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Ciatostomíneos, Oesophagostomum Chabertia Continuação dos estudos dos estrôngilos Família Strongylidae · Estrôngilos de equídeos: cavalos, burros e mulas. · Parasitam o IG · Comum em equídeos criados soltos · Sério problema na equideocultura: alta prevalência · Sub-família Strongylinae: Grandes Estrôngilos (Strongylus vulgaris, S. edentatus, S. equinus) · Triodontophorus, Oesophagodontus: Outros gênero de estrôngilos grandes. · Sub-família Cyathostominae: Inclui os Pequenos Estrôngilos, os ciastomíneos · São muito prevalentes e a sua patogenia está principalmente associada ao encistamento das larvas na mucosa e submucosa do intestino grosso, podendo causar síndrome de má-absorção, enterite e, em casos de emergência maciça, diarreia grave e cólicas. Ciatostomíneos: pequenos estrôngilos de equinos Oesophagostomum: estrôngilos nodulares de ruminantes e suínos Chabertia: estrôngilos de IG de ovinos CARACTERÍSTICAS GERAIS - Superfamília Strongyloidea (estrôngilos) Parasitos de Intestino Grosso Cápsula bucal forte desenvolvida Machos com bolsa copuladora: extremidade posterior obs: a esquerda → macho a direita → fêmea PEQUENOS ESTRÔNGILOS (Cyathostomíneos) Atenção: Trichonema não é mais válido · Trichonema era um termo antigo usado como sinônimo para Cyathostomíneos Principais gêneros: · Bem tolerado (assintomático): se causar complicação é em animais mais jovens obs: helmintos de equinos · ciatostomíneos tem grande prevalencia, mas os animais toleram bem, diferente de grandes estrôngilos · Pequenos (5-12 mm) · Fêmeas ovíparas: botam ovos com embrião no ambiente. No ambientes esse embrião se desenvolve em larva L1 →L2 →L3 · Bolsa copuladora · cor: varia entre branco e vermelho-escuro · Cápsula bucal bem desenvolvida · cilíndrica · sem dentes · O perigo dos Pequenos Estrôngilos não está na cápsula bucal em si, mas sim na sua fase larvária, que se encista na parede do intestino grosso ( hipobiose), podendo sair de forma maciça CICLO (Sem fase migratória) - fêmea ovípara ovo nas fezes (não tem larva ainda) eclosão do ovo com L1 e desenvolvimento da larva no ambiente L1 → L2 → L3 (forma infectante) L3 sobe as pastagens → ingestão de L3 pelo equinos larva chega ao IG adentra a mucosa do IG → muda para L4 L4 volta a luz intestinal → adulto (ou L5 adulto jovem) → cópula → ovos PPP: 2-3 meses Larvas se desenvolvem melhor em períodos quentes IMPORTÂNCIA Extremamentes prevalentes: presentes em todos/quase todos equinos criados a pasto · poucos ou nenhum sinal clínico em adultos Infecção maciça em equinos jovens: · Anemia · Diarreia · Morte Hipobiose (Encistamento): inibição prolongada ou temporária no desenvolvimento larvar de nematóideos · Condições adversas (como um inverno rigoroso ou muitos medicamentos antiparasitários) → larvas L3 e L4 em hipobiose (dormência) centro dos cistos · Isso permite que o parasita sobreviva por longos períodos (meses ou até anos) e evita a ação dos vermífugos. · Condições são favoráveis (primavera/verão) ou gatilho imunológico/estressante → larvas encistadas (L4/L5) emergem maciçamente da parede intestinal, retornando à luz do intestino grosso. · Ao retornarem, elas se tornam adultos. · Fonte de infecção para hipobiose: · Larvas da estação quente anterior: · As larvas ingeridas no momento estão causando a infecção crônica, mas a doença grave é causada pela emergência das larvas antigas Consequência da hipobiose →Enterite Descamativa · emergência maciça das larvas → destrói camada superficial e protetora do intestino · Desnudamento da Mucosa: A parede intestinal fica "descascada" (descamada) e inflamada, perdendo sua capacidade funcional. · Má Absorção: O intestino perde a capacidade de absorver água, nutrientes e proteínas. · Perda de Proteína: hipoproteinemia → edema (principalmente nas áreas baixas como o ventre e membros). · Diarreia: É o sintoma mais dramático do quadro agudo, devido à grave inflamação e à falha na absorção de água. · Resposta Inflamatória: pode causar espessamento da parede e fibrose Oesophagostomum Vermes nodulares: por conta do encistamento das larvas e estimulam a formação de nódulos (reação inflamatória) no intestino Parasitam IG e ID Parasitas de ruminantes e suínos · Causam enterite em ruminantes e suínos MORFOLOGIA · brancos e espessos · 1-2 cm de comp. · cápsula bucal pequena · Circundada por coroas laminares · Vesícula Cervical Desenvolvida: · característica mais distintivas do gênero. · É uma expansão da cutícula na região da cabeça e esôfago. · Sulco cervical · Asas cervicais podem estar presentes · Machos com bolsa copuladora MORFOLOGIA OVOS: · 60- 75 um de comprimento x 35-40 um de largura · idênticos aos ovos de grandes estrôngilos CICLO - fêmea ovípara ovos nas fezes ( sem larva) eclosão do ovo com larva L1 L1 → L2 → L3 no ambiente ingestão de L3 junto a pastagens penetra na mucosa do IG ou ID forma nódulos → muda para L4 saem dos nódulos luz do intestinos → adulto → ovos PPP: 45 dias IMPORTÂNCIA · cosmopolita ( mas principalmente em áreas tropicais e subtropicais) · Formação de nódulos visíveis a olho nu em necropsia · Em reinfecção → nódulos ficam maiores → quando rompem → úlceras · Forma adulta não causa tanto problema e sim nos nódulos que são causados pelas formas larvais · Consequências: · Diarreia Debilitante (escura/esverdeada): A diarreia é um sintoma comum na esofagostomose · Febre, perda de apetite: Sinais sistêmicos de inflamação e infecção. · Sinais clínicos associados aos estágios larvais: formação de nódulos → enterite severa e má absorção. · Efeitos sobre produção de carne, lã e leite · Intestinos impróprios para processamento industrial CHABERTIA Parasitam IG de ovinos Principal espécie: Chabertia ovina Distribuição cosmopolita → maior ocorrência em regiões temperadas 10 000 ovos /dia MORFOLOGIA CICLO - mesmo ciclo dos Ciatostomíneos IMPORTÂNCIA · Amplifica os danos causados por outros parasitos intestinais: · Chabertia é raramente encontrado sozinho. · A lesão que ele causa na mucosa do intestino grosso pode facilitar a invasão de bactérias e piorar a ação de outros nematódeos presentes simultaneamente (infecção mista). · Adultos e larvas causam lesões nas paredes do intestino grosso: · Sangramento da parede intestinal · Infecções Maciças · Diarreia: Devido à enterite e à incapacidade de absorção de água. · Anemia: Causada pela perda crônica de sangue (parasita hematófago). · Hipoalbuminemia: A inflamação e o dano à parede intestinal resultam em perda de proteína para a luz intestinal, , diminuindo a concentração de albumina no sangue · Severa perda de peso: Resultado direto da má absorção de nutrientes, perda de apetite e catabolismo devido à inflamação. · Morte: Pode ocorrer em casos agudos de espoliação severa e debilidade extrema. · Infecções podem ser subclínicas: sem sinal clínico image11.png image16.png image23.png image12.png image19.png image14.png image21.png image24.png image22.png image20.png image39.png image27.png image25.png image26.png image9.png image28.png image29.png image40.png image2.png image6.png image1.png image4.png image5.png image18.png image3.png image7.png image10.png image8.png