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DIREITO PROCESSUAL CIVIL Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 250901248668 ALINE OLIVEIRA Advogada. Analista do MP-SP. Pós-graduada em Direito Público (UCAM), Advocacia Pública (UERJ), Direito Tributário (UCAM) e Direito e Processo Civil (UNIFTEC). Aprovada em concursos de analista (MP-SP e PGE-RJ) e advocacia pública. Professora de alguns cursos jurídicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Decisões Importantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Momento Lei Seca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Gabarito comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 4 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira APreseNTAÇÃoAPreseNTAÇÃo Olá, futuro(a) advogado(a)! Tudo bem? Firme nos estudos? Para quem ainda não me conhece, meu nome é Aline de Oliveira Cabral. Atualmente sou advogada, analista do MP-SP, mas já fui assessora no MP-RJ. Sou pós-graduada em Direito Público pela UERJ e pela UCAM, em Direito Tributário pela UCAM e em Direito Civil e Processo Civil pela UNIFTEC e faço parte do GRAN. Eu fui residente jurídico tanto da PGE-RJ quanto da PGM-RJ, já fui aprovada em alguns concursos de advocacia pública (ex.: Procurador da Unicamp, advogado da IMBEL, Procurador de São José dos Campos) e em dois concursos de analista (PGE-RJ e MPSP). Também já fui aprovada no concurso de Procurador do Ministério Público junto ao TCE-RJ, cuja prova oral foi realizada pela banca CEBRASPE. Está vendo? Sou prova de que é possível SIM ser aprovado(a) tanto na OAB quanto em concursos públicos. Continuo prestando concursos de advocacia pública, ou seja, entendo o perrengue que é a vida de concurso e estou aqui para facilitar a vida de vocês. Eu e toda a equipe do GRAN estamos aqui para te dar o máximo de dicas, teorias, exercícios, respondendo questões de provas anteriores e criando questões inéditas para que você surpreenda a Banca examinadora e não, o contrário. Registro que estou muito feliz em estar aqui escrevendo esse livro digital para você atingir o sucesso na aprovação na OAB. Aluno(a), não deixe de fazer muitas questões. Não tem como você conseguir a aprovação na 1ª fase da OAB sem realizar a leitura da lei seca, da jurisprudência e resolver o máximo de questões que você conseguir. O caminho é esse! Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno! Vamos começar? Aline Oliveira @prof_alineoliveira O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 5 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira POLÍTICA DE TRATAMENTO ADEQUADO DE POLÍTICA DE TRATAMENTO ADEQUADO DE CONFLITOS JURÍDICOSCONFLITOS JURÍDICOS Inicialmente, cumpre esclarecer que equivalentes jurisdicionais são técnicas para resolução de conflitos que não sejam jurisdicionais, ou seja, não envolvam o Poder Judiciário. Trata-se de um conceito por exclusão. Há divergência doutrinária no tocante a arbitragem se enquadrar como um equivalente jurisdicional ou não. Equivalentes jurisdicionais são meios de composição da lide por obra dos próprios litigantes (José Eduardo Carreira Alvim, Teoria geral do processo, 17. ed., Forense, Ebook, 2015, p. 100). Para essa corrente, arbitragem não seria equivalente jurisdicional. Por outro lado, há entendimento no sentido de que a arbitragem deve ser qualificada como equivalente jurisdicional. Nesse sentido, cita-se Daniel Amorim Assumpção Neves. Essa divergência é encontrada também nos Tribunais: JURISPRUDÊNCIA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXISTÊNCIA DE CONFLITO DE COMPETÊNCIA ENTRE UM ÓRGÃO JURISDICIONAL DO ESTADO E UMA CÂMARA ARBITRAL. É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e câmara arbitral. Isso porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional. CC 111.230-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/5/2013. Destarte, uma vez convencionado pelas partes cláusula arbitral, o árbitro vira juiz de fato e de direito da causa, e a decisão que então proferir não ficará sujeita a recurso ou à homologação judicial, segundo dispõe o artigo 18 da Lei 9.307/96, o que significa categorizá-lo como equivalente jurisdicional, porquanto terá os mesmos poderes do juiz togado, não sofrendo restrições na sua competência. (MS 11.308/DF, Ministro LUIZ FUX, DJe 19/05/2008) Jurisdição é uma função estatal que é definida como “dizer o direito”, ou seja, um terceiro imparcial no exercício da função estatal irá solucionar a lide. Aproveito para mencionar que teremos uma aula própria para tratarmos desse tema tão importante para o Processo Civil. Conforme já estudamos, apesar de a Constituição Federal prever a inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV), tal fato não inviabiliza que o interessado opte por outro meio de resolução do conflito. Parcela da doutrina, inclusive, chama a atenção para o fato de não haver “superioridade” em relação ao Poder Judiciário quando comparado com as demais formas de solução de controvérsias. Vejamos o dispositivo constitucional: “Art. 5º, XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado2015) (Vigência) O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 25 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 2º A sentença que julgar procedente o pedido declarará a nulidade da sentença arbitral, nos casos do art. 32, e determinará, se for o caso, que o árbitro ou o tribunal profira nova sentença arbitral. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) § 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser requerida na impugnação ao cumprimento da sentença, nos termos dos arts. 525 e seguintes do Código de Processo Civil, se houver execução judicial. (Redação dada pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência) § 4º A parte interessada poderá ingressar em juízo para requerer a prolação de sentença arbitral complementar, se o árbitro não decidir todos os pedidos submetidos à arbitragem. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Reconhecimento e execução de sentenças estrangeiras Art. 34. A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e, na sua ausência, estritamente de acordo com os termos desta Lei. Parágrafo único. Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do território nacional. Art. 35. Para ser reconhecida ou executada no Brasil, a sentença arbitral estrangeira está sujeita, unicamente, à homologação do Superior Tribunal de Justiça. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 36. Aplica-se à homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira, no que couber, o disposto nos arts. 483 e 484 do Código de Processo Civil. Art. 37. A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte interessada, devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual, conforme o art. 282 do Código de Processo Civil, e ser instruída, necessariamente, com: I – o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada, autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial; II – o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada, acompanhada de tradução oficial. Art. 38. Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que: I – as partes na convenção de arbitragem eram incapazes; II – a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram, ou, na falta de indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida; III – não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem, ou tenha sido violado o princípio do contraditório, impossibilitando a ampla defesa; IV – a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi possível separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem; V – a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória; VI – a sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes, tenha sido anulada, ou, ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada. Art. 39. A homologação para o reconhecimento ou a execução da sentença arbitral estrangeira também será denegada se o Superior Tribunal de Justiça constatar que: (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) I – segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem; II – a decisão ofende a ordem pública nacional. Parágrafo único. Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil, nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem, admitindo-se, inclusive, a citação postal com prova inequívoca de recebimento, desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa. Art. 40. A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira por vícios formais, não obsta que a parte interessada renove o pedido, uma vez sanados os vícios apresentados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 26 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira RESUMORESUMO • Equivalentes jurisdicionais são técnicas para resolução de conflitos que não sejam jurisdicionais, ou seja, não envolvam o Poder Judiciário. • Há divergência doutrinária no tocante a arbitragem se enquadrar como um equivalente jurisdicional ou não. Natureza jurídica da arbitragem Natureza de jurisdição Equivalente jurisdicional É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e câmara arbitral. Isso porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional. CC 111.230- DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/5/2013. Destarte, uma vez convencionado pelas partes cláusula arbitral, o árbitro vira juiz de fato e de direito da causa, e a decisão que então proferir não ficará sujeita a recurso ou à homologação judicial, segundo dispõe o artigo 18 da Lei 9.307/96, o que significa categorizá-lo como equivalente jurisdicional, porquanto terá os mesmos poderes do juiz togado, não sofrendo restrições na sua competência. (MS 11.308/DF, Ministro LUIZ FUX, DJe 19/05/2008) • Jurisdição é uma função estatal que é definida como “dizer o direito”, ou seja, um terceiro imparcial no exercício da função estatal irá solucionar a lide. • A inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV) não inviabiliza que o interessado opte por outro meio de resolução do conflito. • Parcela da doutrina, inclusive, chama a atenção para o fato de não haver “superioridade” em relação ao Poder Judiciário quando comparado com as demais formas de solução de controvérsias. • Meios de composição de lides: autocomposição (abdicação e transação), autotutela, atividade estatal ( jurisdição). Abdicação Transação Autotutela Jurisdição Renúncia Renúncia parcial e mútua concessão das partes Valer-se da força para resolver os conflitos. É admitido excepcionalmente. Código Penal. Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984) (Vide ADPF 779) Código Civil Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado. § 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse. Função estatal que é definida como “dizer o direito”, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 27 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Mediação • A mediação pode ocorrer tanto judicial quanto extrajudicialmente, na forma dos artigos 9 ao 13 da Lei 13.140/2015. A mediação é orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade do mediador;isonomia entre as partes; oralidade; informalidade; autonomia da vontade das partes; busca do consenso; confidencialidade; boa-fé (art. 2º da Lei 13.140/2015). • Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação, na forma do art. 3º, caput, da Lei 13.140/2015. • A mediação pode versar sobre todo o conflito ou apenas parte dele. No caso dos direitos indisponíveis, mas que admitem transação, o consenso das partes deve ser homologado em juízo, exigindo-se a oitiva do Ministério Público. • Aos necessitados é assegurada a gratuidade da mediação. • Após a última audiência em que atuar como mediador, pelo prazo de um ano ficará impedido de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes. • É uma obrigação (e não uma faculdade) para os entes federativos a criação dessas câmaras de mediação e conciliação. Conciliador Mediador O conciliador, que atuará PREFERENCIALMENTE nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, PODERÁ SUGERIR soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. O mediador, que atuará PREFERENCIALMENTE nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. • O CPC/2015 prevê que os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados, se advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções. • São princípios que orientam tanto a mediação quanto a conciliação: independência, imparcialidade, autonomia da vontade, confidencialidade, oralidade, informalidade e da decisão informada (art. 166, caput, do CPC/2015). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 28 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Princípios que orientam mediação E CONCILIAÇÃO (segundo o CPC/2015) Princípios que orientam a mediação (Lei n. 13.140/2015) Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. Art. 2º A mediação será orientada pelos seguintes princípios: I – imparcialidade do mediador; II – isonomia entre as partes; III – oralidade; IV – informalidade; V – autonomia da vontade das partes; VI – busca do consenso; VII – confidencialidade; VIII – boa-fé. § 1º Na hipótese de existir previsão contratual de cláusula de mediação, as partes deverão comparecer à primeira reunião de mediação. § 2º Ninguém será obrigado a permanecer em procedimento de mediação. • No caso da Administração Pública, a arbitragem será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. • As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. • A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. • Geralmente as decisões dos árbitros não são sujeitas a revisão pelo Poder Judiciário. • O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 29 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO 001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à arbitragem. Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação. Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes. Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral. b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que representa renúncia à jurisdição arbitral. c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes. d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso. 002. 002. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Durante campeonato oficial de judô promovido pela Federação de Judô do Estado Alfa, Fernando, um dos atletas inscritos, foi eliminado da competição esportiva em decorrência de uma decisão contestável da arbitragem que dirigiu a luta. Na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Fernando, assinale a opção que apresenta a medida juridicamente adequada para o caso narrado. a) Fernando poderá ingressar com processo perante a justiça desportiva para contestar o resultado da luta e, uma vez esgotadas as instâncias desportivas e proferida decisão final sobre o caso, não poderá recorrer ao Poder Judiciário. b) Fernando poderá impugnar o resultado da luta perante o Poder Judiciário, independentemente de esgotamento das instâncias da justiça desportiva, em virtude do princípio da inafastabilidade da jurisdição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 30 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira c) Fernando, uma vez esgotadas as instâncias da justiça desportiva (que terá o prazo máximo de 60 dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final), poderá impugnar o teor da decisão perante o Poder Judiciário. d) A ordem jurídica, que adotou o princípio da unidade de jurisdição a partir da Constituição de 1988, passou a prever a exclusividade do Poder Judiciário para dirimir todas as questões que venham a ser judicializadas em território nacional, deslegitimando a atuação da justiça desportiva. 003. 003. (FGV/OAB/XXIII EXAME/2017) A multinacional estrangeira Computer Inc., com sede nos Estados Unidos, celebra contrato de prestação de serviços de informática com a sociedade empresarial Telecomunicações S/A, constituída de acordo com as leis brasileiras e com sede no Estado de Goiás. Os serviços a serem prestados envolvem ainstalação e a manutenção dos servidores localizados na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A. Ainda consta, no contrato celebrado entre as referidas pessoas jurídicas que eventuais litígios serão dirimidos, com exclusividade, perante a Corte Arbitral Alfa, situada no Brasil. Após discordâncias sobre o cumprimento de uma das cláusulas referentes à realização dos serviços, a multinacional Computer Inc. ingressa com demanda no foro arbitral contratualmente avençado. Com base no caso concreto, assinale a afirmativa correta. a) A cláusula compromissória prevista no contrato é nula de pleno direito, uma vez que o princípio da inafastabilidade da jurisdição, previsto constitucionalmente, impede que ações que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas por órgão que não integre o Poder Judiciário nacional. b) Caso a empresa Telecomunicações S/A ingresse com demanda perante a Vara Cível situada no Estado de Goiás, o juiz deverá resolver o mérito, ainda que a sociedade Computer Inc. alegue, em contestação, a existência de convenção de arbitragem prevista no instrumento contratual. c) Visando efetivar tutela provisória deferida em favor da multinacional Computer Inc., poderá ser expedida carta arbitral pela Corte Arbitral Alfa para que órgão do Poder Judiciário, com competência perante o Estado de Goiás, pratique atos de cooperação que importem na constrição provisória de bens na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A, a fim de garantir a efetividade do provimento final. d) A sentença arbitral proferida pela Corte Arbitral Alfa configura título executivo extrajudicial, cuja execução poderá ser proposta no foro do lugar onde deva ser cumprida a obrigação. 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Na arbitragem, restou decidido que assistia razão ao supermercado, sendo a sociedade empresária “Excelência” condenada ao pagamento de indenização, além de multa de 30%. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta. a) Por se tratar de um título executivo extrajudicial, deve ser instaurado um processo de execução. b) Por se tratar de um título executivo judicial, será promovido segundo as regras do cumprimento de sentença. c) A sentença arbitral só poderá ser executada junto ao Poder Judiciário após ser confirmada em processo de conhecimento, quando adquire força de título executivo judicial. d) A sentença arbitral será executada segundo as regras do cumprimento de sentença, tendo em vista seu caráter de título executivo extrajudicial. 005. 005. (FGV/OAB/XXXIX EXAME/2023) A General Food é uma reconhecida sociedade empresária britânica do ramo de alimentos presidida, desde 2018, pelo brasileiro Rodrigo Bottas. Em 2021, o jornal “Folha de Londres” publicou uma série de reportagens apontando irregularidades na gestão de Rodrigo Bottas, que foi imediatamente afastado da sociedade empresária. Ato contínuo, a General Food investigou as irregularidades suscitadas pelo jornal e, após confirmá-las, instaurou arbitragem na Inglaterra para obter indenização pelos prejuízos causados por seu antigo executivo. Após regular participação de Rodrigo Bottas no referido procedimento, o Tribunal Arbitral proferiu sentença julgando procedente o pedido indenizatório da General Food. Como Rodrigo Bottas não tinha bens na Inglaterra, a General Food procurou um(a) advogado(a) para buscar informações sobre a possibilidade de executar a sentença arbitral estrangeira no Brasil. Na qualidade de advogado(a) da General Food, assinale a afirmativa correta. a) General Food deverá ajuizar ação de execução contra Rodrigo Bottas, uma vez que a sentença arbitral estrangeira é título executivo judicial. b) A General Food deverá instaurar arbitragem contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são admissíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 32 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira c) A General Food deverá ajuizar ação indenizatória contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são possíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil. d) A General Food deverá apresentar pedido de homologação da sentença arbitral estrangeira contra Rodrigo Bottas antes de executar a referida decisão no Brasil. 006. 006. (FGV/OAB/XXXIV EXAME/2022) Em ação declaratória de nulidade da sentença arbitral, a autora da ação, parte no juízo arbitral, alegou, como fundamento jurídico do pedido, (I) o fato de a sentença ter sido baseada apenas em regras de direito, (II) omitir a data e (III) o lugar em que foi proferida, requisitos formais da sentença, segundo ela. Na contestação, a outra parte (favorecida pela decisão), alegou que a omissão do lugar e da data são erros meramente materiais, supríveis por outros meios, como a convenção de arbitragem, onde se encontra estipulado o local da sede da arbitragem, e por documentos dos árbitros onde constam a data-limite para ser proferida a decisão. Assim, não se pode anular a sentença arbitral simplesmente por omissões supríveis. Quanto ao mérito e atentando para as disposições legais da sentença arbitral, assinale a afirmativa correta. a) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que a ausência da data e do lugar da arbitragem configura erro material, sanável pela produção de todos os meios de prova admitidos em direito. b) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que é dispensável na sentença menção à data ou ao lugar em que foi proferida, sanável pelo conteúdo da convenção de arbitragem. c) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é necessário na sentença arbitral a data e o lugar em que foi proferida, exceto se os árbitros julgaram por equidade. d) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é nula a sentença arbitral que não contiver a data e o lugar em que foi proferida. 007. 007. (FGV/OAB/XXXV EXAME/2022) No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre as sociedades empresárias Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes acordaram que qualquer litígio de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um tribunal arbitral. Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da arbitragem, assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo Lindo S.A. a) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal arbitral, para que Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, em respeito à cláusula compromissória firmada no contrato de prestação de serviço. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciadopara ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 33 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira b) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação de Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras todas as alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A. c) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo no intuito de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim. d) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder Judiciário resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço celebrado entre as partes. 008. 008. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Rolim Crespo, administrador da sociedade Indústrias Reunidas Novo Horizonte do Oeste Ltda., consultou sua advogada para lhe prestar orientação quanto à inserção de cláusula compromissória em um contrato que a pessoa jurídica pretende celebrar com uma operadora de planos de saúde empresariais. Pela leitura da proposta, verifica-se que não há margem para a negociação das cláusulas, por tratar-se de contrato padronizado, aplicado a todos os aderentes. Quanto à cláusula compromissória inserida nesse contrato, assinale a opção que apresenta a orientação dada pela advogada. a) É necessária a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula. b) É nula de pleno direito, por subtrair do aderente o direito fundamental de acesso à justiça, e o contrato não deve ser assinado. c) Somente será eficaz se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, e, como a iniciativa foi do proponente e unilateral, ela é nula. d) Somente será eficaz se houver a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer forma de manifestação da vontade em documento anexo ou, simplesmente, com o visto para essa cláusula. 009. 009. (CEBRASPE/ADVOGADO DA UNIÃO/2023/ADAPTADA) A mediação, a conciliação e a arbitragem são métodos autocompositivos de solução de conflitos admitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. 010. 010. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Mediação e conciliação são formas adequadas de resolução de controvérsias por meio das quais um terceiro intervém para auxiliar as partes a chegar a uma composição consensual e negociada do litígio, devendo, para tanto, propor uma solução justa para o caso concreto. 011. 011. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Autotutela é o meio de solução de conflitos pela imposição da vontade de uma das partes e o consequente sacrifício do O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 34 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira interesse da parte adversa, o que é absolutamente vedado no direito brasileiro — sua prática constitui, inclusive, crime de exercício arbitrário das próprias razões. 012. 012. (CEBRASPE/TCE-PE/ANALISTA DE GESTÃO/2017) Com relação à jurisdição e ao poder jurisdicional, julgue o item. No direito brasileiro, a arbitragem deve ser qualificada como um equivalente jurisdicional. 013. 013. (CEBRASPE/TRF – 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2017/ADAPTADA) A arbitragem poderá ser utilizada em litígio que envolva entes integrantes da administração pública e, nesses casos, eventual decisão que condene a fazenda pública não se submeterá ao reexame necessário. 014. 014. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, o magistrado poderá, de ofício, reconhecer a existência de convenção de arbitragem e extinguir o processo sem resolução do mérito, se o litígio referente ao contrato também for levado ao Poder Judiciário. 015. 015. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, em eventual execução judicial de sentença arbitral, será vedado ao réu arguir nulidade da decisão arbitral por meio de impugnação ao cumprimento de sentença, devendo o interessado utilizar ação própria para esse fim. 016. 016. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, as partes não estarão obrigadas a se submeter a esse procedimento, uma vez que a convenção de arbitragem é nula, por excluir da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. 017. 017. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 35 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, a opção feita pelas partes pela arbitragem deverá ser considerada legítima, e a sentença do árbitro, título executivo extrajudicial, conforme o CPC. 018. 018. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, eventual cumprimento de carta arbitral no Poder Judiciário, referente ao caso, deverá tramitar em segredo de justiça, se houver comprovação de confidencialidade da arbitragem. 019. 019. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DO PARÁ/2023/ADAPTADA) A conciliação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser buscados preferencialmente por advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, no início do processo judicial, cabendo ao juiz estimular a mediação, inclusive no curso do processo judicial. 020. 020. (CEBRASPE/TJ-SC/NOTÁRIO E REGISTRADOR – PROVIMENTO/2023/ADAPTADA) É hipótese de matéria de defesa do réu que não pode ser conhecida de ofício pelo magistrado: convenção de arbitragem pactuada entre as partes. 021. 021. (CEBRASPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA/2018/ADAPTADA) Se não forem arguidas pelo réu em preliminar de contestação, ficarão sujeitas à preclusão: convenção de arbitragem e nulidadede citação. 022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO – APOIO JURÍDICO/2018) A existência de convenção de arbitragem acarreta a extinção do processo sem resolução do mérito. 023. 023. (CEBRASPE/TJ-PA/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) Como via não judicial de solução do conflito em controvérsia com particulares, é possível aplicar à administração pública, por compatibilidade com a indisponibilidade do interesse público, a conciliação e a arbitragem, mas não a mediação. 024. 024. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/AUDITOR TÉCNICO DE TRIBUTOS – CURSO DE PREPARAÇÃO/2022) Na arbitragem, o expert assume o papel de agente principal na condução do litígio, ocupando a função que caberia ao magistrado caso uma das partes viesse a optar por obter a solução do litígio por via judicial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 36 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 025. 025. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. A recomendação de Larissa só terá sentido até a propositura de eventual demanda judicial, já que a adoção de meios consensuais de solução de controvérsias não deve ser estimulada no curso de processos judiciais. 026. 026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. Lídia auxiliará os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si mesmos, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 027. 027. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. Caso aceitem a recomendação mas, apesar da tentativa, não celebrem acordo, Lídia poderá testemunhar em futuras demandas judiciais sobre fatos ou elementos oriundos da mediação. 028. 028. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. Lídia não poderá aplicar técnicas negociais com o objetivo de proporcionar ambiente favorável à autocomposição. 029. 029. (VUNESP/TJ-SC/JUIZ LEIGO/2018/ADAPTADA) O conciliador convencional orienta, mas não participa do conteúdo da decisão, sob pena de ferir sua imparcialidade na solução do conflito. 030. 030. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação não constitui técnica adequada para a solução de demandas contra a Fazenda Pública. 031. 031. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação constitui técnica de heterocomposição, uma vez que se caracteriza pela intervenção de um terceiro imparcial para auxiliar na resolução do conflito. 032. 032. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação é inaplicável diante de um conflito que verse sobre direito indisponível. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 37 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 033. 033. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação da forma como é regulamentada pelo Código de Processo Civil não é a técnica adequada para a solução de um conflito entre pessoas que não mantinham vínculo anterior. 034. 034. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação extrajudicial não encontra regulamentação na legislação federal em vigor, uma vez que ela cuida apenas da mediação de demandas judicializadas. 035. 035. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma diferença entre ambos é que a conciliação depende de que o conciliador nunca apresente sugestões, para não influenciar as partes no acordo. 036. 036. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma diferença entre ambos é que a conciliação conta com a habilidade do conciliador em apresentar sugestões impositivas ou vinculativas. 037. 037. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador tem uma função mais ativa de propor alternativas enquanto o mediador seria apenas um facilitador nas negociações entre os envolvidos. 038. 038. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O mediador está ligado a conflitos mais restritos enquanto o conciliador esta ligado a conflitos mais amplos ou de caráter multidimensional. 039. 039. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador adotaria uma postura mais passiva enquanto o mediador exerceria um papel mais ativo com vista à realização de acordo entre as partes. 040. 040. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador somente é acionado quando o mediador falha na sua função em construir o consenso entre os sujeitos envolvidos na situação. 041. 041. (FGV/CONDER/ANALISTA DE PROCESSOS SOCIAIS – ASSISTENTE SOCIAL/2013) Os conciliadores podem prestar serviços profissionais privados para uma das partes envolvida no processo de resolução de conflitos. 042. 042. (FCC/DPE-SP/AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – PSICÓLOGO/2010) Um meio de resolução de controvérsias, referentes a direitos patrimoniais disponíveis, no qual ocorre a intervenção O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 38 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira de um terceiro independente e imparcial, que recebe poderes de uma convenção para decidir por elas, sendo sua decisão equivalente a uma sentença judicial é denominado de Mediação. 043. 043. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) João e Rodrigo debatiam acerca das características da conciliação, mediação e da arbitragem. O primeiro afirmou que a arbitragem, diferentemente da conciliação e mediação, não admite a confidencialidade, pelo que os processos que versem sobre arbitragem sempre serão públicos. Rodrigo, por sua vez, apontou que a arbitragem que envolve a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. Sobre o caso acima, é correto afirmar que a) João está errado e Rodrigo está certo em sua afirmação. b) João e Rodrigo estão errados em suas afirmações. c) João e Rodrigo estão corretos em suas afirmações. d) João está certo e Rodrigo está errado em sua afirmação. e) João está parcialmente correto em sua afirmação, enquanto Rodrigo está errado em sua afirmação. 044. 044. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário.Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 045. 045. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública pode O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 39 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira utilizar-se da arbitragem, podendo convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes. 046. 046. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que além de poder fazer uso da arbitragem, o Estado X poderá incluir cláusula de confidencialidade em relação à futura arbitragem, de modo a proteger o interesse público. 047. 047. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública, embora lícita a submissão à arbitragem, não pode se valer da cláusula compromissória, mas apenas do compromisso arbitral. 048. 048. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais, ainda que indisponíveis. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 40 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 049. 049. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) O árbitro é juiz de fato e de direito, não dispondo, todavia, de poder coercitivo. 050. 050. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A Lei de Arbitragem (Lei n. 9.307/96, atualizada pela Lei n. 13.129/2015) disciplina a tutela provisória antes e depois de instituída a arbitragem. 051. 051. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A arbitragem que envolva entes da Administração Pública poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes. 052. 052. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem será o de mais elevada hierarquia na respectiva estrutura organizacional. 053. 053. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) Quanto aos aspectos subjetivo e objetivo, respectivamente, entes da Administração Pública direta e indireta podem dirimir seus conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis pela via arbitral. 054. 054. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/REAPLICAÇÃO MANAUS/2024) Santos move ação em face de Leopoldina, distribuída ao Juízo no qual o magistrado é o cunhado da ré. Logo após a distribuição, Santos foi informado de que a esposa do juiz era irmã da ré. No entanto, confiou nos comentários sobre a imparcialidade do julgador e preferiu nada alegar, de modo a evitar constrangimento. Depois de obter sentença desfavorável e inferir que o juiz foi parcial, Santos mudou de ideia. Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta. a) A ciência anterior sobre a afinidade, sem que tenha sido alegada na primeira oportunidade, induz à preclusão lógica e à impossibilidade de posterior arguição. b) Se o eventual apelo contra a sentença não alegar o vício, ocorrerá a preclusão temporal, e o problema não pode ser levantado depois. c) A situação de suspeição, descrita no enunciado, enseja apenas a possibilidade de preclusão consumativa. d) O vício é de impedimento e não há preclusão para alegá-lo. e) Ocorreu comportamento contraditório de Santos, que não pode mais alegar o vício, diante da conduta processual que adotou. 055. 055. (FGV/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO (TCE-PA)/ADMINISTRATIVA/DIREITO/2024) Marcos é Juiz de Direito atuante na 3ª Vara Cível da Comarca de Aparecida – SP. Recentemente, Marcos recebeu dois processos para apreciação inicial em seu gabinete: no primeiro, figurava como ré instituição de ensino da qual é professor empregado; no segundo, o advogado do autor possui inimizade com Marcos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 41 de 77gran.com.brDireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Em tal caso, é correto afirmar que a) Marcos é impedido de atuar em ambos os casos. b) Marcos é suspeito para atuar no primeiro processo e impedido de atuar no segundo. c) Marcos é suspeito para atuar nos dois processos. d) Marcos é impedido de atuar no primeiro processo e suspeito para atuar no segundo. e) Em ambos os processos, Marcos poderá se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, devendo declarar as razões para tanto. 056. 056. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/2º EXAME) Diante da suspeita de que Paulo deixaria de devolver o filho do ex-casal após a visita, Joana ajuizou ação de guarda unilateral com pedido de antecipação dos efeitos da tutela. Apresentadas as provas junto à inicial e ouvido o Ministério Público, Carlos, juiz competente para julgar a demanda, concedeu a tutela de urgência de modo a garantir a guarda unilateral em favor de Joana e marcou a audiência de conciliação entre os genitores. Na data designada, após o término da audiência sem acordo entre as partes, ao deixar o Fórum, Paulo abalroou o veículo dirigido por Carlos por desatenção, o que levou a uma calorosa discussão entre ambos. Após, o episódio, Carlos declarou sua suspeição, conforme disposição legal e determinou a remessa ao juízo substituto, ao passo que Paulo pugnou pela anulação da antecipação de tutela concedida ante a declaração exarada pelo magistrado. Sobre o pedido realizado por Paulo, à luz das disposições legais e da jurisprudência dominante sobre o tema, assinale a afirmativa correta. a) Deverá ser acolhido, considerando a flagrante inimizade existente entre o juiz e a parte. b) Deverá ser rejeitado, pois a causa da declaração se deu por ato praticado por Paulo. c) Deverá ser rejeitado, pois a declaração de suspeição pelo magistrado por motivos supervenientes não possui efeitos retroativos. d) Deverá ser acolhido, sendo certo que a manutenção da decisão prejudicará Paulo e decorreu da parcialidade do julgador. e) Deverá ser rejeitado, pois a remessa da ação ao juízo substituto e a ratificação dos atos anteriores é capaz de afastar a nulidade arguida. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 42 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira GABARITOGABARITO 1. b 2. c 3. c 4. b 5. d 6. d 7. c 8. a 9. E 10. E 11. E 12. E 13. C 14. E 15. E 16. E 17. E 18. C 19. E 20. C 21. C 22. C 23. E 24. C 25. E 26. C 27. E 28. E 29. E 30. E 31. E 32. E 33. C 34. E 35. E 36. E 37. C 38. E 39. E 40. E 41. E 42. E 43. a 44. C 45. E 46. E 47. E 48. E 49. C 50. C 51. E 52. E 53. C 54. d 55. d 56. c O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 43 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (FGV/2025/NACIONAL UNIFICADO/OAB/43º EXAME) João e Marina celebraram contrato de arrendamento com previsão de cláusula compromissória arbitral, na qual estipularam que qualquer disputa de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetida à arbitragem. Após desentendimentos acerca do cumprimento de uma das obrigações previstas em contrato, Marina resolveu ajuizar ação judicial contra João, na qual busca indenização pelos prejuízos que alega ter sofrido. Uma vez citado, João não apresentou contestação. Durante a fase instrutória, ao examinar o contrato celebrado entre as partes, o Magistrado do caso visualizou a existência de cláusula compromissória celebrada entre as partes. Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta. a) Caso João instaure procedimento arbitral contra Marina no curso da ação judicial ajuizada por ela, ambos terão seu caso julgado exclusivamente pelo Tribunal Arbitral. b) As partes terão seu caso julgado pela jurisdição estatal, tendo em vista que João não alegou convenção de arbitragem como preliminar de contestação, circunstância que representa renúncia à jurisdição arbitral. c) João deve arguir a existência de cláusula compromissória quando apresentar manifestação requerendo a produção de provas, por se tratar do momento apropriado para apontar a existência de cláusula compromissória no contrato celebrado entre as partes. d) João não precisa se manifestar nos autos acerca da existência de cláusula compromissória no contrato, pois cabe ao Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula e extinguir a ação sem resolução do mérito, uma vez que não tem competência para julgar o caso. A questão aborda um contrato de arrendamento entre João e Marina, que inclui uma cláusula compromissória arbitral. A alternativa correta é a letra b, que se baseia na Lei n. 9.307/1996, que regula a arbitragem no Brasil. a) Errada. O art.7º da Lei n. 9.307/1996 estabelece que, havendo cláusula compromissória, a parte interessada pode requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo e lavrar o compromisso arbitral. Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim. O erro da questão está nas palavras “ambos” e “exclusivamente”, já que a ação judicial continuará tramitando. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 44 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira b) Certa. O item está de acordo com o previsto no art. 337, § 6º do CPC. § 6º A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral. c) Errada. O momento correto é na preliminar de contestação, na forma do art. 337, X, do CPC. Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: X – convenção de arbitragem; d) Errada. Exige-se a manifestação de João nos autos no tocante à existência de cláusula compromissória no contrato. Tal fato se deve, pois não pode o Magistrado conhecer de ofício a existência de tal cláusula (art. 337, § 5º, CPC) e extinguir a ação sem resolução do mérito. Art. 337, § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. Letra b. 002. 002. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Durante campeonato oficial de judô promovido pela Federação de Judô do Estado Alfa, Fernando, um dos atletas inscritos, foi eliminado da competição esportiva em decorrência de uma decisão contestável da arbitragem que dirigiu a luta. Na qualidade de advogado(a) contratado(a) por Fernando, assinale a opção que apresenta a medida juridicamente adequada para o caso narrado. a) Fernando poderá ingressar com processo perante a justiça desportiva para contestar o resultado da luta e, uma vez esgotadas as instâncias desportivas e proferida decisão final sobre o caso, não poderá recorrer ao Poder Judiciário. b) Fernando poderá impugnar o resultado da luta perante o Poder Judiciário, independentemente de esgotamento das instâncias da justiça desportiva, em virtudedo princípio da inafastabilidade da jurisdição. c) Fernando, uma vez esgotadas as instâncias da justiça desportiva (que terá o prazo máximo de 60 dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final), poderá impugnar o teor da decisão perante o Poder Judiciário. d) A ordem jurídica, que adotou o princípio da unidade de jurisdição a partir da Constituição de 1988, passou a prever a exclusividade do Poder Judiciário para dirimir todas as questões que venham a ser judicializadas em território nacional, deslegitimando a atuação da justiça desportiva. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 45 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Trata-se de questão que envolve tema de direito constitucional e de direito processual civil, já que a inafastabilidade da jurisdição agora encontra previsão na Carta Maior e no CPC/2015. Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um, observados: I – a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento; II – a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento; III – o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional; IV – a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional. § 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei. § 2º A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final. § 3º O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social. Apesar da previsão no art. 5, XXXV, da Constituição Federal de que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”, temos algumas hipóteses em que ocorre a chamada instância administrativa de curso forçado. O que é isso? Trata-se de situação excepcional em que apenas após o esgotamento da instância administrativa o tema em debate pode ser levado ao Poder Judiciário. Um exemplo é exatamente o caso abordado na questão pela FGV: justiça desportiva. Vamos as alternativas: a) Errada. É possível recorrer ao Judiciário, em virtude da inafastabilidade da jurisdição, na forma do art. 217, § 1, da CF. b) Errada. Exige-se o esgotamento das instâncias. Como vimos é uma situação excepcional prevista na própria Constituição Federal. c) Certa. Esse é o nosso gabarito, já que encontra previsão no art. 217, § 1º, da CF. d) Errada. Não há exclusividade do Poder Judiciário e a justiça desportiva é um exemplo de situação que exige o esgotamento das vias administrativas. Letra c. 003. 003. (FGV/OAB/XXIII EXAME/2017) A multinacional estrangeira Computer Inc., com sede nos Estados Unidos, celebra contrato de prestação de serviços de informática com a sociedade empresarial Telecomunicações S/A, constituída de acordo com as leis brasileiras e com sede no Estado de Goiás. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 46 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Os serviços a serem prestados envolvem a instalação e a manutenção dos servidores localizados na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A. Ainda consta, no contrato celebrado entre as referidas pessoas jurídicas que eventuais litígios serão dirimidos, com exclusividade, perante a Corte Arbitral Alfa, situada no Brasil. Após discordâncias sobre o cumprimento de uma das cláusulas referentes à realização dos serviços, a multinacional Computer Inc. ingressa com demanda no foro arbitral contratualmente avençado. Com base no caso concreto, assinale a afirmativa correta. a) A cláusula compromissória prevista no contrato é nula de pleno direito, uma vez que o princípio da inafastabilidade da jurisdição, previsto constitucionalmente, impede que ações que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas por órgão que não integre o Poder Judiciário nacional. b) Caso a empresa Telecomunicações S/A ingresse com demanda perante a Vara Cível situada no Estado de Goiás, o juiz deverá resolver o mérito, ainda que a sociedade Computer Inc. alegue, em contestação, a existência de convenção de arbitragem prevista no instrumento contratual. c) Visando efetivar tutela provisória deferida em favor da multinacional Computer Inc., poderá ser expedida carta arbitral pela Corte Arbitral Alfa para que órgão do Poder Judiciário, com competência perante o Estado de Goiás, pratique atos de cooperação que importem na constrição provisória de bens na sede da sociedade empresarial Telecomunicações S/A, a fim de garantir a efetividade do provimento final. d) A sentença arbitral proferida pela Corte Arbitral Alfa configura título executivo extrajudicial, cuja execução poderá ser proposta no foro do lugar onde deva ser cumprida a obrigação. A questão versa sobre o tema arbitragem. A alternativa correta é a letra C, pois está de acordo com o art. 237, IV, do CPC. Vejamos: Art. 237. Será expedida carta: I – de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2º do art. 236; II – rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica internacional, relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro; III – precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado por órgão jurisdicional de competência territorial diversa; IV – arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, INCLUSIVE os que importem efetivação de tutela provisória. Parágrafo único. Se o ato relativo a processo em curso na justiça federal ou em tribunal superior houver de ser praticado em local onde não haja vara federal, a carta poderá ser dirigida ao juízo estadual da respectiva comarca. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 47 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira a) Errada. Admite-se a cláusula compromissória. O princípio da inafastabilidade da jurisdição não impede que ações que envolvam obrigações a serem cumpridas no Brasil sejam dirimidas por órgão que não integre o Poder Judiciário nacional. Cabe as partes envolvidas escolherem o meio mais adequado para a solução de conflitos. b) Errada. O magistrado, nessa hipótese, não deve resolver o mérito, na forma do art. 485, VII, do CPC/2015. Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; c) Certa. Já comentamos. d) Errada. Pegadinha muito boa! A sentença arbitral é título executivo JUDICIAL. Art. 53. É competente o foro: III – do lugar: d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; Art. 515. Sãotítulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título: VII – a sentença arbitral; Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante: III – o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo. Letra c. 004. 004. (FGV/OAB/XXIV EXAME/2017) O Supermercado “X” firmou contrato com a pessoa jurídica “Excelência” – sociedade empresária de renome – para que esta lhe prestasse assessoria estratégica e planejamento empresarial no processo de expansão de suas unidades por todo o país. Diante da discussão quanto ao cumprimento da prestação acordada, uma vez que o supermercado entendeu que o serviço fora prestado de forma deficiente, as partes se socorreram da arbitragem, em razão de expressa previsão do meio de solução de conflitos trazida no contrato. Na arbitragem, restou decidido que assistia razão ao supermercado, sendo a sociedade empresária “Excelência” condenada ao pagamento de indenização, além de multa de 30%. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta. a) Por se tratar de um título executivo extrajudicial, deve ser instaurado um processo de execução. b) Por se tratar de um título executivo judicial, será promovido segundo as regras do cumprimento de sentença. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 48 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira c) A sentença arbitral só poderá ser executada junto ao Poder Judiciário após ser confirmada em processo de conhecimento, quando adquire força de título executivo judicial. d) A sentença arbitral será executada segundo as regras do cumprimento de sentença, tendo em vista seu caráter de título executivo extrajudicial. a) Errada. Como vimos é título executivo JUDICIAL. b) Certa. Está de acordo com o art. 515 do CPC. Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título: VII – a sentença arbitral; c) Errada. É título executivo JUDICIAL e, por isso, não precisa de confirmação em processo de conhecimento. Já possui força de título executivo. d) Errada. Como vimos é título executivo JUDICIAL. Será executada por CUMPRIMENTO DE SENTENÇA sim. Letra b. 005. 005. (FGV/OAB/XXXIX EXAME/2023) A General Food é uma reconhecida sociedade empresária britânica do ramo de alimentos presidida, desde 2018, pelo brasileiro Rodrigo Bottas. Em 2021, o jornal “Folha de Londres” publicou uma série de reportagens apontando irregularidades na gestão de Rodrigo Bottas, que foi imediatamente afastado da sociedade empresária. Ato contínuo, a General Food investigou as irregularidades suscitadas pelo jornal e, após confirmá-las, instaurou arbitragem na Inglaterra para obter indenização pelos prejuízos causados por seu antigo executivo. Após regular participação de Rodrigo Bottas no referido procedimento, o Tribunal Arbitral proferiu sentença julgando procedente o pedido indenizatório da General Food. Como Rodrigo Bottas não tinha bens na Inglaterra, a General Food procurou um(a) advogado(a) para buscar informações sobre a possibilidade de executar a sentença arbitral estrangeira no Brasil. Na qualidade de advogado(a) da General Food, assinale a afirmativa correta. a) General Food deverá ajuizar ação de execução contra Rodrigo Bottas, uma vez que a sentença arbitral estrangeira é título executivo judicial. b) A General Food deverá instaurar arbitragem contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são admissíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil. c) A General Food deverá ajuizar ação indenizatória contra Rodrigo Bottas, uma vez que não são possíveis a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira no Brasil. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 49 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira d) A General Food deverá apresentar pedido de homologação da sentença arbitral estrangeira contra Rodrigo Bottas antes de executar a referida decisão no Brasil. O tema envolve a possibilidade ou não de homologação de decisão de sentença estrangeira. Geralmente, para ter eficácia no Brasil, exige-se a homologação da sentença estrangeira antes da sua execução, na forma do art. 961, caput, do CPC. Art. 961. A decisão estrangeira somente terá eficácia no Brasil após a homologação de sentença estrangeira ou a concessão do exequatur às cartas rogatórias, salvo disposição em sentido contrário de lei ou tratado. § 1º É passível de homologação a decisão judicial definitiva, bem como a decisão não judicial que, pela lei brasileira, teria natureza jurisdicional. § 2º A decisão estrangeira poderá ser homologada parcialmente. § 3º A autoridade judiciária brasileira poderá deferir pedidos de urgência e realizar atos de execução provisória no processo de homologação de decisão estrangeira. § 4º Haverá homologação de decisão estrangeira para fins de execução fiscal quando prevista em tratado ou em promessa de reciprocidade apresentada à autoridade brasileira. § 5º A sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. § 6º Na hipótese do § 5º, competirá a qualquer juiz examinar a validade da decisão, em caráter principal ou incidental, quando essa questão for suscitada em processo de sua competência. a) Errada. Primeiro tem que apresentar pedido de homologação de sentença estrangeira. Esse foi o erro da alternativa, já que isso não foi apontado. b) Errada. São admissíveis a homologação e a execução da sentença arbitral. Não é necessário instaurar a arbitragem. c) Errada. Não precisa ajuizar ação indenizatória, já que o ordenamento jurídico admite a homologação e a execução de sentença arbitral estrangeira. d) Certa. Esse é exatamente o teor do art. 961, caput, do CPC/2015. Letra d. 006. 006. (FGV/OAB/XXXIV EXAME/2022) Em ação declaratória de nulidade da sentença arbitral, a autora da ação, parte no juízo arbitral, alegou, como fundamento jurídico do pedido, (I) o fato de a sentença ter sido baseada apenas em regras de direito, (II) omitir a data e (III) o lugar em que foi proferida, requisitos formais da sentença, segundo ela. Na contestação, a outra parte (favorecida pela decisão), alegou que a omissão do lugar e da data são erros meramente materiais, supríveis por outros meios, como a convenção de arbitragem, onde se encontra estipulado o local da sede da arbitragem, e por documentos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 50 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira dos árbitros onde constam a data-limite para ser proferida a decisão. Assim, não se pode anular a sentença arbitral simplesmente por omissões supríveis. Quanto ao mérito e atentando para as disposições legais da sentença arbitral, assinale a afirmativa correta. a) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que a ausência da data e do lugar da arbitragem configura erro material, sanável pela produção de todos os meios de prova admitidos em direito.b) Os argumentos apresentados pela ré são procedentes, eis que é dispensável na sentença menção à data ou ao lugar em que foi proferida, sanável pelo conteúdo da convenção de arbitragem. c) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é necessário na sentença arbitral a data e o lugar em que foi proferida, exceto se os árbitros julgaram por equidade. d) Os argumentos apresentados pela autora são procedentes, eis que é nula a sentença arbitral que não contiver a data e o lugar em que foi proferida. a) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade. b) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade. c) Errada. A data e o lugar são requisitos obrigatórios que levam a nulidade, ainda que se trate de julgamento por equidade. Art. 26. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral: I – o relatório, que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio; II – os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as questões de fato e de direito, mencionando-se, expressamente, se os árbitros julgaram por equidade; III – o dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; e IV – a data e o lugar em que foi proferida. Parágrafo único. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. Caberá ao presidente do tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder ou não querer assinar a sentença, certificar tal fato. Art. 32. É nula a sentença arbitral se: III – não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei; Letra d. 007. 007. (FGV/OAB/XXXV EXAME/2022) No âmbito de um contrato de prestação de serviços celebrado entre as sociedades empresárias Infraestrutura S.A. e Campo Lindo S.A., foi prevista cláusula compromissória arbitral, na qual as partes acordaram que qualquer litígio de natureza patrimonial decorrente do contrato seria submetido a um tribunal arbitral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 51 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Surgido o conflito, e havendo resistência de Infraestrutura S.A. quanto à instituição da arbitragem, assinale a opção que representa a conduta que pode ser adotada por Campo Lindo S.A. a) Campo Lindo S.A. pode adotar medida coercitiva, mediante autorização do tribunal arbitral, para que Infraestrutura S.A. se submeta forçosamente ao procedimento arbitral, em respeito à cláusula compromissória firmada no contrato de prestação de serviço. b) Campo Lindo S.A. pode submeter o conflito à jurisdição arbitral, ainda que sem participação de Infraestrutura S.A., o qual será considerado revel e contra si presumir-se-ão verdadeiras todas as alegações de fato formuladas pelo requerente Campo Lindo S.A. c) Campo Lindo S.A. pode requerer a citação de Infraestrutura S.A. para comparecer em juízo no intuito de lavrar compromisso arbitral, designando o juiz audiência especial com esse fim. d) Campo Lindo S.A. pode ajuizar ação judicial contra Infraestrutura S.A., para que o Poder Judiciário resolva o mérito do conflito decorrente do contrato de prestação de serviço celebrado entre as partes. A questão deveria ter sido ANULADA. a) Errada. Não pode fazer isso. Como vimos, o que a empresa pode fazer é propor ação contra a outra empresa para lavrar o compromisso arbitral. b) Errada. Na ausência do réu à audiência será nomeado árbitro único. Lei n. 9.307/1996 Art. 7º, § 6º Não comparecendo o réu à audiência, caberá ao juiz, ouvido o autor, estatuir a respeito do conteúdo do compromisso, nomeando árbitro único. c) Certa. Traz a previsão do art. 7º da Lei 9.307/1996. Vejamos: Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim. d) A questão deveria ter sido anulada. Não há impedimento para Campo Lindo S.A ajuizar ação judicial. Temos o princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, da CF). Cabe a outra parte alegar em preliminar de contestação a convenção de arbitragem (art. 337, X, CPC). Caso não haja essa manifestação, temos a presunção de que as partes renunciaram ao juízo arbitral, não podendo o juiz. É vedado ao magistrado reconhecer de ofício a existência de tal convenção (art. 337, § 5º, CPC) e a controvérsia pode ser resolvida pelo Poder Judiciário. Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: X – convenção de arbitragem; O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 52 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. Letra c. 008. 008. (FGV/OAB/XXX EXAME/2019) Rolim Crespo, administrador da sociedade Indústrias Reunidas Novo Horizonte do Oeste Ltda., consultou sua advogada para lhe prestar orientação quanto à inserção de cláusula compromissória em um contrato que a pessoa jurídica pretende celebrar com uma operadora de planos de saúde empresariais. Pela leitura da proposta, verifica-se que não há margem para a negociação das cláusulas, por tratar-se de contrato padronizado, aplicado a todos os aderentes. Quanto à cláusula compromissória inserida nesse contrato, assinale a opção que apresenta a orientação dada pela advogada. a) É necessária a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula. b) É nula de pleno direito, por subtrair do aderente o direito fundamental de acesso à justiça, e o contrato não deve ser assinado. c) Somente será eficaz se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, e, como a iniciativa foi do proponente e unilateral, ela é nula. d) Somente será eficaz se houver a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer forma de manifestação da vontade em documento anexo ou, simplesmente, com o visto para essa cláusula. a) Certa. Trata-se do disposto no art. 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/1996. Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato. § 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira. § 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula. b) Errada. Não é uma cláusula nula. Exige-se, entretanto, a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 53 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Políticapara ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 6 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Segundo Sergio Bermudes1, são meios de composição de lides: autocomposição (abdicação e transação), autotutela, atividade estatal ( jurisdição). A abdicação ocorre quando estamos diante de uma renúncia. A transação, por sua vez, é verificada quando a renúncia é apenas parcial e decorre de mútuas concessões feitas pelos litigantes (partes em conflito). São consideradas como modalidades de autocomposição, pois a prevenção ou solução do conflito decorre das próprias partes envolvidas nele. Por outro lado, na heterocomposição, as partes convencionam um terceiro para decidir a lide. A autotutela (valer-se da força para resolver os litígios) é admitida no ordenamento jurídico pátrio apenas excepcionalmente. A título de exemplificação, citamos o art. 25 do Código Penal e o art. 1.210, § 1º, do Código Civil. Código Penal. Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984) (Vide ADPF 779) Parágrafo único. Observados os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes. (Incluído pela Lei n. 13.964, de 2019) (Vide ADPF 779) Código Civil Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado. § 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse. § 2º Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa. A jurisdição, por sua vez, encontra previsão no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal que aborda o princípio da inafastabilidade de jurisdição. O art. 3º, § 3º, do CPC/2015 traz a obrigatoriedade de os juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público estimularem a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos, inclusive no curso do processo judicial. A mediação pode ocorrer tanto judicial quanto extrajudicialmente, na forma dos artigos 9 ao 13 da Lei 13.140/2015. A mediação é orientada pelos seguintes princípios: imparcialidade do mediador; isonomia entre as partes; oralidade; informalidade; autonomia da vontade das partes; busca do consenso; confidencialidade; boa-fé (art. 2º da Lei 13.140/2015). DICA Mnemônico sobre os princípios que regem a mediação I3AOCB2 1 Página 12. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 7 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Imparcialidade do mediador Isonomia entre as partes Informalidade Autonomia da vontade das partes Oralidade Confidencialidade Boa-fé Busca do consenso É importante alertar que pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação, na forma do art. 3º, caput, da Lei n. 13.140/2015. Uma pegadinha comum de provas é mencionar que os direitos indisponíveis não podem ser objeto de mediação. Vimos que isso está errado, já que os direitos indisponíveis que admitem transação podem ser objeto de mediação. Ademais, a mediação pode versar sobre todo o conflito ou apenas parte dele. No caso dos direitos indisponíveis, mas que admitem transação, o consenso das partes deve ser homologado em juízo, exigindo-se a oitiva do Ministério Público (art. 3º, § 2º, da Lei 13.140/2015). O mediador será designado pelo Tribunal ou escolhido pelas partes. A sua função é conduzir o procedimento buscando o consenso e facilitando a resolução da lide. Aos necessitados é assegurada a gratuidade da mediação. Ademais, os mediadores se submetem as hipóteses legais de impedimento e de suspeição de magistrado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 8 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Impedimentos Suspeição Art. 144. Há impedimento do juiz, SENDO-LHE VEDADO exercer suas funções no processo: I – em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; II – de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão; III – quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, EM LINHA RETA OU COLATERAL, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE; IV – quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo ou afim, EM LINHA RETA OU COLATERAL, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE; V – quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; VI – quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; VII – em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; VIII – em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, EM LINHA RETA OU COLATERAL, ATÉ O TERCEIRO GRAU, INCLUSIVE, MESMO QUE PATROCINADO POR ADVOGADO DE OUTRO ESCRITÓRIO; (Vide ADI 5953) IX – quando promover ação contra a parte ou seu advogado. § 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o advogado ou o membro do Ministério Público JÁ INTEGRAVA O PROCESSO ANTES do início da atividade judicante do juiz. § 2º É VEDADA a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz. § 3º O impedimento previsto no inciso III TAMBÉM SE VERIFICA no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, MESMO QUE NÃO INTERVENHA DIRETAMENTE NO PROCESSO. Art. 145. Há suspeição do juiz: I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II – que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio; III – quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV – interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. § 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito POR MOTIVO DE FORO ÍNTIMO, sem necessidade de declarar suas razões. § 2º SERÁ ILEGÍTIMA a alegação de suspeição quando: I – houver sido provocada por quem a alega; II – a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido. Você sabe que examinador adora os prazos, né? Então memoriza aí o prazo e o marco temporal para não cairde Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira c) Errada. Também é eficaz se o aderente concordar expressamente com a cláusula compromissória, na forma do dispositivo já mencionado. D) Somente será eficaz se houver a assinatura do aderente no contrato, vedada qualquer forma de manifestação da vontade em documento anexo ou, simplesmente, com o visto para essa cláusula. d) Errada. Não é vedada essa manifestação de vontade. Exige-se, na verdade, a concordância expressa e por escrito do aderente com a sua instituição, em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou o visto para essa cláusula. Letra a. 009. 009. (CEBRASPE/ADVOGADO DA UNIÃO/2023/ADAPTADA) A mediação, a conciliação e a arbitragem são métodos autocompositivos de solução de conflitos admitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. Mediação e conciliação são métodos autocompositivos. Já a arbitragem é um exemplo de um método heterocompositivo de solução de conflitos. Todos são admitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. Errado. 010. 010. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Mediação e conciliação são formas adequadas de resolução de controvérsias por meio das quais um terceiro intervém para auxiliar as partes a chegar a uma composição consensual e negociada do litígio, devendo, para tanto, propor uma solução justa para o caso concreto. Apenas os conciliadores podem sugerir soluções para os conflitos. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, IDENTIFICAR, POR SI PRÓPRIOS, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 54 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 011. 011. (CEBRASPE/FINEP/ANALISTA/2024/ADAPTADA) Autotutela é o meio de solução de conflitos pela imposição da vontade de uma das partes e o consequente sacrifício do interesse da parte adversa, o que é absolutamente vedado no direito brasileiro — sua prática constitui, inclusive, crime de exercício arbitrário das próprias razões. A autotutela não é absolutamente vedada no ordenamento jurídico brasileiro. Há exceções autorizadas, tais como o desforço imediato do possuidor, no caso de violência a sua posse (art. 1.210, § 1º, Código Civil) e a legítima defesa (art. 188, I, Código Civil). Errado. 012. 012. (CEBRASPE/TCE-PE/ANALISTA DE GESTÃO/2017) Com relação à jurisdição e ao poder jurisdicional, julgue o item. No direito brasileiro, a arbitragem deve ser qualificada como um equivalente jurisdicional. Gabarito DA BANCA EXAMINADORA: Errado. Deixo aqui minha crítica a esse tipo de questão em prova objetiva, mais especificamente nas provas estilo certo e errado. A crítica se deve ao fato de a banca examinadora ter escolhido um tema controvertido para inserir numa prova de concurso. Conforme mencionamos na exposição do conteúdo, há autores que entendem que a arbitragem é um equivalente jurisdicional e outros entendem exatamente o contrário. Dessa forma, a meu ver, esse tipo de questão merece cobrança apenas em provas discursivas (ou até em prova oral), pois há como você expor a controvérsia para o examinador. Errado. 013. 013. (CEBRASPE/TRF – 5ª REGIÃO/JUIZ FEDERAL/2017/ADAPTADA) A arbitragem poderá ser utilizada em litígio que envolva entes integrantes da administração pública e, nesses casos, eventual decisão que condene a fazenda pública não se submeterá ao reexame necessário. Não há dúvidas sobre a possibilidade de arbitragem envolvendo a Administração Pública, na forma do art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996. Art. 1º, § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Quanto a ausência de reexame necessário, cumpre mencionar que não há previsão na lei 9.307/1996. Além disso, há enunciado do Fórum Permanente de Processualistas Civis nesse sentido de inadmissibilidade de remessa necessária. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 55 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira JURISPRUDÊNCIA Enunciado n. 164 do Fórum Permanente de Processualistas Civis – FPPC: “A sentença arbitral contra a Fazenda Pública não está sujeita à remessa necessária”. Certo. 014. 014. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, o magistrado poderá, de ofício, reconhecer a existência de convenção de arbitragem e extinguir o processo sem resolução do mérito, se o litígio referente ao contrato também for levado ao Poder Judiciário. Não pode reconhecer de ofício. Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: X – convenção de arbitragem; § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. Errado. 015. 015. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, em eventual execução judicial de sentença arbitral, será vedado ao réu arguir nulidade da decisão arbitral por meio de impugnação ao cumprimento de sentença, devendo o interessado utilizar ação própria para esse fim. Não é vedado arguir a nulidade na impugnação ao cumprimento de sentença. Art. 1.061. O § 3º do art. 33 da Lei n. 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem), passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 33....................................................................... O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 56 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira ............................................................................................. § 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral TAMBÉM PODERÁ SER REQUERIDA na impugnação ao cumprimento da sentença,nos termos dos arts. 525 e seguintes do Código de Processo Civil, se houver execução judicial.” (NR) Errado. 016. 016. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, as partes não estarão obrigadas a se submeter a esse procedimento, uma vez que a convenção de arbitragem é nula, por excluir da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. A convenção de arbitragem não é nula por violação ao princípio da inafastabilidade da jurisdição. Cabe as partes escolherem o meio mais adequado para a resolução dos conflitos. Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei. Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. Errado. 017. 017. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, a opção feita pelas partes pela arbitragem deverá ser considerada legítima, e a sentença do árbitro, título executivo extrajudicial, conforme o CPC. De fato, a opção é legítima. O erro da questão foi trocar a natureza jurídica da sentença arbitral. Trata-se de título executivo JUDICIAL. Art. 515. São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste Título: VII – a sentença arbitral; Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 57 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 018. 018. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2017/ADAPTADA) Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, eventual cumprimento de carta arbitral no Poder Judiciário, referente ao caso, deverá tramitar em segredo de justiça, se houver comprovação de confidencialidade da arbitragem. O previsto está de acordo com o art. 189, IV, do CPC. Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. JURISPRUDÊNCIA Enunciado 13 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: “O disposto no inciso IV do art. 189 abrange todo e qualquer ato judicial relacionado à arbitragem, desde que a confidencialidade seja comprovada perante o Poder Judiciário, ressalvada em qualquer caso a divulgação das decisões, preservada a identidade das partes e os fatos da causa que as identifiquem”. Certo. 019. 019. (CEBRASPE/PROCURADOR DO ESTADO DO PARÁ/2023/ADAPTADA) A conciliação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser buscados preferencialmente por advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, no início do processo judicial, cabendo ao juiz estimular a mediação, inclusive no curso do processo judicial. Devem ser estimulados INCLUSIVE no curso do processo judicial. Os erros da alternativa, portanto, são: “preferencialmente” e “no início do processo judicial”. Art. 3º, § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe: V – promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores e mediadores judiciais; Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 58 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 020. 020. (CEBRASPE/TJ-SC/NOTÁRIO E REGISTRADOR – PROVIMENTO/2023/ADAPTADA) É hipótese de matéria de defesa do réu que não pode ser conhecida de ofício pelo magistrado: convenção de arbitragem pactuada entre as partes. De fato, não pode o magistrado conhecer de ofício a convenção de arbitragem. Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: X – convenção de arbitragem; § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. Certo. 021. 021. (CEBRASPE/PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA/2018/ADAPTADA) Se não forem arguidas pelo réu em preliminar de contestação, ficarão sujeitas à preclusão: convenção de arbitragem e nulidade de citação. Gabarito DA BANCA EXAMINADORA: Correta. A banca examinadora considerou que a nulidade de citação ao não ser arguida leva a preclusão. Discordo desse entendimento, já que se trata de matéria de ordem pública que pode ser reconhecida de ofício pelo juiz (art. 337, § 5º, CPC). Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: I – inexistência ou nulidade da citação; § 5º Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. A convenção de arbitragem, por sua vez, não alegada leva a preclusão. Certo. 022. 022. (CEBRASPE/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO – APOIO JURÍDICO/2018) A existência de convenção de arbitragem acarreta a extinção do processo sem resolução do mérito. Quando há convenção de arbitragem e a parte alega isso em contestação, o magistrado não resolve o mérito, na forma do art. 485, VII, do CPC. Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VII – acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 59 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 023. 023. (CEBRASPE/TJ-PA/JUIZ ESTADUAL/2019/ADAPTADA) Como via não judicial de solução do conflito em controvérsia com particulares, é possível aplicar à administração pública, por compatibilidade com a indisponibilidade do interesse público, a conciliação e a arbitragem, mas não a mediação. Pode a Administração Pública se valer de conciliação, mediação e arbitragem. Lei n. 9.307/1996. Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública diretapara a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. CPC. Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito administrativo, tais como: I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública; II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no âmbito da administração pública; III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta. Errado. 024. 024. (CEBRASPE/SEFAZ-SE/AUDITOR TÉCNICO DE TRIBUTOS – CURSO DE PREPARAÇÃO/2022) Na arbitragem, o expert assume o papel de agente principal na condução do litígio, ocupando a função que caberia ao magistrado caso uma das partes viesse a optar por obter a solução do litígio por via judicial. O árbitro é um terceiro imparcial que vai solucionar o litígio. Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Certo. 025. 025. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 60 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira A recomendação de Larissa só terá sentido até a propositura de eventual demanda judicial, já que a adoção de meios consensuais de solução de controvérsias não deve ser estimulada no curso de processos judiciais. Meios consensuais de solução de controvérsias devem ser estimulados INCLUSIVE no curso de processos judiciais. Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei. § 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos. § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. Errado. 026. 026. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. Lídia auxiliará os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si mesmos, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. O mediador não sugere a solução para o litígio. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Certo. 027. 027. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 61 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Caso aceitem a recomendação mas, apesar da tentativa, não celebrem acordo, Lídia poderá testemunhar em futuras demandas judiciais sobre fatos ou elementos oriundos da mediação. Há vedação na Lei n. 13.140/20145. LEI N. 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015. Art. 7º O mediador não poderá atuar como árbitro nem funcionar como testemunha em processos judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito em que tenha atuado como mediador. Errado. 028. 028. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ ESTADUAL/2023/ADAPTADA) José, na última acirrada discussão com sua vizinha Eunice, afirmou que a demandará judicialmente. Larissa, amiga de ambos, recomendou que busquem resolver suas diferenças com a contribuição da mediadora Lídia. Lídia não poderá aplicar técnicas negociais com o objetivo de proporcionar ambiente favorável à autocomposição. A aplicação de técnicas negociais é admitida, na forma do art. 166, § 3º, do CPC. Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. § 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação das partes. § 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. § 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar ambiente favorável à autocomposição. § 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais. Errado. 029. 029. (VUNESP/TJ-SC/JUIZ LEIGO/2018/ADAPTADA) O conciliador convencional orienta, mas não participa do conteúdo da decisão, sob pena de ferir sua imparcialidade na solução do conflito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 62 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira O conciliador pode sugerir soluções para o litígio. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador,que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. 030. 030. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação não constitui técnica adequada para a solução de demandas contra a Fazenda Pública. A mediação é aplicável a Fazenda Pública. Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei. § 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos. § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito administrativo, tais como: I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública; II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no âmbito da administração pública; III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta. Art. 175. As disposições desta Seção não excluem outras formas de conciliação e mediação extrajudiciais vinculadas a órgãos institucionais ou realizadas por intermédio de profissionais independentes, que poderão ser regulamentadas por lei específica. Parágrafo único. Os dispositivos desta Seção aplicam-se, no que couber, às câmaras privadas de conciliação e mediação. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 63 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 031. 031. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação constitui técnica de heterocomposição, uma vez que se caracteriza pela intervenção de um terceiro imparcial para auxiliar na resolução do conflito. A mediação é técnica de AUTOCOMPOSIÇÃO. Tanto a mediação quanto a conciliação possuem um terceiro imparcial para auxiliar na solução do conflito. É importante que você memorize as diferenças entre o conciliador e o mediador. Errado. 032. 032. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação é inaplicável diante de um conflito que verse sobre direito indisponível. Questão muito boa e que confunde muitos alunos. O fato de ser um direito indisponível não inviabiliza a mediação. Isso ocorre porque pode ser objeto de mediação conflitos que versem sobre direitos disponíveis ou indisponíveis desde que admitam transação. Art. 3º Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação. § 1º A mediação pode versar sobre todo o conflito ou parte dele. § 2º O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público. Errado. 033. 033. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação da forma como é regulamentada pelo Código de Processo Civil não é a técnica adequada para a solução de um conflito entre pessoas que não mantinham vínculo anterior. Nessa hipótese, o conciliador é o adequado. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 64 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 034. 034. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO/2018/ADAPTADA) A mediação extrajudicial não encontra regulamentação na legislação federal em vigor, uma vez que ela cuida apenas da mediação de demandas judicializadas. Há previsão legal para mediação extrajudicial. Lei n. 13.140/2015 Art. 9º Poderá funcionar como mediador extrajudicial qualquer pessoa capaz que tenha a confiança das partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar qualquer tipo de conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se. Art. 10. As partes poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos. Parágrafo único. Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, o mediador suspenderá o procedimento, até que todas estejam devidamente assistidas. Errado. 035. 035. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma diferença entre ambos é que a conciliação depende de que o conciliador nunca apresente sugestões, para não influenciar as partes no acordo. O conciliador pode apresentar sugestões. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, PODERÁ SUGERIR SOLUÇÕES PARA O LITÍGIO, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 65 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 036. 036. (FCC/TRF – 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA/2014/ADAPTADA) Dentre os métodos alternativos de resolução de conflitos estão a conciliação e a mediação. Uma diferença entre ambos é que a conciliação conta com a habilidade do conciliador em apresentar sugestões impositivas ou vinculativas. É o árbitro que pode apresentar sugestões impositivas ou vinculativas. Errado. 037. 037. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador tem uma função mais ativa de propor alternativas enquanto o mediador seria apenas um facilitador nas negociações entre os envolvidos. A alternativa está de acordocom o CPC. Novamente recomendo a memorização desses detalhes que envolvem a diferença entre conciliador e mediador. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Certo. 038. 038. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O mediador está ligado a conflitos mais restritos enquanto o conciliador esta ligado a conflitos mais amplos ou de caráter multidimensional. Não há essa delimitação. Veja o art. 165 do CPC. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 66 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. 039. 039. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador adotaria uma postura mais passiva enquanto o mediador exerceria um papel mais ativo com vista à realização de acordo entre as partes. Houve confusão nos conceitos de conciliador e mediador. Quem tem postura mais passiva é o mediador, já que o conciliador pode sugerir soluções para o litígio. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. 040. 040. (FGV/TJ-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO – SERVIÇO SOCIAL/2013) O conciliador somente é acionado quando o mediador falha na sua função em construir o consenso entre os sujeitos envolvidos na situação. Não há previsão nesse sentido. A atuação do mediador e do conciliador são distintas. Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 67 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. 041. 041. (FGV/CONDER/ANALISTA DE PROCESSOS SOCIAIS – ASSISTENTE SOCIAL/2013) Os conciliadores podem prestar serviços profissionais privados para uma das partes envolvida no processo de resolução de conflitos. Tanto a conciliação quanto a mediação são informadas pelo princípio da imparcialidade. Dessa forma, é vedado a prestação de serviços profissionais privados a uma das partes envolvidas. Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. § 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação das partes. § 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. § 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar ambiente favorável à autocomposição. § 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais. Errado. 042. 042. (FCC/DPE-SP/AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – PSICÓLOGO/2010) Um meio de resolução de controvérsias, referentes a direitos patrimoniais disponíveis, no qual ocorre a intervenção de um terceiro independente e imparcial, que recebe poderes de uma convenção para decidir por elas, sendo sua decisão equivalente a uma sentença judicial é denominado de Mediação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 68 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Isso, na verdade, está se referindoà arbitragem. Conciliador Mediador § 2º O conci l iador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. Errado. 043. 043. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) João e Rodrigo debatiam acerca das características da conciliação, mediação e da arbitragem. O primeiro afirmou que a arbitragem, diferentemente da conciliação e mediação, não admite a confidencialidade, pelo que os processos que versem sobre arbitragem sempre serão públicos. Rodrigo, por sua vez, apontou que a arbitragem que envolve a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. Sobre o caso acima, é correto afirmar que a) João está errado e Rodrigo está certo em sua afirmação. b) João e Rodrigo estão errados em suas afirmações. c) João e Rodrigo estão corretos em suas afirmações. d) João está certo e Rodrigo está errado em sua afirmação. e) João está parcialmente correto em sua afirmação, enquanto Rodrigo está errado em sua afirmação. A arbitragem, a conciliação, a mediação admitem a confidencialidade. Assim, João está errado. CPC Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. Lei n. 9.307/1996 Art. 22-A, Parágrafo único. No cumprimento da carta arbitral será observado o segredo de justiça, desde que comprovada a confidencialidade estipulada na arbitragem. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Quanto ao alegado pelo Rodrigo, temos que está correto, pois de acordo com o art. 2, § 3, da Lei 9.307/1996. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 69 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Lei n. 9.307/1996 Art. 2º, § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Letra a. 044. 044. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. A alternativa está de acordo com o art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996. Art. 1º, § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Certo. 045. 045. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública pode utilizar-se da arbitragem, podendo convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 70 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Há vedação no art. 2º, § 3º, da Lei n. 9.307/1996. § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Errado. 046. 046. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que além de poder fazer uso da arbitragem, o Estado X poderá incluir cláusula de confidencialidade em relação à futura arbitragem, de modo a proteger o interesse público. Deve respeitar o princípio da publicidade. § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Errado. 047. 047. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública, embora lícita a submissão à arbitragem, não pode se valer da cláusula compromissória, mas apenas do compromisso arbitral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 71 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Pode se valer tanto da cláusula compromissória quanto do compromisso arbitral. Art. 3º As partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convençãode arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral. Errado. 048. 048. (FGV/TJ-RJ/MEDIADOR JUDICIAL/2024) O Estado X planeja conceder o serviço público de transporte metroviário. Após algumas conversas entre a Secretaria de Transportes e a Procuradoria-Geral do Estado, o órgão de assessoramento jurídico opinou pela inclusão de cláusula compromissória no futuro contrato de concessão, naquilo que concerne ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. O Secretário de Transportes, porém, está desconfortável em incluir a referida cláusula no contrato de concessão, por ter dúvidas se a Administração Pública pode fazer uso da arbitragem. Assim, ele consulta você, assessor jurídico da Pasta, para se manifestar sobre a questão. Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que Ao responder à consulta, será certo apontar ao Secretário que a administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais, ainda que indisponíveis. Apenas direitos patrimoniais disponíveis. Lei n. 9.307/1996 Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Errado. 049. 049. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) O árbitro é juiz de fato e de direito, não dispondo, todavia, de poder coercitivo. De fato, não há poder coercitivo ao árbitro. Trata-se de título executivo JUDICIAL. Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Art. 31. A sentença arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e, sendo condenatória, constitui título executivo. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 72 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 050. 050. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A Lei de Arbitragem (Lei n. 9.307/96, atualizada pela Lei n. 13.129/2015) disciplina a tutela provisória antes e depois de instituída a arbitragem. Trata-se do disposto nos artigos 22-A e 22-B da Lei n. 9.307/1996. Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação da respectiva decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida cautelar ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único. Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência será requerida diretamente aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Certo. 051. 051. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A arbitragem que envolva entes da Administração Pública poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes. A arbitragem é sempre de direito. Art. 2º, § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) Errado. 052. 052. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem será o de mais elevada hierarquia na respectiva estrutura organizacional. A autoridade competente é a mesma para a realização de acordos ou transações. Art. 1º, § 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 73 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira 053. 053. (FGV/PREF. SJC/PROCURADOR/2024) Quanto aos aspectos subjetivo e objetivo, respectivamente, entes da Administração Pública direta e indireta podem dirimir seus conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis pela via arbitral. Aspecto subjetivo está relacionado aos sujeitos que podem se valer da via arbitral. Aspectos objetivos são relacionados ao objeto, ou seja, o que pode ser levado a análise da arbitragem. A alternativa trouxe o conteúdo do art. 1º, § 1º, da Lei 9.307/1996. Vejamos: Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Certo. 054. 054. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/REAPLICAÇÃO MANAUS/2024) Santos move ação em face de Leopoldina, distribuída ao Juízo no qual o magistrado é o cunhado da ré. Logo após a distribuição, Santos foi informado de que a esposa do juiz era irmã da ré. No entanto, confiou nos comentários sobre a imparcialidade do julgador e preferiu nada alegar, de modo a evitar constrangimento. Depois de obter sentença desfavorável e inferir que o juiz foi parcial, Santos mudou de ideia. Sobre a hipótese narrada, assinale a afirmativa correta. a) A ciência anterior sobre a afinidade, sem que tenha sido alegada na primeira oportunidade, induz à preclusão lógica e à impossibilidade de posterior arguição. b) Se o eventual apelo contra a sentença não alegar o vício, ocorrerá a preclusão temporal, e o problema não pode ser levantado depois. c) A situação de suspeição, descrita no enunciado, enseja apenas a possibilidade de preclusão consumativa. d) O vício é de impedimento e não há preclusão para alegá-lo. e) Ocorreu comportamento contraditório de Santos, que não pode mais alegar o vício, diante da conduta processual que adotou. a) Errada. Como vimos, não há preclusão nessa hipótese. Importante lembrar que a preclusão lógica ocorre quando é praticado um ato incompatível com outro praticado anteriormente. b) Errada. Já vimos que não há preclusão. Podendo ser arguido a qualquer tempo. c) Errada. Não é caso de suspeição, mas sim de impedimento, conforme já demonstramos. d) Certa. O caso concreto traz uma das hipóteses de impedimento prevista no art. 144. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 74 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: III – quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; E, de fato, nãohá preclusão nessa alegação. Nesse sentido, citamos Elpidio Donizetti: Os impedimentos taxativamente obstaculizam o exercício da jurisdição contenciosa ou voluntária, podendo ser arguidos no processo a qualquer tempo, com reflexos, inclusive, na coisa julgada, vez que, mesmo após o trânsito em julgado da sentença, pode a parte prejudicada rescindir a decisão (art. 966, II). Por ser o não impedimento requisito de validade subjetivo do processo em relação ao juiz, ele se consubstancia em autêntica questão de ordem pública, cognoscível em qualquer tempo ou grau de jurisdição. A suspeição, embora constitua pressuposto processual de validade, se não arguida no momento oportuno, é envolvida pela coisa julgada. e) Errada. É o caso de impedimento que pode ser alegado a qualquer tempo. Nesse sentido, citamos Elpidio Donizetti: Os impedimentos taxativamente obstaculizam o exercício da jurisdição contenciosa ou voluntária, podendo ser arguidos no processo a qualquer tempo, com reflexos, inclusive, na coisa julgada, vez que, mesmo após o trânsito em julgado da sentença, pode a parte prejudicada rescindir a decisão (art. 966, II). Por ser o não impedimento requisito de validade subjetivo do processo em relação ao juiz, ele se consubstancia em autêntica questão de ordem pública, cognoscível em qualquer tempo ou grau de jurisdição. A suspeição, embora constitua pressuposto processual de validade, se não arguida no momento oportuno, é envolvida pela coisa julgada. Letra d. 055. 055. (FGV/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO (TCE-PA)/ADMINISTRATIVA/DIREITO/2024) Marcos é Juiz de Direito atuante na 3ª Vara Cível da Comarca de Aparecida – SP. Recentemente, Marcos recebeu dois processos para apreciação inicial em seu gabinete: no primeiro, figurava como ré instituição de ensino da qual é professor empregado; no segundo, o advogado do autor possui inimizade com Marcos. Em tal caso, é correto afirmar que a) Marcos é impedido de atuar em ambos os casos. b) Marcos é suspeito para atuar no primeiro processo e impedido de atuar no segundo. c) Marcos é suspeito para atuar nos dois processos. d) Marcos é impedido de atuar no primeiro processo e suspeito para atuar no segundo. e) Em ambos os processos, Marcos poderá se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, devendo declarar as razões para tanto. No primeiro caso, temos o impedimento. E no outro, a suspeição. Memorize cada uma das hipóteses, pois isso costuma ser muito cobrado nas provas de OAB e até mesmo de concurso! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 75 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Primeiro processo Segundo processo Impedimento Suspeição Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: ... VII – em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; Art. 145. Há suspeição do juiz: I – amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; Letra d. 056. 056. (FGV/MAGISTRATURA (ENAM)/2º EXAME) Diante da suspeita de que Paulo deixaria de devolver o filho do ex-casal após a visita, Joana ajuizou ação de guarda unilateral com pedido de antecipação dos efeitos da tutela. Apresentadas as provas junto à inicial e ouvido o Ministério Público, Carlos, juiz competente para julgar a demanda, concedeu a tutela de urgência de modo a garantir a guarda unilateral em favor de Joana e marcou a audiência de conciliação entre os genitores. Na data designada, após o término da audiência sem acordo entre as partes, ao deixar o Fórum, Paulo abalroou o veículo dirigido por Carlos por desatenção, o que levou a uma calorosa discussão entre ambos. Após, o episódio, Carlos declarou sua suspeição, conforme disposição legal e determinou a remessa ao juízo substituto, ao passo que Paulo pugnou pela anulação da antecipação de tutela concedida ante a declaração exarada pelo magistrado. Sobre o pedido realizado por Paulo, à luz das disposições legais e da jurisprudência dominante sobre o tema, assinale a afirmativa correta. a) Deverá ser acolhido, considerando a flagrante inimizade existente entre o juiz e a parte. b) Deverá ser rejeitado, pois a causa da declaração se deu por ato praticado por Paulo. c) Deverá ser rejeitado, pois a declaração de suspeição pelo magistrado por motivos supervenientes não possui efeitos retroativos. d) Deverá ser acolhido, sendo certo que a manutenção da decisão prejudicará Paulo e decorreu da parcialidade do julgador. e) Deverá ser rejeitado, pois a remessa da ação ao juízo substituto e a ratificação dos atos anteriores é capaz de afastar a nulidade arguida. a) Errada. A suspeição foi por ato superveniente. E, como vimos, não teremos efeitos retroativos. b) Errada. Deve ser rejeitado, pelo fato de não ter efeito retroativo nesse caso. c) Certa. O pedido deve ser rejeitado, já que houve suspeição em virtude de um acontecimento posterior. Além disso, nessa hipótese, a declaração de suspeição não terá efeitos retroativos. Isso já foi decidido pelo STJ. Vejamos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 76 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira JURISPRUDÊNCIA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO DE ORDEM. ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO DO RELATOR. AFIRMAÇÃO DE SUSPEIÇÃO, PELO RELATOR, POR MOTIVO SUPERVENIENTE. IRRETROATIVIDADE. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE ANULAÇÃO DE TODOS OS ATOS ANTERIORMENTE PRATICADOS. PRECEDENTES DO STJ. I – Petição na qual o requerente busca a anulação de todos os atos processuais anteriormente praticados no processamento do presente Recurso Especial, em virtude da posterior declaração de suspeição, pelo Relator originário, por motivo superveniente. II – Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a declaração pelo magistrado de suspeição por motivo superveniente não tem efeitos retroativos, não importando em nulidade dos atos processuais praticados em momento anterior ao fato ensejador da suspeição; (STJ, AgRg no AResp n. 763.510/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 05/11/2015). Em igual sentido: RHC 43.787/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, DJe de 19/10/2015; RMS 33.456/PE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 16/05/2011; RHC 19.853/SC, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, SEXTA TURMA, DJe de 04/08/2008. III – Indeferido o pedido de anulação de todos os atos praticados anteriormente à afirmação de suspeição, pelo Relator, por motivo superveniente. (PET no REsp 1339313/RJ, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, Rel. p/ Acórdão Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/04/2016, DJe 09/08/2016)7 d) Errada. Como vimos, será rejeitado. e) Errada. Será rejeitado, pois não terá efeitos retroativos. Letra c. Bons estudos e até a próxima! 7 Suspeição por motivo superveniente não anula atos processuais anteriores – Buscador Dizer o Direito, visualizado em 26.04.2025. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Abra caminhos crie futuros gran.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução,cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Decisões Importantes Momento Lei Seca Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentadoem pegadinha rs. Após a última audiência em que atuar como mediador, pelo prazo de um ano ficará impedido de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes (art. 6º da Lei 13.140/2015). Vejamos, agora, os dispositivos legais referentes a possibilidade de mediadores extrajudiciais e judiciais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 9 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Subseção II Dos Mediadores Extrajudiciais Art. 9º PODERÁ FUNCIONAR como mediador extrajudicial qualquer pessoa capaz que tenha a confiança das partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar qualquer tipo de conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se. Art. 10. As partes PODERÃO ser assistidas por advogados ou defensores públicos. Parágrafo único. Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, o mediador SUSPENDERÁ O PROCEDIMENTO, até que todas estejam devidamente assistidas. Subseção III Dos Mediadores Judiciais Art. 11. PODERÁ ATUAR como mediador judicial a pessoa capaz, graduada há pelo menos dois anos em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação E que tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados – ENFAM ou pelos tribunais, observados os requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça. Art. 12. Os tribunais criarão e manterão cadastros atualizados dos mediadores habilitados e autorizados a atuar em mediação judicial. § 1º A inscrição no cadastro de mediadores judiciais será requerida pelo interessado ao tribunal com jurisdição na área em que pretenda exercer a mediação. § 2º Os tribunais regulamentarão o processo de inscrição e desligamento de seus mediadores. Art. 13. A remuneração devida aos mediadores judiciais será fixada pelos tribunais e custeada pelas partes, observado o disposto no § 2º do art. 4º desta Lei. Lei 13.140/20215 Mediação judicial Mediação extrajudicial • Os tribunais CRIARÃO centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação, pré- processuais e processuais, e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. A composição e organização dos centros são definidas pelo Tribunal, mas respeitando o estabelecido pelo CNJ (art. 24). • As partes deverão ser assistidas por advogados ou defensores públicos, RESSALVADAS as hipóteses dos Juizados Especiais (previstas nas Leis n º 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001). Aos que comprovarem insuficiência de recursos SERÁ ASSEGURADA ASSISTÊNCIA pela Defensoria Pública (art. 26). • O procedimento de mediação judicial deverá ser concluído em até sessenta dias, contados da primeira sessão, salvo quando as partes, DE COMUM ACORDO, requererem sua prorrogação (art.28). • Solucionado o conflito pela mediação antes da citação do réu, NÃO SERÃO DEVIDAS custas judiciais finais (art. 29). • O convite para iniciar o procedimento de mediação extrajudicial PODERÁ SER FEITO por qualquer meio de comunicação e DEVERÁ ESTIPULAR o escopo proposto para a negociação, a data e o local da primeira reunião. O convite formulado por uma parte à outra considerar-se-á REJEITADO se não for respondido em até trinta dias da data de seu recebimento (art. 21). • Se, em previsão contratual de cláusula de mediação, as partes se comprometerem a não iniciar procedimento arbitral ou processo judicial durante certo prazo ou até o implemento de determinada condição, o árbitro ou o juiz SUSPENDERÁ o curso da arbitragem ou da ação pelo prazo previamente acordado ou até o implemento dessa condição. Isso não se aplica às medidas de urgência em que o acesso ao Poder Judiciário seja necessário para evitar o perecimento de direito (art. 23). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 10 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Há exceções a confidencialidade na mediação (#memorize). Art. 30. Toda e qualquer informação relativa ao procedimento de mediação será confidencial em relação a terceiros, não podendo ser revelada sequer em processo arbitral ou judicial SALVO SE as partes expressamente decidirem de forma diversa OU quando sua divulgação for exigida por lei OU necessária para cumprimento de acordo obtido pela mediação. § 1º O dever de confidencialidade aplica-se ao mediador, às partes, a seus prepostos, advogados, assessores técnicos e a outras pessoas de sua confiança que tenham, direta ou indiretamente, participado do procedimento de mediação, alcançando: I – declaração, opinião, sugestão, promessa ou proposta formulada por uma parte à outra na busca de entendimento para o conflito; II – reconhecimento de fato por qualquer das partes no curso do procedimento de mediação; III – manifestação de aceitação de proposta de acordo apresentada pelo mediador; IV – documento preparado unicamente para os fins do procedimento de mediação. § 2º A prova apresentada em desacordo com o disposto neste artigo não será admitida em processo arbitral ou judicial. § 3º Não está abrigada pela regra de confidencialidade a informação relativa à ocorrência de CRIME DE AÇÃO PÚBLICA. § 4º A regra da confidencialidade não afasta o dever de as pessoas discriminadas no caput prestarem informações à administração tributária após o termo final da mediação, aplicando-se aos seus servidores a obrigação de manterem sigilo das informações compartilhadas nos termos do art. 198 da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Art. 31. SERÁ CONFIDENCIAL a informação prestada por uma parte em sessão privada, não podendo o mediador revelá-la às demais, EXCETO SE expressamente autorizado. Durante muito tempo, questionou-se sobre a possibilidade de autocomposição envolvendo pessoa jurídica de direito público. O questionamento estava relacionado a alegada impossibilidade em virtude da indisponibilidade do interesse público. A Lei 13.140/2015 nos artigos 32 a 40, entretanto, passou a regular essa possibilidade. No CPC/2015, temos também a previsão de solução consensual envolvendo a Administração Pública. Vejamos: Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios CRIARÃO câmaras de mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito administrativo, tais como: I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública; II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no âmbito da administração pública; III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 11 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Note que é uma obrigação (e não uma faculdade) para os entes federativos a criação dessas câmaras de mediação e conciliação. Conciliação e mediação são institutos que buscam asolução consensual dos conflitos. É importante memorizar a distinção que o CPC/2015 traz sobre conciliador e mediador (art. 165). Conciliador Mediador O conciliador, que atuará PREFERENCIALMENTE nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, PODERÁ SUGERIR soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. O mediador, que atuará PREFERENCIALMENTE nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. EXEMPLO Imagine que um casal que tenha filhos em comum resolve se divorciar. Nesse caso podemos recorrer a um conciliador ou a um mediador? Veja que nesse exemplo há um vínculo anterior entre as partes. Dessa forma, a atuação deve ser de mediador que deverá ajudar o casal a compreender as questões e os interesses em conflito e que eles possam por si próprios chegar a uma solução consensual. Agora imagine que você está dirigindo o seu carro quando, repentinamente, é surpreendido por um veículo que avançou o sinal e causou esse acidente de trânsito. Como não há vínculo anterior entre vocês dois, seria uma hipótese de atuação de um conciliador que pode, inclusive, sugerir soluções para a lide instaurada. Esses detalhes você tem que memorizar, pois a distinção é muito importante e muito exigida pelos examinadores. São princípios que orientam tanto a mediação quanto a conciliação: independência, imparcialidade, autonomia da vontade, confidencialidade, oralidade, informalidade e da decisão informada (art. 166, caput, do CPC/2015). Cuidado para não confundir os princípios que constam do CPC/2015 com os que estão previstos na Lei n. 13.140/2015. O examinador pode criar uma questão sobre esse tópico, tentando induzir o candidato a erro. Para facilitar a sua visualização, trouxe uma marcação no quadro abaixo em que grifei os princípios que constam dos dois textos normativos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 12 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Princípios que orientam mediação E CONCILIAÇÃO (segundo o CPC/2015) Princípios que orientam a mediação (Lei 13.140/2015) Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. Art. 2º A mediação será orientada pelos seguintes princípios: I – imparcialidade do mediador; II – isonomia entre as partes; III – oralidade; IV – informalidade; V – autonomia da vontade das partes; VI – busca do consenso; VII – confidencialidade; VIII – boa-fé. § 1º Na hipótese de existir previsão contratual de cláusula de mediação, as partes DEVERÃO COMPARECER à primeira reunião de mediação. § 2º Ninguém será obrigado a permanecer em procedimento de mediação. Professora, o conciliador e mediador podem advogar?Professora, o conciliador e mediador podem advogar? Excelente pergunta! O CPC/2015 prevê que os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados, se advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções. Veja que (i) o CPC faz uma restrição aos conciliadores e mediadores, desde que JUDICIAIS (lembra que vimos que o mediador pode ser extrajudicial ou judicial?) e (ii) que esse impedimento não é total, mas envolve apenas os juízos em que as suas funções sejam desempenhadas (art. 167, § 5º). As hipóteses que acarretam a exclusão do cadastro de conciliadores e mediadores encontram previsão no art. 173 do CPC/2015. Art. 173. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que: I – agir com DOLO OU CULPA na condução da conciliação ou da mediação sob sua responsabilidade OU violar qualquer dos deveres decorrentes do art. 166, § § 1º e 2º; II – atuar em procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito. § 1º Os casos previstos neste artigo serão apurados em processo administrativo. § 2º O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e mediação, se houver, verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, PODERÁ AFASTÁ-LO de suas atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão fundamentada, informando o fato imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo processo administrativo. A arbitragem ocorre quando duas ou mais partes delegam a um terceiro imparcial a decisão de pacificar o conflito instaurado. Se aproxima da forma estatal ( jurisdição) pelo fato de ser também adjudicatória. Encontra previsão na Lei 9.307/1996. Menciona-se que havia controvérsia no sentido da possibilidade ou não da Administração Pública se valer da O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 13 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira arbitragem. Tal discussão originou o art. 2º da Lei 9.307/1996 que permite a administração pública direta e indireta a utilizarem da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Alerta-se que, no caso da Administração Pública, a arbitragem será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. Lei n. 9.307/1996 Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. § 1º A administração pública direta e indireta PODERÁ UTILIZAR-SE DA ARBITRAGEM PARA dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) § 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 2º A arbitragem PODERÁ SER DE DIREITO OU DE EQÜIDADE, a critério das partes. § 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, DESDE QUE não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. § 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio. § 3º A arbitragem que envolva a administração pública SERÁ SEMPRE DE DIREITO e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Afirmativas com as palavras “sempre” e “nunca” normalmente chamam nossa atenção e estão erradas nas provas, mas nesse caso específico note que a arbitragem será mesmo SEMPRE de direito. Ressalta-se que, geralmente, as decisões dos árbitros não são sujeitas a revisão pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, citamos Marco Antonio Garcia Lopes Lorencini2: No contexto norte-americano, a arbitragem representa o menos formal dos modos de solução de controvérsia com natureza adjudicatória. De fato, se a mediação representa uma forma consensual de resolução de controvérsias, a arbitragem situa-se no outro extremo e consiste em duas ou mais partes que confiam a um terceiro imparcial – uma pessoa ou várias reunidas em um órgão colegiado (painel) – a decisão a respeito de uma controvérsia. Classicamente, ocorre fora da esfera pública, embora seja a maneira que mais se aproxima daforma estatal por também ser adjudicatória. Contudo, a semelhança para aí, já que ela reina na esfera privada 2 Negociação, mediação, conciliação e arbitragem: curso de métodos adequados de solução de controvérsias / Adolfo Braga Neto... [et al.]; coordenação Carlos Alberto de Salles, Marco Antônio Garcia Lopes Lorencini, Paulo Eduardo Alves da Silva. – 5. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2023, página 49. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 14 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira das partes, na qual o procedimento, inclusive os relacionados com a prova, não leva em conta necessariamente a lei, embora submetido a regras do due process. A decisão final de uma arbitragem é vinculativa e a invalidade de suas decisões pelos tribunais restringe-se a aspectos envolvendo algum desvio praticado pelo árbitro.19 Em geral, as decisões dos árbitros não são passíveis de revisão pelos tribunais. A própria Lei n. 9.307/1996 traz previsão nesse sentido, vejamos: “Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário”. A convenção de arbitragem engloba a cláusula compromissória e o compromisso arbitral. A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que POSSAM VIR A SURGIR, relativamente a tal contrato. Note que é algo que é realizado ANTES DA EXISTÊNCIA DO CONFLITO na cláusula compromissória. A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira. Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula (art. 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/1996). E o que acontece quando a parte convocada não aparece ou se recusa a firmar o compromisso arbitral? A parte interessada pode requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim. Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral. Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar o compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante o órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa. Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 15 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira TTá certo, professora. Entendi, mas estou com uma dúvida: se o contrato que prevê a á certo, professora. Entendi, mas estou com uma dúvida: se o contrato que prevê a cláusula compromissória é considerado nulo, a cláusula seria nula também?cláusula compromissória é considerado nulo, a cláusula seria nula também? Excelente pergunta. Nesse caso, considerando que a cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato que a prevê, a nulidade do contrato, não necessariamente acarreta a nulidade da cláusula compromissória. É um ponto que pode ser abordado pelos examinadores, portanto, fique atento (a)! Art. 8º A cláusula compromissória É AUTÔNOMA em relação ao contrato em que estiver inserta, de tal sorte que a nulidade deste NÃO IMPLICA, NECESSARIAMENTE, a nulidade da cláusula compromissória. Parágrafo único. Caberá ao árbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as questões acerca da existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. É oportuno esclarecer que o compromisso arbitral pode ser judicial ou extrajudicial. Art. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial. § 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde tem curso a demanda. § 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por ESCRITO PARTICULAR, assinado por duas testemunhas, OU POR INSTRUMENTO PÚBLICO. Compromisso arbitral Elementos obrigatórios Elementos facultativos Art. 10. Constará, OBRIGATORIAMENTE, do compromisso arbitral: I – o nome, profissão, estado civil e domicílio das partes; II – o nome, profissão e domicílio do árbitro, ou dos árbitros, ou, se for o caso, a identificação da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros; III – a matéria que será objeto da arbitragem; e IV – o lugar em que será proferida a sentença arbitral. Art. 11. PODERÁ, AINDA, o compromisso arbitral conter: I – local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem; II – a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem por equidade, se assim for convencionado pelas partes; III – o prazo para apresentação da sentença arbitral; IV – a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplicáveis à arbitragem, quando assim convencionarem as partes; V – a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honorários e das despesas com a arbitragem; e VI – a fixação dos honorários do árbitro, ou dos árbitros. Parágrafo único. Fixando as partes os honorários do árbitro, ou dos árbitros, no compromisso arbitral, este constituirá TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL; não havendo tal estipulação, o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário que seria competente para julgar, originariamente, a causa que os fixe por sentença. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 16 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira É importante citar a possibilidade de tutelas cautelares e de urgência que podem, inclusive, ocorrer tanto antes da instituição da arbitragem quanto após a sua instituição. Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação da respectiva decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida cautelar ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único.Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência SERÁ REQUERIDA DIRETAMENTE aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Por fim, cumpre mencionar situações que levam a extinção do compromisso arbitral: escusando-se qualquer dos árbitros, antes de aceitar a nomeação, desde que as partes tenham declarado, expressamente, não aceitar substituto; falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros, desde que as partes declarem, expressamente, não aceitar substituto; e tendo expirado o prazo para apresentação da sentença arbitral, desde que a parte interessada tenha notificado o árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, concedendo-lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral (art. 12). DecisÕes iMPorTANTesDecisÕes iMPorTANTes A edição da Lei n. 13.105/2015, conhecida como Código de Processo Civil de 2015 (CPC/2015), consagrou o entendimento de que o processo não deve ser um fim em si mesmo, devendo-se buscar uma adequada mediação entre o direito nele previsto e a sua realização prática, a fim de torná-lo efetivo, exigindo-se postura interpretativa orientada a reafirmar e reforçar esse objetivo. É inconstitucional a regra de competência que autoriza que entes subnacionais sejam demandados em qualquer comarca do País, pois a fixação do foro deve se restringir aos seus respectivos limites territoriais. É inconstitucional a obrigatoriedade de os depósitos judiciais e de valores de RPVs serem realizados somente em bancos oficiais (arts. 535, § 3º, II; e 840, I, CPC/2015). São constitucionais os dispositivos legais (arts. 9º, parágrafo único, III; e 311, parágrafo único, CPC/2015) que, sem prévia citação do réu, admitem a concessão de tutela de evidência quando os fatos alegados possam ser demonstrados documentalmente e a tese jurídica estiver consolidada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante. É constitucional a presunção de repercussão geral de recurso extraordinário que impugna acórdão que tenha declarado inconstitucionalidade de tratado ou lei federal (art. 1.035, § 3º, III, CPC/2015). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 17 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira É constitucional a determinação de vincular a Administração Pública à efetiva aplicação de tese firmada no julgamento de casos repetitivos relacionados à prestação de serviço delegado (arts. 985, § 2º; e 1.040, IV, CPC/2015). Em resumo: I – Foi declarada a INCONSTITUCIONALIDADE: • da expressão “de banco oficial”, constante do art. 535, § 3º, inciso II, do CPC/2015. Ainda no que tange a esse dispositivo, foi conferida interpretação conforme para que se entenda que a “agência” mencionada nesse dispositivo possa ser entendida como instituição financeira pública ou privada. Assim, para dar cumprimento ao disposto na norma, poderá a administração do tribunal contratar banco oficial ou, caso assim opte, banco privado, hipótese em que serão observadas a realidade do caso concreto, os regramentos legais e princípios constitucionais aplicáveis e as normas do procedimento licitatório, visando à escolha da proposta mais adequada para a administração de tais recursos´. • da expressão “na falta desses estabelecimentos” do art. 840, I, do CPC/2015. Ainda no que tange a esse dispositivo, foi conferida interpretação conforme para que se entenda que poderá a administração do tribunal efetuar os depósitos judiciais: a) no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal ou em banco do qual o Estado ou o Distrito Federal possua mais da metade do capital social integralizado, ou b) não aceitando o critério preferencial proposto pelo legislador e observada a realidade do caso concreto, os regramentos legais e os princípios constitucionais aplicáveis, realizar procedimento licitatório visando à escolha da proposta mais adequada para a administração dos recursos dos particulares. II – Dispositivos que receberam interpretação conforme: • art. 46, § 5º, para restringir sua aplicação aos limites do território de cada ente subnacional ou ao local de ocorrência do fato gerador; • art. 52, parágrafo único, do CPC, para restringir a competência do foro de domicílio do autor às comarcas inseridas nos limites territoriais do Estado-membro ou do Distrito Federal que figure como réu. III – Dispositivos declarados constitucionais: a expressão “administrativos” do art. 15; a expressão “dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios” do art. 242, § 3º; a referência ao inciso II do art. 311 constante do art. 9º, parágrafo único, inciso II, e do art. 311, parágrafo único; o art. 985, § 2º; e o art. 1.040, inciso IV. STF. Plenário. ADI 5.492/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/4/2023 (Info 1092). STF. Plenário. ADI 5.737/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, redator do acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 25/4/2023 (Info 1092).3 3 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Discussão quanto à constitucionalidade de diversos dispositivos do CPC. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em:exigir o valor que já está líquido, certo e exigível por força uma confissão de dívida. STJ. 3ª Turma. REsp 1373710-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 7/4/2015 (Info 560).5 f6efb43824bbab2d8c9b078b>. Acesso em: 24/05/2024 4 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Se um contrato possui cláusula de arbitragem, mas é líquido, certo e exigível, pode ser executado no juízo estatal; a executada não pode, em embargos à execução, discutir questões relacionadas com as dispo- sições do contrato, sendo essa matéria do juízo arbitral. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024 5 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Execução de título extrajudicial que contenha cláusula compromissória. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 19 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira • Compete ao Superior Tribunal de Justiça, em atenção à função constitucional que lhe é atribuída no art. 105, I, “d”, da Carta Magna, conhecer e julgar o conflito de competência estabelecido entre Tribunais Arbitrais, que ostentam natureza jurisdicional, AINDA QUE vinculados à mesma Câmara de Arbitragem, sobretudo se a solução interna para o impasse criado não é objeto de disciplina regulamentar. STJ. 2ª Seção. CC 185702/DF, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 22/06/2022 (Info 749).6 MoMeNTo lei secAMoMeNTo lei secA Seguem os dispositivos retirados do CPC/2015 que estão relacionados a mediação, conciliação e arbitragem. Não deixe de fazer a leitura atenta! CAPÍTULO I DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei. § 2º O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos. § 3º A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. Seção V Dos Conciliadores e Mediadores Judiciais Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. § 1º A composição e a organização dos centros serão definidas pelo respectivo tribunal, observadas as normas do Conselho Nacional de Justiça. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. § 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. 6 CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Compete ao STJ julgar conflito de competência estabelecido entre Tribunais Arbi- trais vinculados à mesma Câmara de Arbitragem, quando a solução para o impasse criado não é objeto de disciplina no regulamento desta. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 24/05/2024 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 20 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Art. 166. A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada. § 1º A confidencialidade estende-se a todas as informações produzidas no curso do procedimento, cujo teor não poderá ser utilizado para fim diverso daquele previsto por expressa deliberação das partes. § 2º Em razão do dever de sigilo, inerente às suas funções, o conciliador e o mediador, assim como os membros de suas equipes, não poderão divulgar ou depor acerca de fatos ou elementos oriundos da conciliação ou da mediação. § 3º Admite-se a aplicação de técnicas negociais, com o objetivo de proporcionar ambiente favorável à autocomposição. § 4º A mediação e a conciliação serão regidas conforme a livre autonomia dos interessados, inclusive no que diz respeito à definição das regras procedimentais. Art. 167. Os conciliadores, os mediadores e as câmaras privadas de conciliação e mediação serão inscritos em cadastro nacional e em cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal, que manterá registro de profissionais habilitados, com indicação de sua área profissional. § 1º Preenchendo o requisito da capacitação mínima, por meio de curso realizado por entidade credenciada, conforme parâmetro curricular definido pelo Conselho Nacional de Justiça em conjunto com o Ministério da Justiça, o conciliador ou o mediador, com o respectivo certificado, poderá requerer sua inscrição no cadastro nacional e no cadastro de tribunal de justiça ou de tribunal regional federal. § 2º Efetivado o registro, que poderá ser precedido de concurso público, o tribunal remeterá ao diretor do foro da comarca, seção ou subseção judiciária onde atuará o conciliador ou o mediador os dados necessários para que seu nome passe a constar da respectiva lista, a ser observada na distribuição alternada e aleatória, respeitado o princípio da igualdade dentro da mesma área de atuação profissional. § 3º Do credenciamento das câmaras e do cadastro de conciliadores e mediadores constarão todos os dados relevantes para a sua atuação, tais como o número de processos de que participou, o sucesso ou insucesso da atividade, a matéria sobre a qual versou a controvérsia, bem como outros dados que o tribunal julgar relevantes. § 4º Os dados colhidos na forma do § 3º serão classificados sistematicamente pelo tribunal, que os publicará, ao menos anualmente, para conhecimento da população e para fins estatísticos e de avaliação da conciliação, da mediação, das câmaras privadas de conciliação e de mediação, dos conciliadores e dos mediadores. § 5º Os conciliadores e mediadores judiciais cadastrados na forma do caput, se advogados, estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 21 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 6º O tribunal poderá optar pela criação de quadro próprio de conciliadores e mediadores, a ser preenchido por concurso público de provas e títulos, observadas as disposições deste Capítulo. Art. 168. As partes podem escolher, de comum acordo, o conciliador, o mediador ou a câmara privada de conciliaçãoe de mediação. § 1º O conciliador ou mediador escolhido pelas partes poderá ou não estar cadastrado no tribunal. § 2º Inexistindo acordo quanto à escolha do mediador ou conciliador, haverá distribuição entre aqueles cadastrados no registro do tribunal, observada a respectiva formação. § 3º Sempre que recomendável, haverá a designação de mais de um mediador ou conciliador. Art. 169. Ressalvada a hipótese do art. 167, § 6º, o conciliador e o mediador receberão pelo seu trabalho remuneração prevista em tabela fixada pelo tribunal, conforme parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça. § 1º A mediação e a conciliação podem ser realizadas como trabalho voluntário, observada a legislação pertinente e a regulamentação do tribunal. § 2º Os tribunais determinarão o percentual de audiências não remuneradas que deverão ser suportadas pelas câmaras privadas de conciliação e mediação, com o fim de atender aos processos em que deferida gratuidade da justiça, como contrapartida de seu credenciamento. Art. 170. No caso de impedimento, o conciliador ou mediador o comunicará imediatamente, de preferência por meio eletrônico, e devolverá os autos ao juiz do processo ou ao coordenador do centro judiciário de solução de conflitos, devendo este realizar nova distribuição. Parágrafo único. Se a causa de impedimento for apurada quando já iniciado o procedimento, a atividade será interrompida, lavrando-se ata com relatório do ocorrido e solicitação de distribuição para novo conciliador ou mediador. Art. 171. No caso de impossibilidade temporária do exercício da função, o conciliador ou mediador informará o fato ao centro, preferencialmente por meio eletrônico, para que, durante o período em que perdurar a impossibilidade, não haja novas distribuições Art. 172. O conciliador e o mediador ficam impedidos, pelo prazo de 1 (um) ano, contado do término da última audiência em que atuaram, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes. Art. 173. Será excluído do cadastro de conciliadores e mediadores aquele que: I – agir com dolo ou culpa na condução da conciliação ou da mediação sob sua responsabilidade ou violar qualquer dos deveres decorrentes do art. 166, § § 1º e 2º; II – atuar em procedimento de mediação ou conciliação, apesar de impedido ou suspeito. § 1º Os casos previstos neste artigo serão apurados em processo administrativo. § 2º O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e mediação, se houver, verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, poderá afastá-lo de O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 22 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira suas atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão fundamentada, informando o fato imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo processo administrativo. Art. 174. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios criarão câmaras de mediação e conciliação, com atribuições relacionadas à solução consensual de conflitos no âmbito administrativo, tais como: I – dirimir conflitos envolvendo órgãos e entidades da administração pública; II – avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de conciliação, no âmbito da administração pública; III – promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta. Art. 175. As disposições desta Seção não excluem outras formas de conciliação e mediação extrajudiciais vinculadas a órgãos institucionais ou realizadas por intermédio de profissionais independentes, que poderão ser regulamentadas por lei específica. Parágrafo único. Os dispositivos desta Seção aplicam-se, no que couber, às câmaras privadas de conciliação e mediação. Leitura guiada dos principais pontos da Lei n. 9.307/1996 Quem pode se valer da arbitragem? Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. A Administração Pública pode? Pode! § 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Qual a autoridade competente? § 2º A autoridade ou o órgão competente da administração pública direta para a celebração de convenção de arbitragem é a mesma para a realização de acordos ou transações. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Quais são os tipos de arbitragem? E a que envolve a Administração Pública? Art. 2º A arbitragem poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes. § 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. § 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio. § 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) É possível cláusula compromissória em contrato de adesão? Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem- se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato. § 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado que a ele se refira. § 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula. E se a parte não comparece ou se recusa a firmar o compromisso arbitral? Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 23 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar o compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante o órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa. Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar- se o compromisso, designando o juiz audiência especial para tal fim. § 1º O autor indicará, com precisão, o objeto da arbitragem, instruindo o pedido com o documento que contiver a cláusula compromissória. § 2º Comparecendo as partes à audiência, o juiz tentará, previamente, a conciliação acerca do litígio. Não obtendo sucesso, tentará o juiz conduzir as partes à celebração, de comum acordo, do compromisso arbitral. § 3º Não concordando as partes sobre os termos do compromisso, decidirá o juiz, após ouvir o réu, sobre seu conteúdo, na própria audiência ou no prazo de dez dias, respeitadas as disposiçõesda cláusula compromissória e atendendo ao disposto nos arts. 10 e 21, § 2º, desta Lei. § 4º Se a cláusula compromissória nada dispuser sobre a nomeação de árbitros, caberá ao juiz, ouvidas as partes, estatuir a respeito, podendo nomear árbitro único para a solução do litígio. § 5º A ausência do autor, sem justo motivo, à audiência designada para a lavratura do compromisso arbitral, importará a extinção do processo sem julgamento de mérito. § 6º Não comparecendo o réu à audiência, caberá ao juiz, ouvido o autor, estatuir a respeito do conteúdo do compromisso, nomeando árbitro único. § 7º A sentença que julgar procedente o pedido valerá como compromisso arbitral. O que acontece se o contrato em que consta a cláusula compromissória é nulo? Art. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta, de tal sorte que a nulidade deste não implica, necessariamente, a nulidade da cláusula compromissória. Parágrafo único. Caberá ao árbitro decidir de ofício, ou por provocação das partes, as questões acerca da existência, validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. O compromisso arbitral pode ser extrajudicial? E judicial? Pode! Art. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas, podendo ser judicial ou extrajudicial. § 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo ou tribunal, onde tem curso a demanda. § 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por escrito particular, assinado por duas testemunhas, ou por instrumento público. Árbitro Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. § 1º As partes nomearão um ou mais árbitros, sempre em número ímpar, podendo nomear, também, os respectivos suplentes. § 2º Quando as partes nomearem árbitros em número par, estes estão autorizados, desde logo, a nomear mais um árbitro. Não havendo acordo, requererão as partes ao órgão do Poder Judiciário a que tocaria, originariamente, o julgamento da causa a nomeação do árbitro, aplicável, no que couber, o procedimento previsto no art. 7º desta Lei. § 3º As partes poderão, de comum acordo, estabelecer o processo de escolha dos árbitros, ou adotar as regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. § 4º Sendo nomeados vários árbitros, estes, por maioria, elegerão o presidente do tribunal arbitral. Não havendo consenso, será designado presidente o mais idoso. § 4º As partes, de comum acordo, poderão afastar a aplicação de dispositivo do regulamento do órgão arbitral institucional ou entidade especializada que limite a escolha do árbitro único, coárbitro ou presidente do tribunal à respectiva lista de árbitros, autorizado o controle da escolha pelos órgãos competentes da instituição, sendo que, nos casos de impasse e arbitragem multiparte, deverá ser observado o que dispuser o regulamento aplicável. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) § 5º O árbitro ou o presidente do tribunal designará, se julgar conveniente, um secretário, que poderá ser um dos árbitros. § 6º No desempenho de sua função, o árbitro deverá proceder com imparcialidade, independência, competência, diligência e discrição. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ADRIANO PRUDENTE DE OLIVEIRA - 14882695642, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 24 de 77gran.com.br DireiTo ProcessuAl civil Política de Tratamento Adequado de Conflitos Jurídicos Aline Oliveira § 7º Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral determinar às partes o adiantamento de verbas para despesas e diligências que julgar necessárias. Art. 18. O árbitro é juiz de fato e de direito, e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. Art. 22. Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral tomar o depoimento das partes, ouvir testemunhas e determinar a realização de perícias ou outras provas que julgar necessárias, mediante requerimento das partes ou de ofício. § 1º O depoimento das partes e das testemunhas será tomado em local, dia e hora previamente comunicados, por escrito, e reduzido a termo, assinado pelo depoente, ou a seu rogo, e pelos árbitros. § 2º Em caso de desatendimento, sem justa causa, da convocação para prestar depoimento pessoal, o árbitro ou o tribunal arbitral levará em consideração o comportamento da parte faltosa, ao proferir sua sentença; se a ausência for de testemunha, nas mesmas circunstâncias, poderá o árbitro ou o presidente do tribunal arbitral requerer à autoridade judiciária que conduza a testemunha renitente, comprovando a existência da convenção de arbitragem. § 3º A revelia da parte não impedirá que seja proferida a sentença arbitral. § 5º Se, durante o procedimento arbitral, um árbitro vier a ser substituído fica a critério do substituto repetir as provas já produzidas. Tutelas cautelares de urgência Art. 22-A. Antes de instituída a arbitragem, as partes poderão recorrer ao Poder Judiciário para a concessão de medida cautelar ou de urgência. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único. Cessa a eficácia da medida cautelar ou de urgência se a parte interessada não requerer a instituição da arbitragem no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data de efetivação da respectiva decisão. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 22-B. Instituída a arbitragem, caberá aos árbitros manter, modificar ou revogar a medida cautelar ou de urgência concedida pelo Poder Judiciário. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Parágrafo único. Estando já instituída a arbitragem, a medida cautelar ou de urgência será requerida diretamente aos árbitros. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Sentença arbitral Art. 23. A sentença arbitral será proferida no prazo estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado, o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses, contado da instituição da arbitragem ou da substituição do árbitro. § 1º Os árbitros poderão proferir sentenças parciais. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) § 2º As partes e os árbitros, de comum acordo, poderão prorrogar o prazo para proferir a sentença final. (Incluído pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) Art. 24. A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa em documento escrito. § 1º Quando forem vários os árbitros, a decisão será tomada por maioria. Se não houver acordo majoritário, prevalecerá o voto do presidente do tribunal arbitral. § 2º O árbitro que divergir da maioria poderá, querendo, declarar seu voto em separado. Art. 32. É nula a sentença arbitral se: I – for nula a convenção de arbitragem; (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) II – emanou de quem não podia ser árbitro; III – não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei; IV – for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem; V – (Revogado pela Lei n. 13.129, de 2015) VI – comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva; VII – proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso III, desta Lei; e VIII – forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º, desta Lei. Art. 33. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a declaração de nulidade da sentença arbitral, nos casos previstos nesta Lei. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de 2015) (Vigência) § 1º A demanda para a declaração de nulidade da sentença arbitral, parcial ou final, seguirá as regras do procedimento comum, previstas na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), e deverá ser proposta no prazo de até 90 (noventa) dias após o recebimento da notificação da respectiva sentença, parcial ou final, ou da decisão do pedido de esclarecimentos. (Redação dada pela Lei n. 13.129, de