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Conteúdos e 
Metodologias no Ensino 
de Ciências Naturais
Ciências, Ciências Naturais 
e Educação Ambiental
Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD
Desenvolvimento do material: Andressa Ribeiro de Queiroz
1ª Edição
Copyright © 2022, Unigranrio
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por 
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Carlos de Oliveira Varella
Núcleo de Educação a Distância (NEAD)
Lúcia Inês Kronemberger Andrade
Sumário
Ciências, Ciências Naturais 
e Educação Ambiental
Para início de conversa... ................................................................................ 4
Objetivos ......................................................................................................... 4
1. Conceituando Ciências ............................................................................. 5
2. Conceituando Ciências Naturais ........................................................... 7
3. A Importância da Interdisciplinaridade e 
da Educação Ambiental ............................................................................. 10
4. Educação Ambiental e a Sociedade do Futuro ................................... 16
Referências ......................................................................................................... 18
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 3
Para início de conversa...
Entender as ciências naturais requer o entendimento dos métodos 
científicos, historicamente concebidos e detalhados por importantes 
filósofos e pensadores como Aristóteles, Sócrates, Platão, Bacon entre 
outros. A consolidação dos métodos indutivo, dedutivo e hipotético-
dedutivo foram determinantes na estruturação do que entendemos de 
ciência na atualidade. Dentro desse arcabouço científico, encontramos 
importantes definições de paradigmas, leis, teorias e doutrinas e os tipos 
de conhecimentos empírico, religioso, filosófico e científico, a saber, 
ciência como aquisição sistemática do conhecimento contempla todas 
as áreas, mas em nossa disciplina focamos nas ciências naturais que 
contempla as disciplinas ligadas ao entendimento de características, 
comportamentos, leis e regras dos seres vivos e da natureza. Nesse 
contexto, estudar as formas de tratar desses assuntos na educação 
básica é de suma importância para a construção do ser social, ou seja 
do cidadão em sociedade. Estudar as ciências naturais ainda se torna 
mais relevante diante do contexto de mudanças ecológicas e climáticas 
que vem transformando o cotidiano das sociedades, assim a educação 
ambiental se torna um alicerce ao professor que irá tratar dos assuntos 
relacionados ao meio ambiente no contexto escolar. Ficou curioso sobre 
a temática deste capítulo? Agora, vamos detalhar cada um desses temas!
Objetivos
 ▪ Analisar conceitos das ciências, ciências naturais e educação 
ambiental e suas relações.
 ▪ Reconhecer os desafios para a educação ambiental na sociedade atual.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 4
Procura explicações sistemáticas para os 
fatos provenientes de observações e de 
experimentos.
Necessita que a interpretação dos fatos seja 
confirmada, aceita por outros cientistas.
É um processo social.Ciência
1. Conceituando Ciências 
Vamos falar sobre a importância da ciência para as sociedades e como 
ela é um elemento essencial no planejamento de uma estratégia 
educacional interdisciplinar e inovadora. Para tanto, é preciso entender o 
significado de ciência, já que as propostas de educação científica podem 
se tornar mais significativas à medida que aproximamos o ensino e a 
aprendizagem do fazer científico cotidiano.
Pode-se dizer que, antes do século XVII, a construção de ciência era 
feita de forma espaçada e construída, partindo de uma observação. A 
partir dos ideais Sócrates e Platão, Francis Bacon e outros filósofos, 
como Locke, Berkekey, Hume e Stuart Mill, com base na observação 
mais detalhada dos fenômenos, da realização de experimentos e da 
estruturação dos materiais em uma ordem cronológica, consolidou-se 
uma concepção científica baseada nas primeiras formas de estruturação 
da ciência. À sua maneira, a ciência foi denominada empírica e partia de 
um entendimento com base na indução.
“Nessa perspectiva, o conhecimento encontra-se fora de nós, é 
exterior e deve ser buscado sem influência de ideias preconcebidas. 
Nessa concepção, o papel do cientista seria extrair da natureza os 
conhecimentos que ali já estão previamente definidos.
A ciência empírica, no entanto, recebeu várias críticas por não permitir 
que o cientista tivesse ideias prévias sobre o que se estuda, portanto, não 
poderia criar, inovar. Outro detalhe era que não considerava o cientista 
como parte de um contexto social, cultural e histórico.
Figura 1: Conceituando ciências. Fonte: Dreamstime.
5Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais
Após as críticas, uma concepção da Antiguidade volta ao contexto 
científico: método dedutivo. Tal método é influenciado pelas 
contribuições do filósofo grego Aristóteles, criador do sistema de 
pensamento conhecido como lógica aristotélica, que utiliza o silogismo 
para chegar às conclusões.
Outra importante concepção, amplamente conhecida e criada por Karl 
Popper foi o Método Hipotético-Dedutivo, considerado lógico, por 
excelência, ao preconizar o levantamento de conclusões plausíveis com 
base em hipóteses que podem ser refutáveis e na experimentação. 
Esse método consiste em um teste de 
hipóteses composto de observação, 
experimentação, consistência e lógica 
interna, por esse motivo é, bastante 
utilizado nas ciências naturais. 
O termo “ciência”, conhecido 
atualmente como Ciência 
Clássica ou Moderna, “a 
partir da segunda metade 
do século XIX, notadamente 
com a sistematização do 
método experimental por Claude-Bernard, (1865)” (JAPIASSU, 2006, p. 
44-45). Trata-se de uma era na qual a produção do conhecimento deve 
ser, por força do “método científico”, caracteristicamente positivista 
e experimental. 
Vejamos:
 ▪ O método indutivo: Forma de raciocínio que parte da 
observação. Somente a partir de uma análise, é possível 
desenvolver uma teoria, na qual são apresentadas 
premissas com o intuito de chegar a conclusões que podem 
ou não ser verdadeiras.
 ▪ O método dedutivo: Estrutura de pensamento lógico que 
permite testar a validade de informações já existentes 
(SENA, 2020).
 ▪ O método hipotético: Dedutivo, trata-se de uma 
modalidade de método científico que se inicia com um 
problema ou uma lacuna no conhecimento científico, 
passando pela formulação de hipóteses e por um 
processo de inferência dedutiva, o qual testa a predição 
da ocorrência de fenômenos abrangidos pela referida 
hipótese (PRODANOV; FREITAS, 2013).
Figura 3: Os métodos de estudo da ciência. Fonte: Dreamstime.
Figura 2: Aprendendo sobre ciências. 
Fonte: Dreamstime.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 6
Você deve estar se perguntando: Estamos falando 
de métodos científicos, mas, para que eles 
existem? Esses métodos diferentes existem 
para que um pesquisador encontre as respostas 
para os problemas existentes no cotidiano. Já 
imaginou como era antes de existir a energia 
elétrica? 
Muitos pensadores passaram anos testando várias 
possibilidades para poder desenvolver as primeiras 
lamparinas, depois as lâmpadas, mas não pararam por 
aí, até hoje, vários pesquisadores continuam testando, 
prototipando, elaborando, inovando e descartando 
ideias para poder evoluir nesse aspecto. 
Essaideia é ampliada para todas as áreas 
do conhecimento e é com base na pesquisa que a humanidade se 
desenvolve. E não vamos parar por aqui não é? Você também pode ser 
um pesquisador e estimular seus futuros alunos a serem seres pensantes 
e pesquisadores.
Veja alguns exemplos da evolução das ciências segundo os Parâmetros 
Curriculares Nacionais (1997, p. 23): 
‘‘ Na história das Ciências, são notáveis as transformações na compreensão dos 
diferentes fenômenos da natureza, especialmente a partir do século XVI, quando 
começam a surgir os paradigmas da Ciência moderna. Esse processo tem início na 
Astronomia, por meio dos trabalhos de Copérnico, Kepler e Galileu (séculos XVI 
e XVII), que, de posse de dados mais precisos obtidos pelo aperfeiçoamento das 
técnicas, reinterpretam as observações celestes e propõem o modelo heliocêntrico, 
que desloca definitivamente a Terra do centro do Universo. A Mecânica foi 
formulada por Newton (século XVII) a partir das informações acumuladas pelos 
trabalhos de outros pensadores, notadamente de Galileu e Kepler. Reinterpreta-as 
com o auxílio de um modelo matemático que esquematizou, estabelecendo um 
paradigma rigoroso e hegemônico até o século passado. Na Química, a teoria da 
combustão pelo oxigênio, formulada por Lavoisier (século XVIII), teve importante 
papel na solução dos debates da época e é considerada, segundo muitos filósofos 
e historiadores, a pedra angular da Revolução Química. ’’
2. Conceituando Ciências Naturais 
Já falamos sobre a ciência, que é um conceito mais amplo, englobando todas 
as áreas do conhecimento que foram estudadas, descritas e publicadas e 
hoje, são entendidas como conceitos relevantes para a sociedade. Agora, 
vamos focar nosso estudo em entender as ciências naturais.
Contemplam as ciências naturais todas as matérias científicas que 
estudam leis, regras, características gerais e, fundamentais da natureza, 
como o comportamento das espécies animais e vegetais, assim, as 
áreas do conhecimento, incluindo, a biologia, geologia, medicina, 
física e química são contempladas nesse contexto. Tais áreas utilizam, 
Figura 4: A invenção 
da lâmpada elétrica. 
Fonte: Dreamstime.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 7
essencialmente, a experimentação e a método hipotético-dedutivo 
para gerar novo conhecimento.
Vamos fazer uma breve retrospectiva? No Brasil, o ensino de ciências era 
ministrado nas duas últimas séries do antigo curso ginasial em razão da 
versão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1961. Mas, a partir da 
Lei 5.692/1971, essa disciplina passou a ser obrigatória nas nove séries 
ginasiais, hoje denominadas Ensino Fundamental.
O ensino de ciências passou por uma evolução histórica, que apontou 
para a influência de diferentes transformações. Você vai perceber 
essa mudança ao comparar a “ciência” que aprendeu na sua época de 
escola com a ciência que irá ensinar no futuro. A 
formação dos professores, os recursos didáticos, 
e as metodologias investigativas são alguns 
dos processos que estão em constante 
modificação, exigindo, para tanto, a contínua 
aprendizagem dos professores.
Figura 5: As metodologias investigativas. 
Fonte: Dreamstime.
E hoje, qual a tendência do ensino de ciências? Especialmente, a partir 
dos anos 1980, o tripé “Ciência, Tecnologia, Sociedade” passou a ser 
mais interconectado ao ensino de Ciências. Outro aspecto relevante foi 
a construção do conhecimento científico ser delegada para o aluno, ou 
seja, “a aprendizagem provém do envolvimento ativo do aluno com a 
construção do conhecimento e as idéias prévias dos alunos têm papel 
fundamental no processo de aprendizagem, que só é possível embasada 
naquilo que ele já sabe.” (PCNs, 1997 n.p) 
Mas, afinal, por que ensinar ciências naturais? Segundo os PCNs (1997, p. 
22), ensinar ciências é para
‘‘ Mostrar a Ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão 
do mundo e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do 
universo e como indivíduo, é a meta que se propõe para o ensino da área na 
escola fundamental. A apropriação de seus conceitos e procedimentos pode 
contribuir para o questionamento do que se vê e ouve, para a ampliação das 
explicações acerca dos fenômenos da natureza, para a compreensão e valoração 
dos modos de intervir na natureza e de utilizar seus recursos, para a compreensão 
dos recursos tecnológicos que realizam essas mediações, para a reflexão sobre 
questões éticas implícitas nas relações entre Ciência, Sociedade e Tecnologia. ’’
Dentre as temáticas que precisam ser desenvolvidas no ensino de 
Ciências Naturais, estão:
1. As diferentes explicações sobre o mundo.
2. Os fenômenos da natureza.
3. As transformações produzidas pelo homem.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 8
A aula de ciências naturais deve ser um espaço de expressão das 
explicações espontâneas dos alunos e daquelas oriundas de vários 
sistemas explicativos. O professor, deve contrapor e avaliar as diferentes 
explicações dos alunos sobre determinados fenômenos descritos em 
sala no sentido de favorecer o desenvolvimento de postura reflexiva, 
crítica, questionadora e investigativa, de não aceitação a priori de ideias 
e informações. 
Os PCNs (1997, p. 31) detalham que o ensino de ciências naturais deverá 
se organizar de forma que, ao final do Ensino Fundamental, os alunos 
tenham as seguintes capacidades: 
• Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte 
integrante e agente de transformações do mundo em que vive.
• Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e 
condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica. 
• Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de 
elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e 
atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar. 
• Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados à energia, matéria, 
transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida. 
• Saber combinar leituras, observações, experimentações, registros etc., para coleta, 
organização, comunicação e discussão de fatos e informações. 
• Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a 
construção coletiva do conhecimento. 
• Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela 
ação coletiva. 
• Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, 
distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da 
natureza e ao homem.
Agora, um detalhe importante, percebeu que nos objetivos supracitados 
não são contempladas as especificidades regionais? Como os PCNs são 
um compilado de documentos nacionais, as características regionais 
não foram incluídas, assim, cabe ao professor, em seu planejamento 
pedagógico adaptá-los às características de sua região. 
Ciências naturais não envolve só falar das características da natureza, 
mas também de falar da degradação ambiental e posicionamento político 
e social de cada cidadão, assim, conforme Krasilchick e Marandino (2004), 
os cidadãos devem estar preparados para se posicionar politicamente e 
participar ativamente munidos de conhecimentos aprendidos na escola 
ou em outros espaços culturais e coerentes com os valores pessoais e 
sua cultura.
Partindo-se dessa reflexão, vamos abordar a interdisciplinaridade e a 
educação ambiental como processos fundamentais da construção de 
cidadãos ativos socialmente. 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 9
3. A Importância da Interdisciplinaridade e da 
Educação Ambiental 
Neste tópico, falaremos sobre um conceito que, cada vez mais, está sendo 
adotado no ambiente escolar: a interdisciplinaridade. Ela contempla 
a integração entre duas ou mais disciplinas ou áreas do conhecimento 
para um fim comum. Segundo Philliphi Júnior et al., (2017, n.p), a 
interdisciplinaridade “ajuda a restabelecer uma visão mais amplae 
integradora do conhecimento e dos objetos do conhecimento”. 
Figura 6: A importância da interdisciplinaridade e da educação ambiental. Fonte: Dreamstime.
Nicolescu (1999, p. 53) afirma que, no estágio atual do conhecimento, 
a interdisciplinaridade apresenta-se ao lado da disciplinaridade, da 
pluri e da transdisciplinaridade, como uma das “4 flechas de um único 
e mesmo arco, o arco do conhecimento”. Carvalho (1998, n.p) define 
interdisciplinaridade como:
(...) uma maneira de organizar e produzir conhecimento, buscando integrar as 
diferentes dimensões dos fenômenos estudados. Com isso, pretende-se superar uma 
visão especializada e fragmentada do conhecimento em direção à compreensão da 
complexidade e da interdependência dos fenômenos da natureza e da vida. Por isso 
é que podemos também nos referir à interdisciplinaridade como postura, como nova 
atitude diante do ato de conhecer.
Mas aí vem a questão: Qual é o papel do professor de Ciências em 
relação ao trabalho com temas interdisciplinares? Trabalhos escolares 
interdisciplinares, além de buscarem resolver problemas cotidianos 
dos simples aos mais complexos, são oportunidades de estabelecer 
relações entre as disciplinas, tanto na complexidade como nas 
conexões entre fenômenos.
Existem múltiplas formas de tornar o dia a dia escolar mais interessante e 
motivador com o uso de projetos interdisciplinares. Em especial, nas séries 
iniciais, o professor, atuando de forma polivalente, pode interconectar 
disciplinas, como matemática e artes, geografia e ciências, geografia 
e história. 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 10
Figura 7: Ação do professor usando a interdisciplinaridade no estudo de ciências. 
Fonte: Dreamstime.
As primeiras discussões sobre interdisciplinaridade surgiram no 
Brasil, no final da década de 1960, decorrentes da necessidade de se 
trabalhar as questões emergentes surgidas na sociedade da época, 
como industrialização, questões ambientais, inovações científicas 
entre outros. 
Em um ambiente de intensificação da produção e difusão dos 
conhecimentos científicos, bem como de mudanças nos processos 
educacionais em geral. A interdisciplinaridade permeia um ambiente 
que induz a um pensamento sistêmico e holístico da manifestação dos 
fenômenos, sejam eles da ordem das Ciências ou da educação em geral. 
Em um contexto de divisão da ciência em múltiplas especialidades, 
Japiassu (1976) afirmava que essa situação provoca um “estado patológico” 
do conhecimento, caracterizado pela hermeticidade e excessiva 
especialização e a “ilusão” de que o que estuda na ciência é vista de forma 
desconectada, segmentada. A ideia da interdisciplinaridade é justamente o 
contrário, é conectar, é fazer sentido, é gerar pontes de conhecimento.
Para não confundir, entenda três conceitos muitos próximos à 
interdisciplinaridade: a multidisciplinaridade, transdisciplinaridade e a 
pluridisciplinaridade.
A multidisciplinaridade designa um trabalho em que as disciplinas se apresentam de 
forma justaposta, sem necessariamente envolver-se de modo coordenado em um trabalho 
de equipe entre as várias disciplinas. Estas se desenvolvem de forma isolada sem que haja 
qualquer tipo de articulação entre si.
Já o termo pluridisciplinaridade trata de um nível de pouca ou quase nenhuma 
colaboração disciplinar. Ele se caracteriza pela justaposição de 
diversas disciplinas. Nesse caso, as disciplinas que fornecem 
informações atuam como colaboradoras uma da outra, 
sem que haja inter-relação mútua, estabelecendo uma 
dependência ou subordinação. 
A transdisciplinaridade é considerada por 
Japiassu (1976, p. 74) como o último grau da 
interdisciplinaridade, identificado pela “coordenação 
de todas as disciplinas interdisciplinares do sistema de 
ensino inovado, sobre a base de uma axiomática geral”.
Figura 8: Os três conceitos muitos próximos 
à interdisciplinaridade. Fonte: Dreamstime.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 11
E só para relembrar: Quanto à interdisciplinaridade, Japiassu (1976, p. 73) 
a concebe como “axiomática comum a um grupo de disciplinas conexas 
e definidas no nível hierárquico imediatamente superior, o que introduz 
a noção de finalidade”. 
Sobre os conteúdos relacionados às ciências naturais, os PCNs (1997, 
p. 35) recomendam conteúdos que aprimorem o processo pessoal de 
cada aluno na constituição do conhecimento científico e de outras 
capacidades necessárias à cidadania. Assim, os conteúdos devem:
 ▪ Favorecer a construção, pelos estudantes, de uma visão de mundo 
como um todo formado por elementos interrelacionados, entre os 
quais o ser humano, agente de transformação. Devem promover as 
relações entre diferentes fenômenos naturais e objetos da tecnologia, 
entre si e reciprocamente, possibilitando a percepção de um mundo 
em transformação e sua explicação científica permanentemente 
reelaborada. 
 ▪ Ser relevantes do ponto de vista social, cultural e científico, permitindo 
ao estudante compreender, em seu cotidiano, as relações entre o ser 
humano e a natureza mediadas pela tecnologia, superando interpretações 
ingênuas sobre a realidade à sua volta. Os temas transversais apontam 
conteúdos particularmente apropriados para isso.
 ▪ Constituir-se em fatos, conceitos, procedimentos, atitudes e valores 
a serem promovidos de forma compatível com as possibilidades 
e necessidades de aprendizagem do estudante, de maneira que 
ele possa operar com tais conteúdos e avançar efetivamente nos 
seus conhecimentos.
Dois pontos a serem considerados em relação aos PCNs: Os temas 
transversais e os eixos temáticos. Quanto aos temas transversais, 
os conteúdos de meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, é́tica, 
orientação sexual, trabalho e consumo devem ser incluídos no projeto 
pedagógico com as condições a seguir:
 ▪ Os temas não constituem novas disciplinas, por isso, devem pressupor 
um tratamento integrado nas diferentes áreas.
 ▪ A escola deve refletir e atuar conscientemente em relação à proposta 
de transversalidade, trazendo a necessidade de tratar sobre valores e 
atitudes em todas as áreas, garantindo que a perspectiva político-social 
se expresse no direcionamento do trabalho pedagógico.
 ▪ Esses temas devem se inclinar para uma ideia de transformação da 
prática pedagógica, pois rompem o paradigma de que o professor 
deve atuar somente de acordo com as atividades pedagogicamente 
formalizadas e ampliam a responsabilidade com a formação dos alunos.
Em relação aos eixos temáticos, os PCNs (1997, p. 36) sugerem para 
primeiro e segundo ciclos os temas: “Vida e Ambiente” e “Ser Humano e 
Saúde”. O eixo “Tecnologia e Sociedade”, introduzido ainda nos primeiros 
ciclos, reúne conteúdos que poderiam ser estudados compondo os 
outros eixos, mas por sua atualidade e urgência social merece especial 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 12
destaque. “Terra e Universo” está presente a partir do terceiro ciclo, por 
motivos circunstanciais, ainda que se entenda que esse eixo poderia 
estar presente nos dois primeiros.
Os PCNS (1997, p. 36) ainda destacam a seguinte questão: 
‘‘ Os temas em Ciências Naturais podem ser muito variados. Alguns são consagrados, 
como a água e os seres vivos, erosão do solo, poluição do ar, máquinas e 
alimentação. Outros são episódicos ou regionais; uma notícia de jornal ou de 
TV, um acontecimento na comunidade ou uma análise da realidade local podem 
igualmente sugerir pautas de trabalho. ’’
Os temas escolhidos para os eixos temáticos estão diretamente ligados 
às problemáticas ambientais, à relação homem e meio ambiente. No 
mundo atual, essa relação anda bastante preocupante. Diariamente, 
vemos notícias referentes à poluição da água, do solo e do ar, além 
da devastação de biomas terrestre e aquáticos e eventos climáticos 
extremos. Como podemos discuti-los no ambiente escolar?
Uma das formas instituídas em Lei no Brasil foi via educação ambiental, 
que consiste, segundo a Política Nacionalde Educação Ambiental 
(Lei 9795/1999), no Art. 1o: “Entendem-se por educação ambiental os 
processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem 
valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências 
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do 
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
O Art. 2o define que “a educação ambiental é um componente essencial 
e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma 
articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em 
caráter formal e não-formal”.
Segundo Trivolato e Silvia (2017, p. 17), “a Educação Ambiental tem sido 
apontada pelas pesquisas recentes como componente de uma cidadania 
abrangente e associada a uma nova forma de relação entre sociedade e 
o ambiente”.
O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e de 
Responsabilidade Global, escrito durante a Rio 92, define a Educação 
Ambiental como:
[...] um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas 
de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação 
humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de 
sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre 
si relações de interdependência e diversidade. (PORTAL DO MEC, 1992, p. 1)
Nesse sentido, a educação ambiental se tornou um importante 
mecanismo de articulação de temas no ensino de ciências naturais, 
e desde que foi instituída, vem se consolidando como “uma prática 
educativa integrada, que pode ocorrer em diversos contextos, podendo 
oferecer uma contribuição muito grande ao processo educativo em geral 
e à formação de cidadãos mais conscientes do seu papel na sociedade, 
em relação aos outros e ao meio ambiente”.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 13
Figura 9: Educação ambiental. Fonte: Dreamstime.
O termo “meio ambiente” apresenta diversas concepções entre os 
cientistas, entendidas como representações sociais. Reigota (1995) as 
classificou em: naturalistas, globalizantes e antropocêntricas. 
 ▪ A representação naturalista mostra evidências apenas de elementos 
naturais, englobando aspectos físico-químicos, o ar, a água, o solo e 
os seres vivos (fauna e flora). 
 ▪ A representação globalizante mostra a evidência de interações entre 
os aspectos sociais e naturais. 
 ▪ A representação antropocêntrica evidencia a utilidade dos recursos 
naturais para a sobrevivência dos seres humanos.
É importante o entendimento dessas representações, já que o 
conceito de educação ambiental está ligado ao meio ambiente e à 
sociedade. No contexto escolar, a educação ambiental implica em 
uma experiência escolar inovadora que articula conceitos, métodos, 
estratégias e objetivos de diversos assuntos interconectados pensados 
sob as dimensões ecológicas, históricas, culturais, sociais, políticas e 
econômicas da realidade e trabalhados em prol da construção de uma 
sociedade baseada em princípios éticos e de solidariedade.
Diversos estudos propõem a classificação da educação ambiental, 
no Brasil, em três categorias , que consideram a sua diversidade de 
concepções: conservadora, pragmática e crítica.
 ▪ Conservadora: É pautada em concepções que remontam a práticas 
ambientalistas que partiam de um ideário romântico, inspirador do 
movimento preservacionista do final do século XIX. Sua característica 
principal é a ênfase na proteção ao mundo natural, sem relação com 
as questões sociais. 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 14
 ▪ Pragmática: Apresenta o foco na ação, na busca de soluções para 
os problemas ambientais e na proposição de normas a serem 
seguidas. Essa categoria de educação ambiental pode ter raízes em 
uma forma de ambientalismo mais pragmático e em concepções 
de educação tecnicistas. Busca mecanismos que compatibilizem 
desenvolvimento econômico e manejo sustentável de recursos 
naturais (desenvolvimento sustentável). 
 ▪ Crítica: Privilegia a dimensão política (esfera das decisões comuns) 
da questão ambiental e questiona o modelo econômico vigente. 
Apresenta a necessidade do fortalecimento da sociedade civil na 
busca coletiva de transformações sociais. 
Há um concenso atual entre os pesquisadores de buscar discutir 
conservação considerando os processos sociais sob um olhar mais crítico 
sobre o atual quadro de esgotamento e extinção de diversos seres vivos 
no planeta. Também é preciso entender as mudanças de comportamentos 
da sociedade, ao longo do tempo, incluindo a compreensão de como 
cada indivíduo vive seu contexto e suas possibilidades concretas de 
fazer escolhas. 
Precisamos entender que nós, como futuros professores devemos atuar 
na formação de cidadãos que precisam ser sensibilizados para defender 
uma forma de pensar a natureza compreendendo como cada sociedade 
e comunidade interagem e de que forma podem encontrar soluções para 
minimizar impactos no meio ambiente. 
Vamos trabalhar de forma interdisciplinar com educação ambiental?
Quando o professor for trabalhar com educação ambiental, precisa 
ter em mente que deve reconhecer e valorizar as contribuições das 
diferentes áreas para a questão ambiental, ou seja, cada disciplina pode 
contribuir com conteúdos e linguagens, vejamos:
Se o professor for trabalhar conceitos conectados à ecologia, como 
biodiversidade e fotossíntese, ele pode envolver a área de Geografia 
ao possibilitar a compreensão do espaço e a utilização de diferentes 
linguagens para representá-lo. 
Também pode integrar a temática com as áreas de Português e Artes, 
na medida que pode trabalhar as diversas formas de expressão, 
reconhecer as representações do grupo sobre um determinado local, 
pintar e desenhar ambientes e trabalhar com a percepção paisagística 
de determinado ambiente. 
Ainda pode integrar à linguagem matemática, já que esta possibilita a 
compreensão de vários aspectos do meio, assim como o meio também 
auxilia na sua compreensão. Por fim, ainda pode incluir a área de História 
ao abordar uma ideia de reconstrução do que foi vivido naquele espaço. 
Podemos pensar que deve dar muito trabalho desenvolver projetos 
interdisciplinares, mas pense como Pontuschka (1996), ele destaca que 
há dificuldades em se trabalhar pelo caminho da interdisciplinaridade, 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 15
mas que é possível quando existem perseverança e compromisso por 
parte dos professores.
4. Educação Ambiental e a Sociedade do Futuro
A humanidade continua a crescer, expandir e se desenvolver, no 
entanto, a relação entre o homem e a natureza está cada vez mais 
insustentável. Discutir essa temática ambiental é imprescindível para 
se pensar na sociedade do futuro, a mesma sociedade em que nossos 
alunos serão os atores sociais. É pensando nas futuras gerações que os 
debates envolvendo o homem e a natureza devem ser permanentes no 
ambiente escolar. Mas não só nele, perceba que a educação ambiental 
pode ser realizada em diferentes contextos: escola, empresa, parques, 
organizações governamentais e não governamentais, associações de 
bairro, condomínios, entre outros. 
Tratar de assuntos atuais, é decisivo para o futuro do planeta e 
eles devem ser discutidos em qualquer contexto, mas precisam ser 
planejados pensando nos objetivos a se alcançar, se utilizando de 
diversas metodologias adaptadas a cada público e situação, e às 
temáticas utilizadas devem ter conteúdos e formas de avaliação da 
aprendizagem que contemplem sua especificidade.
Agora, veja os objetivos da educação ambiental definidos na Carta de 
Belgrado, em 1975, e válidos até hoje: 
Tomada de consciência
Ajudar as pessoas e os grupos sociais a adquirir maior sensibilidade e 
consciência do meio ambiente em geral e dos problemas. 
Conhecimentos
Ajudar as pessoas e os grupos sociais a adquirir uma compreensão 
básica do meio ambiente em sua totalidade, dos problemas 
associados e da presençae função da humanidade neles, o que 
necessita de uma responsabilidade crítica.
Atitudes
Ajudar as pessoas e os grupos sociais a adquirir valores sociais e 
um profundo interesse pelo meio ambiente, que os impulsione a 
participar ativamente na sua proteção e melhoria.
Aptidões
Ajudar as pessoas e os grupos sociais a adquirir as aptidões 
necessárias para resolver os problemas ambientais.
Capacidade de avaliação
Ajudar as pessoas e os grupos sociais a avaliar as medidas e os 
programas de educação ambiental em função dos fatores 
ecológicos, políticos, sociais, estéticos e educativos. 
Educação 
Ambiental 
definida na 
Carta de 
Belgrad
Figura 10: Educação Ambiental definidos na Carta de Belgrado. Fonte: Dreamstime.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 16
Visitas guiadas são bem relevantes, pois propiciam situações 
de observação, comparação e experimentação, favorecendo o 
estabelecimento de relações significativas entre o conhecimento, 
atividades produtivas e a vida cotidiana de uma comunidade e envolvem 
múltiplas disciplinas possibilitando um intercâmbio de professores de 
várias áreas. Podemos citar, entre outras, visitas programadas a usinas 
de reciclagem, indústrias, parques públicos, instituições de pesquisa e 
reservas ambientais.
Uma boa ferramenta de trabalho em educação ambiental é a elaboração 
de projetos teórico-práticos ou de projetos de ação que tornem o 
processo pedagógico mais dinâmico e democrático, no qual alunos e 
professores constroem juntos o conhecimento. Pensem em projetos que 
interconecte conteúdos socioambientais com um viés histórico, cultural, 
ecológico, político e econômico, não esquecendo de refletir sobre as 
políticas públicas e legislação ambiental regional e nacional, que são 
elementos essenciais para a construção da cidadania.
Nos conteúdos relacionados ao tema, o ser humano deve ser apresentado 
não como uma presença intrusa e destruidora, mas sim como um agente 
que pertence à teia de relações da vida social, natural e cultural e 
interage com a natureza (CARVALHO, 2004).
Diante de tantas formas de abordagem, você deve ter pensando em 
como irá fazer a avaliação da aprendizagem dos alunos? Antes de 
mais nada, é preciso saber o que se quer avaliar, a quem e por quê 
serão avaliados. Em um contexto de projeto pedagógico envolvendo a 
educação ambiental, a avaliação precisa ser contextualizada como três 
características básicas, que rompem com a tradicional noção de estar 
associada a medidas de controle: 
1. Fonte de informação que permite compreender a prática pedagógica 
e, portanto, reforçar e melhorar as atividades educativas. 
2. Momento de aprendizagem.
3. Avaliação dos alcances do processo em seu conjunto. 
Sendo assim, não podemos esquecer de incluir na avaliação formas de 
verificar as mudanças de comportamento, a conscientização ambiental, 
a participação ativa, a competência adquirida, a capacidade de atuação 
ativa e de autoavaliação. 
Por fim, a autoavaliação deve ser entendida como um instrumento 
importante para estimular a reflexão e o diálogo entre professores e 
alunos e para que se possam perceber as mudanças de comportamento 
e valores para além das situações escolares (TRIVELATO; SILVA, 2016).
Assim, encerramos certos de que a ciência avançou bastante ao longo 
da evolução histórica da humanidade e os métodos desenvolvidos por 
importantes pensadores, filósofos e estudiosos revelaram um avanço 
da humanidade em entender o meio ambiente e dispor, por meio da 
observação da experimentação e das práticas, os inúmeros avanços. 
Abordamos, também, a temática das ciências naturais como importante 
área do conhecimento que releva e desvenda os seres vivos, a interconexão 
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 17
destes com os demais recursos naturais e entre o meio e o homem. 
Vimos que as temáticas abordadas em ciências naturais são extremamente 
significativas e relevantes para a humanidade. Poder entendê-las e 
transmiti-las para os alunos, no contexto escolar, desenvolve o senso de 
pertencimento e responsabilidade para com a conservação e preservação 
do meio em que vivemos. Por fim, destacamos uma importante prática 
de ensino: a educação ambiental, que revela em seu âmbito inter, multi e 
transdisciplinar uma fonte viva e rica de conhecimento e como o seu uso 
deve ser ampliado, já que a temática ambiental é urgente e necessária de 
ser discutida em sala de aula. 
Referências
ABRACNET. Práticas interdisciplinares nas séries iniciais do Ensino 
Fundamental: um estudo de teses e dissertações. Disponível em: http://
abrapecnet.org.br/atas_enpec/viiienpec/resumos/R0507-1.pdf. Acesso 
em: 13 jul. 2021.
BLOG JALEKO. Lei, hipótese e teoria. Disponível em: https://blog.jaleko.
com.br/lei-hipotese-e-teoria-voce-sabe-a-diferenca/. Acesso em: 13 jul. 
2021.
BLOG METTZER. Tipos de conhecimentos: você conhece quais são? 
Disponível em: https://blog.mettzer.com/tipos-de-conhecimento/. 
Acesso em: 19 jul. 2021.
BRASIL. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação 
Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá 
outras providências. Diário Oficial da União, 28 abr. 1999.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros 
curriculares nacionais. Brasília : MEC/SEF, 1997.
CARVALHO, I. C. M. Em direção ao mundo da vida: interdisciplinaridade e 
educação ambiental. Cadernos de Educação Ambiental 2. Brasília: IPÊ – 
Instituto de Pesquisas Ecológicas, 1998.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 18
EDUCA MAIS BRASIL. Método dedutivo. Disponível em: https://www.
educamaisbrasil.com.br/enem/filosofia/metodo-dedutivo. Acesso em: 14 
jul. 2021
EDUCA MAIS BRASIL. Método indutivo. Disponível em: https://www.
educamaisbrasil.com.br/enem/filosofia/metodo-indutivo. Acesso em: 13 
jul. 2021.
REIGOTA, M. O que é Educação Ambiental. São Paulo: Brasiliense, 1994. 
TRIVELATO, S. F.; SILVA, R. L. F. Ensino de Ciências. São Paulo: Cengage 
Learning, 2016.
Conteúdos e Metodologias no Ensino de Ciências Naturais 19
	Ciências, Ciências naturais
e Educação Ambiental
	Para início de conversa...
	Objetivos
	1. Conceituando Ciências 
	2. Conceituando Ciências Naturais 
	3. A importância da interdisciplinaridade e da educação ambiental 
	4. Educação ambiental e a sociedade do futuro
	Referências

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