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Faculdade: UNEC
Curso: Agronomia 
Matéria/disciplina: Morfologia e Sistema Vegetal 
Professor: Ronny Francisco de Souza
Acadêmico: Eliézio Lopes da Silva 
Período: 3º período
Data: 17/11/2025 – 2º feira 
RESUMO 09
Morfologia e Sistemática Vegetal
REINO PLANTAE ANGIOSPERMA 
No processo evolutivo, as angiospermas (Filo Anthophyta) surge como mais um grupo de plantas que mantém a característica de formar sementes, no entanto, a principal diferença desse grupo para os das gimnospermas é de que os óvulos estão encerrados em ovários. Outra novidade nesse grupo, está em manter os órgãos produtores de grãos de pólen como os de óvulos agrupados em estruturas denominadas flores.
As flores foi uma importante novidade evolutiva, que se desenvolveu a partir da modificação das folhas nas extremidades dos ramos vegetativos. Os óvulos desenvolvidos passam a formar as sementes, bem como os ovários se desenvolvendo formarão os frutos.
Eventos em angiosperma como dupla fecundação, a formação do endosperma triploide com o papel de nutrir o embrião são também novidades exclusivas nesse grupo.
CLASSIFICAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS
Baseado nas características morfológicas, as angiospermas são classificadas em dois grandes grupos, as monocotiledôneas e as dicotiledôneas, onde em plantas com a presença de um cotilédone são denominadas de monocotiledôneas e dicotiledônea para plantas com dois cotilédones presentes em uma semente.
As angiospermas podem ser divididas em dois grandes grupos que são denominados a partir do número de cotilédones. Os cotilédones são as primeiras folhas do embrião da semente em germinação, que fornece nutrição e proteção à plântula em desenvolvimento. As angiospermas são divididas em monocotiledôneas e dicotiledôneas, que possuem outras diferenças além da quantidade de cotilédones.
Monocotiledôneas: possuem semente com um cotilédone, nervuras nas folhas em forma de feixes paralelos, vasos condutores dispersos e raízes fasciculadas. A maioria das monocotiledôneas são gramíneas ou herbáceas como arroz, milho, orquídeas, erva-cidreira, trigo. Algumas monocotiledôneas se desenvolvem em árvores como as palmeiras, coqueiros e bananeiras. As angiospermas monocotiledôneas têm as estruturas florais desenvolvidas em múltiplos de três e são chamadas trímeras.
Dicotiledôneas: também chamadas de eudicotiledôneas, possuem semente com dois cotilédones, nervuras ramificadas, vasos condutores dispostos e raízes pivotantes. As dicotiledôneas podem ser herbáceas, gramíneas, arbustos ou árvores e são exemplos roseira, abacateiro, carvalho, feijão, goiabeira e muitas outras. As angiospermas dicotiledôneas têm as estruturas florais desenvolvidas em múltiplos de quatro ou cinco e são chamadas tetrâmeras ou pentâmeras.
FLOR
As flores são as estruturas reprodutivas das plantas angiospermas, que podem ser monoicas ou dioicas. As plantas monoicas são aquelas cujos indivíduos de uma espécie apresentam tanto estruturas reprodutivas masculinas como femininas. Elas podem ocorrer juntas nas flores, que são chamadas de hermafroditas. Existem plantas monoicas que não possuem flores hermafroditas, mas flores masculinas e femininas separadas e distintas em um mesmo indivíduo. Já as plantas dioicas são aquelas em que existem indivíduos masculinos e femininos, cada qual produzindo apenas as respectivas flores de seu sexo.
ESTRUTURAS DA FLOR
As pétalas, sépalas, pedúnculo e receptáculo são estruturas presentes em todas as flores, sejam elas masculinas ou femininas. Eles partem do verticilo, que tem início na região alargada do pedúnculo (receptáculo) e que forma o eixo a partir do qual as estruturas florais emergem.
· Pétalas: estruturas múltiplas e geralmente coloridas que têm como principal função a atração de polinizadores. O conjunto de pétalas de uma flor é chamado de corola.
· Sépalas: são geralmente verdes e mais rígidas e protegem o botão floral antes de sua abertura. O conjunto de sépalas de uma flor é chamado de cálice.
· Pedúnculo: haste que suporta a flor.
· Receptáculo: sustenta as estruturas florais (corola, cálice, androceu, gineceu).
A estrutura reprodutiva masculina da flor é o estame, cujo conjunto é chamado de androceu. O estame é composto por filete e antera.
· Filete: haste que parte do receptáculo e sustenta a antera.
· Antera: região terminal do estame onde são produzidos os grãos de pólen. O pólen (micrósporo) quando se adere ao estigma dá origem ao gametófito masculino (microgametófito), que se estende para dentro do estilete formando o tubo polínico, que leva o gameta masculino (anterozoides) até os óvulos, que contêm a oosfera (gameta feminino).
A estrutura reprodutiva feminina da flor é o pistilo, cujo conjunto é chamado de gineceu. O pistilo é formado pelo ovário, estilete e estigma.
· Ovário: abriga os óvulos em cavidades chamadas de lóculos e geralmente está contido internamente ao receptáculo. Transforma-se no fruto após a fecundação e a partir dele se estende o estilete. Dentro do ovário existem lóculos com óvulos, que são estruturas que contêm o saco embrionário (gametófito feminino ou mega gametófito) e a oosfera (gameta feminino). Transformam-se nas sementes após a fecundação.
· Estilete: haste que se estende do ovário e se liga ao estigma e pela qual adentra o tubo polínico.
· Estigma: extremidade superior do pistilo em formato achatado, na qual os grãos de pólen podem aderir.
POLINIZAÇÃO
A polinização é o processo de transporte dos grãos de pólen até o estigma. A autofecundação pode ocorrer em indivíduos monoicos com ou sem flores hermafroditas, se as estruturas masculinas e femininas amadurecerem no mesmo período. A fecundação cruzada ocorre quando o pólen de um indivíduo chega até o pistilo de um outro indivíduo e gametas de indivíduos diferentes formam um zigoto.
CICLO DE VIDA DAS ANGIOSPERMAS.
O ciclo de vida das angiospermas, assim como de todas as plantas, é diplobionte, ou seja, com alternância de gerações. Existem dois adultos no ciclo de vida diploide: o esporófito (2n) e o gametófito (n). As angiospermas, assim como as gimnospermas, são espermatófitas, que é o nome dado às plantas que produzem sementes. O adulto haploide (gametófito) nas angiospermas é microscópico, enquanto o adulto diploide (esporófito) é duradouro e visível. A meiose ocorre no esporófito (2n) dando origem aos esporos (n).
· Esporófito: é o adulto duradouro e diploide (2n) nas angiospermas e produz esporos (n) por meio da meiose. O esporo masculino é chamado de micrósporo (n) e é o grão de pólen produzido nos esporângios das anteras. O esporo feminino é chamado de megásporo (n) e é produzido nos esporângios femininos nos lóculos do ovário. O adulto esporófito se origina a partir da germinação do embrião na semente. O embrião se desenvolve no adulto esporófito e se origina do zigoto (união de gametas).
· Gametófito: é o adulto temporário nas angiospermas e produz gametas (n) por meio de mitose. Origina-se a partir da germinação do esporo (n). O gametófito masculino se desenvolve a partir da germinação do grão de pólen (micrósporo) sobre o estigma, dando origem ao tubo polínico e produzindo os gametas por meio de mitose. O megásporo nos óvulos germina e dá origem ao gametófito feminino, o saco embrionário, que produz gametas por meio de mitose."
FRUTO
Os frutos podem ser simples, onde os quais se originaram de um só ovário. Dentro desse grupo temos os frutos carnosos que se caracterizam por apresentar material suculento como visto em baga, peponídeo, drupa, hesperídeo, etc... Já os frutos secos, apresenta material seco e duro. Esses podem ser deiscente que se abre quando maduro e indeiscente quando não se abre quando maduro.
Os frutos podem ser múltiplos onde se originam de uma única flor que tem vários ovários, como visto nos morangos. Os frutos também podem ser compostos, originam-se dos ovários de muitas flores que crescem em um mesmo ramo, como o abacaxi. O termo usado para definir os pseudofrutos é toda parte carnosa que se origina de outra parte da flor que não seja o ovário.
Os frutos formados podem serdispersos pelo vento (anemocoria), por animais (zoocoria), pela água (hidrocoria) ou promovida pelo próprio vegetal (autocoria).
· Epicarpo: região mais externa do fruto que o protege e normalmente é mais resistente. Origina-se da parede externa do ovário.
· Mesocarpo: compõe a polpa do fruto e muitas vezes é comestível. Origina-se do tecido médio do ovário.
· Endocarpo: é a região mais interna e envolve as sementes, podendo ser carnoso ou rígido.
Anicuns – GO, Dia 17 de novembro de 2025 
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