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Atividade Complementar – Unidade II Curso: Biomedicina Discente: Davi da Silva Santos Docente: Hugo Araújo Silva Semestre: 2º – 2025.2 1. (Segregação e Acondicionamento) A etapa de segregação (separação no momento da geração) é considerada a mais crítica de todo o plano de gerenciamento de RSS, pois define o fluxo de todos os resíduos subsequentes. Um erro nessa etapa compromete a segurança e eleva os custos de tratamento. Com base nisso, diferencie os Resíduos do Grupo A (Infectantes), Grupo D (Comum) e Grupo E (Perfurocortantes), descrevendo o tipo de acondicionamento (recipiente e cor) correto para cada um e explicando o risco de se descartar um resíduo do Grupo E em um saco de lixo do Grupo D. Resposta: Os resíduos do Grupo A são os que podem transmitir doenças, como sangue e materiais contaminados. Eles vão sempre para o saco branco leitoso com símbolo de risco biológico. Os do Grupo D são os comuns, que não oferecem perigo como papéis limpos e vão para o saco preto. Os do Grupo E são os perfurocortantes, como agulhas e lâminas, que precisam de um coletor rígido. Se uma agulha for parar no lixo comum, ela pode perfurar o saco e machucar quem faz a limpeza, expondo essa pessoa a doenças graves. Jogar um material perfurocortante (Grupo E) dentro de um saco comum (Grupo D) é extremamente perigoso. O objeto pode perfurar o saco e causar acidente com a equipe de limpeza, expondo-os a doenças graves como HIV e hepatites. 2. (Tratamento e Destinação Final) Os Resíduos de Serviços de Saúde do Grupo A (Infectantes) não podem ser enviados diretamente para aterros Sanitários comuns, como ocorre com o lixo doméstico. Eles exigem um tratamento prévio (como autoclavagem ou Incineração) antes da destinação final. Discorra sobre a importância desse tratamento. Por que o resíduo infectante, mesmo acondicionado em saco Branco, não pode ser simplesmente depositado em um aterro sanitário comum (ou lixão)? Quais os riscos ambientais e de saúde pública associados a essa prática incorreta? Resposta: Resíduos infectantes não podem ir direto para um aterro comum. Eles precisam passar por um tratamento, como autoclave ou incineração, para eliminar os microrganismos. O saco branco é apenas uma identificação ele não descontamina nada. Se esses resíduos forem para o lixo comum, podem contaminar o solo, a água, atrair animais e colocar pessoas em risco. 3. (Coleta Interna e Risco Ocupacional) O transporte interno dos resíduos, desde a geração até o armazenamento temporário, é realizado pela equipe de higienização do hospital ou clínica. Essa equipe depende diretamente da correta segregação feita pelos profissionais de saúde (enfermagem, biomedicina, fisioterapia). Descreva o principal risco ocupacional (risco ao trabalhador) para a equipe de limpeza se um profissional de saúde descartar uma agulha (Grupo E) dentro de um saco branco (Grupo A), em vez de no coletor rígido apropriado. Resposta: Se alguém descarta uma agulha no saco branco em vez do coletor rígido, o maior perigo é um acidente perfurocortante com a equipe de limpeza. Isso expõe o trabalhador a infecções como HIV e hepatites, além do impacto emocional que esse tipo de acidente causa. 4. (Transporte Externo e Saúde Pública) O transporte externo dos RSS é feito por veículos especializados e licenciados, diferentes dos caminhões de coleta de Lixo urbano. Caso ocorra um acidente com um desses veículos, derramando resíduos infectantes ou químicos em Uma via pública, há um protocolo de contenção imediato. Explique por que essa etapa é considerada de risco para a saúde pública e por que o transporte de RSS não pode ser misturado com a coleta de lixo comum. Resposta: O transporte dos resíduos de saúde é feito em veículos especiais justamente porque um acidente na rua pode espalhar materiais infectantes ou tóxicos. Misturar esse lixo com o lixo comum é muito perigoso, já que os caminhões normais não têm proteção. Isso colocaria coletores e até a população inteira em risco. 5. (Biomedicina e Geração de Resíduos) Um profissional de Biomedicina trabalha na área de microbiologia de um laboratório de análises clínicas. Ao final de um procedimento de rotina, ele precisa descartar os seguintes materiais: 1. Uma placa de cultura (Placa de Petri) com crescimento de colônias de bactérias (Grupo A). 2. Uma lâmina de vidro (Grupo E) utilizada para fazer um esfregaço (coloração de Gram), que agora está contaminada. 3. O papel toalha (Grupo D) que ele usou apenas para secar as mãos lavadas antes de iniciar o procedimento. Descreva quais tipos de RSS (Grupo A, D e E) foram gerados nesse ambiente e qual a responsabilidade do profissional de Biomedicina no acondicionamento inicial (segregação) correto desses três materiais na bancada do laboratório. Resposta: No procedimento citado, foram gerados: uma placa de cultura com bactérias → Grupo A (infectante); uma lâmina de vidro contaminada → Grupo E (perfurocortante); um papel toalha usado apenas para secar as mãos → Grupo D (comum). A responsabilidade dele é separar tudo na hora. o Grupo A no saco branco, Grupo E no coletor rígido e Grupo D no saco comum. Isso mantém o ambiente seguro e evita acidentes.