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A montagem do aparato colonial de exploração O processo de colonização do Brasil foi baseado na exploração, onde o objetivo era somente o lucro, criando um processo de exploração extrema. A tentativa de extorsão de recursos, era tamanha, que os sistemas de colonização, não surtiram os resultados esperados, como o Sistema de Capitanias Hereditárias e o Governo Geral. A meta era atingir altos lucros com baixos investimentos. A mão de obra utilizada desde o início da colonização, e que predomina até hoje, é a escrava. Primeiro, escravizaram índios, depois trouxeram escravos negros da África, e por último, tentaram escravizar imigrantes europeus e asiáticos. O sistema econômico colonial era estruturado com base no latifúndio, trabalho escravo e monocultura de exportação, objetivando o envio de riquezas para Portugal, através do Pacto Colonial. Esse sistema permitiu enviar todas as riquezas do país para Portugal, e depois da independência, concentrar todas as riquezas do país nas mãos de pequenos grupos dominantes, as elites agrárias, que dominaram o país durante anos, excluindo a população, até do processo de independência política. Esse sistema agroexportador era extremamente dependente da economia europeia, pois devido ao Pacto Colonial, as Colônias somente poderiam fazer comércio com as metrópoles europeias. Essa dependência deixa a economia frágil e suscetível a crises, como aconteceu com o açúcar (concorrência com Açores, Madeira e Cabo Verde), com o café (Primeira Guerra Mundial e Crack de 1929), e com a borracha (concorrência asiática), entre tantas outras. A alta concentração da renda, gerou uma concentração de poder nas mãos de pequenos grupos, criando uma estrutura polissinodal e corporativa, baseada na criação de elos entre oligarquias e o governo luso. Essa estrutura social culminou em um sistema político legal, que privilegia até hoje as oligarquias brasileiras, e descrimina as grandes massas.