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DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL
Política de Tratamento Adequado 
de Conflitos Jurídicos
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250901248668
 
ALINE OLIVEIRA
Advogada. Analista do MP-SP. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia 
Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada 
em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns 
cursos jurídicos.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos 
Aline Oliveira
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Decisões Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Momento Lei Seca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
 
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Aline Oliveira
APreseNTAÇÃoAPreseNTAÇÃo
Olá, futuro(a) advogado(a)!
Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline 
de Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, analista do MP-SP, mas já fui assessora no 
MP-RJ. Sou pós-graduada em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário 
pela UCAM e em Direito Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN.
Eu fui residente jurídico tanto da PGE-RJ quanto da PGM-RJ, já fui aprovada em alguns 
concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da Unicamp, advogado da IMBEL, Procurador 
de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE-RJ e MPSP). Também já 
fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE-RJ, cuja prova 
oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser 
aprovado(a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos 
de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui 
para facilitar a vida de vocês.
Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, 
exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para 
que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário.
Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você 
atingir o sucesso na aprovação na OAB. Aluno(a), não deixe de fazer muitas questões. Não 
tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, 
da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse!
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado 
no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
Vamos começar?
Aline Oliveira
@prof_alineoliveira
 
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Aline Oliveira
POLÍTICA DE TRATAMENTO ADEQUADO DE POLÍTICA DE TRATAMENTO ADEQUADO DE 
CONFLITOS JURÍDICOSCONFLITOS JURÍDICOS
Inicialmente, cumpre esclarecer que equivalentes jurisdicionais são técnicas para 
resolução de conflitos que não sejam jurisdicionais, ou seja, não envolvam o Poder Judiciário. 
Trata-se de um conceito por exclusão. Há divergência doutrinária no tocante a arbitragem 
se enquadrar como um equivalente jurisdicional ou não.
Equivalentes jurisdicionais são meios de composição da lide por obra dos próprios 
litigantes (José Eduardo Carreira Alvim, Teoria geral do processo, 17. ed., Forense, Ebook, 
2015, p. 100). Para essa corrente, arbitragem não seria equivalente jurisdicional.
Por outro lado, há entendimento no sentido de que a arbitragem deve ser qualificada 
como equivalente jurisdicional. Nesse sentido, cita-se Daniel Amorim Assumpção Neves.
Essa divergência é encontrada também nos Tribunais:
JURISPRUDÊNCIA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXISTÊNCIA DE CONFLITO DE COMPETÊNCIA ENTRE UM 
ÓRGÃO JURISDICIONAL DO ESTADO E UMA CÂMARA ARBITRAL.
É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e câmara arbitral. 
Isso porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional. 
CC 111.230-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/5/2013.
Destarte, uma vez convencionado pelas partes cláusula arbitral, o árbitro vira juiz de 
fato e de direito da causa, e a decisão que então proferir não ficará sujeita a recurso 
ou à homologação judicial, segundo dispõe o artigo 18 da Lei 9.307/96, o que significa 
categorizá-lo como equivalente jurisdicional, porquanto terá os mesmos poderes do 
juiz togado, não sofrendo restrições na sua competência. (MS 11.308/DF, Ministro 
LUIZ FUX, DJe 19/05/2008)
Jurisdição é uma função estatal que é definida como “dizer o direito”, ou seja, um terceiro 
imparcial no exercício da função estatal irá solucionar a lide. Aproveito para mencionar que 
teremos uma aula própria para tratarmos desse tema tão importante para o Processo Civil.
Conforme já estudamos, apesar de a Constituição Federal prever a inafastabilidade da 
jurisdição (art. 5º, XXXV), tal fato não inviabiliza que o interessado opte por outro meio de 
resolução do conflito. Parcela da doutrina, inclusive, chama a atenção para o fato de não 
haver “superioridade” em relação ao Poder Judiciário quando comparado com as demais 
formas de solução de controvérsias. Vejamos o dispositivo constitucional: “Art. 5º, XXXV – a 
lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado2015) (Vigência)
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§ 2º A sentença que julgar procedente o pedido declarará a nulidade da sentença arbitral, nos casos do 
art. 32, e determinará, se for o caso, que o árbitro ou o tribunal profira nova sentença arbitral. (Redação 
dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
§ 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser requerida na impugnação ao 
cumprimento da sentença, nos termos dos arts. 525 e seguintes do Código de Processo Civil, se houver 
execução judicial. (Redação dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
§ 4º A parte interessada poderá ingressar em juízo para requerer a prolação de sentença arbitral 
complementar, se o árbitro não decidir todos os pedidos submetidos à arbitragem. (Incluído pela Lei n. 
13.129, de 2015) (Vigência)
Reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras
Art. 34. A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de conformidade com 
os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e, na sua ausência, estritamente de 
acordo com os termos desta Lei.
Parágrafo único. Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do território 
nacional.
Art. 35. Para ser reconhecida ou executada no Brasil, a sentença arbitral estrangeira está sujeita, 
unicamente, à homologação do Superior Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) 
(Vigência)
Art. 36. Aplica-se à homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira, 
no que couber, o disposto nos arts. 483 e 484 do Código de Processo Civil.
Art. 37. A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte interessada, devendo 
a petição inicial conter as indicações da lei processual, conforme o art. 282 do Código de Processo Civil, 
e ser instruída, necessariamente, com:
I – o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada, autenticada pelo consulado 
brasileiro e acompanhada de tradução oficial;
II – o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada, acompanhada de tradução 
oficial.
Art. 38. Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de sentença 
arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que:
I – as partes na convenção de arbitragem eram incapazes;
II – a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram, ou, na falta 
de indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida;
III – não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem, ou tenha sido violado 
o princípio do contraditório, impossibilitando a ampla defesa;
IV – a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi possível 
separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem;
V – a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória;
VI – a sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes, tenha sido anulada, ou, 
ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada.
Art. 39. A homologação para o reconhecimento ou a execução da sentença arbitral estrangeira também 
será denegada se o Superior Tribunal de Justiça constatar que: (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 
2015) (Vigência)
I – segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem;
II – a decisão ofende a ordem pública nacional.
Parágrafo único. Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte 
residente ou domiciliada no Brasil, nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do 
país onde se realizou a arbitragem, admitindo-se, inclusive, a citação postal com prova inequívoca de 
recebimento, desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa.
Art. 40. A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira 
por vícios formais, não obsta que a parte interessada renove o pedido, uma vez sanados os vícios 
apresentados.
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RESUMORESUMO
• Equivalentes jurisdicionais são técnicas para resolução de conflitos que não sejam 
jurisdicionais, ou seja, não envolvam o Poder Judiciário.
• Há divergência doutrinária no tocante a arbitragem se enquadrar como um equivalente 
jurisdicional ou não.
Natureza jurídica da arbitragem
Natureza de jurisdição Equivalente jurisdicional
É possível a existência de conflito de 
competência entre juízo estatal e 
câmara arbitral. Isso porque a atividade 
desenvolvida no âmbito da arbitragem 
tem natureza jurisdicional. CC 111.230-
DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 
8/5/2013.
Destarte, uma vez convencionado pelas partes 
cláusula arbitral, o árbitro vira juiz de fato e de 
direito da causa, e a decisão que então proferir 
não ficará sujeita a recurso ou à homologação 
judicial, segundo dispõe o artigo 18 da Lei 
9.307/96, o que significa categorizá-lo como 
equivalente jurisdicional, porquanto terá os 
mesmos poderes do juiz togado, não sofrendo 
restrições na sua competência. (MS 11.308/DF, 
Ministro LUIZ FUX, DJe 19/05/2008)
• Jurisdição é uma função estatal que é definida como “dizer o direito”, ou seja, um 
terceiro imparcial no exercício da função estatal irá solucionar a lide.
• A inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV) não inviabiliza que o interessado opte 
por outro meio de resolução do conflito.
• Parcela da doutrina, inclusive, chama a atenção para o fato de não haver “superioridade” 
em relação ao Poder Judiciário quando comparado com as demais formas de solução 
de controvérsias.
• Meios de composição de lides: autocomposição (abdicação e transação), autotutela, 
atividade estatal ( jurisdição).
Abdicação Transação Autotutela Jurisdição
Renúncia Renúncia parcial e 
mútua concessão 
das partes
Valer-se da força para resolver os conflitos.
É admitido excepcionalmente.
Código Penal. Art. 25. Entende-se 
em legítima defesa quem, usando 
moderadamente dos meios necessários, 
repele injusta agressão, atual ou iminente, a 
direito seu ou de outrem. (Redação dada pela 
Lei n. 7.209, de 11.7.1984) (Vide ADPF 779)
Código Civil Art. 1.210. O possuidor tem 
direito a ser mantido na posse em caso 
de turbação, restituído no de esbulho, e 
segurado de violência iminente, se tiver justo 
receio de ser molestado.
§ 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, 
poderá manter-se ou restituir-se por sua 
própria força, contanto que o faça logo; os 
atos de defesa, ou de desforço, não podem 
ir além do indispensável à manutenção, ou 
restituição da posse.
Função estatal que é 
definida como “dizer 
o direito”,
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Mediação
• A mediação pode ocorrer tanto judicial quanto extrajudicialmente, na forma dos artigos 9 
ao 13 da Lei 13.140/2015. A mediação é orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade 
do mediador;isonomia entre as partes; oralidade; informalidade; autonomia da vontade 
das partes; busca do consenso; confidencialidade; boa-fé (art. 2º da Lei 13.140/2015).
• Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre direitos 
indisponíveis que admitam transação, na forma do art. 3º, caput, da Lei 13.140/2015.
• A mediação pode versar sobre todo o conflito ou apenas parte dele. No caso dos direitos 
indisponíveis, mas que admitem transação, o consenso das partes deve ser homologado 
em juízo, exigindo-se a oitiva do Ministério Público.
• Aos necessitados é assegurada a gratuidade da mediação.
• Após a última audiência em que atuar como mediador, pelo prazo de um ano ficará impedido 
de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes.
• É uma obrigação (e não uma faculdade) para os entes federativos a criação dessas câmaras 
de mediação e conciliação.
Conciliador Mediador
O conciliador, que atuará PREFERENCIALMENTE 
nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, PODERÁ SUGERIR soluções 
para o litígio, sendo vedada a utilização 
de qualquer tipo de constrangimento ou 
intimidação para que as partes conciliem.
O mediador, que atuará PREFERENCIALMENTE 
nos casos em que houver vínculo anterior 
entre as partes, auxiliará aos interessados 
a compreender as questões e os interesses 
em conflito, de modo que eles possam, 
pelo restabelecimento da comunicação, 
identificar, por si próprios, soluções 
consensuais que gerem benefícios mútuos.
• O CPC/2015 prevê que os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados, se 
advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem 
suas funções.
• São princípios que orientam tanto a mediação quanto a conciliação: independência, 
imparcialidade, autonomia da vontade, confidencialidade, oralidade, informalidade 
e da decisão informada (art. 166, caput, do CPC/2015).
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Princípios que orientam mediação E 
CONCILIAÇÃO (segundo o CPC/2015)
Princípios que orientam a mediação (Lei n. 13.140/2015)
Art. 166. A conciliação e a mediação são 
informadas pelos princípios da independência, 
da imparcialidade, da autonomia da 
vontade, da confidencialidade, da oralidade, 
da informalidade e da decisão informada.
Art. 2º A mediação será orientada pelos seguintes 
princípios:
I – imparcialidade do mediador;
II – isonomia entre as partes;
III – oralidade;
IV – informalidade;
V – autonomia da vontade das partes;
VI – busca do consenso;
VII – confidencialidade;
VIII – boa-fé.
§ 1º Na hipótese de existir previsão contratual de cláusula 
de mediação, as partes deverão comparecer à primeira 
reunião de mediação.
§ 2º Ninguém será obrigado a permanecer em 
procedimento de mediação.
• No caso da Administração Pública, a arbitragem será sempre de direito e respeitará 
o princípio da publicidade.
• As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
• A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração 
de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações.
• Geralmente as decisões dos árbitros não são sujeitas a revisão pelo Poder Judiciário.
• O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso 
ou a homologação pelo Poder Judiciário.
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato 
de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam 
que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à 
arbitragem.
Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em 
contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos 
prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação.
Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado 
do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada 
por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral.
b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não 
alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que 
representa renúncia à jurisdição arbitral.
c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação 
requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a 
existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes.
d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória 
no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir 
a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso.
002. 002. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Durante campeonato oficial de judô promovido pela 
Federação de Judô do Estado Alfa, Fernando, um dos atletas inscritos, foi eliminado da 
competição esportiva em decorrência de uma decisão contestável da arbitragem que 
dirigiu a luta.
Na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Fernando, assinale a opção que apresenta 
a medida juridicamente adequada para o caso narrado.
a) Fernando poderá ingressar com processo perante a justiça desportiva para contestar o 
resultado da luta e, uma vez esgotadas as instâncias desportivas e proferida decisão final 
sobre o caso, não poderá recorrer ao Poder Judiciário.
b) Fernando poderá impugnar o resultado da luta perante o Poder Judiciário, 
independentemente de esgotamento das instâncias da justiça desportiva, em virtude do 
princípio da inafastabilidade da jurisdição.
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c) Fernando, uma vez esgotadas as instâncias da justiça desportiva (que terá o prazo 
máximo de 60 dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final), 
poderá impugnar o teor da decisão perante o Poder Judiciário.
d) A ordem jurídica, que adotou o princípio da unidade de jurisdição a partir da Constituição 
de 1988, passou a prever a exclusividade do Poder Judiciário para dirimir todas as questões 
que venham a ser judicializadas em território nacional, deslegitimando a atuação da 
justiça desportiva.
003. 003. (FGV/OAB/XXIII EXAME/2017) A multinacional estrangeira Computer Inc., com sede nos 
Estados Unidos, celebra contrato de prestação de serviços de informática com a sociedade 
empresarial Telecomunicações S/A, constituída de acordo com as leis brasileiras e com sede 
no Estado de Goiás.
Os serviços a serem prestados envolvem ainstalação e a manutenção dos servidores 
localizados na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A. Ainda consta, no 
contrato celebrado entre as referidas pessoas jurídicas que eventuais litígios serão dirimidos, 
com exclusividade, perante a Corte Arbitral Alfa, situada no Brasil.
Após discordâncias sobre o cumprimento de uma das cláusulas referentes à realização 
dos serviços, a multinacional Computer Inc. ingressa com demanda no foro arbitral 
contratualmente avençado.
Com base no caso concreto, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula compromissória prevista no contrato é nula de pleno direito, uma vez que o 
princípio da inafastabilidade da jurisdição, previsto constitucionalmente, impede que ações 
que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas por órgão que não 
integre o Poder Judiciário nacional.
b) Caso a empresa Telecomunicações S/A ingresse com demanda perante a Vara Cível situada 
no Estado de Goiás, o juiz deverá resolver o mérito, ainda que a sociedade Computer Inc. 
alegue, em contestação, a existência de convenção de arbitragem prevista no instrumento 
contratual.
c) Visando efetivar tutela provisória deferida em favor da multinacional Computer Inc., 
poderá ser expedida carta arbitral pela Corte Arbitral Alfa para que órgão do Poder Judiciário, 
com competência perante o Estado de Goiás, pratique atos de cooperação que importem 
na constrição provisória de bens na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A, 
a fim de garantir a efetividade do provimento final.
d) A sentença arbitral proferida pela Corte Arbitral Alfa configura título executivo extrajudicial, 
cuja execução poderá ser proposta no foro do lugar onde deva ser cumprida a obrigação.
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004. 004. (FGV/OAB/XXIV EXAME/2017) O Supermercado “X” firmou contrato com a pessoa jurídica 
“Excelência” – sociedade empresária de renome – para que esta lhe prestasse assessoria 
estratégica e planejamento empresarial no processo de expansão de suas unidades por todo 
o país. Diante da discussão quanto ao cumprimento da prestação acordada, uma vez que 
o supermercado entendeu que o serviço fora prestado de forma deficiente, as partes se 
socorreram da arbitragem, em razão de expressa previsão do meio de solução de conflitos 
trazida no contrato. Na arbitragem, restou decidido que assistia razão ao supermercado, 
sendo a sociedade empresária “Excelência” condenada ao pagamento de indenização, além 
de multa de 30%.
Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
a) Por se tratar de um título executivo extrajudicial, deve ser instaurado um processo de 
execução.
b) Por se tratar de um título executivo judicial, será promovido segundo as regras do 
cumprimento de sentença.
c) A sentença arbitral só poderá ser executada junto ao Poder Judiciário após ser confirmada 
em processo de conhecimento, quando adquire força de título executivo judicial.
d) A sentença arbitral será executada segundo as regras do cumprimento de sentença, 
tendo em vista seu caráter de título executivo extrajudicial.
005. 005. (FGV/OAB/XXXIX EXAME/2023) A General Food é uma reconhecida sociedade empresária 
britânica do ramo de alimentos presidida, desde 2018, pelo brasileiro Rodrigo Bottas.
Em 2021, o jornal “Folha de Londres” publicou uma série de reportagens apontando 
irregularidades na gestão de Rodrigo Bottas, que foi imediatamente afastado da sociedade 
empresária. Ato contínuo, a General Food investigou as irregularidades suscitadas pelo 
jornal e, após confirmá-las, instaurou arbitragem na Inglaterra para obter indenização 
pelos prejuízos causados por seu antigo executivo.
Após regular participação de Rodrigo Bottas no referido procedimento, o Tribunal Arbitral 
proferiu sentença julgando procedente o pedido indenizatório da General Food.
Como Rodrigo Bottas não tinha bens na Inglaterra, a General Food procurou um(a) advogado(a) 
para buscar informações sobre a possibilidade de executar a sentença arbitral estrangeira 
no Brasil.
Na qualidade de advogado(a) da General Food, assinale a afirmativa correta.
a) General Food deverá ajuizar ação de execução contra Rodrigo Bottas, uma vez que a 
sentença arbitral estrangeira é título executivo judicial.
b) A General Food deverá instaurar arbitragem contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são 
admissíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil.
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c) A General Food deverá ajuizar ação indenizatória contra Rodrigo Bottas, uma vez que 
não são possíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil.
d) A General Food deverá apresentar pedido de homologação da sentença arbitral estrangeira 
contra Rodrigo Bottas antes de executar a referida decisão no Brasil.
006. 006. (FGV/OAB/XXXIV EXAME/2022) Em ação declaratória de nulidade da sentença arbitral, 
a autora da ação, parte no juízo arbitral, alegou, como fundamento jurídico do pedido, (I) 
o fato de a sentença ter sido baseada apenas em regras de direito, (II) omitir a data e (III) 
o lugar em que foi proferida, requisitos formais da sentença, segundo ela.
Na contestação, a outra parte (favorecida pela decisão), alegou que a omissão do lugar e 
da data são erros meramente materiais, supríveis por outros meios, como a convenção de 
arbitragem, onde se encontra estipulado o local da sede da arbitragem, e por documentos 
dos árbitros onde constam a data-limite para ser proferida a decisão. Assim, não se pode 
anular a sentença arbitral simplesmente por omissões supríveis.
Quanto ao mérito e atentando para as disposições legais da sentença arbitral, assinale a 
afirmativa correta.
a) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que a ausência da data e do 
lugar da arbitragem configura erro material, sanável pela produção de todos os meios de 
prova admitidos em direito.
b) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que é dispensável na sentença 
menção à data ou ao lugar em que foi proferida, sanável pelo conteúdo da convenção de 
arbitragem.
c) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é necessário na sentença 
arbitral a data e o lugar em que foi proferida, exceto se os árbitros julgaram por equidade.
d) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é nula a sentença 
arbitral que não contiver a data e o lugar em que foi proferida.
007. 007. (FGV/OAB/XXXV EXAME/2022) No âmbito de um contrato de prestação de serviços 
celebrado entre as sociedades empresárias Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi 
prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes acordaram que qualquer litígio 
de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um tribunal arbitral.
Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da 
arbitragem, assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo 
Lindo S.A.
a) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal 
arbitral, para que Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, 
em respeito à cláusula compromissória firmada no contrato de prestação de serviço.
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b) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação 
de Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras 
todas as alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A.
c) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo 
no intuito de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim.
d) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder 
Judiciário resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço 
celebrado entre as partes.
008. 008. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Rolim Crespo, administrador da sociedade Indústrias 
Reunidas Novo Horizonte do Oeste Ltda., consultou sua advogada para lhe prestar orientação 
quanto à inserção de cláusula compromissória em um contrato que a pessoa jurídica pretende 
celebrar com uma operadora de planos de saúde empresariais. Pela leitura da proposta, 
verifica-se que não há margem para a negociação das cláusulas, por tratar-se de contrato 
padronizado, aplicado a todos os aderentes.
Quanto à cláusula compromissória inserida nesse contrato, assinale a opção que apresenta 
a orientação dada pela advogada.
a) É necessária a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, 
em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula.
b) É nula de pleno direito, por subtrair do aderente o direito fundamental de acesso à 
justiça, e o contrato não deve ser assinado.
c) Somente será eficaz se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, e, como 
a iniciativa foi do proponente e unilateral, ela é nula.
d) Somente será eficaz se houver a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer 
forma de manifestação da vontade em documento anexo ou, simplesmente, com o visto 
para essa cláusula.
009. 009. (CEBRASPE/ADVOGADO DA UNIÃO/2023/ADAPTADA) A mediação, a conciliação e 
a arbitragem são métodos autocompositivos de solução de conflitos admitidos pelo 
ordenamento jurídico brasileiro.
010. 010. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Mediação e conciliação são formas 
adequadas de resolução de controvérsias por meio das quais um terceiro intervém para 
auxiliar as partes a chegar a uma composição consensual e negociada do litígio, devendo, 
para tanto, propor uma solução justa para o caso concreto.
011. 011. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Autotutela é o meio de solução de 
conflitos pela imposição da vontade de uma das partes e o consequente sacrifício do 
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interesse da parte adversa, o que é absolutamente vedado no direito brasileiro — sua 
prática constitui, inclusive, crime de exercício arbitrário das próprias razões.
012. 012. (CEBRASPE/TCE-PE/ANALISTA DE GESTÃO/2017) Com relação à jurisdição e ao poder 
jurisdicional, julgue o item.
No direito brasileiro, a arbitragem deve ser qualificada como um equivalente jurisdicional.
013. 013. (CEBRASPE/TRF – 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2017/ADAPTADA) A arbitragem poderá ser 
utilizada em litígio que envolva entes integrantes da administração pública e, nesses casos, 
eventual decisão que condene a fazenda pública não se submeterá ao reexame necessário.
014. 014. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, o magistrado poderá, 
de ofício, reconhecer a existência de convenção de arbitragem e extinguir o processo sem 
resolução do mérito, se o litígio referente ao contrato também for levado ao Poder Judiciário.
015. 015. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, em eventual execução 
judicial de sentença arbitral, será vedado ao réu arguir nulidade da decisão arbitral por 
meio de impugnação ao cumprimento de sentença, devendo o interessado utilizar ação 
própria para esse fim.
016. 016. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, as partes não estarão 
obrigadas a se submeter a esse procedimento, uma vez que a convenção de arbitragem é 
nula, por excluir da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
017. 017. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
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arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, a opção feita pelas 
partes pela arbitragem deverá ser considerada legítima, e a sentença do árbitro, título 
executivo extrajudicial, conforme o CPC.
018. 018. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, eventual cumprimento 
de carta arbitral no Poder Judiciário, referente ao caso, deverá tramitar em segredo de 
justiça, se houver comprovação de confidencialidade da arbitragem.
019. 019. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DO PARÁ/2023/ADAPTADA) A conciliação e outros 
métodos de solução consensual de conflitos deverão ser buscados preferencialmente por 
advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, no início do processo 
judicial, cabendo ao juiz estimular a mediação, inclusive no curso do processo judicial.
020. 020. (CEBRASPE/TJ-SC/NOTÁRIO E REGISTRADOR – PROVIMENTO/2023/ADAPTADA) É hipótese 
de matéria de defesa do réu que não pode ser conhecida de ofício pelo magistrado: convenção 
de arbitragem pactuada entre as partes.
021. 021. (CEBRASPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA/2018/ADAPTADA) Se não 
forem arguidas pelo réu em preliminar de contestação, ficarão sujeitas à preclusão: convenção 
de arbitragem e nulidadede citação.
022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO – APOIO JURÍDICO/2018) 
A existência de convenção de arbitragem acarreta a extinção do processo sem resolução 
do mérito.
023. 023. (CEBRASPE/TJ-PA/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) Como via não judicial de solução 
do conflito em controvérsia com particulares, é possível aplicar à administração pública, por 
compatibilidade com a indisponibilidade do interesse público, a conciliação e a arbitragem, 
mas não a mediação.
024. 024. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/AUDITOR TÉCNICO DE TRIBUTOS – CURSO DE PREPARAÇÃO/2022) 
Na arbitragem, o expert assume o papel de agente principal na condução do litígio, ocupando 
a função que caberia ao magistrado caso uma das partes viesse a optar por obter a solução 
do litígio por via judicial.
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025. 025. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
A recomendação de Larissa só terá sentido até a propositura de eventual demanda judicial, 
já que a adoção de meios consensuais de solução de controvérsias não deve ser estimulada 
no curso de processos judiciais.
026. 026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
Lídia auxiliará os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de 
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si mesmos, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
027. 027. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
Caso aceitem a recomendação mas, apesar da tentativa, não celebrem acordo, Lídia poderá 
testemunhar em futuras demandas judiciais sobre fatos ou elementos oriundos da mediação.
028. 028. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
Lídia não poderá aplicar técnicas negociais com o objetivo de proporcionar ambiente 
favorável à autocomposição.
029. 029. (VUNESP/TJ-SC/JUIZ LEIGO/2018/ADAPTADA) O conciliador convencional orienta, 
mas não participa do conteúdo da decisão, sob pena de ferir sua imparcialidade na solução 
do conflito.
030. 030. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
não constitui técnica adequada para a solução de demandas contra a Fazenda Pública.
031. 031. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
constitui técnica de heterocomposição, uma vez que se caracteriza pela intervenção de um 
terceiro imparcial para auxiliar na resolução do conflito.
032. 032. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
é inaplicável diante de um conflito que verse sobre direito indisponível.
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033. 033. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
da forma como é regulamentada pelo Código de Processo Civil não é a técnica adequada 
para a solução de um conflito entre pessoas que não mantinham vínculo anterior.
034. 034. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
extrajudicial não encontra regulamentação na legislação federal em vigor, uma vez que ela 
cuida apenas da mediação de demandas judicializadas.
035. 035. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre 
os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma 
diferença entre ambos é que a conciliação depende de que o conciliador nunca apresente 
sugestões, para não influenciar as partes no acordo.
036. 036. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre 
os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma 
diferença entre ambos é que a conciliação conta com a habilidade do conciliador em 
apresentar sugestões impositivas ou vinculativas.
037. 037. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador tem uma 
função mais ativa de propor alternativas enquanto o mediador seria apenas um facilitador 
nas negociações entre os envolvidos.
038. 038. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O mediador está ligado a 
conflitos mais restritos enquanto o conciliador esta ligado a conflitos mais amplos ou de 
caráter multidimensional.
039. 039. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador adotaria 
uma postura mais passiva enquanto o mediador exerceria um papel mais ativo com vista 
à realização de acordo entre as partes.
040. 040. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador somente é 
acionado quando o mediador falha na sua função em construir o consenso entre os sujeitos 
envolvidos na situação.
041. 041. (FGV/CONDER/ANALISTA DE PROCESSOS SOCIAIS – ASSISTENTE SOCIAL/2013) Os 
conciliadores podem prestar serviços profissionais privados para uma das partes envolvida 
no processo de resolução de conflitos.
042. 042. (FCC/DPE-SP/AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – PSICÓLOGO/2010) Um meio de resolução 
de controvérsias, referentes a direitos patrimoniais disponíveis, no qual ocorre a intervenção 
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de um terceiro independente e imparcial, que recebe poderes de uma convenção para decidir 
por elas, sendo sua decisão equivalente a uma sentença judicial é denominado de Mediação.
043. 043. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) João e Rodrigo debatiam acerca das 
características da conciliação, mediação e da arbitragem. O primeiro afirmou que a arbitragem, 
diferentemente da conciliação e mediação, não admite a confidencialidade, pelo que os 
processos que versem sobre arbitragem sempre serão públicos.
Rodrigo, por sua vez, apontou que a arbitragem que envolve a administração pública será 
sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.
Sobre o caso acima, é correto afirmar que
a) João está errado e Rodrigo está certo em sua afirmação.
b) João e Rodrigo estão errados em suas afirmações.
c) João e Rodrigo estão corretos em suas afirmações.
d) João está certo e Rodrigo está errado em sua afirmação.
e) João está parcialmente correto em sua afirmação, enquanto Rodrigo está errado em 
sua afirmação.
044. 044. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário.Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública 
direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos 
patrimoniais disponíveis.
045. 045. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao 
responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública pode 
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utilizar-se da arbitragem, podendo convencionar que a arbitragem se realize com base nos 
princípios gerais de direito, nos usos e costumes.
046. 046. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que além de poder fazer uso da 
arbitragem, o Estado X poderá incluir cláusula de confidencialidade em relação à futura 
arbitragem, de modo a proteger o interesse público.
047. 047. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública, 
embora lícita a submissão à arbitragem, não pode se valer da cláusula compromissória, 
mas apenas do compromisso arbitral.
048. 048. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao 
responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que Ao responder à consulta, será 
certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se 
da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais, ainda que indisponíveis.
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049. 049. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) O árbitro é juiz de fato e de direito, não dispondo, 
todavia, de poder coercitivo.
050. 050. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A Lei de Arbitragem (Lei n. 9.307/96, atualizada pela 
Lei n. 13.129/2015) disciplina a tutela provisória antes e depois de instituída a arbitragem.
051. 051. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A arbitragem que envolva entes da Administração 
Pública poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes.
052. 052. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A autoridade ou o órgão competente da 
administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem será o de mais 
elevada hierarquia na respectiva estrutura organizacional.
053. 053. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) Quanto aos aspectos subjetivo e objetivo, 
respectivamente, entes da Administração Pública direta e indireta podem dirimir seus 
conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis pela via arbitral.
054. 054. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/REAPLICAÇÃO MANAUS/2024) Santos move ação em 
face de Leopoldina, distribuída ao Juízo no qual o magistrado é o cunhado da ré. Logo após 
a distribuição, Santos foi informado de que a esposa do juiz era irmã da ré. No entanto, 
confiou nos comentários sobre a imparcialidade do julgador e preferiu nada alegar, de 
modo a evitar constrangimento. Depois de obter sentença desfavorável e inferir que o juiz 
foi parcial, Santos mudou de ideia.
Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
a) A ciência anterior sobre a afinidade, sem que tenha sido alegada na primeira oportunidade, 
induz à preclusão lógica e à impossibilidade de posterior arguição.
b) Se o eventual apelo contra a sentença não alegar o vício, ocorrerá a preclusão temporal, 
e o problema não pode ser levantado depois.
c) A situação de suspeição, descrita no enunciado, enseja apenas a possibilidade de preclusão 
consumativa.
d) O vício é de impedimento e não há preclusão para alegá-lo.
e) Ocorreu comportamento contraditório de Santos, que não pode mais alegar o vício, 
diante da conduta processual que adotou.
055. 055. (FGV/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO (TCE-PA)/ADMINISTRATIVA/DIREITO/2024) 
Marcos é Juiz de Direito atuante na 3ª Vara Cível da Comarca de Aparecida – SP. Recentemente, 
Marcos recebeu dois processos para apreciação inicial em seu gabinete: no primeiro, figurava 
como ré instituição de ensino da qual é professor empregado; no segundo, o advogado do 
autor possui inimizade com Marcos.
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Em tal caso, é correto afirmar que
a) Marcos é impedido de atuar em ambos os casos.
b) Marcos é suspeito para atuar no primeiro processo e impedido de atuar no segundo.
c) Marcos é suspeito para atuar nos dois processos.
d) Marcos é impedido de atuar no primeiro processo e suspeito para atuar no segundo.
e) Em ambos os processos, Marcos poderá se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, 
devendo declarar as razões para tanto.
056. 056. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/2º EXAME) Diante da suspeita de que Paulo deixaria 
de devolver o filho do ex-casal após a visita, Joana ajuizou ação de guarda unilateral com 
pedido de antecipação dos efeitos da tutela. Apresentadas as provas junto à inicial e ouvido 
o Ministério Público, Carlos, juiz competente para julgar a demanda, concedeu a tutela de 
urgência de modo a garantir a guarda unilateral em favor de Joana e marcou a audiência 
de conciliação entre os genitores.
Na data designada, após o término da audiência sem acordo entre as partes, ao deixar 
o Fórum, Paulo abalroou o veículo dirigido por Carlos por desatenção, o que levou a uma 
calorosa discussão entre ambos. Após, o episódio, Carlos declarou sua suspeição, conforme 
disposição legal e determinou a remessa ao juízo substituto, ao passo que Paulo pugnou pela 
anulação da antecipação de tutela concedida ante a declaração exarada pelo magistrado.
Sobre o pedido realizado por Paulo, à luz das disposições legais e da jurisprudência dominante 
sobre o tema, assinale a afirmativa correta.
a) Deverá ser acolhido, considerando a flagrante inimizade existente entre o juiz e a parte.
b) Deverá ser rejeitado, pois a causa da declaração se deu por ato praticado por Paulo.
c) Deverá ser rejeitado, pois a declaração de suspeição pelo magistrado por motivos 
supervenientes não possui efeitos retroativos.
d) Deverá ser acolhido, sendo certo que a manutenção da decisão prejudicará Paulo e 
decorreu da parcialidade do julgador.
e) Deverá ser rejeitado, pois a remessa da ação ao juízo substituto e a ratificação dos atos 
anteriores é capaz de afastar a nulidade arguida.
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GABARITOGABARITO
1. b
2. c
3. c
4. b
5. d
6. d
7. c
8. a
9. E
10. E
11. E
12. E
13. C
14. E
15. E
16. E
17. E
18. C
19. E
20. C
21. C
22. C
23. E
24. C
25. E
26. C
27. E
28. E
29. E
30. E
31. E
32. E
33. C
34. E
35. E
36. E
37. C
38. E
39. E
40. E
41. E
42. E
43. a
44. C
45. E
46. E
47. E
48. E
49. C
50. C
51. E
52. E
53. C
54. d
55. d
56. c
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato 
de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam 
que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à 
arbitragem.
Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em 
contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos 
prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação.
Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado 
do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes.
Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada 
por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral.
b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não 
alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que 
representa renúncia à jurisdição arbitral.
c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação 
requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a 
existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes.
d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória 
no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir 
a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso.
A questão aborda um contrato de arrendamento entre João e Marina, que inclui uma 
cláusula compromissória arbitral.
A alternativa correta é a letra b, que se baseia na Lei n. 9.307/1996, que regula a arbitragem 
no Brasil.
a) Errada. O art.7º da Lei n. 9.307/1996 estabelece que, havendo cláusula compromissória, 
a parte interessada pode requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo e 
lavrar o compromisso arbitral.
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, 
poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim 
de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
O erro da questão está nas palavras “ambos” e “exclusivamente”, já que a ação judicial 
continuará tramitando. 
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b) Certa. O item está de acordo com o previsto no art. 337, § 6º do CPC.
§ 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste 
Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral.
c) Errada. O momento correto é na preliminar de contestação, na forma do art. 337, X, do 
CPC. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
X – convenção de arbitragem;
d) Errada. Exige-se a manifestação de João nos autos no tocante à existência de cláusula 
compromissória no contrato. Tal fato se deve, pois não pode o Magistrado conhecer de ofício 
a existência de tal cláusula (art. 337, § 5º, CPC) e extinguir a ação sem resolução do mérito. 
Art. 337, § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá 
de ofício das matérias enumeradas neste artigo.
Letra b.
002. 002. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Durante campeonato oficial de judô promovido pela 
Federação de Judô do Estado Alfa, Fernando, um dos atletas inscritos, foi eliminado da 
competição esportiva em decorrência de uma decisão contestável da arbitragem que 
dirigiu a luta.
Na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Fernando, assinale a opção que apresenta 
a medida juridicamente adequada para o caso narrado.
a) Fernando poderá ingressar com processo perante a justiça desportiva para contestar o 
resultado da luta e, uma vez esgotadas as instâncias desportivas e proferida decisão final 
sobre o caso, não poderá recorrer ao Poder Judiciário.
b) Fernando poderá impugnar o resultado da luta perante o Poder Judiciário, 
independentemente de esgotamento das instâncias da justiça desportiva, em virtudedo 
princípio da inafastabilidade da jurisdição.
c) Fernando, uma vez esgotadas as instâncias da justiça desportiva (que terá o prazo 
máximo de 60 dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final), 
poderá impugnar o teor da decisão perante o Poder Judiciário.
d) A ordem jurídica, que adotou o princípio da unidade de jurisdição a partir da Constituição 
de 1988, passou a prever a exclusividade do Poder Judiciário para dirimir todas as questões 
que venham a ser judicializadas em território nacional, deslegitimando a atuação da 
justiça desportiva.
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Trata-se de questão que envolve tema de direito constitucional e de direito processual 
civil, já que a inafastabilidade da jurisdição agora encontra previsão na Carta Maior e no 
CPC/2015.
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito 
de cada um, observados:
I – a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização 
e funcionamento;
II – a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, 
em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento;
III – o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional;
IV – a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.
§ 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas 
após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei.
§ 2º A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do 
processo, para proferir decisão final.
§ 3º O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social.
Apesar da previsão no art. 5, XXXV, da Constituição Federal de que “a lei não excluirá da 
apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”, temos algumas hipóteses em 
que ocorre a chamada instância administrativa de curso forçado. O que é isso? Trata-se 
de situação excepcional em que apenas após o esgotamento da instância administrativa 
o tema em debate pode ser levado ao Poder Judiciário. Um exemplo é exatamente o caso 
abordado na questão pela FGV: justiça desportiva.
Vamos as alternativas:
a) Errada. É possível recorrer ao Judiciário, em virtude da inafastabilidade da jurisdição, na 
forma do art. 217, § 1, da CF.
b) Errada. Exige-se o esgotamento das instâncias. Como vimos é uma situação excepcional 
prevista na própria Constituição Federal.
c) Certa. Esse é o nosso gabarito, já que encontra previsão no art. 217, § 1º, da CF.
d) Errada. Não há exclusividade do Poder Judiciário e a justiça desportiva é um exemplo de 
situação que exige o esgotamento das vias administrativas.
Letra c.
003. 003. (FGV/OAB/XXIII EXAME/2017) A multinacional estrangeira Computer Inc., com sede nos 
Estados Unidos, celebra contrato de prestação de serviços de informática com a sociedade 
empresarial Telecomunicações S/A, constituída de acordo com as leis brasileiras e com sede 
no Estado de Goiás.
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Os serviços a serem prestados envolvem a instalação e a manutenção dos servidores 
localizados na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A. Ainda consta, no 
contrato celebrado entre as referidas pessoas jurídicas que eventuais litígios serão dirimidos, 
com exclusividade, perante a Corte Arbitral Alfa, situada no Brasil.
Após discordâncias sobre o cumprimento de uma das cláusulas referentes à realização 
dos serviços, a multinacional Computer Inc. ingressa com demanda no foro arbitral 
contratualmente avençado.
Com base no caso concreto, assinale a afirmativa correta.
a) A cláusula compromissória prevista no contrato é nula de pleno direito, uma vez que o 
princípio da inafastabilidade da jurisdição, previsto constitucionalmente, impede que ações 
que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas por órgão que não 
integre o Poder Judiciário nacional.
b) Caso a empresa Telecomunicações S/A ingresse com demanda perante a Vara Cível situada 
no Estado de Goiás, o juiz deverá resolver o mérito, ainda que a sociedade Computer Inc. 
alegue, em contestação, a existência de convenção de arbitragem prevista no instrumento 
contratual.
c) Visando efetivar tutela provisória deferida em favor da multinacional Computer Inc., 
poderá ser expedida carta arbitral pela Corte Arbitral Alfa para que órgão do Poder Judiciário, 
com competência perante o Estado de Goiás, pratique atos de cooperação que importem 
na constrição provisória de bens na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A, 
a fim de garantir a efetividade do provimento final.
d) A sentença arbitral proferida pela Corte Arbitral Alfa configura título executivo extrajudicial, 
cuja execução poderá ser proposta no foro do lugar onde deva ser cumprida a obrigação.
A questão versa sobre o tema arbitragem. A alternativa correta é a letra C, pois está de 
acordo com o art. 237, IV, do CPC. Vejamos:
Art. 237. Será expedida carta:
I – de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 236;
II – rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica 
internacional, relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro;
III – precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na 
área de sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado 
por órgão jurisdicional de competência territorial diversa;
IV – arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área 
de sua competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por 
juízo arbitral, INCLUSIVE os que importem efetivação de tutela provisória.
Parágrafo único. Se o ato relativo a processo em curso na justiça federal ou em tribunal superior 
houver de ser praticado em local onde não haja vara federal, a carta poderá ser dirigida ao juízo 
estadual da respectiva comarca.
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a) Errada. Admite-se a cláusula compromissória. O princípio da inafastabilidade da jurisdição 
não impede que ações que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas 
por órgão que não integre o Poder Judiciário nacional. Cabe as partes envolvidas escolherem 
o meio mais adequado para a solução de conflitos.
b) Errada. O magistrado, nessa hipótese, não deve resolver o mérito, na forma do art. 485, 
VII, do CPC/2015.
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência;
c) Certa. Já comentamos.
d) Errada. Pegadinha muito boa! A sentença arbitral é título executivo JUDICIAL.
Art. 53. É competente o foro:
III – do lugar:
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento;
Art. 515. Sãotítulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos 
previstos neste Título:
VII – a sentença arbitral;
Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:
III – o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença 
arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.
Letra c.
004. 004. (FGV/OAB/XXIV EXAME/2017) O Supermercado “X” firmou contrato com a pessoa jurídica 
“Excelência” – sociedade empresária de renome – para que esta lhe prestasse assessoria 
estratégica e planejamento empresarial no processo de expansão de suas unidades por todo 
o país. Diante da discussão quanto ao cumprimento da prestação acordada, uma vez que 
o supermercado entendeu que o serviço fora prestado de forma deficiente, as partes se 
socorreram da arbitragem, em razão de expressa previsão do meio de solução de conflitos 
trazida no contrato. Na arbitragem, restou decidido que assistia razão ao supermercado, 
sendo a sociedade empresária “Excelência” condenada ao pagamento de indenização, além 
de multa de 30%.
Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
a) Por se tratar de um título executivo extrajudicial, deve ser instaurado um processo de 
execução.
b) Por se tratar de um título executivo judicial, será promovido segundo as regras do 
cumprimento de sentença.
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c) A sentença arbitral só poderá ser executada junto ao Poder Judiciário após ser confirmada 
em processo de conhecimento, quando adquire força de título executivo judicial.
d) A sentença arbitral será executada segundo as regras do cumprimento de sentença, 
tendo em vista seu caráter de título executivo extrajudicial.
a) Errada. Como vimos é título executivo JUDICIAL.
b) Certa. Está de acordo com o art. 515 do CPC.
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos 
previstos neste Título:
VII – a sentença arbitral;
c) Errada. É título executivo JUDICIAL e, por isso, não precisa de confirmação em processo 
de conhecimento. Já possui força de título executivo.
d) Errada. Como vimos é título executivo JUDICIAL. Será executada por CUMPRIMENTO DE 
SENTENÇA sim.
Letra b.
005. 005. (FGV/OAB/XXXIX EXAME/2023) A General Food é uma reconhecida sociedade empresária 
britânica do ramo de alimentos presidida, desde 2018, pelo brasileiro Rodrigo Bottas.
Em 2021, o jornal “Folha de Londres” publicou uma série de reportagens apontando 
irregularidades na gestão de Rodrigo Bottas, que foi imediatamente afastado da sociedade 
empresária. Ato contínuo, a General Food investigou as irregularidades suscitadas pelo 
jornal e, após confirmá-las, instaurou arbitragem na Inglaterra para obter indenização 
pelos prejuízos causados por seu antigo executivo.
Após regular participação de Rodrigo Bottas no referido procedimento, o Tribunal Arbitral 
proferiu sentença julgando procedente o pedido indenizatório da General Food.
Como Rodrigo Bottas não tinha bens na Inglaterra, a General Food procurou um(a) 
advogado(a) para buscar informações sobre a possibilidade de executar a sentença 
arbitral estrangeira no Brasil.
Na qualidade de advogado(a) da General Food, assinale a afirmativa correta.
a) General Food deverá ajuizar ação de execução contra Rodrigo Bottas, uma vez que a 
sentença arbitral estrangeira é título executivo judicial.
b) A General Food deverá instaurar arbitragem contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são 
admissíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil.
c) A General Food deverá ajuizar ação indenizatória contra Rodrigo Bottas, uma vez que 
não são possíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil.
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d) A General Food deverá apresentar pedido de homologação da sentença arbitral estrangeira 
contra Rodrigo Bottas antes de executar a referida decisão no Brasil.
O tema envolve a possibilidade ou não de homologação de decisão de sentença estrangeira. 
Geralmente, para ter eficácia no Brasil, exige-se a homologação da sentença estrangeira 
antes da sua execução, na forma do art. 961, caput, do CPC.
Art. 961. A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença 
estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em sentido 
contrário de lei ou tratado.
§ 1º É passível de homologação a decisão judicial definitiva, bem como a decisão não judicial 
que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional.
§ 2º A decisão estrangeira poderá ser homologada parcialmente.
§ 3º A autoridade judiciária brasileira poderá deferir pedidos de urgência e realizar atos de 
execução provisória no processo de homologação de decisão estrangeira.
§ 4º Haverá homologação de decisão estrangeira para fins de execução fiscal quando prevista 
em tratado ou em promessa de reciprocidade apresentada à autoridade brasileira.
§ 5º A sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente 
de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça.
§ 6º Na hipótese do § 5º, competirá a qualquer juiz examinar a validade da decisão, em caráter 
principal ou incidental, quando essa questão for suscitada em processo de sua competência.
a) Errada. Primeiro tem que apresentar pedido de homologação de sentença estrangeira. 
Esse foi o erro da alternativa, já que isso não foi apontado.
b) Errada. São admissíveis a homologação e a execução da sentença arbitral. Não é necessário 
instaurar a arbitragem.
c) Errada. Não precisa ajuizar ação indenizatória, já que o ordenamento jurídico admite a 
homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira.
d) Certa. Esse é exatamente o teor do art. 961, caput, do CPC/2015.
Letra d.
006. 006. (FGV/OAB/XXXIV EXAME/2022) Em ação declaratória de nulidade da sentença arbitral, 
a autora da ação, parte no juízo arbitral, alegou, como fundamento jurídico do pedido, (I) 
o fato de a sentença ter sido baseada apenas em regras de direito, (II) omitir a data e (III) 
o lugar em que foi proferida, requisitos formais da sentença, segundo ela.
Na contestação, a outra parte (favorecida pela decisão), alegou que a omissão do lugar e 
da data são erros meramente materiais, supríveis por outros meios, como a convenção de 
arbitragem, onde se encontra estipulado o local da sede da arbitragem, e por documentos 
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dos árbitros onde constam a data-limite para ser proferida a decisão. Assim, não se pode 
anular a sentença arbitral simplesmente por omissões supríveis.
Quanto ao mérito e atentando para as disposições legais da sentença arbitral, assinale a 
afirmativa correta.
a) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que a ausência da data e do 
lugar da arbitragem configura erro material, sanável pela produção de todos os meios de 
prova admitidos em direito.b) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que é dispensável na sentença 
menção à data ou ao lugar em que foi proferida, sanável pelo conteúdo da convenção de 
arbitragem.
c) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é necessário na sentença 
arbitral a data e o lugar em que foi proferida, exceto se os árbitros julgaram por equidade.
d) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é nula a sentença 
arbitral que não contiver a data e o lugar em que foi proferida.
a) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade.
b) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade.
c) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade, ainda que se 
trate de julgamento por equidade.
Art. 26. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral:
I – o relatório, que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio;
II – os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as questões de fato e de direito, 
mencionando-se, expressamente, se os árbitros julgaram por equidade;
III – o dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e 
estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; e
IV – a data e o lugar em que foi proferida.
Parágrafo único. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. Caberá 
ao presidente do tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder ou não 
querer assinar a sentença, certificar tal fato.
Art. 32. É nula a sentença arbitral se:
III – não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei;
Letra d.
007. 007. (FGV/OAB/XXXV EXAME/2022) No âmbito de um contrato de prestação de serviços 
celebrado entre as sociedades empresárias Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi 
prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes acordaram que qualquer litígio 
de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um tribunal arbitral.
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Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da 
arbitragem, assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo 
Lindo S.A.
a) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal 
arbitral, para que Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, 
em respeito à cláusula compromissória firmada no contrato de prestação de serviço.
b) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação 
de Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras 
todas as alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A.
c) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo 
no intuito de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim.
d) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder 
Judiciário resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço 
celebrado entre as partes.
A questão deveria ter sido ANULADA.
a) Errada. Não pode fazer isso. Como vimos, o que a empresa pode fazer é propor ação 
contra a outra empresa para lavrar o compromisso arbitral.
b) Errada. Na ausência do réu à audiência será nomeado árbitro único.
Lei n. 9.307/1996
Art. 7º, § 6º Não comparecendo o réu à audiência, caberá ao juiz, ouvido o autor, estatuir a 
respeito do conteúdo do compromisso, nomeando árbitro único.
c) Certa. Traz a previsão do art. 7º da Lei 9.307/1996. Vejamos:
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, 
poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim 
de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
d) A questão deveria ter sido anulada. Não há impedimento para Campo Lindo S.A ajuizar 
ação judicial. Temos o princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, da CF).
Cabe a outra parte alegar em preliminar de contestação a convenção de arbitragem (art. 337, 
X, CPC). Caso não haja essa manifestação, temos a presunção de que as partes renunciaram 
ao juízo arbitral, não podendo o juiz. É vedado ao magistrado reconhecer de ofício a existência 
de tal convenção (art. 337, § 5º, CPC) e a controvérsia pode ser resolvida pelo Poder Judiciário.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
X – convenção de arbitragem;
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§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício 
das matérias enumeradas neste artigo.
Letra c.
008. 008. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Rolim Crespo, administrador da sociedade Indústrias 
Reunidas Novo Horizonte do Oeste Ltda., consultou sua advogada para lhe prestar orientação 
quanto à inserção de cláusula compromissória em um contrato que a pessoa jurídica pretende 
celebrar com uma operadora de planos de saúde empresariais. Pela leitura da proposta, 
verifica-se que não há margem para a negociação das cláusulas, por tratar-se de contrato 
padronizado, aplicado a todos os aderentes.
Quanto à cláusula compromissória inserida nesse contrato, assinale a opção que apresenta 
a orientação dada pela advogada.
a) É necessária a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, 
em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula.
b) É nula de pleno direito, por subtrair do aderente o direito fundamental de acesso à 
justiça, e o contrato não deve ser assinado.
c) Somente será eficaz se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, e, como 
a iniciativa foi do proponente e unilateral, ela é nula.
d) Somente será eficaz se houver a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer 
forma de manifestação da vontade em documento anexo ou, simplesmente, com o visto 
para essa cláusula.
a) Certa. Trata-se do disposto no art. 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/1996.
Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato 
comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a 
tal contrato.
§ 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio 
contrato ou em documento apartado que a ele se refira.
§ 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a 
iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde 
que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente 
para essa cláusula.
b) Errada. Não é uma cláusula nula. Exige-se, entretanto, a concordância expressa e por 
escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em negrito, com a 
assinatura ou o visto para essa cláusula.
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Segundo Sergio Bermudes1, são meios de composição de lides: autocomposição (abdicação 
e transação), autotutela, atividade estatal ( jurisdição).
A abdicação ocorre quando estamos diante de uma renúncia. A transação, por sua vez, é 
verificada quando a renúncia é apenas parcial e decorre de mútuas concessões feitas pelos 
litigantes (partes em conflito). São consideradas como modalidades de autocomposição, 
pois a prevenção ou solução do conflito decorre das próprias partes envolvidas nele. Por 
outro lado, na heterocomposição, as partes convencionam um terceiro para decidir a lide.
A autotutela (valer-se da força para resolver os litígios) é admitida no ordenamento 
jurídico pátrio apenas excepcionalmente. A título de exemplificação, citamos o art. 25 do 
Código Penal e o art. 1.210, § 1º, do Código Civil.
Código Penal. Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios 
necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação 
dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984) (Vide ADPF 779)
Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também 
em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a 
vítima mantida refém durante a prática de crimes. (Incluído pela Lei n. 13.964, de 2019) (Vide 
ADPF 779)
Código Civil Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, 
restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.
§ 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, 
contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável 
à manutenção, ou restituição da posse.
§ 2º Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro 
direito sobre a coisa.
A jurisdição, por sua vez, encontra previsão no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal 
que aborda o princípio da inafastabilidade de jurisdição. O art. 3º, § 3º, do CPC/2015 traz 
a obrigatoriedade de os juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério 
Público estimularem a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de 
conflitos, inclusive no curso do processo judicial.
A mediação pode ocorrer tanto judicial quanto extrajudicialmente, na forma dos artigos 9 
ao 13 da Lei 13.140/2015. A mediação é orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade 
do mediador; isonomia entre as partes; oralidade; informalidade; autonomia da vontade 
das partes; busca do consenso; confidencialidade; boa-fé (art. 2º da Lei 13.140/2015).
DICA
Mnemônico sobre os princípios que regem a mediação
I3AOCB2
1 Página 12.
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Imparcialidade do mediador
Isonomia entre as partes
Informalidade
Autonomia da vontade das partes
Oralidade
Confidencialidade
Boa-fé
Busca do consenso
É importante alertar que pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre 
direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação, na forma do 
art. 3º, caput, da Lei n. 13.140/2015. Uma pegadinha comum de provas é mencionar que 
os direitos indisponíveis não podem ser objeto de mediação. Vimos que isso está errado, 
já que os direitos indisponíveis que admitem transação podem ser objeto de mediação.
Ademais, a mediação pode versar sobre todo o conflito ou apenas parte dele. No caso dos 
direitos indisponíveis, mas que admitem transação, o consenso das partes deve ser homologado 
em juízo, exigindo-se a oitiva do Ministério Público (art. 3º, § 2º, da Lei 13.140/2015).
O mediador será designado pelo Tribunal ou escolhido pelas partes. A sua função é conduzir 
o procedimento buscando o consenso e facilitando a resolução da lide. Aos necessitados é 
assegurada a gratuidade da mediação. Ademais, os mediadores se submetem as hipóteses 
legais de impedimento e de suspeição de magistrado.
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Impedimentos Suspeição
Art. 144. Há impedimento do juiz, SENDO-LHE VEDADO 
exercer suas funções no processo:
I – em que interveio como mandatário da parte, oficiou como 
perito, funcionou como membro do Ministério Público ou 
prestou depoimento como testemunha;
II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo 
proferido decisão;
III – quando nele estiver postulando, como defensor público, 
advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou 
companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, 
EM LINHA RETA OU COLATERAL, ATÉ O TERCEIRO GRAU, 
INCLUSIVE;
IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou 
companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, EM LINHA 
RETA OU COLATERAL, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE;
V – quando for sócio ou membro de direção ou de 
administração de pessoa jurídica parte no processo;
VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador 
de qualquer das partes;
VII – em que figure como parte instituição de ensino com a 
qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato 
de prestação de serviços;
VIII – em que figure como parte cliente do escritório de 
advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, 
consanguíneo ou afim, EM LINHA RETA OU COLATERAL, ATÉ 
O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE, MESMO QUE PATROCINADO 
POR ADVOGADO DE OUTRO ESCRITÓRIO; (Vide ADI 5953)
IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado.
§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica 
quando o defensor público, o advogado ou o membro do 
Ministério Público JÁ INTEGRAVA O PROCESSO ANTES do 
início da atividade judicante do juiz.
§ 2º É VEDADA a criação de fato superveniente a fim de 
caracterizar impedimento do juiz.
§ 3º O impedimento previsto no inciso III TAMBÉM SE VERIFICA 
no caso de mandato conferido a membro de escritório 
de advocacia que tenha em seus quadros advogado que 
individualmente ostente a condição nele prevista, MESMO 
QUE NÃO INTERVENHA DIRETAMENTE NO PROCESSO.
Art. 145. Há suspeição do juiz:
I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das 
partes ou de seus advogados;
II – que receber presentes de pessoas que 
tiverem interesse na causa antes ou depois 
de iniciado o processo, que aconselhar alguma 
das partes acerca do objeto da causa ou que 
subministrar meios para atender às despesas 
do litígio;
III – quando qualquer das partes for sua credora 
ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou 
de parentes destes, em linha reta até o terceiro 
grau, inclusive;
IV – interessado no julgamento do processo em 
favor de qualquer das partes.
§ 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito POR 
MOTIVO DE FORO ÍNTIMO, sem necessidade 
de declarar suas razões.
§ 2º SERÁ ILEGÍTIMA a alegação de suspeição 
quando:
I – houver sido provocada por quem a alega;
II – a parte que a alega houver praticado ato 
que signifique manifesta aceitação do arguido.
Você sabe que examinador adora os prazos, né? Então memoriza aí o prazo e o marco 
temporal para não cairde Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos 
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c) Errada. Também é eficaz se o aderente concordar expressamente com a cláusula 
compromissória, na forma do dispositivo já mencionado. D) Somente será eficaz se houver 
a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer forma de manifestação da vontade 
em documento anexo ou, simplesmente, com o visto para essa cláusula.
d) Errada. Não é vedada essa manifestação de vontade. Exige-se, na verdade, a concordância 
expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em 
negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula.
Letra a.
009. 009. (CEBRASPE/ADVOGADO DA UNIÃO/2023/ADAPTADA) A mediação, a conciliação e 
a arbitragem são métodos autocompositivos de solução de conflitos admitidos pelo 
ordenamento jurídico brasileiro.
Mediação e conciliação são métodos autocompositivos. Já a arbitragem é um exemplo de um 
método heterocompositivo de solução de conflitos. Todos são admitidos pelo ordenamento 
jurídico brasileiro.
Errado.
010. 010. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Mediação e conciliação são formas 
adequadas de resolução de controvérsias por meio das quais um terceiro intervém para 
auxiliar as partes a chegar a uma composição consensual e negociada do litígio, devendo, 
para tanto, propor uma solução justa para o caso concreto.
Apenas os conciliadores podem sugerir soluções para os conflitos.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de 
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, IDENTIFICAR, POR SI PRÓPRIOS, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
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011. 011. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Autotutela é o meio de solução de 
conflitos pela imposição da vontade de uma das partes e o consequente sacrifício do 
interesse da parte adversa, o que é absolutamente vedado no direito brasileiro — sua 
prática constitui, inclusive, crime de exercício arbitrário das próprias razões.
A autotutela não é absolutamente vedada no ordenamento jurídico brasileiro. Há exceções 
autorizadas, tais como o desforço imediato do possuidor, no caso de violência a sua posse 
(art. 1.210, § 1º, Código Civil) e a legítima defesa (art. 188, I, Código Civil).
Errado.
012. 012. (CEBRASPE/TCE-PE/ANALISTA DE GESTÃO/2017) Com relação à jurisdição e ao poder 
jurisdicional, julgue o item.
No direito brasileiro, a arbitragem deve ser qualificada como um equivalente jurisdicional.
Gabarito DA BANCA EXAMINADORA: Errado.
Deixo aqui minha crítica a esse tipo de questão em prova objetiva, mais especificamente nas 
provas estilo certo e errado. A crítica se deve ao fato de a banca examinadora ter escolhido 
um tema controvertido para inserir numa prova de concurso.
Conforme mencionamos na exposição do conteúdo, há autores que entendem que a 
arbitragem é um equivalente jurisdicional e outros entendem exatamente o contrário. Dessa 
forma, a meu ver, esse tipo de questão merece cobrança apenas em provas discursivas (ou 
até em prova oral), pois há como você expor a controvérsia para o examinador.
Errado.
013. 013. (CEBRASPE/TRF – 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2017/ADAPTADA) A arbitragem poderá ser 
utilizada em litígio que envolva entes integrantes da administração pública e, nesses casos, 
eventual decisão que condene a fazenda pública não se submeterá ao reexame necessário.
Não há dúvidas sobre a possibilidade de arbitragem envolvendo a Administração Pública, 
na forma do art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996.
Art. 1º, § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para 
dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
Quanto a ausência de reexame necessário, cumpre mencionar que não há previsão na lei 
9.307/1996. Além disso, há enunciado do Fórum Permanente de Processualistas Civis nesse 
sentido de inadmissibilidade de remessa necessária.
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JURISPRUDÊNCIA
Enunciado n. 164 do Fórum Permanente de Processualistas Civis – FPPC:
“A sentença arbitral contra a Fazenda Pública não está sujeita à remessa necessária”.
Certo.
014. 014. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, o magistrado poderá, 
de ofício, reconhecer a existência de convenção de arbitragem e extinguir o processo sem 
resolução do mérito, se o litígio referente ao contrato também for levado ao Poder Judiciário.
Não pode reconhecer de ofício.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
X – convenção de arbitragem;
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício 
das matérias enumeradas neste artigo.
Errado.
015. 015. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, em eventual execução 
judicial de sentença arbitral, será vedado ao réu arguir nulidade da decisão arbitral por 
meio de impugnação ao cumprimento de sentença, devendo o interessado utilizar ação 
própria para esse fim.
Não é vedado arguir a nulidade na impugnação ao cumprimento de sentença.
Art. 1.061. O § 3º do art. 33 da Lei n. 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem), 
passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 33.......................................................................
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.............................................................................................
§ 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral TAMBÉM PODERÁ SER REQUERIDA na 
impugnação ao cumprimento da sentença,nos termos dos arts. 525 e seguintes do Código de 
Processo Civil, se houver execução judicial.” (NR)
Errado.
016. 016. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, as partes não estarão 
obrigadas a se submeter a esse procedimento, uma vez que a convenção de arbitragem é 
nula, por excluir da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
A convenção de arbitragem não é nula por violação ao princípio da inafastabilidade da 
jurisdição. Cabe as partes escolherem o meio mais adequado para a resolução dos conflitos.
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, 
ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei.
Errado.
017. 017. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, a opção feita pelas 
partes pela arbitragem deverá ser considerada legítima, e a sentença do árbitro, título 
executivo extrajudicial, conforme o CPC.
De fato, a opção é legítima. O erro da questão foi trocar a natureza jurídica da sentença 
arbitral. Trata-se de título executivo JUDICIAL.
Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos 
previstos neste Título:
VII – a sentença arbitral;
Errado.
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018. 018. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades 
empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de 
arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao 
contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral.
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, eventual cumprimento 
de carta arbitral no Poder Judiciário, referente ao caso, deverá tramitar em segredo de 
justiça, se houver comprovação de confidencialidade da arbitragem.
O previsto está de acordo com o art. 189, IV, do CPC.
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 13 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: “O disposto no inciso 
IV do art. 189 abrange todo e qualquer ato judicial relacionado à arbitragem, desde 
que a confidencialidade seja comprovada perante o Poder Judiciário, ressalvada em 
qualquer caso a divulgação das decisões, preservada a identidade das partes e os fatos 
da causa que as identifiquem”.
Certo.
019. 019. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DO PARÁ/2023/ADAPTADA) A conciliação e outros 
métodos de solução consensual de conflitos deverão ser buscados preferencialmente por 
advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, no início do processo 
judicial, cabendo ao juiz estimular a mediação, inclusive no curso do processo judicial.
Devem ser estimulados INCLUSIVE no curso do processo judicial. Os erros da alternativa, 
portanto, são: “preferencialmente” e “no início do processo judicial”.
Art. 3º, § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos 
deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério 
Público, inclusive no curso do processo judicial.
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
V – promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores 
e mediadores judiciais;
Errado.
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020. 020. (CEBRASPE/TJ-SC/NOTÁRIO E REGISTRADOR – PROVIMENTO/2023/ADAPTADA) É hipótese 
de matéria de defesa do réu que não pode ser conhecida de ofício pelo magistrado: convenção 
de arbitragem pactuada entre as partes.
De fato, não pode o magistrado conhecer de ofício a convenção de arbitragem.
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
X – convenção de arbitragem;
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício 
das matérias enumeradas neste artigo.
Certo.
021. 021. (CEBRASPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA/2018/ADAPTADA) Se não 
forem arguidas pelo réu em preliminar de contestação, ficarão sujeitas à preclusão: convenção 
de arbitragem e nulidade de citação.
Gabarito DA BANCA EXAMINADORA: Correta.
A banca examinadora considerou que a nulidade de citação ao não ser arguida leva a 
preclusão. Discordo desse entendimento, já que se trata de matéria de ordem pública que 
pode ser reconhecida de ofício pelo juiz (art. 337, § 5º, CPC).
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar:
I – inexistência ou nulidade da citação;
§ 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício 
das matérias enumeradas neste artigo.
A convenção de arbitragem, por sua vez, não alegada leva a preclusão.
Certo.
022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO – APOIO JURÍDICO/2018) 
A existência de convenção de arbitragem acarreta a extinção do processo sem resolução 
do mérito.
Quando há convenção de arbitragem e a parte alega isso em contestação, o magistrado 
não resolve o mérito, na forma do art. 485, VII, do CPC.
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:
VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral 
reconhecer sua competência;
Certo.
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023. 023. (CEBRASPE/TJ-PA/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) Como via não judicial de solução 
do conflito em controvérsia com particulares, é possível aplicar à administração pública, por 
compatibilidade com a indisponibilidade do interesse público, a conciliação e a arbitragem, 
mas não a mediação.
Pode a Administração Pública se valer de conciliação, mediação e arbitragem.
Lei n. 9.307/1996. Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para 
dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir 
conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
§ 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública diretapara a celebração de 
convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações.
CPC. Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de 
mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no 
âmbito administrativo, tais como:
I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública;
II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no 
âmbito da administração pública;
III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.
Errado.
024. 024. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/AUDITOR TÉCNICO DE TRIBUTOS – CURSO DE PREPARAÇÃO/2022) 
Na arbitragem, o expert assume o papel de agente principal na condução do litígio, ocupando 
a função que caberia ao magistrado caso uma das partes viesse a optar por obter a solução 
do litígio por via judicial.
O árbitro é um terceiro imparcial que vai solucionar o litígio.
Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes.
Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso 
ou a homologação pelo Poder Judiciário.
Certo.
025. 025. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
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A recomendação de Larissa só terá sentido até a propositura de eventual demanda judicial, 
já que a adoção de meios consensuais de solução de controvérsias não deve ser estimulada 
no curso de processos judiciais.
Meios consensuais de solução de controvérsias devem ser estimulados INCLUSIVE no curso 
de processos judiciais.
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.
§ 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos.
§ 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão 
ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, 
inclusive no curso do processo judicial.
Errado.
026. 026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
Lídia auxiliará os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de 
modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si mesmos, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
O mediador não sugere a solução para o litígio.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Certo.
027. 027. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
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Caso aceitem a recomendação mas, apesar da tentativa, não celebrem acordo, Lídia poderá 
testemunhar em futuras demandas judiciais sobre fatos ou elementos oriundos da mediação.
Há vedação na Lei n. 13.140/20145.
LEI N. 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015.
Art. 7º O mediador não poderá atuar como árbitro nem funcionar como testemunha em processos 
judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito em que tenha atuado como mediador.
Errado.
028. 028. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão 
com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, 
recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia.
Lídia não poderá aplicar técnicas negociais com o objetivo de proporcionar ambiente 
favorável à autocomposição.
A aplicação de técnicas negociais é admitida, na forma do art. 166, § 3º, do CPC.
Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da 
imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade 
e da decisão informada.
§ 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, 
cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação 
das partes.
§ 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim 
como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos 
oriundos da conciliação ou da mediação.
§ 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar ambiente 
favorável à autocomposição.
§ 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, 
inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais.
Errado.
029. 029. (VUNESP/TJ-SC/JUIZ LEIGO/2018/ADAPTADA) O conciliador convencional orienta, 
mas não participa do conteúdo da decisão, sob pena de ferir sua imparcialidade na solução 
do conflito.
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O conciliador pode sugerir soluções para o litígio.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador,que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
030. 030. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
não constitui técnica adequada para a solução de demandas contra a Fazenda Pública.
A mediação é aplicável a Fazenda Pública.
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.
§ 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos.
§ 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão 
ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, 
inclusive no curso do processo judicial.
Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação 
e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito 
administrativo, tais como:
I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública;
II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no 
âmbito da administração pública;
III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.
Art. 175. As disposições desta Seção não excluem outras formas de conciliação e mediação 
extrajudiciais vinculadas a órgãos institucionais ou realizadas por intermédio de profissionais 
independentes, que poderão ser regulamentadas por lei específica.
Parágrafo único. Os dispositivos desta Seção aplicam-se, no que couber, às câmaras privadas 
de conciliação e mediação.
Errado.
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031. 031. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
constitui técnica de heterocomposição, uma vez que se caracteriza pela intervenção de um 
terceiro imparcial para auxiliar na resolução do conflito.
A mediação é técnica de AUTOCOMPOSIÇÃO. Tanto a mediação quanto a conciliação possuem 
um terceiro imparcial para auxiliar na solução do conflito. É importante que você memorize 
as diferenças entre o conciliador e o mediador.
Errado.
032. 032. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
é inaplicável diante de um conflito que verse sobre direito indisponível.
Questão muito boa e que confunde muitos alunos. O fato de ser um direito indisponível 
não inviabiliza a mediação. Isso ocorre porque pode ser objeto de mediação conflitos que 
versem sobre direitos disponíveis ou indisponíveis desde que admitam transação.
Art. 3º Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre 
direitos indisponíveis que admitam transação.
§ 1º A mediação pode versar sobre todo o conflito ou parte dele.
§ 2º O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser homologado 
em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público.
Errado.
033. 033. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
da forma como é regulamentada pelo Código de Processo Civil não é a técnica adequada 
para a solução de um conflito entre pessoas que não mantinham vínculo anterior.
Nessa hipótese, o conciliador é o adequado.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
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034. 034. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação 
extrajudicial não encontra regulamentação na legislação federal em vigor, uma vez que ela 
cuida apenas da mediação de demandas judicializadas.
Há previsão legal para mediação extrajudicial.
Lei n. 13.140/2015
Art. 9º Poderá funcionar como mediador extrajudicial qualquer pessoa capaz que tenha a 
confiança das partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar 
qualquer tipo de conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se.
Art. 10. As partes poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos.
Parágrafo único. Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, 
o mediador suspenderá o procedimento, até que todas estejam devidamente assistidas.
Errado.
035. 035. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre 
os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma 
diferença entre ambos é que a conciliação depende de que o conciliador nunca apresente 
sugestões, para não influenciar as partes no acordo.
O conciliador pode apresentar sugestões.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de 
qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
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036. 036. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre 
os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma 
diferença entre ambos é que a conciliação conta com a habilidade do conciliador em 
apresentar sugestões impositivas ou vinculativas.
É o árbitro que pode apresentar sugestões impositivas ou vinculativas.
Errado.
037. 037. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador tem uma 
função mais ativa de propor alternativas enquanto o mediador seria apenas um facilitador 
nas negociações entre os envolvidos.
A alternativa está de acordocom o CPC. Novamente recomendo a memorização desses 
detalhes que envolvem a diferença entre conciliador e mediador.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Certo.
038. 038. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O mediador está ligado a 
conflitos mais restritos enquanto o conciliador esta ligado a conflitos mais amplos ou de 
caráter multidimensional.
Não há essa delimitação. Veja o art. 165 do CPC.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
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§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
039. 039. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador adotaria 
uma postura mais passiva enquanto o mediador exerceria um papel mais ativo com vista 
à realização de acordo entre as partes.
Houve confusão nos conceitos de conciliador e mediador. Quem tem postura mais passiva 
é o mediador, já que o conciliador pode sugerir soluções para o litígio.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
040. 040. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador somente é 
acionado quando o mediador falha na sua função em construir o consenso entre os sujeitos 
envolvidos na situação.
Não há previsão nesse sentido. A atuação do mediador e do conciliador são distintas.
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis 
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programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
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§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas 
as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre 
as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, 
de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, 
soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
041. 041. (FGV/CONDER/ANALISTA DE PROCESSOS SOCIAIS – ASSISTENTE SOCIAL/2013) Os 
conciliadores podem prestar serviços profissionais privados para uma das partes envolvida 
no processo de resolução de conflitos.
Tanto a conciliação quanto a mediação são informadas pelo princípio da imparcialidade. Dessa 
forma, é vedado a prestação de serviços profissionais privados a uma das partes envolvidas.
Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da 
imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade 
e da decisão informada.
§ 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, 
cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação 
das partes.
§ 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim 
como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos 
oriundos da conciliação ou da mediação.
§ 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar ambiente 
favorável à autocomposição.
§ 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, 
inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais.
Errado.
042. 042. (FCC/DPE-SP/AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – PSICÓLOGO/2010) Um meio de 
resolução de controvérsias, referentes a direitos patrimoniais disponíveis, no qual ocorre a 
intervenção de um terceiro independente e imparcial, que recebe poderes de uma convenção 
para decidir por elas, sendo sua decisão equivalente a uma sentença judicial é denominado 
de Mediação.
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Isso, na verdade, está se referindoà arbitragem.
Conciliador Mediador
§ 2º O conci l iador, que atuará 
preferencialmente nos casos em que não 
houver vínculo anterior entre as partes, 
poderá sugerir soluções para o litígio, 
sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação 
para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente 
nos casos em que houver vínculo anterior entre as 
partes, auxiliará aos interessados a compreender 
as questões e os interesses em conflito, de modo 
que eles possam, pelo restabelecimento da 
comunicação, identificar, por si próprios, soluções 
consensuais que gerem benefícios mútuos.
Errado.
043. 043. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) João e Rodrigo debatiam acerca das 
características da conciliação, mediação e da arbitragem. O primeiro afirmou que a arbitragem, 
diferentemente da conciliação e mediação, não admite a confidencialidade, pelo que os 
processos que versem sobre arbitragem sempre serão públicos.
Rodrigo, por sua vez, apontou que a arbitragem que envolve a administração pública será 
sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.
Sobre o caso acima, é correto afirmar que
a) João está errado e Rodrigo está certo em sua afirmação.
b) João e Rodrigo estão errados em suas afirmações.
c) João e Rodrigo estão corretos em suas afirmações.
d) João está certo e Rodrigo está errado em sua afirmação.
e) João está parcialmente correto em sua afirmação, enquanto Rodrigo está errado em 
sua afirmação.
A arbitragem, a conciliação, a mediação admitem a confidencialidade. Assim, João está errado.
CPC
Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da 
imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade 
e da decisão informada.
Lei n. 9.307/1996
Art. 22-A, Parágrafo único. No cumprimento da carta arbitral será observado o segredo de 
justiça, desde que comprovada a confidencialidade estipulada na arbitragem. (Incluído pela Lei 
n. 13.129, de 2015)
Quanto ao alegado pelo Rodrigo, temos que está correto, pois de acordo com o art. 2, § 3, 
da Lei 9.307/1996.
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Art. 2º, § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará 
o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015)
Letra a.
044. 044. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública 
direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos 
patrimoniais disponíveis.
A alternativa está de acordo com o art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996.
Art. 1º, § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para 
dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015)
Certo.
045. 045. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao 
responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública pode 
utilizar-se da arbitragem, podendo convencionar que a arbitragem se realize com base nos 
princípios gerais de direito, nos usos e costumes.
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Há vedação no art. 2º, § 3º, da Lei n. 9.307/1996.
§ 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o 
princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015)
Errado.
046. 046. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que além de poder fazer uso da 
arbitragem, o Estado X poderá incluir cláusula de confidencialidade em relação à futura 
arbitragem, de modo a proteger o interesse público.
Deve respeitar o princípio da publicidade.
§ 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o 
princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015)
Errado.
047. 047. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. 
Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública, 
embora lícita a submissão à arbitragem, não pode se valer da cláusula compromissória, 
mas apenas do compromisso arbitral.
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Pode se valer tanto da cláusula compromissória quanto do compromisso arbitral.
Art. 3º As partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante 
convençãode arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral.
Errado.
048. 048. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público 
de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e 
a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão 
de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao 
equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no 
contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem.
Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao 
responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que Ao responder à consulta, será 
certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se 
da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais, ainda que indisponíveis.
Apenas direitos patrimoniais disponíveis.
Lei n. 9.307/1996
Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Errado.
049. 049. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) O árbitro é juiz de fato e de direito, não dispondo, 
todavia, de poder coercitivo.
De fato, não há poder coercitivo ao árbitro. Trata-se de título executivo JUDICIAL.
Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso 
ou a homologação pelo Poder Judiciário.
Art. 31. A sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença 
proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo.
Certo.
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050. 050. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A Lei de Arbitragem (Lei n. 9.307/96, atualizada pela 
Lei n. 13.129/2015) disciplina a tutela provisória antes e depois de instituída a arbitragem.
Trata-se do disposto nos artigos 22-A e 22-B da Lei n. 9.307/1996.
Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para 
a concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não 
requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação 
da respectiva decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida 
cautelar ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) 
(Vigência)
Parágrafo único. Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência será 
requerida diretamente aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Certo.
051. 051. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A arbitragem que envolva entes da Administração 
Pública poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes.
A arbitragem é sempre de direito.
Art. 2º, § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará 
o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015)
Errado.
052. 052. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A autoridade ou o órgão competente da 
administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem será o de mais 
elevada hierarquia na respectiva estrutura organizacional.
A autoridade competente é a mesma para a realização de acordos ou transações.
Art. 1º, § 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração 
de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído 
pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Errado.
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053. 053. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) Quanto aos aspectos subjetivo e objetivo, 
respectivamente, entes da Administração Pública direta e indireta podem dirimir seus 
conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis pela via arbitral.
Aspecto subjetivo está relacionado aos sujeitos que podem se valer da via arbitral. Aspectos 
objetivos são relacionados ao objeto, ou seja, o que pode ser levado a análise da arbitragem. 
A alternativa trouxe o conteúdo do art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996. Vejamos:
Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Certo.
054. 054. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/REAPLICAÇÃO MANAUS/2024) Santos move ação em 
face de Leopoldina, distribuída ao Juízo no qual o magistrado é o cunhado da ré. Logo após 
a distribuição, Santos foi informado de que a esposa do juiz era irmã da ré. No entanto, 
confiou nos comentários sobre a imparcialidade do julgador e preferiu nada alegar, de 
modo a evitar constrangimento. Depois de obter sentença desfavorável e inferir que o juiz 
foi parcial, Santos mudou de ideia.
Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.
a) A ciência anterior sobre a afinidade, sem que tenha sido alegada na primeira oportunidade, 
induz à preclusão lógica e à impossibilidade de posterior arguição.
b) Se o eventual apelo contra a sentença não alegar o vício, ocorrerá a preclusão temporal, 
e o problema não pode ser levantado depois.
c) A situação de suspeição, descrita no enunciado, enseja apenas a possibilidade de 
preclusão consumativa.
d) O vício é de impedimento e não há preclusão para alegá-lo.
e) Ocorreu comportamento contraditório de Santos, que não pode mais alegar o vício, 
diante da conduta processual que adotou.
a) Errada. Como vimos, não há preclusão nessa hipótese. Importante lembrar que a preclusão 
lógica ocorre quando é praticado um ato incompatível com outro praticado anteriormente.
b) Errada. Já vimos que não há preclusão. Podendo ser arguido a qualquer tempo.
c) Errada. Não é caso de suspeição, mas sim de impedimento, conforme já demonstramos.
d) Certa. O caso concreto traz uma das hipóteses de impedimento prevista no art. 144.
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Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:
III – quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério 
Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta 
ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;
E, de fato, nãohá preclusão nessa alegação. Nesse sentido, citamos Elpidio Donizetti:
Os impedimentos taxativamente obstaculizam o exercício da jurisdição contenciosa ou voluntária, 
podendo ser arguidos no processo a qualquer tempo, com reflexos, inclusive, na coisa julgada, 
vez que, mesmo após o trânsito em julgado da sentença, pode a parte prejudicada rescindir a 
decisão (art. 966, II). Por ser o não impedimento requisito de validade subjetivo do processo em 
relação ao juiz, ele se consubstancia em autêntica questão de ordem pública, cognoscível em 
qualquer tempo ou grau de jurisdição. A suspeição, embora constitua pressuposto processual 
de validade, se não arguida no momento oportuno, é envolvida pela coisa julgada.
e) Errada. É o caso de impedimento que pode ser alegado a qualquer tempo. Nesse sentido, 
citamos Elpidio Donizetti:
Os impedimentos taxativamente obstaculizam o exercício da jurisdição contenciosa ou voluntária, 
podendo ser arguidos no processo a qualquer tempo, com reflexos, inclusive, na coisa julgada, 
vez que, mesmo após o trânsito em julgado da sentença, pode a parte prejudicada rescindir a 
decisão (art. 966, II). Por ser o não impedimento requisito de validade subjetivo do processo em 
relação ao juiz, ele se consubstancia em autêntica questão de ordem pública, cognoscível em 
qualquer tempo ou grau de jurisdição. A suspeição, embora constitua pressuposto processual 
de validade, se não arguida no momento oportuno, é envolvida pela coisa julgada.
Letra d.
055. 055. (FGV/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO (TCE-PA)/ADMINISTRATIVA/DIREITO/2024) 
Marcos é Juiz de Direito atuante na 3ª Vara Cível da Comarca de Aparecida – SP. Recentemente, 
Marcos recebeu dois processos para apreciação inicial em seu gabinete: no primeiro, figurava 
como ré instituição de ensino da qual é professor empregado; no segundo, o advogado do 
autor possui inimizade com Marcos.
Em tal caso, é correto afirmar que
a) Marcos é impedido de atuar em ambos os casos.
b) Marcos é suspeito para atuar no primeiro processo e impedido de atuar no segundo.
c) Marcos é suspeito para atuar nos dois processos.
d) Marcos é impedido de atuar no primeiro processo e suspeito para atuar no segundo.
e) Em ambos os processos, Marcos poderá se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, 
devendo declarar as razões para tanto.
No primeiro caso, temos o impedimento. E no outro, a suspeição. Memorize cada uma das 
hipóteses, pois isso costuma ser muito cobrado nas provas de OAB e até mesmo de concurso!
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Primeiro processo Segundo processo
Impedimento Suspeição
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe 
vedado exercer suas funções no processo:
...
VII – em que figure como parte instituição de 
ensino com a qual tenha relação de emprego ou 
decorrente de contrato de prestação de serviços;
Art. 145. Há suspeição do juiz:
I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes 
ou de seus advogados;
Letra d.
056. 056. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/2º EXAME) Diante da suspeita de que Paulo deixaria 
de devolver o filho do ex-casal após a visita, Joana ajuizou ação de guarda unilateral com 
pedido de antecipação dos efeitos da tutela. Apresentadas as provas junto à inicial e ouvido 
o Ministério Público, Carlos, juiz competente para julgar a demanda, concedeu a tutela de 
urgência de modo a garantir a guarda unilateral em favor de Joana e marcou a audiência 
de conciliação entre os genitores.
Na data designada, após o término da audiência sem acordo entre as partes, ao deixar 
o Fórum, Paulo abalroou o veículo dirigido por Carlos por desatenção, o que levou a uma 
calorosa discussão entre ambos. Após, o episódio, Carlos declarou sua suspeição, conforme 
disposição legal e determinou a remessa ao juízo substituto, ao passo que Paulo pugnou pela 
anulação da antecipação de tutela concedida ante a declaração exarada pelo magistrado.
Sobre o pedido realizado por Paulo, à luz das disposições legais e da jurisprudência dominante 
sobre o tema, assinale a afirmativa correta.
a) Deverá ser acolhido, considerando a flagrante inimizade existente entre o juiz e a parte.
b) Deverá ser rejeitado, pois a causa da declaração se deu por ato praticado por Paulo.
c) Deverá ser rejeitado, pois a declaração de suspeição pelo magistrado por motivos 
supervenientes não possui efeitos retroativos.
d) Deverá ser acolhido, sendo certo que a manutenção da decisão prejudicará Paulo e 
decorreu da parcialidade do julgador.
e) Deverá ser rejeitado, pois a remessa da ação ao juízo substituto e a ratificação dos atos 
anteriores é capaz de afastar a nulidade arguida.
a) Errada. A suspeição foi por ato superveniente. E, como vimos, não teremos efeitos retroativos.
b) Errada. Deve ser rejeitado, pelo fato de não ter efeito retroativo nesse caso.
c) Certa. O pedido deve ser rejeitado, já que houve suspeição em virtude de um acontecimento 
posterior. Além disso, nessa hipótese, a declaração de suspeição não terá efeitos retroativos.
Isso já foi decidido pelo STJ. Vejamos:
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JURISPRUDÊNCIA
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO DE ORDEM. ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO 
DO RELATOR. AFIRMAÇÃO DE SUSPEIÇÃO, PELO RELATOR, POR MOTIVO SUPERVENIENTE. 
IRRETROATIVIDADE. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE ANULAÇÃO DE TODOS OS ATOS 
ANTERIORMENTE PRATICADOS. PRECEDENTES DO STJ.
I – Petição na qual o requerente busca a anulação de todos os atos processuais 
anteriormente praticados no processamento do presente Recurso Especial, em virtude 
da posterior declaração de suspeição, pelo Relator originário, por motivo superveniente.
II – Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a declaração pelo 
magistrado de suspeição por motivo superveniente não tem efeitos retroativos, não 
importando em nulidade dos atos processuais praticados em momento anterior ao 
fato ensejador da suspeição; (STJ, AgRg no AResp n. 763.510/SP, Rel. Ministro MAURO 
CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 05/11/2015). Em igual sentido: RHC 
43.787/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, DJe de 19/10/2015; RMS 
33.456/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 16/05/2011; RHC 
19.853/SC, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, SEXTA TURMA, DJe de 04/08/2008.
III – Indeferido o pedido de anulação de todos os atos praticados anteriormente à 
afirmação de suspeição, pelo Relator, por motivo superveniente.
(PET no REsp 1339313/RJ, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, Rel. p/ Acórdão Ministra 
ASSUSETE MAGALHÃES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/04/2016, DJe 09/08/2016)7
d) Errada. Como vimos, será rejeitado.
e) Errada. Será rejeitado, pois não terá efeitos retroativos.
Letra c.
Bons estudos e até a próxima!
7 Suspeição por motivo superveniente não anula atos processuais anteriores – Buscador Dizer o Direito, visualizado em 
26.04.2025.
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	Sumário
	Apresentação
	Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos
	Decisões Importantes
	Momento Lei Seca
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadoem pegadinha rs. Após a última audiência em que atuar como 
mediador, pelo prazo de um ano ficará impedido de assessorar, representar ou patrocinar 
qualquer das partes (art. 6º da Lei 13.140/2015).
Vejamos, agora, os dispositivos legais referentes a possibilidade de mediadores 
extrajudiciais e judiciais.
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Subseção II
Dos Mediadores Extrajudiciais
Art. 9º PODERÁ FUNCIONAR como mediador extrajudicial qualquer pessoa capaz que tenha a 
confiança das partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar 
qualquer tipo de conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se.
Art. 10. As partes PODERÃO ser assistidas por advogados ou defensores públicos.
Parágrafo único. Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, 
o mediador SUSPENDERÁ O PROCEDIMENTO, até que todas estejam devidamente assistidas.
Subseção III
Dos Mediadores Judiciais
Art. 11. PODERÁ ATUAR como mediador judicial a pessoa capaz, graduada há pelo menos dois 
anos em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação E 
que tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida 
pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados – ENFAM ou pelos tribunais, 
observados os requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça em conjunto 
com o Ministério da Justiça.
Art. 12. Os tribunais criarão e manterão cadastros atualizados dos mediadores habilitados e 
autorizados a atuar em mediação judicial.
§ 1º A inscrição no cadastro de mediadores judiciais será requerida pelo interessado ao tribunal 
com jurisdição na área em que pretenda exercer a mediação.
§ 2º Os tribunais regulamentarão o processo de inscrição e desligamento de seus mediadores.
Art. 13. A remuneração devida aos mediadores judiciais será fixada pelos tribunais e custeada 
pelas partes, observado o disposto no § 2º do art. 4º desta Lei.
Lei 13.140/20215
Mediação judicial Mediação extrajudicial
• Os tribunais CRIARÃO centros judiciários de solução 
consensual de conflitos, responsáveis pela realização 
de sessões e audiências de conciliação e mediação, pré-
processuais e processuais, e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a 
autocomposição. A composição e organização dos centros 
são definidas pelo Tribunal, mas respeitando o estabelecido 
pelo CNJ (art. 24).
• As partes deverão ser assistidas por advogados ou defensores 
públicos, RESSALVADAS as hipóteses dos Juizados Especiais 
(previstas nas Leis n º 9.099, de 26 de setembro de 1995, 
e 10.259, de 12 de julho de 2001). Aos que comprovarem 
insuficiência de recursos SERÁ ASSEGURADA ASSISTÊNCIA 
pela Defensoria Pública (art. 26).
• O procedimento de mediação judicial deverá ser concluído 
em até sessenta dias, contados da primeira sessão, salvo 
quando as partes, DE COMUM ACORDO, requererem sua 
prorrogação (art.28).
• Solucionado o conflito pela mediação antes da citação do 
réu, NÃO SERÃO DEVIDAS custas judiciais finais (art. 29).
• O convite para iniciar o procedimento de 
mediação extrajudicial PODERÁ SER FEITO 
por qualquer meio de comunicação e 
DEVERÁ ESTIPULAR o escopo proposto para 
a negociação, a data e o local da primeira 
reunião. O convite formulado por uma parte 
à outra considerar-se-á REJEITADO se não 
for respondido em até trinta dias da data 
de seu recebimento (art. 21).
• Se, em previsão contratual de cláusula de 
mediação, as partes se comprometerem 
a não iniciar procedimento arbitral ou 
processo judicial durante certo prazo ou 
até o implemento de determinada condição, 
o árbitro ou o juiz SUSPENDERÁ o curso 
da arbitragem ou da ação pelo prazo 
previamente acordado ou até o implemento 
dessa condição. Isso não se aplica às 
medidas de urgência em que o acesso ao 
Poder Judiciário seja necessário para evitar 
o perecimento de direito (art. 23).
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Há exceções a confidencialidade na mediação (#memorize).
Art. 30. Toda e qualquer informação relativa ao procedimento de mediação será confidencial 
em relação a terceiros, não podendo ser revelada sequer em processo arbitral ou judicial SALVO 
SE as partes expressamente decidirem de forma diversa OU quando sua divulgação for exigida 
por lei OU necessária para cumprimento de acordo obtido pela mediação.
§ 1º O dever de confidencialidade aplica-se ao mediador, às partes, a seus prepostos, advogados, 
assessores técnicos e a outras pessoas de sua confiança que tenham, direta ou indiretamente, 
participado do procedimento de mediação, alcançando:
I – declaração, opinião, sugestão, promessa ou proposta formulada por uma parte à outra na 
busca de entendimento para o conflito;
II – reconhecimento de fato por qualquer das partes no curso do procedimento de mediação;
III – manifestação de aceitação de proposta de acordo apresentada pelo mediador;
IV – documento preparado unicamente para os fins do procedimento de mediação.
§ 2º A prova apresentada em desacordo com o disposto neste artigo não será admitida em 
processo arbitral ou judicial.
§ 3º Não está abrigada pela regra de confidencialidade a informação relativa à ocorrência de 
CRIME DE AÇÃO PÚBLICA.
§ 4º A regra da confidencialidade não afasta o dever de as pessoas discriminadas no caput 
prestarem informações à administração tributária após o termo final da mediação, aplicando-se 
aos seus servidores a obrigação de manterem sigilo das informações compartilhadas nos termos 
do art. 198 da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional.
Art. 31. SERÁ CONFIDENCIAL a informação prestada por uma parte em sessão privada, não 
podendo o mediador revelá-la às demais, EXCETO SE expressamente autorizado.
Durante muito tempo, questionou-se sobre a possibilidade de autocomposição 
envolvendo pessoa jurídica de direito público. O questionamento estava relacionado a alegada 
impossibilidade em virtude da indisponibilidade do interesse público. A Lei 13.140/2015 
nos artigos 32 a 40, entretanto, passou a regular essa possibilidade. No CPC/2015, temos 
também a previsão de solução consensual envolvendo a Administração Pública. Vejamos:
Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios CRIARÃO câmaras de mediação 
e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito 
administrativo, tais como:
I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública;
II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no 
âmbito da administração pública;
III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.
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Note que é uma obrigação (e não uma faculdade) para os entes federativos a criação 
dessas câmaras de mediação e conciliação.
Conciliação e mediação são institutos que buscam asolução consensual dos conflitos. 
É importante memorizar a distinção que o CPC/2015 traz sobre conciliador e mediador 
(art. 165).
Conciliador Mediador
O conciliador, que atuará PREFERENCIALMENTE 
nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, PODERÁ SUGERIR soluções 
para o litígio, sendo vedada a utilização 
de qualquer tipo de constrangimento ou 
intimidação para que as partes conciliem.
O mediador, que atuará PREFERENCIALMENTE 
nos casos em que houver vínculo anterior 
entre as partes, auxiliará aos interessados 
a compreender as questões e os interesses 
em conflito, de modo que eles possam, 
pelo restabelecimento da comunicação, 
identificar, por si próprios, soluções 
consensuais que gerem benefícios mútuos.
EXEMPLO
Imagine que um casal que tenha filhos em comum resolve se divorciar. Nesse caso podemos 
recorrer a um conciliador ou a um mediador? Veja que nesse exemplo há um vínculo anterior 
entre as partes. Dessa forma, a atuação deve ser de mediador que deverá ajudar o casal a 
compreender as questões e os interesses em conflito e que eles possam por si próprios chegar 
a uma solução consensual.
Agora imagine que você está dirigindo o seu carro quando, repentinamente, é surpreendido 
por um veículo que avançou o sinal e causou esse acidente de trânsito. Como não há vínculo 
anterior entre vocês dois, seria uma hipótese de atuação de um conciliador que pode, inclusive, 
sugerir soluções para a lide instaurada. Esses detalhes você tem que memorizar, pois a 
distinção é muito importante e muito exigida pelos examinadores.
São princípios que orientam tanto a mediação quanto a conciliação: independência, 
imparcialidade, autonomia da vontade, confidencialidade, oralidade, informalidade e da 
decisão informada (art. 166, caput, do CPC/2015).
Cuidado para não confundir os princípios que constam do CPC/2015 com os que estão 
previstos na Lei n. 13.140/2015. O examinador pode criar uma questão sobre esse tópico, 
tentando induzir o candidato a erro. Para facilitar a sua visualização, trouxe uma marcação 
no quadro abaixo em que grifei os princípios que constam dos dois textos normativos.
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Princípios que orientam mediação E 
CONCILIAÇÃO (segundo o CPC/2015)
Princípios que orientam a mediação (Lei 
13.140/2015)
Art. 166. A conciliação e a mediação são 
informadas pelos princípios da independência, 
da imparcialidade, da autonomia da 
vontade, da confidencialidade, da oralidade, 
da informalidade e da decisão informada.
Art. 2º A mediação será orientada pelos seguintes 
princípios:
I – imparcialidade do mediador;
II – isonomia entre as partes;
III – oralidade;
IV – informalidade;
V – autonomia da vontade das partes;
VI – busca do consenso;
VII – confidencialidade;
VIII – boa-fé.
§ 1º Na hipótese de existir previsão contratual 
de cláusula de mediação, as partes DEVERÃO 
COMPARECER à primeira reunião de mediação.
§ 2º Ninguém será obrigado a permanecer em 
procedimento de mediação.
Professora, o conciliador e mediador podem advogar?Professora, o conciliador e mediador podem advogar?
Excelente pergunta! O CPC/2015 prevê que os conciliadores e mediadores judiciais 
cadastrados, se advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que 
desempenhem suas funções. Veja que (i) o CPC faz uma restrição aos conciliadores e 
mediadores, desde que JUDICIAIS (lembra que vimos que o mediador pode ser extrajudicial 
ou judicial?) e (ii) que esse impedimento não é total, mas envolve apenas os juízos em que 
as suas funções sejam desempenhadas (art. 167, § 5º).
As hipóteses que acarretam a exclusão do cadastro de conciliadores e mediadores 
encontram previsão no art. 173 do CPC/2015.
Art. 173. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que:
I – agir com DOLO OU CULPA na condução da conciliação ou da mediação sob sua responsabilidade 
OU violar qualquer dos deveres decorrentes do art. 166, § § 1º e 2º;
II – atuar em procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito.
§ 1º Os casos previstos neste artigo serão apurados em processo administrativo.
§ 2º O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e mediação, se houver, 
verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, PODERÁ AFASTÁ-LO de suas 
atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão fundamentada, informando o fato 
imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo processo administrativo.
A arbitragem ocorre quando duas ou mais partes delegam a um terceiro imparcial a 
decisão de pacificar o conflito instaurado. Se aproxima da forma estatal ( jurisdição) pelo 
fato de ser também adjudicatória. Encontra previsão na Lei 9.307/1996. Menciona-se que 
havia controvérsia no sentido da possibilidade ou não da Administração Pública se valer da 
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arbitragem. Tal discussão originou o art. 2º da Lei 9.307/1996 que permite a administração 
pública direta e indireta a utilizarem da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos 
patrimoniais disponíveis. Alerta-se que, no caso da Administração Pública, a arbitragem 
será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade.
Lei n. 9.307/1996 Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para 
dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
§ 1º A administração pública direta e indireta PODERÁ UTILIZAR-SE DA ARBITRAGEM PARA 
dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 
2015) (Vigência)
§ 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração 
de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído 
pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 2º A arbitragem PODERÁ SER DE DIREITO OU DE EQÜIDADE, a critério das partes.
§ 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, 
DESDE QUE não haja violação aos bons costumes e à ordem pública.
§ 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios 
gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.
§ 3º A arbitragem que envolva a administração pública SERÁ SEMPRE DE DIREITO e respeitará 
o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Afirmativas com as palavras “sempre” e “nunca” normalmente chamam nossa atenção e 
estão erradas nas provas, mas nesse caso específico note que a arbitragem será mesmo 
SEMPRE de direito.
Ressalta-se que, geralmente, as decisões dos árbitros não são sujeitas a revisão pelo 
Poder Judiciário. Nesse sentido, citamos Marco Antonio Garcia Lopes Lorencini2:
No contexto norte-americano, a arbitragem representa o menos formal dos modos de solução 
de controvérsia com natureza adjudicatória. De fato, se a mediação representa uma forma 
consensual de resolução de controvérsias, a arbitragem situa-se no outro extremo e consiste 
em duas ou mais partes que confiam a um terceiro imparcial – uma pessoa ou várias reunidas 
em um órgão colegiado (painel) – a decisão a respeito de uma controvérsia. Classicamente, 
ocorre fora da esfera pública, embora seja a maneira que mais se aproxima daforma estatal 
por também ser adjudicatória. Contudo, a semelhança para aí, já que ela reina na esfera privada 
2 Negociação, mediação, conciliação e arbitragem: curso de métodos adequados de solução de controvérsias / Adolfo 
Braga Neto... [et al.]; coordenação Carlos Alberto de Salles, Marco Antônio Garcia Lopes Lorencini, Paulo Eduardo Alves 
da Silva. – 5. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2023, página 49.
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das partes, na qual o procedimento, inclusive os relacionados com a prova, não leva em conta 
necessariamente a lei, embora submetido a regras do due process. A decisão final de uma 
arbitragem é vinculativa e a invalidade de suas decisões pelos tribunais restringe-se a aspectos 
envolvendo algum desvio praticado pelo árbitro.19 Em geral, as decisões dos árbitros não são 
passíveis de revisão pelos tribunais.
A própria Lei n. 9.307/1996 traz previsão nesse sentido, vejamos: “Art. 18. O árbitro é juiz 
de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação 
pelo Poder Judiciário”.
A convenção de arbitragem engloba a cláusula compromissória e o compromisso 
arbitral. A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato 
comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que POSSAM VIR A SURGIR, relativamente 
a tal contrato. Note que é algo que é realizado ANTES DA EXISTÊNCIA DO CONFLITO na cláusula 
compromissória. A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar 
inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira.
Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar 
a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, 
desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto 
especialmente para essa cláusula (art. 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/1996).
E o que acontece quando a parte convocada não aparece ou se recusa a firmar o 
compromisso arbitral? A parte interessada pode requerer a citação da outra parte para 
comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial 
para tal fim.
Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada 
manifestará à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro 
meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, 
em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral.
Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar 
o compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta 
Lei, perante o órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa.
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, 
poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim 
de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
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TTá certo, professora. Entendi, mas estou com uma dúvida: se o contrato que prevê a á certo, professora. Entendi, mas estou com uma dúvida: se o contrato que prevê a 
cláusula compromissória é considerado nulo, a cláusula seria nula também?cláusula compromissória é considerado nulo, a cláusula seria nula também?
Excelente pergunta. Nesse caso, considerando que a cláusula compromissória é autônoma 
em relação ao contrato que a prevê, a nulidade do contrato, não necessariamente acarreta a 
nulidade da cláusula compromissória. É um ponto que pode ser abordado pelos examinadores, 
portanto, fique atento (a)!
Art. 8º A cláusula compromissória É AUTÔNOMA em relação ao contrato em que estiver inserta, 
de tal sorte que a nulidade deste NÃO IMPLICA, NECESSARIAMENTE, a nulidade da cláusula 
compromissória.
Parágrafo único. Caberá ao árbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as questões 
acerca da existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha 
a cláusula compromissória.
É oportuno esclarecer que o compromisso arbitral pode ser judicial ou extrajudicial.
Art. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à 
arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial.
§ 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo ou 
tribunal, onde tem curso a demanda.
§ 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por ESCRITO PARTICULAR, assinado 
por duas testemunhas, OU POR INSTRUMENTO PÚBLICO.
Compromisso arbitral
Elementos obrigatórios Elementos facultativos
Art. 10. Constará, OBRIGATORIAMENTE, do 
compromisso arbitral:
I – o nome, profissão, estado civil e domicílio 
das partes;
II – o nome, profissão e domicílio do árbitro, ou 
dos árbitros, ou, se for o caso, a identificação da 
entidade à qual as partes delegaram a indicação 
de árbitros;
III – a matéria que será objeto da arbitragem; e
IV – o lugar em que será proferida a sentença 
arbitral.
Art. 11. PODERÁ, AINDA, o compromisso arbitral conter:
I – local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem;
II – a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem 
por equidade, se assim for convencionado pelas partes;
III – o prazo para apresentação da sentença arbitral;
IV – a indicação da lei nacional ou das regras corporativas 
aplicáveis à arbitragem, quando assim convencionarem 
as partes;
V – a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos 
honorários e das despesas com a arbitragem; e
VI – a fixação dos honorários do árbitro, ou dos árbitros.
Parágrafo único. Fixando as partes os honorários do árbitro, 
ou dos árbitros, no compromisso arbitral, este constituirá 
TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL; não havendo tal 
estipulação, o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário 
que seria competente para julgar, originariamente, a causa 
que os fixe por sentença.
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É importante citar a possibilidade de tutelas cautelares e de urgência que podem, 
inclusive, ocorrer tanto antes da instituição da arbitragem quanto após a sua instituição.
Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para 
a concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada 
não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de 
efetivação da respectiva decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida 
cautelar ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) 
(Vigência)
Parágrafo único.Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência SERÁ 
REQUERIDA DIRETAMENTE aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Por fim, cumpre mencionar situações que levam a extinção do compromisso arbitral: 
escusando-se qualquer dos árbitros, antes de aceitar a nomeação, desde que as partes tenham 
declarado, expressamente, não aceitar substituto; falecendo ou ficando impossibilitado de 
dar seu voto algum dos árbitros, desde que as partes declarem, expressamente, não aceitar 
substituto; e tendo expirado o prazo para apresentação da sentença arbitral, desde que a parte 
interessada tenha notificado o árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, concedendo-lhe 
o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral (art. 12).
DecisÕes iMPorTANTesDecisÕes iMPorTANTes
A edição da Lei n. 13.105/2015, conhecida como Código de Processo Civil de 2015 
(CPC/2015), consagrou o entendimento de que o processo não deve ser um fim em si 
mesmo, devendo-se buscar uma adequada mediação entre o direito nele previsto e a 
sua realização prática, a fim de torná-lo efetivo, exigindo-se postura interpretativa 
orientada a reafirmar e reforçar esse objetivo.
É inconstitucional a regra de competência que autoriza que entes subnacionais sejam 
demandados em qualquer comarca do País, pois a fixação do foro deve se restringir aos 
seus respectivos limites territoriais.
É inconstitucional a obrigatoriedade de os depósitos judiciais e de valores de RPVs serem 
realizados somente em bancos oficiais (arts. 535, § 3º, II; e 840, I, CPC/2015).
São constitucionais os dispositivos legais (arts. 9º, parágrafo único, III; e 311, parágrafo 
único, CPC/2015) que, sem prévia citação do réu, admitem a concessão de tutela de evidência 
quando os fatos alegados possam ser demonstrados documentalmente e a tese jurídica 
estiver consolidada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante.
É constitucional a presunção de repercussão geral de recurso extraordinário que impugna 
acórdão que tenha declarado inconstitucionalidade de tratado ou lei federal (art. 1.035, 
§ 3º, III, CPC/2015).
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É constitucional a determinação de vincular a Administração Pública à efetiva aplicação 
de tese firmada no julgamento de casos repetitivos relacionados à prestação de serviço 
delegado (arts. 985, § 2º; e 1.040, IV, CPC/2015).
Em resumo:
I – Foi declarada a INCONSTITUCIONALIDADE:
• da expressão “de banco oficial”, constante do art. 535, § 3º, inciso II, do CPC/2015.
Ainda no que tange a esse dispositivo, foi conferida interpretação conforme para que se 
entenda que a “agência” mencionada nesse dispositivo possa ser entendida como instituição 
financeira pública ou privada.
Assim, para dar cumprimento ao disposto na norma, poderá a administração do tribunal 
contratar banco oficial ou, caso assim opte, banco privado, hipótese em que serão observadas 
a realidade do caso concreto, os regramentos legais e princípios constitucionais aplicáveis 
e as normas do procedimento licitatório, visando à escolha da proposta mais adequada 
para a administração de tais recursos´.
• da expressão “na falta desses estabelecimentos” do art. 840, I, do CPC/2015.
Ainda no que tange a esse dispositivo, foi conferida interpretação conforme para que 
se entenda que poderá a administração do tribunal efetuar os depósitos judiciais:
a) no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal ou em banco do qual o Estado ou o 
Distrito Federal possua mais da metade do capital social integralizado, ou
b) não aceitando o critério preferencial proposto pelo legislador e observada a realidade 
do caso concreto, os regramentos legais e os princípios constitucionais aplicáveis, realizar 
procedimento licitatório visando à escolha da proposta mais adequada para a administração 
dos recursos dos particulares.
II – Dispositivos que receberam interpretação conforme:
• art. 46, § 5º, para restringir sua aplicação aos limites do território de cada ente 
subnacional ou ao local de ocorrência do fato gerador;
• art. 52, parágrafo único, do CPC, para restringir a competência do foro de domicílio 
do autor às comarcas inseridas nos limites territoriais do Estado-membro ou do 
Distrito Federal que figure como réu.
III – Dispositivos declarados constitucionais: a expressão “administrativos” do art. 15; a 
expressão “dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios” do art. 242, § 3º; a referência 
ao inciso II do art. 311 constante do art. 9º, parágrafo único, inciso II, e do art. 311, parágrafo 
único; o art. 985, § 2º; e o art. 1.040, inciso IV.
STF. Plenário. ADI 5.492/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/4/2023 (Info 1092).
STF. Plenário. ADI 5.737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do acórdão Min. Roberto 
Barroso, julgado em 25/4/2023 (Info 1092).3
3 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Discussão quanto à constitucionalidade de diversos dispositivos do CPC. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:exigir o valor que já está líquido, certo e exigível por 
força uma confissão de dívida.
STJ. 3ª Turma. REsp 1373710-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 7/4/2015 
(Info 560).5
f6efb43824bbab2d8c9b078b>. Acesso em: 24/05/2024
4 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se um contrato possui cláusula de arbitragem, mas é líquido, certo e exigível, pode ser 
executado no juízo estatal; a executada não pode, em embargos à execução, discutir questões relacionadas com as dispo-
sições do contrato, sendo essa matéria do juízo arbitral. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024
5 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Execução de título extrajudicial que contenha cláusula compromissória. Buscador 
Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024
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• Compete ao Superior Tribunal de Justiça, em atenção à função constitucional que lhe é 
atribuída no art. 105, I, “d”, da Carta Magna, conhecer e julgar o conflito de competência 
estabelecido entre Tribunais Arbitrais, que ostentam natureza jurisdicional, AINDA 
QUE vinculados à mesma Câmara de Arbitragem, sobretudo se a solução interna para 
o impasse criado não é objeto de disciplina regulamentar.
STJ. 2ª Seção. CC 185702/DF, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 22/06/2022 
(Info 749).6
MoMeNTo lei secAMoMeNTo lei secA
Seguem os dispositivos retirados do CPC/2015 que estão relacionados a mediação, 
conciliação e arbitragem. Não deixe de fazer a leitura atenta!
CAPÍTULO I
DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
§ 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.
§ 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos.
§ 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos 
deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério 
Público, inclusive no curso do processo judicial.
Seção V
Dos Conciliadores e Mediadores Judiciais
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, 
responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo 
desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.
§ 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, 
observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça.
§ 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo 
anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização 
de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem.
§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior 
entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em 
conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por 
si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
6 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Compete ao STJ julgar conflito de competência estabelecido entre Tribunais Arbi-
trais vinculados à mesma Câmara de Arbitragem, quando a solução para o impasse criado não é objeto de disciplina no 
regulamento desta. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024
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Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, 
da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da 
informalidade e da decisão informada.
§ 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do 
procedimento, cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por 
expressa deliberação das partes.
§ 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, 
assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos 
ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação.
§ 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar 
ambiente favorável à autocomposição.
§ 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, 
inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais.
Art. 167. Os conciliadores, os mediadores e as câmaras privadas de conciliação e mediação 
serão inscritos em cadastro nacional e em cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal 
regional federal, que manterá registro de profissionais habilitados, com indicação de sua 
área profissional.
§ 1º Preenchendo o requisito da capacitação mínima, por meio de curso realizado por 
entidade credenciada, conforme parâmetro curricular definido pelo Conselho Nacional 
de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça, o conciliador ou o mediador, com o 
respectivo certificado, poderá requerer sua inscrição no cadastro nacional e no cadastro 
de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal.
§ 2º Efetivado o registro, que poderá ser precedido de concurso público, o tribunal 
remeterá ao diretor do foro da comarca, seção ou subseção judiciária onde atuará o conciliador 
ou o mediador os dados necessários para que seu nome passe a constar da respectiva lista, 
a ser observada na distribuição alternada e aleatória, respeitado o princípio da igualdade 
dentro da mesma área de atuação profissional.
§ 3º Do credenciamento das câmaras e do cadastro de conciliadores e mediadores 
constarão todos os dados relevantes para a sua atuação, tais como o número de processos 
de que participou, o sucesso ou insucesso da atividade, a matéria sobre a qual versou a 
controvérsia, bem como outros dados que o tribunal julgar relevantes.
§ 4º Os dados colhidos na forma do § 3º serão classificados sistematicamente pelo 
tribunal, que os publicará, ao menos anualmente, para conhecimento da população e 
para fins estatísticos e de avaliação da conciliação, da mediação, das câmaras privadas de 
conciliação e de mediação, dos conciliadores e dos mediadores.
§ 5º Os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados na forma do caput, se advogados, 
estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções.
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§ 6º O tribunal poderá optar pela criação de quadro próprio de conciliadores e mediadores, 
a ser preenchido por concurso público de provas e títulos, observadas as disposições 
deste Capítulo.
Art. 168. As partes podem escolher, de comum acordo, o conciliador, o mediador ou a 
câmara privada de conciliaçãoe de mediação.
§ 1º O conciliador ou mediador escolhido pelas partes poderá ou não estar cadastrado 
no tribunal.
§ 2º Inexistindo acordo quanto à escolha do mediador ou conciliador, haverá distribuição 
entre aqueles cadastrados no registro do tribunal, observada a respectiva formação.
§ 3º Sempre que recomendável, haverá a designação de mais de um mediador ou conciliador.
Art. 169. Ressalvada a hipótese do art. 167, § 6º, o conciliador e o mediador receberão 
pelo seu trabalho remuneração prevista em tabela fixada pelo tribunal, conforme parâmetros 
estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça.
§ 1º A mediação e a conciliação podem ser realizadas como trabalho voluntário, observada 
a legislação pertinente e a regulamentação do tribunal.
§ 2º Os tribunais determinarão o percentual de audiências não remuneradas que deverão 
ser suportadas pelas câmaras privadas de conciliação e mediação, com o fim de atender aos 
processos em que deferida gratuidade da justiça, como contrapartida de seu credenciamento.
Art. 170. No caso de impedimento, o conciliador ou mediador o comunicará imediatamente, 
de preferência por meio eletrônico, e devolverá os autos ao juiz do processo ou ao coordenador 
do centro judiciário de solução de conflitos, devendo este realizar nova distribuição.
Parágrafo único. Se a causa de impedimento for apurada quando já iniciado o procedimento, 
a atividade será interrompida, lavrando-se ata com relatório do ocorrido e solicitação de 
distribuição para novo conciliador ou mediador.
Art. 171. No caso de impossibilidade temporária do exercício da função, o conciliador 
ou mediador informará o fato ao centro, preferencialmente por meio eletrônico, para que, 
durante o período em que perdurar a impossibilidade, não haja novas distribuições
Art. 172. O conciliador e o mediador ficam impedidos, pelo prazo de 1 (um) ano, contado 
do término da última audiência em que atuaram, de assessorar, representar ou patrocinar 
qualquer das partes.
Art. 173. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que:
I – agir com dolo ou culpa na condução da conciliação ou da mediação sob sua 
responsabilidade ou violar qualquer dos deveres decorrentes do art. 166, § § 1º e 2º;
II – atuar em procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito.
§ 1º Os casos previstos neste artigo serão apurados em processo administrativo.
§ 2º O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e mediação, se 
houver, verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, poderá afastá-lo de 
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suas atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão fundamentada, informando 
o fato imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo processo administrativo.
Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de 
mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no 
âmbito administrativo, tais como:
I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública;
II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, 
no âmbito da administração pública;
III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.
Art. 175. As disposições desta Seção não excluem outras formas de conciliação e 
mediação extrajudiciais vinculadas a órgãos institucionais ou realizadas por intermédio de 
profissionais independentes, que poderão ser regulamentadas por lei específica.
Parágrafo único. Os dispositivos desta Seção aplicam-se, no que couber, às câmaras 
privadas de conciliação e mediação.
Leitura guiada dos principais pontos da Lei n. 9.307/1996
Quem pode se valer da arbitragem?
Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a 
direitos patrimoniais disponíveis.
A Administração Pública pode? Pode!
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Qual a autoridade competente?
§ 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção 
de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 
2015) (Vigência)
Quais são os tipos de arbitragem? E a que envolve a Administração Pública?
Art. 2º A arbitragem poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes.
§ 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, desde 
que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública.
§ 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais 
de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.
§ 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio 
da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
É possível cláusula compromissória em contrato de adesão?
Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-
se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.
§ 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato 
ou em documento apartado que a ele se refira.
§ 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa 
de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em 
documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula.
E se a parte não comparece ou se recusa a firmar o compromisso arbitral?
Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará 
à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de 
comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, 
firmar o compromisso arbitral.
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Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar o 
compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante 
o órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa.
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, 
poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-
se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim.
§ 1º O autor indicará, com precisão, o objeto da arbitragem, instruindo o pedido com o documento que 
contiver a cláusula compromissória.
§ 2º Comparecendo as partes à audiência, o juiz tentará, previamente, a conciliação acerca do litígio. Não 
obtendo sucesso, tentará o juiz conduzir as partes à celebração, de comum acordo, do compromisso arbitral.
§ 3º Não concordando as partes sobre os termos do compromisso, decidirá o juiz, após ouvir o réu, sobre 
seu conteúdo, na própria audiência ou no prazo de dez dias, respeitadas as disposiçõesda cláusula 
compromissória e atendendo ao disposto nos arts. 10 e 21, § 2º, desta Lei.
§ 4º Se a cláusula compromissória nada dispuser sobre a nomeação de árbitros, caberá ao juiz, ouvidas 
as partes, estatuir a respeito, podendo nomear árbitro único para a solução do litígio.
§ 5º A ausência do autor, sem justo motivo, à audiência designada para a lavratura do compromisso 
arbitral, importará a extinção do processo sem julgamento de mérito.
§ 6º Não comparecendo o réu à audiência, caberá ao juiz, ouvido o autor, estatuir a respeito do conteúdo 
do compromisso, nomeando árbitro único.
§ 7º A sentença que julgar procedente o pedido valerá como compromisso arbitral.
O que acontece se o contrato em que consta a cláusula compromissória é nulo?
Art. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta, de tal sorte 
que a nulidade deste não implica, necessariamente, a nulidade da cláusula compromissória.
Parágrafo único. Caberá ao árbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as questões acerca 
da existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula 
compromissória.
O compromisso arbitral pode ser extrajudicial? E judicial? Pode!
Art. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem 
de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial.
§ 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde 
tem curso a demanda.
§ 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por escrito particular, assinado por duas 
testemunhas, ou por instrumento público.
Árbitro
Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes.
§ 1º As partes nomearão um ou mais árbitros, sempre em número ímpar, podendo nomear, também, os 
respectivos suplentes.
§ 2º Quando as partes nomearem árbitros em número par, estes estão autorizados, desde logo, a nomear 
mais um árbitro. Não havendo acordo, requererão as partes ao órgão do Poder Judiciário a que tocaria, 
originariamente, o julgamento da causa a nomeação do árbitro, aplicável, no que couber, o procedimento 
previsto no art. 7º desta Lei.
§ 3º As partes poderão, de comum acordo, estabelecer o processo de escolha dos árbitros, ou adotar as 
regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada.
§ 4º Sendo nomeados vários árbitros, estes, por maioria, elegerão o presidente do tribunal arbitral. Não 
havendo consenso, será designado presidente o mais idoso.
§ 4º As partes, de comum acordo, poderão afastar a aplicação de dispositivo do regulamento do órgão 
arbitral institucional ou entidade especializada que limite a escolha do árbitro único, coárbitro ou presidente 
do tribunal à respectiva lista de árbitros, autorizado o controle da escolha pelos órgãos competentes 
da instituição, sendo que, nos casos de impasse e arbitragem multiparte, deverá ser observado o que 
dispuser o regulamento aplicável. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
§ 5º O árbitro ou o presidente do tribunal designará, se julgar conveniente, um secretário, que poderá 
ser um dos árbitros.
§ 6º No desempenho de sua função, o árbitro deverá proceder com imparcialidade, independência, 
competência, diligência e discrição.
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§ 7º Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral determinar às partes o adiantamento de verbas para despesas 
e diligências que julgar necessárias.
Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a 
homologação pelo Poder Judiciário.
Art. 22. Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral tomar o depoimento das partes, ouvir testemunhas e 
determinar a realização de perícias ou outras provas que julgar necessárias, mediante requerimento 
das partes ou de ofício.
§ 1º O depoimento das partes e das testemunhas será tomado em local, dia e hora previamente 
comunicados, por escrito, e reduzido a termo, assinado pelo depoente, ou a seu rogo, e pelos árbitros.
§ 2º Em caso de desatendimento, sem justa causa, da convocação para prestar depoimento pessoal, o 
árbitro ou o tribunal arbitral levará em consideração o comportamento da parte faltosa, ao proferir sua 
sentença; se a ausência for de testemunha, nas mesmas circunstâncias, poderá o árbitro ou o presidente 
do tribunal arbitral requerer à autoridade judiciária que conduza a testemunha renitente, comprovando 
a existência da convenção de arbitragem.
§ 3º A revelia da parte não impedirá que seja proferida a sentença arbitral.
§ 5º Se, durante o procedimento arbitral, um árbitro vier a ser substituído fica a critério do substituto 
repetir as provas já produzidas.
Tutelas cautelares de urgência
Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a 
concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer 
a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação da respectiva 
decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida cautelar 
ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência será requerida 
diretamente aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Sentença arbitral
Art. 23. A sentença arbitral será proferida no prazo estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado, 
o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses, contado da instituição da arbitragem ou da 
substituição do árbitro.
§ 1º Os árbitros poderão proferir sentenças parciais. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
§ 2º As partes e os árbitros, de comum acordo, poderão prorrogar o prazo para proferir a sentença final. 
(Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
Art. 24. A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa em documento escrito.
§ 1º Quando forem vários os árbitros, a decisão será tomada por maioria. Se não houver acordo majoritário, 
prevalecerá o voto do presidente do tribunal arbitral.
§ 2º O árbitro que divergir da maioria poderá, querendo, declarar seu voto em separado.
Art. 32. É nula a sentença arbitral se:
I – for nula a convenção de arbitragem; (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência)
II – emanou de quem não podia ser árbitro;
III – não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei;
IV – for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem;
V – (Revogado pela Lei n. 13.129, de 2015)
VI – comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva;
VII – proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso III, desta Lei; e
VIII – forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º, desta Lei.
Art. 33. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a declaração 
de nulidade da sentença arbitral, nos casos previstos nesta Lei. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 
2015) (Vigência)
§ 1º A demanda para a declaração de nulidade da sentença arbitral, parcial ou final, seguirá as regras do 
procedimento comum, previstas na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), e 
deverá ser proposta no prazo de até 90 (noventa) dias após o recebimento da notificação da respectiva 
sentença, parcial ou final, ou da decisão do pedido de esclarecimentos. (Redação dada pela Lei n. 13.129, 
de

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