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AUDITORIA E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL 
 
 
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Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ................................................ Erro! Indicador não definido. 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 3 
2. CONCEITOS ................................................................................................... 7 
2.1. SUSTENTABILIDADE ................................................................................. 7 
2.2. DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVÉL ..................................................... 9 
2.2.1. A UTILIZAÇÃO EFICIENTE DOS RECURSOS NATURAIS ................ 10 
2.2.2. ECOEQUIDADE E ECOEFICIÊNCIA .................................................... 12 
2.3. ECONOMIA E MEIO AMBIENTE .............................................................. 12 
3. GESTÃO AMBIENTAL ................................................................................. 13 
4. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL ..................................................................... 17 
4.1. ISO 14001 E 14004.................................................................................... 18 
4.2. REQUISITOS GERAIS DA ISO 14001 ..................................................... 20 
4.3. O SISTEMA BRASILEIRO DE CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL ................ 22 
5. AUDITORIA AMBIENTAL ............................................................................. 23 
5.1. TIPOS DE AUDITORIA AMBIENTAL:....................................................... 24 
5.2. ETAPAS DE AUDITORIA AMBIENTAL: ................................................... 25 
6. ROTEIRO DE AUDITORIA DE SGA ............................................................ 27 
6.1. DEFINIÇÃO DA REALIZAÇÃO DA AUDITORIA ...................................... 28 
6.2. SELEÇÃO DO AUDITOR LÍDER .............................................................. 28 
6.3. INFORMAÇÕES PRELIMINARES SOBRE A EMPRESA AUDITADA.... 29 
6.4. SELEÇÃO DA EQUIPE DE AUDITORIA .................................................. 30 
6.5. PLANEJAMENTO DA AUDITORA PELA EQUIPE .................................. 30 
6.6. REUNIÃO PREPARATÓRIA ..................................................................... 32 
6.7. ANÁLISE DE INDÍCIOS DE CONFORMIDADES E NÃO 
CONFORMIDADES ............................................................................................. 36 
6.8. O PAPEL DOS AUDITORES..................................................................... 37 
7. ÓRGÃO CERTIFICADOR ............................................................................ 38 
7.1. INMETRO – INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E 
TECNOLOGIA ...................................................................................................... 38 
8. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO CREDENCIADO (ACREDITADO) – 
OCC ...................................................................................................................... 39 
9. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DA QUALIDADE – 
OCS ...................................................................................................................... 39 
10. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO 
AMBIENTAL – OCA ............................................................................................. 40 
11. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTO – OCP .................... 40 
 
 
 3 
 
12. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL – OPC ...................... 40 
13. ORGANISMO DE TREINAMENTO ACREDITADO – OTC ...................... 41 
14. REGULAMENTO DO CREDENCIAMENTO (ACREDITAÇÃO) .............. 42 
15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................... 45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
Figura 1: Auditoria e certificação Ambiental. 
 
Fonte: http://www.ecovitalle.com.br/auditoria.html 
 
Certificado: É o produto da Certificação, uma declaração formal e explícita 
de "autenticidade" de que a empresa está atuando dentro dos padrões necessá-
rios pela norma para obter a certificação. É válido apenas por um período espe-
http://www.ecovitalle.com.br/auditoria.html
 
 
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cífico de tempo. Para renovação, a empresa precisa demonstrar seu comprome-
timento com a melhoria contínua. 
 
Para a certificação de um sistema de gestão ambiental é necessária á aplicação 
de uma auditoria de certificação na atividade a ser certificada. Atualmente, a 
NBR ISO ISO 19011:2002 é a norma que certifica Sistemas de Gestão Ambien-
tal, substituindo as NBRs ISO 14010, ISO 14011 e ISO 14012. A NBR ISO 
19011:2002 estabelece as diretrizes para a auditoria ambiental de certificação 
de Sistemas de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental. 
 
Atualmente, a auditoria ambiental é considerada uma das ferramentas da gestão 
ambiental de mais destaque. A competição internacional e o processo acelerado 
de fusões e aquisições de empresas passaram a requerer verificações rigorosas, 
para que passivos ambientais existentes pudessem ser avaliados e seu valor 
levado em consideração nos negócios, criando assim a necessidade de audito-
rias ambientais. 
 
Além de necessitarem de grandes custos para sua remediação, passivos e da-
nos ambientais podem ferir a imagem de uma empresa, o que levou as organi-
zações a estabelecerem processos sistemáticos de verificação dos cuidados 
com o meio ambiente, como a auditoria ambiental, em suas matrizes e filiais. A 
Norma NBR ISO 14010 define Auditoria Ambiental como o "processo sistemático 
e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, 
evidências de auditoria para determinar se as atividades, eventos, sistemas de 
gestão e condições ambientais específicos ou as informações relacionadas a 
estes estão em conformidade com os critérios de auditoria e para comunicar os 
resultados deste processo ao cliente". 
 
Resumindo e simplificando o conceito acima temos que a Auditoria Ambiental é 
"um processo sistemático e formal de verificação, por uma parte auditora, se a 
conduta ambiental e/ou desempenho ambiental de uma entidade auditada aten-
dem a um conjunto de critérios especificados". A auditoria ambiental é o retrato 
do desempenho ambiental da empresa em um determinado momento, ou seja, 
verifica se até aquele ponto a empresa está atendendo os padrões ambientais 
 
 
 5 
 
estabelecidos pela legislação ambiental vigente. Ou seja, a auditoria ambiental 
visa principalmente verificar o sistema de gestão ambiental de uma organização. 
 
A auditoria ambiental é uma ferramenta importante que deve ser usada pelas 
empresas para controlar a observância a critérios e medidas estipulados com o 
objetivo de evitar a degradação ambiental, que em geral decorre quando há falta 
ou pouco controle do impacto ambiental das operações. A auditoria ambiental 
identifica áreas de risco e problemas de infração ou desvio no cumprimento das 
normas padronizadas, apontando tanto os pontos fortes da operação quanto os 
fracos. Assim, é interessante que a operação candidata à certificação ambiental 
estude e conheça mais sobre os benefícios e exigências da ferramenta de audi-
toria ambiental antes da implantação de um sistema de gestão ambiental. 
 
É importante diferenciar que a auditoria ambiental é uma ferramenta de gestão 
ambiental e não um instrumento de controle ambiental, pois a auditoria não es-
tabelece as normas e padrões a serem seguidos e a tecnologia necessária para 
tal, mas sim busca avaliar se as normas existentes estão sendo observadas pela 
operação, se a empresa possui uma política ambiental e se é capaz de melhorar 
o seu desempenho ambiental constantemente (melhoria contínua). 
 
Assim, o sistema de gestão ambiental passou a sistematizar a auditoria ambien-
tal como a prática que permite melhoria contínua, pois sua metodologia permite 
identificar práticas que não estão em conformidade (práticas não adequadas 
também chamadas comumente de1996. 
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http://engemausp.submissao.com.br/17/anais/arquivos/19.pdf 
 
https://aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/366852/mod_resource/con-
tent/1/AUDITORIA%20AMBIENTAL.pdf 
 
https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/auditoria-
e-certificacao-da-iso-14001/27069 
 
http://engemausp.submissao.com.br/17/anais/arquivos/19.pdf
https://aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/366852/mod_resource/content/1/AUDITORIA%20AMBIENTAL.pdf
https://aedmoodle.ufpa.br/pluginfile.php/366852/mod_resource/content/1/AUDITORIA%20AMBIENTAL.pdfpráticas não conformes) e quais as medidas 
necessárias para corrigir esses erros. 
 
A auditoria ambiental pode ser entendida como uma ferramenta básica para in-
dicar a saúde ambiental de uma empresa. Assim, quando a direção da empresa 
está comprometida com melhoria contínua e possui recursos disponíveis para 
corrigir as não conformidades detectadas, permite obter benefícios como: 
 
• Identificação e registro das práticas que estão conformes e não conformes com 
a legislação vigente; 
 
 
 6 
 
 
• Identificação e registro das práticas que estão conformes e não conformes com 
a política ambiental da empresa (caso haja uma); 
 
• Conscientização da diretoria sobre as práticas não conformes da empresa e 
necessidades de mudanças, evitando surpresas e possibilitando planejamento 
de ações; 
 
• Assessoria na implementação e melhoria da qualidade ambiental da empresa; 
 
• Assessoramento na alocação eficiente de recursos (financeiro, tecnológico e 
humano) segundo as necessidades de melhoria mais urgentes: priorização de 
investimentos; 
 
• Avaliação, controle e redução do impacto ambiental gerado pela atividade; 
 
• Identificação de passivos ambientais, existentes ou potenciais; 
 
• Minimização dos resíduos gerados e dos recursos usados pela empresa, o que 
pode levar à diminuição de custos de produção; 
 
• Produção de informações e dados organizados sobre o desempenho ambiental 
da empresa, que podem ser acessadas por investidores e clientes; 
 
• Promoção de conscientização e educação ambiental dos empregados, além de 
melhorias à saúde ocupacional; 
 
• Prevenção de acidentes e multas ambientais; 
 
• Melhoria da imagem junto ao público, à comunidade e o setor público; 
 
• Redução de conflitos com os órgãos públicos responsáveis pelo controle am-
biental; 
 
 
 7 
 
 
• Melhoria de posicionamento em mercados com requerimentos ambientais es-
pecíficos, como para exportação. 
 
No entanto, existem desvantagens na aplicação da auditoria ambiental, como: 
 
• Necessidade de recursos adicionais (financeiro, tecnológico e humano) para 
implementar os programas de melhoria; 
 
• Possibilidade de ocorrer gasto expressivo de recursos para atender a melhoria 
das não conformidades detectadas; 
 
• Falsa-sensação de segurança em relação à prevenção de acidentes e multas 
ambientais, caso a auditoria tenha sido conduzida de modo incompleto e de 
forma inexperiente; 
 
• Possibilidade de que a empresa sofra pressões de órgãos governamentais e 
grupos ambientais para demonstrar seus resultados de desempenho ambiental. 
 
2. CONCEITOS 
2.1. SUSTENTABILIDADE 
Figura 2: Sustentabilidade. 
 
Fonte: https://www.ecycle.com.br/3093-sustentabilidade.html 
 
 
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 O avanço científico e tecnológico das últimas décadas passou ao largo da 
questão da sustentabilidade trazendo prejuízos imensos em termos de degrada-
ção ambiental. A intensa atividade industrial diminui drasticamente os recursos 
naturais do planeta provocando aumento da quantidade de resíduos sólidos e 
outros poluentes. No século XXI, algumas empresas estão incorporando a ges-
tão ambiental em suas práticas, motivada não só pela questão ambiental, mas 
também a questão econômica já que os consumidores tendem a consumir pro-
dutos de empresas ambientalmente responsáveis, e o fazem não apenas de 
forma reativa, mas proativa. (NASCIMENTO, 2012, p.35; FORTE, 2007, p. 27). 
A compreensão de sustentabilidade incorpora aspectos sociais, ambien-
tais e econômicos, tanto que introduziram no conceito de sustentabilidade os 
“três P’s da sustentabilidade”, people (pessoas), planet (planeta) e profit (lucro), 
ou seja, são três dimensões da sustentabilidade. A dimensão ambiental preo-
cupa-se com a produção e o consumo de maneira a conservar os ecossistemas. 
A dimensão social envolve a erradicação da pobreza, distribuição equitativa de 
bens naturais e definição do padrão para uma vida digna. A dimensão econômica 
inclui a economia formal e informal, provendo serviços para os indivíduos e gru-
pos, aumentando a renda monetária e o padrão de vida dos indivíduos (NASCI-
MENTO, 2012). 
Em relação à sustentabilidade o processo de galvanoplastia além de con-
sumir muita energia é grande emissor de poluentes atmosféricos por evaporação 
dos banhos e a produção de resíduo sólido (lodo galvânico) em que resulta no 
tratamento dos efluentes líquidos. É um resíduo perigoso pela grande quanti-
dade de metais presentes, e por isso a necessidade de tratamento e disposição 
adequada, invariavelmente em aterro de resíduos industriais perigosos. Os resí-
duos obtidos no processo de galvanoplastia são classificados segundo a NBR 
10004 como resíduo perigoso classe 1: 
Classe I - Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam riscos à sa-
úde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em 
função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, to-
xicidade e patogenicidade. (ABETRE, 2014). 
 A figura 3 apresenta de forma simples o tripé Natureza fonte de recursos-
Sistema econômico-Natureza-depósito de lixo. 
 
 
 9 
 
Figura 3: Extração de recursos (a natureza como fonte) e lançamentos de dejetos 
(a natureza como esgoto) pelo sistema econômico. 
 
Fonte: CAVALCANTI (2012) 
 
Observa-se na figura 3 a necessidade de ligação entre as dimensões ambientais, 
econômicas e sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2. DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVÉL 
Figura 4: Desenvolvimento sustentável. 
 
Fonte: https://meiosustentavel.com.br/desenvolvimento-sustentavel/ 
 
 
 
 10 
 
O conceito de desenvolvimento sustentável ficou conhecido em 1987 atra-
vés do relatório Brundtland que apontou a incompatibilidade entre desenvolvi-
mento sustentável e os atuais padrões de produção e consumo e a composição 
entre meio ambiente e questões sociais o relatório de Brundtland define desen-
volvimento como processo que “satisfaz as necessidades presentes, sem com-
prometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessida-
des”. (BRUNDTLAND, 1987). 
 
2.2.1. A UTILIZAÇÃO EFICIENTE DOS RECURSOS NA-
TURAIS 
Figura 5: Utilização eficiente dos recursos naturais. 
 
Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/artigos/william-wills/mecanismo-
de-desenvolvimento-sustentavel-pode-gerar-70-mil-empregos-em-dez-anos/ 
Com o crescimento da economia mundial e o aumento da população (9 
bilhões de habitantes até 2050) os recursos naturais vão se esgotar( CAVAL-
CANTI, 2012, p.1). A água, o solo, o ar puro são recursos vitais para a saúde e 
a qualidade de vida, mas a sua disponibilidade é limitada. 
O crescente aumento da obtenção de alguns recursos vai contribuir para 
a sua escassez e para o aumento dos preços, que afetarão a economia mundial. 
É necessária uma gestão mais eficiente dos recursos durante todo o seu ciclo 
de vida, desde a extração até à eliminação, passando pelo transporte, a trans-
formação e o consumo. 
Neste contexto é necessário promover a eficiência na utilização de recur-
sos, produzindo mais valia utilizando menos matéria prima e alterando os pa-
drões de consumo. Deste modo, os riscos de escassez de recursos serão mini-
mizados, mantendo os impactos ambientais dentro de níveis aceitáveis. 
 
 
 11 
 
Os custos sociais e ambientais advindos da produção em escala mundial 
pela moderna indústria são enormes, mas a sociedade civil começou a resistir e 
a exigir a internalização dos custos ambientais causados pelas atividades eco-
nômicas. A pressão de ONG’s e movimentos populares sobre empresas e go-
vernos tem sido intensa ao exigirem proteção contra dejetos tóxicos, fumaça, 
água e ar poluído somados a obsolescência de equipamentos industriais e pro-
cessos geradores de insustentabilidade. As inovações tecnológicas na indústria 
trouxeram consigo a possibilidade de manipulação de matérias primas e um sem 
numero de problemas socioambientaischamados de “custos sociais”. Dado a 
gravidade do problema, a sociedade começou a pressionar e resistir exigindo a 
incorporação dos custos ambientais ocasionados pelas atividades econômicas. 
As questões envolvendo os problemas ambientais, o 
esgotamento de recursos naturais não renováveis e o 
crescimento econômico desvinculado do desenvolvi-
mento sustentável tornaram-se uma grande preocu-
pação mundial nos últimos anos, o que tem levado 
tanto governantes quanto as sociedades civis e as 
próprias organizações a proporem diferentes medi-
das para a preservação do planeta e, consequente, 
sobrevivência das gerações futuras (LUNARDI, 2012, 
p.1). 
O uso ineficiente de insumos prejudica o meio ambiente, além de resultar 
em maiores custos para as organizações e perder vantagens competitivas. Or-
ganizações que não buscam a eficiência e a atualização de conhecimentos re-
ferentes à sustentabilidade econômica de suas atividades tende a aumentar os 
custos de produção e de operação, prejudicando o resultado financeiro da em-
presa (KIM; KO, 2010 p 8). 
Por outro lado, as organizações que seus processos industriais afetam o 
meio ambiente sofrem pressões externas para a solução do problema e passam 
a ser responsáveis pela redução de impactos e adoção de posturas menos de-
gradantes (LUCAS, 2010). 
 
 
 
 12 
 
2.2.2. ECOEQUIDADE E ECOEFICIÊNCIA 
 
 Com o rápido avanço tecnológico nos sistemas informacionais a literatura 
tem destacado diferentes vantagens de ser verde. Segundo Brooks et.al. (2010), 
existem duas grandes categorias de benefícios: os ambientais e os financeiros. 
Os benefícios ambientais relacionam-se aos objetivos de ecoequidade que re-
fere-se à igualdade de direitos entre as gerações atuais e futuras aos recursos 
ambientais disponíveis. 
 A ecoequidade é a maneira pela qual se faz o gerenciamento dos impac-
tos causados no meio ambiente, suprindo as necessidades de agora sem com-
prometer as de amanhã. Por sua vez, a ecoeficiência refere-se à entrega de 
produtos e serviços com preços competitivos que satisfazem as necessidades e 
trazem qualidade de vida, reduzindo progressivamente os impactos ecológicos 
e a quantidade de recursos utilizados no ciclo de vida dos produtos e serviço 
(LUCAS, 2010). 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3. ECONOMIA E MEIO AMBIENTE 
Figura 6: Economia e meio ambiente. 
 
Fonte: http://blog.itinovacao.org.br/news/economia-e-meio-ambiente-qual-a-relacao/ 
A degradação do meio ambiente está associada aos interesses de quem 
produz, ou seja, do grande capital, que não leva em consideração a questão 
 
 
 13 
 
ambiental nos investimentos e na produção (LUNARDI, 2014). No mercado glo-
bal os interesses do grande capital estão acima da preservação ambiental ainda 
que neste século surjam organizações sinceramente preocupadas com o meio 
ambiente e o cuidado com as gerações futuras, e invariavelmente convertem a 
natureza em um produto, dentro da lógica da ampliação ao consumo, existindo 
uma contradição entre mercado e preservação ambiental, neste sentido, Lucas 
afirma: 
 [...] o capitalismo para nutrir capacidade de manter-
se coerente com seus instintos expansivos parece 
conceder ao longo da história pouca seriedade e pri-
oridade fundamental para associar-se o ambienta-
lismo com o combate à pobreza. O calcanhar de Aqui-
les da política ambientalista consiste em proporcionar 
qualidade de vida em termos de igualdade de acesso 
e proteção aos bens naturais não renováveis. Ou 
seja, a pobreza tem se pautado na modernidade tam-
bém como uma das circunstancias de degradação 
ambiental qualificada. Ora, esta reflexão esta eviden-
ciada aqui jamais com o intuito de servir para a discri-
minação dos pobres ou criminalização da pobreza 
(LUCAS, 2010, p.37) 
A deterioração ambiental resultou da aceleração do processo de produ-
ção e consumo dos países centrais baseados na exploração intensa do trabalho 
e dos recursos naturais disponíveis. Para os ambientalistas a destruição do meio 
ambiente está associada a falta de consciência por parte de governos e empre-
sas preocupados com o desenvolvimento a qualquer custo, o que gera um pas-
sivo ambientam de enormes proporções (FOSTER, 2010). 
 
3. GESTÃO AMBIENTAL 
Figura 7: Gestão ambiental. 
 
 
 14 
 
 
Fonte: http://www.simemp.com.br/areas-de-atuacao/gestao-ambiental/ 
 
 A gestão ambiental almeja cuidar de políticas que tendam a preservar o 
que restou da natureza ou mesmo da sua recuperação em situações de deterio-
ração. A sociedade estruturada no consumo, o que é um dilema, pois como con-
ciliar o desenvolvimento econômico com o cuidado com o meio ambiente? A 
construção de uma sociedade ambiental será lenta e progressiva cujo intuito fun-
damental é influenciar os organismos da sociedade civil. Além disso, este parece 
o desafio essencial do ambientalismo desde seu surgimento e cujo desafio gra-
dualmente vem sendo compreendido como uma tarefa imprescindível para obter 
sucesso. 
O meio ambiente é um conjunto de unidades ecológicas que pertencem a 
um sistema natural composto por animais, vegetação, micro-organismos, ro-
chas, atmosfera incluindo todos os fatores que afetam diretamente o metabo-
lismo ou o comportamento de um ser vivo. Os seres vivos estão sujeitos a influ-
encias da natureza, precisam de espaço para viver e são co-dependentes. 
O problema ecológico, em nossa sociedade, já faz parte do cotidiano das 
pessoas, Dificilmente vivemos, um dia sequer, sem registrar uma referência a 
esta realidade e seus efeitos abrangentes. O aumento da consciência ecológica 
por parte dos cidadãos e governo e empresas acabou por se tornar um tema 
complexo. Neste contexto, a gestão ambiental, se tornou um paradigma e estra-
tégia empresarial para obtenção de lucro e melhorar o relacionamento com a 
comunidade e stakeholders. 
 
 
 15 
 
A gestão ambiental permite mitigar ou mesmo eliminar os impactos pro-
vocados no meio ambiente pelas suas atividades buscando melhorar os proces-
sos e em consequência melhor qualidade ambiental. A organização adota pode 
praticar a gestão ambiental como uma empresa pró ativa ou simplesmente cum-
prir a legislação. Em sua adequação a organização busca níveis de qualidade 
ambiental e para isso é preciso mudar a cultura com a revisão de suas ativida-
des. Neste processo Macedo (1994) apud Forte (2007) lista 4 níveis de gestão 
ambiental: 
• Gestão de processos: envolve a avaliação da qualidade ambiental 
de todas as atividades, máquinas e equipamentos relacionados a 
todos os tipos de manejo de insumos, matérias primas, recursos 
humanos, recursos logísticos, tecnologia e serviços de terceiros; 
• Gestão de resultados: envolve a avaliação da qualidade ambiental 
dos processos de produção, através de seus efeitos ou resultados 
ambientais, ou seja, emissões gasosas, efluentes líquidos, resí-
duos sólidos, particulares, odores, ruídos, vibrações e iluminação; 
• Gestão de sustentabilidade (ambiental): envolve a avaliação da ca-
pacidade de resposta do ambiente aos resultados dos processos 
produtivos que nele são realizados e que o afetam, através da mo-
nitoração sistemática da qualidade do ar, da água, do solo, da flora, 
da fauna e do ser humano; e 
• Gestão do plano ambiental: envolve a avaliação sistemática e per-
manente de todos os elementos constituintes do plano de gestão 
ambiental elaborado e implementado, aferindo-o e adequando-o 
em função do desempenho ambiental alcançado pela organização. 
Nos dias atuais, os consumidores estão informados e exigentes e procura 
comprar produtos que respeitem o meio ambiente, logo, a gestão ambiental é 
um instrumento que permite incrementar receitas á organização, melhorando a 
imagem da empresa e reduzindo prejuízos. Neste contexto, criou-se o conceito 
de sistema de gestão ambiental (SGA) para orientar indústrias e organizações a 
organizar e sistematizar as ações voltadas parao meio ambiente. 
Segundo Tinoco e Kraemer (2004) apud Forte (2007), para se implantar 
um sistema de gestão ambiental é necessário destacar algumas condições e 
princípios: 
 
 
 16 
 
• Política do ambiente: posição adotada por uma organização rela-
tiva ao ambiente, traduzindo-se numa espécie de comprometi-
mento com as questões do ambiente, numa tentativa de melhoria 
contínua dos aspectos ambientais; 
• Planejamento: deve-se começar por identificar aspectos ambien-
tais e avaliar seu impacto no meio ambiente; 
• Implementação: as regras, responsabilidades e autoridades de-
vem estar definidas, documentadas e comunicadas a todos, de 
forma a garantir sua aplicação; 
• Verificação e ações corretivas: a organização deve definir estabe-
lecer e manter procedimentos de controle e medidas das caracte-
rísticas chaves de seus processos que possam ter impacto sobre 
o meio ambiente. 
• Todos os registros ambientais, incluindo os respeitantes às forma-
ções e auditorias, devem estar identificáveis e acessíveis; e 
• Revisão pela direção: cabe à direção, com uma quantidade defi-
nida por ela própria, rever o Sistema de Gestão ambiental e avaliar 
sua adequabilidade e eficácia, num processo que deverá ser devi-
damente documentado. 
A figura 8 resume o modelo de SGA exposto, específico do ISO14000, 
com os requisitos necessários à certificação e posteriormente a Auditoria Ambi-
ental. 
 
Figura 8: Espiral do Sistema de Gestão Ambiental segundo a NBR ISO14001. 
 
 
 
 17 
 
 
Fonte: FORTE (2007) 
 
A figura 8 sintetiza o modelo de SGA dentro da ISO14000, que contem os 
requisitos necessários à certificação ambiental. A implantação de um SGA será 
pleno quando a alta administração e os setores competentes estiverem compro-
metidos com a elaboração de uma politica ambiental, sua implementação e ope-
ração. 
 
4. CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL 
Figura 9: Certificação Ambiental. 
 
Fonte: https://www.cbnmaringa.com.br/noticia/certificacao-ambiental-mede-criterios-de-
quanto-edificios-sao-sustentaveis 
As preocupações com o meio ambiente fizeram com que fossem criadas 
normas técnicas visando à melhoria continua da qualidade ambiental. Assim, as 
organizações administram seus produtos e processos com o objetivo de evitar 
agressões ao meio ambiente, gerenciando riscos e resíduos gerados nos pro-
cessos produtivos. 
 
 
 18 
 
Com sede em Genebra, Suíça, a International Organization for Standar-
dization (ISO) é uma organização não governamental especializada com mem-
bros de 111 países. Suas normas são voluntárias, no entanto, os associados 
frequentemente as tornam obrigatórias. (FORTE, 2007). 
Com a crescente preocupação da sociedade em relação aos danos am-
bientais provocados pela industrialização crescente, a ISO começou a trabalhar 
os aspectos da gestão ambiental. Em 1996 foram criadas as normas relativas a 
gestão ambiental dentro da série 14000, publicadas pela Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT) revisadas em 1999 e concluídas em 2006 identifi-
cadas como NBR ISO 14001: 2004 – Sistema de Gestão Ambiental (SGA): re-
quisitos com orientações para uso. O quadro 1 apresenta esta e as demais nor-
mas relativas às organizações. 
Quadro 1- Normas da família ISO 14000 
 
 
 
FORTE (2007) 
 
 
O quadro 1 aponta que normas de um SGA indicam os meios para que o 
produto, serviço e ou processo sejam ambientalmente sustentáveis, ou ainda, 
não possam alterar ou agredir o meio ambiente. 
 
4.1. ISO 14001 E 14004 
Figura 10: ISO 14001 
 
 
 19 
 
 
Fonte: http://mrsafety.com.br/conheca-os-beneficios-da-certificacao-ambiental-iso-
140012015-sistemas-de-gestao-ambiental/ 
A norma ISO 14001 está fundamentada na metodologia PDCA (Plan - Do 
- Check - Act), isto é, no ciclo planejar, fazer, checar e agir. Este ciclo pôde ser 
observado na Figura 8. Esta metodologia é uma ferramenta eficaz para as orga-
nizações identificarem e gerenciarem riscos ambientais como parte de sua prá-
tica cotidiana. A norma faz com que as organizações se comprometam com a 
prevenção da poluição e cuidados com seus processos produtivos como parte 
do ciclo normal de gestão empresarial. 
 Cajazeira (1998) apud Forte (2007) entende a ISO 14001 como “parte do 
Sistema de Gerenciamento Global que inclui a estrutura organizacional, o plane-
jamento de atividades, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e 
recursos para o desenvolvimento, implantação, alcance, revisão e manutenção 
da política ambiental”. 
 Esta norma é de adesão voluntária que contem os requisitos para implan-
tação de um sistema de gestão ambiental em uma organização, podendo ser 
aplicado em qualquer atividade, tanto em grandes ou pequenas empresas. As 
empresas que a adotam promovem melhoria contínua em seu desempenho am-
biental. A ISO 14001 é uma norma de gerenciamento e não de produto, ela não 
estabelece indicadores pré-definidos havendo a necessidade da própria em-
presa construa metas e indicadores conforme o ramo de atividade, condição ma-
terial ou financeira. O processo de certificação é resultado de uma série de ações 
empresariais visando a diminuição dos impactos ambientais. 
Após a primeira certificação da ISO 14001, semestralmente ocorrem au-
ditorias externas de manutenção. Entretanto, a renovação da certificação ocorre 
a cada três anos. A organização que possui certificação ISSO 14001 preenche 
 
 
 20 
 
os requisitos da norma funcionando dentro de padrões exigidos, mas não ga-
rante desempenho ambiental excelente, mas sim tem compromisso com a me-
lhoria contínua. 
Para obter a certificação, a empresa deve implementar todos os requisitos 
da ISO 14001 mesmo que tenha que buscar conceitos e informações na ISO 
14004. A ISO 14004 é uma norma de orientação baseadas em exemplos e des-
crições relacionadas a implantação de sistemas de gestão ambiental. A ISO 
14001 e ISO 14004 compartilham conceitos e definições. A seguir serão listados 
os requisitos indicados pela ISO 14001 uma vez que a Auditoria Ambiental está 
pautada nestes. 
 
4.2. REQUISITOS GERAIS DA ISO 14001 
 
 A organização que pretende obter a certificação ISO 14001, deve estabe-
lecer, documentar, programar, manter e sempre melhorar o SGA, promovendo 
melhoria contínua e conformidade ambiental e demonstrando- a terceiros. Se-
gundo Forte (2007) “a empresa tem liberdade e flexibilidade para programar o 
SGA em departamentos específicos, ou em atividades específicas ou em toda 
organização”. 
 A norma é viável e pode ser obtida por qualquer empresa, independente 
do porte ou da atividade desenvolvida. Nesse processo a ISO 14001 requer que 
a organização programe um SGA que: 
• Promova uma política ambiental apropriada; 
• Encontre os aspectos ambientais decorrentes de suas atividades, 
produtos e serviços passados, existentes ou planejados, para de-
terminar os impactos ambientais significativos; 
• Identifique os requisitos legais aplicáveis e outros subscritos; 
• Determine prioridades e estabeleça objetivos e metas ambientais 
apropriadas; 
• Estabeleça uma estrutura e programas para implementar a política 
e atingir objetivos e metas; 
 
 
 21 
 
• Ajude as atividades de planejamento, controle, monitoramento, 
ação preventiva e corretiva, auditoria e análise, para assegurar que 
a política seja obedecida e que o SGA permaneça apropriado; e 
• Seja competente de adaptar-se às mudanças de circunstâncias 
(FORTE, 2007). 
A política ambiental da organização tem que ter uma apresentação clara 
e objetiva que seja de fácil divulgação pela mídia, devendo todos seus stakehol-
ders ter conhecimento da mesma. A finalidade da norma é a transparência das 
ações da organização. Os requisitos do SGA, conforme a norma ISO 
14001:2004, estão expostos no Quadro 2, exceto os requisitos gerais já apre-
sentados. 
 
Quadro 2- Requisitos do SGA conforme a norma NBR ISO 14001:2004 
 
 
FONTE: NBR ISO14001:2004, seção 4. 
 
A norma ISO14001 foi idealizada com o propósito de compatibilizar a pro-
teção ambiental e prevenção à poluição com o crescimento socioeconômico de 
uma organização. Na prática, consiste numa forma eficaz da soma do desenvol-
vimento organizacional com a gestão ambiental. A introdução do sistema de ges-
tão ambiental resulta no aprimoramento do desempenho ambiental. 
 Atualmente, as normas sobre auditorias ambientais no Brasil são as NBR 
19011/2002 e CONAMA 306/2002 e apresentam os seguintes benefícios em 
comparação com as ISO 14000: 
• Maior aplicabilidade à realização de auditorias internas e também 
maior utilização pelas empresas de pequeno e médio porte; 
 
 
 22 
 
• Abordagem mais flexível das qualificações do auditor e da seleção 
da equipe de auditoria; 
• Aplicabilidade a auditorias unificadas, encurtando assim a lacuna 
entre as ferramentas de gestão da qualidade e as ferramentas de 
gestão ambiental (CAMPOS; LERÍPIO, 2009). 
Pode-se observar a partir daí que gestão ambiental nada mais é que o 
planejamento das atividades, matéria prima, recursos e ações sob controle de 
diretrizes que estarão analisando o impacto de cada decisão no meio ambiente. 
Para a população, clientes, funcionários e sociedade no geral, a certificação é 
um documento que comprova que a empresa possui implantado um Sistema de 
gestão ambiental tendo como propósito a melhoria contínua. 
 
4.3. O SISTEMA BRASILEIRO DE CERTIFICAÇÃO AM-
BIENTAL 
 
O CONMETRO - Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qua-
lidade Industrial é o órgão normativo do SINMETRO - Sistema Nacional de Me-
trologia, Normalização e Qualidade Industrial, ao qual compete formular, coor-
denar e supervisionar a Política Nacional de Metrologia, Normalização Industrial 
e Certificação da Qualidade de Sistemas e Produtos Industriais. O INMETRO - 
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia é o órgão executivo 
central do SINMETRO. 
O CONMETRO, em setembro de 1995, através da Resolução n.º 3, de-
terminou que o INMETRO estabelecesse a estrutura de avaliação de conformi-
dade para a área de meio ambiente, segundo os padrões das Normas ISO Série 
ISO 14000, contemplando: • Os critérios, os procedimentos e os regulamentos 
para a acreditação de organismos de certificação ambiental; 
• Os critérios e os procedimentos a serem obedecidos pelos referidos or-
ganismos para certificação de Sistemas de Gerenciamento Ambiental das em-
presas; 
• Os critérios e os procedimentos para a certificação ambiental de produ-
tos; 
 
 
 23 
 
• Os critérios e os procedimentos para a qualificação, certificação e regis-
tro de auditores de sistema de gestão ambiental. 
 
5. AUDITORIA AMBIENTAL 
Figura 11: Auditoria Ambiental. 
 
Fonte: https://blogs.funiber.org/pt/empresas-e-rh/2018/09/02/funiber-auditoria-ambiental 
 
 A auditoria surge como técnica utilizada para apurar a dignidade das de-
monstrações para que terceiros interessados pudessem ter segurança em suas 
tomadas de decisões. Rodrigues; Mirek; Rosa, 2011 traz a seguinte definição: A 
auditoria como um importante elemento de gestão das organizações procura 
manter a empresa informada sobre suas atividades operacionais, úteis e sufici-
entes para a sustentação ao processo de tomada de decisão(Rodrigues; Mirek; 
Rosa, 2011). 
A auditoria surgiu nos EUA a partir “da realização de auditoria voluntária 
na década de 1970” (Campos; Leripio, 2009). Hoje vários autores procuram de-
finir a auditoria ambiental, pois são consideradas grandes ferramentas de gestão 
ambiental. 
Para Machado apud Forte (2007) a auditoria ambiental “é o procedimento 
de exame e avaliação periódica ou ocasional do comportamento de uma em-
presa em relação o meio ambiente. Pode ser pública ou privada, conforme seja 
determinada e/ou realizada pelo Poder Público ou pela própria empresa”. 
A NBR ISO 14010 fornece um conceito mais completo que é usado pela 
Resolução CONAMA 306/2002, em seu anexo I, que define auditoria como um: 
 
 
 24 
 
 Processo sistemático e documentado de verificação, 
executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evi-
dências que determinem se as atividades, eventos, 
sistemas de gestão e condições ambientais especifi-
cados ou as informações relacionadas a estes estão 
em conformidade com os critérios de auditoria esta-
belecidos nesta Resolução, e para comunicar os re-
sultados desse processo (RODRIGUES, MIREK, 
ROSA, 2014 p. 3 apud BRASIL, 2002). 
Esta definição permite compreender a abrangência da auditoria ambiental 
e sua importância na avaliação da gestão das empresas, além de sua importân-
cia para a fiscalização dos processos a serem seguidos pela empresa. O pro-
cesso de auditoria é sempre documentado, para futuras revisões e avaliação 
para aprimoramento da gestão ambiental. 
 
 
5.1. TIPOS DE AUDITORIA AMBIENTAL: 
 
A auditoria ambiental pode ser apresentada de diversas formas de acordo 
com seu objetivo principal. Cada tipo de auditoria avalia uma área, segue as 
tipologias aplicáveis nas entidades privadas no Quadro 3, que mostra os tipos 
de auditoria e discrimina o que avalia. 
 
Quadro 3- Tipologia das auditorias realizadas em entidade privadas. 
 
 
Fonte: SILVA e ASSIS (2003, p. 10). 
 
 
 
 
 
 25 
 
As tipologias citadas mostram que auditoria ambiental pode ter várias fi-
nalidades legais, políticas, econômicas e gerenciais. Cada tipo de auditoria tem 
ligação com uma finalidade, é obrigação do auditor, definir o tipo de auditoria que 
a empresa necessita para que possa alcançar seus objetivos. 
 
5.2. ETAPAS DE AUDITORIA AMBIENTAL: 
 
A auditoria ambiental é feita por intermédio de etapas, que podem variar 
de acordo com o tipo de auditoria, abaixo segue as etapas da auditoria ambien-
tal: 
1° Etapa: Segundo Cardoso, Amaral (2011) “primeiramente é importante 
a definição de um escopo da auditoria entre o cliente e a equipe de auditoria, 
pois isto configura o tipo de auditoria que será realizada”. 
Rodrigues, Mirek e Rosa apud Campos e Lerípio (2009) definem a pri-
meira etapa como: 
Planejamento da auditoria. Contempla a definição 
dos objetivos e escopo (foco) da auditoria, a definição 
dos critérios a serem utilizados como referência e a 
definição dos recursos necessários. O seu objetivo 
define o tipo de auditoria a ser realizada (RODRI-
GUES, MIREK, ROSA apud CAMPOS, LERÍPIO, 
2009 p.15). 
 Nesta etapa o auditor definirá o que o cliente quer quais as áreas da em-
presa a ser estudada, e quais caminhos seguir, será feito também o planeja-
mento da auditoria com prazo estimado para o término da mesma e as áreas de 
observação. 
2° Etapa: Na segunda etapa é elaborado o plano de auditoria que se-
gundo Rodrigues, Mirek e Rosa apud Campos e Lerípio (2009) constituem na: 
Preparação da auditoria. Compreende a definição da 
equipe de auditoria, análise preliminar de documen-
tos, elaboração do plano de auditoria e dos instru-
mentos para sua realização (protocolo e lista de veri-
ficação) e estudo da legislação e normas aplicáveis à 
 
 
 26 
 
auditoria. A preparação ou elaboração dos instrumen-
tos necessários, cartas, memorandos, questionários, 
listas de verificação, ou a adaptação dos instrumentos 
já existentes são fundamentais ao sucesso da audito-
ria (RODRIGUES, MIREK e ROSA apud CAMPOS e 
LERÍPIO 2009 p.15). 
Nesta etapa é feito um estudo do tipo de auditoria que será realizado, 
quais serão os instrumentos, legislações e diretrizes a serem usadas. Esta etapa 
é importante, pois ela que indicará se a próxima etapa estará sendo cumprida 
com qualidade. 
3° Etapa: Na terceira etapa é executada a auditoria que conforme Rodri-
gues, Mirek e Rosa apud Campos e Lerípio (2009) é: 
 Constituída por quatro atividades: reunião de aber-
tura; coleta e avaliação das evidências; constatações 
(de conformidade ou não conformidade); e reunião de 
encerramento e de apresentaçãodos resultados. Seu 
objetivo é obtenção, análise e avaliação de evidên-
cias (informações física, documentais, comportamen-
tais, verbais) em relação ao cumprimento dos critérios 
estabelecidos para a auditoria. A coleta de evidências 
pode envolver o exame de documentos, entrevistas e 
observações (RODRIGUES, MIREK e ROSA apud 
CAMPOS e LERÍPIO 2009 p. 15). 
Nesta fase será feita a reunião de abertura e haverá também a coleta de 
dado da organização para avaliar as conformidades e não conformidades da or-
ganização, tudo deve ser registrado pelo auditor. 
 4° Etapa: Na quarta e última etapa é executado o relatório final de audi-
toria que conforme Rodrigues, Mirek e Rosa apud Campos e Lerípio (2009) é a... 
Fase de informação dos resultados da auditoria. Con-
templa a definição do conteúdo, formato e distribuição 
do relatório e a definição do plano de ação. O Plano 
de Ação deve conter as não conformidades, as ações 
 
 
 27 
 
corretivas e seu acompanhamento pela equipe de au-
ditoria. (RODRIGUES, MIREK e ROSA apud CAM-
POS e LERÍPIO 2009 p. 15). 
Nesta última fase o relatório redigido pelo auditor tem que ser imparcial, 
ou seja, não pode haver a opinião do mesmo, deve haver um plano de ação 
conciso e objetivo, as conformidades e não conformidades também devem estar 
redigidas de acordo com a situação da organização, e os procedimentos devem 
ser acompanhados pela equipe de auditoria. 
 
6. ROTEIRO DE AUDITORIA DE SGA 
 
As normas de referência para auditoria de SGA são as seguintes: 
 
Norma NBR ISO 19011 – diretrizes para auditoria de sistemas de gestão 
de qualidade e/ou gestão ambiental. 
 
Recomenda-se seguir o roteiro abaixo apresentado para a realização de 
uma auditoria (nesta seqüência está sendo imaginada uma auditoria externa, se 
for interna devendo ser consideradas as necessárias adaptações). Acredita-se 
que seja importante que a equipe responsável pela implantação de um sistema 
de gestão ambiental conheça o processo de realização da auditoria, para que 
exista uma melhor compreensão do papel de cada um dos participantes e seja 
entendido o modo de trabalho dos auditores, facilitando-se o relacionamento au-
ditor-auditado. Um clima de entendimento da importância da auditoria e do seu 
modo de realização colabora para o sucesso final. Existem diferenças no modo 
de trabalho entre as empresas certificadoras ou consultorias independentes, po-
rém de um modo geral, pode-se dizer que os passos principais são : 
 
 a) Atividades preliminares: 
1) Definição da realização da auditoria; 
2) Seleção do auditor líder; 
3) Informações preliminares sobre a empresa auditada; 
4) Seleção da equipe de auditoria; 
 
 
 28 
 
5) Planejamento da auditoria pela equipe; 
6) Obtenção de informações na empresa; 
7) Reunião preparatória. 
 
b) Auditoria propriamente dita 
8) Levantamento do sistema de gerenciamento ambiental; 
 9) Análise dos pontos fortes e pontos fracos da empresa; 
 10) Análise de indícios de conformidades e não conformidades; 
11) Avaliação global dos dados levantados; 
12) Preparação do relatório preliminar 
 
c) Atividades finais da auditoria 
13) Reunião de encerramento 
14) Entrega do relatório final e demais providências 
 
6.1. DEFINIÇÃO DA REALIZAÇÃO DA AUDITORIA 
 
Essa definição é feita pela direção da empresa, mostrando o interesse em 
realizar a auditoria. No caso mais amplo, o interesse pela auditoria é definido 
pelo denominado "Cliente", que pode ser a Diretoria da empresa, o Presidente, 
o Conselho de Administração, ou outros com poderes para definir a realização 
desse trabalho. Por exemplo o Conselho de Administração pode ser o cliente 
que contrata a auditoria para uma das fábricas do grupo. Devem ser definidos 
pelo Cliente os objetivos da auditoria (devendo ser documentado). 
 
6.2. SELEÇÃO DO AUDITOR LÍDER 
 
O cliente (ou um representante designado, comumente chamado de "re-
presentante da administração") deverá escolher o auditor líder, ou confiar que a 
empresa contratada selecione e lhe indique um auditor-líder, a quem caberá uma 
grande parcela de autoridade e responsabilidade em todas as ações decorren-
 
 
 29 
 
tes. O auditor líder, em concordância com o Cliente deverá determinar a abran-
gência e escopo da auditoria (extensão e limites, se total ou cobrindo apenas 
algumas unidades ou áreas específicas da empresa). Os objetivos e escopo de-
vem ser comunicados ao auditado antes da realização da auditoria, que somente 
poderá ser iniciada se o auditor-líder estiver convencido de que : 
• Existem informações suficientes e apropriadas a respeito do objeto 
da auditoria; 
• Existe cooperação adequada por parte do auditado; e 
• Há recursos adequados para apoiar o processo. 
O auditor-líder será o responsável final por todas as fases da auditoria, 
devendo ter uma boa experiência e capacidade gerencial, liderança e autoridade 
para tomar decisões finais com relação é condução da auditoria. 
Ele representará a equipe de auditoria perante a gerência do auditado, e 
caberá a ele todo o trabalho de condução da auditoria e elaboração e apresen-
tação do relatório final. 
 
6.3. INFORMAÇÕES PRELIMINARES SOBRE A EM-
PRESA AUDITADA 
 
O auditor-líder, com o auxílio do gerente ambiental, deverá realizar uma 
análise preliminar da unidade a ser auditada, coletarão informações iniciais so-
bre a empresa, os processes existentes, os aspectos ambientais relacionados 
aos produtos e serviços, o sistema de gerenciamento ambiental implantado, a 
importância ambiental da área a ser auditada e resultado de auditorias anteriores 
e outras informações relevantes, de modo a identificar as especialidades reque-
ridas dos auditores e preparar um material informativo inicial para a futura 
equipe. Também como preparação, ele deverá listar os critérios e padrões a se-
rem empregados na auditoria. 
O auditor líder deverá também informar é fábrica ou unidade auditada os 
objetivos e metas da auditoria (identificação de conformidades). 
Com o contratante, o auditor líder deverá definir por escrito o escopo da 
auditoria, as responsabilidades das partes envolvidas e as necessidades e exi-
 
 
 30 
 
gências para a realização do trabalho. Deverá ficar bem claro o apoio que a em-
presa deve prestar d equipe de auditores, facilitando-lhes o acesso às instala-
ções e documentos, fornecendo guias e outros recursos necessários e informa-
ções aos funcionários os objetivos da auditoria. 
Como foi mencionado, a norma ISO 19011 recomenda que a auditoria 
somente seja realizada se o auditor líder estiver convencido de que existem in-
formações suficientes e apropriadas sobre o objeto da auditoria, recursos ade-
quados para apoiar o processo de auditoria, e a cooperação necessária por parte 
do auditado. 
 
6.4. SELEÇÃO DA EQUIPE DE AUDITORIA 
 
O auditor Líder deverá selecionar os componentes da equipe de auditoria, 
participando essa escolha à empresa. Deve ser verificada a independência dos 
auditores em relação à área auditada, ausência de preconceitos de qualquer 
tipo, não poderão ocorrer conflitos de interesse nem idéias ou fatos do passado 
que prejudiquem uma completa isenção. É imprescindível que os auditores se-
lecionados possuam os conhecimentos, habilidades e experiência requeridos 
àquele tipo de auditoria a ser realizado, dentro da área coberta por cada um. 
 
6.5. PLANEJAMENTO DA AUDITORA PELA 
EQUIPE 
 
A equipe de auditoria, nesta fase, deverá se preparar para a auditoria pro-
priamente dita. A primeira etapa consistirá em receber as orientações do auditor-
líder, ouvir sua explanação sobre o material por ele levantado, sobretudo a res-
peito do sistema de gerenciamento ambiental da empresa e dos objetivos a se-
rem atingidos, identificação das unidades organizacionais a serem auditadas, 
cronograma das reuniões e requisitos de confidencialidade. Deverá ser feita tam-
bém uma clara atribuiçãode responsabilidades entre os auditores. Deverá, a 
seguir, ser feito o planejamento detalhado da auditoria, com gráficos de Gantt 
(tempos esperados para as atividades de maior duração, datas de início e fim) e 
 
 
 31 
 
outras ferramentas gerenciais de planejamento (atividades, tempos, responsabi-
lidades, redes de precedência, etc.), e definidos os métodos de trabalho e os 
critérios da auditoria. Segundo a norma ISO 14011, critérios de auditoria são as 
“políticas, práticas, procedimentos ou requisitos, tais como os definidos na NBR 
ISO 14001, e se aplicável, quaisquer requisitos adicionais do SGA, em relação 
aos quais o auditor compara as evidências da auditoria, coletadas sobre o sis-
tema de gestão ambiental da organização”. 
Deverão ser preparados pela equipe os formulários para relatar as obser-
vações de auditoria e documentar evidências (que darão suporte às conclusões 
dos auditores) e listas de verificação (ckeck lists) com os questionários de audi-
toria, a serem respondidos nas primeiras reuniões na fábrica, bem como os pro-
cedimentos de auditoria, caso necessário. Os critérios devem ser objeto de 
acordo entre o auditorLíder e o cliente, e comunicados ao auditado, tendo o grau 
de detalhamento adequado. O plano de auditora deverá ser suficientemente fle-
xível, para permitir eventuais mudanças na ênfase com que alguns assuntos se-
rão tratados, dependendo das informações que serão coletadas durante o de-
senrolar da auditoria (as listas de erificação devem ser vistas como um guia e 
não como um trilho). 
 Deverão ser preparadas as listas de dúvidas e pontos a serem esclareci-
dos nas primeiras reuniões. Todos os documentos de referência deverão ser 
identificados, tais como a norma que “contra a qual” a auditoria se referencia, o 
manual de qualidade ambiental, etc.. Também deverá ser definida a linguagem 
da auditoria (caso particular de sua realização fora do Brasil). A equipe deverá 
preparar a agenda da auditora, realizar os preparativos de viagens se necessário 
(passagens, hotéis, etc.). O auditor-líder deverá encontrar-se com o gerente da 
fábrica ou unidade, combinar a agenda de reuniões das várias áreas e transmitir 
a lista de questões iniciais, bem como solicitar uma lista de problemas ambien-
tais anteriormente ocorridos, Os auditores deverão ter conhecimento dos proce-
dimentos de emergência e de segurança das instalações em que irão trabalhar, 
para evitar riscos pessoais. Obtenção de informações da empresa Recebendo 
as respostas iniciais da empresa, a equipe de auditores deverá estudar esse 
material e, se for o caso, reavaliar os questionários a serem aplicados na audi-
toria. Após o levantamento do material, deverão der confirmadas com a empresa 
as datas da auditoria, reserva e prontificação de salas de reuniões, recebendo-
 
 
 32 
 
se da empresa a lista de pessoas (com funções) que ficarão com a responsabi-
lidade de recepcionar e assessorar os auditores. Esse pessoal deverá ser infor-
mado sobre os documentos que deverão ter sob mãos para o início dos traba-
lhos. 
 
6.6. REUNIÃO PREPARATÓRIA 
 
Deverá ser realizada, se julgado conveniente, uma reunião preparatória 
alguns dias antes do início da auditoria, ou no primeiro dia da própria auditoria 
entre a equipe de auditores e a equipe da fábrica. Em alguns casos, é recomen-
dável que exista até mesmo uma pré-auditoria (com cerca de dois dias de dura-
ção), como ferramenta de preparação. 
O auditor-líder, depois de apresentar a equipe de auditores, deverá expli-
car todos os passos que serão cumpridos nos trabalhos de auditoria, apresentar 
(e rever, se for o caso) o escopo, a abrangência e os planejamentos, os métodos 
que serão empregados, os critérios de auditoria, o prazo para finalização dos 
trabalhos, definir os canais de comunicação oficiais entre as equipes de audito-
res e auditados, confirmar a disponibilidade de recursos e facilidades solicitados, 
confirmar a hora e a data de reuniões entre as equipes, horários das visitas e 
auditorias a cada local da empresa, esclarecer quaisquer dúvidas a respeito do 
plano de auditoria e discutir os pontos principais dos documentos e material an-
teriormente recebidos. O processo de auditoria deve ser concebido para propor-
cionar um nível desejado de confiabilidade das constatações e conclusões, tanto 
para os auditores como para o cliente. 
A equipe da fábrica deverá assegurar a disponibilidade dos documentos 
solicitados. Estudo do sistema de gerenciamento ambiental (trabalho de campo) 
O sistema de gerenciamento ambiental é composto pela estrutura organizacio-
nal, responsabilidades, práticas, procedimentos, procedimentos, processes e re-
cursos para implementara-o do gerenciamento ambiental (definição da BS 
7750). 
A equipe de auditoria deverá verificar de que forma a administração da 
fábrica ou unidade realiza o gerenciamento de todas as atividades relacionadas 
ao controle ambiental, se ela compara os resultados obtidos (desempenho) com 
 
 
 33 
 
os valores especificados como requisitos, e quais são e como atuam os meca-
nismos de controle para garantir esse cumprimento em um processo contínuo. 
Os auditores deverão procurar indicativos e evidências que demonstrem 
o cumprimento (conformidades) ou descumprimento (não-conformidades) dos 
compromissos assumidos e requisitos da norma. As atividades da auditoria es-
tão sujeitas a incertezas, já que o processo é baseado em amostragens. Estas 
constatações podem ser dos seguintes tipos: 
• Físicas: constatações e observações visuais do auditor, na obser-
vação dos instrumentos e equipamentos da fábrica. A calibração 
dos instrumentos deverá ser verificada, antes de confiar plena-
mente nos seus resultados; 
• Documentais: observações dos registros e medidas feitas anterior-
mente, bem como das atividades previstas e efetivamente realiza-
das quanto ao sistema de gerenciamento ambiental; 
• Declamatórias: observações colhidas a partir de depoimentos do 
pessoal da fábrica durante as entrevistas; de preferência, esses in-
dícios deverão ser confirmados por um dos dois métodos anterio-
res, com fatos e dados. 
 Uma das partes importantes da auditoria é a realização de entrevistas 
(termo “auditoria” = ouvir), visitas aos vários locais da fábrica relacionados a 
emissões, processos, etc., que se complementam com a análise dos documen-
tos da empresa e realização de alguns ensaios e testes de amostras, para con-
firmar medições. Nessa fase deverão ser confirmadas (através de um dos méto-
dos acima) as informações prestadas pela empresa na fase de Atividades Preli-
minares. Todas as informações obtidas deverão ser documentadas e interpreta-
das, para serem utilizadas como evidências de auditoria. As informações obtidas 
de entrevistas e que pareçam indicar não conformidades, deverão ser confirma-
das por outras fontes (registros, medidas, observações físicas, documentos, 
etc.). 
Deverão ser obtidas, entre outras, as seguintes informações (também de-
nominadas indícios): 
• Existência real do sistema de gerenciamento ambiental (não so-
mente no papel); 
 
 
 34 
 
• Confrontação completa dos requisitos da norma ambiental adotada 
com o material apresentado pela empresa (política, procedimentos, 
etc,); 
• Verificação da conformidade das instalações com as legislações 
federais, estaduais e municipais, atualidade das licenças de órgãos 
ambientais governamentais; 
• Responsabilidades reais das pessoas alocadas ao sistema de ge-
renciamento ambiental e comprovação de treinamentos desse pes-
soal; 
• Verificação da possibilidade de existência de conflito de interesses, 
com a mesma pessoa trabalhando em uma atividade produtiva e 
no equipe de qualidade ambiental da empresa (facilitador, por 
exemplo); 
• Aspectos ambientais dos produtos e atividades e modo como a em-
presa controla esses aspectos; 
• Desempenho real do fábrica (emissões e descargas, quantidadesrecebidas de matéria prima, uso de água e de energia, armazena-
gem de produtos químicos e outros materiais perigosos, etc.); 
• Identificação e classificação dos resíduos perigosos; 
• Identificação do destino final dos resíduos, bem com das condi-
ções de sua armazenagem e transporte 
• Visita e inspeção das vizinhanças do fábrica, observação emis-
sões, ruído, etc.; 
• Verificação da existência de queixas de vizinhos e da comunidade; 
• Levantamento do histórico de problemas ambientais da empresa; 
• Levantamento de resultados de auditorias anteriores para, compa-
ração com a situação atual, verificar as ações de melhoramento 
contínuo: 
• Levantamento de resultados de inspeções de órgãos governa-
mentais; 
• Identificar os passivos ambientais da empresa (depósitos de resí-
duos perigosos, condições do aqüífero sob o terreno da empresa e 
 
 
 35 
 
vizinhanças, ações trabalhistas relacionadas a problemas ambien-
tais, etc.); 
• Identificar os gastos incorridos com a correção de problemas am-
bientais; 
• Análise dos procedimentos elaborados para uso em situações de 
emergência (planos de contingência); 
• Verificação da existência e desempenho de controles e alarmes 
para prevenir de situações de risco (visando desligamento seguro); 
• Análise do sistema empregado para identificar e corrigir as defici-
ências observadas (através de inspeções e auditorias internas); 
• Verificação da efetividade do treinamento de pessoal para as fun-
ções ligadas à qualidade ambiental. 
 
A qualidade e quantidade das evidências devem permitir a auditores com-
petentes, trabalhando independentemente e sob as mesmas condições, obter 
constatações similares na avaliação das mesmas evidências. 
Os auditores, bem como os futuros usuários dos resultados da auditoria 
devem estar conscientes de que as evidências coletadas são apenas uma amos-
tra das informações disponíveis (o período de tempo e os recursos são limita-
dos), portanto existindo sempre elementos de incerteza no processo. Por isso, o 
auditor ambiental deve se empenhar em obter evidências suficientes (constata-
ções isoladas significativas e conjunto de constatações menos significativas). O 
auditor deve se sentir "confortável" com as evidências, ou seja, deve ter persis-
tência na busca de evidências até que ele considere que elas são suficientes 
para permitir um bom julgamento da questão. 
 Tendo em vista a importância da entrevista no processo de auditoria (lem-
brando ser essencial ao auditor saber ouvir), são indicadas a seguir algumas 
recomendações sobre como se comportar e agir na realização da entrevista: 
• O auditor deve apresentar-se (se a fase anterior ocorreu por tele-
fone ou correspondência) ao responsável pela auditoria na em-
presa, ter pontualidade e cumprir a agenda combinado em todas 
as atividades, iniciando os trabalhos com alguma conversa amigá-
vel (para quebrar o gelo). Recomenda-se que o auditor chegue na 
 
 
 36 
 
unidade a ser auditada um pouco depois do horário de chegada do 
auditado (cerca de 20 min, para dar tempo que o auditado resolva 
algum problema urgente) e se retire um pouco antes do horário de 
saída do auditado (pelo mesmo motivo); 
• O auditor deverá informar sobre o tipo de informações de inte-
resse, para a obtenção de evidências de conformidades e não con-
formidades; 
• O auditor deve permanecer dentro dos objetivos da auditoria, com 
persistência e evitando desvios (falar de jogo de futebol, etc.) e 
ações de contra-auditoria (boicotes, falta de cooperação, etc.); 
• O auditor deve permanecer atento a quaisquer indicações que pos-
sam alterar os resultados da auditoria e possivelmente indicam a 
necessidade de uma nova auditoria (nota: o normal é realizar uma 
auditoria de 3 - 4 dias, das 08 às 17 horas); 
 
6.7. ANÁLISE DE INDÍCIOS DE CONFORMIDADES E 
NÃO CONFORMIDADES 
 
Após a auditoria de todas as atividades previstas no planejamento, a 
equipe de auditores deve reunir todas as suas observações para determinar 
quais devem ser relatadas como não-conformidades, as quais devem ser identi-
ficadas em termos de requisitos específicos da norma ISO 14001 ou outros do-
cumentos com base nos quais a auditoria foi realizada. A equipe auditora deve 
garantir que as não conformidades sejam expostas de maneira clara, concisa e 
apoiadas por evidências objetivas. Quando várias não-conformidades se referi-
rem a um mesmo assunto, elas devem ser agrupadas e registradas somente 
uma vez (por exemplo, se for constatado uso de documentos obsoletos em 5 
áreas diferentes da empresa, não serão 5 não-conformidades e sim 1 não-con-
formidade, ocorrendo em 5 locais). 
Devem também ser identificadas as não-conformidades potenciais para 
aspectos ambientais importantes, como parte de um processo preventivo. Esse 
reconhecimento poderá ser feito com base em um estudo de FMEA (Análise de 
 
 
 37 
 
Modos de Falha e seus Efeitos), estudos aprofundados de confiabilidade (pro-
babilidades de falhas), análise de tensões em partes criticas do sistema por melo 
de elementos finitos, etc., apresentados ou solicitados pelo auditor. Dessa forma, 
a gerência do fábrica poderá a priori tomar ações preventivas para essas falhas 
potenciais (introdução de redundâncias, reforços estruturais, melhoria de contro-
les, etc.). 
 
6.8. O PAPEL DOS AUDITORES 
 
Não deve confundir auditoria com fiscalização. O auditor apenas verifica 
o cumprimento dos critérios que são objeto da auditoria e informa o resultado ao 
cliente. Na fiscalização, as falhas observadas resultam em sanções. O trabalho 
do auditor é preventivo, por isso ele deve ser visto como um colaborador, um 
parceiro. Não é objeto da auditoria o fornecimento de soluções para as não-con-
formidades detectadas. É essencial que o auditor de SGA entenda o processo 
de gestão da organização, conhecendo as atribuições, as responsabilidades, os 
procedimentos e a forma de comunicação dos funcionários, não restringindo a 
uma avaliação dos documentos, dos procedimentos e das operações da em-
presa. 
A auditoria externa deve ser feita por profissionais qualificados e idôneos, 
sem qualquer vínculo com a empresa. O auditor expressará opinião a respeito 
do segmento auditado, apresentando parecer sobre o escopo e a confiabilidade 
dos trabalhos dos auditores internos, quando houver, e identificando as possí-
veis falhas. Na auditoria interna, os auditores são funcionários da própria em-
presa, previamente treinados. O objetivo é o aperfeiçoamento dos critérios inter-
nos de desempenho da empresa, além da prevenção de acidentes. Sua função 
é prevenir e identificar eventuais não-conformidades. 
Quanto maior a organização e maior o seu potencial de degradação am-
biental, mais complexo é o seu SGA e, consequentemente, os objetivos da au-
ditoria. Em algumas corporações o SGA está incorporado às áreas de saúde, 
segurança e/ou qualidade. Nesse caso, a auditoria de SGA será conduzida em 
conjunto com auditorias das demais áreas. 
 
 
 
 38 
 
7. ÓRGÃO CERTIFICADOR 
 
7.1. INMETRO – INSTITUTO NACIONAL DE METROLO-
GIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA 
✓ Finalidades 
 
O INMETRO é o ÚNICO organismo de acreditação e responsável pelo 
reconhecimento internacional do SBC – Sistema Brasileiro de Certificação. 
O Brasil segue o exemplo dos sistemas mais modernos, onde somente 
um organismo de acreditação por país ou economia é reconhecido e onde há 
uma clara separação entre as atividades de certificação e de acreditação. 
✓ Responsabilidades 
 
O INMETRO atua no SBC com as seguintes funções e responsabilidades: 
• Exerce a função de organismo de acreditação do SBC de forma 
transparente, não discriminatória e independente das demais ativi-
dades referentes à sua área de competência, em harmonia com as 
práticas internacionais vigentes e em conformidade com os princí-
pios e políticas adotadas no âmbito do Sistema. 
• Representao SBC nos foros nacionais, regionais e internacionais, 
visando o reconhecimento internacional do sistema. 
• Adota princípios, implementa políticas, estabelece critérios e pre-
para os documentos necessários ao credenciamento dos organis-
mos de certificação de produtos, sistemas, serviços, pessoal e de 
organismos de treinamento, no âmbito do SBC. 
• Concede, mantém, reduz, suspende e cancela o credenciamento 
de organismos de certificação, no âmbito do SBC. 
• Exerce a secretaria executiva do CBAC. 
• Coordena, no âmbito do governo, a certificação compulsória. 
 
 
 39 
 
• Articula, com os demais órgãos públicos as ações que garantam o 
efetivo cumprimento da certificação compulsória. 
8. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO CREDENCIADO 
(ACREDITADO) – OCC 
 
✓ Finalidades 
 
Os OCC são as entidades que conduzem e concedem a certificação de 
conformidade. 
São organismos acreditados com base nos princípios e políticas adotados 
no âmbito do SBC e nos critérios, procedimentos e regulamentos estabelecidos 
pelo INMETRO. 
Os organismos de certificação acreditados pelo INMETRO podem fazer 
acordos de reconhecimento de suas atividades com organismos de outros siste-
mas estrangeiros, para que suas certificações sejam aceitas mutuamente, desde 
que haja garantia de que tais certificações sejam realizadas segundo regras 
equivalentes às utilizadas no SBC. São organismos de certificação integrantes 
do SBC os descritos a seguir. 
 
9. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMAS DA 
QUALIDADE – OCS 
São organismos que conduzem e concedem a certificação de conformi-
dade com base na norma ABNT ISO 9001. 
Os critérios adotados pelo INMETRO para a acreditação desses organis-
mos são baseados no ABNT ISO/IEC Guia 62 e orientações específicas. 
Os OCS ainda podem ser acreditados segundo critérios adicionais das 
montadoras automotivas. 
 
 
 
 
 
 40 
 
10. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE SISTEMA 
DE GESTÃO AMBIENTAL – OCA 
 
São organismos que conduzem e concedem a certificação de conformi-
dade, com base na norma ISO 14001. 
 Os critérios adotados pelo INMETRO para a acreditação desses organis-
mos, são baseados no ABNT-ISO/IEC Guia 62 e demais orientações internacio-
nais. 
 
 
11. Organismo de Certificação de Produto – OCP 
 
São organismos que conduzem e concedem a certificação de conformi-
dade de produtos nas áreas voluntária e compulsória, com base em regulamen-
tos técnicos ou normas nacionais, regionais e internacionais, estrangeiras e de 
consórcio. 
Os critérios adotados pelo INMETRO para a acreditação desses organis-
mos são baseados no ABNT ISO/IEC Guia 65 e orientações internacionais es-
pecíficas. 
 
12. ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO DE PESSOAL 
– OPC 
 
São organismos que conduzem e concedem a certificação do pessoal uti-
lizado no SBC. O INMETRO tem como base dos critérios para o credenciamento 
desses organismos, aqueles estabelecidos no ABNT ISO/IEC Guia 62 e orienta-
ções internacionais específicas. 
 
✓ Responsabilidades 
 
Cabe ao OCC: 
 
 
 41 
 
✓ Exercer e acompanhar as atividades de certificação de acordo 
com os princípios e rotinas estabelecidos no âmbito do SBC. 
✓ Atender continuamente aos requisitos de acreditação estabeleci-
dos pelo INMETRO. 
Qualquer entidade, independentemente de sua origem, pode ser acredi-
tada como organismo de certificação, desde que atenda aos princípios e políticas 
do SBC e os critérios, regulamentos e procedimentos estabelecidos pelo INME-
TRO. 
 Na área de certificação voluntária, o OCC pode buscar o reconhecimento 
de entidades estrangeiras similares por meio de convênios, associações e sub-
contratações. 
 
É vedada a participação do OCC na atividade de CONSULTORIA, de acordo 
com as normas e guias ABNT ISO/IEC e as recomendações dos foros interna 
cionais. 
13. ORGANISMO DE TREINAMENTO ACREDITADO 
– OTC 
 
✓ Finalidades 
São organismos acreditados pelo INMETRO que conduzem o treinamento 
de pessoal no âmbito do SBC. O INMETRO tem como bases dos critérios para 
o credenciamento desses organismos, aqueles estabelecidos nas normas espe-
cíficas internacionais. 
 
✓ Responsabilidades 
 
Cabe ao OTC: 
✓ Exercer e acompanhar as atividades de treinamento de acordo 
com os requisitos estabelecidos no âmbito do SBC. 
✓ Atender continuamente os requisitos de credenciamento estabele-
cidos pelo INMETRO. 
 
 
 42 
 
 
O OTC pode buscar o reconhecimento mútuo com entidades estrangeiras 
similares, por meio de convênios, associações e subcontratações. Qualquer en-
tidade, independentemente de sua origem, pode ser credenciada como orga-
nismo de certificação, desde que atenda aos princípios e políticas do SBC e os 
critérios, regulamentos e procedimentos estabelecidos pelo INMETRO. 
14. REGULAMENTO DO CREDENCIAMENTO 
(ACREDITAÇÃO) 
 
A Diretoria de Credenciamento e Qualidade – DQUAL do INMETRO é 
quem administra a concessão, manutenção, extensão, suspensão, redução e 
cancelamento do credenciamento, por delegação de poderes do presidente do 
INMETRO. 
A acreditação dos organismos do SBC é regida por contrato assinado en-
tre a organização acreditada e o INMETRO, com validade de 4 anos. 
A acreditação está condicionada à realização de auditoria testemunha e à 
correção das não conformidades eventualmente constatadas. Esse processo 
tem prazo máximo de 180 dias para se encerrar, a contar da data do recebimento 
da solicitação. 
Os preços da concessão e manutenção do credenciamento estão à dis-
posição de todos e podem ser obtidos junto ao INMETRO. 
 
✓ Recursos advindos do SBC 
 
Visando manter a auto sustentação do sistema, os recursos aportados ao 
INMETRO por suas atividades são aplicados no próprio SBC. Fazem parte, tam-
bém, dos recursos do INMETRO as receitas advindas de multas e taxas referen-
tes à fiscalização da certificação compulsória. 
 
 
 
 43 
 
✓ Promoção do SBC 
 
O poder de compra do estado é utilizado, sempre que possível, como ele-
mento indutor do uso da certificação de conformidade. As entidades envolvidas 
no SBC têm o compromisso de promover a certificação de conformidade. 
 O governo, através das suas instituições, apoia e fomenta as atividades 
do SBC visando a sua consolidação, fortalecimento e reconhecimento internaci-
onal. 
 
✓ Educação para o consumo 
 
O INMETRO mantém um conjunto de ações integradas com os órgãos 
públicos e com a iniciativa privada, constituído de programas de educação para 
o consumo, com os seguintes objetivos: 
✓ Consolidar na sociedade brasileira a valorização dos benefícios 
da certificação da qualidade de processos, produtos e serviços ofe-
recidos aos consumidores. 
✓ Reforçar, junto aos fornecedores, o compromisso de considerar 
as exigências da certificação da qualidade dos seus processos, 
produtos e serviços. 
O INMETRO apoia-se nas entidades integrantes do SBC para a imple-
mentação dos citados programas. 
 
✓ Reconhecimento Internacional 
 
É meta prioritária do INMETRO o reconhecimento internacional dos programas 
de acreditação e certificação do SBC, visto que eles são cada vez mais neces-
sários ao incremento do comércio internacional. Isto é possível, através de 
acordos bilaterais e multilaterais com organismos de outros países ou blo 
cos regionais. 
 
 
 
 
 44 
 
 
 
Com esta finalidade o INMETRO representa o SBC nos seguintes foros 
internacionais de credenciamento e certificação: 
IAF – International Accreditation Forum. 
IAAC – Inter American Accreditation Cooperation. 
IATCA – International Auditor and Training Certification Association. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45 
 
 
15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ABETRE. Classificação de resíduos. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001:1996 - 
sistemas de gestão ambiental - especificações e diretrizes para uso. Rio de 
Janeiro,

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