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INTRODUÇÃO. 
Segundo Cássio Scarpinella Bueno são quatro os institutos fundamentais do Direito Processual Civil: 
Jurisdição; Processo; Ação; e a Defesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÓPICO: FORMAS HISTÓRICAS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS. 
Nas palavras de Carnelutti uma lide é “um conflito de interesse qualificado por uma pretensão 
resistida” (apud MONNERAT, 2015, p. 30). Neste tópico vamos ter uma noção dos modos históricos 
de resolução destes conflitos.
 
 
Antigamente reinava a autotutela. 
A autotutela (ou autodefesa) é a forma mais primitiva de solução dos conflitos, na qual há o emprego 
da força por uma das partes, e a submissão da parte contrária. A força pode ser entendida em 
diversas modalidades: física, moral, econômica, social, política, cultural, filosófica, etc. Atualmente, 
em regra, a autotutela é vedada pelo ordenamento jurídico, sendo considerada crime. 
Excepcionalmente, a autotutela é admitida, como nos casos do Direito Penal, em que se aplica a 
legítima defesa (art. 23, II c/c 25, CP); e do Direito Civil, em que é admitido o desforço imediato na 
tutela da posse (art. 1.210, § 1º, CC - No tópico “Dos efeitos da posse / Ações possessórias”). 
 
Depois da autotutela passou a reinar a arbitragem, mas como ainda não existia o Estado, essa 
arbitragem era a única forma de resolução de conflito. A arbitragem era facultativa, depois passou a 
ser obrigatória, mas ainda não era feita pelo Estado. Com o fortalecimento da noção de estado 
(governo soberano no plano interno e independente no plano externo; povo; território) (ainda alguns 
doutrinadores como Dalmo de Abreu Dallari, citam que os elementos do Estado é POVO + 
GOVERNO + TERRITÓRIO + FINALIDADE/OBJETIVOS que estão no Art. 3º da CF/88) e com a 
separação de poderes, passou ao Estado, mas precisamente ao poder judiciário a competência de 
solucionar as lides, competência chamada de JURISDIÇÃO, através do processo. 
 
Como forma de desafogar o poder judiciário, o CPC de 2015 incentiva a autocomposição 
(mediação e conciliação), que pode ser feita pelo Estado ou não. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.avaeduc.com.br/signer/cm-kls-content/201901/INTERATIVAS_2_0/TEORIA_GERAL_DO_PROCESSO/U1/S1/index.html
 
FONTES E MÉTODOS ALTERNATIVOS DE RESOLUÇÃO. 
Segundo Cássio Scarpinella Bueno além da arbitragem, mediação e conciliação, ainda existem a 
negociação; a transação; a avaliação por terceiro neutro; entre outros meios de solução de conflitos, 
ainda que embrionárias no direito brasileiro. 
 
A Constituição Federal (BRASIL, 1988) é expressa ao preceituar, em seu artigo 5º, inciso XXXV, que 
“a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Por seu turno, 
o Código de Processo Civil (BRASIL, 2015) assevera que “não se excluirá da apreciação 
jurisdicional ameaça ou lesão a direito” (artigo 3º, caput). 
 
Comentando a diferença de redação entre os dois artigos, doutrinam Wambier et al. (2015, p. 58-59) 
que “[...] a única alteração, de ‘apreciação do Poder Judiciário’ (CF) para ‘apreciação jurisdicional’ 
(NCPC) tem o sentido de indicar que às ameaças ou lesões a direito deverão ser dadas soluções de 
direito, mas não necessariamente pelo Poder Judiciário”. 
 
É justamente nesse sentido que o Código de Processo Civil (BRASIL, 2015) disciplina, de forma 
expressa, a permissão da arbitragem (artigo 3º, § 1º) e, ainda, que a conciliação, a mediação e 
outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados, inclusive no curso do 
processo judicial (artigo 3º, § 3º). 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: TCE-PE. 
A lide é o conflito de interesse qualificado pela existência de uma pretensão resistida (até 
aqui está certo), sendo sempre de competência do Poder judiciário. 
ERRADO. A lide é o conflito de interesse qualificado pela existência de uma pretensão 
resistida, mas nem sempre de competência do Poder Judiciário, porque existe a arbitragem, 
mediação e conciliação entre outros. 
 
Trabalho da Faculdade: Redija um texto dissertativo sobre a mediação na realidade brasileira, 
identificando em qual tipo de composição de conflitos a mediação se encaixa, as alterações 
trazidas pelo Código de Processo Civil e sobre a mediação on line no Brasil. 
Com o surgimento e fortalecimento do Estado na sociedade, os conflitos entre os particulares 
deixaram de ser resolvidos com as próprias mãos. A legislação brasileira permite, 
excepcionalmente o uso das próprias forças, como se verifica no instituto da legítima defesa 
e no desforço imediato em ações possessórias, mas em regra, o responsável a dirimir as lides 
entre os cidadãos é o poder judiciário. 
Quando o poder judiciário resolve uma lide entre pessoas, fica caracterizado a hétero 
composição, isto é, um terceiro que resolve o conflito entre as partes impondo a sua decisão 
sobre elas. Assim, temos ainda a arbitragem como outra espécie de hétero composição, haja 
vista o árbitro também impor a sua decisão sobre as partes. 
Por outro lado, ainda existe outro modo de resolver conflitos: a autocomposição, que se 
subdivide em autocomposição direta (acordo direto entre as partes) e a autocomposição 
indireta (há um terceiro mediador. Pode ser uma mediação ou uma conciliação). Nas duas 
espécies de autocomposição há um acordo entre as partes (mesmo na indireta o mediador e o 
conciliador não impõem a sua vontade sobre as partes), o que evita a instauração de um 
processo judicial. 
Tendo em vista o número exorbitante de processos existentes a ser enfrentado pelo poder 
judiciário, o Estado tem interesse nos métodos de autocomposição e, por isso, o Código de 
Processo Civil de 2015 inovou em relação ao anterior prevendo em seu artigo 165 que “Os 
tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela 
realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de 
programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.” assim como o seu 
 
art. 3º, § 2º dispõe que: “O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual 
dos conflitos.”. 
Há relatos dos tribunais de que a grande maioria das vezes em que ocorre a audiência de 
mediação ou conciliação antes ou durante o processo, há acordo, resolvendo-se o conflito, 
demonstrando a efetividade da ferramenta, trazendo um grande avanço para toda a 
sociedade. 
Outrossim, faz-se necessário observar que a autocomposição não se aplica ao direito penal. 
Por fim, é imperioso relatar que ainda existe a modalidade on-line de autocomposição através 
da ferramenta consumidor.gov.br, que aproxima o consumidor e fornecedor em uma relação 
de consumo, resolvendo-se a lide com acordo entre as partes, afastando a necessidade de 
acesso ao poder judiciário. 
 
Observação: A mediação é usada em casos de divórcio ou qualquer outro caso em que as 
partes já mantinham alguma relação. A conciliação acontece em caso em que as partes não 
se conheciam antes, como por exemplo um acidente de trânsito entre pessoas deconhecidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARBITRAGEM. 
Ressalte-se que a arbitragem pode se dar por cláusula compromissória/cláusula arbitral 
previamente pactuada em contrato, em que são estabelecidas as condições para a realização de 
resolução de conflitos, ou por compromisso arbitral, momento em que, uma vez ocorrido o litígio 
entre as partes, estas estabelecem a escolha do juízo arbitral em vez do Poder Judiciário para a 
resolução de controvérsias. Temos então a Convenção de arbitragem que é o gênero, em que 
suas espécies são: cláusula compromissória/cláusula arbitral e compromisso arbitral. Seu 
procedimento é previsto em lei extravagante, ou seja, fora do Código de Processo Civil. Se 
encontram dentroda Lei nº 9.307/1996 (BRASIL, 1996), preceituando que podem se valer desse 
meio de solução de conflitos a administração pública e as pessoas capazes de contratar, dirimindo, 
assim, litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES DE ARBITRAGEM. 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: BIO-RIO. Órgão: EMGEPRON. Prova para Advogado. 
Nos termos da lei de arbitragem, o árbitro deve: 
A) ser de nível superior 
B) possuir ensino médio completo 
C) ser da confiança das partes (GABARITO) 
D) sofrer nomeação pelo Juiz 
COMENTÁRIO: Lei 9.307/96: Art. 13. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a 
confiança das partes 
 
QUESTÃO de Direito Processual Civil – CPC. Ano: 2010 (Mas está atualizada). Banca: 
CESGRANRIO. Órgão: Petrobras. Prova de Advogado. 
De acordo com a Lei no 9.307/96, que dispõe sobre a arbitragem, será denegada (o mesmo 
que negada) a homologação para o reconhecimento ou execução da sentença arbitral 
estrangeira, se constatado que 
A) a decisão ofende a ordem pública nacional. (GABARITO) 
B) a sentença arbitral foi proferida fora do território nacional (ERRADO. Ela pode ser proferida 
fora do território nacional. Ela só não pode ser proferida fora dos limites da convenção de 
arbitragem.) 
C) os efeitos da decisão recairão sobre os sucessores das partes. (ERRADO) 
D) houve prévia denegação da homologação por vícios formais. (ERRADO. Ver o artigo 40 da 
lei 9.307/96) 
E) há voto em separado de árbitro divergente do da maioria. (ERRADO, pode haver voto 
divergente do da maioria) 
COMENTÁRIO: Lei 9.307/96, 
Art. 38. Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de 
sentença arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que: 
I - as partes na convenção de arbitragem eram incapazes; 
II - a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram, ou, 
na falta de indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida; 
III - não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem, ou tenha 
sido violado o princípio do contraditório, impossibilitando a ampla defesa; 
IV - a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi 
possível separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem; 
V - a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula 
compromissória; 
VI - a sentença arbitral não se tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes, tenha sido 
anulada, ou, ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral 
for prolatada. 
Art. 39. A homologação para o reconhecimento ou a execução da sentença arbitral 
estrangeira também será denegada se o Superior Tribunal de Justiça (E NÃO O STF) constatar 
que: 
I - segundo a lei brasileira, o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem; 
II - a decisão ofende a ordem pública nacional. 
Art. 40. A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral 
estrangeira por vícios formais, não obsta que a parte interessada renove o pedido, uma vez 
sanados os vícios apresentados. 
 
 
 
 
 
 
Art. 32: É nula a sentença arbitral se (aqui não se trata da estrangeira, mas de maneira 
genérica): 
I - for nula a convenção de arbitragem; 
II - emanou de quem não podia ser árbitro; 
III - não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei; (pode pleitear a nulidade) 
IV - for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem; (pode pleitear a nulidade) 
VI - comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou corrupção passiva (não 
pode pleitear); 
VII - proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso III, desta Lei; e 
VIII - forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º, desta Lei. 
 
Art. 26. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral (É interessante decorar esse artigo 
junto com o 10 e o 11 desta lei): 
I - o relatório, que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio; 
II - os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as questões de fato e de direito, 
mencionando-se, expressamente, se os árbitros julgaram por eqüidade; 
III - o dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e 
estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; e 
IV - a data e o lugar em que foi proferida. (local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem 
é facultativo) 
Parágrafo único. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. 
Caberá ao presidente do tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder 
ou não querer assinar a sentença, certificar tal fato. 
 
Art. 10. Constará, obrigatoriamente, do compromisso arbitral (A lei não fala o que deve 
constar na cláusula compromissória/cláusula arbitral, porque essa é definida no contrato 
pelas partes de como deve ser) (é interessante decorar os artigos 10, 11 junto com o 26): 
I - o nome, profissão, estado civil e domicílio das partes; 
II - o nome, profissão e domicílio do árbitro, ou dos árbitros, ou, se for o caso, a identificação 
da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros (O estado civil do árbitro não 
precisa); 
III - a matéria que será objeto da arbitragem; e 
IV - o lugar em que será proferida a sentença arbitral. 
 
Art. 11. Poderá (ou seja: facultativo), ainda, o compromisso arbitral conter: 
I - local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem (a data e o lugar em que foi proferida a 
sentença arbitral é obrigatória); 
II - a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem por eqüidade, se assim for 
convencionado pelas partes; 
III - o prazo para apresentação da sentença arbitral; (Art. 23 desta lei: “A sentença arbitral será 
proferida no prazo estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado, o prazo para a 
apresentação da sentença é de seis meses”. Depois da apresentação da sentença arbitral, o 
prazo para recorrer desta sentença arbitral parcial ou final ou da decisão do pedido de 
esclarecimentos é de 90 dias.) 
IV - a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplicáveis à arbitragem, quando 
assim convencionarem as partes; 
V - a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honorários e das despesas com a 
arbitragem; e 
VI - a fixação dos honorários do árbitro, ou dos árbitros. 
Parágrafo único. Fixando as partes os honorários do árbitro, ou dos árbitros, no 
compromisso arbitral, este constituirá título executivo extrajudicial; não havendo tal 
 
 
estipulação, o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário que seria competente para 
julgar, originariamente, a causa que os fixe por sentença. 
 
QUESTÃO: No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência 
pessoal da sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte 
interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal 
arbitral que corrija qualquer erro material da sentença arbitral; esclareça alguma obscuridade, 
dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se pronuncie sobre ponto omitido a respeito 
do qual devia manifestar-se a decisão. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá no prazo de 10 
(dez) dias ou em prazo acordado com as partes, aditará a sentença arbitral e notificará as 
partes na forma do art. 29 da lei 9.307/96 
CERTO. Art. 30 da lei 9.307/96. 
Art. 30. No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência 
pessoal da sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte 
interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal 
arbitral que: 
I - corrija qualquer erro material da sentença arbitral; 
II - esclareça algumaobscuridade, dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se 
pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão. 
Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá no prazo de 10 (dez) dias ou em prazo 
acordado com as partes, aditará a sentença arbitral e notificará as partes na forma do art. 29. 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que a arbitragem poderá ser usada para dirimir conflitos sobre 
assuntos de direitos indisponíveis. 
ERRADO. 
Art. 1º da lei 9.307 As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para 
dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
§ 1º A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir 
conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
Sobre mediação: Art. 1º da lei 13.140/2015: “Esta Lei dispõe sobre a mediação como meio de 
solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito 
da administração pública. Parágrafo único. Considera-se mediação a atividade técnica 
exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as 
auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia.” 
Art. 3º da lei 13.140/2015: “Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos 
disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação. 
§ 2º O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser 
homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO DE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: PGE-AP. Prova: 
de Procurador do Estado. 
Em relação à mediação e autocomposição de conflitos 
A) poderá atuar como mediador judicial a pessoa capaz, graduada há pelo menos dois anos 
em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e que 
tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida 
pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados − ENFAM ou pelos 
tribunais, observados os requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça 
em conjunto com o Ministério da Justiça. (GABARITO. É a literalidade do Art. 11 da lei 
13.140/2015. É importante saber que os mediadores judiciais não estarão sujeitos à prévia 
aceitação das partes. No caso de mediadores judiciais, as partes deverão ser assistidas por 
advogados ou defensores públicos. Art. 25 e 26 da lei 13.140/2015. 
Os mediadores extrajudiciais poderão ser: qualquer pessoa capaz que tenha a confiança das 
partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar qualquer tipo de 
conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se. No caso de mediador 
extrajudicial elas poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos. 
Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, o mediador 
suspenderá o procedimento, até que todas estejam devidamente assistidas. Art. 9º e 10 da lei 
13.140/2015). 
B) o consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser 
homologado em juízo, prescindível a oitiva do Ministério Público. (ERRADO. § 2º do Art. 2º da 
lei 13.140/2015: O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, 
deve ser homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público. 
C) por não ter poder decisório, não se aplicam ao mediador as hipóteses legais de 
impedimento e suspeição do juiz. (ERRADO. Art. 5º da lei 13.140/2015: Aplicam-se ao 
mediador as mesmas hipóteses legais de impedimento e suspeição do juiz.) (Mas eles 
realmente não têm poder decisório.) (A mesma coisa é aplicável à arbitragem, sobre 
impedimento e suspeição) (o árbitro tem poder decisório.) 
D) o mediador fica impedido, por tempo indefinido, de assessorar, representar ou patrocinar 
qualquer das partes, embora possa atuar como árbitro em conflito que as envolva. (ERRADO. 
Art. 6º da lei 13.140/2015: O mediador fica impedido, pelo prazo de um ano, contado do 
término da última audiência em que atuou, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer 
das partes. 
Art. 7º da lei 13.140/2015: O mediador não poderá atuar como árbitro nem funcionar como 
testemunha em processos judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito em que tenha atuado 
como mediador.) 
E) no desempenho de sua função, o mediador deverá reunir-se com as partes sempre em 
conjunto, a fim de não se levantar qualquer objeção quanto à sua imparcialidade. (ERRADO. 
Art. 19. No desempenho de sua função, o mediador poderá reunir-se com as partes, em 
conjunto ou separadamente, bem como solicitar das partes as informações que entender 
necessárias para facilitar o entendimento entre aquelas.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: No que diz respeito à arbitragem, analise as seguintes afirmativas: 
I. A arbitragem não viola o princípio da inafastabilidade da apreciação jurisdicional, uma vez 
que se trata de forma de solução de conflitos expressamente autorizada pelo ordenamento 
jurídico. 
II. Apenas pessoas capazes de contratar podem se valer da arbitragem; logo, um menor de 16 
anos não pode escolhê-la como forma de solução de determinado conflito. 
As duas afirmações estão certas. Sobre a II: O incapaz não pode usar de arbitragem nem se 
for assistido nem representado. O incapaz pode valer-se de mediação ou conciliação, desde 
que seja assistido ou representado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: TRF - 2ª Região. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova de Juiz Federal 
Substituto. 
Para a homologação de laudo arbitral proferido no exterior, envolvendo réu domiciliado no 
Brasil: 
A) A citação para o procedimento arbitral deve ter sido feita pela via de carta rogatória 
citatória. (ERRADO. Art. 6º, Lei da Arbitragem (Lei 9307/96): Não havendo acordo prévio sobre 
a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção 
de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, 
mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, 
firmar o compromisso arbitral. 
Outro artigo parecido com esse é o artigo 29 da mesma lei: Proferida a sentença arbitral, dá-
se por finda a arbitragem, devendo o árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, enviar cópia 
da decisão às partes, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante 
comprovação de recebimento, ou, ainda, entregando-a diretamente às partes, mediante 
recibo.) 
B) A citação para o procedimento arbitral pode ter sido feita pela via postal, com prova 
inequívoca de recebimento. (GABARITO. O fundamento é o mesmo que o da alternativa 
anterior desta questão) 
C) A citação para o procedimento arbitral é presumida pelo comparecimento do réu ao 
procedimento de exequatur. (ERRADO. Não existe presunção de citação, uma vez que ela é 
feita via postal ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de 
recebimento) 
D) A citação para o procedimento arbitral deve ter observado a legislação aplicável ao mérito 
da arbitragem. (ERRADO, porque não se trata da legislação aplicável ao mérito da arbitragem, 
mas sim às regras de direito que as partes escolherem, conforme art. 2º da Lei 9.307/96: Art. 
2º: A arbitragem poderá ser de direito ou de eqüidade, a critério das partes. 
§ 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na 
arbitragem, desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública. 
§ 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos 
princípios gerais de direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio. 
§ 3º A arbitragem que envolva a administração pública será sempre de direito e respeitará o 
princípio da publicidade.) 
E) A citação para o procedimento arbitraldeve ter sido feita por edital. (ERRADO. Mesma 
justificativa da alternativa A dessa questão.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: TRF - 5ª REGIÃO. Prova de Juiz Federal 
Substituto. (Reduzida e adaptada) 
É correto afirmar que a arbitragem poderá ser utilizada em litígio que envolva entes 
integrantes da administração pública e, nesses casos, eventual decisão que condene a 
fazenda pública não se submeterá ao reexame necessário. 
CERTO. O art. 1º, §1º da Lei 9.307/1996 assevera que a administração pública direta e indireta 
poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos patrimoniais 
disponíveis, e o Enunciado 164/FPPC diz que a sentença arbitral contra a Fazenda Pública não 
está sujeita à remessa necessária. 
 
QUESTÃO de direito processual civil. Ano: 2010. Banca: CESGRANRIO. Órgão: Petrobras. 
Prova de Analista de Comercialização e Logística Júnior. 
Após uma intervenção de arbitragem, é proferida a sentença arbitral, sabendo-se que 
A) a estrangeira não é reconhecida ou aplicada no Brasil. (ERRADO. É reconhecida sim. Art. 
34 da lei 9037/96: “A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de 
conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e, na sua 
ausência, estritamente de acordo com os termos desta Lei. 
Parágrafo único. Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do 
território nacional.”) 
B) deve ser assinada somente pelas partes envolvidas. (ERRADO. Parágrafo único do artigo 
26 da Lei 9307/96: “A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. 
Caberá ao presidente do tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder 
ou não querer assinar a sentença, certificar tal fato.”) 
C) não delibera sobre as custas e despesas de arbitragem. (ERRADO. Delibera sim. Art. 27 da 
Lei 9307/96: “A sentença arbitral decidirá sobre a responsabilidade das partes acerca das 
custas e despesas com a arbitragem, bem como sobre verba decorrente de litigância de má-
fé, se for o caso, respeitadas as disposições da convenção de arbitragem, se houver.” 
D) seu relatório prescinde (prescinde significa: dispensa) dos fundamentos da decisão. 
(ERRADO, porque não dispensa dos fundamentos da decisão. Art. 26, II da lei 9307/96) 
E) pode ser comunicada às partes pelo correio, se registrado o recebimento. (GABARITO. Art. 
29 da Lei 9307/96: Proferida a sentença arbitral, dá-se por finda a arbitragem, devendo o 
árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, enviar cópia da decisão às partes, por via postal 
ou por outro meio qualquer de comunicação, mediante comprovação de recebimento, ou, 
ainda, entregando-a diretamente às partes, mediante recibo.) 
 
QUESTÃO: O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos, perante o juízo 
ou tribunal, onde tem curso a demanda. O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado 
por escrito particular, assinado por duas testemunhas, ou por instrumento público. 
CERTO. É o parágrafo primeiro e segundo do Art. 9º da lei 9.307/96. As sentenças dos dois 
terão efeitos judiciais. Só terá efeito extrajudicial quando falar de honorários dos árbitros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IESES. Órgão: TJ-CE. Prova de Titular de Serviços de Notas e 
de Registros – Provimento. 
Analise as assertivas abaixo e, de acordo com o que dispõe a legislação vigente sobre 
arbitragem (lei 9.307/96), assinale a alternativa correta: 
I. As pessoas capazes poderão contratar a arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos 
patrimoniais, disponíveis ou indisponíveis. (ERRADO. Direitos indisponíveis não estão 
listados no rol de litígios que podem ser dirimidos pela arbitragem. Art. 1º da lei 9307/96) (No 
caso de mediação/autocomposição pode ser objeto direitos disponíveis e indisponíveis, 
desde que os indisponíveis sejam: transigíveis; homologados em juízo; e desde que tenha a 
oitiva do Ministério Público.) 
II. A administração pública direta poderá contratar a arbitragem para dirimir litígios relativos a 
direitos patrimoniais disponíveis. (CERTO. Art.1º da lei 9307/96, §1º: “A administração pública 
direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos relativos a direitos 
patrimoniais disponíveis.”) 
III. A cláusula compromissória arbitral escrita pode estar inserta no próprio contrato ou em 
documento apartado que a ele se refira. (CERTO. Art. 4º, §1º: A cláusula compromissória deve 
ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento 
apartado que a ele se refira.) 
IV. O árbitro deverá ser capaz e ter concluído curso superior. (ERRADO. Lei 9.307/96: Art. 13. 
Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FUNDEP. Órgão: MPE-MG. Prova: de Promotor de Justiça 
Substituto. 
Assinale a alternativa incorreta sobre arbitragem (Lei n° 9.307/96): 
A) Quando a cláusula compromissória for vazia, e, pelo teor da sua redação, ficar claro que a 
arbitragem deverá ser institucional, e as partes não chegarem a um acordo sobre qual câmara 
de arbitragem ficará responsável por administrar o procedimento arbitral, uma das partes 
deverá ajuizar ação judicial, buscando, com isso, a instituição da arbitragem. Trata-se de 
procedimento especial disciplinado pelos arts. 6o e 7o da Lei n° 9.307/96. (CERTA afirmação. 
Cláusula compromissória vazia é aquela em que as partes estipulam que eventual litígio entre 
elas, em relação ao contrato, será resolvido por meio da arbitragem, sem fazer nenhuma 
especificação sobre quem será o árbitro/câmara arbitral ou o procedimento que será adotado. 
Em outras palavras, as partes somente elegem a arbitragem como mecanismo de resolução 
de eventual lide entre elas, de forma genérica, sem entrar em detalhes de como o 
procedimento será desenvolvido nem quem será o árbitro ou câmara arbitral.) 
B) De acordo com o princípio da competência-competência, é o árbitro que tem competência, 
em primeiro lugar, para decidir sobre a sua própria competência. (CERTA afirmação.) 
C) No cumprimento da carta arbitral, será observado o segredo de justiça, 
independentemente do teor da convenção de arbitragem, do termo de referência e do 
regulamento da instituição de arbitragem. (GABARITO. A afirmação está errada, porque o 
cumprimento da carta arbitral será observada em segredo de justiça desde que comprovada a 
confidencialidade estipulada na arbitragem.) 
D) Estão impedidas de funcionar como árbitros as pessoas que tenham, com as partes ou 
com o litígio que lhes for submetido, algumas das relações que caracterizam os casos de 
impedimento ou suspeição de juízes. (Afirmação CORRETA. Isso cabe para mediação e 
conciliação também.) 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-RS. Prova de Juiz de Direito Substituto. 
A) Terá efeito suspensivo a apelação contra sentença que julga procedente o pedido de 
instituição de arbitragem. 
ERRADA. Não possui efeito suspensivo automático, conforme previsto no art. 1.012, § 1º, IV, 
do Código de Processo Civil. Só começará a produzir efeitos suspensivos imediatamente 
após a publicação desta sentença. 
B) O juiz poderá conhecer de ofício sua existência para extinguir a ação. 
ERRADA. A existência de convenção de arbitragem não é matéria cognoscível de ofício pelo 
juiz, conforme previsto no art. 337, § 5º, do Código de Processo Civil. 
C) Cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória que rejeita a alegação de 
convenção de arbitragem. 
CORRETA. Cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória que rejeita a alegação 
de convenção de arbitragem, conforme o art. 1.015, III, do Código de Processo Civil. 
D) Tramitam em segredo de justiça todos os processos que versem sobre arbitragem. 
ERRADA. Conforme o art. 189, IV, do Código de Processo Civil,tramitam em segredo de 
justiça os processos que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta 
arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o 
juízo. 
E) Haverá julgamento de mérito quando o juiz acolher a alegação de existência de convenção 
de arbitragem. 
ERRADA. Conforme o art. 485, VII, do Código de Processo Civil, o juiz não resolverá o mérito 
quando acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: PGE-SE. Prova de Procurador do Estado. 
Duas sociedades empresárias firmaram contrato que contém cláusula compromissária de 
convenção de arbitragem com a previsão de que eventual litígio de natureza patrimonial, 
referente ao contrato, deveria ser submetido a tribunal arbitral. 
Nessa situação hipotética, caso seja instaurado procedimento arbitral, 
A) o magistrado poderá, de ofício, reconhecer a existência de convenção de arbitragem e 
extinguir o processo sem resolução do mérito, se o litígio referente ao contrato também for 
levado ao Poder Judiciário. (ERRADO. O juiz não resolverá o mérito nem conhecerá de ofício 
os casos de convenção de arbitragem.) 
B) em eventual execução judicial de sentença arbitral, será vedado ao réu arguir nulidade da 
decisão arbitral por meio de impugnação ao cumprimento de sentença, devendo o 
interessado utilizar ação própria para esse fim. (ERRADO. Art. 33, § 3º da lei 9307/96: A 
decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser requerida na impugnação ao 
cumprimento da sentença, nos termos dos arts. 525 e seguintes do Código de Processo Civil, 
se houver execução judicial.) 
C) as partes não estarão obrigadas a se submeter a esse procedimento, uma vez que a 
convenção de arbitragem é nula, por excluir da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a 
direito. (ERRADO. Art. 3º, NCPC.: Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão 
a direito. § 1º É permitida a arbitragem, na forma da lei.) 
D) a opção feita pelas partes pela arbitragem deverá ser considerada legítima, e a sentença 
do árbitro, título executivo extrajudicial, conforme o CPC. (ERRADO. O correto seria “judicial”. 
Só será extrajudicial quando falar em honorários dos árbitros. Art. 515, NCPC: São títulos 
executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com os artigos previstos neste 
Título: VII - a sentença arbitral.) (ver a próxima questão) 
E) eventual cumprimento de carta arbitral no Poder Judiciário, referente ao caso, deverá 
tramitar em segredo de justiça, se houver comprovação de confidencialidade da arbitragem. 
(CERTO. Art. 22-C da lei 9.307/96: O árbitro ou o tribunal arbitral poderá expedir carta arbitral 
para que o órgão jurisdicional nacional pratique ou determine o cumprimento, na área de sua 
competência territorial, de ato solicitado pelo árbitro. Parágrafo único. No cumprimento da 
carta arbitral será observado o segredo de justiça, desde que comprovada a confidencialidade 
estipulada na arbitragem.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FUNDEP. Órgão: MPE-MG. Prova de Promotor de Justiça 
Substituto. 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a Arbitragem (Lei n. 9.307/96): 
A) A arbitragem é um procedimento em contraditório, com observância à ampla defesa e à 
imparcialidade do árbitro, e que, ao final, é proferida sentença, que vincula as partes e é título 
executivo judicial. 
B) O árbitro pode tomar o depoimento das partes, ouvir testemunhas e determinar a 
realização de perícias ou outras provas que julgar necessárias, mediante requerimento das 
partes, sendo vedado, pela lei, a determinação, de ofício, de produção de prova pericial. 
(GABARITO. Art. 22 da lei 9.307/96: “Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral tomar o 
depoimento das partes, ouvir testemunhas e determinar a realização de perícias ou outras 
provas que julgar necessárias, mediante requerimento das partes ou de ofício.”) 
C) A parte interessada poderá buscar a invalidação da sentença arbitral perante o Poder 
Judiciário. A ação deverá ser proposta no prazo de até 90 (noventa) dias após o recebimento 
da notificação da respectiva sentença, parcial ou final, ou da decisão do pedido de 
esclarecimentos. 
D) A administração pública direta e indireta poderá utilizar-se da arbitragem para dirimir 
conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis. Nesse caso, por exigência da própria 
lei, a arbitragem será sempre de direito e respeitará o princípio da publicidade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: TST. Prova de Juiz do Trabalho Substituto. 
(Reduzida.) 
Sobre os atos processuais, nulidades e valor da causa, o Código de Processo Civil estabelece 
que o juízo arbitral poderá expedir carta arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique 
ou determine o cumprimento, na área de sua competência territorial, de ato objeto de pedido 
de cooperação judiciária, exceto os que importem efetivação de tutela provisória. (ERRADO. 
O erro está no “exceto”: Art. 237 do CPC de 2015: Será expedida carta: (…) IV - arbitral, para 
que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua 
competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo 
arbitral, inclusive os que importem efetivação de tutela provisória.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: TRF - 3ª REGIÃO. Órgão: TRF - 3ª REGIÃO. Prova de Juiz 
Federal Substituto. 
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. 
Com base no disposto na Lei nº 9.307/96 e suas alterações posteriores, é possível afirmar 
que: 
I – Do compromisso arbitral deverá constar, obrigatoriamente, o nome, profissão, estado civil 
e domicílio das partes; o nome, profissão e domicílio do árbitro, ou dos árbitros, ou, se for o 
caso, a identificação da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros; a matéria 
que será objeto da arbitragem; o local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem e onde 
será proferida a sentença arbitral. (ERRADO. O local, ou locais, onde se desenvolverá a 
arbitragem é facultativo constar no compromisso arbitral, o resto do que está escrito na 
alternativa é obrigatório constar mesmo. Artigo 10 e 11 da lei nº 9.307/96. 
Art. 10 da lei 9.307/96: Constará, obrigatoriamente, do compromisso arbitral (A lei não fala o 
que deve constar na cláusula compromissória/cláusula arbitral, porque essa é definida no 
contrato pelas partes de como deve ser) (é interessante decorar os artigos 10, 11 junto com o 
26): 
I - o nome, profissão, estado civil e domicílio das partes; 
II - o nome, profissão e domicílio do árbitro, ou dos árbitros, ou, se for o caso, a identificação 
da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros (O estado civil do árbitro não 
precisa); 
III - a matéria que será objeto da arbitragem; e 
IV - o lugar em que será proferida a sentença arbitral. 
Art. 11: Poderá (ou seja: facultativo), ainda, o compromisso arbitral conter: 
I - local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem (a data e o lugar em que foi proferida a 
sentença arbitral é obrigatória); 
II - a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem por eqüidade, se assim for 
convencionado pelas partes; 
III - o prazo para apresentação da sentença arbitral; (Art. 23 desta lei: “A sentença arbitral será 
proferida no prazo estipulado pelas partes. Nada tendo sido convencionado, o prazo para a 
apresentação da sentença é de seis meses”. Depois da apresentação da sentença arbitral, o 
prazo para recorrer desta sentença arbitral parcial ou final ou da decisão do pedido de 
esclarecimentos é de 90 dias.) (Ver prazo do Art. 30) 
IV - a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplicáveis à arbitragem, quandoassim convencionarem as partes; 
V - a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honorários e das despesas com a 
arbitragem; e 
VI - a fixação dos honorários do árbitro, ou dos árbitros. 
Parágrafo único. Fixando as partes os honorários do árbitro, ou dos árbitros, no 
compromisso arbitral, este constituirá título executivo extrajudicial; não havendo tal 
estipulação, o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário que seria competente para 
julgar, originariamente, a causa que os fixe por sentença. 
Art. 30. No prazo de 5 (cinco) dias, a contar do recebimento da notificação ou da ciência 
pessoal da sentença arbitral, salvo se outro prazo for acordado entre as partes, a parte 
interessada, mediante comunicação à outra parte, poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal 
arbitral que: 
I - corrija qualquer erro material da sentença arbitral; 
II - esclareça alguma obscuridade, dúvida ou contradição da sentença arbitral, ou se 
pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão. 
Parágrafo único. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá no prazo de 10 (dez) dias ou em prazo 
acordado com as partes, aditará a sentença arbitral e notificará as partes na forma do art. 29) 
 
 
 
II – Extingue-se o compromisso arbitral escusando-se qualquer dos árbitros, antes de aceitar 
a nomeação, a menos que as partes tenham declarado, expressamente, aceitar substituto. 
(ERRADO. Está escrito no Art. 12, II da lei 9.307/96: “Extingue-se o compromisso arbitral: 
I - escusando-se qualquer dos árbitros, antes de aceitar a nomeação, desde que as partes 
tenham declarado, expressamente, não aceitar substituto; 
II - falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros, desde que as 
partes declarem, expressamente, não aceitar substituto; e 
III - tendo expirado o prazo a que se refere o art. 11, inciso III (o prazo para apresentação da 
sentença arbitral, que é de 6 meses se nada for falado na compromisso arbitral), desde que a 
parte interessada tenha notificado o árbitro, ou o presidente do tribunal arbitral, concedendo- 
lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral.”) 
III – São requisitos obrigatórios da sentença arbitral: o relatório, que conterá os nomes das 
partes e um resumo do litígio; os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as 
questões de fato e de direito, mencionando-se, expressamente, se os árbitros julgaram por 
equidade; o dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem 
submetidas e estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; a data e o 
lugar em que foi proferida. (CERTO. Art. 26 da lei 9307/96: “São requisitos obrigatórios da 
sentença arbitral (É interessante decorar esse artigo junto com o 10 e o 11 desta lei): 
I - o relatório, que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio; 
II - os fundamentos da decisão, onde serão analisadas as questões de fato e de direito, 
mencionando-se, expressamente, se os árbitros julgaram por eqüidade; 
III - o dispositivo, em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e 
estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão, se for o caso; e 
IV - a data e o lugar em que foi proferida. (local, ou locais, onde se desenvolverá a arbitragem 
é facultativo) 
Parágrafo único. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros.” 
Caberá ao presidente do tribunal arbitral, na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder 
ou não querer assinar a sentença, certificar tal fato.) 
IV – Para que haja a homologação da sentença arbitral estrangeira, deverá haver requerimento 
da parte interessada, devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual, 
conforme o art. 282 do Código de Processo Civil, sendo dispensável a apresentação do 
original da sentença arbitral, desde que substituído por cópia devidamente certificada, 
autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial. (CERTO) 
Art. 37 da lei 9.307/96 A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela 
parte interessada, devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual, conforme 
o art. 282 do Código de Processo Civil, e ser instruída, necessariamente, com: 
I - o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada, autenticada pelo 
consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial; 
II - o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada, acompanhada de 
tradução oficial. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE. Órgão: MPU. Prova de Analista do MPU – Direito. 
Com base nas normas que regem o processo civil, julgue o item seguinte, acerca da função 
jurisdicional; do Ministério Público; de nulidades processuais; e de sentença. 
A existência de convenção de arbitragem acarreta a extinção do processo sem resolução do 
mérito. 
CERTO. Quando há arbitragem o juiz não resolve o mérito. O juiz não pode verificar, de ofício, 
se há arbitragem. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IESES. Órgão: TJ-AM. Prova de Serviços de Notas e de 
Registros – Remoção. 
Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos: 
I. Em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade. 
II. Que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes e Usucapião. 
III. Em que o exija o interesse público ou social. 
IV. Que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
A sequência correta é: 
A) Apenas a assertiva IV está incorreta. 
B) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. (GABARITO. O único erro da afirmação II é o 
Usucapião) 
C) Apenas as assertivas II e IV estão incorretas. 
D) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
COMENTÁRIO: Art. 189 do CPC. De 2015: Os atos processuais são públicos, todavia tramitam 
em segredo de justiça os processos: 
I - em que o exija o interesse público ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUTOCOMPOSIÇÃO. 
A autocomposição é quando as partes trabalham em conjunto para chegar a uma solução amigável 
em relação ao litígio. 
 
§ 3º do Art. 3º do CPC.: A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual 
de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros 
do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. 
 
Art. 165 do CPC.: Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, 
responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo 
desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. 
 
Art. 334 do CPC. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de 
improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação 
com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 
(vinte) dias de antecedência. 
 
No VII do artigo 319 do CPC (Dos requisitos da Petição Inicial) diz: “a opção do autor pela 
realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.” (a legislação afirmando o 
interesse em que as partes participem dessa audiência!) 
 
Uma vez que a Petição Inicial está em ordem, não sendo o caso de improcedência liminardo 
pedido, ou seja, não sendo o caso de o juiz julgar o mérito a favor do réu sem mesmo citá-lo, ele vai 
designar essa audiência de conciliação ou mediação. 
 
A causa da audiência de conciliação ou mediação tem que ter por objeto um direito que seja 
passível de negociação. Não pode ser um direito que haja proibição legal que as partes façam um 
acordo a respeito dele. 
 
O parágrafo quarto do artigo 334 do CPC diz as hipóteses em que essa audiência não será 
realizada, porque em regra, ela será realizada: 
“A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição 
consensual; (Uma parte da doutrina critica esse inciso, porque afirma que é errado o Estado 
obrigar uma das partes a participar dessa audiência se ela não manifestou interesse em 
participar) 
II - quando não se admitir a autocomposição.” (Aqui há uma diferenciação entre direito que 
não admite autocomposição do direito indisponível. Isso porque há alguns direitos 
indisponíveis que podem ser objetos de autocomposição, como é o caso dos direitos aos 
alimentos, que embora sejam indisponíveis, as partes podem fazer acordo, estabelecer o 
valor dos alimentos a partir de um ritual de autocomposição. Os direitos que não admitem 
autocomposição são os indisponíveis não sujeitos a transação, como o direito à vida, à 
liberdade, à igualdade.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Multas: 
É importante citar ainda o § 8º do artigo 334 do CPC: “O não comparecimento injustificado do 
autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica 
pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado.” 
 
IV do Art. 22 da lei 13.140/2015: o não comparecimento da parte convidada à primeira reunião 
de mediação acarretará a assunção por parte desta de cinquenta por cento das custas e 
honorários sucumbenciais caso venha a ser vencedora em procedimento arbitral ou judicial 
posterior, que envolva o escopo da mediação para a qual foi convidada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES DE AUTOCOMPOSIÇÃO. 
QUESTÃO: A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, 
nos termos da lei. 
CERTO. É a literalidade do parágrafo sétimo do artigo 334 do CPC.: “A audiência de 
conciliação ou de mediação pode realizar-se por meio eletrônico, nos termos da lei.” 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: PGE-AP. Prova: de Procurador do Estado. 
Em relação à mediação e autocomposição de conflitos 
A) poderá atuar como mediador judicial a pessoa capaz, graduada há pelo menos dois anos 
em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e que 
tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida 
pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados − ENFAM ou pelos 
tribunais, observados os requisitos mínimos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça 
em conjunto com o Ministério da Justiça. (GABARITO. É a literalidade do Art. 11 da lei 
13.140/2015. É importante saber que os mediadores judiciais não estarão sujeitos à prévia 
aceitação das partes. No caso de mediadores judiciais, as partes deverão ser assistidas por 
advogados ou defensores públicos. Art. 25 e 26 da lei 13.140/2015. 
Os mediadores extrajudiciais poderão ser: qualquer pessoa capaz que tenha a confiança das 
partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar qualquer tipo de 
conselho, entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se. No caso de mediador 
extrajudicial elas poderão ser assistidas por advogados ou defensores públicos. 
Comparecendo uma das partes acompanhada de advogado ou defensor público, o mediador 
suspenderá o procedimento, até que todas estejam devidamente assistidas. Art. 9º e 10 da lei 
13.140/2015). 
B) o consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser 
homologado em juízo, prescindível a oitiva do Ministério Público. (ERRADO. § 2º do Art. 2º da 
lei 13.140/2015: O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, 
deve ser homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público. 
C) por não ter poder decisório, não se aplicam ao mediador as hipóteses legais de 
impedimento e suspeição do juiz. (ERRADO. Art. 5º da lei 13.140/2015: Aplicam-se ao 
mediador as mesmas hipóteses legais de impedimento e suspeição do juiz.) (Mas eles 
realmente não têm poder decisório.) (A mesma coisa é aplicável à arbitragem, sobre 
impedimento e suspeição) (o árbitro tem poder decisório.) 
D) o mediador fica impedido, por tempo indefinido, de assessorar, representar ou patrocinar 
qualquer das partes, embora possa atuar como árbitro em conflito que as envolva. (ERRADO. 
Art. 6º da lei 13.140/2015: O mediador fica impedido, pelo prazo de um ano, contado do 
término da última audiência em que atuou, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer 
das partes. 
Art. 7º da lei 13.140/2015: O mediador não poderá atuar como árbitro nem funcionar como 
testemunha em processos judiciais ou arbitrais pertinentes a conflito em que tenha atuado 
como mediador.) 
E) no desempenho de sua função, o mediador deverá reunir-se com as partes sempre em 
conjunto, a fim de não se levantar qualquer objeção quanto à sua imparcialidade. (ERRADO. 
Art. 19. No desempenho de sua função, o mediador poderá reunir-se com as partes, em 
conjunto ou separadamente, bem como solicitar das partes as informações que entender 
necessárias para facilitar o entendimento entre aquelas.) 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova de Titular de Serviços de 
Notas e de Registros – Remoção. 
Sobre o procedimento administrativo que dispõe sobre a mediação entre particulares como 
meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da 
administração pública, é INCORRETO afirmar que: 
A) Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou sobre 
direitos indisponíveis que admitam transação que deverá ser objeto de homologação pelo 
conciliador ou mediador indicado pelo Tribunal ou pelas partes. (GABARITO. A afirmação está 
errada, porque a homologação de direitos indisponíveis é somente por homologação do juiz. 
Confira: Art. 3º da lei 13.140/2015: Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre 
direitos disponíveis ou sobre direitos indisponíveis que admitam transação. 
§ 1º A mediação pode versar sobre todo o conflito ou parte dele. 
§ 2º O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser 
homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público.) 
B) Ainda que haja processo arbitral ou judicial em curso, as partes poderão submeter-se à 
mediação, hipótese em que requererão ao juiz ou árbitro a suspensão do processo por prazo 
suficiente para a solução consensual do litígio, não cabendo recurso dessa decisão que 
suspende o processo. (CERTA afirmação. Art. 16 da lei 13.140/2015: Ainda que haja processo 
arbitral ou judicial em curso, as partes poderão submeter-se à mediação, hipótese em que 
requererão ao juiz ou árbitro a suspensão do processo por prazo suficiente para a solução 
consensual do litígio. 
§ 1º É irrecorrível a decisão que suspende o processo nos termos requeridos de comum 
acordo pelas partes. 
§ 2º A suspensão do processo não obsta a concessão de medidas de urgência pelo juiz ou 
pelo árbitro.) 
C) As controvérsias jurídicas que envolvam a administração pública federal direta, suas 
autarquias e fundações poderão ser objeto de transação por adesão e implicará renúncia do 
interessado ao direito sobre o qual se fundamenta a ação ou o recurso, eventualmente 
pendentes, no que tange aos pontos compreendidospelo objeto da resolução administrativa. 
(CERTA afirmação. Art. 35 da lei 13.140/2015. O conceito de mediação e conciliação passa por 
essa definição de que uma das partes, ou ambas as partes abrem mão de um direito para 
chegarem a um acordo que sirva para as duas partes, seja uma das partes a administração 
pública, seja não) 
D) Não havendo previsão contratual completa, deverão ser observados os critérios legais 
para a realização da primeira reunião de mediação dentre eles o aviso de que o não 
comparecimento da parte convidada à primeira reunião de mediação acarretará a assunção 
por parte desta de 50% (cinquenta por cento) das custas e honorários sucumbenciais caso 
venha a ser vencedora em procedimento arbitral ou judicial posterior, que envolva o escopo 
da mediação para a qual foi convidada. (CERTA afirmação. Artigo 22, §2º, IV da Lei 
13.140/2015.) 
 
QUESTÃO: Na audiência de conciliação ou mediação a parte poderá constituir representante, 
por meio de procuração específica, com poderes para negociar e transigir. 
CERTO. É a literalidade do parágrafo décimo do artigo 334 do CPC. 
 
QUESTÃO: As audiências de conciliação e mediação são regidas pelo princípio da 
confidencialidade, não podendo posteriormente, no processo (caso não haja acordo na 
conciliação ou mediação), o juiz usar das informações que obteve na audiência de conciliação 
ou mediação, se nela ele presidiu. 
CERTO. 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FGV. Órgão: TJ-PI. Prova de Analista Judiciário – Psicólogo. 
Haroldo e Márcia são divorciados e, desde a separação, eles entram em diversos desacordos, 
especialmente em relação à convivência dos filhos, valor de pensão e divisão de patrimônio. 
Na tentativa de realizarem a autocomposição de conflitos, eles decidiram buscar a mediação. 
Sobre a mediação, conforme estabelecido na lei Nº 13.140/2015, é correto afirmar que: 
A) em havendo previsão contratual de cláusula de mediação, Haroldo e Márcia poderão se 
ausentar sem justificativa da primeira reunião de mediação; (ERRADO. Art. 22, parágrafo 2º da 
lei 13.140/2015: IV - o não comparecimento da parte convidada à primeira reunião de 
mediação acarretará a assunção por parte desta de cinquenta por cento das custas e 
honorários sucumbenciais caso venha a ser vencedora em procedimento arbitral ou judicial 
posterior, que envolva o escopo da mediação para a qual foi convidada.) 
B) pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis, sendo vedado 
para os direitos indisponíveis, mesmo que admitam transação; (ERRADO. Art. 3º da lei 
13.140/2015 Pode ser objeto de mediação o conflito que verse sobre direitos disponíveis ou 
sobre direitos indisponíveis que admitam transação. 
§ 2º O consenso das partes envolvendo direitos indisponíveis, mas transigíveis, deve ser 
homologado em juízo, exigida a oitiva do Ministério Público. 
C) a mediação deve ser focada sobre parte do conflito e não no todo, evitando, assim, 
confusão entre os termos do acordo; (ERRADO. Está expresso na lei que mediação poderá 
versar sobre toda a lide ou parte dela – Art. 3º, parágrafo 1º da lei 13.140/2015. No caso de 
arbitragem, o §1º da lei 9.307/96 diz: Os árbitros poderão proferir sentenças parciais.) 
D) o mediador não poderá reunir-se separadamente com uma das partes, sob o risco de violar 
o princípio de imparcialidade; (ERRADO. Art. 19 da lei 13.140: No desempenho de sua função, 
o mediador poderá reunir-se com as partes, em conjunto ou separadamente, bem como 
solicitar das partes as informações que entender necessárias para facilitar o entendimento 
entre aquelas.) 
E) poderão ser admitidos outros mediadores para atuar no mesmo procedimento, quando isso 
for recomendável em razão da natureza e da complexidade do conflito. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: IBEG. Órgão: IPREV. Prova para Procurador Previdenciário. 
João ingressou com ação contra Maria. Em 31 de março de 2017 (sexta-feira) foi realizada 
audiência de conciliação, sendo que não houve auto composição. Como Maria estava 
confiante de que faria um acordo com João, não apresentou sua defesa antes da referida 
audiência. Acerca da apresentação da Contestação, assinale alternativa correta: 
A) Maria deveria ter apresentado Contestação até o momento inicial da audiência. 
B) Maria será declarada revel em audiência. 
C) O prazo de 15 dias para apresentação da contestação terá início na data da audiência de 
conciliação. (CERTO. Da Contestação (é a defesa do réu, caso não haja acordo na conciliação 
ou mediação): Art. 335 do CPC.: O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 
15 (quinze) dias, cujo termo inicial (o termo inicial é a data que se iniciará a contagem do 
prazo em que o réu poderá protocolar a defesa) será a data: 
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; 
II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação 
apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso I: “se ambas as 
partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual;”) 
D) O prazo de 15 dias para apresentação da contestação terá início no primeiro dia útil 
seguinte à audiência e conciliação. 
E) O prazo de 10 dias para apresentação da contestação terá início na data da audiência de 
conciliação. 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Itame. Órgão: Prefeitura de Senador Canedo – GO. Prova para 
Procurador Municipal. 
O Código de Processo Civil determina que os tribunais criarão centros judiciários de solução 
consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação 
e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a 
autocomposição. De acordo com essas determinações, marque a alternativa incorreta: 
A) O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior 
entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer 
tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem; (Afirmação correta) 
B) É vedado às partes escolher o conciliador, o mediador ou a câmara privada de conciliação 
e de mediação; (Afirmação errada. Art. 168 do CPC.: As partes podem escolher, de comum 
acordo, o conciliador, o mediador ou a câmara privada de conciliação e de mediação.) 
C) O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de conciliação e mediação, se houver, 
verificando atuação inadequada do mediador ou conciliador, poderá afastá-lo de suas 
atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão fundamentada, informando o fato 
imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo processo administrativo; 
(Afirmação correta. CPC. Art. 173, § 2º O juiz do processo ou o juiz coordenador do centro de 
conciliação e mediação, se houver, verificando atuação inadequada do mediador ou 
conciliador, poderá afastá-lo de suas atividades por até 180 (cento e oitenta) dias, por decisão 
fundamentada, informando o fato imediatamente ao tribunal para instauração do respectivo 
processo administrativo.) 
D) A conciliação e a mediação são informadas pelos princípios da independência, da 
imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da 
informalidade e da decisão informada. (Afirmação correta. Art. 166 do CPC.: A conciliação e a 
mediação são informadas pelos princípios da independência, da imparcialidade, da 
autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão 
informada.) 
(Art. 2º da lei 13.140/2015: A mediação será orientada pelos seguintes princípios: 
I - imparcialidade do mediador; 
II - isonomia entre as partes; 
III - oralidade; 
IV - informalidade; 
V - autonomia da vontade das partes; 
VI - busca do consenso; 
VII - confidencialidade; 
VIII - boa-fé.)QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FCC. Órgão: Prefeitura de Campinas – SP. Prova para 
Procurador. 
Em relação ao cumprimento de sentença, considere: 
I. O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou 
do corresponsável que não tiver participado da fase de conhecimento. (CERTO. É o que 
dispõe o art. 513, §5º, do CPC/15) 
II. Quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo, o cumprimento da 
sentença dependerá de demonstração de que se realizou a condição ou de que ocorreu o 
termo. (CERTO. É o que dispõe o art. 514, do CPC/15.) 
III. A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo, mas não pode 
versar sobre relação jurídica que não tenha sido deduzida em Juízo, por implicar lesão ao 
princípio da adstrição ou congruência. (ERRADO. Dispõe o art. 515, §2º, do CPC/15, que "a 
autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre relação 
jurídica que não tenha sido deduzida em juízo".) (Princípio da congruência ou adstrição 
refere-se à necessidade do magistrado decidir a lide dentro dos limites objetivados pelas 
partes, não podendo proferir sentença de forma extra, ultra ou infra/citra petita) 
IV. São títulos executivos judiciais as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a 
exigibilidade de obrigação de pagar quantia, somente, dependendo a obrigação de fazer, de 
não fazer ou de entregar coisa de prévio processo de conhecimento. (ERRADO. Tanto as 
decisões de pagar quantia quanto as que reconheçam a exigibilidade de obrigação de fazer, 
de não fazer e de entregar coisa são títulos executivos judiciais. Art. 515, I, CPC/15) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017 Banca: IESES Órgão: TJ-RO. Prova para Titular de Serviços de Notas e 
de Registros. 
De acordo com as normas processuais vigentes podemos afirmar que são exemplos de 
títulos executivos judiciais: 
I. As sentenças estrangeiras homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça. 
II. As decisões homologatórias de autocomposição judicial. 
III. As sentenças penais condenatórias transitadas em julgado. 
IV. As decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de 
pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa. 
TODAS ESTÃO CORRETAS. 
Art. 515 do CPC.: São títulos executivos judiciais, cujo cumprimento dar-se-á de acordo com 
os artigos previstos neste Título: 
I - as decisões proferidas no processo civil que reconheçam a exigibilidade de obrigação de 
pagar quantia, de fazer, de não fazer ou de entregar coisa; 
II - a decisão homologatória de autocomposição judicial; 
III - a decisão homologatória de autocomposição extrajudicial de qualquer natureza; 
IV - o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos 
herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal; 
V - o crédito de auxiliar da justiça, quando as custas, emolumentos ou honorários tiverem 
sido aprovados por decisão judicial; 
VI - a sentença penal condenatória transitada em julgado; 
VII - a sentença arbitral; 
VIII - a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; 
IX - a decisão interlocutória estrangeira, após a concessão do exequatur à carta rogatória pelo 
Superior Tribunal de Justiça; 
X - (VETADO). 
§1º Nos casos dos incisos VI a IX, o devedor será citado no juízo cível para o cumprimento da 
sentença ou para a liquidação no prazo de 15 (quinze) dias. 
§ 2º A autocomposição judicial pode envolver sujeito estranho ao processo e versar sobre 
relação jurídica que não tenha sido deduzida em juízo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre – RS. Prova para 
Procurador Municipal. 
Em relação ao procedimento comum tratado no Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), 
analise as assertivas a seguir: 
I. A audiência de conciliação ou mediação não será realizada somente se ambas as partes 
expressamente manifestarem o desinteresse ou quando a causa não admitir autocomposição. 
(CERTO. Art. 334. §4º do CPC.: A audiência não será realizada: I - se ambas as partes 
manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual; II - quando não se 
admitir a autocomposição.) 
II. Na fase de saneamento e organização do processo, se a causa apresentar complexidade 
em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o saneamento seja 
feito em cooperação com as partes, oportunidade em que o juiz, se for o caso, convidará as 
partes a esclarecer suas alegações. (CERTO. Art. 357. §3º, CPC.: Se a causa apresentar 
complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que o 
saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em que o juiz, se for o 
caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas alegações.) 
III. Iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz tentará conciliar as partes, 
independentemente do emprego anterior de outros métodos de solução consensual de 
conflitos, como a mediação e a arbitragem. (CERTO. Art. 359 do CPC.: Instalada a audiência, o 
juiz tentará conciliar as partes, independentemente do emprego anterior de outros métodos 
de solução consensual de conflitos, como a mediação e a arbitragem.) 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que suspende-se o prazo do processo quando ocorrer caso em 
que se tentará solucionar a lide pela autocomposição. 
CERTO. Parágrafo único do Art. 221 do CPC.: Suspendem-se os prazos durante a execução 
de programa instituído pelo Poder Judiciário para promover a autocomposição, incumbindo 
aos tribunais especificar, com antecedência, a duração dos trabalhos. 
Já no caso de arbitragem, acontece que o que diz o Art. 485 do CPC.: O juiz não resolverá o 
mérito quando: (...) VII - acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou 
quando o juízo arbitral reconhecer sua competência (a existência de arbitragem não pode ser 
matéria a ser verificada de ofício pelo juiz.). No caso de arbitragem, o prazo do processo não 
será suspenso, na verdade o que vai acontecer é que o processo será extinto sem a resolução 
de mérito, porque quem vai decidir será o árbitro e não o juiz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CPCON. Órgão: Prefeitura de Guarabira – PB. Prova para 
Procurador Municipal. 
Quanto ao julgamento conforme o estado do processo, previsto no CPC/2015 e o tema da 
autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública, previsto na Lei 13.140/2015, 
assinale a alternativa CORRETA: 
A) A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar câmaras de 
prevenção e resolução administrativa de conflitos, no âmbito dos respectivos órgãos da 
Advocacia Pública, onde houver, com competência para dirimir conflitos entre órgãos e 
entidades da administração pública; avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de 
conflitos, por meio de composição, no caso de controvérsia entre particular e pessoa jurídica 
de direito público; e promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de 
conduta. A submissão do conflito às câmaras será compulsória nos casos previstos no 
regulamento do respectivo ente federado. 
B) O juiz decidirá parcialmente o mérito da demanda quando um ou mais dos pedidos 
formulados ou parcela deles mostrar-se incontroverso ou estiver em condições de imediato 
julgamento, nos termos do CPC/2015. A decisão que julgar parcialmente o mérito, porém, só 
poderá reconhecer a existência de obrigação líquida. 
C) É facultado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, suas autarquias e fundações 
públicas, bem como às empresas públicas e sociedades de economia mista federais, 
submeter seus litígios com órgãos ou entidades da administração pública federal à 
Advocacia-Geral da União, para fins de composição extrajudicial do conflito. 
D) Os servidores e empregados públicos que participarem do processo de composiçãoextrajudicial do conflito ainda poderão ser responsabilizados civil, administrativa ou 
criminalmente quando praticarem ato lesivo ao patrimônio público. 
E) A instauração de procedimento administrativo para a resolução consensual de conflito no 
âmbito da administração pública interrompe a prescrição. 
a) INCORRETA Lei 13.140/15: Art. 32. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
poderão criar câmaras de prevenção e resolução administrativa de conflitos, no âmbito dos 
respectivos órgãos da Advocacia Pública, onde houver, com competência para: I - dirimir 
conflitos entre órgãos e entidades da administração pública; II - avaliar a admissibilidade dos 
pedidos de resolução de conflitos, por meio de composição, no caso de controvérsia entre 
particular e pessoa jurídica de direito público; III - promover, quando couber, a celebração de 
termo de ajustamento de conduta. § 1º O modo de composição e funcionamento das câmaras 
de que trata o caput será estabelecido em regulamento de cada ente federado. § 2º A 
submissão do conflito às câmaras de que trata o caput é FACULTATIVA e será cabível apenas 
nos casos previstos no regulamento do respectivo ente federado. (...) 
b) INCORRETA CPC, Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos 
pedidos formulados ou parcela deles: I - mostrar-se incontroverso; II - estiver em condições 
de imediato julgamento, nos termos do . § 1º A decisão que julgar parcialmente o mérito 
poderá reconhecer a existência de obrigação líquida ou ILÍQUIDA. (...) 
c) CORRETA Lei 13.140/15: Art. 37. É facultado aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios, suas autarquias e fundações públicas, bem como às empresas públicas e 
sociedades de economia mista federais, submeter seus litígios com órgãos ou entidades da 
administração pública federal à Advocacia-Geral da União, para fins de composição 
extrajudicial do conflito. 
d) INCORRETA Lei 13.140/15: Art. 40. Os servidores e empregados públicos que participarem 
do processo de composição extrajudicial do conflito, somente poderão ser responsabilizados 
civil, administrativa ou criminalmente quando, mediante dolo ou fraude, receberem qualquer 
vantagem patrimonial indevida, permitirem ou facilitarem sua recepção por terceiro, ou para 
tal concorrerem. 
 
 
 
e) INCORRETA Lei 13.140/15, Art. 34. A instauração de procedimento administrativo para a 
resolução consensual de conflito no âmbito da administração pública SUSPENDE a 
prescrição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONVENÇÕES PROCESSUAIS. 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Prefeitura de Fortaleza – CE. 
Prova para Procurador do Município. 
É dever do magistrado manifestar-se de ofício (Errado. Pode ser de ofício ou a requerimento) 
quanto ao inadimplemento de qualquer negócio jurídico processual válido celebrado pelas 
partes, já que, conforme expressa determinação legal, as convenções processuais devem ser 
objeto de controle pelo juiz. 
ERRADO. “NEGÓCIO JURÍDICO PROCESSUAL” são as convenções que as partes fazem nos 
contratos. NCPC Art. 190 - Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, 
é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às 
especificidades da causa e convencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres 
processuais, antes ou durante o processo. Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o 
juiz controlará a validade das convenções previstas neste artigo, recusando-lhes aplicação 
somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em contrato de adesão ou em que 
alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE. Órgão: PGE-PE. Prova: de Procurador do Estado. 
O CPC prevê a possibilidade de convenção processual em processos que versem sobre 
direitos que admitam a autocomposição. Conforme o entendimento doutrinário, esse instituto. 
A) não poderá ser firmado pela fazenda pública. (ERRADO. A Fazenda Pública, sendo uma 
das partes poderá também firmar, com a outra parte, a mudança de acordos processuais.) 
B) não poderá ser celebrado em contrato de convivência. (ERRADO. Poderá.) 
C) não poderá ser objeto de controle de ofício pelo juiz. (ERRADO. Se a questão estivesse 
falando de arbitragem, essa alternativa estaria certa, porque o juiz não pode de ofício 
reconhecer que há arbitragem) 
D) poderá estipular a interposição de recurso per saltum às cortes superiores. (ERRADO, 
porque isso seria um acordo para suprimir a primeira instância, e isso não pode) 
E) poderá estipular a cláusula “sem recurso” bilateralmente. (CERTO. AS PARTES PODEM 
MUDAR OS ATOS PROCESSUAIS, CABENDO O MAGISTRADO CONTROLAR. 
Enunciado 20 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: "não são admissíveis os 
seguintes negócios bilaterais, dentre outros: acordo para modificação da competência 
absoluta, acordo para supressão da primeira instância, acordo para afastar motivos de 
impedimento do juiz, acordo para criação de novas espécies recursais,” 
Ainda não pode: Acordo que impeça o réu de contestar. 
Pode: Acordo para vedar recursos; a cláusula que convenciona que o autor estaria 
desincumbido de provar a existência do contrato (Distribuição do ônus da prova. Art. 373, 
§§3º e 4º CPC); Eleição negocial do foro (art. 63 CPC); Renúncia ao prazo (art. 225 CPC); 
Acordo para suspensão do Processo (art. 313, II CPC); Definir o calendário processual (art. 
191, §§1º e 2º CPC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-AL. Prova para Técnico Judiciário - Área 
Judiciária. 
Ao celebrar um contrato de compra e venda, os contratantes convencionaram sobre 
determinados ônus e deveres processuais. Nesse sentido, afirmaram que se houvesse 
necessidade de ação judicial para dirimir qualquer conflito em relação ao negócio jurídico ora 
entabulado, e pela possibilidade legal de autocomposição, o autor estaria desincumbido de 
provar a existência do contrato e que o réu não poderia contestar o feito. Nesse cenário: 
A) o juiz não poderá controlar as validades destas convenções, pois se trata de direito 
disponível às partes; (ERRADO. Um é disponível, o outro é indisponível. Já que um é 
indisponível o juiz pode controlar) 
B) estas convenções são nulas de pleno direito, pois convencionadas antes da existência do 
processo; (ERRADO. Uma é nula, a outra não) 
C) o juiz controlará as validades destas convenções de ofício, e deverá admiti-las por se 
tratarem de direitos disponíveis; (ERRADO. O juiz controlará, mas admitirá somente uma 
convenção, porque só uma é disponível.) 
D) o juiz controlará as validades destas convenções, recusando aplicação de ambas as 
cláusulas; (ERRADO. O juiz controlará, mas recusará somente uma convenção, porque só 
uma é indisponível.) 
E) o juiz controlará as validades destas convenções, recusando, de ofício, a cláusula que 
impossibilita o réu contestar. (CERTO. A cláusula/convenção que proibir o réu de contestar é 
abusiva, porque esse direito de contestar é indisponível. Não pode existir essa cláusula. Já a 
cláusula que convenciona que o autor estaria desincumbido de provar a existência do 
contrato (Distribuição do ônus da prova) não é proibida, porque esse é um direito disponível.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS. 
Se a banca examinadora falar que um princípio do processo é um princípio da jurisdição e vice-
versa, marque que está certo, porque o que realmente importa aqui é saber linkar o nome do 
princípio com o seu significado e saber quais princípios existem e não “viajar” em um nome de um 
princípio que a banca do concurso inventar. Alguns princípios às vezes são chamados de “normas” - 
está certo também!PRINCÍPIOS DO PROCESSO CIVIL. 
Princípio do Acesso à justiça / Princípio da Inafastabilidade da jurisdição / Princípio da 
indeclinabilidade da jurisdição / Princípio da Obrigatoriedade da Jurisdição (Comum): 
Art. 5º, XXXV, da CF: "A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a 
direito" Por seu turno, o Código de Processo Civil assevera em seu artigo terceiro que “não se 
excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito” querendo dizer que a solução de 
conflitos não está restrita ao poder judiciário estrito senso, mas que também cabe à arbitragem e à 
mediação e conciliação por exemplo. 
 
Todos têm direito ao acesso à justiça. Quando você for propor uma ação ao Poder Judiciário você 
precisa pagar um valor em dinheiro (valor de custas), que futuramente será pago a você pela pessoa 
que você está processando, se ela perder a ação. 
As pessoas que não tem condições financeiras deverão procurar a Defensora Pública. O princípio do 
Acesso à justiça está intimamente ligado ao assunto “gratuidade da justiça” disciplinado na Seção 
IV do CPC.: 
Da Gratuidade da Justiça 
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos 
para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à 
gratuidade da justiça, na forma da lei. 
§ 1º A gratuidade da justiça compreende: 
I - as taxas ou as custas judiciais; 
II - os selos postais; 
III - as despesas com publicação na imprensa oficial, dispensando-se a publicação em outros 
meios; 
IV - a indenização devida à testemunha que, quando empregada, receberá do empregador 
salário integral, como se em serviço estivesse; 
V - as despesas com a realização de exame de código genético - DNA e de outros exames 
considerados essenciais; 
VI - os honorários do advogado (ADVOGADO DATIVO) e do perito e a remuneração do 
intérprete ou do tradutor nomeado para apresentação de versão em português de documento 
redigido em língua estrangeira; 
VII - o custo com a elaboração de memória de cálculo, quando exigida para instauração da 
execução; 
VIII - os depósitos previstos em lei para interposição de recurso, para propositura de ação e 
para a prática de outros atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do 
contraditório; 
IX - os emolumentos devidos a notários ou registradores em decorrência da prática de 
registro, averbação ou qualquer outro ato notarial necessário à efetivação de decisão judicial 
ou à continuidade de processo judicial no qual o benefício tenha sido concedido. 
§ 2º A concessão de gratuidade não afasta a responsabilidade do beneficiário pelas despesas 
processuais e pelos honorários advocatícios decorrentes de sua sucumbência. 
§ 3º Vencido o beneficiário, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob 
condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 5 (cinco) 
anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de 
gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. 
§ 4º A concessão de gratuidade não afasta o dever de o beneficiário pagar, ao final, as multas 
processuais que lhe sejam impostas. 
§ 5º A gratuidade poderá ser concedida em relação a algum ou a todos os atos processuais, 
ou consistir na redução percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de 
adiantar no curso do procedimento. 
 
§ 6º Conforme o caso, o juiz poderá conceder direito ao parcelamento de despesas 
processuais que o beneficiário tiver de adiantar no curso do procedimento. 
Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na 
contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. 
§ 3º Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa 
natural. (O juiz pode pedir a comprovação) 
§ 4º A assistência do requerente por advogado particular não impede a concessão de 
gratuidade da justiça. 
Art. 100. Deferido o pedido, a parte contrária poderá oferecer impugnação na contestação, na 
réplica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos de pedido superveniente ou formulado 
por terceiro, por meio de petição simples, a ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, nos 
autos do próprio processo, sem suspensão de seu curso. 
Art. 101. Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua 
revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença, 
contra a qual caberá apelação. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-AL. Prova de Analista Judiciário. 
A gratuidade de justiça: 
A) não pode ser deferida em favor de pessoa jurídica; (ERRADO. Art. 98 do CPC.: A pessoa 
natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar as 
custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios tem direito à gratuidade da 
justiça, na forma da lei.) 
B) afasta o dever de o beneficiário pagar as multas processuais que lhe sejam impostas; 
(ERRADO. Art. 98 § 4º do CPC.: A concessão de gratuidade não afasta o dever de o 
beneficiário pagar, ao final, as multas processuais que lhe sejam impostas.) 
C) não pode ser requerida em petição de recurso; (ERRADO. Art. 99 do CPC.: O pedido de 
gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na petição para 
ingresso de terceiro no processo ou em recurso.) 
D) não compreende o depósito de cinco por cento do valor da causa, na ação rescisória; 
(ERRADO. Art. 968 do CPC.: A petição inicial será elaborada com observância dos requisitos 
essenciais do art. 319, devendo o autor: 
II - depositar a importância de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converterá em 
multa caso a ação seja, por unanimidade de votos, declarada inadmissível ou improcedente. 
§ 1º Não se aplica o disposto no inciso II à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos 
Municípios, às suas respectivas autarquias e fundações de direito público, ao Ministério 
Público, à Defensoria Pública e aos que tenham obtido o benefício de gratuidade da justiça.) 
E) Pode abarcar um, alguns ou todos os atos, ou consistir na redução percentual das 
despesas a cargo do beneficiário. (CORRETO. Art. 98 § 5º do CPC.: A gratuidade poderá ser 
concedida em relação a algum ou a todos os atos processuais, ou consistir na redução 
percentual de despesas processuais que o beneficiário tiver de adiantar no curso do 
procedimento.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018 Banca: FUNDATEC. Órgão: DPE-SC. Prova: FUNDATEC - 2018 - DPE-SC 
- Técnico Administrativo. 
Sobre a gratuidade de justiça, assinale a alternativa correta. 
A) A pessoa beneficiária de gratuidade de justiça fica dispensada de efetuar depósito previsto 
em lei para interposição de recurso e para propositura de ação. (GABARITO.) 
B) A pessoa beneficiária de gratuidade de justiça fica isenta da responsabilidade de 
pagamento das despesas processuais em caso de sucumbência. 
C) A gratuidade de justiça se estende aos honorários contratuais devidos ao advogado 
particular contratado. 
D) Os atos extrajudiciais de acesso à justiça não estão abarcados pela gratuidade de justiça. 
E) A gratuidade de justiça em processos judiciais restringe-se a taxas, custas e 
emolumentos. 
COMENTÁRIO: Informações básicas sobre a gratuidade: Não afasta o dever de pagar, ao final, 
as multas processuais impostas; Não afasta a responsabilidade das despesas processuais e 
honorários de eventual sucumbência; Pode ser a todos os atos ou a alguns atos processuais; 
O fato de ter advogado não impede a gratuidade. 
Art. 99 do CPC.: O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na 
contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. 
A gratuidadecobre a indenização devida à testemunha, mas se falar em MULTA, daí não 
cobre. 
A gratuidade cobre os honorários do advogado (dativo), mas se falar em honorários da 
SUCUMBÊNCIA, daí não cobre 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: TRF - 2ª Região. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova de Juiz Federal 
Substituto. 
A gratuidade da justiça não compreende: 
A) Os emolumentos devidos a notários ou registradores. (ERRADO, porque compreende) 
B) as despesas com a realização de exame de código genético - DNA. (ERRADO, porque 
compreende) 
C) A dispensa da publicação em outros meios que não oficiais. (ERRADO, porque 
compreende. § 1º, Art. 98 do CPC: A gratuidade da justiça compreende: 
III - as despesas com publicação na imprensa oficial, dispensando-se a publicação em outros 
meios;) 
D) Os honorários do advogado. (ERRADO, porque compreende. Se não falar SUCUMBÊNCIA, 
é porque compreende. Art. 98 do CPC.: A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, 
com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários 
advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.) 
E) as obrigações decorrentes da sucumbência, que ficarão sob condição suspensiva. 
GABARITO: E. Art. 98, IX, § 3º do CPC.: Vencido o beneficiário, as obrigações decorrentes de 
sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser 
executadas se, nos 5 (cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as 
certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos 
que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais 
obrigações do beneficiário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE. Órgão: DPE-PE. Prova de Defensor Público. 
A respeito da gratuidade da justiça para brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, 
assinale a opção correta. 
A) Alegada a insuficiência de recursos por pessoa jurídica ou natural, presume-se verdadeira 
a declaração para fins de concessão da gratuidade de justiça. (ERRADO. Não se presume 
verdadeira a da pessoa jurídica, somente a da pessoa natural.) 
B) A gratuidade de justiça abrange o pagamento das multas processuais impostas contra o 
seu beneficiário, que pode ser pessoa natural ou jurídica, nesse último caso, se não tiver 
havido desconsideração da personalidade jurídica. (ERRADO. A gratuidade de justiça não 
abrange as multas. O que abrange é a indenização devida à testemunha que, quando 
empregada, receberá do empregador salário integral, como se em serviço estivesse) 
C) A gratuidade de justiça afasta a responsabilidade de pagamento dos honorários 
advocatícios decorrentes da sucumbência do seu beneficiário. (ERRADO. A gratuidade de 
justiça não afasta a responsabilidade de pagamento dos honorários advocatícios decorrentes 
da SUCUMBÊNCIA do seu beneficiário.) 
D) Como decorre de direito pessoal, a gratuidade de justiça se estende aos sucessores do 
beneficiário. (ERRADO. A gratuidade de justiça não se estende aos sucessores do 
beneficiário, nem a terceiros que entrem no processo, exceto se estes requererem. Por isso 
se diz que a gratuidade à justiça é personalíssimo. Art. 99 do CPC.: O pedido de gratuidade da 
justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na petição para ingresso de 
terceiro no processo ou em recurso.) 
E) A decisão a respeito das custas processuais de agravo de instrumento interposto contra o 
indeferimento da gratuidade de justiça deve ser tomada preliminarmente ao julgamento do 
mérito recursal. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: CPC. Art. 101. Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher 
pedido de sua revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for 
resolvida na sentença, contra a qual caberá apelação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da motivação (Comum): 
O juiz, ao decidir, deverá cotejar / analisar os fatos com o direito aplicável, argumentando 
expressamente as razões que levaram ele decidir daquela forma. 
 
Princípio da Inércia / Princípio da demanda / Princípio do Dispositivo e livre investigação de 
provas (Comum) 
O Poder Judiciário precisa ser PROVOCADO para poder agir. Não é um princípio absoluto, as 
exceções dele são chamadas de jurisdição de ofício, são exemplos: Art, 712 do CPC - 
Procedimento de restauração de autos: “Verificado o desaparecimento dos autos, eletrônicos ou 
não, pode o juiz, de ofício, qualquer das partes ou o Ministério Público, se for o caso, 
promover-lhes a restauração.”; e Art. 536. do CPC.: “No cumprimento de sentença que 
reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a 
requerimento, para a efetivação da tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado 
prático equivalente, determinar as medidas necessárias à satisfação do exequente” 
 
A respeito do referido dispositivo legal, Fredie Didier Jr. leciona: “(…) O juiz pode instaurar a 
execução de sentença que impõe prestação de fazer, não-fazer ou dar coisa distinta de dinheiro 
(arts. 536 e 538, CPC). Não há necessidade de provocação da parte. O mesmo não acontece com a 
execução de sentença para pagamento de quantia, que depende de provocação da parte (art. 513, 
§1º, CPC)” (Curso de Direito Processual Civil: introdução ao direito processual civil, parte geral e 
processo de conhecimento. Vol. 1, 18ª ed., 2016, Editora Juspodivum, p. 146 – Grifamos). 
 
Quando o juiz age de ofício ele age segundo o princípio inquisitivo, que é contrário ao princípio 
dispositivo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova para Titular de Serviços 
de Notas e de Registros – Provimento. (Reduzida) 
Em razão do princípio dispositivo, o juiz não pode, de ofício, determinar a produção de 
provas. 
ERRADO! Ele pode sim! 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: DPE-RJ. Prova de Técnico Superior Jurídico. 
Constitui uma exceção à característica inerte (inerte: princípio da inércia) da jurisdição: 
A) ação possessória tendo por objeto bem público; 
B) habeas data; 
C) restauração de autos; (GABARITO) 
D) ação popular; E mandado de injunção. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: TCE-PE. Prova de Analista de Gestão – 
Julgamento. 
Dado o princípio da demanda, o juiz não pode agir sem ser provocado pelo interessado, salvo 
no caso das exceções previstas em lei. 
CERTO. Princípio da Inércia / Princípio da demanda / Princípio do Dispositivo e livre 
investigação de provas (Comum). Art. 2º do CPC. O processo começa por iniciativa da parte e 
se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei. Essas exceções são: 
Restauração de autos; determinar a produção de provas; concessão de Habeas Corpus; 
Manifestação sobre conflito de competência absoluta; cumprimento de sentença de obrigação 
de fazer, não fazer ou de entregar coisa diferente de dinheiro; arrecadação de bens do 
ausente etc. 
 
 
 
 
Princípio do Devido Processo Legal: 
Art. 5º, CF/88, LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido 
processo legal 
 
É considerado o princípio processual mais relevante. É o supra princípio, porque a ideia deste 
princípio é que um processo judicial só será válido se ele respeitar todas as regras legais e todos os 
princípios que existem. Este princípio é muito importante, porque ele vem antes de tudo! 
O CPC não fala explicitamente deste princípio, mas a CF/88 fala e isso é o que basta. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente 
Judiciário. 
O devido processo legal é uma garantia contra eventual uso abusivo de poder, de modo a 
assegurar provimento jurisdicional em consonância com a Constituição Federal de 1988. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PE. Prova para Analista de 
Gestão. 
Não viola o princípio do devido processo legalo juiz que, ao prolatar sentença em ação de 
alimentos, deixa de atender pedido de produção de provas e depoimento pessoal das partes. 
ERRADO. A questão está relacionada especificamente ao Princípio constitucional do devido 
processo legal de uma forma geral. Então é só analisar o que está na CF: Art 5º, LIV: Ninguém 
será privado da liberdade ou de seus bens, sem o devido processo legal. Isso significa que o 
indivíduo só será privado de seus bens se lhe forem assegurados todos os instrumentos de 
defesa. Além disso, este princípio tem 2 dimensões: 
Sentido formal: o direito de participar do processo. 
Sentido material: o direito de influenciar o juiz na decisão a ser tomada 
 
Princípio do Contraditório e Ampla Defesa: 
Art. 5º, CF/88, LV – “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em 
geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela 
inerentes;” 
Art. 9º do CPC.: Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente 
ouvida. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: 
I - à tutela provisória de urgência; 
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III ; 
III - à decisão prevista no art. 701. 
Art. 10 Do CPC.: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: MPT. Órgão: MPT. Prova para Procurador do Trabalho. 
(Reduzida) 
Sobre a tutela provisória, analise as assertivas abaixo: 
I - A chamada tutela da evidência do Código de Processo Civil foi declarada inconstitucional 
pelo Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade, por violar os 
princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. (ERRADO. Não foi considerada 
constitucional pelo STF. Continua válida) 
II - O Código de Processo Civil delimita como espécies distintas a tutela de natureza cautelar 
e a tutela de natureza antecipada, alinhando-as ao gênero das tutelas provisórias de urgência. 
Ambas serão concedidas quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do 
direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. (CERTO. Art. 294 do CPC.: 
A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. 
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida 
em caráter antecedente ou incidental.) 
COMENTÁRIO: 
A tutela provisória não é algo definitivo, é apenas provisório, ou seja, apenas uma cognição sumária 
do juiz. O contraditório e ampla defesa serão adiados. Um exemplo da cautelar é quando a justiça 
não permite que o devedor aliene seus bens, para no futuro poder pagar a sua dívida. Já a 
antecipada já garante o direito na hora. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova: para Técnico do Ministério 
Público. 
A possibilidade de concessão, pelo juiz da causa, de tutela antecipatória do mérito, inaudita 
altera parte, em razão de requerimento formulado nesse sentido pela parte autora em sua 
petição inicial, está diretamente relacionada ao princípio: 
A) do juiz natural; 
B) da inércia da jurisdição; 
C) da inafastabilidade do controle jurisdicional; (GABARITO) 
D) do contraditório (não poderia ser essa alternativa, porque a tutela antecipatória, de certa 
forma, vai contra o princípio do contraditório e ampla defesa); 
E) da motivação das decisões judiciais. 
COMENTÁRIO: inaudita altera a parte = O juiz decide somente ouvindo uma parte, o 
contraditório vai ser atrasado. Primeiro o juiz decide (por algo momentâneo) e depois ouve a 
parte contraria. Utilizado em medidas urgentes que exigem sigilo. 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova para Assistente 
Judiciário. 
O princípio do contraditório, por constituir garantia aplicável em situações específicas, não 
vincula a decisão do juiz, visto que, em geral, este deve decidir sem a oitiva das partes. 
ERRADO. Art 9, NCPC: Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja 
previamente ouvida. 
Art 10, NCPC: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento 
a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que trate 
de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
Exceções ao princípio do contraditório: Tutelas. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Órgão MPT/MS. Estágio para o MPT/MS – Direito. 
Assinale a alternativa INCORRETA em relação à tutela provisória, segundo o Código de 
Processo Civil, vigente: 
A) A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. (AFIRMAÇÃO 
CORRETA) 
B) A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a 
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. 
(AFIRMAÇÃO CERTA. Art. 300 do CPC.: A tutela de urgência será concedida quando houver 
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao 
resultado útil do processo.) 
C) A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de 
irreversibilidade dos efeitos da decisão. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 300, § 3º do CPC.: A 
tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de 
irreversibilidade dos efeitos da decisão.) 
D) A petição inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente 
indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se objetiva assegurar e 
o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
E) A tutela da evidência será concedida, quando demonstrados o perigo de dano e o risco ao 
resultado útil do processo. (AFIRMAÇÃO ERRADA. Art. 300 do CPC.: A tutela de urgência será 
concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de 
dano ou o risco ao resultado útil do processo.) 
COMENTÁRIO: Art. 311 do CPC.: A tutela da evidência será concedida, independentemente da 
demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; 
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese 
firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato 
de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob 
cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do 
direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: CODEVASF. Prova para Assessor 
Jurídico – Direito. 
Caso se caracterize o abuso do direito de defesa e haja risco ao resultado útil do processo, 
caberá a concessão da tutela de urgência. 
ERRADO. Art. 300 - CPC: A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que 
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do 
processo. 
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de 
perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, quando: 
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da 
parte; 
 
QUESTÃO: Ano: 2021. Banca: Quadrix. Órgão: CRM-MS. Prova para Advogado. 
Quanto à tutela provisória, assinale a alternativa correta. 
A) Em regra, a tutela provisória de urgência, requerida em caráter incidental, não conserva 
sua eficácia durante o período de suspensãodo processo. (ERRADO. Conserva sua eficácia 
sim. Art. 296 CPC.: A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas 
pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada. Parágrafo único. Salvo decisão judicial 
em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do 
processo.) 
B) Se o juiz acolher alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor, a parte 
responderá pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa. 
(GABARITO. Art. 302 do CPC.: Independentemente da reparação por dano processual, a parte 
responde pelo prejuízo que a efetivação da tutela de urgência causar à parte adversa, se: 
I - a sentença lhe for desfavorável; 
II - obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários 
para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias; 
III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal; 
IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor. 
Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida tiver sido 
concedida, sempre que possível.) 
C) Sempre que houver requerimento de tutela provisória, o juiz exigirá caução real ou 
fidejussória para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer. (ERRADO. Não é 
sempre, depende do caso. É o que dispõe o artigo 300 § 1 do CPC.: Art. 300. A tutela de 
urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito 
e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. § 1º Para a concessão da tutela 
de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou fidejussória idônea para 
ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se 
a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.) 
D) Como a tutela de urgência possui caráter provisório, não poderá ser concedida na 
sentença. (ERRADO. Art. 1.013, § 5º O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga 
a tutela provisória é impugnável na apelação.) 
E) A tutela provisória de urgência será concedida apenas em caráter incidental. (ERRADO. 
Pode ser concedida em caráter incidental ou antecedente.) 
COMENTÁRIO: Você ainda precisa saber: 
Art. 300, § 2º: A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação 
prévia. 
§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de 
irreversibilidade dos efeitos da decisão. 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: MPT. Órgão: MPT. Prova para Procurador do Trabalho. 
Sobre a tutela provisória, analise as assertivas abaixo: 
I - A chamada tutela da evidência do Código de Processo Civil foi declarada inconstitucional 
pelo Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade, por violar os 
princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. (ERRADO. Não foi considerada 
constitucional pelo STF. Continua válida) 
II - O Código de Processo Civil delimita como espécies distintas a tutela de natureza cautelar 
e a tutela de natureza antecipada, alinhando-as ao gênero das tutelas provisórias de urgência. 
Ambas serão concedidas quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do 
direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. (CERTO. Art. 294 do CPC.) 
III - Sendo concedida a tutela antecipada em caráter antecedente nas hipóteses em que a 
urgência for contemporânea à propositura da ação, a petição inicial somente deverá ser 
aditada caso necessária a juntada de novos documentos, no prazo máximo de 15 dias. 
(ERRADO. Após a concessão da tutela antecipada em caráter antecedente, a petição inicial 
deverá ser necessariamente aditada sob pena de extinção do processo sem julgamento do 
mérito, senão vejamos: Art. 303, CPC/15.) 
IV - A tutela antecipada requerida em caráter antecedente torna-se estável se da decisão que a 
conceder não for interposto tempestivamente o respectivo recurso. Qualquer das partes 
poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar essa estabilidade da 
tutela, direito este que se extingue após dois anos, contados da ciência da decisão que 
extinguiu o processo. (CORRETO. É o que dispõe expressamente o art. 304, do CPC/15, que 
trata da estabilização da tutela de urgência.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário - 
Área Judiciária. 
Renato ajuizou ação de cobrança contra Paulo, julgada procedente em primeiro grau. No 
julgamento do recurso de apelação interposto pelo réu, o Tribunal pronunciou a prescrição de 
ofício, sem conceder às partes a oportunidade de se manifestarem sobre essa matéria, que 
não havia sido previamente ventilada no processo. De acordo com o que está disposto no 
Código de Processo Civil, o acórdão que decidiu o recurso de apelação é 
A) nulo, pois a prescrição não pode ser pronunciada de ofício. (ERRADO. A prescrição e a 
decadência podem ser pronunciadas de ofício) 
B) válido, pois a prescrição é matéria que pode ser apreciada de ofício, circunstância que 
dispensa prévia manifestação das partes. (ERRADO, porque não é válido, porque não 
dispensa prévia manifestação das partes.) 
C) válido, pois, quando reconhecida em segundo grau de jurisdição, a prescrição pode ser 
pronunciada de ofício sem que antes seja dada oportunidade às partes de se manifestarem 
sobre ela. (ERRADO. O Tribunal (segunda instância) realmente pode pronunciar a prescrição 
ou a decadência, de ofício, mas desde que antes seja dada a oportunidade às partes de se 
manifestarem sobre ela. Nesse sentido, este recurso de apelação não é válido. O único caso 
em que o CPC permite que o juiz pronuncie a prescrição ou a decadência sem antes ouvir o 
esclarecimento das partes é o § 1º do Art. 332: O juiz também poderá julgar liminarmente 
improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição.) 
D) nulo, pois o juiz não poderá decidir com base em fundamento acerca do qual não se tenha 
dado às partes oportunidade de se manifestarem, nem mesmo em segundo grau de 
jurisdição, ainda que se trate de matéria pronunciável de ofício. (GABARITO) 
E) nulo, pois o Tribunal não pode decidir com base em fundamento que não foi ventilado em 
primeiro grau de jurisdição, em virtude da preclusão. (ERRADO. É realmente nulo, mas não 
por esse motivo, porque o tribunal pode decidir com base em fundamento que não foi 
ventilado em primeiro grau de jurisdição. Em outras palavras o tribunal (segunda instância) 
pode inovar, e inclusive pode pronunciar, de ofício, a prescrição ou a decadência, desde que 
permita que as partes se esclareçam antes) 
 
Princípio do duplo grau de jurisdição: 
O princípio do duplo grau de jurisdição é um princípio implícito da CF/88. É a possibilidade que a 
parte autora ou ré, caso sinta-se prejudicada, possa provocar nova análise da mesma matéria por 
órgão de hierarquia superior, mas poderá ser feita na primeira instância por turma composta por 3 
juízes. 
Art. 82 do CPC.: Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, 
que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de 
jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
 
Princípio da Publicidade dos atos processuais: 
Dispõe o art. 5º, LX, da CF/88, que a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais 
quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. 
Art. 11. Do CPC.: Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. 
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente 
das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público. 
Art. 189 do CPC.: Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça 
os processos: 
I - em que o exija o interessepúblico ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores. 
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação. 
 
QUESTÃO. Ano: 2014. Banca: FMP Concursos. Órgão: TJ-MT. Prova para Provimento. 
Sobre a publicidade no processo civil brasileiro é correto afirmar que 
A) está prevista, como regra, de forma geral e imediata. (GABARITO) 
B) está apenas prevista para os casos em que há segredo de justiça. 
C) está prevista apenas no Código de Processo Civil 
D) sua consagração denota um regime processual antidemocrático. 
E) Nenhuma das alternativas é correta. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre – RS. Prova para 
Procurador Municipal. (Reduzida) 
É correto afirmar que pelo princípio da publicidade, todos os julgamentos dos órgãos do 
Poder Judiciário serão públicos. Todavia, tramitam em segredo de justiça os processos em 
que o exija o interesse público ou social. (CERTO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: COMPERVE. Órgão: Câmara de Currais Novos – RN. Prova para 
Procurador Legislativo. 
O devido processo legal tem importância singular do ponto de vista procedimental, visto que 
a estrutura do processo, quando bem estabelecida, concede segurança jurídica para as partes 
em conflito. Dessa maneira, os atos processuais 
A) realizar-se-ão em dias úteis, das seis às vinte e uma horas, mas poderão ser concluídos 
após esse horário quando o adiamento importar grave dano. (Art. 212 do CPC.: Os atos 
processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. 
§ 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento 
prejudicar a diligência ou causar grave dano.) 
B) são públicos, restringindo-se o segredo de justiça àqueles em que o exija o interesse 
público ou social, conforme definido em lei. (ERRADO. Os atos que correm em segredo de 
justiça não se restringem apenas a esses. Os atos processuais que correm em segredo de 
justiça são: 
1 – Os que exigem interesse público; 
2 – Interesse social; 
3 – Quando há defesa da intimidade; 
4 – Que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
5 – Que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo; 
Os casos são esses, mas é bom relembrar o respaldo na lei: 
Dispõe o art. 5º, LX, da CF/88, que a lei só poderá restringir a publicidade dos atos 
processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. 
Art. 11. Do CPC.: Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e 
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. 
Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente 
das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público. 
Art. 189 do CPC.: Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça 
os processos: 
I - em que o exija o interesse público ou social; 
II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, 
filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; 
III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; 
IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a 
confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo. 
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir 
certidões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores. 
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo 
da sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação. 
C) independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, 
considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade 
essencial. (GABARITO. Art. 188 do CPC.: Os atos e os termos processuais independem de 
forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os 
que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.) 
D) ocorrerão, ordinariamente, no local de preferência dos atores processuais, em razão de 
obstáculo arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz. (ERRADO. Art. 217 do CPC.: Os atos 
processuais realizar-se-ão ordinariamente na sede do juízo, ou, excepcionalmente, em outro 
lugar em razão de deferência, de interesse da justiça, da natureza do ato ou de obstáculo 
arguido pelo interessado e acolhido pelo juiz.) 
 
 
 
Princípio da Igualdade / isonomia: 
Art. 7º Do CPC.: É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de 
direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação 
de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. 
 
Princípio da imparcialidade / Princípio do Desinteresse: 
Diz que o juiz não pode ter interesse no processo por nenhum motivo. Aqui é importante observar os 
artigos 144 e 145 do CPC.: Casos de impedimento e suspenção do juiz (vamos ver detalhadamente 
em outro tópico, neste documento. 
 
Princípio da Boa-fé objetiva / princípio da lealdade processual: 
É aquilo que vem estabelecido dentro do processo civil como regras de conduta, como atuações 
corretas, razoáveis, proporcionais. 
NCPC - Art. 5º: Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de 
acordo com a boa-fé.) 
 
Princípio da Celeridade: 
O processo não deve ficar enrolando. 
Art. 4º do CPC.: As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do 
mérito, incluída a atividade satisfativa. 
O princípio da economia processual está umbilicalmente ligado ao princípio da celeridade, que 
também é um desdobramento do princípio da eficiência, insculpido no art. 37, da Constituição 
Federal (BRASIL, 1988). Como reflete Theodoro Jr. (2017), deve-se obter o resultado com o mínimo 
de emprego de atividade processual. O princípio da economia processual é aplicado no 
litisconsórcio, para que não abram vários processos, mas um só, quando há mútuo interesse de mais 
de uma pessoa em um caso, ou mais de um réu. Isso porque para movimentar o poder judiciário 
custa dinheiro e tempo, além de evitar decisões conflitantes entre elas. Neste sentido, da expressão 
“atividade satisfativa” encontrada do Art. 4º do CPC. Que se encontra o princípio da primazia do 
julgamento de mérito, que diz que o processo não pode entregar “qualquer coisa” só pra ir rápido, 
mas, sim, uma prestação jurisdicional que efetivamente resolva o mérito do conflito. 
 
Princípio da Instrumentalidade das formas: 
O direito processual moderno encontra-se na terceira fase evolutiva, qual seja a fase 
instrumentalista. Com essa forma de pensar o direito processual, tem-se que, apesar de o processo 
ser efetivamente um meio dotado de autonomia para pacificação de conflitos, ele não pode ser 
encarado de forma desconectada do direito material buscado pelo jurisdicionado. O processo é um 
instrumento de pacificação; instrumento relevante, sem dúvidas, mas não um fim em si mesmo. 
Decorrência direta desse princípioé a sanabilidade de vícios que preceitua que, uma vez verificada 
a existência de irregularidades ou de vícios sanáveis, o juiz deverá determinar sua correção. Art. 
321, CPC/15. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 
e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de 
mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da oralidade: 
O objetivo principal da utilização da oralidade de atos processuais é a busca por “um processo 
célere, concentrado, em que o juiz possa decidir baseando-se em um contato seu recente e direto 
com as provas colhidas no processo” (WAMBIER; TALAMINI, 2016, p. 83-84). Basicamente, o 
princípio da oralidade preceitua a necessidade de que determinados atos sejam realizados 
verbalmente, pois assim se atinge de forma mais eficaz a celeridade processual. Na verdade, 
mesmo que a prática do ato em si ocorra de forma oral, em regra, há necessidade de que os atos 
verbalmente praticados sejam documentados (reduzido a termo), até mesmo para possibilitar que 
seu teor seja posteriormente examinado pelas partes e pelo juiz. 
É importante notar que referido princípio tem maior utilidade em determinados procedimentos 
especiais, como nos processos que tramitam perante os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, que 
também devem ser reduzidos a termo. 
 
Sobre a FORMA da Petição Inicial: Em regra, a petição inicial deve ser escrita. No entanto, há casos 
que é admitida a demanda oral: 
a) Juizado especial; 
b) Ação de alimentos; 
c) Ação proposta pela mulher que se afirma vítima de violência doméstica; 
d) Petição inicial de ação trabalhista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio do juiz natural (Comum): 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca; CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCM-BA. Prova para Auditor 
Estadual de Controle Externo. 
De acordo com a norma presente no Art. 286, inciso II do CPC, que trata da prevenção de 
juízo, devem ser distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza “quando, 
tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, ainda que em 
litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda”. 
Essa regra objetiva dar efetividade ao princípio 
a) Do contraditório 
b) Da inércia 
c) Da unidade 
d) Do juiz natural (GABARITO) 
e) Da investidura 
COMENTÁRIO: “O princípio do juiz natural é uma garantia fundamental não prevista 
expressamente, mas que resulta na conjugação de dois dispositivos constitucionais: o que 
proíbe o juízo ou tribunal de exceção e o que determina que ninguém será processado senão 
pela autoridade competente” – Fredie Didier Jr. Curso Direito processual Civil. 
A prevenção está relacionada ao princípio do juiz natural, porque impede que a parte escolha 
em qual juízo será processada a sua ação. Se a parte ajuizar uma ação e ela for extinta sem 
resolução de mérito, ainda que ajuíze novamente, deverá fazê-lo perante o mesmo juízo, não 
podendo escolher outro ou submetê-la à livre distribuição. 
Art. 286 do CPC.: Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: 
I – quando, se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada (Serão 
reunidas as ações ao juízo prevento); 
II – quando, tendo "sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, 
ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus 
da demanda (Se proposta nova ação, terá que ser proposta no juízo prevento); 
III – quando houver ajuizamento de ações nos termos do Art. 55, parágrafo terceiro, ao juízo 
provento. (Parágrafo terceiro do Art. 55: “Serão reunidos para julgamento conjunto os 
processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias 
caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.” – juízo prevento) 
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de 
ampliação objetiva do processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva anotação 
pelo distribuidor. 
Art.: 43 do CPC.: Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. (Princípio da Perpetuatio Jurisdictiones / Perpetuação da Jurisdição no juízo 
prevento) 
Art. 59 do CPC.: O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE. Órgão: STJ. Prova de Técnico Judiciário. 
A respeito da jurisdição, julgue o item que se segue. 
O princípio do juiz natural, ao impedir que alguém seja processado ou sentenciado por outra 
que não a autoridade competente, visa coibir a criação de tribunais de exceção. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
Princípio da improrrogabilidade / princípio da territorialidade 
Tourinho Filho, ensinando sobre a impossibilidade de um juiz invadir a jurisdição de outro, esclarece 
que "não é lícito, mesmo mediante acordo dos interessados, submeter uma causa à apreciação de 
autoridade que não tenha, para isto, jurisdição e competência próprias". 
 
Princípio da Inevitabilidade: 
Uma vez instaurado o processo, as partes não podem recusar o juiz sem fundamentação, salvo nos 
casos de suspeição, impedimento e incompetência, sendo que o magistrado tem poder de "império" 
pois está incumbido na jurisdição. 
 
Princípio da Cooperação: 
Art. 6º do CPC.: Todos os sujeitos do processo (inclusive o juiz) devem cooperar entre si para 
que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-RN. Prova para Auditor. 
O princípio da cooperação processual se relaciona à prestação efetiva da tutela jurisdicional e 
representa a obrigatoriedade de participação ampla de todos os sujeitos do processo, de 
modo a se ter uma decisão de mérito justa e efetiva em tempo razoável. 
CERTO. CPC 2015. Art. 6: Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se 
obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. A cooperação indica o dever 
de todos os sujeitos processuais adotarem condutas de acordo com a boa-fé e a lealdade, 
contribuindo para que o processo seja eficiente e transparente. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-AM. Prova: para Assistente 
Judiciário. 
A cooperação entre as partes não é necessária para assegurar uma razoável duração do 
processo, uma vez que cada uma delas tem seus próprios interesses na demanda. 
ERRADO. A cooperação joga do lado do princípio da celeridade. 
 
Princípio da indelegabilidade: 
O Poder Judiciário, tendo recebido da Constituição Federal a função jurisdicional, como regra, não 
poderá conferir tal função a outros Poderes ou outros órgãos que não pertencem a ele. 
 
Princípio da Substitutividade: 
A atividade jurisdicional substitui a vontade das partes pela lei evitando atos de autotutela. 
 
Princípio da Definitividade: 
É a aptidão da função jurisdicional de promover segurança jurídica por meio de coisa julgada 
material. 
 
Princípio da Secundariedade: 
Humberto Theodoro Júnior nos ensina que a atividade judiciária é secundária, porque, através dela, 
o Estado realiza coativamente uma atividade que deveria ter sido primariamente exercida, de 
maneira pacífica e espontânea, pelos próprios sujeitos da relação jurídica submetida a decisão”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES DE PRINCÍPIOS. 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: Quadrix. Órgão: CODHAB-DF. Prova de Analista - Direito. 
A cooperação para atingimento dedecisão de mérito em prazo razoável vincula as partes, não 
alcançando o juiz, que deve se manter imparcial. 
ERRADO. Art. 6º do CPC.: Todos os sujeitos do processo (inclusive o juiz) devem cooperar 
entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: Nosso Rumo. Órgão: CREA-SP. Prova de Analista. 
A fixação da jurisdição (jurisdição significa “dizer o direito”) tem como base o pedido inicial. 
Diante disso, assinale a alternativa que apresenta o princípio processual aplicável a esta 
delimitação. 
A) Princípio da duração razoável do processo. 
B) Princípio da congruência ou da adstrição. (GABARITO) 
C) Princípio da demanda. 
D) Princípio da imparcialidade. 
E) Princípio da eventualidade. 
COMENTÁRIO: Princípio da congruência ou adstrição refere-se à necessidade do magistrado 
decidir a lide dentro dos limites objetivados pelas partes, não podendo proferir sentença de 
forma extra, ultra ou infra/citra petita 
Art. 141 do CPC.: O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe 
vedado conhecer de questões não suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte. 
Infra petita/citra petita: Ocorre quando o juiz fica aquém do pedido do autor ou deixa de 
enfrentar e decidir causa de pedir ou alegação de defesa apresentada pelo réu. 
Ultra petita: O juiz extrapola a quantidade indicada pelo autor. 
Extra petita: São aquelas em que o juiz concede ao autor coisa diversa da que foi requerida 
em sua petição inicial. 
 
QUESTÃO: Explique o que é o princípio da eventualidade e explique as formas de preclusão 
processual. 
Preclusão é a consequência do não cumprimento do princípio da eventualidade. 
Preclusão é quando o sujeito perde a possibilidade de se manifestar em um processo. É 
importante para que o processo siga e não dure para sempre. A preclusão consumativa é a 
que proíbe o sujeito de se manifestar na ação em algo que ele já se manifestou dentro 
daquele lapso temporal previsto em lei. A preclusão lógica é aquela que proíbe o sujeito de 
agir de maneira diferentemente de algo que ele já determinou na sentença. Por exemplo, ele 
não pode recorrer de uma dívida que está sendo acusado, se ele já pagou essa dívida no 
decorrer do processo. A preclusão temporal é aquela que proíbe o sujeito de se manifestar 
fora do prazo processual determinado para determinada fase do processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova de Titular de Serviços de 
Notas e de Registros – Provimento. 
Os princípios são importantes para qualquer ramo do direito, posto que indicam um caminho 
para alcançar o real sentido da norma. Analise os princípios que seguem: 
I - Princípio da legalidade encontra adoção expressa no art. 8º, do CPC/2015, ao atribuir ao 
juiz o dever de “aplicar o ordenamento jurídico”, atendendo aos fins sociais e às exigências 
do bem comum. 
II - Pelo princípio da eventualidade ou da preclusão, cada faculdade processual deve ser 
exercida dentro da fase adequada, sob pena de se perder a oportunidade de praticar o ato 
respectivo. 
III - O princípio da verdade real consiste na obrigação do juiz de perseguir a veracidade das 
versões apresentadas, por meio de vários deveres e de uma atuação oficial na condução da 
produção probatória, sem que isso implique qualquer violação da imparcialidade e da 
independência do Estado-Juiz. 
IV - O princípio do duplo grau de jurisdição não admite que o recurso contra sentença 
proferida por juiz de primeiro grau seja apreciado por órgão recursal formado por grupo de 
juízes de primeiro grau. Está correto o que se afirma em: 
Está correto o que se afirma em: 
A) I, II e III, apenas. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: 
Sobre a I: CERTO. Art. 8º Do CPC.: Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins 
sociais e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa 
humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a 
eficiência. 
Sobre a II: CERTO. Pelo princípio da eventualidade incumbe ao réu apresentar todos os seus 
argumentos, sob pena de preclusão. (preclusão é a consequência) 
Art. 336 Do CPC.: Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo 
as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas 
que pretende produzir. (sob pena de preclusão). 
Sobre a III: CERTO. 
Sobre a IV: ERRADO. O princípio do duplo grau de jurisdição é um princípio implícito da 
CF/88. É a possibilidade que a parte autora ou ré, caso sinta-se prejudicada, possa provocar 
nova análise da mesma matéria por órgão de hierarquia superior, mas poderá ser feita na 
primeira instância por turma composta por 3 juízes. 
Art. 82 do CPC.: Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, 
que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de 
jurisdição, reunidos na sede do Juizado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: STJ Prova: CESPE - 2018 - STJ - Técnico 
Judiciário – Administrativa. 
Entre os princípios que regem a jurisdição, o da investidura é aquele que determina que o juiz 
exerça a atividade judicante dentro de um limite espacial sujeito à soberania do Estado. 
ERRADO. O princípio da investidura indica que a jurisdição somente pode ser exercida por 
aqueles que tenham sido legitimamente investidos na autoridade de juiz. É o princípio da 
aderência ao território (Princípio da improrrogabilidade / princípio da territorialidade) que 
indica que a jurisdição deve ser exercida dentro de um limite espacial sujeito à soberania do 
Estado. Por exemplo um juiz federal não pode julgar uma causa de um juiz estadual e vice-
versa. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova: de Técnico Judiciário - 
Área Administrativa. 
São inerentes à jurisdição os princípios do juiz natural, da improrrogabilidade e da 
indelegabilidade. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca; CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCM-BA. Prova para Auditor 
Estadual de Controle Externo. 
De acordo com a norma presente no Art. 286, inciso II do CPC, que trata da prevenção de 
juízo, devem ser distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza “quando, 
tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, ainda que em 
litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda”. 
Essa regra objetiva dar efetividade ao princípio 
f) Do contraditório 
g) Da inércia 
h) Da unidade 
i) Do juiz natural (GABARITO) 
j) Da investidura 
COMENTÁRIO: “O princípio do juiz natural é uma garantia fundamental não prevista 
expressamente, mas que resulta na conjugação de dois dispositivos constitucionais: o que 
proíbe o juízo ou tribunal de exceção e o que determina que ninguém será processado senão 
pela autoridade competente” – Fredie Didier Jr. Curso Direito processual Civil. 
A prevenção está relacionada ao princípio do juiz natural, porque impede que a parte escolha 
em qual juízo será processada a sua ação. Se a parte ajuizar uma ação e ela for extinta sem 
resolução de mérito, ainda que ajuíze novamente, deverá fazê-lo perante o mesmo juízo, não 
podendo escolher outro ou submetê-la à livre distribuição. 
Art. 286 do CPC.: Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: 
I – quando, se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já ajuizada (Serão 
reunidas as ações ao juízo prevento); 
II – quando, tendo "sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, 
ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus 
da demanda (Se proposta nova ação, terá que ser proposta no juízo prevento); 
III – quando houver ajuizamento de ações nos termos do Art. 55, parágrafo terceiro, ao juízo 
provento. (Parágrafo terceiro doArt. 55: “Serão reunidos para julgamento conjunto os 
processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias 
caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.” – juízo prevento) 
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra hipótese de 
ampliação objetiva do processo, o juiz, de ofício, mandará proceder à respectiva anotação 
pelo distribuidor. 
Art.: 43 do CPC.: Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. (Princípio da Perpetuatio Jurisdictiones / Perpetuação da Jurisdição no juízo 
prevento) 
Art. 59 do CPC.: O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: VUNESP. Órgão: TJM-SP. Prova para Juiz de Direito Substituto. 
Assinale a alternativa correta. 
A) A garantia do contraditório participativo impede que se profira decisão ou se conceda 
tutela antecipada contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida (decisão 
surpresa). (ERRADO. A garantia do contraditório impede que se profira decisão contra uma 
das partes sem que ela seja previamente ouvida, mas as exceções disso são as tutelas 
antecipadas, tutelas provisórias de urgência, tutelas de evidências e as tutelas de evidência 
nas ações monitórias) 
B) A boa-fé no processo tem a função de estabelecer comportamentos probos e éticos aos 
diversos personagens do processo e restringir ou proibir a prática de atos atentatórios à 
dignidade da justiça. (CERTO) 
C) O princípio da cooperação atinge somente as partes do processo que devem cooperar 
entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. (ERRADO. 
O princípio da cooperação atinge todos os sujeitos do processo. CPC 2015. Art. 6: Todos os 
sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, 
decisão de mérito justa e efetiva. A cooperação indica o dever de todos os sujeitos 
processuais adotarem condutas de acordo com a boa-fé e a lealdade, contribuindo para que o 
processo seja eficiente e transparente.) 
D) Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e econômicos e às 
exigências do bem público, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana. 
(ERRADO. Art. 8º do CPC.: Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais 
e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana 
e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. 
Este artigo o princípio da legalidade) 
E) Será possível, em qualquer grau de jurisdição, a prolação de decisão sem que se dê às 
partes oportunidade de se manifestar, se for matéria da qual o juiz deva decidir de ofício. 
(ERRADO. NCPC. Art. 10: O juiz não pode decidir em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.) 
 
QUESTÃO. Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
Em respeito ao princípio da economia e eficiência processual, o novo Código de Processo 
Civil, não admite a convalidação de atos processuais eivados de vício. 
ERRADO. NCPC. Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos 
atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a 
fim de se observarem as prescrições legais. 
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte 
prejuízo à defesa de qualquer parte. 
É o princípio da instrumentalidade das formas, que prevê a sanabilidade dos vícios, pois o 
processo não é um fim em si mesmo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
Nos termos do novo Código de Processo Civil, o juiz não pode decidir, em grau algum de 
jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes 
oportunidade de se manifestar, salvo se tratar de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
ERRADO. NCPC. Art. 10: O juiz não pode decidir em grau algum de jurisdição, com base em 
fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE. Órgão: TCE-PE. Prova de Analista de Gestão – 
Julgamento. 
Dado o princípio da demanda, o juiz não pode agir sem ser provocado pelo interessado, salvo 
no caso das exceções previstas em lei. 
CERTO. Princípio da Inércia / Princípio da demanda / Princípio do Dispositivo e livre 
investigação de provas. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: Serctam. Órgão: Prefeitura de Quixadá – CE. Prova para 
Advogado. (Reduzida) 
Marque a alternativa correta: 
B) A Lei nº 13.105/2015, novo CPC, consagra o princípio da promoção pelo Estado da solução 
por autocomposição, ou seja, uma política pública de solução de litígios, entendimento que já 
era adotado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, especialmente na Resolução nº 
125/2010. (CERTO) 
C) A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão 
ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, 
porém, tais métodos só poderão ser utilizados até a audiência de saneamento do processo. 
(ERRADO. § 3º do Art. 3º do CPC.: A conciliação, a mediação e outros métodos de solução 
consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos 
e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial.) 
D) Não compete ao Estado promover a solução consensual dos conflitos. (ERRADO. § 2º do 
Art. 2º do CPC.: O Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos 
conflitos.) 
E) Com fundamento no princípio da duração razoável do processo, o juiz pode proferir 
decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. (ERRADO. Art. 10 Do 
CPC.: O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a 
respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se 
trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: Serctam. Órgão: Prefeitura de Quixadá – CE. Prova para 
advogado. 
Julgue as questões abaixo. Depois marque alternativa correta. 
I - No regime do novo CPC a solução de mérito é prioritária, gerando, como uma de suas 
implicâncias práticas, o dever do juiz determinar a correção dos vícios processuais. (CERTO. 
É o princípio da primazia da decisão de mérito, que está ligado ao princípio da 
instrumentalidade das formas, que está ligado ao princípio da sanabilidade dos vícios) 
II - O princípio da cooperação, consagrado no art. 6º do CPC/2015, é um corolário do princípio 
da boa-fé, gerando o dever de assim agir às partes e ao juiz, (Até aqui está certo) mas não aos 
auxiliares da justiça, pois estes não participam do processo de forma direta, não sendo 
razoável a exigência de tal comportamento. (Essa segunda parte está errada, porque todos os 
sujeitos do processo devem cooperar) 
III - O princípio da boa-fé processual não está expressamente disposto no CPC/2015, porém 
pode ser extraído do devido processo legal, que é uma cláusula geral processual. (ERRADO. 
Nos termos do NCPC - Art. 5º: Aquele que de qualquer forma participa do processo deve 
comportar-se de acordo com a boa-fé.) 
IV - É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e 
faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de 
sanções processuais, competindoao juiz zelar pelo efetivo contraditório. (CERTO. Nos 
termos do NCPC - Art. 7º: É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao 
exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e 
à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório.) 
A) Os itens I e II são falsos. 
B) Todas alternativas são falsas. 
C) Os itens I e IV estão corretos. (GABARITO.) 
D) Apenas o item III é falso. 
E) E Os itens I e III estão corretos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PA. Prova para Auditor de 
Controle Externo. 
Em observância ao princípio da primazia da decisão de mérito, o magistrado deve conceder à 
parte oportunidade para, se possível, corrigir vício processual antes de proferir sentença 
terminativa. 
CERTO. Neste sentido, este princípio está ligado ao princípio da instrumentalidade das 
formas. A inépcia da petição inicial, por exemplo, não configura, de plano/de imediato, a 
extinção do processo, devendo o juiz, diante dela, intimar o autor para emendar ou completar 
a petição no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 321, CPC/15: O juiz, ao verificar que a petição 
inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e 
irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no 
prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser 
corrigido ou completado. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz 
indeferirá a petição inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre – RS. Prova para 
Procurador Municipal. 
Considerando as normas fundamentais do processo civil dispostas no Código de Processo 
Civil (Lei nº 13.105/15), assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Em razão da colaboração, todos os sujeitos que atuam no processo, inclusive o juiz, 
devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e 
efetiva. (CERTO) 
B) A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão 
ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público. 
(CERTO) 
C) Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e econômicos e às 
exigências do bem comum, zelando pela promoção da dignidade da pessoa humana. 
(ERRADO. Essas partes sublinhadas não constam na lei. Art. 8º do CPC.: Ao aplicar o 
ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais e às exigências do bem comum, 
resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a 
proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência. Este artigo o 
princípio da legalidade) 
D) Pelo princípio da publicidade, todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão 
públicos. Todavia, tramitam em segredo de justiça os processos em que o exija o interesse 
público ou social. (CERTO) 
E) O julgamento segundo a ordem cronológica de conclusão pelos juízes e tribunais é de 
atendimento preferencial. (CERTO. Art. 12. Os juízes e os tribunais atenderão, 
preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre – RS. Prova para 
Procurador Municipal. 
Considerando o princípio constitucional do contraditório, na estruturação conferida pelo 
Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), assinale a alternativa correta. 
A) O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito 
do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ressalvadas as questões 
sobre as quais deva decidir de ofício. 
B) É vedado ao juiz apreciar questão, proferir decisão ou conceder tutela de urgência contra 
uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. 
C) O juiz não pode conceder tutela da evidência, quando houver tese firmada em julgamento 
de casos repetitivos, contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. 
D) É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e 
faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de 
sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. (CERTO) 
E) Nos tribunais, quando já julgada a causa pelo juiz de primeiro grau, se o relator constatar a 
ocorrência de fato superveniente à decisão recorrida que deva ser considerado no julgamento 
do recurso, poderá intimar as partes para que se manifestem no prazo de dez dias. (ERRADO. 
Art. 933, CPC/15: Se o relator constatar a ocorrência de fato superveniente à decisão 
recorrida ou a existência de questão apreciável de ofício ainda não examinada que devam ser 
considerados no julgamento do recurso, intimará as partes para que se manifestem no prazo 
de 5 (cinco) dias.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: FMP Concursos. Órgão: TJ-MT. Prova para Provimento. 
Sobre o direito ao contraditório, é correto afirmar que 
A) se esgota na ideia de bilateralidade da instância. (ERRADO, porque continua esse direito 
em outras instâncias) 
B) deve ser realizado sempre de forma prévia no processo civil. (ERRADO. Regra: 
contraditório prévio. Exceção: Postergado/ Diferido/Adiado, que acontece nos casos de 
tutelas antecipadas, tutelas provisórias de urgência, tutelas de evidências e tutelas de 
evidência nas ações monitórias.) 
C) não pode ser realizado de forma eventual em nenhuma hipótese no processo civil. 
(ERRADO) 
D) constitui simplesmente direito de ser informado e de poder reagir em juízo. (ERRADO, 
porque além de constituir o direito de ser informado e de reagir, constitui o direito de 
influenciar o juiz na decisão) 
E) Nenhuma das alternativas está correta. (GABARITO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JURISDIÇÃO. 
De acordo do Fredie Didier Jr., a jurisdição é “(…) a função de terceiro imparcial de realizar o direito 
de modo imperativo, criativo, reconhecendo/efetivando/protegendo situações jurídicas 
concretamente deduzidas em decisão insuscetível de controle externo e com aptidão para tornar-se 
indiscutível”. A jurisdição é técnica de solução de conflitos por heterocomposição, por isso que o 
terceiro substitui a vontade das partes (substitutividade) e soluciona o conflito de interesses. Em 
outras palavras, pode-se dizer que jurisdição significa dizer o direito. 
 
Espécies de jurisdição: Segundo a doutrina, existem duas grandes espécies, quais sejam: a 
contenciosa e a voluntária. A contenciosa é aquela que soluciona os conflitos entre as partes. 
 
Já a jurisdição voluntária é aquela que não existe lide nem partes. Exemplos: ação de divórcio 
consensual e ação de interdição 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para 
Técnico Judiciário - Área Administrativa. 
Jurisdição consiste na função estatal de compor litígios e de declarar e realizar o direito. 
CERTO. “Compor litígio” é o mesmo que “dirimir litígio”. Se não especificar qual jurisdição, a 
questão estará falando da contenciosa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FEMPERJ. Órgão: TCE-RJ. Prova de Técnico de Controle 
Externo - Técnico de Notificações. 
NÃO constitui forma de solução de conflitos que acarreta o mesmo resultado prático que o 
exercício da jurisdição: 
A) autotutela (ERRADO. Em regra, não constitui forma de solução de conflito, mas existem 
exceções como legítima defesa e o desforço imediato em ações possessórias); 
B) autocomposição; (ERRADO, porque constitui forma de resolução de conflitos) 
C) jurisdição voluntária; (GABARITO) 
D) mediação; (ERRADO, porque constitui forma de resolução de conflitos) 
E) arbitragem. (ERRADO, porque constitui forma de resolução de conflitos) 
COMENTÁRIO: Lembre-se quais são as principais característicasda jurisdição 
voluntária/graciosa: 
1 – Ausência de lide (é uma mera decisão administrativa do juiz). 
2 – Inexistência de partes, mas de meros interessados. 
3 – Inexistência de coisa julgada material. 
4 – A obrigatoriedade de o juiz decidir, por isso não existe jurisdição voluntária extrajudicial, 
somente a judicial. 
6 – O procedimento terá início por provocação do interessado, do Ministério Público ou da 
Defensoria Pública. 
7 – Art. 723: O juiz decidirá o pedido (da jurisdição voluntária) no prazo de 10 (dez) dias. 
Parágrafo único. O juiz não é obrigado a observar critério de legalidade estrita (o juiz pode 
decidir por equidade), podendo adotar em cada caso a solução que considerar mais 
conveniente ou oportuna. 
Art. 720 do CPC.: O procedimento (da jurisdição voluntária) terá início por provocação do 
interessado, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, cabendo-lhes formular o pedido 
devidamente instruído com os documentos necessários e com a indicação da providência 
judicial. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para 
Técnico Judiciário - Área Administrativa. 
Na jurisdição voluntária não há lide: trata-se de uma forma de a administração pública 
participar de interesses privados. 
CERTO. 
Jurisdição voluntária: NÃO há lide. 
Jurisdição contenciosa: HÁ LIDE. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova de Titular de Serviços de 
Notas e de Registros. 
Segundo as normas e princípios contidos na Constituição Federal e no Código de Processo 
Civil, analise as afirmativas a seguir. 
I. A instauração do processo depende de provocação das partes e seu desenvolvimento se dá 
por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei. 
II. Em razão do princípio dispositivo, o juiz não pode, de ofício, determinar a produção de 
provas. 
III. O descumprimento das normas reguladoras da competência resulta em violação ao 
princípio do juiz natural. 
IV. Nos procedimentos de jurisdição voluntária, o juiz pode decidir por critérios de equidade. 
Estão corretas as afirmativas 
A) I, II, III e IV. 
B) II e IV, apenas. 
C) I, II e III, apenas. 
D) I, III e IV, apenas. (GABARITO) 
Sobre a I: CERTO. Art. 2º do CPC.: O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve 
por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei. 
Sobre a II: ERRADO. Art. 370 do CPC.: Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, 
determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito. 
Sobre a III: CERTO. O princípio do juiz natural garante a imparcialidade e independência do 
órgão julgador, por meio de regras objetivas de competência funcional. 
Sobre a IV: CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: STJ. Prova para Analista 
Judiciário. 
O procedimento da carta rogatória perante o Superior Tribunal de Justiça é de jurisdição 
voluntária e deve obedecer ao devido processo legal. 
ERRADO. O procedimento da carta rogatória perante o STJ é de jurisdição contenciosa e deve 
obedecer ao devido processo legal. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FUNECE. Órgão: UECE Prova: para Advogado. 
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do seguinte dispositivo legal: “O 
procedimento da carta _______________1 perante o Superior Tribunal de Justiça é de 
jurisdição _______________ 2 e deve assegurar às partes as garantias do devido processo 
legal”. 
A) rogatória¹; voluntária² 
B) rogatória¹; contenciosa² (GABARITO) 
C) precatória¹; contenciosa² 
D) precatória¹; voluntária² 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA. 
COMPETÊNCIA - PARTE 1 - CONCEITOS BÁSICOS. 
A jurisdição é considerada uma, e exercida em todo o território nacional. Todavia, por questões de 
conveniência e organização, a jurisdição é desdobrada em competências, com vistas à melhor 
prestação jurisdicional. 
Canotilho (2002, p. 539) define que a competência “refere-se ao limite do exercício de um poder.” 
Por meio dessas regras é possível saber de antemão qual será o órgão jurisdicional que poderá 
conhecer e julgar determinado conflito. Trata-se da forma de se concretizar o princípio do juiz 
natural. Art. 44 do CPC.: Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a 
competência é determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, 
pelas normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos 
Estados. 
 
Quando falamos em incompetência, estamos analisando o rol de impossibilidades de atuação de 
magistrados, não relacionadas à sua pessoa (como no impedimento e suspeição), mas, sim, ao 
próprio órgão jurisdicional que compõem. 
 
Tecnicamente, quando falamos em incompetência, estamos querendo significar que as regras de 
competência do órgão jurisdicional não foram observadas no momento do registro ou da distribuição 
da ação, o que vem a gerar o vício da incompetência, o que fere o princípio do juiz natural. 
Art.: 43 do CPC.: Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial (e não com o despacho do juiz ou qualquer outra coisa), sendo irrelevantes as 
modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 
Feitas essas considerações, os critérios de competência adotados pelo direito brasileiro são: 
valorativo; territorial; funcional/hierárquico; material; e o em razão da pessoa/ratione 
personae. 
 
O valorativo e o territorial são competências relativas (em regra) enquanto os demais são 
competências absolutas. 
 
EM REGRA, A COMPETÊNCIA TERRITORIAL E VALORATIVA É RELATIVA, MAS AS DUAS 
PODEM SER ABSOLUTAS. 
A COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO VALOR DA CAUSA É ABSOLUTA NOS JUIZADOS ESPECIAIS 
FEDERAIS, que são os da Fazenda Pública. 
A COMPETÊNCIA TERRITORIAL SERÁ ABSOLUTA QUANDO SE TRATAR DE DIREITO REAL 
SOBRE IMÓVEIS, e o foro será o lugar do imóvel 
 
Art. 47 do CPC.: Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não 
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de 
nunciação de obra nova. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência absoluta. 
 
Art. 60, CPC.: Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, comarca, seção ou 
subseção judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a 
totalidade do imóvel. 
 
O primeiro critério que deve ser analisado é o em razão da MATÉRIA. A princípio, deve-se analisar 
se a matéria compete a alguma justiça especial (eleitoral, trabalhista, militar), caso contrário, por 
exclusão, será da justiça comum. 
A justiça comum pode ser ainda federal ou estadual, sendo que a estadual é a residual. 
A CF/88, em seu art. 109 prevê os casos em que a competência será da justiça federal. Se não for 
da justiça federal será da estadual. 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública (Sociedade de 
economia mista (SEM) é de competência estadual) (Fundação Pública de direito Público é de 
competência Federal, porque são equiparadas a autarquias) (Conselhos de fiscalização 
profissional (como a OAB) e agências reguladoras (como a ANATEL e a ANEL) também são 
de competência federal, porque são equiparadas a autarquias) (Súmula 66 do STJ: “Compete 
à Justiça Federal processar e julgar execução fiscal promovida por Conselho de fiscalização 
profissional.”) (Súmula Vinculante 27 do STF: "Compete à Justiça Estadual julgar causas 
entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não 
seja litisconsorte passiva necessária, assistente nemoponente.") (Súmula 517 do STF - "As 
sociedades de economia mista só têm foro na Justiça Federal quando a União intervém como 
assistente ou oponente" – Todos os outros casos, seja na esfera cível, seja na esfera criminal, 
a SEM será julgada pela justiça estadual) federal forem interessadas na condição de autoras, 
rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas 
à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa 
domiciliada ou residente no País; 
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou 
organismo internacional; 
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou 
interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as 
contravenções e ressalvada a competência da justiça militar e da justiça eleitoral; 
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução 
no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente; 
V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo; 
VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o 
sistema financeiro e a ordem econômico-financeira; 
VII - os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o 
constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra 
jurisdição; 
VIII - os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal, 
excetuados os casos de competência dos tribunais federais; 
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da 
Justiça Militar; 
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta 
rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas 
referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização; 
XI - a disputa sobre direitos indígenas. (ação em que o indígena for autor ou réu será julgado 
pela justiça estadual) 
§ 1º As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver 
domicílio a outra parte. 
§ 2º As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for 
domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda 
ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal. 
 
 
 
§ 3º Lei poderá autorizar que as causas de competência da Justiça Federal em que forem 
parte instituição de previdência social e segurado possam ser processadas e julgadas na 
justiça estadual quando a comarca do domicílio do segurado não for sede de vara federal. 
§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal 
Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau. (recurso ad quem) 
§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, 
com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados 
internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o 
Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de 
deslocamento de competência para a Justiça Federal. 
 
Se o autor fizer um pedido que é de competência da justiça estadual e outro pedido que é de 
competência da justiça federal, o juiz deixa de apreciar o pedido pelo qual ele é absolutamente 
incompetente. É o que diz o art. 45, § 1º do CPC.: Os autos não serão remetidos se houver 
pedido cuja apreciação seja de competência do juízo perante o qual foi proposta a ação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: COMPERVE. Órgão: Prefeitura de Parnamirim - RN. Prova para 
Advogado. 
No tocante à competência interna, como capacidade de dizer o direito aplicada ao caso 
concreto, o Código de Processo Civil estabeleceu inovações que buscaram simplificar a 
localização da competência. Entretanto, continua adotando quatro critérios básicos para essa 
determinação: o funcional ou hierárquico, o material, o valorativo e o territorial (ficou faltando 
só o em razão da pessoa/ratione personae, mas não tem problema). Nesse contexto, o CPC 
prevê a 
A) competência conforme suas normas, deixando para as Constituições Estaduais as demais 
normas de competência, nos limites estabelecidos pela Constituição Federal. (ERRADO, 
porque as demais normas não cabem somente as Constituições Estaduais. Art. 44 do CPC.: 
Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é determinada 
pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas de organização 
judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos Estados.) 
B) perpetuatio jurisdictionis, ou seja, a competência é adotada no momento do registro ou da 
distribuição da petição inicial. (GABARITO. Princípio da perpetuatio jurisdictionis ou também 
chamado de princípio da perpetuação da competência/jurisdição. Art. 43. Determina-se a 
competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes 
as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta.) 
C) remessa dos autos à Justiça Federal competente se nele intervier a União Federal, ou 
empresa pública, como terceiro interveniente no caso de acidente de trabalho. (ERRADO. Art. 
45 do CPC.: Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas 
e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou 
de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência 
civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
Urge ressaltar o art. 109, da CF/88: Aos juízes federais compete processar e julgar: VI - os 
crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema 
financeiro e a ordem econômico-financeira. E o art. 109 da CF/88: Aos juízes federais compete 
processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública 
federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as 
de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do 
Trabalho.) 
D) restituição dos autos pelo juízo federal ao juízo estadual, após suscitar conflito de 
competência, quando o ente federal que ensejou a remessa for excluído do processo. 
(ERRADO. Art. 45, § 3º: O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar 
conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-AL. Prova para Defensor 
Público. 
Julgue os itens seguintes, a respeito de demandas que envolvam instituição de ensino 
superior particular. 
I. Caso a demanda verse sobre inadimplemento de mensalidade, a competência, em regra, é 
da justiça federal. 
II. A competência para o processamento do feito que verse sobre credenciamento de entidade 
perante o MEC é da justiça federal. 
III. Tratando-se de demanda sobre registro de diploma perante o MEC, a competência da 
justiça federal pode ser derrogada para a justiça comum estadual em decorrência do foro de 
eleição constante no contrato de prestação de serviços educacionais. 
IV. Em se tratando de demanda sobre cobrança de taxas escolares oriunda de um mandado 
de segurança, a competência será da justiça federal. 
ESTÃO CERTOS SOMENTEOS ITENS II E IV. 
COMENTÁRIO: 
A competência para o julgamento das demandas propostas em face de instituição de ensino 
superior particular segue as seguintes regras: 
1. Tratando-se de mandado de segurança, ou dizendo respeito a registro de diploma perante o 
órgão público competente ou o credenciamento da entidade de ensino perante o Ministério da 
Educação, será de competência da Justiça Federal. 
2. Tratando-se de qualquer outra ação, em regra, será de competência da Justiça Estadual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O segundo critério que deve ser analisado é o FUNCIONAL/HIERÁRQUICO. Segundo Luiz 
Rodrigues Wambier e Eduardo Talamini (2016, p.156), a regra que prevalece no nosso ordenamento 
jurídico é que as ações devem ser propostas perante juízes monocráticos. A propositura de ações 
perante os tribunais (segunda instância – ad quem) é excepcional e deve ter expressa previsão em 
lei, assim como aquelas que vão direto para a 3ª instância. 
Um exemplo em que vai direto para a terceira instância é a competência originária do Supremo 
Tribunal Federal julgar as ações diretas de inconstitucionalidade de leis, ou seja, aquele tipo de 
processo em que se questiona que a lei infraconstitucional está em desacordo com o próprio texto 
constitucional. Caberá, portanto, exclusivamente a este tribunal julgar esse tipo de ação. 
 
Os juízes de primeira instância proferem sentenças, enquanto os de segunda instância proferem 
acórdãos, porque o de primeira instância é presidido por um juiz singular, e na segunda instância por 
um colégio de juízes. 
 
Os juízes de terceira instância não julgam o mérito, julgam apenas o procedimento formal do 
processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O terceiro que deve ser analisado é o CRITÉRIO TERRITORIAL. 
A competência territorial determina qual será o foro competente para dirimir determinado conflito de 
interesses, ou seja, em qual local deverá ser proposta determinada ação. 
É assim, por exemplo, que o Código de Processo Civil (2015) preceitua que é competente o foro do 
domicílio do autor da ação ou do local do fato, para a ação de indenização decorrente de 
acidente de veículos inclusive aeronaves (art. 53, V). Trata-se, como se vê, da delimitação 
geográfica de onde deverá ser proposta essa ação. Outro exemplo é o Art. 50, CPC: “A ação em 
que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente.” 
 
Como vimos, existem regras especiais que determinarão qual o local para a propositura da ação. 
Essas regras especiais estão previstas no CPC., do artigo 47 ao 53. Caso o caso em análise não 
esteja previsto nas regras especiais, ele seguirá a regra geral, qual seja, o artigo 46 do CPC. 
 
CPC.: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. (Cabe dizer, que o Processo Penal segue 
outra regra geral. Art. 70 do CPP.: A competência será, de regra, determinada pelo lugar em 
que se CONSUMAR a infração (Teoria do resultado – é a regra), ou, no caso de tentativa, pelo 
lugar em que for praticado o último ato de execução (Teoria da atividade, como no direito 
penal).) 
(Os juizados especiais seguem a teoria da atividade. 
Art. 63 da lei nº 9.099/1995 – lei que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e 
dá outras providências: A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi 
praticada a infração penal ainda que outro seja o momento do resultado) 
§ 1º Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for 
encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer 
foro. 
§ 4º Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro de 
qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no 
do lugar onde for encontrado. 
Art. 47 (dispõe sobre os casos em que o critério territorial será absoluto). Para as ações 
fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não 
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de 
nunciação de obra nova. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência absoluta. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a 
partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou 
anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o 
óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
 
 
 
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, 
também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de 
disposições testamentárias. 
 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação 
da coisa ou no Distrito Federal. 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado ou 
o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu (e não da vítima), se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do 
casal; 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 
de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo 
estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: TJ-SC. Prova para JuizSubstituto. 
Analise os enunciados seguintes, relativos à competência interna: 
I. A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis 
serão propostas, em regra, no foro do domicílio do autor. (ERRADO. Art. 46, Caput do CPC. 
Será no foro do domicílio do réu) 
II. Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será proposta no foro do 
domicílio do autor; se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer 
foro. (CERTO. §3º do Art. 46 do CPC.: A ação fundada em direito pessoal ou em direito real 
sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1º Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for 
encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer 
foro.) 
III. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da 
coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio do réu ou pelo foro de eleição, 
não recaindo o litígio sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, posse, divisão e 
demarcação de terras e nunciação de obra nova. (CERTO. Art. 47 do CPC.) 
IV. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a 
partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em 
que o espólio for réu, salvo se o óbito houver ocorrido no estrangeiro. (Art. 48 do CPC.: O foro 
de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de 
partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha 
ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, 
também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de 
disposições testamentárias.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: Prefeitura de Fortaleza – CE. Órgão: Prefeitura de Fortaleza – 
CE. Prova para Advogado. 
Quanto ao tema da competência tratada no Código de Processo Civil, marque a alternativa 
correta. 
A) A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre bens móveis 
serão propostas, em regra, no foro de localização do bem. (ERRADO. No foro de domicílio do 
réu. Art. 46 do CPC.) 
B) Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis, é competente o foro da situação da 
coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio do réu ou de eleição, não 
recaindo o litígio sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, posse, divisão e 
demarcação de terras e nunciação de obra nova. (CERTO. Art. 47 do CPC.) 
C) Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado no Distrito Federal. 
(ERRADO. Art. 46, §2º do CPC) 
D) Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será proposta no foro do 
domicílio do autor. Se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta no Distrito 
Federal. (ERRADO. Art. 46, §3º do CPC) 
COMENTÁRIO: 
Art. 46 do CPC.: A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1º Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for 
encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer 
foro. 
§ 4º Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro de 
qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no 
do lugar onde for encontrado. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FMP Concursos. Órgão: PGE-AC. Prova para Procurador do 
Estado. (Reduzida) 
Assinale a alternativa CORRETA. 
A) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, 
sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, 
mesmo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. (ERRADO. 
Art. 43 DO CPC.: Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta.) 
B) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em 
regra, no foro de domicílio do autor. (ERRADO. Art. 46 do CPC.: A ação fundada em direito 
pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do 
réu.) 
C) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do 
lugar onde for encontrado. (CERTO. § 5º do Art. 46 do CPC.: A execução fiscal será proposta 
no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado.) 
D) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência relativa. (ERRADO. § 2º do Art. 47 do CPC.: A ação possessória imobiliária será 
proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta.) 
 
 
 
Sobre o VALOR DA CAUSA a Lei 9.099/1995 estipula, em seu artigo 3º, que os Juizados Especiais 
Cíveis e criminais têm competência para dirimir as causas cíveis, cujo valor não exceda quarenta 
vezes o salário mínimo. Nesse caso, é uma competência relativa, ou seja, as partes decidem se vão 
se utilizar do juizado especial. Já na esfera federal, em se tratando de juizado especial da Fazenda 
Pública, o valor não pode ultrapassar 60 salários mínimos e nesse caso é uma competência 
absoluta. A mesma lei, no art. 3º, § 3º, disciplina que há a possibilidade de ação maior que esses 
valores serem julgados nos juizados especiais, desde que haja renúncia ao crédito excedente ao 
limite estabelecido. 
 
Só por curiosidade, advogado é dispensável nos juizados especiais cíveis estaduais com valor de 
causa até 20 salários mínimos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: TJ-PR. Órgão: TJ-PR. Prova para Juiz Leigo. 
O valor de alçada de 60 salários mínimos previsto no artigo 2º da Lei 12.153/09, que trata do 
Juizado Especial da Fazenda Pública, não se aplica aos Juizados Especiais Cíveis, cujo limite 
permanece em 40 salários mínimos. Para efeito de alçada, em sede de Juizados Especiais, 
tomar-se-á como base o salário mínimo nacional. Diferentemente do Juizado Especial Cível, 
em que a opção por seu procedimento é facultativa (Enunciado 01-FONAJE-CÍVEL), “no foro 
onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda Pública, a sua competência é absoluta”. 
CERTO. ENUNCIADO 133 – “O valor de alçada de 60 salários mínimos previsto no artigo 2º da 
Lei 12.153/09, não se aplica aos Juizados Especiais Cíveis, cujo limite permanece em 40 
salários mínimos” (XXVII Encontro – Palmas/TO). 
Segundo parágrafo ENUNCIADO 50 – “Para efeito de alçada, em sede de Juizados Especiais, 
tomar-se-á como base o salário mínimo nacional.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO:Ano: 2017. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova para Oficial de Apoio 
Judicial. 
Segundo o que estabelece a Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública (Lei nº 
12.153/2009), analise as afirmativas abaixo: 
I. É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar 
causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, 
até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos. (CERTO. É o que dispõe, expressamente, o art. 
2º, caput, da Lei nº 12.153/09: É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública 
processar, conciliar e julgar causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos) 
II. A competência do Juizado Especial da Fazenda Pública é relativa. (ERRADO. A 
competência do Juizado Especial da Fazenda Pública é absoluta por expressa disposição de 
lei, senão vejamos: Art. 2º, §4º, Lei nº 12.153/09: No foro onde estiver instalado Juizado 
Especial da Fazenda Pública, a sua competência é absoluta) 
III. Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública, como autores, os Estados, o 
Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como autarquias, fundações e empresas 
públicas a eles vinculadas. (ERRADO. Os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os 
Municípios, bem como autarquias, fundações e empresas públicas a eles vinculadas podem 
figurar como réus nos processos que correm sob o rito do Juizado Especial da Fazenda 
Pública - e não como autores - art. 5º, Lei nº 12.153/09: Podem ser partes no Juizado Especial 
da Fazenda Pública: 
I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de pequeno porte, 
assim definidas na Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006; 
II – como réus, os Estados, o Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como 
autarquias, fundações e empresas públicas a eles vinculadas.) 
IV. Não se inclui na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública as ações de 
mandado de segurança. (CERTO. De fato, as ações de mandado de segurança têm rito próprio 
e estão excluídas do rito do Juizado Especial da Fazenda Pública por expressa disposição de 
lei, senão vejamos: Art. 2º, §1º, Lei nº 12.153/09: Não se incluem na competência do Juizado 
Especial da Fazenda Pública: 
I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, 
populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos 
ou interesses difusos e coletivos; 
II – as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, 
autarquias e fundações públicas a eles vinculadas; 
III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a 
servidores públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TJ-RJ. Prova para Analista 
Judiciário. (Reduzida) 
Acerca dos juizados especiais cíveis (JECs), nos termos da Lei n.º 9.099/1995, assinale a 
opção correta. 
A) Compete ao JEC a liquidação e execução de seus próprios julgados, desde que o valor a 
ser liquidado ou executado não seja superior a 40 salários mínimos. Nessa situação, o título 
executivo judicial deverá ser processado perante o juízo cível a quem couber por distribuição 
aleatória. (Essa alternativa você pode eliminar logo de cara, posto que em sede de JECs não é 
possível sentença ilíquida, ainda que genérico o pedido, logo não há que se falar em 
liquidação de seus julgados. Se falar em “liquidação” pressupõe que é uma sentença ilíquida, 
o que é proibido) 
B) Em relação aos JECs, o legislador reconheceu o princípio da oralidade como norteador do 
procedimento e, para a verificação da competência, considerou que o valor da causa deve 
corresponder ao benefício econômico que o autor poderia experimentar, no caso de 
procedência do pedido. (GABARITO) 
C) É da competência absoluta do JEC o julgamento de causa que não exceda quarenta 
salários mínimos e cuja prova não dependa de conhecimentos técnicos que exijam perícia. 
(ERRADO. É de competência relativa. Só será de competência absoluta os JE da Fazenda 
Pública, que é federal, que é de 60 salários mínimos o limite) 
D) Uma ação de despejo por falta de pagamento de aluguéis pode ser proposta perante o JEC, 
desde que o valor da causa não seja superior a quarenta salários mínimos. (ERRADO. Uma 
ação de despejo por falta de pagamento de aluguéis só poderá ser proposta perante o JEC 
quando a ação for de DESPEJO PARA USO PRÓPRIO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: PC-BA. Prova para Escrivão de Polícia. 
Com relação à competência do Juizado Especial Federal prevista na Lei nº 10.259/2001 
(Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal), é correto afirmar que 
A) compete processar, conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor 
de quarenta salários mínimos, bem como executar as suas sentenças. (ERRADO. Em âmbito 
Federal o limite é de 60 salários mínimos) 
B) se incluem na competência as causas sobre bens imóveis da União, autarquias e 
fundações públicas federais. (ERRADO. Art. 2º, §1º, II da lei nº 12.153/09) 
C) no foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial, a sua competência é relativa. 
(ERRADO. Os juizados especiais federais, que são o da Fazenda Pública é de competência 
absoluta) 
D) se incluem na competência as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de 
demissão imposta a servidores públicos civis. (ERRADO. Art. 2º, §1º, III da lei nº 12.153/09) 
E) quando a pretensão versar sobre obrigações vincendas, a soma de doze parcelas não 
poderá exceder o valor de sessenta salários mínimos. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Art. 2º, §1º, Lei nº 12.153/09: Não se incluem na competência do Juizado 
Especial da Fazenda Pública: 
I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, 
populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos 
ou interesses difusos e coletivos; 
II – as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, 
autarquias e fundações públicas a eles vinculadas; 
III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a 
servidores públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Câmara de Nova Odessa – SP. Prova para 
Assessor Jurídico. 
De acordo com a Lei n° 12.153/09, é de competência dos Juizados Especiais da Fazenda 
Pública processar, conciliar e julgar causas de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, até o valor de 60 (sessenta) salários-mínimos. 
Observado esse limite de alçada, estão incluídos na competência dos Juizados Especiais da 
Fazenda Pública 
A) os mandados de segurança em matéria tributária. 
B) as execuções fiscais. 
C) as ações tributárias que versem sobre bens imóveis dos Estados e Municípios. 
D) as ações de repetição de indébito tributário. (GABARITO) 
E) as demandas sobre direitos ou interesses coletivos de autarquias e fundações em matéria 
tributária. 
COMENTÁRIO: Art. 2º, §1º, Lei nº 12.153/09: Não se incluem na competência do Juizado 
Especial da Fazenda Pública: 
I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, 
populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais e as demandas sobre direitos 
ou interesses difusos e coletivos; 
II – as causas sobre bens imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, 
autarquias e fundações públicas a eles vinculadas; 
III – as causas que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a 
servidores públicos civis ou sanções disciplinares aplicadas a militares. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FCC. Órgão: TRF - 3ª REGIÃO. Provapara Técnico Judiciário – 
Administrativa. 
De acordo com a Lei n° 10.259/2001, compete ao Juizado Especial Federal Cível processar, 
conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor de sessenta salários 
mínimos, com algumas exceções. NÃO são excluídas da competência do Juizado Especial 
Federal Cível as ações 
A) de mandado de segurança. 
B) que versarem sobre bens imóveis da União. 
C) que versarem sobre direitos ou interesses difusos. 
D) de desapropriação de bens móveis. 
E) para a anulação de lançamento fiscal. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TJ-MG. Prova para Oficial de Apoio 
Judicial. 
Segundo o que estabelece a Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública (Lei nº 
12.153/2009), analise as afirmativas abaixo: 
I. É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar 
causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, 
até o valor de 60 (sessenta) salários mínimos. (CERTO) 
II. A competência do Juizado Especial da Fazenda Pública é relativa. (ERRADO) 
III. Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública, como autores, os Estados, o 
Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como autarquias, fundações e empresas 
públicas a eles vinculadas. (ERRADO) 
IV. Não se inclui na competência do Juizado Especial da Fazenda Pública as ações de 
mandado de segurança. (CERTO) 
 
 
 
 
 
Por fim, temos o critério EM RAZÃO DA PESSOA, ou seja, em razão da qualidade ostentada pelas 
pessoas envolvidas na lide. O critério é também denominado ratione personae. A Constituição 
Federal prevê, em seu artigo 109, I, que são de competência dos juízes federais “as causas em que 
a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de 
autoras, rés, assistentes ou oponentes” (BRASIL, 1988, [s.p.]). 
 
Art. 109 da CF/88: Aos juízes federais compete processar e julgar: 
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou 
interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as 
contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA - PARTE 2 - JURISDIÇÃO EXCLUSIVA E CONCORRENTE. 
Jurisdição exclusiva é quando somente o Brasil poderá julgar o caso. Se outro país julgar o caso, ele 
não terá nenhuma relevância para o Brasil. As hipóteses da competência exclusiva estão previstas 
no Art. 23 do CPC e no Art. 12, parágrafo primeiro da LINDB 
Art. 23, do CPC.: Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: 
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular 
(sucessão legítima) e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil (sucessão 
testamentária), ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha 
domicílio fora do território nacional; 
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de 
bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha 
domicílio fora do território nacional. 
§ 1º do Art. 12., da LINDB.: Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações 
relativas a imóveis situados no Brasil. (é a mesma coisa que o inciso I do Art. 23 do CPC) 
Uma briga envolvendo um casal, um argentino e uma paraguaia, em que existem imóveis situados 
no Brasil, a ação que tratar desses imóveis só o Brasil pode julgar. Aplica-se o princípio do interesse 
e da efetividade. 
 
A Jurisdição concorrente o Brasil vai poder julgar o caso, mas não vai haver exclusão de outros 
países. Os casos estão no Art. 21 e 22 do CPC. e no caput do artigo 12 da LINDB. 
LINDB, artigo 12 caput: É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu 
domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.” 
Art. 21 do CPC.: Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em 
que: 
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação (repete o final do caput do artigo 12 da LINDB); 
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil 
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a 
pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. 
Art. 22 do CPC.: Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 
I - de alimentos, quando: 
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; 
b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de 
renda ou obtenção de benefícios econômicos; 
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência 
no Brasil; 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. 
A litispendência diz que não pode ter duas ações julgando o mesmo caso, mas quando se trata de 
ações de países diferentes, mesmo que julgando o mesmo caso é possível. A decisão que vai 
prevalecer é a que o STJ homologar primeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: PGR. Órgão: PGR. Prova para Procurador da República. 
EM MATÉRIA DE CONFLITO DE JURISDIÇÕES ESTATAIS NO DIREITO INTERNACIONAL, 
A) o exercício da jurisdição territorial tem primazia sobre o exercício da jurisdição 
extraterritorial, (ERRADO. Não tem dessa de qual tem primazia sobre a outra. Cada caso é um 
caso, só isso) independentemente do critério que legitime a extraterritorialidade; 
B) o exercício da jurisdição territorial tem primazia sobre o exercício da jurisdição 
extraterritorial (ERRADO. Não tem dessa de qual tem primazia sobre a outra. Cada caso é um 
caso, só isso) pelo critério do sujeito passivo, não a tendo, contudo, pelos demais critérios 
legitimadores da extraterritorialidade; 
C) o exercício da jurisdição territorial, ainda que mais frequente, não tem qualquer primazia 
sobre o exercício da jurisdição extraterritorial, resolvendo-se o conflito pelo princípio ne bis 
in idem; (GABARITO. O conflito da jurisdição territorial resolve-se pelo princípio ne bis in 
idem, isso quer dizer que não pode haver litispendência territorial, mas pode havê-la 
extraterritorialmente.) 
D) a primazia do exercício da jurisdição extraterritorial só é admitida em casos excepcionais, 
sob pena de se incorrer em ingerência ilícita nos assuntos de exclusiva competência 
doméstica do Estado territorial. (ERRADO. Não tem dessa de qual tem primazia sobre a outra. 
Cada caso é um caso, só isso) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: TRF - 2ª Região. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova para Juiz 
Federal Substituto. 
Na hipótese de idêntica ação ser proposta no Brasil e no exterior, e inexistindo tratado com o 
país estrangeiro, marque a opção correta: 
A) A litispendência internacional não pode ser conhecida de ofício e deve ser arguida. 
Arguida, ela impede que o juiz brasileiro dê curso à ação intentada no Brasil se a questão já 
tiver sido submetida a juiz estrangeiro. (ERRADO, porque não existe litispendência 
internacional) 
B) litispendência internacional pode ser conhecida de ofício e impede que o juiz brasileiro dê 
curso à ação intentada no Brasil se a questão já está submetida a juiz estrangeiro. (ERRADO, 
porque não existe litispendência internacional) 
C) Em tema afeto à soberania, os Estados estrangeiros estão impedidos de conhecer 
demandas que versem sobre causas situadas no território de outras soberanias, sob pena de 
responsabilização internacional. (ERRADO, porque existem as causas de competência 
concorrente) 
D) Se uma sentença brasileira decidir determinadaquestão que também tenha sido decidida 
por sentença estrangeira, será sempre a sentença brasileira a que produzirá efeitos no Brasil. 
(ERRADO. Valerá a sentença que o STJ homologar primeiro) 
E) A ação intentada no estrangeiro não impede que a mesma questão seja submetida a juiz 
brasileiro, nem produz litispendência quando for extra (CERTO. Somente quando for em 
países diferentes, poderá haver duas ações se tratando do mesmo caso, porque não existe 
litispendência extraterritorial) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2006. Banca: FCC. Órgão: BACEN. Prova para Procurador. 
Henri e Louis são franceses, sócios de uma empresa constituída em Malta. Henri, por sua vez, 
é proprietário de uma outra empresa, constituída no Brasil. A empresa maltesa e a brasileira 
firmam um contrato entre si, assinado em Lisboa para a execução de uma obra no Marrocos. 
Supondo que a competência para a apreciação de eventual questão decorrente do contrato 
seja do Poder Judiciário brasileiro, e não havendo cláusula de eleição da lei aplicável, o juiz 
aplicará, segundo as regras da Lei 
A) francesa. 
B) brasileira. 
C) maltesa. 
D) portuguesa. (GABARITO) 
E) marroquina. 
COMENTÁRIO: O mais importante nessa questão é atentar para o local de celebração do 
contrato. Assim sendo, se o contrato foi celebrado em Lisboa e considerando que será 
julgado pelo juiz brasileiro, este terá que aplicar a lei portuguesa. 
 
QUESTÃO: Ano: 2014. Banca: TRF - 4ª REGIÃO. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova: para Juiz 
Federal Substituto. 
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. 
Acerca da competência internacional do Poder Judiciário Brasileiro, podemos afirmar que 
algumas causas, ainda que passíveis de apreciação por magistrados brasileiros, também 
podem ser validamente submetidas à esfera de atribuições jurisdicionais de tribunais 
estrangeiros. 
I. Algumas hipóteses legais admitem o concurso de jurisdição entre magistrados estrangeiros 
e brasileiros. (CORRETO) 
II. A norma legal que admite competência concorrente permite, nas suas hipóteses, a livre 
opção por litigar perante magistrados brasileiros ou perante tribunais estrangeiros. (CERTO) 
III. Entre os elementos definidores da competência da autoridade judiciária brasileira, 
ressalta-se o fato de o réu ser domiciliado no Brasil e de aqui dever ser cumprida a obrigação, 
não sendo relevante que a ação se origine de fato ocorrido no Brasil. (ERRADO. CPC. Art. 21: 
Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, 
qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II - no Brasil tiver de ser 
cumprida a obrigação; III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil.) 
IV. A circunstância de o réu, em processo instaurado perante tribunal estrangeiro, ser 
brasileiro e eventualmente domiciliado no Brasil não atua, por si só, como fator de exclusão 
da competência jurisdicional da autoridade alienígena. (CERTO. As hipóteses dos artigos 21 e 
22 do CPC são hipóteses de competência concorrente) 
V. Em face da legislação brasileira, é legítimo entender-se, quanto aos casos de competência 
concorrente, ou seja, aquela que pode ser afastada pela vontade das partes, que valerá a 
sentença decorrente do primeiro litígio instaurado. (ERRADO. Vai ser o que o STJ homologar 
primeiro) 
A) Está correta apenas a assertiva III. 
B) Estão corretas apenas as assertivas I e II. 
C) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV. (GABARITO) 
D) Estão corretas apenas as assertivas III, IV e V. 
E) Estão corretas apenas as assertivas I, II, IV e V. 
 
 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA - PARTE 3 - CRITÉRIOS DE MODIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA. 
Critérios de modificação de competência são casos em que quebra o Art. 43 do CPC, que diz a 
respeito do princípio da perpetuação da jurisdição, ou perpetuação da competência (perpetuatio 
jurisdictionis). Art. 43, CPC.: “Determina-se a competência no momento do registro ou da 
distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de 
direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta.” 
 
Os critérios de modificação de competência são: 
1 - Conexão (Art. 54 e 55 do CPC.); 
2 - Continência (Art. 56 do CPC.); 
3 - Prevenção (Art. 58, 59 e 60 do CPC.); 
4 - Derrogação e Prorrogação. 
 
1 - CONEXÃO: 
Art. 54, CPC.: A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
Art. 55, CPC.: Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido 
ou a causa de pedir. (pode ser também: “...quando for comum o objeto ou a causa de pedir”) 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles 
já houver sido sentenciado. 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial (previstos no Art. 784 do CPC.) e à ação de conhecimento 
relativa ao mesmo ato jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 
Ações conexas são ações que têm mesmo pedido ou mesma causa de pedir. Por exemplo, 
digamos que houve um acidente e determinada pessoa faleceu. O filho dessa pessoa propõe uma 
ação de indenização por danos morais em face do causador do acidente. Em uma outra ação, a mãe 
da vítima propõe uma ação de indenização por danos morais também. Portanto nós temos aqui duas 
ações propostas em face da mesma causa de pedir e mesmo pedido, portanto, essas ações seriam 
conexas. Há a necessidade de reunião dessas ações para evitar que haja decisões que sejam 
contraditórias. Essa necessidade é por causa também do princípio da economia processual. É 
importante que haja uma uniformidade de tratamento da matéria. 
 
Importante: A regra de competência absoluta não é passível de alteração por continência ou 
conexão. 
 
Outro exemplo de conexão: Vamos supor que uma criança representada por sua mãe ajuíze uma 
ação para declarar a paternidade, ou seja, ela quer atestar que o réu é o seu pai. Depois essa 
criança ajuíza outra ação no qual ela vai cobrar alimentos. Veja que são duas ações conexas pela 
mesma causa de pedir. Neste exemplo faz sentido tudo se tornar apenas um processo para que não 
aconteça de que em um processo seja decidido que o réu é pai e no outro fique decidido que ele não 
é o pai da criança. 
 
 
 
 
 
 
Outro exemplo de conexão é quando A, fura o sinal vermelho e causa um acidente de trânsito, 
batendo o veículo no veículo de B, causando também lesão corporal em C, que caminhava na 
calçada. B entra com uma ação contra A pedindo reparação de danos e posteriormente C entra com 
ação contra A pedindo indenização. São partes diferentes, e pedidos diferentes, mas a conexão não 
exige que sejam as mesmas partes. Houve conexão, porque houve a mesma causa de pedir. 
 
2 – CONTINÊNCIA (é só lembrar de continente, que é grande, então a ação continente é a 
maior, é aquela que abrange a menor. Só haverá continência quando a ação continente for a 
segunda proposta. Se a segunda ação proposta for a menor, ela será simplesmente extinta 
sem resolução do mérito.): 
Art. 56, CPC.: Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
Art. 57, CPC.: Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta 
anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de 
mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Art. 58, CPC.: A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde 
serão decididas simultaneamente. 
 
A continênciaé parecida com a conexão. Também ocasiona a alteração da competência, mas aqui 
exige-se que seja as mesmas partes (as mesmas pessoas). Imagine que João propôs uma ação em 
face de José, e nessa ação, João pediu danos materiais em virtude de determinado acidente. Numa 
segunda ação posterior de João em face de José, por conta do mesmo acidente, e por isso as 
mesmas partes e mesma causa de pedir, ao invés de ele pedir somente danos materiais, ele pediu 
também danos morais. O pedido da segunda ação contém o pedido da primeira ação. O que vai 
acontecer é que a segunda ação vai ser reunida com a primeira por conta do fenômeno da 
continência. Entretanto vamos supor que a primeira ação tenha sido a que João pediu danos 
materiais e danos morais, e que a segunda ação foi a que ele pediu somente os danos materiais. 
Neste caso não haverá continência, haverá a extinção do segundo processo tendo em vista a 
proibição da litispendência, porque a segunda ação está totalmente contida na primeira. 
 
Outro exemplo de continência é quando A ajuíza uma ação pra anular uma cláusula contratual num 
contrato qualquer que fez com B. Passado um tempo, B ajuíza uma ação contra A querendo anular o 
contrato todo. Neste caso há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, 
por ser mais amplo, abrange os das demais. 
 
3 - PREVENÇÃO: 
Art. 59, CPC.: O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que a prevenção se dá com o despacho ou com a citação. 
ERRADO. A prevenção se dá com a formalização da petição inicial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca; CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCM-BA. Prova para Auditor 
Estadual de Controle Externo. 
De acordo com a norma presente no Art. 286, inciso II do CPC, que trata da prevenção de 
juízo, devem ser distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza “quando, 
tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for reiterado o pedido, ainda que em 
litisconsórcio com outros autores ou que sejam parcialmente alterados os réus da demanda”. 
Essa regra objetiva dar efetividade ao princípio 
k) Do contraditório 
l) Da inércia 
m) Da unidade 
n) Do juiz natural (GABARITO) 
o) Da investidura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMPETÊNCIA – PARTE 4 – DERROGAÇÃO E PRORROGAÇÃO. 
Vamos entender dois institutos: PRORROGAÇÃO e DERROGAÇÃO. 
A prorrogação ocorre quando o réu simplesmente deixa de alegar a incompetência, nesse caso, o 
juiz que não era competente para aquele caso se torna competente. A alegação de competência 
relativa está sujeita a preclusão, ou seja, se as partes não alegarem a competência relativa na 
preliminar de contestação, elas não poderão alegar mais – a isso se dá o nome de prorrogação - e o 
juiz que era incompetente se torna competente. Já a Derrogação é quando há uma convenção das 
partes acerca de competência de foro, é aquela cláusula de eleição de foro que pode ocorrer em 
contratos escritos. Há nesse caso uma derrogação, ou seja, uma convenção sobre a competência, 
em outras palavras, as partes vão decidir entre elas o lugar onde será julgada aquela ação. 
Tanto a prorrogação quanto a derrogação, assim como a conexão e a continência só são possíveis 
em caso de competência relativa do juízo. Os casos de competência relativa são quando envolvem 
critérios territoriais e valorativos, os casos de competência absoluta são os casos que envolvem os 
casos de matéria da ação, casos funcionais/hierárquicos e nos casos em razão da pessoa/ratione 
personae. 
Cabe dizer que foro de eleição deve ser expresso, escrito (não pode ser verbalmente) então não 
existe dizer que tacitamente as partes convencionaram o foro. 
Urge ressaltar que se houver o fenômeno da sucessão processual, que é quando uma das partes 
morre e o filho assume o lugar do falecido, deve-se respeitar o foro de eleição decidido na 
derrogação. 
 
 
 
Não cabe derrogação, prorrogação, conexão e continência nas competências absolutas. 
 
Observação: Há uma exceção à regra de que a incompetência relativa não pode ser verificada de 
ofício. O código prevê que o juiz pode de ofício declarar a nulidade de cláusula de eleição de foro (a 
competência fixada em cláusula de eleição de foro é relativa) se ela for abusiva por prejudicar a 
parte mais fraca da relação. Art. 63, §3º do CPC.: Antes da citação, a cláusula de eleição de 
foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa 
dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
 
 
 
 
CPC.: DA INCOMPETÊNCIA 
Art. 62, CPC.: A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. (Porque são competências absolutas) 
Art. 63, CPC.: As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
§ 1º A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. (Não existe derrogação tácita) 
§ 2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
§ 3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de 
ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, 
sob pena de preclusão. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de 
incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Art. 65. Prorrogar-se-á (mediante a preclusão) a competência relativa se o réu não alegar a 
incompetência em preliminar de contestação. (não ocorre prorrogação nos casos de 
competência absoluta) 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; 
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a 
competência; 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, 
salvo se a atribuir a outro juízo. 
 
CPC.: DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA (não coloquei tudo) 
Art. 951. O conflito de competência pode ser suscitado por qualquer das partes, pelo 
Ministério Público ou pelo juiz. 
Parágrafo único. O Ministério Público somente será ouvido nos conflitos de competência 
relativos aos processos previstos no art. 178, mas terá qualidade de parte nos conflitos que 
suscitar. 
Art. 952. Não pode suscitar conflito a parte que, no processo, arguiu incompetência relativa. 
Parágrafo único. O conflito de competência não obsta, porém, a que a parte que não o arguiu 
suscite a incompetência. 
Art. 953. O conflito será suscitado ao tribunal: 
I - pelo juiz, por ofício; 
II - pela parte e pelo Ministério Público, por petição. 
Parágrafo único. O ofício e a petição serão instruídos com os documentos necessários à 
prova do conflito. 
 
 
CPC.: DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
Art. 176. O Ministério Público atuará na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e 
dos interesses e direitos sociais e individuais indisponíveis.Art. 177. O Ministério Público exercerá o direito de ação em conformidade com suas 
atribuições constitucionais. 
Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como 
fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos 
processos que envolvam: 
I - interesse público ou social; 
II - interesse de incapaz; 
III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. 
Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de 
intervenção do Ministério Público. 
Art. 179. Nos casos de intervenção como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público: 
I - terá vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo; 
II - poderá produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer. 
Art. 180. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que 
terá início a partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, § 1º. 
§ 1º Findo o prazo para manifestação do Ministério Público sem o oferecimento de parecer, o 
juiz requisitará os autos e dará andamento ao processo. 
§ 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o Ministério Público. 
Art. 181. O membro do Ministério Público será civil e regressivamente responsável quando 
agir com dolo ou fraude no exercício de suas funções. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: NC-UFPR. Órgão: TJ-PR. Prova para Titular de Serviços de 
Notas e de Registros – Provimento. 
Sobre o regime das nulidades processuais, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A nulidade absoluta do ato processual não se convalida durante o trâmite do processo e 
pode ser reconhecida de ofício. 
B) A nulidade relativa do ato processual é passível de convalidação, devendo ser alegada na 
primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão. 
C) O suprimento é modalidade de saneamento do ato processual, em que a invalidade é 
corrigida, não havendo necessariamente que se praticar novamente o ato. 
D) Reconhecendo o defeito do ato processual, o juiz determinará sua repetição ou retificação, 
salvo se o vício não tiver prejudicado qualquer das partes. 
E) A inexistência jurídica pode ser reconhecida de ofício e só se convalida com o trânsito em 
julgado. (ERRADO, porque um ato que se convalida não pode ser verificado o seu vício de 
ofício. A verificação de vício de ofício é nos casos de competência absoluta. Esses vícios não 
se convalidam) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA. 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de Registro – SP. Prova para 
Advogado. (Reduzida) 
Em um contrato de adesão constou uma cláusula de eleição de foro que prejudicava a parte 
mais vulnerável da relação jurídica. Nessa situação hipotética, no que diz respeito à 
competência prevista no Código de Processo Civil, está correto afirmar que 
C) é possível que em casos como este o juiz declare a nulidade de tal cláusula de ofício, 
declinando a competência para o domicilio do réu. (GABARITO.) 
COMENTÁRIO: 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: EBSERH. Prova: CESPE - 2018 - 
EBSERH - Advogado. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com 
critérios de competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da 
jurisdição, os quais compõem o sistema de estabilidade do processo. 
CERTO. O Princípio da Perpetuação da Jurisdição (perpetuatio jurisdictiones) é o Art. 43 do 
CPC.: Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FEPESE. Órgão: PGE-SC. Prova de Procurador do Estado. 
No que se refere à competência interna, é correto afirmar: 
A) A competência em razão do valor da causa será sempre critério relativo, nunca absoluto. 
(ERRADO. Nos juizados especiais da Fazenda Pública, a competência em razão do valor da 
causa é absoluta) 
B) A competência funcional equipara-se à competência territorial e, por essa razão, é 
considerada competência relativa (ERRADO. Competência funcional é absoluta. A 
competência territorial é relativa) 
C) Fixada a competência no momento do registro ou distribuição da petição inicial, a 
alteração da competência absoluta poderá determinar sua modificação. (CERTO. Art. 43 do 
CPC.) 
D) Fixada a competência pelo registro ou distribuição, caso ocorra a alteração do domicílio do 
réu durante o prazo de contestação, e a pedido dele, haverá o deslocamento da demanda para 
o novo local. (ERRADO. Art. 43 do CPC.) 
E) Para as ações fundadas em direito real, a competência será do local da situação da coisa, 
adotando-se o critério territorial (ERRADO. Art. 46 do CPC.: A ação fundada em direito 
pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do 
réu.) 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: FGV. Órgão: OAB. Prova de Exame de Ordem Unificado - XI - 
Primeira Fase (Apesar da data, a questão está de acordo com o CPC de 2015) 
Os critérios relativos de fixação de competência podem ser alterados pela ocorrência de 
alguns fenômenos processuais. Uma das situações que pode levar à modificação da 
competência, quando fixada com base em critérios relativos, é a ocorrência da chamada 
continência. 
Assinale a alternativa que descreve, corretamente, continência. 
A) Fenômeno que ocorre entre duas ou mais ações, quando lhes for comum o objeto ou a 
causa de pedir. (ERRADO. Este é o conceito de conexão - Art. 55 do CPC.: “Reputam-se 
conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.”) 
B) Fenômeno que ocorre entre duas ou mais ações quando há identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. (CERTO. Art. 
56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às 
partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais.) 
C) Fenômeno que ocorre entre duas ou mais ações quando há entre elas identidade de partes, 
de causa de pedir e de pedido e todas tramitam em diferentes juízos simultaneamente. 
(ERRADO. Isso é litispendência, e isso não pode ocorrer. A litispendência ocorre quando há 
dois processos iguais.) 
D) Fenômeno que ocorre entre duas ou mais ações quando possuem pedidos que, somados, 
não ultrapassam o valor de sessenta salários mínimos. (ERRADO. Não tem nada a ver) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO. Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: PC-BA. Prova para Delegado de Polícia. 
A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, é correto afirmar 
que 
A) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. (ERRADO. 
Art. 54 do COC.: A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência, observado o disposto nesta Seção.) 
B) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. (ERRADO. Art. 55 do CPC.: Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações 
quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.) 
C) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de 
ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
(CERTO. Art. 63, § 3º do CPC.) 
D) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e 
à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. (ERRADO. 
Art. 56 do CPC.: Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidadequanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais.) 
E) a citação do réu torna prevento o juízo. (ERRADO. Art. 59 do CPC: O registro ou a 
distribuição da petição inicial torna prevento o juízo.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça 
Substituto. 
A respeito das regras de competência, é INCORRETO afirmar: 
A) Para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução da união estável, é competente o domicílio do guardião do filho incapaz; 
B) Ainda que não haja conexão entre eles, poderão ser reunidos para julgamento conjunto os 
processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias; 
C) A competência determina-se no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, 
sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, 
salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
D) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função poderá ser 
derrogada por acordo entre as partes, homologado pelo juiz. (GABARITO) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FMP Concursos. Órgão: PGE-AC. Prova para Procurador do 
Estado. (Reduzida) 
E) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é modificável por 
convenção das partes. (ERRADO. As únicas que são derrogáveis é a valorativa e a territorial. 
Art. 62 do CPC.: A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FAFIPA. Órgão: Fundação Araucária – PR. Prova para 
Fundação Araucária - PR – Advogado. 
De acordo com o art. 44 do Código de Processo Civil vigente (Lei 13.105/2015) “Obedecidos 
os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é determinada pelas 
normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas de organização 
judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos Estados”. Em se tratando das 
regras de competência interna previstas no Código de Processo Civil vigente, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
A) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal 
competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e 
fundações ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de 
terceiro interveniente, exceto as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil e 
acidente de trabalho ou aquelas sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. Os autos 
não serão remetidos, porém, se houver pedido cuja apreciação seja de competência do juízo 
perante o qual foi proposta a ação. 
B) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a 
partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou 
anulação de partilha extrajudicial e, para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o 
óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
C) É competente o foro de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de 
dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, com exceção de aeronaves. 
(GABARITO) 
D) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a União, 
enquanto que, se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio 
do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou 
no Distrito Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IDHTEC. Órgão: CRQ - 19ª Região (PB). Prova para Advogado. 
Acerca das regras de Competência, assinale a alternativa incorreta. 
A) A incompetência absoluta deverá ser alegada como questão preliminar de contestação. 
(AFIRMAÇÃO CORRETA. Tanto a incompetência relativa quanto a absoluta deverão ser 
alegadas em preliminar da contestação. Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será 
alegada como questão preliminar de contestação.) 
B) A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve 
ser declarada de ofício. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 64, §1º: A incompetência absoluta pode 
ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício.) 
C) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, através de exceção de 
incompetência, por instrumento apartado à contestação. (AFIRMAÇÃO ERRADA. Tanto a 
incompetência relativa quanto a absoluta deverão ser alegadas em preliminar da contestação) 
D) Estará precluso o direito do réu de alegar a abusividade de cláusula de eleição de foro se, 
citado, deixar de arguí-la na contestação. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 63, § 3º Antes da 
citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo 
juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
§ 4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão.) 
E) Os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que 
outra seja proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido 
contrário. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 64, §4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, 
conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja 
proferida, se for o caso, pelo juízo competente.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2015. Banca: FCC. Órgão: MANAUSPREV. Prova para Procurador 
Autárquico. 
Em relação à conexão e à continência: 
A) a conexão determina a reunião dos processos, ainda que algum deles já tenha sido 
julgado. (ERRADO. Art. 55 do CPC.: § 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para 
decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado.) 
B) correndo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma competência 
territorial, considera-se prevento aquele que saneou o feito em primeiro lugar. (ERRADO. Art. 
59 do CPC.: O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. A prevenção 
se dá com o registro ou com a distribuição da petição inicial. É errado dizer que a prevenção 
se dá com quem primeiro saneou ou despachou) 
C) havendo incompetência absoluta do juízo para o qual deveriam ser remetidos os autos da 
ação conexa, não pode ocorrer a reunião das ações pela conexão ou pela continência. 
(CERTO) 
D) reputam-se conexas duas ou mais ações, quando lhes forem comuns o objeto, a causa de 
pedir e o pedido. (ERRADO. Isso é litispendência. Conexão = Pedido ou causa de pedir) 
E) havendo continência ou conexão, o juiz, somente a requerimento de qualquer das partes, 
pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas 
simultaneamente. (ERRADO. Juiz pode de ofício) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO DO JUIZ. 
A imparcialidade judicial é consagrada como uma das bases das garantias do devido processo legal. 
Embora não prevista expressamente na Constituição Federal, afirma-se que “a imparcialidade é 
conditio sine qua non de qualquer juiz, sendo, pois, uma garantia constitucional implícita”. (BADARÓ, 
Gustavo H. Processo Penal. 5ª ed. RT, 2018. p. 46) Na doutrina, destaca-se que “a imparcialidade é 
um princípio nuclear da prestação jurisdicional, um elemento essencial da Justiça, de modo que sem 
ela não há como se falar propriamente de um processo judicial”. (BACHMAIER WINTER, Lorena. 
Imparcialidad Judicial y Libertad de Expresión de Jueces y) 
 
Para existir uma decisão justa, é preciso que haja um juiz imparcial, que decorre do princípio do juiz 
natural. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito declarando as razões, podendo alegar 
motivos de foro íntimo no caso de suspeição, sem necessidadede declarar suas razões neste caso, 
para não expor alguém. O impedimento tem caráter objetivo, trata de relações do juiz com o 
processo ou com pessoas do processo DENTRO do processo (é mais fácil de detectar), enquanto 
que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz pois trata da relação pessoal dele com as 
partes FORA do processo (é mais difícil detectar). 
 
Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: 
I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro 
do Ministério Público ou prestou depoimento como testemunha; 
II - de que conheceu em outro grau de jurisdição, tendo proferido decisão (contudo, é 
importante observar a previsão da Súmula 252 do STF, segundo a qual: Na ação rescisória, 
não estão impedidos juízes que participaram do julgamento rescindendo); 
III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro do 
Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, 
em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; 
IV - quando for parte no processo ele próprio, seu cônjuge ou companheiro, ou parente, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; 
V - quando for sócio ou membro de direção ou de administração de pessoa jurídica parte no 
processo; 
VI - quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes; 
VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou 
decorrente de contrato de prestação de serviços; 
VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, 
companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro 
grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; 
IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado. 
§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o 
advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da 
atividade judicante do juiz. 
§ 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz. 
§ 3º O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a 
membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que 
individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamente no 
processo. 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 145. Há suspeição do juiz: 
I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; 
II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de 
iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que 
subministrar meios para atender às despesas do litígio; 
III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro 
ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; 
IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. 
§ 1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de 
declarar suas razões. 
§ 2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando: 
I - houver sido provocada por quem a alega; 
II - a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido. 
Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o 
impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual 
indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a 
alegação e com rol de testemunhas. 
§ 1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição, o juiz ordenará 
imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrário, determinará a 
autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, 
acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do 
incidente ao tribunal. 
§ 5º Acolhida a alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeição, o tribunal 
condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz 
recorrer da decisão. 
§ 6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual 
o juiz não poderia ter atuado. 
§ 7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o 
motivo de impedimento ou de suspeição. 
Art. 147. Quando 2 (dois) ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha 
reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, o primeiro que conhecer do processo impede 
que o outro nele atue, caso em que o segundo se escusará, remetendo os autos ao seu 
substituto legal. 
Art. 148. Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: 
I - ao membro do Ministério Público; 
II - aos auxiliares da justiça; 
III - aos demais sujeitos imparciais do processo. 
§ 1º A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição, em petição 
fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos 
autos. 
§ 2º O juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo, 
ouvindo o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando 
necessária. 
§ 3º Nos tribunais, a arguição a que se refere o § 1º será disciplinada pelo regimento interno. 
§ 4º O disposto nos §§ 1º e 2º não se aplica à arguição de impedimento ou de suspeição de 
testemunha. 
 
 
 
 
 
 
 
Observação 1: O juiz deve declarar de ofício o impedimento ou a suspeição, caso isso não ocorra as 
partes poderão declará-la mediante petição, que será remetida à instância superior, a quem caberá 
decidir. 
 
Observação 2: Os casos de suspeição e impedimento podem ser aplicados tanto a juízes singulares 
quanto a órgãos colegiados de qualquer instância. 
 
Observação 3: O impedimento é uma hipótese objetiva. Se caracterizado, afasta imediatamente em 
absoluto o juiz da causa. A suspeição não. A suspeição precisa ser provada, ela depende de uma 
análise no caso concreto para verificar se houve imparcialidade do magistrado. 
 
Observação 4: Os atos decisórios praticados pelo magistrado já declarado impedido ou suspeito 
serão nulos. A arguição de impedimento de juiz pode ser feita a qualquer tempo, enquanto os atos 
decisórios do juiz suspeito poderão se convalidar se o juiz não se declarar suspeito, nem as partes o 
fizerem dentro do prazo de 15 dias. Isso acontece porque o processo não é um fim em si mesmo, e o 
legislador do cpc trata a suspeição de forma mais branda que o impedimento. 
 
Observação 5: A decisão dada por um juiz absolutamente impedido, poderá ser passível de ação 
rescisória do prazo decadencial de 10 anos. Na suspeição não há a possibilidade de ajuizamento de 
ação rescisória, porque há a preclusão se não arguida a alegação de suspeição no tempo oportuno. 
 
QUESTÃO: O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente 
o motivo de impedimento ou de suspeição. CERTO. É o §7º do Art. 146 do CPC. Não obstante, 
os atos do juiz impedido não podem se convalidar (nulidade absoluta), mas os atos do juiz 
suspeito sim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXERCÍCIOS DE IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO DO JUIZ. 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: UECE-CEV. Órgão: DER-CE. Prova de Procurador Autárquico. 
Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando 
A) conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão. 
(ERRADO. Essa é uma hipótese de impedimento. Observação: A lei não diz que está impedido 
o juiz que conheceu em primeiro grau de jurisdição. Art. 144 do CPC.: Há impedimento do juiz, 
sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: II - de que conheceu em outro grau de 
jurisdição, tendo proferido decisão (contudo, é importante observara previsão da Súmula 252 
do STF, segundo a qual: Na ação rescisória, não estão impedidos juízes que participaram do 
julgamento rescindendo); 
B) nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, 
consanguíneo ou afim, em linha reta, ou na linha colateral até o segundo grau. (ERRADO. 
Essa é uma hipótese de impedimento. Observação: A lei não diz que é até o segundo grau, 
mas diz que é até o terceiro grau. Art. 144, III do CPC.: quando nele estiver postulando, como 
defensor público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, 
ou qualquer parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, 
inclusive; 
C) receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo, aconselhar alguma das partes 
acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. 
(GABARITO) 
D) o órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica é parte na causa. (ERRADO. 
Essa é uma hipótese de impedimento. Art. 144, V do CPC.: quando for sócio ou membro de 
direção ou de administração de pessoa jurídica parte no processo; 
COMENTÁRIO: Suspeição é sempre um aspecto subjetivo (amigo ou inimigo) 
um mnemônico legal é que suspeição é PICCA: 
Presente 
Interessado 
Credor ou Devedor 
Conselho 
Amigo ou Inimigo 
CPC 15 Art. 145. Há suspeição do juiz: 
I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; 
II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de 
iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que 
subministrar meios para atender às despesas do litígio; 
III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro 
ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; 
IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FCC. Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE). Prova de Analista 
Judiciário 
Analise as proposições abaixo, acerca dos impedimentos e da suspeição: 
I. Há impedimento quando o juiz promover ação contra a parte ou seu advogado. 
II. Há impedimento quando o primo do juiz estiver postulando como advogado. 
III. Há suspeição quando o juiz for amigo íntimo ou inimigo das partes ou seus advogados. 
IV. Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar 
suas razões. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
A) I, II e III. 
B) III e IV. 
C) I, III e IV. (GABARITO) 
D) I e II. 
E) II e IV. 
COMENTÁRIO: 
I - CERTO: Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no 
processo: IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado. 
II - ERRADO: Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no 
processo: III - quando nele estiver postulando, como defensor público, advogado ou membro 
do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer parente, consanguíneo ou 
afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; (Primo é 4º grau) 
III - CERTO: Art. 145. Há suspeição do juiz: I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes 
ou de seus advogados; 
IV - CERTO: Art. 145. § 1 Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem 
necessidade de declarar suas razões. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: DPE-DF. Prova de Defensor 
Público. 
Acerca do pedido, da tutela provisória, da citação, da suspeição e dos recursos, julgue o item 
que se segue. 
O juiz deve suspender o processo se arguida suspeição de membro do Ministério Público em 
razão de amizade íntima deste com o réu; nesse caso, será lícita apenas a prática de atos 
processuais urgentes. 
ERRADO. Impedimento ou suspeição do Juiz: Processo será suspenso. 
Impedimento ou suspeição dos auxiliares da justiça ou dos membros do MP ou dos demais 
sujeitos imparciais do processo: Processo não será suspenso. 
Art. 148. Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: 
I - ao membro do Ministério Público; 
II - aos auxiliares da justiça; 
III - aos demais sujeitos imparciais do processo. 
§ 1º (...) 
§ 2º O juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo, 
ouvindo o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando 
necessária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CONSULPLAN. Órgão: TRF - 2ª REGIÃO. Prova de Analista 
Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal. 
Sobre o tema Sujeitos Processuais no Direito Processual Penal, assinale a alternativa 
INCORRETA. 
A) As prescrições sobre suspeição dos juízes estendem-se aos serventuários e funcionários 
da justiça, no que Ihes for aplicável. (CERTO. Art. 148 do CPC.:. “Aplicam-se os motivos de 
impedimento e de suspeição: I - ao membro do Ministério Público; II - aos auxiliares da 
justiça; III - aos demais sujeitos imparciais do processo.”) 
B) A suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz ou 
de propósito der motivo para criá-la. (CERTO) 
C) Do despacho que admitir, ou não, o assistente da acusação, caberá recurso, devendo, de 
qualquer modo, constar dos autos o pedido e a decisão. (GABARITO. Art. 273, CPC.: Do 
despacho que admitir, ou não, o assistente, não caberá recurso, devendo, entretanto, constar 
dos autos o pedido e a decisão.) 
D) Nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, será processado ou julgado sem 
defensor. A defesa técnica, quando realizada por defensor público ou dativo, será sempre 
exercida através de manifestação fundamentada. (CERTO) 
COMENTÁRIO: Qual é a diferença entre um despacho e uma decisão interlocutória? Um 
despacho é um ato de um juiz que determina medidas para o desenrolar do processo, por 
exemplo um despacho que manda intimar o autor para trazer um documento que esteja 
faltando – não tem poder decisório. Já uma decisão interlocutória é um ato que tem uma 
natureza decisória. O juiz resolve uma questão que pode ter algum tipo de consequência para 
as partes do processo, por exemplo uma decisão que defere ou indefere a oitiva de uma 
testemunha. Decisão interlocutória é diferente de sentença, porque a sentença encerra o 
processo, mas os dois atos processuais têm recaem sobre uma decisão no processo. Do 
despacho não cabe recurso, mas da decisão interlocutória e da sentença sim. O recurso 
contra a decisão interlocutória é o agravo de instrumento. Cuidado que este recurso (agravo 
de instrumento) no direito processual trabalhista tem outra finalidade. 
O prazo que o juiz tem para dar sentença é de 30 dias; para dar decisão interlocutória é de 10 
dias; para despacho é de 5 dias. 
 
QUESTÃO: Ano: 2013. Banca: PGR. Órgão: PGR. Prova para Procurador da República. 
QUANTO AO IMPEDIMENTO, ENTENDE O STF: 
A) O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que prestou informações no processo de 
controle concentrado de constitucionalidade, relativamente a atos ou resoluções 
contestados, está impedido de participar de seu julgamento. 
B) os Ministros do STF que participaram, como integrantes do TSE, da formulação e edição de 
atos ou resoluções contestados, quanto à sua validade jurídica, em sede de fiscalização 
concentrada de constitucionalidade, estão impedidos de participar do seu julgamento. 
C) Os institutos do impedimento e da suspeição restringem-se ao plano dos processos 
subjetivos, que discutem situações individuais e interesses concretos, não se estendendo 
nem se aplicando, ordinariamente, ao processo de fiscalização concentrada de 
constitucionalidade. (CERTO. É a literalidade de uma parte de uma ementa do STF) 
D) O Presidente do TSE, que prestou informações no processo de controle concentrado de 
constitucionalidade, está impedido de participar do seu julgamento, bem como os Ministros 
que participaram, como integrantes daquela Corte, da formulaçãodos atos contestados. 
 
 
 
 
 
 
 
AÇÃO. 
O direito de ação é um direito condicionado, ou seja, para eu ter o direito de ação eu preciso 
preencher os requisitos das CONDIÇÕES DA AÇÃO e os requisitos dos PRESSUPOSTOS 
PROCESSUAIS (parte da doutrina afirma que não existe mais o termo “condições da ação” criada 
por Liebman, mas continua existindo o seu significado na lei e na prática). 
Quando faltar qualquer um dos requisitos das CONDIÇÕES DA AÇÃO ou dos PRESSUPOSTOS 
PROCESSUAIS o juiz tornará extinta a ação sem resolução de mérito. 
 
SOBRE AS CONDIÇÕES DA AÇÃO, existem dois requisitos: 
A LEGITIMIDADE ad causam e o INTERESSE PROCESSUAL DE AGIR. 
 
LEGETIMIDADE: A legitimidade se bifurca em legitimidade ad causam / ordinária e a legitimidade 
extraordinária. 
Art. 18. Do CPC.: Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio (em outras 
palavras: não poderá haver substituição processual), salvo quando autorizado pelo 
ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial. 
 
A LEGETIMIDADE AD CAUSAM ORDINÁRIA é a regra. É aquela em que o sujeito entra em juízo 
em seu próprio nome para defender seu próprio interesse. 
 
A LEGETIMIDADE EXTRAORDINÁRIA é a exceção. É aquela em que o sujeito poderá em nome 
próprio defender interesse de outra pessoa. Por exemplo o Ministério Público em defesa de incapaz. 
O nome disso é substituição processual. 
 
INTERESSE DE AGIR: o interesse de agir é construído com base em dois pilares (é o mesmo que 
falar que o interesse processual é construído com base em um binômio). Seja como for, a ideia é 
que haverá interesse de agir se eu conseguir demonstrar necessidade e utilidade/adequação. Isso 
significa que não houve nenhuma outra forma de eu conseguir o direito que estou defendendo – a 
ação foi a minha única opção. Um exemplo disso é a ação de habeas data. A ação de habeas data 
tem um requisito pra eu entrar: eu preciso comprovar que eu tentei obter a informação pela via 
administrativa e a administração negou o meu pedido, por isso essa ação mostra que a habeas data 
é em caso somente necessário, quando não conseguiu de outra forma 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: UEM. Órgão: UEM. Prova para Advogado. 
Pode-se afirmar que são condições da ação pelo Código de Processo Civil de 2015: 
A) partes, legitimidade ad causam e interesse processual. 
B) partes, pedido de legitimidade ad causam. 
C) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e interesse processual. 
D) legitimidade ad causam e interesse processual. (GABARITO) 
E) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e pedido. 
COMENTÁRIO: Art. 17. Do CPC.: Para postular em juízo é necessário ter interesse e 
legitimidade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRF - 1ª REGIÃO. Prova para 
Técnico Judiciário - Área Administrativa. 
O interesse processual deverá estar presente tanto para propor quanto para contestar a ação. 
CERTO. 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: UEM. Órgão: UEM. Prova para Advogado. 
Pode-se afirmar que são condições da ação pelo Código de Processo Civil de 2015: 
A) partes, legitimidade ad causam e interesse processual. 
B) partes, pedido de legitimidade ad causam. 
C) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e interesse processual. 
D) legitimidade ad causam e interesse processual. (GABARITO. O “possibilidade jurídica do 
pedido” não é mais condição da ação) 
E) possibilidade jurídica do pedido, legitimidade ad causam e pedido. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Prefeitura de Belo Horizonte – MG. 
Prova para Procurador Municipal. (Reduzida) 
No que se refere a pressupostos processuais e condições da ação, assinale a opção correta. 
B) A falta de condição da ação, ainda que não tenha sido alegada em preliminar de 
contestação, poderá ser suscitada pelo réu nas razões ou em contrarrazões recursais. 
(CERTO. É possível em qualquer fase do processo e em qualquer grau de jurisdição.) 
D) A inépcia da petição inicial por falta de pedido e a existência de litispendência são 
exemplos de defeitos processuais insanáveis que provocam o indeferimento in limine da 
petição inicial. (ERRADO. Ao contrário do que se afirma, a inépcia da petição inicial não 
configura, de plano/de imediato, a extinção do processo, devendo o juiz, diante dela, intimar o 
autor para emendar ou completar a petição no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 321, CPC/15: O 
juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que 
apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará 
que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o 
que deve ser corrigido ou completado. Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o 
juiz indeferirá a petição inicial". A litispendência, por sua vez, poderá, sim, ser reconhecida de 
ofício, provocando a extinção, de plano, do processo (art. 485, V, c/c §3º, CPC/15) 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: TRF - 5ª REGIÃO. Prova para Analista Judiciário - 
Oficial de Justiça Avaliador Federal. 
Acerca da jurisdição e da ação, 
A) carece de interesse o autor da ação que se limita a pleitear a declaração da autenticidade 
de documento. (ERRADO. Art. 19 do CPC.: O interesse do autor pode limitar-se à declaração: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; 
II - da autenticidade ou da falsidade de documento.) 
B) é permitido pleitear direito alheio em nome próprio, independentemente de autorização 
normativa, desde que demonstrado interesse. (ERRADO. Art. 18 do CPC.: Ninguém poderá 
pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico.) 
C) é inadmissível a ação meramente declaratória caso tenha ocorrido a violação do direito. 
(ERRADO. Art. 20 do CPC.: É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha 
ocorrido a violação do direito.) 
D) o interesse do autor pode se limitar à declaração do modo de ser de uma relação jurídica. 
(CERTO. Confira o comentário da alternativa “a” deste exercício.) 
E) havendo substituição processual, ao substituído não será admitido intervir como 
assistente litisconsorcial. (ERRADO. Parágrafo único do Art. 18 do CPC.: Havendo 
substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: VUNESP. Órgão: OAB-SP. Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase. 
Assinale a alternativa correta. 
A) O menor absolutamente incapaz, que necessita de alimentos, é parte legítima para pleitear 
alimentos contra seu pai, mas precisa que sua capacidade seja integrada. 
B) A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o 
menor, contra o pai, já que o menor não tem capacidade plena. 
C) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz, como ele mesmo, serão partes legítimas 
para pleitear alimentos para o menor, contra o pai, já que diante da incapacidade do menor, 
ambos precisam figurar no pólo ativo, como parte. 
D) Só o Ministério Público tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor 
absolutamente incapaz, quando pretende pleitear alimentos contra seu pai, tendo em vista a 
sua incapacidade plena, ou seja, tanto para a causa como para o processo. 
COMENTÁRIO: GABARITO: A. 
A mãe não é parte legítima, nem possui legitimidade extraordinária. Ela tão somente 
REPRESENTARÁ (está no processo em nome alheio pleiteando direito alheio) os interesses 
do menor. O autor da ação é o menor. 
Aqui não ocorreu legitimidade extraordinária / substituição processual, como ocorre com o 
MP. 
Todo ser humano que nasceu com vida, portanto, que possui personalidade tem legitimidade 
para ser parte. No caso do incapaz ele precisará ser representado ou assistido, a isso se dá o 
nome de integraçãoda capacidade. 
Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar 
em juízo. 
Art. 71. O incapaz será representado ou assistido por seus pais, por tutor ou por curador, na 
forma da lei. 
Art. 72. O juiz nomeará curador especial ao: 
I - incapaz, se não tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os 
daquele, enquanto durar a incapacidade; 
II - réu preso revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora certa, enquanto não 
for constituído advogado. 
Parágrafo único. A curatela especial será exercida pela Defensoria Pública, nos termos da lei. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça. 
O novo Código de Processo Civil admite a figura da legitimidade extraordinária, que é 
atribuída por lei a quem não é sujeito da relação jurídica deduzida no processo, mas que atua 
em nome de terceiros, não ocorrendo, portanto, o fenômeno da substituição processual 
nesses casos. 
ERRADO. Legitimação extraordinária e substituição processual, para fins de prova, são 
sinônimas. Ademais, o legitimado extraordinário atua em nome PRÓPRIO defendendo direito 
ALHEIO. Quem atua em nome de terceiro, é o REPRESENTANTE, que, em nome ALHEIO, 
defende direito também ALHEIO. Exemplo: Os legitimados da ação civil pública, para doutrina 
majoritária, são legitimados extraordinários. O MP atua em nome próprio na defesa de direito 
alheio. Já o pai que representa o filho atua em nome do filho na defesa de direitos do filho. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova para Promotor de Justiça 
Nos termos do novo Código de Processo Civil, a legitimidade do Ministério Público para 
promover interdição em caso de doença mental grave é subsidiária e extraordinária, 
funcionando como substituto processual e intervirá como fiscal da ordem jurídica nas ações 
de interdição que não propõe. 
CERTO. 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2008. Banca: UFCG. Órgão: TJ-PB. Prova para Analista Judiciário. O artigo 6º 
do Código de Processo Civil dispõe que “ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito 
alheio, salvo quando autorizado por lei”. Analisando essa disposição legal e as assertivas 
abaixo: 
I - O Ministério Público, ao ajuizar uma ação civil pública, por exemplo, funciona como 
substituto processual e possui legitimidade ordinária, face ao interesse público revelado pela 
natureza do direito material que defende. (ERRADO. Legitimidade extraordinária) 
II - A associação de classe que impetra mandado de segurança coletivo em defesa dos 
interesses de seus membros age como substituto processual. (CERTO) 
III - O substituto processual é aquele que age em nome próprio, na defesa de interesse alheio. 
(CERTO) 
IV - Se a parte pleiteia, em nome próprio, o reconhecimento de direito alheio, sem autorização 
legal, violando, pois, o dispositivo citado no enunciado desta questão, a conseqüência será a 
extinção do processo com resolução do mérito, com fundamento na carência de ação. 
(ERRADO. Sem resolução do mérito) 
V - A substituição processual difere da representação processual, porque, na primeira, o 
substituto defende em nome próprio direito alheio, a exemplo do Ministério Público, enquanto 
parte; na segunda, defende em nome alheio o direito alheio, como no caso da ação de 
alimentos promovida por filho menor, representado por sua genitora. (CERTO) 
COMENTÁRIO: Legitimidade extraordinária é pleitear em nome próprio direito alheio 
(substituição processual). A substituição processual não se confunde com a representação, 
eis que o representante atua em nome do representado, ou seja, atua em nome alheio na 
defesa do direito alheio. 
 
Sobre a III (Direito Constitucional): A regra é o Art. 5º, XXI, CF - As entidades associativas, 
quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial 
ou extrajudicialmente. Mas a exceção é a SÚMULA 629 DO STF: “A impetração de mandado 
de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da 
autorização destes.” A jurisprudência do STF tem entendido que as associações, 
organizações/entidades sindicais e os partidos políticos com representação no Congresso 
Nacional também não precisam de autorização de seus associados/filiados para impetração 
de mandado de segurança em favor deles.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE OS PRESSUPOSTOS PROSSECUAIS, eles podem ser divididos em: 
Pressupostos de existência; 
Pressupostos de validade; 
Pressupostos de validade. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de Sorocaba – SP. Prova para 
Procurador do Município. 
De acordo com o entendimento da doutrina majoritária, a inexistência de capacidade 
postulatória representa a ausência de um pressuposto processual 
A) objetivo, de validade. 
B) subjetivo, de validade. (GABARITO de acordo com Fredie Didier Jr.) 
C) objetivo, de existência 
D) subjetivo, de existência. 
E) objetivo, de desenvolvimento 
COMENTÁRIO: 
São pressupostos processuais subjetivos (concernentes às partes): (a) investidura; (b) 
imparcialidade; (c) capacidade de ser parte; (d) capacidade de estar em juízo; (e) capacidade 
postulatória. 
De acordo com Cassio Scarpinella Bueno: “Os pressupostos processuais concernentes às 
partes, segundo doutrina razoavelmente uniforme, referem-se a três categorias distintas e 
complementares: a “capacidade de ser parte”; a “capacidade de estar em juízo”; e a 
“capacidade postulatória”. As duas primeiras dizem respeito especificamente à parte em si 
mesma considerada. A “capacidade postulatória” relaciona-se a fenômeno diverso, qual seja, 
a de, para o sistema processual civil, os atos processuais deverem ser praticados por quem 
possui capacidade de postulação: advogados, públicos e privados, defensores públicos e 
membros do Ministério Público.” 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de Bauru - SP. 
Prova para Procurador Jurídico. (Reduzida e adaptada) 
Verificada a incapacidade processual, o juiz, de plano, deve extinguir o processo, sem 
resolução de mérito. 
ERRADO. “De plano” quer dizer: de imediato, e por isso está errado, porque o juiz deve dar a 
oportunidade de o vício ser consertado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que as condições da ação, quanto os pressupostos processuais 
podem ser verificados de ofício pelo juiz. 
CERTO. 
Art. 485 do CPC.: 
O juiz não resolverá o mérito quando: 
IV - verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e 
regular do processo; (Pressupostos processuais) 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; (Condições da ação) 
§ 3º O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer 
tempo e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ainda dentro do estudo da “ação”, importa dar destaque aos chamados “ELEMENTOS DA 
AÇÃO/ELEMENTOS DA DEMANDA/POSTULAÇÃO”, que são: partes (autor e réu); pedido (o que 
se quer); causa de pedir (que correspondem as razões de fato e de direito que embasam o pedido). 
É basicamente o direito de uma pessoa ir até o poder judiciário e pedir uma declaração do juiz sobre 
algo, como o reconhecimento de uma paternidade, por exemplo 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Oficial da Infância e Juventude. 
São elementos da ação: 
A) partes, juiz e demanda; 
B) juiz, processo e demanda; 
C) jurisdição, processo e pedido; 
D) partes, pedido e causa de pedir; (GABARITO) 
E) jurisdição, causa de pedir e partes. 
COMENTÁRIO: 
Elementos da ação: PAPECA: Partes, pedido (ou pedidos) e causa (ou causas) de pedir. 
Condição da ação: Legitimidade (ad causam/de partes) e interesse. Senão tiver legitimidade 
ou interesse haverá extinção do processo sem resolução do mérito, porque as condições da 
ação são requisitos para que o juiz analise o mérito. 
Obs: A possibilidade jurídica do pedido era condição de ação no Código Civil antigo, mas não 
e mais nesse atual. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Técnico do Ministério Público 
- Notificações e Atos Intimatórios. 
No que se refere à aferição da presença, ou não, das condições para o regular exercício da 
ação, a teoria aplicável é: 
A) a asserção; (GABARITO. Asserção significa afirmação. De acordo om essa teoria, o órgão 
judicial ao apreciar as condições da ação, o faz de acordo com o que foi alegado pelo autor, 
sem analisar o mérito, abstratamente, admitindo-se em caráter provisório, a veracidade do 
que foi alegado. Outra definição da teoria da asserção: É a teoria intermediária entre a teoria 
abstrata e a teoria eclética. As condições da ação devem ser analisadas com os elementos 
fornecidos pelo autor em sua inicial, sem nenhum desenvolvimento cognitivo das alegações 
feitas pelo autor. Essa teoria tem ampla aceitação no STJ, inclusive em processos penais.) 
B) a substanciação; 
C) a individuação; 
D) a causa madura; 
E) a concreta do direito de ação. 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Estágio Forense do Ministério 
Público do Estado do Rio de Janeiro. 
Joana propôs ação de separação judicial em face de José, fundada na violência doméstica 
por ela sofrida, bem como no fato de seu marido ter uma relação extraconjugal notória e 
pública com outra pessoa. Nesse cenário, o processo contém: 
A) duas partes, um pedido e uma causa de pedir; 
B) duas partes, um pedido e duas causas de pedir; (GABARITO) 
C) duas partes, dois pedidos e duas causas de pedir; 
D) uma parte, um pedido e uma causa de pedir; 
E) uma parte, um pedido e duas causas de pedir. 
COMENTÁRIO: São os elementos da ação. 
 
 
 
 
PROCESSO. 
PROCESSO - CONCEITO. 
Etimologicamente, o vocábulo “processo” vem do latim (procedere), no sentido de seguir adiante, 
marcha avante ou caminhada (CINTRA; GRINOVER; DINAMARCO, 2014, p. 301). 
 
Oskar von Bulon diz que processo é relação jurídica de direito público e trilateral, envolvendo o 
magistrado, o autor e o réu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO - EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PROCESSO. 
Pode-se afirmar que o processo e o Direito Processual, em sua linha evolutiva, passaram por fases 
até chegar ao que atualmente se entende como mais adequado para que possam desempenhar as 
funções que lhes são inerentes. 
 
A fase instrumentalista/processualismo científico é a atual. 
 
Como bem afirma Didier Jr.: “Ao processo cabe a realização dos projetos do direito material, em uma 
relação de complementaridade que se assemelha àquela que se estabelece entre o engenheiro e o 
arquiteto. O direito material sonha, projeta; ao direito processual cabe a concretização tão perfeita 
quanto possível deste sonho.” (2015, p. 41) 
 
Observou Lamy: “(...) atualmente, o processo não é mais apenas um meio formal preocupado com o 
seu respeito acima do próprio direito material, pelo qual apenas a jurisdição diz o direito, limitando-se 
a responder aos pleitos que lhe são formulados. Hoje, o Direito Processual deve ser conceituado 
como o resultado da operação de um núcleo de direitos fundamentais que atuam sobre uma base 
procedimental formada de meios que necessitam adequar-se aos fins de forma tão rica quanto a 
diversidade dos direitos materiais a serem tutelados.” (2018, p. 94). 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: 2017. Órgão: TCE-PE. 
São etapas da evolução da doutrina processual, entre outras, o praxismo e o processualismo 
científico. 
CERTO. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PE. Prova para Analista de 
Gestão. 
Há relação de instrumentalidade entre o direito processual e o direito material, o qual diz 
respeito apenas às relações jurídicas em que o cumprimento da norma se dá de forma 
espontânea, seja em razão da lei ou por força do contrato. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PE. Prova para Analista de 
Gestão. 
A doutrina divide-se entre as correntes que sustentam que o direito processual tende à tutela 
dos direitos subjetivos; as que argumentam que o processo atua simplesmente no âmbito do 
direito objetivo; e as que buscam conciliar as duas tendências. 
CERTO. Doutrina de José Eduardo Alvim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO – FORMAÇÃO DO PROCESSO – CITAÇÃO E INTIMAÇÃO. 
 
CITAÇÃO: 
Art. 238 do CPC.: Citação é o ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o 
interessado para integrar a relação processual. 
Parágrafo único. A citação será efetivada em até 45 (quarenta e cinco) dias a partir da 
propositura da ação. 
Art. 239 do CPC.: Para a validade do processo é indispensável a citação do réu ou do 
executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de improcedência 
liminar do pedido. 
§ 1º O comparecimento espontâneo do réu ou do executado supre a falta ou a nulidade da 
citação, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação de contestação ou de embargos 
à execução. 
Art. 240. do CPC.: A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz 
litispendência, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto 
nos arts. 397 e 398 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
Art. 312 do CPC.: Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, 
todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos mencionados no art. 240 
depois que for validamente citado. (O processo existe a partir do protocolo da petição inicial, 
mas gera apenas uma relação linear entre o autor da ação e o juiz. Para o processo ter 
validade é preciso da implantação do réu na relação jurídica processual, que só vai ocorrer 
com o fenômeno chamado CITAÇÃO.) 
 
A citação pode ser REAL/PESSOAL (que é a regra. Art. 242 do CPC.: A citação será pessoal, 
podendo, no entanto, ser feita na pessoa do representante legal ou do procurador do réu, do 
executado ou do interessado. § 1º Na ausência do citando, a citação será feita na pessoa de 
seu mandatário, administrador, preposto ou gerente, quando a ação se originar de atos por 
eles praticados.), que é quando eu tenho certeza que o réu foi citado, ou seja, quando ele assina o 
nome na citação, mas também pode ser FICTA, também chamada de citação presumida, que é 
aquela que eu não tenho certeza se o réu tomou conhecimento da citação, são os casos de citação 
por edital e citação por hora certa. Independentemente se o réu tomou a real consciência da citação, 
a administração pública tem pra si que ele tomou conhecimento. Parágrafo 1º do Art. 253 do CPC.: 
Se o citando não estiver presente, o oficial de justiça procurará informar-se das razões da 
ausência, dando por feita a citação, ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca, 
seção ou subseção judiciárias. 
 
São modalidades de citação pessoal/real: 
a) citação por meio eletrônico; 
b) citação pelo correio; 
c) citação por oficial de justiça; e 
d) citação por escrivão ou chefe de secretaria 
 
São modalidades de citação ficta: 
a) citação com hora certa (CPC, art. 252) e 
b) citação por edital (CPC, art. 246, IV). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 246. A citação será feita preferencialmente por meio eletrônico, no prazo de até 2 (dois) 
dias úteis, contado da decisão que a determinar, por meio dos endereços eletrônicos 
indicados pelo citando no banco de dados do Poder Judiciário, conforme regulamento do 
Conselho Nacional de Justiça. 
§ 1º As empresas públicas e privadassão obrigadas a manter cadastro nos sistemas de 
processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais 
serão efetuadas preferencialmente por esse meio. 
§ 1º-A A ausência de confirmação, em até 3 (três) dias úteis, contados do recebimento da 
citação eletrônica, implicará a realização da citação: 
I - pelo correio; 
II - por oficial de justiça; 
III - pelo escrivão ou chefe de secretaria, se o citando comparecer em cartório; 
IV - por edital. 
§ 1º-B Na primeira oportunidade de falar nos autos, o réu citado nas formas previstas nos 
incisos I, II, III e IV do § 1º-A deste artigo deverá apresentar justa causa para a ausência de 
confirmação do recebimento da citação enviada eletronicamente. 
§ 1º-C Considera-se ato atentatório à dignidade da justiça, passível de multa de até 5% (cinco 
por cento) do valor da causa, deixar de confirmar no prazo legal, sem justa causa, o 
recebimento da citação recebida por meio eletrônico. 
§ 2º O disposto no § 1º aplica-se à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e 
às entidades da administração indireta. (mas não se aplica a microempresas e empresas de 
pequeno porte) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: NC-UFPR. Órgão: TJ-PR. Prova de Titular de Serviços de Notas 
e de Registros. (Reduzida) 
Com a citação ficta – admitida quando não for possível ou tenha sido frustrada a tentativa de 
citação real –, há a suposição, amparada em lei, de que o citando tomou conhecimento do 
processo. 
CERTO. Parágrafo 1º do Art. 253 do CPC.: Se o citando não estiver presente, o oficial de 
justiça procurará informar-se das razões da ausência, dando por feita a citação, ainda que o 
citando tenha se ocultado em outra comarca, seção ou subseção judiciárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTIMAÇÃO: Art. 269 do CPC.: Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e 
dos termos do processo. (na faculdade a gente aprende que a citação é o ato de informar o 
réu sobre o processo e a intimação para convocar ele a integrar a relação processual, mas a 
lei diz o contrário.) 
Art. 270. As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na forma da lei. 
Art. 272. Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela 
publicação dos atos no órgão oficial. 
Art. 275. A intimação será feita por oficial de justiça quando frustrada a realização por meio 
eletrônico ou pelo correio. 
Art. 273. Se inviável a intimação por meio eletrônico e não houver na localidade publicação 
em órgão oficial, incumbirá ao escrivão ou chefe de secretaria intimar de todos os atos do 
processo os advogados das partes: 
I - pessoalmente, se tiverem domicílio na sede do juízo; 
II - por carta registrada, com aviso de recebimento, quando forem domiciliados fora do juízo. 
Art. 274. Não dispondo a lei de outro modo, as intimações serão feitas às partes, aos seus 
representantes legais, aos advogados e aos demais sujeitos do processo pelo correio ou, se 
presentes em cartório, diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria. 
Parágrafo único. Presumem-se válidas as intimações dirigidas ao endereço constante dos 
autos, ainda que não recebidas pessoalmente pelo interessado, se a modificação temporária 
ou definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da 
juntada aos autos do comprovante de entrega da correspondência no primitivo endereço. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: Prefeitura de Fortaleza – CE. 
Prova para Procurador do Município. 
Situação hipotética: Em ação que tramita pelo procedimento comum, determinado município 
foi intimado de decisão por meio de publicação no diário de justiça eletrônico. 
Assertiva: Nessa situação, segundo o CPC, a intimação é válida, uma vez que é tida como 
pessoal por ter sido realizada por meio eletrônico. 
ERRADO. Publicação no diário de justiça eletrônico não é intimação pessoal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: NC-UFPR. Órgão: TJ-PR. Prova de Titular de Serviços de Notas 
e de Registros. 
Sobre a comunicação dos atos processuais, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A citação válida induz litispendência, torna litigiosa a coisa e, em regra, constitui em mora 
o devedor, ainda que ordenada por juízo incompetente. (Afirmação correta. Art. 240 do CPC.: 
A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna 
litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da 
Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que é o Código Civil. Por isso o erro no 
endereçamento não indefere a petição inicial). 
B) Com a citação ficta – admitida quando não for possível ou tenha sido frustrada a tentativa 
de citação real –, há a suposição, amparada em lei, de que o citando tomou conhecimento do 
processo. (Afirmação correta. Parágrafo 1º do Art. 253 do CPC.: Se o citando não estiver 
presente, o oficial de justiça procurará informar-se das razões da ausência, dando por feita a 
citação, ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca, seção ou subseção 
judiciárias. 
C) A legislação processual não privilegia qualquer modalidade de intimação, ficando 
integralmente à escolha da parte o modo pelo qual serão feitas as comunicações dos atos 
processuais. (Afirmação errada. As partes não podem escolher a forma de intimação, além 
disso o CPC. Afirma que as intimações serão feitas por meio eletrônico sempre que possível. 
Art. 270 do CPC.: As intimações realizam-se, sempre que possível, por meio eletrônico, na 
forma da lei.) 
D) É possível, entre outros modos, que a intimação das partes seja realizada em audiência. 
(Afirmação correta. Art. 1.003 do CPC.: O prazo para interposição de recurso conta-se da data 
em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública 
ou o Ministério Público são intimados da decisão. § 1º Os sujeitos previstos no caput 
considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for proferida a decisão. E Art. 372 do 
CPC.: Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz marcará desde logo, na 
presença das partes e testemunhas, dia e hora para seu prosseguimento, do que se lavrará 
termo nos autos.) 
E) A comunicação de atos processuais por cartas deverá ser feita, preferencialmente, por 
meio eletrônico. (CERTO. Art. 270 do CPC.: As intimações realizam-se, sempre que possível, 
por meio eletrônico, na forma da lei.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: TRT - 15ª Região (SP). Prova para Analista 
Judiciário - Área Judiciária. 
A respeito das intimações, considere: 
I. É obrigatório aos advogados promover a intimação da outra parte por meio do correio, 
juntando aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento; 
frustrada a intimação postal, proceder-se-á ao ato por meio do Diário Oficial eletrônico. 
(ERRADO. Não é obrigatório, é facultativo. Art. 269 do CPC.: Intimação é o ato pelo qual se dá 
ciência a alguém dos atos e dos termos do processo. § 1º É facultado aos advogados 
promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio, juntando aos autos, a 
seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento.) 
II. Em qualquer hipótese, o juiz determinará de ofício as intimações em processos pendentes. 
(ERRADO. Isso não pode em qualquer hipótese. Art. 271 do CPC.: O juiz determinará de ofício 
as intimações em processos pendentes, salvo disposição em contrário. 
III. A intimação será feita pessoalmente ou por hora certa, inexistindo porém a intimação por 
edital, modo que é restrito à citação e aos atos notariais extrajudiciais. (ERRADO. Art. 275 do 
CPC.: A intimação será feita por oficial de justiça quando frustrada a realização por meio 
eletrônico ou pelo correio.§ 2º Caso necessário, a intimação poderá ser efetuada com hora certa ou por edital.) 
IV. A intimação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas 
respectivas autarquias e fundações de direito público será realizada perante o órgão de 
Advocacia Pública responsável por sua representação judicial. (CERTO. Art. 269, § 3º do 
CPC.: A intimação da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas 
respectivas autarquias e fundações de direito público será realizada perante o órgão de 
Advocacia Pública responsável por sua representação judicial.) 
V. A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa 
credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia Pública, 
pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão 
contida no processo retirado, ainda que pendente de publicação. (CERTO. Art. 272 do CPC.: 
Quando não realizadas por meio eletrônico, consideram-se feitas as intimações pela 
publicação dos atos no órgão oficial. § 6º A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em 
carga pelo advogado, por pessoa credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de 
advogados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público 
implicará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, ainda que pendente de 
publicação.) 
COMENTÁRIO: É preciso também saber como funciona a citação diante de casos de 
execução de alimentos pelo rito da prisão: Art. 830 do CPC.: Se o oficial de justiça não 
encontrar o executado, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. 
§ 1º Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto, o oficial de justiça procurará o 
executado 2 (duas) vezes em dias distintos e, havendo suspeita de ocultação, realizará a 
citação com hora certa, certificando pormenorizadamente o ocorrido. 
§ 2º Incumbe ao exequente requerer a citação por edital, uma vez frustradas a pessoal e a 
com hora certa. 
§ 3º Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o arresto converter-se-á em 
penhora, independentemente de termo. 
Citação por hora certa: quando sabe que o réu mora naquele lugar mas não é encontrado no 
momento, então combina para ser citado por uma hora certa. 
Citação por Edital: É quando não se sabe onde mora o réu. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: IDHTEC. Órgão: CRQ - 19ª Região (PB). Prova para Advogado. 
Sobre a capacidade processual das partes, assinale a alternativa correta no que tange a 
atuação do cônjuge da parte processual. 
A) É sempre indispensável ao cônjuge o consentimento do outro para propor ação que verse 
sobre direito real imobiliário. 
B) Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é 
dispensável nas hipóteses de composse ou de ato praticado por ambos. 
C) É dispensável a citação de ambos os cônjuges para a ação resultante de fato que diga 
respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles. 
D) Na ação que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus 
sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges, a citação de ambos os cônjuges é necessária. 
E) É dispensável a citação de ambos os cônjuges para a ação fundada em dívida contraída 
por apenas um dos cônjuges a bem da família. 
COMENTÁRIO: GABARITO: D. 
SOBRE A A: Está errado, porque existe uma exceção: Art. 73, caput do CPC.: “O cônjuge 
necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real 
imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens.” 
E por isso: Art. 73, § 1º, I do CPC.: “Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a 
ação: I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de 
separação absoluta de bens” 
SOBRE A B: Está errado segundo o Art. 73, § 2º do CPC.: “Nas ações possessórias, a 
participação do cônjuge do autor ou do réu somente é indispensável nas hipóteses de 
composse ou de ato por ambos praticado.” 
SOBRE A C: Está errado segundo o Art. 73, § 1º, II do CPC.: “Ambos os cônjuges serão 
necessariamente citados para a ação: II - resultante de fato que diga respeito a ambos os 
cônjuges ou de ato praticado por eles” 
SOBRE A D: Está correto segundo o Art. 73, § 1º, IV do CPC.: “Ambos os cônjuges serão 
necessariamente citados para a ação: IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a 
constituição ou a extinção de ônus sobre imóvel de um ou de ambos os cônjuges.” 
SOBRE A E: Está errado segundo o Art. 73, § 1º, III do CPC: “Ambos os cônjuges serão 
necessariamente citados para a ação: III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a 
bem da família” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PETIÇÃO INICIAL. 
É o instrumento para tirar o juiz da inércia através da provocação. Lembrando que no processo 
penal público, a peça equiparada à petição inicial seria a denúncia oferecida pelo MP. No caso de 
ação penal privada a peça inicial é a queixa crime oferecida pelo particular/vítima/querelante. 
 
REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL CIVILISTA (Art. 319 do CPC): 
Art. 319 do CPC.: A petição inicial indicará: 
I - o juízo a que é dirigida; (endereçamento) 
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o 
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa 
Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu; (qualificação das 
partes) 
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; 
IV - o pedido com as suas especificações; 
V - o valor da causa; 
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; 
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação. 
§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na petição 
inicial, requerer ao juiz diligências necessárias a sua obtenção. 
§ 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere 
o inciso II, for possível a citação do réu. 
§ 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso II deste 
artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o 
acesso à justiça. 
 
1 – ENDEREÇAMENTO. É a indicação do juízo competente para qual estou encaminhando a minha 
petição inicial. 
2 – QUALIFICAÇÃO DAS PARTES. Serve para identificar quem é o autor e quem é o réu do 
processo. 
3 – DESCRIÇÃO DOS FATOS E DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS. Constituem a causa de pedir 
da ação. 
4 – PEDIDO COM AS SUAS ESPECIFICAÇÕES. Art. 322 do CPC.: O pedido deve ser certo. Pois 
o juiz só concederá nos limites do pedido de acordo com o princípio da adstrição/congruência. 
Todavia, os juros legais; correção monetária; verba de sucumbência e honorários advocatícios são 
exemplos de pedidos implícitos. § 1º do Art. 322 do CPC.: Compreendem-se no principal os 
juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários 
advocatícios. 
Além disso, o pedido deve ser determinado. Art. 324 do CPC.: O pedido deve ser determinado. 
Como por exemplo o valor do que se pede. Pode, por exceção, existir um pedido genérico, ou seja, 
não determinado nos termos do Art. 324 § 1º do CPC.: É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; (Ações 
universais é quando versa sobre uma universalidade. É quando não se sabe o valor individual 
de cada bem de um conjunto de bens, por exemplo de uma massa falida, que é um ente 
despersonalizado, ou de uma herança nas ações sucessórias) 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
(Quando precisa aguardar para saber o valor do que será pedido no caso de quando não se 
sabe, no momento da ação, o valor da cirurgia deum acidente por exemplo.) 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva 
ser praticado pelo réu. (Quando é preciso que o réu preste algum documento não prestado 
ainda por exemplo) 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se à reconvenção. 
 
4 – VALOR DA CAUSA. 
É sempre necessário ter o valor da causa. 
No Art. 292 do CPC há as regras para o cálculo do valor da causa. 
Art. 292 do CPC.: O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de 
mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data de propositura da ação; 
II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a modificação, a 
resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte 
controvertida; 
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas pelo autor; 
IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de avaliação da área ou do 
bem objeto do pedido; 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores 
de todos eles; 
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. 
§ 1º Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o valor de umas e 
outras. 
§ 2º O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for 
por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, será 
igual à soma das prestações. 
§ 3º O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que não 
corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido 
pelo autor, caso em que se procederá ao recolhimento das custas correspondentes. 
 
A importância do valor: 
a) É importante porque o valor da causa vai ser utilizado como base de cálculo para cobrança de 
custas iniciais dentro do processo. 
b) O valor da causa serve para fixar a competência (os juizados especiais civis o limite do valor da 
causa é de até 40 salários mínimos. Nos juizados especiais federais e da fazenda pública é de até 
60 salários mínimos. Até 40 salários mínimos o processo vai correr pelo processo sumaríssimo, mas 
se passar disso, será pelo procedimento comum.) 
c) Serve para o cálculo de honorários sucumbenciais. 
d) Serve para o cálculo de multas aplicadas às partes pelo juiz, se houver a multa. 
 
*O novo CPC prevê que o réu pode impugnar/discutir o valor da causa em preliminar de 
contestação. 
*Segundo o STJ, o juiz, de ofício, pode verificar a gritante discrepância do valor da causa. 
 
5 – PROVAS. 
O autor deve falar qual provas pretende produzir. Mas como nem ele sabe direito quais provas 
pretende produzir, ele pode falar “Protesto por todos os meios de provas em direito admitidos, sem 
exceção de nenhuma.” 
6 – OPÇÃO DO AUTOR PELA REALIZAÇAO DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO. 
O autor deve manifestar, na petição inicial, se não tem interesse dessa audiência, porque se ele não 
falar nada, presume-se que ele quer participar dela. 
Se o autor não quiser, mas o réu quiser, vai haver a audiência. 
 
7 – DOCUMENTOS IDISPENSÁVEIS. 
Art. 320 do CPC.: A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à 
propositura da ação. 
 
QUESTÕES DE PETIÇÃO INICIAL. 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luís - MA Prova de Procurador 
do Município. 
Mário ajuizou ação de indenização por danos materiais contra José. Depois de distribuída a 
ação, requereu o aditamento da petição inicial para formular pedido de compensação por 
danos morais. De acordo com o Código de Processo Civil, a alteração do pedido ou da causa 
de pedir 
A) pode ocorrer a qualquer tempo, inclusive após o saneamento do processo, desde que haja 
consentimento do réu. 
B) pode ocorrer a qualquer tempo, inclusive após o saneamento do processo, 
independentemente de consentimento do réu. 
C) depende do consentimento do réu, se já tiver sido feita a citação, e não poderá ocorrer 
após o saneamento do processo. (GABARITO) 
D) é defesa antes da citação. 
E) sempre depende do consentimento do réu. 
COMENTÁRIO: Art. 329 do CPC.: “O autor poderá: 
I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação 
deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.” 
Art. 485, § 4º. Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, 
desistir da ação. 
§ 5º A desistência da ação pode ser apresentada até a sentença. 
§ 6º Oferecida a contestação, a extinção do processo por abandono da causa pelo autor 
depende de requerimento do réu. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016: Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-SC. Prova de Auditor Fiscal 
de Controle Externo – Direito. 
A cumulação de pedidos na petição inicial contra um mesmo réu está condicionada à 
conexão entre os pedidos. 
ERRADO. Art. 327, NCPC.: É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, 
de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão. 
§ 1º São requisitos de admissibilidade da cumulação que: 
I - os pedidos sejam compatíveis entre si; 
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo; 
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento. 
§ 2º Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será admitida a 
cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego das 
técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se sujeitam 
um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições sobre o 
procedimento comum. 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações 
somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas. 
CERTO. É a literalidade do § 2º do artigo 218 do CPC.: Quando a lei ou o juiz não determinar 
prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e 
oito) horas. 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNRIO. Órgão: Prefeitura de Itupeva – SP. Prova para 
Procurador Municipal. 
Dentre as várias inovações apresentadas pelo Código de Processo Civil de 2015 como item 
constante na petição inicial encontra-se a(o): 
A) fixação do valor da causa 
B) indicação da causa de pedir 
C) pedido certo do valor do dano moral (GABARITO) 
D) endereçamento no cabeçalho 
E) qualificação das partes 
 
QUESTÃO. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, 
determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando 
com precisão o que deve ser corrigido ou completado. Se o autor não cumprir a diligência, o 
juiz indeferirá a petição inicial. 
CERTO. É a literalidade do Art. 321 e seu parágrafo único do CPC. 
O Art. 230 do CPC apresenta 4 hipóteses em que a petição inicial deverá ser indeferida sem a 
possibilidade de emenda, ou seja, são erros insanáveis. 
Art. 330 do CPC.: A petição inicial será indeferida quando: 
I - for inepta; 
II - a parte for manifestamente ilegítima 
III - o autor carecer de interesse processual; 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando: 
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; 
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permiteo pedido 
genérico; 
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; 
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si. 
 
Art. 331 do CPC.: Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo 
de 5 (cinco) dias, retratar-se. 
§ 1º Se não houver retratação, o juiz mandará citar o réu para responder ao recurso. 
§ 2º Sendo a sentença reformada pelo tribunal, o prazo para a contestação começará a correr 
da intimação do retorno dos autos, observado o disposto no art. 334 (audiência de 
conciliação e mediação). 
§ 3º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FCC. Órgão: TRE-SP. Prova para Analista Judiciário - Área 
Administrativa. 
É requisito da petição inicial a formulação de pedido, com suas especificações. De acordo 
com o novo Código de Processo Civil, 
A) na ação que visar ao cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, essas só serão 
consideradas incluídas no pedido mediante declaração expressa do autor. (ERRADO. Art. 323 
do CPC.: Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, 
essas serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa 
do autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no 
curso do processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las.) 
B) é permitida a formulação de pedido genérico em reconvenção nas mesmas hipóteses em 
que seria cabível em ação principal. (CERTO. Art. 324 do CPC.: O pedido deve ser 
determinado. 
§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva 
ser praticado pelo réu. 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se à reconvenção.) 
C) o pedido poderá ser aditado até a citação, desde que haja consentimento do réu. 
(ERRADO. Art. 329 do CPC.: “O autor poderá: 
I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de 
consentimento do réu; 
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com 
consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação 
deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.”) 
D) é lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, desde 
que entre eles haja conexão. (ERRADO. Art. 327 do CPC.: É lícita a cumulação, em um único 
processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão. 
§ 1º São requisitos de admissibilidade da cumulação que: 
I - os pedidos sejam compatíveis entre si; 
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo; 
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.) 
E) é vedada a cumulação de pedidos se para cada um deles corresponder tipo diverso de 
procedimento, ainda que o autor empregue o procedimento comum. (ERRADO. § 2º do Art. 
327 do CPC.: Quando, para cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, será 
admitida a cumulação se o autor empregar o procedimento comum, sem prejuízo do emprego 
das técnicas processuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se 
sujeitam um ou mais pedidos cumulados, que não forem incompatíveis com as disposições 
sobre o procedimento comum.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: INTEGRI. Órgão: Câmara de Suzano – SP. Prova para 
Assistente Jurídico. 
De acordo com a norma processual, sobre a Petição Inicial e seu pedido, pode-se afirmar: 
I - A petição inicial indicará o pedido com as suas especificações, devendo esse ser certo e 
determinado, não havendo exceções. (ERRADO. Art. 319 do CPC.: A petição inicial indicará: 
IV - o pedido com as suas especificações; 
Art. 324 do CPC.: O pedido deve ser determinado. § 1º É lícito, porém, formular pedido 
genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva 
ser praticado pelo réu.) 
II - O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos essenciais ou que 
apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará 
que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o 
que deve ser corrigido ou completado. (CERTO. Art. 321 do CPC.: O juiz, ao verificar que a 
petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e 
irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no 
prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser 
corrigido ou completado.) 
III - Considera-se inepta a petição inicial quando lhe faltar pedido ou causa de pedir, o pedido 
for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico, da 
narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão ou contiver pedidos incompatíveis 
entre si. (CERTO. Art. 330 do CPC.: A petição inicial será indeferida quando: 
I - for inepta; 
II - a parte for manifestamente ilegítima; 
III - o autor carecer de interesse processual; 
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando: 
I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; 
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido 
genérico; 
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; 
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si.) 
IV - Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, essas 
serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa do 
autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso 
do processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las. (CERTO. Art. 323. Na ação que tiver por 
objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, essas serão consideradas 
incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa do autor, e serão incluídas 
na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso do processo, deixar de 
pagá-las ou de consigná-las.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: CODEVASF Prova: CESPE / 
CEBRASPE - 2021 - CODEVASF - Assessor Jurídico – Direito. 
Quando a citação se der por via eletrônica, o prazo para a prática do ato processual terá início 
no dia útil seguinte à consulta ao teor da citação. 
CERTO. Art. 231 - CPC: Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do 
prazo: 
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo 
para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica; 
 
 
CONTESTAÇÃO. 
Art. 335 do CPC.: O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) 
dias, cujo termo inicial será a data: 
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; 
 
A contestação representa para o réu, aquilo que a petição inicial representa para o autor, pois, na 
contestação, compete ao réu alegar "toda a matéria de defesa" (Art. 336 do CPC) 
Essa peça processual veicula as defesas processuais (art. 337 do CPC/2015) - excetuada a arguição 
de impedimento e suspeição, que deve ser formulada em incidente próprio (art. 146 do CPC/2015: 
“No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o 
impedimentoou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual 
indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a 
alegação e com rol de testemunhas.”) (quando alegar incompetência, pode ser no mesmo 
processo. Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação 
poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado 
ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico.) 
 
QUESTÃO: Deferido o pedido da justiça gratuita, a parte contrária poderá oferecer 
impugnação na contestação, na réplica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos de 
pedido superveniente ou formulado por terceiro, por meio de petição simples, a ser 
apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, nos autos do próprio processo, sem suspensão de 
seu curso. 
CERTO. É a literalidade do Art. 100 do CPC.: Deferido o pedido, a parte contrária poderá 
oferecer impugnação na contestação, na réplica, nas contrarrazões de recurso ou, nos casos 
de pedido superveniente ou formulado por terceiro, por meio de petição simples, a ser 
apresentada no prazo de 15 (quinze) dias, nos autos do próprio processo, sem suspensão de 
seu curso. 
 
QUESTÃO: Explique o princípio da impugnação específica dos fatos. 
Este princípio é um dos princípios que regem a contestação. Ele se encontra esculpido no 
artigo 341 do CPC. Quando o réu contesta, ele precisa impugnar especificamente cada um 
dos fatos alegados na petição inicial, sob pena de esses fatos serem presumidos verdadeiros. 
Veja que a petição inicial será o guia para a contestação, porque se o autor levantar dez 
acusações na petição inicial, o autor deverá impugnar os dez argumentos, sob pena de serem 
presumidos verdadeiros aqueles que não forem impugnados. 
Os três incisos, mais o parágrafo único do artigo 341 indicam três exceções a este princípio, 
ou seja, casos em que se o réu não impugnar as acusações do autor, estes não serão 
presumidos verdadeiros. 
Art. 341 do CPC.: “Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de 
fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, salvo se: 
I - não for admissível, a seu respeito, a confissão; 
II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da 
substância do ato; 
III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. 
Parágrafo único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor 
público, ao advogado dativo e ao curador especial.” 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Oferecida a contestação, o autor não poderá, sem o consentimento do réu, 
desistir da ação. 
AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 485, § 4º do CPC.: Oferecida a contestação, o autor não poderá, 
sem o consentimento do réu, desistir da ação. 
É preciso saber também: 
Art. 343, § 2º: A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame 
de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: IESES. Órgão: ALGÁS. Prova para Analista de Projetos 
Organizacionais – Jurídica. 
Assinale a alternativa INCORRETA: 
A) Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de 
fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende 
produzir. (AFIRMAÇÃO CORRETA. Art. 336 do CPC.: Incumbe ao réu alegar, na contestação, 
toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido 
do autor e especificando as provas que pretende produzir.) 
B) Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes e pedido semelhante, 
podendo a causa de pedir ser diversa. (AFIRMAÇÃO ERRADA. CPC, Art. 337: § 2º Uma ação é 
idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo 
pedido. 
§ 3º Há litispendência quando se repete ação que está em curso.) 
C) Na contestação incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: incapacidade da parte, 
defeito de representação ou falta de autorização; convenção de arbitragem; falta de caução 
ou de outra prestação que a lei exige como preliminar. (AFIRMAÇÃO CORRETA. O Art. 337 do 
CPC traz as preliminares de contestação. Em regra, todos os incisos do artigo 337 podem ser 
conhecidos de ofício pelo juiz, exceto a incompetência relativa e a convenção de arbitragem. 
Em todos os incisos do artigo 337 o juiz, se possível, mandará o autor corrigir o vício da 
petição inicial, mas se o autor não o fizer, será extinto o processo sem resolução de mérito) 
Art. 337 do CPC.: Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: 
I - inexistência ou nulidade da citação; 
II - incompetência absoluta e relativa; 
III - incorreção do valor da causa; 
IV - inépcia da petição inicial; 
V - perempção; (Perempção acontece quando o autor abandona a mesma ação, por três 
vezes, causando a sua extinção por 3x) (Assista ao vídeo sobre perempção trabalhista aqui) 
VI - litispendência; 
VII - coisa julgada; (Coisa julgada surge quando contra a decisão não cabe mais recurso. Na 
coisa julgada uma das ações já terminou. Já na litispendência as duas ações idênticas estão 
tramitando simultaneamente. Coisa julgada material trata-se de uma defesa peremptória e 
impede que nova ação seja proposta, mas a coisa julgada formal, apesar de extinguir oo 
processo sem analisar o mérito, não impede que outra ação seja proposta futuramente. Coisa 
julgada formal é quando há erro, por exemplo quanto a um documento do processo) 
VIII - conexão; 
IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização; 
X - convenção de arbitragem; 
XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar; 
XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.) 
D) O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo 
inicial será a data: da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de 
conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver 
autocomposição. (AFIRMAÇÃO CERTA. Art. 335 do CPC.: O réu poderá oferecer contestação, 
por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial será a data: 
I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando 
qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição;) 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/BPsN0-_fkfc
 
QUESTÃO: Ano: 2012. Banca: FCC. Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ). Prova para Juiz do 
Trabalho. 
Considere as seguintes matérias que deverão ser arguidas pelo réu antes de discutir o mérito 
da causa: 
I. Compromisso arbitral. 
II. Conexão. 
III. Incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização. 
O juiz NÃO poderá conhecer de ofício: 
A) I, apenas. (GABARITO) 
B) I e II, apenas. 
C) I, II e III. 
D) II, apenas. 
E) II e III, apenas. 
COMENTÁRIO: Do artigo 337 o juiz só não pode conhecer de ofício a incompetência relativa e 
a arbitragem. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: IESES. Órgão: ALGÁS. Prova para Analista de Projetos 
Organizacionais – Jurídica. 
Assinale a alternativa INCORRETA: 
A) Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de 
fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende 
produzir. 
B) Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente 
ajuizada. Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes e pedido semelhante, 
podendo a causa de pedir ser diversa. (GABARITO) 
C) Na contestação incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: incapacidade da parte, 
defeito de representação ou falta de autorização; convençãode arbitragem; falta de caução 
ou de outra prestação que a lei exige como preliminar. 
D) O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo 
inicial será a data: da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de 
conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver 
autocomposição. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: FADESP. Órgão: COSANPA. Prova para Advogado. (Reduzida) 
Sobre a resposta do réu no novo Código de Processo Civil, pode-se afirmar que o réu, na 
contestação que alegue ilegitimidade passiva, deve indicar o sujeito passivo da relação 
jurídica, sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e 
indenizar prejuízos do autor decorrentes da falta de indicação. 
CERTO. Art. 339 do CPC.: Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao réu indicar o sujeito 
passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar com 
as despesas processuais e de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta de 
indicação. 
 
QUESTÃO: Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá 
ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz 
da causa, preferencialmente por meio eletrônico. 
CERTO. É a literalidade do Art. 340 do CPC. 
 
 
 
 
 
 
RECONVENÇÃO. 
Art. 343 do CPC.: Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar 
pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 
§ 1º Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para 
apresentar resposta no prazo de 15 (quinze) dias. 
§ 2º A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu 
mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. 
§ 3º A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. 
§ 4º A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. 
§ 5º Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em 
face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na 
qualidade de substituto processual. 
§ 6º O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. 
Importante: não cabe reconvenção no rito sumário, porque se trata de uma ação de natureza 
dúplice, em que se formula o pedido contraposto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: TRF - 4ª REGIÃO. Órgão: TRF - 4ª REGIÃO. Prova: para Juiz 
Federal Substituto. (Reduzida) 
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta. 
Considerando as regras do Código de Processo Civil de 2015: 
I. A incompetência, seja relativa, seja absoluta, deve ser alegada em preliminar da 
contestação. (CERTO.) 
II. A reconvenção deve ser proposta na contestação e pode ser ofertada pelo réu contra o 
autor e terceiro, bem como pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. 
(CERTO.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REVELIA. 
Revelia é a ausência de contestação. 
Art. 344 do CPC.: Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão 
verdadeiras (presunção relativa) as alegações de fato formuladas pelo autor. (efeito material) 
Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: 
I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; 
II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere 
indispensável à prova do ato; 
IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em 
contradição com prova constante dos autos. 
Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de 
publicação do ato decisório no órgão oficial. 
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no 
estado em que se encontrar. 
 
Outra consequência da revelia é que haverá preclusão das defesas do réu, exceto nos casos do Art. 
342 do CPC.: 
Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: 
I - relativas a direito ou a fato superveniente; 
II - competir ao juiz conhecer delas de ofício; 
III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de 
jurisdição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO – PARTE 2. 
SUJEITOS PROCESSUAIS. 
Sujeitos do processo são todos aqueles que participam direta ou indiretamente da relação jurídica 
processual, então pode-se dizer que são sujeitos do processo: autor; réu; advogado; juiz; 
serventuários da justiça; o perito; o oficial de justiça; o contador; o intérprete; os conciliadores; 
mediadores; ministério público; defensoria pública. 
 
AUXILIARES DO JUIZO: 
Escrivão e Oficial de Justiça (Art. 150-155 do CPC.); 
Perito (Art. 156-158 do CPC.); 
Depositário e Administrador (Art. 159-161 do CPC.); 
Intérprete e Tradutor (Art. 162-164 do CPC.); 
Conciliadores e Mediadores (Art. 165-175 do CPC.); 
Ministério Público (Art. 176-181 do CPC.); 
Advocacia Pública (Art.182-184 do CPC.); 
Defensoria Pública (Art. 185-187 do CPC.) 
 
AS PARTES: As partes do processo são: Autor e réu. Pode ser mais de um autor e pode ser mais de 
um réu. As partes precisam ter capacidade processual. Art. 70 do CPC.: Toda pessoa que se 
encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar em juízo. Este artigo se refere 
à capacidade de fato / de exercício, que pressupõe a de direito / de gozo. 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que o juiz nomeará curador especial ao incapaz, se não tiver 
representante legal ou se os interesses deste colidirem com os daquele, enquanto durar a 
incapacidade. 
CERTO. É a literalidade do artigo 72, inciso I do CPC. Imagine que a mãe da criança tenha 
morrido no parto, e a criança precisa ajuizar uma ação de alimentos contra o pai, mas o único 
representante possível dela seria o próprio pai, neste caso haveria colisão dos interesses do 
representante e do incapaz. Neste caso, o juiz nomeará um curador especial ao incapaz. 
Art. 70. Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos tem capacidade para estar 
em juízo. 
Art. 71. O incapaz será representado ou assistido por seus pais, por tutor ou por curador, na 
forma da lei. 
Art. 72. O juiz nomeará curador especial ao: 
I - incapaz, se não tiver representante legal ou se os interesses deste colidirem com os 
daquele, enquanto durar a incapacidade; 
II - réu preso revel, bem como ao réu revel citado por edital ou com hora certa, enquanto não 
for constituído advogado tanto para um como para outro. 
Parágrafo único. A curatela especial será exercida pela Defensoria Pública, nos termos da lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016 .Banca: UFMT. Órgão: DPE-MT. Prova para Defensor Público. 
Sobre o curador especial, assinale a afirmativa INCORRETA. 
A) Nas ações em que réu preso for revel, caberá à Defensoria Pública exercer o múnus de 
curador especial, enquanto não for constituído advogado. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
B) Nos casos em que o réu revel foi citado por edital ou com hora certa, caberá à Defensoria 
Pública exercer o múnus de curador especial, enquanto não for constituído advogado. 
(AFIRMAÇÃO CORRETA) 
C) É necessária a intervenção da Defensoria Pública como curadora especial do menor na 
ação de destituição de poder familiar ajuizada pelo Ministério Público. (AFIRMAÇÃO ERRADA) 
D) O Defensor Público não faz jus ao recebimento de honorários pelo múnus de curador 
especial, por estar no exercício das suas funções institucionais, para o que já é remunerado 
mediante o subsídio em parcela única. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
E) O juiz nomeará curador especial ao incapaz,se concorrer na partilha com o seu 
representante, desde que exista colisão de interesses. (AFIRMAÇÃO CORRETA) 
COMENTÁRIO 1: O Defensor Público não faz juz a honorários NUNCA. 
Já sobre a Defensoria Pública no exercício da função de curador especial de réu ausente, faz 
jus à verba decorrente da condenação em honorários sucumbenciais caso o seu assistido 
sagre-se vencedor na demanda. 
COMENTÁRIO 2: Súmula 421 do SJT: Os honorários advocatícios não são devidos à 
Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença 
 
QUESTÃO: Comente sobre os honorários do defensor público. 
É preciso saber que o STJ E O STF concordam que defensor público não faz jus ao recebimento 
de honorários pelo exercício da curatela especial, por estar no exercício das suas funções 
institucionais, para o que já é remunerado mediante o subsídio em parcela única. Todavia, 
caberá à Defensoria Pública, se for o caso, os honorários sucumbenciais fixados ao final da 
demanda. 
Eles concordam também que os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública 
quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença. 
 
QUESTÃO: Comente sobre os honorários do advogado. 
Art. 85, parágrafo 14 do CPC.: Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza 
alimentar, com os mesmos privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo 
vedada a compensação em caso de sucumbência parcial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FUNDATEC. Órgão: DPE-SC. Prova para Analista Técnico. 
No tocante à Defensoria Pública, de acordo com o Código de Processo Civil, assinale a 
alternativa correta. 
A) O Defensor Público que pratique ato atentatório à dignidade da justiça fica sujeito às 
sanções estabelecidas no Código de Processo Civil e na respectiva legislação funcional. 
(ERRADO. Acerca da condenação pela prática de ato atentatório à dignidade da Justiça, 
dispõe o art. 77, §6º, do CPC/15, que Aos advogados públicos ou privados e aos membros da 
Defensoria Pública e do Ministério Público não se aplica o disposto nos §§ 2oa 5o, devendo 
eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo respectivo órgão de classe ou 
corregedoria, ao qual o juiz oficiar.) 
B) A Defensoria Pública não tem legitimidade ativa para dar início a processo de jurisdição 
voluntária. (ERRADO. Sobre os procedimentos de jurisdição voluntária, dispõe o art. 720, do 
CPC/15, que O procedimento terá início por provocação do interessado, do Ministério Público 
ou da Defensoria Pública, cabendo-lhes formular o pedido devidamente instruído com os 
documentos necessários e com a indicação da providência judicial.) 
C) A atuação da Defensoria Pública em favor de pessoa hipossuficiente é instrumentalizada 
por procuração ou termo de patrocínio. (ERRADO. o art. 287, do CPC/15, dispõe que A petição 
inicial deve vir acompanhada de procuração, que conterá os endereços do advogado, 
eletrônico e não eletrônico, mas, em seguida, o parágrafo único do mesmo dispositivo legal 
determina que é dispensada a juntada de procuração, dentre outras hipóteses, se a parte 
estiver representada pela Defensoria Pública) 
D) O devedor de sentença transitada em julgado deve ser intimado por carta com aviso de 
recebimento para dar cumprimento à sentença quando estiver assistido pela Defensoria 
Pública. (CERTO. É o que dispõe o art. 513, §2º, do CPC/15, vejamos: O devedor será intimado 
para cumprir a sentença: (...) II - por carta com aviso de recebimento, quando representado 
pela Defensoria Pública ou quando não tiver procurador constituído nos autos, ressalvada a 
hipótese do inciso IV) 
E) As reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou particular quando 
juntadas aos autos pelos órgãos da Defensoria Pública e seus auxiliares constituem meio de 
prova quando certificada sua autenticidade. (ERRADO, porque não precisa da certificação de 
sua autenticidade. Os documentos digitalizados apresentados pela Defensoria possuem 
presunção de originalidade. Assim disciplina o art. Art. 425 do NCPC. Vejamos: Fazem a 
mesma prova que os originais: 
(...) VI - as reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou particular, quando 
juntadas aos autos pelos órgãos da justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus 
auxiliares, pela Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repartições 
públicas em geral e por advogados, ressalvada a alegação motivada e fundamentada de 
adulteração.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: É correto afirmar que a Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas 
as suas manifestações processuais e que o prazo tem início com a intimação pessoal do 
defensor público. 
CERTO. Art. 186 do CPC.: A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas 
manifestações processuais. § 1º O prazo tem início com a intimação pessoal do defensor 
público, nos termos do art. 183, § 1º. 
Art. 183 do CPC.: A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas 
autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas 
manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. 
§1º A intimação pessoal far-se-á por carga, remessa ou meio eletrônico. 
§ 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o ente público. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: DPE-AP. Prova para Defensor Público. 
Relativamente à Defensoria Pública, considere: 
I. A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais, não se aplicando esse benefício quando a lei estabelecer, de forma expressa, 
prazo próprio para ela. (CERTO. Art. 186 do CPC.: A Defensoria Pública gozará de prazo em 
dobro para todas as suas manifestações processuais. § 4º Não se aplica o benefício da 
contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para a 
Defensoria Pública.) 
II. De ofício ou a requerimento da Defensoria Pública, o juiz determinará a intimação pessoal 
da parte patrocinada quando o ato processual depender de providência ou informação que 
somente por ela ou pelo Juízo possa ser realizada ou prestada. (ERRADO. §2º do Art. 186 do 
CPC.: A requerimento da Defensoria Pública, o juiz determinará a intimação pessoal da parte 
patrocinada quando o ato processual depender de providência ou informação que somente 
por ela possa ser realizada ou prestada.) 
III. O prazo em dobro para as manifestações processuais aplica-se aos escritórios de prática 
jurídica das Faculdades de Direito reconhecidos na forma da lei e às entidades que prestam 
assistência jurídica gratuita em razão de convênios firmados com a Defensoria Pública. 
IV. O membro da Defensoria Pública será civil e diretamente responsável quando agir com 
dolo ou culpa no exercício de suas funções. (ERRADO. Art. 187 do CPC.: O membro da 
Defensoria Pública será civil e regressivamente responsável quando agir com dolo ou fraude 
no exercício de suas funções.) 
V. A Defensoria Pública exercerá a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a 
defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, em todos os graus, de forma 
integral e gratuita. (CERTO. Art. 185 do CPC.: A Defensoria Pública exercerá a orientação 
jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos 
necessitados, em todos os graus, de forma integral e gratuita.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: MPE-SP. Prova para Analista Jurídico do 
Ministério Público. 
A Defensoria Pública exercerá a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a 
defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, em todos os graus, de forma 
integral e gratuita. A respeito da Defensoria Pública,assinale a alternativa correta. 
A) A requerimento da Defensoria Pública, o juiz determinará a intimação pessoal da parte 
patrocinada quando o ato processual depender de providência ou informação que somente 
por ela possa ser realizada ou prestada. (GABARITO. Art. 186, § 2º do CPC.: A requerimento 
da Defensoria Pública, o juiz determinará a intimação pessoal da parte patrocinada quando o 
ato processual depender de providência ou informação que somente por ela possa ser 
realizada ou prestada.) 
B) Os escritórios de prática jurídica das faculdades de direito, reconhecidas na forma da lei, 
que prestam assistência jurídica gratuita, não gozam do benefício do prazo em dobro para 
manifestações no processo. (ERRADO. Art. 186 do CPC.: A Defensoria Pública gozará de 
prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais. § 3º O disposto no caput 
aplica-se aos escritórios de prática jurídica das faculdades de Direito reconhecidas na forma 
da lei e às entidades que prestam assistência jurídica gratuita em razão de convênios 
firmados com a Defensoria Pública.) 
C) Seu membro será civil e regressivamente responsável quando agir com dolo ou culpa no 
exercício de suas funções. (Art. 187 do CPC.: O membro da Defensoria Pública será civil e 
regressivamente responsável quando agir com dolo ou fraude no exercício de suas funções.) 
D) Gozará de prazo em dobro para recorrer e em quádruplo para contestar. (ERRADO. Art. 186 
do CPC.: A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais. § 4º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, 
de forma expressa, prazo próprio para a Defensoria Pública.) 
E) A contagem do prazo para sua manifestação terá início com a intimação do defensor 
público pelo diário da justiça eletrônico, em se tratando de autos judiciais físicos. (ERRADO. 
Art. 186, § 1º do CPC.: O prazo tem início com a intimação pessoal do defensor público, nos 
termos do Art. 183. §1º. Art. 183. §1º do Art. 183 do CPC.: A intimação pessoal far-se-á por 
carga, remessa ou meio eletrônico.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IADHED. Órgão: Prefeitura de Araguari – MG. Prova para 
Procurador Municipal. 
Considerando as afirmativas abaixo sobre a representação ativa e passiva em juízo, que 
podem ser verdadeiras ou falsas, assinale a alternativa que corresponde à sequência correta 
das afirmações. 
Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
I – A União, pela Advocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado; 
II – O Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores; 
III – O município, por seu prefeito, procurador ou advogados; 
IV – A autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei federal designar; 
A) I (verdadeira); II (verdadeira); III (verdadeira); IV (falsa); 
B) I (verdadeira); II (verdadeira); III (falsa); IV (falsa); (GABARITO) 
C) I (falsa); II (verdadeira); III (falsa); IV (verdadeira); 
D) I (verdadeira); II (falsa); III (falsa); IV (falsa). 
Art. 75, CPC.: Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
I - a União, pela Advocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado; 
II - o Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores; 
III - o Município, por seu prefeito ou procurador; 
IV - a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente federado designar; 
V - a massa falida, pelo administrador judicial; 
VI - a herança jacente ou vacante, por seu curador; 
VII - o espólio, pelo inventariante; 
VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores; 
IX - a sociedade e a associação irregulares e outros entes organizados sem personalidade 
jurídica, pela pessoa a quem couber a administração de seus bens; 
X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, 
agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil; 
XI - o condomínio, pelo administrador ou síndico. 
§ 1º Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido serão intimados no 
processo no qual o espólio seja parte. 
§ 2º A sociedade ou associação sem personalidade jurídica não poderá opor a irregularidade 
de sua constituição quando demandada. 
§ 3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação para qualquer processo. 
§ 4º Os Estados e o Distrito Federal poderão ajustar compromisso recíproco para prática de 
ato processual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante convênio 
firmado pelas respectivas procuradorias. 
Lembrando o Art. 37 da lei 13.140/15 (lei que dispõe sobre a mediação entre particulares como 
meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da 
administração pública): É facultado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, suas 
autarquias e fundações públicas, bem como às empresas públicas e sociedades de economia 
mista federais, submeter seus litígios com órgãos ou entidades da administração pública 
federal à Advocacia-Geral da União, para fins de composição extrajudicial do conflito. 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça 
Substituto. 
Sobre o Ministério Público, de acordo com as disposições do Código de Processo Civil de 
2015, é correto afirmar: 
A) Nas causas em que atuar, mesmo que na condição de fiscal da ordem jurídica, o Ministério 
Público somente pode alegar a incompetência absoluta, cabendo-lhe emitir parecer caso a 
incompetência relativa seja suscitada por uma das partes. (ERRADO. NCPC, Art. 64, Parágrafo 
único: A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que 
atuar) 
B) O Ministério Público terá prazo em dobro para manifestar-se nos autos, a partir de sua 
intimação pessoal, mas não gozará do prazo dilatado quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o órgão ministerial. (CERTO. NCPC, Art. 180, § 2º Não se aplica o 
benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio 
para o Ministério Público.) 
C) Como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público será intimado para intervir, além das 
hipóteses previstas na Constituição Federal ou na lei, nos processos que envolvam interesse 
público ou social, interesse de incapaz e em todos os processos de interesse das Fazendas 
Públicas Estadual e Municipal. (ERRADO. NCPC, Art. 178, Parágrafo único: A participação da 
Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público. O 
resto está certo.) 
D) No incidente de resolução de demandas repetitivas, o Ministério Público intervirá se o 
incidente versar sobre processos que contenham repetidamente controvérsia relativa a 
questão inserida no rol das hipóteses legais de intervenção do órgão. (ERRADO.) 
COMENTÁRIO: Art. 176 do CPC.: O Ministério Público atuará na defesa da ordem jurídica, do 
regime democrático e dos interesses e direitos sociais e individuais indisponíveis. 
Art. 177. O Ministério Público exercerá o direito de ação em conformidade com suas 
atribuições constitucionais. 
Art. 178. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como 
fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos 
processos que envolvam: 
I - interesse público ou social; 
II - interesse de incapaz; 
III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. 
Parágrafo único. A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de 
intervenção do Ministério Público. 
Art. 179. Nos casos de intervenção como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público: 
I - terá vista dos autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo; 
II - poderá produzir provas, requerer as medidas processuaispertinentes e recorrer. 
Art. 180. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que 
terá início a partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, § 1º. 
§ 1º Findo o prazo para manifestação do Ministério Público sem o oferecimento de parecer, o 
juiz requisitará os autos e dará andamento ao processo. 
§ 2º Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o Ministério Público. 
Art. 181. O membro do Ministério Público será civil e regressivamente responsável quando 
agir com dolo ou fraude no exercício de suas funções. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: Instituto UniFil. Órgão: Prefeitura de Sengés – PR. 
Conforme disposto no Código de Processo Civil – Do Ministério Público, analise as assertivas 
e assinale a alternativa correta. 
I. O Ministério Público exercerá o direito de ação em conformidade com suas atribuições 
constitucionais. (CERTO. Art. 177 do CPC.: O Ministério Público exercerá o direito de ação em 
conformidade com suas atribuições constitucionais.) 
II. O Ministério Público será intimado para, no prazo de 15 (quinze) dias, intervir como fiscal 
da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição Federal e nos processos 
que envolvam litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. (ERRADO. Ver 
comentário) 
III. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que terá 
início a partir de sua intimação pessoal. (CERTO. Art. 180 do CPC.: O Ministério Público 
gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos (desde que não tenha prazo 
específico próprio previsto em lei), que terá início a partir de sua intimação pessoal.) 
IV. O membro do Ministério Público será civil e regressivamente responsável quando agir com 
dolo ou fraude no exercício de suas funções. (CERTO. Art. 181 do CPC.: O membro do 
Ministério Público será civil e regressivamente responsável quando agir com dolo ou fraude 
no exercício de suas funções.) 
COMENTÁRIO: 
Sobre a II: 
Prazos próprios do Ministério Público: 
10 dias em mandado de segurança; 
15 dias em IRDR - demandas repetitivas - (art. 982, III); 
30 dias nos casos do Art. 178 do CPC.: O Ministério Público será intimado para, no prazo de 
30 (trinta) dias, intervir como fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na 
Constituição Federal e nos processos que envolvam: 
I - interesse público ou social; 
II - interesse de incapaz; 
III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou urbana. 
Parágrafo único do Art. 178 do CPC.: A participação da Fazenda Pública não configura, por si 
só, hipótese de intervenção do Ministério Público.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de São José dos Campos – SP. 
Prova para Analista em Gestão Municipal – Direito. 
Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, é correto afirmar que 
A) a intervenção do Ministério Público, como fiscal da lei, é obrigatória. (ERRADO: Art. 178. 
Parágrafo único do CPC.: A participação da Fazenda Pública não configura, por si só, 
hipótese de intervenção do Ministério Público.) 
B) se a sentença for proferida contra o Município que constitua capital do Estado e o valor da 
condenação for inferior a 100 (cem) salários mínimos, não se aplica o duplo grau de 
jurisdição. (ERRADO: Art. 496. §3º, II do CPC.: Não se aplica o disposto neste artigo quando a 
condenação ou o proveito econômico obtido na causa for de valor certo e líquido inferior a: 
I - 1.000 (mil) salários-mínimos para a União e as respectivas autarquias e fundações de 
direito público; 
II - 500 (quinhentos) salários-mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas 
autarquias e fundações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos 
Estados; 
III - 100 (cem) salários-mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e 
fundações de direito público.) 
C) as despesas dos atos processuais praticados a requerimento da Fazenda Pública, do 
Ministério Público ou da Defensoria Pública serão isentas de custas. (ERRADO: Art. 91 do 
CPC.: As despesas dos atos processuais praticados a requerimento da Fazenda Pública, do 
Ministério Público ou da Defensoria Pública serão pagas ao final pelo vencido.) 
D) a fixação dos honorários observará critérios de zelo profissional, lugar da prestação do 
serviço, natureza e importância da causa, trabalho realizado pelo procurador (não é 
procurador, é advogado) e o tempo exigido para o seu serviço, bem como um percentual legal 
a ser definido de acordo com o valor da condenação ou do proveito econômico obtido. 
(CERTO. Art. 85. §2º do CPC.: Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo 
de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo 
possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I - o grau de zelo do 
profissional; II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - 
o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.) Essa última parte 
sublinhada não tem na lei. 
E) serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública que 
enseje expedição de precatório, ainda que não tenha sido impugnada. (ERRADO: Art. 85, §7º 
do CPC.: Não serão devidos honorários no cumprimento de sentença contra a Fazenda 
Pública que enseje expedição de precatório, desde que não tenha sido impugnada.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: MPT. Órgão: MPT. Prova para Procurador do Trabalho. 
Analise as assertivas abaixo: 
I - O Ministério Público tem de ser intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como 
fiscal da ordem jurídica nas hipóteses previstas em lei ou na Constituição da República e nos 
processos que envolvam interesse público ou social, interesse de incapaz e litígios coletivos 
pela posse de terra rural ou urbana. Ressalte-se que a participação da Fazenda Pública não 
configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público. (CERTO. Art. 178 caput e 
seu parágrafo único do CPC. 
II - Nas hipóteses de intervenção obrigatória do Ministério Público como fiscal da ordem 
jurídica, caso não ocorra sua intimação, poderá ocorrer, ou não, nulidade processual. 
(CERTO. Art. 279 do CPC.: É nulo o processo quando o membro do Ministério Público não for 
intimado a acompanhar o feito em que deva intervir. § 2º A nulidade só pode ser decretada 
após a intimação do Ministério Público, que se manifestará sobre a existência ou a 
inexistência de prejuízo.) 
III - A parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem 
imputados, bem como a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo, nem 
acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de seu 
companheiro ou de parente em grau sucessível, nem que coloquem em perigo a vida do 
depoente, companheiro ou das pessoas em grau sucessível. Porém, essas disposições não 
são aplicáveis às ações de estado e de família. Os terceiros intervenientes como o 
denunciado à lide e o chamado ao processo também podem ter que prestar o depoimento 
pessoal. (CERTO. Art. 388 do CPC.: A parte não é obrigada a depor sobre fatos: I - criminosos 
ou torpes que lhe forem imputados; II - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar 
sigilo; III - acerca dos quais não possa responder sem desonra própria, de seu cônjuge, de 
seu companheiro ou de parente em grau sucessível; IV - que coloquem em perigo a vida do 
depoente ou das pessoas referidas no inciso III. Parágrafo único. Esta disposição não se 
aplica às ações de estado e de família.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Analista 
Ministerial – Direito. 
Quanto aos deveres e atos praticados pelo Ministério Público em processos,julgue o item 
que se segue. Caso o Ministério Público não seja intimado para feito no qual deveria intervir, 
o processo será nulo. 
CERTO. Art. 279 do CPC.: É nulo o processo quando o membro do Ministério Público não for 
intimado a acompanhar o feito em que deva intervir. § 2º A nulidade só pode ser decretada 
após a intimação do Ministério Público, que se manifestará sobre a existência ou a 
inexistência de prejuízo.) 
Art. 149 do CPC.: São auxiliares da Justiça, além de outros cujas atribuições sejam 
determinadas pelas normas de organização judiciária, o escrivão, o chefe de secretaria, o 
oficial de justiça, o perito, o depositário, o administrador, o intérprete, o tradutor, o mediador, 
o conciliador judicial, o partidor, o distribuidor, o contabilista e o regulador de avarias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2020. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: MPE-CE. Prova para Analista 
Ministerial – Direito. 
Quanto aos deveres e atos praticados pelo Ministério Público em processos, julgue o item 
que se segue. Os motivos de impedimento e suspeição referentes aos magistrados são 
aplicáveis também aos membros do Ministério Público. 
CERTO. Art. 148 do CPC.: Aplicam-se os motivos de impedimento e de suspeição: 
I - ao membro do Ministério Público; 
II - aos auxiliares da justiça; 
III - aos demais sujeitos imparciais do processo. 
§ 1º A parte interessada deverá arguir o impedimento ou a suspeição, em petição 
fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos 
autos. 
§ 2º O juiz mandará processar o incidente em separado e sem suspensão do processo (A 
suspenção do processo ocorrerá somente em caso de suspeição ou impedimento do juiz), 
ouvindo o arguido no prazo de 15 (quinze) dias e facultando a produção de prova, quando 
necessária. 
§ 3º Nos tribunais, a arguição a que se refere o § 1º será disciplinada pelo regimento interno. 
§ 4º O disposto nos §§ 1º e 2º não se aplica à arguição de impedimento ou de suspeição de 
testemunha. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FAFIPA. Órgão: Prefeitura de Foz do Iguaçu – PR. Prova: para 
Procurador do Município Júnior. 
Sobre as peculiaridades envolvendo a Fazenda Pública Municipal em juízo, considere as 
proposições abaixo, relativas aos prazos, citações e intimações, partes e procuradores e 
execução contra a fazenda pública: 
I. O Município tem o benefício de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais, exceto quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para o ente 
público. (CERTO) 
II. O Município é obrigado a manter cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, 
para efeito de recebimento de citações e intimações, as quais serão efetuadas 
preferencialmente por esse meio. (CERTO: Art. 246. §1º Com exceção das microempresas e 
das empresas de pequeno porte, as empresas públicas e privadas são obrigadas a manter 
cadastro nos sistemas de processo em autos eletrônicos, para efeito de recebimento de 
citações e intimações, as quais serão efetuadas preferencialmente por esse meio. §2º O 
disposto no §1º aplica-se à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e às 
entidades da administração indireta.) 
III. A sentença que condenar o réu a pagar à Fazenda Pública valor equivalente a 5.000 (cinco 
mil) salários mínimos de indenização, também deverá condená-lo a pagar honorários de 
sucumbência ao advogado do vencedor entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 
20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. (ERRADO: Art. 85. § 3º Nas causas em 
que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os critérios 
estabelecidos nos incisos I a IV do § 2º e os seguintes percentuais: III - mínimo de cinco e 
máximo de oito por cento sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido 
acima de 2.000 (dois mil) salários-mínimos até 20.000 (vinte mil) salários-mínimos.) 
IV. Na execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda Pública será citada para opor 
embargos à execução em 30 (trinta) dias, caso em que poderá alegar qualquer matéria que lhe 
seria lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento. (CERTO: Art. 910. Na 
execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda Pública será citada para opor embargos 
em 30 (trinta) dias. § 2º Nos embargos, a Fazenda Pública poderá alegar qualquer matéria que 
lhe seria lícito deduzir como defesa no processo de conhecimento.) 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: Big Advice. Órgão: Prefeitura de Parisi – SP. Prova para 
Procurador Jurídico. 
Assinale a alternativa que corresponde ao princípio em que o juiz somente poderá emitir 
provimento jurisdicional sobre o que foi pleiteado: 
A) Princípio do Interesse. 
B) Princípio da Utilidade. 
C) Princípio da Convalidação. 
D) Princípio da Transcendência. 
E) Princípio da Congruência. (GABARITO. Ou princípio da adstrição) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: MPE-SC. Órgão: MPE-SC. Prova: para Promotor de Justiça. 
Atendendo os princípios processuais da cooperação e da vedação da decisão surpresa, é 
vedado ao juiz determinar a oitiva de testemunha independentemente de requerimento de 
qualquer das partes, de terceiros ou do Ministério Público. 
ERRADO. Art. 461 do CPC.: O juiz pode ordenar, de ofício ou a requerimento da parte: 
I - a inquirição de testemunhas referidas nas declarações da parte ou das testemunhas; 
II - a acareação de 2 (duas) ou mais testemunhas ou de alguma delas com a parte, quando, 
sobre fato determinado que possa influir na decisão da causa, divergirem as suas 
declarações. 
Sobre o juiz, você precisa decorar para o seu concurso: 
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe: 
I - assegurar às partes igualdade de tratamento; 
II - velar pela duração razoável do processo; 
III - prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça e indeferir postulações 
meramente protelatórias; 
IV - determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias 
necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que 
tenham por objeto prestação pecuniária; 
V - promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de 
conciliadores e mediadores judiciais; 
VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, 
adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do 
direito; 
VII - exercer o poder de polícia, requisitando, quando necessário, força policial, além da 
segurança interna dos fóruns e tribunais; 
VIII - determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das partes, para inquiri-las 
sobre os fatos da causa, hipótese em que não incidirá a pena de confesso; 
IX - determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios 
processuais; 
X - quando se deparar com diversas demandas individuais repetitivas, oficiar o Ministério 
Público, a Defensoria Pública e, na medida do possível, outros legitimados a que se referem o 
art. 5º da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985 , e o art. 82 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 
1990 , para, se for o caso, promover a propositura da ação coletiva respectiva. 
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada 
antes de encerrado o prazo regular. 
Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do 
ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei. 
Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe vedado 
conhecer de questões não suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte. 
Art. 142. Convencendo-se, pelas circunstâncias, de que autor e réu se serviram do processopara praticar ato simulado ou conseguir fim vedado por lei, o juiz proferirá decisão que 
impeça os objetivos das partes, aplicando, de ofício, as penalidades da litigância de má-fé. 
Art. 143. O juiz responderá, civil e regressivamente, por perdas e danos quando: 
I - no exercício de suas funções, proceder com dolo ou fraude; 
II - recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar de ofício ou a 
requerimento da parte. 
Parágrafo único. As hipóteses previstas no inciso II somente serão verificadas depois que a 
parte requerer ao juiz que determine a providência e o requerimento não for apreciado no 
prazo de 10 (dez) dias. 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FEPESE. Órgão: Prefeitura de Lages – SC. Provas para 
Procurador. 
Assinale a alternativa correta sobre a advocacia pública. 
A) Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o ente público. (GABARITO. Art. 180, § 2º do CPC.: Não se aplica 
o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma expressa, prazo próprio 
para o ente público.) 
B) A Advocacia Pública não goza do benefício da intimação pessoal. (ERRADO. Art. 183 do 
CPC.: A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. A advocacia pública, 
como defende os entes públicos, gozará de prazo em dobro.) 
C) A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios gozarão de prazo em dobro para 
contestar e em quádruplo para recorrer de todas as suas manifestações processuais, cuja 
contagem terá início a partir da intimação pessoal. (ERRADO. Art. 183, CAPUT do CPC.) 
D) O membro da Advocacia Pública não poderá ser responsabilizado civilmente, mesmo 
quando demonstrado que agiu com dolo ou fraude no exercício de suas funções. (ERRADO. 
Art. 184 do CPC.: O membro da Advocacia Pública será civil e regressivamente responsável 
quando agir com dolo ou fraude no exercício de suas funções) 
E) Incumbe à Advocacia Pública, por meio da representação judicial, defender e promover os 
interesses públicos, em todos os âmbitos federativos, unicamente das pessoas jurídicas de 
direito público que integram a administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios. (ERRADO. Art. 182 do CPC.: Incumbe à Advocacia Pública, na forma da lei, 
defender e promover os interesses públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, por meio da representação judicial, em todos os âmbitos federativos, das 
pessoas jurídicas de direito público que integram a administração direta e indireta.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: MPE-RJ. Prova para Estágio Forense. 
João, com 21 anos de idade, através de seu procurador, propôs ação de indenização em face 
do Município do Rio de Janeiro, sob o fundamento de que o veículo de propriedade deste 
abalroou o seu, causando-lhe prejuízos materiais. Nesse contexto, o julgador 
A) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 30 dias, como fiscal da 
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda; 
B) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 60 dias, como fiscal da 
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda; 
C) pode deixar de intimar o Ministério Público, uma vez que a qualidade das partes da 
demanda não configura hipótese de sua intervenção obrigatória; (GABARITO) 
D) pode intimar o Ministério Público para atuar no feito, que não terá prazo peremptório para 
se manifestar, uma vez que a ausência de sua manifestação será causa de nulidade; 
E) deve intimar o Ministério Público, que atuará no polo passivo da demanda, em 
litisconsórcio com o Município. 
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https://www.youtube.com/watch?v=_JBEOZBPpWM
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: MPE-GO. Órgão: MPE-GO. Prova para Promotor de Justiça. 
(Reduzida e adaptada) 
Conforme lição de Fredie Didier Júnior e Hermes Zaneti Júnior, existem, na doutrina, quatro 
posições referentes à legitimidade do Ministério Público para a tutela dos interesses 
individuais homogêneos. Sobre o assunto, é correto afirmar que segundo a teoria ampliativa 
eclética ou mista, o Ministério Público teria legitimidade para a defesa dos direitos individuais 
homogêneos indisponíveis e disponíveis, sendo que no segundo caso - disponíveis - restrito 
àqueles que esteja identificada alguma relevância social. 
CERTO. É essa a teoria que vale para o STJ e para o STF. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: VUNESP. Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP. 
Prova para Assistente Jurídico. 
É correto afirmar que o membro da Advocacia Pública será civil 
A) e solidariamente responsável quando agir com dolo ou culpa no exercício de suas funções. 
B) e progressivamente responsável quando agir com culpa ou fraude no exercício de suas 
funções. 
C) e exclusivamente responsável quando agir com dolo, culpa ou fraude no exercício de suas 
funções. 
D) e regressivamente responsável quando agir com dolo ou fraude no exercício de suas 
funções. (GABARITO) 
E) e subsidiariamente responsável quando agir com dolo ou culpa no exercício de suas 
funções. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-AL. Prova para Técnico Judiciário - Área 
Judiciária. 
Atuando no processo civil, como fiscal da ordem jurídica, o Ministério Público: 
A) não poderá opinar, quanto ao mérito da causa, desfavoravelmente à parte incapaz; 
B) não poderá produzir provas, devendo aguardar a iniciativa das partes nesse sentido; 
C) terá legitimidade recursal; (GABARITO) 
D) será considerado intimado com a publicação dos provimentos jurisdicionais no órgão 
oficial; 
E) deverá intervir sempre que a Fazenda Pública seja uma das partes. 
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https://www.youtube.com/watch?v=_JBEOZBPpWM
 
PROCESSO – PARTE 2 – SUJEITOS PROCESSUAIS. 
PLURALIDADE DE PARTES: LITISCONSÓRCIO. 
Litisconsórcio é quando há pluralidade de partes no mesmo processo. 
É defendida pelo CPC para o interesse da celeridade e da economia processual, para não inchar a 
máquina pública com vários processos, além de proporcionar segurança jurídica, na medida em que 
a lide será julgada pelo mesmo juiz, impedindo uma desigualdade de tratamento ou decisões 
contraditórias. 
 
O litisconsórcio ativo é a pluralidade no polo ativo (pluralidade de autores). 
O litisconsórcio passivo é a pluralidade no polo passivo (pluralidade de réus). 
O litisconsórcio misto é a pluralidade tanto de autores quanto de réus. 
O Litisconsórcio inicial/original (é a regra) é aquele que já é formado na propositura da ação. 
O litisconsórcio posterior/ulterior/incidental (é a exceção) é aquele que é formado depois de já estar 
formada a relação jurídica processual - aqui há um acréscimo de partes após ter iniciado o processo. 
Acontece em caso de sucessão processual, que é quando o filho assume o lugar do pai que morreu. 
Seja autor seja réu. Acontece também em casos em que há conexão de ações. A terceira hipótese 
de litisconsórcio posterior é quando há intervenção de terceiros. Só essas 3 hipóteses são 
permitidas, porque a regra é o litisconsórcio inicial. 
O litisconsórcio facultativo é quando a formação do litisconsórcio não for obrigatória (Art. 113 do 
CPC). 
O litisconsórcio necessário/obrigatório é quando a formação do litisconsórcio for obrigatória (Art. 114 
do CPC.) A obrigatoriedade da formação do litisconsórcio pode vir de uma disposição de lei, ou 
quando pela natureza controvertida da relação jurídica. Exemplos de litisconsórcio obrigatório devido 
disposição em lei: Ações em que se discute propriedade de imóveis quando há imóveis de 
propriedade de uma pessoa queseja casada. Outro exemplo é em ações possessórias, que exige a 
citação de todos os envolvidos. Agora um exemplo de litisconsórcio obrigatório devido à natureza 
controvertida da relação jurídica é a dissolução de uma sociedade, em que um dos sócios propõe 
uma ação para dissolver uma sociedade, e aí é necessário que ele chame para compor o polo 
passivo do processo, todos os outros sócios. 
 
Outra definição muito importante é a de “Litisconsórcio simples” e do “Litisconsórcio unitário”. As 
duas definições se referem quanto a decisão do juiz. No litisconsórcio unitário, obrigatoriamente, 
todos os litisconsortes terão a mesma decisão da sentença do juiz. Já nos litisconsórcios simples, há 
a possibilidade de um juiz decidir uma coisa para um litisconsorte e outra para outro litisconsorte. 
Um exemplo de litisconsorte unitário é decisão que verse sobre uma ação de anulação de 
casamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 113 do CPC.: Duas ou mais pessoas podem (ou seja, facultativo) litigar, no mesmo 
processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando: 
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; 
II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir; 
III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. 
§ 1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de 
conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida 
solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença. (Litisconsórcio 
multitudinário. O litisconsórcio multitudinário é aquele em que se tem várias pessoas no 
mesmo polo. É muito comum isso em acidente aéreo. Todos os familiares das vítimas que 
morreram em um acidente aéreo poderiam entrar com ação contra a companhia de avião, mas 
isso comprometeria a celeridade do processo e/ou dificultaria a defesa ou o cumprimento da 
sentença.) 
§ 2º O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que 
recomeçará da intimação da decisão que o solucionar. 
Art. 114 do CPC.: O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela 
natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de 
todos que devam ser litisconsortes. 
Art. 115 do CPC.: A sentença de mérito, quando proferida sem a integração do contraditório, 
será: 
I - nula, se a decisão deveria ser uniforme em relação a todos que deveriam ter integrado o 
processo; 
II - ineficaz, nos outros casos (litisconsórcio simples), apenas para os que não foram citados. 
Parágrafo único. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor 
que requeira a citação de todos que devam ser litisconsortes, dentro do prazo que assinar, 
sob pena de extinção do processo. (um exemplo de litisconsórcio passivo necessário é uma 
pessoa participante de uma sociedade que propõe uma ação para dissolução da sociedade 
frente aos outros sócios. Neste caso, há a necessidade de o autor requerer a citação de todos 
os sócios no polo passivo) 
Art. 116 do CPC.: O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o 
juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes. (o contrário disso 
é o litisconsórcio simples/comum, que é aquele que o juiz poderá decidir de maneira 
específica para cada parte da ação) 
Art. 117 do CPC.: Os litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte 
adversa, como litigantes distintos, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as 
omissões de um não prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar. 
Art. 118 do CPC.: Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, e 
todos devem ser intimados dos respectivos atos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PR. Prova para Analista de 
Controle. 
Maria e Fernanda são servidoras de determinado órgão público e, em litisconsórcio ativo, 
propuseram demanda judicial para a obtenção de vantagem pecuniária supostamente devida 
em razão do cargo que cada uma delas ocupa. Nessa situação hipotética, tem-se um 
litisconsórcio classificado como 
A) facultativo e comum. (GABARITO) 
B) facultativo e unitário. 
C) multitudinário. 
D) necessário e comum. 
E) necessário e unitário. 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TRE-PE. Prova para Analista 
Judiciário - Área Judiciária. 
João e José, residentes em Recife – PE, foram vítimas de acidente automobilístico provocado 
por Pedro, maior e capaz, domiciliado em Olinda – PE. As vítimas impetraram ações 
indenizatórias individuais em 10/3/2016, ambas no juízo de Recife – PE. Nessa situação 
hipotética, 
A) caso Pedro oponha incidente de exceção de incompetência relativa após a entrada em 
vigor do novo CPC, o juiz deverá declinar da competência. (ERRADO. Incompetência relativa 
deve ser alegada na contestação, como preliminar (CPC, 64). Em se tratando de acidente de 
veículo a competência é do domicílio do autor ou do local do fato (CPC, 53, V).) 
B) João e José poderiam optar por ingressar em litisconsórcio ativo e, nesse caso, seriam 
considerados como litigantes distintos em suas relações com Pedro. (GABARITO. Art. 117. Os 
litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte adversa, COMO LITIGANTES 
DISTINTOS, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não 
prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar. Percebe-se que, no caso em tela, não 
pode se falar em litisconsórcio unitário. haja visto, analisando abstratamente o caso, vê-se 
que o juiz pode resolver o litígio de maneiras distintas pra ambos autores. Exemplo: indenizar 
um autor com 100 mil reais e a outro com 80 mil reais. independente de no caso concreto o 
juiz ter indenizado os dois com a mesma quantia em dinheiro.) 
C) se as ações forem distribuídas para juízos distintos, os processos deverão ser reunidos 
em razão da existência de continência. (Errado. Trata-se de conexão: causa de pedir comum 
(CPC, 55).) 
D) ambos os processos devem seguir o rito ordinário, porquanto o procedimento sumário foi 
extinto no novo CPC. E a citação de Pedro deve ocorrer por mandado, por meio de oficial de 
justiça. (ERRADO. Os processos devem seguir o rito sumário (CPC/73, 275, II, "d"), pois a 
ação foi ajuizada antes de 18/03/2016, início da vigência do CPC/2015.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: FUNPRESP-EXE. Prova de 
Especialista - Área Jurídica. 
O litisconsórcio do tipo unitário ocorre quando um bem jurídico pertence, ao mesmo tempo, a 
mais de uma pessoa, o que gera pluralidade de sujeitos no polo ativo da relação processual. 
ERRADO. Art. 116 do CPC.: O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação 
jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes. (ou 
seja, a mesma decisão para todos os participantes do litisconsórcio.) 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: IBFC. Órgão: EBSERH. Prova: de Advogado (HU-FURG). 
Considere as disposições do código de processo civil e assinale a alternativa correta sobre a 
espécie de litisconsórcio que o juiz não poderá limitar o quanto ao número de litigantes, 
quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa. 
A) Litisconsórcio passivo. 
B) Litisconsórcio necessário. (GABARITO) 
C) Litisconsórcio simples. 
D) Litisconsórcio facultativo. 
E) Litisconsórcio ulterior. 
COMENTÁRIO: Art. 113, § 1º do CPC.: O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto 
ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, 
quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento 
da sentença. (Litisconsórcio multitudinário) 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FCC. Órgão: Prefeiturade Campinas – SP. Prova de 
Procurador. 
Quanto ao litisconsórcio, é correto afirmar: 
A) O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação 
jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser 
litisconsortes. (GABARITO. Art. 114 do CPC.: O litisconsórcio será necessário por disposição 
de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença 
depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.) 
B) Os litisconsortes sempre serão considerados, em suas relações com a parte adversa, 
como litigantes únicos, motivo pelo qual os atos e omissões de um não prejudicarão nem 
poderão beneficiar os demais. (ERRADO. Art. 117 do CPC.: Os litisconsortes serão 
considerados, em suas relações com a parte adversa, como litigantes distintos, exceto no 
litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros, 
mas os poderão beneficiar.) 
C) O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes, somente 
na fase de conhecimento, quando esse número comprometer a rápida solução do litígio ou 
dificultar a defesa. (ERRADO. Art. 113 do CPC.: § 1º O juiz poderá limitar o litisconsórcio 
facultativo quanto ao número de litigantes na fase de conhecimento, na liquidação de 
sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a 
defesa ou o cumprimento da sentença. § 2º O requerimento de limitação interrompe o prazo 
para manifestação ou resposta, que recomeçará da intimação da decisão que o solucionar.) 
D) Se um dos litisconsortes passivos contestar a ação, esse fato não obstará a ocorrência 
dos efeitos da revelia em relação a quem não a contestou. (ERRADO. Não ocorrerá os efeitos 
da revelia se, havendo pluralidade de reús, um deles contestar a ação. É interessante que aqui 
não citou se é litisconsórcio unitário ou simples, então entende-se que é para qualquer 
espécie de litisconsórcio.) 
E) Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, mas somente 
quem pleiteou o andamento será intimado do ato respectivo. (ERRADO. Art. 118 do CPC.: 
Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, e todos devem ser 
intimados dos respectivos atos.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TCE-PA. Prova de Auditor de 
Controle Externo – Procuradoria. 
Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios distintos, terão prazos 
contados em dobro, incluindo os referentes a processos em autos eletrônicos. 
ERRADO. 
Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia 
distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer 
juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. 
§ 1º Cessa a contagem do prazo em dobro se, havendo apenas 2 (dois) réus, é oferecida 
defesa por apenas um deles. 
§ 2º Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: CONSULTEC. Órgão: Prefeitura de Ilhéus – BA. Prova de 
Procurador. 
Com relação a litisconsórcio, é incorreto afirmar: 
A) Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa e 
passivamente, em suas relações com a parte adversa, como litigantes distintos, caso em que 
os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros. (GABARITO. A afirmação está 
errada porque não é “e”, mas “ou”. Art. 113 do CPC.: Duas ou mais pessoas podem litigar, no 
mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente.) 
B) Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou 
passivamente, quando entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações 
relativamente à lide. 
C) Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou 
passivamente, quando entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir. 
D) Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou 
passivamente, quando ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. 
E) Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, e todos devem ser 
intimados dos respectivos atos. 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: IBADE. Órgão: Prefeitura de Itapemirim – ES. Prova para 
Auditor Público Interno - Área Jurídica. 
Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou 
passivamente (litisconsórcio). Segundo o Código de Processo Civil em vigor, o litisconsórcio 
será necessário por disposição de lei ou quando: 
A) for inexigível que todos os litisconsortes sejam intimados dos atos processuais. 
B) pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para 
todos os litisconsortes. 
C) pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação 
de todos que devam ser litisconsortes. (GABARITO) 
D) todos os litisconsortes sucumbentes recorrerem da sentença. 
E) todos os litisconsortes sucumbentes trocarem de procurador durante o processo. 
COMENTÁRIO: Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, 
pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de 
todos que devam ser litisconsortes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: VUNESP. Órgão: TJ-SP. Prova para Juiz Substituto. 
Haverá litisconsórcio necessário 
A) passivo, entre os cônjuges, na ação fundada em obrigação contraída por um deles, em 
proveito da família. (CERTO. Dispõe o art. 73, §1º, III, do CPC/15, que "ambos os cônjuges 
serão necessariamente citados para a ação fundada em dívida contraída por um dos cônjuges 
a bem da família". A citação de ambos os cônjuges é obrigatória justamente porque os efeitos 
da decisão proferida pelo juízo recairá sobre eles, conjuntamente. Os cônjuges serão citados 
para compor o polo passivo da demanda. Trata-se de uma hipótese de litisconsórcio 
necessário passivo por exigência de lei) 
B) ativo, entre os cônjuges, na ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo se casados 
sob regime de separação absoluta de bens. (ERRADO. De início, cumpre esclarecer que o 
ordenamento jurídico não admite a obrigatoriedade do litisconsórcio ativo. Isso porque não é 
admissível que uma pessoa seja obrigada a litigar, ou seja, a propor uma demanda em face de 
outra. Havendo obrigatoriedade de litisconsórcio, esse será sempre passivo e nunca ativo. 
Ademais, é preciso notar que o art. 73, caput, do CPC/15, dispõe que "o cônjuge necessitará 
do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo 
quando casados sob o regime de separação absoluta de bens". Note-se que o dispositivo 
legal exige o consentimento do cônjuge e não que o cônjuge passe a integrar a ação na 
qualidade de autor.) 
C) sempre que ele for unitário. (ERRADO. Embora essa seja a regra quando pensamos nas 
hipóteses de litisconsórcio, ela comporta exceções. Isso porque, tratando-se de litisconsórcio 
unitário passivo, haverá obrigatoriedade em sua formação, ou seja, este litisconsórcio será, 
também, necessário; porém, tratando-se de litisconsórcio unitário ativo, não se poderá impor 
a necessariedade, haja vista a impossibilidade de se obrigar alguém a compor o polo ativo de 
uma demanda, ou seja, de litigar em face de outrem. É o que explica a doutrina) 
D) entre alienante e adquirente quando ocorrer a alienação de coisa ou de direito litigioso. 
(ERRADO. Nesse caso o litisconsórcio será facultativo) 
COMENTÁRIO: Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação 
que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação 
absoluta de bens. 
§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: 
I - que verse sobre direito real imobiliário, salvo quando casados sobo regime de separação 
absoluta de bens; 
II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; 
III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; 
IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre 
imóvel de um ou de ambos os cônjuges. 
§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é 
indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. 
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo à união estável comprovada nos autos. 
Art. 74. O consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for 
negado por um dos cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo. 
Parágrafo único. A falta de consentimento, quando necessário e não suprido pelo juiz, 
invalida o processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2016. Banca: FUNDATEC. Órgão: Prefeitura de Porto Alegre – RS. Prova para 
Procurador Municipal - Bloco I. 
Considerando a disciplina do litisconsórcio prevista no Código de Processo Civil (Lei nº 
13.105/15), assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, do mesmo escritório de advocacia, 
não terão os prazos contados em dobro para as suas manifestações. (AFIRMAÇÃO 
CORRETA. art. 229, caput, do CPC/15: Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, 
de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas 
manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento.) 
B) O litisconsórcio facultativo pode ser limitado por decisão do juiz da causa quando o 
número de litigantes comprometer a rápida solução do litígio ou dificultar a defesa ou o 
cumprimento da sentença. (AFIRMAÇÃO CERTA. É o que dispõe o art. 113, §1º, do CPC/15: O 
juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de 
conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida 
solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença.) 
C) No litisconsórcio unitário, os atos e as omissões de um não prejudicarão os outros, mas os 
poderão beneficiar. (AFIRMAÇÃO CERTA. É o que dispõe o art. 117, do CPC/15: Os 
litisconsortes serão considerados, em suas relações com a parte adversa, como litigantes 
distintos, exceto no litisconsórcio unitário, caso em que os atos e as omissões de um não 
prejudicarão os outros, mas os poderão beneficiar) 
D) No litisconsórcio necessário, havendo desinteresse de um dos litisconsortes na realização 
da audiência de conciliação e mediação, esta não será realizada. (GABARITO, PORQUE É 
UMA AFIRMAÇÃO INCORRETA. Dispõe o art. 334, §6º, do CPC/15, que havendo litisconsórcio, 
o desinteresse na realização da audiência (de conciliação ou mediação) deve ser manifestado 
por todos os litisconsortes.) 
E) Quando houver litisconsórcio, o recurso interposto por um dos litisconsortes a todos 
aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses. (AFIRMAÇÃO CORRETA. É o que 
dispõe, expressamente, o art. 1.005, caput, do CPC/15: O recurso interposto por um dos 
litisconsortes a todos aproveita, salvo se distintos ou opostos os seus interesses.) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2017. Banca: IBFC. Órgão: TJ-PE. Prova para Técnico Judiciário - Função 
Judiciária. 
Sobre o litisconsórcio em Direito Processual Civil, analise os itens abaixo: 
I. O litisconsórcio é um fenômeno que ocorre quando duas ou mais pessoas se encontram no 
mesmo polo do processo, caracterizando uma cumulação subjetiva. (CERTO. Essa é a 
definição de litisconsórcio: a cumulação de sujeitos em um dos polos da ação, sendo 
denominado de litisconsórcio ativo quando figurar mais de um autor, de litisconsórcio 
passivo quando figurar mais de um réu e de litisconsórcio misto quando houver mais de um 
autor e mais de um réu. Essa cumulação pode ocorrer na ação por três motivos: quando "I - 
entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide; II - entre as 
causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir; III - ocorrer afinidade de questões 
por ponto comum de fato ou de direito" (art. 113, CPC/15).) 
II. Não ocorrerá litisconsórcio quando da ocorrência de afinidade de questões por ponto 
comum de fato ou de direito. (ERRADO, conforme o comentário da afirmativa I) 
III. Cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo, cabendo ao juízo, 
obrigatoriamente, intimar todos sobre os respectivos atos, sob pena de ferimento do princípio 
do contraditório. (CERTO. Art. 118, do CPC/15: Cada litisconsorte tem o direito de promover o 
andamento do processo, e todos devem ser intimados dos respectivos atos.) 
IV. Nos casos de litisconsórcio passivo necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a 
citação de todos que devam ser litisconsortes, se assim não o fizer, o processo será extinto. 
(CERTO. Art. 115, parágrafo único, do CPC/15: Nos casos de litisconsórcio passivo 
necessário, o juiz determinará ao autor que requeira a citação de todos que devam ser 
litisconsortes, dentro do prazo que assinar, sob pena de extinção do processo.) 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: TJ-CE. Prova para Técnico Judiciário - Área 
Judiciária. 
Tendo ajuizado uma ação que versa sobre direito real imobiliário, o seu autor deixou de 
apresentar o consentimento do cônjuge, que estava hospitalizado e inconsciente. Sendo 
ambos casados pelo regime da comunhão universal de bens, deve o juiz: 
A) proceder ao juízo positivo de admissibilidade da ação, não sendo exigível a vênia conjugal 
para a propositura da ação; 
B) suprir o consentimento faltante, dada a impossibilidade física do cônjuge de concedê-lo; 
C) determinar a suspensão do processo até que o cônjuge possa oferecer o consentimento; 
D) extinguir o feito sem análise do mérito, pois a ausência da vênia conjugal inviabiliza o 
regular exercício do direito de ação; 
E) determinar o encaminhamento do feito ao Ministério Público 
GABARITO: B. 
COMENTÁRIO 1: O Art. 73 e o 74 são casos de litisconsórcio necessário. 
COMENTÁRIO 2: Dispõe o art. 73, caput, do CPC/15, que "o cônjuge necessitará do 
consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real imobiliário, salvo 
quando casados sob o regime de separação absoluta de bens". A fim de abarcar situações 
excepcionais, o art. 74, caput, do mesmo diploma legal, dispõe, em seguida, que "o 
consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for negado por um 
dos cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: Instituto Excelência. Órgão: Prefeitura de São Luís do 
Paraitinga – SP. Prova para Advogado. 
No Brasil, as pessoas casadas sofrem uma restrição da sua capacidade para propor 
determinados tipos de ação, de maneira que sua capacidade precisa ser integrada pelo 
consentimento do cônjuge (outorga uxória ou marital). A restrição recai nas ações que 
versam sobre direito real em bem imóvel. Caso não seja trazida a outorga do cônjuge, não 
haverá plena capacidade, faltando o pressuposto processual de: 
A) eficácia, que enseja a inexistência processual. 
B) validade, que enseja a ineficácia processual. 
C) eficácia, que enseja a ineficácia processual. 
D) validade, que enseja a nulidade processual. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: CPC, Art. 74, parágrafo único: A falta de consentimento, quando necessário e 
não suprido pelo juiz, invalida o processo. 
COMENTÁRIO 2: O Art. 73 e o 74 são casos de litisconsórcio necessário. 
 
Art. 73. O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre 
direito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens. 
§ 1º Ambos os cônjuges serão necessariamente citados para a ação: 
I - que verse sobredireito real imobiliário, salvo quando casados sob o regime de separação 
absoluta de bens; 
II - resultante de fato que diga respeito a ambos os cônjuges ou de ato praticado por eles; 
III - fundada em dívida contraída por um dos cônjuges a bem da família; 
IV - que tenha por objeto o reconhecimento, a constituição ou a extinção de ônus sobre 
imóvel de um ou de ambos os cônjuges. 
§ 2º Nas ações possessórias, a participação do cônjuge do autor ou do réu somente é 
indispensável nas hipóteses de composse ou de ato por ambos praticado. 
§ 3º Aplica-se o disposto neste artigo à união estável comprovada nos autos 
Art. 74. O consentimento previsto no art. 73 pode ser suprido judicialmente quando for 
negado por um dos cônjuges sem justo motivo, ou quando lhe seja impossível concedê-lo. 
Parágrafo único. A falta de consentimento, quando necessário e não suprido pelo juiz, 
invalida o processo. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Oficial da Infância e Juventude. 
Tendo apurado que uma criança de 5 anos de idade vem sendo vítima de crimes sexuais 
reiteradamente praticados pelo pai, e que, por sua vez, a mãe havia abandonado o lar, o 
Ministério Público ajuizou ação de perda do poder familiar em face de ambos os genitores. 
Nesse caso, está-se diante de um litisconsórcio: 
A) ativo, necessário e unitário; 
B) ativo, facultativo e unitário; 
C) passivo, facultativo e unitário; 
D) passivo, necessário e simples; 
E) passivo, facultativo e simples. (GABARITO) 
COMENTÁRIO: Ver a partir de 1:07:47 deste vídeo aqui (não precisa ver o vídeo) 
COMENTÁRIO 2: Dicionário: 
Passivo: quando há mais de um réu. 
Ativo: quando há mais de um autor. 
Facultativo: É o contrário de necessário. Acontece quando os réus não precisam figurar 
juntos na mesma ação. 
Simples: A decisão do Juiz pode ser uma para um réu e outra para outro réu. 
 
 
 
https://youtu.be/_JBEOZBPpWM
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-AL. Prova para Analista Judiciário - Oficial de 
Justiça Avaliador. 
O Ministério Público ajuizou ação de anulação do casamento em face dos irmãos João e 
Maria. João conhecia o referido impedimento, pois sabia que Maria era sua irmã. Todavia, esta 
desconhecia completamente o grau de parentesco entre eles. Nesse sentido, a ação deverá 
ser proposta: 
A) em litisconsórcio passivo, originário, necessário e simples; 
B) em litisconsórcio passivo, eventual, necessário e comum; 
C) em litisconsórcio passivo, originário, necessário e unitário; (GABARITO) 
D) em litisconsórcio passivo, originário, facultativo e unitário; 
E) apenas em face de João, eis que somente este estava com má-fé. 
COMENTÁRIO: Ver a partir de 1:14:29 deste vídeo aqui (não precisa ver o vídeo) 
COMENTÁRIO 2: Litisconsórcio originário é que já inicia a ação com litisconsórcio. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-AL. Prova: FGV - 2018 - TJ-AL - Analista 
Judiciário - Área Judiciária. 
No tocante à alienação de coisa litigiosa, por ato entre vivos e a título particular, é correto 
afirmar que: 
A) pode dar azo à substituição processual, do alienante pelo adquirente, caso assim consinta 
a parte contrária; 
B) o adquirente poderá intervir no processo como assistente simples; 
C) não altera a legitimidade dos litigantes, ressalvada a hipótese de consentimento da parte 
contrária; (GABARITO) 
D) os limites subjetivos da coisa julgada material não alcançam o adquirente, se este não tiver 
participado do processo; 
E) o alienante deverá promover a denunciação da lide em relação ao adquirente. 
COMENTÁRIO: Ver a partir de 1:16:46 deste vídeo aqui (precisa ver o vídeo pra entender) 
COMENTÁRIO 2: Art. 109. A alienação da coisa ou do direito litigioso por ato entre vivos, a 
título particular, não altera a legitimidade das partes. 
§ 1º O adquirente ou cessionário não poderá ingressar em juízo, sucedendo o alienante ou 
cedente, sem que o consinta a parte contrária. 
§ 2º O adquirente ou cessionário poderá intervir no processo como assistente litisconsorcial 
do alienante ou cedente. 
§ 3º Estendem-se os efeitos da sentença proferida entre as partes originárias ao adquirente 
ou cessionário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/_JBEOZBPpWM
https://youtu.be/_JBEOZBPpWM
 
PROCESSO – PARTE 2 - SUJEITOS PROCESSUAIS. 
INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. 
É a possibilidade de trazer alguém de fora do processo para o processo, em razão de alguma 
obrigatoriedade ou em razão de alguma situação que seja mais conveniente principalmente em 
razão da economia processual. A intervenção de terceiros pode se dar de maneira 
provocada/forçada ou de forma voluntária. 
Provocada/forçadas: quando alguém de dentro do processo traz essa pessoa de fora do processo 
para dentro. 
Voluntária: quando a pessoa está fora do processo, mas entra no processo por vontade própria. 
As intervenções voluntárias são: Assistência e Amicus Curiae. 
As intervenções provocadas/forçadas são: denunciação da lide, chamamento ao processo, incidente 
de desconsideração da personalidade jurídica. 
 
O terceiro vai se tornar SUJEITO do processo sempre (porque sujeito é toda pessoa que tem uma 
relação direta ou indireta com o processo), mas ele pode ou não se tornar PARTE do processo 
(porque PARTE é somente o autor e o réu). Ele só não vai se tornar parte na assistência simples e 
no amicus curiae. 
 
Existem 5 modalidades de intervenção de terceiros: 
Assistência (Art. 119-124); 
Denunciação da lide (Art. 125-129); 
Chamamento ao processo (Art. 130-132); 
Incidente de desconsideração da Personalidade Jurídica (Art. 133-137); 
Amicus Curiae (Art. 138) 
Os dois últimos são novidades do CPC de 2015! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA: Os professores WAMBIER e TALAMINI trazem um conceito de assistência para o 
processo civil. Eles dizem o seguinte: “Na assistência (simples), o terceiro, assistente, ingressa no 
processo com o fim de auxiliar uma das partes, o assistido, a obter vitória no processo”. 
Esse conceito genérico estabelece para nós que o terceiro é aquele que vai ingressar no processo (o 
assistente), com o fim de auxiliar uma das partes a obter vitória naquele processo. Isso porque esse 
terceiro tem um interesse jurídico naquela relação jurídica do assistido. 
A assistência (simples e litisconsorcial) é uma forma de intervenção de terceiros espontânea, porque 
a pessoa quer entrar, e não porque uma pessoa dentro do processo que a traz para dentro. 
 
OBSERVAÇÕES GERAIS, QUE VALEM TANTO PARA A ASSISTÊNCIA SIMPLES QUANTO 
PARA A LITISCONSORCIAL: 
Disposições Comuns 
Art. 119. Pendendo causa entre 2 (duas) ou mais pessoas, o terceiro juridicamente 
interessado em que a sentença seja favorável a uma delas poderá intervir no processo para 
assisti-la. 
Parágrafo único. A assistência será admitida em qualquer procedimento e em todos os graus 
de jurisdição, recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre. (Então o 
assistente não poderá agir em algo já decidido no processo) 
Art. 120. Não havendo impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, o pedido do assistente será 
deferido, salvo se for caso de rejeição liminar. 
Parágrafo único. Se qualquer parte alegar que falta ao requerente interesse jurídico para 
intervir, o juiz decidirá o incidente, sem suspensão do processo. 
 
Assistido: é aquele que é parte no processo. 
Assistente: é o terceiro interessado que vai auxiliar um dos assistidos – seja autor – seja réu. 
 
A seguir nós vamos ver que existem duas modalidades de assistência. A assistência simples e a 
litisconsorcial. Tanto Na assistência simples, quanto na litisconsorcial, para o terceiro ingressar no 
processo, ele precisa ter INTERESSE JURÍDICO sobre o processo. 
 
Na assistência simples o assistente vai apenas auxiliar o assistido, ajudando com provas e 
documentos, porque o assistente não é o dono do direito (não sendoparte no processo, apenas 
sujeito), então sobre o assistente não valerá a sentença do juiz, ou seja, sobre o assistente não 
valerá a coisa julgada. Um exemplo disso é João que aluga um imóvel para Maria, e Maria subloca 
um quarto deste imóvel para Jussara. Acontece que a pessoa de quem João comprou o imóvel, está 
o acusando de não pagar todas as parcelas do imóvel, e por isso está processando João, querendo 
o imóvel de volta. Se João perder o processo, ou seja, se ele perder o imóvel, Maria terá 
consequências Jurídicas em relação àquele quarto que ela sublocou à Jussara. Neste caso, Maria 
pode ingressar como assistente simples de João, porque ela tem interesse jurídico e porque ela não 
é a dona do imóvel (se ela fosse dona do imóvel também junto com João, ela poderia entrar como 
assistente litisconsorcial, se tornando também parte no processo). 
Art. 124 do CPC. (Assistência litisconsorcial): Considera-se litisconsorte da parte principal o 
assistente sempre que a sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do 
assistido. 
Em outras palavras, se eu não tenho relação jurídica com a outra parte (com a parte adversária), 
significa que eu não vou ser atingido pela coisa julgada, configurando-se uma assistência simples. 
 
 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA SIMPLES: 
Da Assistência Simples 
Art. 121. O assistente simples atuará como auxiliar da parte principal, exercerá os mesmos 
poderes e sujeitar-se-á aos mesmos ônus processuais que o assistido. 
Parágrafo único. Sendo revel ou, de qualquer outro modo, omisso o assistido, o assistente 
será considerado seu substituto processual. 
Art. 122. A assistência simples não obsta a que a parte principal reconheça a procedência do 
pedido, desista da ação, renuncie ao direito sobre o que se funda a ação ou transija sobre 
direitos controvertidos. (Então aqui a gente vê que o assistente não tem tantos direitos assim, 
porque o direito é do assistido) 
Art. 123. Transitada em julgado a sentença no processo em que interveio o assistente, este 
não poderá, em processo posterior, discutir a justiça da decisão, salvo se alegar e provar que: 
I - pelo estado em que recebeu o processo ou pelas declarações e pelos atos do assistido, foi 
impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença; 
II - desconhecia a existência de alegações ou de provas das quais o assistido, por dolo ou 
culpa, não se valeu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ASSISTÊNCIA LITISCONSORCIAL: 
Art. 124 do CPC.: Considera-se litisconsorte da parte principal o assistente sempre que a 
sentença influir na relação jurídica entre ele e o adversário do assistido. 
 
QUESTÃO: Ano: 2007. Banca: CESPE / CEBRASPE. Órgão: TST. 
O substituído pode ingressar no processo como assistente simples nos casos de 
substituição processual concorrente. 
ERRADO. Art. 18 do CPC.: Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo 
quando autorizado pelo ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial. 
Substituição processual é utilizado como sinônimo de legitimidade extraordinária – é o 
exemplo do MP em nome próprio em defesa do menor. 
 
QUESTÃO: Ano: 2007 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TST. 
A substituição processual pode ser inicial ou superveniente, exclusiva ou concorrente. 
CERTO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CHAMAMENTO AO PROCESSO: Também se dá por economia processual. 
Todas as modalidades de intervenção de terceiros podem ser promovidas pelo réu ou pelo autor da 
ação, exceto o chamamento ao processo que só pode ser promovido pelo réu. 
O objetivo do chamamento ao processo é a formação de um título executivo contra um coobrigado 
(coobrigado: que recebeu algum tipo de obrigação juntamente com uma outra pessoa.). Imagine que 
Ricardo, Laís e André devem cento e cinquenta mil reais à Bárbara. Cada um deve cinquenta mil, 
pelo mesmo motivo/pela mesma dívida, seja ela qual for (Dívida solidária). Bárbara ingressa com 
uma ação somente contra Laís, cobrando a totalidade da dívida (cento e cinquenta mil reais) e isso é 
cabível se a dívida for solidária (lembrando que a solidariedade não se presume). Diante disso, para 
que Laís não precise pagar a parte dela, mais a parte de Ricardo e de André, Lais entra com o 
instituto chamado "chamamento a processo" provando que uma parte da dívida é de Ricardo e de 
André. Vamos supor que o juiz defira o processo em favor de Bárbara, condenando Laís a pagar os 
cento e cinquenta mil à Bárbara. Laís deverá pagar os cento e cinquenta mil, entretanto ela 
conseguiu uma prova de que parte da dívida era de Ricardo e de André, e esta prova está registrada 
no processo. Esta prova é uma garantia, chamada de título executivo, que ela executará contra 
Ricardo e André em uma ação que poderá mover contra eles posteriormente, cobrando o prejuízo 
causado a ela (à Laís) na ação movida por Bárbara. É exatamente o que está escrito no artigo 132 
do CPC.: A sentença de procedência valerá como título executivo em favor do réu que 
satisfizer a dívida, a fim de que possa exigi-la, por inteiro, do devedor principal, ou, de cada 
um dos codevedores, a sua quota, na proporção que lhes tocar. 
 
Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: 
I - do afiançado, na ação em que o fiador for réu; 
II - dos demais fiadores, na ação proposta contra um ou alguns deles; 
III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o 
pagamento da dívida comum. (este foi o exemplo descrito acima de Laís, André, Ricardo e 
Bárbara) 
Art. 131. A citação daqueles que devam figurar em litisconsórcio passivo será requerida pelo 
réu na contestação e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem 
efeito o chamamento. 
Parágrafo único. Se o chamado residir em outra comarca, seção ou subseção judiciárias, ou 
em lugar incerto, o prazo será de 2 (dois) meses. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FCC. Órgão: PGE-AP. Prova para Procurador do Estado. 
Quando devedores solidários forem citados para compor o polo passivo da lide, na condição 
jurídica de terceiros, na hipótese de o credor exigir de um ou de alguns deles o pagamento da 
dívida comum, ter-se-á a figura processual 
A) da assistência litisconsorcial. 
B) da denunciação da lide 
C) da assistência simples. 
D) do chamamento ao processo. (GABARITO) 
E) da substituição processual. 
COMENTÁRIO: Art. 130. É admissível o chamamento ao processo, requerido pelo réu: 
III - dos demais devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns o 
pagamento da dívida comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO: Ano: 2019. Banca: FGV. Órgão: TJ-CE. Prova para Técnico Judiciário - Área 
Judiciária. 
Assinale a alternativa pertinente à modalidade de intervenção de terceiros classificada como 
forçada e somente concretizável pela iniciativa de quem ocupe o polo passivo da relação 
processual: 
A) assistência; 
B) oposição; 
C) recurso de terceiro prejudicado; 
D) denunciação da lide; 
E) chamamento ao processo. (GABARITO. Somente o réu que faz o chamamento ao processo) 
COMENTÁRIO: Ver a partir de 1:27:39 deste vídeo aqui (não precisa ver o vídeo) 
A denunciação à lide também é forçada, mas só o chamamento ao processo é exclusivo do 
réu. 
 
QUESTÃO: Ano: 2018. Banca: FGV. Órgão: TJ-SC. Prova para Analista Jurídico. 
Um credor celebrou contrato de mútuo com dois devedores solidários, que não cumpriram o 
dever de pagar o valor devido na data estipulada. Nesse cenário, o credor intentou ação de 
cobrança do valor total da dívida, em face de apenas um devedor. O outro devedor, que não 
integrou a lide originária, pode: 
A) oferecer o incidente de desconsideração da personalidade jurídica inversa do réu,

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