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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA 
GRADUAÇÃO EM GESTÃO FINANCEIRA 
 
 
 
 
 
 
PATRICIA DE SOUZA FERREIRA 
MATRICULA: 12.40.212.639 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DUQUE DE CAXIAS / RJ 
2025 
 
 
 
 
A ATUAÇÃO DISRUPTIVA DE FINTECHS NO BRASIL: PROPOSTA DE 
INOVAÇÃO PARA BANCOS TRADICIONAIS 
INTRODUÇÃO 
O setor de fintechs no Brasil tem se destacado como uma força disruptiva no 
mercado financeiro, impulsionando transformações significativas na forma como os 
consumidores lidam com produtos e serviços bancários. Fintechs são startups que 
utilizam intensivamente tecnologias digitais para oferecer soluções financeiras mais 
acessíveis, rápidas e econômicas, geralmente operando sem agências físicas. Seus 
principais stakeholders incluem consumidores digitais, investidores, 
desenvolvedores de tecnologia, órgãos reguladores (como o Banco Central) e 
empresas parceiras. 
Essas empresas conquistaram espaço rapidamente graças a diferenciais como 
isenção de tarifas, atendimento 100% digital, experiências de usuário mais intuitivas 
e integração com tecnologias emergentes, como inteligência artificial, blockchain, 
machine learning e open banking. Segundo o Instituto Propague (2023), as fintechs 
brasileiras lideram o crescimento do setor na América Latina. Ainda, dados do Conta 
Corrente (2022) revelam que a participação de mercado dos bancos tradicionais 
caiu de 94% em 2017 para 81% em 2022, evidenciando a migração de clientes em 
busca de mais agilidade, personalização e menor burocracia. 
O comportamento do consumidor também mudou: atualmente, o cliente valoriza a 
praticidade, a autonomia, a digitalização, a transparência e a conexão de seus 
serviços financeiros ao estilo de vida. Esses fatores desafiam os bancos tradicionais 
a repensarem sua estrutura, serviços e relacionamento com o consumidor. É nesse 
contexto que surge a necessidade de um plano estratégico de inovação dentro 
dessas instituições. 
DESENVOLVIMENTO 
Objetivo do programa de inovação 
O objetivo central do programa de inovação do banco em que atuo é reposicionar a 
instituição diante das transformações digitais no setor financeiro, 
modernizando seus processos, produtos e canais de atendimento para se tornar 
mais competitivo frente às fintechs. Essa modernização busca alinhar o banco aos 
novos padrões de comportamento do consumidor, que priorizam agilidade, 
transparência, autonomia digital e personalização na jornada bancária. 
A partir das discussões em uma sessão colaborativa com colegas de diferentes 
áreas do banco — como atendimento, produtos, marketing e tecnologia — foi 
possível perceber um consenso: os serviços atuais do banco não estão mais 
alinhados às exigências dos clientes digitais. Muitos processos ainda são 
burocráticos, com dependência de atendimento presencial ou ligações telefônicas, e 
a personalização é limitada, baseada em ofertas genéricas. Além disso, o portfólio 
de produtos carece de soluções inovadoras que encantem ou fidelizem os clientes 
mais jovens, digitalizados e conscientes. 
 
 
Assim, o programa de inovação tem como principal objetivo reconstruir a 
experiência do cliente com base em três pilares estratégicos: 
1. Digitalização com Inteligência – Transformar os canais de atendimento e 
operação para o ambiente digital, sem perder eficiência nem a confiança que 
os clientes têm no banco tradicional. 
2. Personalização orientada por dados – Usar ferramentas de big data, 
inteligência artificial e open banking para oferecer produtos sob medida, com 
base em análise preditiva de comportamento. 
3. Valor agregado à experiência bancária – Proporcionar mais do que 
transações: oferecer soluções financeiras conectadas ao estilo de vida do 
cliente, como programas de recompensas sustentáveis, orientação financeira 
e integração com novos serviços do ecossistema digital. 
Esse plano de ação é uma resposta estratégica ao movimento das fintechs, que 
avançaram justamente nessas frentes: ao eliminar atritos da experiência bancária, 
reduzir custos e entregar serviços com mais agilidade e simplicidade. Nosso banco, 
para se manter relevante, precisa não apenas acompanhar essa tendência, mas 
também incorporar um novo mindset digital, mais ágil, inovador e orientado ao 
usuário. 
Além disso, é preciso compreender que inovar não é apenas implementar 
tecnologia, mas reconfigurar a cultura organizacional, incentivar a cocriação de 
soluções com os próprios clientes e usar dados não apenas para vender mais, mas 
para criar relações de valor duradouras. 
O programa também se compromete com a inclusão digital e financeira, buscando 
soluções que cheguem também a públicos menos assistidos pelos bancos 
tradicionais, como microempreendedores, autônomos e jovens que estão 
ingressando no sistema financeiro. Para isso, os projetos deverão ser centrados na 
experiência do usuário (UX), com design intuitivo e linguagem clara, aliados à 
robustez e segurança que a marca já oferece. 
Em resumo, o programa de inovação visa posicionar o banco como uma 
instituição híbrida e inteligente, unindo o melhor da tradição bancária com a 
agilidade e a personalização das fintechs, oferecendo uma experiência financeira 
completa, conectada e relevante para o consumidor do século XXI. 
CONCLUSÃO 
Para responder às demandas do novo consumidor digital e manter a relevância 
diante da ascensão das fintechs, o banco tradicional deve adotar estratégias 
inovadoras, centradas na experiência do cliente e apoiadas pela tecnologia. Com 
base na pesquisa exploratória e nos debates realizados em grupo, propõem-se as 
seguintes ações: 
1. Plataforma de Atendimento Inteligente com Open Banking Integrado 
Desenvolver uma plataforma digital de atendimento baseada em inteligência 
artificial, com chatbots personalizados, atendimento 24/7 e linguagem natural. Essa 
 
 
plataforma deve ser integrada ao sistema de open banking, permitindo que os 
clientes visualizem e gerenciem informações financeiras de diversas instituições em 
um único local. Além de melhorar a experiência do usuário, a solução proporciona 
conveniência, autonomia e eficiência, reduzindo custos operacionais. 
2. Conta Digital com Cashback Sustentável e Educação Financeira Gamificada 
Criar uma conta digital voltada para o público jovem e consciente, com um programa 
de cashback sustentável — recompensas financeiras para ações como consumo 
consciente, uso de energia limpa e compras em empresas sustentáveis. A conta 
incluiria ainda uma plataforma de educação financeira gamificada, com módulos 
interativos que estimulam o aprendizado por meio de desafios, pontuação e 
recompensas, incentivando o uso consciente do dinheiro. 
Essas ações podem transformar o banco em uma instituição mais conectada aos 
novos valores da sociedade: agilidade, personalização, propósito e sustentabilidade. 
Assim, a instituição se reposiciona como um agente inovador e relevante em um 
setor cada vez mais competitivo. 
REFERÊNCIAS 
INSTITUTO PROPAGUE. Fintechs brasileiras puxam avanço do mercado na 
América Latina. Instituto Propague, 2023. Disponível em: 
https://institutopropague.org/fintechs-brasileiras-puxam-avanco-do-mercado-na-
america-latina/. Acesso em: 10 jun. 2025. 
G1. Com avanço de fintechs, bancos tradicionais aceleram digitalização e 
diversificam serviços. G1, 18 jul. 2021. Disponível em: 
https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/18/com-avanco-de-fintechs-bancos-
tradicionais-aceleram-digitalizacao.ghtml. Acesso em: 10 jun. 2025. 
CONTA CORRENTE. Dominância dos bancos tradicionais cai para 81% no Brasil. 
Conta Corrente, 2022. Disponível em: https://contacorrente.com.br/noticias/bancos-
tradicionais-perdem-espaco-para-fintechs. Acesso em: 10 jun. 2025. 
MALHOTRA, Nivaldo. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 7. ed. Porto 
Alegre: Bookman, 2019. 
BESSANT, John; TIDD, Joe. Inovação e Empreendedorismo. Porto Alegre: 
Bookman, 2019. 
TAJRA, Sanmya Feitosa. Empreendedorismo: conceitos e práticas inovadoras.2. 
ed. São Paulo: Érica, 2019.

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