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Sumário 
SOCORRO DE URGÊNCIA EM ATIVIDADES FÍSICAS 
SOCORRO DE URGÊNCIA EM ATIVIDADES FÍSICAS 
1 
 
 
 
 
1 
1 
Sumário 
 
TITULO- MODELO DE APOSTILA .......................................................... 0 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................ 3 
2. ALGUNS CONCEITOS APLICADOS AOS PRIMEIROS 
SOCORROS ...................................................................................................... 4 
3. CONSTITUIÇÃO: ............................................................................ 5 
Direitos da pessoa que estiver sendo atendida .................................... 8 
4. O AMBIENTE ESCOLAR ............................................................. 10 
5. AS PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES NO ÂMBITO ESCOLAR
 12 
6. AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ............................................ 16 
7. PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS ADOTADOS FRENTE A 
ACIDENTES ..................................................................................................... 17 
7.1 As fases do socorro, de forma sintetizada: .................................. 17 
LESÕES MUSCULARES MAIS FREQÜENTES EM ATIVIDADES 
FÍSICAS: .......................................................................................................... 25 
LESÕES ARTICULARES MAIS FREQUENTES EM ATIVIDADES 
FÍSICAS: .......................................................................................................... 27 
LESÕES ÓSSEAS MAIS FREQUENTES EM ATIVIDADES FÍSICAS: . 28 
8. PREVENÇÃO DE ACIDENTES NAS AULAS DE EDUCAÇÃO 
FÍSICA 35 
9. ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM 
PRIMEIROS SOCORROS ............................................................................... 38 
10. A IMPORTÂNCIA DOS CONHECIMENTOS E PROCEDIMENTOS 
DE PRONTO ATENDIMENTO NAS ESCOLAS ............................................... 41 
REFERÊNCIAS ..................................................................................... 43 
 
file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO%20FÍSICA%20ADAPTADA/SOCORRO%20DE%20URGÊNCIA%20EM%20ATIVIDADES%20FÍSICAS/SOCORRO%20DE%20URGÊNCIA%20EM%20ATIVIDADES%20FÍSICAS.docx%23_Toc116551381
2 
 
 
 
 
2 
2 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho 
de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma 
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na 
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, 
de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, 
conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos 
de qualidade. 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
3 
3 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Toda pessoa que for realizar o atendimento pré hospitalar (APH), mais conhecida 
como primeiros socorros, deve antes de tudo, atentar para a sua própria 
segurança. O impulso de ajudar a outras pessoas, não justifica a tomada de 
atitudes inconsequentes, que acabem transformando-o em mais uma vítima. 
A seriedade e o respeito são premissas básicas para um bom atendimento de 
APH (primeiros socorros). Para tanto, evite que a vítima seja exposta 
desnecessariamente e mantenha o devido sigilo sobre as informações pessoais 
que ela lhe revele durante o atendimento. 
Quando se está lidando com vidas, o tempo é um fator que não deve ser 
desprezado em hipótese alguma. A demora na prestação do atendimento pode 
definir a vida ou a morte da vítima, assim como procedimentos inadequados. 
Importante lembrar que um ser humano pode passar até três semanas sem 
comida, uma semana sem agua, porém, pouco provável, que sobreviva mais que 
cinco minutos sem oxigênio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
4 
4 
2. ALGUNS CONCEITOS APLICADOS AOS 
PRIMEIROS SOCORROS 
 
 
Figura: 1 
Primeiros Socorros: São os cuidados imediatos prestados a uma pessoa, fora do 
ambiente hospitalar, cujo estado físico, psíquico e ou emocional coloquem em 
perigo sua vida ou sua saúde, com o objetivo de manter suas funções vitais e 
evitar o agravamento de suas condições (estabilização), até que receba 
assistência médica especializada. 
Prestador de socorro: Pessoa leiga, mas com o mínimo de conhecimento capaz 
de prestar atendimento à uma vítima até a chegada do socorro especializado. 
Socorrista: Titulação utilizada dentro de algumas instituições, sendo de caráter 
funcional ou operacional, tais como: Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha 
Brasileira, Brigadas de Incêndio, etc. Manutenção da Vida: Ações desenvolvidas 
com o objetivo de garantir a vida da vítima, sobrepondo à "qualidade de 
vida". Qualidade de Vida: Ações desenvolvidas para reduzir as sequelas que 
possam surgir durante e após o atendimento. 
Urgência: Estado que necessita de encaminhamento rápido ao hospital. O tempo 
gasto entre o momento em que a vítima é encontrada e o seu encaminhamento 
deve ser o mais curto possível. Exemplos: hemorragias de classe II, III e IV, etc. 
5 
 
 
 
 
5 
5 
Emergência: Estado grave, que necessita atendimento médico, embora não 
seja necessariamente urgente. Exemplos: contusões leves, entorses, 
hemorragia classe I, etc. 
Acidente: Fato do qual resultam pessoas feridas e/ou mortas que necessitam de 
atendimento. Incidente: Fato ou evento desastroso do qual não resultam 
pessoas mortas ou feridas, mas que pode oferecer risco futuro. 
Sinal: É a informação obtida a partir da observação da vítima. 
Sintoma: É informação a partir de um relato da vítima. 
ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRO 
- Artigo 5º e 196 Constituições; 
- Artigo 135 do Código Penal Brasileiro; 
- Resolução nº 218/97 do Conselho Nacional de Saúde; 
- Código de Ética dos Profissionais de Educação Física 
 
3. CONSTITUIÇÃO: 
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
 
Da Saúde 
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante 
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de 
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua 
promoção, proteção e recuperação. 
6 
 
 
 
 
6 
6 
CÓDIGO PENAL: 
 Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco 
pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao 
desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro 
da autoridade pública: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. 
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão 
corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte. 
Importante: O fatode chamar o socorro especializado, nos casos em que a 
pessoa não possui um treinamento específico ou não se sente confiante para 
atuar, já descaracteriza a ocorrência de omissão de socorro. 
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE: 
Resolução nº 218/97 Reconhece como profissionais de saúde de nível superior 
as seguintes categorias: assistentes sociais, biólogos, profissionais de educação 
física, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, 
médicos veterinários, nutricionistas, psicólogos e terapeutas ocupacionais. 
 
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: 
CAPÍTULO II 
Dos Princípios e Diretrizes 
Art. 4º - O exercício profissional em Educação Física pautar-se-á pelos seguintes 
princípios: 
 I - o respeito à vida, à dignidade, à integridade e aos direitos do indivíduo; 
 II - a responsabilidade social; 
 III - a ausência de discriminação ou preconceito de qualquer natureza; 
IV - o respeito à ética nas diversas atividades profissionais; 
7 
 
 
 
 
7 
7 
VII - a prestação, sempre, do melhor serviço, a um número cada vez maior de 
pessoas, com competência, responsabilidade e honestidade; 
VIII - a atuação dentro das especificidades do seu campo e área do 
conhecimento, no sentido da educação e desenvolvimento das potencialidades 
humanas, daqueles aos quais presta serviços. 
Art. 5º - São diretrizes para a atuação dos órgãos integrantes do Sistema 
CONFEF/CREFs e para o desempenho da atividade Profissional em Educação 
Física: 
 I - comprometimento com a preservação da saúde do indivíduo e da 
coletividade, e com o desenvolvimento físico, intelectual, cultural e social do 
beneficiário de sua ação; 
IV - autonomia no exercício da Profissão, respeitados os preceitos legais e éticos 
e os princípios da bioética; 
 
CAPÍTULO III 
Das Responsabilidades e Deveres 
Art. 6º - São responsabilidades e deveres do Profissional de Educação Física: 
 III - assegurar a seus beneficiários um serviço profissional seguro, competente 
e atualizado, prestado com o máximo de seu conhecimento, habilidade e 
experiência; 
VIII - manter-se informado sobre pesquisas e descobertas técnicas, científicas e 
culturais com o objetivo de prestar melhores serviços e contribuir para o 
desenvolvimento da profissão; 
X - zelar pela sua competência exclusiva na prestação dos serviços a seu 
encargo; 
XII - manter-se atualizado quanto aos conhecimentos técnicos, científicos e 
culturais, no sentido de prestar o melhor serviço e contribuir para o 
desenvolvimento da profissão; 
8 
 
 
 
 
8 
8 
XIII - guardar sigilo sobre fato ou informação de que tiver conhecimento em 
decorrência do exercício da profissão; 
XIV - responsabilizar-se por falta cometida no exercício de suas atividades 
profissionais, independentemente de ter sido praticada individualmente ou em 
equipe; 
XV - cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da Profissão; 
Art. 7º - No desempenho das suas funções, é vedado ao Profissional de 
Educação Física: 
VI - prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse a ele confiado; 
VIII - transferir, para pessoa não habilitada ou impedida, a responsabilidade por 
ele assumida pela prestação de serviços profissionais; 
 
Direitos da pessoa que estiver sendo atendida 
 
Figura: 2 
O prestador de socorro deve ter em mente que a vítima possui o direito de 
recusar o atendimento. 
No caso de adultos, esse direito existe quando eles estiverem conscientes e com 
clareza de pensamento. Isto pode ocorrer por diversos motivos, tais como: 
crenças religiosas ou falta de confiança no prestador de socorro que for realizar 
o atendimento. 
9 
 
 
 
 
9 
9 
Nestes casos, a vítima não pode ser forçada a receber os primeiros socorros, 
devendo assim certificar-se de que o socorro especializado foi solicitado e 
continuar monitorando a vítima, enquanto tenta ganhar a sua confiança através 
do diálogo. 
Caso a vítima esteja impedida de falar em decorrência do acidente, como um 
trauma na boca por exemplo, mas demonstre através de sinais que não aceita o 
atendimento, fazendo uma negativa com a cabeça ou empurrando a mão do 
prestador de socorro, deve-se proceder das seguintes maneiras: 
• Não discuta com a vítima; 
 • Não questione suas razões, principalmente se elas forem baseadas em 
crenças religiosas; 
• Não toque na vítima, isso poderá ser considerado como violação dos seus 
direitos; 
• Converse com a vítima. Informe a ela que você possui treinamento em 
primeiros socorros, que irá respeitar o direito dela de recusar o atendimento, mas 
que está pronto para auxiliá-la no que for necessário; 
• Arrole testemunhas de que o atendimento foi recusado por parte da vítima. 
No caso de crianças, a recusa do atendimento pode ser feita pelo pai, pela mãe 
ou pelo responsável legal. Se a criança é retirada do local do acidente antes da 
chegada do socorro especializado, o prestador de socorro deverá, se possível, 
arrolar testemunhas que comprovem o fato. 
O consentimento para o atendimento de primeiros socorros pode ser: 
 1 - formal, quando a vítima verbaliza ou sinaliza que concorda com o 
atendimento, após o prestador de socorro ter se identificado como tal e ter 
informado à vítima que possui treinamento em primeiros socorros; 
2 - implícito, quando a vítima está inconsciente, confusa ou gravemente ferida a 
ponto de não poder verbalizar ou sinalizar consentindo com o atendimento. 
10 
 
 
 
 
10 
10 
Nesse caso, a legislação cita que a vítima daria o consentimento, caso tivesse 
condições de expressar o seu desejo de receber o atendimento de primeiros 
socorros. 
O consentimento implícito pode ser adotado também no caso de acidentes 
envolvendo menores desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Do 
mesmo modo, a legislação cita que o consentimento seria dado pelos pais ou 
responsáveis, caso estivessem presentes no local. 
 
 
 
4. O AMBIENTE ESCOLAR 
 
Figura: 3 
O ambiente escolar é um local que possui grande incidência de acidentes, visto 
que as crianças e adolescentes encontram-se aglomerados dentro de um 
espaço comum, interagindo através de inúmeras atividades motoras e 
esportivas. 
Características relacionadas ao desenvolvimento global do indivíduo, como seus 
aspectos físico, psíquico, cognitivo, idade cronológica e relacionamento social, 
podem definir as espécies de acidentes que ocorrem dentro daquele ambiente 
escolar. 
11 
 
 
 
 
11 
11 
Os acidentes são uma preocupação constante dentro do espaço educacional, 
sendo imprescindível que os agentes educacionais saibam como agir frente a 
esses eventos, ministrando os primeiros socorros de forma eficaz, evitando, 
desta forma, complicações consequentes de procedimentos inapropriados. 
[…] a criança apresenta interesse em explorar situações novas, para as quais 
nem sempre está preparada, o que facilita a ocorrência de acidentes. 
Torna-se importante, o conhecimento dos acidentes mais frequentes em cada 
faixa etária, para o direcionamento das medidas a serem adotadas para a sua 
prevenção. 
As crianças e os adolescentes são vítimas de acidentes porque a sociedade em 
geral não se preocupa com a segurança deste grupo, propiciando a eles um 
ambiente que seja realmente protegido. 
Isto poderia ser efetivado através de uma legislação eficaz voltada para o 
aspecto da segurança; bem como através da pró-atividade da comunidade em 
ações de controle de acidentes e de violências. 
 
Figura: 4 
12 
 
 
 
 
12 
12 
 
5. AS PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES NO 
ÂMBITO ESCOLAR 
 
Afirma-se que o acidente “é um evento não intencional que pode causar lesões 
e que pode ser evitável no âmbito escolar ou em outros ambientessociais; por 
vezes pode caracterizar um conjunto de agravos à saúde. ”. 
De forma similar acidente é conceituado como “evento não intencional capaz de 
causar lesões físicas ou emocionais, dependendo de sua gravidade, podendo 
ocorrer em quaisquer ambientes, inclusive na escola. ” 
Apesar de ser caracterizado como não intencional, é errôneo afirmar que o 
acidente é imprevisível, repentino ou inesperado, pois possui causa, origem e 
determinantes epidemiológicos, sendo possível ser evitado e controlado. 
 
Figura: 5 
Este reconhecimento é fundamental para o abandono da cultura que afirma ser 
o acidente algo normal no processo de desenvolvimento da criança. 
Dentro do ambiente escolar, em qualquer momento, o aluno está exposto a uma 
série de riscos. Locais como a sala de aula, os corredores, o pátio, as escadas, 
os banheiros, laboratórios, biblioteca, áreas de recreação e esportes, podem ser 
13 
 
 
 
 
13 
13 
determinantes para que o acidente surja subitamente e de um modo repentino, 
apesar de ser, quase sempre, previsível. 
 
Figura: 6 
A previsibilidade dos acidentes pode estar ligada à grande concentração de 
crianças e jovens nestes locais na realização de encontros, interações e 
praticando as mais diversas atividades motoras e esportivas. 
O acontecimento de acidentes é tão antigo quanto o aparecimento da 
humanidade, podendo ocorrer em qualquer local. O grande número de crianças 
e adolescentes interagindo e se desenvolvendo em diversas atividades motoras 
e esportivas pode provocar acidentes que, além de causar sequelas físicas, 
podem atingir o aspecto emocional, levando o aluno ao insucesso escolar. 
O ambiente educacional é um local onde se encontra um grande número de 
crianças em processo de interação e desenvolvimento, no qual devem ser 
trabalhadas diversas atividades esportivas. 
Devido a isso, o ambiente se torna propício a acidentes. […] espaços 
educacionais devem oferecer uma educação física voltada para o 
14 
 
 
 
 
14 
14 
desenvolvimento psicomotor, cognitivo e social das crianças e adolescentes, 
mas o pensar e fazer segurança devem ser observados em todos os momentos 
da permanência das crianças na escola. 
As crianças e os adolescentes sofrem acidentes porque a sociedade na qual 
estão inseridas não lhes concede um entorno protetor. É preciso reconhecer que 
a imaturidade e/ou falta de conhecimento são próprias do mundo juvenil. 
Assim, é necessário o combate à desinformação e à falta de cuidado, 
promovendo dentro da comunidade um novo conceito sobre segurança. 
Os acidentes infantis são um alarmante problema de saúde pública, devido à alta 
incidência e repercussão. As estatísticas nacionais e internacionais de 
mortalidade seriam diminuídas se ações educativas preventivas fossem 
adotadas. 
As lesões não intencionais causam inúmeras sequelas nas funções motoras, 
sensitivas, cognitivas e comportamentais. A maioria das sequelas é motora, 
ficando a criança com dificuldade de locomoção e limitada para exercer suas 
atividades diárias, como tomar banho e se vestir sozinha. 
Os acidentes são causa crescente de mortalidade e invalidez na infância e 
adolescência e importante fonte de preocupação, por constituírem o grupo 
predominante de causas de morte a partir de um ano de idade, chegando a 
atingir percentuais superiores a 70% em adolescentes de 10 a 14 anos, quando 
se analisam as mortes decorrentes de causas externas (acidentes e violências). 
Os acidentes ocasionam, a cada ano, no grupo com idade inferior a 14 anos, 
quase 6.000 mortes e mais de 140.000 admissões hospitalares, somente na rede 
pública de saúde. 
Exemplificando, através das seguintes pesquisas: 
Harada (2003) faz referência a uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, que 
aponta que, a cada ano, 3,7 milhões de crianças sofrem acidentes nas escolas. 
Outra investigação realizada em 20 escolas participantes do projeto Unimed 
Vida, na cidade de Blumenau, em 2000, revela que, dos 287 acidentes 
15 
 
 
 
 
15 
15 
registrados no período de um ano, verificou-se que 117 (41%) deles ocorreram 
na quadra esportiva. 
A maior incidência de acidentes (55%) aconteceu durante as aulas. Colucci 
(2006) apresenta dados de uma pesquisa feita em 23 escolas públicas e privadas 
de São Paulo: 78% de crianças vítimas de acidentes se machucaram com 
adultos por perto. 
O acidente possui como causa um agente externo que, somado aos fatores 
indivíduo e ambiente, permite que determinada quantidade de energia seja 
repassada do ambiente para o indivíduo. Desta forma, a energia transferida pode 
ser mecânica (quedas e trombadas), térmica (queimaduras), elétrica (choques) 
ou química (envenenamento). 
O acidente é o resultado da inadequação do ambiente, podendo ser evitado se 
forem implementadas medidas de adequação. As ocorrências mais comuns são: 
feridas e hemorragias, corpos estranhos, picadas de animais, engasgos e 
queimaduras. Para alunos da educação infantil, lesões na boca, principalmente 
nos dentes, e na cabeça e no pescoço, são as mais comuns a nível dérmico e 
ósseo. 
Dentro da escola, acidentes ocorrem levando-se em conta como critério de 
classificação a faixa etária dos alunos. Assim, nas séries iniciais, uma 
característica marcante dos alunos é a necessidade de exploração, sempre 
procurando pelo novo, pelo desconhecido. 
Por outra perspectiva, a agressividade entre os alunos mais velhos é latente, 
sendo outra situação que acarreta lesões físicas e emocionais, o chamado 
bullying. 
O quadro de acidentes e de violência dentro da escola é um grave problema de 
saúde pública. Várias instituições, privatizadas ou não, vêm adotando variadas 
condutas para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes de possuir 
um ambiente seguro. Um acidente que ocorre, traz inúmeras consequências 
negativas para a escola. 
16 
 
 
 
 
16 
16 
O direito da criança e do adolescente de permanecer em um ambiente seguro 
deve ser amplamente resguardado, principalmente porque essas pessoas 
passam aproximadamente um terço do dia no centro educacional ou no caminho 
em direção a ele. 
 
Figura: 7 
 
 
6. AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
Nos anos 60 e 70, a educação física escolar foi trabalha de maneira errônea, 
pois era concebida apenas como treinamento esportivo que atendia aos anseios 
sociais e políticos da época. 
Atualmente, as aulas de educação física buscam promover o desenvolvimento 
do crescimento, da cultura corporal, da sociabilidade, aptidões físicas e formação 
cidadã. 
Como exposto, durante as práticas esportivas os alunos estão sujeitos a diversos 
tipos de acidentes. A seguir, foram expostos os principais procedimentos 
realizados caso incidentes aconteçam. 
 
17 
 
 
 
 
17 
17 
7. PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS ADOTADOS 
FRENTE A ACIDENTES 
 
7.1 As fases do socorro, de forma sintetizada: 
 
1º Avaliação da cena: a primeira atitude a ser tomada no local do 
acidente é avaliar os riscos que possam colocar em perigo a pessoa prestadora 
dos primeiros socorros. Se houver algum perigo em potencial, deve-se aguardar 
a chegada do socorro especializado. Nesta fase, verifica-se também a provável 
causa do acidente, o número de vítimas e a provável gravidade delas e todas as 
outras informações que possam ser úteis para a notificação do acidente, bem 
como a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI - luvas, 
máscaras, óculos, capote, etc.) e solicitação de auxílio a serviços especializados 
como: 
Corpo de Bombeiros (193), 
SAMU (192), 
Polícia Militar (190), 
Polícia Civil (147), 
Defesa Civil (363 1350), 
CEB (0800610196), 
Cruz Vermelha, etc. Nesta fase o prestador de socorro deve atentar-se para: 
Avaliar a situação: 
●Inteirar-se doocorrido com tranquilidade e rapidez; 
● Verificar os riscos para si próprio, para a vítima e terceiros; 
 ●Criar um rápido plano de ação para administrar os recursos materiais e 
humanos visando garantir a eficiência do atendimento 
18 
 
 
 
 
18 
18 
 
Manter a segurança da área: 
● Proteger a vítima do perigo mantendo a segurança da cena; 
● Não tentar fazer sozinho mais do que o possível. Chamar por socorro 
especializado: 
● Assegurar-se que a ajuda especializada foi providenciada e está a caminho. 
 
2º Avaliação Inicial: fase de identificação e correção imediata dos problemas 
que ameaçam a vida a curto prazo, sendo eles: 
● Vias aéreas - Estão desobstruídas? Existe lesão da cervical? 
● Respiração - Está adequada? 
● Circulação - Existe pulso palpável? Há hemorragias graves? 
● Nível de Consciência - AVDI. 
Pelo histórico do acidente deve-se observar indícios que possam ajudar ao 
prestador de socorro classificar a vítima como clínica ou traumática. 
 
Vítima Clínica: apresenta sinais e sintomas de disfunções com natureza 
fisiológica, como doenças, etc. 
Vítima de Trauma: apresenta sinais e sintomas de natureza traumática, como 
possíveis fraturas. Devemos nesses casos atentar para a imobilização e 
estabilização da região suspeita de lesão. 
 
3º Avaliação Dirigida: Esta fase visa obter os componentes necessários para 
que se possa tomar a decisão correta sobre os cuidados que devem ser 
aplicados na vítima. 
● Entrevista rápida - SAMPLE; 
19 
 
 
 
 
19 
19 
● Exame rápido; 
● Aferição dos Sinais vitais - TPRPA. 
 
SAMPLE: 
S - sinais e sintomas; 
A - alergias; 
M - medicações; 
P - passado médico; 
L - líquidos e alimentos; 
E - eventos relacionados com o trauma ou doença. 
 
O que o prestador de socorro deve observar ao avaliar o pulso e a respiração. 
 Pulso: 
Frequência: É aferida em batimentos por minuto, podendo ser normal, 
lenta ou rápida. 
Ritmo: É verificado através do intervalo entre um batimento e outro. Pode 
ser regular ou irregular. 
Intensidade: É avaliada através da força da pulsação. Pode ser cheio 
(quando o pulso é forte) ou fino (quando o pulso é fraco). 
 
Respiração: 
Frequência: É aferida em respirações por minuto, podendo ser: normal, 
lenta ou rápida. 
Ritmo: É verificado através do intervalo entre uma respiração e outra, 
podendo ser regular ou irregular. 
Profundidade: Deve-se verificar se a respiração é profunda o u 
superficial. 
 Sinais Vitais (TPRPA) 
20 
 
 
 
 
20 
20 
 
Temperatura Pulso Respiração 
Fria 
Normal 
Quente 
Adulto 60 a 100 bpm 
Criança 80 a 120 bpm 
Bebê 100 a 160 bpm 
Adulto 12 a 20 ipm 
Criança 20 a 30 ipm 
Bebê 30 a 60 ipm 
 
Pressão Arterial 
VNfraturas ou outras lesões graves. NÃO PERCA TEMPO. 
 
Distensão Muscular: 
26 
 
 
 
 
26 
26 
 É a lesão provocada pelo estiramento do músculo (rompimento de fibras 
musculares), ou parte dele, por movimento brusco e/ou violento. 
 
 COMO SE MANIFESTA 
 - Dor intensa à movimentação; 
- Edema (inchaço) no local. 
 
 COMO PROCEDER 
- Evite movimentar a região lesionada; 
- Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local; 
 - Faça uma bandagem para sustentação do músculo; 
 - Caso seja necessário imobilize a região; 
 - Procure o médico. 
Caibra: 
É a contração espasmódica abrupta, vigorosa, involuntária e dolorosa de um ou 
mais músculos, podendo ocorrer durante o exercício ou em repouso. 
 
COMO SE MANIFESTA 
 - Dor e contratura no local; 
 - Contração do músculo afetado. COMO PROCEDER 
 - Promova o alongamento do músculo atingido; 
- Aplique compressas quentes no local; 
 - Faça uma suave massagem no local; - Procure o médico. 
 
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LESÕES ARTICULARES MAIS FREQUENTES EM 
ATIVIDADES FÍSICAS: 
 
 Entorses: 
 É a separação MOMENTÂNEA das superfícies ósseas ao nível da articulação, 
com comprometimento apenas ligamentar. 
 
COMO SE MANIFESTA 
- Dor intensa à movimentação; 
 - Edema (inchaço) local; 
 - Perda da mobilidade local; 
 - Deformidade da articulação (pelo inchaço). 
 Luxações: 
É o deslocamento da extremidade de um osso ao nível de sua articulação, com 
comprometimento de vários componentes articulares, bem como estruturas 
locais, podendo ser fechadas ou abertas. COMO SE MANIFESTA 
- Dor violenta; 
- Edema local; 
 - Deformação visível da articulação; 
 - Impossibilidade de movimentação. 
COMO PROCEDER 
 - Evite movimentar a região atingida; 
 - Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesionado, não 
ultrapassando 20 minutos em cada aplicação; 
 - Proteja a região lesionada; 
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 - Faça a imobilização atingindo as duas articulações próximas à lesão; 
 - Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, 
em 4 pontos: 
 - ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO (nunca em cima da lesão); 
 - ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região; 
 - Avalie distalmente o PPSM; 
 - Remova a vítima para o hospital mais próximo. 
 IMPORTANTE: Não tente colocar o osso no lugar. 
 • Não use compressas quentes nas primeiras 24 horas; 
• Não faça fricção, nem procure "alongar" a região lesionada; 
 • A entorse e a luxação são traumatismos que exigem cuidados médicos; 
 • NA DÚVIDA, IMOBILIZE. 
 
 LESÕES ÓSSEAS MAIS FREQUENTES EM 
ATIVIDADES FÍSICAS: 
 
 Fraturas: 
 São traumatismos ósseos com o comprometimento da integridade do osso, 
apresenta deformação da continuidade da superfície óssea, podem ser 
causadas por força direta (traumatismo contundente) e ou indireta (contração 
muscular violenta ou projeção da força). 
 
O PRIMEIRO SOCORRO consiste em impedir o deslocamento da parte 
lesionada, evitando assim seu agravamento. 
 
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As fraturas podem ser: 
Fechadas - quando o osso quebrado não perfura a pele. 
Exposta - quando o osso se expõe pelo rompimento da pele. 
 
 COMO SE MANIFESTA 
 - Dor e edema (inchaço) local; 
 - Dificuldade de movimentação; 
 - Posição anormal da região atingida; 
 - Sensação de atrito das partes ósseas no local da fratura (crepitação); 
- Ruptura da pele com exposição do osso fraturado (fratura exposta). 
 
COMO PROCEDER 
 - Mantenha a vítima em repouso 
 - Evite movimentar a região atingida; 
- Evite o estado de choque; 
_ Aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesionado, não 
ultrapassando 20 minutos em cada aplicação; 
 - Estanque a HEMORRAGIA (fratura exposta); 
 - Faça um curativo protetor sobre o ferimento, usando compressas, lenço ou 
pano limpo (fratura exposta); 
 - Imobilize o local; 
 - Proteja a região lesionada; 
 - Faça a imobilização de modo a atingir as duas articulações próximas a lesão; 
 - Amarre as talas com ataduras ou tiras de pano com firmeza, SEM APERTAR, 
em 4 pontos: 
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 - ACIMA e ABAIXO DO LOCAL DA LESÃO; 
 - ACIMA e ABAIXO das articulações próximas à região lesionada; 
 - Avalie distalmente o PPSM; 
 - Remova a vítima para o hospital mais próximo. 
 
IMPORTANTE: Não tente reduzir a fratura (colocar o osso no lugar); 
NA DÚVIDA, IMOBILIZE. 
 
HEMORRAGIAS: 
É a perda de sangue provocada pelo rompimento de um vaso sanguíneo, 
podendo ser arterial, venosa ou capilar. Toda hemorragia deve ser controlada 
IMEDIATAMENTE. A hemorragia abundante e não controlada pode causar a 
morte de 3 a 5 minutos. Classificação quanto ao volume de sangue perdido: 
 
Classe I 
Perda de até 15% do volume sanguíneo (adulto de 70 kg = até 750 ml de 
sangue), apresenta discreta taquicardia; 
 
Classe II 
Perda de 15 a 30% do volume sanguíneo (adulto de 70 kg = até 750 a 1.500 ml 
de sangue), apresenta taquicardia, taquipneia, queda da PA e ansiedade; 
 
Classe III 
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Perda de 30 a 40% do volume sanguíneo (adulto de 70 kg = 2 litros, de sangue), 
apresenta taquicardia, taquipneia, queda da PA e ansiedade, insuficiente 
perfusão; 
Classe IV 
Perda de mais de 40% do volume sanguíneo (adulto de 70 kg = acima de 2 litros, 
de sangue), apresenta acentuado aumento da FC e respiratória, queda intensa 
da PA. 
Hemorragias: 
COMO PROCEDER (técnicas de hemostasia): 
 - Mantenha a região que sangra em posição mais elevada que o resto do corpo; 
 - Use uma compressa ou um pano limpo sobre o ferimento, pressionando-o 
com firmeza, a fim de estancar o sangramento; 
 - Comprima com os dedos ou com a mão os PONTOS DE PRESSÃO, onde os 
vasos são mais superficiais, caso continue o sangramento; 
 - Dobre o joelho 
 - se o ferimento for na perna; o cotovelo - se no antebraço, tendo o cuidado de 
colocar POR DENTRO da parte dobrada, bem junto da articulação, um chumaço 
de pano, algodão ou papel; 
 - Evite o ESTADO DE CHOQUE; 
 - Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo. 
Sangramentos Nasais - O que fazer 
- Incline a cabeça da pessoa para a frente, sentada, evitando que o sangue vá 
para a garganta e seja engolido, provocando náuseas. 
- Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local. 
- Depois de alguns minutos, afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o 
nariz. 
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32 
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- Se a hemorragia persistir, volte a comprimir a narina e procure socorro médico. 
 
 
Figura: 13 
 
DESMAIO E ESTADO DE CHOQUE: 
É o conjunto de manifestações que resultam de um desequilíbrio entre o volume 
de sangue circulante e a capacidade do sistema vascular, causados geralmente 
por: choque elétrico, hemorragia aguda, queimadura extensa, ferimento grave, 
envenenamento, exposição a extremos de calor e frio, fratura, emoção violenta, 
distúrbios circulatórios, dor aguda e infecção grave. 
TIPOS DE ESTADO DE CHOQUE: 
Choque Cardiogênico: 
Incapacidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo. Possui as 
seguintes causas: infarto agudo do miocárdio, arritmias, cardiopatias. 
Choque Neurogênico: 
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Dilatação dos vasos sanguíneos em função de uma lesão medular. Geralmente 
é provocado por traumatismos que afetam a coluna cervical (TRM e/ou TCE). 
Choque Séptico: 
Ocorre devido a incapacidade do organismo em reagir a uma infecção provocada 
por bactérias ou vírus que penetram na corrente sanguínea liberando grande 
quantidade de toxinas. 
Choque Hipovolêmico: 
Diminuiçãodo volume sanguíneo. Possui as seguintes causas: Perdas 
sanguíneas - hemorragias internas e externas; Perdas de plasma - queimaduras 
e peritonites; Perdas de fluídos e eletrólitos - vômitos e diarreias. 
Choque Anafilático: 
Decorrente de severa reação alérgica. 
Ocorrem as seguintes reações: Pele: urticária, edema e cianose dos lábios; 
Sistema respiratório: dificuldade de respirar e edema da árvore respiratória; 
Sistema circulatório: dilatação dos vasos sanguíneos, queda da PA, pulso fino e 
fraco, palidez. 
COMO SE MANIFESTA 
 - Pele fria e úmida; 
- Sudorese (transpiração abundante) na testa e nas palmas das mãos; 
 - Palidez; 
 - Sensação de frio, chegando às vezes a ter tremores; 
 - Náusea e vômitos; 
 - Respiração curta, rápida e irregular; 
 - Perturbação visual com dilatação da pupila, perda do brilho dos olhos; 
 - Queda gradual da PA; 
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 - Pulso fraco e rápido; 
 - Enchimento capilar lento; 
 - Inconsciência total ou parcial. 
COMO PROCEDER 
 - Realize uma rápida inspeção na vítima; 
 - Combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível; 
 - Mantenha a vítima deitada e em repouso; 
 - Controle toda e qualquer hemorragia externa; 
 - Verifique se as vias aéreas estão permeáveis, retire da boca, se necessário, 
secreção, dentadura ou qualquer outro objeto; 
 - Inicie a respiração de socorro boca-a-boca, em caso de parada respiratória; 
 - Execute a compressão cardíaca externa associada à respiração de socorro 
boca-a-boca, se a vítima apresentar ausência de pulso e dilatação das pupilas 
(midríase); 
 - Afrouxe a vestimenta da vítima; 
 - Vire a cabeça da vítima para o lado, caso ocorra vômito; 
 - Eleve os membros inferiores cerca de 30 cm, exceto nos casos de choque 
cardiogênicos (infarto agudo do miocárdio, arritmias e cardiopatias) pela 
dificuldade de trabalho do coração; 
 - Procure aquecer a vítima; 
 - Avalie o status neurológico (ECG); 
 - Remova IMEDIATAMENTE a vítima para o hospital mais próximo. 
 
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8. PREVENÇÃO DE ACIDENTES NAS AULAS DE 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
O ambiente escolar é seguro? A Organização das Nações Unidas 
fundamentou que o conceito de segurança humana é pautado no 
desenvolvimento do ser humano, abrangendo a segurança de todos os cidadãos 
no seu cotidiano: vias públicas, trabalho, lazer, escola e ambiente doméstico. Ao 
se referir à escola, há sempre uma ideia de ambiente seguro, porém muitos 
locais dentro dos colégios são palcos de inúmeros acidentes. 
Neste mesmo contexto, afirma-se que a escola deve ser protagonista nas ações 
de proteção da saúde e do bem-estar infantil, sendo responsável pela 
idealização e manutenção de planos de segurança, com o intuito de reduzir o 
número de acidentes, o que gera sofrimento de pais e crianças; garantindo, desta 
forma, um local protegido para brincadeiras e atividades escolares. 
A maioria das lesões ocorre durante a prática de esportes de recreação e não 
em competições organizadas. Esse dado é consequência do contato intenso de 
pessoas que muitas vezes não estão preparadas fisicamente para a execução 
de determinada atividade. A atividade já é um risco, mas o ambiente e o 
equipamento utilizado são riscos adicionais em maior ou menor grau. 
Com o passar do tempo e devido às boladas, gradis e alambrados desprendem 
pontas de arames e, portanto, fazem das quadras esportivas um local de risco. 
Equipamentos e instalações devem ser adequados à maturidade dos 
participantes. As crianças devem ser ensinadas sobre as regras dos jogos e 
lembradas que muitas regras existem para sua segurança. 
Durante as práticas esportivas, é essencial o respeito às normas do jogo, 
evitando desta forma lesões. Equipamentos de segurança, calçados e roupas 
adequadas auxiliam nas práticas preventivas de segurança. 
No ambiente físico, evitar desníveis nas quadras, preferindo que a superfície seja 
feita com materiais que absorvam o impacto no momento das quedas, também 
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protegendo colunas e estruturas arquitetônicas. O respeito ao outro auxilia na 
proteção de todos, devendo-se ensinar às crianças tal conduta, bem como 
estimular o trabalho em equipe. 
 
Figura: 14 
Mesmo que os demais funcionários cuidem da limpeza e manutenção do 
ambiente esportivo, é dever do professor verificar a segurança local. Dessa 
forma, ele deve ficar atento aos pisos escorregadios, traves quebradas, 
desníveis do chão, dentre outros problemas que podem causar lesões aos 
alunos. 
Primordialmente, o profissional de Educação Física deve ser capacitado e 
preparado para, em casos emergenciais, agir de forma segura e eficaz, visto 
que, como será tratado adiante, o professor deve ter um saber pleno, pois a sua 
prática não pode ser pautada pela tentativa e pelo erro. O erro, neste caso, pode 
significar sequelas gravíssimas ou até mesmo a morte. 
As medidas de prevenção são norteadas por princípios que respeitem a 
individualidade de pessoal e prolongue a vida, aderindo a ações destinadas a 
contribuir com a saúde e com a prevenção de lesões esportivas. 
As medidas de prevenção podem ser agrupadas em três etapas: 
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Prevenção primária: aquecimento, roupas e calçados apropriados, hábito 
alimentar saudável, hidratação, acomodações esportivas adequadas e outros; 
Prevenção secundária: orientação médica antes do início da prática de atividade 
física e prognóstico precoce de predisposição às lesões esportivas; 
Prevenção terciária: avaliação e reabilitação das alterações ocorridas no corpo 
como consequência da prática de atividade física. 
O autor aponta seis causas de acidentes nas práticas de Educação Física e a 
principal conduta de prevenção realizada pelo professor, expostas a seguir: 
Inabilidade do principiante: inicia-se com exercícios simples e, a partir do 
desenvolvimento dos elementos motores, são acrescentados exercícios mais 
complexos. A aula deve ser sempre supervisionada, não permitindo atividades 
potencialmente perigosas 
Desigualdade corporal e/ou técnica: ao propor as atividades, o educador deve 
equiparar o porte dos alunos, dividindo-os por tamanho, maturidade física, 
experiência e habilidade técnica; 
Idade: deve-se observar a idade do aluno, de modo a aferir o seu 
desenvolvimento psicológico e fisiológico; 
Desprezo ao perigo: o professor deve exigir que os alunos usem os 
equipamentos de segurança adequados, fazendo também uma prévia vistoria 
para averiguar se os equipamentos estão em boas condições de uso. O docente 
também deve averiguar se os alunos estão utilizando os materiais de segurança 
de forma correta; 
Causas imprevisíveis: são circunstâncias em que não há como se proteger ou 
precaver, onde a causa nunca pode ser totalmente eliminada; 
Supertreinamento: todos têm um limite funcional e este deve ser respeitado. 
 
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9. ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO 
FÍSICA EM PRIMEIROS SOCORROS 
 
O professor de Educação Física desempenha várias atividades tanto 
educacionais, quanto na prática. Assim é suscetível de vivenciar durante a 
execução do seu trabalho, situações em que o aluno, necessite de atendimento 
de urgência diante de alguma complicação física. Dessa forma, no percurso do 
tempo entre ligar para o atendimento de urgência e receber a equipe de 
socorrista, o professor de educação física deverá saber quais cuidados prestar 
e quais ações jamais deve fazer, a fim de evitar complicação no quadro geral da 
vítima. 
Você já parou para refletir qual é o seu papel no futuro como professor de 
Educação Física? Então, você já pode começar a pensar que contribuirá 
tremendamente para o bom desempenho ou recuperação da saúde de um 
indivíduo.Assim, é importante que o profissional tenha propriedade técnica, 
como também embasamento teórico para desempenhar adequadamente sua 
função, definindo a execução de ações que engloba o planejamento, orientação 
e avaliação para a prática da atividade física. 
Flegel (2010) já se preocupava em informar que as atividades devem ser 
realizadas de maneira adequada e segura, a fim de não comprometer a saúde 
do praticante, proporcionando bem-estar físico e psicossocial. 
A fim de prestar primeiros socorros com eficiência, presteza e segurança, o 
professor de Educação Física deverá conhecer as condutas a serem tomadas 
para cada ocasião, pois para cada agravante há uma intervenção diferente. 
Mesmo em acidentes simples como cortes superficiais, contusões ou quedas, o 
professor de Educação Física deve estar preparado para a emergência, pois 
oferecendo socorro correto, evitará a redução de complicações futuras. 
É importante atentar para a segurança pessoal de quem está socorrendo a 
vítima, pois diante do impulso de ajudar as outras pessoas, não justificará uma 
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conduta inconsequente, transformando o indivíduo em mais uma vítima. (HAFEN 
et al., 2002 
 
a) Flegel (2010), o primeiro atendimento relacionado ao esporte não vem 
ao encontro de que o profissional deve tratar e diagnosticar o problema 
do indivíduo, na verdade é necessário tomar ciência dos fatos e fazer 
um check-up breve, pois o exame e a avaliação devem ser feitos por 
médicos. O professor de Educação Física deve prestar o primeiro 
atendimento no sentido de solicitar o resgate, ajudar no transporte da 
vítima, evitar que os curiosos manipulem a vítima, entretanto, diante 
da urgência e da demora do atendimento pela equipe médica, deverá 
saber como ajudar, com sua capacidade técnica e habilidades 
adquiridas. 
 
 Pois o atendimento inicial, feito no local do acidente, visa manter os sinais vitais 
e evitar o agravamento da sintomatologia da vítima. 
Para Silva (1998), o profissional deve possuir um perfeito conhecimento das 
técnicas utilizadas em situações de emergência, dessa forma, torna-se 
fundamental o treinamento do pessoal envolvido nas atividades físicas e 
esportivas, especialmente no sentido de evitar que ocorram sequelas devido à 
utilização de procedimentos inadequados. 
Em outras palavras, é importante saber o que fazer e o que não fazer, pois é 
muito comum na hora do “aperto” quem estiver socorrendo “recoloque o membro 
no lugar”, que manipule articulações inadequadamente ou realiza outros 
procedimentos incorretos, que poderão trazer mais prejuízos do que benefícios. 
A falta de conhecimento por parte dos professores de educação física em 
primeiros socorros pode ocasionar inúmeros problemas ao indivíduo, como a 
manipulação inadequada da vítima ou até mesmo a solicitação às vezes 
desnecessária do socorro especializado em emergência. 
De acordo com Gonçalves (1997), grande parte dos professores de educação 
física não tem os conhecimentos necessários para prestar o socorro diante de 
uma situação de emergência. 
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A capacidade técnica dos professores em primeiros socorros e o 
planejamento/execução de emergência dentro das instituições é de grande 
importância, permitindo assim o socorro imediato, a promoção de saúde, 
prevenção de doenças e acidentes. 
Dessa forma, fica clara a importância de pessoas capacitadas com ciência exata 
à conduta correta diante de situações de emergência (BRASIL, 2008). Quem 
presta o atendimento deve ter treinamento correto e ciência de suas 
responsabilidades, mantendo o equilíbrio emocional necessário. 
O nível de conhecimento dos professores em primeiros socorros e a 
implementação de planos de emergência dentro do âmbito escolar é de grande 
importância, permitindo assim o socorro imediato dos alunos, a promoção de 
saúde, prevenção de doenças, acidentes entre crianças e adolescentes. Sendo 
assim, fica evidente a importância de pessoas capacitadas, seja nas escolas, 
seja em qualquer outro lugar, tendo a ciência exata à conduta correta quando 
em situação de emergência. 
Geralmente, os profissionais que possuem pouco conhecimento sobre como agir 
perante situações de emergência, normalmente, não fazem nada. 
Dessa maneira, o professor de Educação Física deve estar sempre atento, pois 
não se sabe qual o momento em que será necessária a prestação de socorro. 
O Brasil e o mundo têm presenciado várias fatalidades ocorridas no meio 
esportivo, mostrando assim o cuidado que devemos ter ao submeter uma pessoa 
a praticar atividade esportiva, sendo ela criança, adolescente ou idosa. 
Após estes acontecimentos os clubes e profissionais da área da saúde, tem se 
envolvido e se preparado mais em relação aos atendimentos de primeiros 
socorros. 
É importante que além dos profissionais de Educação Física, os demais 
professores participem de treinamentos em pronto atendimento, melhorando 
aspectos psicológicos, emocionais e técnicos para proporcionar segurança a 
todas as pessoas dentro da escola. 
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Afinal, os acidentes podem acontecer em todos os momentos, seja na hora do 
intervalo ou na entrada/saída da escola. 
 
10. A IMPORTÂNCIA DOS CONHECIMENTOS E 
PROCEDIMENTOS DE PRONTO ATENDIMENTO 
NAS ESCOLAS 
 
“Os primeiros socorros são os primeiros atendimentos prestados a uma vítima 
que está ferida ou que adoece de força instantânea, seja temporariamente ou de 
imediatismo. ” 
 
Figura: 15 
 
Os primeiros socorros são os cuidados imediatos prestados a uma pessoa, cujo 
estado físico, psíquico ou emocional acarretem em perigo à integridade de sua 
saúde ou de sua vida. 
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Estes cuidados são realizados fora do ambiente hospitalar, e possuem o objetivo 
de manter as funções vitais da vítima, evitando o agravamento de seu quadro 
estático, até que a assistência médica especializada chegue. 
O prestador de socorro que age durante o atendimento pré-hospitalar, ou seja, 
os primeiros socorros, deve se atentar, primeiramente para sua própria 
segurança. 
A pessoa não deve, por impulso, se colocar em situação de risco, tomando 
atitudes deliberadas e inconsequentes. 
Além do mais, a seriedade e o respeito são importantíssimos durante uma boa 
prestação de primeiros socorros. 
 A vítima não deve ser exposta de forma desnecessária e o sigilo sobre as 
informações pessoais que o prestador de socorro tenha conhecimento durante 
a ação de socorro deve ser mantido. 
Na Educação Física são trabalhadas inúmeras práticas corporais e suas 
manifestações, sendo o professor suscetível a, durante suas aulas, vivenciar 
situações em que seus alunos necessitem de atendimento emergencial. 
O professor, dessa forma, deve ter conhecimento suficiente para agir nestas 
situações, pois o atendimento realizado por socorristas pode demorar a chegar, 
trazendo traumas irreparáveis ou até mesmo causando a morte. 
“Vários estudos apontam que a chance de reanimar um paciente com parada 
cardiorrespiratória diminui de 7 a 10% por minuto, portanto, sem o devido 
atendimento, a vítima pode vir a falecer em poucos minutos. ” 
Seria interessante que dentro do planejamento escolar fossem adicionadas 
aulas voltadas para a prestação de primeiros socorros e prevenção de acidentes, 
capacitando os próprios alunos para este tipo de ocorrência. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
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GARCIA, Almir Rogério Ruiz. Acidentes e lesões no ambiente escolar: 
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Acesso em: 22 ago. 2016. 
 
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Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e 
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SOCORROS de urgência em atividades físicas. Revista E.F., n.28, jun. 2008. 
CONFEF – Conselho Federal de Educação Física. 
 
SILVEIRA, Elzio Teobaldo da; MOULIN, Alexandre Fachetti Vaillant. Socorros de 
urgência em atividades físicas: curso teórico-prático. 6.ed. 2006. 32 p. 
 
GOMES, Ilana Barros; et al. Acidentes em crianças no ambiente escolar: estudo 
bibliográfico. Fiep Bulletin on-line, v. 80, Special Edition, 2010. 
 
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SOUSA, Jeane Dantas; DANIEL, Maria Miqueline da Conceição. Importância da 
Educação Física escolar na visão dos alunos de uma escola pública. CONNEPI, 
2010.

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