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Tópico 03 Biologia Celular Transporte de moléculas 1. Introdução Nos módulos anteriores, estudamos sobre as diferentes organelas citoplasmáticas encontradas nas células eucariotas. Vimos em detalhes a estrutura, características, composição e funções de cada uma destas organelas. No módulo 2, falamos especificamente sobre a composição, estrutura e especializações da membrana plasmática. Vimos como esta estrutura celular é extremamente importante. Neste módulo, vamos aprender sobre os mecanismos que dirigem o transporte através da membrana, ou seja, o transporte de moléculas para dentro e para fora das células eucariotas. Vamos falar que existem moléculas que podem ser transportadas diretamente através da bicamada lipídica, enquanto outras precisam de ajuda para serem transportadas. Veremos que a característica química das moléculas influencia no tipo de transporte. Por exemplo, moléculas pequenas e específicas (como a glicose) atravessam a membrana plasmática com o auxílio de um transportador, que é uma proteína transmembrana. Esta proteína transportadora é muito específica, não permitindo o transporte de qualquer molécula ou partícula. Assim, uma bactéria que precisa ser internalizada por uma célula de defesa, não será transportada através de uma proteína transmembrana. Ela passará por um tipo diferente de transporte, que veremos mais adiante neste módulo. Vamos estudar um pouco mais sobre os mecanismos de transporte através da membrana plasmática?! 2. Transporte simples, mediado, passivo e ativo Todas as células são geralmente separadas do ambiente circundante por uma membrana plasmática. Além disso, as células eucarióticas são compartimentalizadas por membranas intracelulares que formam os limites e estruturas internas de várias organelas. Estas membranas biológicas, como vimos no módulo 2, apresentam natureza semipermeável, ou seja, a permeabilidade seletiva das membranas celulares permite à célula garantir que moléculas específicas entrem e os resíduos (produtos do metabolismo) deixem-na. Sendo assim, a célula recebe do meio extracelular substâncias essenciais ao seu funcionamento e libera moléculas resultantes de sua atividade. A membrana plasmática desempenha um papel importante no transporte de moléculas, visto que atua como uma barreira semipermeável, permitindo que moléculas específicas a atravessem. Sabemos que as membranas celulares podem ser representadas pelo modelo do mosaico fluido. Este modelo consiste em uma bicamada lipídica, constituída principalmente por fosfolipídios, com proteínas aderidas. Relembre a estrutura da membrana plasmática ao observar a figura abaixo. Estrutura da membrana celular. A bicamada lipídica constitui uma barreira para o movimento de moléculas de água e substâncias polares (hidrossolúveis) entre o líquido extracelular (LEC) e o líquido intracelular (LIC). Sendo assim, poucas são as substâncias que conseguem ser transportadas diretamente através da bicamada lipídica. As substâncias capazes de atravessar diretamente a bicamada lipídica são as substâncias apolares (lipossolúveis). Pequenas moléculas apolares (como os gases O e CO ) são transportadas livremente através da bicamada lipídica. Por outro lado, pequenas moléculas polares e sem carga residual, ou seja, não- carregadas (como a água) também podem ser transportadas diretamente através da bicamada lipídica, só que muito mais lentamente que uma pequena molécula apolar. Já quando pensamos no transporte de grandes moléculas polares (como a glicose), verificamos que a bicamada lipídica é altamente 2 2 impermeável a estas moléculas, ou seja, o transporte deste tipo de molécula ocorre bem lentamente. Por fim, devemos considerar que pequenas moléculas carregadas, ou seja, íons (Na , K , Ca , Cl ) não são capazes de atravessar a bicamada lipídica, pois esta é completamente impermeável aos íons. Transporte de moléculas através da bicamada lipídica. Quando pensamos em transporte através da membrana, devemos levar em consideração que alguns fatores podem influenciar diretamente a taxa de transporte de uma molécula. A taxa de transporte de uma molécula diretamente através da bicamada lipídica varia dependendo de três fatores principais: o tamanho da molécula, o grau de hidrofibicidade da molécula e o gradiente de concentração da molécula (que vamos falar em detalhes daqui a pouco). Em geral, quanto menor e mais hidrofóbica for uma molécula, mais rapidamente ela será transportada através da membrana. Além disso, quanto maior o gradiente de concentração da molécula, ou seja, a diferença de concentração desta molécula dentro e fora da célula, mais rapidamente acontecerá o transporte. Portanto, podemos dizer que a taxa de transporte de uma molécula é diretamente proporcional ao seu grau de hidrofibicidade e ao seu gradiente de contração e indiretamente proporcional ao seu tamanho. + + 2+ – Taxa de transporte de uma molécula em função do gradiente de concentração (A), da hidrofibicidade (B) e do tamanho (C). Como vimos no módulo 2, uma propriedade muito importante da membrana celular é a permeabilidade seletiva. Segunda esta propriedade, a membrana é capaz de selecionar as substâncias que entram e que saem da célula. Esta propriedade se deve ao fato de que a membrana é composta por uma bicamada lipídica com proteínas inseridas. Vimos no início deste tópico, que não são todas as moléculas que conseguem atravessar diretamente a bicamada lipídica e que a taxa de transporte de uma molécula é influenciada, entre outras coisas, por seu grau de hidrofibicidade. Íons, por exemplo, são pequenas moléculas carregadas extremamente importantes para o funcionamento das células e que não conseguem ser transportados diretamente através da bicamada lipídica, uma vez que esta é completamente impermeável a este tipo de molécula. Mas então, como que os íons são transportados através da membrana? Você consegue imaginar uma forma deste tipo de molécula ser transportada? Considerando o modelo de mosaico fluido, a membrana consiste em uma bicamada lipídica com proteínas aderidas. Como vimos em módulos anteriores, as proteínas de membrana desempenham uma grande variedade de funções na célula. Neste momento, a função que nos interessa é que as proteínas integrais de membrana, são capazes de mediar o transporte de moléculas para dentro e para fora das células. Assim, íons e outros tipos de moléculas podem ser transportadas através da membrana plasmática com o auxílio de proteínas integrais de membrana ou transmembrana. É importante você saber que o transporte transmembrana é dirigido por duas forças físico-químicas denominadas gradiente de concentração e gradiente elétrico. Matematicamente, um gradiente é definido como um vetor que mede a quantidade de mudança, em uma magnitude escalar, entre dois pontos no espaço e a direção na qual a mudança ocorre. Podemos imaginar o gradiente como a inclinação de uma montanha. A altitude seria a magnitude escalar cuja mudança medimos e a inclinação o vetor que mede a mudança de altitude entre dois pontos. Se entre dois pontos localizados a 100 metros de distância, você subir de uma altitude de 50 metros para uma de 60 metros, teremos uma inclinação (gradiente) de 10% para cima. De maneira semelhante, se você descer de uma altitude de 50 metros para 40 metros, continuaremos tendo uma inclinação (gradiente) de 10% para baixo. Sendo assim, a inclinação (gradiente) pode ser para cima (+10%) ou para baixo (-10%) e podemos dizer que um gradiente mede a quantidade de mudança e a direção em que ela ocorre. Agora que você já compreendeu a definição matemática de gradiente, vamos utilizar esta definição para entender como que diferentes moléculas podem ser transportadas através da membrana plasmática? Como você já sabe, dois tipos de gradiente dirigem o transporte de moléculas através da membrana plasmática. O primeiro é o gradiente de concentração ou gradiente químico. Estegradiente mede a mudança na densidade de moléculas dentro e fora da célula. Seguindo um gradiente de concentração, uma molécula sai de um local onde existe em maior concentração e migra para um local onde ela existe em menor concentração, até que todas as moléculas sejam distribuídas homogeneamente. Chamamos este tipo de movimento de difusão, pois as moléculas se espalham em múltiplas direções fazendo com que o fluxo efetivo de moléculas ocorra do local de maior concentração para o de menor concentração. Desta forma, podemos considerar que a difusão das moléculas ocorre seguindo os vetores que representam o gradiente de concentração. Vamos pensar em um sistema hipotético em que temos um recipiente com dois meios (1 e 2) separados por uma membrana semipermeável, como a membrana celular. No meio 1, temos apenas água e no meio 2 temos uma solução de água e sal (NaCl). Nesta solução, o sal é o soluto enquanto que a água é o solvente. A medida que o tempo passa, as moléculas de sal, que estão mais concentradas no meio 2, começam a migrar em direção ao meio 1. Isso ocorre porque as moléculas de soluto são transportadas do meio onde elas existem em maior concentração (2) para o meio onde elas existem em menor concentração (1) até que as concentrações nos dois meios entrem em equilíbrio. Gradiente de concentração ou gradiente químico. Até agora, discutimos gradientes de concentração simples – concentrações diferentes de uma substância através de uma membrana – mas, nos sistemas vivos, os gradientes são mais complexos. Como os íons se movem para dentro e para fora das células e porque as células contêm proteínas que não se movem através da membrana e são carregadas principalmente negativamente, há também um gradiente elétrico, uma diferença de carga, através da membrana plasmática. Quando pensamos no transporte de moléculas eletricamente carregadas, como íons, devemos considerar, além do gradiente de concentração o gradiente elétrico. Segundo o gradiente elétrico, uma molécula carregada positivamente (cátion) será transportada para um meio onde existam mais moléculas com carga negativa, enquanto que uma molécula carregada negativamente (ânion) será transportada para um meio onde existam mais moléculas com carga positiva. Sendo assim, podemos dizer que um meio com muitos ânions atrai cátions e vice-versa. Por outro lado, moléculas de mesma carga se repelem, ou seja, cátions repelem cátions e ânions repelem ânions. Vamos agora aplicar este conceito às nossas células. A maioria das membranas celulares possui uma diferença de potencial elétrico, denominada de potencial de membrana, que exerce uma força sobre qualquer molécula eletricamente carregada. Geralmente, o meio intracelular apresenta potencial negativo em relação ao meio extracelular, ou seja, o meio intracelular é ligeiramente mais negativo que o meio extracelular. Sendo assim, existe uma tendência de cátions serem atraídos para dentro da célula seguindo seu gradiente elétrico, enquanto ânions são repelidos. Gradiente elétrico. Portanto, diante do que vimos até agora, podemos concluir que diferentes tipos de moléculas são transportados através da membrana plasmática e as forças que dirigem o transporte destas moléculas são o gradiente de concentração e o gradiente elétrico, ou, simplesmente, o gradiente eletroquímico. Agora que já vimos o que são estes gradientes, vamos pensar na aplicação destes conceitos para dirigir o transporte de moléculas através da membrana. Para exemplificar, vamos considerar o transporte de uma molécula positivamente carregada como o íon sódio (Na ). Esta molécula deve ser transportada seguindo as duas forças, ou seja, o gradiente de concentração e o gradiente elétrico. Para entender melhor como estas forças atuam no transporte de moléculas, vamos observar a figura abaixo. Transporte de sódio através da membrana plasmática. Na figura, temos três situações diferentes em que é possível observar o transporte de Na , um cátion monovalente que se encontra mais concentrado no meio extracelular do que no meio intracelular. As setas azuis representam a taxa de transporte de Na em três situações diferentes: quando não existe potencial de membrana (A) e quando existe potencial de membrana, sendo que, em B, o meio intracelular é negativo em relação ao meio extracelular e, em C, o meio intracelular é positivo em relação ao meio extracelular. Em A, temos o transporte de Na através de uma membrana hipotética em que não existe potencial de membrana, ou seja, as cargas no meio intracelular são iguais as cargas encontradas no meio extracelular, portanto, o gradiente elétrico não exerce influência no transporte de Na nesta situação. Como podemos observar, o Na é mais concentrado no + + + + + + meio extracelular e, por isto, entra na célula empurrado pelo seu gradiente de concentração, como mostrado pela seta. Nesta situação (A), dizemos que o Na entra na célula seguindo seu gradiente de concentração. Em B, temos o transporte da mesma molécula, o Na , só que através de uma membrana que apresenta diferença de potencial elétrico, ou seja, que apresenta potencial de membrana. Nesta situação, o Na é mais concentrado no meio extracelular (como em A), e o meio intracelular é carregado negativamente em relação ao meio extracelular. Portanto, em B as duas forças influenciam no transporte de Na . Seguindo o gradiente de concentração, o Na entra na célula pois é mais concentrado fora do que dentro da cela. Como o Na possui carga positiva e o meio intracelular é carregado negativamente, as cargas negativas dentro da célula atraem a carga positiva do Na , fazendo com que a molécula entre na célula. Portanto, em B vemos que as duas forças dirigem o transporte de Na para dentro da célula. Por fim, em (C) observamos que o potencial de membrana foi invertido, ou seja, o meio intracelular é positivo em relação ao meio extracelular. Nesta situação, teremos as duas forças influenciando no transporte de Na , pois existe diferença na concentração do cátion, assim como de cargas positivas e negativas dentro e fora da célula. Seguindo o gradiente de concentração, o Na é dirigido para dentro da célula, pois sai do meio em que se encontra mais concentrado (extracelular) para o menos concentrado (intracelular). Entretanto, pelo gradiente elétrico, o Na é repelido pois tem carga positiva como o meio intracelular. Assim, o cátion não entra na célula tendendo a permanecer no meio extracelular. É possível observar que o gradiente de concentração direciona o Na para dentro da célula, enquanto que o gradiente elétrico direciona a molécula para fora (C). + + + + + + + + + + + + Como vimos, o interior das células vivas é eletricamente negativo em relação ao LEC e, ao mesmo tempo, as células têm maiores concentrações de potássio (K ) e menores concentrações de Na do que o LEC. Então, em uma célula viva, o gradiente de concentração de Na tende a direcioná-lo para o interior da célula, e o gradiente elétrico de Na também tende a dirigi-lo para dentro do interior carregado negativamente. A situação é mais complexa, no entanto, para outros íons, como o potássio. O gradiente elétrico de K , um íon positivo, também tende a levá-lo para dentro da célula, mas o gradiente de concentração de K tende a expulsar K da célula. Podemos dizer que o transporte de moléculas através da membrana plasmática é dirigido pela diferença de concentração da molécula dentro e fora da célula e pela voltagem através da membrana. Estes fatores juntos geram o gradiente eletroquímico de soluto que é a força motriz necessária para determinar a direção do transporte através da membrana, sem que a célula gaste energia para isso. Agora que você já entendeu o conceito de gradiente e a aplicação deste conceito em biologia celular, vamos estudar sobre os tipos Fique Sabendo! Olhe novamente a figura acima observando a diferença de espessura entreas setas em A, B e C. Considere que a cabeça das setas representa o sentido do transporte efetivo de moléculas e que a espessura da seta representa a taxa de transporte. Você é capaz de dizer em qual figura (A, B ou C) a taxa de transporte é maior? Você consegue encontrar uma justificativa para sua resposta? + + + + + + + de transporte transmembrana? Mas antes de começarmos a falar especificamente sobre transporte através da membrana, gostaria que você parasse um minuto e pensasse em como você definiria as palavras: transporte, passivo e ativo. Agora, imagine que você está sentado em um barco que está se movendo a favor da correnteza. Agora, imagine um pequeno motor capaz de mover o mesmo barco contra a correnteza. Considerando estes exemplos, você é capaz de determinar qual representa o transporte passivo e qual o transporte ativo? Qual dos exemplos necessita de energia para acontecer? O movimento do barco a favor ou contra a correnteza? Ao analisar atentamente os exemplos, conseguimos perceber que quando o barco se a favor da correnteza, ele não precisa da energia do motor, enquanto que quando para se movimentar contra a correnteza, o barco necessita da energia do motor. É mais ou menos isso que acontece durante o transporte transmembrana. O transporte de moléculas através da membrana plasmática pode ser dividido de duas formas: transporte simples e transporte mediado, ou transporte passivo e transporte ativo. Quando falamos em transporte simples, dizemos que uma molécula é capaz de atravessar diretamente a bicamada lipídica da célula, sem precisar de ajuda. Por outro lado, quando falamos em transporte mediado, estamos dizendo que para uma molécula ser transportada, ela precisa da ajuda de um mediador. Este mediador é uma proteína integral de membrana ou transmembrana que conecta o meio extracelular e o intracelular. Quando classificamos o transporte em passivo e ativo, dizemos que existem moléculas que podem ser transportadas sem que a célula gaste energia para realizar este transporte, ou seja, a molécula é transportada de forma passiva. Quando a célula necessita de energia para realizar o transporte de uma molécula através da membrana, dizemos que o transporte é ativo. O transporte passivo ocorre quando uma molécula é transportada seguindo seu gradiente de concentração, ou seja, a molécula é transportada do meio onde está em maior concentração para o meio em que está em menor concentração. Falamos que o transporte é passivo, pois não ocorre gasto de energia e é a favor do gradiente de concentração. Já o transporte ativo ocorre quando uma molécula é transportada contra o seu gradiente de concentração, ou seja, do meio onde existe em menor concentração para o meio onde existe em maior concentração. Para realizar este tipo de transporte, a célula utiliza energia. Dizemos que o transporte é ativo, pois ocorre gasto de energia e é contra o gradiente. Portanto, a célula realiza transporte simples, mediado, passivo e ativo. O mecanismo mais simples de transporte transmembranar que uma célula pode realizar é denominado difusão simples, cuja molécula é transportada diretamente através da bicamada lipídica, ou seja sem a participação de um mediador (proteína), e sem gasto de energia, ou seja, de forma passiva, até que a concentração da molécula dentro e fora da célula entre em equilíbrio. Por difusão simples pequenas moléculas apolares simplesmente difundem-se através da bicamada lipídica, sem necessidade de mediador. A direção do transporte é determinada pelas concentrações relativas das moléculas dentro e fora da célula. O fluxo é sempre do compartimento mais concentrado para o menos concentrado. Oxigênio (O ) e gás carbônico (CO ) são exemplos de moléculas transportadas por difusão simples. A célula utiliza O e nutrientes para produzir ATP e, como um produto desta reação é gerado CO . O O entra na célula por difusão simples, ou seja, diretamente através da bicamada lipídica e sem gasto de energia. A concentração de O na célula é sempre baixa pois este gás é constantemente consumido na cadeia respiratória para produzir energia. Assim, o O difunde do capilar para a célula. Em contrapartida, a célula é rica em CO , pois este gás é um produto do metabolismo celular. Assim, o CO difunde da célula para o capilar. 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Difusão simples de oxigênio e gás carbônico. Outro exemplo de transporte que ocorre sem gasto de energia é a difusão facilitada. Neste tipo de transporte, moléculas polares ou carregadas são transportadas com o auxílio de uma proteína transportadora que atua como um mediador químico. Por difusão facilitada, as moléculas polares e íons deslocam-se do meio de maior concentração para o meio de menor concentração com a ajuda de proteínas transportadoras. A difusão facilitada pode ocorrer com o auxílio de dois tipos de proteínas: as proteínas canal e as proteínas carreadoras ou permeases. A proteína canal forma um poro estreito e altamente seletivo através da membrana plasmática para permitir a passagem de íons, água, açúcares e aminoácidos através da membrana. Um exemplo de difusão facilitada realizada por proteína canal é o transporte de íons, como o Na . O canal de Na é uma proteína que forma um túnel na bicamada lipídica permitindo a passagem de Na . Como já vimos anteriormente, o Na é um cátion monovalente mais concentrado no meio extracelular. Sendo assim, por difusão facilitada, íons Na entram na célula, a favor do seu gradiente de concentração, passando através do canal de Na , sem que a célula gaste energia para realizar este transporte. + + + + + + Transporte iônico através do canal de sódio. O outro tipo de proteína transportadora é a carreadora. As proteínas carreadoras adotam alternativamente duas conformações de modo que o sítio de ligação do soluto esteja sucessivamente acessível dos dois lados da membrana plasmática. Quando uma molécula é transportada com o auxílio de uma proteína carreadora, ela se liga em um sítio ativo da proteína, causando uma mudança na forma desta proteína que permite seu transporte. Um exemplo de proteína carreadora são os transportadores de glicose conhecidos como GLUT. A glicose é mais concentrada fora da célula. Assim, o transportador se liga à glicose disponível no meio extracelular. Após a glicose se ligar em seu sítio ativo, ocorre uma mudança na conformação do GLUT fazendo com que a glicose seja transportada através da membrana e liberada no meio intracelular. Como é um tipo de difusão facilitada, a direção do transporte é determinada pelo gradiente de concentração. Transporte de glicose através do transportador de glicose (GLUT1). Para finalizar esta parte de difusão, observe o gráfico abaixo que apresenta comparação entre a difusão simples e a difusão facilitada. Difusão simples x difusão facilitada. No gráfico, o eixo X representa o gradiente eletroquímico da molécula a ser transportada através da membrana e o eixo Y representa a taxa de transporte desta molécula. A linha azul representa a difusão simples e a linha rosa a difusão facilitada. Após observar o gráfico é possível concluir que a taxa de transporte de uma molécula por difusão simples é limitada apenas pelo seu gradiente eletroquímico, ou seja, quanto maior o gradiente maior será a taxa de transporte. Já a taxa de transporte de uma molécula por difusão facilitada é limitada pelo número de proteínas transportadoras disponíveis, ou seja, como este tipo de transporte necessita de um mediador a taxa de transporte não é diretamente proporcional ao gradiente eletroquímico, pois é limitada ao número de mediadores disponíveis para realizar o transporte. Sendo assim, quando analisamos a linha que representa a difusão facilitada, observamos inicialmente um aumento proporcional ao gradiente, entretanto, após algum tempo, observamos que a taxa de transporte para de aumentar e se estabiliza. Isto ocorre pois neste pontodo gráfico (seta vermelha) todos os transportadores já se encontram “ocupados”, ou seja, realizando o transporte da molécula. Vamos pensar no exemplo de uma molécula: a glicose. A glicose pode entrar nas células por uma via não mediada; isto é, ela lentamente se difunde nas células a uma taxa proporcional à sua solubilidade na membrana e suas concentrações em ambos os lados da membrana. O fluxo (taxa de transporte por unidade de área) de uma molécula através da membrana aumenta com a magnitude do seu gradiente de concentração. Se a glicose se move através de uma membrana por meio de uma proteína de transporte, seu fluxo não é mais linear. Um tipo especial de transporte passivo é a osmose. A osmose é o transporte passivo da água por difusão simples (diretamente através da bicamada lipídica) e por difusão facilitada (através de proteínas denominadas aquaporinas). Osmose é um tipo de difusão de moléculas de água através de uma membrana Veja esta vídeo! No link abaixo, você encontra um pequeno resumo sobre difusão simples e difusão facilitada. semipermeável, de uma solução com alta concentração de água (alto potencial hídrico) para uma região de baixa concentração de água (baixo potencial hídrico). Uma célula com baixa concentração de água tende a absorver água, mas isso depende outros fatores como a concentração de soluto, por exemplo. Portanto, osmose é a difusão da água de uma área de alta concentração para uma área de baixa concentração, ou seja, a favor do gradiente, através de uma membrana. A imagem mostra um tubo separado por uma membrana e como a água se move de uma área de alta concentração para uma área de baixa. Osmose: transporte passivo da água. Na figura acima, temos um tubo contendo duas soluções com concentrações diferentes separadas por uma membrana semipermeável. É possível observar que inicialmente (A) a solução 1 apresenta maior quantidade de água e menor quantidade de soluto quando comparada com a solução 2. Após um certo tempo, a água migra da solução em que existe em maior quantidade (solução 1) para a solução em que existe em menor quantidade (solução 2), até que as concentrações das soluções entrem em equilíbrio. As membranas celulares são permeáveis à água e a quantidade de água no ambiente tem um grande efeito sobre a sobrevivência de uma célula. A osmose permite que a célula mantenha seu equilíbrio de água a medida que o ambiente em que ela se encontra muda. Existem três direções de movimentos possíveis para o transporte de água em uma célula. A água pode sair da célula, a água pode entrar na célula ou ainda pode não haver transporte efetivo da água através da membrana. Imagine três situações distintas: colocamos uma célula em uma solução mais concentrada do que o LIC (A), colocamos a célula em uma solução com a mesma concentração do LIC (B) e colocamos a célula em uma solução menos concentrada que o LIC (C). Para facilitar seu entendimento, observe a figura abaixo. Osmose em hemácias humanas. Em (A), percebemos que a célula apresenta maior quantidade de água que a solução em que se encontra e, por esta razão, a célula perde água para a solução o que faz com ela murche. Em (B), observamos que o transporte de água não é efetivo, ou seja, a célula não perde e nem ganha água da solução em que se encontra, uma vez que a concentração da célula e da solução são iguais. Em (C), percebemos que a célula ganha água da solução. Isso ocorre quando a quantidade de água na solução é maior que a quantidade de água na célula. Como falamos anteriormente, uma solução pouco concentrada é aquela que apresenta muito solvente (água) e pouco soluto, enquanto que uma solução muito concentrada é aquela com pouco solvente (água) e muito soluto. Sendo assim, podemos classificar as soluções em que a célula se encontra em: 1. Hipertônica, quando a solução é mais concentrada que a célula; 2. Isotônica, quando a solução possui a mesma concentração da célula; 3. Hipotônica, quando a solução é menos concentrada que a célula. Após observar a figura, é possível perceber que quando uma célula é colocada em uma solução hipertônica, ou seja, quando o LEC é hipertônico, ela murcha (cremação em célula animal), pois perde água. Quando a célula é colocada em uma solução isotônica, ou seja, quando LEC é isotônico, sua forma não muda pois não há transporte efetivo de água. Quando a célula é colocada em uma solução hipotônica, ou seja, quando o LEC é hipotônico, ela incha podendo se romper (lise em célula animal), pois ganha água. A tabela abaixo resume a osmose. Se o LEC tiver… então ele é… a água difunde para… e o efeito na célula é…. maior concentração de moléculas de água que o LIC Hipotônica dentro da célula a célula incha a mesma concentração de moléculas de água que o LIC Isotônica dentro e fora da célula igualmente (sem transporte efetivo) a célula continua igual menor concentração de moléculas de água que o LIC Hipertônica fora da célula a célula murcha Agora que já vimos os tipos de transporte passivo que ocorrem através da membrana celular, vamos aprender sobre os tipos de transporte ativo? Os tipos de transporte discutidos até agora são passivos e não requerem que a célula use energia para realizá-lo. Isto acontece quando as moléculas são transportadas a favor do gradiente de concentração. Entretanto, existem situações em que a célula precisa realizar o transporte de moléculas contra o gradiente e, para isso, precisa usar energia. O uso de energia para transportar moléculas do meio onde estão menos concentradas para o meio onde estão mais concentradas, ou seja, contra o gradiente é chamado de transporte ativo. Para mover substâncias contra um gradiente de concentração ou eletroquímico, a célula deve usar energia. Essa energia é proveniente do ATP gerado pelo metabolismo da célula. Mecanismos de transporte ativo trabalham contra gradientes eletroquímicos para manter diferenças de concentrações de íons e outras substâncias necessárias às células vivas frente ao Fique sabendo! Você vai assistir a um vídeo que mostra experimentalmente a osmose. Após assistir o vídeo, você consegue explicar o que aconteceu? transporte passivo que leva ao equilíbrio. Muito do suprimento de energia metabólica de uma célula pode ser gasto na manutenção dos processos de transporte ativo. Por exemplo, a maior parte da energia metabólica das hemácias é usada para manter o desequilíbrio entre os níveis de sódio e potássio dentro e fora da célula. Como os mecanismos de transporte ativos dependem do metabolismo de energia de uma célula, eles são sensíveis a muitos venenos metabólicos que interferem no fornecimento de ATP. Existem dois tipos diferentes de transporte de moléculas contra o gradiente eletroquímico: o transporte ativo primário, que é diretamente dependente do ATP, e o transporte ativo secundário, que não requer diretamente o ATP. Um exemplo importante de transporte ativo primário é o realizado pela chamada bomba de sódio-potássio (Na K ATPase). Como vimos anteriormente, o Na é mais concentrado fora da célula, enquanto que o K é mais concentrado dentro da célula. Se estes íons fossem transportados apenas de forma passiva, a favor dos seus gradientes, chegaria um momento em que não haveria diferença de concentração de Na e K dentro e fora da célula. Entretanto, para que as células sobrevivam a diferença de concentração destes íons dentro e fora da célula é essencial. Sendo assim, é a bomba de sódio-potássio que mantém o gradiente eletroquímico e as concentrações corretas de Na e K nas células vivas. A bomba de sódio- potássio transporta K para dentro da célula e, simultaneamente, transporta Na para fora, realizando transporte ativo, uma vez que transporta estes íons contra seus gradientes de concentração. O mecanismo de funcionamento da bomba de sódio-potássio pode ser resumido da seguinte forma: 1. Com a Na -K ATPase orientada para o interior da célula, o transportadortem grande disponibilidade de íons de sódio (mais concentrado no LIC) e três íons Na se ligam à bomba. 2. O ATP é hidrolisado pela bomba, que é chamada de ATPase porque quebra ATP para liberar energia. + + + + + + + + + + + + + 3. Como resultado, a bomba muda de forma e se reorienta em direção ao LEC. A afinidade da proteína pelo sódio diminui e os três íons de sódio deixam a bomba sendo liberados no LEC. 4. A mudança na forma aumenta a afinidade da bomba por íons de potássio e dois desses íons se ligam à proteína. Posteriormente, o grupo fosfato de baixa energia se destaca do transportador. 5. Com o grupo fosfato removido e íons potássio ligados, a proteína transportadora se reposiciona em direção ao interior da célula. 6. A bomba, em sua nova configuração, possui uma diminuição na afinidade pelo potássio e os dois íons são liberados no citoplasma. A proteína agora tem uma maior disponibilidade de íons de sódio, e o processo começa novamente. Bomba de sódio-potásio (Na -K ATPase). + + VEJA ESTE VÍDEO! A seguir você encontra um pequeno resumo sobre o funcionamento da bomba de sódio-potássio. Como vimos, a bomba de sódio-potássio transporta três íons sódio para fora e dois íons potássio para dentro da célula. Sódio e potássio são cátions monovalentes, ou seja, são moléculas que apresentam uma carga positiva. Quando a bomba de sódio- potássio funciona, ela retira 3 cargas positivas da célula (3 Na ) e repõem apenas duas (2 K ), criando um déficit de carga positiva dentro da célula e deixando o LIC ligeiramente mais negativo que o LEC. Desta forma, dizemos que a bomba de sódio-potássio é eletrogênica, pois seu funcionamento gera uma diferença de potencial elétrico através da membrana, contribuindo para o potencial de membrana. O transporte ativo secundário é realizado através de carreadores que utilizam energia em outras formas que não o ATP. Essa energia vem do gradiente eletroquímico criado por bombeamento de íons para fora da célula. Por transporte ativo secundário a energia associada ao gradiente eletroquímico de um soluto é utilizada para mudar a conformação do transportador e transferir outro soluto através da membrana. O transporte ativo liga o transporte desfavorável de um soluto ao transporte favorável de outro soluto. Um exemplo de transporte ativo secundário é o realizado pelo transportador de Na e glicose. Como vimos, a concentração de Na é maior no LEC devido ao transporte ativo primário que cria um gradiente eletroquímico para este íon. A formação do gradiente eletroquímico é feita pelo transporte ativo primário de Na . Na é ativamente transportado para fora da célula, criando uma concentração muito mais alta no LEC do que no LIC. Esse gradiente se transforma em energia uma vez que o excesso de sódio está constantemente tentando se difundir para o interior da célula. Esse mecanismo fornece a energia necessária para o transporte conjunto de outros íons e substâncias, como a glicose. O gradiente de Na criado pela Na -K ATPase é usado pelo transportador de Na -glicose para transportar glicose e Na para dentro da célula. + + + + + + + + + + + Transportador de sódio-glicose. O transporte simultâneo de mais de um soluto pode ser classificado como simporte (co-transporte) quando dois solutos diferentes são transportados na mesma direção, por exemplo, o transportador de sódio-glicose, ou antiporte (contra-transporte) quando solutos diferentes são transportados em direções opostas, por exemplo a bomba de sódio-potássio. VEJA ESTE VÍDEO! A seguir você encontra um vídeo que sobre todos os tipos de transporte através da membrana plasmática. 3. Transporte em massa: endocitose e exocitose Na difusão, as partículas dissolvidas (solutos) são transportadas de acordo com um gradiente de concentração. Entretanto, às vezes, as células precisam mover partículas não dissolvidas, ou grandes quantidades de material, através da membrana celular. As proteínas de transporte são incapazes de transportar partículas grandes através da membrana. As células realizam o transporte de grandes partículas por dois processos: endocitose e exocitose. Este transporte em massa ocorre através da formação de vesículas. Na endocitose, ocorre a internalização das partículas e na exocitose ocorre a secreção das partículas. Endocitose e Exocitose. O processo pelo qual materiais não dissolvidos, ou grandes quantidades de material, são trazidos do ambiente externo para dentro da célula é chamado de endocitose. Esse processo é usado para transportar sólidos ou líquidos que a célula pode usar como nutrientes no citoplasma. Através da endocitose o material capturado é rodeado por uma porção da membrana que, por invaginação, forma uma vesícula intracelular, denominada vesícula de endocitose ou endossomo, para que o material seja digerido. Existem três tipos diferentes de endocitose: 1. Fagocitose: ingestão de grandes partículas sólidas através de grandes vesículas derivadas da membrana plasmática; 2. Pinocitose: ingestão pequenos solutos e fluidos através de pequenas vesículas derivadas da membrana plasmática; 3. Endocitose mediada por receptor: ingestão de macromoléculas através de vesículas que se formam em regiões da membrana plasmática que apresentam receptores específicos. Tipos de endocitose. A fagocitose é um tipo de endocitose que ocorre quando uma célula usa sua membrana para trazer grandes partículas sólidas não dissolvidas para o citoplasma. Na fagocitose, a célula estende projeções de sua membrana celular, chamadas pseudópodes, em torno de um material sólido localizado fora da célula. Os pseudópodes que circundam a partícula sólida se unem para formar uma vesícula, chamada fagossomo, dentro do citoplasma da célula. Lisossomos são atraídos para realizar a digestão da partícula internalizada. Quando os lisossomos se ligam ao fagossomo que passa a ser denominado fagolisossomo. Os lisossomos liberam enzimas que digerem a partícula sólida em partículas menores que podem ser usadas pela célula. A fagocitose é frequentemente chamada de “comer célula” porque muitas células usam a fagocitose para obter nutrientes de meio extracelular. Células, como glóbulos brancos, também usam fagocitose para remover bactérias potencialmente nocivas, células de tecidos mortos e partículas indesejadas. Fagocitose. A pinocitose ocorre quando a membrana plasmática se invagina, formando um canal que permite que substâncias dissolvidas entrem na célula. O termo pinocitose é usado para descrever a absorção vesicular de pequenas partículas e fluidos (lipoproteínas, ferritina, coloides, hormônios, anticorpos e toxinas). Quando o canal está fechado, o líquido é circulado dentro de uma vesícula pinocítica ou pinossomo. Na pinocitose não há formação de pseudópodes, mas de um canal de pinocitose. Após a internalização do material, lisossomos se fundem aos pinossomos que passam a ser chamadas de pinolisossomos. Os termos fagocitose e pinocitose são provavelmente precisos na distinção entre vacúolos contendo partículas versus fluidos. Pinocitose. O último tipo de endocitose é a mediada por receptor. Neste tipo de transporte, a partícula a ser internalizada interage com receptores localizados na membrana plasmática. A endocitose mediada por receptor pode ocorrer para partículas sólidas (fagocitose seletiva) ou fluidos (pinocitose seletiva). O material a ser internalizado se liga a receptores específicos localizados nas depressões revestidas por clatrina à membrana plasmática. O material é internalizado em uma vesícula revestida por clatrina, denominada vesícula franjada. Após a internalização do material, o lisossomo se funde à vesícula franjada para digestão do material. Um exemplo de pinocitose mediada por receptor é o transporte de LDL-colesterol. Endocitose mediada por receptor. Veja estes vídeos! A seguir você encontra vídeos sobre os tipos de endocitose. 1. Fagocitose – este vídeo mostra uma célulade defesa (neutrófilo) realizando a fagocitose e digestão de uma bactéria invasora. Por esta razão, estas células são denominadas fagócitos. Uma célula pode precisar mover partículas não dissolvidas, ou grandes quantidades de material, do seu citoplasma para o ambiente externo e ela faz isso através de um processo chamado exocitose. A exocitose é essencialmente o inverso da endocitose. Lembre-se de que, além de armazenar nutrientes e água, as vesículas armazenam resíduos. Na exocitose, as substâncias são movidas para fora da célula pois uma vesícula envolve materiais que precisam ser removidos. Esta vesícula vai para a membrana celular, funde-se com ela e libera (secreta) seu conteúdo. A exocitose é a maneira da célula se livrar de resíduos ou secretar moléculas no meio extracelular. A exocitose desempenha papel importante em outros processos biológicos. Por exemplo, as células do seu corpo liberam substâncias químicas úteis na corrente sanguínea usando exocitose. Em muitos casos, os produtos químicos são proteínas que viajam através da corrente sanguínea para serem utilizadas por outras células do corpo. As proteínas são empacotadas pelo complexo de Golgi em vesículas e liberadas no meio extracelular por exocitose. Existem dois tipos de exocitose: a constitutiva, encontrada em todas as células, e a regulada, encontrada em células especializadas. Exocitose. A exocitose ou secreção constitutiva consiste em vesículas que transportam constantemente moléculas (como proteínas) sintetizadas pela célula. As proteínas transportadas integram a membrana plasmática ou são segregadas na matriz extracelular. Esta via de transporte é encontrada em todas as células do organismo para liberação de resíduos da digestão e de proteínas no meio extracelular. Na exocitose ou secreção regulada, moléculas produzidas pelas células e armazenadas em vesículas de secreção são secretadas quando um estímulo induz a fusão das vesículas com a membrana plasmática, levando à liberação de seu conteúdo no meio extracelular. Esta via de transporte existe apenas em células especializadas na secreção de hormônios, neurotransmissores e enzimas digestivas, por exemplo. Secreção constitutiva x secreção regulada. A seguir você encontra vídeos sobre os tipos de exocitose. 1. Exocitose ou secreção constitutiva. 4. Conclusão Diferentes tipos de moléculas são transportados através da membrana plasmática. Pequenas moléculas são transportadas de forma simples ou mediada, com ou sem gasto de energia. Já moléculas grandes ou grande quantidade de moléculas pequenas são transportadas através de vesículas para dentro (endocitose) ou para fora (exocitose) da célula. 5. Referências BRUCE, A. et al. Fundamentos da Biologia Celular. 4.ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 2. Exocitose ou secreção regulada. COOPER, G.M.; HAUSMAN, R.E. A célula: uma abordagem molecular. Tradução de Maria Regina Borges-Osório. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012 LODISH, H. et al. Biologia celular e molecular. Tradução de Adriana de Freitas Schuck Bizarro et al. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. ROBERTIS, E.M.F.; HIB, J.R. Bases da biologia celular e molecular. 4. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2014. YouTube. (2009, abril, 03). A membrana plasmática: transporte pela membrana. 7min29seg. Disponivel em: . Acesso em: 16 jul. 2018. YouTube. (2015, novembro, 16). Experiência: osmose na alface. 1min49seg. Disponivel em: . Acesso em: 16 jul. 2018. YouTube. (2017, fevereiro, 07). Como funciona a bomba de sódio e potássio. 1min30seg. Disponivel em: . Acesso em: 16 jul. 2018. YouTube. (2011, novembro, 21). Transportes de membrana. 2min28seg. 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