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UNICESUMAR
M.A.P.A – Fisiologia Humana
	Nome: DEUSINEIA LUIZA FERREIRA DE SOUZA
	R.A: 25318610-5
	Disciplina: Fisiologia Humana
INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE
	1. Todos os campos acima (cabeçalho) deverão ser devidamente preenchidos.
	2. O(A) aluno(a) deverá utilizar este modelo padrão para realizar a atividade.
	3. Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificada cópia indevida de colegas, as atividades de ambos serão zeradas. Também serão zeradas atividades que contiverem partes de cópias da Internet ou livros sem as devidas referências e citações de forma correta.
	4. Para realizar esta atividade, leia atentamente as orientações e atente-se ao comando da questão. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. Certifique-se que tenha assistido aos vídeos de apoio disponíveis na sala do café.
	5. Neste arquivo resposta, coloque apenas as respostas identificadas de acordo com as questões.
	6. Após terminar o seu arquivo resposta, salve o documento em PDF e o nomeie identificando a disciplina correspondente, para evitar que envie o MAPA na disciplina errada. Envie o arquivo resposta na página da atividade MAPA, na região inferior no espaço destinado ao envio das atividades.
FORMATAÇÃO EXIGIDA
	1. O documento deverá ser salvo no formato PDF (.pdf).
	2. Tamanho da fonte: 12
	3. Cor: Automático/Preto.
	4. Tipo de letra: Arial.
	5. Alinhamento: Justificado.
	6. Espaçamento entre linhas de 1.5.
	7. Arquivo Único.
	ATENÇÃO
	Esta atividade deve ser realizada utilizando o formulário abaixo. Apague as informações que estão escritas em vermelho, pois são apenas demonstrações e instruções para te auxiliar, e, posteriormente, preencha todos os campos com suas palavras/imagens.
Considerando o texto apresentado na página da atividade, no ambiente Studeo, RESPONDA as questões abaixo:
1. EXPLIQUE como ocorre a troca de O₂ e CO₂ nos alvéolos. Você deve abordar como o oxigênio entra no sangue e o gás carbônico sai dele nos pulmões, destacando o papel da membrana alvéolo-capilar e a importância da diferença de pressão dos gases (gradiente de pressão parcial). E indique como estaria esse processo do caso do paciente.	
Sobre a Troca de O₂ e CO₂ nos alvéolos :
• A troca de gases entre o ar alveolar e o sangue se dá por difusão através da membrana alvéolo-capilar (epitélio alveolar + interstício mínimo + endotélio capilar).
· A Lei de Fick explica a difusão: velocidade de troca (área de troca x diferença de pressão parcial) - (espessura da membrana).
· Oxigênio (O₂): a pressão parcial de O₂ no alvéolo é maior que no sangue venoso pulmonar (PvO₂). O O₂ se difunde para o plasma e é logo capturado pela hemoglobina dentro dos eritrócitos (transporte principal ligado à Hb).
· Dióxido de carbono (CO₂): tem maior solubilidade e se difunde do sangue (maior PCO₂ venoso) para o alvéolo; é eliminado pela expiração. Parte do CO₂ é transportada como bicarbonato, no plasma e parte ligada à hemoglobina. 
· A eficácia depende de: área alveolar disponível, espessura da membrana, gradientes de pressão parcial (PO₂ e PCO₂), perfusão capilar e relação ventilação/perfusão.
Como seria no paciente com EVALI:
As opacidades em vidro-fosco, consolidações e derrame pleural indicam invasão alveolar por líquido/exsudato e inflamação, o que:
· o diminui a área alveolar real disponível para difusão;
· o aumenta a espessura real da membrana (fluido/inflamação entre ar e sangue), reduzindo o fluxo difusivo de O₂ (Fick ↓);
· o gera V/Q mismatch e áreas de shunt fisiológico (áreas bem perfundidas mas mal ventiladas), em que aumentar FiO₂ pouco corrige a hipoxemia;
· o CO₂, por ser mais solúvel, usualmente fica menos afetado no começo, mas se a ventilação global cair (por fadiga respiratória ou ventilação inadequada), a PaCO₂ pode aumentar.
· saturação de 83% (em ar ambiente) indica insuficiência da oxigenação por causa das alterações acima; por isso foi preciso intubação e suporte ventilatório.
​ 
2. A frequência respiratória do paciente era de 44 mrm (movimentos respiratórios por minuto), bem acima do normal. EXPLIQUE: o que esse valor indica sobre o trabalho respiratório e como o organismo tenta compensar a hipoxemia.	
Essa medida revela sobre o esforço que ele está fazendo para respirar e de que forma o corpo busca equilibrar a falta de oxigênio. Ritmo respiratório de 44 incursões – esforço respiratório e ajustes
· Uma taquipneia severa (44 incursões por minuto, contrastando com o normal de 12–20) demonstra um aumento expressivo no esforço para respirar. O corpo se esforça para intensificar a ventilação por minuto (V̇E = VC × FR), com o objetivo de aumentar o fornecimento de O₂ e eliminar o CO₂.
· Os Receptores químicos periféricos (carotídeos e aórticos) são ativados pela diminuição da PaO₂, impulsionando o estímulo respiratório; receptores químicos centrais reagem a mudanças no pH/PaCO₂.
· A reação é acelerar o ritmo respiratório e, se possível, ampliar o Volume Corrente (VC). Se o VC não se expande (pulmão enrijecido), o aumento do ritmo respiratório se torna o principal recurso compensatório.
· Ativação de músculos respiratórios auxiliares (esternocleidomastoideo, escalenos) e elevação do gasto energético pelo sistema respiratório.
· Quando a capacidade torácica está muito comprometida (baixa elasticidade), o grande esforço leva ao cansaço dos músculos respiratórios e à insuficiência respiratória — motivo da intubação antecipada nesse cenário.
· A taquipneia pode provocar uma diminuição no tempo de preenchimento dos alvéolos e aumentar a parcela de ventilação do espaço morto (ventilação ineficiente),restringindo a eficácia do ajuste.
3. As imagens radiológicas mostram os pulmões com áreas cheias de líquido e inflamação (“vidro fosco” e “consolidações”). Descreva como essas alterações podem afetar a complacência pulmonar e, consequentemente, a ventilação:
Ao analisarmos a imagem, notamos acúmulo de líquido e sinais de inflamação, caracterizadas como "vidro fosco" e "consolidações". essas alterações impactam a capacidade dos pulmões de se expandirem (complacência) e, por consequência, a ventilação.
O termo "vidro fosco" e consolidações afetam a complacência e a ventilação:
Complacência pulmonar (C = ΔV/ΔP):
· A presença de inflamação e líquido dentro dos alvéolos (edema/exsudato) causa um aumento na tensão e na rigidez do tecido pulmonar, levando à diminuição da complacência, ou seja, os pulmões ficam "mais duros".
· Para alcançar o mesmo volume de ar inspirado, é preciso aplicar uma pressão maior, aumentando o esforço para respirar.
· Na respiração natural, o volume de ar inspirado tende a diminuir; na ventilação mecânica, é preciso usar métodos que forneçam pressões mais altas ou volumes controlados, o que pode causar lesão pulmonar induzida pela pressão (VILI) se não houver cuidado.
· O colapso de áreas pulmonares e a perda de unidades de troca gasosa funcionais pioram a relação entre ventilação e perfusão (V/Q).
· Consolidações: áreas densas podem não receber ventilação, mas continuam recebendo sangue, causando um desvio (shunt) que diminui muito a quantidade de oxigênio no sangue (PaO₂), mesmo com aumento da concentração de oxigênio inspirado (FiO₂).
4. Com base no histórico do paciente e nas informações apresentadas no material complementar “Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico (Evali)” sobre substâncias presentes em líquidos de vaporizadores, como o acetato de vitamina E e THC, EXPLIQUE como esses componentes podem atrapalhar a troca de gases e causar inflamação.
Considerando a "Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico (Evali)", especialmente sobre acetato de vitamina E e THC, o impacto desses componentes na troca gasosa e na inflamação. Destaca-se que o acetato de vitamina E e THC prejudicam a troca de gases e geram inflamação, portanto o Acetato de vitamina E (acetato de tocoferol):
· É uma substância lipossolúvel, usada para diluir alguns líquidos de vaporizadores. Ao ser inalada, pode causar lesão lipoídicaalveolar: acúmulo de lipídios dentro dos alvéolos e macrófagos, levando a uma forte reação inflamatória.
· Interfere no surfactante (agente tensoativo), elevando a tensão superficial e facilitando o colapso dos alvéolos;
· Aumenta a permeabilidade da barreira alvéolo-capilar → edema alveolar com proteínas;
· Atrai inflamação e causa dano epitelial → diminuição da área de difusão e aumento da espessura da membrana.
· Esse quadro se assemelha à lesão alveolar aguda / SDRA nos mecanismos e no resultado funcional.
Sobre o THC e outros componentes/impurezas:
· Solventes, impurezas ou substâncias formadas pelo aquecimento podem danificar diretamente o tecido respiratório, gerar estresse oxidativo e ativar a inflamação (neutrófilos, macrófagos).
· A produção de substâncias tóxicas pelo aquecimento (aldeídos, hidrocarbonetos) pode agravar a lesão.
Possiveis resultado: acúmulo de líquido inflamatório, infiltração de células inflamatórias, mau funcionamento do surfactante, desequilíbrio V/Q e dificuldade na difusão.
5. Enquanto futuro(a) profissional de saúde, RELATE como você poderia contribuir diante de casos de EVALI.
Perante casos de EVALI poderia comtribuir como profissional da saúde: 
· Identificar rapidamente sinais graves (falta de ar, respiração rápida, sangue ao tossir, precisar de ventilação) e começar o suporte respiratório necessário (oxigênio, CPAP/NIV quando for o caso, ventilação mecânica se houver cansaço ou falha respiratória).
· Pedir exames importantes: gasometria, raio-x ou tomografia do tórax, hemograma, marcadores de inflamação; pensar em fazer lavado broncoalveolar (LBA) para descartar infecções e procurar por lipídios/acetato de vitamina E, se disponível.
· Em vários casos de EVALI, o uso de corticoides via oral ou venosa apresenta melhoras (segundo relatos); usar conforme orientação médica especializada.
· Organizar alta com segurança: orientar sobre o usar cigarro eletrônico/tabaco, garantir a retirada gradual do corticoide, marcar retorno (seguir orientações do CDC).
· Fazer controle com testes de função pulmonar e raio-x de controle.
· Informar sobre os perigos dos cigarros eletrônicos, 
· Comunicar às autoridades de saúde (vigilância epidemiológica) para fiscalização.
· Trabalhar em equipe: fisioterapia respiratória (reabilitação), apoio psicológico para dependência, serviço social para ajudar após a alta.
REFERÊNCIAS
BRITO, Douglas Guimarães et al. Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico (Evali): Características e Repercussões. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 10, p. 4658-4664, 2024. Disponível em: Brito et. al.Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. Volume 6, Issue 10 (2024), Page 4658-4664.
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p4658-4664 Artigo recebido em 11 de Setembro e publicado em 31 de Outubro. Disponivel em:
https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/download/4206/4230/9194.
MEDEIROS.Augusto Kreling et al. Diagnóstico diferencial entre lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico e pneumonia por COVID-19. Jornal Brsileiro de Pneumologia. Disponivel em: 
https://www.jornaldepneumologia.com.br/details/3527/pt-BR/diagnostico-diferencial-entre-lesao-pulmonar-associada-ao-uso-de-cigarro-eletronico-e-pneumonia-por-covid.19#:~:text=(9)%20A%20PE%20pode%20ter,que%20ocorreu%20em%20nossa%20paciente.acesso em:06/12/25.
ROSLLY, Mohd Zulkimi et al. E-Cigarette–or Vaping-Associated Lung Injury. New England Journal of Medicine, 2025. Disponível em: 06/12/25
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/49870/pdf
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMicm2503172
SILVA, Maria Fernanda Piffer Tomasi Baldez da. Fisiologia Humana. -Florianópolis, SC: Arqué, 2023. Livro didático da disciplina. Disponivel em; 05/12/25
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. 7. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2017. E-book. p.536. ISBN 9788582714041. Disponível em: 05/12/25
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714041/.
Suzel Tunes. Cigarro eletrônico causa doença pulmonar denominada Evali. Revista pesquisa Fapesp. Edição 319 set 2022. Disponivel em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/cigarro-eletronico-causa-doenca-pulmonar-denominada-evali/
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Characteristics of Patients who were Rehospitalized or Died after Hospital Discharge in a National Outbreak of E-VALI — United States, 2019. Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR). 2019. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/68/wr/mm685152e1.htm.
Fonte: Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR). Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/68/wr/mm685152e1.htm?s_cid=mm685152e1w; https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/68/wr/mm685152e2.htm?s_cid=mm685152e2w.
Fonte: Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR). Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/68/wr/mm685152e1.htm?s_cid=mm685152e1w; https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/68/wr/mm685152e2.htm?s_cid=mm685152e2w
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