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Globalização e Desglobalização

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ECONOMIA PARA ENGENHARIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado(a) aluno(a)! 
A economia globalizada transformou a interação, o comércio e o 
desenvolvimento entre países, facilitada pelo avanço das tecnologias de 
comunicação e transporte, que reduziram barreiras geográficas e culturais. Esse 
fenômeno gerou uma interdependência maior entre nações, trazendo tanto 
oportunidades quanto desafios para economias desenvolvidas e em 
desenvolvimento. 
Nos últimos anos, o conceito de desglobalização ganhou destaque, 
referindo-se à reversão ou desaceleração da integração econômica global, 
manifestada em tendências protecionistas e um aumento do nacionalismo 
econômico que desafia a abertura de mercados. 
Além disso, a formação de blocos econômicos tornou-se uma estratégia 
comum para países que buscam fortalecer suas economias por meio da 
cooperação regional, facilitando o comércio e promovendo a integração econômica. 
No entanto, essa prática levanta questões sobre a soberania nacional e o impacto 
nas relações comerciais globais. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 AULA 06 – 
GLOBALIZAÇÃO E DE 
DESGLOBALIZAÇÃO 
BLOCOS ECONÔMICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 ECONOMIA GLOBALIZADA 
O tema da globalização tem gerado uma quantidade significativa de análises 
sobre suas características e efeitos em suas diversas dimensões. Em seu auge, foi 
visto como um processo praticamente irreversível, uma vez que envolvia um número 
crescente de economias e evidenciava uma dependência mútua entre os participantes. 
O processo de globalização envolve dimensões variadas e simultâneas, mas 
distintas no tocante às suas perspectivas, sendo elas: 
• Dimensão financeira, dado o aumento do volume de recursos e sua maior 
velocidade de circulação, com efeitos variados e diferenciados sobre as diversas 
economias; 
• Dimensão comercial, com semelhança crescente das estruturas de demanda, 
homogeneidade da oferta nos diversos países e maior preocupação com o valor 
adicionado localmente do que com a composição dos fluxos de mercadorias; 
• Dimensão produtiva, com crescente convergência de técnicas produtivas e 
estratégias administrativas, avanços tecnológicos, interligação de economias em 
cadeias produtivas, crescente dependência dos serviços, inclusive em setores 
tradicionais, entre outras características. 
A expressão globalização passou a ser utilizada com mais frequência a partir da 
década de 1980, em resposta aos avanços tecnológicos, como os processos de 
transmissão de dados e a maior capacidade de processamento. Esses 
desenvolvimentos facilitaram e aceleraram os fluxos comerciais e financeiros. 
Historicamente, os períodos de intensa globalização ocorreram quando os 
custos de transporte e comunicação diminuíram significativamente, facilitando o 
controle à distância e estimulando o comércio internacional. Além disso, instituições 
internacionais implementaram iniciativas que favoreceram o comércio. Como resultado, 
houve impactos positivos significativos na produção, embora esses efeitos tenham 
variado entre os diferentes países. 
Durante os períodos de reversão desse processo, frequentemente associados 
ao aumento do protecionismo e, em alguns casos, a conflitos bélicos, observou-se uma 
diminuição no volume de comércio, uma desaceleração no crescimento da produção e 
o surgimento de conflitos distributivos. 
 
 
6.1 Efeitos da globalização 
A perspectiva favorável à globalização (IMF Staff, 2008) destaca os benefícios 
do lado da oferta, resultantes do aumento dos investimentos, da disseminação de 
tecnologia, das reformas institucionais subjacentes, da necessidade de implementar 
políticas macroeconômicas adequadas e dos incentivos para elevar o nível de 
qualificação da força de trabalho. 
À medida que os países fortalecem seus mercados de capitais, eles atraem mais 
investimentos, o que estimula o crescimento da produção. Do lado da demanda, os 
consumidores se beneficiam do acesso facilitado e de custos mais baixos a uma 
variedade maior de bens e serviços, além de empregos com remuneração mais alta e 
melhores condições de saúde, resultando em um padrão de vida superior. 
Uma economia que se mostra excessivamente cautelosa em aderir ao processo 
de globalização enfrenta custos significativos. Esses custos incluem um volume de 
comércio internacional inferior ao potencial, despesas mais altas para as empresas 
investirem, além de uma redução nos incentivos econômicos. Portanto, é aconselhável 
que, juntamente com outras reformas, como a abertura comercial, os países também 
busquem promover a flexibilização do movimento de capitais, ajustando seu sistema 
financeiro interno e implementando uma regulação adequada (BAUMANN, 2021). 
O modelo canônico dos benefícios da globalização tem sido alvo de diversas 
críticas. Mesmo uma interpretação favorável ao processo (IMF Staff, 2008) reconhece 
que a disseminação de avanços tecnológicos e facilidades financeiras contribuiu para 
o aumento da desigualdade, ao privilegiar a demanda por trabalhadores mais 
qualificados. Embora a renda per capita tenha aumentado de maneira geral com a 
globalização, beneficiando todos, alguns indivíduos se destacam mais devido à sua 
maior capacidade de atender a essa demanda. 
O nível salarial tem aumentado, mesmo nas atividades de baixa qualificação nas 
economias em desenvolvimento. No entanto, em vez de convergir para o salário médio 
dessas economias, os salários dos trabalhadores mais qualificados nas economias 
avançadas — e também nas em desenvolvimento — tendem a subir, devido à demanda 
por níveis mais elevados de qualificação impulsionada pelo progresso tecnológico. Isso 
resulta em uma intensificação da concentração de renda em ambos os tipos de 
economia. 
 
 
Entretanto, isso não significa que os resultados obtidos sejam exclusivamente 
fruto das dinâmicas de mercado. É necessária uma intervenção ativa do Estado para 
garantir a disciplina nos mercados financeiros e assegurar o cumprimento de contratos 
e direitos de propriedade, entre outras funções. Assim, trata-se de um processo de 
concentração que é legitimado pelo poder público. 
O mundo globalizado não conseguiu erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, 
ampliou a disparidade entre diferentes faixas de renda e entre países. Além disso, a 
maior facilidade para o movimento de capitais e a disseminação de tecnologia 
contribuíram para aumentar a distância digital entre indivíduos e populações de países 
distintos. Muitas pessoas não têm condições de acompanhar os avanços tecnológicos 
ou de participar de redes que são essenciais para a produtividade. 
A experiência da quarentena imposta pela pandemia do coronavírus evidenciou 
essa realidade, especialmente em relação aos estudantes de escolas privadas e 
públicas em economias em desenvolvimento (BAUMANN, 2021). 
Os efeitos positivos do processo de globalização deveriam, sob a perspectiva 
das economias menos avançadas, contribuir significativamente para impulsionar o 
desenvolvimento econômico e social, diminuindo a "distância" entre essas economias 
e as mais prósperas. 
6.2 A desglobalização 
Após a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional se uniu para 
construir um futuro diferente da realidade que até então havia sido vivida. Atualmente, 
enfrentamos desafios significativos, especialmente devido à recuperação lenta e 
desigual desde a crise financeira global de 2008, o que tem gerado uma sensação 
generalizada de insegurança e frustração. Estes fatos fazem surgir a dúvida sobre a 
possibilidade de estarmos vivenciando um movimento de desglobalização. 
Essa terminologia, relacionada às esferas econômica e política, apresenta 
muitas semelhanças, por analogia, com a teoria do decrescimento de Latouche (2010), 
que enfatiza a questão ambiental. O autor afirma: “Devemos desacelerar, modificar 
nossa relação como tempo e mudar de ritmo. É a hora do decrescimento!” Isso levanta 
a questão: seria também "a hora da desglobalização?" 
Há alguns anos já se fala em uma “desglobalização verde” no sentido de realocar 
 
 
as atividades produtivas das multinacionais acabando com a opressão no sistema de 
trabalho e evitando a degradação do meio ambiente. 
Santos (Documento online, 2017) argumenta que a expressão desglobalização 
surge de dinâmicas tanto nacionais, como o Brexit no Reino Unido e as políticas 
protecionistas do atual presidente dos Estados Unidos, quanto subnacionais, em 
resposta ao questionamento das fronteiras nacionais que foram estabelecidas em 
contextos históricos distintos. O autor também ressalta que o ressurgimento de 
identidades nacionais ou religiosas em busca de secessão ou autogoverno dentro de 
Estados plurinacionais, representa outra fundamentação para a era da 
desglobalização. 
Neste momento, surge a ambiguidade: estaríamos vivendo um período de 
reversão dos processos de globalização — a desglobalização — ou seria uma 
estagnação da globalização em face das crises econômicas, políticas e sociais, levando 
à sua reconfiguração em novas formas de manifestação? 
Para Santos (Documento online, 2017), os eventos atuais estão longe de 
representar processos de desglobalização, pois configuram manifestações, sempre 
contraditórias, de uma nova fase de globalização que é mais dramática, mais 
excludente e mais perigosa para a convivência democrática, se não implicar o seu fim. 
O autor continua a contextualizar essa nova fase da globalização em relação aos 
tratados de livre comércio em andamento entre os Estados Unidos e o Canadá, assim 
como à Parceria Transpacífico liderada pelos EUA, que visa enfrentar seu principal 
rival, a China. Ele também aborda as negociações sobre a liberalização e privatização 
de serviços que, em muitos países, ainda são públicos, como saúde e educação. Além 
disso, analisa o sistema financeiro e destaca que 28 empresas do setor financeiro 
controlam 50 trilhões de dólares, o que representa três quartos da riqueza mundial 
contabilizada, sendo que a grande maioria dessas instituições está registrada na 
América do Norte e na Europa. 
Assim, argumenta-se que a globalização se encontra em uma verdadeira 
encruzilhada histórica e que este é o momento de enfrentar os desafios pendentes que 
a ameaçam. Sendo um período de transição, as novas manifestações da globalização 
devem abordar os dilemas atuais com a maturidade de quem conta, por exemplo, com 
um sistema de governança transnacional (que envolve esferas locais e transcende 
fronteiras geográficas estatais) e possui uma ampla gama de instrumentos para 
 
 
construir uma globalização mais moderna e inclusiva. 
A preocupação com a manutenção e preservação do meio ambiente, 
dolorosamente adquirida e sentida nas últimas décadas pode ser outro grande aliado 
para defender a possibilidade de manifestações mais “sadias” do fenômeno. 
Desglobalizar, portanto, não seria a solução mais inteligente para lidar com um 
fenômeno irreversível, especialmente em um momento em que a humanidade se tornou 
dependente do constante avanço tecnológico, que, por exemplo, contribui para o 
aumento da expectativa de vida. Ao rejeitar a desglobalização, reconhece-se que o 
fenômeno pode se manifestar de novas formas e se externalizar de maneiras diferentes 
das observadas até agora (BAUMANN, 2021). 
6.3 Blocos econômicos 
Com o colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, os países 
capitalistas iniciaram uma verdadeira competição pelo controle dos consumidores. 
Esse foi um dos principais efeitos do chamado "mundo globalizado", pois, diante de 
limitações individuais, as nações decidiram se unir em blocos econômicos, inicialmente 
regionais, com o objetivo de facilitar o acesso aos mercados e promover a cooperação 
mútua entre os membros. 
Os blocos econômicos são acordos intergovernamentais que reduzem ou 
eliminam barreiras comerciais entre países, promovendo relações econômicas e 
integração comercial. Surgiram após a Segunda Guerra Mundial, impulsionados por 
avanços em comunicação e transporte, facilitando a colaboração entre nações em um 
contexto de globalização (MIYAZAKI, 2013). 
A criação de blocos econômicos regionais se deu por fatores como a aliança 
entre países com políticas econômicas semelhantes, o regionalismo dos EUA, o 
desmantelamento do Bloco do Leste e o desejo de adesão por parte de países fora dos 
blocos. Esses agrupamentos surgiram após a Segunda Guerra Mundial, facilitados por 
avanços tecnológicos que aproximaram nações em busca de cooperação econômica. 
Os blocos econômicos são classificados em: 
• Áreas de livre comércio, onde há a isenção de taxas e impostos na 
comercialização de produtos e serviços entre os países que formam o bloco; 
• União aduaneira, com a implementação de condutas de comércio com vistas a 
 
 
alcançar países fora do bloco; 
• Mercado comum, com a integração da economia, possibilitando a passagem de 
mercadorias e pessoas entre os países; e 
• União econômica e monetária, com a integração da economia e a criação de 
moeda única para os países do bloco. 
Essa classificação representa as fases em que os blocos se constituem. Um 
exemplo disso é a União Europeia, anteriormente conhecida como Mercado Comum 
Europeu, que passou por todas essas etapas até a criação da moeda única, o euro. Em 
contrapartida, o Mercosul ainda se encontra na fase de união aduaneira, sem ter 
alcançado sequer o status de mercado comum. 
Os blocos econômicos mantêm a soberania dos Estados participantes e visam 
promover relações comerciais por meio da redução de tarifas. A União Europeia é o 
único bloco supranacional. A formação de blocos é uma tendência na globalização, 
facilitando transações entre países vizinhos ou culturalmente afins. Os níveis de 
integração variam de zonas de preferências tarifárias a uniões monetárias, com a UE 
sendo o exemplo mais avançado (MIYAZAKI, 2013). 
Os blocos econômicos promovem crescimento econômico ao incentivar o 
comércio entre os países participantes, mas nações fora desses blocos podem 
enfrentar riscos de isolamento. As vantagens incluem redução de custos, aumento da 
produção e eficiência, além de vantagens competitivas pela eliminação de tarifas. 
Contudo, as desvantagens incluem concessões difíceis para países menos 
desenvolvidos, perda parcial de soberania, diminuição da perspectiva global do 
comércio e polarização geopolítica. 
De acordo com Porto (2001, p. 223): 
A probabilidade de haver vantagem líquida com a criação de um bloco 
econômico regional deverá ser tanto maior: a) quanto maior for o nível dos 
direitos aplicados anteriormente entre os países membros; b) quanto menor for 
o nível dos impostos aplicados em relação a terceiros; c) quanto maior ou, mais 
concretamente, quanto mais relevante for a parcela do comércio mundial que 
se dá entre os países que o constituam; d) quanto maior for o comércio (e 
outras relações econômicas) entre estes antes da integração; e) quanto mais 
concorrenciais (não complementares) forem as economias (v.g. entre países 
igualmente industrializados); e f) quanto maior for a proximidade geográfica 
(sendo mais baixos os custos de transporte). 
Os principais blocos econômicos mundiais e regionais são: 
Mercosul 
 
 
O Mercosul é um bloco econômico criado em 1991 por Argentina, Brasil, 
Paraguai e Uruguai, para promover a integração política e econômica. Atualmente, 
composto por cinco membros plenos (com a Venezuela suspensa) e vários países 
associados, o Mercosul visa facilitar a circulação de bens e pessoas através da adoção 
de uma tarifa externa comum. Com sede em Montevidéu, no Uruguai, o bloco 
representa um mercado potencial de 220 milhões de consumidores e destaca-se pelas 
suas ricas bacias hidrográficas (MIYAZAKI, 2013). 
União europeia 
A União Europeia é uma aliança supranacionalcriada na década de 1950, 
inicialmente por seis países e atualmente composta por 28. Estabelecida oficialmente 
em 1993 pelo Tratado de Maastricht, introduziu a cidadania europeia e o euro. A UE 
busca promover a paz e facilitar a livre circulação entre os membros, representando 
cerca de 20% do PIB mundial. 
Nafta 
O NAFTA é um tratado de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México 
que entrou em vigor em 1994, visando integrar as economias da América do Norte. O 
acordo busca eliminar barreiras comerciais, proteger direitos de propriedade intelectual 
e promover investimentos. Ao contrário da União Europeia, não estabelece uma 
legislação comum ou um órgão supranacional. A assimetria econômica entre os países 
participantes influencia a dinâmica do tratado, colocando os Estados Unidos em uma 
posição vantajosa. 
Brics 
Os BRICS são um agrupamento econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, 
China e África do Sul, com potencial para superar grandes potências em até cinquenta 
anos. Reconhecidos em 2006, representam mais de 21% do PIB mundial e buscam 
estabelecer uma ordem multipolar. O grupo promove a cooperação econômica e ações 
para o desenvolvimento humano, sendo considerado um dos mais influentes 
agrupamentos econômicos do mundo 
APEC 
 
 
A APEC é um bloco econômico que promove o livre comércio entre países ao 
redor do Círculo do Pacífico, formado em 1993. Seu objetivo é elevar o padrão de vida 
dos membros por meio do desenvolvimento sustentável e da redução de tarifas 
comerciais. Composta por potências globais e países em desenvolvimento, a APEC 
representa mais da metade do PIB mundial e se destaca pelo crescimento impulsionado 
pela tecnologia, com a China liderando o avanço no bloco. 
Alca 
A ALCA é um projeto de livre comércio proposto pelos Estados Unidos em 1994 
para integrar os países das Américas, exceto Cuba. Embora buscasse eliminar 
barreiras comerciais e aumentar o comércio regional, divergências entre os membros 
impediram sua implementação, levando ao fim das negociações em 2005. Críticas 
surgiram principalmente de países latino-americanos que viam a ALCA como uma 
forma de dominação econômica dos EUA (MIYAZAKI, 2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BAUMANN, Renato. Globalização, Desglobalização e o Brasil. Instituto de Pesquisa 
Econômica Aplicada – Ipea, 2021. 
LATOUCHE, Serge; HARPAGÈS, Didier. La hora del decrecimiento. Traducción de 
Rosa Bertran Alcázar. Barcelona: Ediciones Octaedro. p.46. 2010. 
MIYAZAKI, SILVIO Y.M. & SANTOS, ANTONIO C.A. dos, (orgs), Integração 
Econômica Regional, Editora Saraiva, 2013. 
PORTO, Manuel Lopes. Teoria da Integração e Políticas Comunitárias, 3. ed. 
Almedina, Coimbra, p. 223, 2001. 
SANTOS, B.S. A ilusória desglobalização. Disponível em: 
http://www.ihu.unisinos.br/186-noticias/noticias-2017/572689-boaventura-a-
ilusoriadesglobalizacao. Acesso em: 10 ago. 2019.

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