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Tabola 3. Parâmetros farmacocinéticos populacionais estimados para drogas em pacientes adultos Parâmetro estimado PNEUMOTÓRAX da enzima-alvo, síntese de substâncias que inibam Clearance sistêmico (L/h) Volume de distribuição Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos. antibióticos. É interessante observar que a resistência Drogas de linha A vida inteira que podia ter sido e que não foi a certos antibióticos pode ser passada entre cepas Rifampina 1,15 19 53 Tosse, tosse, tosse. através do DNA plasmidial. A importância disso é a Rifapentina 0,6 2,03 37,8 Mandou chamar médico: formação de cepas multirresistentes. Rifabutina 0,2 61 231/1.050 Diga trinta e três. Em micobactérias, há outras formas mais es- Pirazinamida 3,56 3.4 29,2 Trinta e três... trinta e três... trinta e três... pecíficas de resistências aos antibióticos, conforme Isoniazida 2,3 22.1 35,2 - Respire. mostra a Figura 21. Etambutol 0,7 Clofazimina 0,7 0,6/76,7 1.470 senhor tem uma escavação pulmão esquerdo e PONTOS DE IMPORTÂNCIA Dapsona 1,04 1,83 69,6 pulmão direito infiltrado. 1. Deve-se utilizar antibiótico em terapia preventiva? Drogas de segunda linha Então, doutor, não é possível tentar pneumotórax? De maneira geral, não se deve fazer antibiótico Etionamida 0,25 Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. em terapia preventiva. Casos especiais: febre Ácido para-aminossalicílico 0,4 reumática, esplenectomia (até 1 ano após pro- Manuel Bandeira Cicloserina 1,9 cedimento) e outros. 2. É recomendável associar antibióticos? a: volume do compartimento central/volume do compartimento periférico; b: expresso por quilograma de peso corpóreo. Fonte: Goodman et al., MECANISMOS DE RESISTÊNCIA De maneira geral, não. Casos especiais: resis- A ANTIBIÓTICOS tência a antibioticoterapia isolada. A maneira Há vários mecanismos de resistência a antibióti- correta é fazer antibiograma e utilizar a droga Pteridina + PABA Os principais são: bomba de efluxo, mutação adequada. Inibidores: dapsona, PAS, Di-hidropteroato sintase sulfonamidas (folP1/P2) Timidilato Ácido di-hidropteroico sintase X (thyX) Enzima-alvo Di-hidrofolato sintase (folC) dUMP dTMP Ácido di-hidrofólico Timidilato sintase A Di-hidrofolato redutase (dfrA) A Antibiótico mata a bactéria selvagem Ácido tetraidrofólico Enzima-alvo alterada Produto do gene R Bomba de efluxo Figura 19. Mecanismo de ação da dapsona e ácido para-aminossalicilico. Fonte: Goodman et al., 1996. Ácido para-aminossalicílico (PAS) inhA resultando na inibição da síntese de ácido O PAS foi primeiro tratamento efetivo para TB. micólico. Seu mecanismo de ação é similar ao das sulfonamidas Resistência ao antibiótico Resistência ao antibiótico D Resistência ao antibiótico sulfanilamídicas, ou seja, está envolvido na biossíntese Outros de ácido fólico. Além dos supracitados, há vários fármacos já estuda- Figura 20. Mecanismo de resistência a antibióticos. dos que são utilizados no tratamento de infecções por Fonte: Alberts et al. Etionamida micobactérias: fluoroquinolonas, aminoglicosídeos A etionamida é metabolizada por enzimas mico- (com destaque à estreptomicina) e macrolídeos. Há, bacterianas e, assim, inibe 0 crescimento dessas ainda, outras drogas: clofazimina, PA-824, TMC-207, bactérias por inibir a atividade do produto gênico capreomicina, etc. 276 277Tabela 4. Resumo do espectro antibacteriano das drogas antimicrobianas mais frequentemente utilizadas (continuação) Droga incapaz de Classe ou Grupo Droga Espectro antibacteriano Condições resultam em estado Alteração da enzima previne penetrar a parede celular quiescente/não replicativo; drogas que bloquelam conversão da pró-droga para a Macrolídeos Eritromicina, roxitromicina, Estreptococos, Mycoplasma pneumoniae, Chlamidophila processos metabólicos não apresentam efelso forma (pirezinamida, durante O estado de quiescência (exceção: isonlazida) claritromicina pneumoniae, Chlamydia trachomatis, Legionella spp rifamicina, fluoroquinolonas) Azitromicina Semelhante aos outros macrolídeos acrescido de Haemophilus influenzae Quinolonas nalidíxico Escherichia coli (apenas cistite) Norfloxacina Escherichia coli (apenas cistite) H+ Pró-droga H+ Ciprofloxacina Enterobactérias, Pseudomonas aeruginosa, estafilococos H+ H+ H+ H+ Quinolonas respiratórias Enterobactérias, estreptococos, estafilococos H+ H+ H+ H+ H+ Drogas com ação Clindamicina Anaeróbios, estreptococos, estafilococos Mutações no DNA RNA polimerase antianaeróbia Metronidazol Anaeróbios em genes de reparo Baixo pH promove geram resistência a inativação da droga Cloranfenicol Anaeróbios, estreptococos, Escherichia coli e algumas outras (estreptomicina) múltiplas drogas DNA enterobactérias Droga jogada para fora da Glicopeptídeos Vancomicina, teicoplanina Estafilococos resistentes a beta-lactâmicos célula antes de atingir seu alvo (estreptomicina, Alterações estruturais de proteínas-alvo Sulfas Estafilococos, Escherichia coli e algumas outras enterobactérias isoniazida, etambutol) previnem reconhecimento pela droga (rifamicina, etambutol, estreptomicina, Daptomicina Estreptococos, estafilococos, enterococos fluoroquinolonas, macrolídeos) Oxazolidinona Linezolida Estreptococos, estafilococos, enterococos Figura 21. Mecanismo de resistência a antibióticos por micobactérias. Polimixinas Polimixina B, colistina Enterobactérias, Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter spp Fonte: Goodman et al., 1996. (utiliza-se principalmente contra bactérias multirresistentes) Fonte: Lewin et al., 2014. Tabola 4. Resumo do espectro antibacteriano das drogas antimicrobianas mais frequentemente utilizadas Classe ou Grupo Droga antibacteriano Penicilinas Ampicilina, amoxicilina Estreptococos BIBLIOGRAFIA 6. Harvey RA. Pharmacology. Philadelphia: Lippincott's Oxacilina Estafilococos, estreptococos 1. Alberts B, Joshnson A, Lewis J, Raff M, Roberts K, Walter illustreted reviews, 2008. Piperacilina Estreptococos, enterobactérias e Pseudomonas aeruginosa P. biology of the cell. Garland Sciences. 7. Katzung BG, Masters SB, Trevor AJ Basic & clinical Cefalosporinas geração Estreptococos, estafilococos, enterococos 2. Boron WF, EL. Medical physiology. 2.cd. Phila- pharmacology. New York: McGraw-Hill, 2010. geração Cefuroxime: mesma atividade que geração acrescida de delphia: Elsevier, 2012. 8. Rowland M, Tozer TN. Clinical pharmacokinetics con- Haemophilus influenzae 3. Focaccia R. Tratado de infectologia. São Paulo: Atheneu. cepts and applications. 3.ed. Philadelphia: Lippincott Wil- Cefoxitina: enterobactérias e anaeróbios 4. Golan DE, Tashjian Jr AH. Principles of pharmacology: liams & Wilkins, 1995. geração Enterobactérias e estreptococos the pathophysiologic basis of drug therapy. Phila- 9. Levin ASS, Kobata CHP, Litvoc MN. Princípios do uso geração anti-Pseudomonas Enterobactérias e Pseudomonas aeruginosa delphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & antibióticos macrobianos: repostas. Rev geração Atividade semelhante à geração combinada à geração anti- Wilkins, 2012. (São Paulo) 2014; 93(2): 63-8. -Pseudomonas 5. Goodman LS, Gilman A, Hardman JG, Gilman AG, Limbird Carbapenens Ertapenem Enterobactérias, estreptococos, estafilococos, anaeróbios LE (cds.). Goodman and Gilman's the pharmacological Imipenem, meropenem Mesma atividade que ertapenem acrescida de Pseudomonas basis of therapeutics. 12.cd. New York: McGraw-Hill, 1996. aeruginosa e Acinetobacter spp Combinação Amoxicilina/clavulanato Estreptococos, estafilococos e anaeróbios com inibidores de Ampicilina/sulbactam Estreptococos, anaeróbios e Acinetobacter spp beta-lactamase Piperacilina/tazobactam Estreptococos, estafilococos, enterococos, enterobactérias, Pseudomonas aeruginosa e anaeróbios Aminoglicosídeos Gentamicina Enterobactérias Amicacina Enterobactérias e Pseudomonas aeruginosa (continua) 279 278