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Resumo sobre o Poder Soberano e a Centralização Política O conceito de soberania é central na organização política das sociedades, onde todo o poder é concentrado nas mãos de um soberano, que não precisa prestar contas à sociedade. Este soberano, geralmente um rei, possui a autoridade para decretar leis, comandar exércitos e impor tributos, consolidando assim seu controle sobre o reino. A ascensão dos monarcas foi fortemente apoiada por nobres e burgueses, que viam na centralização da administração uma forma de garantir estabilidade e segurança. Essa centralização se manifestou na eliminação de exércitos particulares e na unificação da moeda, promovendo uma maior coesão econômica e política. Pensadores como Maquiavel e Hobbes contribuíram significativamente para a defesa do poder soberano. Maquiavel, em sua obra, argumenta que os soberanos devem utilizar todos os meios necessários para assegurar o sucesso e a continuidade de seu governo, enfatizando a importância de um Estado forte. Hobbes, por sua vez, introduz a ideia de que a ausência de um governo forte leva ao estado de natureza, onde o homem se torna o lobo do próprio homem. Para evitar a desordem e o egoísmo, Hobbes propõe um contrato social, onde os indivíduos abdicam de parte de sua liberdade em troca da proteção e da ordem proporcionadas por um representante, geralmente um rei. A teoria do direito divino, defendida por pensadores como Jean Bodin e Jacques-Bénigne Bossuet, sustenta que o poder do rei é uma manifestação da vontade de Deus na Terra. Essa visão culminou na figura do "Rei Sol", Luís XIV, que personificou a centralização do poder e a intolerância religiosa, características marcantes de sua época. A sociedade estamental, a secularização e a formação de uma burocracia centralizada foram elementos que consolidaram a figura do rei como a mais importante na hierarquia social, refletindo a aliança entre o poder político e a religião. Destaques O poder soberano é concentrado nas mãos de um rei, sem necessidade de prestar contas à sociedade. A centralização administrativa foi apoiada por nobres e burgueses, eliminando exércitos particulares e unificando a moeda. Maquiavel e Hobbes defendem a necessidade de um Estado forte para evitar a desordem e o egoísmo humano. O contrato social é um acordo onde os indivíduos cedem parte de sua liberdade em troca de proteção. A teoria do direito divino legitima o poder do rei como uma manifestação da vontade de Deus, exemplificada por Luís XIV.