Resumo Direito Constitucional   Aula 01
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Resumo Direito Constitucional Aula 01


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D. Constitucional 
Data: 29/08/2011 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula 
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros 
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais. 
 
 Centro: Rua Buenos Aires, 56 - 2º, 3º e 5º andares \u2013 Tel.: (21)2223-1327 1 
Barra: Shopping Downtown \u2013 Av. das Américas, 500 - bl. 21, salas 157 e 158 \u2013 Tel.: (21)2494-1888 
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Assuntos tratados: 
1º Horário. 
\ufffd Constitucionalismo / Constitucionalismo Antigo / Constitucionalismo Medieval 
/ Constitucionalismo Moderno / Constitucionalismo Contemporâneo / 
Constitucionalismo do Futuro ou Por Vir / Constitucionalismo Internacional ou 
Globalizado / Conceitos Importantes / Neoconstitucionalismo 
2º Horário. 
\ufffd Transconstitucionalismo / Interconstitucionalismo / Histórico das Constituições 
Brasileiras / Constituição de 1824 / Constituição de 1891 / Constituição de 1934 
/ Constituição de 1937 / Constituição de 1946 / Constituição de 1967 / 
Constituição de 1988 / Concepções de Constituição / Concepção jurídica ou 
positivista (Hans Kelsen) / Concepção política da Constituição (Carl Schmitt) / 
Concepção Sociológica (Ferdinand Lassale) / Concepção Axiológica (Ronald 
Dworkin) / Concepção concretista ou concretizadora (Konrad Hesse) / 
Concepção Histórico-Universal / Elementos da Constituição / Elementos 
Orgânicos / Elementos Limitativos / Elementos Socioideológicos / Elementos de 
Estabilização Constitucional / Elementos Formais de Aplicabilidade / Questão 
de prova relacionada aos temas abordados 
 
E-mail do professor: joaomendes@enfasepraetorium.com.br 
 
Principais temas abordados em provas CESPE/área federal: 
\u2022 Controle de constitucionalidade (tema mais importante) 
\u2022 Processo legislativo (muito comum interreralação com controle de 
constitucionalidade) 
\u2022 Interpretação constitucional 
\u2022 Repartição de competências entre os entes da federação (muito comum 
interreralação com controle de constitucionalidade) 
O perfil das questões é altamente jurisprudencial, devendo ser dado enfoque à 
jurisprudência do STF (Informativos). Com relação aos julgados de grande relevância, 
aconselha-se a leitura do seu inteiro teor. 
 
 
 D. Constitucional 
Data: 29/08/2011 
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Bibliografia: 
\u2022 Pedro Lenza, Direito Constitucional Esquematizado \u2013 livro completo e bastante 
didático, que, apesar de ser um pouco superficial em alguns pontos, é altamente 
recomendável. 
\u2022 Gilmar Mendes, Curso de Direito Constitucional \u2013 livro bastante denso, havendo uma 
ressalva com relação à edição do ano de 2011, pois alguns trechos desenvolvidos por 
Inocêncio Coelho foram suprimidos e não estão tão satisfatoriamente escritos. 
\u2022 Luiz Roberto Barroso, Controle de Constitucionalidade \u2013 possui a matéria completa e 
aprofundada, com linguagem bastante acessível e imprescindível na parte de controle. 
\u2022 Canotilho, Direito Constitucional e Teoria da Constituição: capítulo sobre 
interpretação da constituição ou Gilmar Mendes, versão de 2010: capítulo sobre 
interpretação da constituição. 
 
Roteiro Geral das Aulas: 
1. Teoria da Constituição (média de 2 aulas) 
2. Controle de constitucionalidade (média de 5 aulas) 
3. Interpretação da constituição (1 aula) 
4. Direitos fundamentais (média de 2 aulas) 
5. Federação (média de 2 aulas) 
6. Poderes/Processo Legislativo (média de 2 aulas) 
 
1º Horário 
 
1. Constitucionalismo 
 
1.1.Constitucionalismo Antigo 
Não apresenta o modelo de constituição atual, trazendo, no entanto, algumas 
influências sobre a cultura ocidental, quais sejam: 
a) influência judaico-cristã: homem criado à imagem e semelhança de Deus \u2013 
Imago Dei. Ser humano detentor de uma dignidade própria, sendo todos iguais 
perante o criador. Para Karl Lowenstein, a história do povo hebreu é uma influência 
para o controle de constitucionalidade, pois havia profetas que faziam a análise de 
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compatibilidade entre as leis do rei e as leis de Moisés, contribuindo para a criação do 
constitucionalismo. 
b) influência grega: idéia de democracia (homem ser governado pelo próprio 
homem) e o pensamento de Protágoras de que \u201cO homem é a medida de todas as 
coisas: das que são, enquanto são, e das que não são, enquanto não são\u201d. Segundo 
este pensamento, é necessário que se escolha algum parâmetro para que se diga se 
algo é ou não, sendo o homem tal critério de análise. Tal pensamento de Protágoras 
foi traduzido no antropocentrismo do iluminismo, que é influência fundamental ao 
constitucionalismo moderno. 
c) influência romana: traz a idéia do direito como conjunto de leis (Codex), 
como a Lex Regia, por exemplo, que era uma lei disciplinadora dos poderes do 
governador. 
 
1.2. Constitucionalismo Medieval 
Observa-se a figura dos pactos. De um lado, encontra-se o rei e, de outro, os 
nobres. O rei precisa de apoio (financeiro) da nobreza nas guerras e os nobres exigem 
daquele o reconhecimento de alguns direitos. 
O maior exemplo deste constitucionalismo medieval é a Magna Charta 
Libertatum (1215), celebrada entre o rei João Sem Terra e os barões ingleses, 
conhecendo um conjunto de direitos escritos. Uma crítica feita pela doutrina é no 
sentido de que esses direitos eram verdadeiros privilégios estamentais e não direitos 
universalizados a todos os súditos. 
No entanto, alguns institutos atuais têm a Magna Carta como influência: 
a) No taxation without representation: nenhum tributo pode ser aprovado sem 
que os representantes do povo o aprovem, traduzindo o Princípio da Legalidade 
Tributária. 
b) The law of the land: segundo esse princípio, ninguém seria julgado senão 
segundo a lei da terra, que deveria reconhecer o ato como infração antes de sua 
prática. Fundamenta o nosso Princípio da Legalidade Penal. Traduz-se também no due 
process of law, ou devido processo legal. 
c) Princípio da proporcionalidade: sobretudo no âmbito penal, ninguém poderá 
ser punido ou sancionado, senão na medida da gravidade da infração. 
O constitucionalismo medieval, com a idéia de haver um conjunto de direitos 
limitando o poder do rei, influência bastante o constitucionalismo moderno. 
 
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