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· SEPARAÇÃO DOS PODERES
FUNÇÕES DO PODER LEGISLATIVO
FUNÇÃO TÍPICA: funções primárias/tradicionais, legislar e fiscalizar.
· Função fiscalizatória: Art. 49, IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; Art. 49, X – fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; Art. 58, §3º Instaura CPI ...
· Função legislativa: Arts. 59 a 69, CF/88. emendas à Constituição; leis complementares; leis ordinárias; leis delegadas; medidas provisórias; decretos legislativos; resoluções. Art. 69.
As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.
FUNÇÃO ATÍPICA: são as funções administrativas e judiciais de outro Poder.
· Poder Executivo: Função Administrativa Art. 51, IV e Art. 52, XIII, CF/88; dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;   
·  Poder Judiciário: Função Jurisdicional: Art. 52, I e II, CF/88. OBS: em crimes conexos quem julga é o SENADO, se não for conexo é o STF. Julgamento de crimes de responsabilidade.
· COMPOSIÇÃO
O Poder legislativo brasileiro, no âmbito federal, é exercido pelo Congresso Nacional, composto por duas Casas (BICAMERAL): o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. 
Câmara dos Deputados representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no DF; mandato de 4 anos; mínimo de 8 e máximo de 70 deputados por Estado, são 513 Deputados. É estabelecido por lei complementar, idade mínima 21 anos. Obs: caso Brasil tenha território será eleito 4 deputados.
Senado representantes dos Estados e do Distrito Federal; eleição pelo sistema majoritário simples; mandato de 8 anos (renovação de 4 em 4 anos); são 81 Senadores, 3 por cada Estado, cada senador tem dois suplentes. Idade mínima 35 anos.
Assembleia Legislativa De Minas Gerais (Art. 27, CF): 77 deputados estaduais, eleição pelo sistema proporcional, mandato de 4 anos.
Câmara Municipal De Lavras (Art. 29, CF): 17 vereadores, regida pela Lei Orgânica, dura 4 anos.
· FUNCIONAMENTO
 Legislatura Art.44 §único: lapso temporal de 4 anos que compreende os trabalhos legislativos.
Obs: Senadores exercem um mandato, mas atuam em 2 legislaturas.
Sessão Legislativa Ordinária: é o período de atividade normal do Congresso a cada ano, iniciando-se em 2 de fevereiro e encerrando-se em 22 de dezembro. A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. Art. 57, §§1º e 2º, CF
Sessão Legislativa Conjunta: reúnem Deputados Federais e Senadores para: inaugurar a sessão legislativa; dar posse ao Presidente e ao Vice-Presidente da República eleitos; promulgar emendas à Constituição Federal; discutir e votar o orçamento. Art. 57, §3º CF
Sessão Legislativa Preparatória: reunião anterior ao início da sessão legislativa ordinária para posse e eleição das Mesas. As sessões preparatórias acontecem no dia 1º de fevereiro, no início de cada legislatura.  Art. 57, §4º CF
Sessão Legislativa Extraordinária: período de trabalho parlamentar em que o Congresso Nacional é convocado a se reunir extraordinariamente, por prazo determinado, durante o recesso parlamentar, nos casos: Estado de Defesa, Estado de Sítio ou Intervenção Federal e Posse Presidencial (o presidente do Senado convoca) e em casos de urgência ou interesse público relevante (Presidente da República, do Senado ou da Câmara, precisa da aprovação maioria absoluta das casas). Art. 57, §6º, 7º e 8º, CF.
OBS: Pode ter mais de uma sessão legislativa extraordinária em um mesmo recesso!
· QUÓRUNS 
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros.
· QUÓRUM DE FUNCIONAMENTO: maioria absoluta, + metade dos membros integrantes do órgão. 257 Deputados e 41 Senadores.
· QUÓRUM DE DELIBERAÇÃO: maioria simples, + metade dos membros presentes.
· ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL
Art. 48, CF/88: Congresso Nacional + Sanção Presidencial (através lei): plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; concessão de anistia; criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas; fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
 Art. 49, CF/88: Competência Exclusiva do Congresso Nacional (por meio de decretos): autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a 15 dias; aprovar o Estado de Defesa e a Intervenção Federal, autorizar o Estado de Sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; fixação do subsídio dos os Deputados Federais e os Senadores, Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado; escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; autorizar referendo e convocar plebiscito. (AUTORIZAR É CN)
Art. 51, CF/88: Competência Privativa da Câmara dos Deputados (resolução, não pode delegar funções): autorizar, por 2/3 de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado (se crime for conexo com o presidente depende de autorização); proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa; elaborar seu regimento interno; eleger 2 membros do Conselho da República.
Art. 52, CF/88: Competência Privativa do Senado (resolução, não pode delegar funções): processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica só serão julgados em crimes conexos com o presidente; processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade...
Senado julga CRIMES DE RESPONSABILIDADE: PR/Vice, M.STF, CNJ, CNMP, PGR, AGU.
OBS: Presidente e o Vice-Presidente da República e o M. Estado dependem de autorização da CÂMARA dos Deputados se o crime for conexo com o presidente.
crime de responsabilidade: senado crime comum: stf
OBS: operação externa, limite, limite globais, crédito, é SENADO.
· ESTRUTURA DAS CASAS
O órgão administrativo de direção do Congresso Nacional é sua Mesa.
Eleitos: sessão preparatória. Composição: 1 presidente, 2 vices e 4 secretários.
Mandato: 2 anos, de forma que em cada legislatura temos duas eleições para esses órgãos.
São 3 mesas: Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal. 
OBS: Eleição das mesas diretoras no Congresso Nacional -> Permitida recondução para cargos diversos na mesa direta OU recondução/reeleição para o mesmo cargo em legislaturas distintas.
· Art. 57 (...) § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.
§ 5º A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputadose no Senado Federal.
· COMISSÕES 
Órgãos colegiados internos para o funcionamento do Legislativo. Tem funções: legislativa, consultiva, fiscalizatória.
Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
· Comissões Permanente: funções temáticas e que se mantém contínuas. Ex: CCJ, Comissão de DHs, C. Educação. Convoca: Ministro de Estado, Titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República, ou o Presidente do Comitê Gestor do Imposto art.50 CF
· Comissões Temporárias: criadas para um objetivo específico e com prazo para funcionamento. Ex: Comissão para analisar PEC; CPI; Comissão para missões externas.
· Comissões Mistas: formada por Deputados e Senadores, podem ser permanentes ou temporárias.
· Comissão Representativa: representar o Congresso no recesso, definida na última sessão ordinária antes do recesso, 7 senadores e 16 deputados federais. Art 58 § 4º.
· COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO
Comissão para exercer função investigativa e apurar fato determinado com prazo certo e poderes instrutórios de juiz. São temporárias, podendo atuar também durante o recesso parlamentar. Têm o prazo de 120 dias, prorrogável por até metade, mediante deliberação do Plenário, para conclusão de seus trabalhos. 
Art. 58 § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante um terço de seus membros (1/3), para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
PODERES UMA CPI: pode solicitar a quebra dos sigilos fiscal, bancário e de dados, além da requisição dos registros telefônicos pretéritos, ou seja, de conversas já ocorridas, ouvir testemunhas.
VEDAÇÕES à CPI as diligências de busca domiciliar, interceptação telefônica e ordem de prisão, salvo no caso de flagrante delito, como sucede na hipótese de falso testemunho.
OBS: Legislativos Estadual e Municipal também têm CPIs. 
Para que uma CPI seja criada, é necessário assinatura de 1/3: 27 senadores ou 171 deputados.
· FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU)
O Tribunal é responsável pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas do país quanto à legalidade, legitimidade e economicidade.
Competências do TCU (art. 71, CF/88): Apreciar contas do presidente da República; julgar as contas dos administradores públicos; fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais; prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional; função sancionadora.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
· ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS Art. 53-56
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
Regras inerentes a função e não a pessoa; não pode renunciar; garantias não se estende aos suplentes; só garante essa imunidade se estiver em exercício. 
Imunidades: garante que o parlamentar não seja perseguido ou prejudicado em razão da sua atividade. 
IMUNIDADE MATERIAL (Art. 53). Os Deputados e Senadores são invioláveis civil e penalmente por suas opiniões, palavras e votos desde tenha conexão com a função, estendido dentro ou fora do Congresso. Não responderá mesmo ao fim do mandato Deputados Estaduais e Federais, Senadores (em todo o País) e Vereadores (somente em circunscrição do município). 
FORMAL Art. 53, §§2º, 3º, 4º e 5º: divide em duas regras, prisão e processo. Quem tem essas imunidades são os Deputados Estaduais e Federais e aos Senadores.
IMUNIDADE FORMAL- PRISÃO (Art. 53, §§2º): garantia de não ser preso (civil e penal) ou não permanecer preso + garantia de sustar o processo penal. Não exclui o crime, diferentemente da imunidade material. 
Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, mas ainda assim a Casa decidirá sobre a prisão dentro de 24h, a decisão da Casa se dá por voto de maioria absoluta.
Sentença penal condenatória transitada em julgado: se o deputado ou senador estiver condenado em uma sentença transitada em julgado, ele pode ser preso para cumprir a pena aplicada.
IMUNIDADE FORMAL- PROCESSO (Art. 53, §§3º, 4º e 5º): crime ocorrido após a diplomação+ relação com a função, o STF dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político o pedido de sustação será apreciado pela Casa no prazo improrrogável de 45 dias do seu recebimento pela Mesa Diretora, a decisão da Casa se dá por voto de maioria absoluta. A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. 
· Prerrogativas Foro De Prerrogativa De Função Art. 53, §1º: parlamentares serão julgados criminalmente pelo STF. Após a diplomação+ relação com a função.
· Isenção Do Dever De Testemunhar Art. 53, § 6º: Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 
· Restrições Ao Serviço Militar Art. 53, § 7º: Deputados e Senadores só podem ser incorporados às Forças Armadas com autorização prévia da Casa Legislativa.
OBS: § 8º durante o Estado de Sitio pode suspender a imunidade dependendo de um quórum de 2/3, ato fora do Congresso Nacional e incompatível com as medidas do Estado de Sitio.
· INCOMPATIBILIDADES
· Art. 54, CF/88: Os Deputados e Senadores NÃO poderão: Desde a Expedição Do Diploma: firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado.
· Desde a Posse: ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis, patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades, ser titulares de mais de um cargo ou mandato público. (começa com as iniciais de posse)
· PERDA DO MANDATO (ART. 55)
Hipóteses em que a própria Casa retira de um parlamentar seu mandato.
· Hipóteses em que a perda é apenas declarada pela Casa: III, IV e V. Será decidida pela mesa por ofício ou provocação.
· Hipóteses em que a cassação necessita ser votada pela maioria absoluta: I, II e VI. 
· PROCESSO LEGISLATIVO
CONCEITO: conjunto de disposições que disciplinam o procedimento a ser obedecido pelos órgãos competentes na produção de leis e atos normativos.
Art. 59 O processo legislativo compreende a elaboração de: Emendas Constitucionais, Leis Complementares e Ordinárias, Leis Delegadas, Medidas Provisórias, Decretos Legislativos e Resoluções.
Não há veto ou sanção presidencial na emenda à Constituição, em decretos legislativos e em resoluções, nas leis delegadas.
Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.
TIPOS DE PROCEDIMENTO
Há três espécies de procedimentos legislativos, o comum ou ordinário, o sumário e os especiais.
· Processo Legislativo Ordinário/Comum: destina-se à elaboração das leis ordinárias. Compõe-se de três fases: introdutória, constitutiva e complementar.
FASE INTRODUTÓRIA Art. 61.: iniciativa atribuída a um ente para iniciar o processo, geralmente terão iníciona Câmara dos DEPUTADOS. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. INICIATIVA CONCORRRENTE: Será concorrente do Presidente, do Congresso e do Povo. (PPC)
FASE CONSTITUTIVA: quando as propostas de leis são discutidas e votadas pelos parlamentares, momento em que o Poder Executivo também se manifesta por meio da sanção ou do veto da proposta em questão.
· Deliberação parlamentar: Após ser apresentado na Casa Iniciadora (geralmente a Câmara dos Deputados, salvo exceções), o projeto de lei é submetido à apreciação de, pelo menos, duas Comissões temáticas. Se aprovado, segue para votação no plenário, caso aprovado no plenário, o projeto segue para a Casa Revisora.
· A Casa Revisora pode:
Emendar: Se houver emendas, o projeto retorna à Casa Iniciadora para nova deliberação. 
Rejeitar: Caso rejeitado integralmente, poderá ser reapresentado na próxima sessão legislativa, se houver deliberação da maioria absoluta.
Aprovar: Sendo aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial.
· Deliberação executiva: O Presidente da República pode: Sancionar (concordar): Pode ser expressa (quando assinada dentro do prazo) ou tácita (se não houver manifestação em 15 dias úteis). Vetar (discordar): O veto pode ser total ou parcial, devendo ser justificado e comunicado ao Congresso Nacional dentro do prazo. Se vetado, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar o veto por decisão da maioria absoluta
FASE COMPLEMENTAR: Promulgação: Se o Presidente da República não promulgar a lei em 48 horas, caberá ao Presidente do Senado fazê-lo, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. Publicação: A lei só entra em vigor após sua publicação no Diário Oficial.
Processo Legislativo Sumário (art. 64, §1º): Depende de solicitação do Presidente da República, regime de urgência. Cada casa terá 45 dias para discutir e votar, se houver emendas volta com prazo de 10 dias.
Lei Orgânica = DDD (Dois turnos) (Dez dias) (Dois terços)
· PROCESSOS LEGISLATIVOS ESPECIAIS
· Lei Complementar: Requer maioria absoluta para aprovação, destinada a regulamentar matérias específicas e de maior complexidade, determinadas expressamente pela CF. 
· Medida Provisória:  Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.  As MPs valem por até 120 dias. Depois do 45º dia da publicação, se não tiver sido votada, a MP tranca a pauta de votações da Casa em que estiver tramitando. Maioria simples. As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. 
· Lei Delegada: As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. Não serão objeto de delegação: os atos de competência exclusiva do CN, os de competência privativa da Câmara ou do Senado e a matéria reservada a lei complementar. Sendo aprovada por maioria simples.
· Lei Ordinária: Requer maioria simples para aprovação, pode ser feito sobre qualquer matérias, que não esteja na lei complementar.
· Todos os projetos de lei começam a tramitar na Câmara dos Deputados, exceto quando são apresentados por senador ou comissão do Senado. Nesses dois casos, começam pelo Senado.
· PODER EXECUTIVO
ART. 76 CF. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República auxiliado pelos Ministros de Estado.
CHEFE DE ESTADO: O Presidente da República, representa o país nas suas relações internacionais, celebração de tratados.
CHEFE DE GOVERNO: corresponde à representação interna, fixação das diretrizes políticas da administração e a disciplina das atividades administrativas, a iniciativa de projetos de lei e edição de medidas provisórias, a expedição de regulamentos para execução das leis.
Federal: Presidente da República e ministros – chefia de Estado e governo.
Estadual: Governador – administração estadual.
Municipal: Prefeito – administração local.
O Presidente concentra um poder significativo como Chefe de Estado e Chefe de Governo, exercendo seu mandato com relativa independência do Poder Legislativo. Contudo, essa independência não é absoluta, pois o Presidente pode ser responsabilizado e até mesmo destituído do cargo por meio do impeachment em casos de crimes de responsabilidade
Funções do Poder Executivo
· Funções Típicas: Função Administrativa-Chefia de Governo; Chefia de Estado 
· Funções Atípicas: Função Legislativa- edição de medidas provisórias; e Julga (contencioso administrativo).
Requisitos para se candidatar à Presidência e Vice-presidente são (art. 14, §3º, CF/88):
· Ser brasileiro nato.
· Possuir alistamento eleitoral.
· Estar no gozo dos direitos políticos.
· Ter mais de 35 anos. 
· Possuir filiação partidária.
MANDATO PRESIDENCIAL: 4 anos, a posse ocorrerá no dia 5 de janeiro, do ano seguinte.
ELEIÇÃO: O Presidente e vice-presidente da República são eleitos simultaneamente pelo sistema eleitoral majoritário complexo, pelo voto direto e secreto, no primeiro domingo de outubro, por maioria absoluta.
OBS: Hipótese de morte, desistência ou impedimento para o 2º turno há de se convocar o que obtiver maior votação entre os remanescentes e, ocorrendo empate entre os candidatos classificados em segundo lugar, qualificar-se-á o mais idoso.
NA AUSÊNCIA OU IMPEDIMENTO DO PRESIDENTE SERÃO SUCESSIVAMENTE CHAMADOS:
· Vice-Presidente (Art. 79)
· Presidente Da Câmara Dos Deputados (Art. 80) réu em ação penal, não pode
· Presidente Do Senado Federal
· Presidente Do Supremo Tribunal Federal
· OBS: em caso de dupla vacância nos 2 primeiros anos: acontecerá eleição direta em 90 dias, e nos 2 últimos anos: acontecerá eleição indireta, escolhido pelo CN em 30 dias.
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Art. 84, competindo-lhe, privativamente: nomear e exonerar Ministros de Estado; exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição; sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; vetar projetos de lei, total ou parcialmente; dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração federal, propor ADI, indulto e da graça, que são atos discricionários e privativos do Presidente da República, extinguir cargo vago.
PRESIDENTE PODE DELEGAR DIP (decreto autônomo, indulto, prover cargos federais) P/ PAM (PGR, AGU, ministros).
VICE-PRESIDENTE: o cargo de Vice-Presidente foi previsto para ser o substituto eventual do Presidente da República ou seu sucessor, em caso de vacância definitiva. Participa dos Conselhos da República e de Defesa Nacional. Auxiliará em missões especiais convocadas pelo Presidente.
O vice tem dois “papéis” (substituir ou suceder). SubsTiTuição: Temporária Ex: Viagem; – impedimento Sucessão: definitiva Ex: Renúncia, impeachment – vacância
· MINISTROS DE ESTADO, CONSELHO DA REPÚBLICA E CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Ministros de Estado (Art.87) são auxiliares do Presidente da República na direção superior da Administração Federal. REQUISITOS: brasileiros natos/naturalizados, maiores de 21 anos e no exercício de seus direitos políticos, são cargos de livre nomeação pelo Presidente da República, podendo ser por ele exonerados a qualquer tempo. 
ATRIBUIÇÕES: supervisão, orientação, coordenação de órgãos e entidades (SOCO) e referendar os atos e decretos assinados pelo Pres. da República; Prestar contas de seu trabalho ao Pres.; Praticar qualquer outra atividade delegada pelo Presidente ou definidas no ordenamento; expedir instruções para a execução das leis.
Serão processados e julgados, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos crimes de responsabilidade conexoscom os do Presidente da República, serão processados pelo Senado Federal.
OBS: Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: investido no cargo de Ministro de Estado.
OBS: Criação e extinção de Ministério dependem de Lei.
Conselho da República (Art.89) Órgão superior de consulta do Presidente da República e dele participam: o Vice-Presidente da República; o Presidente da Câmara dos Deputados; o Presidente do Senado Federal; os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; o Ministro da Justiça; seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade. 1293PAG
Compete ao CR PRONUNCIAR sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio e as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
OBS: Art. 90. § 1º O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.
Conselho de Defesa Nacional (Art.91) é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, composto por membros natos: o Vice-Presidente da República; o Presidente da Câmara dos Deputados; o Presidente do Senado Federal; o Ministro da Justiça; o Ministro de Estado da Defesa; o Ministro das Relações Exteriores; o Ministro do Planejamento; os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica (MAE). 
Compete ao CDN OPINAR nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos dessa constituição; opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e de intervenção federal.
CRIMES DE RESPONSABILIDADE: Infrações político-administrativas. O processo de crime de responsabilidade divide-se em duas fases: juízo de admissibilidade, que correrá perante a Câmara; processo e julgamento, a cargo do Senado. por 2/3 dos votos dos membros da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Senado. Senado decide se recebe ou não a denúncia, por maioria simples
· PODER JUDICIÁRIO 1298PAG
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes Eleitorais, os Tribunais e Juízes Militares e os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
§ 1º O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.          
§ 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território nacional.   OBS: CNJ não têm jurisdição.
Funções do Poder Judiciário
· Funções Típicas: Jurisdicional: decisão autônoma, vinculante às partes, definitiva.
· Funções Atípicas: Administrativa: prover cargos, férias, concursos e Legislativa: elaborar regimentos internos.
Súmula Vinculante: exerce função típica. O STF poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros... Art.103-A
Os princípios da proteção judicial efetiva, do juiz natural e do devido processo legal. É a atividade do Poder Judiciário um poder autônomo e independente para solucionar conflitos aplicando a lei de forma justa e imparcial.
GARANTIAS: São garantias pensadas para o livre exercício da função. As garantias ora são ligadas à instituição ora aos próprios membros do Judiciário. Garantem a independência do Poder Judiciário no relacionamento com os demais poderes.
GARANTIAS INSTITUCIONAIS: 
Art. 96, I- Compete privativamente aos tribunais: eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; organizar suas secretarias; propor a criação de novas varas judiciárias; conceder licença, férias. (NÃO CRIA NADA)
II - ao STF, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo: alteração do número de membros dos tribunais inferiores; a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes; (ALTERA E CRIA)
Art. 96, III- Compete privativamente aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
Autonomia funcional, administrativa e financeira: autonomia administrativa e financeira os tribunais do poder de elaborar suas propostas orçamentárias dentro dos limites estabelecidos com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. Compete no âmbito da União: aos Presidentes do STF e dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; 
No âmbito dos Estados e no do DF e Territórios: aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.
GARANTIA AOS MEMBROS: Os juízes gozam das seguintes garantias Vitaliciedade: é adquirida após 2 anos de efetivo exercício da carreira, só perdem o cargo por sentença judicial transitada em julgado. Inamovibilidade: o juiz somente poderá ser removido ou promovido por iniciativa própria, salvo em uma única exceção por motivo de interesse público e pelo voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do CNJ. Irredutibilidade de subsídio: o subsídio do magistrado não pode ser reduzido como forma de pressão, garantindo-lhe assim o livre exercício de suas atribuições
OBS: M. STF pode perder o cargo por impeachment pelo Senado.
· Aos juízes é vedado: exercer outro cargo ou função, salvo uma de magistério; receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo, dedicar-se à atividade político-partidária, receber auxílios ou contribuições de pessoas físicas desde que previsto em lei, exercer a advocacia, nos próximos 3 anos.
· ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios
I- Ingresso na carreira: O cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de provas e títulos com a participação da OAB em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação.
II- Promoção de entrância para entrância: A promoção ocorre alternadamente por antiguidade e merecimento, atendidas as normas legais pertinentes.
III- o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antiguidade e merecimento, alternadamente, apurados na última ou única entrância.
MERECIMENTO: 2 anos de exercício entrância, integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade.
É OBRIGATÓRIA: a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.
Critérios para aferição do merecimento: desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela frequência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento.
NÃO SERÁ PROMOVIDO O JUIZ que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.
Na apuração de antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de (2/3) de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação.
V- O subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a 95% do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados, em nível federal e estadual, conforme as categorias da estrutura judiciárianacional. A diferença entre uma e outra categoria de magistrado não poderá ser superior a 10% nem inferior a 5%, e o valor total do subsídio de cada categoria não poderá exceder 95% do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores.
VII- o juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do tribunal;
VIII - o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa;  
IX- todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade;
X- as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros;  
XI- nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com o mínimo de 11 e o máximo de 25 membros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas;
XII- a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente;
XIII- o número de juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população.
· ESTRUTURA DO PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA ESPECIAL: TST = Tribunal Superior do Trabalho; TSE = Tribunal Superior Eleitoral; STM = Superior Tribunal Militar (TEM)
PRIMEIRA INSTÂNCIA: juiz federal, juiz estadual, eleitoral, do trabalho e militares. 
SEGUNDA INSTÂNCIA: TRF, TJ, TRT, TRE. Observe que os militares não tem 2° instância 
TRIBUNAIS SUPERIORES: STJ, TST, TSE, STM.
OBS: Art.94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios, TST, TRT será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. O tribunal, então, analisa essa lista e forma uma nova relação com três nomes (lista tríplice), que é enviada ao chefe do Poder Executivo. Cabe ao Presidente da República ou ao Governador, conforme o caso, escolher e nomear um dos candidatos indicados para ocupar a vaga. (6 orgão de classe⇒3 tribunal⇒1 executivo)
· COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS SUPERIORES
· Supremo Tribunal Federal (STF):Art.101. Compete processar e julgar, originariamente, ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual. Composto por 11 Ministros, escolhidos dentre brasileiro nato com mais de 35 e menos 70 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. Serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado. 
Esses mesmos Ministros poderão ser processados e julgados pelo Senado Federal nos crimes de responsabilidade. 
O STF julga em recurso ordinário: o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão e o crime político;
O STF julga em recurso extraordinário: as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal
· Superior Tribunal de Justiça (STJ): Art. 104. compõe-se de, no mínimo 33 Ministros. Mesmos requisitos do STF, exceto brasileiro nato. Sendo que 1/3 dentre juízes dos TRF’s e 1/3 de desembargadores dos TJ, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal; 1/3 em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente. Nomeados pelo Pres. da Rep. Aprovado p/ Senado Federal
· Tribunal Superior do Trabalho (TST): Art. 111-A. compõe-se de 27 Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 70 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: 1/5 dentre advogados e membros do MP, restante dentre juízes dos TRTs.
· Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Art. 119. composto de 7 Ministros, escolhidos: mediante eleição, pelo voto secreto: 3 juízes dentre os Ministros do STF; 2 juízes dentre os Ministros do STJ; por nomeação do Presidente da República, 2 juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico, indicados pelo STF. (Os adv. Serão escolhidos por lista sêxtupla)
O Presidente e o Vice do TSE vêm do STF, enquanto o Corregedor vem do STJ, uma forma de mesclar experiência e manter equilíbrio na direção do Tribunal.
· Superior Tribunal Militar (STM): Art.123. composto de 15 Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado, 10 militares (MAE) e 5 civis, sendo 3 advogados, 1 juiz auditor e 1 um membro do MP Militar, deve possuir mais de dez anos de efetiva atividade profissional.
· COMPETÊNCIAS DO STF= A GUARDIÃ DA CF
Competências originárias (única instância): 
Art.102.I Compete ao STF processar e julgar, originariamente: 
a) ADI⇒de lei ou ato normativo federal ou estadual e ADC⇒ de lei ou ato normativo federal;
b) Nas infrações penais comuns, o Pres. da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República; PR⇒CRIMES COMUM⇒ JULGADO PELO STF GOV⇒CC⇒ STJ
c) Nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente; conexo com presidente será no SENADO.
d) O STF julga o habeas- corpus, sendo paciente: Ministro de Estado, Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica(mae), Membro dos Tribunais Superiores. 
O STF julga o mandado de segurança e o habeas data contra  2 Autoridades: Presidente e PGR; 2 Mesas: Mesa da câmera e do senado; 2 Tribunais: TCU e STF.
e) O litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;
r) As ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público
Competências recursais (última instância)
• Recurso Ordinário: julgar, em recurso ordinário: o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão; o crime político;
• Recurso Extraordinário: Finalidade de uniformizar a jurisprudência quanto à interpretação das normas constitucionais. Julgar, as causas decididas em única ou última instância, quando contrariar dispositivo desta Constituição; declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição; julgar válida lei local contestada em face de lei federal. Ao interpor um Rec. Extraordinário, o recorrente deve demonstrar que a questão possui relevância econômica, política, social ou jurídica que transcenda os interesses subjetivos da causa.
· SÚMULA VINCULANTE
Art. 103-A. O STF poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços (2/3) dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.          
§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acercadas quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.         
§ 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de Inconstitucionalidade.
§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso.
· COMPETÊNCIAS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ)
É de sua responsabilidade a solução definitiva de casos civis e criminais que não envolvam matéria constitucional. Sua principal função é uniformizar e padronizar a interpretação da legislação federal.
I – a)Processar e julgar, originariamente: nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. “Gato Dorme Tranquilamente Como Macaco”.
b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal; Me, MAE
Competências recursais (última instância)
• Recurso Ordinário: II- julgar, em recurso ordinário: o habeas corpus, decidido em única ou última instância pelos TRF’s, e o mandado de segurança, em única instância pelos TRF’s. c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.
• Recurso Especial: contra decisões de outros tribunais, em única ou última instância, quando houver ofensa à lei federal.
· COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO
Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho:
I - o Tribunal Superior do Trabalho;
II - os Tribunais Regionais do Trabalho;
III - Juizes do Trabalho.
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:  as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; as ações que envolvam exercício do direito de greve; as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista; as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho.
· COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA ELEITORAL
Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:
I - o Tribunal Superior Eleitoral;
II - os Tribunais Regionais Eleitorais;
III - os Juízes Eleitorais;
IV - as Juntas Eleitorais.
OBS: Não fixa competência específica. Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais.
· COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA MILITAR
Art. 122. São órgãos da Justiça Militar:
I - o Superior Tribunal Militar;
II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.
 
Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
· COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA FEDERAL
Art. 106. São órgãos da Justiça Federal:
I - os Tribunais Regionais Federais;
II - os Juízes Federais.
 Art. 107. Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de setenta anos de idade.
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I - processar e julgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os membros do Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição.
· COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA ESTADUAL
A Constituição permite aos Estados organizarem sua justiça, fixando diretrizes. Os Tribunais Estaduais realizam controle de constitucionalidade das Leis Estaduais e Municipais. Os Estados podem criar Justiças Militares.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
 Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondução. Órgão de controle interno do Poder Judiciário.  Tem como função principal exercer o controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário, bem como fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados.
OBS: não possui jurisdição
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