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E.M. Pref. João Matheus Telles de Menezes Bady Bassitt, ..........de..................................de 2021 Nome do aluno: ........................................................................... Ano/série: 7º .... Disciplina: HISTÓRIA Avaliação bimestral de História – 1º bimestre Leia o texto abaixo para responder às questões 1 e 2. João Calvino (1509-1564) nasceu em Noyon, na França. Católico e formado em Teologia, ele aderiu às ideias de outros reformadores protestantes, mas depois liderou o próprio movimento reformista, que foi chamado de calvinismo. Calvino foi perseguido pelas autoridades católicas francesas e acabou fugindo para a Suíça, onde se tornou líder do governo da cidade de Genebra, de 1541 a 1560. O governo calvinista condenava o jogo, o culto às imagens de santos, as danças, o uso de roupas luxuosas e de joias. Além de acreditar que somente a fé traz a salvação, Calvino defendia a existência de uma predestinação ao céu. Explicava que algumas pessoas eram eleitas por Deus para serem salvas e ninguém poderia interferir no plano de Deus. Em 1547, mais de cem pastores calvinistas escreveram a obra Confissão de Westminster, com o objetivo de sistematizar a doutrina de sua fé. Leia, a seguir, um trecho desse livro e responda à questão: “Aqueles do gênero humano que estão predestinados à vida foram escolhidos para a glória com Cristo por Deus, antes de efetuada a criação do mundo, segundo sua finalidade eterna e imutável, e secreta deliberação e arbítrio de sua vontade, por manifestação de sua livre graça e amor, sem qualquer previsão de fé ou boas obras, ou de perseverança em ambas, ou qualquer outra coisa na criatura como condições ou causas que levassem a isso [...]”. Confissão de Westminster. In: LUIZETTO, Flávio. Reformas religiosas. São Paulo: Contexto, 1991. p. 49. 1) Segundo o texto, que tipos de práticas eram condenadas pelo governo calvinistas instaurado em Genebra, na Suíça? R:____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 2) A partir da leitura do texto acima, é possível afirmar que: ( ) a) Para os calvinistas, a fé na doutrina protestante, a procrastinação do indivíduo à salvação e a reprovação de práticas que consideravam pecaminosas constituíram-se como os pilares centrais de suas ideias para reformar a religião a que se dedicavam. ( ) b) Para os calvinistas, a falta de fé na doutrina cristã, a predestinação do indivíduo à salvação e a aprovação de práticas que consideravam pecaminosas constituíram-se como alguns dos pilares centrais de suas ideias para reformar a religião a que se dedicavam. ( ) c) Para os calvinistas, a fé na doutrina protestante, a predestinação do indivíduo à salvação e a reprovação de práticas que consideravam pecaminosas constituíram-se como os pilares centrais de suas ideias para reformar a religião a que se dedicavam. ( ) d) Para os calvinistas, a fé na doutrina cristã, a predestinação do indivíduo à salvação e a reprovação de práticas que consideravam pecaminosas constituíram-se como alguns dos pilares centrais de suas ideias para reformar a religião a que se dedicavam. Nota ( ) e) Para os calvinistas, a fé na doutrina protestante, a destinação do indivíduo à salvação e a aprovação de práticas que consideravam pecaminosas constituíram-se como alguns dos pilares centrais de suas ideias para reformar a religião a que se dedicavam. Leia o texto abaixo para responder às questões 3 e 4. Ao longo da Idade Moderna, o fortalecimento do poder de alguns reis europeus foi chamado de absolutismo. Essa expressão foi criada no século XVIII por intelectuais que criticavam o poder dos reis e os privilégios da nobreza e do clero. No absolutismo, o poder político estava concentrado na pessoa do rei. No entanto, devemos considerar que o rei não governava sozinho, tampouco exercia sua vontade de forma ilimitada. Parte desse poder era exercida pela burocracia do Estado, constituída por um grupo de pessoas nomeadas pelo rei para cuidar das finanças, elaborar leis, trabalhar nos tribunais, comandar os exércitos profissionais, etc. Mas o rei tinha sempre a última palavra. O absolutismo monárquico, em diferentes formas, faz parte da história de vários países europeus da Idade Moderna, como França, Inglaterra, Espanha e Portugal. O fortalecimento do poder real e a centralização do Estado foram defendidos por alguns pensadores. Entre eles destacam-se Thomas Hobbes (1588-1679) e Jacques Bossuet (1627- 1704). Hobbes, um filósofo inglês, publicou, em 1651, o livro Leviatã, no qual compara o Estado a um monstro chamado Leviatã. De acordo com Hobbes, por natureza, “o homem era o lobo do próprio homem”. Assim, nas sociedades chamadas de “primitivas”, todos viveriam em constantes guerras e matanças, lutando entre si pela própria sobrevivência. Só haveria uma solução para pôr fim a esses conflitos permanentes: um acordo, a que chamava de contrato social. No contrato social, cada um abriria mão de parte de sua liberdade em favor de um governo poderoso, capaz de garantir a ordem, a direção e a segurança no convívio social. Por isso, ele defendia que o poder absoluto do governante era necessário para se alcançar a paz e o progresso da sociedade. Por sua vez, o bispo francês Jacques Bossuet – que viveu durante o governo de Luís XIV (1651- 1715), foi um defensor da monarquia absolutista e cristã. O bispo dizia que o poder do rei era absoluto porque tinha origem divina. O rei era predestinado por Deus a governar seu país e, por isso, estava acima de todos os súditos, não precisando explicar suas atitudes e ordens a qualquer pessoa. Somente Deus poderia julgar o monarca. Mas era esperado que o “bom” rei utilizasse seu poder para promover a felicidade geral do povo. Bossuet foi autor da frase “Um rei, uma fé, uma lei”, que se tornou uma espécie de lema das monarquias absolutistas. 3) Cite alguns reinos onde se observou o fenômeno do absolutismo e mencione em que figura se concentrava todo o poder. R:____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 4) As teorias de Thomas Hobbes e Jacques Bossuet pretenderam justificar o poderio régio ao longo dos séculos que marcaram o absolutismo. Dentre suas características, podemos mencionar, respectivamente: ( ) a) Para Hobbes, a existência de um contrato social exigia de cada indivíduo a retenção de parte de sua liberdade contra um governo com poderes concentrados em si, garantindo assim a segurança e a ordem social – Para Bossuet, o poder do rei não advinha diretamente de Deus, e por isso possuía plena autonomia em seus atos e ordens. ( ) b) Para Hobbes, a existência de um contrato social exigia de cada indivíduo a cessão de parte de sua liberdade em prol de um governo com poderes fragmentados e democrático, garantindo assim a segurança e a ordem social – Para Bossuet, o poder do rei advinha diretamente de Deus, e por isso não possuía plena autonomia em seus atos e ordens. ( ) c) Para Hobbes, a existência de um contrato social exigia de cada indivíduo a cessão de parte de sua liberdade em prol de um governo com poderes concentrados em si, garantindo assim a segurança e a ordem social – Para Bossuet, o poder do rei advinha diretamente de Deus, e por isso possuía plena autonomia em seus atos e ordens. ( ) d) Para Hobbes, a existência de um contrato social exigia de cada indivíduo a resistência em ceder parte de sua liberdade em prol de um governo com poderes concentrados em si, garantindo assim a segurança e a desordem social – Para Bossuet, o poder do reiadvinha diretamente de Deus, e por isso possuía jamais deveria possuir plena autonomia em seus atos e ordens. ( ) e) Para Hobbes, a existência de um contrato social não exigia de cada indivíduo a cessão de parte de sua liberdade, mas sim um governo com poderes concentrados em si, garantindo assim a segurança e a ordem social – Para Bossuet, o poder do rei não advinha diretamente de Deus, e por isso não possuía plena autonomia em seus atos e ordens. Leia o texto abaixo para responder às questões 5 e 6 A criação, em 1478, da Inquisição em Castela e Aragão deu um novo impulso aos estatutos da pureza de sangue. Em 1485, a Inquisição agiu contra os cristãos-novos (judeus recém-convertidos ao cristianismo) membros da Ordem de São Jerônimo, acusando-os de continuarem a professar a antiga fé judaica e de praticarem os seus rituais nos conventos. [...] No ano seguinte, o capítulo da ordem aprovou o estatuto da pureza de sangue, mas a decisão suscitou protestos ao rei e ao papa por parte de uma minoria poderosa. Contudo, o papa Alexandre VI, que era de origem espanhola e aprovou o estatuto em 1495, quebrou essa resistência. A legitimidade da exclusão dos cristãos- novos de uma ordem religiosa foi imposta, pela primeira vez, ao mais alto nível, com as consequências se espalhando tanto pelas instituições eclesiásticas como pelas civis. A expulsão das comunidades judaicas de Castela e Aragão fez parte dessa atmosfera repressiva; a proximidade dos judeus era vista como causa importante para o regresso dos cristãos-novos às velhas crenças. O decreto promulgado em 31 de março de 1492 estabelecia um período de quatro meses para que todas as comunidades abandonassem os dois reinos ou então se convertessem ao cristianismo. É impossível apontar o número exato de judeus que se converteram ou que se exilaram; no final de todas as perseguições e conversões forçadas verificadas nos séculos XIV e XV, a comunidade judaica deveria ter menos de 150 mil pessoas (entre 2% e 3% da população total). [...] BETHENCOURT, Francisco. Racismos: das Cruzadas ao século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 5) De acordo com o texto, qual foi a motivação dos membros da Inquisição para atuarem contra os chamados “cristãos-novos”? R:____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 6) O decreto promulgado em 31 de março de 1492 teve como consequência: ( ) a) O aumento da população judaica na Península Ibérica devido às conversões ao cristianismo ou mesmo ao êxodo para outros lugares. ( ) b) A diminuição da população judaica na Península Ibérica devido às conversões ao cristianismo ou mesmo ao êxodo para outros lugares. ( ) c) O aumento da população judaica na Península Ibérica devido às conversões ao islamismo ou mesmo ao êxodo para outros lugares. ( ) d) A diminuição da população judaica na Península Ibérica devido às conversões ao islamismo ou mesmo ao êxodo para outros lugares. ( ) e) O aumento da população judaica na Península Ibérica devido às conversões ao protestantismo ou mesmo ao êxodo para outros lugares. Leia o texto para responder à questão 7: Os Lordes espirituais e temporais e os membros da Câmara dos Comuns declaram, desde logo, o seguinte: 1. que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. [...] 4. que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio. [...] 13. que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis. Declaração de Direitos, 1689. Disponível em: . Acesso em: 9 nov. 2015. 7) No documento escrito em 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime político que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em: a) Redução da influência do papa — Teocracia. b) Limitação do poder do soberano — Absolutismo. c) Ampliação da dominação do clero — República. d) Expansão da força do presidente — Parlamentarismo. e) Restrição da competência do congresso — Presidencialismo. Leia o texto para responder à questão 8: O movimento político mais importante do século XVII foi a Guerra Civil inglesa, deflagrada em 1640 e só concluída em 1688. Ao desafiar o absolutismo, a revolução levou a uma sangrenta guerra civil, cujo resultado, a médio prazo, foi o reordenamento institucional da monarquia em bases liberais. Em, 1603 Elizabeth I da Inglaterra morreu sem deixar herdeiros. Assumiu a Coroa o rei da Escócia, com o título de Jaime I, da dinastia Stuart. Mas foi no reinado de seu filho e sucessor, Carlos I, em 1625, que a crise estourou, em função do conflito permanente entre o rei e o Parlamento, sobretudo a Câmara dos Comuns (House of Commons), então dominada pela pequena e média nobreza e pelos mercadores ricos. A Câmara dos Lordes (House of Lords) abrigava a nobreza proprietária de terras e o alto clero anglicano, sempre leais ao rei. O pomo da discórdia foi a política fiscal de Carlos I, que multiplicava impostos, sem consultar o Parlamento, para pagar campanhas militares desastradas. Em 1628, o rei foi pressionado pelo Parlamento a assinar a Petição de Direitos, que exigia a aprovação dos parlamentares para a criação de novos impostos. Apesar de ter aprovado a petição, Carlos I não a respeitou. 8) Indique a razão central do conflito entre o rei e o Parlamento na Inglaterra do século XVII. R:____________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ Leia o texto para responder às questões 9 e 10: O conceito de mercantilismo foi criado por estudiosos do final do século XIX para designar as políticas econômicas aplicadas pelos Estados europeus no tempo do absolutismo. Em linhas gerais, o mercantilismo correspondeu, no plano econômico e fiscal, ao crescente fortalecimento dos poderes estatais nos reinos europeus, principalmente em razão da criação de um mercado mundial resultante da expansão marítima europeia na Ásia, na África e na América. Pela estreita relação entre as políticas econômicas das monarquias europeias e o reforço do poder real, muitos historiadores também designaram o período do absolutismo como a época mercantilista. Afinal, absolutismo e mercantilismo são duas faces da mesma moeda. O sistema de monopólio foi uma das principais características do período mercantilista. Através dele, os Estados europeus montaram o comércio de mercadorias, em particular da América. Os reis concediam exclusividade a mercadores individuais ou organizados em companhias. A grande quantidade de metais na Europa deu origem ao metalismo ou bulionismo, um tipo de política econômica baseada no princípio de que o poder do Estado residia na quantidade de metal precioso existente no seu reino. Essa foi a tendência predominante sobretudo na Espanha durante o século XVI e parte do XVII. Uma variante das políticas mercantilistas ficava por conta das medidas adotadas para manter a balança comercial favorável. Podia-se conseguir isso, por exemplo, vendendo mais do que comprando em valor dos países estrangeiros ou, na versão do mercantilismo francês do ministro Jean-Baptiste Colbert, vender caro e comprar barato do exterior (colbertismo), de modo que o saldo fosse sempre positivo. 9) Por qual razão é possível dizer o que a busca do monopólio comercial foi um imperativo do sistema mercantilista? R:__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 10) Dentre as principais características do mercantilismo mencionadas no texto, podemos destacar: ( ) a) Monopólio territorial – acumulo de metais preciosos (ouro e prata) – liberalismo econômico (aumentar exportações e diminuir importações). ( ) b) Concorrência comercial – acumulo de metais preciosos (ouro e prata) – protecionismo econômico (aumentar exportações e diminuir importações). ( ) c) Monopólio comercial – venda de metais preciosos (ouro e prata) para os concorrentes – protecionismo econômico (aumentar exportações e diminuir importações). ( ) d) Concorrência comercial – acumulo de metais preciosos (ouro e prata) – protecionismo econômico (diminuir exportações e aumentar importações). ( ) e) Monopólio comercial – acumulo de metais preciosos (ouro e prata) – protecionismo econômico (aumentar exportações e diminuir importações).