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Relatório de Estágio II alzamir 2025

Relatório de estágio (Engenharia Mecânica) sobre inspeção veicular em linha mecanizada. Contém fundamentação teórica, descrição das atividades práticas e dos equipamentos usados (alinhamento mecanizado, banco de suspensão, frenômetro, regoloscópio, detector de folgas, analisador de gases, opacímetro, medidor de pressão sonora), identificação da empresa, período e 80 h.

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FACULDADE UNINASSAU NATAL 
CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA MECÂNICA 
 
ALZAMIR FONSECA DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
Inspeção veicular: linha de inspeção mecanizada 
FACULDADE UNINASSAU NATAL 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIDADE 
2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LINHA DE INSPEÇÃO MECANIZADA 
FACULDADE UNINASSAU NATAL 
 
 
 
 
Relatório apresentado ao Curso de Graduação 
de Engenharia Mecânica do(a) Faculdade 
Uninassau do estado do Rio Grande do Norte 
como requisito para obtenção de nota da 
disciplina Estágio Supervisionado II, sob 
orientação do Professor Silvio Bortoleto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CIDADE 
2025 
 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO 
 
 
Identificação da Empresa 
 
 
Nome: Inspetrans 
CNPJ: 05.633.790/0002-47 
Bairro: Guajiru 
CEP: 59290-253 
Endereço: av. Henrique Eufrásio de Santana s/n 
Cidade: São Gonçalo do Amarante 
Telefone: (84) 2131-6024 
Área na empresa onde foi realizado o estágio: Inspeção veicular 
Data de início: 10/03/2025 
Data de término: 07/04/2025 
Duração em horas: 80 horas 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1.INTRODUÇÃO 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA VEICULAR 
 05 
06 
06 
3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 08 
3.1. INSPEÇÃO MECANIZADA DE ALINHAMENTO 08 
3.2. BANCO DE PROVAS DE SUSPENÇÃO 09 
3.3. SISTEMA DE FREIO, FRENÔMETRO 10 
3.4. REGLOSCÓPIO 
3.5 DETECTOR DE FOLGAS 
3.6 ANALISADOR DE GASES 
3.7 OPACÍMETRO 
3.8 MEDIDOR DE PRESSÃO SONORA 
12 
 13 
 14 
 15 
 15 
 16 
4. CONCLUSÃO 17 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 18 
 
 
 5 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A necessidade da inspeção de segurança veicular periódica ou única ocorre 
principalmente em veículos que sofreram alteração de suas características originais 
e que desta forma precisam passar por uma avaliação de conformidade com as 
legislações vigente em nosso território brasileiro. A inspeção de segurança veicular é 
realizada por meio de mecanismo de inspeção e deve ser realizada por Órgão de 
Inspeção, estabelecidos no Brasil e acreditados pelo Instituto Nacional de 
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). 
São cabíveis de inspeção de segurança veicular: veículos rodoviários automotores e 
rebocados de modificados, fabricados artesanalmente e recuperados de sinistro, 
veículos que fazem uso do Gás Natural Veicular (GNV) como segundo combustível, 
dentre outros. 
As leis que regem a inspeção de segurança veicular são portarias e resoluções do 
Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT), Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), INMETRO, 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais e Renováveis (IBAMA). 
Baseando nas portarias e resoluções a inspeção de segurança veicular pode ser 
realizada de forma visual através de observação visual, auditiva e tátil e/ou olfativa e 
pela atuação de determinados comandos e componentes do veículo, verificando se 
funcionamento adequado ou quanto à existência de ruídos, vibrações anormais, 
folgas excessivas, desgastes, trincas, vazamentos ou qualquer outra irregularidade 
que possa provocar uma condição de perigo em sua circulação. 
De forma instrumentalizada onde a avaliação é realizada com a utilização de 
equipamentos específicos, que determina através de medidas e condição de 
desempenho de componentes e/ ou sistemas do veículo, conforme critérios das 
normas vigentes. De forma dimensiona onde a medição ou verificação realizada de 
determinadas condições e componentes do veículo com o auxílio de equipamentos. 
As inspeções devem ser executadas impreterivelmente por um corpo técnico 
capacitado, com registro no conselho de classe e órgãos governamentais envolvida 
juntamente com a utilização de equipamentos e instrumentos calibrados por 
laboratório credenciados a rede brasileira de calibração (RBC) como: linha 
mecanizada, verificador de alinhamento de faróis, analisador de gases, opacímetro, 
 6 
 
 
 
 
 
trenas, paquímetros, decibelímetro, cronômetros, réguas, manômetros, além de 
equipamentos não passíveis de calibração como verificador de folgas, detector de 
gases, sistema de ar comprimido, lanterna, entre outros. 
Segundo a NBR 14040 (2017) a inspeção veicular consiste no processo de 
avaliação de um veículo, realizado em estação de inspeção, visando verificar suas 
condições de segurança, para que seja permitida ou não, sua circulação em vias 
públicas. 
Segundo a NBR 14040 (2017) o processo de inspeção veicular é realizado 
conjuntamente de forma visual e com auxilio de equipamentos e instrumentos 
específicos para cada finalidade, no entanto a inspeção deverá ser efetuada, 
predominantemente e quando aplicável, de forma instrumentalizada, minimizando 
avaliações subjetivas. 
 
 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA VEÍCULAR 
 
A Portaria nº 30 do INMETRO de 22 de janeiro de 2004, informa que todo e 
qualquer veículo rodoviário automotor só poderão trafegar após a comprovação 
de atendimento aos requisitos e condições de segurança veicular estabelecidos 
no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), baseado nisso cabe as entidades 
credenciadas pelo INMETRO comprovar a segurança dos veículos rodoviários 
automotores, nos termos dos regulamentos técnicos do INMETRO pertinentes. 
Desta forma fica estabelecido que as inspeções de segurança veicular devem ser 
feitas de acordo com os requisitos estabelecidos nos regulamentos técnicos da 
qualidade do INMETRO – (RTQ 24). Este regulamento baseia-se dentre outras 
resoluções na (NBR 14040): Inspeção de segurança veicular - Veículos leves e 
pesados: seguindo os seguintes critérios: Diretrizes básicas, Identificação, 
Equipamentos obrigatórios e proibidos, Sinalização, Iluminação, Freios, Direção, 
Eixos e suspensão, Pneus e rodas, Sistemas e componentes complementares. 
 7 
 
 
 
 
 
 
O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos gasosos, resultante da 
composição da matéria orgânica fóssil, atualmente encontrado em abundância, 
na natureza, na maior parte das vezes associado ao petróleo, mas existindo, 
também, poços somente de gás (não associado). É composto principalmente por 
metano (de 78% a 90% em volume), podendo apresentar outros hidrocarbonetos 
mais pesados, gás carbônico, nitrogênio, água e outras impurezas 
(PROCONVE, 2006). 
 
O gás natural tem temperatura de ignição superior a 600 ⁰C, muito acima da 
temperatura de ignição do álcool e da gasolina (entre 200⁰C a 300⁰C). A queima 
do gás natural, por ser mais completa do que do que os outros combustíveis, 
reduzem as emissões de monóxido e hidrocarbonetos, em comparação com a 
gasolina. 
O motor de combustão interna, movido a gás natural, apareceu no final do 
século XIX (1889), na feira mundial de Paris, mas o gás natural veicular passou 
a ser utilizado. (SOUZA, Fernandes, c. 2009). 
 
Segurança Veicular: ´´A inspeção veicular visa garantir que os veículos atendam 
aos padrões mínimos de segurança, reduzindo risco de acidentes e promovendo 
a proteção dos ocupantes e de outros usuários da via. `` (MURGEL, Gabriel, b. 
2012). 
 
Impacto Ambiental: ´´A verificação das emissões de poluentes durante a 
inspeção veicular é crucial para a mitigação dos impactos ambientais gerado 
pelo transporte, contribuindo para melhoria da qualidade do ar nas cidades. `` 
(MURGEL, Gabriel, b. 2012). 
 
Normas e regulamentações: ´´ A implementação de padrões de inspeção veicular 
baseia-se em normas nacionais e internacionais que buscam uniformizar os 
critérios de segurança e eficiência, e assegurar que todos os veículos em 
circulação estejam em conformidade. `` (DELGADO, Manassés, b. 2021). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8 
 
 
 
 
 
 
3.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
 
3.1. Inspeção mecanizada de alinhamento, placa de desvio lateral 
 
 
A placa para verificação do alinhamento de rodas, também chamada de ripômetro, é 
normalmente utilizada em inspeções oficiais para identificação do paralelismo das 
rodas ou da ausência deste (desalinhamento excessivo). 
O veiculo passa com uma das rodas sobre a placa, em linha reta e baixa velocidade, 
com as mãos do condutor fora do volante. Para uma correta verificação, é 
imprescindível que os pneus estejam calibrados conforme as especificações do 
fabricante, retirar o pé do acelerador para não causar influência no resultado. 
Se o resultado forconforme a 
regulamentação vigente no Brasil (Resolução 7/93 do CONAMA), que se baseia no 
procedimento básico de medição conhecido internacionalmente, com o veiculo em 
marcha lenta e a 2500 RPM sem carga. 
Previamente a realização das medições, os inspetores devem certificar-se de que os 
veículos não apresentam emissão de fumaça azul, que indica queima de óleo, o que 
poderia danificar o sistema de amostragem do analisador. As medições devem ser 
feitas com o motor em temperatura normal de funcionamento (cerca de 80ºC). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 15 
 
 
 
 
 
 
3.7. Opacímetro 
 
O opacímetro é o equipamento utilizado para medição do nível de opacidade da 
fumaça emitida pelo escapamento dos motores ciclo diesel. O método se baseia na 
medição da absorção da luz. O opacímetro é dotado de uma câmara de medição na 
qual se encontram instalados um emissor e um receptor de luz (fotocélula). A luz 
emitida atravessa a câmara de medição e chega ao receptor, porém durante a 
medição parte a luz é absorvida ou refletida pelas partículas contidas no gás do 
escape, por esta medição calcula-se o índice de absorção de luz, conhecido como 
índice, cuja unidade da opacidade expresso em outras unidades, como por exemplo, 
em porcentagem, unidade Bosch, etc. 
O método de medição da fumaça em aceleração livre está especificado na norma 
NBR-13037- gás de escapamento emitido por motor diesel em aceleração livre-
determinação da opacidade- método de ensaio. Este procedimento é baseado no 
cálculo da média de um grupo de 4 valores medidos não decrescente, extraídos de 
uma sequência de 10 acelerações consecutivas (sendo desprezados as 03 primeiras 
acelerações que são realizadas visando a descontaminação do sistema, e dura 
cerca 06 min. 
Os critérios, procedimentos de ensaio, especificação de equipamentos e limites de 
aprovação estão descritos em seus detalhes na resolução 251/99 do CONAMA. 
 
 16 
 
 
 
 
 
Figura 8 
 
SENAI-SP. Manual técnico de inspeção veicular. São Paulo,2001. 
 
3.8. Medidor de pressão sonora 
 
Os veículos automotores produzidos atualmente para serem comercializados no 
mercado brasileiro devem atender exigências bastante restritivas relacionadas ao 
controle das emissões de ruído externo. 
Alguns países adotam práticas subjetivas de inspeção e fiscalização das emissões 
excessivas de ruído pelos veículos em circulação, pela simples observação do 
barulho apresentado durante aceleração livre do motor. Entretanto, a fim de evitar 
controvérsias de ordem legal, as autoridades policiais e ambientais vêm adotando 
norma internacional de medição do nível de ruído na condição parado nas 
proximidades do orifício de descarga dos gases de escapamento. No Brasil, a norma 
correspondente é a NBR 9714. 
Durante o desenvolvimento dos procedimentos de inspeção e de ações de 
fiscalização de campo, as medições do ruido do escapamento costumam ser 
acompanhadas de cuidadosa inspeção visual do estado de conservação e 
originalidade dos componentes. 
A resolução 25/99 do CONAMA dispõe sobre os critérios, procedimentos e limites 
para inspeção e fiscalização de veículos em circulação. 
 17 
 
 
 
 
 
 
 
4. CONCLUSÃO 
 
Se aprovado, o veículo recebe o certificado de segurança veicular (CSV). Ele atesta 
que o veículo está apto a circular nas vias públicas no que se refere aos 
equipamentos obrigatórios e deve ser apresentado para emissão do novo certificado 
de registro veicular (CRV), segundo o art. 124, inciso XI. Ou seja, sem o certificado 
de segurança veicular (CSV), não é possível licenciar o veículo. 
 
Caso o veículo tenha sido reprovado em alguns dos combustíveis o teste será 
repetido por mais uma vez no combustível que foi reprovado e persistindo a 
reprovação o teste será finalizado com a emissão do laudo com o veículo reprovado, 
ficando impedido de transitar temporariamente pela não conformidade com as 
normas de segurança estabelecidas pelas autoridades de transito, o proprietário 
tem um prazo de 30 dias para regularizar o veículo levando para uma oficina 
autorizada para substituir a peça danificada, após os itens serem ajustados e 
possível marcar uma nova vistoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 18 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
KAMMER, Lucas. Avaliação da exposição à intensidade sonora em uma empresa de inspeção de 
segurança veicular. 2018. Acesso em 01 março 2025. 
 
BARBOSA, Manassés Delgado. Prática profissional: inspeção veicular. Relatório de aprendizagem, 
2021. Acesso em: 03 mar. 2025. 
 
CONAMA. Conselho Nacional de Meio Ambiente. Resolução Nº 418, de 25 de novembro de 2009. 
Acervo documental confidencial da empresa Inspetrans, (março ,2025). 
 
IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais e Renováveis, Instrução Normativa 
Ibama 06, de 08 de junho de 2010. Acervo documental confidencial da empresa Inspetrans, 
(março,2025). 
 
 
INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia: portaria nº 30 de 22 de janeiro 
de 2004. Acervo documental confidencial da empresa Inspetrans, (março,2025). 
 
 
BENTES, Flavio Maldonado; DA SILVA PEREIRA, Luís Paulo Neves. ESTUDO PRÁTICO DE 
ANÁLISE DE SEGURANÇA ATRAVÉS DE TESTES DO CONJUNTO DE SUSPENSÃO, DE 
VEÍCULOS DE PASSEIO ANTES E DEPOIS DA INSTALAÇÃO DE KIT GNV. Projectus, v. 9, n. 1, p. 
15-43, 2024. 
 
SENAI-SP Manual Técnico de Inspeção Veicular. São Paulo,2001, 227p. 
 
 ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). Inspeção de Segurança Veicular: 
NBR 14040. Rio de janeiro, ABNT. 
 
Gás de escapamento emitido por motor Diesel em aceleração livre-determinação de opacidade. NBR 
13037. Rio de janeiro, ABNT.

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