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Legislação sobre a ética profissional
O Código de Ética Profissional do Contador; Sigilo; Concorrência; Deveres e proibições; Contrato de
prestação de serviços; Honorários profissionais; Independência profissional; Atos ilícitos; Processos
administrativos e critérios para aplicação de penalidades; Código Civil e Código Penal.
Profa. Aurea Lopes da Silva Paes
1. Itens iniciais
Propósito
Você vai compreender os deveres e os direitos do profissional de contabilidade no mundo globalizado e o
verdadeiro valor social da profissão, bem como as penalidades, os principais conflitos éticos e os vários graus
de responsabilidade.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo, tenha em mãos o Código de Ética Profissional do Contador, que poderá ser obtido
no site do Conselho Federal de Contabilidade – NBC PG 01 – publicado em 14 de fevereiro de 2019.
Objetivos
Identificar os deveres do profissional contábil e suas vedações, de acordo com o código de ética
profissional, além dos principais tópicos em um contrato de prestação de serviços e em uma proposta
de honorários.
Identificar todas as penalidades a que o profissional contábil está sujeito, de acordo com o código
profissional.
Descrever as principais responsabilidades do profissional (civil, criminal, fiscal e social).
Introdução
Atualmente, a sociedade vem responsabilizando cada vez mais os “maus” profissionais por condutas
antiéticas e irresponsáveis, principalmente aqueles que trabalham diretamente com as várias legislações
existentes no país, como é o caso do contador.
 
Os códigos de ética emanados pelos conselhos de classe representam um direcionamento para um
comportamento adequado, administrando conflitos e inibindo as pessoas de tomarem atitudes contrárias às
suas regras.
 
A conduta de ética inicia na faculdade, com a disciplina ética profissional. E, a partir daí, o exercício deverá ser
diário, tendo sempre como base o Código de Ética Profissional do Contabilista (CEPC), que precisará ser
utilizado durante toda a carreira do profissional, uma vez que é ele o responsável por informar a verdadeira
situação financeira das empresas.
• 
• 
• 
https://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2019/NBCPG01&arquivo=NBCPG01.doc
1. Os deveres do profissional contábil 
Código de Ética Profissional do Contador (NBC PG 01)
Vamos iniciar detalhando o Código de Ética Profissional do Contador.
 
O primeiro Código de Ética do Contador nasceu em 1950, em Belo Horizonte. Vinte anos depois, atendendo à
determinação do art. 10 do Decreto-lei nº 1.040, de 1969, o CFC aprovou, em 1970, um novo Código de Ética
do Profissional do Contabilista, através da resolução 290. De lá para cá, importantes alterações foram
realizadas para garantir o acompanhamento do relacionamento do profissional da contabilidade com a
sociedade e com os colegas de profissão.
 
Em 2019, o Código de Ética Profissional do Contador (CEPC) sofreu uma importante revisão — NBC PG 01, tão
necessária em vistas das constantes atualizações do setor em decorrência das inovações tecnológicas, e que
ainda se mantém em vigor. Importante ressaltar que CEPC também se aplica ao técnico em contabilidade que
exerce suas atividades profissionais.
 
Fixando a norma de conduta do contador, quando no exercício da sua atividade e nos assuntos relacionados à
profissão e à classe, o CEPC está dividido em:
 
Deveres, vedações e permissibilidades.
Valor e publicidade dos serviços profissionais.
Deveres em relação aos colegas e à classe.
Penalidades.
Sigilo
Analisando o capítulo Deveres, vedações e
permissibilidades, encontramos as mesmas
necessidades: orientar e dar assistência ao
cliente; fraternizar profissionalmente dentro dos
preceitos da moral e do direito; ética perante a
classe e ao CFC/CRC, órgãos aos quais está
vinculado; ética e remuneração, respeitando a
dignidade dos honorários; e a ética da
resposta, na qual o contador, diante de uma
pergunta sobre algo sigiloso, só poderá
informar aquilo que o seu cliente autorizar, sob
pena de trair sua confiança.
 
Sobre esse assunto, o CEPC estabelece:
1. 
2. 
3. 
4. 
Como dever, em seu item C:
Guardar sigilo sobre o que souber em razão do
exercício profissional, inclusive no âmbito do
serviço público, ressalvados os casos previstos
em lei ou quando solicitado por autoridades
competentes, entre estas os Conselhos Federal
e Regionais de Contabilidade.
Como vedações, em seu item O:
Emitir referência que identifique o cliente ou o
empregador, com quebra de sigilo profissional,
em publicação em que haja menção a trabalho
que tenha realizado ou orientado, salvo quando
autorizado por eles.
Na prática, esse dever esbarra em decisões éticas que tiram o sono dos contadores. Vejamos dois exemplos.
Exemplo
1. Ao ser contratado para realizar serviços contábeis, um contador identifica que a empresa realiza
práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. O que fazer? O CEPC estabelece que o
profissional deverá se declarar impedido de realizar o trabalho para o qual está sendo contratado;
entretanto, o sigilo profissional o impede de denunciar tal prática para as autoridades competentes?
Não. Devemos lembrar que o CEPC prevê o sigilo “ressalvados os casos previstos em lei”, o que o
autoriza a não fingir que nada observou. 2. Um cliente do escritório contábil está negociando com
empresas citadas na Operação Lava-Jato. Nesse caso, o contador está proibido de tecer comentários
sobre tais fatos com outros colegas de profissão, pois o CEPC prevê que ele não pode revelar
negociação confidenciada pelo cliente para acordo ou transação. 
Quando um contador é contratado, seu cliente lhe entrega todos os documentos e informações necessárias
para o desenvolvimento do trabalho. Não há necessidade de pedir segredo profissional, pois esse é um dever
profissional que se embasa no princípio da confiança.
Concorrência
Ao analisarmos o CEPC, podemos observar o quão importante é a honestidade e a responsabilidade perante a
nossa profissão, nossos clientes e colegas de classe.
 
A relação com os colegas deve ser a mais harmoniosa possível, com respeito, consideração e solidariedade.
Apesar disso, alguns problemas éticos podem ser encontrados nessa relação, como:
 
Fazer referências prejudiciais ou desabonadoras aos colegas.
 
Aceitar um trabalho em substituição ao colega que dele declinou para preservar os interesses da
classe.
 
Apropriar-se de trabalhos dos colegas e apresentá-los como se fossem seus (aliás, o nome disso é
plágio e pode ser encontrado em qualquer esfera, inclusive na educacional).
 
Desentender-se com o colega que venha a substituí-lo em um trabalho etc.
A concorrência nesse ambiente profissional é bastante saudável, desde que o respeito impere na
relação. Entretanto, quando ela se torna desleal, acaba ferindo a ética profissional.
Para facilitar essa relação, o CEPC enumera alguns itens essenciais, como:
 
O contador pode fazer publicidade do seu trabalho, desde que não pratique a mercantilização e
indique apenas seus serviços técnicos e científicos.
 
O contador deve manter dados técnicos e científicos que sustentem a mensagem que está sendo
divulgada na publicidade.
 
O contador deve respeitar a Lei de Propriedade Industrial, que dispõe sobre crimes de concorrência
desleal, sempre que informar sobre os serviços prestados.
 
O item 15 do CEPC estabelece ainda que:
 
É vedado efetuar ações publicitárias ou manifestações que denigram a reputação da ciência contábil, da
profissão ou dos colegas, entre as quais:
 
Fazer afirmações desproporcionais sobre os serviços oferecem sua capacitação ou sobre a experiência
que possui.
 
Fazer comparações depreciativas entre o seu trabalho e o de outros.
 
Desenvolver ações comerciais que iludam a boa-fé de terceiros.
• 
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1. 
2. 
3. 
• 
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• 
publicidade
A publicidade deve ser meramente informativa, moderada e discreta. Dizer que você é “o melhor
contador do bairro” ou que seus serviços “são os mais corretos da praça” não é publicidade saudável.Entretanto, ao contador, é permitido publicar trabalho, científico ou técnico, assinado e sob sua
responsabilidade; transferir o contrato de serviços a seu cargo a outro profissional, com a anuência do cliente,
sempre por escrito; transferir, parcialmente, a execução dos serviços a seu cargo a outro profissional,
mantendo sempre como sua a responsabilidade técnica; e indicar, em qualquer modalidade ou veículo de
comunicação, títulos, especializações, serviços oferecidos, trabalhos realizados e a relação de clientes,
quando autorizada por estes.
Deveres e proibições
De acordo com o CEPC:
São deveres do contador
(a) Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando as
Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação vigente, resguardando o interesse público, os
interesses de seus clientes ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência
profissionais.
(b) Recusar sua indicação em trabalho quando reconheça não se achar capacitado para a
especialização requerida.
(c) Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional, inclusive no âmbito do
serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades
competentes, entre estas os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade.
(d) Informar a quem de direito, obrigatoriamente, fatos que conheça e que considere em condições de
exercer efeito sobre o objeto do trabalho, respeitado o disposto na alínea (c) deste item.
(e) Aplicar as salvaguardas previstas pela profissão, pela legislação, por regulamento ou por
organização empregadora toda vez que identificar ou for alertado da existência de ameaças
mencionadas nas normas de exercício da profissão contábil, observando o seguinte: (i) tomar
medidas razoáveis para evitar ou minimizar conflito de interesses; e (ii) quando não puder eliminar ou
minimizar a nível aceitável o conflito de interesses, adotar medidas de modo a não perder a
independência profissional.
(f) Abster-se de expressar argumentos ou dar conhecimento de sua convicção pessoal sobre os
direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da justiça da causa em que estiver servindo,
mantendo seu trabalho no âmbito técnico e limitando-se ao seu alcance.
(g) Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto do trabalho,
mantendo a independência profissional.
(h) Zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo, abstendo-se
de emitir qualquer opinião em trabalho de outro contador, sem que tenha sido contratado para tal.
(i) Comunicar, desde logo, ao cliente ou ao empregador, em documento reservado, eventual
circunstância adversa que possa gerar riscos e ameaças ou influir na decisão daqueles que são
usuários dos relatórios e serviços contábeis como um todo.
(j) Despender os esforços necessários e se munir de documentos e informações para inteirar-se de
todas as circunstâncias, antes de emitir opinião sobre qualquer caso.
(k) Renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou
empregador, e vice-versa, a quem deve notificar por escrito, respeitando os prazos estabelecidos em
contrato.
(l) Quando substituído em suas funções, informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao
conhecimento desse, a fim de contribuir para o bom desempenho das funções a serem exercidas.
(m) Manifestar, imediatamente, em qualquer tempo, a existência de impedimento para o exercício da
profissão.
(n) Ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja defendendo
remuneração condigna, seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-
profissional da contabilidade e seu aprimoramento técnico.
(o) Cumprir os Programas de Educação Profissional Continuada de acordo com o estabelecido pelo
Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
(p) Comunicar imediatamente ao CRC a mudança de seu domicílio ou endereço, inclusive eletrônico, e
da organização contábil de sua responsabilidade, bem como informar a ocorrência de outros fatos
necessários ao controle e fiscalização profissional.
(q) Atender à fiscalização do exercício profissional e disponibilizar papéis de trabalho, relatórios e
outros documentos solicitados.
(r) Informar o número de registro, o nome e a categoria profissional após a assinatura em trabalho de
contabilidade, propostas comerciais, contratos de prestação de serviços e em todo e qualquer
anúncio, placas, cartões comerciais e outros.
É vedado ao contador
(a) Assumir, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral ou
desprestígio para a classe.
(b) Auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de
sua prática lícita.
(c) Assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem alheio à sua orientação,
supervisão ou revisão.
(d) Exercer a profissão, quando impedido, inclusive quando for procurador de seu cliente, mesmo que
com poderes específicos, dentro das prerrogativas profissionais.
(e) Facilitar, por qualquer meio, o exercício da profissão aos não habilitados ou impedidos.
(f) Explorar serviços contábeis, por si ou em organização contábil, sem registro regular em Conselho
Regional de Contabilidade.
(g) Concorrer, no exercício da profissão, para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a
fraudá-la, quando da execução dos serviços para os quais foi expressamente contratado.
(h) Solicitar ou receber de cliente ou empregador qualquer vantagem para aplicação ilícita.
(i) Prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse confiado à sua responsabilidade profissional.
(j) Recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem comprovadamente confiadas.
(k) Apropriar-se indevidamente de valores, bens e qualquer tipo de crédito confiados à sua guarda.
(l) Reter abusivamente livros, papéis ou documentos, inclusive arquivos eletrônicos,
comprovadamente confiados à sua guarda, inclusive com a finalidade de forçar o contratante a
cumprir suas obrigações contratuais com o profissional da contabilidade, ou pelo não atendimento de
notificação do contratante.
(m) Orientar o cliente ou o empregador contra Normas Brasileiras de Contabilidade e contra
disposições expressas em lei.
(n) Exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com finalidades ilícitas.
(o) Emitir referência que identifique o cliente ou o empregador, com quebra de sigilo profissional, em
publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado, salvo quando autorizado
por eles.
(p) Iludir ou tentar iludir a boa-fé de cliente, empregador ou de terceiros, alterando ou deturpando o
exato teor de documentos, inclusive eletrônicos, e fornecer falsas informações ou elaborar peças
contábeis inidôneas.
(q) Não atender, no prazo estabelecido, à notificação dos Conselhos Federal e Regionais de
Contabilidade.
(r) Intitular-se com categoria profissional que não possua na profissão contábil.
(s) Executar trabalhos técnicos contábeis sem observância das Normas Brasileiras de Contabilidade
editadas pelo CFC.
(t) Renunciar à liberdade profissional, devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam
prejudicar a eficácia e a correção de seu trabalho.
(u) Publicar ou distribuir, em seu nome, trabalho científico ou técnico do qual não tenha participado.
(v) Revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que,
comprovadamente, tenha tido conhecimento, ressalvados os casos previstos em lei ou quando
solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Federal e Regionais de
Contabilidade.
(w) Exercer a profissão contábil com negligência, imperícia ou imprudência, tendo violado direitos ou
causado prejuízos a outrem.
Contrato de prestação de serviços
O contrato de prestação de serviços contábeis é uma exigência do Código de Ética do Profissional
Contabilista, para fins de fixação do valor dos serviços e estabelecimento das obrigações e responsabilidades
na relação contratual.Podemos dizer que o contrato de prestação de serviços pode evitar que seja
injustamente imputada responsabilidade técnica, civil, penal e pecuniária ao contabilista.
Uma vez aceita a proposta de serviços apresentada, deve ser celebrado, sempre por escrito, um contrato
onde deverá constar, explicitamente, todos os serviços cobrados individualmente, o valor de cada serviço, a
periodicidade e a forma de reajuste. Caso parte dos serviços tenha que ser executada pelo próprio tomador
dos serviços, isso deve estar explicitado na proposta e no contrato.
 
Algumas informações devem ser claramente identificadas no contrato de prestação de serviços, a fim de se
evitar maiores problemas, tais como:
Informação 1
Os serviços que estão sendo contratados, detalhadamente, com a indicação dos honorários para
cada um deles.
Informação 2
Da remessa dos documentos hábeis e da responsabilidade e risco referente a omissões documentais
e os efeitos decorrentes delas no trabalho contábil. É importante ressaltar no contrato que ao
contador não cabe nenhuma responsabilidade sobre documentos não enviados ou enviados fora do
prazo. E que alguns documentos devem ser enviados imediatamente, como aqueles em que haja
retenção de tributos.
Informação 3
Das obrigações acessórias e dos serviços extras ou eventuais, com a indicação detalhada da previsão
de honorários complementares em caso de solicitação pelo cliente.
Informação 4
Do valor dos honorários mensais, com a indicação clara de quais são os serviços rotineiros. É
importante ressaltar que o valor dos honorários se refere às condições operacionais da empresa
naquele momento, assim como sua forma de tributação e quantidade de funcionários registrados.
Qualquer alteração ensejará em revisão de honorários.
Informação 5
Vencimento dos honorários e penalidade, em caso de atraso no pagamento. Além disso, é importante
deixar claro que, em caso de inadimplência superior a 60 ou 90 dias, poderá haver a paralização dos
serviços contábeis até a normalização dos pagamentos. Em hipótese nenhuma o contador poderá
reter documentos da empresa sob essas condições. Esse é o momento de se falar em 12 ou 13
mensalidades/ano e de que forma os honorários serão reajustados.
Informação 6
Prazo de duração e regras em caso de rescisão do contrato. É normal solicitar um aviso prévio para
que ambas as partes se organizem financeira e operacionalmente.
Informação 7
Qualquer outra indicação necessária para que se deixe claro a forma de contratação, como: o local
onde o serviço será prestado, se haverá necessidade de cessão de mão de obra para aquele serviço,
indicação de sistema informatizado que deverá ser utilizado para a realização do trabalho etc.
Contrato de prestação de serviços e os honorários profissionais
Neste vídeo, vamos explicar o contrato de prestação de serviços e os honorários profissionais.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Honorários profissionais
Cobrar honorários justos nem sempre é tarefa
fácil na área contábil. Uma empresa pode
manter em seus quadros uma grande
quantidade de funcionários e não “dar trabalho”
ao contador. Em compensação, uma pequena
empresa, com um faturamento bem reduzido,
pode exigir do contador intermináveis reuniões
e orientações diversas, dificultando a relação.
 
Como orientação, o CEPC estabelece que tais
valores sejam estabelecidos após considerar os
seguintes elementos:
 
A relevância, o vulto, a complexidade, os custos e a dificuldade do serviço a executar.
 
O tempo que será consumido para a realização do trabalho.
 
A possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços.
 
O resultado lícito favorável que, para o contratante, advirá com o serviço prestado.
 
A peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou permanente.
 
O local em que o serviço será prestado.
 
Outras considerações merecem ser analisadas, tais como: 
 
Analise o custo total do escritório antes de definir precificação dos serviços: mantenha uma margem de
segurança para cursos de capacitação, por exemplo.
 
Defina uma margem de lucro para o negócio: 15% sobre o capital.
 
Avalie o tempo investido no atendimento ao cliente: como controlar o tempo utilizado pelos
profissionais? Existem diversas ferramentas on-line que podem ser incorporadas ao navegador do
Google e que enviam relatórios semanais.
 
Considere o valor dos serviços oferecidos: valorize o suporte com ferramentas on-line (WhatsApp,
Skype, teleconferência etc.).
 
Avalie as características do mercado: mapeie seus concorrentes e ofereça um preço justo.
Independência profissional
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O CEPC estabelece que o contador, ao exercer a sua profissão, deve resguardar o interesse público, os
interesses de seus clientes ou empregadores, sem prejudicar a sua dignidade e independência profissionais.
 
Por deter o conhecimento técnico, o profissional não pode renunciar a sua convicção por influência de
interesses de clientes e empregadores. Esse dever vem como uma proteção contra motivações equivocadas
por parte das empresas e empresários.
Exemplo
Retificar um balanço patrimonial para favorecer um cliente é antiético, além de ser considerado uma
fraude contábil. O contador que se dispõe a executar esse tipo de trabalho deve repensar seu papel na
sociedade. 
Esse compromisso com a sua independência e objetividade garante ao contador uma “imparcialidade técnica”,
alicerce da responsabilidade profissional, levando-o a evitar qualquer tipo de relacionamento com seu cliente
que possa colocar em risco esse preceito.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar.
Os deveres do contabilista
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Casos de divisão de trabalho ou de substituição profissional
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Escritório de contabilidade e seus limites éticos para a captação de clientes
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O sigilo no trabalho do contador
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
No próximo módulo abordaremos o assunto responsabilidade civil, criminal e profissional, além das punições
que o contador pode sofrer no desempenho do seu trabalho.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Um contador recebeu proposta para executar uma perícia e reconhece não estar devidamente
capacitado para executá-la, mas os honorários são compensadores. Segundo o Código de
Ética Profissional do Contabilista, o contador deverá
A
recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida.
B
aceitar a proposta porque não se recusa trabalho.
C
buscar o apoio necessário em algum colega que tenha a especialidade.
D
aceitar a proposta, mas informar ao cliente da incapacidade.
E
aceitar a proposta e passar para um outro colega realizar o trabalho.
A alternativa A está correta.
O CEPC deixa claro que, quando o profissional não se sentir capacitado para executar uma tarefa, não deve
executá-la.
Questão 2
(Adaptada ‒ 2013 ‒ CFC ‒ 2013 ‒ Bacharel em Ciências Contábeis ‒ 2º Exame)
De acordo com o que determina o Código de Ética Profissional do Contador, julgue as
situações hipotéticas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
 
I. Um contador adota como estratégia de marketing publicar anúncios em jornal. Nos
anúncios, ele faz indicação de títulos, especializações, serviços oferecidos, trabalhos
realizados, além da relação dos clientes que autorizaram a publicação de seu nome.
II. Um auditor, atento ao programa de educação continuada, mantém-se atualizado,
participando de cursos de extensão, seminários e outros eventos.
III. Um profissional da contabilidade que atua como consultor tributário orienta os seus
clientes a manterem escrituração contábil regular, independentemente do regime tributário
escolhido.
Os profissionais citados nas situaçõesagiram em conformidade com o que determina o
Código de Ética Profissional do Contador nos itens
A
I e II, apenas.
B
I e III, apenas.
C
I, II e III.
D
II e III, apenas.
E
III, apenas.
A alternativa C está correta.
De acordo com o CEPC, todos os comportamentos estão corretos.
2. As penalidades a que o profissional contábil está sujeito
Processos, infrações e penalidades
Os temas relacionados ao Código de Ética do Profissional Contábil incluem: 
 
Direitos.
Deveres.
Contrato de prestação de serviços.
Proposta de honorários.
Formas corretas de tratamento entre os colegas de profissão.
A divulgação dos serviços contábeis.
 
Agora, trataremos da responsabilidade do contador durante a execução do seu trabalho, além de abordar as
infrações e penalidades que ele pode sofrer.
Atos ilícitos
Ato ilícito é aquele que ocasiona prejuízo a outra pessoa, seja patrimonial, físico ou moral. Aquele que, por
ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
De acordo com o Código Civil, art. 186 a 188, não constituem atos ilícitos:
 
I - Os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido.
 
II - A deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente.
 
No caso do item II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente
necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.
Já a responsabilidade é uma reação provocada pela infração a um dever que já existe. E a obrigação de
indenizar decorre da violação do direito e do dano, sendo requisitos concomitantes.
 
No sentido ético, responsabilidade é situação daquele que, tendo violado uma norma qualquer de conduta,
encontra-se exposto às consequências que lhe possam advir do ato que praticou.
 
É o caso do contabilista. Ainda que não o seja moralmente, poderá tornar-se juridicamente responsável por
sua conduta, não só em relação ao CEPC, mas também na forma do que dispõe o Código Civil, o Código de
Defesa do Consumidor, o Código Penal, a Legislação Falimentar, Tributária e Previdenciária.
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O CFC tem como compromisso fiscalizar o exercício da
profissão contábil e proteger a sociedade dos maus
profissionais. As ações fiscalizatórias são desenvolvidas de
acordo o planejamento de cada conselho regional em ações
proativas com base em cada realidade e tem por objetivo
verificar a regularidade cadastral e a execução de trabalhos
técnicos privativos dos profissionais da contabilidade, a fim
de evitar os atos ilícitos.
Processos administrativos e
critérios para aplicação de
penalidades
Quando a divulgação de informações, ou a sua omissão, afetar a integridade do profissional contábil, há de se
assumir suas responsabilidades civil, penal e profissional.
 
No processo de controle e fiscalização, os conselhos regionais podem receber comunicações de
irregularidades que poderão ser apresentadas:
 
I - Por meio de formulário eletrônico específico no sítio do CRC.
II - Por correio eletrônico (e-mail).
III - Por documento protocolado no CRC, via Correios ou presencialmente.
Atenção
Comunicações de irregularidades podem ser anônimas. No entanto, não é aceitável uma denúncia ou
uma representação de forma anônima. 
O Conselho Regional de Contabilidade, no resguardo dos direitos e garantias individuais, dará tratamento
sigiloso para terceiros sobre as denúncias, representações e comunicações de irregularidade formuladas, até
decisão definitiva sobre a matéria.
 
Cabe ao vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina admitir a denúncia ou a comunicação de
irregularidade e encaminhar para apuração. Em caso de revelia ou de alegações insuficientes para sanar as
irregularidades denunciadas, será aberto processo administrativo de fiscalização, com o acatamento da
denúncia, representação ou comunicação de irregularidade e lavrado o auto de infração.
 
Caso os fundamentos e provas não demonstrem a irregularidade ou ilegalidade denunciada, a denúncia será
arquivada. A área técnica de fiscalização informará à parte denunciante as razões do arquivamento, bem
como sobre a possibilidade de apresentação de nova denúncia.
 
As penalidades que incidem sobre as transgressões ao CEPC, segundo a gravidade, são:
 
Advertência reservada
Censura reservada
Censura pública
 
O CEPC considera alguns atenuantes na aplicação das penalidades, tais como: “I – ação desenvolvida em
defesa de prerrogativa profissional; II – ausência de punição ética anterior; III – prestação de relevantes
serviços à contabilidade”. E menciona, por outro lado, os fatos considerados agravantes, como: “I – ação
cometida que resulte em ato que denigra publicamente a imagem do profissional da contabilidade; II – punição
ética anterior transitada em julgado”.
Saiba mais
Em 2017, o CFC aprovou uma resolução, a CFC 1525/2017, que dispõe sobre a punição aos profissionais
de contabilidade envolvidos em irregularidades, como fraudes e escândalos de corrupção, que
estabelece que “a punibilidade dos autuados pelos Conselhos de Contabilidade prescreve em cinco
anos, contados da data de verificação do fato respectivo”. Isso significa que o prazo de cinco anos só
passará a ser contado a partir do momento que o sistema CFC/CRCs receber a denúncia ou
comunicação oficial de órgãos da Justiça sobre o caso. Antes o prazo de prescrição se encerrava em
cinco anos contados da data de ocorrência do fato. 
Fiscalização das atividades contábeis
Neste vídeo, vamos falar sobre a fiscalização das atividades contábeis.
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Para conhecimento, apresentamos os dados apresentados pelas fiscalizações do sistema CFC/CRCs do
período de 1996 a 2020.
ANO DILIGÊNCIAS AUTOS DE INFRAÇÃO NOTIFICAÇÕES
1996 85.069 33.929 16.080
1997 147.159 19.526 19.520
1998 153.605 21.845 22.033
1999 184.936 20.215 19.985
2000 201.284 16.710 17.173
2001 239.721 13.930 20.122
2002 237.842 15.208 18.989
2003 281.945 13.018 18.002
• 
• 
• 
ANO DILIGÊNCIAS AUTOS DE INFRAÇÃO NOTIFICAÇÕES
2004 321.803 12.340 20.391
2005 357.371 14.255 15.707
2006 291.254 13.600 18.701
2007 478.963 15.978 21.122
2008 569.375 13.428 24.348
2009 528.645 12.195 33.596
2010 552.040 11.380 30.646
2011 455.705 12.523 25.856
2012 538.316 7.428 31.890
2013 696.904 8.530 41.097
2014 642.636 10.310 31.263
2015* 52.564 11.986 36.707
2016 43.400 9.060 48.239
2017 56.190 10.985 18.272
2018 42.649 9.446 21.894
2019 40.866 9.448 29.246
2020 38.925 7.047 24.926
 
Tabela: Fiscalização do sistema CFC/CRCs do período 1996 a 2020. 
Extraída de CFC, 2021.
 
* Início da fiscalização eletrônica (novo critério de contagem de diligência).
** Atualizado até o mês de dezembro de 2020.
Analisado a tabela, percebemos que, a partir de 2015, as notificações e os autos de infração continuaram
bastantes elevados, apesar da redução nas diligências em função do início da fiscalização eletrônica, sinal de
alerta para os profissionais.
Vem que eu te explico!
O vídeo a seguir aborda o assunto mais relevante do conteúdo que você acabou de estudar.
Penalidades e infrações previstas no Código de Ética Profissional do
Contador
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Verificando o aprendizado
Questão 1
(Adaptada ‒ 2017 ‒ CONSULPLAN ‒ TRF ‒ 2ª REGIÃO ‒ CONSULPLAN ‒ 2017 ‒ Analista
Judiciário – Contadoria) Segundo o Código de Ética do Contador, a transgressão de preceito
deste código constitui infração ética, sancionada, segundo a gravidade, com a aplicação de
uma das seguintes penalidades: advertência reservada, censura reservada e censura pública.
Na aplicação das sanções éticas, podem ser consideradas como atenuantes:
I. Ação desenvolvida sem prerrogativa profissional.
II. Ausência de punição ética anterior.
III. Prestação de relevantes serviços à contabilidade.
Estão corretas as alternativas
AI, II e III.
B
I e II, apenas.
C
I e III, apenas.
D
II e III, apenas.
E
III, apenas.
A alternativa D está correta.
Na aplicação das sanções éticas, podem ser consideradas como atenuantes:
I – Ação desenvolvida em defesa de prerrogativa profissional.
II – Ausência de punição ética anterior.
III – Prestação de relevantes serviços à contabilidade.
Questão 2
(Adaptada ‒ CFC ‒ 2017 ‒ Bacharel em Ciências Contábeis ‒ 2º Exame) De acordo com o
Código de Ética Profissional do Contador, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou
Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.
I. A advertência reservada é uma das penalidades previstas pelo Código de Ética Profissional
do Contador.
II. Na aplicação das sanções éticas, pode ser considerada como atenuante a existência de
punição ética anterior transitada em julgado.
III. O Profissional da Contabilidade poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional
de Contabilidade, quando atingido, pública e injustamente, no exercício de sua profissão.
A sequência correta é
A
F, F, F.
B
F, V, F.
C
V, F, V.
D
V, V, V.
E
V. F. F.
A alternativa C está correta.
Na aplicação das sanções éticas, pode ser considerada como atenuante a não existência de punição ética
anterior transitada em julgado.
3. As principais responsabilidades do profissional
Responsabilidade civil, criminal, fiscal e social
Além da responsabilidade técnica, a prática de atos em prejuízo do seu cliente ou de terceiros sujeitará o
contabilista às normas civis e penais brasileiras, assuntos que trataremos agora.
 
Devemos nos lembrar de que o contrato de prestação de serviços devidamente formalizado ainda é a melhor
forma de o contador evitar que lhe seja imputada conduta ilícita para a qual não contribuiu ou se
responsabilizou pelo que não havia assumido ou contratado.
Código Civil
A responsabilidade contratual e civil do contabilista, por atos culposos ou dolosos, foi estabelecida de forma
clara no Código Civil em vigor.
 
Segundo o parágrafo único do art. 1.177 do Código Civil:
No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante os preponentes,
pelos atos culposos; e perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos.
Brasil, 2002.
Em outras palavras: 
Código Penal
Pelo Código Penal — Decreto-Lei nº 2848/1940, o contador pode responder a partir dos artigos:
Art. 298
Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro.
Pena – reclusão, de 1 a 5 anos, e multa.
Art. 299
Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou
fazer declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar
obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Pena – reclusão, de 1 a 5 anos, e
multa, se o documento é público, e reclusão de 1 a 3 anos, e multa, se o documento é particular.
Art. 305
Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento
público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor. Pena – reclusão de 2 a 6 anos, e multa, se o
documento é público, e, reclusão de 1 a 5 anos, e multa, se o documento é particular.
Além da responsabilidade estabelecida pelo Código Civil e Código Penal, o Código de Defesa do Consumidor,
a Legislação Falimentar e a Legislação Tributária também estabelecem penas para os atos culposos ou
dolosos dos contabilistas, como veremos a seguir.
Código de Defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990
Atos culposos 
São a imprudência, a negligência ou a
imperícia. Não há má-fé. O resultado é
diferente do esperado, prejudicando terceiros.
O contador (preposto) responde perante o
cliente (preponente), e este perante terceiros.
Atos dolosos 
São aqueles praticados
propositalmente, esperando-se um
resultado. O contador (preposto)
responde juntamente com o seu cliente
(preponente) perante terceiros —
Justiça e outras entidades.
O CDC estabelece para os atos culposos e dolosos dos contabilistas penas, segundo seus artigos:
Art. 14
O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos
danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem como por
informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
Art. 23
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços
não o exime de responsabilidade.
Art. 25
É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de
indenizar nesta e nas seções anteriores.
Art. 61
Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste Código, sem prejuízo do disposto
no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.
Art. 66
Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou emitir informação relevante sobre a natureza, característica,
qualidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços. Pena –
Detenção de 3 meses a 1 ano, e multa.
Crimes falimentares ‒ Lei nº 11.101/2005
Art. 168 – Praticar, antes ou depois da sentença que decretar a falência, conceder a recuperação judicial ou
homologar a recuperação extrajudicial, ato fraudulento de que resulte ou possa resultar prejuízo aos credores,
com o fim de obter ou assegurar vantagem indevida para si ou para outrem. Pena – Reclusão de 3 a 6 anos, e
multa.
§ 1º
A pena aumenta-se de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço), se o agente:
I – Elabora escrituração contábil ou balanço com dados inexatos.
II – Omite, na escrituração contábil ou no balanço, lançamento que deles deveria constar, ou altera
escrituração ou balanço verdadeiros.
III – Destrói, apaga ou corrompe dados contábeis ou negociais armazenados em computador ou
sistema informatizado.
IV – Simula a composição do capital social.
V – Destrói, oculta ou inutiliza, total ou parcialmente, os documentos de escrituração contábil
obrigatórios.
§ 2º
A pena é aumentada de 1/3 (um terço) até metade se o devedor manteve ou movimentou recursos ou
valores paralelamente à contabilidade exigida pela legislação.
§ 3º
Nas mesmas penas incidem os contadores, técnicos contábeis, auditores e outros profissionais que,
de qualquer modo, concorrerem para as condutas criminosas descritas neste artigo, na medida de
sua culpabilidade.
Crimes tributários – Lei nº 8137/1990
Art. 1º Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer
acessório, mediante as seguintes condutas:
 
I – Omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias.
 
II – Fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza,
em documento ou livro exigido pela lei fiscal.
 
III – Falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à
operação tributável.
 
IV – Elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato.
 
V – Negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de
mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.
Pena ‒ reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Responsabilidades do contador
Neste vídeo, vamos discutir as responsabilidades do contador.
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O vídeo a seguir aborda o assunto mais relevante do conteúdo que você acabou de estudar.
A responsabilidade ética do contabilista do trabalho
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Verificando o aprendizado
Questão 1
O empresário A, administrador da empresa Z, contratou o contador B para realizar uma perícia
na contabilidade de sua empresa, buscando certificar a existência de comprovação fidedigna
para os registros contábeis de determinado período. O perito apontouem seu laudo dois
lançamentos desprovidos de origem, que produziram significativa redução no resultado da
empresa com impacto no caixa. O contador X, empregado e responsável técnico pela
escrituração da empresa, explicou que os tais registros foram efetuados por determinação
expressa recebida do empresário A.
Analise a situação hipotética, à luz da Lei 10.406/2002 (Código Civil), e em seguida, assinale a
opção correta.
A
Constatada a irregularidade, o contador X está isento de qualquer responsabilidade porque, na qualidade de
empregado, apenas cumpriu determinação expressa de seu empregador.
B
Constatada a irregularidade, o empresário A está isento de responsabilidade perante terceiros porque
esperava que qualquer determinação equivocada deveria ser rejeitada pelo contador.
C
O empresário A e o contador X são responsáveis perante terceiros.
D
O empresário A é o único responsável pelos atos e pelos registros da empresa perante terceiros, pois partiu
dele a determinação.
E
O contador é o único responsável pelos atos e registros da empresa.
A alternativa C está correta.
Art. 1.177 do Código Civil. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos
prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má-fé, os mesmos
efeitos como se o fossem por aquele.
Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante os
preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos
dolosos.
Art. 1.178 do Código Civil. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito.
Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, somente obrigarão o
preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito, cujo instrumento pode ser suprido pela certidão
ou cópia autêntica do seu teor.
Questão 2
Determinada empresa contratou os serviços de um contador e entregou a ele, regularmente,
todos os cheques para a quitação dos impostos devidos. Certo dia, essa empresa recebeu do
fisco estadual e do federal a informação de que estava devendo impostos aos quais se
destinavam aqueles cheques, bem como multas.
Nessa situação, acerca da responsabilidade de pagamento perante o fisco, assinale a opção
correta.
A
O pagamento dos tributos estaduais é de responsabilidade do contador, e o dos tributos federais, da própria
empresa.
B
Em ambos os casos, a responsabilidade pelo pagamento dos tributos é do contador.
C
Em ambos os casos, a responsabilidade pelo pagamento dos tributos é da empresa, ao passo que o
pagamento das multas cabe ao contador.
D
A única responsabilidade do contador é o pagamento das multas incidentes sobre os tributos federais.
E
Em ambos os casos, a responsabilidade pelo pagamento dos tributos e das multas é da empresa.
A alternativa E está correta.
Lei nº 5172/1966 (Código Tributário Nacional)
Artigo 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária
independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do
ato.
4. Conclusão
Considerações finais
Concluindo a abordagem teórico-conceitual do conteúdo, a partir desse material, fica latente a necessidade
de o profissional da contabilidade estar sempre atualizado com as normas e leis vigentes, além de estar
sempre alerta às mudanças nas normas brasileiras, em especial ao CEPC.
 
A responsabilidade sobre todo o trabalho executado impõe ao contador, seja ele empregado de um entidade,
funcionário público ou profissional liberal, um grau de atenção extremamente elevado, em função da
relevância das suas atividades que, quando elaboradas de forma assertiva, contribui para o crescimento da
organização.
 
Afinal, são inúmeros relatórios que precisam ser examinados e assinados pelo contador, desde a abertura de
uma nova empresa até o preenchimento dos vários livros obrigatórios (diário, razão etc.). Além de elaborar as
demonstrações contábeis, cabe a ele, também, a produção e o envio das obrigações acessórias exigidas
pelos órgãos públicos (algumas mensais, outras anuais) tais como SPED, RAIS, CAGED etc. Fora isso, ele ainda
tem que observar o comportamento dos empresários para quem ele presta serviço, em função da sua
responsabilidade solidária sobre informações prestadas diariamente.
 
Exercitar os princípios contábeis com responsabilidade poderá ajudá-lo a conduzir sua vida profissional com
ética, retidão e caráter. É importante lembrar que o profissional não se destaca no mercado por possuir uma
excelente carteira de clientes, mas por seguir as normas relacionadas à sua área de atuação e os princípios
éticos profissionais.
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Agora, vamos encerrar o assunto fazendo um resumo sobre os assuntos abordados.
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Conheça um pouco mais sobre a responsabilidade civil do contador, acessando o site da Presidência da
República/Casa Civil/Subchefia para Assuntos Jurídicos.
Referências
ALVES, F. J. S. Adesão do contabilista ao código de ética da sua profissão: um estudo empírico sobre
percepções. 2005. Tese (Doutorado em Contabilidade) ‒ Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade, Universidade de São Paulo, 2005.
 
ALVES, F. J. S. et al. Um estudo empírico sobre a importância do código de ética profissional para o
contabilista. In: Revista Contabilidade & Finanças (USP), v. 18, p. 58-68, jun. 2007.
 
BRASIL. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). NBCPG01, Aprova o código de ética profissional do
contabilista – CEPC. Brasília, 2019.
 
BRASIL. Decreto-Lei nº 1.040/1969, de 21 de outubro de 1969. Dispõe sobre os Conselhos Federal e Regionais
de Contabilidade, regula a eleição de seus membros, e dá outras providências. Brasília, 1969.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1.370, de 8 de dezembro de 2011. Regulamento Geral dos Conselhos de
Contabilidade. Brasília, 2011.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 989, de 11 de dezembro de 2003. Aprova a Norma sobre Exame de Qualificação
Técnica. Brasília, 2003.
 
BRASIL. Norma Brasileira de Contabilidade NBC PP 02, de 21 de outubro de 2016. Aprova a NBC PP 02, que
dispõe sobre o Exame de Qualificação Técnica para o perito contábil. Brasília, 2016.
 
BRASIL. Resolução CFC nº 1527, de 18 de agosto de 2017. Altera os incisos XVII e XIX do Art. 6º, os §§ 1º, 2º e
3º do Art. 9º e o Art. 12 da Resolução CFC n. 1523/2017, que institui o Código de Conduta para os
conselheiros, colaboradores e funcionários dos Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade. Brasília, 2017.
 
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. Brasília, 1976.
 
BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa
e da Empresa de Pequeno Porte. Brasília, DF, 2006.
 
BRASIL. Lei nº 2848, de 7 de dezembro de 1940. Institui o código penal. Brasília, 1940.
 
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília, 2002.
 
BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras
providências. Brasília, 1990.
 
BRASIL. Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial e extrajudicial do empresário e
da sociedade empresária. Brasília, 2005.
 
BRASIL. Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990. Define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra
as relações de consumo e dá outras providências. Brasília, 1990.
 
SÁ, A. L. Ética profissional. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
 
SANTOS, F. A. Ética empresarial. São Paulo: Atlas, 2015.
	Legislação sobre a ética profissional
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Os deveres do profissional contábil
	Código de Ética Profissional do Contador (NBC PG 01)
	Sigilo
	Como dever, em seu item C:
	Como vedações, em seuitem O:
	Exemplo
	Concorrência
	Deveres e proibições
	São deveres do contador
	É vedado ao contador
	Contrato de prestação de serviços
	Informação 1
	Informação 2
	Informação 3
	Informação 4
	Informação 5
	Informação 6
	Informação 7
	Contrato de prestação de serviços e os honorários profissionais
	Conteúdo interativo
	Honorários profissionais
	Independência profissional
	Exemplo
	Vem que eu te explico!
	Os deveres do contabilista
	Conteúdo interativo
	Casos de divisão de trabalho ou de substituição profissional
	Conteúdo interativo
	Escritório de contabilidade e seus limites éticos para a captação de clientes
	Conteúdo interativo
	O sigilo no trabalho do contador
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Um contador recebeu proposta para executar uma perícia e reconhece não estar devidamente capacitado para executá-la, mas os honorários são compensadores. Segundo o Código de Ética Profissional do Contabilista, o contador deverá
	(Adaptada ‒ 2013 ‒ CFC ‒ 2013 ‒ Bacharel em Ciências Contábeis ‒ 2º Exame)De acordo com o que determina o Código de Ética Profissional do Contador, julgue as situações hipotéticas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
	I. Um contador adota como estratégia de marketing publicar anúncios em jornal. Nos anúncios, ele faz indicação de títulos, especializações, serviços oferecidos, trabalhos realizados, além da relação dos clientes que autorizaram a publicação de seu nome.
	II. Um auditor, atento ao programa de educação continuada, mantém-se atualizado, participando de cursos de extensão, seminários e outros eventos.
	III. Um profissional da contabilidade que atua como consultor tributário orienta os seus clientes a manterem escrituração contábil regular, independentemente do regime tributário escolhido.Os profissionais citados nas situações agiram em conformidade com o que determina o Código de Ética Profissional do Contador nos itens
	2. As penalidades a que o profissional contábil está sujeito
	Processos, infrações e penalidades
	Atos ilícitos
	Processos administrativos e critérios para aplicação de penalidades
	Atenção
	Saiba mais
	Fiscalização das atividades contábeis
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	Penalidades e infrações previstas no Código de Ética Profissional do Contador
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	(Adaptada ‒ 2017 ‒ CONSULPLAN ‒ TRF ‒ 2ª REGIÃO ‒ CONSULPLAN ‒ 2017 ‒ Analista Judiciário – Contadoria) Segundo o Código de Ética do Contador, a transgressão de preceito deste código constitui infração ética, sancionada, segundo a gravidade, com a aplicação de uma das seguintes penalidades: advertência reservada, censura reservada e censura pública. Na aplicação das sanções éticas, podem ser consideradas como atenuantes:I. Ação desenvolvida sem prerrogativa profissional.II. Ausência de punição ética anterior.III. Prestação de relevantes serviços à contabilidade.Estão corretas as alternativas
	(Adaptada ‒ CFC ‒ 2017 ‒ Bacharel em Ciências Contábeis ‒ 2º Exame) De acordo com o Código de Ética Profissional do Contador, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.I. A advertência reservada é uma das penalidades previstas pelo Código de Ética Profissional do Contador.II. Na aplicação das sanções éticas, pode ser considerada como atenuante a existência de punição ética anterior transitada em julgado.III. O Profissional da Contabilidade poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade, quando atingido, pública e injustamente, no exercício de sua profissão.A sequência correta é
	3. As principais responsabilidades do profissional
	Responsabilidade civil, criminal, fiscal e social
	Código Civil
	Código Penal
	Art. 298
	Art. 299
	Art. 305
	Código de Defesa do Consumidor – Lei nº 8.078/1990
	Art. 14
	Art. 23
	Art. 25
	Art. 61
	Art. 66
	Crimes falimentares ‒ Lei nº 11.101/2005
	§ 1º
	§ 2º
	§ 3º
	Crimes tributários – Lei nº 8137/1990
	Responsabilidades do contador
	Conteúdo interativo
	Vem que eu te explico!
	A responsabilidade ética do contabilista do trabalho
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	O empresário A, administrador da empresa Z, contratou o contador B para realizar uma perícia na contabilidade de sua empresa, buscando certificar a existência de comprovação fidedigna para os registros contábeis de determinado período. O perito apontou em seu laudo dois lançamentos desprovidos de origem, que produziram significativa redução no resultado da empresa com impacto no caixa. O contador X, empregado e responsável técnico pela escrituração da empresa, explicou que os tais registros foram efetuados por determinação expressa recebida do empresário A.Analise a situação hipotética, à luz da Lei 10.406/2002 (Código Civil), e em seguida, assinale a opção correta.
	Determinada empresa contratou os serviços de um contador e entregou a ele, regularmente, todos os cheques para a quitação dos impostos devidos. Certo dia, essa empresa recebeu do fisco estadual e do federal a informação de que estava devendo impostos aos quais se destinavam aqueles cheques, bem como multas.Nessa situação, acerca da responsabilidade de pagamento perante o fisco, assinale a opção correta.
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
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	Referências

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