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Transformações nas organizações e
novas tecnologias de gestão
Transformações recentes nas organizações e novas estratégias de gestão socioambiental.
Profª. Juliana Velloso
1. Itens iniciais
Propósito
As novas estratégias de gestão da agenda socioambiental empresarial têm adquirido cada vez mais espaço e
pressupõem que as empresas atuem além do que a legislação estabelece. Esse conhecimento permitirá que
você esteja preparado para lidar com as mudanças e atualizações sobre os novos conceitos de gestão
socioambiental.
Objetivos
Reconhecer os principais desafios sociais e ambientais das corporações.
Identificar as principais ferramentas de gestão socioambiental das empresas.
Descrever os instrumentos de monitoramento de sistemas de gestão socioambiental.
Identificar as características da gestão ambiental compartilhada.
Introdução
A teoria econômica tradicional baseia-se na premissa de que os homens são racionais e agem egoisticamente
para maximizar a satisfação de seus interesses. Por essa razão, coube a uma instituição supostamente
independente, o mercado, a responsabilidade pelo fluxo de todos os bens e serviços gerados por indivíduos e
organizações. 
Por meio do livre jogo da oferta e da procura, o mercado seria capaz de garantir a distribuição dos bens entre
a totalidade dos membros da sociedade, com a consequente satisfação de cada um. Contudo, para seu bom
desempenho, o mercado precisa de grande margem de liberdade, não devendo o Estado interferir ou regular
seu funcionamento. 
Sabe-se que, no mundo real, economia e sociedade não estão dissociadas e que o mercado não é uma
instituição perfeita. Assim, convidamos você a estudar as transformações nas organizações e as novas
estratégias de gestão socioambiental que vêm sendo incorporadas pelas empresas. Inicialmente,
abordaremos a importância do gerenciamento dos aspectos sociais e ambientais nas organizações e como é
fundamental e crescente o comprometimento dessas instituições, muito além do pagamento dos impostos.
Em seguida, apresentaremos as ferramentas de gestão das agendas socioambientais das empresas e as
mudanças recentes. Também discutiremos os instrumentos de monitoramento de sistemas de gestão
socioambiental e, para finalizar, possibilidades de gestão ambiental compartilhada, explorando a economia
circular, mais especificamente o conceito de simbiose industrial. 
Conhecendo e compreendendo as novas estratégias e ferramentas de gestão socioambiental das empresas,
podemos refrear e mitigar os impactos sociais e ambientais, e consequentemente evitar perdas financeiras,
reputacionais e de mercado para as corporações, assim como utilizar a força dos negócios para promover
soluções para problemas enfrentados pela sociedade contemporânea. 
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1. Desafios sociais e ambientais 
Motivadores da agenda socioambiental empresarial
Durante a Conferência de Estocolmo (1972), o representante do governo brasileiro defendeu que o controle da
poluição era um entrave ao progresso e articulou a vinda para a cidade de Cubatão, em São Paulo, de
indústrias altamente poluidoras, que estavam sendo expulsas dos países desenvolvidos. Naquela época,
poluição ainda era sinal de progresso.
Conferência de Estocolmo
Evento que representou o primeiro alerta de grande repercussão sobre os graves riscos ambientais
sofridos pelo planeta.
Vista do interior do prédio de Sveriges Riksdag, onde foi realizada a Conferência de
Estocolmo.
Desde então, muita coisa mudou. Legislações foram instituídas, acordos foram estabelecidos e, com a difusão
da tecnologia da informação, a visibilidade das ações do setor privado se tornou muito maior, dando espaço
para crescente fiscalização e cobrança por parte da mídia e da sociedade. Além disso, como já demonstrado
por meio de diversos estudos sobre as consequências das mudanças climáticas, o custo da inação é
geralmente muito maior do que o de agir da forma correta. Assim, e por experiências práticas, o setor privado
vem se conscientizando de que o custo financeiro de reduzir o passivo ambiental e de administrar conflitos
sociais pode ser mais oneroso do que o custo de "fazer a coisa certa", isto é, de respeitar os direitos humanos
e o meio ambiente de todos os povos. 
Inicialmente, essa mudança de comportamento foi motivada por restrições impostas pela legislação e por
pressão da sociedade civil, mas terminou por influenciar o mercado, alterando as bases tradicionais da
concorrência. 
Atenção
Se as normas ambientais mais rigorosas representam um custo alto em pagamento de multas e
mitigação dos danos ambientais, os acidentes e crimes ambientais provocam escândalos corporativos
que abalam a confiança dos consumidores e acionistas, resultando em queda de vendas e,
consequentemente, em prejuízos financeiros muito maiores. 
Tsunami no Japão.
Outro fator de pressão, cuja influência cresceu
significativamente nos últimos anos, devido aos inúmeros e
sucessivos desastres ambientais atribuídos a ações
antrópicas (entre eles, queimadas, chuvas intensas,
tsunamis e furacões), relaciona-se ao risco real de uma
crise ambiental de grandes proporções capaz de gerar
escassez das matérias-primas e das fontes energéticas,
que suportam o atual padrão de produção e consumo.
Além disso, a crise climática atual impactará toda a
sociedade, que precisará mudar a trajetória baseada em
combustíveis fósseis, para conseguir limitar o aquecimento
do planeta. 
Saiba mais
Conforme o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (ONU, 2021), o aquecimento induzido
pelo homem atingiu aproximadamente 1°C acima dos níveis pré-industriais em 2017 e irá aumentar em
torno de 0,2°C por década. Diante disso, ações de mitigação são indispensáveis para limitar o
aquecimento a 1,5°C e as empresas têm papel fundamental nesse processo. 
É importante ressaltar que o compromisso com
a agenda climática engloba,
concomitantemente, outras questões
ambientais — de gestão de resíduos e água à
proteção da biodiversidade e de meios de
subsistência —, todas essenciais para uma
abordagem holística da mudança climática, com
as quais muitas empresas globais têm se
preocupado de forma crescente.
De fato, esse cenário vem preocupando alguns
segmentos industriais, particularmente as
indústrias do setor de petróleo e derivados, responsáveis pelo consumo de fontes não renováveis e por
elevadas taxas de emissão de poluentes, além de incontáveis acidentes de grandes proporções. Um caso
emblemático: 
Um dos piores desastres ambientais da história dos Estados Unidos, o
vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010, já custou à petroleira
britânica BP, principal empresa envolvida, mais de US$ 65 bilhões (R$
238,5 bilhões), e a conta continua a aumentar.
(CORRÊA, 2019)
Atualmente, as gigantes do petróleo disputam a primazia de possuir as melhores tecnologias de energia
renovável e de superar as metas na redução de emissões, em uma tentativa de mudar sua imagem pública
desgastada por décadas na liderança da emissão de gases de efeito estufa (GEE). Empresas dos mais
variados setores vêm assumindo compromissos públicos com as questões climáticas e questões ambientais,
sociais e de governança (ASG). 
Ao menos no plano da retórica, representantes dos mais diversos setores encaram os custos ambientais como
um investimento inerente ao negócio. Ao reconhecer que não tem autonomia para decidir como explorar os
recursos de uma determinada região, a empresa demonstra maturidade para o diálogo e abre caminho para a
obtenção do que se convencionou chamar “licença social para operar”. 
Finalmente, na era da globalização e na chamada sociedade
da informação, os ativos intangíveis —isto é, o conjunto de
recursos não materiais, como o conhecimento e a reputação
— também possuem importância estratégica na condução
dos negócios. Perder reputação pode representar um
prejuízo financeiro incalculável. 
Assim, as empresas possuem inúmeros motivos para se
comprometerem com agendas socioambientais,
incorporando-as como parte da estratégia de negócio e
buscando estratégiasmodernas de gestão socioambiental. 
A seguir, vamos abordar conceitos relevantes nessa agenda empresarial. 
Filantropia, responsabilidade social corporativa,
sustentabilidade, empresa B e estratégia ASG
Primeiro vamos conhecer a diferença entre filantropia e responsabilidade social corporativa. 
Ao se relacionar estrategicamente com seus públicos, a empresa precisa considerar inúmeras organizações
de interesse civil/social/ambiental, além do público interno, acionistas, consumidores/clientes e fornecedores.
Ela abrange uma ampla variedade de temas. 
Filantropia 
Durante muitos anos, empresários e
empresas praticavam ações filantrópicas
como forma de retribuir à sociedade parte
dos ganhos adquiridos. Embora sejam
relevantes para ajudar a sociedade a mitigar
desafios, principalmente sociais, esses tipos
de iniciativa não podem ser consideradas
ações estratégicas e vinculadas a uma gestão
socioambiental. 
Responsabilidade social corporativa 
A responsabilidade social corporativa
(RSC) ganhou espaço nas corporações
em meados da década de 1990 e foi
adotada à época por diversas
instituições. É definida pela relação que
a empresa estabelece com todos os seus
públicos (stakeholders) no curto e no
longo prazo e de forma estratégica e não
pontual. Ela está além do que a empresa
deve fazer por obrigação legal, pois
cumprir a lei não faz uma empresa ser
socialmente responsável. 
Exemplo
Os códigos de ética, as práticas de boa governança corporativa, os compromissos públicos assumidos
pela empresa, a gestão e prevenção de riscos, as questões ambientais e a diversidade são alguns dos
temas abrangidos. 
O ideal é que as empresas busquem compartilhar seus compromissos com essa agenda por toda sua cadeia
produtiva. 
De acordo com o Instituto Ethos (2007, p. 5), a RSC é organizada em sete tópicos a serem explorados: 
Valores, transparência e governança.
Público interno.
Meio ambiente.
Fornecedores e parceiros.
Consumidores/clientes.
Comunidade.
Governo e sociedade.
Ações sociais praticadas pelas empresas são relevantes para a sociedade, mas elas não são suficientes para
afirmar que uma corporação é ou não socialmente responsável. 
Atenção
É importante ressaltar a diferença entre filantropia e responsabilidade social. As duas podem trazer
benefícios à sociedade, no entanto, a primeira tem caráter pontual, assistencialista e voluntário,
enquanto a segunda explicita maior comprometimento com uma gestão socioambiental. Ao incorporar a
responsabilidade social como estratégia, as empresas estão perseguindo a própria perenidade. 
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No Brasil, o conceito de sustentabilidade começou a ser usado no final da década de 2010. As ações e
estratégias de responsabilidade social corporativa passam a ser denominadas como ações, estratégias e área
de sustentabilidade. 
Um conceito importante norteou estratégias de sustentabilidade: 
Triple bottom line ou, em português, tripé da sustentabilidade, que preconiza que as empresas precisam focar
não apenas em questões financeiras, mas também ambientais e sociais. A busca passa a ser por prosperidade
econômica, qualidade ambiental e justiça social.
Tripé da Sustentabilidade.
De acordo com Elkington (1998), há sete dimensões da sustentabilidade:
Mercados
Valores
Transparência
Tecnologias focadas no ciclo de vida
Parcerias
Tempo
Governança corporativa
No início do século XXI, o conceito de empresa B começou a ganhar força. As empresas B fazem parte de um
movimento que tem como objetivo redefinir o conceito de sucesso nos negócios ao usar a sua inovação,
velocidade e capacidade de crescimento não apenas para ganhar dinheiro, mas também para ajudar a mitigar
a pobreza, a construir comunidades mais fortes, a recuperar o meio ambiente e a nos inspirar a trabalhar por
um propósito maior.
O “B” significa benefício e as empresas B querem construir um novo setor da economia no qual a corrida até o
topo não quer dizer ser o melhor no mundo, mas sim o melhor para o mundo. A empresa, para ser considerada
B, precisa passar por um processo de certificação.
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Para finalizar, falaremos do conceito atualmente em voga no mercado: ambiental, social e governança (ASG).
Esse termo, que vem sendo cada vez mais utilizado pelas empresas e no mercado financeiro, preconiza o
enfoque em uma estratégia corporativa que priorize os três aspectos além da geração de lucro. 
Pelo lado dos investimentos ASG, as finanças sustentáveis passam a integrar aspectos ambientais, sociais e
de governança nas tomadas de decisão de investimento pelos atores do mercado financeiro, e acabam
gerando um círculo virtuoso, porque esses investimentos estimulam as empresas a investir em agendas ASG.
Atualmente, é crescente o incentivo às boas práticas ASG. Consumidores sinalizam disposição a pagar mais
por um produto de uma empresa que prioriza essas práticas. Além disso, com a internet, o consumidor e as
organizações não governamentais atuam de forma mais enfática na vigilância permanente contra más práticas
corporativas socioambientais.
A importância e os princípios da gestão socioambiental
nas corporações
Até aqui ficou claro como questões socioambientais são vitais para a sustentabilidade das corporações. 
Um sistema de gestão ambiental é um conjunto inter‐relacionado de políticas, práticas e procedimentos
organizacionais, técnicos e administrativos de uma empresa, que tem como objetivo a obtenção de um melhor
desempenho ambiental, bem como o controle e a redução dos impactos ambientais. 
Empresas que adotam a gestão socioambiental e levam a sério, acabam não apenas se beneficiando em
termos institucionais e reputacionais, mas também em termos financeiros. 
Atenção
É cada vez maior a atenção dos consumidores ao impacto social e ambiental das empresas, assim como
às restrições e obrigações, por meio de legislações, da vigilância de organizações não governamentais,
da mídia e das redes sociais. Quando uma empresa coloca em prática estratégias e ferramentas de
gestão socioambiental, ela consegue mensurar seus impactos e estabelecer medidas para diminuí-los ou
zerá-los. 
Com o tempo, as empresas começaram a verificar que os recursos alocados na área ambiental se tornavam
investimentos e proporcionavam vantagem competitiva (DONAIRE, 1999, p. 57). Diante disso, a partir da
década de 1980, países desenvolvidos, como a Alemanha, começaram a incorporar a dimensão ambiental em
suas estratégias de negócio. Inicialmente, isso foi introduzido de forma pontual até serem desenvolvidos e
implementados sistemas de gestão ambiental e social. 
Desde então, diversas metodologias de gestão socioambiental foram desenvolvidas e vêm sendo aplicadas e
aprimoradas.
Benefícios da gestão socioambiental
Ao incorporar questões socioambientais à sua estratégia e implementar a gestão desses temas, a empresa
acaba encontrando muitas oportunidades de melhoria e economia de recursos financeiros e materiais em seus
processos. Além disso, fica mais bem preparada para lidar com desafios de diferentes naturezas.
As empresas provavelmente serão mais resilientes diante de choques inesperados e adversidades se forem
administradas com objetivos de longo prazo e em linha com megatendências socioambientais, como inclusão
e mudança climática. 
Entre os principais benefícios, podemos destacar: 
Redução de riscos de acidentes ambientais.
Melhor utilização dos recursos naturais disponíveis, evitando desperdício e estimulando o reuso.
Redução nas contas de água e luz.
Adoção do descarte adequado de resíduos e da reutilização e melhor uso de materiais.
Fortalecimento da imagem da empresa junto a fornecedores, clientes, autoridades, bem como toda a
sociedade.
Melhoria significativa na administração de recursos energéticos, humanos e materiais.
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No quadro a seguir, são apresentados benefícios da gestão socioambiental:
Benefícios econômicos Benefícios estratégicos
Economia devido à redução do consumo de água,
energia e outros insumos.
Melhoriada imagem institucional.
Economia devido à reciclagem, à venda e ao
aproveitamento de resíduos, bem como devido à
diminuição de efluentes.
Renovação e ampliação do portfólio de
produtos/serviços.
Redução de multas e penalidades por poluição. Aumento da eficiência nos processos.
Aumento da contribuição marginal de “produtos
verdes” a partir da agregação de valor.
Aumento da produtividade.
Linhas de novos produtos para novos mercados.
Possibilidades de aumento no
comprometimento dos atores
envolvidos.
Aumento da demanda para produtos que
contribuam para a diminuição da poluição.
Expansão da criatividade e
consequente preparo para novos
desafios.
 
Melhoria das relações com órgãos
governamentais, comunidade e ONGs.
 
Melhoria das relações com demais 
stakeholders.
 
Aumento de oportunidades de acesso
ao mercado externo.
 
Melhor adequação aos padrões
ambientais.
Quadro: Benefícios da gestão socioambiental.
Elaborador por: Juliana Velloso.
A implantação de sistemas de gestão ambiental nas empresas diminui os impactos ambientais causados pelas
suas atividades, com o uso sistemático de ferramentas.
Os aspectos ambientais significativos devem ser medidos periodicamente e ter seus resultados comparados
aos padrões legais aplicáveis. Temas que sempre precisam ser medidos pelas empresas são as emissões
atmosféricas, os efluentes líquidos e os ruídos, seguindo as legislações ambientais.
De forma geral, as empresas que realizam a gestão socioambiental se mostram mais preparadas
para lidar com desafios e acabam performando melhor. 
Case : Interfaceflor
Neste vídeo, a especialista apresentará o case de uma empresa considerada referência em sustentabilidade
no mundo e que leva a gestão socioambiental a sério. 
Conteúdo interativo
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Objetivos de desenvolvimento sustentável
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Mudanças climáticas: o grande desafio ambiental atual da
humanidade
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Um dos principais desafios da atualidade é o aquecimento global e ele vem gerando mudanças climáticas que
são e serão sentidas, de diferentes formas, por todo o planeta. Um dos principais causadores do aquecimento
global é a emissão de gases de efeito estufa. Indique como um sistema de gestão socioambiental poderia
ajudar as corporações a lidarem melhor com esse desafio.
A
As empresas entenderiam melhor os impactos do aquecimento global em seus modelos de negócio,
implementariam mudanças e metas para diminuir suas emissões, assim como ferramentas de monitoramento.
B
As empresas buscariam migrar suas fábricas para locais menos afetados pelas mudanças climáticas,
mantendo seu padrão de impacto socioambiental.
C
As empresas buscariam conscientizar seus funcionários sobre a questão e estimulariam mudanças no dia a
dia deles não alterando seus processos e produtos.
D
As empresas seguiriam a legislação ambiental e continuariam emitindo poluentes e gases de efeito estufa,
causadores do aquecimento global, até a mudança da legislação.
E
As empresas buscariam apenas copiar o que suas concorrentes estavam fazendo alterando marginalmente
seus processos e tecnologias utilizadas.
A alternativa A está correta.
Muitas empresas começaram a verificar que as despesas realizadas com a proteção ambiental podem se
transformar em vantagem competitiva. Ter uma estratégia e investir em um sistema de gestão ambiental
pode ser fundamental para escolher a melhor forma de lidar com um desafio socioambiental como as
mudanças climáticas.
Questão 2
Ao incorporar a gestão socioambiental, a empresa precisa se relacionar com diferentes stakeholders e passar
a tratar uma ampla variedade de temas que incluem, por exemplo, códigos de ética, práticas de boa
governança corporativa, compromissos públicos assumidos pela empresa, gestão e prevenção de riscos,
questões ambientais e diversidade. De acordo com o Instituto Ethos, referência no tema no país, há sete
tópicos a serem explorados em uma estratégia de responsabilidade social corporativa. Identifique a alternativa
a seguir que demonstra uma empresa que incorpora todas as temáticas na sua gestão.
A
A empresa Rouxinol possui uma estratégia socioambiental focada em projetos sociais no entorno da sua sede.
A empresa não realiza a coleta seletiva de seus resíduos. Tem um programa que estimula ações sociais entre
seus parceiros e fornecedores. Paga todos os impostos. Estimula seus funcionários a realizarem projetos
sociais no tempo livre.
B
A empresa Tiê publica anualmente seu relatório de sustentabilidade, tem programas de valorização de seu
corpo funcional e promove a qualidade de vida no ambiente de trabalho, segue todas as normas ambientais e
faz a gestão ambiental de toda sua operação. Busca incentivar o mesmo comportamento entre seus
fornecedores, é muito bem avaliada pelo relacionamento com os clientes, tem um programa regular de diálogo
com as comunidades que são afetadas em suas operações e sempre dialoga com o governo sobre questões
críticas ao seu negócio.
C
A empresa Sabiá tem ótimo relacionamento com seus cliente e acionistas. Tem alto índice de resolução de
reclamações. Segue as normas ambientais que regem seu negócio. Realizam trabalhos sociais nas
comunidades de seu entorno. O corpo funcional faz hora extra e segue uma política competitiva, que, muitas
vezes, leva a problemas relacionais entre os funcionários.
D
A empresa Bemtevi ganhou o prêmio de melhor relatório de sustentabilidade por cinco anos consecutivos.
Auxilia o governo como empresa piloto para o estabelecimento de aprimoramentos regulatórios. Realiza
encontros semestrais com acionistas e representantes dos principais grupos de stakeholders. Recentemente,
causou a poluição de um rio próximo à sua sede, impactando o consumo da comunidade do entorno.
E
A empresa Kea é referência em monitorar sua gestão socioambiental. Tem uma política de relacionamento
com a comunidade e com diversos grupos com os quais se relaciona. Tem programas em prol de seu corpo
funcional. Recentemente, recebeu multas por atraso no pagamento de impostos.
A alternativa B está correta.
Muitas empresas acabam focando apenas em alguns aspectos da gestão socioambiental, não incorporando
uma estratégia de sustentabilidade de forma integral. A empresa Rouxinol não realiza a coleta seletiva dos
seus resíduos, enviando a totalidade para aterros sanitários, sendo que parte do resíduo poderia se tornar
matéria-prima para sua produção ou para outras empresas. A empresa Sabiá estimula a competitividade
entre seus funcionários, o que leva a conflitos dentro da organização. A empresa Bemtevi polui um rio em
seu entorno, impactando o modo de vida da comunidade e a empresa Kea recebeu multas por atraso no
pagamento de impostos representando falha administrativa considerável.
2. Gestão socioambiental das empresas
Ferramentas de gestão socioambiental
Relatórios de sustentabilidade
Quando se fala em sustentabilidade empresarial, um primeiro passo importante é elaborar um relatório de
sustentabilidade, o qual permitirá entender em que ponto a empresa se encontra, estabelecer como a
empresa pretende avançar e definir metas claras para tal. 
Além da importância da relatoria para o diálogo com as partes interessadas internas e externas, ela também
se torna um instrumento de gestão de desempenho para a organização. 
O processo de elaboração dos relatórios de sustentabilidade envolve a identificação, a avaliação e a
mensuração do desempenho em relação à sustentabilidade, ajudando na sua gestão. Esse processo, por si só,
permite à organização desenvolver ou até mesmo aprimorar as suas estratégias de sustentabilidade e
promover a integração entre diferentes áreas da empresa. 
A grande dificuldade em relação ao tema costuma estar na estruturaçãodos pontos a serem abordados no
relatório, no levantamento e na análise de resultados de medidas sustentáveis, e na mensuração do impacto
social e ambiental das operações no dia a dia da empresa. 
Nesse sentido, existem alguns modelos para apoiar as
empresas na elaboração dos relatórios e um dos utilizados
pelas grandes empresas e reconhecido internacionalmente
é o estabelecido pelo Global Reporting Initiative (GRI). 
Indicadores Ethos
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é
uma instituição que tem como objetivo mobilizar, sensibilizar
e ajudar empresas a implementarem a responsabilidade
social corporativa em seus negócios. 
Ela é uma instituição que congrega e compartilha conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de
ferramentas para auxiliar as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seu compromisso com
a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.
O instituto possui um conjunto de indicadores que podem ser utilizados por empresas que querem incorporar
questões socioambientais em sua estratégia. Os indicadores representam uma ferramenta de gestão
socioambiental e se baseiam em um questionário, que permite à empresa mapear seu atual contexto na
gestão socioambiental e estabelecer metas e compromissos para evoluir no tema.
Atenção
Esses indicadores apoiam as empresas de todos os segmentos e portes na definição de estratégias,
políticas e processos de uma agenda socioambiental, além de ajudá-las a definir objetivos e ações de
gestão responsável para a sustentabilidade. 
Programas de gestão ambiental
Há inúmeras proposições de modelos de gestão socioambiental e mencionaremos alguns. 
O Modelo Winter
A empresa Ernst Winter &; Sohn, fabricante de ferramentas em diamantes, comprometeu-se publicamente
com a proteção do meio ambiente em 1992. Desde essa data, a empresa iniciou diversas ações até
desenvolver um sistema integrado de gestão ambiental e que foi denominado modelo Winter. O modelo
incorporava questões ambientais em todos os setores da companhia.
De acordo com o modelo Winter, uma gestão ambiental sistemática não é algo que possa ser introduzido de
forma imediata em uma empresa. Ela exige planejamento, o estabelecimento de etapas a serem seguidas e
dedicação em sua implementação.
Os módulos do modelo incorporam os seguintes temas: 
Motivação da alta administração.
Objetivos e estratégias da empresa.
Marketing.
Disposições internas em defesa do ambiente.
Motivação e formação do pessoal.
Condições do trabalho.
Alimentação dos funcionários.
Aconselhamento ambiental familiar.
Economia de energia e água.
Desenvolvimento do produto.
Gestão de materiais.
Tecnologia de produção.
Tratamento e valorização de resíduos.
Veículos da empresa.
Construção das instalações.
Finanças.
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Direito.
Seguros.
Relações internacionais.
Relações públicas.
Os planos de ação e a estratégia ecológica
Os chamados planos de ação da gestão ambiental começam a partir da realização de um diagnóstico
ecológico da empresa e da construção de uma estratégia ecológica.
Segundo Backer (1995), idealizador desse sistema de gestão ambiental, é necessária a realização de um
diagnóstico inicial para entender como a variável ambiental é compreendida dentro da empresa. A partir disso,
o esforço necessário para implementação de uma gestão que incorpore essa variável é estabelecido. 
A estratégia ecológica que será utilizada pela empresa incorpora diversas áreas e planos diferentes conforme
apresenta a figura a seguir.
Os planos de ação que forma a estratégia ecológica.
O programa de atuação responsável da Abiquim
O Programa de Atuação Responsável da Abiquim foi adaptado do Responsible Care Program, desenvolvido
pela Chemistry Industry Association of Canada (CIAC), implantado em diversos países e, de acordo com
Donaire e Oliveira (2018), utilizado em mais de 40 países com indústrias químicas em operação.
O Responsible Care Program se propôs a ser um instrumento eficaz para o direcionamento do gerenciamento
ambiental. Além de se preocupar com a questão ambiental de cada empresa, inclui recomendações para a
segurança das instalações, processos e produtos e questões relativas à saúde e segurança dos
trabalhadores, bem como relativas ao diálogo com a comunidade.
Saiba mais
No Brasil, a Abiquim adaptou o programa ao contexto brasileiro, e ele começou a ser utilizado pelas
empresas químicas na década de 1990. Em 1998, o programa passou a ser obrigatório para todas as
empresas associadas à Abiquim. 
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Normas ISO
Diante da crescente relevância das questões socioambientais, a partir da década de 90, começaram a ser
definidas as diretrizes para a implementação de um sistema de gestão ambiental por corporações. A ISO
14001, que estabeleceu essas diretrizes acabou sendo estruturada após o estabelecimento da ISO 9001, que
definiu os parâmetros para implementação de sistemas de gestão da qualidade. 
Em 1999
OHSAS 18001 
Foi instituída a OHSAS 18001, que estabeleceu o direcionamento para a formação de Sistemas de
Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (SGSST).
Em 2004
ISO 16001 
Um marco importante na agenda socioambiental empresarial foi o lançamento, da ISO 16001 para
apoiar a implantação de um sistema de gestão de responsabilidade social.
Em 2010
ISO 26000 
Foi lançada a ISO 26000, que estabeleceu as diretrizes da responsabilidade social corporativa.
As normas são importantes, pois se espera que facilitem a implementação de ações concretas que respondam
à crescente preocupação e pressão da sociedade em relação aos direitos humanos em seu sentido mais
amplo, englobando os direitos trabalhistas e políticos, a par do direito dos consumidores, além da preservação
ambiental. 
As normas ISO 9000 e ISO 14000 estão entre as mais conhecidas certificações no mundo em relação à gestão
da qualidade e à gestão do meio ambiente. São séries que beneficiam empresários na busca por soluções de
problemas de produção e melhoria de produtividade, além de tornar o negócio mais transparente, mais
eficiente e gerar mínimo impacto na natureza.
Vamos conhecer sobre elas a seguir.
ISO 9001
A primeira versão da norma ISO 9001, publicada em 1987, passou por quatro revisões, nos anos 1994,
2000, 2008 e 2015. A norma ISO 9001 estabelece requisitos de gestão da qualidade com base em um
modelo de sistema de gestão. O modelo baseia-se nos princípios da gestão da qualidade total, que
envolvem: foco no cliente, liderança, envolvimento das pessoas, abordagem de processo, abordagem
sistêmica para a gestão, melhoria contínua, tomada de decisão baseada em fatos, além de benefícios
mútuos nas relações com os fornecedores.
ISO 14001
É uma norma que institui as diretrizes de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) permitindo que as
organizações construam uma estrutura que proteja o meio ambiente. A norma define as diretrizes
para uso da especificação e tem por objetivo oferecer às empresas direcionamentos para uma efetiva
gestão ambiental que seja conectada aos demais objetivos da organização.
Ela define um SGA como parte de um sistema de gestão de uma organização, constituído de um
conjunto de elementos inter-relacionados, utilizado para desenvolver e implementar sua política
ambiental, além de gerenciar seus aspectos ambientais.
Considera-se nesse arcabouço teórico-conceitual a estrutura organizacional, as atividades de
planejamento, organização, direção e controle, a amplitude de atuação gerencial, os níveis de
responsabilidades práticas, os procedimentos, os processos e os recursos.
Além disso, ela preconiza a instituição de uma política ambiental corporativa, que compreende o
conjunto de intenções e princípios gerais de uma organização em relação ao seu desempenho
ambiental, em conformidade com o que é formalmente expresso pela alta administração. A política
ambiental estabelece uma estrutura para ação e definição dos seus objetivos e metas ambientais.
Um pontofundamental para o estabelecimento de um SGA é o comprometimento de todos os
colaboradores, principalmente da alta administração.
OHSAS 18001
O objetivo da OHSAS 18001:2007 é estabelecer um sistema de gestão da segurança e saúde do
trabalho (SST) destinado a eliminar ou minimizar o risco para trabalhadores e outras partes
interessadas, que possam ser expostas a riscos para a SST associados às suas atividades.
ISO 16001
A NBR 16001 é uma norma brasileira que teve sua primeira versão lançada em 2004 e revisada em
2012. Essa norma estabelece requisitos para a implementação de um sistema de gestão da
responsabilidade social (SGRS).
ISO 26000
A ISO 26000 fornece diretrizes de responsabilidade social para corporações de modo a facilitar o
trabalho na construção de uma gestão socioambiental. Ela estabelece orientações para corporações
de diferentes portes e trata sobre conceitos, termos e definições de responsabilidade social e
diversos outros temas relacionados à questão.
Os temas centrais que regem o desenvolvimento a ISO 26000 são os seguintes: direitos humanos,
práticas trabalhistas, meio ambiente, práticas operacionais justas, questão dos consumidores,
desenvolvimento e participação da comunidade e governança organizacional.
Outras iniciativas
É importante mencionar também outras iniciativas, como a gestão da qualidade ambiental total (TQEM),
ecologia industrial (EI) e produção mais limpa (P+L). Os três são ferramentas de gestão socioambiental que
buscam aumentar a eficiência das empresas. 
Vamos conhecer a seguir. 
Gestão da qualidade ambiental total (TQEM)
Na década de 1990, o gerenciamento da qualidade total (TQM) começou a ser desenvolvido e adotado no
Japão. O sistema envolve três processos baseados em planejamento, controle e melhoria. Além disso, ele é
baseado em pontos que abordam a satisfação do cliente, a liderança para a qualidade, a melhoria contínua, a
participação dos funcionários, a constância de propósitos e o desenvolvimento de treinamentos. 
Para essa metodologia, não adianta uma empresa ter ótimos produtos se seu processo produtivo promover
impactos ambientais. A empresa precisa incorporar a gestão ambiental à sua estratégia e a todas as suas
decisões. 
Atenção
Com a gestão da qualidade ambiental total, objetiva-se promover melhorias em todo processo produtivo,
gerando mais eficiência nos processos e economia de recursos materiais, energéticos e financeiros. 
Ecologia industrial
A ecologia industrial preconiza a mudança de processos que seguem uma lógica linear para modelos que têm
uma lógica circular e virtuosa. O objetivo é otimizar a utilização de recursos e desenvolver formas mais
eficientes e menos impactantes de produzir.
A ecologia industrial possui sua origem vinculada à metáfora entre os ecossistemas naturais e industriais. Ela
foi definida por Robert White (1994) como uma proposta de avaliar os fluxos materiais e de energia em
atividades produtivas e consumidoras e seus efeitos no ambiente. 
Ela pode ser compreendida, em termos gerais, por meio de cinco características:
Basear-se na natureza como modelo.
Promover a harmonia, o equilíbrio e a integração entre os sistemas ecológico e industriais.
Ser uma ciência da sustentabilidade.
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• 
Focar produtos, processos, serviços e resíduos.
Buscar a integração de diferentes sistemas.
A ecologia industrial possui três diferentes escalas de atuação. Ela pode ocorrer internamente à organização,
isto é, intraorganizacional, entre organizações, o que comporia relações interorganizacionais e, no fim, em uma
perspectiva macro, no âmbito regional ou global. Observe os diferentes níveis e os conceitos associados.
Escalas de atuação da ecologia industrial.
Podução mais limpa (P+L)
O modelo de produção mais limpa (P+L) vem sendo desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o
Meio Ambiente (Pnuma) e pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido),
desde a década de 1980. Ele objetiva levar para as corporações uma gestão ambiental preventiva que
contemple processos, produtos e serviços e que integre a variável ambiental de forma estratégica. 
A ideia é buscar o aumento da eficiência e minimizar e
evitar impactos ambientais. A P+L, nesta sequência, prioriza
a prevenção, a redução, o reuso e a reciclagem, o
tratamento com recuperação de materiais e energia, o
tratamento e a disposição final. 
Segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o
Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), os maiores
obstáculos à implementação das práticas de P+L ocorrem
em função de: 
Resistência à mudança, da concepção errônea (falta de informação sobre a técnica e a importância
dada ao ambiente natural).
Inexistência de políticas nacionais que deem suporte às atividades de P+L.
Barreiras econômicas (alocação incorreta dos custos ambientais e investimentos).
Barreiras técnicas (novas tecnologias).
Produção mais limpa
Neste vídeo, o especialista irá explorar mais o modelo produção mais limpa e apresentar dois casos de
empresas que aplicaram o programa. 
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Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
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Explorando outras ferramentas de gestão socioambiental: Global
Reporting Initiative
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Explorando outras ferramentas de gestão socioambiental: Carbon
Disclosure Project
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Verificando o aprendizado
Questão 1
As empresas precisam, antes de tudo, mapear seus processos e monitorar suas atividades para implementar
uma gestão socioambiental. Qual opção ilustra ferramentas que possibilitam realizar esse processo?
A
Código de ética e quadro de missão e valores.
B
Relatório de sustentabilidade e indicadores Ethos.
C
Plano de relacionamento com stakeholders.
D
Plano de comunicação interno e externo.
E
Plano de carreiras.
A alternativa B está correta.
O relatório de sustentabilidade pode ser um ótimo primeiro passo para as empresas mapearem e
monitorarem seus processos. Os indicadores Ethos são uma excelente ferramenta para as empresas
iniciarem a gestão socioambiental.
Questão 2
A ecologia industrial busca alterar a lógica de processos lineares para processos circulares, otimizando o uso
de energia e de recursos, e eliminando perdas desnecessárias. Ela estuda os fluxos de materiais e de energia
em atividades industriais e de consumo, bem como os seus efeitos no meio ambiente. Qual opção a seguir
retrata características da ecologia industrial?
A
Buscar usar os recursos naturais ao máximo.
B
Produzir de forma a não pensar em reutilizar os materiais descartados durante o processo produtivo.
C
Buscar promover o consumo irracional dos produtos e a venda contínua de peças de reposição.
D
Gerar resíduos crescentes e não buscar soluções para a questão.
E
Buscar a harmonia, o equilíbrio e a integração entre os sistemas ecológico e industriais.
A alternativa E está correta.
A ecologia industrial busca integrar os sistemas ecológicos e industriais, incorporando aprendizados da
natureza no processo produtivo.
3. Sistemas de gestão socioambiental 
A importância dos indicadores para o monitoramento dos
sistemas de gestão
As iniciativas de gestão socioambiental só serão efetivas se as empresas, além de implementarem os
sistemas, monitorarem suas respectivas performances. É necessário o estabelecimento de indicadores que
monitorem as metas e os resultados instituídos e, por conseguinte, promovam a melhoria contínua dos
sistemas. 
Devido à sua relevância, há inúmeros indicadores que
avaliam o desempenho de sistemas de gestão
socioambiental e que suprem a necessidade de medição e
verificação da eficiência das estratégias empresariais. Eles
possibilitam conhecer a situação real das corporações e
estabelecer planos de ação para implementação de
melhorias.
Os indicadores são relevantes,pois geram informações
relevantes sobre a gestão socioambiental implementada e
ajudam na obtenção de resultados cada vez melhores. São
associados a informações qualitativas ou quantitativas e
podem representar as condições de um momento ou
funcionar como instrumento constante de monitoramento.
Observe, a seguir, as características de indicadores de um sistema de gestão ambiental. Eles podem ser
aplicados em qualquer ramo de atividade, por serem indicadores de fácil implementação e controle. 
Características de indicadores de um sistema de gestão
ambiental
São requisitos que os indicadores do sistema de gestão ambiental devem apresentar: 
Simplicidade.
Representatividade.
Disponibilidade de dados.
Estabilidade.
Rastreabilidade.
A escolha dos indicadores depende do que objetiva monitorar, e eles podem ser medidos em campo, em
laboratório ou em escritório. A medição de alguns é bem simples, mas de outros pode apresentar elevado grau
de complexidade. 
Os principais indicadores são do:
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Meio ambiente natural Desenvolvimento sustentável
Impacto na saúde humana
Exemplos de indicadores de um sistema de gestão ambiental
Há uma série de indicadores que podem ser monitorados em um sistema de gestão socioambiental. Desde a
elaboração de um relatório de sustentabilidade, do GRI, dos indicadores Ethos, das normas ISO, até a
elaboração de inventário de carbono, tudo isso pode auxiliar as empresas a elencarem seus principais
indicadores.
A seguir, apresentamos exemplos de temas que podem ser monitorados por indicadores ambientais: 
Exemplos de indicadores de aspectos ambientais relativos a:
Materiais (uso e reciclagem)
Energia (consumo de energia direta ou indireta)
Água (retirada por fonte)
Biodiversidade (índice de biodiversidade e impactos nas áreas pertencentes ou
administradas pela organização)
Emissões, efluentes e resíduos
Produtos e serviços (mitigação de impactos ambientais e recuperação de embalagens)
Conformidade ambiental (multas e sanções por não conformidades ambientais)
Transporte (impactos de transporte de mercadorias e de trabalhadores)
Aspectos ambientais gerais (investimento em proteção ambiental)
Quadro: Exemplos de indicadores de aspectos ambientais.
Elaborador por Juliana Velloso, adaptado de GRI, 2008.
A auditoria ambiental
A auditoria ambiental é um fator importante para uma efetiva política de minimização dos impactos ambientais
das empresas e de melhoria de seus indicadores. Sua execução constitui-se em um critério essencial para que
investidores e acionistas possam avaliar o passivo ambiental da empresa e fazer a projeção para sua situação
no longo prazo, de modo mais transparente e confiável. 
Ela simboliza um processo formal e periódico de verificação, por parte de um agente externo, da atuação
ambiental de uma instituição. Seus princípios mais relevantes são conduta ética, apresentação justa, devido
cuidado profissional e independência, e abordagem baseada em evidências. 
Saiba mais
A auditoria pode ser usada como uma estratégia em busca de melhoria contínua, pois acaba exigindo
aprimoramentos constantes por parte das empresas. 
Na prática, observa-se que muitas empresas controlam e monitoram aspectos socioambientais por meio da
realização periódica de auditorias (interna e externa) e elas se tornam muito importantes no caso de obtenção
e renovação de certificações. Por meio de auditorias socioambientais, pode-se prevenir acidentes ambientais,
identificar conformidades e não conformidades, aprimorar a gestão da empresa, ajudar na mitigação de
impactos ambientais e, consequentemente, melhorar a imagem da empresa. 
Resumindo
As auditorias são importantes instrumentos de verificação da efetividade de sistemas de gestão
socioambiental e acabam estimulando a melhoria contínua da empresa em relação à questão. 
Tipos de auditoria ambiental
As auditorias ambientais realizam uma avaliação da organização com base em critérios ambientais, tais como:
normas técnicas, requisitos legais, requisitos definidos por clientes ou pela própria empresa. 
Existem diferentes tipos de auditorias ambientais, vejamos sobre cada uma delas a seguir.
Auditoria de conformidade legal
Avalia se a empresa está atendendo às normas
legislativa.
Auditoria de descomissionamento
É realizada quando as empresas estão
fechando.
Auditoria pós-acidente
Tem como objetivo investigar os motivos que
levaram ao ocorrido.
Auditoria de sistema de gestão
Visa adaptar, certificar ou avaliar o atendimento
da empresa ao que é definido em um sistema
de gestão ambiental.
Metodologia da auditoria ambiental
A auditoria contempla uma sistemática e documentada avaliação de como a empresa se encontra em relação
à sua gestão socioambiental. Ela deve ser realizada periodicamente, visa facilitar a atuação e o controle da
gestão ambiental da empresa e assegurar que a planta industrial esteja dentro dos padrões exigidos pela
legislação. 
De acordo com Donaire (1999), entre as atividades que são usualmente auditadas, incluem-se as seguintes:
Políticas, responsabilidades e organização das tarefas.
Planejamento, acompanhamento e relatório das ações.
Treinamento e conscientização do pessoal.
Relações externas com órgãos públicos e comunidade.
Adequação aos padrões legais.
Planejamento de emergências e funcionalidade.
Fontes de poluição e sua minimização.
Tratamento da poluição e acompanhamento das descargas.
Economia de recursos.
Manutenção adequada.
Uso do solo.
Embora possa haver procedimentos diferentes de empresa para empresa, usualmente são adotados alguns
passos básicos para executar auditoria ambiental em empresas, dividindo o trabalho em três partes:
 
Atividades pré-auditoria.
Atividades de campo.
Atividades pós-auditoria.
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Na maioria das empresas, as auditorias
ambientais são de competência de uma equipe
que está sob a responsabilidade da área
ambiental da empresa. A auditoria necessita do
apoio e do envolvimento da alta administração,
pois caso contrário seus resultados não serão
satisfatórios.
 
Assim, a atividade de auditoria deve ser
claramente comunicada na organização junto
aos demais escalões da empresa,
especificando seus objetivos, a metodologia e
os procedimentos, bem como a política de
incentivos que será adotada.
A equipe de auditoria deve ganhar a confiança das unidades auditadas e deixar claro que seu trabalho está
muito mais voltado para melhorar a eficácia global da organização, identificando formas de progresso, do que
para identificar e punir os responsáveis pelos problemas encontrados. 
As atividades de pré-auditoria são:
Selecionar e programar as condições da auditoria.
Selecionar os integrantes da equipe de auditoria fixando suas responsabilidades no processo.
Discutir com a equipe o plano de auditoria e mecanismos que facilitem seu desenvolvimento.
Na etapa de atividades de campo, a equipe de auditoria pode usar vários instrumentos que permitirão avaliar
o comportamento da unidade auditada, como: visitas às plantas das fábricas, inspeção de processos e
materiais, questionários, entrevistas e revisão de documentos. 
As atividades de campo incluem cinco fases, que são as seguintes: 
Entendimento dos controles internos e
critérios
Avaliação dos controles internos
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Coleta dos dados Avaliação dos resultados da auditoria
Relatórios preliminares dos resultados
O relatório final da auditoria ambiental deve ser elaborado como resultado da discussão entre a equipe de
auditoria, os gerentes e os representantes dos trabalhadores da unidade auditada, a fim de que possa ser
delineado um plano comum de ação com base nos resultados encontrados. 
As atividades de pós-auditoria devem atender os seguintes aspectos: 
Apresentar o relatório explicado no encontro fechado, especificando prazo para a correção e lista de
destinatários que devem ser informados por meio do relatório final e do plano de ação.
Elaborar o relatório final.
Estabelecer o planode ação, especificando metodologia, estratégia, cronograma, execução e controle.
Acompanhar a execução do plano de ação e de seus resultados junto às unidades envolvidas,
certificando-se de que todos os procedimentos foram seguidos e executados.
Confiabilidade dos instrumentos de monitoramento
Um sistema de monitoramento se torna essencial para que as corporações possam monitorar, medir, analisar
e avaliar o desempenho de sistemas de gestão socioambiental. É importante ter diversos indicadores que
possam avaliar os processos operacionais, os aspectos ambientais relevantes e o atendimento de obrigações
legais e compromissos da empresa e do setor. 
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Atenção
O monitoramento é importante como uma forma de garantir a qualidade dos dados e a obtenção de
resultados frente aos padrões legais e objetivos e metas organizacionais. 
Empresas que colocaram a gestão socioambiental em prática
Neste vídeo, a especialista irá explorar a importância da gestão socioambiental e apresentar cinco casos de
sucesso. 
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A importância dos indicadores de gestão socioambiental para as
empresas
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Auditoria ambiental ISO19011
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A escolha dos indicadores depende dos objetivos de monitoramento e ação de uma empresa. Eles são
importantes para as empresas analisarem como estão e estabelecerem aonde querem chegar em termos
socioambientais. A seguir, selecione a opção que apresenta indicadores relevantes para a gestão ambiental de
uma empresa.
A
Indicadores relativos ao número de acidentes de trabalho.
B
Indicadores relativos à retenção de talentos.
C
Indicadores relativos à escolaridade de funcionários.
D
Indicadores relativos à economia de energia elétrica.
E
Indicadores relativos ao recall de produtos.
A alternativa D está correta.
O controle dos gastos de energia é um tema de grande importância dentro de uma estratégia de gestão
ambiental de uma empresa e precisa ter seus dados levantados e monitorados, buscando a melhoria
contínua de seus números. Os demais indicadores apresentados se referem a questões sociais e produtivas
da organização.
Questão 2
A auditoria socioambiental é uma atividade administrativa que compreende uma sistemática e documentada
avaliação de como a organização se encontra em relação à questão socioambiental. Ela deve ser realizada
periodicamente para permitir o controle da gestão ambiental da empresa e assegurar que ela esteja dentro
dos padrões exigidos pela legislação e dentro das metas estabelecidas. A atividade de auditoria consiste em
A
replanejar todo o processo produtivo da empresa para gerar mudanças com objetivo apenas de aumentar a
lucratividade.
B
controlar e monitorar aspectos socioambientais periodicamente.
C
levantar todos os indicadores da empresa apenas para armazená-los em um banco de dados.
D
mapear os principais impactos socioambientais da empresa e informá-los à diretoria.
E
levantar todas as pendências financeiras da empresa advindas de questões socioambientais.
A alternativa B está correta.
A auditoria é uma importante ferramenta de controle e monitoramento da estratégia socioambiental da
empresa. Ela permite que a empresa avalie, periodicamente, o desempenho de seu sistema de gestão
ambiental e, caso necessário, ajuste seus objetivos e se esforce para melhores resultados.
4. Gestão ambiental compartilhada
Case de gestão ambiental compartilhada
Case de gestão ambiental compartilhada
Neste vídeo, a especialista irá apresentar o caso de Kalundborg.
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Gestão ambiental compartilhada
A gestão ambiental compartilhada depende, antes de tudo, do comprometimento da empresa com uma
melhor gestão ambiental. Quando ela começa a entender o impacto ambiental de seu processo produtivo e de
todos os demais processos associados, ela pode identificar, como já apresentado, diversos pontos de
aperfeiçoamento, que podem gerar economia de recursos financeiros e materiais. 
Geralmente, isso acontece dentro de cada empresa ou, em caso de empresas multinacionais, em todas as
suas unidades. Quando a empresa avança ainda mais em sua gestão ambiental e consegue estabelecer
parcerias com outras empresas, ela pode alcançar ganhos ainda maiores de economia.
Muitas vezes, o resíduo de uma empresa pode ser um recurso valioso para outra e, quando se estabelecem
parcerias, consegue-se alterar processos que funcionam em ciclos lineares, baseados na extração, produção
e no descarte, para ciclos circulares, em que o objetivo é não ter a geração de resíduo, sempre considerado
um recurso.
No tópico seguinte, apresentaremos o conceito de economia circular.
Economia circular
O modelo circular compreende a natureza e seu funcionamento como grande inspiração e busca replicar os
processos nas corporações. 
A economia circular preconiza que o fluxo de materiais pode ocorrer de duas maneiras:
A economia circular orienta o abandono da lógica dominante, baseada na linearidade “extrair, produzir,
desperdiçar” e defende que esse sistema está atingindo seu limite físico. A lógica baseada na circularidade
busca dissociar a atividade econômica do consumo de recursos finitos. Além disso, ela defende o uso de
fontes renováveis de energia e se baseia em três princípios:
 
Eliminar resíduos e poluição desde o princípio.
Manter produtos e materiais em uso.
Regenerar sistemas naturais.
A partir da lógica circular, empresas vêm reinventando processos e implementando mudanças positivas para
seus negócios e para o planeta. 
Atenção
Além de mudanças em suas estruturas internas, as empresas podem buscar parcerias com outras
instituições, aprimorando ainda mais sua gestão ambiental. 
No tópico seguinte, apresentaremos o conceito de simbiose industrial, que busca promover essas parcerias e
otimizações. 
Simbiose industrial
A simbiose industrial engloba a troca de recursos, tecnologias e conhecimento entre empresas, tendo como
premissa o estabelecimento de parcerias que resultam em ganhos, não apenas financeiros, para todas as
partes envolvidas. 
Primeiro 
Os que compreendem os nutrientes
biológicos e que podem retornar ao
ambiente de forma segura.
Segundo 
Os que compreendem nutrientes
técnicos e que precisam circular o
máximo possível e com qualidade
antes de retornar para o ambiente.
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• 
O termo simbiose industrial é inspirado de um termo da Biologia, que indica que organismos de diferentes
espécies realizam trocas, com objetivo de gerar benefícios para todos os envolvidos. De forma análoga, as
empresas que estabelecem uma relação simbiótica, buscam estabelecer trocas que gerem vantagens para
todos os participantes dessa relação.
As palavras colaboração e parceria se tornam estratégicas para o estabelecimento da simbiose
industrial.
A simbiose industrial também pode ser definida como um conjunto de empresas que atuam de forma
cooperativa em prol da ecoinovação e buscam uma mudança cultural, em favor da colaboração, no longo
prazo. 
Atenção
É importante ressaltar que, apesar de a proximidade geográfica ser um fator geralmente mencionado
nos casos de simbiose industrial, ele não é determinante. A simbiose industrial busca reduzir o
desperdício e a poluição, por meio de uma gestão compartilhada entre diferentes empresas. Para isso, é
de extrema relevância um ambiente corporativo de confiança. 
De acordo com Trevisan et al. (2016, p. 209-210), são exemplos de práticas que podem ser beneficiadas pela
simbiose industrial: 
Reaproveitamento energético.
Reciclagem de materiais.
Aperfeiçoamento e integração de processos produtivos.
Desenvolvimento de produtos sustentáveis.
Aprendizagem coletiva.
Potencialização de projetosconjuntos para o alcance de objetivos comuns.
Saiba mais
Um dos casos de referência no mundo de simbiose industrial se refere ao ecoparque industrial de
Kalundborg, na Dinamarca. Ele surgiu na década de 1970 e enfoca a otimização de energia, água, fluxos
de materiais e fluxos de informações. 
Principais desafios para estabelecer parcerias de gestão
ambiental como a simbiose industrial
São inúmeros os desafios para manter um projeto de simbiose industrial. Incentivos financeiros e fiscais,
políticas públicas de suporte e um pacto duradouro entre os atores envolvidos são necessários e quase
sempre dificilmente encontrados, principalmente no contexto brasileiro. 
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• 
• 
Para manter o fluxo contínuo de materiais e energia, a produção deve ser constante. Quando um dos atores
perde o interesse no modelo, o colapso do projeto pode acontecer, por isso, é importante que as parcerias
sejam estabelecidas por meio de acordos e contratos.
Atenção
Um ambiente institucional seguro, com contratos bem definidos e respeitados, onde a confiança
predomina, são considerados os requisitos mais importantes. 
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Os princípios da economia circular
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Caso de simbiose industrial no Brasil
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A economia circular defende abandonarmos a lógica linear, que é predominante no mundo atualmente, para
uma lógica circular, na qual os resíduos passem a ser vistos como recursos desde a concepção e o design de
um novo produto. A ideia é postergar a vida útil do que consumimos e permitir que ele ou seus componentes
sejam reinseridos no ciclo produtivo. Quando uma empresa realiza a gestão socioambiental, fica mais fácil
identificar oportunidades de transformar processos para a lógica circular. Diante disso, assinale a afirmação
que exemplifica um caso de empresa que segue a lógica circular.
A
A empresa X produz alimentos e, em seu processo produtivo, acaba gerando muitos resíduos orgânicos, que
são descartados e enviados para o aterro sanitário mais próximo de sua planta.
B
A empresa Y utiliza apenas energia a partir de fontes renováveis e possui um sistema de logística reversa que
recebe de volta suas embalagens para reuso. Seus produtos têm longa vida útil e possuem componentes
modulares, que permitem o reparo de forma mais fácil sem necessitar a troca do produto. Ao final de sua vida
útil, o produto é totalmente reutilizado para gerar novos produtos.
C
A empresa Z realiza a reciclagem em sua fábrica e composta os resíduos orgânicos. Seus produtos possuem
alta taxa de troca, por não terem vida útil longa, gerando constante compra de novas matérias-primas.
D
A empresa W possui um sistema de gestão socioambiental consolidado, que envolve toda a empresa. Ela
possui programa de eficiência energética e investe em fontes renováveis de energia. Ela gera quantidade
expressiva de resíduos tóxicos que são tratados e incinerados.
E
A empresa K é líder em vendas e possui excelente avaliação de seus consumidores, que aprovam a qualidade
e a durabilidade de seus produtos. Em seu processo produtivo, ela busca otimizar a utilização de recursos
naturais, mas levou uma multa por poluir o rio que passa ao lado de sua fábrica.
A alternativa B está correta.
A economia circular defende que a produção busque transformar todos os resíduos em recursos e respeitar
o meio ambiente em todos os aspectos. Apenas a empresa Y ilustra esse caso. A empresa Y segue todos
os preceitos da economia circular, utiliza fontes renováveis de energia, realiza a logística reversa de suas
embalagens, busca a modularidade e seus produtos podem ser totalmente reutilizados para gerar novos
produtos. A empresa X gera resíduos orgânicos, que são descartados e enviados para o aterro sanitário e
que poderiam ser compostados ou virar energia renovável (biogás). A empresa Z apresenta alta taxa de
troca, gerando constante utilização de novas matérias-primas. A empresa W gera quantidade expressiva de
resíduos tóxicos, que são tratados e incinerados. A empresa K levou uma multa por poluir o rio que passa
na beira de sua fábrica.
Questão 2
A simbiose industrial é um conceito que busca estimular parcerias entre empresas para otimizar a utilização
de recursos naturais, tecnológicos e humanos. Ela depende da cooperação de quem está envolvido e pode
gerar ótimos resultados e economia de recursos e financeira. Qual a opção que apresenta características da
simbiose industrial?
A
Aumentar a margem de lucro por meio da venda de produtos feitos a partir de resíduos.
B
Gerar economia de escala ao utilizar apenas uma planta industrial para produzir produtos de diferentes
empresas.
C
Estabelecer acordos com empresas vizinhas para que haja uso de recursos entre elas, que possam levar a
uma otimização para todas as envolvidas.
D
Levantar as características de empresas que se encontram em uma determinada região e identificar
potenciais complementações que poderiam ser estabelecidas.
E
Efetuar a troca de tecnologias mais poluentes para tecnologias mais limpas e menos energointensivas.
A alternativa C está correta.
A simbiose industrial preconiza o estabelecimento de parcerias, instituídas a partir de acordos de
cooperação, que geram benefícios mútuos, podendo ser de diferentes naturezas, para todos os envolvidos.
5. Conclusão
Considerações finais
Começamos nosso estudo apresentando a agenda socioambiental empresarial, que motiva o crescente
engajamento das empresas, e as diferentes abordagens colocadas em prática no mundo corporativo. Além
disso, também destacamos os principais desafios socioambientais da atualidade, que reforçam a importância
do tema.
Nesse sentido, apresentamos a gestão socioambiental, destacamos sua relevância e seus princípios, assim
como os benefícios para a empresa ao incorporar o tema à sua estratégia. Mostramos também, apresentando
o caso de sucesso da empresa Interfaceflor, como pode ser lucrativo para a organização ter uma gestão
socioambiental séria, comprometida e robusta.
Exploramos as principais ferramentas de gestão socioambiental, destacando que esse universo não é
exaustivo e cada empresa pode criar seu próprio instrumento, com diretrizes, planos, metas e indicadores
para avançar na gestão de aspectos sociais e ambientais. É importante ressaltar que o mundo empresarial é
muito dinâmico e novas ferramentas e soluções surgem a todo momento.
Um ponto importante destacado diz respeito à importância de instrumentos de monitoramento de sistemas de
gestão, fundamentais para avaliar e (re)conduzir a estratégia de gestão socioambiental das empresas.
Discutimos o papel dos indicadores e das auditorias nesse processo.
Por fim, foram apresentados dois conceitos que preconizam a lógica de parceria e compartilhamento, a
economia circular e a simbiose industrial. Em um contexto de recursos escassos como o que vivemos e de
crises socioambientais crescentes, essas soluções se tornam cada vez mais relevantes e ganham espaço nas
agendas empresariais. 
Podcast
Neste podcast, a especialista irá apresentar o caso da empresa brasileira Native, que é referência na
área socioambiental e obtém grande sucesso e reconhecimento a partir disso nacional e
internacionalmente.
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Para saber mais sobre a empresa InterfaceFlor, busque o vídeo Is It Profitable to Use a Circular Business
Model? | Interface Flor Study, disponível no YouTube.
 
Pesquise também o vídeo Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis para saber mais
sobre esses indicadores.
 
Para saber sobre a crise climática, assista à reportagem do Fantástico, exibida em 12 de maio de 2019: 
Derretimento da Antártica já está seis vezes mais rápido do que há 40 anos.
 
Saiba mais sobre os Objetivos deDesenvolvimento Sustentável (ODS) na página da Pacto Global Rede Brasil.
 
Além disso, leia o livro A História das Coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos,
de Annie Leonard, da editora Zahar, 2011.
Referências
ALVES, I. J. B. R.; FREITAS, L. S. de. Análise comparativa das ferramentas de gestão ambiental: produção mais
limpa x Ecodesign. Campina Grande, PB: EDUEPB, 2013.
 
BACKER, P. Gestão ambiental: a administração verde. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995.
 
CORRÊA, A. Meio ambiente: o que aconteceu com os responsáveis por um dos maiores desastres dos EUA.
BBC News Brasil, 2019. Consultado na internet em: 23 ago. 2021.
 
DONAIRE, D. Gestão ambiental na empresa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
 
DONAIRE, D.; OLIVEIRA, E. C. Gestão ambiental na empresa. São Paulo: Atlas, 2018.
 
ELKINGTON, J. Cannibals with Forks. Gabriola, Canada: New Society Publishers, 1998.
 
GLOBAL REPORTING INITIATIVE. GRI. Sustainability Reporting Guidelines. GRI, 2008.
 
INSTITUTO ETHOS. Conceitos básicos e indicadores de responsabilidade social empresarial. São Paulo: Rede
Ethos de Jornalistas, 2007.
 
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TREVISAN, M. et al. Ecologia industrial, simbiose industrial e ecoparque industrial: conhecer para aplicar.
Sistemas & Gestão, v. 11, n. 2, p. 204-15, 2016.
 
WHITE, R. M. P. The Greening of Industrial Ecosystems. Washington, DC, USA: National Academy Press, 1994.
	Transformações nas organizações e novas tecnologias de gestão
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Desafios sociais e ambientais
	Motivadores da agenda socioambiental empresarial
	Atenção
	Saiba mais
	Filantropia, responsabilidade social corporativa, sustentabilidade, empresa B e estratégia ASG
	Exemplo
	Atenção
	A importância e os princípios da gestão socioambiental nas corporações
	Atenção
	Benefícios da gestão socioambiental
	Case : Interfaceflor
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Objetivos de desenvolvimento sustentável
	Conteúdo interativo
	Mudanças climáticas: o grande desafio ambiental atual da humanidade
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Gestão socioambiental das empresas
	Ferramentas de gestão socioambiental
	Relatórios de sustentabilidade
	Indicadores Ethos
	Atenção
	Programas de gestão ambiental
	O Modelo Winter
	Os planos de ação e a estratégia ecológica
	O programa de atuação responsável da Abiquim
	Saiba mais
	Normas ISO
	OHSAS 18001
	ISO 16001
	ISO 26000
	ISO 9001
	ISO 14001
	OHSAS 18001
	ISO 16001
	ISO 26000
	Outras iniciativas
	Gestão da qualidade ambiental total (TQEM)
	Atenção
	Ecologia industrial
	Podução mais limpa (P+L)
	Produção mais limpa
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Explorando outras ferramentas de gestão socioambiental: Global Reporting Initiative
	Conteúdo interativo
	Explorando outras ferramentas de gestão socioambiental: Carbon Disclosure Project
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Sistemas de gestão socioambiental
	A importância dos indicadores para o monitoramento dos sistemas de gestão
	Características de indicadores de um sistema de gestão ambiental
	Meio ambiente natural
	Desenvolvimento sustentável
	Impacto na saúde humana
	Exemplos de indicadores de um sistema de gestão ambiental
	A auditoria ambiental
	Saiba mais
	Resumindo
	Tipos de auditoria ambiental
	Auditoria de conformidade legal
	Auditoria de descomissionamento
	Auditoria pós-acidente
	Auditoria de sistema de gestão
	Metodologia da auditoria ambiental
	Entendimento dos controles internos e critérios
	Avaliação dos controles internos
	Coleta dos dados
	Avaliação dos resultados da auditoria
	Relatórios preliminares dos resultados
	Confiabilidade dos instrumentos de monitoramento
	Atenção
	Empresas que colocaram a gestão socioambiental em prática
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	A importância dos indicadores de gestão socioambiental para as empresas
	Conteúdo interativo
	Auditoria ambiental ISO19011
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Gestão ambiental compartilhada
	Case de gestão ambiental compartilhada
	Case de gestão ambiental compartilhada
	Conteúdo interativo
	Gestão ambiental compartilhada
	Economia circular
	Atenção
	Simbiose industrial
	Atenção
	Saiba mais
	Principais desafios para estabelecer parcerias de gestão ambiental como a simbiose industrial
	Atenção
	Vem que eu te explico!
	Os princípios da economia circular
	Conteúdo interativo
	Caso de simbiose industrial no Brasil
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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