 
MBT 1,50 177 
MBTS 1,54 170 
Melamina-formol 1,60 
Methasan / mathazate 1,66 240 
ETU 1,43 195 
Negros de fumo fornalha 1,80 
 
162 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
Óxido de ferro 4,5 / 5,1 
Óxido de magnésio 3,32 / 3,60 
Óxido de zinco 4,30 / 5,55 
PA.6 (Naylon 6) 1,12 210 / 220 
PAN (antioxidante) 1,21 56 
PBN (antioxidante) 0,86 / 0,90 105 
Parafina 0,86 / 0,90 52 
PEAD (polietileno) 0,96 130 
PEBD (polietileno) 0,92 96 / 113 
PP (polipropileno) 0,91 
PS (poliestireno) 1,23 / 1,25 88 / 98 
PTFE (teflon) 2,13 
PVI (Santogard) 1,25 / 1,35 90 
Resina de cumarona-indeno 1,09 
Resina Unilene A-80 1,10 
RZ-100 (acelerador) 1,03 
S-6H 1,04 / 1,05 
Santocure NS 1,27 96 
Sílicas precipitada 1,95 
Sulfasan R 1,36 123 
Talco 2,80 
TiO2 (anatase) 3,90 
TiO2 (rutilo) 4,20 
TMTD 1,35 / 1,42 137 / 145 
Tijolo refratário 1,80 / 2,20 
Uréia 1,34 
Urotropina 1,02 
Vidro plano 2,40 / 2,70 700 
Vocol (acelerador) 1,25 
Vulcacel BN 94 1,45 
ZDC (acelerador) 1,48 171 / 183 
Zinco metálico 7,14 419 
ZMBT (acelerador) 1,64 / 1,65 
 
 
 02 Correlação de ensaios entre normas 
 
Ensaio ABNT ASTM DIN ISO 
Características de cura – Reograma – D 2084 53.529 3417 
Deformação permanente 
(Compression Set) NBR 0025 D 395 53.517 815 
Desgaste por abrasão – D 5963 53.516 4619 
Dureza – shore A NBR 7318 D 2240 53.505 – 
Envelhecimento acelerado NBR 6665 D 573 53.508 188 
Fadiga por dobramento (De Mattia) – D 430 53.522 132 
 
Informações Gerais 163 
Rasgamento MB 407 D 624 53.515 34 
Resiliência – D 1054 53.512 4662 
Resistividade elétrica – D 991 53.483 1853 
Resistência e fluidos MB 408 D 471 53.521 1817 
Tração (Tensão e Alongamento) NBR 7462 D 412 53.504 37 
Viscosidade Mooney NBR 0718 D 1646 53.523 289 
Fonte: www.vulcanizar.com.br 
 
 
 03 Características dos Fluidos para ensaios ASTM D-471 
 
Fluido Ponto 
de Anilina (°C) 
Viscosidade 
Cinemática 
Pto Fulgor 
(°C) 
Óleo ASTM nº1 123 ± 1 18,7 – 21,0 243,3 
Óleo ASTM nº2 93 ± 3 19,2 – 21,5 240,5 
Óleo ASTM nº3 69,5 ± 1 31,9 – 34,1 162,7 
Fuel nº1 100% de Di-isobutileno 
Fuel nº2 60% de Di-isobutileno + 40% mistura aromática 
Fuel A 100% de Iso-octano 
Fuel B 70% de Iso-octano + 30% de tolueno 
Fuel C 50% de Iso-octano + 50% de tolueno 
 
 
 04 Fatores de conversão de unidades 
 
Atmosfera (atm) = 1,0132 bar = 760 mmHg = 10,33 mH2O = 
1,033 kgf/cm2; 
Caloria (cal) = 4,1868 joule (J) = 1,163 x 10-3W.h; 
Cavalo Vapor (CV) = 0,9859 Hp = 0,7355 kW; 
Decibel (dB) = 1ton = 1000 Hertz; 
Kelvin (K) = °C + 276,15; 
Quilômetros por hora (km/h) = 1.000m/60min = 16,67 m/min = 0,28m/s; 
Metro cúbico (m3) = 1000dm3 = 1000L; 
Decímetro cúbico (dm3) ≈ 1 L; 
Centímetro cúbico (cm3) = 1ml; 
Libra por polegada quadrada (psi) = 0,0703 kgf/cm2 = 0,0687 atm; 
Quilograma força (kgf) = 9,807 N = 1 Btu; 
Quilograma por centímetro quadrado (kgf/cm2) = 9,807 N/cm2= 
0,968 atm= 14,22 psi; 
Quilowatt (kW) = 1,3596 cv = 1,341 Hp = 0,239 kcal; 
Quilowatt por hora (kW/h) = 3,413 Btu = 1,36 cv = 1,341 Hp/h. 
 
164 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 05 Condutividade Térmica 
 
Condutividade Térmica 
(Cal/cm3.min.°C = W/m.K) 
Carbonato de Magnésio 0,0342 
Negro de FumoThermal (N 900) 0,0402 
Negro de Fumo fornalha (N 550) 0,0600 
Negro de Fumo Canal 0,0828 
Negro de Fumo fornalha (N 339) 0,0840 
Talco – Mg(SiO3)2 0,0534 
Caulim – Silicato de alumínio 0,0630 
Dióxido de Titânio 0,0690 
Óxido de Ferro 0,0774 
Carbonato de Zinco 0,0498 
Litargírio (PbO) 0,0504 
Dióxido de Silício – Sílica 0,1005 
Óxido de Zinco – ZnO 0,1320 
 
 
 06 Transportes de Produtos Químicos Perigosos 
 
A movimentação de produtos que, pelas suas características, são 
considerados perigosos à saúde das pessoas, ao meio ambiente e à segu-
rança pública, são classificados como Produtos Perigosos, os quais de-
vem submeter-se a normas específicas. 
O órgão federal responsável pelo modal terrestre é a Agência Na-
cional de Transporte Terrestre – ANTT, a qual instrui e regulamenta o 
transporte terrestre de produtos perigosos no Brasil através da Resolu-
ção 420 de 12 de fevereiro de 2004 e seus complementos. Estes do- 
cumentos poderão ser obtidos diretamente do site da ANTT (www.antt. 
org.br) gratuitamente. 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT 
(www.abnt.org.br) normatiza a identificação, transporte, manuseio e 
estocagem de produtos químicos conforme as normas: 
NBR 7500 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, 
movimentação e armazenamento de produtos; 
NBR 7501 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Termi-
nologia; 
NBR 7503 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Ficha 
de emergência e envelope – Características, dimen-
sões e preenchimento; 
 
Informações Gerais 165 
NBR 9735 – Conjunto de equipamentos para emergências no 
transporte terrestre de produtos perigosos; 
NBR 14064 – Atendimento a emergência no transporte terrestre de 
produtos perigosos; 
NBR 14095 – Área de estacionamento para veículos rodoviários 
de transporte de produtos perigosos; 
NBR 14619 – Transporte terrestre de produtos perigosos - Incom-
patibilidade química. 
 
 
 07 Propriedades físico-químicas dos elastômeros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.vulcanizar.com.br 
 
 
166 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.vulcanizar.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informações Gerais 167 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.vulcanizar.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Peso Especifico - Densidade 0,93 0,94 0,92 0,93 0,85 1,23 1 1,1 - 1,6 1,1 1,40 - 1,95
Escala - Dureza 20 - 100 0 - 100 30 - 100 30 - 100 30 - 100 20 - 90 30 - 100 20 - 95 50 - 95 60 - 90
Alta temperatura °C 100 107,2 121,1 100 150 120 120 290 120 315
máx trabalho em serviço °F 212 225 250 212 300 250 250 550 250 600
Baixa temperatura °C -50 -50 -46 -53 -50 -40 -50 -107 -40 -46
Mínima temperatura °F -60 -60 -50 -80 -60 -40 -60 -160 -40 -50
Envelhecimento por calor BM BM OT RG OT BM BM OT OT EX
Deformação permanente BM BM RG RG RG BM BM MB BM MB
Resistência a eletricidade OT RG MB BM MB BM RG OT RG OT
Impermeabilidade BM RG EX BM BM BM BM RG OT OT
Adesão a metais EX EX BM BM RG EX EX EX EX BM
Adesão a tecidos EX BM BM BM BM EX BM EX BM BM
Capacidade de devolver o choque EX BM RG EX BM OT BM BM BM RG
Resistência ao desgaste OT OT MB OT MB OT OT RU OT BM
Rasgamento OT RG BM BM BM BM BM RG BM RG
Crescimento de corte OT BM OT RG BM BM BM RG BM RG
Fogo MR MR MR BR MR BM RU BM BM OT
Intemperismo RG MB MB RG OT MB RG OT OT OT
Oxidação BM BM OT BM BM MB BM OT OT EX
Ozônio MR MR OT MR EX OT BM OT EX EX
Inchamento em agua BM OT OT OT OT BM OT MB BM MB
Ácidos BM BM BM BM MB BM BM RG OT MB
Álcalis BM BM BM BM MB BM BM RU OT RG
Gasolina MR MR MR MR MR BM OT RU RG OT
Benzol MR MR RG MR RU MB RU MR RU OT
Desingraxantes MR MR MR MR MR MR MR RG RU BM
Álcool BM BM MB BM MR RG OT BM BM OT
Óleo (Petróleo) MR MR MR MR MR BM RG RU/MB BM EX
Butilica 
IR
Poli-
butadieno 
BR
Etileno - 
Propileno 
EPDM
MR = Muito Ruim RU = Ruim RG = Regular BM = Bom MB = Muito Bom O T = Ó timo EX = Excelente
Poli-
cloropreno 
CR
Nitrilica 
NBR
Silicone 
MQ
Cloro-
Sulfonado 
CSM
Fluorelas-
tômero 
FKM
Escala de resistência
tabela de propriedades fisico-
mecanicas e químicas dos 
elastomeros.
Natural 
NR
Estireno 
Butadieno 
SBR
 
168 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 08 Tabela Periódica dos Elementos Químicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informações Gerais 169 
 09 Tabela de temperaturas de trabalho dos elastômeros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
170 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Informações Gerais 171 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
172 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Siglas e Símbolos 173 
 
V 
 
 
SIGLAS E SÍMBOLOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
174 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A – Símbolo do Ampère, intensidade de corrente. 
Å – Angstron (10-7). 
ACM – Elastômero poliacrílico – Hycril. 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas (www.abnt.org.br). 
ACN – Acrilonitrila. 
AFNOR – Association Française de Normalisation (www.afnor.org), 
Associação Francesa de Normatização. 
ANSI – American National Standard Institute (www.ansi.org), Instituto 
Nacional Americano de Padrões. 
ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre (www.antt.org.br). 
ATA – Air Transport Association of America (www.airlines.org), Asso-
ciação Americana de Transporte Aéreo. 
API – American Petroleum Institute (www.api.org) Associação Ameri-
cana do Petróleo. 
ASTM – American Society for Testing and Materials (www.astm.org), 
Associação Americana de Testes e Materiais. 
atm – Símbolo de atmosfera ou 760 mmHg ou 1,0335 kgf/cm². 
bar – unidade de pressão – 1 bar= 1,02 kgf/cm². 
BHT –2,6-Di-terc-butil-p-cresol (Butil-hidroxi-tolueno). 
BR – Borracha Butadieno. 
BSI – British Standard Institute (www.bsi-global.com), Instituto Britâ-
nico de Padrões. 
C – Coulomb – quantidade de eletricidade (Q= i.t). 
°C – Graus Celsius. 
Cal – caloria = 4,1868J = 1,163x10-3 W.h. 
CaO – Óxido de cálcio. 
CBS – N-ciclohexil-benzotiazil-sulfenamida. 
CMC – Carboxi-metil-celulose. 
CMR – Substâncias Restrita, cancerígenas mutagênicas e que afetam a 
reprodução (REACH). 
COPA – Copolímero de poliéster. 
COPANT – Comisión Panamericana de Normas Tecnicas 
(www.copant.org). 
CPE – Polietileno Clorado. 
CR – Borracha Policloropreno. 
CSM – Borracha Polietileno Cloro-Sulfonado. 
CV – cavalo-vapor. 
CTP – N-ciclohexil-tio-ftalimida. 
 
Siglas e Símbolos 175 
d – Símbolo de dia (24 horas). 
dB – decibel = 1 torr = 1000 Hertz. 
dd – dias decorridos. 
DBP – Di-butil ftalato. 
DDA – Dureza, densidade, abrasão. 
DEG – Di-etileno-glicol. 
DIN – Deutches Institut fur Normung (www.din.de), Instituto Alemão 
para Normatização. 
DNPT – Dinitrosopentametilenotetramina. 
DOA – Di-octil adipato. 
DOP – Di-octil ftalato. 
DPC – Deformação Permanente por Compressão. 
DPPD – N,N’-Difenil-p-fenilenodiamina. 
DTPD – N,N’-Ditolil-p-fenilenodiamina. 
ECHA – European ChemicalsAgency (Agência Europeia de Químicos). 
EDMA – Etilenoglicol-di-metacrilato. 
ENB – Etileno-norborneno – Sítios vulcanizáveis no EPDM. 
EPA – Environmental Protection Agency (www.epa.gov), Agência de 
Proteção Ambiental. 
ETMQ – 6-etoxi-2,2,4-trimetil-1,2-dihidroquinolina. 
EPDM – Borracha Etileno-propileno-dieno. 
ESBR – Borracha Estireno-Butadieno em processo de Emulsão. 
EVA – Etileno Acetato de Vinila. 
eV – Elétron-Volt. 
FDA – Food and Drugs Administration (www.fda.gov), Administração 
de Alimentos e Drogas. 
ft – foot – pé = 30,48 cm. 
FKM – Borracha Fluorelastomero. 
FVMQ – Flúor-silicone (Fluor-vinil-metil-silicone). 
g – Símbolo do grama, 1 milésimo do quilograma. 
Galão – Medida correspondente a 3,7854 litros. 
h – Símbolo de hora (60 minutos). 
ha – Símbolo do hectare, corresponde a 10.000m². 
Hz – Hertz = ciclos por segundo (cps). 
HMT – Hexa-metileno-tetramina. 
HP – Cavalo-vapor = 0,746kW. 
HVA 2 – Metileno-bis-maleimida. 
in – inch (polegada) = 25,4 mm. 
 
176 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
IIR – Borracha Butílica. 
IISRP – International Institute of Synthetic Rubber Producers, Inc 
(www. iisrp.com). 
IPPD – N-isopropil-N’-p-fenilenodiamina. 
IRAM – Instituto Argentino de Normalizacion y Certificación 
(www.iram.org.ar), Instituto Argentino de Normalização e 
Certificação. 
IRHD – Grau de Dureza Internacional da Borracha – Inglaterra. 
ISO – International Organization for Standardization (www.iso.org), 
Organização Internacional para Padronização. 
Jarda = 0,9144 m. 
JIS – Japanese Industrial Standard (www.jsa.or.jp), Associação Japonesa 
de Padrões. 
K – Kelvin – Unid. de temperatura absoluta, zero Kelvin (0K) = 
-273,15°C. 
kg – Símbolo do quilograma (1.000 gramas). 
km – Símbolo do quilômetro (1.000 metros). 
kgf – Símbolo do quilograma-força. 
kgf/cm2 – quilograma-força por centímetro quadrado=9,807N/cm2= 
0,807N=1Btu. 
kV – Símbolo do quilo volt. 
kW – Símbolo do quilowatt (1.000W = 1,341 HP). 
L – Símbolo do litro. Usa-se L junto a números: 10 L. 
kl – quilolitro (1.000 litros). 
m – metro = 100cm. 
MBI – 2-mercaptobenzimidazole. 
MBT – Mercaptobenzotiazol. 
MBTS – Dibenzotiazil-disulfeto. 
MEK – Metil-etil-cetona. 
min – Símbolo de minuto (60 segundos). 
MPa – MegaPascal = 10,2 kgf/cm². 
N – Newton. 
NBR – Elastômero de Acrilonitrila-Butadieno. 
NFPA – National Fire Protection Association (www.nfpa.org), Associa-
ção Nacional de Proteção contra Incêndio. 
nm – nanometro – 1 bilionésimo de metro. 
NR – Borracha Natural. 
ODPA – Difenilamina octilada. 
 
Siglas e Símbolos 177 
Ω – Ohm – resistência elétrica (V = R.i). 
OSHA – Occupational Safety & Healt Administration (www.osha.com), 
Administração da Saúde e Segurança Ocupacional. 
PA – Poliamida. 
PAN – Fenil--natilamina. 
PBN – Fenil--natilamina. 
PBT – Substâncias Restritas, persistentes, biocumulativas e tóxicas 
(REACH). 
pcr – partes por cem de resina. 
PEBA – Poliéter-poliamida. 
PEG – Poli-etileno-glicol. 
phr – partes por cem de borracha. 
pí (π) – 3,1416 – constante. 
PP – Polipropileno. 
PRFV – Plástico Reforçado com Fibras de Vidro. 
PRI – Índice de Retenção de Plasticidade. 
PS – Poliestireno. 
psi – Libras por polegada quadrada = 0,0703 kgf/cm². 
PTFE – Poli-tetraflúor etileno. 
PU – Poliuretano. 
PVC – Policloreto de vinila. 
PVI – N-ciclohexil-tio-ftalimida. 
qsp – quantidade suficiente para... 
REACH – sigla em inglês de Registration, Evaluation and Authorization 
of Chemicals (O Sistema REACH). 
RHC – Rubber Hidrocarbon Content. Teor de hidrocarbonetos como 
borracha. 
rpm – Rotações por minuto. 
RTV – Room Temperature Vulcanization. Vulcanização à temperatura 
ambiente. 
SAE – Society of Automotive Engineers (www.sae.org), Sociedade de 
Engenheiros Automotivos. 
SBR – Borracha de estireno-butadieno. 
SBS – Estireno-butadieno-estireno. 
SEBS – Estireno-etileno-butadieno-estireno. 
SEP – Estireno-etileno-propileno. 
SEPS – Estireno-etileno-propileno-estireno. 
SI – Sistema Internacional de Unidades. 
 
178 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
SIS – Estireno-isopreno-estireno. 
SPB – Solvente para borracha. 
SPDA – Difenilamina estirenada. 
SPH – Fenol estirenado. 
SSBR – Borracha estireno-butadieno em processo Solução. 
SVHC – substances of very high concern (substâncias de grande preo-
cupação, referente a ECHA). 
t – tonelada = 1000kg. 
TAC – Trialilcianurato ou cianeto de trialila. 
TAIC – Trialilisocianurato ou isocianelo de trialila. 
TRIM – Trimetacrilato de Trimetilpropano. 
TDI – Tolueno-diisocianato. 
TEA – Tri-etanol-amina. 
TGA – Thermo-Gravimetric Analyser (Análise Termo-Gravimétrica). 
TMQ – 2,2,4-trimetil-1,2-dihidroquinolina, polimerizado. 
TMTD – Disulfeto de tetra-metil tiuran. 
TMTM – Monosulfeto de tetra-metil tiuran. 
TPE – Elastômero Termoplástico. 
TPO – Elastomero Termoplástico Poliolefínico. 
TR – Borracha Termoplástica. 
TPV – Elastomero Termoplásticos Vulcanizáveis. 
UNI – Entidade Nacional Italiana de Unificação. 
V – Volt = tensão elétrica (V=R.i). 
W – Watt = potencia de 1J por segundo. 
ZDEC – Dietilditiocarbamato de zinco. 
ZBEC - Dibenzilditiocarbamato de zinco. 
ZMBI – 2-mercaptobenzimidazolato de zinco. 
ZMDC – Dimetilditiocarbamato de zinco. 
ZMMBI – 2-metilmercaptobenzimidazolato de zinco. 
ZMTI – 2-mercaptotoluimidazolato de zinco. 
6PPD – N-(1,3-dimetilbutil)-N’-fenil-p-fenilenodiamina. 
77PD – N-N’-Bis-(1-etil-3-metilpentil)-p-fenilenodiamina. 
 
Obs.: Os símbolos não têm plural. Ex.: 1 kg e 2 kg, 1 m e 10 m. 
 
 
 
 
Siglas e Símbolos 179 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
180 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Siglas e Símbolos 181 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
182 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcas Comerciais 183 
 
VI 
 
 
MARCAS COMERCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
184 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A resenha a seguir apresentada tem por finalidade facilitar a identifica-
ção de produtos citados em fórmulas de composição encontradas nas litera-
turas técnicas. 
Nem sempre foi possível identificar a marca e a quem pertence atual-
mente, por isso, qualquer incorreção ou erro identificado, solicitamos nos 
informem imediatamente para que possamos realizar as correções necessá-
rias no sentido de respeitar a propriedade industrial de marcas e patentes. 
Alguns produtos que foram comercializados e deixaram de ser forneci-
dos constam na relação, tendo por objetivo preservar a história e facilitar 
ajustes nas fórmulas, substituindo produtos obsoletos por outros de uso 
corrente na atualidade. 
 
A 
ABALYN – Abietato de metila – antiga Hércules, atual Eastman Chemical Company – 
Agente de pegajosidade e plastificante líquido. 
ABITOL – Breu modificado – antiga Hércules, atual Eastman Chemical Company. 
ACCEL 522 – Pentametileno ditiocarbamato de piperidina – Acelerador de vulcaniza-
ção – Du Pont. 
ACCELERATEUR RAPIDE D – DPG – Saint Denis. 
ACCELERATEUR RAPIDE GS – MBTS – Saint Denis. 
ACCELERATEUR RG – MBT – Saint Denis. 
ACEDOR SD – Acelerador doador de enxofre – Progomme. 
ACELER 22 – ETU – Etileno Tiureia – Progomme. 
ACTONE – Ativador de vulcanização à base de ureia – Parabor. 
ADEMOLL DN – Adipato de di-nonila – Plastificante – Bayer. 
ADIPRENE – Elastômerode PU – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ADOGEM 342 D – Agente de escoamento – Sherex Chemicals. 
AEROSIL – Sílica pirogênica – antiga Degussa, atual Evonik. 
AFLAS – Fluorelastomero – Asahi Glass Co, LTD. 
AFLUX 25 – Agente de escoamento – Rhein Chemie. 
AFLUX S – Auxiliar de processo para EPDM – Rhein Chemie. 
AGERITE ALBA – Éter monobenzil-hidroquinona – Antioxidante Vanderbilt. 
AGERITE DPPD – Difenil-p-fenileno-diamina – Antioxidante Vanderbilt. 
AGERITE HP-S – Estabilizante térmico – Vanderbilt. 
AKROFLEX C – Antioxidante – Du Pont. 
AKTIPLAST PP – Peptizante para NR – Rhein Chemie. 
AKTIPLAST T – Peptizante para NR – Rhein Chemie. 
AKTONE – Ureia ativada, acelerador secundário e desodorizante – J.M. Huber. 
 
Marcas Comerciais 185 
ALFA OIL – Óleo plastificante parafínico – Alfa Química. 
ALLOPRENE – Policloropreno – ICI. 
ALPEROX – Linha de peróxidos – Lúcido. 
ALTAX – MBTS – Vanderbilt. 
ANCAP – MBT – Anchor Chemical. 
ANCAZATE ET – ZDEC – Anchor Chemical. 
ANCAZIDE ET – TETD – Anchor Chemical. 
ANCAZIDE IS – TMTM – Anchor Chemical. 
ANCAZIDE ME – TMTD – Anchor Chemical. 
ANCATAX – MBTS – Anchor Chemical. 
AUTOFANE MBT – MBT – Ugine – Kuhlmann. 
AMAX – N-oxidietileno-benzotiazil 2-sulfenamida – Acelerador OBTS – Vanderbilt. 
AMBEROL – Linha de peróxidos – Rohm & Haas. 
AMERIPOL – BR – B.F. Goodrich, atual ISP – International Speciality Chemicals. 
AMINOX – Antioxidante – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ANAFFLOR – Enxofre solúvel – Parabor. 
ANCAZATE – Antioxidante – Anchor Chemical. 
ANTILUX – Antiozonante – Rhein Chemie. 
ANTOX – Antioxidante – Progomme. 
ANTOZITE – Antioxidantes – Vanderbilt. 
APYRAL B 120 E – Hidróxido de Alumínio – Nabaltec Ag. 
ARANOX – Antioxidante – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ARAZATE – Dibenzil-ditiocarbamato de zinco – Acelerador – antiga Uniroyal, atual 
Chemtura. 
ARMOSLIP C 7 – Desmoldante da Arizona. 
ARNIPOL – NBR da Pasa (Petrobras Argentina S.A). 
ARO – Negros de Fumo – J. M. Huber. 
AROMEX – Negros de Fumo – J.M. Huber. 
ARROW – Negros de Fumo – J.M. Huber. 
ATLANTIC – Negros de Fumo – Charles Eneu Johonson. 
AZOCEL – Azodicarbonamida – agente de expansão – Fairmount Chemical Co. 
 
B 
BAKER’S – Derivado do óleo de rícino (factis) – Baker Castor Oil Co. 
BANAC – Série de aceleradores de vulcanização – Bann Química. 
BANAC MOR – MBS – Bann Química. 
 
186 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
BANOX – Série de antioxidantes – Bann Química. 
BANTARD J – Retardador de vulcanização – Bann Química. 
BANTEX – ZMBT – Acelerador de vulcanização – Bann Química. 
BANZONE 100 – Antioxidante – Bann Química. 
BARAK – Oleato de dibutilamina – acelerador de vulcanização – Du Pont. 
BARRAFIL – Carbonato de Cálcio precipitado da Barra do Piraí e atual Imerys. 
BARRAFFLEX – Carbonato de Cálcio precipitado da Barra do Piraí e atual Imerys. 
BARRALEV – Carbonato de Cálcio precipitado da Barra do Piraí e atual Imerys. 
BARRALIN – Carbonato de Cálcio precipitado da Barra do Piraí e atual Imerys. 
BAYERTITAN A – Dióxido de titânio – Bayer. 
BAYFEROX 732 M – Óxido de ferro – Bayer. 
BAYPREN – Policloropreno – antiga Bayer, atual Lanxess. 
BAYSILONE – Borracha de Silicone – Bayer. 
BAYTEC – Elastômero de Poliuretano – Bayer. 
BENZOFLEX – Poliuretano – Montoil. 
BEUTENE – Anilina-butiraldeído – Acelerador de vulcanização Naugatuck – antiga 
Uniroyal, atual Chemtura. 
BIK – Ureia tratada – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
BISOFLEX – Plastificantes – B.P. Chemicals. 
BISOMER – Coagentes de cura – International Speciality Chemical. 
BLE – Antioxidante – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
BPIC – Peróxidos – Pittsburg Plate Glass Cy. 
BUCAR – Elastômero Butil – Cities Service Co. Columbian Div. 
BUDENE – Polibutadieno – GoodYear Tire & Rubber. 
BUNA EP – EPDM – Lanxess. 
BUNA CB – Polibutadieno – Lanxess. 
BUTAR – Breu modificado – J.M. Huber. 
BUTACLOR – Policloropreno – Rhône Poulenc. 
BUTACRIL – NBR – Plastimer. 
BUTAKON – NBR – Revertex Lt. 
BUTAPRENE – NBR – Firestone. 
BUTAREZ CTL – Polibutadieno – Phillips Petroleum Co. 
BUTASAN – ZBDC – Acelerador de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
BUTAZATE – ABDC – Acelerador de vulcanização – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
BUTAZIN – Butil Ziram – Acelerador de vulcanização – Pennwalt. 
BUTYL ZIMATE – ZBDC – Acelerador de vulcanização – Vanderbilt. 
 
Marcas Comerciais 187 
BUTOFAN – BR dispersão – Basf. 
BUTON – SBR – Enjay Chemical. 
BZP – Peróxidos – U.S. Peroxygen Corp. 
 
C 
CAB-O-CURE – Peróxidos – Cabot. 
CAB-O-SIL – Sílica – Cabot. 
CADET – Peróxidos – Noury Chemical Corp. 
CADMATE – Dimetilditiocarbamato de Cádmio, acelerador – Vanderbilt. 
CADOX – Peróxidos – Cadet Chemical Corp. 
CALCENE – Carbonato de cálcio – Barra do Pirai, atual Imerys. 
CAPTAX – MBT – Vanderbilt. 
CARBOMIX – SBR – Copolymer Rubber. 
CARBOWAX 335 – Polietileno glicol – PEG – Union Carbide. 
CARIFLEX – Elastômeros de SBR, BR, IR, TR – Shell Química. 
CAYTUR 4 – Acelerador de cura para PU – Du Pont. 
CELITE 577 – Diatomita – Celite Corp. 
CELOGEN – Agente de expansão – antiga Uniroyal, atual Lion. 
CHALOXYD – Peróxidos – Societè Comaip. 
CHEMAC – Aceleradores de vulcanização – Chemicon. 
CHEMAC 22 – ETU – Chemicon. 
CHEMIGUM – NBR – Goodyear. 
CHEMITAC – Adesivo metal-borracha – Dalton Dynamics. 
CHEMLOK – Adesivo metal-borracha – Lord. 
CHEMOSIL – Adesivo metal-borracha – Henkel. 
CHENOX – Antioxidantes – Chemicon. 
CHENZONE – Antiozonantes – Chemicon. 
CHIMASSORB – Antioxidantes – Chimosa S.P.A. 
CILBON – Adesivo metal-borracha – Dalton Dynamics. 
CIRCOLITE – Óleo Plastificante – Sun Oil. 
CIRCOSOL – Óleo Plastificante – Sun Oil. 
CIS 4 – Polibutadieno – Phillips. 
CISDENE – Polibutadieno – Stauffer. 
CLORAX 50 – Parafina clorada, anti-chama e plastificante – Bann Química. 
COLLOCARB – Negro de Fumo HMF – J.M. Huber. 
CONAC S – CBS – Acelerador de vulcanização – Du Pont. 
 
188 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
CONTINENTAL – Negros de Fumo – Witco Continental. 
CONTINEX – Negros de Fumo – Witco Continental. 
COPERFLEX – Polibutadieno – antiga (Coperbo) Petroflex, atual Lanxess. 
COPERMIX – Mistura padrão 11060 – antiga (Coperbo) Petroflex. 
COUPSIL – Silanos modificados com Sílica – antiga Degussa, atual Evonik. 
COVINYLBLAK – Dispersão de negro de fumo – Columbian. 
COWABLAK – Negros de Fumo – Columbian. 
CRYSTEX – Enxofre insolúvel – antiga Stauffer, atual Flexsys. 
CUMAR – Resina de cumarona – Allied Chemical. 
CURALOM A – Agente de cura para PU – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
CUMAR MH – Resina de cumarona – Plastif. Neville. 
CUMATE – Ditiocarbamato de cobre – Acelerador – Vanderbilt. 
CURAX – CBS – Vanderbilt. 
CURETARD – Retardador de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
CYDAC – CBS – American Cyanamid. 
CYNACRIL R – Acelerador de vulcanização – A. Cyanamid. 
CYURAM MS – TMTM – American Cyanamid. 
CYAZATE E – ZDEC – American Cyanamid. 
CYZONE – Antiozonante – American Cyanamid. 
 
D 
DALTOFLEX – Poliuretano – ICI. 
DELAC P – Ftalato de difenil guanidina – Vanderbilt. 
DELAC S – Acelerador sulfenamida CBS – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
DELAC MOR – MBS – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
DERAKANE – Resina Éster-vinílica – DOW. 
DESMOCOLL – PU – Bayer. 
DESMODUR – Adesivo metal-borracha – Bayer. 
DESMOFLEX – PU – Bayer. 
DIAK – Agentes de cura para fluoroelastômeros – Du Pont. 
DI CUP – Peróxidos Dicumila – Hércules. 
DISFLAMOL TKP – Tricresil fosfato – Plastificante – Bayer, atual Lanxess. 
DISPERGATOR – Dispersante – Ketllitz. 
DIXIE – Negros de Fumo – United Carbon. 
DIXION 1176 – Grafite – Dixon. 
DURADENE – SBR – Firestone. 
 
Marcas Comerciais 189 
DURAGENE – Polibutadieno – General Tire & Rubber Co. 
DURAX – CBS – Vanderbilt. 
DURITE – Resina fenólica – Borden Chemical. 
DUROPRENE – PU – Cofade. 
DUTRAL – EPDM – Enichem.DUTREX R – Óleo plastificante aromático (antigo Dutrex 718) – Shell. 
DYPHOS – Anti-chama – Anzon. 
 
E 
ELAPRIM – Elastômeros NBR e Poliacrílicos – Montedison. 
ELASTOSIL – Silicones – Wacker. 
ELFTEX – Negros de Fumo – Cabot. 
ELVAX – EVA – Du Pont. 
EMCA Sol – Óleo plastificante – quantiQ. 
ENDOR – Peptizante – Du Pont. 
EPCAR – EPDM – B.F. Goodrich. 
EPE-55 – Antigo máster Petroflex (SBR+PS 1:1). 
EPSYN – EPDM – Epsyn Copolymer. 
EPTAC – Acelerador – Du Pont. 
ESPEROX – Peróxidos – Witco Chemical. 
ESPON – Agentes de expansão – Bann Química. 
ESPRENE – EPDM – Sumimoto. 
ESSEX – Negros de Fumo – Huber. 
ETHASAN – ZEDC – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
ETHASATE – ZDEC – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ETHYL THIURAM – TETD – Pnnsalt. 
ETHYL THYURAD – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
ETHYL TUADS – TETD – Vanderbilt. 
ETHYL ZIMATE – ZDEC – Vanderbilt. 
ETHYL ZIRAM – ZDEC – Pennsalt. 
EUROPRENE NEOCIS – BR – Enichem. 
EVATATE – EVA – Sumimoto. 
EVATENE – EVA – ICI. 
EVATANE – EVA – antiga Elf Atofina, atual Arkema. 
EVEITE D – DPG – Montecatini. 
EVEITE DM – MBTS – Montecatini. 
 
190 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
EVEITE M – MBT – Montecatini. 
EVEITE MS – CBS – Montecatini. 
EVEITE MZ – ZMBT – Montecatini. 
 
F 
FLAMOLIN – Retardantes de chama – Usi Chemicals. 
FLECTOL – Antioxidante – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
FLECTOL ODP – Antioxidante – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
FLECTOL H – Estabilizante térmico – Flexsys. 
FLEXAMINE – Antioxidante – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
FLEXZONE – Antiozonantes – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
FLEXBOR – Óleo plastificante aromático – Ipiranga, atual quantiQ. 
FLEXOL – Plastificante ésteres – Union Carbide. 
FLEXON 885 – Óleo plastificante parafínico – Exxon. 
FLEXPAR – Óleo plastificante parafínico – Ipiranga, atual quantiQ. 
FLUOREL – Fluoroelastômeros – 3M. 
FORTILIGHT – EVA – Composto de EVA – FCC. 
FORTIPRENE – TPE – Termoplástico estirênico – FCC. 
FORTIPUR TPU – PU Termoplástico – FCC. 
FURBAC – CBS – Ancchor Chemical. 
FURNEX – Negros de Fumo – Columbian. 
FYROL – Anti-chama – Stauffer. 
 
G 
GABROFLON – Fluoroelastômeros – Solvay. 
GALVAN – Negro de Fumo condutivo – Cabot. 
GASTER – Negro de Fumo – Cabot. 
 
H 
HELIOZONE – Antiozonante – Du Pont. 
HERCOLYN D – Resina vegetal – Hércules. 
HJERCOSOL – Solvente de colofônia – Hércules. 
HERCOFLEX – Plastificante – Hércules. 
HERCLOR – Policloropreno – Rhodia. 
HERCOLIN – Derivados de Breu – Hércules. 
 
Marcas Comerciais 191 
HICRYL – Elastômero Poliacrílico – American Cyanamid. 
HI-SIL – Sílica – PPG Silica Products. 
HT-1 – Estabilizante térmico para silicone – GE. 
HUBER – Negros de Fumo – J. M. Huber. 
HYCAR – Elastômeros diversos – B.F. Goodrich. 
HYDRIN – Elastômeros Epicloridrina – antiga B.F. Goodrich, atual Zeon. 
HYTEMP – Elastômero Poliacrílico – Zeon. 
HYTREL – Termoplástico – Du Pont. 
HOMOGEM C – Homogenizante – Quisvi. 
HOMOGEM H – Homogenizante – Quisvi. 
HOMOGEM R – Homogenizante – Quisvi. 
 
I 
INBRAGEN – Branqueadores óticos – Inbra. 
INTENE – Polibutadieno – Enichem. 
INTOLAN – EPDM – International Synthetic Rubber Co. Ltda. 
IONOL CP – BHT – antiga Degussa, atual Evonik. 
IRGANOX – Antioxidante – Ciba-Geigy. 
ISAPLAST – Óleo plastificante parafínico – Ipiranga, atual quantiQ. 
ISOQURE – Óxido de Zinco ativo – Kaustschuk Gesellschaft. 
 
K 
KELTAN – Elastômeros EPDM – DSM. 
KEZADOL – Óxido de Cálcio – Kettlitz. 
KOSMOS – Negro de Fumo – United. 
KOSMOBILE – Negros de Fumo – United. 
KRATON – Elastômeros de SBR – Shell. 
KRYLENE – Elastômeros de SBR – Lanxess. 
KRYNAC – Elastômeros de NBR – Lanxess. 
 
L 
LEVAPREN – EVA – antiga Bayer, atual Lanxess. 
LEVAMELT – EVA – antiga Bayer, atual Lanxess. 
LEVAGARD – Anti-chama – antiga Bayer, atual Lanxess. 
LUCIDOL – Linha de Peróxidos – Wallace Tierman. 
 
192 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
LUPERCO – Linha de Peróxidos – F. Chevassus. 
LUPEROX – Linha de Peróxidos – antiga Elf Atochem, atual Arkema. 
LUPERSOL – Linha de Peróxidos – antiga Elf Atochem, atual Arkema. 
 
M 
MAGLITE – Óxido de Magnésio – Whittaaker Merck and Co. 
METHYL THIURAM – TMTD – Pennsalt. 
METHYL TUADS – TMTD – Vanderbilt. 
MICRONEX – Negros de Fumo – Columbian. 
MICROPOR – Agente de expansão – Chemicon. 
MILATHANE – PU – antiga Uniroyal, atual TSE Industries Inc. 
MODULEX – Negros de Fumo – J. M. Huber. 
MONEX – TMTM – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
MONO THIURAD – TMTM – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
MONTACLERE – Antioxidante – Flexsys. 
MOPLEN – PP+EPDM – Montedison. 
MORFAX – MBS – Vanderbilt. 
MORFLEX 33 – TMTM – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
 
N 
NA-22 – Etileno Tiuréia (ETU) – Du Pont. 
NAUGARD – Antioxidantes – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
NATAC – Breu modificado – J.M. Huber. 
NEOPRENE – Policloroprene (CR) – Du Pont. 
NEOTEX – Negros de Fumo – Columbian. 
NEOZONE – Antiozonante – Du Pont. 
NEVINDENE – Resina de cumarona-indeno – Neville Chemical. 
NIPOL – Elastômeros de NBR e SBR – ZEON. 
NITRIFLEX – Elastômeros de NBR – Nitriflex. 
NITRIGUM – SBR grau alimentício – Nitriflex. 
NITRISUM – SBR grau alimentício – Nitriflex. 
NEOCELER 22 – ETU – Ouchi Shinko Chem Ind. 
NONOX OD – Antioxidante – ICI. 
NORDEL – Elastômeros de EPDM – Du Pont. 
NYSYN – Elastômero de NBR – Copolymer. 
 
Marcas Comerciais 193 
O 
OCTAMINE – Difenilamina octilada – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
OXAF – Acelerador de vulcanização ZMBT – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
OXRUBBER – Óxido de Zinco – Auricchio. 
 
P 
PARACRIL – Elastômero de NBR – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
PARAGUN – Breu – Parabor. 
PELLETEX – Negros de Fumo – Cabot. 
PENNAC MS – Acelerador TMTM – Pennsalt. 
PENNAC 27 – ZMBT – Pennsalt. 
PENNOX – Antioxidantes – Pennsalt. 
PENNZONE – Antiozonantes – Pennsalt. 
PEPTIZANTE 10 – Peptizante – Rhône-Poulenc. 
PEPTIZER – Peptizante/Plastificante – C.P. Hall. 
PEPT Q – Peptizante – Quisvi. 
PEPTON – Peptizante – American Cyanamid. 
PERBUNAM – Elastômeros de NBR – antiga Bayer, atual Lanxess. 
PERCADOX – Peróxidos – antiga Noury Chemical Corp., atual Akzo Nobel. 
PERLAX – Cera de polietileno – Ipiranga, atual quantiQ. 
PERMANAX 49 HV – Antioxidante / estabilizante térmico – Rhodia. 
PEROX – Peróxidos – Progomme. 
PEROXAN – Peróxidos – Pergan GMBH. 
PEROXIMON – Peróxidos – Montefluos. 
PET CIS CBR – Polibutadieno – Petrokimia. 
PETROPLAST A – Óleo plastificante aromático – Petrobras. 
PETROTHENE – EVA – Poliolefinas. 
PHILLBLACK – Negros de Fumo – Phillips. 
PHILLPRENE – Elastômeros de SBR – Phillips. 
PLASTAC RB – Plastificantes – Basile Química. 
PLASTHALL – Plastificantes ésteres – C.P. Hall. 
POLYLITE – Antioxidante – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
POROFOR – Agentes de expansão – antiga Bayer, atual Lanxess. 
PROQUIWAX – Cera de Polietileno – Proquitec. 
PROSSEC 90 – Óxido de Cálcio – Proquitec. 
 
194 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
PROTOX – Óxido de Zinco – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
PYROVATEX – Anti-chama – Ciba-Geigy. 
 
Q 
Q FLUX 12 – Auxiliar de processo – Quisvi. 
Q FLUX 27 – Auxiliar de processo – Quisvi. 
Q FLUX 60 – Auxiliar de processo – Quisvi. 
Q FLUX 72 – Auxiliar de processo – Quisvi. 
Q FLUX E – Auxiliar de processo para NBR – Quisvi. 
Q FLUX NR – Auxiliar de processo para NR – Quisvi. 
Q FLUX PE – Cera de polietileno – Quisvi. 
Q FLUX RX – Desvulcanizante – Quisvi. 
Q FLUX T2 – Auxiliar de processo para TAC – Quisvi. 
Q RESIN – Auxiliar de processo para TAC – Quisvi. 
Q OZON – Antiozonante – Quisvi. 
 
R 
REDAX – Retardador de vulcanização – Vanderbilt. 
RENACIT – Peptizantes – antiga Bayer, atual Lanxess. 
RESINA PLASTACH RB-802 – Basile Química. 
RETARDER – Retardador de vulcanização – Uniroyal, atual, Chemtura. 
RETARD Q – Retardador de vulcanização– Quisvi. 
RETILINK – Coagentes de cura peroxídica – Retilox. 
RETIAZO – Agentes de expansão – Retilox. 
RETICROSS PVC – Agente de crosslink para PVC – Retilox. 
RETIFLEX – Composto Olefínico TPE-R – Retilox. 
RETILIMP MASTER – Composto para limpeza de moldes – Retilox. 
RETISEC – Óxido de Cálcio – Retilox. 
RETISEC SIL – Regularizador de viscosidade para Silicone – Retilox. 
RHENOCURE – Agentes de cura – antiga Bayer, atual Rhein Chemie. 
RHENOFIT – Coagentes de cura – antiga Bayer, atual Rhein Chemie. 
RHENOGRAN PVI – Inibidor de cura – antiga Bayer, atual Rhein Chemie. 
RHENOGRAN T – Coagentes de cura – antiga Bayer, atual Rhein Chemie. 
RHODIFAX 16 – Acelerador CBS – Rhodia. 
RHODIFAX – Linha de aceleradores de vulcanização – Rhodia. 
 
Marcas Comerciais 195 
RHODITAN AT 1 – Dióxido de titânio – Rhodia. 
RHODORSIL – Elastômero de silicone – Rhodia. 
ROBAC TMT – Acelerador TMTD – Robinson Brothers. 
ROBAC TMS – TMTM – Robinson Brothers. 
ROBAC MZI – Acelerador ZMBT – Robinson Brothers. 
ROBAC TET – Acelerador TETD – Robinson Brothers. 
ROBAC 22 – Acelerador ETU – Robinson Brothers. 
ROTAX – Acelerador MBT – Vanderbilt. 
ROTOMOLD – Agente de crosslink para PE rotomoldagem – Retilox. 
ROYALAC – Acelerador – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ROYALENE – Elastômero de EPDM – antiga Uniroyal, atual Lion. 
ROYALTHERM – EPDM + Silicone – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
ROYALTUF – EPDM – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
RTV HV – Silicones – GE. 
RUBBEROX – Óxido de Zinco – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
RUBENAMID – Acelerador CBS – General Química. 
RUBBEROL F – Odorante para borracha sólida – antiga Bayer, atual Lanxess. 
RUBBERSIL RS-200 – Sílica – Glasven. 
 
S 
SANTICIZER – Plastificante – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SANTOCURE – Acelerador de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SANTOFLEX – Antioxidante e estabilizante térmico – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SANTOGARD PVI – Inibidor de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SANTOPRENE – EPDM + PP – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SANTOWHITE – Antioxidante não manchante – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SARLINK – Elastômeros termoplásticos – DSM. 
SHELLFLEX 451 – Óleo plastificante parafínico – Shell. 
SI-69 – Organo-silano – antiga Degussa, atual Evonik. 
SILASTIC – Fluorsilicone – Dow Corning. 
SILCOSET – Elastômero de Silicone – ICI. 
SYLGARD – Elastômero de Silicone – Dow Corning. 
SILLITIN – Carga branca – Kettlitz. 
SILMATE – Silicone – antiga GE, atual Momentive. 
SILOA 72 X – Silica HDS para alta dispersão – Rhodia. 
SILOPREN – Silicone – Bayer. 
 
196 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
SILPLUS – Elastômero de Silicone – antiga GE, atual Momentive. 
SILQUEST – Silano – antiga GE, atual Momentive. 
SKYPRENE – Policloropreno (CR) – Toyo Soda. 
SOLPRENE – Elastômero de SBR em solução – SSBR – antiga Phillips, atual Dynasol. 
SP-1066 – Resina fenólica reativa – Schenectady Crios. 
SP-1068 – Resina fenólica – Schenectady Crios. 
SPHERON – Negros de Fumo – Cabot. 
STATEX – Negros de Fumo – Columbian. 
STALEX – Negros de Fumo – Columbian. 
STERLING – Negros de Fumo – Cabot. 
STRUKTOL A-60 – Lubrificante – Struktol Co. 
STRUKTOL SU 95 – Enxofre solúvel – Struktol Co. 
STRUKTOL SU 108 – Enxofe insolúvel – Struktol Co. 
STRUKTOL WB 16 – Lubrificante – Struktol Co. 
STRUKTOL WB 212 – Dispersante – Struktol Co. 
STRUKTOL WB 300 – Plastificante – Struktol Co. 
STRUKTOL WB 700 – Óxido de Zinco dispersão – Struktol Co. 
STRUKTOL 60NS e 40MS – Homogeneizantes – Struktol Co. 
STRUKTOL 890 – MgO / ZnO – Struktol Co. 
SULFAZAN – Aceleradores de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
SULGARD – Fluorsilicone – Dow Corning. 
SUNDEX – Óleo plastificante – Sun Oil Co. 
SUNPAR – Óleo plastificante – Sun Oil Co. 
SUPERACELERADOR 481 – Acelerador TETD – Rhodia. 
SUPERACELERADOR 1105 – Acelerador ZBDC – Rhodia. 
 
T 
TECNOFLON – Fluoroeslastômero – Solvay. 
TET HENLEY – Acelerador TMTD – Henley. 
TETRONE A – Acelerador de vulcanização – Du Pont. 
THERBAN – Elastômero nitrílico hidrogenado (HNBR) – Lanxess. 
THERMAX – Negro de Fumo – Vanderbilt. 
THIATE A – Acelerador para cura de CR – Vanderbilt. 
THIOFIDE – Acelerador MBTS – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
THIONEX – Acelerador TMTM – Du Pont. 
THIOTAX – Acelerador MBT – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
 
Marcas Comerciais 197 
THIURAD – Acelerador TMTD – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
THIURAM E – Acelerador TETD – Du Pont. 
THIURAM M – Acelerador TMTM – Du Pont. 
THIURAD – Acelerador TMTD – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
THIXON – Adesivo metal-borracha – Dayton Chemical. 
THOR MD – Resina fenólica reativa – Alba. 
THORAN OZO – Elastômero NBR – antiga Petroflex, atual Lanxess. 
THP CHLORIDE – Agente de proteção contra luz solar – Albright & Wilson. 
TINUVIN – Agente de proteção contra ação da luz solar – Ciba-Geigy. 
TINUVIN 770 – Antioxidante BHT – Ciba-Geigy. 
TITANOX X – Dióxido de Titânio – White Pigments. 
TIXOLEX – Sílica – Rhodia. 
TIXOSIL – Sílica – Rhodia. 
TRIGONOX – Peróxidos – Akzo Nobel. 
TRILENE – EPDM líquido – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
TRIS – Anti-chama – Velsicol. 
TUEX – Acelerador TMTD – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
TUFEL – Silicone grau alimentar – antiga GE, atual Momentive. 
TYRIN – Polietileno Clorado (CPE) – Dow. 
 
U 
ULTRASIL VN3 – Sílica – antiga Degussa, atual Evonik-Degussa. 
UNADS – Acelerador TMTM – Vanderbilt. 
UNIMOLL – Plastificante – antiga Bayer, atual Lanxess. 
UNITED – Negros de Fumo – United. 
UREKA – Acelerador de vulcanização – antiga Monsanto, atual Flexsys. 
UREPAN – Poliuretano – antiga Bayer, atual Lanxess. 
UVITEX BHT – Antioxidante – Ciba-Geigy. 
 
V 
VAMAC – Elastômero de etileno-acrílico – Du Pont. 
VANOX 12 – Antioxidante – Vanderbilt. 
VARCUM HF 328 – Resina fenólica reativa – Resana Reichold. 
VAROX – Peróxidos – Vanderbilt. 
VELVETEX – Negros de Fumo – Columbian. 
 
198 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
VIBRATHANE – Poliuretano – antiga Uniroyal, atual Chemtura. 
VIPFLEX – PVC – composto expandido de PVC – PVC Sul. 
VISCASIL H-60 – Óleo de silicone – antiga GE, atual Momentive. 
VISTALON – Elastômero de EPDM – antiga Enjay Chem, atual Exxon. 
VITON – Fluoroelastômero – Du Pont. 
VP-SI – Silanos – antiga Degussa, atual Evonik. 
VULCABOND – Adesivo metal-borracha – Rhône-Poulenc. 
VULCABOND TX – Adesivo metal-borracha – ICI. 
VULCACEL BN – Expansores dinitroso – ICI. 
VULCACURE ZE – Acelerador ZEDC – Alco. 
VULCAFOR – Acelerador de vulcanização – Rhône-Poulenc. 
VULCAFOR BSM – Acelerador de vulcanização MBS – ICI. 
VULCAFOR MS – Acelerador TMTM – ICI. 
VULCAFOR TET – Acelerador TETD – ICI. 
VULCAFOR TMT – Acelerador TMTD – ICI. 
VULCAFOR ZEP – Acelerador ZBDC – ICI. 
VULCALON H, H30 – Acelerador HMT – Enro. 
VULCAN – Negros de Fumo – Cabot. 
VULCANEX – Acelerador de vulcanização – Du Pont. 
VULCANOX 4020 – Antiozonante – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULCANOX BHT – Antioxidante não manchante – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULCACURE – Acelerador de vulcanização – Alco. 
VULCALOCK – Adesivo metal-borracha – B. F. Goodrich. 
VULCATARD A – Retardador de vulcanização – ICI. 
VULCUP – Série de Peróxidos – Hércules. 
VULKACIT – Série de aceleradores de vulcanização – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT CZ – Acelerador CBS – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT D – Acelerador DPG – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT DM – Acelerador MBTS – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT H – Acelerador HMT – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT LDA – Acelerador ZDEC – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT – LDS – Acelerador ZBDC – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT MERCAPTO – Acelerador MBT – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT MOZ – Acelerador MBS – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT NPV/C – Acelerador ETU – antiga Bayer, atual Lanxess.VULKACIT P – Peptizante para CR – antiga Bayer, atual Lanxess. 
 
Marcas Comerciais 199 
VULKACIT THIURAM – Acelerador TMTD – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKACIT ZM – Acelerador ZMBT – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKADUR – Resina fenólica – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKALENT A – Retardador de vulcanização – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKANOL – Plastificante – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKANOX – Antioxidantes – antiga Bayer, atual Lanxess. 
VULKASIL – Sílica – Bayer. 
VULTAC – Agentes de cura – Pennsalt. 
VYNATHENE – EVA – UST Chemicals. 
 
W 
WARECURE – Acelerador ETU – Ware Chemical Corp. 
WINGSTAY – Antioxidante – Goodyear. 
WITKO – Negro de Fumo – Wishnick Tumpeer. 
 
Z 
ZENITE – Acelerador ZMBT – Du Pont. 
ZEOLEX – Carga branca – J.H. Huber. 
ZEOSIL – Sílica amorfa – Rhodia. 
ZEOSIL HDS – Sílica de alta dispersão – Rhodia. 
ZETAX – Acelerador – Vanderbilt. 
ZETAX MP – Acelerador ZMBT – Vanderbilt. 
ZEPTOL – HNBR – Zeon. 
ZINC ANCAP – Acelerador ZMBT – Anchor Chemicals. 
ZOPAQUE – Dióxido de Titânio – Glidden Pigments. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
200 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcas Comerciais 201 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
202 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências 203 
 
VII 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
204 Grison, Becker, Sartori  Borrachas e seus aditivos 
A simples menção de um produto já identifica a fonte da informa-
ção. Ocorreram muitas alterações no mercado principalmente nos últi-
mos 20 anos (empresas e produtos), assim, foi dada muita atenção ao 
produto e ao seu fabricante, procurando zelar pela propriedade industrial 
de marcas e patentes. Como pode haver incorreções involuntárias, solici-
tamos que tais nos sejam comunicadas para imediatamente efetuarmos 
correção e atualização das mesmas. Em função disso, não garantimos e 
não nos responsabilizamos pelos resultados, tendo em vista a falta de 
controle sobre a utilização correta das mesmas, bem como o grande nú-
mero de variáveis inerentes a cada processo específico. 
 
 
AMF – Textil Assef. Maluf Ltda. –www.maluf.ind.br 
Basf S.A. Unidade de Poliestireno – psbasf@basf-sa.com.br 
Brasilminas Ind. e Com. Ltda. – www.braasilminas.net 
Buschle & Lepper – www.buschle.com.br 
Clariant S.A. – www.clariant-latinamerica.com 
Crompton – www.cromptoncorp.com 
Curso de Tecnologia da Borracha II Edição – Du Pont 
Degussa-Hüls – Itapegica – Guarulhos – SP 
Degussa-Evonik – www.degussa.com.br 
Dicionário de Química y de produtos químicos – Gessmer G. Hawley – Ediciones 
Omega S.A. – Barcelona 
Dow – www.dowbrasil.com 
DSM Elastômeros –www.dsm.nl 
Dupont Dow Elastômeros – São Paulo – Brasil 
Elastômeros – revista de informação e tecnologia da borracha – Expert, editora técnica 
Ltda. – São Paulo 
FCC Fornecedora – www.fornecedora.com.br 
Flexsys – www.flexsys.com 
Glossário de termos técnicos TI, Luiz Mendes Antas – Traço Editora – SP – 1979 
Hoffmann Mineral – Franz Hoffmann x Söhne KG – Neuburg – GER 
Indukern do Brasil química Ltda – www.indukern.com.br 
Ipiranga Química – www.ipirangaquimica.com.br 
Kettlitz – Chemie Gmbh Co. KG, Chemische fabrik – Rennerstshofen – GER 
Lanxess – www.lanxess.com.br 
Lord Industrial Ltda. – www.lordla.com.br 
 
Referências 205 
Manual para la industria del caucho – Manfred Abele edt. Allii – Bayer Leverkusen-
1972 
Monsanto – www.monsanto.com 
Petroflex – www.petroflex.com.br 
Petroquímica União S.A. – www.pqu.com.br 
Plastico moderno, Editora QD Ltda. – www.qd.com.br 
Plasticos em revista, Editora Definição Ltda. – www.plasticosemrevista.com.br 
PPG Industrial do Brasil Ltda. – SP 
Quisvi Química – www.quisvi.com.br 
Retilox Soluções tecnológicas-SP – www.retilox.com.br 
Rhein Chemie – www.lanxess.com.br 
Rubber Technology Handbook – Werner Hofmann 
Rhodia – www.rhodia-silicones.com; www.rhodia-silicas.com 
The Synthetic Rubber Manual 17th Edition – IISRP 
The Vanderbilt rubber handbook, Robert O. Babbit et allii – RT. Vanderbilt Company 
inc. – Norwalk-connecticut – 1978 
Vulcanizar – www.vulcanizar.com.br 
Worldwide Rubber Statistics 2007 – IISRP 
 
 
 
 
 
 
 
	00CapaBorrachaseseusaditivosCya
	01BorrachaseseusAditivosPIN
	02BorrachaseseusAditivos01
	03BorrachaseseusAditivos02
	04BorrachaseseusAditivos03
	05BorrachaseseusAditivos04
	06BorrachaseseusAditivos05
	07BorrachaseseusAditivos06
	08BorrachaseseusAditivos07

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