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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
 
 
ANDRESSA DA SILVA CORREA 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO VIRTUAL - O MERCADO DE BANCOS NO BRASIL 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2025 
 
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO 
 ANDRESSA DA SILVA CORREA 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO VIRTUAL – O MERCADO DE BANCOS NO BRASIL 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Modelagem de novos negócios 
apresentado à Universidade Veiga de Almeida – 
UVA, como requisito de nota avaliativa AVA 1. 
Matrícula: 1250204996 
 
Prof. 
Aline Santos Mossette 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2025 
O MERCADO DE BANCOS NO BRASIL 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O setor bancário brasileiro vivencia uma transformação profunda impulsionada pelo 
avanço da digitalização, pela adaptação regulatória e pela evolução do 
comportamento dos consumidores. A criação de novas ferramentas tecnológicas, 
como o Pix, a expansão do Open Finance e a consolidação das fintechs e bancos 
digitais, tem modificado radicalmente a forma pela qual os indivíduos acessam e 
utilizam serviços financeiros. Esses elementos promoveram um processo de 
modernização que não apenas ampliou o acesso aos serviços bancários, mas 
também impôs desafios relacionados à segurança, à privacidade de dados e ao 
combate às fraudes eletrônicas. 
O crescimento das fintechs demonstra a capacidade do mercado de adotar soluções 
inovadoras centradas na experiência do usuário. Tais empresas desenvolvem 
serviços simples, ágeis e de baixo custo, pressionando as instituições tradicionais a 
reconfigurarem seus processos e suas estratégias. 
Tecnologias como inteligência artificial, big data, machine learning, blockchain e 
iniciativas estruturadas como o Open Banking e o Open Finance tornaram-se 
instrumentos essenciais para garantir a competitividade do sistema financeiro 
brasileiro. 
Este trabalho apresenta uma análise do atual cenário bancário nacional, das 
transformações recentes e dos desafios decorrentes da digitalização. Examina 
ainda o papel das sessões de cocriação como ambiente colaborativo para geração 
de ideias inovadoras e destaca a importância do empreendedor interno nesse 
processo, especialmente diante da convocação realizada pela diretoria para 
participação ativa na construção de soluções criativas. 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
 
O sistema financeiro brasileiro é reconhecido internacionalmente pela sua solidez e 
pelo grau de inovação tecnológica. Sua modernização teve início na década de 
1990 com reformas econômicas, e intensificou-se nas décadas seguintes com a 
adoção de serviços digitais, automação de processos e ampliação dos canais 
eletrônicos de atendimento. A partir desse movimento, surgiram demandas por 
maior acessibilidade, eficiência e redução de burocracia. Esse cenário favoreceu o 
surgimento de bancos digitais e fintechs que passaram a competir diretamente com 
grandes instituições financeiras, oferecendo produtos ágeis e altamente alinhados 
às necessidades dos consumidores contemporâneos. 
A expansão das fintechs representa uma mudança significativa, pois estas 
empresas introduziram modelos operacionais mais enxutos e centrados na 
experiência do usuário. Serviços como contas digitais gratuitas, cartões sem 
anuidade, empréstimos com resposta imediata e carteiras digitais integradas 
tornaram-se amplamente acessíveis e alteraram o comportamento do consumidor. A 
receptividade positiva do mercado reforçou a necessidade de adaptação dos bancos 
tradicionais, que passaram a investir intensamente em modernização tecnológica e 
na reestruturação de seus processos internos. 
O lançamento do Pix, em 2020, pelo Banco Central, ampliou essa transformação ao 
permitir transferências instantâneas, contínuas e sem custo para pessoas físicas. O 
Open Finance, por sua vez, trouxe a possibilidade de compartilhamento de dados 
mediante autorização do cliente, incentivando a personalização dos serviços e a 
competição entre instituições. Ambos contribuíram para uma modernização mais 
acelerada e para a expansão da inclusão financeira. 
 
2.1 DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS BANCOS TRADICIONAIS 
 
Mesmo possuindo infraestrutura sólida, ampla rede física e diversificada carteira de 
clientes, os bancos tradicionais convivem com limitações decorrentes de sistemas 
antigos e estruturas mais rígidas, que dificultam respostas rápidas às mudanças. A 
necessidade de adaptação às novas tecnologias, à automação de processos e ao 
atendimento digital exige reconfigurações profundas, muitas das quais demandam 
tempo, investimentos elevados e mudança cultural. 
Outro desafio importante decorre do aumento expressivo das fraudes financeiras 
digitais. A sofisticação das técnicas utilizadas por criminosos exige que as 
instituições invistam continuamente em segurança cibernética, sistemas de 
detecção de anomalias e protocolos de autenticação avançada. Além disso, 
torna-se fundamental promover a educação financeira dos clientes como forma de 
reduzir vulnerabilidades e mitigar riscos operacionais. 
O ambiente competitivo atual também envolve múltiplos atores, tais como clientes, 
investidores, reguladores, fornecedores de tecnologia, colaboradores e a sociedade 
como um todo. Cada um desses agentes exerce influência direta no funcionamento 
do sistema, exigindo que as instituições conciliem inovação, rentabilidade, 
segurança e responsabilidade social. 
 
2.2 PERFIL DE INTRAPRENEUR 
 
Ao ser convocada pela diretoria para participar de uma sessão colaborativa de 
proposição de ideias inovadoras, percebo a importância de reconhecer que tipo de 
empreendedora sou dentro desse contexto. Considerando minha atuação no banco 
como funcionária contratada, identifico-me como uma empreendedora interna, ou 
intrapreneur. Esse perfil descreve o profissional que, mesmo sem empreender fora 
da organização, demonstra iniciativa, visão estratégica e capacidade de gerar 
soluções inovadoras aplicáveis ao ambiente corporativo. 
Como intrapreneur, atuo como agente de transformação dentro da instituição. 
Conheço profundamente os processos internos, observo falhas e oportunidades, 
proponho melhorias e contribuo para o desenvolvimento de soluções capazes de 
enfrentar desafios organizacionais. Trago características como criatividade, 
pensamento crítico, adaptabilidade e disposição para resolver problemas complexos 
por meio de abordagens inovadoras. No contexto bancário, essa postura é ainda 
mais relevante, considerando a crescente pressão da concorrência digital, a 
necessidade de modernização tecnológica e as exigências relacionadas à 
segurança cibernética. 
Ao participar da sessão de cocriação, entendo que minha atuação exige analisar os 
principais pontos de contato entre o banco e seus clientes, identificar oportunidades 
de melhoria em processos internos, produtos e modelos de negócio, e colaborar 
com ideias que apoiem a evolução da instituição. Minha presença nesse ambiente 
colaborativo se justifica pelo fato de que a modernização do setor depende 
diretamente do envolvimento de profissionais que vivenciam a rotina operacional, 
compreendem as limitações dos sistemas e têm sensibilidade para perceber as 
necessidades emergentes dos usuários. 
Assim, encaro essa participação não apenas como uma chance de contribuir com 
soluções inovadoras, mas também como um reconhecimento das minhas 
competências voltadas à inovação e ao avanço contínuo da organização 
 
2.3 INOVAÇÕES POSSÍVEIS NAS SESSÕES DE COCRIAÇÃO 
 
Durante uma sessão de cocriação, podem surgir diferentes formas de inovação que 
contribuem para o fortalecimento da estratégia organizacional. As alternativas mais 
frequentes no setor bancário correspondem à inovação de produto, à inovação de 
processo e à inovação de modelo de negócio. 
A inovação de produto diz respeito à criação de novos serviços financeiros ou à 
melhoria de soluções existentes, de modo a oferecer maior valor ao cliente e 
ampliara competitividade. Exemplos incluem funcionalidades adicionais em 
aplicativos bancários, ferramentas de investimento com base em inteligência 
artificial, novos formatos de cartões e soluções integradas em plataformas digitais. 
A inovação de processo envolve transformações internas que buscam eficiência 
operacional, otimização de fluxos e redução de custos. Entre as possibilidades 
estão a automação de rotinas, o aperfeiçoamento de mecanismos de segurança 
digital, a simplificação de etapas burocráticas e o uso de sistemas avançados de 
atendimento ao cliente. Esse tipo de inovação melhora o desempenho 
organizacional e fortalece a qualidade dos serviços prestados. 
A inovação de modelo de negócio corresponde à reformulação da lógica pela qual a 
instituição cria e captura valor. Engloba desde o desenvolvimento de plataformas 
inteiramente digitais até a adoção de estratégias baseadas em ecossistemas 
integrados, monetização por meio de marketplaces, personalização via Open 
Finance e novos formatos de relacionamento com clientes. Esse tipo de inovação é 
mais abrangente, pois altera a estrutura central da organização e seu 
posicionamento no mercado. 
 
3. CONCLUSÃO 
A transformação digital tem remodelado significativamente o setor bancário 
brasileiro, tornando-o mais dinâmico, competitivo e alinhado às demandas de 
consumidores cada vez mais conectados. Embora os bancos tradicionais ainda 
ocupem posição de destaque em termos de ativos e capilaridade, sua 
competitividade depende da capacidade de superar limitações estruturais e investir 
em modernização tecnológica. 
A ascensão das fintechs e o fortalecimento de iniciativas como Pix e Open Finance 
demonstram que a inovação é um elemento essencial para garantir eficiência e 
ampliar o acesso aos serviços financeiros. Nesse cenário, a atuação de 
profissionais com perfil intrapreneur desempenha papel determinante, pois 
possibilita o desenvolvimento de soluções criativas, a identificação de oportunidades 
e a adoção de estratégias pautadas na cocriação e na colaboração. 
As inovações de produto, processo e modelo de negócio constituem pilares 
fundamentais para a evolução contínua do setor. Assim, o futuro do mercado 
bancário brasileiro dependerá da habilidade das instituições em se reinventarem de 
maneira constante, acompanhando o avanço das tecnologias emergentes, as 
expectativas dos clientes e os novos desafios impostos pela digitalização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Open Finance: Relatório de Implementação. 
Brasília: BCB, 2023. 
Acesso em: 14 nov 2025. 
 
PagBank. Quem criou o Pix? Conheça a história do meio de pagamento mais 
usado no Brasil. 24 abr. 2025. Disponível em: 
https://blog.pagbank.com.br/quem-criou-o-pix 
Acesso em: 14 nov 2025. 
 
KUGELMEIER. Werner. Intrapreneur - o perfil do profissional mais cobiçado. 
02 fev. 2009. Disponível em: 
https://www.administradores.com.br/noticias/intrapreneur-o-perfil-do-profissional-mai
s-cobicado 
Acesso em: 14 nov 2025. 
 
CUNHA. Isabella. Tipos de inovação: quais são e como aplicá-los. 06 jun. 
2025. Disponível em: 
https://www.sydle.com/br/blog/tipos-de-inovacao-61674eec3885651fa2c1a522 
Acesso em: 14 nov 2025. 
 
BASILIO. Patrícia, G1 ECONOMIA. Com avanço de fintechs, bancos 
tradicionais aceleram digitalização e diversificam serviços. 18 jul. 2021. 
Disponível em: 
https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/18/com-avanco-de-fintechs-bancos-tr
adicionais-aceleram-digitalizacao-e-diversificam-servicos.ghtml 
Acesso em: 14 nov 2025. 
 
RPO. Equipe. Fintechs no Brasil em 2025: Cenário Atual, Tendências e Como a 
RPO Solutions Ajuda na Expansão. Barueri/SP: jun de 2025. Disponível em: 
https://rposolutions.com.br/fintechs-no-brasil-em-2025-cenario-atual-tendencias-e-co
mo-a-rpo-solutions-ajuda-na-expansao/ Acesso em: 14 nov 2025. 
https://blog.pagbank.com.br/quem-criou-o-pix
https://www.sydle.com/br/blog/tipos-de-inovacao-61674eec3885651fa2c1a522
https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/18/com-avanco-de-fintechs-bancos-tradicionais-aceleram-digitalizacao-e-diversificam-servicos.ghtml
https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/18/com-avanco-de-fintechs-bancos-tradicionais-aceleram-digitalizacao-e-diversificam-servicos.ghtml
https://rposolutions.com.br/fintechs-no-brasil-em-2025-cenario-atual-tendencias-e-como-a-rpo-solutions-ajuda-na-expansao/
https://rposolutions.com.br/fintechs-no-brasil-em-2025-cenario-atual-tendencias-e-como-a-rpo-solutions-ajuda-na-expansao/
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