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Ensinando as Nações 1 Primeiro Trimestre - 2026 - nº 100 PROFESSOR Nome: Ensinando as Nações 2 CONVENÇÕES DA CIAD NOS ESTADOS PARA O 1º TRIMESTRE 2026 21 e 22 de fevereiro de 2026 Santa Inês - MA Pr. José de Ribamar da Conceição Silva 15 de março de 2026 Araras - SP Pr. Donizete Lima da SilveiraConvenção Internacional da Assembleia de Deus CIAD Convenção Internacional da Assembleia de Deus CIAD 24 e 25 de janeiro de 2026 Cuiabá - MT Pr. Aparecido Alves dos Santos 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2026 Porto Velho - RO Pr. Manoel de Matos da Silva 20 a 22 de março de 2026 Redenção do Pará - PA Pr. Lucas Gomes Andrade 25ª CONFISULPA - Convenção Filiada no Sul do Pará Liderança Pastoral Liderança Pastoral Liderança Pastoral Liderança Pastoral Janeiro Fevereiro Março Liderança Pastoral Ensinando as Nações 3 ENSINANDO AS NAÇÕES Comentaristas: OBREIROS(AS) DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL DA “ASSEMBLEIA DE DEUS” (CIAD) Encarte especial para o professor Pr. Elias Garcia FErnandEs Pr. OdilOn MEndOnça dE OlivEira JúniOr Lições do Primeiro Trimestre de 2026 O trabalho deste encarte é feito mediante pesquisa bibliográfica. Ensinando as Nações 4 Ensinando as Nações 5 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 415, 491, 510 TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRÊ Pr. José Clarimundo César Lição 01 Domingo, 04 de janeiro de 2026 ENFATIZE Que é preciso muito cuidado com a enganação dos falsos profetas que estão por aí realizando sinais e prodígios. Que, embora creiamos em mila- gres e maravilhas, todavia o Senhor Jesus deve ser o centro de nossa mensagem. Que se tivermos uma fé operante no Senhor Jesus e crermos nele, podere- mos fazer os milagres que Ele fez. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Saber que não convém ficar correndo atrás de milagres, mas aguardar com fé a realização deles em sua vida. - Abominar radicalmente a prá- tica de curandeiros e coisas semelhantes, porque eles não são de Cristo (2 Tm 2.19). - Divulgar diligentemente que os milagres são realizados em nome de Jesus e são para glória de Deus. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Estamos diante de mais um tri- mestre, período em que estudaremos tre- ze lições com temas diversificados, todos atraentes e bem interessantes. Prepare-se convenientemente, não perca tempo, pes- quise o máximo que puder observando as seguintes recomendações: a) Estude as lições encarando-as como um novo desafio a cada domingo; b) Esmiúce bem o material exposto até que o assunto se torne bem conhecido e bem claro; c) Procure relacionar cada parte da lição às necessidades dos alunos; d) Planeje tudo de modo que os alunos sejam participantes atentos, e não meros espectadores; e) Tenha alvos específicos, e tente ante- ver o que os alunos vão sentir, saber e fazer como resultado do estudo desta lição. Simples Assim Milagre não se explica, se vive! SUBSÍDIO TEOLÓGICO O milagre é ato de poder. Milagres não são apenas as curas operadas por Je- sus antes e depois de sua morte e ressur- reição, mas também a força e o consolo que ele comunica àqueles que com ele vi- vem em comunhão (2 Co 12.7-10). No Evangelho de João a multidão é satisfeita pelos sinais (6.2,14;12.18,37), que lhe parecem fatos maravilhosos, mas cuja razão não compreendem. Jesus per- manece sendo um ser extraordinário para Ensinando as Nações 6 ela, mas não o Filho de Deus. Em seus atos ela vê o efeito de um poder, sem neles discernir o verdadei- ro autor: Deus agindo naquele que enviou (5.19). Só vêm a crer nele aqueles que compreendem, percebem, veem a presen- ça de Deus, a glória do Senhor, além do evento (2.23;3.2;10.41). Os discípulos terão a possibilidade de produzir sinais (14.12ss;15.5), alguns dos quais poderão ultrapassar os de Jesus, por sua extensão e por sua força. Todavia, tanto sua significação como sua origem serão idênticas, ou seja, o próprio Senhor (15.5). Os milagres de Jesus visam reve- lar aquele que desde agora está em ação no mundo, por amor (3.16), atraindo a atenção sobre Jesus. Os milagres lembram que Deus está agindo nele e por meio dele (6.56)”. ALLMEN, J. J. Von, VOCABULÁRIO BÍBLICO, São Paulo: Editora ASTE, pp. 336-340, 2001. GLOSSÁRIO Allan Kardec: Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, no dia 03 de outubro de 1804. Em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo de Allan Kardec (nome que teve em uma reencarnação) publicou a primeira obra da Doutrina Espírita “O Li- vro dos Espíritos”. Sua contribuição históri- ca está em ser um dos mentores das piores doutrinas hereges da humanidade. Curandeiro: Que ou quem procura tratar e curar doentes sem habilitação médica oficial, e mediante práticas de feitiçaria, benzedeiro. Reencarnação: Ato ou efeito de reen- carnar-se. Crença de que, após a morte, a alma de um ser humano retorna à vida com outro corpo (como na doutrina dos espíritas). Sinagoga: Synagóga ‘sinagoga (de ju- deus)’, uma assembleia. Lugar onde se reúnem os israelitas para o exercício do seu culto. A sinagoga foi instituída durante o cativeiro babilônico (587 - 443 a.C). Uma sinagoga era composta de no mínimo 10 pessoas adultas. Sinótico: Designação que se dá aos três primeiros evangelhos do Novo Testamento (Mateus, Marcos e Lucas), que apresentam grandes semelhanças quanto aos fatos narrados. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA BARNETT, Tommy. Há Um Milagre Em Sua Casa, Rio de Janeiro: CPAD, 1995. QUESTIONÁRIO 1 - O que está escrito em João 14.12? R - “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai”. 2 - Qual era a prioridade de Jesus? R - O ensino e a pregação do evangelho. 3 - Quem não fez sinal algum? R - João, o batista. 4 - Que nome usou Pedro na cura do coxo? R - O nome de Jesus. 5 - Cite dois procedimentos incorre- tos, segundo a lição. R - Buscar médicos reprovados por Deus e buscar curandeiros. Ensinando as Nações 7 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 199, 408 e 577 ASPECTOS FUNDAMENTAIS NA LITURGIA DA CEIA Pr. Jossele Clauber César Lição 02 Domingo, 11 de janeiro de 2026 ENFATIZE Que o incauto que participar da Ceia indignamente, sem examinar-se, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Que o autoexame precisa fazer parte de nossa vida, para que possamos manter um padrão digno de vida cristã. Que, se trabalharmos num mes- mo sentido e numa mesma disposição mental obteremos a desejada unidade. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Condenar veementemente qualquer tipo de sectarismo e orgulho, por- que isto promove divisão e discórdia. - Saber que o autoexame abre a visão espiritual do crente possibilitando-lhe ver claramente os erros cometidos. - Entender que o autoexame é fundamental para conscientizar o crente quanto à digna participação na Ceia. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Os professores devem enfatizar de forma bem categórica a seriedade e o fundamento da Ceia do Senhor. Entre as razões que caracterizam uma participação indigna na ceia, talvez o fato mais relevan- te se configure quando os membros da igreja “participam” da ceia sem ao menos pensar no seu real significado. Exatamente por ignorar o real significado da Ceia é que há tantos incautos que comem o pão e be- bem o vinho de uma forma instintiva, sem a mínima reflexão. Todo crente zeloso prepara-se para o dia da Ceia através de uma saudável introspecção, com confissão de pecados e isento de pendência no quesito relacional (pedindo perdão por ofensas cometidas ou perdoando ofensores). A consciência de nossos pecados não deve nos afastar da Ceia, mas dirigir o modo como participa- mos dela. atO intrOsPEctivO Devemos participar da Ceia com atitude de reflexão, porque estamos proclamando que Cristo morreu por nossos pecados. SUBSÍDIO TEOLÓGICO A Ceia do Senhor está associada à proclamação do imenso valor de Cristo, à sua memória, especialmentea sua mor- te, não sendo algo que possa ser efetua- do levianamente, conforme os crentes de Corinto vinham fazendo, em sua conduta desordenada. Paulo não nos dá qualquer defini- ção direta acerca do que ele entende aqui Ensinando as Nações 8 por “indignidade”. Certamente que ele não exigia um valor absoluto por parte dos participantes, pois, nesse caso, ninguém jamais seria capaz de participar dessa ce- rimônia. Antes, segundo o contexto, ele quis dizer que a decência comum deve ser observada; não pode haver qualquer das desordens de glutonaria, de embriaguez, de egoísmo, de degradação a outros, de contendas entre os crentes, de adoração a “heróis” por parte de grupos facciosos etc., todas as práticas atuavam como elemen- tos perturbadores da igreja de Corinto, que profanavam sua observância da Ceia do Senhor. Assim é que um homem deveria “examinar-se”, a fim de verificar qual pe- cado poderia estar se agitando em algum setor secreto de sua vida, embora tal peca- do não seja observado por outros. Cumpre ao crente averiguar em que ofendeu a al- gum irmão, ou como profanou o nome de Cristo perante outros. Sim, Paulo aponta aqui para todas as formas de pecados im- pedidores e debilitantes. Certamente que o apóstolo dos gentios não esperava que os seus leitores fossem “perfeitos”, mas es- perava sinceridade da parte deles, o que é capaz de buscar e ganhar a vitória em todos os setores da vida diária do crente. O vocábulo grego aqui usado é simplesmente a forma negativa da palavra “digno”, isto é, “indigno”, pelo que uma aplicação muito ampla pode ser feita com base no mesmo. Aqueles crentes de Corinto não estavam discernindo o corpo de Cristo. CHANPLIM, Russell Norman. O NOVO TESTAMEN- TO INTERPRETADO, VERSÍCULO POR VERSÍ- CULO, Vol. 4, São Paulo: Hagnos, 2002, p. 183. GLOSSÁRIO Autoexame: O ato de examinar-se a si mesmo, através de práticas introspectivas. Cauterizado: De cauterizar - tornar insen- sível, indiferente; anestesiar, neutralizar. Censura: De censurar - julgar desfavora- velmente; desaprovar, discordar. Contrição: Sentimento pungente de arre- pendimento por pecados cometidos e pela ofensa a Deus. Sectarismo: De sectário - que não transi- ge; intolerante. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA SANTOS, Roberto dos Reis. A SANTA CEIA, Rio de Janeiro: CPAD, 2005. QUESTIONÁRIO 1 - Por que é importante o autoexa- me? Quando fazê-lo? R - a) Porque é fundamental; b) Ele preci- sa fazer parte do nosso cotidiano devocio- nal, para que possamos manter um padrão digno de vida cristã. 2 - Quais os motivos das preocupa- ções de Paulo em relação à igreja de Corinto? R - As pessoas daquela igreja não estavam examinando a si mesmas, e, por falta de uma censura dos próprios atos acabavam agindo à vontade, transtornando o am- biente, com se estivessem certas. 3 - Cite uma das finalidades do autoe- xame. R - O autoexame acaba suscitando arre- pendimento, porque o fato de os crentes reconhecerem o erro cometido já é um grande passo para sentirem-se arrependi- dos. 4 - O que acontece com quem partici- pa indignamente da Ceia do Senhor? R - Quem participa indignamente da Ceia está atraindo para si a culpa de crucificar de novo a Cristo, tornando-se, portanto, culpado do corpo e do sangue do Senhor, ou seja, tornando-se responsável pela sua morte. Ensinando as Nações 9 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 50, 298 e 610 O QUE FAZER QUANDO NÃO SABEMOS O QUE FAZER Pr. Thiago Francisco Marchetti Nunes Bandeira Lição 03 Domingo, 18 de janeiro de 2026 ENFATIZE Que há momentos em nossa vida que os nossos problemas se tornam inso- lúveis diante de nossa incapacidade. Que, consciente, Josafá orou as- sim: “não sabemos o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”. Que diante de uma ameaça tão grave, na iminência de sofrer ataques mor- tais, ele se voltou e buscou ao Senhor. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Saber que o jejum é uma ren- dição, é a renúncia da autossuficiência, é saber que a vitória vem de Deus. - Crer que a fé não é ter todas as respostas; é continuar crendo no Senhor, mesmo sem receber o que pedimos. - Entender que, diante do nosso receio, o Deus Todo-Poderoso nos protege e assume o controle de tudo. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA O medo é inerente à natureza hu- mana. Aliás, o medo serve de parâmetro identificador que faz a pessoa percebe a gravidade do perigo. Geralmente, a situa- ção de medo é recorrente quando estamos diante de uma ameaça e percebemos nos- sa incapacidade de contornar os imbróglios que surgem diante de nós. A história do rei Josafá é rica para nos mostrar que em determinados mo- mentos ficamos estáticos diante de graves ameaças. É aí que surge a prática de quem serve e confia em Deus, de quem não ser- ve e não confia em Deus. Josafá fez, sabia- mente, o que devia ser feito: conclamou o povo para que fizessem jejum e oração numa prova de confiança em Deus. O re- sultado foi surpreendente, nem precisaram lutar. Isto nos mostra que no momento di- fícil, oração e jejum são armas poderosas. rEsPOsta sábia Quando não sabemos o que fazer, deve- mos nos lembrar quem é o Senhor Deus, o que ele já fez e ainda fará por nós. SUBSÍDIO TEOLÓGICO “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou”. As palavras “... mais que vencedo- res...” podem ser mais bem compreendi- das através das seguintes considerações: 1) No presente, porque podemos desfru- tar da vitória íntima, embora derrotados por qualquer maneira humana ou natu- ral de considerarmos a nossa situação. A alma pode sentir-se triunfante, ainda que Ensinando as Nações 10 o corpo seja maltratado ou mesmo mor- to. Pode haver vitória espiritual em meio a várias formas de sofrimentos físicos; 2) Mediante o amor de Cristo é que o homem interior pode obter o triunfo. As próprias perseguições opressoras podem servir de meio que forcem o crente a cultivar a alma e os seus interesses eternos. O próprio de- sespero pode servir de uma poderosa força que contribui para nosso desenvolvimento espiritual, contando que tudo seja recebido na atitude correta, a saber, na submissão a Deus; 3) Podemos ser mais do que vence- dores porquanto não somente derrotamos os poderes malignos, pelo menos no nível interior da alma, mas também porque po- demos derivar bênçãos da própria adversi- dade, ainda que essa seja a maneira mais difícil de alguém ser abençoado; 4) Pode- mos ser mais do que vencedores porque tais sofrimentos não nos sobrevêm sem causa suficiente e sem estarem sujeitos ao controle divino - e podem mesmo redundar em nosso bem, embora tudo isto faça par- te da futilidade ou “vaidade” deste mundo; 5) Porque tudo nos sucede por motivo do amor de Cristo; e porque confiamos nesse amor, que o mesmo sempre se declarará em nosso favor: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8.28). E isso é assim porque amamos àquele que primeiro nos amou. CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado, Versículo por Versículo, Vol. 3, São Paulo: Hagnos, 2002, p. 733. GLOSSÁRIO Belicamente: De bélico - concernente à guerra ou ao belicismo; belicoso. Edito: Relativo a édito - ordem de auto- ridade superior ou judicial que se divulga através de anúncios ditos editais, afixados em locais públicos ou publicados nos meios de comunicação de massa; edital. Intrínseco: Que faz parte de ou que cons- titui a essência, a natureza de algo; que é próprio de algo; inerente. Inerte: Desprovido de movimento, que não dá sinal de vida; imóvel, inanimado. Insanidade: Condição do que é ou está insano; loucura, demência, insanidade. Inusitado: Que causa surpresa, estranha- mento; que é diferente do que se espera ou se imagina. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA GALLAGHER, Steve. VIVER EM VITÓRIA, Rio de Janeiro: Graça, 2005. QUESTIONÁRIO 1 - O que significa “reconhecer a pró- pria fraqueza”?R - Reconhecer a própria fraqueza não é fraqueza; é o começo de uma fé genuína. 2 - Diante da impossibilidade da vitó- ria, o que Josafá fez? R - Ele buscou ao Senhor, ele voltou seu coração à oração, à Palavra e ao jejum, ele trouxe à memória os milagres de Deus, ele escolheu confiar mesmo sem entender. 3 - Em quem devemos confiar diante dos desafios? R - No Senhor nosso Deus, que é o nosso socorro, nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. 4 - Dê uma definição de fé, segundo a lição. R - A fé não é ter todas as respostas, mas é olhar firmemente para o Senhor e saber que, muitas vezes, não recebemos o que pedimos, mas recebemos o que precisa- mos. Ensinando as Nações 11 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 306, 499 e 505 O ENSINO APROVADO POR DEUS Pr. João Batista Rosa Lição 04 Domingo, 25 de Janeiro de 2026 ENFATIZE Que o processo pedagógico re- quer crença monoteísta, muita responsa- bilidade e metodologia definida. Que o professor precisa ter com- promisso para consigo mesmo, para com o aluno e para com a comunidade. Que a igreja trabalha com almas, por isto não deve minimizar sua preocupa- ção para com o ensino correto. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Entender que os sábios e sa- lutares ensinamentos do Senhor precisam fazer morada em seu coração. - Saber que na transmissão do ensino, a metodologia empregada não pode ser deixada em segundo plano. - Estar ciente de que para ocupar lugar de ensinador é preciso ter um caráter ilibado e estar treinado à altura. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Uma boa aula na EBD, além do necessário preparo técnico (leitura apura- da da lição, pesquisa em fontes correlatas, municiamento de informações comple- mentares atinentes ao texto etc.), requer algo mais: preparação espiritual, reflexão, meditação e oração. Outro aspecto relevante no pro- cesso de ensino e o necessário zelo que o professor precisa ter em aplicar métodos que se adéquem ao desenvolvimento dos alunos. É a partir desta realidade que o professor terá condições de escolher o mé- todo ideal e a quantidade precisa de infor- mações a serem ministradas. Mas não se deve esquecer jamais do lado assistencial, razão pela qual o professor precisa visitar seus alunos, saber de suas necessidades, conversar com eles para conhecer melhor o contexto de vida que levam quanto ao aspecto espiritual, familiar, profissional, etc. PrincíPiO FundaMEntal A missão de ensinar deve ser entregue aos cuidados de homens e mulheres de confian- ça, que sejam capazes de ensinar outros. SUBSÍDIO TEOLÓGICO A importância do Ensino Cristão - En- sinemos por meio de palavras, pela men- sagem dos hinos, pela força do exemplo. O ensino faz parte da Grande Comissão (Mt 28.20). Os dons espirituais existem para servir de auxílio no ministério do ensino, e o alvo de tudo é a maturidade espiritual, o crescimento e o aperfeiçoamento dos san- tos (Ef 4.11). Ensinando as Nações 12 Os verdadeiros mestres são dádi- vas divinas à igreja, para seu benefício. E o dom do “conhecimento” é dado especial- mente aos mestres, a fim de que sejam eficazes em seu ministério (2 Co 12.8). O ensino tem um efeito “edificador”. Portan- to, é importante, se a igreja tiver de ser “edificada”, o ensino é vital para esse pro- pósito. As Escrituras Sagradas nos foram transmitidas nessa forma escrita a fim de que o ministério do ensino fosse facilitado e se tornasse mais eficaz. Acima de tudo o mais, Cristo foi o Mestre supremo. Se se- guirmos o exemplo que nos deixou, sem dúvida haveremos de ensinar. Aqueles que somente evangeli- zam, negligenciando o ensino cristão, te- rão de contentar-se com uma igreja infan- til, carnal, com disputas e cisões na igreja loca. Um povo faminto espiritualmente será um povo infeliz. A ausência do ensino cristão arma o palco para a apostasia (Hb 6.1 e ss). Che- ga um tempo, na vida de cada crente, que se espera que ele se torne um mestre, e não um aprendiz (Hb 5.12). Observemos a importância emprestada por Paulo à necessidade de haver homens bons que sejam mestres de outras pessoas na fé cristã, para que esta possa passar de uma geração à outra (2 Tm 2.2). CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bí- blia, Teologia e Filosofia, vol. 2, São Paulo: Hag- nos, 2002, p. 390. GLOSSÁRIO Docente: Referente ao ensino ou àquele que ensina. Estância: Ação de estar; estadia, perma- nência. Ilibado: Não tocado; sem mancha; puro. Minimizado: Considerado de menor im- portância; subestimado intencionalmente. Monoteísta: Adepto ao monoteísmo - culto ou adoração de um único Deus. Ótica: O ângulo sob o qual algo ou alguém é observado ou considerado; ponto de vis- ta, perspectiva. Pedagogo: Pessoa que emprega a peda- gogia, que ensina; mestre, professor. Periférico: Condição do que se acha pró- ximo; contiguidade, vizinhança. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA TULER, Marcos. ABORDAGENS E PRÁTICAS DA PEDAGOGIA CRISTÃ, Rio de Janeiro: CPAD, 2006. QUESTIONÁRIO 1 - Qual o objetivo principal da lição deste domingo? R - A lição deste domingo visa mostrar Deus como um pedagogo a ensinar outros no ofício docente. 2 - Qual a razão maior da pedagogia cristã? R - Visa formar o caráter da pessoa para um relacionamento correto com Deus em obediência às suas leis. 2 - Quais compromissos são exigidos por Deus no processo pedagógico? R - a) Para consigo mesmo; b) Para com os discentes; c) Para com a comunidade. 3 - Quando começa o ensino? R - O ensino começa a partir de Deus, pois Ele conhece o conteúdo e sabe os recursos da pedagogia. 4 - Como deve ser encarada a educa- ção? R - Deve ser assumida com responsabili- dade. Ela exige que aqueles que estão en- volvidos no processo ensino-aprendizagem saibam não somente o conteúdo, mas que tenham qualidade de vida e dominem os recursos pedagógicos. Ensinando as Nações 13 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 77, 132 e 477 A LIDERANÇA PASTORAL É BÍBLICA E PRECISA FUNCIONAR Pr. Israel Osmundo de Miranda Lição 05 Domingo, 01 de fevereiro de 2026 ENFATIZE Que não existe igreja ruim; exis- te pastor ruim! Pastor competente busca munir-se de potencial que os credencie. Que para liderar bem é preciso ter conhecimentos, técnicas e aprendizado contínuo no trato com pessoas. Que há pontos fortes na área ad- ministrativa e econômica que são impor- tantes para se atingir uma boa liderança. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de: - Entender que um líder lidera pessoas, unindo o lado técnico, profissional com a visão bíblica e espiritual. - Saber que um líder não faz nada sem antes ouvir opiniões contrárias de pes- soas mais experientes. - Compreender que fazer algo forçadamente não é bom nem produtivo para a missão ou para a obra de Deus. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Todo estudo que diz respeito à li- derança em seus mais abrangentes aspec- tos, requer uma mensagem de ânimo e, ao mesmo tempo, de admoestação. A título de sugestão para a aula de hoje, o profes- sor pode aludir à passagem de Jeremias 10.21 para aplicá-la aos líderes da igreja, no tocante à falta de oração em favor dos liderados. Segundo o texto, por não bus- carem ao Senhor em oração, os pastores (recado extensivo a todos os líderes) aca- bam se embrutecendo, isto é, se tornam insensíveis, perdem a mensagem, deixam de ser prósperos e, como consequência, as ovelhas (os liderados) vão se espalhando como ovelhas sem guia (Nm 17.27). O líder que é exemplo de oração consegue manter a coesão de seus liderados. PrincíPiOs básicOs A liderança servil exige caráter, compe- tência e maturidade para a grandeza de nossa missão. SUBSÍDIO DEVOCIONAL Amar a Deus, a si mesmo e ao pró- ximo Jesus ordenou isso a todos os crentes. Mas isso é particularmente im- portante para os líderes. Expressando um amor genuíno, o bom líder motiva seus seguidores a se moverem para aquilo que é beneficamente permanente e atende às suas reais necessidades. Sóo amor é permanente. A parte final do maior texto Ensinando as Nações 14 já escrito acerca do amor diz: “Agora per- manecem a fé, a esperança, o amor, estes três, porém o maior destes é o amor” (1 Co 13.13). O amor é o maior porque só ele é permanente. A fé, finalmente, será consu- mada no céu; a esperança, também, será consumada no céu. Entretanto, a amor continuará por toda a eternidade. A prática do amor é muito impor- tante no líder também porque a motivação por ameaça ou influência não condiz com a verdadeira liderança. Essa é a forma de atuar do detentor do poder, do ditador. Mas o fator motivador que mais condiz com a verdadeira liderança é o amor. Para o líder, praticar amor não é uma coisa que ele aspire só para si. Ao contrário, ele deve querer também instilar amor na vida daqueles que o seguem. Ele deveria desempenhar o papel de modelo, mostrando como o amor opera, demons- trando seu desenvolvimento, sua prática e seus benefícios. Assim como uma árvore majes- tosa expressa sua vida pelo fruto, o líder que imita Cristo expressa sua liderança em amor. HAGGAI, John. SEJA UM LÍDER DE VERDADE, Venda Nova (MG): Editora Betânia, 1990, pp.83,84. GLOSSÁRIO Episcopado: Dignidade, cargo ou função de bispo. Estagnado: Que se encontra em estado estacionário, que não progride; parado, paralisado. Feedback: Retorno de informações sobre um desempenho, produto ou comporta- mento, usado para avaliação e melhoria contínua. Mentor: Pessoa que inspira, estimula, cria ou orienta ideias, ações, projetos, realiza- ções etc. Mercenário: Que age ou trabalha apenas por interesse financeiro, por dinheiro ou algo que represente vantagens materiais; interesseiro, venal. Na marra: Forçadamente, de modo obri- gatório. Terceirizar: Proceder terceirização - for- ma de organização estrutural que permi- te a uma empresa transferir a outra suas atividades-meio, proporcionando maior disponibilidade de recursos para sua ativi- dade-fim, reduzindo a estrutura operacio- nal, diminuindo os custos, economizando recursos e desburocratizando a administra- ção. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA HAGGAI, John. SEJA UM LÍDER DE VERDADE, Venda Nova (MG): Editora Betânia, 1990. QUESTIONÁRIO 1 - Cite um dos fatores que mais con- tribuem para o crescimento da igreja. R - O nível da qualidade de liderança exer- cida pelo pastor. 2 - Cite um conceito de liderança. R - Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas a um objetivo comum. 3 - O que um líder não pode fazer? Cite três afirmações neste sentido. R - a) o líder nada pode fazer sem consul- tar a Deus, e depois de um razoável pe- ríodo de oração; b) nada pode fazer sem aceitação do grupo, pois a unanimidade nas decisões é o ideal; c) nada pode fazer sem ouvir opiniões contrárias ou dos mais experientes. 4 - Como são descritos os pastores sem relacionamentos com as ove- lhas? R - Egoístas, isolados ou administrativos. Ensinando as Nações 15 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 93, 115 e 147 A DIGNA FUNÇÃO DE UM SERVO Pr. Sebastião José Inácio Lição 06 Domingo, 08 de fevereiro de 2026 ENFATIZE Que o Senhor não discrimina nin- guém, e sua convocação nunca é somente para os dotados de capacidade. Que a condição de servos de Jesus credencia o crente como serviçal no meio da comunidade dos remidos. Que haverá, no porvir, recompensa para os que souberem se manter íntegros no propósito de servos fiéis. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deverá ser capaz de: - Estar consciente de que o pecado torna a pessoa uma escrava do mal, cujo resultado é a morte espiritual. - Saber que, sem compromisso com o senhorio de Cristo, perde-se o direito de tê-Lo como Salvador. - Cumprir o papel de servo fiel fazendo a vontade do Senhor e, se possível, realizar além do que for mandado. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA O principal objetivo do estudo de hoje é ensinar acerca do preparo que todos devemos ter quanto à verdadeira função de servos do Senhor - nossa dedicação, disponibilidade, chamada, receptividade, obediência, amor pela causa do Mestre etc. Mas a lição também oferece ótima oportunidade para a exploração do assunto “dom terapêutico” no sentido de que seja despertado em nós o lado serviçal da voca- ção cristã. Referimo-nos à virtude do amor fraternal devidamente traduzido em atitudes dignas de servos também em relação à comunidade dos remidos da qual fazemos parte. A igreja do Senhor precisa, o quanto antes, resgatar o desejo de ser uma comunidade de servos onde a vida de Cristo flua entre os irmãos, trazendo perdão, gra- ça, amor, aceitação, libertação, curas física e interior. subliME ExEMPlO! Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente (Mc 10.45-NTLH). SUBSÍDIO DEVOCIONAL Aos nossos olhos, o gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos era coisa incomum, mas era extremamente comum e rotineiro entre os judeus daquele tempo. Os discípulos de Jesus, entretanto, não se dispuseram a cumprir essa rotina, a fazer uma coisa simples. Ao contrário, preferiram discutir assuntos da alta esfera, ou seja, quem deveria ocupar o lugar do Mestre Ensinando as Nações 16 entre eles. Quando não estamos permeados pela vida de Cristo, a nossa vida e parti- cipação na igreja é enfadonha, cansativa e chata. Pequenas tarefas se tornam ex- tremamente desagradáveis. Participar de uma reunião não passa de obrigação. Orar, ouvir um irmão é um ‘sacrifício de louvor’ para muitos na igreja. Não há prazer nem alegria. Quando se trata, porém, de dispu- tar o poder, decidir sobre a vida econômica da igreja, ou então quando se trata de resolver algo que foge da rotina, algo inco- mum, de grande importância publicitária, que produz status religioso e que tenha repercussão na denominação, as pessoas se dispõem, vestem a camisa do evangelho e resolvem agir. A atitude de Jesus foi pedagógica. Ao levantar-se e lavar os pés dos discípulos, ele estava como que dizendo: “Olhem, vocês estão esquecendo da tarefa comum, rotinei- ra, porém importante, que é a de servir uns aos outros”! Sem dúvida, somos assim. Abando- namos as coisas comuns e rotineiras da vida da igreja. Deixamos de cumprir com amor as pequenas responsabilidades, achando que no momento que vierem as grandes, seremos capazes de corresponder. A Bíblia é muita clara: “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito...” (Lc 16.10). Temos que pensar e realizar as grandes responsabili- dades, sem esquecer os gestos simples e comuns que comovem e fazem as emoções positivas brotarem como resultado da nossa demonstração de amor, e da obediência às coisas simples do evangelho, como foi explicitado por Jesus. MENDES, Naamã. IGREJA, LUGAR DE VIDA, Venda Nova (MG): Betânia, 1992, p.58. GLOSSÁRIO Altruísmo: Amor desinteressado ao próxi- mo; filantropia, abnegação. Aludir: Fazer rápida menção a; referir-se. Artifícios: Sutileza, astúcia a fim de enga- nar; sagacidade, simulação. Deleitar: Experimentar deleitação, prazer, contentamento; regozijar-se. Metáfora: Designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que de- signa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA SWINDOLL, Charles. EU, UM SERVO? Venda Nova (MG): Editora Betânia, 1983. QuEstiOnáriO 1 - O Senhor tem algum tipo de pre- dileção quanto ao chamado para sua obra? R - Não. O Senhor não discrimina ninguém e a sua convocação nunca é direcionada ape- nas aos dotados de capacidade (Jo 15.16). 2 - Com que preço o Senhor nos res- gatou? R - Não foi com coisas corruptíveis como prata ou ouro, mas com o precioso sangue do seu Filho Unigênito. 3 - Que mensagem de triunfo podemos ler em Mateus 25.21? R - “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor”. 4 - Qual o comportamento típico do servo sincero? R - Ele não usa de artifícios para enganar ninguém, nem ageintencionalmente para disfarçar o seu próprio pensamento ou sen- timento em relação ao próximo. Ensinando as Nações 17 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 17, 147 e 400 Lição 07 Domingo, 15 de fevereiro de 2025 CHAMADOS A UMA ÍNTIMA COMUNHÃO COM CRISTO Pr. Venâncio Batista do Nascimento ENFATIZE Que Jesus nos oferece a oportuni- dade e o privilégio de estabelecermos um relacionamento profundo com ele. Que o exemplo de Jesus no trato com as pessoas é o nosso paradigma na relação com todas as pessoas próximas. Que o cristão é chamado a refletir a sua comunhão com Jesus através do seu relacionamento com os seus irmãos. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Perceber a importância e o pri- vilégio de viver em comunhão com Jesus Cristo, recebendo vida e nutrição. - Ver como Jesus tratava as pes- soas e extrair daí lições para aplicá-las em seus relacionamentos pessoais. - Reconhecer que a vida cristã é coletiva; somos um corpo que cresce e se fortalece por meio da comunhão. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA O inexplicável amor de Deus foi demonstrado de forma extraordinária na vida e morte de Jesus Cristo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito...” (Jo 3.16). Ele não apenas pregou o amor, mas viveu-o em sua essência mais pura. Desde o seu nas- cimento até sua morte, cada ato de Jesus foi marcado por compaixão, misericórdia e entrega. Ele se compadeceu e curou os doentes, perdoou os pecadores, acolheu os marginalizados e ensinou a amar os ini- migos. O amor de Jesus rompeu barreiras e transformou corações. Ele lavou os pés dos discípulos, mostrando que o amor se expressa em serviço e humildade. Na cruz, ele intercedeu por seus algozes: “Pai, per- doa-lhes, pois não sabem o que fazem...” (Lc 23.34). Esse ato de graça, no meio do seu sacrifício, demonstrou o caráter de Deus. O exemplo de Jesus é nossa inspira- ção. Seguir Jesus, portanto, é, sobretudo, em ato de graça: amar. O aMOr cOnstrói A fé sobe pelas escadas que o amor construiu. (Charles Spurgeon) SUBSÍDIO DEVOCIONAL Em nossos dias, esse termo [IGREJA] é usado de forma equivocada. Se nossa experiência de igreja se resume a participar de cultos aos domingos e reu- niões de estudo bíblico durante a semana, ela não passa de uma caricatura e distor- ção do propósito original de Deus. Se o cri- Ensinando as Nações 18 tério que usamos para medir o sucesso de uma comunidade é o quanto apreciamos o culto (se gostamos ou não do ambiente, da música, da pregação, da programação etc.), então temos uma visão errada a res- peito da igreja. Embora não seja errado avaliar esses aspectos do culto, precisamos compreender que ao considerá-los um cri- tério de avaliação, estamos demonstrando o quanto nos distanciamos da compreen- são do Senhor sobre o que é a glória na igreja. Podemos conduzir cultos em grande estilo, que satisfazem os desejos e gostos das congregações, mas não é dessa forma que manifestaremos o reino de Deus. A igreja como comunidade é um grupo de pessoas que compartilham do mesmo espírito e estilo de vida, cujo gran- de objetivo é manifestar a glória de Deus na terra por meio de relacionamentos mar- cados pela intensidade da vida de comu- nhão [...]. A dinâmica da igreja como co- munidade é difícil, radical e dolorosa, mas é nesse ambiente que temos a gloriosa oportunidade de vivenciar juntamente com os irmãos a comunhão da qual falam es- ses versículos. Como eu disse, não temos de viver no mesmo local, embora isso seja preferível, mas precisamos cultivar um re- lacionamento intenso, constante, honesto e intencional com o povo de Deus. No início esse processo será doloroso e angustiante, mas com o tempo ele se torna agradável e glorioso. No cotidiano da comunidade, o amor que declaramos a Deus é sempre medido pelo amor que demonstramos aos irmãos. Em sua sabedoria e habilidade, Deus nos livra dessa insistente ideia de que podemos ter um relacionamento individual com ele e permanecer desconectados da comunidade. KATZ, Art. VERDADEIRA COMUNHÃO. Americana (SP): Impacto, 2023, pp.20-23. GLOSSÁRIO Atentar: Pôr em execução, empreender, começar. Empatia: Capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sen- te. Forjado: Moldado, trabalhado; que foi for- mado em forja para adquirir determinada forma. Implicar: Tornar necessário ou impres- cindível, exigir, pressupor, requerer. Mútua: Que se faz reciprocamente en- tre duas ou mais pessoas ou coisas. Prédica: Discurso religioso, sermão. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA RIBEIRO, Boanerges. O APÓSTOLO DOS PÉS SANGRENTOS. Rio de Janeiro: CPAD, 1988. QUESTIONÁRIO 1 - Cite o personagem da lição que exemplifica o desafio de vivermos em comunhão. R - O exemplo do amor de Davi para com Saul e Jônatas. 2 - Segundo a lição, qual a principal razão para vivermos em comunhão? R - O exemplo de Cristo. 3 - Cite uma importante lição de Je- sus no seu relacionamento com o próximo. R - Jesus vê o que há de melhor nas pes- soas. 4 - Qual igreja da Ásia Menor foi re- preendida por deixar o primeiro amor? R - A igreja de Éfeso. Ensinando as Nações 19 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 50, 225 e 273 AS TRÁGICAS CONSEQUÊNCIAS DOS MAUS CONSELHOS Pr. Elias Garcia Fernandes Lição 08 Domingo, 22 de fevereiro de 2026 ENFATIZE Que um bom e sábio conselho é aquele que possui uma fundamentação bí- blica como princípio basilar. Que, segundo a Bíblia, se não ti- vermos bons conselhos os nossos planos estarão fadados ao insucesso (Pv 15.22). Que Jonadabe foi, na verdade, um “amigo da onça”, ao aconselhar Amnon de forma tão inconsequente. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Saber que o cristão não deve jamais andar segundo o conselho dos ím- pios, mas segundo a palavra de Deus. - Acatar o sábio conselho de te- mer a Deus e guardar os seus mandamen- tos, vendo isto como um dever. - Procurar ajuda do pastor ou de um conselheiro idôneo, pois estes têm au- toridade espiritual para aconselhar. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA A leitura cautelosa do texto indi- cado na lição, e a meditação acerca dos versículos alusivos a cada dia da semana, são práticas que municiam a mente do professor com subsídios necessários para uma exposição ampla e satisfatória da aula. Também uma meditação sobre o que propõe a lição (objetivos e conteúdo) tam- bém se constitui numa grande ajuda. Este método enriquece o conhe- cimento do professor dotando-o de far- ta argumentação. O que o professor não pode, de jeito nenhum, é entregar-se ao comodismo apenas lendo a lição uma úni- ca vez. Isto poderá fazer com que o pro- fessor também apenas leia a lição diante dos alunos, assim sem mais detalhes, sem “tempero”, sem vida etc. O ensino é uma ciência e é também uma arte, razão pela qual deve ser praticado e desenvolvido ob- servando sempre o padrão de qualidade. É PrEcisO acOnsElhar Ensinar o que Cristo ensinou inclui instru- ção na doutrina, mas abrange, também, aconse- lhar as pessoas durante os seus conflitos. SUBSÍDIO DEVOCIONAL Todos sabem que algumas pes- soas dão melhores conselhos que outras. Isto faz surgir uma questão importante e fundamental. Todo cristão pode ser um bom conselheiro ou o aconselhamento é um dom reservado para certos membros escolhidos no corpo de Cristo? Segundo a Bíblia, todos os crentes devem ter um in- teresse compassivo por seus semelhantes, mas não se deduz disso, necessariamen- te, que todos os crentes sejam ou possam tornar-se conselheiros bem-dotados. Neste Ensinando as Nações 20 respeito, o aconselhamento é como o en- sino. Todo pai tem a responsabilidade de ensinar seus filhos, mas apenas alguns são professores especialmente dotados. Em Romanos 12.8 lemos a respei- to do dom da exortação (paraklesis), uma palavra cujo significado é “andar ao lado para ajudar” e implica em atividades tais como advertir, apoiar e encorajar outros. Ele é mencionado entre os donsespirituais possuídos por algumas pessoas, mas não todas. Os que possuem este dom e o de- senvolvem verão resultados positivos em seu aconselhamento à medida que as pes- soas são ajudadas e a igreja edificada. Se o aconselhamento parece ser o seu dom especial, louve a Deus e procure aprender a exercê-lo melhor. Se o seu aconselha- mento parece ineficaz, Deus talvez tenha concedido outro dom. Isto não isenta nin- guém de ajudar as pessoas, mas pode esti- mular alguns a concentrarem seus esforços em outro setor e deixar o aconselhamento para os que são mais bem dotados nessa área. Nós claramente precisamos uns dos outros e o aconselhamento é uma parte - mas apenas uma parte - da igreja em funcionamento. Ajudamos as pessoas pelo aconselhamento, mas também as au- xiliamos através da evangelização, ensino, preocupação social e outros aspectos do ministério. COLLINS, Gary R. ACONSELHAMENTO CRISTÃO, São Paulo: Vida Nova, 1995, pp. 29,30. GLOSSÁRIO Aleatório: Que depende das circunstân- cias, do acaso; casual, fortuito, contingen- te. Ardilosamente: De ardiloso - que faz uso de ardis, cheio de astúcias; esperto, ma- nhoso, velhaco. Complacente: Desejoso de agradar, de demonstrar cortesia, de servir. Irredutível: Que não se deixa submeter, que não se deixa convencer por opiniões contrárias, que se mostra inflexível em re- lação a seus posicionamentos, opiniões, ideias etc.; indomável. Subliminar: Que é subentendido nas en- trelinhas ou se faz por associação de ideias - diz-se de propaganda. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA COLLINS, Gary R. ACONSELHAMENTO CRISTÃO, São Paulo: Vida Nova, 1995. QUESTIONÁRIO 1 - Qual é o conselho que deve pautar a vida do cristão? R - É aquele que é alicerçado no bom sen- so, que tem como fonte a virtude da expe- riência e da prudência. 2 - Qual foi o conselho absurdo que Jonadabe deu a Amnon? R - Num gesto de extrema insensatez, ar- dilosamente ele induziu Amnon à prática do hediondo incesto. 3 - O que a Bíblia nos diz em Isaías 30.1? R - “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescenta- rem pecado a pecado!” (Is 30.1). 4 - Em que consiste a vida devocional do cristão? R - Em não andar segundo o conselho dos ímpios, mas segundo a palavra de Deus (Sl 1.1,2). 5 - Qual o primeiro passo que preci- samos dar em busca de conselhos? Explique. R - Buscar ajuda do nosso pastor ou de outra pessoa bastante idônea dedicada ao ministério de aconselhamento. Porque eles estão cientes de que, da mesma forma que um médico ou um advogado, eles devem saber guardar segredos. Ensinando as Nações 21 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 526, 527 e 535 Lição 09 Domingo, 01 de março de 2026 TUDO TEM O SEU TEMPO Pr. Isaías Graciano de Jesus ENFATIZE Que o sábio ouve a palavra de Deus e pratica-a, e cuida em pedir sabedo- ria para administrar bem o seu tempo. Que a perda de tempo com coisas banais tem levado muitos a negligenciarem sua comunhão com Deus. Que a prática da oração tem sido salutar para fortalecer a nossa fé e, tam- bém, transformar-nos espiritualmente. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Conhecer o Senhor e inteirar-se acerca de vontade divina, através da leitura e meditação na palavra de Deus. - Saber que o modo mais direto de amar a Deus é desejando-o, adorando- -o, obedecendo-o e alegrando nele. - Entender que o labor do dia a dia dignifica o homem e o prepara para dar o devido sustento à sua família. ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS O tempo de Deus é o tempo de Deus. Mas nem todos estão dispostos a entender isto, principalmente numa época de ensinos ministrados por arautos da con- fissão positiva que preconizam a possibili- dade de se obter prosperidade em tempo recorde. E não é só isto! Alguns incentivam o carente de bênção a exigir de Deus muita rapidez e, também, a forma e os detalhes do milagre pretendido. Ao que tudo indica, isto se deve à avançada tecnologia na área de comunicação que impera em nossos dias, colocando o homem mal-acostumado com a instantaneidade de todas as coisas. Se em fração de segundos ela sabe o que está acontecendo no mundo inteiro, da mesma forma ele quer que tudo aconteça num estalar de dedos. O fato é que a de- mora do milagre esperado o torna ansioso ao extremo, podendo até provocar um es- tado de incredulidade. tEMPO dE dEus Deus sabe o momento certo de nos abençoar. Em sua soberania, ele sempre sabe o que é melhor para nós. SUBSÍDIO TEOLÓGICO O poema de Eclesiastes 3.1-8, pode ser uma das partes mais conhecidas da Bíblia para muitos que, de um modo geral, pouco conhecem do restante da Bíblia, mas é também, ao mesmo tempo, uma das passagens menos entendidas. A intenção do Mestre aqui não é diretamente fazer prescrições para a vida, mas princi- palmente oferecer pronunciamentos sobre Ensinando as Nações 22 o fato de que, na perspectiva de Deus, é ele quem ordena todos os aspectos da vida e das ações das pessoas. Mesmo quando há doença, morte, guerra e coisas semelhantes, é Deus quem comanda os tempos e as épocas da vida. Isso não significa que Deus queira deixar a vida de alguém cair no caos, pois ele tam- bém assegura que há tempo para curar e, também, tempos de paz. A vida não resulta do acaso ou do destino, pois a despeito da aparência for- tuita das coisas, Deus é o único que con- trola a natureza e a história. As únicas pes- soas que se incomodam com isso são os secularistas que desejam ser seu próprio deus sobre todas as coisas. O homem moderno é muitas ve- zes igualmente otimista a respeito de atin- gir os mesmos objetivos - e fazer tudo isso, mas deliberadamente à parte ou separado de Deus! No entanto, para todos os afaze- res da vida, Deus estabeleceu um tempo, ou seja, a extensão de tempo (uma oca- sião certa) para todas as coisas, e para os eventos particulares (um tempo para isto e um tempo para aquilo) junto com aque- le intervalo de tempo ou ‘ocasião’ em que cada evento é estabelecido e ordenado na providência de Deus. Nossos tempos estão nas mãos de Deus (Sl 31.15); portanto, os que temem a Deus devem ‘remir o tempo’ (Ef 5.15), pois tudo Deus fez ‘formoso em seu tempo’ (Ec 3.11). JÚNIOR, Walter C. Kaiser. COMENTÁRIOS DO AN- TIGO TESTAMENTO - Eclesiastes, São Paulo: Cul- tura Cristã, 2015, pp. 80,81. GLOSSÁRIO: Brusca: Diz-se de movimento imprevisto e rápido. Despendidos: Usar, empregar e gastar. Detrimento: Prejuízo. Imutável: Que não está sujeito a mudar; permanente, constante, imudável. Incidência: De incidente - acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar nor- mal de uma ação. Irrefutável: Não refutável, que não se pode refutar, que não se pode contestar; incontestável, irrefragável, irrespondível. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA PACKER J. I. O CONHECIMENTO DE DEUS, São Paulo: Cultura Cristã, 2014. QUESTIONÁRIO 1 - O que significa o tempo de cada dia que passa? R - É uma oportunidade para que o ser humano aprenda a viver para a glória de Deus, sabendo praticar o bem e amando o próximo. 2 - Qual é a verdade mais óbvia que precisamos aprender? R - Em relação ao tempo, todos precisa- mos saber que a hora da vida de cada um vai chegar. 3 - O que a palavra de Deus nos exor- ta, conforme Efésios 5.15,16? R - A não andarmos “como néscios, mas como sábios, administrando bem o tempo, porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16). 4 - Em relação ao tempo, o que me- lhor podemos fazer? R - O melhor que podemos fazer é apro- veitarmos bem o tempo que o Senhor nos concede, fazendo sempre o melhor para ele. Ensinando as Nações 23 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 255, 277 e 291 O PRIVILÉGIO DE ACESSO À PRESENÇA DE DEUS E SUAS RESPONSABILIDADES Pr. André Carlos Boaventura Lição 10 Domingo, 08 de março de 2026 ENFATIZE Que não podemos ser displicentes com os privilégios que nos foram dados através do sacrifício perfeito de Cristo. Que nós (servos deCristo) temos o que os irmãos da Antiga Aliança não ti- nham: o livre acesso ao trono de graça. Que estávamos separados de Deus por causa dos nossos pecados, mas Jesus nos abriu um novo e vivo caminho. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Saber que temos um grande sumo sacerdote que nos outorga liberdade para entrarmos na presença de Deus. - Ter a compreensão do privilégio e das responsabilidades que são requeri- das dos verdadeiros adoradores. - Estar bem ciente de que deve- mos nos aproximar de Deus com um cora- ção puro e a consciência aliviada. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA O véu rasgado de alto a baixo é extremamente carregado de uma simbolo- gia que marca fundamentalmente a nossa vida, se considerarmos que foi esta ação preventiva e benevolente de Deus que per- mitiu que nós pudéssemos entrar no trono de graça e de misericórdia. A obra expiató- ria de Jesus abriu o caminho para Deus. Foi por causa da morte dele na cruz do Calvá- rio que adquirimos a completa liberdade de entrar no Lugar Santíssimo. Precisamos alcançar esta previ- dente e maravilhosa graça, mas para isso temos que chegar perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo purificado. Precisamos guardar a firme esperança da fé que professamos, pois podemos confiar que Deus cumprirá as suas promessas. vivO caMinhO Por meio do novo e vivo caminho podemos chegar com confiança ao trono da graça (Hb 4.16). SUBSÍDIO TEOLÓGICO “E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tre- meu, as pedras se fenderam” (Mt 27.51). O véu do santuário se rasgou. Se confia- mos em Deus e cremos em seu poder, por que haveríamos de duvidar de determina- das ocorrências físicas, havidas quando da morte de Cristo? Ele era filho de Deus em sentido todo especial. A natureza protes- tou contra a iniquidade dos homens, e esse protesto chegou até o interior do próprio templo. O véu do templo era extremamen- Ensinando as Nações 24 te espesso e resistente. Tinha a largura de uma mão de espessura, tecido com 72 do- bras tecidas, cada uma com 22 fios. Media cerca de 18 metros de altura por nove de largura. Seria mister uma força poderosís- sima para conseguir tal prodígio. O véu dividia o Santo Lugar do Santo dos Santos, onde um Sumo Sacer- dote entrava no dia da expiação (Êx 26.31; Lv 16.1-30). A presença de Deus estava as- sociada ao Santo dos Santos e, assim sen- do, em tipo ou símbolo, o acesso maior a Deus, através de Cristo, posto à disposição de todos os homens, foi indicado. O trecho de Hebreus 10.20 usa o véu como símbolo do corpo partido de Jesus. Através desse corpo alquebrado o acesso é provido. Não podemos deixar de crer, igualmente, que o véu rasgado simbolizou o fim da adoração judaica, como expressão válida da alma em busca da veracidade de Deus. Outros- sim, o véu rasgado - foi um protesto contra os homens, externamente piedosos, mas que crucificaram ao Cristo de Deus. Os ju- deus confiavam na adoração que eles efe- tuavam no templo, como dotada de valor espiritual; não obstante, os seus corações estavam totalmente destituídos de qual- quer reverência à fé em Deus. Portanto, viram que o véu se rasgara em dois e ante isso souberam que a ira de Deus pairava sobre eles, e que seus dias estavam conta- dos. CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bí- blia, Teologia e Filosofia, Vol. 6, São Paulo: Hag- nos, 2006, p.622. GLOSSÁRIO Barateada: De baratear - dar-se pouco valor a; depreciar-se. Comunal: Pertencente a dois ou a mais de dois, à maioria ou a todos; comum. Displicentes: Que ou aquele que de- monstra descaso, falta de empenho no que faz; desatento, descuidado, desinte- ressado. Prerrogativa: Direito especial, inerente a um cargo ou profissão. Sucateada: De sucatear - deixar arruinar- -se por falta de cuidados, de investimentos etc., ou promover deliberadamente o suca- teamento de algo. Titubear: Ficar em estado de irresolução, incerteza, perplexidade; hesitar, vacilar. Vislumbre: De vislumbrar - perceber ou compreender indistintamente. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA TOZER, A.W. À PROCURA DE DEUS, 4ª Edição, Venda Nova (MG): Editora Betânia, 1985. QUESTIONÁRIO 1 - Como devemos lidar com o privi- légio de livre acesso à presença de Deus? R - Com intrepidez, liberdade, coragem, ousadia e confiança para entrarmos na presença de Deus pelo completo e perfeito sacrifício de Jesus. 2 - Por que Jesus é o grande sacerdo- te da casa de Deus? R - Porque ele cumpre o seu ministério como um grande sacerdote sobre a casa de Deus. 3 - Quais as cinco condições que o texto nos exorta para aproximarmo- -nos de Deus? R - Com um coração sincero, com plena certeza de fé, com um coração purificado, com corpos lavados com água pura, aguar- dando firme a esperança, sem vacilar. 4 - Por que a adoração coletiva na congregação é uma parte vital da vida espiritual? R - Porque é na casa de oração que somos nutridos espiritualmente, somos admoes- tados biblicamente e impulsionados pelos nossos líderes e irmãos. Ensinando as Nações 25 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 225, 298 e 609 AS FLECHAS DA VITÓRIA Pr. Luiz Fernando de Oliveira Pires Lição 11 Domingo, 15 de março de 2026 ENFATIZE Que falar sobre flechas, no senti- do espiritual, significa nossa luta diária a fim de atingirmos nossos objetivos. Que Deus usa o pastor, um profe- ta ou um pregador itinerante, porém mui- tos não acreditam e perdem a bênção. Que devemos fazer integralmente o uso do que Deus nos dá, ou seja, atirar todas as flechas à nossa disposição. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Perguntar: será que estamos satisfeitos com uma vitória parcial? Será que estamos pedindo com pouca fé? - Saber que quanto mais flechas forem atiradas, mais hábeis ficaremos e mais robustecida ficará a nossa fé. - Entender que a obediência às recomendações do profeta do Senhor é algo absolutamente necessário. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Num certo sentido, as três flechas têm o significado de pendências de vitórias em nossa vida. Quantas coisas esperamos há tempos e não são resolvidas? Talvez porque não estamos sendo sensíveis e obe- diência às orientações do Senhor. Quando estamos enfrentando uma luta, devemos entender os demais propósitos de Deus em torno daquilo de que precisamos, e então temos que envidar esforços para cumprir tudo o que nos for determinado, mas preci- samos ser diligentes, e ávidos por solução, esperando que o Senhor vai nos abençoar por completo. Se em nossa simplicidade de fé, ou incredulidade, desistirmos de conquistar a vitória ampla e final, certamente agire- mos como o rei Jeoás, ou seja, limitado em suas pretensões. A nossa luta deve pre- valecer até vermos a vitória completa em nossas vidas. Obra cOMPlEta Não é porque nossa situação está resol- vida em parte, que vamos deixar de cumprir os propósitos de Deus. SUBSÍDIO TEOLÓGICO O rei Jeoás não era um homem de fé, mas podia seguir instruções. No en- tanto, faltava-lhe o discernimento espiritual das pessoas que vivem de acordo com a Palavra e que caminham pela fé. Quando o profeta pôs suas mãos nas mãos do rei, esse gesto significou, sem dúvida alguma, a transmissão do poder de Deus. Quando Eliseu ordenou que ele atirasse uma flecha Ensinando as Nações 26 em direção à região sob o domínio dos si- ros, tratou-se claramente de uma referên- cia à vitória sobre o inimigo (Dt 32.42; Sl 120.4). O rei poderia ter entendido tudo isso, pois Eliseu lhe deu uma promessa ex- plícita de vitória. Porém, quando Eliseu ordenou que Jeoás tomasse as flechas restantes e que as atirasse contra o chão, o rei não teve o discernimento espiritual necessário para aproveitar ao máximo essa oportuni- dade. Se tivesse sido um adorador fiel do Deus vivo, teria enxergado a verdade, mas Jeoás era tão cego quanto os falsos deuses aos quais prestava culto (Sl 115.3-8). Atiraruma flecha garantiu a vitória, mas o nú- mero de vezes que ele acertou o chão de- terminou quantas vitórias Deus lhes daria. Pelo fato de Jeoás ter uma fé ignorante, limitou-se a apenas três vitórias sobre os siros. Mesmo enfermo, o profeta Eliseu expressou sua ira justificada pela ignorân- cia e incredulidade do rei. Jeoás perdeu uma oportunidade inestimável de destruir seus inimigos! “Faça-se-vos conforme a vossa fé” (Mt 9.29). Por mais importante que seja, não basta simplesmente conhe- cermos a vontade de Deus e obedecer a ela. Precisamos também entender a von- tade e os caminhos de Deus (Ef 5.17; Sl 103.7). Os mandamentos e os atos de Deus revelam seu caráter - se nossos olhos espirituais estiverem abertos (Ef 1.17-20). É assim que compreendemos os caminhos de Deus e que lhe servimos melhor, e é assim que o Senhor faz crescer nossa fé. WARREN W. Wiersbe. COMENTÁRIO BÍBLICO EX- POSITIVO - Históricos, Santo André (SP): Geográ- fica Editora, 2006, p. 541. GLOSSÁRIO Aflorar: Surgir espontaneamente. Belicamente: Relativo a bélico - concer- nente à guerra ou ao belicismo; belicoso. Delinear: Determinar os limites de; de- marcar. Inferir: Fazer inferência sobre; concluir, deduzir. Lampejo: Manifestação súbita e brilhante de inteligência. Profícuo: Que dá proveito; de que resulta o que se esperava; frutífero, lucrativo, útil, proficiente. Robustecida: Tornar-se robusto; fortale- cer-se, revigorar-se. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA DERETTI, Celso. VITÓRIA PELA FÉ, a confiança inabalável nas promessas de Deus, São Paulo: Palavra & Prece Editora, 2010. QUESTIONÁRIO 1 - Qual a nação que estava em con- flito com Israel? R - A Síria. 2 - Como se chamava o rei do Reino do Norte de Israel nessa época? R - Rei Jeoás. 3 - Em quais âmbitos Israel estava em crise? R - Político e religioso. 4 - Aponte cinco reações que pode- mos ter diante das dificuldades da vida. R - Resposta a critério do aluno. Ensinando as Nações 27 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 4, 77 e 193 O PREÇO DO CHAMADO Pr. Ondino Dias Bezerra Lição 12 Domingo, 22 de março de 2026 ENFATIZE Que a presença do Senhor na vida do crente é a solução para todos os proble- mas, sejam eles quais forem. Que a túnica de várias cores de José o qualificava como administrador res- ponsável do rebanho do seu pai. Que o crente que vive em comu- nhão com Deus prevalece sobre qualquer forma de ódio, inveja e outras coisas. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Entender que todas as coi- sas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, José foi um exemplo disso. - Saber que, apesar das provas por que passou, José não perdeu a sua fé e não blasfemou do seu Deus. - Compreender que, de fato, o Espírito Santo prepara o crente para fazer a obra para a qual Deus o designou. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Ninguém pôde interpretar os so- nhos de Faraó (Gn 41.8). Então o copeiro se lembrou de José na prisão e, assim, ele foi trazido à presença do rei que lançou de- safios contando-lhe os sonhos para obter a interpretação. Ao atender ao rei, José não usur- pou a glória devida ao Deus eterno e res- pondeu assim: “Isso não está em mim, mas é Deus que dará a resposta de paz a Faraó” (Gn 41.16). José tem, então, a oportunidade de entrar em cena e sugere ao rei que pro- videncie alguém competente para gover- nar o Egito (v.33). Esta sugestão agradou a Faraó que, prontamente, fez o seguin- te reconhecimento perante seus servos: “Acaso acharíamos um homem como este, em que haja o espírito de Deus?” (v. 38). GrandE PrOMOçãO De prisioneiro José passou a primeiro- -ministro e teve grande sucesso na administração dos negócios egípcios. SUBSÍDIO TEOLÓGICO A história de José provê o primei- ro estágio na transição de uma família pa- triarcal para uma nação independente, em harmonia com a promessa divina. O filho favorito, terrivelmente mimado, é odiado pelos irmãos, vendido como escravo e le- vado para o Egito. Ali, sua virtude, sabedo- ria e graça logo o colocam na liderança. Es- trangeiro, é caluniado e preso (Gn 37-39). A capacidade de interpretar sonhos, dada por Deus, faz com que o faraó lhe dispense Ensinando as Nações 28 atenção. Quando ele interpreta os sonhos que perturbavam o faraó, este fica impres- sionado com sua grande sabedoria e o nomeia para um alto posto administrativo (40-41). Essa posição, por sua vez, abre a oportunidade para José suprir sua pró- pria família durante um período de grande fome, trazendo-a para o Egito (42-47). Essa história, contada de maneira tão diferente em comparação com as his- tórias de Abraão e de Jacó, é uma longa lição: a providência de Deus leva a nada as artimanhas dos homens e emprega as más intenções deles para cumprir seus fins (50.20). Além disso, Deus protege e supre os que o seguem. A consequência da traição contra José é um passo importante na criação do povo escolhido. Os “filhos de Israel” tornam-se por um tempo uma comunida- de isolada protegida, habitando na terra de Gósen. A promessa de terra e de nacio- nalidade deve esperar, sendo cumprida es- pecificamente pela redenção dramática de Deus, que os livra da escravidão no Egito e lhes faz conquistar Canaã sob a liderança de Josué. LASOR, William S. INTRODUÇÃO AO ANTIGO TESTAMENTO, São Paulo: Vida Nova, 1999, pp. 52,53. GLOSSÁRIO Aleatoriamente: De forma aleatória - que depende das circunstâncias, do acaso; casual, fortuito, contingente. Dimensão: Extensão mensurável que de- termina a porção de espaço ocupada por um corpo; tamanho, proporção. Distintivo: Aquilo que distingue, diferen- cia, identifica; marca, sinal. Escrúpulos: Desprovida de escrúpulos - sem consciência de sentido moral; sem caráter íntegro. Mercadores: Que ou aquele que negocia tecidos, panos, artigos de lã etc. Outorgou: De outorgar - dar como favor; dar poderes a; facultar, conceder, conferir. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA GARADNER, Paul. QUEM É QUEM NA BÍBLIA SA- GRADA, São Paulo: Vida, 2004. QUESTIONÁRIO 1 - Qual é a solução para todos os problemas, sejam eles quais forem? R - A presença do Senhor na vida do cren- te. 2 - O que é necessário para que os lares crentes sejam “viveiros espiri- tuais”? R - Que haja verdadeiro despertamento, onde o coração dos pais converte-se aos filhos (Lc 1.17). 3 - Como o crente prevalece sobre qualquer forma de ódio, inveja e ou- tras obras do mal? R - Vivendo em íntima comunhão com Deus. 4 - Qual foi a exclamação de espanto de Faraó diante de José? R - “Acharíamos um varão como este, em quem haja o espírito de Deus”? (Gn 41.38). 5 - Qual foi o maior alvo da vitória de José? R - Deus usou José pra preservar o Egito e as nações vizinhas, mas o maior alvo foi preservar o seu povo. Ensinando as Nações 29 Hinos Sugeridos da Harpa Cristã: 376, 394 e 600 O CHAMADO PARA A RESTAURAÇÃO, NOSSA MISSÃO Pra. Maria da Conceição Ferreira e Silva Lição 13 Domingo, 29 de março de 2026 ENFATIZE Que ao saber dos fatos Neemias ficou sensibilizado, chorou, orou e jejuou pelos seus para vê-los restabelecidos. Que Neemias não ficou somente na intenção, ao contrário, agiu com cora- gem e ousadia para ajudar em tudo. Que Neemias, com muita austeri- dade distribuiu ordens, delegou autoridade e orientou acerca de todo o projeto. OBJETIVOS Ao término da aula, o aluno deve- rá ser capaz de: - Saber que aqui neste mundo a luta é renhida, por isto é imperativo enca- rar as lutas com fé e determinação. - Entender que o sucesso do nosso trabalho na obra do Senhor depende da união, dedicação e esforço de todos. - Aprender com Neemias que quaisquer tipos de problemas devem ser encarados com oração, jejum e trabalho. ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Normalmente quando lemos so- bre uma história fantástica como a de Nee- mias, concernente à reconstrução dos mu- ros de Jerusalém e da restauração (moral e espiritual) do seu povo, a primeira coisa que nos vêm à mente é sobre a infalível intervenção de Deus em todo o projeto.Claro! Ela é preponderante em tudo. Mas um fator igualmente importante no êxito de todo o processo pode ser notado na atuação de Neemias enquanto líder fiel a Deus e destemido quanto às funções dos seus auxiliares. Ele teve noção do quanto o sistema interativo era fundamental para a execução das obras, por isso coordenou eficientemente as tarefas colocando as pessoas certas nos lugares certos (Ne 3.2- 15), conseguindo padronizar um sistema de harmonia (algo tão necessário) entre seus comandados de modo tal que todos produziam sem disputas, ciúmes ou melin- dres. Fica aqui esta preciosa lição. FOrça EM dEus Os problemas difíceis têm solução quan- do homens comprometidos se levantam na força de Deus para agir. SUBSÍDIO DEVOCIONAL Como consolador, Neemias viveu perto das pessoas; como intercessor, per- to de Deus. Neemias era, acima de tudo, um homem de oração. Neemias sempre foi um homem muito ocupado, mas não tão ocupado a ponto de não ter tempo para Deus. Um truque do diabo é manter-nos tão ocupados que não encontramos tempo Ensinando as Nações 30 para orar. Se Neemias não fosse um homem de oração, o futuro de Jerusalém teria sido outro. A força da oração é maior do que qualquer combinação de esforços na ter- ra. A oração move o céu, aciona o braço onipotente de Deus, desencadeia grandes intervenções de Deus na História. Quan- do o homem trabalha, o homem trabalha, mas quando o homem ora, Deus trabalha. Neemias começa seu ministério orando. Sua oração é uma das mais significativas registradas na Bíblia. Vemos nela os ele- mentos da adoração, petição, confissão e intercessão. Um intercessor é alguém que se levanta diante do trono de Deus e a favor de alguém. Ésquilos foi condenado à morte pelos atenienses e estava para ser execu- tado. Seu irmão Amintas, herói de guerra, tinha perdido a mão direita na batalha de Salamis, defendendo os atenienes. Ele en- trou na corte, exatamente na hora que seu irmão estava para ser condenado e, sem dizer uma palavra, levantou o braço direito sem mão na presença de todos. Os histo- riadores dizem que quando os juízes viram as marcas do seu sofrimento no campo de batalha e relembraram o que ele tinha feito por Atenas, por amor a ele, perdoaram o seu irmão. Um intercessor torna-se responsá- vel diante do conhecimento de uma neces- sidade. O conhecimento de um problema nos responsabiliza diante de Deus e dos homens. O conhecimento dos problemas do seu povo levou Neemias a orar a respei- to do assunto. LOPES, Hernandes Dias. NEEMIAS, O líder que restaurou uma nação, São Paulo: Hagnos, 2014, pp. 31,32. GLOSSÁRIO Alarde: Atitude exibicionista e ostentosa. Diligente: Que tem prontidão; rápido, li- geiro. Frustrar: Não corresponder à expectativa; decepcionar-se. Porfias: Contenda de palavras; discussão, disputa, polêmica. Revide: Ato de revidar - dizer como res- posta, replicar fortemente; objetar. Terminantemente: Advérbio que signifi- ca de forma imperativa, categórica e que não admite recusa ou outra opção. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA LOPES, Hernandes Dias. NEEMIAS, O líder que restaurou uma nação, São Paulo: Hagnos, 2014. QUESTIONÁRIO 1 - O que levou Neemias a se envolver com a restauração de Jerusalém? R - Ele foi movido por compaixão, amor ao seu povo e zelo pela glória de Deus. 2 - Como a oração preparou Neemias para a missão? R - Durante quatro meses ele buscou a di- reção divina, e assim Deus abriu as portas diante dele (Ne 2.1-8). 3 - De que forma Neemias enfrentou as críticas e tentação para fazê-lo de- sistir? R - Ele se manteve firme, com foco e dis- cernimento, respondendo com oração e trabalho às provocações. 4 - Qual é a importância da restau- ração espiritual após a reconstrução material? R - A volta do povo para a palavra de Deus e o renovo da fé mostrando que a restau- ração verdadeira acontece no coração. Ensinando as Nações 31 CONVENÇÕES DA CIAD NOS ESTADOS PARA O 1º TRIMESTRE 2026 Março 28 e 29 de março de 2026 Palmas (TO) | Centro de Convenções Pr. Rodolfo Rodrigues da Costa Neto 25ª CONFIETO - Convenção Filiada no Estado do Tocantins Liderança Pastoral Ensinando as Nações 32