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ESTUDOS AMAZÔNICOS 7º ANO
8 pág.

História do Brasil Colonial Universidade Estácio de SáUniversidade Estácio de Sá

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Resumo sobre a Economia Extrativista e a Colonização da Amazônia A economia extrativista na Amazônia começou a se desenvolver com as expedições europeias no século XVI, que buscavam especiarias como a canela, altamente valorizada na Europa. Embora os espanhóis não tenham encontrado o Vale das Caneleiras, suas expedições abriram caminho para a exploração de outros produtos, como urucu, anil, pimenta-do-reino, cacau e algodão, coletivamente conhecidos como drogas do sertão. A extração desses produtos dependia fortemente do trabalho de índios escravizados, que também eram utilizados na agricultura, especialmente na produção de açúcar. Essa dinâmica de exploração e trabalho forçado moldou a economia da região, que se tornou um importante fornecedor de recursos para o mercado europeu. No século XVIII, a administração da Amazônia estava sob forte influência das decisões tomadas em Portugal, onde os governadores frequentemente não chegavam a assumir seus cargos devido à longa viagem. A partir de 1750, com a assinatura do Tratado de Madri, houve uma mudança significativa na colonização portuguesa, que buscava explorar mais as riquezas minerais da região. O Marquês de Pombal, nomeado para governar o Estado do Maranhão e Grão-Pará, implementou um novo projeto de colonização que visava modernizar a economia da Amazônia, inspirando-se nas ideias iluministas e liberais que conheceu na Europa. Pombal acreditava que a influência da Igreja Católica era um obstáculo ao progresso e, por isso, promoveu reformas que incluíam a secularização da educação e a expulsão dos jesuítas, que controlavam a educação e a vida social na região. As reformas de Pombal incluíram a proibição da escravidão indígena e a criação de um diretório para administrar o trabalho nativo, além de incentivar casamentos inter-raciais para formar uma nova população que pudesse trabalhar na agricultura. No entanto, após a morte de D. José I, Pombal perdeu o poder e suas reformas foram revertidas, levando ao retorno da escravidão indígena e à exploração das riquezas amazônicas de forma semelhante ao que existia antes de suas reformas. A economia da Amazônia, que se baseava na policultura devido à falta de recursos para a monocultura, permitiu uma certa liberdade econômica e política, especialmente em comparação com outras regiões do Brasil, que estavam mais focadas na produção de açúcar e ouro. A chegada da família real ao Brasil em 1808 trouxe novas mudanças, transformando o Grão-Pará em uma província e estabelecendo um novo relacionamento com o Rio de Janeiro, que até então era inexistente. Destaques A economia extrativista na Amazônia começou com a busca por especiarias no século XVI, utilizando trabalho indígena escravizado. O Marquês de Pombal implementou reformas significativas na administração da Amazônia, buscando modernizar a economia e reduzir a influência da Igreja. As reformas de Pombal incluíram a proibição da escravidão indígena e a promoção de casamentos inter-raciais para fortalecer a mão de obra local. Após a morte de Pombal, suas reformas foram revertidas, e a escravidão indígena foi restaurada. A Amazônia desenvolveu uma economia de policultura, permitindo uma certa autonomia em relação ao governo central do Brasil.

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