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Conceito e Tipos de Auditoria
AUDITORIA CONTÁBIL 
CONCEITO E TIPOS DE AUDITORIA
A aula apresenta o conceito de auditoria, definido como um processo em que um 
profissional competente avalia as ações realizadas por outra pessoa. Essa é a essência da 
auditoria, que tem como objetivo comprovar o que foi feito. Com o passar do tempo, a 
auditoria, assim como a contabilidade, passou por um processo de evolução.
Além disso, a auditoria passou a envolver a necessidade de o profissional atuar como 
um assessor da administração. Não se trata mais apenas de uma busca por fraudes, como 
acontecia no passado. Caso o auditor identifique algo irregular durante o seu trabalho, ele 
deve informar o responsável e solicitar que a correção seja feita.
A auditoria, no contexto atual, é um processo de melhoria e asseguração, no qual um 
profissional verifica se o que foi realizado está de acordo com o que deveria ter sido feito, 
utilizando como referência um critério. Esse processo visa proporcionar um assessoramento 
adequado, com foco na verificação e conformidade. A partir de 31 de dezembro, data das 
demonstrações, o estudo da auditoria será aprofundado em eventos subsequentes.
• Um conceito de auditoria geralmente aceito, devido à sua amplitude, é o que a define 
como:
“Auditoria é o processo sistemático, documentado e independente de se avaliar 
objetivamente uma situação ou condição para determinar a extensão na qual critérios 
são atendidos, obter evidências quanto a esse atendimento e relatar os resultados dessa 
avaliação a um destinatário predeterminado”
Obs.: A auditoria é definida como um processo dinâmico, ou seja, algo iterativo que se 
retroalimenta durante o trabalho. Esse conceito, frequentemente abordado em 
provas, envolve documentação adequada, como papéis de trabalho, que podem 
incluir filmagens, entrevistas ou contratos.
Ademais, o auditor deve garantir a independência em seu trabalho, avaliando 
objetivamente uma situação ou condição com base em critérios específicos. Esse 
processo tem como objetivo determinar até que ponto os critérios são atendidos, 
por meio da obtenção de evidências que comprovam o atendimento dos requisitos 
estabelecidos.
O conceito de auditoria é simples e direto, pois o auditor verifica as ações realizadas 
com base em critérios específicos. Todos, em certo sentido, podem ser considerados 
auditores natos, uma vez que fiscalizam a vida dos outros, com base em algum 
critério.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
No entanto, um dos grandes problemas nos relacionamentos humanos e comerciais 
é a falta de independência e profissionalismo, fazendo com que o critério utilizado 
seja pessoal. Essa abordagem não é válida em auditoria, que deve ser baseada em 
critérios profissionais, distintos dos critérios pessoais.
A auditoria envolve não apenas a aplicação desses critérios, mas também a obtenção 
e análise de evidências, que são as provas concretas dos resultados. Em seguida, os 
resultados são relatados. Cada um dos itens envolvidos na auditoria será detalhado 
posteriormente.
• O conceito de auditoria não tem sido unânime ou estático no decorrer do tempo, embora 
algumas definições conhecidas tenham uma aceitação relativamente generalizada, 
contudo tem evoluído, refletindo não só as mutações ocorridas no desenvolvimento 
das organizações e na ponderação dos interesses de partes envolvidas, mas também 
nos objetivos cada vez mais amplos que têm sido estabelecidos para os trabalhos 
de auditoria.
Obs.: Ao concluir uma tese, a pesquisa futura já é, de certa forma, indicada, o que também se 
aplica às ciências. Na contabilidade, por exemplo, o surgimento de novas abordagens 
frequentemente resulta em uma apresentação do mesmo conteúdo de maneira 
diferente. Essa questão também é observada durante as bancas de avaliação, como 
nas provas de instituições como o Cespe, FGV, FCC, entre outras, onde muitas vezes 
se questiona a origem de determinadas interpretações, as quais, em muitos casos, 
refletem a visão pessoal do examinador. Assim, a interpretação de um conceito 
pode não ser unânime.
Da mesma forma, na auditoria, o conceito de sua prática não é unanimemente 
aceito. Alguns profissionais ainda defendem que a auditoria se destina a identificar 
incorreções, enquanto outros acreditam que sua função é tanto identificar quanto 
corrigir erros. No entanto, conforme as normas atuais, a auditoria é tratada como 
parte integrante de um processo de atestação e regularização, com o objetivo de 
assegurar a conformidade das práticas organizacionais.
O Tribunal de Contas da União (TCU), em uma norma relevante, destaca que o 
conceito de auditoria não é estático. Atualmente, tanto a contabilidade quanto a 
auditoria têm foco no mercado de capitais, que é a principal fonte de financiamento 
para as instituições. Contudo, a auditoria também se dedica a objetivos cada vez 
mais amplos, refletindo uma ampliação de seu escopo de atuação. 
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O TCU, ao afirmar que o trabalho da auditoria tem se expandido, indica que a prática 
de atestação tem se diversificado. Atualmente, é possível realizar auditorias em 
diversas áreas, como processos ambientais, fluxos de caixa, auditorias limitadas 
ou amplas sobre prestação de contas, gestão, processos ou procedimentos. Dessa 
forma, a amplitude da auditoria tem se expandido, caracterizando-a como uma 
prática em constante evolução.
• Se inicialmente era voltada para a descoberta de erros e fraudes, a auditoria evoluiu 
para outros objetivos, assumindo formas específicas e especializadas, passando não 
só a focar sobre os fatos já passados, mas também a ter uma função preventiva e 
orientadora, mais relacionada com a visão prospectiva de contribuir para o alcance 
de objetivos e para a melhoria do desempenho das organizações e dos usuários das 
informações.
Obs.: Originalmente, a auditoria estava focada na descoberta de erros e fraudes, 
especialmente em tempos passados, quando o auditor era visto de maneira negativa 
nas empresas, muitas vezes sendo considerado um “agourento”. Entretanto, a 
auditoria evoluiu para uma abordagem mais construtiva, que não se limita apenas 
à identificação de falhas. Se algum erro ou fraude for encontrado, o auditor agora 
informa ao gestor para que as correções sejam feitas, refletindo a nova função da 
auditoria, que vai além da busca por fraudes.
A auditoria deixou de ser uma técnica exclusivamente voltada para a identificação 
de erros. O auditor, com seu vasto conhecimento, aplica esse saber de maneira 
prática, contribuindo para o trabalho do contador e para o aprimoramento dos 
processos organizacionais.
A nova perspectiva da auditoria envolve a busca por esclarecimentos e a colaboração 
com o auditor, no intuito de dirimir dúvidas e fornecer uma visão construtiva. A 
auditoria moderna vai além da simples identificação de fraudes e se foca em ajudar 
a organização, apresentando sugestões e recomendações baseadas em boas práticas 
observadas em outras situações.
• Atualmente a auditoria está inserida no contexto dos trabalhos de asseguração.
Trabalho de asseguração é o trabalho no qual o auditor visa obter evidências apropriadas 
e suficientes para expressar sua conclusão, de forma a aumentar o grau de confiança dos 
usuários previstos sobre o resultado da mensuração ou avaliação do objeto, de acordo com 
os critérios que sejam aplicáveis.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Obs.: A função da asseguração é aumentar o grau de confiança dos usuários do relatório, 
proporcionando a eles mais segurança ao confirmar que a informação apresentada 
está correta. Esse processo visa, portanto, gerar maior confiançanos stakeholders 
e nas partes interessadas.
A mensuração refere-se aos valores apresentados pela empresa, enquanto a 
avaliação do objeto envolve a busca pelos dados necessários para determinar a 
precisão da informação. Na mensuração, o auditor se dedica a certificar que os 
valores apresentados estão corretos, enquanto na avaliação do objeto, sua tarefa 
é investigar os dados.
Todo trabalho de asseguração é composto por 5 elementos:
• As partes envolvidas: o auditor independente, a parte responsável e os usuários 
previstos;
• O objeto apropriado;
• Os critérios aplicáveis;
• As evidências apropriadas e suficientes; e
• O relatório de asseguração escrito no formato apropriado ao trabalho de asseguração 
razoável ou de asseguração limitada.
Obs.: A auditoria, como trabalho de asseguração, envolve cinco elementos essenciais. Esses 
elementos estão presentes em todos os processos de asseguração, certificação ou 
confirmação. Entre eles, destacam-se o auditor independente, a parte responsável 
pela informação e os usuários que receberão o relatório.
É imprescindível que o auditor seja independente, ou seja, não tenha vínculo com 
o que está sendo auditado. Além disso, o gestor responsável pela informação e os 
usuários que utilizarão o relatório também desempenham papéis fundamentais 
nesse processo. O objeto da auditoria, em sua forma mais comum, refere-se às 
demonstrações contábeis.
Os critérios aplicáveis são as normas que definem o que deve ser feito, e as evidências 
apropriadas e suficientes são as provas coletadas para garantir a precisão do trabalho. 
O relatório final sintetiza os resultados do processo de auditoria, concluindo o ciclo 
de asseguração.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Para uma prova discursiva, é importante lembrar que os elementos fundamentais da 
auditoria envolvem o auditor, o auditado e os usuários que receberão o relatório. O objeto 
geralmente refere-se às demonstrações contábeis, enquanto os critérios incluem as normas, 
a legislação, como a Lei 6.404, as normas do CFC, orientações e resoluções. As evidências 
são as provas, que devem ser apropriadas, adequadas e suficientes em quantidade. Por 
fim, o relatório final resume o trabalho da auditoria.
Esses três componentes, o auditor, o auditado e os usuários, formam o quadro de trabalho 
da auditoria. Durante o processo, o auditor analisa as informações de uma empresa e, para 
isso, é necessário que ele saiba o que deveria ter sido feito. Em sua essência, a auditoria 
consiste em um profissional competente confrontando o que deveria ter sido feito (o 
critério) com o que foi feito (a situação encontrada).
Se houver alguma discrepância, o auditor identifica o erro e informa à gestão para correção. 
Caso contrário, ele concorda com as ações realizadas. Se a administração se recusar a corrigir 
o erro, o auditor o menciona em seu relatório, discordando da posição adotada.
“Auditoria é o processo sistemático, documentado e independente de se avaliar 
objetivamente uma situação ou condição para determinar a extensão na qual critérios 
são atendidos, obter evidências quanto a esse atendimento e relatar os resultados dessa 
avaliação a um destinatário predeterminado”.
PROCESSO SISTEMÁTICO:PROCESSO SISTEMÁTICO:
• A auditoria é um processo de trabalho planejado (fases) e metódico (procedimentos), 
pautado em avaliações e finalizado com a comunicação de seus resultados.
• As principais fases de uma auditoria são:
1) Planejamento e análise global
2) Trabalho de campo – execução
3) Opinião.
O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a auditoria.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Obs.: A auditoria, em sua forma padrão, é dividida em três partes: planejamento, trabalho 
de campo e a emissão da opinião. No caso da auditoria governamental, adiciona-se 
o monitoramento e o acompanhamento a posteriori.
No entanto, de forma geral, tanto na auditoria governamental quanto na auditoria 
independente, o processo segue as etapas de planejamento, trabalho de campo e 
opinião. Durante o planejamento, o auditor define as áreas a serem auditadas e os 
aspectos a serem abordados, considerando sempre o julgamento profissional. É 
importante ressaltar que o julgamento profissional não deve ser influenciado por 
questões pessoais.
Independentemente de crenças pessoais, como viés político ou preferência por time 
de futebol, o auditor deve adotar uma postura imparcial ao realizar seu trabalho. 
O que caracteriza um julgamento profissional é, essencialmente, a independência.
Para garantir esse julgamento profissional, três elementos são necessários: 
conhecimento técnico, treinamento e experiência. Esses fatores juntos fundamentam 
a capacitação do auditor para exercer sua função de maneira objetiva e isenta.
A distinção entre julgamento profissional e pessoal é crucial, e o planejamento da 
auditoria faz parte de uma análise detalhada que visa avaliar e controlar as questões 
internas e externas relacionadas ao processo auditado.
AUDITORIAAUDITORIA
Todos esses aspectos serão estudados ao longo do curso.
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A auditoria caracteriza-se como um processo dinâmico, pois, sempre que surgir uma 
situação relevante, o planejamento inicial e a execução podem ser revisados, e, se necessário, 
a opinião final também pode ser reavaliada.
PROCESSO DOCUMENTADO:PROCESSO DOCUMENTADO:
• O processo de auditoria deve ser fundado em documentos e padronizado por meio 
de procedimentos específicos, de modo a assegurar a sua revisão e a manutenção 
das evidências obtidas.
Obs.: Este processo deve ser documentado e fundamentado em registros formais, 
conhecidos como papéis de trabalho. Esses papéis podem incluir documentos variados, 
como filmagens ou relatórios, mas devem sempre ser imparciais e independentes.
PROCESSO INDEPENDENTE:PROCESSO INDEPENDENTE:
• A auditoria deve ser realizada por pessoas com independência em relação às 
organizações, aos programas, aos processos, às atividades, aos sistemas e aos objetos 
examinados para assegurar a objetividade e a imparcialidade dos julgamentos.
• O auditor interno tem autonomia profissional
Obs.: O auditor não pode manter relações que possam gerar suspeição sobre sua 
imparcialidade.
A independência do auditor implica que ele não deve ter vínculos que possam 
afetar sua objetividade. Relações pessoais, como ter sido o contador de uma 
empresa auditada, ou familiares, como ser casado com a contadora ou a diretora da 
empresa, podem comprometer a imparcialidade. Além disso, uma relação financeira, 
como possuir ações ou investir na empresa auditada, também comprometeria a 
independência do auditor.
A independência significa não criar qualquer suspeita em relação ao trabalho do 
auditor. Enquanto o auditor interno, que é empregado da empresa auditada, possui 
autonomia para seguir as orientações internas da organização, ele não desfruta de 
independência total. Por outro lado, o auditor independente, também conhecido 
como auditor externo, deve manter total independência, sem vínculos com a empresa 
auditada.
Essas distinções serão abordadas de maneira mais detalhada ao discutirmos os 
tipos de auditoria.
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A independência total caracteriza o auditor externo, que não deve manter qualquer 
vínculo com a empresa auditada, garantindo imparcialidade em seu trabalho. Por 
outro lado, o auditor interno, geralmente um funcionário da organização, não possui 
independência total, pois, em razão de sua posição, precisa atender às demandas da 
administração. No entanto, ele desfruta de autonomia totalem relação à execução 
da auditoria, sendo o responsável pela decisão sobre como proceder durante o 
trabalho.
O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, reconhecendo 
que podem existir circunstâncias que causam distorção nos documentos auditados.
Obs.: O auditor, ao adotar o ceticismo, não deve acreditar cegamente nas informações 
apresentadas, mas sim buscar evidências que corroborem ou refutem as informações 
fornecidas. Por exemplo, ao receber um contrato, o auditor deve confirmar sua 
veracidade, entrando em contato com as partes envolvidas. Da mesma forma, ao 
analisar uma nota fiscal, o auditor deve verificar o valor, bem como confirmar o 
pagamento de uma indenização, verificando com as partes envolvidas, o extrato 
bancário, cópias de cheques ou outros comprovantes de pagamento, como 
transferências ou PIX. 
Assim, o ceticismo no trabalho do auditor implica não aceitar apenas o que é 
apresentado, mas sim procurar evidências adicionais que validem ou invalidem 
as informações fornecidas. O auditor realiza uma avaliação objetiva, sempre com 
base em critérios estabelecidos, garantindo que o julgamento profissional seja 
fundamentado e imparcial.
AVALIAÇÃO OBJETIVA:AVALIAÇÃO OBJETIVA:
• Os fatos devem ser avaliados com a mente livre de vieses.
• A avaliação objetiva leva a julgamentos imparciais, estritamente adequados às 
circunstâncias, precisos e refletem na confiança no trabalho do auditor.
Não fugir do objetivo da auditoria; estabelecer critérios técnicos.
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Obs.: A avaliação realizada pelo auditor é objetiva, pois este trabalha com critérios 
estabelecidos. A auditoria não se baseia em preferências pessoais ou escolhas 
subjetivas do auditor, mas sim em parâmetros definidos. Dessa forma, os fatos devem 
ser avaliados de maneira imparcial, sem influências de vieses pessoais, garantindo 
que os julgamentos realizados sejam adequados à situação e fundamentados de 
forma profissional.
Para que a avaliação seja efetivamente objetiva, o auditor deve seguir os critérios 
pertinentes. Por isso, ao realizar o trabalho de campo, o auditor geralmente já possui 
uma ideia prévia do que encontrará, uma vez que conhece os critérios aplicáveis e 
tem familiaridade com a organização a ser auditada. Por exemplo, ao auditar um 
banco, o auditor deve consultar as normas do COSIF; ao auditar uma empresa de 
capital aberto, deve verificar as normas da CVM; e no caso de uma seguradora, 
deve seguir as diretrizes da SUSEP. Além disso, o auditor deve estar ciente das 
responsabilidades e funções dos envolvidos dentro da instituição.
Esses critérios, como as normas específicas de cada setor, orientam a execução da 
auditoria e garantem que a avaliação esteja em conformidade com as regulamentações 
pertinentes. O relatório contábil de propósito geral, por exemplo, segue as normas 
estabelecidas, assegurando que a auditoria seja realizada de maneira apropriada 
e objetiva.
As normas, em sua aplicação, não entram em contradição com a legislação vigente.
• A auditoria não é uma investigação oficial de suposto delito.
• Portanto, o auditor não recebe poderes legais específicos, tais como o poder de busca, 
que podem ser necessários para tal investigação.
Obs.: A auditoria não deve ser confundida com uma investigação oficial. O auditor tem a 
função de confrontar a situação encontrada com os critérios técnicos estabelecidos, 
garantindo a conformidade das informações analisadas. Esse confronto representa 
a essência do processo auditorial, diferenciando-o de uma atividade investigativa.
Dessa maneira, o critério assume um papel fundamental no trabalho do auditor. 
Vale ressaltar que o auditor não possui poderes legais, como o poder de busca ou a 
capacidade de realizar perícias. Caso identifique uma distorção, sua responsabilidade 
não é determinar a punição do responsável, mas sim apontar a ocorrência do erro 
ou fraude. O auditor pode, por exemplo, identificar uma manipulação ou um erro 
no lançamento de valores, mas não cabe a ele determinar quem foi o responsável. 
Sua função é apontar o erro e recomendar que seja corrigido.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Se a correção não for realizada, o auditor tem o poder de emitir uma ressalva em 
seu relatório. O poder do auditor está no impacto de suas conclusões, o que é 
formalizado através do relatório que ele redige. Assim, é essencial entender que 
a auditoria não constitui uma investigação oficial, mas um processo de confronto 
entre a situação encontrada e o critério técnico aplicável, o que permite ao auditor 
cumprir sua função de maneira clara e objetiva.
• Auditoria é o ato de confrontar a situação encontrada com o critério técnico.
É a comparação entre o que foi feito com o que deveria ter sido feito.
Obs.: Por exemplo, se uma empresa registrou uma despesa com indenização de 2 milhões 
em suas demonstrações financeiras, o auditor deve questionar a veracidade dessa 
despesa. A primeira etapa consiste em confirmar se o pagamento de fato ocorreu. 
A despesa foi registrada corretamente na Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE), mas é necessário verificar se o pagamento de 2 milhões foi efetivamente 
realizado.
Ao realizar o trabalho de campo, o auditor direciona seus procedimentos para 
confirmar essa transação. Inicialmente, é possível verificar se houve o registro 
contábil nos livros da empresa. Caso a transferência tenha ocorrido por meio de PIX, 
o auditor verifica as transações, conferindo se cada uma das 10 pessoas recebeu 200 
mil reais. Entretanto, a auditoria vai além: questiona a existência real das pessoas 
envolvidas e se essas pessoas realmente deveriam ter recebido o valor. A suspeita 
de uma possível lavagem de dinheiro ou fraude também deve ser considerada.
SITUAÇÃO OU CONDIÇÃO ENCONTRADA:SITUAÇÃO OU CONDIÇÃO ENCONTRADA:
O estado ou a situação existente do objeto da auditoria, encontrado pelo auditor durante 
a execução do trabalho de auditoria.
Reflete o que foi identificado, encontrado pelo auditor.
Obs.: O auditor, portanto, confronta as informações e realiza uma análise detalhada 
para garantir que todos os aspectos estejam em conformidade com o critério 
estabelecido. Após a verificação, se todas as evidências estiverem corretas, como 
a confirmação de que os beneficiários são funcionários legítimos e a anuência dos 
responsáveis pelo processo, a auditoria conclui que a transação foi realizada de 
forma apropriada.
A situação encontrada corresponde ao que foi identificado pelo auditor, enquanto 
o critério referencial é o norteador da independência e da objetividade do auditor.
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• Critério técnico:
Referencial a partir do qual o auditor faz seus julgamentos em relação à situação ou 
condição existente. Reflete como deveria ser a algo.
Obs.: O critério técnico caracteriza a objetividade do trabalho, pois sem ele, não há como 
o auditor manter o foco no objetivo da auditoria. O critério direciona o trabalho, e 
é fundamental entender que, sem critérios claros, o auditor não pode ser objetivo, 
pois agiria de acordo com seu próprio julgamento.
O critério funciona como uma orientação para garantir que o trabalho da auditoria 
siga um caminho estruturado e controlado. Para ilustrar, seria como se um superior 
solicitasse que um funcionário realizasse uma série de tarefas específicas, como 
controlar o estoque e limpar determinado setor. Se o funcionário não cumpre as 
tarefas de acordo com as instruções, como alegar que estava indisposto devido a 
problemas pessoais, a falta de controle sobre o que está sendo feito comprometeria 
o desempenho da função.
Da mesma forma, a auditoria,assim como a contabilidade, é um processo que requer 
acompanhamento contínuo. Importante observar que quem aplica os critérios é a 
entidade auditada, e não o auditor. A responsabilidade pela aplicação dos critérios 
não é do auditor, mas sim da organização auditada, como evidenciado por questões 
em provas que abordam esse conceito.
A aplicação dos critérios é responsabilidade da entidade auditada, não do auditor. 
O auditor tem a função de verificar se as ações foram realizadas de acordo com os 
critérios estabelecidos. O trabalho de asseguração realizado pelo auditor visa atestar 
e certificar se as atividades foram conduzidas conforme as referências adotadas.
Critérios são referências usadas para mensurar ou avaliar o objeto. Os critérios podem 
ser formais, por exemplo, na elaboração das demonstrações contábeis; e os critérios 
podem ser as normas internacionais de relatórios financeiros ou as normas internacionais 
de contabilidade do setor público.
Ao emitir relatório sobre a efetividade operacional dos controles internos, os critérios 
podem ser baseados na estrutura estabelecida de controle interno ou objetivos de controles 
individuais, especialmente desenvolvidos para o propósito; e ao emitir o relatório sobre a 
conformidade, os critérios podem ser estabelecidos por leis e regulamentos ou contratos.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Obs.: Por exemplo, ao emitir um relatório sobre a efetividade de um controle interno, o 
critério pode ser a norma que rege esse controle. Em termos práticos, um critério 
pode ser entendido como os procedimentos que deveriam ser seguidos, ou seja, 
o que a entidade deveria ter executado. Para facilitar o entendimento, alguns 
consideram que um critério pode ser comparado a um manual de rotinas internas, 
que orienta as práticas a serem aplicadas.
Exemplos de critérios podem incluir o teste de recuperabilidade, estimativas para 
inadimplência, ou métodos como o PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) e o EPS 
(Último a Entrar, Primeiro a Sair), que são orientações para a aplicação dentro da 
instituição.
Sem critérios, os auditores não poderiam emitir uma opinião e os relatórios resultantes 
poderiam ser considerados como parciais ou altamente subjetivos.
EVIDÊNCIAS: EVIDÊNCIAS: 
Elementos de comprovação da discrepância (ou não) entre a situação ou condição 
encontrada e o critério de auditoria.
• São as provas da auditoria.
Obs.: As evidências, por sua vez, correspondem às provas coletadas pelo auditor ao aplicar 
os procedimentos necessários. As evidências servem como elementos de comprovação 
da existência ou não de discrepâncias. O auditor deve ser capaz de demonstrar se 
as informações estão corretas ou se apresentam erros, independentemente de 
estar realizando a auditoria pela primeira vez.
Considerando o exemplo mencionado, em que uma empresa pagou uma indenização 
de 2 milhões de reais para 10 funcionários, o auditor deve comprovar a veracidade 
dessa informação. As evidências que poderiam ser apresentadas incluem, por 
exemplo, um comprovante de depósito, como um extrato bancário que demonstre a 
transferência dos valores. Além disso, o auditor poderia enviar cartas aos beneficiários 
para confirmar se os pagamentos foram recebidos.
A circularização é uma das formas de obtenção de evidências. No entanto, outras 
abordagens também podem ser utilizadas, como entrevistas com o pessoal 
responsável pelo pagamento, pelo setor jurídico ou pela advocacia, que também 
constituem evidências. Além disso, o auditor pode realizar exames documentais e 
verificar processos para corroborar as informações.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
O nível de prova necessário dependerá do julgamento profissional do auditor, que 
determinará até que ponto uma evidência é relevante para a análise. Quando se 
trata de questões significativas, como a justiça, o auditor deve intensificar a busca 
por evidências adequadas e suficientes, assegurando que o processo seja realizado 
com rigor.
Evidência de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar 
às conclusões em que se fundamentam a sua opinião e deve ser suficiente e adequada.
A suficiência é a mensuração da quantidade de evidências.
A adequação é a mensuração da qualidade da evidência, ou seja, sua relevância e 
confiabilidade em fornecer fundamentação para a conclusão do auditor independente.
Obs.: Evidências, portanto, são provas que comprovam se determinada situação está 
correta ou incorreta. Elas incluem todas as informações utilizadas pelo auditor 
para formar suas conclusões. Com base nessas conclusões, o auditor emite sua 
opinião. A análise das evidências é realizada com base em dois critérios: suficiência e 
adequação. A suficiência refere-se à quantidade de evidências, enquanto a adequação 
diz respeito à sua qualidade.
Em relação à questão sobre a confiabilidade das evidências, a que é obtida 
externamente tende a ser mais confiável do que aquela obtida internamente, 
devido à independência da fonte externa.
Ao coletar uma evidência, como por meio de entrevistas ou envio de cartas, 
é necessário avaliar se a quantidade de evidências é suficiente. No entanto, é 
importante reconhecer que a qualidade das evidências é tão crucial quanto sua 
quantidade. O auditor não pode se contentar com uma evidência limitada, uma 
vez que a responsabilidade sobre a análise recai sobre ele. Por isso, deve-se buscar 
uma maior quantidade de evidências, como a verificação de extratos bancários, o 
envio de cartas para confirmar recebimentos e a consulta a documentos legais e 
registros financeiros.
A quantidade de evidências, embora essencial, deve ser combinada com a qualidade. 
Ter muitas provas que carecem de valor informativo não contribui para a análise 
adequada. Nesse contexto, entra em cena o julgamento profissional, que orienta 
o auditor a determinar a suficiência e a adequação das evidências. A suficiência 
refere-se à quantidade de evidências, enquanto a adequação trata de sua qualidade.
Esse entendimento é relevante, principalmente quando se trata de questões em 
provas, que frequentemente abordam os conceitos de suficiência e adequação das 
evidências em auditoria.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
Apesar de o auditor poder suspeitar da ocorrência de fraude, ou até mesmo identificá-
la, não cabe a ele estabelecer a relação jurídica de sua real ocorrência. Esse ponto 
deve ser marcado corretamente em uma questão de prova, pois o auditor não é 
um investigador.
No que se refere aos trabalhos desenvolvidos pelos auditores, para obter segurança 
razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorções 
relevantes, independentemente de terem sido causadas por fraude ou erro, o 
auditor independente pode utilizar técnicas e procedimentos de confirmação de 
saldos, obtendo informações de fontes externas, como fornecedores, clientes ou 
as partes envolvidas na transação.
A respeito de fraude, erro e relevância/materialidade, documentação, planejamento e 
execução da auditoria, julgue os itens que se seguem.
01. (CESPE/PCDF/CONTADOR/2025) Apesar de o auditor poder suspeitar da ocorrência 
de fraude ou mesmo identificá-la, não lhe cabe estabelecer a relação jurídica de sua real 
ocorrência.
Apesar de o auditor poder suspeitar da ocorrência de fraude ou até mesmo identificá-la, 
não lhe cabe estabelecer a relação jurídica de sua real ocorrência, uma vez que sua função 
não é investigativa, mas técnica, voltada para a análise e confrontação de informações com 
critérios previamente estabelecidos. 
Acerca dos trabalhos desenvolvidos pelos auditores independentes, julgue o item a seguir.
02. (CESPE/PG-DF/CONTADOR/2021)Para obter segurança razoável de que as demonstrações 
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente de terem 
sido causadas por fraude ou erro, o auditor independente poderá valer-se de técnicas e 
procedimentos de confirmação de saldos por meio de obtenção de informações advindas 
de terceiros.
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AUDITORIA CONTÁBIL 
No âmbito dos trabalhos desenvolvidos pelos auditores, a obtenção de segurança razoável 
quanto à ausência de distorções relevantes nas demonstrações contábeis, independentemente 
de sua origem em fraude ou erro, pode ser alcançada por meio da aplicação de técnicas 
e procedimentos de confirmação de saldos. Para melhorar a qualidade da informação, 
é possível buscar dados junto a fornecedores, clientes e beneficiários de indenizações, 
garantindo maior confiabilidade ao processo auditorial.
O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança dos usuários nas demonstrações 
contábeis. Isso é alcançado mediante a opinião expressa pelo auditor sobre se as demonstrações 
contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma 
estrutura de relatório financeiro aplicável. Com referência à auditoria das demonstrações 
contábeis, julgue o item a seguir.
03. (CESPE/SEFAZ-DF/AFRE/2020) A opinião do auditor sobre as demonstrações contábeis 
assegura a viabilidade futura da entidade, assim como assegura a eficiência da administração 
na condução dos negócios dessa entidade.
A opinião do auditor não assegura a viabilidade futura da entidade. Sua função limita-se a 
verificar se as demonstrações contábeis estão corretas e em conformidade com os critérios 
estabelecidos, sem qualquer atribuição quanto à projeção do futuro da organização.
A respeito de fraude, erro e relevância/materialidade, documentação, planejamento e 
execução da auditoria, julgue os itens que se seguem.
04. (CESPE/PCDF/CONTADOR/2025) A determinação da relevância deve ser inserida no 
planejamento da auditoria, sendo desnecessárias adaptações e revisão na execução do 
trabalho, pois eventuais necessidades na execução são atinentes aos procedimentos e às 
evidências.
A auditoria é um processo dinâmico que exige revisões e ajustes constantes. Caso uma 
análise apresente inconsistências, o planejamento deve ser reavaliado. Sempre que houver 
um elemento relevante e impactante, deve-se verificar sua correção. Assim, a afirmação 
de que não são necessárias adaptações e revisões está equivocada.
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05. (QUADRIX/CRO-DF/CONTADOR/2016) Os trechos a seguir se referem às questões 
tratadas na Resolução CFC n. 1.203/09 sobre os Requisitos Éticos relacionados à Auditoria de 
Demonstrações Contábeis. Ambos estão incompletos. Assinale a alternativa que completa, 
respectivamente, as lacunas. “O auditor deve exercer ____________ ao planejar e executar 
a auditoria de demonstrações contábeis.” “O auditor deve planejar e executar a auditoria 
com ______________, reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorção 
relevante nas demonstrações contábeis.”
a) julgamento de premissas; evidência de auditoria apropriada;
b) julgamento profissional; ceticismo profissional
c) evidência de auditoria apropriada; ceticismo profissional
d) julgamento profissional; julgamento de premissas
e) ceticismo profissional; julgamento profissional
Os requisitos éticos estabelecem que o auditor deve exercer julgamento profissional ao 
planejar e executar a auditoria, bem como conduzir o processo com ceticismo profissional. 
Para isso, deve utilizar sua experiência, treinamento e conhecimento, mantendo uma postura 
crítica e investigativa.
06. (FEPESE/CÂMARA DE SÃO CARLOS/CONTADOR/2024) As distorções nas demonstrações 
contábeis podem originar-se de fraude ou de erro. O fator distintivo entre a fraude e o 
erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em 
distorção nas demonstrações contábeis. A principal responsabilidade pela prevenção e 
detecção da fraude é dos:
a) Membros dos conselhos consultivo e fiscal.
b) Auditores externos à entidade e da controladoria interna.
c) Responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.
d) Comitês de austeridade e transparência fiscal externos à entidade.
e) Bancos ou agentes financeiros e de seus analistas de desempenho.
As distorções nas demonstrações contábeis podem ser decorrentes de fraude ou erro, 
sendo o fator distintivo a intencionalidade. A responsabilidade primária pela prevenção e 
detecção de fraudes cabe à administração e aos responsáveis pela governança da entidade, 
enquanto o auditor, no processo de certificação, verifica se as normas e critérios foram 
devidamente aplicados.
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Entre os objetivos da auditoria, destaca-se a definição de procedimentos que permitam 
a obtenção de evidências apropriadas e suficientes, garantindo a fundamentação das 
conclusões. A adequação refere-se à qualidade da evidência, enquanto a suficiência diz 
respeito à quantidade necessária para embasar a auditoria. 
07. (AMEOSC/PREFEITURA DE PARAÍSO/CONTROLADOR INTERNO/2024) Dentre os objetivos 
da auditoria, a definição de procedimentos que favoreçam o auditor a obter evidência 
de auditoria apropriada e suficiente de modo que lhe permita concluir e fundamentar o 
processo. Assinale a alternativa correspondente a medida da quantidade da evidência que 
é afetada diretamente pela avaliação do auditor diante de riscos de distorções.
a) Exclusividade.
b) Amplitude.
c) Determinância.
d) Suficiência.
Um dos objetivos da auditoria é a definição de procedimentos que possibilitem a obtenção 
de evidências apropriadas e suficientes. A adequação da evidência refere-se à sua qualidade, 
enquanto a suficiência está relacionada à quantidade necessária para fundamentar as 
conclusões do auditor.
Para garantir a confiabilidade do processo, é essencial que a evidência obtida seja suficiente, 
permitindo embasar de forma sólida a análise e a emissão do parecer final. Assim, a 
característica da evidência associada à quantidade é a suficiência.
08. (VUNESP/ESEF-SP/CONTADOR/2019) Conforme a Estrutura Conceitual para os Trabalhos 
de Asseguração, assinale a alternativa correta.
a) Deve ser uma base de referência somente para os auditores governamentais.
b) Em virtude de sigilo, o auditor não deve documentar por escrito as evidências encontradas.
c) Normas, leis, resoluções e boas práticas são exemplos de critérios no processo de 
asseguração.
d) O relatório de auditoria faz parte da fase de planejamento da auditoria, podendo ser de 
opinião modificada ou não modificada.
e) Os critérios devem ser criados pelo auditor no decorrer do processo de asseguração
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a) Conforme a estrutura conceitual para os trabalhos de asseguração, todo processo 
auditorial integra um trabalho de asseguração, cujo objetivo é verificar se determinada 
informação está em conformidade com os critérios estabelecidos.
b) No que se refere à documentação, o auditor deve manter registros adequados, garantindo 
a integridade dos papéis de trabalho.
c) As normas, leis, resoluções e boas práticas constituem exemplos de critérios utilizados 
no processo de asseguração.
d) O relatório de auditoria faz parte da fase de conclusão, não do planejamento.
e) Os critérios utilizados na auditoria não devem ser criados pelo auditor, mas sim baseados 
em normativas e diretrizes já estabelecidas.
09. (FGV/AL-RO/CONSULTOR LEGISLATIVO/2018) Assinale a opção que indica o objetivo 
da auditoria de acordo com a NBC TA 200 - ObjetivosGerais do Auditor Independente e a 
Condução da Auditoria.
a) Detectar fraudes.
b) Prevenir fraudes.
c) Corrigir erros.
d) Aumentar a qualidade das demonstrações contábeis.
e) Aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.
O objetivo da auditoria, de acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 200, é 
aumentar o grau de confiança dos usuários em relação às demonstrações contábeis. Esse 
objetivo é alcançado por meio da análise e verificação das informações, assegurando que 
foram elaboradas conforme os critérios estabelecidos.
As demonstrações financeiras são de responsabilidade da gestão, cabendo à auditoria 
avaliar se os dados apresentados refletem, de forma fidedigna, a realidade da entidade. 
Dessa forma, os usuários das informações auditadas podem tomar decisões com maior 
segurança, confiando na veracidade dos relatórios contábeis.
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10. (FUNDATEC/PREFEITURA DE IRAÍ/AUDITOR FISCAL DA RECEITA MUNICIPAL/2024) Recém-
empossado no cargo de Auditor Fiscal da Receita Municipal, em sua capacitação inicial 
junto à Prefeitura Municipal, um servidor foi orientado, com base nas Normas do Conselho 
Federal de Contabilidade, a manter em suas atividades uma “postura que inclui uma mente 
questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro 
ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria”. A característica em questão 
diz respeito ao(à):
a) Julgamento profissional.
b) Ceticismo profissional.
c) Premissa pessoal.
d) Ética estrita.
e) Distorção controlada.
O ceticismo profissional implica a necessidade de análise crítica, avaliação criteriosa das 
informações e questionamento de inconsistências, garantindo que as demonstrações 
contábeis sejam verificadas de maneira objetiva e imparcial. Essa abordagem possibilita a 
identificação de possíveis distorções, sejam elas resultantes de erro ou fraude, contribuindo 
para a confiabilidade das informações auditadas. 
GABARITO
01. C
02. C
03. E
04. E
05. b
06. c
07. d
08. c
09. e
10. b
�� �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claudio Zorzo.
�A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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