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MATEMÁTICA Caro estudante, A partir de agora, iniciaremos nossos estudos referentes às Matrizes. Serão apresentados conceitos, teoremas, definições e diversos exemplos resolvidos para facilitar a compreensão, bem como dicas importantes para ampliar o seu conhecimento e, por fim, a aplicação da notação científica. Bons estudos! AULA 04 - INTRODUÇÃO À MATRIZES E NOTAÇÃO CIENTÍFICA Nesta aula, você vai conferir os contextos conceituais da psicologia entenderá como ela alcançou o seu estatuto de cientificidade. Além disso, terá a oportunidade de conhecer as três grandes doutrinas da psicologia, behaviorismo, psicanálise e Gestalt, e as áreas de atuação do psicólogo. Compreender o conceito de psicologia Identificar as diferentes áreas de atuação da psicologia Conhecer as áreas de atuação do psicólogo. Definir as matrizes e suas propriedades; Resolver operações entre matrizes; Identificar os passos para a construção da matriz; Escrever um número em notação científica; Determinar a ordem de grandeza de um número. 1 MATRIZES Quem nunca teve um boletim escolar, olhou um calendário ou jogou batalha naval? Esses são exemplos de matrizes. Matrizes são conjuntos cujos elementos estão dispostos em m linhas (horizontais) e n colunas (verticais). Um bom exemplo de matriz é o jogo batalha naval: Nesse exemplo, o retângulo solitário se encontra na linha 1 e na coluna C. O software, também é um bom exemplo de matriz. 1.1 Forma de representação de matrizes Elementos entre parênteses: Elementos entre colchetes: 1.2 Ordem de uma matriz Refere-se ao número de linhas e colunas da matriz. Assim, uma matriz 𝑨𝑨𝑨𝑨 têm m linhas e n colunas e ordem m x n. 1.3 Elementos de uma matriz Cada elemento de uma matriz 𝑨𝑨𝑨𝑨 é chamado de a. Por exemplo, na matriz a seguir, a posição de cada elemento é: É possível encontrar qualquer matriz por meio de sua lei de formação. Por exemplo: a. Encontre a matriz 𝑲𝟑𝒙𝟏 de maneira que 𝑲𝒊𝒋 = 2i+j. Por meio da lei de formação dada, temos: Logo: 1.4 Tipos de matrizes Conforme o número de linhas e colunas ou por meio de características específicas, podemos classificar as matrizes em cinco tipos: Matrizes retangulares São aquelas em que o número de linhas e o de colunas difere, isto é, m ≠ n. Exemplo: Matrizes quadradas São aquelas em que m = n, ou seja, o número de linhas e o de colunas é igual. Assim, A, é de ordem 2 × 2, B, é de ordem 3 × 3. Por exemplo: Apenas nas matrizes quadradas há duas diagonais: principal e secundária. Os elementos da diagonal principal são aqueles em que i = j, ou seja, o número da linha e da coluna do elemento são iguais. A diagonal secundária é formada pelos elementos em que i + j = n + 1. Na matriz A do exemplo anterior, os elementos da diagonal principal são 1 e - 1, e os da secundária são 2 e 0. Matrizes triangulares São matrizes quadradas em que os elementos que estão acima ou abaixo da diagonal principal são apenas zeros. Exemplos: Matrizes diagonais São matrizes quadradas em que todos os elementos que não estão na diagonal principal são nulos. Exemplos: Matriz identidade São matrizes diagonais em que os elementos da diagonal principal são sempre iguais a 1. O símbolo da matriz identidade será sempre I em que n é a ordem da matriz. Exemplos: 2 OPERAÇÕES COM MATRIZES 2.1 Igualdade de matrizes Duas matrizes A e B são iguais quando todo elemento a = b. De modo mais simplificado, dizemos que duas matrizes serão iguais quando tiverem a mesma ordem e quando os elementos que estão nas mesmas posições forem iguais. As matrizes a seguir não são iguais, pois embora tenham os mesmos elementos, suas ordens e posições diferem: 2.2 Adição e subtração de matrizes Se 𝑨𝑨𝑨𝑨 e 𝑨𝑨𝑨𝑨, então existe 𝑨𝑨𝑨𝑨 = 𝑨𝑨𝑨𝑨 + 𝑨𝑨𝑨𝑨 em que 𝑨𝑨𝑨 = 𝑨𝑨𝑨 + 𝑨𝑨𝑨. De outra maneira: se A e B apresentarem a mesma ordem, a soma ou a subtração serão feitas com os elementos que estiverem nas mesmas posições. Assim: 2.3 Produto de matrizes por escalar Seja k um escalar (um número real), então 𝑲 . 𝑨𝑨𝑨𝑨 = 𝑲 . 𝒂𝑨𝑨, para todo i e j. Dito de outro modo: quando um número real estiver multiplicando uma matriz, ele multiplicará cada elemento dela. Então: 2.4 Multiplicação de matrizes É a operação mais difícil de fazer com matrizes. Para facilitar o entendimento, vamos dividir o raciocínio em duas partes: a primeira mostrará quando a multiplicação é possível, e a segunda, como fazer. Quando é possível multiplicar matrizes? Quando o número de colunas da primeira matriz for igual ao número de linhas da segunda. O número de linhas da primeira matriz com o de colunas da segunda mostra a ordem da matriz produto. Por exemplo: • 𝑨𝑨𝑨𝑨 . 𝑩𝑨𝑨𝑨 é possível e o produto será uma matriz de ordem 3×5; • 𝑨𝑨𝑨𝑨 . 𝑩𝑨𝑨𝑨 não é possível; • 𝑨𝑨𝑨𝑨 . 𝑩𝑨𝑨𝑨 é possível e a matriz produto é uma matriz de ordem 1x7; • 𝑨𝑨𝑨𝑨 . 𝑩𝑨𝑨𝑨 é possível e a matriz produto também será uma matriz de ordem 3×3. Como multiplicar matrizes? Sabendo que é possível multiplicar as matrizes, a operação acontecerá de modo que uma linha da primeira matriz multiplicada por uma coluna da segunda matriz gere um único elemento da matriz produto. Serão multiplicados os elementos conforme a ordem em que aparecem: o primeiro da linha com o primeiro da coluna, o segundo da linha com o segundo da coluna e assim por diante até o último da linha pelo último da coluna. Somando todos os resultados, teremos o único elemento gerado. Por exemplo, o produto de uma matriz 2×3 por uma 3×2 é possível e gera uma matriz 2×2. A multiplicação: Que resultará em: 3 MATRIZ INVERSA Se A é uma matriz quadrada, ou seja, aquela que tem o mesmo número de linhas e de colunas, caso exista sua inversa, será denotada por 𝑨−𝟏: 𝑨. 𝑨−𝟏 = 𝑨−𝟏. 𝑨 = 𝑰𝒏 Em que 𝑰𝒏 é a matriz identidade de ordem n. Como obter a matriz inversa? Logo: Resolvendo o primeiro produto, temos: Dessa igualdade, encontramos dois sistemas de equações do primeiro grau. O primeiro seria: Multiplicando a segunda equação por (-2), temos: Somando membro a membro, chegamos a -b = 1, ou seja, b = -1. Substituindo na primeira equação, 2a +5. (-1) = 1, em que 2a = 6 e assim a = 3.0 segundo sistema será: Como os coeficientes das letras são iguais, a maneira de resolver o sistema é a mesma do anterior. Procedendo assim, chegaremos em d = 2 e c = -5. Portanto: Nem sempre existirá a inversa: Apresentará o seguinte sistema: Multiplicando a segunda linha por (-2), obteremos: Somando-as, temos 0 = 1, o que não é verdade, logo, o sistema não tem solução, portanto, a matriz não tem inversa. 4 NOTAÇÃO CIENTÍFICA A notação científica nada mais é do que uma propriedade de qualquer representação numérica: uma forma de transformar a expressão de um determinado valor, mas sem alterar a quantidade numérica em questão, simplesmente apresentando-o de outra forma. Veja os seguintes exemplos: 100 = 1 101 = 10 102 = 100 103 = 1000 10-1 = 0,1 10-5 = 0,00001 Você pode ver a partir desses exemplos que com o uso de potências podemos expressar valores de ordens muito diferentes sem alterar o primeiro algarismo utilizado. Onde devo aplicar a notação científica? Sabe aqueles números gigantescos que às vezes aparecem em questões cheias de zeros? Ou mesmo aquelas tão pequenas, com muitos zeros depois da vírgula? Em ambos os casos resolvemos o problemacom notação científica. Isso simplifica os valores, tornando sua dimensão e uso em cálculos matemáticos mais fáceis de entender. Como fazer notação científica A primeira regra a aprender é que os valores finais obtidos devem ser sempre um número inteiro entre 1 e 10 seguidos pela exponenciação correspondente, que pode ser positiva ou negativa. Sabendo disso, basta deslocar a vírgula do número conforme o número de zeros que são "eliminados" da representação e adicionados à exponenciação subsequente. Portanto, esta é uma técnica que só faz sentido quando temos grandes ou muito pequenas quantidades com vários zeros na composição. Cada casa movida representa um valor exponencial adicionado ou reduzido, dependendo da direção do deslocamento. Se substituirmos as casas à direita do número, será uma exponencial positiva. Se estiverem à esquerda do número, então uma exponencial negativa. 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTON, H.; RORRES, C. Álgebra linear com aplicações. 10. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. FERNANDES, L. F. D. Álgebra linear. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2017. ANTON, H.; BIVENS, I.; DAVIS, S. Cálculo: volume 1. 8. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. 1 MATRIZES 1.1 Forma de representação de matrizes 1.2 Ordem de uma matriz 1.3 Elementos de uma matriz 1.4 Tipos de matrizes 2 OPERAÇÕES COM MATRIZES 2.1 Igualdade de matrizes 2.2 Adição e subtração de matrizes 2.3 Produto de matrizes por escalar 2.4 Multiplicação de matrizes 3 MATRIZ INVERSA 4 NOTAÇÃO CIENTÍFICA 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS