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Resumo sobre Biossegurança e Técnicas de Necropsia A biossegurança na necropsia é um tema crucial, considerando que os cadáveres podem ser vetores de diversas doenças infecciosas. A manipulação de corpos em necrotérios e serviços de autópsia apresenta riscos significativos para os profissionais envolvidos, exigindo a implementação de rigorosas medidas de segurança. O odonto-legista Marcus Vinícius Ribeiro de Carvalho destacou a necessidade de atenção a esses riscos após a detecção do vírus HIV em 2,4% de 50 cadáveres analisados, mesmo após 24 horas da morte. Além do HIV, outros patógenos como tuberculose, meningites e hepatites também representam riscos, tornando o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) essencial. As práticas de higiene, como a limpeza constante das superfícies e a desinfecção dos instrumentos, são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores. As técnicas de necropsia da cavidade oral são particularmente relevantes quando métodos tradicionais de identificação, como a papiloscopia, não podem ser aplicados. A odontologia legal desempenha um papel vital na identificação humana, especialmente em casos de desastres em massa ou corpos em estado avançado de decomposição. A necropsia bucal permite um acesso detalhado aos arcos dentários, possibilitando a comparação de características dentárias com registros odontológicos. As incisões realizadas durante a necropsia são cuidadosamente planejadas para preservar as estruturas faciais e facilitar a identificação, utilizando técnicas específicas como a técnica de Luntz e a técnica submandibular. A plastinação é uma técnica inovadora de preservação de materiais biológicos, desenvolvida por Gunther Von Hagens em 1977. Este método envolve a substituição de líquidos corporais por resinas plásticas, resultando em peças anatômicas duráveis e de fácil manuseio. A plastinação oferece diversas vantagens, como a melhor conservação dos corpos, a diminuição da insalubridade e a morfologia natural das estruturas. Além disso, a técnica contribui para a formação de museus de anatomia mais interativos e acessíveis, permitindo que pessoas com deficiência visual manipulem peças anatômicas. A International Society for Plastination tem sido fundamental na disseminação e aprimoramento dessa técnica, promovendo fóruns e publicações científicas. Destaques A biossegurança na necropsia é essencial para proteger profissionais de saúde de doenças infecciosas. Técnicas de necropsia da cavidade oral são cruciais para identificação em casos de desastres e decomposição. A plastinação é uma técnica moderna que preserva materiais biológicos, facilitando o estudo anatômico. O uso de EPIs e práticas de higiene rigorosas são fundamentais em necrotérios. A plastinação melhora a interação em museus de anatomia, tornando o aprendizado mais acessível.